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quinta-feira, fevereiro 03, 2011

ECONOMIA MONETÁRIA: ... ''O CAIR NA REAL''

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Sai caro deter a valorização do real

Quanto custa segurar o dólar



Autor(es): Lucinda Pinto e Angela Bittencourt | De São Paulo
Valor Econômico - 03/02/2011

O Banco Central gastou cerca de US$ 14,6 bilhões em intervenções no mercado cambial este ano, as reservas já atingiram US$ 300 bilhões e houve um ganho de 0,12% do dólar frente ao real. Sem a atuação do BC, a cotação, que ontem foi de R$ 1,6680, estaria hoje perto de R$ 1,55, segundo Tony Volpon, chefe da área de pesquisas de mercados emergentes da Nomura Securities.

Câmbio: Sem intervenções, cotação estaria em R$ 1,55, mas mercado questiona benefícios

Após gastar cerca de US$ 14,6 bilhões em intervenções no mercado cambial este ano, o Banco Central conseguiu garantir um ganho de 0,12% do dólar frente ao real. Parece pouco. Mas, não fosse sua atuação, a cotação, que encerrou ontem em R$ 1,6680, estaria hoje perto de R$ 1,55, segundo estimativa do chefe da área de pesquisas de mercados emergentes da Nomura Securities, Tony Volpon. A projeção, que leva em consideração a relação entre os chamados "termos de troca" do comércio internacional, poderia sugerir sucesso do esforço da autoridade monetária. Mas, para especialistas, o preço que a economia paga nessa queda-de-braço é alto e torna negativa sua relação custo/benefício. "É uma vitória ilusória, pois o esforço que o BC faz para segurar a cotação custa caro", afirma Volpon.

Para o coordenador de estudos de mercados emergentes da Tandem Global Partners e ex-diretor de Assuntos Internacionais do BC, Paulo Vieira da Cunha, "o BC não tem poder de fogo ilimitado, o que significa que essas medidas podem se tornar perversas".

As reservas internacionais cresceram US$ 7,286 bilhões em janeiro, graças às compras diárias de dólares no mercado à vista. Não estão contabilizados aí os três últimos pregões do mês nem o primeiro de fevereiro, período no qual outros US$ 2,89 bilhões teriam sido adquiridos, segundo estimativas de especialistas. Por meio do chamado swap cambial reverso, o BC comprou cerca de US$ 3,5 bilhões. E, no primeiro leilão a termo, outro US$ 1 bilhão.

Isso mostra que as reservas cambiais do país já devem ter superado os US$ 300 bilhões - a compra de dólares impacta as reservas em D+2. Um colchão tão elevado dá segurança aos país em tempos de turbulência, mas tem um custo alto: cerca de US$ 30 bilhões ao ano, segundo cálculos do o economista Marcio Garcia.

Outra forma de avaliar o custo é a rentabilidade das reservas, que caiu à média de 1,12% ao ano (0,83% em 2009 e 1,41% em 2010) nos últimos dois anos, fortemente impactada pela queda do juro americano. Esse retorno é muito inferior aos 9,33% observados em 2008 e que o juro básico, de 11,25% ao ano. Mas o preço dessa estratégia tem outros aspectos, mais difíceis de serem mensurados: inflação, juros e encarecimento da rolagem da dívida mobiliária.

Para Volpon, a guerra cambial tem como principal vítima a inflação. "Uma diferença de 10 centavos na cotação é relevante." Volpon faz alguns exercícios, a partir das projeções apresentados no Relatório Trimestral de Inflação. Pelo cenário de referência, elaborado pelo BC, o IPCA deve fechar o ano em 5%, levando-se em conta uma taxa Selic de 10,75% e o câmbio a R$ 1,70. No cenário de mercado, a inflação seria de 4,80%, com Selic de 12,25% e dólar em R$ 1,75. Cruzando os dados, Volpon diz que é possível afirmar que uma diferença de R$ 0,05 centavos corresponde a aproximadamente 1,5 ponto na Selic. Ainda no campo das estimativas, se a variável dólar fosse alterada para R$ 1,70 no cenário de mercado, o resultado para o IPCA cairia para 3,70%, se o impacto da mudança do câmbio fosse constante e igual a 1,50 ponto percentual. Essa é uma projeção pouco exata, pois há outros mecanismos, como a indexação, que não conseguem ser capturados por esse exercício. Mas prova, de toda forma, a influência da cotação do câmbio sobre as expectativas de inflação.

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SENADO FEDERAL [In:] A ERA DO GELO *

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Marca do atraso político

O Estado de S. Paulo - 03/02/2011

A tranquila recondução de José Sarney à presidência do Senado Federal, para mais um mandato de dois anos - o quarto -, pode parecer um saudável sintoma da estabilidade política de que o País necessita para evoluir na consolidação das instituições republicanas e do desenvolvimento econômico e social. Na verdade, é uma garantia de tranquilidade para o governo, que continuará dispondo, no comando da Câmara Alta, de um aliado exigente em termos de contrapartidas, mas subservientemente fiel e prestativo. A recondução de Sarney à presidência do Senado é uma marca do atraso político que o Brasil não consegue superar. É o tributo que a Nação é obrigada a pagar, em nome de uma concepção falsificada de governabilidade, ao mais legítimo representante das oligarquias retrógradas que dominam e infelicitam as regiões mais pobres do País. Democracia e oligarquia são incompatíveis entre si. Um oligarca como José Sarney, portanto, é incompatível com a democracia, da qual só lhe interessa o sistema eleitoral que manipula sem constrangimento para se perpetuar no poder.

José Sarney está no poder, quase que ininterruptamente, há mais de meio século. Pelo menos desde o golpe militar de 1964, quando se elegeu governador do Maranhão, com o apoio do presidente Castelo Branco, e depois senador desse Estado por dois mandatos consecutivos. Presidiu a Arena, depois PDS, e em 1985, quando pressentiu a irreversibilidade do processo de redemocratização do País, em troca da candidatura a vice-presidente, coliderou a dissensão que resultou na eleição do oposicionista Tancredo Neves. Com a morte deste, a Presidência da República caiu-lhe no colo.

Depois de um mandato que registrou seguidas crises econômicas, o estouro da inflação e uma controvertida moratória, Sarney criou condições para que o País se encantasse com um "caçador de marajás", na eleição presidencial de 1989. Isso acabou lhe custando um breve período - os dois anos e sete meses de Fernando Collor na Presidência - distante do poder. Mas logo em seguida, já em fins de 1992, com Itamar Franco na Presidência, o senador Sarney estava novamente na situação.

Paralelamente, o clã Sarney consolidava seu poderio econômico, com um complexo de negócios cuja face mais visível é o Sistema Mirante de Comunicação, o maior grupo privado de comunicação do Maranhão, proprietário de emissoras de televisão e de rádio e do diário O Estado do Maranhão.

Mas a completa simbiose do senador maranhense eleito pelo Amapá com o Poder Central ocorreu a partir da chegada do lulo-petismo ao Palácio do Planalto. Imune a pruridos éticos, Lula não demorou em transformar aquele que fora um dos alvos preferenciais de seus ataques, quando na oposição, em um aliado indispensável. O primeiro grande serviço prestado pelo senador ao novo amigo ocorreu quando estourou o escândalo do mensalão e Sarney ajudou a convencer a oposição de que Lula deveria ser preservado. A recompensa veio em 2009, quando Sarney ocupava pela terceira vez a presidência do Senado e estourou uma série de escândalos na administração da Casa. Foram, então, apresentados 11 pedidos de cassação de seu mandato à Comissão de Ética do Senado. Lula acionou sua tropa de choque e dessa vez o preservado foi Sarney.

A essa altura até a mídia internacional já se tinha dado conta do que representava o homem forte do governo Lula. Logo após sua terceira eleição para a presidência da Câmara Alta, em 2009, Sarney foi o protagonista de ampla reportagem da revista inglesa The Economist. Sob o título Onde os dinossauros ainda vagam, a matéria assinada pelo jornalista John Prideaux classificava o evento como uma "vitória do semifeudalismo".

Inabalável, o eterno governista disse que fará mais um "sacrifício pessoal", ficando mais dois anos na presidência do Senado. Como se não tivesse sido o principal personagem do escândalo dos "atos secretos", afirmou, ainda impávido, que "a ética, para mim, não tem sido só palavras, mas exemplo de vida inteira". Só se emocionou, chegando às lágrimas, quando lembrou que este será o seu último mandato legislativo.

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* Título de Filme.

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EGITO [In:] ''LIBERTAS QUÆ SERA TAMEN"

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DITADOR EGÍPCIO RESISTE E PÕE ADEPTOS PARA ATACAR NAS RUAS

BATALHA ÉPICA EM PRAÇA EGÍPCIA



Autor(es): Agência O globo :Fernando Duarte
O Globo - 03/02/2011

Mubarak envia partidários para atacar opositores. Três morrem e 1.500 se ferem após violentos confrontos

Ironicamente, no dia em que os serviços de internet foram restabelecidos no Egito, a verdadeira face do regime de Hosni Mubarak foi mostrada ao mundo: partidários do governo infiltrados saíram às ruas, montados em cavalos e camelos, armados com facões, pedras e bastões, deflagrando uma batalha campal contra oposicionistas na Praça Tahrir, símbolo dos protestos que há dez dias sacodem o país. Os opositores revidaram, quebrando o calçamento e atirando blocos de cimento contra os manifestantes pró-Mubarak, derrubados e espancados.

