PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quinta-feira, fevereiro 02, 2012

BANCO DE BRASÍLIA [In:] ''POR QUEM OS SINOS DOBRAM?'' III

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Até Delúbio apareceu

Correio Braziliense - 02/02/2012

O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares foi um dos primeiros a chegar e um dos últimos a sair da posse do novo presidente do Banco de Brasília (BRB), o amigo Jacques Pena. Às 9h30, horário marcado para o início da cerimônia, ele estava lá, trocando cartões de visita, dando e recebendo tapinhas nas costas. Delúbio não teve lugar à mesa que contou com a presença de 19, pessoas, mas acompanhou os discursos sentado em uma das primeiras filas do auditório lotado do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em área reservada e restrita a autoridades.

Durante o coquetel, não enfrentou fila para cumprimentar o empossado da manhã. Com o salão esvaziado, Delúbio se aproximou, abriu os braços, um sorriso largo e, abraçando o amigo, não se acanhou com o tom de voz alto da saudação, repetida mais de uma vez: "Meu banqueiro Jacques Pena". Depois de tirar fotos com o novo presidente do BRB, Delúbio foi embora. A caminho do carro, disse à reportagem que não concede mais entrevistas. Limitou-se a comentar que é amigo de Pena há mais de 30 anos. "E os amigos você tem que tratar bem, né?"

Jacques Pena e Delúbio se conheceram na época de militância na Central Única dos Trabalhadores (CUT). Pertencem ao mesmo grupo político do PT, do qual o ex-tesoureiro foi expulso após aparecer no centro do mensalão, o maior escândalo do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em março de 2006, o então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, o identificou como um dos líderes da "organização criminosa". A expulsão de Delúbio da legenda, em 2005, contou com maioria de votos no Diretório Nacional.

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MENSALÃO [In:] ''POR QUEM OS SINOS DOBRAM?'' II

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Mensalão e prescrição


Autor(es): Marcelo Leonardo
Correio Braziliense - 02/02/2012

Advogado criminalista, é professor de direito processual penal na Faculdade de Direito da UFMG

A partir de entrevista dada pelo Ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, algumas pessoas e também certos colunistas passaram a dizer que, se o julgamento do processo do chamado mensalão (Ação Penal nº 470, do STF) não ocorrer em 2012, haverá prescrição de crimes imputados aos diferentes réus, o que caracterizaria a indesejada impunidade.

Trata-se de afirmação absolutamente equivocada do ponto de vista jurídico-penal. Para fatos que ocorreram nos anos de 2003 a 2005, os prazos de prescrição previstos no Código Penal seguem a seguinte tabela: dois anos, quatro anos, oito anos, 12 anos, 16 anos e 20 anos.

Esses prazos são contados a partir da primeira causa interruptiva da prescrição, que, no caso concreto, foi o acórdão do STF que recebeu, em parte, a denúncia oferecida pelo procurador-geral da República. Isso se deu em 28 de agosto de 2007 (RTJ 203/497).

Assim, o primeiro prazo relevante para cálculo da prescrição, que é de quatro anos, já decorreu e foi atingido em agosto de 2011. Passado esse prazo, qualquer eventual condenação a pena de até dois anos estará prescrita, o que pode ocorrer em relação aos crimes de quadrilha (pena mínima de um ano), corrupção ativa (pena mínima de dois anos), peculato (pena mínima de dois anos), corrupção passiva (pena mínima de dois anos) e evasão de divisas (pena mínima de dois anos).

Segundo os dados pessoais constantes do processo, os acusados são primários e de bons antecedentes ao tempo dos fatos imputados na denúncia. Até 2005, não há registro de inquéritos ou processos contra quaisquer dos acusados de que tenha resultado condenação transitada em julgado. Por essa razão, segundo a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, na ponderação das circunstâncias que legalmente podem influir na fixação das penas, na hipótese de haver condenações, elas devem ser fixadas no mínimo legal ou próximas a ele.

Veja-se, a respeito, a Súmula nº 444 do STJ: "É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena-base", bem como a seguinte ementa de julgado do STF: "Diante de vida pregressa irreprovável (réu primário e de bons antecedentes), o juiz deve, tanto quanto possível e quase sempre o será, fixar a pena-base no mínimo previsto para o tipo, contribuindo, com isso, para a desejável ressocialização do condenado" (RT 731/497).

De seu lado, como verbalizou o ministro Marco Aurélio, o juiz, em caso de condenação, deve fixar a pena justa, não se admitindo que o magistrado agrave a pena a ser aplicada na sentença para evitar ocorrência de prescrição. O ministro Gilson Dipp, do STJ, já teve oportunidade de afirmar: "Os réus submetidos à ação penal têm o direito subjetivo a uma prestação jurisdicional eficiente, que os livre da angústia de uma situação jurídica indefinida. Se o Judiciário não apresenta uma resposta mais ou menos ágil, não podem os processados ser penalizados com a demora. A fixação da pena-base deve atender aos vetores insculpidos no art. 59 do CP, mesmo que venham a incidir os prazos da prescrição retroativa" (RTJE 152/267).

Por tudo isso, agora, já passado o prazo de quatro anos (agosto de 2011), não faz a menor diferença, para efeito de cálculo da prescrição, seja o processo do mensalão julgado em 2012, 2013, 2014 ou no primeiro semestre de 2015. Se, porventura, houver prescrição retroativa de pena imposta em caso de suposta condenação, isso se deve ao decurso do prazo de quatro anos entre 2007 e 2011, independentemente do momento do julgamento final pelo plenário do STF.

Quando, em junho de 2011, acolhendo pedido do procurador-geral da República, o ministro Joaquim Barbosa, como relator, proferiu decisão concedendo prazo de 30 dias para o oferecimento das alegações finais da acusação e, após o decurso do prazo do Ministério Público, igual prazo de 30 dias para as defesas oferecerem suas alegações finais, todos os que acompanhavam o processo, com conhecimentos de direito penal, ficaram certos de que o prazo de quatro anos, sem julgamento, seria atingido, como foi. Assim, desde aquele momento ficou clara a possibilidade legal de prescrição em relação a alguns dos crimes imputados na denúncia do PGR.

O ministro Ricardo Lewandoski apenas informou, na entrevista, o que o Ministério Público, os advogados de defesa, o relator e os estudiosos de direito penal já sabiam, com segurança, desde agosto de 2011. Não há, portanto, motivo para exigir de qualquer ministro do Supremo Tribunal Federal, inclusive do revisor, que faça a análise do processo (composto de 233 volumes de autos principais, 495 volumes de autos apensos e mais de 50 mil folhas) com açodamento e prepare o voto para viabilizar o julgamento em 2012 "sob pena de ocorrer prescrição", pois essa premissa é falsa: o prazo mínimo que poderá gerar a eventual prescrição — conhecido de todos desde o recebimento da denúncia — já passou: quatro anos, repita-se, em agosto de 2011. Nada pode mudar essa circunstância temporal já verificada.

A defesa de um dos acusados, por várias vezes fez, antes da instauração da ação penal, ainda na fase do inquérito, bem como depois do recebimento da denúncia, pedidos para o desmembramento do processo, a fim de que o Supremo Tribunal Federal pudesse processar e julgar, em tempo adequado, os poucos réus que têm foro por prerrogativa de função (hoje apenas três deputados federais). Entretanto, os pedidos foram indeferidos pelo tribunal, mantendo-se a unidade do processo, que fatalmente seria, como foi, mais demorado. Basta imaginar uma sessão de julgamento em que se devem assegurar às partes, no mínimo, 39 horas para sustentações orais...

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KASSAB-PSD/PT [IN:] ''POR QUEM OS SINOS DOBRAM?"

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Kassab dá área no centro ao Instituto Lula



Kassab oferece área para abrigar Instituto Lula
Autor(es): DIEGO ZANCHETTA, RODRIGO BURGARELLI -
O Estado de S. Paulo - 02/02/2012

Em negociação eleitoral com o PT, prefeito envia à Câmara projeto que prevê cessão de terreno municipal, em plena cracolândia, ao ex-presidente


Em meio às investidas do PSD para compor uma aliança com o PT nas eleições municipais de outubro, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) enviou ontem um projeto de lei à Câmara Municipal prevendo a cessão de uma área da Prefeitura no centro da cidade ao Instituto Lula. O local fica na Rua dos Protestantes, no coração da cracolândia e dentro do perímetro da concessão urbanística da Nova Luz, que prevê a revitalização de 45 quarteirões no centro de São Paulo.

O projeto foi apresentado ontem à tarde, em reunião entre o prefeito e vereadores da base aliada, e deverá entrar na pauta do Legislativo o mais rápido possível. Desde o ano passado, Kassab tem o apoio de 41 dos 55 vereadores e conseguiu aprovar com agilidade todos os projetos que enviou à Casa.

