A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
***************************************************
“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
----
''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
=========valor ...ria...nine
folha gmail df1lkrha
***
quarta-feira, junho 17, 2009
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?..."
17 de junho de 2009
O Globo
Manchete: Crise derruba arrecadação federal pelo sétimo mês
Eu?
Acuado por denúncias que atingiram a imagem do Senado, o presidente da Casa, José Sarney, usou a tribuna para se defender, mas não anulou os atos secretos usados para nomear parentes e aumentar salários, nem afastou o atual diretor-geral, Alexandre Gazineo. "A crise não é minha, é do Senado", "Eu não sei o que é ato secreto" e "Nós não temos nada a ver com isso" foram frases usadas por Sarney, que preside a Casa pela terceira vez, para negar responsabilidade e dizer que está empenhado em moralizá-la. Senadores fizeram sugestões, e ele prometeu estudá-las. (págs. 1, 3 a 5, Roberto DaMatta e editorial "Defesa do Senado")
Foto legenda: O presidente do Senado, José Sarney, discursa para se defender: "Não temos nada a ver com isso"
Irã ameaça imprensa, mas vai recontar votos
'Old kids on the block'
O chanceler brasileiro, Celso Amorim, recorreu a um fenômeno musical dos anos 80 e 90 do século passado para falar da importância dos chamados Brics (Brasil, Rússia, Índia e China). Em entrevista a Vivian Oswald, ele comparou a relevância dessas nações ao sucesso, da banda "New Kids on the Block", de Boston. Em Ekaterinburgo, na Rússia, Lula e os líderes dos outros países pediram reforma monetária. (págs. 1, 17, Míriam Leitão e Merval Pereira)
Foto legenda: O quarteto de Ekaterinburgo: Lula, Medvedev, Hu Jintao e Singh
Relatório de Obama prevê NY inundada
Anvisa alerta: ovo cru faz mal à saúde
No INSS, greve contra avaliação de desempenho
Charge Chico: Entreouvido no recôndito do Drummond de Pericumã
------------------------------------------------------------------------------------
Folha de S. Paulo
Manchete: Depósitos na poupança triplicam
Menos de um mês após o governo propor novas regras na poupança para impedir a migração de recursos dos fundos, os depósitos triplicaram, relata Toni Sciarretta. Nos primeiros sete dias úteis de junho, foram R$ 2,018 bilhões, já descontados os saques.
A média diária registrada no início deste mês foi de R$ 288,4 milhões. O volume de junho supera toda a captação líquida em maio, que já havia sido o melhor mês do ano para a poupança. No mês passado, os depósitos somaram R$ 1,881 bilhão, ou R$ 94 milhões diários.
A alta das aplicações na poupança ocorre no momento em que a maioria dos fundos tem rendimento líquido inferior ao da caderneta. No início de junho, os fundos DI e os de renda fixa perderam R$ 3,98 bilhões, diz a Anbid (associação dos bancos de investimento).
Os fundos cobram taxa de administração, e seu rendimento acompanha os juros básicos, que vêm caindo.
Os bancos já reivindicam redução no direcionamento obrigatório de recursos da poupança para o financiamento habitacional, que atualmente é de 65%. (págs. 1 e B1)
Marcelo Coelho: 'Maioria ordeira' da USP prefere delegar ação à PM
Estivesse presente às assembleias, a "maioria ordeira" negaria legitimidade aos movimentos de reivindicação. Em última análise, ela prefere delegar a defesa da ordem à polícia. (págs. 1 e E12)
Foto legenda: Literatura e sociedade
Em rara aparição pública, o critico literário Antonio Candido, 90, fala a cerca de 450 pessoas, na maioria estudantes, em debate sobre a presença da PM no campus da USP; para Candido, ação da polícia é um 'atentado aos direitos mais sagrados' de discussão (págs. 1 e C5)
Brasil é o lugar onde professor mais perde tempo de aula
Os brasileiros ainda lidam com turmas maiores e têm menos experiência do que a média de outros países, afirma o relatório. (págs. 1 e C1)
Desoneração e crise mantêm arrecadação em queda no país
Para a Receita, crise e desonerações tributárias explicam a queda. Apesar do cenário na economia, os gastos do governo crescem a taxas superiores a 10%. (págs. 1 e B3)
Irã impede trabalho da imprensa estrangeira
Ao menos sete pessoas morreram no maior protesto em 30 anos de regime islâmico, na segunda. Ante acusações de fraude eleitoral, a principal instância jurídica vai recontar votos em algumas áreas, mas rejeitou um novo pleito. (págs. 1, A9 e A10)
Procuradoria vai investigar atos secretos do Senado
Países do Bric decidem agir de maneira coordenada no G20
Conselho tenta fechar casas de parto sem médico
O CFM quer que as casas funcionem em hospitais. Os enfermeiros são contra: para o presidente do conselho nacional, é uma reação corporativa dos médicos. (págs. 1 e C9)
Prefeitura de SP divulga salários dos servidores
Editoriais
------------------------------------------------------------------------------------
O Estado de S. Paulo
Manchete: Sarney vai à tribuna e diz que crise não é dele, é do Senado
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), discursou ontem na tribuna para se defender dos escândalos da Casa. Apesar de ter ao menos meia dúzia de parentes e aliados nomeados por meio de atos secretos, conforme revelou o Estado, Sarney disse que não aceita ser julgado por causa do emprego dado a um neto ou a uma sobrinha. Para ele, isso é uma "falta de respeito" para quem tem 50 anos de vida pública, além de implicá-lo em questões administrativas: "Eu não vim para administrar, para saber da despensa do Senado. Eu sou o presidente do Senado para exercer uma função política". Sarney procurou responsabilizar todos os senadores, ao dizer que “a crise é do Senado, não é minha", mas conquistou o apoio dos líderes da Casa ao afirmar que vai continuar a “corrigir erros" e "tomar providências sem soltar fogos de artifício". Segundo Sarney, o escândalo em torno das práticas no Senado está num contexto de “crise das democracias representativas". (págs. 1 e A4)
"Todos nós aprovamos (os atos da direção do Senado). O Senado, no seu conjunto, aprovou"
"É uma injustiça do País julgar um homem como eu, com tantos anos de vida pública, com a correção que tenho de vida austera, de família bem composta"
"Eu acredito que muita gente está interessada em enfraquecer o Senado e as instituições legislativas. São grupos econômicos, são alguns setores radicais da mídia, são radicais corporativistas"
Foto legenda: O senador em seu labirinto - Sarney, atrás de Calheiros, após discurso em defesa de sua biografia
MP entra no caso e decide abrir inquérito
Isenções fiscais tiram R$ 10,9 bi de receita
Brics buscam regulação financeira conjunta
Funcionários da Prefeitura de SP recebem até R$ 143 mil
Oposicionista rejeita nova contagem de votos no Irã
Obama diz que agirá para deter ameaça da Coreia
Gripe suína: Adolfo Lutz faz sequenciamento
USP: Chauí e Candido defendem greve
Notas & Informações: Um defensor da teocracia iraniana
Roberto DaMatta: De quem é afinal a responsabilidade?