Logo suplantados em número pelos opositores, os governistas infiltrados subiram em prédios, atirando do alto tijolos e coquetéis molotov contra a multidão perto do Museu Egípcio, incendiando uma de suas árvores. Nas portas dos edifícios, policiais à paisana impediam os opositores de entrar para deter os ataques.

Segundo o governo, três pessoas morreram e mais de 600 ficaram feridas. Mas médicos que atenderam os feridos diziam que o número passou de 1.500, com mesquitas servindo de hospitais. Os partidários de Mubarak, que chegaram em ônibus ao Centro, tiveram o reforço das autoridades e até cavalos e camelos, usados para investir com chibatadas contra a multidão. O Exército não impediu sua passagem e se restringiu a policiar o Museu Egípcio e a apagar as chamas.

Jornalistas são presos e agredidos

Desde cedo, as ruas do centro da capital receberam passeatas pró-Mubarak. Ainda que não seja anormal ver apoio ao presidente numa população de 80 milhões de habitantes, o timing levantou suspeitas.

Menos de 12 horas depois do discurso em que o presidente anunciou a decisão de não se candidatar nas eleições de setembro - e depois de ordenar que os opositores deixassem a praça -, pelo menos 20 mil pessoas estavam prontas para marchar com uma infinidade de cartazes com a foto de Mubarak e carros de som, algo nunca visto nos protestos de oposição. Mas a grande ajuda veio da polícia uniformizada e secreta, cujos agentes estavam atentos também aos jornalistas na passeata.

Embora alguns organizadores jurassem que o destino da multidão era a praça da mesquita Mustafa Mahmoud, que não é perto da Tahrir, logo foi tomado o rumo do local ocupado pela oposição.

- Não vamos brigar com ninguém, mas queremos mostrar ao mundo que Mubarak é um homem bom. Há muita gente querendo ver nosso país se transformar no Iraque, com terrorismo e ocupação de tropas americanas - disse o engenheiro Abdel Ali.

A visão de uma câmera de TV fazia com que os manifestantes exigissem mostrar seu apoio ao presidente, com uma jovem, nascida em 1981, o mesmo ano em que Mubarak assumiu o poder, declarando estar nas ruas para defender o homem que considerava seu verdadeiro pai. Para aumentar a adesão, foi declarado ponto facultativo em várias repartições públicas e, segundo relatos, houve ofertas de cachês de até 200 libras egípcias (o equivalente a R$56) para participantes.

Por volta de 14h, os primeiros grupos chegaram à praça e não demoraram 15 minutos para que houvesse os primeiros enfrentamentos. A ira dos partidários do governo também se dirigiu a jornalistas, incluindo o repórter da rede CNN Anderson Cooper, que recebeu socos e chutes na cabeça. Ele e sua equipe foram atacados quando atravessavam um grupo de manifestantes pró-governo. Um homem tentou arrancar a câmera da CNN, enquanto outros investiam contra a equipe. Em outro momento, um jornalista da TV al-Arabiya, de Dubai, foi atacado e desmaiou.

Jornalistas num dos hotéis próximos à Tahrir receberam a visita de seguranças armados, ordenando que ninguém filmasse ou tirasse fotos das sacadas. Quatro profissionais israelenses e um belga foram presos. O Comitê de Proteção aos Jornalistas, com sede em Nova York, acusou o governo egípcio de orquestrar os ataques, na tentativa de encobrir a verdade. "Condenamos os ataques e pedimos a todas as partes para evitar a violência contra jornalistas", disse um comunicado do CPJ. O governo, no entanto, classificou as acusações de envolvimento na repressão de "ficção".

Até o fim da noite de ontem ainda havia enfrentamentos, com ambulâncias tentando abrir caminho para socorrer os feridos. De acordo com a TV estatal, a ordem do Exército era evacuar a praça, que seria bloqueada.

- A atmosfera estava incrivelmente violenta, e os dois lados perderam as estribeiras. Mas passamos quase uma semana em Tahrir sem que ninguém ficasse ferido, manifestando de forma pacífica nosso desejo por democracia. Fomos atacados covardemente - disse Karim Ennarah, um dos manifestantes da oposição.

Cem brasileiros ainda estão no país

O embaixador do Brasil no Cairo, Cesare Mantonio, disse que será necessário repensar o esquema de atendimento aos brasileiros após os acontecimentos na Praça Tahrir - embora ainda não haja planos de evacuação já que o Aeroporto do Cairo permanece aberto. De acordo com a embaixada, há cerca de cem turistas brasileiros ainda no Egito, o mesmo número da população de residentes. Os problemas com os voos têm dificultado a saída, mas há quem reclame de falta de orientação, como a estudante Thaís Justen, que vive em Heliópolis, a dez quilômetros do centro, onde a falta de policiamento levou os moradores a formar milícias para evitar saques.

- Simplesmente me disseram para ficar em casa ou ir para o aeroporto esperar meu voo para o Brasil, que só na sai na sexta-feira.

Ontem, mais uma companhia aérea, a britânica BMI, anunciou a suspensão de serviços até segunda ordem.

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QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA ?

03 de fevereiro de 2011

O Globo

Manchete: Ditador egípcio resiste e põe adeptos para atacar nas ruas
EUA e Europa cobram transição imediata e já falam em fim da Era Mubarak

Numa demonstração de resistência do governo, partidários do ditador Hosni Mubarak saíram às ruas montados em camelos e cavalos, armados com facões, chicotes e pedaços de madeira, e atacaram violentamente opositores na Praça Tahrir, palco dos protestos que há dez dias sacodem o Egito. Muitos deles receberam cerca de R$ 56 para participar. O Exército nada fez para conter as cenas de selvageria que culminaram com três mortos e pelo menos 600 feridos, segundo o governo. Este número pode chegar a 1.500, de acordo com médicos que atenderam as vítimas até em emergências improvisadas nas mesquitas. Os EUA pediram antecipação das eleições e exigiram uma transição imediata. Europeus endureceram o tom e já falam em fim da Era Mubarak. No Iêmen, o ditador que está há 32 anos no cargo anunciou que deixará o poder. Mas só em 2013. (Págs. 1, 30 a 33, Merval Pereira, Veríssimo, Demétrio Magnoli e editorial "Egito é uma oportunidade para os EUA")

Repórteres presos e quarto do GLOBO é invadido (Págs. 1 e 30)

Revolta já é comparada a queda do Muro de Berlim (Págs. 1 e 33)

Empresas podem ter 'alívio' de 50 bi

Proposta em estudo no governo pode aliviar em R$ 50 bilhões a folha de pagamento das empresas até 2015. Uma das opções é reduzir gradativamente a contribuição do INSS, de 20% para 14%. (Págs. 1 e 23)

Segundo caderno

A restauração de obras de arte no Brasil avança em trabalhos como o dos painéis "Guerra e paz", de Portinari. (Págs. 1 e Segundo Caderno)

Foto legenda: Orai por nós

Um dia após ser eleito presidente da Câmara, Marco Maia (PT) participa de culto evangélico ao lado de Benedita; ele prometeu construir mais um prédio para gabinetes e equiparar os subsídios aos do STF. (Págs. 1 e 4)

Deputado Dudu da Fonte, herdeiro de Severino, corregedor

Eleito pelos colegas para ser o novo corregedor da Câmara, Dudu da Fonte (PP-PE) é cria política de Severino Cavalcanti, ex-presidente e símbolo do baixo clero da Casa, forçado a renunciar ao mandato, em 2005, devido a acusações de corrupção. Dudu não nega o passado e só chama Severino, de quem já foi secretário particular, de "padrinho". (Págs. 1 e 9)

Dilma defende aumento de mínimo, mas a longo prazo (Págs. 1 e 3)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Egípcios se enfrentam com pedras, porretes e molotov
Grupo pró-ditador ataca multidão em praça do Cairo; confronto deixa ao menos 3 mortos e 1.500 feridos

Tahrir, a praça-símbolo da revolta no Egito, virou campo de batalha ontem. A cavalo ou camelo, partidários do ditador Hosni Mubarak atacaram manifestantes com porretes e chicotes.

Os rebeldes reagiram quebrando calçadas e lançando as pedras. À noite, os dois lados passaram a atirar coquetéis molotov, e prédios pegaram fogo em torno da praça. O confronto deixou pelo menos três mortos e mais de 1.500 feridos.

Jornalistas estrangeiros foram agredidos pelas forças leais a Mubarak e tiveram seus quartos em hotéis invadidos - inclusive o da reportagem da Folha.