A área é composta por dois terrenos separados por uma pequena rua, com área total de 4.432 m². Segundo o texto da proposta, a área seria cedida por 99 anos para a entidade fundada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o término do seu segundo mandato.

Lula é o principal defensor da aliança entre as duas legendas, sob a cabeça de chapa do ex-ministro Fernando Haddad (PT). A união, porém, ainda enfrenta grande resistência no diretório municipal do PT. Grande parte dos vereadores petistas transformaram o combate a políticas de Kassab - como a terceirização do atendimento nos postos de saúde e a remoção de favelas no Brooklin para a construção de um túnel - em suas principais bandeiras eleitorais. Com a cessão dos terrenos, Kassab planeja mostrar boa vontade ao partido do ex-presidente e colocar os vereadores petistas em saia-justa no momento da votação.

Oficialmente, Kassab negou que o gesto seja político ou sinalize mais uma tentativa de aliança com o partido que fez oposição ao seu governo entre 2006 e 2011. "É apenas um gesto de gratidão", argumentou o prefeito, que não foi recebido por nenhum dos 11 vereadores petistas. Enquanto Kassab terminava de anunciar a concessão, os petistas deixaram a Câmara para se encontrar com Haddad.

Negociação. Ontem, o presidente do diretório estadual do PT, deputado estadual Edinho Silva, defendeu a aliança com o PSD. "Se quisermos apresentar um projeto com condições de vitória (em 2014), nós temos de ampliar o campo político no Estado."

As conversas para uma aliança com o PSD acontecem de forma adiantada nas cidades do ABC paulista, mais precisamente em São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá e Santo André. No caso de São Bernardo do Campo, berço político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PSD vai apoiar a reeleição de Luiz Marinho. "Política é a arte de aglutinar forças para que você possa ter um projeto político. O projeto se fortalece quando se aglutinam forças", argumenta Edinho.

O partido de Kassab é peça fundamental no projeto do PT de tentar por fim, em 2014, à hegemonia de 20 anos do PSDB no Estado. "Nas principais cidades de São Paulo, a construção política é entre PT e PSD. Isso é real", frisou o petista. /

COLABOROU DAIENE CARDOSO

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MINISTÉRIO DAS CIDADES [In:] ''NEXT'' !!!

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Negromonte diz a PP que deixa hoje o governo



Negromonte diz a PP que deixa hoje comando de pasta
O Estado de S. Paulo - 02/02/2012

Demitido pela presidente Dilma Rousseff na segunda-feira, em Salvador, o ministro das Cidades, Mário Negromonte, avisou ontem ao PP que se despedirá hoje do governo. O ritual de desembarque do governo deve ser oficializado em reunião no Planalto. A informação é de um importante dirigente do PP que participou das negociações com o Planalto para garantir que as Cidades continuassem sob o comando do partido.

O dirigente já dá como certa a substituição de Negromonte pelo líder da bancada da Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PB). Não apenas ele. Diante da reabertura oficial dos trabalhos do Congresso esta tarde, os deputados já estão marcando a eleição do novo líder para terça-feira. Por enquanto, o único candidato ao posto é o deputado Arthur Lira (AL), filho do senador Benedito de Lira (PP).

Ainda segundo o dirigente pepista, tudo está sendo feito dentro do "script" combinado com o próprio Planalto. Aguinaldo responde a processo na Justiça por improbidade administrativa, mas um dos interlocutores do PP junto ao governo diz que tudo já foi avaliado pelo Planalto. E aposta que não haverá impedimento.

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PODER JUDICIÁRIO/REAJUSTE SALARIAL [In:] ''DURA LEX, SED LEX''

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JUÍZES VÃO AO SUPREMO POR REAJUSTE



JUÍZES COBRAM REAJUSTE NO STF
Autor(es): » CRISTIANE BONFANTI
Correio Braziliense - 02/02/2012

Derrotados no Congresso durante a votação do Orçamento de 2012, os servidores do Judiciário ainda não desistiram de obter ganhos salariais este ano e abriram nova frente de batalha. A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) apresentou ação no Supremo Tribunal Federal exigindo que os parlamentares votem um aumento para repor as perdas inflacionárias de 2011. Caso aprovados, os 4,8% de reajuste custariam R$ 151,5 milhões aos cofres públicos


Magistrados exigem mais 4,8% no contracheque e contrariam o Planalto, que se recusa a encaminhar a proposta ao Congresso

A guerra prometida pelos servidores públicos foi declarada oficialmente ontem. E começou pelos magistrados. Depois de perder a batalha por reajustes salariais no Orçamento de 2012, a Associação dos Juízes Federais do Brasil
(Ajufe) decidiu peitar a presidente Dilma Rousseff e entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) exigindo que deputados e senadores garantam um reajuste de 4,8% na remuneração dos ministros do STF. A mudança alteraria o teto do funcionalismo de R$ 26,7 mil para R$ 28 mil e elevaria, automaticamente, os salários dos juízes e dos ministros dos demais tribunais superiores.

O aumento reivindicado, ao custo anual de R$ 151,5 milhões para os cofres públicos, consta do Projeto de Lei nº 2.197/2011 e representa a perda inflacionária estimada para o ano passado. O problema é que, em 2011, a presidente Dilma Rousseff se recusou a encaminhar a proposta orçamentária do Poder Judiciário para o Congresso Nacional e deixou fora da previsão não só as receitas para os pedidos de aumento dos magistrados, como para o dos funcionários do Judiciário. A decisão causou rusgas até com o presidente do STF, ministro Cezar Peluso, e abriu uma guerra entre os Três Poderes. "Dilma descumpriu a Constituição, que assegura a revisão geral anual do teto do funcionalismo. Com a ação, queremos, na realidade, que o Congresso cumpra a sua obrigação de legislar", ressaltou Gabriel Wedy, presidente da Ajufe.

Nas contas da associação, a defasagem salarial dos magistrados já chega a 33% desde 2005, quando foi instituída a obrigatoriedade da revisão, a cada ano, do teto do funcionalismo. "Apesar de a lei determinar a atualização pelo índice de inflação todos os anos, desde então, houve apenas uma reposição", afirmou Wedy. Além da proposta que prevê reajuste de 4,8%, tramita no Congresso Nacional o PL nº 7.749/2010, que atualiza o subsídio dos ministros do STF em 14,8%. Com os aumentos acumulados, o teto ultrapassaria R$ 33 mil.

Os servidores públicos avisaram que também vão radicalizar para conseguir melhorias. O Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal (Sindjus-DF) coloca no ar hoje na TV um comercial de 30 segundos defendendo que o Congresso não pode depender de um sinal verde da presidente Dilma para pedir o aumento de 56% que eles reivindicam desde 2009. "O Judiciário está de joelhos frente ao governo, que, por sua vez, não valoriza os servidores. O Congresso, subserviente, só dialoga e trata com as pessoas se o governo autorizar", criticou Berilo José Leão Neto, coordenador do Sindjus-DF.


Mobilização
A categoria no Distrito Federal se reúne na sexta-feira da próxima semana para discutir o calendário de mobilização. Mas o coordenador do sindicato já avisou que, se não houver avanço nas negociações, os funcionários devem cruzar os braços. "Nós últimos três anos, os servidores em todo o Brasil já fizeram mais de 100 dias de greve, além das paralisações pontuais. Mesmo assim, há intransigência do governo em não sentar e conversar", disse Neto.

Os servidores do Executivo e do Legislativo também vão engrossar o tom da conversa este mês. Ao lado dos trabalhadores do Judiciário, eles vão lançar a Campanha Salarial 2012 em 15 de fevereiro. Com uma longa pauta de reivindicações, as categorias ameaçam fazer uma greve geral a partir de abril, caso o Ministério do Planejamento não apresente uma proposta concreta de mudanças.