Dora Kramer: Um político perdido no espaço
------------------------------------------------------------------------------------
Jornal do Brasil
Manchete: Começam a ser pagas as indenizações do voo 447
A companhia francesa Axa, seguradora da Air France e da Airbus, começou a pagar às famílias de vítimas do voo 447 que caiu com 228 pessoas sobre o Atlântico - um adiantamento das indenizações a que terão direito, no valor de 17.600 euros (cerca de R$ 47 mil), com base em legislação internacional que determina auxílio nas primeiras despesas dos familiares das vítimas. O valor das indenizações ainda não foi calculado. Segundo o jornal Le Monde, o total ficará entre US$ 330 milhões e US$ 750 milhões, o que pode tornar o acidente do voo Rio-Paris o mais caro da história da aviação, à frente da queda de um avião da American Airlines, em 2001, que custou US$ 708 milhões. (págs. 1 e País A5)
Paralisação no INSS já atinge 16 estados
Nova cepa do vírus da gripe suína
Recontagem de votos não acalma o Irã
Bric exige mais poder de decisão
Mangabeira avisa a Lula que sairá
Sociedade Aberta
Economista
Reunião dos Brics fortalece emergentes nos fóruns internacionais. (págs. 1 e A3)
Sociedade Aberta
Analista de inteligência
O sonho de um Estado palestino será mais uma vez prorrogado. (págs. 1 e A23)
Sociedade Aberta
Deputado federal (PPS-SC)
Pelo fim da maldade contra os aposentados do INSS. (págs. 1 e A7)
------------------------------------------------------------------------------------
Correio Braziliense
Manchete: Distritais aprovam gastança
Sarney joga a crise para os servidores
R$ 2,4 bilhões. (págs. 1 e 3)
Um ano de Lei Seca
Foto legenda: Giovanna, de 5 anos, morreu atropelada por um motorista bêbado. A família se engajou na luta contra a mistura álcool e direção
Corrupção: PF desbarata esquema de frigoríficos
Brasileiros isolam vírus da gripe
------------------------------------------------------------------------------------
Valor Econômico
Manchete: Plano de safra dá força à 'classe média' rural
Ao menos R$ 50 bilhões serão emprestados a juros subsidiados. Algumas medidas foram aprovadas ontem em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional e devem ser anunciadas na segunda-feira. Para a agricultura familiar, sai amanhã o plano já anunciado de R$ 15 bilhões. (págs. 1 e B12)
Bancos vão assumir Brasil Ecodiesel
-------------------
http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
--------
terça-feira, junho 16, 2009
AIR FRANCE: FRANÇA vs. BRASIL (SARKOZY vs. LULA)
| Desentendimento sobre indenizações |
Jornal do Brasil - 16/06/2009 |
O governo da França apressou-se em desmentir a declaração do presidente Lula de que seu colega francês, Nicolas Sarkozy, havia garantido indenização aos parentes das vítimas do voo 447. Lula esteve com Sarkozy em Genebra, em um encontro da OIT, onde pediu que sindicatos e trabalhadores ajudem a formar uma nova ordem econômica. Governo francês nega que se responsabilizará por pagamentos, como declarou Lula ontem O presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizou, ontem, em Genebra, na Suíça, juntamente com o governo da França, um pequeno desentendimento em relação à maneira como as indenizações de parentes de vítimas do voo 447 da Air France serão conduzidas. Lula disse, após encontro com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que o governo da França havia se responsabilizado por todas as indenizações a serem pagas a familiares, no que foi desmentido pelas autoridades francesas. De acordo com um porta-voz do Ministério dos Transportes francês, as indenizações ficarão por conta da companhia aérea. A própria Air France confirmou à agência de notícias Associated Press que seria o seguro da empresa, e não o governo, que se ocuparia das indenizações. Ontem, as equipes de buscas da Marinha e da Aeronáutica informam que militares a bordo das aeronaves avistaram destroços a cerca de 950 quilômetros de Fernando de Noronha, em área próxima ao local onde materiais foram encontrados anteriormente. Não foram avistados novos corpos. A Fragata Bosísio está em deslocamento para Fernando de Noronha com os seis corpos anteriormente encontrados pela Marinha Francesa e transferidos para o navio brasileiro. A previsão é de que a embarcação chegue hoje à costa brasileira. Substituição A Air France informou ontem que substituiu todos os sensores externos que medem a velocidade da aeronave, o pitot, em sua frota de aviões Airbus A330 e A340, por modelos de nova geração. A afirmação foi feita à agência France Presse pelo porta-voz do SNPL, sindicato majoritário da companhia aérea, Erick Derivry. O porta-voz disse ter sido informado no fim de semana pela direção da Air France sobre a substituição de todas as peças nos aviões de longo percurso por modelos de nova geração. Estes sensores, que permitem medir a velocidade durante o voo, foram citados como possível causa do acidente com o voo 447 por causa dos dados contraditórios enviados. – A Air France acelerou a substituição dos sensores em relação ao calendário inicial – explicou Derivry. A companhia já havia trocado "pelo menos duas sondas" das três normalmente instaladas nas aeronaves destes modelos, depois da ameaça feita na semana passada pelos pilotos "de não voar até que a substituição fosse concluída". A Air France havia se comprometido a substituir o terceiro sensor antes do dia 5 de julho. O diretor geral da Air France-KLM, Pierre-Henri Gourgeon, havia confirmado na última quinta-feira a aceleração do programa de substituição dos sensores Pitot nos Airbus A330 e A340, apesar de se declarar "não convencido" de que o instrumento tenha sido responsável pela tragédia do voo AF 447. – Nosso programa foi acelerado porque sabemos que, neste acidente, houve um problema na medição da velocidade – afirmou à imprensa Pierre-Henri Gourgeon. No dia 27 de abril, depois de ter constatado incidentes nestes sensores, a companhia lançou um programa de substituição em toda a sua frota de A330 e A340 – 15 aparelhos A330 e 19 do tipo A340. As conclusões do Escritório de Investigação e Análise da França (BEA), encarregado da investigações, indicam uma "incoerência das velocidades medidas" por estes sensores. O presidente da Air France informou que os primeiros carregamentos de novos sensores "pitot" para os A330 e A340 solicitados pela companhia chegaram à empresa no dia 29 de maio, três dias antes do acidente do AF 447. Familiares A Air France informou ontem que desmontou o centro de hospedagem para os parentes das