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segunda-feira, fevereiro 14, 2011

SENADO/CCJ [In:] OS MANDATÁRIOS...

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Renan e Sarney avançam sobre CCJ


Autor(es): Raquel Ulhôa | De Brasília
Valor Econômico - 14/02/2011


Com 81 anos de idade completados em 31 de janeiro e exercendo seu quarto mandato como senador, Pedro Simon (PMDB-RS) ficará, pela primeira vez em 28 anos, de fora da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Assim como Jarbas Vasconcelos (PE) - um dissidente do PMDB -, Simon não foi indicado pelo líder da bancada, Renan Calheiros (AL), para compor a principal comissão da Casa.

A decisão de Renan, combinada com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), segue a estratégia de preencher os espaços do partido na Casa com pessoas alinhadas ao grupo e negar palanque a senador que possa criar problemas - tanto para a gestão de Sarney quanto a uma eventual candidatura de Renan à sua sucessão. Com a bancada sob controle, eles mostram ao governo força no Senado.

A preocupação de Renan e Sarney de tentar controlar o PMDB é agravada pela relação de desconfiança do partido com o PT nesse início do governo Dilma Rousseff. A própria Dilma mostrou, nas nomeações do setor elétrico, que não vai se dobrar à cúpula pemedebista. O PMDB quer valorizar seu papel no apoio ao governo no Legislativo.

Desde o início da legislatura, Renan faz gestos de aproximação a ex-governadores que foram eleitos senadores em 2010 e chegam ao Senado com atuação independente, como Roberto Requião (PR) e Luiz Henrique (SC). Além de outros afagos (mediar contato de Requião com o Palácio do Planalto e visitar Luiz Henrique no gabinete, para ouvir suas reivindicações), ambos foram indicados para compor a prestigiada CCJ.

Essa é a comissão mais cobiçada do Senado, porque a ela cabe decidir todas as questões de constitucionalidade, legalidade e juridicidade, e por ela passam todos os projetos em tramitação na Casa.

"A CCJ é o Supremo Tribunal Federal do Senado", afirma o ex-presidente da comissão, senador Demóstenes Torres (GO), que agora será suplente no colegiado. A única vaga de titular do DEM é ocupada por Kátia Abreu (TO). "A CCJ foi uma trincheira importante para a oposição", diz Demóstenes. Na gestão passada, os votos do PSDB e do DEM, somados aos de dissidentes de partidos governistas, chegavam a ter maioria dos votos, dependendo da situação. Na gestão atual, a oposição terá apenas cinco dos 23 votos da CCJ.

Renan também está empenhado em acomodar o ex-governador Eduardo Braga (AM) na presidência de uma comissão ou outro cargo importante. Após ser eleito, Braga mostrou vontade de ocupar espaço. Colocou seu nome à disposição para uma vaga no ministério ou para a presidência do Senado, se Sarney não disputasse.

A única comissão permanente instalada no Senado foi a CCJ, por causa da necessidade de aprovação da indicação de Luiz Fux para o Supremo Tribunal Federal (STF). Indicou Eunício Oliveira (CE) para presidente. Ex-deputado e ex-ministro do governo Lula, Eunício deixou claro que também quer projeção.

Na próxima semana, será decidida a disputa entre PT e PSDB pela presidência da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), que adiou a instalação das outras. O PT não aceita o critério da proporcionalidade partidária, pelo qual o PSDB, como tem a terceira maior bancada, tem direito à terceira escolha e optou pela CI.

O PT defende que o tamanho dos blocos partidários e não dos partidos seja considerado. Nesse caso, o partido teria duas escolhas antes do PSDB: a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e a CI. Se não chegarem a um acordo, a decisão poderá ir a voto no plenário da comissão.

Simon e Jarbas ainda não sabem como atuarão no Senado, fora da CCJ. Em 2007, quando Renan presidia o Senado e sofria processos por suposta quebra de decoro parlamentar, os dois defenderam seu afastamento do cargo e, por isso, foram retirados da CCJ. Mas logo foram reintegrados.

O pernambucano apoiou José Serra (PSDB) na eleição presidencial e tem ocupado a tribuna para defender a unidade das oposições. Simon, por sua vez, deixa claro que seu problema é com a cúpula do partido e não com o governo. Na sexta-feira, reiterou a "simpatia" por Dilma Rousseff.

"Estão me convidando a sair do PMDB. Mas eu não saio, porque o partido não é deles. O que parte do Renan, para mim soma. Eu boto na minha biografia", disse. "Na guerra civil espanhola, quando todo mundo estava lutando, descobriram na floresta um cidadão com metralhadora. Queriam saber que grupo era o dele. E ele respondeu: "Eu tenho minha metralhadora, sou independente e luto por conta própria". Eu vou ter que fazer isso."

CÂMARA ''DOS'' DEPUTADOS [In:] ''HOTEL CALIFORNIA'' (II)

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http://www.youtube.com/watch?v=Hd134mMWPvY





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N.B.: O respeito deve ser mútuo!
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CÂMARA ''DOS'' DEPUTADOS [In:] ''HOTEL CALIFORNIA'' *

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Com casa no DF, deputado paga hotel


Autor(es): Alana Rizzo
Correio Braziliense - 14/02/2011

Eleito primeiro-secretário da Mesa Diretora da Câmara, o deputado federal Eduardo Gomes (PSDB-TO) gastou mais de R$ 5,8 mil em verba indenizatória com despesas de hospedagem em Brasília e cidades do Distrito Federal. O valor representa quase a metade do total gasto pelo parlamentar com diárias de hotel no ano passado (R$ 12 mil). No entanto, Gomes — que terá entre as novas atribuições supervisionar atos administrativos da Casa e ratificar compras e contratos — já recebe auxílio-moradia. Servidor licenciado do governo de Tocantins, Gomes mora em uma casa alugada com o dinheiro da Câmara, segundo informações do gabinete.

A prática contraria regras para despesas com a cota parlamentar. De acordo com o Ato 43/2009, da Mesa Diretora, o dinheiro para hospedagem só pode ser usado pelos deputados federais fora de Brasília. Os parlamentares já contam com auxílio-moradia ou têm à disposição apartamentos funcionais. A assessoria do deputado nega irregularidades e afirma que a verba foi usada para pagamento de diárias de assessores. Porém, o gabinete não informou quais funcionários. Pela norma, gastos com hospedagem só podem ser realizados por servidores efetivos, ocupantes de cargos de natureza especial ou secretários parlamentares da Câmara dos Deputados, desde que custeados mediante reembolso ao deputado. De acordo com funcionários do gabinete, o parlamentar costuma arcar com despesas de servidores do estado e aliados que estão de passagem pela capital federal.

Segundo os registros da Câmara, os gastos foram feitos ao longo do ano passado em vários hotéis da capital. Gomes apresentou notas do Hotel Esplanada Brasília, por exemplo, nos meses de fevereiro, março e abril, num total de R$ 2,3 mil. Também foram pagas diárias no St. Paul e no Manhattan.

Escritório político
Gomes apresentou ainda despesas no Lord’s Hotel (R$ 150), no Núcleo Bandeirantes, e em Sobradinho, no Hotel Alvimar (R$ 125). O Lord’s é um hotel simples, com diária de R$ 80 para o casal, e usado por viajantes e representantes comerciais. O perfil é semelhante ao do Alvimar, distante 24 quilômetros de Brasília, e com diárias que variam de R$ 83 a R$ 144. O deputado ainda gastou R$ 3,8 mil em hotéis de Tocantins. Em outubro, o parlamentar pediu reembolso de R$ 2,6 mil em diárias em Palmas. Segundo o gabinete, sua casa no estado foi transformada em escritório político.

A cota única reúne gastos para o exercício da atividade parlamentar incluindo transporte, passagens aéreas, consultoria, serviços de telefonia, manutenção de escritórios, assinatura de publicações, alimentação, postagens, entre outros. Os valores variam de acordo com o estado do deputado.

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(*) EAGLES.

''Welcome to the Hotel California. Such a lovely place (2x). Such a lovely face. Plenty of room at the Hotel California. Any time of year (2x). You can find us here...".

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GOVERNO DILMA [In:] PETROBRAS. GOLFO DO MÉXICO.

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Plataforma da Petrobras causa polêmica


Petrobras inicia operação no Golfo e gera temor em ambientalistas


Autor(es): Alex Ribeiro | De Washington
Valor Econômico - 14/02/2011

A Petrobras começa a produzir petróleo no Golfo do México, ainda neste trimestre, em poços perfurados em águas duas vezes mais profundas e quatro vezes mais distantes do litoral que a da plataforma da BP que registrou um grave vazamento há menos de um ano.

A Petrobras começa a produzir petróleo no Golfo do México ainda neste trimestre, em poços perfurados em águas duas vezes mais profundas e quatro vezes mais distantes do litoral que a da plataforma da BP que registrou um grave vazamento há menos de um ano.

É grande a expectativa em torno do uso de navios-plataforma, muito usados no Brasil mas ainda inéditos nos Estados Unidos, que podem ser desconectados dos poços e deslocados para águas mais tranquilas quando ocorrem furações, muito comuns nessa região.

Uma influente entidade ambiental americana, porém, afirma que essa tecnologia, conhecida pela FPSO (em inglês, Sistemas Flutuantes de Produção, Armazenamento e Transferência) pode causar desastres naturais ainda mais davastadores do que os das plataformas marítimas tradicionais.