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


02 de fevereiro de 2012

O Globo


Manchete: Presidente do STF: degradar o Judiciário leva à barbárie

Supremo começa julgamento sobre poder do CNJ, mas adia conclusão para hoje

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, fez ontem defesa contundente do Judiciário e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que também preside, negando a existência de uma crise no poder. Na reabertura do ano judiciário, e no mesmo dia em que o STF começou a julgar o poder do CNJ de punir juízes antes de investigação das corregedorias regionais, Peluso afirmou que a corrupção deve ser combatida sem tréguas. "Só uma nação suicida ingressaria voluntariamente em um processo de degradação do Judiciário", discursou, acrescentando que isso aniquilaria a segurança jurídica e levaria à barbárie. Para o presidente do STF, as cortes têm o dever de enfrentar as pressões impróprias, uma "manifestação de autoritarismo e desrespeito à convivência democrática". O discurso de Peluso provocou reações de apoio e contrárias. O STF adiou para hoje a conclusão do julgamento sobre o poder de investigação do CNJ. (Págs. 1, 3 e 4)

Briga no futebol mata 74 no Egito

Torcedores de time vencedor invadem campo e investem contra jogadores e torcida rivais

Num país marcado pela violência no futebol e em estado de emergência desde a queda do ex-ditador Hosni Mubarak, o confronto entre torcedores do Al Masry e do Al Ahly matou 74 pessoas e feriu 188, segundo dados oficiais do governo do Egito - de acordo com a TV AlJazeera - são mais de mil feridos. Os distúrbios começaram quando torcedores do Al Masry, após a vitória do time por 3 a 1, invadiram o campo, com facas e outras armas. perseguindo jogadores do Al Ahly, entre eles o brasileiro Fábio Júnior, ex-Flamengo. Em seguida, investiram contra a torcida rival. Havia pouco policiamento. A Irmandade Muçulmana acusou partidários do ex-ditador pela violência. O novo Parlamento convocou uma sessão de emergência. (Págs. 1 e Caderno de Esportes)

EUA: Romney diz não se preocupar com os pobres

Tachado de elitista, o pré-candidato republicano Mitt Romney, que venceu as primárias da Flórida, foi muito criticado ontem, ao dizer que não se preocupa com os pobres: "Minha prioridade é a classe média, os aposentados e os que não conseguem emprego." A campanha de Obama reagiu rapidamente. (Págs. 1, 31 e editorial "Republicanos temem 'fogo amigo')

Goteiras do Aeroporto do Galeão chegam à maioridade (Págs. 1 e 20)


Testemunha viu parede externa de prédio cair

Uma testemunha localizada pelo GLOBO viu da janela em frente, todo o desabamento no Centro. Segundo Otonjel Bonfim, antes de o edifício ruir, uma parede caiu na metade do prédio de 20 andares, abrindo um buraco. Um vídeo mostrado na TV Globo revela montanhas de entulho de obras no nono andar. (Págs. 1 e 14 a 19)


Seguro morreu de velho

O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, pediu que seja feita uma vistoria no prédio da Central, onde trabalha. Síndico do edifício, ele está preocupado com as más condições do imóvel. (Págs. 1 e 18)


PF investiga vazamento no pré-sal

A Polícia Federal e o Ministério Público abriram inquéritos sobre o vazamento de óleo num poço do pré-sal da Petrobras, na Bacia de Santos. A Marinha diz que a mancha é de 70km². O presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, minimizou o acidente. (Págs. 1 e 23)

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Folha de S. Paulo


Manchete: Briga entre torcedores mata 74 em jogo no Egito

Após a partida, hooligans do time local invadiram o campo e atacaram rivais

Ao menos 74 pessoas morreram e 248 ficaram feridas depois que centenas de torcedores invadiram o campo após uma partida de futebol em Port Said, no Egito.

Torcedores do Al-Masry, time local, entraram no gramado após a vil6ria de 3 a 1 sobre 0 Al-Ahly, do Cairo, a principal equipe do país. (Págs. 1 e Esportes D2)

Judiciário tem de resistir à pressão da maioria, diz ministro do STF

Em discurso na abertura do ano do judiciário, o presidente do STF, Cezar Peluso, negou crise no Poder e afirmou que os juízes não podem ceder a pressões.

Sua fala ocorre em meio a uma polêmica sobre privilégios e irregularidades que envolvem magistrados. (Págs. 1 e Poder A4)

Crise começa a afetar as vendas brasileiras para países europeus

A balança comercial brasileira iniciou este ano com déficit de US$ 1,29 bilhão.

O saldo negativo registrado em janeiro foi o primeiro em dois anos e o pior da história para o mês. (Págs. 1 e Poder A9)

EUA anunciam para 2013 fim de missões no Afeganistão

Os Estados Unidos informaram que as forças aliadas pretendem encerrar no segundo semestre do ano que vem as missões de combate no Afeganistão, passando a focar no treinamento e no assessoramento das tropas afegãs. Se confirmada, a ação vai ocorrer um ano antes do previsto. (Págs. 1 e Mundo A10)

No Haiti. Dilma defendeu medidas para coibir a entrada de imigrante ilegal e prometeu combater "coiotes". (Págs. 1 e A12)

Foto-legenda: Pós-parto

Elisângela Pereira da Silva, 32, algemada à cama de hospital estadual após dar à luz na Grande São Paulo; segundo governo do Estado, o caso é 'exceção'. (Págs. 1 e Cotidiano C1)

Kassab dá terreno para Instituto Lula na cracolândia

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) cedeu área na região da cracolândia ao Instituto Lula. O local deve abrigar memorial com documentos do ex-presidente. Kassab negocia aliança com o PT na eleição municipal. A ação da PM na área completa um mês amanhã. (Págs. 1 e Poder A8)

Mantega recebeu alerta contra chefe da Casa da Moeda

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, manteve Luiz Felipe Denucci no comando da Casa da Moeda mesmo após ser alertado pela Casa Civil em agosto das suspeitas de irregularidades.

Denucci só foi demitido no sábado, quando o governo tomou conhecimento de que a Folha preparava reportagem sobre o caso. (Págs. 1 e Poder A7)

Vaguinaldo Marinheiro: É prematura toda comemoração na luta contra o crack

O governo paulista quer logo colher os dividendos da ação da PM. Por isso, decreta que a "cracolândia acabou". Mas essa era a parte mais fácil. Bastava colocar a polícia para dispersar usuários e traficantes, o difícil vem agora. (Págs. 1 e Cotidiano C4)

Ministro avisa a seu partido que pedirá demissão

O ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP), disse a seu partido que pedirá demissão hoje. Será o oitavo a deixar o governo Dilma.

Negromonte descumpriu uma ordem do Palácio do Planalto e privilegiou aliados na alocação de verbas de 2011 acima do limite acordado com o governo. (Págs. 1 e Poder A6)

Brasileiro disputa patente energética com americanos (Págs. 1 e Mercado B6)


Manchas de vazamento na bacia de Santos têm 70km² (Págs. 1 e Mercado B5)


Editoriais

Leia "O avanço de Romney", com análise do panorama eleitoral nos EUA; e "Indústria deprimida", sobre obstáculos do setor na economia nacional. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Presidente do STF diz que degradar Judiciário é 'suicídio'

Em discurso, Peluso admite que a Justiça não é invulnerável à corrupção, mas afirma que é o Poder que mais se fiscaliza e classifica de 'impróprias' as pressões sobre juízes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, rebateu ontem as críticas ao Judiciário, acusado de corporativismo e de dificultar a investigação sobre magistrados suspeitos. "Só uma nação suicida ingressaria voluntariamente em um processo de degradação do Poder Judiciário", afirmou Peluso, em discurso de 38 minutos, na abertura dos trabalhos do STF. Peluso admitiu que a magistratura; não é invulnerável à corrupção, mas afirmou que o Judiciário é o Poder que mais se fiscaliza. Ele classificou como “impróprias" e “tendentes a constranger juízes e ministros" as pressões exercidas contra magistrados. O julgamento no STF que delimitaria o poder do Conselho Nacional de Justiça foi suspenso ontem e prosseguirá hoje. (Págs. 1 e Nacional A4 e A6)

Cezar Peluso
Presidente do STF

"Esse caminho nefasto (crise no Judiciário) conduziria a uma situação de quebra da autoridade ética e jurídica das decisões judiciais que, aniquilando a segurança jurídica, significaria retorno à massa informe da barbárie"

Briga de torcidas mata 73 no Egito

Pelo menos 73 pessoas morreram e mais de 130 ficaram feridas em distúrbios entre torcedores num jogo do campeonato egípcio entre o Al Ahly e o Al Masry, em Port Said. Após vitória de virada por 3 a 1 sobre o Al Ahly, a torcida do Al Masry invadiu o gramado e agrediu os jogadores adversários. Testemunhas disseram que as mortes foram causadas por bombas. "Todos os jogadores foram brutalmente agredidos. Ficamos presos no vestiário, e o nosso técnico não está conosco agora", relatou Ahmed Fathi, lateral-direito do Al Ahly time que conta com o brasileiro Fábio Júnior. (Págs. 1 e Esportes E6)

Declaração de Dilma em Cuba frustra ativistas

Entidades internacionais de direitos humanos criticaram a presidente Dilma Rousseff por ter evitado abordar a situação dos direitos humanos em Cuba. Para a Anistia Internacional, as declarações de Dilma foram "frustrantes". A dissidente cubana Yoani Sánchez, colunista do Estado, disse à radio Estadão ESPN que ficou "decepcionada" com a atitude de Dilma. (Págs. 1 e Nacional A8)

Kassab dá área no centro ao Instituto Lula

Em meio às investidas do PSD para compor aliança com o PT nas eleições municipais, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) enviou projeto à Câmara propondo a cessão de uma área da Prefeitura, no centro da cidade, ao Instituto Lula. O terreno fica na Rua dos Protestantes, dentro do perímetro da Nova Luz, projeto urbanístico que prevê a revitalização de 45 quarteirões. (Págs. 1 e Nacional A10)