vítimas do voo 447, no hotel Guanabara, no centro do Rio. Segundo a companhia, apenas um posto de informações exclusivo para as famílias dos passageiros permanecerá no local. Ainda de acordo com a Air France, a estrutura foi cancelada porque os dados necessários para as investigações do acidente já foram coletados pela Policia Federal, pela companhia e sua seguradora. De acordo com a gerência do hotel, todos os parentes das vítimas deixaram o centro de hospedagem no domingo, assim como os psicólogos, médicos e voluntários que prestavam atendimento para a companhia. Os integrantes da Marinha e da Aeronáutica, que estavam hospedados no mesmo lugar também já deixaram o hotel. Eles eram responsáveis por passar as informações sobre as buscas para os parentes das vítimas. A Air France ofereceu desde o dia 2 hospedagem aos parentes das vítimas. Até o dia 9, as famílias ficaram hospedadas no hotel Windsor, na Barra da Tijuca, sendo transferidas para o hotel Guanabara devido ao término do período de reserva em seguida. (Com agências) |
SENADO II: "S" DE SARNEY
| Sarney diz que não errou e que não deixa presidência | ||
Autor(es): FERNANDO RODRIGUES | ||
| Folha de S. Paulo - 16/06/2009 | ||
O presidente do Senado, José Sarney PpMDB-AP), 79, disse que não errou ao indicar parentes para cargos na Casa. Ele teve um neto e duas sobrinhas empregados por meio de atos secretos. "Parlamento desmoralizado é um desejo de alguns segmentos da sociedade" Acuado por uma série de desvios administrativos dentro do Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), 79 anos, afirma que não errou ao indicar parentes para cargos na Casa e que não irá renunciar. Diz, sem citar nomes, suspeitar de sabotagem interna. Considera necessário mudar regras, mas afirma que erros praticados no passado podem ficar sem punição, pois "cada um deve julgar o que fez de errado e de certo". Inquieto, mexendo os joelhos de maneira intermitente enquanto estava sentado em um sofá em seu gabinete, Sarney afirmou que vai "exercer [o cargo] até o fim". A onda de escândalos no Congresso, que se intensificou na Legislatura iniciada em fevereiro, atingiu Sarney em cheio nos últimos dias. Rebate todas as acusações. Reafirma não ter percebido que recebia R$ 3.800 de auxílio-moradia por mês. A nomeação de um neto teria sido à sua revelia. Sobre as sobrinhas, considera não haver erro. Durante 55 minutos de entrevista, o senador maranhense que se elege pelo Amapá tomou apenas meio copo de água. No meio da atual onda de escândalos, relata ter chegado a uma conclusão: "Há uma tendência de buscar democracia direta. Tudo aponta nesse sentido". FOLHA - Como o sr. avalia a onda de escândalos envolvendo o Senado e o sr.? FOLHA - Por culpa de quem? FOLHA - O sr. contratou a Fundação Getúlio Vargas para fazer uma reforma administrativa no Senado. Agora, o sr. também tem aparecido em meio a acusações de comportamento impróprio. O que aconteceu? FOLHA - E o caso do seu neto, contratado pelo senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA)? FOLHA - Quando o sr. soube, qual foi sua reação? FOLHA - Seu neto saiu por conta do nepotismo, mas entrou no lugar a mãe dele. O sr. soube disso? FOLHA - O que o sr. acha da afirmação do senador Cafeteira de que nomeou seu neto por dever favores a seu filho, Fernando Sarney? FOLHA - E os outros casos relacionados ao sr.: duas sobrinhas empregadas em gabinetes de senadores, de Roseana Sarney (PMDB-MA) e de Delcídio Amaral (PT-MS). FOLHA - E do Delcídio? FOLHA - Há atos secretos? FOLHA - O ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia disse que os senadores conheciam os atos secretos. É correta a afirmação? FOLHA - Mas o que aconteceu? Os atos não eram públicos... FOLHA - Quando Agaciel deixou a direção-geral do Senado, o sr. o saudou pelos serviços prestados. Mantém a mesma opinião sobre ele? FOLHA - Até agora, nenhum congressista foi punido e poucos devolveram dinheiro gasto indevidamente. Isso não produz uma sensação de impunidade? FOLHA - Esse enfraquecimento não ocorre por causa da resposta tímida dos congressistas? No episódio do auxílio-moradia pago indevidamente, inclusive ao sr., não seria o caso de todos devolverem o dinheiro? FOLHA - O sr. devolveu o dinheiro ao Senado? FOLHA - Os outros estão obrigados a devolver o dinheiro? FOLHA - O Congresso é o maior responsável pela crise? FOLHA - O sr. se arrepende de sua candidatura a presidente do Senado? Pensou em renunciar? FOLHA - De todos os desvios que estão acusando o sr., qual o sr. considera erro mais grave? FOLHA - Está sendo sabotado? |
SENADO: "S" DE SARNEY
| SARNEY RESOLVE DEMITIR DIRETOR |
Autor(es): Izabelle Torres, Marcelo Rcha e Denise Rothenburg |
| Correio Braziliense - 16/06/2009 |
Ontem, o senador pediu a assessores de confiança que analisem nomes, fichas profissionais, o histórico de relações internas dos postulantes e lhe apresentem uma lista. Deixou claro que não pretende repetir o erro de trocar o atual ocupante do cargo por pessoas com potencial para, mais tarde, protagonizar a reedição de escândalos. Gazineo é a opção que está mais ao alcance das mãos do peemedebista, pressionado pela opinião pública. O diretor-geral se enfraqueceu após a revelação, pelo Correio, de que beneficiou, com uma nomeação para cargo comissionado, um servidor investigado por fraudes em licitações. Além disso, descobriu-se que Gazineo tirou proveito dos atos secretos ao ser indicado para compor comissão especial, na qual recebeu adicional salarial de até R$ 2,6 mil, com “efeitos financeiros” retroativos a 10 meses. A decisão de afastar o atual diretor não representa apenas a mera disposição de Sarney de abafar a crise. O foco do presidente é enfraquecer o movimento de articulação de senadores contra sua permanência no cargo. Nos bastidores, parlamentares ensaiam discursos pela renúncia de Sarney. Alegam que as nomeações de parentes dele por atos secretos não lhe dão condições de continuar no cargo. A ofensiva sobre Sarney também decorre do fato de, sob sua gestão, ter sido criada a estrutura investigada por suspeitas de irregularidades. Os nomes dos consultores Fábio Gondim e Bruno Dantas, ambos dos quadro de funcionários efetivos, são ventilados como eventuais candidatos ao posto de diretor-geral caso a substituição de Gazineo seja, de fato, o caminho trilhado por Sarney. Não será, porém, um processo tranquilo. Há resistências internas contra a dupla. Além disso, o presidente sofrerá pressão pela manutenção de toda uma estrutura montada ao longo de 15 anos.