Agentes do governo proibiram fotografias e filmagens do centro do Cairo.

Os EUA aumentaram a pressão, pedindo a saída de Mubarak "para ontem".

O Estado-Maior manifestou preocupação com a segurança do canal de Suez, rota do petróleo. (Págs. 1 e Mundo)

Levantes trazem risco à economia, escreve Nouriel Roubini. (Págs. 1 e Mercado B6)

Foto legenda: Partidários do ditador do Egito, Hosni Mubarak, montando camelos e cavalos, entram em choque com manifestantes contrários na praça Tahrir, no Cairo. (Pág. 1)

Leia mais/Egito

Marcelo Ninio
Efeito dominó faz ditador do Iêmen prometer que vai sair. (Págs. 1 e A15)

Eliane Cantanhede
Brasil silencia, mas avaliação é que Mubarak tem de sair. (Págs. 1 e A14)

Governo decide incluir Correios no trem-bala

Diante do risco de novo fracasso do leilão do trem-bala, o governo decidiu incluir os Correios como sócio de um dos consórcios e como usuário do trans porte de cargas, relatam Leonardo Souza e Andreza Matais.

A entrega entre SP e Rio representa 50% do faturamento da estatal. (Págs. 1 e Mercado B1)

Médicos ligados a laboratórios ditam regras de conduta no país

Médicos que orientam padrões de tratamento para certas doenças têm ligações diretas ou indiretas com a industria farmacêutica, informa Claudia Collucci.

Em 11 diretrizes pesquisadas, ao menos 50% dos profissionais tiveram ajuda ou escreveram textos patrocinados por laboratórios.

Para Conselho Federal de Medicina, situação é conflituosa, mas legal. (Págs. 1 e Saúde C14)

Em 10 anos, evasão universitária vai de 18% a 27% em SP

Levantamento com dados do MEC mostra que a evasão nas faculdades paulistas em 2009 atingiu média de 27%, patamar mais alto desde 2000 (18%). Índice foi maior nas particulares (29%). Segundo o sindicato, escolas estudam como atender aluno carente, e cenário deve melhorar. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Planalto eleva valor de imóveis do 'Minha Casa' (Págs. 1 e Mercado B6)

Editoriais
Leia "Congresso a reboque", sobre a nova legislatura que tomou posse; e "Engenharia a distância", acerca de alternativas para o ensino da profissão. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Liberação de verbas subiu antes da eleição no Congresso
Partido que mais se beneficiou com os 'restos a pagar' de emendas foi o PMDB, com R$ 12 milhões

Nas vésperas da eleição para as Mesas do Congresso e no momento em que o governo enfrenta a insatisfação de partidos da base aliada, aumentou a liberação de "restos a pagar" de emendas propostas por parlamentares, recursos cujos gastos foram autorizados no Orçamento, mas não efetivamente pagos. Em janeiro, foram liberados R$ 148 milhões, um crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado, informa a repórter Julia Duailibi. O PMDB, cuja bancada tem criticado a montagem do governo Dilma Rousseff - chegou a ameaçar veladamente retaliar o Planalto em votações importantes -, foi o partido que mais teve recursos pagos até agora: R$ 12 milhões, segundo levantamento feito no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). Em janeiro de 2010, o partido recebeu apenas R$ 1,8 milhão. Em segundo lugar, vieram os restos a pagar de emendas do PT, com R$ 3,3 milhões. Também integrantes da base, PP e PDT receberam R$ 2,5 milhões e R$ 2,4 milhões, respectivamente. Os principais partidos da oposição, PSDB e DEM, tiveram ao todo R$ 3,4 milhões. (Págs. 1 e Nacional A4)

R$ 148 milhões
foi o total liberado no mês de janeiro, segundo levantamento no Siafi. (Pág. 1)

No Congresso, Dilma prega reforma política

A presidente Dilma Rousseff entregou sua mensagem ao novo Congresso com a promessa de construir consensos para a retomada da agenda de reforma política, paralisada desde o governo Lula. Na primeira sessão legislativa do ano, Dilma priorizou a reforma tributária e a política de recuperação do salário mínimo, no modelo proposto pelo Planalto. (Págs. 1 e Nacional A15)

Protesto egípcio vira conflito civil

Manifestantes de oposição sofrem ataque de grupo que defende o ditador Mubarak

A crise no Egito dá os primeiros sinais de se transformar em conflito civil. Ontem, na Praça Tahrir (libertação), os manifestantes que querem a saída de Hosni Mubarak foram atacados por supostos simpatizantes do ditador - que incluíam policiais a paisana e manifestantes pagos. Ao menos três pessoas morreram e mais de 630 ficaram feridas. Opositores, porém, afirmam que o número de vítimas foi maior. O governo declarou que a transição não começará "imediatamente", como querem os EUA, e denunciou intervenção externa. Jornalistas estrangeiros, entre os quais o repórter do Estado, foram alvo de violência policial. (Págs. 1 e Internacional A10 a A13)

Análise: Roger Cohen
Fim da vitimização árabe

Os árabes estão passando de uma cultura de vitimização para outra de autodeterminação. (Págs. 1 e Internacional A14)

Novo ministro do STF, Fux define Ficha Limpa (Págs. 1 e Nacional A8)

Desmatamento na Amazônia volta a crescer
Após registrar a menor taxa em 22 anos, o desmatamento da Amazônia teve aumento de 11% entre agosto e dezembro de 2010 ante igual período de 2009. Os números não permitem ainda ver reversão na tendência de queda, mas o governo está em alerta. (Págs. 1 e Vida A18)

Indústria cai e mercado revê previsões

A queda da produção industrial em dezembro (0,7% ante novembro) levou o mercado a rever as projeções para este ano. Algumas consultorias cortaram pela metade suas expectativas, por não acreditarem em melhora do câmbio. (Págs. 1 e Economia B1)

Roberto Macedo

Os encapuzados do Congresso

Para que não caia em esquecimento: o abusivo aumento dos parlamentares lembrou um assalto. A ação veio como numa noite em local mal iluminado. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)

Notas e Informações

Marca do atraso político

A recondução de Sarney é uma marca do atraso político que o Brasil não consegue superar. (Págs. 1 e A3)

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Valor Econômico

Manchete: Desoneração da folha de salários pode ser seletiva
Preocupado com a perda de competitividade do setor produtivo brasileiro provocada pela apreciação da taxa de câmbio, o governo federal estuda desonerar a folha de salários das empresas dos setores da economia mais prejudicados pela concorrência internacional. O objetivo é dar meios a setores como o têxtil e o de brinquedos para enfrentarem a competição de produtos importados da China. Outros setores que poderão ser beneficiados são os de calçados e bens de capital (máquinas e equipamentos).
Inicialmente, a ideia do governo era diminuir, de forma linear, a contribuição incidente sobre a folha de pessoal destinada ao financiamento da Previdência em todos os setores da economia. Hoje, as empresas pagam contribuição equivalente a 20% do total da folha salarial. Mas por causa das restrições fiscais no primeiro ano da gestão Dilma Rousseff, o governo deve optar por uma desoneração setorial. (Pág. 1)

UE investiga importação de aço pelo Brasil

A União Europeia foi acionada pela indústria siderúrgica para investigar uma medida aplicada no Brasil - preços de referência - que poderia elevar as tarifas de importação de aço e frear o grande fluxo desses produtos para o país. A Eurofer, organização dos produtores europeus de aço, reclama que Brasília passou a adotar preço de referência que, suspeita, violam as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). A UE e também os Estados Unidos levantaram a problema no Comitê do Aço da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCOE), em Paris, em dezembro. O Brasil prometeu responder depois: em detalhes. Até agora, Bruxelas não abriu investigação formal contra a prática brasileira. Os europeus acionaram sua missão em Brasília para esclarecer o problema, antes de decidir o que fazer. (Págs. 1 e A2)

Sai caro deter a valorização do real

O Banco Central gastou cerca de US$ 14,G bilhões em intervenções no mercado cambial este ano, as reservas já atingiram US$ 300 bilhões e houve um ganho de 0,12% do dólar frente ao real. Sem a atuação do BC, a cotação, que ontem foi de R$ 1,6680, estaria hoje perto de R$ 1,55, segundo Tony Volpon, chefe da área de pesquisas de mercados emergentes da Nomura Securities.
Um colchão tão elevado de reservas da segurança aos país em tempos de turbulência, mas tem um custo alto: cerca de US$ 30 bilhões ao ano, segundo cálculos do economista Marcio Garcia. Há outros custos, mais difíceis de serem mensurados: inflação, juros e encarecimento da rolagem da dívida mobiliária Volpon faz alguns exercícios e diz que se a cotação do dólar mudasse de R$ 1,75 para R$ 1,70 no cenário de referência usado pelo BC, o IPCA cairia de 4,8% para 3,7%, numa projeção ilustrativa e pouco exata. (Págs. 1, C1 e C12)