Negromonte diz a PP que deixa hoje o governo

Demitido pela presidente Dilma Rousseff, o ministro das Cidades, Mário Negromonte, avisou seu partido, o PP, que deixa hoje o governo. Um dos cotados para o cargo é Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Líder da bancada da Câmara, Ribeiro favoreceu no Orçamento de 2012 o reduto eleitoral da irmã, a deputada estadual Daniella Ribeiro, pré-candidata em Campina Grande. (Págs. 1 e Nacional A9)

Petrobras capta US$ 7 bi no exterior

A Petrobras captou US$ 7 bilhões em bônus no exterior, surpreendendo até mesmo os bancos coordenadores. A demanda veio principalmente da Europa e da Ásia. (Págs. 1 e Economia B1)


Multa por acidente no pré-sal será de R$ 50 mi (Págs. 1 e Vida A15)


UE vai pressionar Brasil sobre Síria e Irã (Págs. 1 e Internacional A11)


Demétrio Magnoli

A cota de Cardozo

Ao estabelecer cotas para a concessão de vistos a haitianos, o ministro da Justiça curva-se a reações preconceituosas das marcas social e de cor. (Págs. 1 e Espaço Aberto, A2)


Notas & Informações

Dilma desandou

Ela merece ser criticada por tentar justificar seu silêncio em face da política dos irmãos Castro. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Juízes vão ao supremo por reajuste

Associação entra na Justiça para garantir 4,8% de aumento no salário dos ministros do STF. A medida elevaria o teto do funcionalismo público para R$ 28 mil e atingiria todos os magistrados do país

Derrotados no Congresso durante a votação do Orçamento de 2012, os servidores do Judiciário ainda não desistiram de obter ganhos salariais este ano e abriram nova frente de batalha. A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) apresentou ação no Supremo Tribunal Federal exigindo que os parlamentares votem um aumento para repor as perdas inflacionárias de 2011. Caso aprovados, os 4,8% de reajuste custariam R$ 151,5 milhões aos cofres públicos. (Págs. 1 e 13)

Não há crise no Judiciário, diz Peluso (Págs. 1, 2 e 3)


Tropas saem, mas Brasil fica no Haiti

Mesmo com a retirada da Força de Paz da ONU, em março, os brasileiros vão manter forte presença no país devastado por terremotos. Em Porto Príncipe, Dilma Rousseff garantiu ao presidente Michel Martelly ajuda nas áreas de infraestrutura, saúde e segurança. (Págs. 1 e 20)

Cadeira à espera de Aguinaldo Ribeiro

Deputado convence Planalto e mantém o PP à frente do Ministério das Cidades. Mário Negromonte já comunicou ao partido a saída do governo. Ele tem encontro com Dilma hoje. (Págs. 1 e 4)

Miriam Belchior: Ministra passa mal e é internada

Titular do Planejamento foi atendida ontem à tarde no Incor, em Brasília, e à noite viajou para São Paulo, onde fará um checape no Hospital Sírio-Libanês. Ela teve oscilação de pressão em casa e cancelou toda a agenda de trabalho. (Págs. 1 e 6)

Inscrição para o Senado fecha neste domingo (Págs. 1 e 14)


Exportações: Prejuízo histórico

Balança comercial brasileira tem rombo de US$ 1,29 bi. A crise na Europa foi decisiva para a queda das vendas do país. (Págs. 1 e 15)

Escolas: O fantasma do SPC

Pais inadimplentes podem ser inscritos nos serviços de proteção ao crédito. Mas é proibida a retenção de transferências. (Págs. 1 e 27)

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Valor Econômico


Manchete: Brasil vai romper acordo automotivo com o México

O governo decidiu romper o acordo automotivo mantido com o México, por ordem da presidente Dilma Rousseff, que está incomodada com o déficit crescente no comércio de automóveis entre os dois países. A decisão, mais uma de uma série de medidas protecionistas tomadas sem consulta prévia ao Itamaraty, segundo admitem seus autores, deve ser oficializada nos próximos dias, com a volta ao Brasil da presidente e dos ministros do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e das Relações Exteriores, Antônio Patriota.

O acordo automotivo, firmado em 2002, prevê a possibilidade de "denúncia" (anulação), desde que haja comunicação com 14 meses de antecedência. Esse prazo deve ser respeitado, o que significa que só em 2013 os automóveis, partes e peças comprados naquele país passarão a pagar tarifa de importação. (Págs. 1 e A3)

Foto-legenda: Aposta na inovação

Brasil, China e Rússia terão importância estratégica para a Roche, empresa farmacêutica que fatura o equivalente a US$ 46 bilhões ao ano, disse o presidente global da companhia, Severin Schwan. O Brasil, exemplificou, pode ser muito interessante no desenvolvimento de produtos. (Págs. 1 e B1)

Pagamento a servidores cai frente ao PIB

A despesa da União neste ano com o pagamento dos servidores públicos, ativos e inativos, será a menor dos últimos 17 anos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) - desde o início da série histórica feita pela Secretaria do Tesouro Nacional. A previsão do governo é de que os gastos com pessoal fiquem em 4,13% do PIB, contra 4,34% em 2011. No ano passado, já houve uma certa contenção, com essa rubrica caindo 0,08 ponto percentual do PIB em relação a 2010.

Essa conta será uma das principais variáveis de ajuste no Orçamento neste ano e deverá compensar, ao menos em parte, o efeito do aumento do salário mínimo nas despesas com os benefícios previdenciários, assistenciais e do abono/seguro-desemprego. (Págs. 1 e A2)

IPI menor já provoca falta de geladeiras

A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca, que entrou em vigor há dois meses, estimulou tanto as vendas que provocou a falta de produtos em algumas lojas. Segundo varejistas, faltam geladeiras. "Poderia estar vendendo pelo menos 20% mais refrigeradores se a indústria não estivesse entregando o produto a conta-gotas", afirma Clayton Salfer, presidente da rede Salfer, dona de cerca de 200 lojas em Santa Catarina e no Paraná.

Em dezembro, as vendas de refrigeradores, fogões e lavadoras de roupa no varejo saltaram 56% em relação a novembro e cresceram 30% em comparação ao Natal anterior, segundo os dados mais recentes da empresa de pesquisa de mercado GfK. Em janeiro, a demanda continuou aquecida: na Whirlpool, líder do setor, o aumento foi de 20% no primeiro mês do ano. (Págs. 1 e B4)

Partidos disputam PAC da periferia

Cidade com uma das maiores rendas per capita do país, Brasília tem também a periferia com maior desigualdade em relação a seu núcleo entre as regiões metropolitanas. Formado por 20 municípios de Goiás, com um milhão de pessoas, o entorno do Distrito Federal convive com altos índices de violência e desemprego, transporte público precário, carências em saúde e educação. Para piorar, a população tem dúvidas sobre quem deve assisti-los: o Distrito Federal, Goiás ou a União. Os municípios são muito mais ligados a Brasília do que a Goiânia.

Diante desse cenário, pela primeira vez o governo federal acena com um programa específico - um PAC para a região - estimado em R$ 6 bilhões. Os governadores dos partidos rivais em âmbito nacional, Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal, e Marconi Perillo (PSDB), de Goiás, solicitaram à presidente Dilma Rousseff recursos para a região. Ela pediu que elaborassem um plano de ação conjunto, nos moldes do Plano de Aceleração do Crescimento. Mas o que deveria ser um bom sinal acabou deflagrando divergências entre os dois governos e disputas eleitorais entre quatro partidos: PT, PSDB, PSB e PMDB. (Págs. 1 e A8)

Rural realiza ajustes por decisão do BC

O Banco Rural teve de fazer um aumento de capital de R$ 65 milhões em dezembro, depois que uma inspeção realizada pelo Banco Central no segundo semestre de 2011 culminou com uma determinação para que o banco fizesse ajustes de R$ 180 milhões em seu balanço, parte deles com efeito direto sobre o patrimônio líquido.

Segundo João Heraldo Lima, presidente do Rural, a lista de ajustes continha aumento de provisões por operações de crédito no Brasil e no exterior, reforço em provisões trabalhistas e para ações cíveis, entre outros. Dos R$ 180,936 milhões em ajustes, o banco fez R$ 112,022 milhões no balanço de 30 de setembro de 2011. Mais R$ 37 milhões, referentes a depósitos judiciais de ações trabalhistas, foram registrados antes do fim do ano, devendo aparecer no balanço de 31 de dezembro, a ser publicado. O Rural apresentou ao BC defesa para reverter a decisão de realizar o ajuste dos R$ 32 milhões restantes. (Págs. 1 e C12)

Sucessos no combate ao câncer de próstata

Farmacêuticas conseguiram uma série de recentes sucessos contra o câncer de próstata. Pesquisadores anunciaram nesta semana que uma droga experimental desenvolvida pela americana Medivation aumentou em cinco meses a sobrevida de pacientes. Uma droga em desenvolvimento pela Bayer e pela Algeta, direcionada ao câncer de próstata que se espalhou para os ossos, elevou a sobrevida por quase três meses. (Págs. 1 e B1)

Nove consórcios farão oferta por concessão de aeroportos

Pelo menos nove consórcios devem entregar hoje propostas para obter a concessão dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília. Os principais representantes do setor de infraestrutura - CCR e EcoRodovias - estão confirmados.