"Os FPSOs são enormes tanques cheios de petróleo na superfície do oceano", afirma John Amos, presidente da SkyTruth, entidade ambientalista que, a partir da análise de imagens de satélite, revelou que o governo dos Estados Unidos subestimada o tamanho do vazamento da BP. "O que acontecerá se um desses FPSOs não escapar a tempo de um furacão?", afirma.

Os FPSOs, que são petroleiros adaptados para operar como plataformas, só receberam autorização nos Estado Unidos em 2001. Eles acumulam petróleo extraído no fundo do mar e, a cada uma ou duas semanas, transferem a carga para petroleiros, que transportam o produto para o litoral.

Até agora, a produção de petróleo na parte americana do Golfo do México se resumia às plataformas tradicionais. Nelas, grandes estruturas montadas na superfície do oceano operam a extração de petróleo, que é enviado ao litoral por meio de uma rede de oleodutos.

"O uso de FPSOs [naquela região do Golfo do México] se deve aos riscos [econômicos] de perfurar poços em águas muito profundas e áreas distantes da costa", afirma o consultor independente Peter Lovie, que assessorou a Devon Energia no uso de FPSOs. A empresa foi sócia da Petrobras em um dos campos no Golfo o México, o de Cascade, mas vendeu sua participação à companhia brasileira depois que decidiu suspender sua produção no mar. "A experiência de produção nessa região [do Golfo do México] é muito pequena, e os FPSO diminuem os riscos em caso de fracasso", afirma.

O navio-plataforma da Petrobras, que chegou ao Golfo do México em abril de 2010, tem capacidade para produzir 80 mil barris de petróleo por dia e pode armazenar um volume de 500 mil barris de petróleo. Ele vai servir aos campos de Cascade e Chinook, com poços perfurados a 2,5 quilômetros de profundidade, localizados a 250 quilômetros ao sul da costa do Estado da Louisiana. A produção deveria ter iniciado em fins de 2009, mas já foi adiada três vezes. A exploração no Golfo do México está entre as prioridades da companhia na área internacional, embora o plano recente de negócios da companhia tenha decidido concentrar suas operações na camada do pré-sal no Brasil.

Amos, um geologo que trabalhou por anos como consultor da indústria de petróleo e gás até fundar a SkyTruth in 2001, diz que não advoga a interrupção da exploração no Golfo do México. "A sociedade escolheu que vai continuar perfurando poços no oceano", afirma. Ele defende o uso de tecnologias mais seguras e avançadas tanto para minimizar o risco de vazamento como para responder adequadamente ao próximo vazamento. "Vazamentos são eventos muito raros, mas não podemos achar que o risco é zero." Para Amos, os navios-plataforma são menos seguros e oferecem menos recursos para responder a emergências.

O acidente da Exxon Valdez no Alasca em 2009, sustenta, foi muito pior do que o da BP porque era um petroleiro. "Quando o petróleo vazou, toda a carga foi ao mar em poucas horas, perto da costa", afirma. "Petroleiros são o jeito mais perigoso de transportar petróleo." O movimento repetitivo de carregar e descarregar navios, argumenta, está sujeito a falhas. "Há o risco de colisão entre navios, de quebrar os tubos que alimentam os navios, de vazar petróleo", afirma o ambientalista.

Amos diz que os navios-plataforma têm menos equipamentos para responder rapidamente a um eventual vazamento, quando comparados a plataformas tradicionais. "Se você tem apenas um navio flutuando, não tem a "caixa de ferramentas" para responder a acidentes", afirma. "Tudo fica muito difícil quilômetros abaixo da superfície do oceano."

A Petrobras recusou pedido de entrevista para essa reportagem, assim como proposta de visita à sua subsidiária em Houston, Texas, a Petrobras America, e às suas operações no Golfo do México. Mas sua assessoria de imprensa respondeu a algumas questões por e-mail.

"A produção de petróleo por FPSOs é tão segura quanto a produção por plataformas", afirma a companhia. "Essa comparação já foi extensivamente analisada pela indústria do petróleo mundial." A Petrobras diz que é a empresa que usa a maior quantidade de FPSOs no mundo, sem nenhum acidente relevante.

Ainda segundo a empresa, os equipamentos para combate a vazamentos localizados em FPSOs são equivalentes aos utilizados em outros tipos de plataformas. "O transporte de óleo por navios aliviadores é semelhante ao realizado, sistematicamente, por navios de grande porte em todo o mundo", afirma a Petrobras. "Os riscos operacionais de oleodutos são equivalentes aos riscos de navios aliviadores." A Petrobras diz ainda que o seu plano de contingência foi validado pelas autoridades americanas e já contempla a localização dos poços e as profundidades de água do projeto, diz a companhia brasileira.

O consultor Peter Lovie diz que a indústria petrolífera acompanha com expectativa o início da produção da Petrobras, mas não acha que outras companhias necessariamente vão seguir o mesmo caminho. "Essa tecnologia é bem conhecida", afirma ele. "Seu uso depende do estilo de cada empresa e do risco [econômico] de cada área explorada."

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EX-GOVERNO LULA & LULISMO [In:] MP. ... A REVISAR O CONCEITO DE ''HERANÇA MALDITA''

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MPs de Lula complicam governo Dilma


MPs de Lula complicam governo Dilma



Autor(es): Agência o globo:Cristiane Jungblut e Isabel Braga
O Globo - 14/02/2011

A presidente Dilma Rousseff terá que administrar uma herança pesada do governo Lula no Congresso: 21 medidas provisórias, muitas aumentando gastos e criando cargos, na contramão das medidas de austeridade do governo.

Medidas provisórias editadas no governo Lula se chocam com orientação para cortar gastos

A presidente Dilma Rousseff recebeu uma pesada e antiga herança do governo Lula no Congresso Nacional. Entre as 24 medidas provisórias que tramitam na Câmara eno Senado, 21 foram editadas no governo passado, sendo que dez estão trancando a pauta de votações da Câmara. Muitas dessas medidas vão na contramão do corte de R$ 50 bilhões anunciado na semana.

passada, pois implicamna criação de cargos e no aumento dos gastos públicos. Aliados acreditam que o Congresso votará até maio propostas antigas, anão ser que se use a janela inaugurada agora por Dilma para enviar por projeto a matéria que trata do salário mínimo. Otemor éque ajanela, criada na gestão do ex-presidente da Câmara e hoje vice-presidente Michel Temer, uma vez aberta, sirva para os parlamentares colocarem projetos explosivos em votação.

Uma dasMPs que poderá gerar polêmica na votação, inclusive entre integrantes da base aliada, é a que cria a Autoridade Pública Olímpica (APO), ratificando o protocolo assinado entreUnião, oestado do Rio de Janeiro eo município do Rio, que cria o consórcio de ação para garantir a preparação e realização das Olimpíadas de 2016. A MP cria 484 cargos em comissão. Entres eles, 184 com salários que variam de R$ 18 mil e 22,1 mil. A oposição está pronta para bombardear a criação demais cargos federais e a falta de fiscalização da estrutura.Mas aMP também provoca briga na base aliada. O cargo a ser criado é pleiteado pelo PCdoB, mas Dilma pretende nomear o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, justamente para dar maior visibilidade e garantir o cumprimento dos prazos das obras.

Na herança de Lula também há uma MP que cria uma empresa para administrar hospitais universitários, ligada ao Ministério da Educação. A empresa será administrada por um conselho de administração e uma diretoria executiva. A MP estabelece que a empresa terá sede em Brasília, mas poderá manter escritórios, representações, dependência e filiais em outros estados. Para que a empresa seja implantada, autoriza acontratação, por tempo limitado e sem licitação, de pessoal técnico e administrativo, até que seja feito concurso público. A oposição vai apontar, além do aumento de gastos, a inconstitucionalidade da medida, alegando que fere a autonomia universitária.

Variedade de temas abre brecha para emendas

● Ogoverno Dilma Roussefftambém deverá enfrentar problemas com a bancada ambientalista na votação de MP que, entre outras coisas, institui o Regime Especial de Incen- tivos para o Desenvolvimento de Usinas Nucleares (Renuclear). Antes mesmo de conseguir no Congresso aautorização para a instalação de usinas, oministro de Minas e Energia, Edison Lobão, já oferece incentivos, na tentativa de induzir investimentos nesse tipo de energia. Já há estados brigando para sediar as novas usinas. A mesma MP que institui o Renuclear trata de outros 12 temas diferentes.Mesmo caso da MP 513/10, com oito assuntos distintos. Isso sempre abre margem para a apresentação de emendas por parte dos parlamentares, que
poderão aumentar gastos públicos, os chamados “jabutis”.

Na lista de MPs do governo passado, estão ainda a liberação de crédito para o BNDES. Sobrou para o governo Dilma umdívida de R$ 30 bilhões pela concessão de novo crédito ao
BNDES, para aumentar a participação do banco na capitalização da Petrobras. Outra MP autoriza a União, acritério do Ministério da Fazenda, a emprestar até R$ 20 bilhões ao BN- DES para o uso em financiamentos do projeto do Trem de Alta Velocidade, que ligará os municípios do Rio e de Campinas (SP). A primeira MP da lista, a 501, deverá causar
constrangimentos ao governo. Isso porque ela sofreu emendas no Senado, voltando para a Câmara, impostas justamente pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).
Olíder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), admitiu que não será fácil se livrar das MPs, mas argumentou que elas fazemparte do processo de governar
e da vida do Legislativo. — Vai ser difícil —- disse Vaccarezza, sobre o trabalho de limpar a pauta. Semana passada, a presidente Dilma deu demonstrações de que não quer ficar refém
de assuntos do governo passado. Dilma recorreu a uma manobra para enviar ao Congresso o projeto que trata da correção do salário mínimo, permitindo que ele passe à frente das
MPs que trancam a pauta. O Palácio do Planalto espera que o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), agilize as votações. Semana passada, a primeira com votações na Casa, foram votadas duas MPs, sem maiores problemas.