Existe ainda o fator político-partidário. A indicação de Gazineo como o bode expiatório da crise não estanca a sangria instalada na Casa. Além da disputa travada entre grupos de funcionários, o momento vivido pelo Senado expõe as feridas abertas desde a eleição de fevereiro, quando Sarney foi eleito presidente da Casa. Insatisfeitos com a derrota, apoiadores da candidatura do petista Tião Viana (AC), incluindo representantes dos PSDB, partiram para a guerra nos bastidores. É o que alegam aliados de Sarney. No feriadão, o petista foi apontado como um dos incentivadores da reunião suprapartidária para tratar da matéria. O gesto foi interpretado como tentativa de retomar espaço político e, assim, cavar uma nova candidatura à Presidência da Casa. O problema é que Tião não amealhou um só voto que lhe garanta a vitória ou mesmo assegure uma candidatura. Em plena crise, todos aqueles que apoiaram Sarney continuam ao lado dele (leia mais ao lado). Entre os senadores, há quem veja a retomada do velho clima que colocou em campos opostos PT e PMDB, em janeiro. De um lado, o grupo de Sarney. De outro, o dos petistas. A equação dos bastidores indica que ou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva volta do Cazaquistão disposto a arbitrar essa briga, ou a disputa vai contaminar as votações neste um ano e meio que resta de mandato. |
segunda-feira, junho 15, 2009
ELEIÇÕES 2010: PSOL À SOMBRA DO PT ? (Assombra?)
| Do Alto da Torre - Eduardo Brito |
| Jornal de Brasília - 15/06/2009 |
O PSOL encara com simpatia a proposta de coligação feita pelo deputado José Antônio Reguffe, indicado candidato a governador pelo PDT. Nem por isso deverá deixar de lançar um nome para o governo. O provável candidato do PSOL, Toninho Andrade (foto), explica que a legenda fixou a política de ter chapas próprias em todas as unidades da Federação. "Todo partido que quer crescer precisa fazer isso, precisa ter candidato próprio, para expor seu programa e sua bandeira. O próprio PT fez isso", lembra. Toninho admite que o PSOL tem como objetivo congregar alianças à esquerda. Isso não inibe, porém, a tese da candidatura própria. Se o PDT ficar mesmo à distância do Governo Federal e do governo do Distrito Federal, aos quais o PSOL faz oposição, uma coligação pode até sair. "Gostaríamos disso, só que com o Reguffe como candidato a vice", avisa Toninho. Prioridade é eleger Maninha distrital O objetivo maior do PSOL, hoje, é eleger deputada distrital a ex-deputada Maninha, seu maior trunfo eleitoral em Brasília. O partido precisa ter deputados como pressupostos para crescer e ocupar espaços. Será uma luta dura, admite Toninho Andrade. Pelos cálculos do PSOL, qualquer partido só elegerá um deputado distrital se conseguir o quociente eleitoral de 50 mil votos. Na eleição passada, quando concorreu a federal, Maninha obteve 56 mil votos. O partido não atingiu o quociente e ela ficou sem mandato. É normal que um candidato a federal tenha mais votos que o candidato a distrital. Mas o nome de Maninha tem amplo reconhecimento e o PSOL não afasta a possibilidade de que, mesmo concorrendo só, consiga atingir desta vez o quociente. Reguffe promete independência O deputado José Antonio Reguffe compareceu ao Encontro Democrático em que o PSOL escolheu seus representantes para o encontro nacional que definirá a estratégia do partido. Falando como candidato do PDT a governador, Reguffe fez um apelo pela unidade, garantindo que o PDT não irá as eleições alinhado com o Governo Federal – ou seja, com o PT, visto como principal adversário do PSOL – nem com o governo da capital. Modelo foi ponto de partida para o PT O modelo no qual o PSOL se inspira, em termos de estratégia eleitoral, é o do PT. Na primeira eleição do partido, em 1982, os petistas lançaram candidatos a governador em todos os estados. Até o atual presidente Lula disputou o governo de São Paulo. Teve pouco mais de um milhão de votos e ficou em quarto lugar, atrás do eleito Franco Montoro, do malufista Reinaldo de Barros e do ex-presidente Jânio Quadros. O partido só veio a pensar em coligações oito anos depois. A maioria dos candidatos petistas a governador teve votação insignificante, mas ajudou a puxar legendas. O PT elegeu, graças a isso, oito deputados federais, cinco deles em São Paulo. Aliás, três seriam expulsos por votar em Tancredo Neves no Colégio Eleitoral. Eram Bete Mendes, Airton Soares e José Eudes. Nos States O vice-governador Paulo Octávio surpreendeu até sua equipe. Embarcou no final da tarde de terça-feira para os Estados Unidos com a família. Fica lá ao menos por uma semana. Férias a perigo O recesso da Câmara Legislativa corre risco. O deputado Cláudio Abrantes (foto) resolveu abrir uma campanha contra os 75 dias de férias – somados os recessos de meio e de fim de ano – a que têm direito, atualmente, os distritais. Para Abrantes, esse período é um exagero. "A Câmara Federal já reduziu, nós deveríamos fazer o mesmo", afirma. A Câmara dos Deputados reduziu, em 2006, o recesso do meio do ano, por meio de emenda parlamentar. Pela regra atual, a paralisação inicia-se em 18 de julho, portanto, reduziu para menos da metade. cedoc/RENATO ARAÚJO/26.09.06 |
ILHA DE VERA CRUZ: MALHANDRAGEM COM CARTEIRA ASSINADA...