Foto legenda: Confronto

Manifestantes pró-governo(abalxo), em menor número, enfrentam os antigovemo na já célebre Praça Tahir, que se tornou o centro das demonstrações populares no Cairo: ontem, mais de 600 pessoas ficaram feridas e uma morreu, segundo as autoridades egípcias. (Págs. 1 e A9)

França se adapta ao agora endinheirado turista 'Bric'

Com a explosão do número de viajantes dos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) na Europa, que hoje são os que mais tem dinheiro para gastar, os diversos setores ligados ao turismo começam a dar atenção especial a eles.
China, Rússia (em terceiro, atrás do Japão) e Brasil (atrás dos EUA) estão entre os cinco principais países de origem da clientela estrangeira na Printemps. Por isso, a loja de departamentos passou a exigir que seus vendedores falem, além do francês e do inglês, uma terceira língua: português, russo, chinês ou árabe. Dos 8,5 milhões de visitantes do Louvre em 2010, 410 mil foram brasileiros. O museu também estuda traduzir o mapa informativo e documentos da área multimídia para o português. (Págs. 1 e B4)

Porto antigo terá licença ambiental

Os problemas criados pela falta de licença ambiental da maioria dos portos públicos do pais, que existem desde muito antes dessa exigência, podem estar perto de acabar. Um dos quatro decretos que devem ser encaminhados pela Secretaria dos Portos a Casa Civil propõe que, num primeiro momento, para não afetar o comércio exterior, todos os portos passem a ser considerados licenciados, tendo então de cumprir uma série de exigências para manter a licença. Do contrário, terão o aval cassado. A informação e do ministro dos Portos, Leônidas Cristino. Outros dois decretos tratam da ampliação das áreas físicas dos portos de Santos (SP) e Suape (PE), e o último cria a Comissão para Assuntos de Praticagem. Todos foram concebidos na gestão anterior, de Pedro Brito, mas por um rito burocrático da troca de comando na pasta precisam do aval do novo ministro, também cearense e igualmente indicado ao cargo pelo clã dos irmãos Cid e Ciro Gomes, do PSB. (Págs. 1 e B7)

Matéria-prima em alta leva Electrolux a aumentar preços

A alta das cotações das matérias-primas, como aço, está levando o grupo sueco Electrolux, que teve um faturamento mundial de US$ 14,75 bilhões no ano passado, a aumentar entre 8% e 10% os preços na América do Norte a partir de abril, estendendo gradualmente os reajustes pára a Europa e, a partir dali, para outros mercados no mundo, disse ontem seu novo presidente, Keith McLoughlin. A empresa estima que seus custos com matérias-primas vão subir entre US$ 230 milhões e US$ 310 milhões neste ano.
No cargo há apenas um mês, Mcloughlin disse ao Valor que o Brasil se transformou no segundo maior mercado do mundo em volume de vendas para o grupo sueco, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. (Págs. 1 e B1)

Fatia dos importados nos bens industriais consumidos no Brasil dobra e atinge 20% (Págs. 1 e A3)

Construtoras dos EUA oferecem 'green card' em troca de crédito (Págs. 1 e B9)

Restrição ambiental

A Siderúrgica do Atlântico, sociedade entre a ThyssenKrupp e a Vale, vai investir R$ l00 milhões para reduzir a emissão de poluentes. A usina trabalha abaixo da capacidade por exigência dos órgãos ambientais. (Págs. 1 e B1)

Banda larga eleva busca por redes

Crescimento da demanda por banda larga, fixa e móvel faz crescer o investimento das empresas de infraestrutura de telecomunicações para atender de grandes operadoras a pequenos provedores de serviços. (Págs. 1 e B2)

Brasanitas chega ao Nordeste

A instalação de mais empresas no complexo industrial do porto de Suape e a construção da Refinaria Abreu Lima pela Petrobras levaram a prestadora de serviços Brasanitas a abrir no Recife sua primeira filial na Região Nordeste do país, diz Marcelo Trovati. (Págs. 1 e B4)

'Imigrantes' uruguaias

Desde que passaram a integrar a portfólio premium da Ambev no Brasil, as tradicionais cervejas uruguaias Norteña e Patricia praticamente sumiram de seu próprio país. A Pilsen, também da Ambev, é hoje sinônimo de cerveja no Uruguai. (Págs. 1 e B6)

Boleia vazia

Nem falta de crédito nem estradas ruins. A maior preocupação das transportadoras em 2010 foi a falta de mão de obra qualificada, segundo pesquisa da NTC & Logística. (Págs. 1 e B7)

Novas fronteiras

Alijadas das maiores regiões produtoras pelas gigantes Vale, BHP e Rio Tinto, outras mineradoras de ferro disputam jazidas nas regiões árticas do Canadá. (Págs. 1 e B8)

Inflação dos alimentos

Turbulências políticas em países árabes, disputa trabalhista nos portos argentinos e problemas climáticos nos EUA impulsionaram os preços da soja, milho e trigo as maiores cotações dos últimos 30 meses. (Págs. 1 e B11)

Cargill construirá fábrica

A Cargill vai investir RS 350 milhões na construção de uma nova fábrica no Brasil para a produção de ingredientes a base de milho, como amidos e adoçantes. Três Estados disputam o investimento. (Págs. 1 e B11)

Estévia ganha escala

Aprovação do uso da estévia como adoçante nos EUA abre mercado para o produto e atrai fabricantes para o Brasil, como a Wisdom Natural Brands, que vai montar uma base de produção no país. (Págs. 1 e Bl2)

Parcelamento parcial no Refis

Decisão do Tribunal Federal da 3ª Região (São Paulo e Mato Grosso do Sul) permitiu a uma empresa inscrita no Refis da Crise o parcelamento de apenas parte de sua dívida ativa. (Págs. 1 e E1)

Ideias

Vinícius Carrasco e João P. de Mello

Criação de um mercado secundário de “direitos de ressarcimento" pede ajudar a combater a prática de cartel no Brasil. (Págs. 1 e A10)

Ideias

Alexandre Schwartsman

Não é a alta dos preços internacionais que tem elevado a inflação, mas a inconsistência das políticas monetárias e cambial. (Págs. 1 e A11)

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quarta-feira, fevereiro 02, 2011

XÔ! ESTRESSE [In:] ''A MALDIÇÃO DA MÚMIA'' *

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Homenagem aos chargistas brasileiros.
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(*) Título de filme.
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EGITO/MUBARAK [In:] CHEIRANDO A MOFO DE SARCÓFAGO (II)

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MUBARAK ACEITA SAIR APÓS ELEIÇÃO, MAS PRESSÃO CONTINUA

SOB PRESSÃO DAS RUAS E DE EX-ALIADOS, MUBARAK DIZ QUE NÃO BUSCARÁ REELEIÇÃO


Autor(es): Jamil Chade
O Estado de S. Paulo - 02/02/2011

Pouco depois de ditador anunciar que não se candidatará às eleições de setembro, Obama telefona para ele e diz que transição para a democracia deve começar imediatamente; comandantes do Exército, porém, negociam com oposição o futuro político do país


Pressionado pelas ruas de um país paralisado, o presidente egípcio, Hosni Mubarak, recebeu ontem a recomendação dos EUA para dar um fim ao seu reinado de 30 anos ao mesmo tempo em que perdia o apoio de seu Exército. Em declarações à nação, Mubarak anunciou que não concorrerá a mais um mandato nas eleições marcadas para setembro.

No entanto, ele se recusou a deixar imediatamente o poder, como exige a oposição, e garantiu que "morrerá no Egito", deixando claro que não aceitará ser exilado. "A história me julgará", declarou.

Pouco depois do discurso, o presidente americano, Barack Obama, telefonou para Mubarak e, em meio a uma conversa de meia hora, disse-lhe que a transição "tem de começar agora, com eleições livres, justas e com a participação de todos os partidos" (mais informações na página A11).

O discurso de Mubarak provocou a ira dos manifestantes e dos partidos de oposição, que querem a saída imediata do presidente. "Mubarak insultou o povo egípcio hoje (ontem)", afirmou Mohamed ElBaradei, que ontem iniciou as negociações para a criação de um governo de transição. Ele exige Mubarak fora do país até a sexta-feira.

O dia começou com centenas de milhares de pessoas nas ruas, levando faixas, alto-falantes, rostos pintados e bandeiras, na maior manifestação do país desde o início do regime Mubarak. Era nos bastidores, porém, que os lances mais decisivos ocorreriam. Mubarak foi informado ontem pelo Exército que os militares o queriam fora do poder para acabar de vez com o impasse.

Seria do presidente americano, Barack Obama, porém, a cartada mais decisiva. A Casa Branca enviou ao Cairo o diplomata Frank Wisner para dar um recado claro a Mubarak: Washington não apoiaria mais um mandato para ele. O aliado de 30 anos dos EUA ficou sozinho. Obama exigiu do líder egípcio que informasse à população que ele não continuaria no poder.

O ditador, horas depois, foi à televisão para cumprir a recomendação americana. Atacou, contudo, a oposição por não aceitar o diálogo, acusou rivais de "explorar a juventude inocente" e de promover a violência e os saques no país.