PT [In:] ... É DANDO QUE SE RECEBE

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Dízimo do PT cresceu 700% na Era Lula


Dízimo do PT acumula aumento de 700% desde chegada à Presidência



Autor(es): Marta Salomon
O Estado de S. Paulo - 14/02/2011

Partidos. Arrecadação mensal de 2% a 20% do salário dos filiados, sob contestação no Tribunal Superior Eleitoral, aumenta este ano e deve chegar a R$ 3,6 milhões; entre os petistas sem cargos públicos, porém, coleta diminui pela metade desde 2007

O PT espera arrecadar R$ 3,6 milhões neste primeiro ano de governo Dilma Rousseff só com as contribuições de parlamentares e ocupantes de cargos de confiança filiados ao partido. O valor é um pouco superior ao que foi amealhado no último ano de mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar da eleição de um número maior de deputados e senadores e do aumento da participação de integrantes do partido no primeiro escalão do governo.

Os R$ 3,6 milhões mostram, porém, que a arrecadação cresceu mais de 700% em relação ao valor arrecadado em 2002, antes da chegada do PT ao Palácio do Planalto. O partido cobra contribuição entre 2% e 20% de todos os eleitos pela legenda e também dos filiados em cargos de confiança. O porcentual varia de acordo com o valor do salário e é maior para os parlamentares.

A cobrança do dízimo pelo PT vem sendo contestada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde 2005. Naquele ano, foi proibido o desconto na folha de pagamento. Mas o estatuto do partido foi alterado em 2007 e mantém a obrigatoriedade do pagamento mensal.

Os inadimplentes ficam sujeitos até a serem expulsos da legenda. Mas essa inadimplência é "pequena", garante o tesoureiro petista, João Vaccari Neto.

O Estado consultou as prestações de contas do PT, apresentadas ao TSE para verificar quanto o partido vem arrecadando nos últimos anos.

Ficou evidente que a contribuição dos parlamentares e ocupantes de cargos de confiança cresceu durante o segundo mandato de Lula. Mas os pagamentos feitos por filiados sem postos públicos - igualmente obrigatórios, segundo o estatuto do partido - caíram, nesse mesmo período, de R$ 3,5 milhões, em 2007, para R$ R$ 1,8 milhão, em 2010.

Restrições. O tesoureiro atribui a queda a restrições impostas por resoluções do TSE, embora o tribunal tenha considerado ilegal apenas a contribuição por parte de ocupantes de cargos de confiança no serviço público, que o partido manteve obrigatória.

A cobrança é feita com base no salário líquido dos filiados com postos e cargos públicos e por meio de débito automático, informa o estatuto do PT.

A alíquota maior - de 20%, no caso dos eleitos, e de 10% para quem tem cargo de confiança - incide na faixa de rendimentos acima de 20 salários mínimos (R$ 10.800).

É do próprio João Vaccari Neto a previsão dos R$ 3,6 milhões que o partido arrecadará dos parlamentares e ocupantes de cargos de confiança em 2011 - uma conta feita antes mesmo de o governo Dilma Rousseff completar a nomeação de cargos de segundo escalão.

Esse valor representa 11% da dívida que o partido registrou no tribunal, no último dia de 2010.

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

14 de fevereiro de 2011

O Globo

Manchete: Egito dissolve Parlamento e suspende Constituição
Militares prometem eleições em 6 meses, mas ainda há protestos e greves

O conselho militar que governa o Egito atendeu ontem a duas das principais demandas dos manifestantes que derrubaram a ditadura de Hosni Mubarak: dissolveu o Parlamento e suspendeu a Constituição, prometendo a realização de eleições democráticas em seis meses. O estado de emergência, no entanto, não foi levantado. Manifestações e greves por melhores salários continuaram. No Iêmen e na Argélia, os governos reprimiram novos protestos. (págs. 1 e 23 a 26)

Entrevista

O cientista político Jean-Pierre Filiu, da Universidade de Columbia, diz que a revolução egípcia é uma “catástrofe para a al-Qaeda”. (págs. 1 e 25)

Foto-legenda: Funcionários retiram quadro de Mubarak do gabinete presidencial: pressão para que ele seja julgado por crimes e devolva bens do Estado.

Allan acusa delegado que ajudou a PF

Dois dias após ter sido acusado de receber propinas, o chefe da Policia Civil, Allan Turnowski, acusou o delegado Cláudio Ferraz de extorsão. Ferraz ajudou a Polícia Federal a prender policiais que foram ligados a Allan. (págs. 1, 10 e 11)

MPs de Lula complicam governo Dilma

A presidente Dilma Rousseff terá que administrar uma herança pesada do governo Lula no Congresso: 21 medidas provisórias, muitas aumentando gastos e criando cargos, na contramão das medidas de austeridade do governo. (págs. 1 e 3)

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Folha de S. Paulo

Manchete: Comando militar susta leis e fecha Congresso egípcio
Em anúncio que dividiu a oposição, generais dizem que governarão por decreto durante 6 meses ou até eleições

A junta militar dissolveu o Parlamento egípcio, disse que ficará no poder por seis meses ou até haver eleições, suspendeu a Constituição e criou grupo para reformá-la.

Enquanto não se realizam eleições gerais, a junta governará o Egito por decreto. (pág. 1 e Mundo, pág. A10)

Foto legenda: "Fora": No Iêmen, cerca de mil pessoas foram até o palácio presidencial para pedir a saída de Ali Abdullah Saleh, no poder há 32 anos. (pág. 1 e Mundo, pág. A12)

Governo aceita reajuste de 4,5% na tabela do IR

Para facilitar a aprovação do salário mínimo de R$ 545, o governo corrigirá em 4,5% a tabela do Imposto de Renda, informa Ana Flor.

Após a correção, contribuintes pagarão menos IR. Isso agrada a centrais sindicais, que também querem um mínimo de R$ 580. (pág. 1 e Poder, pág. A4)

País já tem 20% das linhas com celulares clandestinos

Operadoras de celular e a Anatel estimam que 20% dos 202,9 milhões de linhas do país usem aparelhos sem certificação da agência, relatam Julio Wiziack e Camila Fusco. Para fabricantes, a perda anual é de R$ 1 bilhão. O Ministério Público prepara ação para forçar operadoras a bloquear celulares piratas. (pág. 1 e Mercado, pág. B1)

Entrevista da 2ª: David Neelman: Concorrência faz falta ao Brasil, diz fundador da Azul

David Neeleman, 51, defende o uso de terminais temporários nos aeroportos para a Copa, critica a atuação do TCU e afirma que falta concorrência no Brasil.

Americano nascido em SP, ex-missionário mórmon, pai de nove filhos, o dono da Azul já criou quatro empresas aéreas. (págs. 1 e A14)

Melchiades Filho: Dilma limita campo de ação do PMDB fisiológico

Há mais cálculo político do que propósitos edificantes na decisão da presidente de desalojar a ala mais estridente do PMDB de posições estratégicas. (pág. 1 e Opinião, pág. A2)

Deputados clonam relatório ao prestar conta após viagens (pág. 1 e Poder, pág. A6)

Editoriais
Leia “Nova agenda”, sobre os temas em debate no G20; e “Câmara de privilégios”, acerca do aumento dos salários dos vereadores paulistanos. (pág. 1 e Opinião, pág. A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Militares egípcios dissolvem Parlamento e anunciam eleição
Conselhos das Forças Armadas assegura que governará o país durante seis meses

A junta militar, à qual o presidente deposto Hosni Mubarak transferiu seus poderes na sexta-feira, atendeu a uma das demandas dos manifestantes e anunciou a dissolução do Legislativo, desmoralizado por denúncias de fraude e com 95% das cadeiras atribuídas ao Partido Nacional Democrático, do governo. O conselho diz que ficará no poder durante seis meses ou até a realização do pleito presidencial, originalmente previsto para setembro. Afirmou ainda que a reforma da Constituição, a ser conduzida por juristas para garantir eleições justas e liberdades civis, será submetida a referendo popular. (pág. 1 e Internacional, pág. A10)

Melhora da economia global ofusca brilho do Brasil

Desde o início do ano, mercados emergentes como o brasileiro perdem dinheiro para os chamados mercados maduros. Motivo: a melhora das perspectivas de crescimento para países como Estados Unidos e Alemanha, e a provável alta dos juros na zona do Euro e na Inglaterra ainda em 2011. (pág. 1 e Economia, pág. B1)

Dízimo do PT cresceu 700% na Era Lula (pág. 1 e Nacional, pág. A4)

40% das mortes por aids vêm de diagnóstico tardio (pág. 1 e Vida, pág. A14)

Foto legenda: ‘A Itália não é um bordel'

Revoltadas pelo último escândalo envolvendo o premiê Silvio Berlusconi, mulheres saíram às ruas em mais de 200 cidades, entre elas Roma, pedindo sua saída. As manifestantes afirmavam que o líder fere sua dignidade e reforça estereótipos de gênero ultrapassados. (pág. 1 e Internacional, pág. A12)