Já não há tempo de aprovar terceiro mandato
Não haverá tempo para aprovação da Proposta de Emenda do terceiro mandato. É que o recesso deve começar em 18 de julho e terminar no dia 31, uma sexta-feira, e o Congresso volta a funcionar apenas em 3 de agosto (segunda-feira). Para valer nas eleições de 2010, a emenda precisa ser aprovada de modo a permitir a realização do referendo nela previsto até o segundo domingo de setembro, ou seja, dia 13 do mês.
Cláusula pétrea
A primeira batalha do terceiro mandato é a Comissão de Constituição e Justiça decidir que a emenda não fere cláusula pétrea da Carta Magna.
Sonho secreto
O staff da candidata Dilma Rousseff sonha em contratar o premiado jornalista Amaury Ribeiro Jr. para a área de inteligência da campanha.
Cristovam, não
Quem conversa com Lula sai com a certeza de que ele não faz a mínima questão de ver Cristovam Buarque (PDT-DF) reeleito senador.
CPI investigará maracutaia dos royalties
A oposição definiu que a CPI da Petrobras investigará contratos entre prefeituras e advogados e "consultores" para elevar fraudulentamente os valores dos royalties de petróleo pagos pela União. A CPI foi criada após o jornalista Diogo Mainardi, de Veja, revelar que a Polícia Federal investigava o ex-"consultor" Victor Martins, diretor da Agência Nacional do Petróleo e irmão do ministro da Propaganda, Franklin Martins.
RETIRED, MISTER
Lula comemorou o empréstimo de US$ 10 bilhões ao FMI. Resta aos aposentados com mais de um mínimo pedir empréstimo ao Fundo.
Sob pressão
Assim não dá
Servidores do INSS reclamam da decisão do governo de ampliar a jornada de trabalho deles para 40 horas semanais e da Lei 11.907, que reorganiza suas atribuições. Em vez de protestar contra Lula e o governo, ameaçam uma greve que prejudicará pobres e idosos.
O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante, tenta impedir que o PT lance Marta Suplicy ao Senado e barrar a candidatura do vereador e apresentador Netinho (PCdoB). Mercadante adoraria uma nomeação.
Recesso
A 200 dias do final do ano, e quase metade disso de dias úteis, o Congresso até agora não votou nenhuma das medidas importantes ou reformas prometidas. Até as CPIs também pararam de funcionar.
Pelo tubo
Com a tragédia do voo 447, o governo correu para trocar a peça da discórdia no Air Force 51. No caso, não foi o pitot. Trocaram o pitu.
| Cláudio Humberto - Cláudio Humberto |
| Jornal de Brasília - 15/06/2009 |
PROTOCOLO DE KYOTO: ''COFF, COFF" ? *
| Emergentes se unem em acordo climático |
Autor(es): Daniela Chiaretti, de Bonn |
| Valor Econômico - 15/06/2009 |
Nos últimos minutos da reunião preparatória de Bonn, o Brasil liderou uma manobra tática para impedir que o Protocolo de Kyoto morra depois de 2012. Junto com outras 37 nações apresentou uma proposta de redução de 40% nas emissões dos gases-estufa dos países ricos entre 2013 e 2020, quando expira a vigência de Kyoto. A intromissão no terreno do vizinho foi uma estratégia dos países em desenvolvimento para avançar as negociações climáticas. Até aquele momento, os industrializados não haviam apresentado nenhuma meta de corte dos gases de efeito-estufa para o intervalo 2013- 2020. O risco era perder o prazo de 17 de junho, data estabelecida pela ONU para que estejam na mesa todas as propostas que se quer discutir na conferência de Copenhague, daqui a seis meses. Na sexta-feira, a Rússia havia vetado qualquer nova meta dos países industrializados. Os ricos, que são os grandes poluidores do passado, querem um novo acordo em Copenhague, com a inclusão de novos atores na lista de cortes e abandonar Kyoto. O bloco dos países em desenvolvimento, onde estão as economias emergentes e grandes poluidoras do presente, não querem. China, Brasil, Índia e África do Sul concordam que a trajetória de crescimento de suas emissões seja contida, mas sem metas internacionais obrigatórias. "Não houve acordo nas metas dos países desenvolvidos e isso estrangularia o futuro do Protocolo de Kyoto", disse o ministro Luiz Figueiredo Machado, líder dos negociadores brasileiros e que leu no plenário a proposta de metas assinada em conjunto por emergentes e outros 33 países. "Se você quer um acordo razoável, ambicioso e realista em Copenhague, não tem que mudar as regras do jogo agora" dizia o embaixador Sergio Serra, porta-voz para a mudança do clima do Itamaraty. "O que negociamos em Báli não foi isso." "Manter o protocolo de Kyoto vivo é uma prioridade, mas é fácil para os países em desenvolvimento só olharem as reduções dos outros", analisava João Talocchi, coordenador da campanha do clima do Greenpeace-Brasil. "Estamos contentes que os países em desenvolvimento voltaram a mostrar liderança", animava-se uma ativista chinesa do WWF. Os representantes dos ricos não fizeram nenhum comentário sobre a iniciativa. Há uma confusão de números neste momento no debate do clima. A recomendação do IPCC, o braço científico da ONU, é que os cortes de emissões em 2020 fiquem entre 25% e 40%, em relação aos volumes de 1990, para que a temperatura do planeta aumente no máximo 2°C no fim do século. A UE fala em 20% a 30% desde que outros façam o mesmo e considera 1990 como ano-base. Os EUA trabalham com menos 17% em 2020, mas tem 2005 como ponto de referência. Segundo a ONU, as promessas de cortes até agora variam de 16% a 26% em relação a 1990, o que é considerado insuficiente. Na conta das ONGs estes números estão errados e representam entre 6% e 13% na melhor das hipóteses. "É preciso ter clareza nas metas", repetia como um mantra o holandês Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção do Clima. No meio do encontro de Bonn os negociadores souberam que estava havendo uma reunião bilateral sobre mudança climática entre China e EUA, na China. Os dois países respondem por 40% das emissões de gases-estufa do mundo. "Para os EUA, o acordo do clima parece ser um acordo EUA-China", dizia Mark Lutes, conselheiro do WWF no Canadá. O que discutiram ninguém soube. Mas, ao voltar a Bonn, o chefe dos negociadores dos EUA, Jonathan Pershing, deixou algum otimismo no ar ao fazer uma referência ao slogan da campanha de Obama, o "Yes, we can": "Nós podemos e nós estamos buscando chegar a um acordo abrangente em Copenhague." A jornalista viajou a convite da CoP-15, a conferência de Copenhague |
(*) Onomatopeia para "tosse" e afins.