Entre as que participarão, a Triunfo Participações e Investimentos foi uma das últimas a confirmar parcerias. O grupo vai ao leilão ao lado da Egis Airport Operation (operadora francesa que tem a concessão de 11 aeroportos) e a UTC Participações (holding controladora da TEC Incorporações e UTC Engenharia). (Págs. 1 e A16)

Comissão Europeia barra a fusão entre Deutsche Börse e NYSE (Págs. 1 e C2)


Embrapa desenvolve transgênicos mais resistentes à seca, diz Arraes (Págs. 1 e B12)


Brasil cai no ranking da banda larga

Líder na adoção da banda larga móvel na América Latina há quatro anos, o Brasil perdeu duas posições no ranking, elaborado pela A.T.Kearney, e foi ultrapassado pelo Chile, na primeira colocação, e pela Argentina. (Págs. 1 e B3)


TAM amplia acesso à classe C

De olho na classe C, a TAM planeja encerrar o trimestre com 18 pontos de venda de passagens em locais de grande concentração popular. Ontem foi aberto o 16º, na Feira de São Cristóvão, no Rio. (Págs. 1 e B6)


Caixa avança com seguro-saúde

Em três meses de atividade, a Caixa Seguros Saúde já alcançou 5 mil clientes de seguro-saúde e 2 mil em planos odontológicos. Com foco corporativo, a meta é chegar a 2015 com 500 mil beneficiários. (Págs. 1 e B6)


Atlantia já pensa em aeroportos

Depois de anunciar parceria com o grupo Bertin para atuar na administração de rodovias, o presidente da italiana Atlantia, Giovanni Castelucci, anuncia a disposição de participar de uma segunda rodada de concessão de aeroportos, como Galeão e Confins. (Págs. 1 e B8)


Rio impõe regra a compras coletivas

O Rio de Janeiro foi o primeiro Estado a estabelecer regras para os sites de compras coletivas. A partir de abril, entre outras exigências, as empresas terão de fornecer um número de telefone para atendimento ao consumidor e informar seu endereço físico. (Págs. 1 e E1)

Ideias

Rakesh Valdyanathan

Empresas brasileiras que pretendem se internacionalizar deveriam pensar em uma aliança com suas congêneres indianas. (Págs. 1 e A14)

Ideias

Alexandre Schwartsman

Enquanto o Fed se move para institucionalizar o regime de metas, aqui desmantelamos o que vinha funcionando tão bem. (Págs. 1 e A15)

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quarta-feira, fevereiro 01, 2012

XÔ! ESTRESSE [In:] CUBA, ''NO LIBRE"

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GOVERNO DILMA [In:] ANO II

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Corrupção e incompetência

O Estado de S. Paulo - 01/02/2012

O tempo está sendo implacável com a imagem que arduamente a presidente Dilma Rousseff tenta construir para si - como fez durante a campanha eleitoral de 2010, com a inestimável colaboração de seu patrono político, o ex-presidente Lula -, de administradora capaz, tecnicamente competente e defensora da lisura e da moralidade dos atos públicos. É cada vez mais claro que tudo não passa da construção de uma personagem de feitio exclusivamente eleitoral.

As trocas de ministros no primeiro ano de mandato por suspeitas de irregularidades são a face mais visível dos malefícios de um governo baseado não na competência de seus integrantes - como seria de esperar da equipe de uma gestora eficiente dos recursos públicos -, mas em acordos de conveniência político-partidárias que levaram ao loteamento dos principais postos da administração federal. O resultado não poderia ser diferente do que revelam os fatos que vão chegando ao conhecimento do público.

A amostra mais recente dos prejuízos que essa forma de montar equipes e administrar a coisa pública pode causar ao erário é o contrato assinado em 2010 pelo Ministério do Esporte com a Fundação Instituto de Administração (FIA) para a criação de uma estatal natimorta. O caso, relatado pelos repórteres do Estado Fábio Fabrini e Iuri Dantas (30/1), espanta pelo valor gasto para que rigorosamente nada fosse feito de prático e porque o contrato não tinha nenhuma utilidade.

A FIA foi contratada para ajudar na constituição da Empresa Brasileira de Legado Esportivo Brasil 2016, legalmente constituída em agosto de 2010 para executar projetos ligados à Olimpíada de 2016. De acordo com o contrato, a FIA deveria "apoiar a modelagem de gestão da fase inicial de atividade da estatal". A empresa não chegou a ser constituída formalmente - não foi inscrita no CNPJ nem teve sede, diretoria ou empregados -, pois, em agosto do ano passado, foi incluída no Programa Nacional de Desestatização, para ser liquidada. E por que, apenas um ano depois de a constituir, o governo decidiu extingui-la? Porque ela não tinha nenhuma função. Mesmo assim, a fundação contratada recebeu quase R$ 5 milhões - uma parte, aliás, paga depois de o governo ter decidido extinguir a empresa, cuja criação fora objeto do contrato com a FIA.


Em sua defesa, o Ministério do Esporte afirma que a contratação se baseou na legislação. É risível, no entanto, a alegação de que "os estudos subsidiaram decisões, sugeriram alternativas para contribuir com os debates que ocorreram nos governos federal, estadual e municipal e deram apoio aos gestores dos três entes para a tomada de decisões mais adequadas".

Mas tem mais. Pela leitura da mesma edição do Estado em que saiu a história acima, o público fica sabendo que, de 10 contratos na área de habitação popular firmados pela União com Estados e municípios, 7 não saíram do papel. Pode-se alegar, como fez a responsável pela área de habitação do Ministério das Cidades, que alguns Estados e prefeituras não estavam tecnicamente capacitados para executar as obras ou realizar as licitações previstas nos contratos de repasse de verbas federais. Isso significa que o governo federal se comprometeu, por contrato, a transferir recursos a quem não estava em condições de utilizá-los adequadamente, o que mostra no mínimo falta de critério.

Além disso, o programa que assegurou boa parte dos votos da candidata do PT em 2010, o Minha Casa, Minha Vida, sobre o qual Dilma falou maravilhas, na Bahia, antes de partir para Cuba, praticamente não saiu do papel no ano passado, e continuará parado em 2012, se não for mudado em alguns aspectos essenciais, alertam empresários do setor de construção civil.

E muitos outros programas considerados prioritários pelo governo Dilma se arrastam. Os investimentos efetivos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), outra grande fonte de votos para Dilma em 2010, são bem inferiores aos programados, e boa parte se refere a contratos assinados em exercícios passados.

O problema não é novo. A má qualidade da gestão é marca da administração do PT. E Dilma tem tudo a ver com isso, pois desempenha papel central nessa administração desde 2003.

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O PAÍS DA ''51'' (II)

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PM transfere policiais flagrados bebendo cerveja

Policiais foram retirados do serviço de rua e passaram para setor administrativo. Corporação instaurou inquérito para apurar a conduta


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O comando da Polícia Militar do Paraná decidiu, naesta terça-feria (31) pela transferência dos dois policiais que foram flagrados bebendo cerveja durante o expediente. Eles foram transferidos do trabalho nas ruas para o setor administrativo do 17° Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, enquanto o comando da PM investiga a ação dos dois.

Segundo a assessoria da PM, um dos policiais é um soldado e outro é um aluno soldado, que ainda passa por um período de estágio supervisionado. Os nomes dos dois não foram divulgados. A Polícia Militar terá, no prazo de 40 dias, o resultado do inquérito para definir quais as sanções serão aplicadas aos policiais.

Os dois PMs foram flagrados com bebida alcoólica ao lado de alguns jovens e de carros estacionados. A fotografia dos dois circulou, na segunda-feira (29) na internet e causou indignação e protestos de internautas nas redes sociais.

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http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1218672

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O PAÍS DA ''51''

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Deputado flagrado ao dirigir embriagado

Autor(es): » JÚNIA GAMA
Correio Braziliense - 01/02/2012

Gladson Cameli, do Acre, é levado para a delegacia depois que teste do bafômetro feito durante blitz na Asa Norte confirma a ingestão de bebida alcoólica. Por ter foro privilegiado, no entanto, parlamentar só poderá ser investigado por tribunais superiores

O deputado federal Gladson Cameli (PP-AC) foi flagrado por uma blitz de lei seca da Polícia Militar do Distrito Federal na madrugada desta terça-feira. Ele dirigia depois de ter ingerido uma quantidade de álcool considerada criminosa pela legislação. Sem se identificar como parlamentar, ele concordou em fazer o teste do bafômetro no local da fiscalização, na 504 Norte. Foi detectada uma taxa de alcoolemia de 1,14 miligrama de álcool por litro de ar expelido dos pulmões. Basta que o equipamento registre mais de 0,3 mg/l para que o condutor seja detido em flagrante, o que ocorreu com o deputado.