Marco Antonio C. Teixeira: A gestão Dilma e o governo Lula

Passados 30 dias da posse, é inevitável comparar os dois líderes. Diferença evidente é a forma de se relacionarem com a sociedade e a imprensa. (pág. 1 e Espaço Aberto, pág. A2)

José Roberto de Toledo: Freio de arrumação

Com inflação, apagões e outros problemas, Dilma Rousseff tem ações inadiáveis para executar. E parece querer fazer o mal de uma só vez. (pág. 1 e Nacional, pág. A6)

Visão Global: Com poder, sem herdeiros

Mubarak quis o filho como sucessor, mas a História ensina: é melhor ditadores não terem filhos. Isso acelera a queda, escreve Stephen Kinzer. (pág. 1 e Internacional, pág. A12)

Notas e informações: Impostos antecipados

As fábricas hoje têm de recolher impostos muito antes de receberem de seus clientes. (págs. 1 e A3)

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Valor Econômico

Manchete: Bertin atrasa usinas e não deposita R$ 405 milhões
Por causa das várias licitações que venceu desde 2008 para construir usinas geradoras de energia e rodovias, o grupo Bertin assumiu compromissos de investir mais de R$ 15 bilhões nos próximos três anos. Numa primeira fase, neste início do ano, a companhia - que começou como frigorífico mas hoje está voltado para infraestrutura - teria que depositar cerca de R$ 800 milhões como garantia de execução dos projetos. Mas o grupo já está inadimplente em aproximadamente R$ 405 milhões, que deveriam ter sido depositados junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) como uma compensação pelo fato de a empresa ter atrasado a entrada em operação de nove usinas termelétricas.

Algumas medidas para contornar o problema do atraso no depósito das garantias estão sendo estudadas pela empresa e por órgãos governamentais. Em vez de fazer um dos depósitos, no valor de R$ 155 milhões, o Bertin poderia usar um contrato de energia fechado no ano passado com a Chesf, mas também neste caso a empresa privada está inadimplente junto à subsidiária da Eletrobras. A companhia ainda pede uma prorrogação do cronograma oficial de outras seis usinas, pelas quais deveria ter depositado R$ 250 milhões na quarta-feira. Consultados sobre os atrasos, o grupo Bertin e a CCEE preferiram não se pronunciar. (págs. 1 e B10)

Transporte sobre trilhos ganha impulso

Impulsionado pela Copa do Mundo e Olimpíada, o transporte de passageiros sobre trilhos ressurge em projetos que devem consumir R$ 85 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos. Sem o charme futurista do trem-bala, há 14 obras regionais prioritárias, em trechos curtos, que acrescentarão 1,3 mil km aos 930 km de malha existente. Essa rede será formada pela reativação de partes de estradas de ferro que não foram concedidas à iniciativa privada na década de 90, hoje abandonadas. Entre os projetos estão linhas como a de Campinas a Araraquara (SP), Pelotas a Rio Grande (RS) e Recife a Caruaru (PE). Além dos trens regionais de passageiros, há uma lista de mais 15 projetos de veículos leves sobre trilhos (VLTs) a caminho. Os pedidos desses “bondinhos” fechados em todo o pais chegam a 140, um pacote que custará cerca de R$ 500 milhões. (págs. 1 e A4)

Plataforma da Petrobras causa polêmica

A Petrobras começa a produzir petróleo no Golfo do México, ainda neste trimestre, em poços perfurados em águas duas vezes mais profundas e quatro vezes mais distantes do litoral que a da plataforma da BP que registrou um grave vazamento há menos de um ano.

É grande a expectativa em torno dos navios-plataforma - muito usados no Brasil mas inéditos nos Estados Unidos -, que podem ser desconectados dos poços e deslocados para águas mais tranquilas quando ocorrem furações, comuns na região. Uma influente entidade ambiental americana afirma que essa tecnologia, conhecida como FPSO (Sistemas Flutuantes de Produção, Armazenamento e Transferência, na sigla em inglês), pode causar desastres naturais piores que os das plataformas tradicionais. A assessoria da Petrobras disse que “a produção de petróleo por FPSO é tão segura quanto a produção por plataformas”. (págs. 1 e B1)

Foto-legenda: Ênfase na inovação

O Brasil tornou-se a terceira prioridade para a area de indústria da Microsoft, atrás só dos EUA e da Alemanha. Seu diretor mundial de manufatura e recursos naturais, Caglayan Arkan, diz que a escolha do Brasil se deve ao potencial das empresas locais em acelerar projetos de inovação. (págs. 1 e B2)

Sem juros especiais do BNDES, exportadores voltam aos ACCs

Os grandes exportadores voltaram a tomar linhas de crédito à exportação de curto prazo, segundo os bancos líderes neste segmento do mercado. Os recursos disponibilizados para o financiamento das vendas externas com juros especiais do BNDES no Programa de Sustentação do Investimento, criado em junho de 2009, já acabaram na maior parte dos bancos que fazem o repasse. A saída é recorrer aos tradicionais Adiantamentos de Contrato de Câmbio (ACCs), o financiamento de vencimento de até um ano.

Os juros entre os mais baixos da história dos ACCs são um outro atrativo, segundo Allan Simões Toledo, vice-presidente do Banco do Brasil. As maiores empresas do país tomam linhas à exportação de seis meses com juros de 1% s a 1,5% ao ano. E conseguem investir no mercado interno a 2% ou mais. É uma is diferença de 0,5 a 1 ponto percentual, sem risco cambial. “A arbitragem está positiva”, diz Marlene Millan, diretora do Bradesco. No BB, o total contratado em janeiro foi a US$ 1,4 bilhão, recorde histórico para o mês. No Bradesco, chegou a US$ l bilhão, 30% a mais do que a média mensal de 2010.(págs. 1 e C1)

No Egito, longo prazo ainda é preocupante

O Exército do Egito consolidou o controle do país ontem, mas também procurou garantir à população seu comprometimento com uma transição democrática ao dissolver o Parlamento, suspender a Constituição e prometer eleições gerais em seis meses, em sua principal ação desde a queda do presidente Hosni Mubarak, na sexta-feira. Mas ao manter o governo formado por Mubarak, o Exército jogou por terra a esperança que criaria um conselho presidencial.

Embora a população esteja ansiosa em relação às intenções de longo prazo dos militares, líderes da oposição receberam bem as mudanças, mas suas enormes expectativas podem bater de frente com a realidade do Egito, assolado por problemas econômicos e sociais após décadas de desgoverno. A liderança juvenil que organizou os protestos também fez declarações, em geral positiva. Os manifestantes dizem que conseguiram gerir tão bem a Praça Tahrir que poderiam administrar o país inteiro. A não ser pelo fato de o Egito ter 40% da população vivendo abaixo da linha da pobreza. (págs. 1 e A11)

Shell eleva investimento em poços

Maior produtora privada de petróleo do país, a Shell acelera os investimentos para iniciar a perfuração de dez poços nos próximos 18 meses na área chamada Parque das Conchas, onde estão os campos Abalone, Ostra, Argonauta e Nautilus. O presidente da Shell Brasil, André Araujo, não cita números, mas confirma que esses investimentos para aumentar a produção de petróleo no país serão superiores ao US$ 1,6 bilhão aplicados na joint venture com a Cosan. Especialistas calculam valor próximo a US$ 2,5 bilhões.

A Shell encerrou o ano passado produzindo 95 mil barris de óleo equivalente (medida que inclui petróleo e gás) por dia no Parque das Conchas e Bijupirá-Salema, nas áreas capixaba e fluminense da Bacia de Campos. A produção no Parque das Conchas superou em 30% sua estimativa inicial, levando a empresa à decisão de iniciar a segunda fase do projeto, que prevê a perfuração de mais sete poços até 2013, que serão conectados à plataforma Espírito Santo. (págs. 1 e B1)

Pará planeja fundo para infraestrutura

O governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), pretende apresentar à presidente Dilma Rousseff a proposta de criação de um fundo a ser formado com recursos provenientes de operação de crédito garantidos por antecipação de impostos. A novidade é a inclusão não apenas das receitas antecipadas do ICMS estadual, como de tributos federais e municipais. “A hipótese é que União, Estados e municípios constituam um fundo que financie um programa de investimentos”, diz. Jatene já conversou com representantes da Vale e da Alcoa. Os investimentos seriam destinados à infraestrutura das regiões onde ficarão os novos empreendimentos das empresas. (págs. 1 e A10)

A indústria teve queda da produtividade e alta do custo do trabalho no final de 2010 (págs. 1 e A2 )


Demanda firme mantém pressão sobre preços do etanol (págs. 1 e B14)


Concorrência com asiáticos

Cresce o número de especialistas que apontam o investimento em inovação como a melhor saída para a indústria brasileira recuperar mercados perdidos para concorrentes asiáticos no país e no exterior. (págs. 1 e A3)

LG constrói fábricas em Manaus

A LG vai investir US$ 200 milhões para construir mais duas fábricas na Zona Franca de Manaus. As novas instalações serão voltadas à produção de painéis para televisores de LCD e aparelhos de ar-condicionado. (págs. 1 e B3)

Serviços alternativos no turismo

O mercado mundial de vendas cruzadas no setor de turismo - uma companhia aérea que também faz reserva de hotéis em seu site, por exemplo – deverá crescer 30% até 2015. (págs. 1 e B4)

Fusões impulsionam bolsa-empresa

Onda de fusões entre algumas das principais bolsas de valores do mundo aumenta o interesse dos investidores nas empresas operadoras dessas plataformas, como a Nasdaq e BM&FBovespa. (págs. 1 e C10)

Taxa de cartão fora do PIS/Cofins

Empresas de varejo que aceitam cartões de crédito como forma de pagamento têm obtido liminares para excluir da base de cálculo do PIS e da Cofins as taxas pagas às administradoras de cartões. (págs. 1 e El)

Ideias: Sergio Leo

Subsecretário de Estado dos EUA José Fernandez diz que meta é estimular parcerias de empresas brasileiras e americanas. (págs. 1 e A2)

Idéias: Fabio Giambiagi

Avanço real do gasto do INSS na década foi quase 75% superior ao do número de benefícios, devido a aumentos reais do piso. (págs. 1 e Al3)
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sexta-feira, fevereiro 11, 2011

GOVERNO DILMA [In:] HERANÇA MALDITA OU MASSA FALIDA ?