--------
SEGURO DE VIDA: ''SE SEGURA, MALANDRO..."
Autor(es): Antonio P. Mendonça |
| O Estado de S. Paulo - 15/06/2009 |
No Brasil, quando alguém fala de seguro, fala mais dos seguros patrimoniais do que dos seguros de pessoas. Há vários anos, escutei numa palestra sobre o mercado segurador, feita pela então presidente do conselho da Sul América, que o brasileiro se preocupava mais com seu automóvel do que com a própria vida ou o futuro da família. O duro é que a colocação ainda é verdadeira. Até hoje, na classe média, o primeiro produto que vem à mente quando se fala em seguro é o seguro de veículos. Depois, o plano de saúde privado, a previdência privada e só então o seguro de vida. É verdade que a situação começa a mudar. Mas a mudança não acontecerá do dia para a noite. É um processo mais ou menos lento, que passa pela mudança da visão das prioridades por parte da população. O brasileiro de classe média pensa em seguro escolar, em seguro prestamista, em seguro para garantir financiamentos, mas não faz a ligação dessas apólices com o seguro de vida. Apesar desses seguros serem tecnicamente seguros de vida, inclusive os que oferecem a cobertura para desemprego, para o cidadão da classe média não fica claro que ele está adquirindo seguros de vida, principalmente porque são comercializados com outros nomes. Já o operário menos qualificado pensa em seguro de vida, mas como um componente de seu salário, suportado integral ou parcialmente pela empresa. Ele sabe que é um benefício importante, que na sua falta é ele quem vai garantir o futuro da família, mas, como faz muitos anos que boa parte das empresas tem o seguro de vida e acidentes pessoais como benefício dentro de sua política de remuneração, aqui também não fica clara a importância do seguro de vida como ferramenta de proteção familiar. DIFERENÇA Já com a previdência privada aberta a história é outra. Desde o surgimento dos planos chamados PGBL e depois os VGBL, que esses produtos se transformaram em importantes canais de investimento, canalizando parte significativa da poupança de longo prazo da classe média, o que faz com que as reservas desses planos atualmente já superem bastante a casa dos cem bilhões de reais. Em termos de poupança brasileira, é número para não se colocar defeito, ainda mais quando nos lembramos que ele foi alcançado em pouco mais de uma década, que é o tempo ao longo do qual a previdência privada moderna vem se consolidando. Além disso, é importante não esquecer que a previdência privada aberta não costuma ser subsidiada, sendo constituída pelas economias do investidor, interessado em participar da troca proposta pelo governo, na qual ele deixa o dinheiro aplicado por um longo prazo e, em retorno, paga um imposto menor. Todavia, se o parâmetro for a economia norte-americana, a ordem de grandeza da previdência privada aberta brasileira muda de patamar. Lá, mais de US$ 10 trilhões de poupança interna de longo prazo está aplicada em planos de previdência privada e em seguros de vida. A boa notícia para o setor, no Brasil, vem da leitura desses dados. O primeiro aponta para a demanda crescente pelos planos de previdência. E o segundo mostra que, com base na relação entre as reservas da previdência privada e o PIB, ainda há um grande potencial de crescimento. Nos últimos anos, a renda do brasileiro tem aumentado e, entre as alternativas de poupança de longo prazo, a previdência privada tem uma das melhores relações custo/benefício. Então, o segmento, ainda que afetado pela crise, deve continuar com desempenho positivo. Como previdência privada e seguro de vida são produtos diretamente ligados à estabilidade familiar; e complementares aos investimentos profissionais feitos pela população em geral, mesmo sentindo os efeitos da atual crise que assola o mundo, esses segmentos, nos próximos anos, têm tudo para mudar para um patamar bem mais elevado, em consonância com a realidade social da nação. Em outras palavras, estaremos mudando de paradigma. Em poucos anos, entre a vida do cidadão e o seu automóvel, a vida será o bem mais importante. |
O TAMANHO DO ESTADO? NEM GRANDE, NEM FORTE E SIM, EFICIENTE!!!