Mubarak indicou que será ele quem deverá conduzir o processo de transição, o que não põe fim ao drama no Cairo. O presidente ainda deixou claro que não aceitará o exílio. "Lutei pela soberania desse país e morrerei aqui", declarou Mubarak, pedindo "dignidade e honra". Após seu discurso, a população que estava na praça central do Cairo não disfarçava a ira, com gritos de "Fora, fora, fora!". Outra decisão da oposição a Mubarak foi manter a greve geral iniciada ontem e paralisar o país e sua economia para forçar o governo a ceder. À noite, o grupo liderado por Baradei ainda negociava o que fazer para que Mubarak entenda que só a renúncia será aceita.

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BANCO PANAMERICANO [In:] ''O QUE SERÁ QUE SERÁ QUE ANDAM COMBINANDO NO BREU DAS TOCAS..."

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PanAmericano terá suporte bilionário

BTG Pactual quer PanAmericano com R$ 40 bilhões de ativos


Autor(es): Vanessa Adachi | De São Paulo
Valor Econômico - 02/02/2011

Antes um banco à beira da quebra, o PanAmericana sai da operação de resgate no último fim de semana como uma nova potência do varejo bancário no país. Apoiado por dois dos maiores bancos brasileiros - a agressiva BTG Pactual e a Caixa Econômica Federal -, a instituição fundada pelo empresário Silvio Santos deve, agora, decolar.
O banco poderá ter ativos de até R$ 40 bilhões em três a quatro anos. Para sustentar suas operações, o novo PanAmericano contará com uma estrutura de captação de recursos reforçada. A Caixa comprometeu-se a fornecer até R$ 10 bilhões em funding ao longo dos próximos anos, por meia da compra de recebíveis e operações no interbancária. O BTG Pactual fornecerá outros R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões.


Antes um banco ancorado num ativo fictício, com operação deficitária e que esteve à beira da quebra por pelo menos três vezes (na crise de 2008, em novembro e agora), o PanAmericano emerge da operação arquitetada para resgatá-lo no último fim de semana como uma nova potência do varejo bancário do país. Apoiado por dois dos maiores bancos brasileiros - o ágil e agressivo BTG Pactual de um lado e o estatal Caixa Econômica Federal de outro -, a instituição fundada pelo empresário Silvio Santos deve, agora, decolar.

"Esse banco tem potencial para ter tamanho de ativo bem grande. Se falar em R$ 30 bilhões a R$ 40 bilhões de carteira não é nada fora da realidade", diz José Luiz Acar Pedro, apontado para assumir a presidência da instituição, completando que esse objetivo deve se cumprir em três a quatro anos.

Esse tamanho de carteira de crédito colocaria o PanAmericano ao redor da oitava posição. Segundo os dados do Banco Central de setembro, o HSBC tem carteira de crédito de R$ 37,4 bilhões e o Safra, de R$ 27,9 bilhões. O PanAmericano aparecia na 19ª posição, com R$ 6,1 bilhões.

Para sustentar sua operação, o novo PanAmericano contará com uma estrutura de captação de recursos vitaminada. A Caixa comprometeu-se a fornecer até R$ 10 bilhões em funding ao longo dos próximos anos, por meio de compra de recebíveis e operações no interbancário. O BTG Pactual fornecerá outros R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões. Ambos em condições de mercado, sem subsídio.

Sob o comando dos funcionários de Silvio Santos, o PanAmericano tinha uma estrutura de captação com custos tão elevados que simplesmente inviabilizava uma operação rentável.

Ao concordar com as duas operações de resgate, num total de R$ 3,8 bilhões, os maiores cotistas do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que são também os maiores bancos de varejo do país, criaram espaço para o surgimento de um concorrente de peso.

Outros bancos chegaram a ser consultados pelo FGC para assumir o PanAmericano. Muitos se perguntavam ontem por que a operação não interessou a Bradesco e Itaú, por exemplo, já que eles próprios tinham uma exposição ao banco por conta das carteiras de crédito adquiridas e que se mostraram fictícias em muitos casos. Um experiente banqueiro, de uma grande instituição, diz que a operação não fazia sentido para nenhum dos dois, porque, com a Caixa como sócia, não seria possível consolidar as operações do PanAmericano e ganhar sinergias. A decisão de fazer um movimento para barrar o avanço de um concorrente nessas condições não era óbvia.

Para transformar o PanAmericano na máquina de fazer dinheiro que pretende, o BTG Pactual terá ainda muito trabalho. O balanço do terceiro trimestre do ano passado, ainda sem data para ser publicado, virá limpo de todas as fraudes e inconsistências encontradas. Isso quer dizer que o ativo remanescente será raquítico, muito menor que os R$ 11,9 bilhões exibidos em junho e que o colocavam na 21ª posição no ranking de ativos. O banco precisará ganhar ritmo ainda e os indispensáveis investimentos em tecnologia levarão algum tempo para surtir efeito.

Há muitos desafios pela frente. Existem, ainda, alguns prejuízos lá dentro que precisam ser digeridos. O caso mais gritante envolve suspeitas de desvio de dinheiro em conluio com a antiga administração, algo ainda não apurado. O mineiro Adalberto Junior emprestou centenas de milhões de reais ao PanAmericano por meio de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) com taxas prefixadas que beiram os 30% ao ano por prazos tão longos quanto 20 anos. Para efeito de comparação, a taxa básica está em 11,25%. Sob a gestão do BTG, a ideia é renegociar essas e outras operações, trazendo-as para a realidade de mercado.

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CONGRESSO NACIONAL/GOVERNO DILMA [In:] ''MUY AMIGOS''

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Novos líderes já querem ampliar gastos

Parlamentares assumem com agenda de gastos que ameaça austeridade fiscal


Autor(es): João Domingos e Eugênia Lopes,
O Estado de S. Paulo - 02/02/2011

Líderes de bancadas começam a articular votações, como redução da jornada de trabalho, o aumento do mínimo acima dos R$ 545 fixados pela presidente e a correção da tabela do IR; Dilma escala aliados na Casa para deter a aprovação das propostas

BRASÍLIA - No mesmo dia em que os novos congressistas tomaram posse e os líderes passaram a reverberar uma agenda "gastadora", a presidente Dilma Rousseff escalou integrantes dos partidos aliados para combater a tentação de aprovar projetos que podem comprometer a meta de ajuste fiscal do governo. Entre eles, o que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas e propostas que fixam o salário mínimo acima de R$ 545 e corrigem a tabela do Imposto de Renda em índices superiores a 4,5%.

Maior defensor da redução na jornada de trabalho, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, espalhou nesta terça-feira, 1, faixas e banners no caminho entre o aeroporto e o Congresso para lembrar que o projeto está em tramitação na Câmara. "É difícil a pessoa ser empresário e votar a favor da redução." Ele acha que o tema dividirá a Câmara. "Essa redução vai enfrentar grande resistência na Câmara por causa da bancada empresarial", afirmou.

Quanto ao aumento do salário mínimo, Paulinho acha que dá para alcançar mais do que os R$ 545 defendidos pelo governo. Insiste num mínimo de R$ 580. "Acho difícil qualquer deputado, mesmo da base, votar contra um aumento maior para o mínimo." Paulinho pode até conseguir chegar a um valor maior dos que os R$ 545, mas não os R$ 580.

O PMDB, no entanto, anunciou que só fará o que o governo quiser. "Nós estamos fechados com a posição do Palácio do Planalto nessa questão do salário mínimo", disse o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN).

Já o presidente do PT, José Eduardo Dutra, não vê problemas em torno da aprovação de proposta que reduza a jornada de trabalho. "É uma determinação de nosso congresso. Não é uma questão de governo, mas de partido", disse ele. "Quando a Constituinte reduziu a jornada semanal de 48 para 44 horas, disseram que o mundo ia acabar. Não acabou", acrescentou.

Ponto pacífico

Um ponto que parece ser consensual no Congresso é a correção na tabela do Imposto de Renda. A oposição pode até propor um índice maior, mas na base aliada há a decisão de votar o que o Planalto decidir. Por enquanto, uma correção de até 4,5% na tabela do IR. "O governo não pode ficar fazendo superávit em cima do IR", disse o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

Para conter o ímpeto de aumento de gastos, a presidente conta com senadores petistas recém-empossados, como Jorge Viana (AC), Lindberg Farias (RJ) e José Pimentel (CE), que se arriscam até a fazer um discurso contrário ao que determina o próprio partido - uma resolução de congresso do PT determina o engajamento da legenda na redução da jornada de trabalho.

"O mundo vive uma outra realidade com a revolução tecnológica. Se o Brasil quer se firmar, tem de ter um diálogo aberto com os sindicatos", disse Jorge Viana. Para ele, não dá simplesmente para reduzir a jornada de trabalho, sem mais nem menos. "Pelo menos, é preciso dar tratamento diferenciado para determinados setores da sociedade", afirmou.