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A herança maldita de Dilma


O Estado de S. Paulo - 11/02/2011

Ao antecipar o anúncio do corte de R$ 50 bilhões no Orçamento da União, enquanto negocia com sua base no Congresso a aprovação do salário mínimo de R$ 545, a presidente Dilma Rousseff procura aplacar as inquietações causadas pelo índice oficial da inflação, de 0,85% em janeiro, a mais alta em seis anos.

No acumulado de 12 meses, a inflação alcançou 5,99%, bem acima da meta de 4,5%. Estava cada vez mais claro que, se o governo não demonstrasse rigor na execução da política fiscal, contendo seus gastos para reduzir a demanda agregada, as pressões sobre os preços internos se intensificariam. A alternativa, então, seria o endurecimento ainda maior da política monetária, com a elevação mais rápida dos juros. Era indispensável combinar doses razoáveis de rigor monetário e de rigor fiscal.

Por isso, o anúncio é oportuno, embora ainda não se saiba onde e o que o governo pretende cortar para chegar aos R$ 50 bilhões. A definição virá - se vier - na semana que vem, quando for publicado o decreto da execução orçamentária e financeira. E, depois, será preciso conferir se os gastos estarão efetivamente sendo cortados.

Questões técnicas devem ter retardado o detalhamento dos cortes. Mas é provável que o governo não tenha anunciado o que já está decidido para evitar imediatas reações dos parlamentares com os quais vem negociando a aprovação do novo salário mínimo. Nessa questão, o governo vem defendendo com firmeza sua proposta de elevação para, no máximo, R$ 545. Ao anunciar os cortes de gastos, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que, se o Congresso insistir em valor maior do que esse, haverá necessidade de cortes adicionais, e eles serão feitos.

"Não vai ser sem dor", observou Mantega, ao garantir - ao lado da ministra do Planejamento, Miriam Belchior - que, desta vez, não se trata de contingenciamento, isto é, a suspensão temporária da liberação de verbas inscritas no Orçamento até a confirmação da existência de receita suficiente para cobrir as despesas - prática que havia se tornado rotineira nos últimos anos. Os cortes serão definitivos. Segundo o governo, se a receita crescer mais do que o previsto, o excedente será destinado ao superávit primário ou ao Fundo Soberano do Brasil (FSB) e não ao pagamento de novas despesas.

Os programas sociais e os investimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) serão inteiramente preservados. Há informações sobre seis itens que serão afetados: serão revistos os concursos e as nomeações de 40 mil servidores, reduzidos em 50% os gastos com diárias e passagens aéreas, proibida a aquisição de veículos de uso administrativo, vedada a aquisição de imóveis, suspensas as reformas de prédios públicos e reduzidas as emendas parlamentares. As desonerações tributárias, muito utilizadas em 2009 e 2010 para conter os efeitos da crise mundial, não serão utilizadas em 2011. Os subsídios embutidos nos empréstimos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social serão reduzidos.

Mas tudo isso é muito pouco num bolo prometido de R$ 50 bilhões. Além disso, ao sancionar o Orçamento de 2011, a presidente Dilma Rousseff vetou o artigo que incluía uma lista de projetos, entre os quais gastos tipicamente previstos em emendas parlamentares - como projetos culturais e verbas de apoio a programas sociais de entidades não governamentais -, entre os itens que não podem ser contingenciados. O veto permitirá cortes nas emendas parlamentares, que totalizam R$ 23 bilhões.

Se efetivamente realizado, o corte de R$ 50 bilhões será muito profundo, afetando somente as despesas de custeio, ou seja, a manutenção de uma máquina administrativa cada vez maior, mais pesada, mais lenta e desproporcionalmente cara, em relação à qualidade dos serviços prestados à população. Para realizá-lo sem afetar áreas essenciais, o governo terá de demonstrar grande competência gerencial. Ainda assim, alguns economistas julgam que esse corte talvez não seja suficiente para que se alcance a meta de superávit primário do ano.

Seja como for, a presidente Dilma está justificando aqueles que falaram na herança maldita que lhe deixou o seu patrono.

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BRASIL/DIPLOMACIA LULISTA [In:] ... O FIM ESTÁ PRÓXIMO (?)

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A desastrada diplomacia de Lula

Autor(es): João Mellão Neto
O Estado de S. Paulo - 11/02/2011

Aos 40 dias de governo, Dilma Rousseff tem dado seguidos sinais de que sua gestão não será uma continuação da anterior. Nem poderia. Ela não teria como competir com Lula no seu principal quesito, que é o carisma. Ele tem uma história de vida fascinante, à qual alia uma retórica arrebatadora. Dilma terá de compensar tudo isso firmando uma imagem diferente. Em princípio - ao que parece - ela o fará primando pela racionalidade, pela firmeza e pela eficiência. Isso tudo a levará a divergir de seu criador. Ao menos no que tange aos aspectos mais polêmicos e heterodoxos de sua administração. Política exterior, por exemplo. Dilma já declarou que se vai contentar em defender valores universais, tais como os direitos humanos. E, também, em respeitar e fazer que sejam respeitados todos os acordos e contratos que forem estabelecidos com as demais nações.

Dilma não pretende seguir a espetaculosa diplomacia de Lula. Nos últimos oito anos, o nosso incansável ex-presidente perambulou e predicou pelo mundo inteiro. Agora já dá para fazer um balanço dos resultados.

Lula fez-se presente nas mais obscuras e desconhecidas nações da África. Oficialmente o fez para incrementar o nosso comércio. Na prática, tudo o que conseguiu foi alimentar nossa curiosidade por geografia.

Como um pai generoso, mostrou-se condescendente com todas as diabruras de nossos vizinhos, aqui, da América Latina. Triplicou o valor que o Brasil paga pela eletricidade do Paraguai, entregou refinarias brasileiras à Bolívia, defendeu intransigentemente a Venezuela, exaltou o regime de Cuba e cedeu a todas as chantagens comerciais da Argentina. Tudo a pretexto de manter uma política de boa vizinhança.

Comprou briga com os EUA a título de reafirmar a nossa autonomia, reconheceu a China como "economia de mercado", cortejou a França como "parceira estratégica", irritou tanto árabes como israelenses ao tentar intermediar os seus conflitos e se indispôs com o resto do mundo ao dar legitimidade ao regime vira-latas de Ahmadinejad, no Irã.

Fez tudo isso com o manifesto objetivo de conseguir para nós uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU. E também, segundo ele, para fazer brilhar a imagem do Brasil no exterior. Quais foram os resultados? Vamos lá.

Os países africanos receberam Lula com grandes festas, e não passou disso. No que diz respeito ao comércio, eles não têm dinheiro para comprar nada da gente e nós não temos interesse em comprar nada deles. Fazer um intercâmbio de coqueiros talvez funcione.

Aqui, na América Latina, a imagem do Brasil é a de um grande e balofo cão São Bernardo que, na ânsia de agradar, faz papel de bobo perante os seus coleguinhas menores. A tão almejada "liderança natural" do Brasil no subcontinente, assim, ainda está muito longe de ser alcançada.

Ao contrário. Na Unasul e no Foro de São Paulo quem dá as cartas é Hugo Chávez, que, aliás, se valeu da vaidade e da boa-fé de Lula para nos pôr em situações difíceis. Foi ele que instigou Evo Morales, da Bolívia, a nacionalizar as empresas brasileiras e também transformou a nossa embaixada em Honduras em casa de repouso do ex-presidente de lá.

Lula dispôs-se até a enviar tropas brasileiras para garantir a paz no Haiti. Nossos soldados estão nesse país até hoje. E já faz mais de seis anos. Ninguém sabe quando e como sairemos de lá. Que benefício este gesto de generosidade nos trouxe? Nenhum. Quando ocorreu algo realmente sério - um terremoto -, os norte-americanos trataram de desembarcar por lá e resolver o problema sozinhos. Não confiaram nos nossos pracinhas para nada.

A propósito dos EUA, os nossos gestos de hostilidade a eles serviram apenas para reafirmar a nossa pretensa autonomia terceiro-mundista. Em termos comerciais e políticos, foi um verdadeiro desastre. Logo que assumiu a presidência, Barack Obama cuidou de afirmar, em público, que Lula era "o cara". O nosso presidente levou a gentileza ao pé da letra, acreditou que era realmente um sujeito "especial", e passou a esnobar o colega e o seu país.