Autor(es): Emanuel Kohlscheen |
| Valor Econômico - 15/06/2009 |
Aqueles que esperavam que a redução dos juros abriria espaço para reduções na taxação se frustraram de novo O setor público brasileiro atualmente gasta o equivalente a quase 40% de todos os bens e serviços que são produzidos no país. A arrecadação tributária situa-se em torno de 37% do PIB. Comparações dessas estatísticas com outros países têm virado praxe. Observadores "pró-mercado", defensores do Estado pequeno, argumentam que a carga tributária brasileira é muito alta se comparada aos 17% do PIB no caso do Chile, 18% na Índia ou mesmo aos 28% no caso dos Estados Unidos. Já os comentaristas "anti-mercado", que defendem o Estado grande, apontam que a carga tributária da Dinamarca e da Suécia é de 50% do PIB. Essas estatísticas e comparações no entanto escondem uma realidade mais complexa. É preciso lembrar, antes de mais nada, que - principalmente no caso de países em desenvolvimento - esse indicador esconde a carga tributária real para aqueles que, como bons cidadãos, efetivamente pagam seus impostos. No Brasil, esse problema se acentuou com a inclusão do setor informal no cálculo do PIB. Como o setor informal não paga impostos por definição, e parte do setor formal sonega, a carga tributária sentida pelo empresariado brasileiro que realmente paga impostos é ainda maior. Se considerarmos que no Brasil em torno de 25% dos impostos devidos não são pagos (Instituto Brasileiro de Pesquisas Tributárias, 2009), a carga tributária para aqueles que pagam os seus impostos religiosamente já é de fato igual a 50% da produção. Além de termos um sistema tributário pesado e complexo, é sabido que o uso da receita tributária reduz a concentração de renda muito pouco - ao contrário do que ocorre em países de bem-estar social desenvolvidos (OECD Latin American Economic Outlook 2009). Nesse contexto, pode-se afirmar que o Estado brasileiro é grande. No entanto, a solução não está necessariamente em diminuí-lo: o que o país precisa é de uma reforma tributária que simplifique o sistema de impostos combinada com um redirecionamento dos gastos públicos. Os obstáculos às reformas necessárias são obviamente imensos, e vêm em parte da própria Constituição Federal. Com o bem intencionado intuito de reduzir desigualdades regionais, o artigo 159 de nossa carta Magna estabelece que 48% da receita de impostos sobre a renda e sobre produtos industrializados (IR e IPI) sejam transferidos aos estados, municípios e bancos regionais de desenvolvimento. Na prática, o governo central atualmente tem que transferir o equivalente a 18% de sua receita total a essas outras esferas de governo. Em função disso, precisa aumentar a arrecadação em R$ 1,21 para financiar cada real adicional que gasta. Ao receber uma parcela praticamente fixa das receitas federais, os estados e municípios efetivamente se transformaram em sócios do Estado grande - independentemente da qualidade dos serviços prestados por este. O orçamento grande tem muitos sócios. Se até recentemente o principal vilão dos gastos públicos federais era a taxa de juros real fora de compasso, ultimamente fatores como a folha de pagamento do serviço público têm adquirido maior peso. Aqueles que esperavam que a redução dos juros abriria espaço para reduções na taxação viram suas expectativas frustradas mais uma vez. Reduções de despesas numa ponta são rapidamente anuladas por novas despesas em outra. A verdade é que, quando governantes falam de estímulo fiscal, eles tipicamente se referem a remendos e medidas pontuais como isenções ou compensações tributárias e não à redução de taxas de impostos. A economia política do artigo 159 da Constituição pode explicar parte deste aparente viés gastador do Estado brasileiro. Basta observar que, para metade dos estados da federação, somente a participação direta nas receitas da União representa mais de 30% de suas receitas totais. No caso do Amapá e Roraima, 65%. Além disso, a regra do artigo 159 da Constituição também cria incentivos para que o governo federal recorra menos ao IR e ao IPI como principal fonte de arrecadação e gradualmente se utilize mais de impostos que são mais distorsivos e prejudiciais à atividade econômica. O resultado dessa participação obrigatória de estados e municípios nas receitas da União é que a reforma fiscal ampla de que necessitamos urgentemente é muito difícil de ser aprovada nas câmaras legislativas. Deputados e senadores precisam ser persuadidos a votar contra os interesses financeiros dos governos de seus estados e municípios, e possivelmente contra as suas próprias aspirações políticas, para o bem maior do país. Muitos deputados e senadores são do mesmo partido do governador (em parte devido a eleições concomitantes), e almejam eles mesmos ocupar esse cargo no futuro. Esse é apenas um entre dos fatores que levam o Brasil a ter um Estado grande. Os 250 artigos de nossa Constituição concederam espaço suficiente para outras fontes de um viés gastador. Mas a regra do artigo 159 é provavelmente a principal raiz da "cultura do Estado grande". O mecanismo constitucional de repartição de impostos, quando foi criado, visava a diminuir as disparidades regionais. Para que se possa fazer progresso na redução da desigualdade como um todo, é imperativo que o governo federal faça bom uso do espaço criado pela redução dos juros, investindo em programas que beneficiam a camada mais pobre da população como um todo. Em contrapartida, deputados e senadores precisam olhar menos para os interesses individuais dos seus estados e mais para o bem da nação. A responsabilidade para promover esta mudança na cultura política é tanto do governo como dos partidos políticos com ambições nacionais. O amadurecimento do debate eventualmente vai requerer que se discuta menos o tamanho do Estado e mais a qualidade da saúde e da educação providos por este. Estado forte não é Estado grande mas Estado que cumpre bem os seus deveres para com seus cidadãos! Emanuel Kohlscheen, doutor em economia pela Universidade de Estocolmo (Suécia), é professor de economia na Universidade de Warwick (Reino Unido) e coordenador do curso de Economia, Política e Relações Internacionais. |
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?..."
15 de junho de 2009
O Globo
Manchete: TCU: 47% dos convênios não fiscalizados da União têm falhas
Depois de constatar que 112 mil convênios da União com estados, municípios e ONGs deixaram de ser fiscalizados pelo governo federal entre 2006 e 2008, o Tribunal de Contas da União (TCU) estima que pelo menos 47% deles têm irregularidades, que incluem até desvio de recursos. Para o presidente da Corte, Ubiratan Aguiar, há falta de planejamento dos órgãos do governo para fiscalizar contratos. Ele aponta também problemas com a terceirização de pessoal. Enquanto isso, o sistema idealizado para fazer o controle continua no papel. (págs. 1 e 3)
Senado pode ter de anular atos secretos
Aumenta a repressão nas ruas do Irã
Brics dominarão 30% do setor de automóveis
Circulação viária no Rio é a 6ª pior do mundo
Charge Chico: Entreouvido na Baixa-Renânia (4)
------------------------------------------------------------------------------------
Folha de S. Paulo
Manchete: Bolsistas do ProUni têm nota acima da média
Os bolsistas do ProUni tiveram desempenho igual ou superior ao de seus colegas no Enade (exame do Ministério da Educação que substitui o Provão), aponta o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais.
A comparação dos formandos de 2007 foi feita entre os alunos pagantes e os beneficiados pelo programa do MEC - que dá bolsas em faculdades e universidades privadas para estudantes com renda familiar per capita inferior a três mínimos.
Havia nas universidades, o temor de que o nível caísse com a entrada dos bolsistas. Mas especialistas afirmam que o ProUni seleciona os melhores alunos das escolas públicas, uma vez que exige bom desempenho em teste no final do ensino médio.
Representantes das universidades dizem que os bolsistas são mais aplicados que aqueles que têm a mensalidade paga pelos pais. Segundo a PUC-Rio, a evasão também é menor entre os alunos do ProUni. (págs. 1 e C4)
Tom político marca Parada Gay
Foto legenda: Participantes na Paulista, sob bandeira com as cores do arco-íris, símbolo do movimento gay
Irã vive onda de prisões após eleição presidencial
O presidente Mahmoud Ahmadinejad foi reeleito com 62,7% dos votos, percentual considerado irreal pelos opositores, vários deles presos. O paradeiro de Mousavi é desconhecido.