Cameli, assim como a Mercedes Benz azul, modelo C-180 avaliada em R$ 120 mil, acabaram levados para a 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), onde seria aberto um inquérito criminal. Segundo o delegado responsável pelo caso, Waldek Fachinelli, foi somente durante o depoimento prestado na unidade policial que o parlamentar informou ser deputado.

Por esse motivo, o parlamentar teve de ser liberado, inclusive sem a necessidade de pagamento de fiança. "É injusto com o cidadão comum. Por causa do foro prerrogativo de função, um deputado só pode ser preso em flagrante em caso de crime inafiançável, como homicídio e estupro", criticou o delegado. Segundo Waldek, o deputado "não estava cambaleando", mas apresentava sinais de embriaguez. O investigador acrescentou que as provas do crime — exame de alcoolemia, depoimento do deputado e relato dos policiais — serão recolhidas para serem enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que a polícia não tem autonomia para abrir investigação contra parlamentares.

Isso ocorre porque, em 2007, o STF fixou posição segundo a qual a abertura de investigação contra pessoas que tenham foro privilegiado depende de autorização dos tribunais superiores. No caso de parlamentares com mandato federal, é o próprio STF que define se poderá ser aberto o inquérito. Com isso, vedou-se à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República a iniciativa de promover a apuração de possíveis crimes cometidos pela categoria.

Processo
Gladson Cameli atuou como titular da Comissão de Viação e Transporte entre 2007 e 2008, período em que era analisado o projeto que deu origem à lei seca (leia Perfil). Em diversas ocasiões, o deputado se manifestou favorável ao dispositivo, demonstrando "apoio incondicional ao rigor das penas". "Hoje, as pessoas pensam duas vezes antes de beber alguma coisa para dirigir em seguida. É a retomada do senso de responsabilidade e respeito para com os outros", afirmou, à época.

O deputado chegou a ingressar na comissão com um requerimento de informações às autoridades de saúde e de trânsito sobre a correta e adequada aplicabilidade da lei. A intenção, segundo a assessoria dele, era "dar a completa e definitiva interpretação da lei e não deixar lacunas onde os infratores possam se beneficiar".

Caso o STF decida que há motivo suficiente para que seja aberto um inquérito, Cameli pode ser punido com multa de R$ 957, por infração gravíssima, e suspensão do direito de dirigir por um ano. Ele perde ainda sete pontos na carteira e pode responder a processo criminal por dirigir alcoolizado. O Correio tentou localizar o deputado diversas vezes durante o dia, mas não obteve retorno.

No DF, um motorista é flagrado a cada 50 minutos dirigindo sob efeito de álcool diariamente. Em 2011, a fiscalização distribuiu 10.499 multas por desrespeito à lei seca, 497 a mais do que em 2010. É o maior número de autuações desde a publicação da norma.

O que diz a lei
Desde 19 de junho de 2008, quando entrou em vigor a Lei Federal nº 11.705, a lei seca começou a valer no Brasil. Segundo a norma, dirigir sob a influência de até 0, 29 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões é infração gravíssima, punida com multa de R$ 957 e suspensão do direito de dirigir por um ano. O condutor ainda perde 7 pontos na carteira. Além disso, o condutor flagrado com nível igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar acaba detido. O que o projeto do governo federal, que atualmente negocia aprovação com a Câmara dos Deputados, quer é acabar com o limite de 0, 29 miligrama de álcool por litro de ar expelido. A embriaguez poderá ser atestada por meio de imagens, testemunhas e outros meios previstos pela lei brasileira, colocando o bafômetro, que muitos se recusam hoje a soprar, como uma espécie de contraprova a ser usada exatamente pelos motoristas que queiram provar a sobriedade. A multa, pelo projeto, passaria de R$ 957 para R$ 1.915. E a proibição de dirigir seria por dois anos, em vez de um.

Perfil
O deputado Gladson Cameli (PP-AC), ex-PPS e ex-PFL, está no segundo mandato na Câmara dos Deputados. Ele é engenheiro e empresário, além de sócio da Marmud Cameli Cia Ltda., empresa especializada em construção. Cameli é de uma família tradicional na política acriana. É sobrinho do ex-governador Orleir Cameli, sucedido pelos irmãos petistas Jorge e Tião Viana. O deputado também é sobrinho do atual vice-governador do estado, César Messias. Em 2007, Cameli foi alvo de processo no STF por crime eleitoral, mas o inquérito acabou arquivado meses depois. Em setembro de 2011, foi acusado de ter destinado, desde abril de 2009, R$ 270 mil em recursos da Câmara a empresas de parentes de sua mulher, por meio de cota parlamentar. A assessoria dele negou as irregularidades.
Em 2008, atuou como titular da Comissão de Viação e Transportes da Câmara, quando era analisado o projeto da lei seca. Antes de ser flagrado na blitz da PM, defendeu a aplicação da norma reiteradas vezes.

BRASIL/CUBA [In:] ''... FÁCIL, EXTREMAMENTE FÁCIL"

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DILMA POUPA CUBA E DIZ QUE TODOS TÊM 'TELHADO DE VIDRO'

COMO LULA, DILMA POUPA CUBA E DIZ NÃO MISTURAR DIREITOS HUMANOS COM IDEOLOGIA
O Estado de S. Paulo - 01/02/2012

Em sua primeira visita oficial a Cuba, a presidente Dilma Rousseff, assim como o antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, esquivou-se de criticar a ditadura comandada pelos irmãos Castro e as violações contra os direitos humanos na ilha. Atacou os contrários ao regime comunista, principalmente os Estados Unidos: "Quem atira a primeira pedra tem telhado de vidro". E complementou: "Nós, no Brasil, temos os nossos".

"Se vamos falar de direitos humanos, nós começaremos a falar de direitos humanos no Brasil, nos Estados Unidos, a respeito de uma base aqui chamada Guantánamo. Vamos falar de direitos humanos em todos os lugares", disse a presidente pouco antes do encontro com o presidente Raúl Castro. Após o primeiro compromisso oficial, a deposição de flores no memorial de José Martí, Dilma falou por 15 minutos com a imprensa.

"Não é possível fazer da política de direitos humanos só uma arma de combate político-ideológico. O mundo precisa se convencer de que é algo que todos os países têm de se responsabilizar, inclusive o nosso. Concordo em falar de direitos humanos dentro de uma perspectiva multilateral. De fato, é algo que temos de melhorar no mundo de uma maneira geral. Não podemos achar que os direitos humanos são uma pedra que você joga só de um lado para o outro", afirmou.

Durante a campanha de 2010 e na iminência de uma vitória de Dilma, havia expectativas de que a política externa seria o maior diferencial entre ela e Lula, sobretudo em relação a países com regimes ditatoriais.

As declarações de Dilma ontem dissiparam de vez esperanças que dissidentes da ilha nutriam de ter uma declaração mais contundente da petista.

Da mesma forma que Lula nas suas duas visitas ao país, em 2008 e 2010, Dilma recusou-se a fazer críticas, mesmo que veladas, às prisões de dissidentes e aos intermináveis problemas de direitos humanos em Cuba. Lula, em 2010, na ocasião de sua visita oficial a Fidel Castro, equiparou o dissidente Orlando Zapata, morto na prisão após uma greve de fome, com criminosos comuns brasileiros.

O comandante. A agenda de Dilma, centrada na cooperação e nos projetos brasileiros, abriu espaço apenas para um personagem ilustre: Fidel Castro, a quem confirmou que iria ver, "com muito orgulho". Já os vários dissidentes que pediram audiências não encontraram espaço na agenda da presidente ou de integrantes de sua comitiva, nem mesmo a blogueira e colunista do Estado Yoani Sanchez, que em uma carta à presidente pediu o visto e uma audiência.

Questionada se pediria a Cuba permissão de saída para que a blogueira visite o Brasil, a Dilma afirmou que já havia feito sua parte. "Demos o visto. Agora, os demais passos não são da competência do governo brasileiro."

Outros grupos de dissidentes que também haviam pedido encontros - entre eles as Damas de Blanco, que representam os presos políticos, e a Comissão de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional - também não receberam resposta. "Não nos responderam. Mas não vamos fazer nenhuma tentativa, nem no hotel nem em outros lugares. Seria perigoso", disse Elizardo Sanchez, membro da comissão.