Não que os norte-americanos tenham ficado muito sentidos com isso. Apenas o Departamento de Estado riscou o Brasil do mapa e, em consequência, nós perdemos uma chance histórica de vender etanol a eles. Obama já tinha declarado a sua intenção de buscar, em curto prazo, fontes "limpas" de combustível.

Quanto aos outros dois países ricos que Lula cultivou, ocorreu o seguinte: a China aproveitou o status de economia de mercado que o Brasil lhe concedeu para nos entupir de bugigangas fabricadas por lá. E nós não podemos mais levantar nenhuma barreira contra isso. Já quanto à França, a simpatia dela nos custou a promessa de lhes comprarmos três dezenas de aviões de combate.

Agora, a obra-prima da desastrada diplomacia lulista foi a inconsequente tentativa de intermediar um acordo em torno do programa nuclear iraniano. Será que o nosso ex-presidente estava tão cheio de si a ponto de acreditar - como ele mesmo declarou em público - que estava "conseguindo, em 24 horas, o que os americanos não obtiveram em 20 anos"?

O que o Brasil conseguiu, de fato, foi atrapalhar a negociação internacional de sanções contra o Irã. O mundo zangou-se por causa da nossa intromissão e o Brasil ficou com a fama de "parceiro não confiável".

Até os países africanos - que Lula tanto cultivou - votaram contra a proposta brasileira na ONU. E nós contávamos com o apoio deles... Com tudo isso, o tão almejado assento permanente no Conselho de Segurança ficou ainda mais distante.

Pensando bem, será que valeu a pena?

GOVERNO DILMA [In:] SALÁRIO MÍNIMO

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GOVERNO JÁ ADMITE VOTAR MÍNIMO DE R$ 560


GOVERNO ADMITE R$ 560 PARA MÍNIMO SE RISCO DE DISSIDÊNCIA NA BASE FOR ALTO


Autor(es): Marcelo de Moraes,
O Estado de S. Paulo - 11/02/2011

Líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), negocia acordo com DEM e PSDB para garantir celeridade na apreciação da proposta, enviada ontem ao Congresso; Planalto vai insistir no valor de R$ 545, mas traça um plano B


BRASÍLIA - Sem ter certeza do apoio da base aliada para aprovar um valor de R$ 545 para o salário mínimo, o governo acertou nesta quinta um plano B com os partidos de oposição para evitar um prejuízo maior. Em reunião com PSDB e DEM, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), marcou a votação para a próxima quarta-feira. O governo vai insistir no valor mais baixo, mas se perceber que não terá apoio suficiente na base para bancar os R$ 545, acertou com a oposição que abraçará a emenda apresentada pelo PDT reajustando o mínimo para R$ 560, valor que DEM e PSDB aceitam votar.

Para garantir a votação, o governo aceitou a realização de uma comissão geral na Câmara, na terça-feira, com a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega, como desejava a oposição, e concordou que outros partidos apresentassem suas próprias emendas propondo outros valores para o reajuste.

A vantagem do governo é que o acordo de procedimentos com a oposição garante o compromisso de que a votação não será obstruída, nem incluirá outras matérias espinhosas para o Palácio do Planalto, como o reajuste para aposentados. E, o principal de tudo, cria uma espécie de trava de segurança impedindo que o mínimo suba para valores considerados inaceitáveis pela equipe econômica, como os R$ 580 defendidos pelas centrais sindicais ou R$ 600 como a emenda apresentada pelo PSDB.

Apesar de insistir na aprovação de um mínimo de R$ 545, o governo sabe que o cenário dentro do Congresso hoje é extremamente instável para ter certeza que a base votará unida em torno da proposta.

Partidos como PMDB, PDT e PC do B têm se queixado do comportamento do governo na distribuição de postos nos escalões intermediários. Até mesmo o PT, partido da presidente Dilma, enfrenta problemas internos por conta da ocupação de espaços dentro do Congresso e reclama da omissão do governo em torno do assunto.

Esses grupos sinalizam com a possibilidade de votar um valor maior para o mínimo para exibir sua insatisfação com o governo.

Pacto surpresa. A negociação do governo com a oposição foi deflagrada ontem de manhã, com Vaccarezza se reunindo com o líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP), do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA) e da minoria, Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), na sala da liderança dos tucanos. A conversa convergiu rapidamente para um consenso. A velocidade no fechamento do acordo causou surpresa e provocou críticas feitas por oposicionistas contrários à negociação. Para ACM Neto, porém, a oposição não cedeu.

"Nós abrimos o diálogo com o governo, mas estamos trabalhando para aprovar um salário mínimo maior do que o valor apresentado pelo governo", disse.

Defensor da emenda que aumenta o mínimo para R$ 600, Duarte Nogueira admite que o PSDB poderá apoiar um valor menor. "Combinamos nesse encontro um acordo de procedimentos. O objetivo do PSDB é garantir o aumento do mínimo. Já disse que não somos inflexíveis, embora o partido defenda os R$ 600", afirmou o tucano.

Para o líder do governo, o importante é garantir que a votação aconteça já na próxima semana e sem obstruções ou manobras que incluam a apresentação de outros projetos fora do interesse do governo.

"Estamos construindo um acordo e eu prefiro sempre um bom acordo do que uma guerra", disse Vaccarezza ao deixar o encontro.

Sem participar da negociação com o governo, o deputado Roberto Freire (PPS-SP), que também integra a oposição, criticou duramente a aceleração da votação do mínimo. Freire chamou de "molecagem" o fato de o projeto do mínimo "furar a fila", passando a frente de outros projetos em pauta, apenas por conta do desejo do governo.

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GOVERNO DILMA [In:] NOVOS TEMPOS ...

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Dilma aposenta slogan de Lula

Governo federal muda de lema: ênfase agora é erradicar a pobreza


Autor(es): Agência o globo:Jailton de Carvalho
O Globo - 11/02/2011

Dilma estreia em cadeia de rádio e TV com promessa de melhorar o ensino

BRASÍLIA. No primeiro pronunciamento em cadeia de rádio e televisão que fez desde a posse, a presidente Dilma Rousseff anunciou ontem o novo lema de seu governo. A partir de agora, o governo terá como marca a frase "Brasil, país rico é país sem pobreza". Segundo a presidente, o bordão é um alerta permanente sobre a necessidade de acabar com a pobreza no país. O governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha como slogan a frase "Brasil, um país de todos", referência à promessa de inclusão social de todos os pobres, que acabou não se concretizando.

- País rico é país sem pobreza. Esse será o lema de arrancada do meu governo. Ele estará aí para alertar permanentemente nosso governo, e a todos os setores da sociedade, que só realizaremos o destino de grandeza do Brasil quando acabarmos com a miséria. Para que a única fome neste país seja a fome do saber, a fome de grandeza, a fome de solidariedade, de igualdade. E para que todos os brasileiros possam fazer da educação a grande ferramenta de construção de seus sonhos - disse Dilma no programa, levado ao ar às 20h, em cadeia obrigatória de rádio e televisão.

"Luta obstinada será o combate à miséria"

A presidente disse que acabar com a miséria é tarefa de toda uma geração, e não apenas de um governo. Mas sustentou que tem a determinação necessária para completar a tarefa. Dilma falou sobre a importância central de se pôr fim à pobreza depois de fazer um longo discurso em defesa da melhoria da qualidade da educação e da difusão da internet no país. Esta é a primeira vez que a presidente convoca cadeia de rádio e televisão. O pretexto seria falar sobre a educação, por causa do início do ano letivo. Mas Dilma decidiu lançar a marca do governo federal e destacar o combate à pobreza como meta número um de sua administração:
- Reafirmo que a luta mais obstinada do meu governo será o combate à miséria. Isso significa fortalecer a economia, ampliar o emprego e aperfeiçoar as políticas sociais. Isso significa, em especial, melhorar a qualidade do ensino, pois ninguém sai da pobreza se não tiver acesso a uma educação contínua, gratuita e de qualidade - disse a presidente.

Dilma começou o discurso convocando o governo e a sociedade a melhorar a educação, um problema antigo que permanece sem solução. Segundo ela, o país tem "imensa necessidade" de dar um salto na qualidade do ensino. Mas disse que isso depende do esforço conjunto de governo e da sociedade. A presidente prometeu corrigir falhas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Nos últimos anos, o governo se viu às voltas com denúncias de fraudes e sucessivos erros na aplicação das provas do Enem e também do Sisu.
- Informo também que o governo está tomando medidas para corrigir e evitar falhas no Enem e no Sisu, pois é fundamental aperfeiçoar e aumentar a credibilidade desses instrumentos que são muito importante na avaliação do aluno e da escola. Portanto, na melhoria da qualidade do ensino - afirmou Dilma.

Dilma reafirma intenção de ampliar rede de creches

A presidente se comprometeu ainda a aumentar os investimentos nos salários e na formação dos professores. Ela anunciou que, até março, deve anunciar um programa para incentivo ao ensino médio técnico, o Pronatec. Disse que vai fazer mais escolas técnicas e ampliar cursos profissionalizantes, melhorar o ensino médio e as universidades. Reafirmou ainda que vai ampliar o número de creches e pré-escolas. O programa foi gravado terça-feira, no Palácio da Alvorada. O texto foi preparado pelo marqueteiro João Santana, que coordenou a comunicação da campanha eleitoral da presidente. Coube também a Santana e a Marcelo Kertesz a criação da logomarca do governo.

QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA ?

11 de fevereiro de 2011

O Globo

Manchete: Impasse no Egito
Ditador transfere poderes a vice, mas se mantém presidente, mergulhando o país na incerteza

Após manter o Egito e o mundo em suspense, num dia marcado por rumores de que finalmente renunciaria, o ditador Hosni Mubarak anunciou à noite que transferirá poderes ao vice Omar Suleiman, mas se recusou a deixar o cargo. Ele assegurou que se mantém presidente até as eleições de setembro. Antes eufórica com a expectativa da renuncia, a multidão que assistia ao discurso num telão, no Centro do Cairo, reagiu com fúria: manifestantes lançaram sapatos para o ar, aos gritos de "Fora!", exigindo a saída de Mubarak. A decisão mergulha o país na incerteza, com novos protestos marcados hoje. O Exército mandou mensagens ambíguas. Militares, que mais cedo declararam apoio aos manifestantes na praça, pareceram recuar após a decisão do presidente. Embora Mubarak não tenha dito quais poderes serão transferidos, o embaixador do Egito nos EUA, Sameh Shoukry, disse que todos eles, inclusive o comando das Forças Armadas, estão nas mãos de Suleiman, fiel escudeiro de Mubarak: "O chefe de Estado é Hosni Mubarak, mas o presidente de fato é Suleiman", disse a CNN. (Págs. 1, 27 a 29, Merval Pereira, Míriam Leitão e editorial "Frustração aprofunda crise")

PT chega aos 31 anos e decide reabilitar Dirceu

Ex-tesoureiro Delúbio Soares, pivô do mensalão, também quer voltar

No dia em que comemorou 31 anos, o PT decidiu reabilitar um de seus principais quadros: o deputado cassado e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, acusado no STF de "chefiar a quadrilha do mensalão". Na plenária do Diretório Nacional, antes da festa que contou com a presença da presidente Dilma Rousseff, o ex-ministro disse que não há provas contra ele. Sem esperar o julgamento do caso, o PT prepara mobilização para tentar mostrar que Dirceu teria sido alvo de processo político. Alguns petistas temem que isso abra caminho para reabilitar outros personagens do mensalão, como o ex-tesoureiro Delúbio Soares, que já pediu sua refiliação. (Págs. 1 e 3)

Dilma aposenta slogan de Lula

"Brasil, um pais de todos", slogan usado nos oito anos de mandato de Lula, foi aposentado pelo governo. Para enfatizar a prioridade de Dilma, agora é: "Brasil, país rico é país sem pobreza". (Págs. 1 e 9)

TCU acha irregularidade e trava verba do Maracanã

O Tribunal de Contas da União apontou, em relatório, "graves irregularidades" no processo de licitação das obras do Maracanã para a Copa de 2014. A pedido do TCU, o BNDES só vai liberar ao governo do Estado do Rio 20% do valor da linha de crédito de R$ 400 milhões já contratada. (Págs. 1 e Caderno Esportes)

Turismo e Ciência sofrem com cortes

Com o corte anunciado pelo governo, o Ministério do Turismo deverá perder R$ 2,9 bilhões de emendas. Na pasta de Ciência e Tecnologia, a perda será de, pelo menos, R$ 1,3 bilhão. (Págs. 1, 4 e editorial "Apenas começa a luta pelo corte")

A via crucis em grandes aeroportos

Dois dos quatro elevadores do terminal 2 do Galeão estão quebrados, aviões ficam congestionados na pista em Brasília. Esses são alguns dos problemas constatados em teste do GLOBO no pior e no "melhor" terminal do país. (Págs. 1 e 21)

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Folha de S. Paulo

Manchete: 'Fico' de ditador egípcio causa revolta e impasse
Mubarak diz na TV que não sai; embaixador afirma que quem governa é Suleiman

Depois de 17 dias de manifestações, mais de 300 mortos e pressões até de paises aliados, como os EUA, Hosni Mubarak, fez um pronunciamento para dizer que ficará no cargo até a eleição, em setembro.

Em entrevista a CNN, o embaixador do Egito nos EUA afirmou que o vice, Omar Suleiman, agora é o presidente "de facto".

Um diretor da CIA havia dito cedo que havia "forte possibilidade" de renúncia.

Essa expectativa explica a reação de decepção e revolta dos manifestantes na praça Tahrir (Cairo). A multidão respondeu com gritos de "fora!" e milhares foram para o Palácio presidencial, relata Marcelo Ninio.

O presidente Barack Obama disse que Mubarak não cumpriu as expectativas e que não está claro se a transição será imediata.

Antes, o Exército egípcio anunciara que tomaria medidas para evitar o caos. (Págs. 1 e Mundo)

InCor espalha até pelo chão prontuários de pacientes

Cerca de 150 mil prontuários de pacientes do InCor estão amontoados em sala sem ventilação e com fiação exposta. Parte deles fica no chão e, segundo funcionários, até 30% das fichas buscadas não são achadas, informa Adriana Ferraz.

Só históricos de figuras públicas são armazenados em armários reservados.

O InCor afirma que a reforma e "prioridade máxima" e deve começar em março. (Págs. 1 e Cotidiano C1 e C4)

Foto legenda: Sala onde estão 150 mil prontuários de pacientes do InCor; local está com fiação exposta. (Pág. 1)

Prouni registra queda de 5% na concessão de bolsas em 2010

Embora a demanda tenha aumentado, o Prouni (Programa Universidade para Todos) registrou queda nas bolsas concedidas para alunos cursarem faculdades privadas no ano passado.

O total de selecionados caiu 5% e ficou em 152.691 estudantes. Para o MEC, essa oscilação é "natural".

A presidente Dilma anunciou ontem a criação do Pronatec, espécie de Prouni do ensino técnico. (Págs. 1 e Cotidiano C8)

Fazenda projeta salto improvável de arrecadação para ajuste fiscal

O ajuste fiscal que o governo Dilma quer fazer está baseado em uma expectativa otimista para a arrecadação de impostos neste ano.

O superávit primário almejado depende de receita equivalente a 19,77% do PIB. No segundo mandato de Lula (2007-10), esse percentual variou de 19,2% a 19,3%. A diferença entre expectativa e resultado supera R$ 20 bilhões. (Págs. 1 e Poder A4)

Cada vereador da cidade de São Paulo custa por mês R$ 115 mil

Com o reajuste de 62% nos salários, cada vereador paulistano custará ao município R$ 114,8 mil por mês, incluindo verbas e assessores. O gasto é quase igual ao de deputado federal (R$ 114,4 mil), mas menor que o de parlamentar da Assembleia de SP (R$ 135,8mil).

Levantamento da Folha mostra que, fora salários, as maiores despesas de vereadores foram de divulgação, como impressão de boletins e Correios. (Págs. 1 e Cotidiano C10)

Boa notícia

Receita de microempresas tem a maior alta desde 1998. (Págs. 1 e Mercado B5)

BC forçou fundo de bancos a socorrer Silvio Santos (Págs. 1 e Mercado B1)

Estados cobram ICMS duas vezes em compras on-line (Págs. 1 e Mercado B3)

Governo quer índice de preço oficial para setor imobiliário (Págs. 1 e Mercado B4)

Reservas externas do Brasil chegam a US$ 300 bilhões (Págs. 1 e Mercado B5)

Editoriais
Leia "Corte necessário” sobre a redução da previsão de gastos do governo federal; e "Biografias em risco", acerca de censura judicial a livros. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Ditador vai à TV, não renuncia e enfurece multidão no Egito

Após rumor de que deixaria cargo, Mubarak apenas delega poderes e diz não aceitar pressão externa

Em meio a rumores de renúncia, o ditador Hosni Mubarak frustrou ontem a expectativa de milhares de egípcios reunidos na Praça Tahrir ao reiterar, na TV, que permanecerá no cargo até as eleições de setembro. Mubarak disse que passou “alguns poderes” a seu vice, Omar Suleiman, encarregado de negociar com a oposição, e afirmou que não aceita "pressões internacionais". O pronunciamento enfureceu os manifestantes. "Amanha (hoje) à tarde marcharemos até o Palácio Presidencial", gritaram eles, enquanto deixavam a praça. A ideia, disseram organizadores, é ocupar outras praças do Cairo e de outras cidades. Suleiman afirmou que o governo “atenderá a todas as exigências" dos manifestantes “dentro de um horizonte de tempo". (Págs. 1 e Internacional A12 a A15)

Exercito ainda é incógnita

Analistas egípcios acreditam que a tomada de decisões no país parece ter voltado para o Exército, mas sua reação ainda é uma incógnita. Segundo eles, a caos no Egito já começa a afetar a coesão nas Forças Armadas. (Págs. 1 e Internacional A13)

Governo já admite votar mínimo de R$ 560

Sem ter certeza do apoio da base aliada para aprovar o valor de R$ 545 para a salário mínimo, o governo fez acordo com PSDB e DEM e marcou a votação para a próxima quarta na Câmara. O Planalto insistirá no valor mais baixo, mas, se perceber que não terá apoio suficiente na base para bancar os R$ 545, acertou com a oposição que abraçará a emenda apresentada pelo PDT reajustando o mínimo para R$ 560, valor que DEM e PSDB aceitam votar. (Págs. 1 e Nacional A4)

'Sucesso de Dilma é o meu sucesso', diz Lula

O ex-presidente Lula atacou os “formadores de opinião” por, diz, criarem diferenças entre seu governo e o de Dilma Rousseff. "O sucesso do governo Dilma é o meu sucesso." (Págs. 1 e Nacional A7)