Ahmadinejad comparou os protestos à derrota de um time de futebol. (págs. 1 e A10)
Foto legenda: Partidário de Mousavi apanha de policiais em protesto em Teerã
Israel só aceita Estado palestino desmilitarizado
Líderes do Hamas e da Autoridade Palestina criticaram Netanyahu e rejeitaram suas condições. (págs. 1 e A12)
Fernando de Barros e Silva: 'Progressistas' da USP precisam criticar grevistas
Luz para Todos terminará com 168 mil famílias fora da meta
O programa atendeu 1,8 milhão de famílias entre 2004 e 2008 e deve cobrir mais 1,1 milhão até 2010. Fora da meta, restaram 168 mil domicílios. O Ministério de Minas e Energia não quis comentar os números. Disse apenas que atuará para cumprir as metas. (págs. 1 e A4)
Congresso quer nos amordaçar, diz procurador da República
"Não queiram amordaçar o Ministério Público", afirma Antonio Fernando, sobre a proposta que tramita no Congresso. Após quatro anos, ele deixará o cargo no final deste mês. (págs. 1 e A14)
Editoriais
------------------------------------------------------------------------------------
O Estado de S. Paulo
Manchete: Com R$ 300 bi, obras puxam a economia
De olho nas obras da Copa do Mundo, no programa "Minha Casa, Minha Vida" e num ambicioso plano de investimento das estatais, o setor da construção civil faz planos para retomar o ciclo de crescimento interrompido pelo impacto da crise mundial no segundo semestre de 2008.O otimismo baseia-se nos números dos projetos – mais de R$ 300 bilhões – e na volta do crédito. No programa habitacional, a expectativa é aprovar a construção de 600 mil unidades até julho do ano que vem, num total de R$ 45 bilhões. Para a Copa do Mundo, estima-se que só em transporte serão necessários mais de R$ 30 bilhões (sem contar o trem-bala, que custará US$ 14 bilhões). No total, o evento exigirá de R$ 60 bilhões a R$ 100 bilhões. E os especialistas destacam ainda a ampliação de investimentos de estatais, como a Eletrobras, que anunciou R$ 30 bilhões para o período de 2009 a 2012, e a Petrobras, que vai investir R$ 174 bilhões entre 2009 e 2013. (págs. 1 e B1)
Ahmadinejad nega fraude e promete Irã forte
"Se alguém tiver provas de irregularidades, pode ir ao Conselho de Guardiães", desafiou o presidente reeleito do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, em entrevista coletiva. Ressaltou que o Irã, "uma potência política", vai se tornar “uma potência econômica”, informa o enviado especial Lourival Sant'Anna. Ontem, milhares de pessoas voltaram às ruas para protestar e Mir Hossein Mousavi, principal adversário de Ahmadinejad, oficializou pedido de anulação da eleição. (págs. 1, B12 e B13)
Com 49 corpos resgatados, busca se torna mais difícil
Ato secreto põe filha de político ligado a Sarney no Senado
Ambiente é beneficiado pela crise econômica
SP terá boom imobiliário em antigos bairros operários
Alto consumo de álcool e furtos marcam Parada Gay
Operação Santa Tereza: Aberta ação contra mulher de Paulinho
Notas & Informações: Uma boa ideia de Lula
------------------------------------------------------------------------------------
Jornal do Brasil
Manchete: Para Crea, encostas estão sem fiscalização
A propósito da reportagem publicada ontem pelo JB, sobre irregularidades na construção de mansões em encostas da Mata Atlântica, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio, Agostinho Guerreiro, afirmou que há décadas os morros são mal cuidados. Guerreiro diz que a Secretaria Municipal de Urbanismo precisa aumentar seu contingente de fiscais para coibir invasões. Também criticou a demora dos processos instaurados contra construções irregulares. A reportagem do JB revelou o caso de uma mansão no Alto Gávea, cujo processo instaurado contra ela se arrasta há 16 anos. (págs. 1 e Cidade A13)
Nobel de Economia elogia Brasil
Foto legenda: Parada Gay contra a homofobia
Reeleição no Irã ainda contestada
Israel já aceita Estado palestino
Sociedade Aberta
Escritor
Quem pôs a droga na creche e a violência nas escolas? (págs. 1 e A9)
Sociedade Aberta
Filósofa e psicanalista
Também são drogas os adoçantes e remédios contra gripe. (págs. 1 e A10)
Sociedade Aberta
Advogado
Cabe ao próximo presidente negociar a reforma tributária. (págs. 1 e A20)
------------------------------------------------------------------------------------
Correio Braziliense
Manchete: 6.130 vagas em 16 concursos
Desenvolvimento social: FPM distribui mal a renda nos grotões
Nada à vista
Luz no fim do túnel: Israel admite reconhecer a Palestina
------------------------------------------------------------------------------------
Valor Econômico
Manchete: 'Insiders'aumentam e entram na mira da CVM
O uso indevido de informação privilegiada é delito administrativo há 33 anos, desde a criação da Lei das Sociedades por Ações, em 1976. Mas, a partir de março de 2002, tornou-se também crime, com prisão de um a cinco anos. O "insider" virou crime porque atinge em cheio a credibilidade do mercado. "Sem confiança, o mercado não existe", diz Eli Loria, diretor da CVM. (págs. 1 e D1)
Obama lança plano que dá poder ao Fed
No âmago do plano, que as autoridades batizaram informalmente de "Livro Branco", estão as decisões de rever os poderes do Fed, que passará a supervisionar as maiores empresas do setor financeiro, de dar ao governo o poder de fechar ou desmembrar companhias importantes para o sistema e de criar um novo órgão regulador para os produtos financeiros voltados para pessoas físicas. (págs. 1 e C10)
Troca de moedas na pauta da reunião dos Bric
Amorim é cauteloso sobre o que pode sair de concreto na reunião entre os presidentes brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, russo Dmitri Medvedev e chinês Hu Jintao e o primeiro-ministro da Índia Manmohan Singh. "Reduzir a dependência do dólar é positivo, mas há diferentes formas de avançar nesse tema", afirmou ele ao Valor. A agenda inclui a nova arquitetura financeira global, segurança energética e alimentar, mudança climática, comércio e mecanismos para cooperação entre os quatro. (págs. 1 e A12)
Jogada para evitar o 'fim' de Kyoto
Novo conflito complica obras de térmicas
-----------
http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
-------------