Guinada à esquerda. A visita a Cuba, dias após participar do Fórum Social Temático, em Porto Alegre, não se trata de uma "guinada à esquerda" para agradar, sobretudo, ao público petista. Quando questionada sobre tal possibilidade, Dilma reagiu: "Fico estarrecida com esse tipo de pergunta. Fui à União Europeia, recebi os EUA. Eu andei pra danar. Fui no G20, na China. Como a gente interpretaria o ano passado? O Brasil faz política internacional com todos os países. Somos um povo absolutamente pacífico, acreditamos no diálogo, achamos que é fundamental também dialogar com os movimentos sociais".

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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''

SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS


01 de fevereiro de 2012

O Globo


Manchete: Em Cuba, Dilma cita apenas EUA sobre direitos humanos

Presidente critica Guantánamo e diz que todos têm telhado de vidro

Antes de almoçar em Havana com o presidente Raul Castro e de visitar o ex-líder cubano Fidel Castro, 12 dias após a morte de um preso político em greve de fome, a presidente Dilma Rousseff preferiu criticar os EUA ao abordar a questão dos direitos humanos. Dilma citou a situação dos presos sem julgamento na base americana de Guantánamo, e disse que todos os países têm telhado de vidro em relação ao tema, incluindo o Brasil. "Ninguém pode atirar a primeira pedra. Concordo em falar de direitos humanos sob uma perspectiva multilateral." Segundo Dilma, o assunto não pode servir de arma de combate ideológico. Decepcionados, dissidentes disseram que Dilma perdeu a oportunidade de condenar os abusos e criticaram a comparação com Guantánamo. "É hipocrisia", disse o economista Oscar Chepe. (Págs. 1 e 29)

Foto legenda: Dilma tapa a boca ao conversar com Raul: presidente brasileira preferiu criticar Guantánamo ao abordar a questão de direitos humanos.

Funcionário de prédio ouvia estalos

Relato foi feito, segundo irmã, dias antes do desabamento na Cinelândia

Os sinais de que havia algo errado com o Edifício Liberdade, que desabou matando 17 pessoas, não passaram despercebidos pelo analista de sistemas Daniel Amaral, de 26 anos. A amigos, ele disse, dias antes da tragédia, que vinha escutando estalos nas paredes. O relato foi feito, durante seu enterro, por sua irmã. Um vídeo inédito, no site do GLOBO, mostra que os pedestres tiveram tempo de olhar os primeiros escombros caindo. (Págs. 1, 13 e 14)

Óleo vaza em área do pré-sal da Petrobras

Um acidente em um poço da Petrobras na Bacia de Santos, a 300 quilômetros da costa de São Paulo, causou o primeiro vazamento de petróleo no pré-sal. A estatal informou que o vazamento, de 25 mil litros, foi contido. A empresa e a ANP dizem que não há risco de o óleo chegar às praias. As ações da companhia caíram 0,81%, num dia em que a Bolsa subiu 0,48%. (Págs. 1 e 21)

Ancelmo Gois: Poço de Eike pode ter 'meio Tupi'

O poço OGX-63, que Eike Batista descobriu na Bacia de Santos, pode ter de 3 bilhões a 4 bilhões de barris de petróleo, ou meio Tupi. (Págs. 1, 16 e 17)

Ex-dirigente da Casa da Moeda acusa PTB

Demitido da presidência da Casa da Moeda no último sábado, sob suspeita de receber propina, Luiz Felipe Denucci alega ser alvo de intrigas do próprio PTB, que o indicou para o cargo, por não "criar facilidades". Ele enviou carta ao Ministério da Fazenda, que se manteve em silêncio. (Págs. 1 e 3)

Tarifas de embarque vão subir 4,4%

Os passageiros que embarcarem para o exterior partindo de aeroportos problemáticos como o Galeão pagarão 4,4% a mais. A taxa, uma das mais caras do mundo, passará a R$ 38,19. As tarifas domésticas também subirão. (Págs. 1 e 21)

Enquanto isso, nas barcas...

A passagem subirá para R$ 4,10 – um aumento de 60,7%. O subsídio do estado que limita ao usuário um reajuste de 10,7% (para R$ 3,10) só vale para quem tem RioCard ou Bilhete Único. (Págs. 1 e 15)

Município do Rio já tem 6 casos de dengue do tipo 4 (Págs. 1 e 17)



Governo Federal quer Lei Seca mais rígida (Págs. 1 e 12)


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Folha de S. Paulo


Manchete: Em Cuba, Dilma critica EUA por Guantánamo

Para presidente, em direitos humanos quem joga pedra tem "telhado de vidro"

Na primeira visita oficial a Cuba, a presidente Dilma Rousseff se recusou a falar sobre direitos humanos no país e criticou os EUA ao citar a prisão de Guantánamo, alvo de críticas por supostos maus-tratos a detidos.

"Vamos falar de direitos humanos no mundo? Vamos ter de falar deles no Brasil, nos EUA, sobre uma base aqui que se chama Guantánamo", disse. (Págs. 1 e Mundo A9)

Helio Schwarltsman

Regime despótico não se compara a sociedade aberta. (Págs. 1 e Opinião A2)

Foto-legenda: A presidente Dilma conversa com o ditador Raúl Castro durante encontro no Palácio da Revolução, em Havana

Desemprego na zona do euro é recorde desde a criação da moeda

A taxa de desemprego nos 17 paises que integram a zona do euro atingiu 10,4% no ano passado - o maior nível desde a criação da moeda, em 1999 -, divulgou o órgão oficial de estatísticas.

A Grécia teve o maior salto: passou de 13,9% em 2010 para 19,2%. Seu índice é inferior apenas ao da Espanha, onde há 22,9% de desempregados. A Alemanha tem uma das menores taxas, com 5,5%. (Págs. 1 e Mundo A14)

Foto-legenda: Mas nem choveu

Funcionário da Prefeitura de São Paulo mexe em bueiro na rua João Jacinto, na região do Brás, que alagou por rompimento de adutora da Sabesp; ao menos 15 mil pessoas foram afetadas com a falta d'água. (Págs. 1 e Cotidiano C6)

Gol cobra até o triplo da Webjet pelo mesmo voo

Desde 2011 operando de forma conjunta, Gol e Webjet vendem passagens para o mesmo voo com preços diferentes. A Gol vende em seu site assentos da empresa parceira por até o triplo do preço cobrado pela Webjet, informam Lorenna Rodrigues e Priscilla Oliveira.

A companhia não deixa claro que o voo será operado pela empresa recém-adquirida, que cobra por lanches e tem menor espaço entre as poltronas. A diferença de preço chega a 208%. Especialistas veem irregularidade. As empresas dizem cumprir a lei. (Págs. 1 e Mercado B1)

No Brasil, indústria fecha 2011 com avanço de só 0,3%

Apesar de ensaiar recuperação no final do ano, a produção industrial brasileira fechou 2011 com crescimento de só 0,3%, diz o IBGE.

O resultado foi afetado pela concorrência com os importados e pela dificuldade em exportar. Para este ano, analistas esperam avanço entre 1% e 2%. (Págs. 1 e Poder A6)

Procuradoria recusa pedido para investigar ação do CNJ

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, recusou pedido de investigação feito por associações de juízes contra Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça.

As entidades acusam Calmon de violar a lei ao investigar a movimentação financeira de juízes. Para Gurgel, não houve quebra de sigilo, pois os autores das operações suspeitas não foram identificados. (Págs. 1 e Poder A4)

Elio Gaspari: Saques de juízes são piores do que corrupção

Os saques dos magistrados felizardos contra a bolsa da Viúva por conta do auxílio-moradia nada têm a ver com corrupção. É coisa pior.
Tem a ver com a banalidade de um regime jurídico e tributário que tira dinheiro do andar de baixo e beneficia a de cima, até mesmo quando ele delínque. (Págs. 1 e Poder A5)

Em São Paulo, alta de aluguel residencial é a maior em 6 anos

Os contratos novos de aluguel residencial tiveram alta de 18,5% no ano passado na cidade de São Paulo - o maior aumento desde 2005, início da série histórica do sindicato da habitação.

Entre os bairros que apresentaram as maiores altas estão a Vila Prudente (zona leste), chegando a 123% nos imóveis de dois dormitórios. (Págs. 1 e Mercado B3)

Vazamento na bacia de Santos é o primeiro em poço do pré-sal

A Petrobras detectou um vazamento durante um teste em um poço na bacia de Santos, a cerca de 300 km do litoral. O vazamento, estimado em 160 barris, é o primeiro na área do pré-sal.