Ex-vereadores condenados a devolver salário

A Justiça condenou, em última instância, 55 ex-vereadores de São Paulo a devolver R$ 5,3 milhões aos cofres públicos. O valor se refere ao pagamento de salários, entre 1993 e 1994, acima do teto constitucional. Estão na lista nomes como o do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e de cinco vereadores da atual legislatura. Em média, cada um terá de desembolsar R$ 95 mil. (Págs. 1 e Cidades C1)

Maestro pede demissão e afirma que Municipal está um 'caos'

O maestro Alex Klein demitiu-se do cargo de diretor artístico do Teatro Municipal de São Paulo, informa Jotabê Medeiros. Ele disse que, por causa de ingerências, não conseguiria oferecer programação à altura do centenário do Municipal. "Não é de hoje que o teatro está um caos." (Págs. 1 e Cidades C4)

Diesel é o combustível que mais polui no Brasil (Págs. 1 e Vida A18)

Nelson Motta
O enigma de Sarney

Sarney deve ter seus poderes mágicos, para conseguir sobreviver e crescer tendo feito tudo que fez. E o que não fez. E não deixou fazer. (Págs. 1 e Nacional A8)

Celso Ming

Difícil acreditar

O governo parece ter sido apanhado de surpresa com a baixa credibilidade suscitada por seu pacote de cortes no Orçamento da União. (Págs. 1 e Economia B2)

Notas & Informações

A herança maldita de Dilma

O corte no Orçamento justifica aqueles que falam da herança maldita que a presidente recebeu. (Págs. 1 e A3)

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Valor Econômico

Manchete: Corte só atenua tendência de alta dos gastos federais
A política fiscal de 2011, mesmo depois do corte de R$ 50 bilhões nas despesas públicas anunciado pelo governo; não será contracionista. O aumento do gasto público federal, que vai crescer 3,7% reais este ano sobre 2010, porem, foi "suavizado" para ajudar o Banco Central no controle da inflação, segundo avaliação de economistas do governo, Para eles, o IPCA, que já esbarra em 6% e ameaça ultrapassar a teto da meta de inflação de 6,5% no meio do ano, só voltará para o centro da meta, de 4,5%, em 2012.
O corte das despesas, subtraídos as R$ 18 bilhões em emendas parlamentares para as quais não havia receitas previstas, será de R$ 32 bilhões. Segundo os cálculos de técnicos oficiais, deixar de alimentar e demanda agregada da economia em R$ 50 bilhões equivale a elevarem cerca de 1 ponto percentual a taxa básica de juros (Selic). E ao contrário do aumento dos juros, que leva de seis a nove meses para produzir efeitos sobre a demanda agregada, a subtração de gastos do Orçamento começa a gerar resultados mais rapidamente, em cerca de três meses, asseguram. (Págs. 1 e A3)

Pragmatismo vai orientar Brasil no G-20

O Brasil vai se posicionar, tema por tema, e sem alianças automáticas, no G-20, grupo das maiores economias do mundo, que se reunirá na semana que vem, em Paris. Fontes do governo sinalizam que o país tratará de questões cruciais como câmbio, volatilidade dos preços agrícolas. e reforma do sistema monetário internacional, sempre de forma pragmática,
A grande questão é se o Brasil vai mudar sua posição sobre a guerra cambial e os desequilíbrios internacionais, considerando de um lado a forte relação comercial e de investimentos com a China, e de outro a demanda dos EUA para o país participar do "esforço multilateral" para pressionar Pequim. "Vamos continuar criticando chineses e americanos", diz uma alta fonte, notando que o Brasil tem no momento a moeda mais valorizada entre os países do G-20. (Págs. 1 e A4)

Sucessão de reveses deixa Jobim contrariado

O ministro Nelson Jobim está contrariado no governo. Desde antes da posse da presidente Dilma Rousseff, ele acumula reveses. O mais sério é a revisão do processo de compra dos caças da FAB, determinada pela presidente. O ministro também se sente desconfortável com o noticiário sobre decisões com as quais concorda, mas que são transmitidas como se fossem derrotas de sua Pasta. É o caso, por exemplo, da retirada da aviação civil da órbita da Defesa, com a qual concorda, mas sobre a qual gostaria de ter participação mais efetiva.
Amigos do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) na área jurídica dizem que Jobim pensou, inclusive, em abreviar sua permanência no governo. Ele pretendia ficar no máximo dois anos, tempo que julga necessário para consolidar o comando civil na Defesa e executar a Estratégia Nacional de Defesa. Agora, analisaria a hipótese de sair neste semestre. Fontes ligadas a Defesa disseram ao Valor, no entanto, que o ministro mantém o projeto original. (Págs. 1 e A6)

CSN usa o caixa de forma heterodoxa

Com R$ 11,5 bilhões em caixa, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) quer estar pronta para uma aquisição estratégica. Depois que as tentativas de comprar a Corus e a Wheeling-Pittsburgh fracassaram, a empresa se lançou em um polêmico programa de aumento de participações minoritárias em outras companhias - o que aumentou o apetite do mercado para que a siderúrgica, em vez de manter as recursos aplicados, distribua parte do caixa aos acionistas.
A CSN surpreendeu ao informar que tem 5,03% das ações ordinárias da Usiminas e que pode ultrapassar 10% de participação. Esta semana, elevou para 19,9% sua fatia na mineradora australiana Riversdale. (Págs. 1 e D3)

Disputa entre montadoras adia carro híbrido e elétrico no país

Divergências entre representantes da indústria automobilística em relação a tributação estão se transformando em um dos maiores entraves para a venda de carros elétricos e híbridos no mercado brasileiro. Atualmente, esses automóveis pagam a alíquota máxima do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de 25%.
Parte da indústria defende que esses veículos recebam tratamento tributário semelhante ao do carro popular, com motor 1.0, que recolhe IPI de 7%, o mais baixo do setor. A mobilização é liderada, sobretudo, pelas montadoras japonesas, que estão em fase adiantada de testes desses veículos em outros mercados. Mas essa linha de raciocínio não é unanimidade no setor. A decisão está nas mãos do governo, que, além da disputa de forças entre as montadoras, enfrentará a pressão da causa ambiental. (Págs. 1 e B8)

Receitas da Portugal Telecom para deter a perda de clientes

A tecnologia e a conhecimento que permitiram a Portugal Telecom estancar a perda média de cem mil clientes de telefonia fixa por trimestre em sua operação portuguesa estão entre os trunfos que os novos sócios poderão oferecer a Oi. A operadora brasileira também tem alto índice de perda de assinantes: 300 mil por trimestre.
Se essa nova companhia que surge do investimento de R$ 8,3 bilhões da PT na Oi seguir as receitas que deram certo em Portugal, terá de planejar a instalação de fibras ópticas até a casa dos assinantes e oferecer pacotes acessíveis nessa infraestrutura, com telefonia fixa, acesso à internet em banda larga e TV por assinatura. Foram esses componentes que a Portugal Telecom incluiu em sua fórmula para começar a reverter suas perdas, como disse ontem ao Valor o presidente da empresa Zeinal Bava. (Págs. 1 e B1)

Até 2013, o Brasil será o segundo maior mercado da Renault (Págs. 1 e B9)

Fibra óptica da OI chega ao AM
A Oi formaliza hoje a chegada de sua rede de fibra óptica a Manaus - uma das exigências da Anatel para aprovar a compra da BrT. As conexões de internet no Amazonas estão entre as mais lentas e raras do país. (Págs. 1 e B2)

Laselva testa novo modelo

Encerrado um processo de três anos para reestruturação de dívidas, a rede de livrarias Laselva; tradicionalmente instalada em aeroportos e shoppings, inicia projeto piloto com loja de rua. (Págs. 1 e B3)

Transporte marítimo

Armadores que atuam no comércio internacional brasileiro confiam que a tráfego com a Ásia poderá fazer o preço dos fretes retomar aos níveis pré-crise. (Págs. 1 e B7)

UE tenta garantir mais açúcar

A União Europeia vai facilitar a importação de açúcar para evitar problemas de abastecimento. Serão liberadas 500 mil toneladas força da cota, isentas de taxa e que poderão ser vendidas para fins alimentícios. (Págs. 1 e B11)

Turistas aquecem filão do câmbio

A invasão de turistas brasileiros no exterior atraiu a atenção dos grandes bancos de varejo para o câmbio turismo, mercado até pouco tempo relegado a segundo plano. (Págs. 1 e C1)

Reservas ultrapassam US$ 300 bi

As reservas internacionais brasileiras alcançaram US$ 300,271 bilhões no dia 9, último dado disponível. O valor equivale a 13,7% do PIB. (Págs. 1 e C2)

Desaceleração no crédito

Prazos mais curtos e juros mais altos, resultado das medidas macroprudenciais adotadas pelo Banco Central, fizeram a média diária de empréstimos para crédito pessoal recuar 19% em janeiro. (Págs. 1 e C8)

Ideias

Claudia Safatle

Nova política de intervenção do Banco Central no mercado de câmbio busca aumentar volatilidade da taxa. (Págs. 1 e A2)

Ideias

Eduardo Augusto Guimarães

Novo índice da FGV é medida de inflação e indexador de contratos e ativos financeiros ainda mais inadequado que a IGP-DI. (Págs. 1 e A15)

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