"Não há clima no momento para a redução na jornada de trabalho", completou o senador Lindberg Farias (PT-RJ). O mesmo pensa o senador José Pimentel (CE), que tem origem no movimento sindical: "Esse debate da redução na jornada de trabalho tem de envolver entidades de trabalhadores e empregadores".


BRASIL/SENADO [In:] ... CHEIRANDO A MOFO DE SARCÓFAGO

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Sarney faz 'sacrifício pessoal' e é reeleito

Reeleito pela 4ª vez no Senado, Sarney fala em ""sacrifício""


Autor(es): Andrea Jubé Vianna
O Globo - 02/02/2011

Senador recebeu apoio de 70 dos 81 integrantes da Casa e, ao discursar, ignorou escândalos que abalaram Congresso


O senador José Sarney (PMDB-AP) foi reeleito ontem com apoio de 70 dos 81 integrantes da Casa para sua quarta gestão na presidência do Senado. No discurso de posse, repetiu que marcha mais uma vez para o "sacrifício pessoal". Sarney venceu o único adversário na disputa, Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), escolhido por oito parlamentares. Um senador optou por anular o voto e dois votaram em branco.

Em seu discurso de posse, Sarney não mencionou diretamente a sucessão de escândalos da qual foi protagonista em 2009. O ápice da crise foi a revelação, pelo Estado, dos atos secretos, usados para nomear parentes dele e de outros senadores e criar privilégios para os parlamentares e funcionários. Na segunda-feira, reportagem do Estado mostrou que a reforma administrativa prometida por Sarney durante o escândalo está parada, sem perspectiva de votação.

Se o presidente do Senado preferiu não tocar no assunto, o candidato azarão do PSOL não deixou a crise ética da Casa de fora de seu discurso. "Minha candidatura é uma forma de dizer não à prática de jogar os graves problemas éticos do Senado para debaixo do tapete", afirmou Randolfe. "Defendo a revisão de todos os contratos e profunda auditoria nas contas da Casa. E, principalmente, total transparência de seus gastos e ações."

Sarney lembrou, no discurso, que é o parlamentar com maior tempo no Congresso - ele chegou à Casa em 1955. Recordou que viu mais de 50 Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e que nenhuma levantou qualquer coisa contra ele.

No entanto, omitiu que, por causa dos atos secretos, foi alvo de representações por quebra de decoro no Conselho de Ética em 2009, todas arquivadas sem julgamento, com apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De novo, disse que não queria ser presidente do Senado. "Não desejava o encargo, mas dele não pude fugir", afirmou, ressaltando que a confiança dos senadores o "conforta e aumenta as responsabilidades no cargo".

Aproveitou para exaltar as qualidades pelas quais, segundo ele, é reconhecido. "Vi duas ditaduras, alguns golpes de Estado, dois fechamentos do Congresso, sendo sempre um homem de diálogo e conciliação, sem abrir mão dos meus princípios democráticos, que não se resumiram a palavras, mas ações, presidindo o governo da Nova República, convocando a Constituinte (...), presidindo quatro eleições, legalizando os partidos banidos por razões ideológicas."

BRASIL/CÂMARA ''DOS'' DEPUTADOS [In:] UM NOVO EMBATE, ''PARCÊRUS'' ?

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AÇÃO DO PLANALTO DÁ VITÓRIA FOLGADA A MAIA

VITÓRIA FÁCIL COM 73% DOS VOTOS


Correio Braziliense - 02/02/2011

Estratégia governista é bem-sucedida e deputado do PT conquista 375 votos na disputa pela presidência da Câmara. Partidos da base vão unir esforços para aprovar o salário mínimo de R$ 545, defendido por Dilma Rousseff. Resultado mostra a força da articulação entre aliados, mas não evita desgastes com setores do PMDB.


Previsões mais otimistas se confirmam e Marco Maia vence com votação expressiva a disputa pela Presidência da Câmara. Próxima batalha será a discussão do mínimo de R$ 545

O governo conseguiu eleger o deputado federal Marco Maia (PT-RS) presidente da Câmara com ampla maioria. Seguindo as previsões mais otimistas, o petista alcançou 375 votos (73,7%), apesar das ameaças de integrantes da base aliada de optar pela dissidência como sinal de alerta ao novo governo. O recado foi dado, mas não na intensidade que os governistas temiam. Juntos, Sandro Mabel (PR-GO), Chico Alencar (PSol-RJ) e Jair Bolsonaro (PP-RJ) conseguiram 25,7% dos votos. Um número suficiente para mostrar que parte dos integrantes da Casa não está disposta a seguir à risca as orientações e os desejos palacianos, mas insuficiente para ameaçar votações consideradas arriscadas, como a do reajuste do salário mínimo, que o governo pretende deixar em R$ 545.

Apesar do clima de vitória antecipada instaurado na últimas semanas, ontem o deputado Marco Maia se assustou com o lançamento da candidatura de última hora de dois oponentes, além do embate já anunciado com Sandro Mabel. Teve de ir à luta. Convocou os petistas aliados e alguns peemedebistas mais dedicados à sua campanha para se reunir com pelo menos cinco deputados de outras legendas e convencê-los a seguir a orientação partidária de apoiá-lo.

Na fila de votações, Maia também não descansou. Tenso, viu-se obrigado a responder as acusações feitas pelo principal adversário de que sua vitória representaria a permissão para a ingerência do Executivo na Casa. Também foi pressionado a igualar as promessas feitas por Mabel para não correr mais riscos. No discurso de campanha, ele garantiu que iniciará as discussões para a construção de um novo anexo e fez defesa das emendas individuais parlamentares, ameaçadas de cortes pelo governo. “Todos nós sabemos da importância das emendas. Elas representam um instrumento completo de democratização da aplicação de recursos públicos. Vamos fazer com que nossas emendas tenham efetividade”, prometeu Maia.

Empolgado em seu discurso, o petista também entrou em um debate que é a bandeira do governo Dilma Rousseff. Disse que a Câmara deve contribuir decisivamente para ajudar na erradicação da pobreza no Brasil. “Para isso estabeleceremos metas nos próximos seis meses para debater e aprovar projetos sobre essa temática.”

Mesa Diretora
A disputa pela Presidência da Câmara não se refletiu nos outros cargos da Mesa Diretora. Pautado em um acordo prévio de respeito à proporcionalidade, os partidos lotearam os cargos de acordo com a votação obtida pelas legendas nas eleições do ano passado. Pela divisão, a 1ª Vice-Presidência ficou com Rose de Freitas (PMDB-ES); a 2ª Vice-Presidência com Eduardo da Fonte (PP-PE); a 1ª Secretaria com Eduardo Gomes (PSDB-TO); a 2ª Secretaria ficou com Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP); a 3ª Secretaria com Inocêncio de Oliveira (PR-PE) e a 4ª Secretaria com Júlio Delgado (PSB-MG). O único posto disputado foi a função de segundo-secretário, já que a estreante Rebecca Garcia (PP-AM) se lançou na disputa com Eduardo da Fonte. Ela ainda conseguiu 211 votos, graças ao discurso de última hora de que era a representante do corporativismo. Não por acaso, a função pleiteada por ela também tem a prerrogativa de analisar a conduta dos deputados.

Mozart se despede
A sessão que consagrou a nova Mesa Diretora também foi marcada pela despedida de Mozart Viana da secretaria-geral da Câmara. No cargo há mais de 20 anos, o secretário sempre foi conhecido pelo amplo conhecimento do processo legislativo e pela disposição de orientar assessores e jornalistas. Mozart foi aplaudido de pé pelos deputados e recebeu o agradecimento do presidente eleito, Marco Maia (PT-RS). Ele deixa a Câmara para ser assessor especial do senador Aécio Neves (PSDB-MG).


PERSONAGEM DA NOTÍCIA
Guinada na carreira política


Até então considerado um deputado do baixo clero da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS) conseguiu desbancar companheiros de partido e de bancada governista na disputa pelo terceiro posto na linha sucessória do país. Ex-metalúgico, gaúcho de Canoas, o petista conseguiu alcançar a Presidência da Câmara em seu terceiro mandato. Antes da Câmara, havia tentado somente eleições à prefeitura de sua cidade natal. Acabou derrotado.

O triunfo na Câmara, que marca uma guinada na carreira política do deputado, foi ligado às ações do Poder Executivo, que colocou todas as digitais possíveis para garantir sua eleição. Se no início da disputa o governo pendia a balança para Cândido Vaccarezza (PT-SP), assim que Maia conseguiu a indicação da bancada petista, a máquina trabalhou com todas as armas para inflar a sua candidatura.

O apoio, que incluiu o contingenciamento de emendas, o adiamento de nomeações para cargos do segundo escalão e até ameaça de expulsão de Sandro Mabel do PR, terá a fatura cobrada já nos primeiros dias da gestão de Maia à frente do parlamento.

Embora defenda a independência da Câmara e alterações nas regras para liberação de emendas, o deputado gaúcho dificilmente terá uma posição de grande resistência em relação ao Planalto. Ao todo, a bancada governista chega a quase 400 deputados — suficiente para ter tranquilidade e até aprovar emendas constitucionais sem necessidade de grandes articulações.

O novo presidente da Casa ainda colocará em curso, já nos primeiros dias de gestão, promessas feitas a setores da Casa. A principal delas será a votação do novo Código Florestal. O deputado prometeu à bancada ruralista limitar em um mês a discussão da matéria e votar o projeto final até o fim de março, sem adiamentos. No debate do salário mínimo, Maia se comprometeu apenas a não influenciar o debate, no que deve ser o primeiro termômetro sobre o grau de independência do Executivo que a gestão de Maia à frente da Câmara imprimirá nos próximos dois anos.

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QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA ?

02 de fevereiro de 2011

O Globo

Manchete: Oposição nega saída honrosa a ditador egípcio e exige renúncia
Pressionado e aconselhado por Obama, Mubarak desiste de reeleição

Após os maiores protestos já realizados no Egito e uma mensagem do presidente Barack Obama, pressionando pela transição pacífica, o ditador Hosni Mubarak anunciou que não vai concorrer a seu sexto mandato, em setembro. Mas garantiu que não renuncia, como exige a oposição: "Este é meu país, onde vivi, lutei e defendi sua terra. Vou morrer neste território", disse ele. O Nobel da paz Mohamed ElBaradei deu um ultimato ate depois de amanhã para que ele saia. O pronunciamento de Mubarak desagradou e foi muito vaiado por manifestantes, que sacudiam sapatos no ar, prometendo nova marcha até o palácio presidencial, no que está sendo chamado de "sexta-feira da despedida". A família do ditador já deixou o país e está instalada em Londres. (Págs. 1, 28 a 31, Miriam Leitão e Merval Pereira)

PM ocupa Santa Teresa até 2ª feira

Ação em 9 favelas será o 1º passo para implantação de UPPs no bairro e em seus arredores

Até segunda-feira, a polícia vai ocupar nove favelas em Santa Teresa, Catumbi e Estácio, num primeiro passo para a instalação de mais três Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) na cidade. A pacificação da área vai fechar um cinturão de segurança, abrangendo Parte do Centro e do Estácio, e beneficiar diretamente 20 mil pessoas. As favelas ocupadas serão Mineira, São Carlos, Fallet, Escondidinho, Fogueteiro, Coroa, Zinco, Prazeres e Querosene. Animado com a queda dos índices de homicídios no Rio, o governador Sérgio Cabral anunciou que vai antecipar o pagamento em dobro das gratificações aos policiais que cumpriram as metas de combate ao crime no segundo semestre de 2010. A bonificação dobrada só seria depositada no fim deste semestre. (Págs. 1, 14 e editorial "O significado da violência em queda")

CEF oferece R$ 8 bilhões para novo PanAmericano

Sócio do PanAmericano, banco vendido por Silvio Santos ao BTG Pactual, a Caixa pôs a disposição da instituição um "cheque especial" de R$ 8 bilhões. Esse limite de crédito faz parte de um acordo com o novo controlador. O Fundo Garantidor de Crédito, que reúne os bancos do país, assumira a rombo de R$ 3,8 bilhões. (Págs. 1 e 21)

Em 2010, dívida pública cresceu R$ 200 bilhões
Puxada por aportes ao BNDES, a dívida pública federal subiu R$ 200 bi em 2010, atingindo R$ 1,694 trilhão - alta de 13%. O valor ficou na meta. O governo prevê aumento de até R$ 240 bi este ano. (Págs. 1 e 23)

O novo Congresso

Conduzido pela quarta vez pelo senador Jose Sarney, o novo Congresso tomou posse ontem elegendo o petista Marco Maia para presidir a Câmara. Entre estreantes e veteranos, assumiram Tiririca, Maluf, Romário, Jean (ex-BBB) e Garotinho. No Senado, o ex-cara-pintada Lindberg Farias, o presidente cassado Fernando Collor e o sucessor Itamar Franco se reencontraram 19 anos após o impeachment. (Págs. 1 e 3 a 11)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Acuado pelas ruas, ditador egípcio quer prazo para sair
Mubarak promete ficar fora da eleição, mas anúncio não deve aplacar protestos; oposição vê manobra

Sob forte pressão interna e externa após oito dias de revolta popular, o ditador egípcio Hosni Mubarak, 82, anunciou, em rede nacional, que não tentará a reeleição, relata Samy AdgWrni.

Ele prometeu antecipar o pleito, marcado para setembro, mas não deve aplacar a rebelião. Parte da multidão, que viu por telão, reagiu exibindo a sola do sapato, ofensa no mundo árabe.

Mubarak nada disse sobre possível candidatura de seu filho e herdeiro político, Gamal. Mohamed ElBaradei e líderes da Irmandade Muçulmana denunciaram o gesto como uma manobra.

A onda de revolta no mundo árabe fez o rei da Jordânia, Abdullah 2º, nomear um novo premiê. Na Cisjordânia, a Autoridade Nacional Palestina anunciou que fará eleições locais. (Págs. 1 e Mundo)

Análise: Clovis Rossi
Ocidente precisa negociar com os líderes islâmicos. (Págs. 1 e Mundo A17)

Foto legenda: Manifestantes mostram sapatos sobre as cabeças, gesto ofensivo no mundo árabe, em ato contra o ditador Mubarak na tradicional praça Tharir (Cairo) (Pág. 1)

Dilma emplaca aliados para dirigir o Congresso

O PT e o PMDB, base de sustentação do governo Dilma, fizeram os presidentes do Senado e da Câmara para os próximos dois anos.

José Sarney (PMDB-AP), 80, foi eleito para presidir o Senado pela quarta vez. Recebeu 70 votos. Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) teve 8.
Com 375 votos, Marco Maia (PT-RS), 45, venceu na Câmara. Sandro Mabel (PRGO), Chico Alencar (PSOLRJ) e Jair Bolsonaro (PP- RJ) tiveram 106, 16 e 9 votos.

Acordo prevê que Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) comande a Câmara daqui a dois anos. (Págs. 1 e Poder)

Alexandre Schwartsman
Mágica contábil põe estatísticas fiscais em descrédito. (Págs. 1 e Mercado B8)

Fernando Rodrigues
No Legislativo, só o 1º ano do mandato é de fato útil (Págs. 1 e Opinião A2)

Foto legenda: BBB+Bola

Calouros em Brasília, o ex-BBB Jean Wyllys e o tetracampeão Romário foram alvo de tietagem explícita dos colegas deputados durante a posse na Câmara. (Págs. 1 e Poder A6)

Ciência

Salário igual e burocracia fazem cientistas desistir do Brasil. (Págs. 1 e Ciência)

Indicado para o Supremo, carioca Luiz Fux será o 1º judeu na corte (Págs. 1 e Poder A12)

Boa notícia
Jovens aprendem restauração em obras de igreja de Olinda (Págs. 1 e Cotidiano C3)

Cotidiano

Furto de 5 galinhas chega ao STF após 8 anos e 3 instâncias (Págs. 1 e C7)

Editoriais

Leia "Violência em queda", sobre dados da segurança pública em São Paulo e no Rio de Janeiro; e "Mercosul paralisado", acerca do futuro do bloco. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Mubarak aceita sair após eleição, mas pressão continua
Sem apoio dos EUA, ditador egípcio propõe transição até setembro; manifestantes exigem sua queda já

Pressionado por milhares de manifestantes nas ruas e sem o apoio do Exército egípcio e do governo dos EUA, o ditador Hosni Mubarak foi à TV ontem para anunciar que não concorrerá a mais um mandato nas eleições presidenciais de setembro. Mas ele se recusou a deixar imediatamente o poder, como exige a oposição, e garantiu que morrerá no Egito. “A História me julgará", declarou. O discurso provocou a ira dos manifestantes e dos partidos de oposição, que querem a saída imediata de Mubarak. Um grupo de personalidades, lideradas pelo Nobel da Paz Mohamed ElBaradei, já negocia a formação de governo de transição e exige Mubarak fora do país até sexta. (Págs. 1 e Internacional A9 e A10)

Turbulência na Jordânia

Em meio a crescentes manifestações em Amã e outras cidades do país, o rei Abdullah demitiu o primeiro-ministro. (Págs. 1 e Internacional A11)

Foto legenda: Estreia

Tiririca faz registro da sua digital no painel de votação da Câmara. (Págs. 1 e Nacional A4)

Novos líderes já querem ampliar gastos

No mesmo dia em que os novos congressistas tomaram posse e os líderes passaram a reverberar agenda “gastadora", a presidente Dilma Rousseff escalou governistas para combater a tentação de aprovar projetos que possam comprometer a meta de ajuste fiscal do governo. Entre esses projetos estão o que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas, o que propõe um salário mínimo acima de R$ 545 e o que corrige a tabela do Imposto de Renda em índices superiores a 4,5%. (Págs. 1 e Nacional A4)

Sarney faz 'sacrifício pessoal' e é reeleito

José Sarney (PMDB-AP) foi reeleito com 70 votos para sua quarta gestão na presidência do Senado. No discurso de posse, repetiu que parte mais uma vez para o “sacrifício pessoal". Ele evitou falar de escândalos. (Págs. 1 e Nacional A8)

Cai interesse por ensinar crianças

O número de formandos nos cursos que preparam docentes para os primeiros anos da educação básica, como Pedagogia e Normal Superior, caiu 50%, de 103 mil para 52 mil, entre 2005 e 2009, segundo censo do MEC, informa a repórter Luciana Alvarez. Também houve queda – de 77 mil para 64 mil - no número de graduandos em licenciaturas, que atuarão no ensino médio e nos últimos anos do fundamental. O número dos que estão em sala de aula sem diploma cresceu. E1es somam 636 mil nos níveis infantil, fundamental e médio, cerca de 30% do total. (Págs. 1 e Vida A14)

Silvio só vendeu banco após telefonema do BC (Págs. 1 e Economia B1)

Bruno Covas quer ampliar Porto de Santos (Págs. 1 e Vida A16)

Dora Kramer
Por água abaixo

PSDB e DEM afagam os respectivos umbigos, ignorando os 43 milhões que atribuíram à oposição a tarefa de denunciar erros e propor correções. (Págs. 1 e Nacional A6)

Notas & Informações

O estilo Dilma no Argentina

A viagem foi a reafirmação de uma parceria relevante para os dois países e para a América do Sul. (Págs. 1 e A3)

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Valor Econômico

Manchete: Cesp busca sanear passivo de R$ 7 bi
A Campanha Energética de São Paulo (Cesp) terá de encontrar uma solução para um passivo de R$ 7,3 bilhões referente a questionamentos judiciais e processos administrativos. Desse total, somente R$ 1,6 bilhão foi provisionado ou depositado judicialmente. "Temos que fazer uma limpa, parque isso derruba a balanço da empresa", diz o economista José Aníbal, político com mais de 20 anos de atuação no PSDB, partido do qual foi presidente, e atual secretário de Energia do Estado de São Paulo.
Aníbal evita discutir qualquer coisa relacionada a “privatização". Para ele, a prioridade é resolver com o governo federal a questão da caducidade das concessões das usinas hidrelétricas e só depois avaliar alternativas para a Cesp. Esses planos não incluem nenhum projeto de investimento em expansão. Por isso, as medidas de saneamento da empresa parecem ser uma preparação para o processo de venda. (Págs. 1 e B1)

PanAmericano terá suporte bilionário

Antes um banco à beira da quebra, o PanAmericana sai da operação de resgate no último fim de semana como uma nova potência do varejo bancário no país. Apoiado por dois dos maiores bancos brasileiros - a agressiva BTG Pactual e a Caixa Econômica Federal -, a instituição fundada pelo empresário Silvio Santos deve, agora, decolar.
O banco poderá ter ativos de até R$ 40 bilhões em três a quatro anos. Para sustentar suas operações, o novo PanAmericano contará com uma estrutura de captação de recursos reforçada. A Caixa comprometeu-se a fornecer até R$ 10 bilhões em funding ao longo dos próximos anos, por meia da compra de recebíveis e operações no interbancária. O BTG Pactual fornecerá outros R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões. (Págs. 1, C1 e C2)

Os dois focos do novo Banco Central

O Banco Central aumentou sua caixa de ferramentas para lidar com um mundo que escapou da normalidade. No cenário internacional, à excessiva liquidez associa-se a risco real de estagnação em algumas economias européias. E há países com regime de câmbio inflexível, como a China. Internamente, a taxa de câmbio descolou dos fundamentas e são fortes as pressões inflacionárias. A variação do IPCA em 12 meses será elevada durante todo o primeiro semestre, ajudando a piorar as expectativas. Só a partir daí é que a inflação deve começar a ceder.
Frente a esses novos problemas, a BC tem o faca em dois objetivos: preservar a estabilidade monetária e a estabilidade financeira. Para manter a inflação sob controle, continuará usando a taxa básica de juros. O Copom elevou a Selic para 11,25% ao ano em janeiro, dando início ao ciclo de aperto monetário. Para assegurar a estabilidade financeira, prosseguirá com medidas macroprudenciais.(Págs. 1 e C10)

Kimberly vai abrir primeira fábrica no NE

A Kimberly-Clark vai abrir sua primeira fábrica no Nordeste para produzir todas as linhas de higiene e bem-estar da empresa, dona de marcas como Kleenex, Intimus e Scott. A companhia quer ficar perto do mercado que mais cresce no país e reduzir custos de logística e distribuição. A nova unidade será também a primeira fábrica do setor na região. As negociações com governos locais sobre incentivos fiscais acontecem há pelo menos três meses. O Valor apurou que Pernambuco e Ceará têm interesse no projeto. "Esse projeto integra um plano de investimentos de US$ 250 milhões no país até 2014", diz João Luiz Damato, presidente da Kimberly-Clark no Brasil. (Págs. 1 e B7)

Governo pode cortar 'sobra' de R$ 5 bilhões para salários

O Orçamento da União deste ano prevê RS 5 bilhões para promoções, reajustes salariais e contratação de quase 35 mil funcionários públicos. De forma mais ampla, os gastos previstos com o funcionalismo federal no Orçamento deste ano somam R$ 199,5 bilhões, quase 9% mais que o gasta efetivo em 2010 - considerando o pagamento da contribuição patronal, dado não contabilizada pela Tesouro Nacional na divulgação das despesas consolidadas do governo central na última sexta-feira.
A maior parte dos quase R$ 200 bilhões já está contratada para compromissos com salários e encargos sociais dos mais de 2 milhões de servidores do Executivo, Legislativo e Judiciário. Mas o Anexo V do Projeto de Lei Orçamentária Anual informa que o governo separou R$ 5,062 bilhões dos gastos com pessoal para promoções, reajustes salariais e quase 35 mil contratações. (Págs. 1 e A6)

Multidões vão às ruas, mas Mubarak diz que ficará

Em uma das maiores manifestações da história recente do Egito, um milhão de pessoas foram às ruas do Cairo e das principais cidades do país exigir a saida do presidente Hosni Mubarak. Após as manifestações de repúdio a seu governo, Mubarak anunciou o que praticamente já se sabia: ele não concorrerá as eleições de setembro, mas ficara no cargo até lá, depois de exercer o poder por 30 anos. O presidente afirmou que pedirá ao Congresso que reforme a Constituição para retirar os entraves à apresentação de candidaturas independentes e impor um limite ao número de reeleições, duas das principais reivindicações da oposição.
Vários movimentos de aposição se aglutinaram em um Comitê Nacional, entre eles a Irmandade Muçulmana, a mais organizada força política do país, e a grupo de Mohamed ElBaradei. Em seu primeiro manifesto, eles afirmaram que só iniciarão diálogo com os militares sobre um período de transição após Mubarak deixar o poder. (Págs. 1 e A11)

BM&FBovespa terá plataforma para negociação de grandes (Págs. 1 e C10)

Nestlé compra farmacêutica britânica e aposta em alimentos medicinais (Págs. 1 e B11)

MG muda licenciamento ambiental
O governo de Minas Gerais vai criar uma subsecretaria para centralizar a concessão de licenciamentos ambientais no Estado, hoje dispersa por três entidades. Intenção é dar mais agilidade ao processo. (Págs. 1 e A2)

Hailo terá fábrica no Brasil

A alemã Hailo, fabricante de escadas de alumínio para fins industriais e uso doméstico, vai construir em Jaguariúna (SC) sua primeira fábrica nas Américas. O alvo inicial é a setor de energia eólica. (Págs. 1 e B9)

Negócios do petróleo

A decisão do governo de incentivar a nacionalização de equipamentos na exploração do pré-sal fez o setor registrar recorde de fusões e aquisições no país em 2010. (Págs. 1 e B10)

Sorgo avança no rastro do milho

A disparada das cotações do milho trouxe a reboque os preços do sorgo, o que estimulou o plantio em substituição ao feijão no sudeste da Bahia, afetado por problemas climáticos nas últimas temporadas. (Págs. 1 e Bl5)

Exportações de frango

O Mercosul modificou sua proposta conjunta para exportações de frango à União Europeia. O novo pedido admite a política de cotas, mas com tarifa zero e volumes maiores. (Págs. 1 e B16)

JMallucelli põe energia na bolsa

O grupo JMalucelli, dono de 62 empresas, entre elas a Paraná Banco, prepara o lançamento de ações da JMalucelli Energia. BTG Pactual e J.P.Morgan serão os coordenadores da operação. (Págs. 1 e D5)

Ideias

Cristiano Romero

Deterioração das expectativas de inflação agora é mais acentuada do que no primeiro semestre de 2008. (Págs. 1 e A2)

Ideias

Martin Wolf

A crise financeira acelerou a chegada do futuro e, mesmo para os vencedores, esse é um choque muito grande. (Págs. 1 e A15)

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