A companhia informou que o poço, que fica na altura de Ilhabela, foi fechado e que não há possibilidade de o óleo chegar à costa. O Ibama confirmou que o sistema de segurança interrompeu o vazamento. (Págs. 1 e Mercado B6)

Planalto pede mais segurança para brasileiros no Paraguai (Págs. 1 e Mundo A10)


Editoriais

Desafio à Europa", sobre agravamento da situação social no mundo desenvolvido; e "Violência no litoral", acerca de estatísticas sobre crimes. (Págs. 1 e Opinião A2)

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O Estado de S. Paulo


Manchete: Dilma poupa Cuba e diz que todos têm 'telhado de vidro'

Como Lula, presidente evita mencionar a situação dos direitos humanos na ilha e critica os EUA por Guantánamo

Em sua visita a Cuba, a presidente Dilma Rousseff repetiu o comportamento de Lula, seu antecessor: esquivou-se de criticar a ditadura dos irmãos Castro e atacou os críticos do regime comunista principalmente os EUA, ao dizer que "todos têm telhado de vidro”, informa Lisandra Paraguassu, enviada especial. Dilma afirmou que "não é possível fazer da política de direitos humanos só uma arma de combate político-ideológico". A agenda de Dilma, centrada em projetos de cooperação, incluiu a visita a Fidel Castro, a quem a presidente disse que iria ver “com muito orgulho". Já os dissidentes que pediram audiência não encontraram espaço, nem com outras pessoas da sua comitiva. Na entrevista coletiva, Dilma se disse “estarrecida" com uma pergunta sobre sua suposta "guinada à esquerda", já que acabava de vir do Fórum Social, e disse que seu governo não tem preconceito “de nenhuma ordem". (Págs. 1 e Nacional A4 e A5)

Foto-legenda: Com honras

Dilma e sua comitiva na Praça da Revolução; a presidente anunciou crédito para que Cuba compre alimentos. (Págs. 1 e Nacional A5)

O que a presidente falou:

"Quem atira a primeira pedra tem telhado de vidro. Nós, no Brasil, temos os nossos"

"(Se falarmos de direitos humanos em Cuba), vamos ter de falar de direitos humanos no Brasil, nos EUA, a respeito de uma base aqui que se chama Guantánamo" (Pág. 1)

Análise: Dora Kramer

Relações fraternais

A frase de Dilma sobre a impossibilidade de se "atirar a primeira pedra”, em relação a direitos humanos, sugere que há ditaduras amigas e ditaduras inimigas. (Págs. 1 e Nacional A6)

Além da arte

Questões burocráticas e legais ameaçam a 30ª edição da Bienal (Págs. 1 e Caderno 2)

Dividido, Supremo deve manter hoje poder do CNJ

Por maioria apertada, o Supremo Tribunal Federal deve garantir ao Conselho Nacional de Justiça o poder de abrir investigações contra magistrados suspeitos de irregularidades. A decisão do STF no julgamento de hoje protege o CNJ da ofensiva aberta por setores da magistratura que queriam a redução dos poderes do conselho. Conforme o prognóstico de ministros do Supremo, 6 ou 7 votos definirão que o CNJ pode abrir processos contra magistrados mesmo que esses juízes ainda não tenham respondido pelas irregularidades na corregedoria do tribunal local. (Págs. 1 e Nacional A8)

Petrobras comunica vazamento de óleo no pré-sal

O primeiro vazamento expressivo de petróleo em área do pré-sal foi detectado ontem na Bacia de Santos, a cerca de 250Km de Ilhabela, no litoral paulista. A Petrobras avaliou, em “estimativa preliminar", que foi derramado no mar o equivalente a 160 barris (25,5 mil litros de óleo). Segundo a empresa, o vazamento foi contido e o petróleo não chegará à costa. O "rompimento na coluna de produção" de um navio-plataforma teria causado o acidente. (Págs. 1 e Vida A13)

Pauta brasileira da Rio + 20 é criticada

A cinco meses do evento para debater desenvolvimento sustentável, políticos e ambientalistas europeus estão preocupados com suposta "falta de foco" de propostas do Brasil. (Págs. 1 e Vida A13)

No Rio, UPP valoriza imóveis

Estudo feito pelos economistas Claudio Frischtak e Benjamin Mandel mostra que a ocupação de favelas por Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), respondeu sozinha por 15% da valorização recente do mercado imobiliário do Rio e por quase metade da redução das disparidades entre os preços dos imóveis nos bairros beneficiados pela expulsão de quadrilhas. No geral, o valor dos imóveis em bairros como os da zona sul chegou a subir 150% nos últimos três anos. (Págs. 1 e Economia B8)

País cumpre meta fiscal de 2011

Com folga de apenas R$ 810 milhões, as contas do setor público fecharam 2011 com um superávit primário de R$ 128,7 bilhões, o equivalente a 3,1% do Produto Interno Bruto. (Págs. 1 e Economia B1)

Celso Ming

Keynes, agora ilegal

O acordo da União Europeia pode ser entendido como a condenação de John Maynard Keynes, maior economista do século passado. (Págs. 1 e Economia B2)

Rolf Kuntz

A política da irrelevância

Dilma tende a tornar-se figura irrelevante no palco internacional, muito abaixo do papel esperado de quem governa a sexta maior economia. (Págs. 1 e Economia B4)

Notas & Informações

Corrupção e incompetência

O tempo está sendo implacável com a imagem que Dilma Rousseff tenta construir para si. (Págs. 1 e A3)

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Correio Braziliense


Manchete: Isolado, Negromonte, só aguarda a demissão

Com dois assessores demitidos e sem respaldo partidário, ministro das Cidades falta a reunião do PAC no Planalto. Em Havana, Dilma evita comentar a provável substituição e afirma que só tratará de temas nacionais a partir de amanhã. (Págs. 1 e 2)

Ninguém joga pedra em Cuba

Havana - Recebida pelo colega Raul Castro, a presidente Dilma Rouseff rebateu as acusações de violação de direitos humanos no ilha. "Quem atira a primeira pedra tem telhado de vidro”, disse, em referência ao governo dos EUA. Além de assinar acordos cooperação que viabilizam megaempreendimetos como o Porto de Mariel, Dilma ainda teve encontro reservado com Fidel Castro e recebeu estudantes brasileiros. (Págs. 1, 12 e 13)

Juros travam a indústria

O alto custo do produtor fez o setor crescer apenas 0,3% em 2011. A importação também prejudicou o desempenho. Ontem, o governo anunciou as 18 montadoras que ficarão livres do alta do IPI para concorrer com os carros importados. (Págs. 1 e 8)

Óleo vaza em Santos

Segundo a Petrobras, responsável pela perfuração, cerca de 160 barris de petróleo foram parar no mar durante a exploração do poço Carioca Nordeste, no bacia paulista. É o terceiro acidente na região do pré-sal em três meses. (Págs. 1 e 6)


Deputado que defendeu a lei seca é pego em blitz (Págs. 1 e 19)


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Valor Econômico


Manchete: Plano prevê nova bolsa para derivativos de commodities

A preocupação com o desempenho das exportações de commodities neste ano e com a volatilidade de preços fez o governo acelerar estudos para a criação de uma bolsa de negociação de contratos futuros dessas mercadorias. Os planos, já avaliados em outras oportunidades, vêm sendo mantidos em sigilo a pedido da presidente Dilma Rousseff. Segundo apurou o Valor, o governo entende que a constituição de uma "Bolsa de Derivativos de Commodities" é fundamental num momento em que a tendência de queda dos preços dos produtos básicos põe em alerta os produtores, depois de anos de cotações em alta.

Há dois planos em análise. O primeiro prevê que os contratos de preços futuros de commodities sejam negociados apenas na BM&FBovespa, que já opera contratos de algumas mercadorias. O segundo envolve a criação de uma bolsa de propósito específico, seguindo o modelo dos EUA, onde a Bolsa de Nova York funciona como a BM&FBovespa e os derivativos de commodities são negociados principalmente na Bolsa de Chicago. (Págs. 1 e C1)

Foto-legenda: Fora do vermelho

Emilio Botin, CEO do Santander, maior banco da zona do euro por valor de mercado, anunciou queda de 97% no lucro do quarto trimestre de 2011, após reconhecer parte dos prejuízos com o setor imobiliário na Espanha. O banco já passou por três anos de crise na região sem entrar no vermelho. (Págs. 1 e C8)

TCU dá sinal verde a leilão de aeroportos

O Tribunal de Contas da União (TCU) deve dar hoje sinal verde para o leilão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília. A aprovação do órgão era o último obstáculo para a disputa, marcada para segunda-feira. Ontem, a Agência Nacional de Aviação Civil considerou improcedentes cinco pedidos de impugnação de itens do edital. A análise do TCU não obriga o governo a fazer mudanças no edital que exijam a reabertura dos prazos legais. Na questão mais polêmica - a participação acionária de 49% que a Infraero terá nas futuras concessionárias -, o tribunal abrandou sua cobrança. Agora sugere apenas que o governo avalie a "real necessidade" dessa participação em futuras concessões. (Págs. 1 e A14)

CSN compra siderúrgica na Alemanha

A Cia. Siderúrgica Nacional (CSN) fechou ontem a compra de uma siderúrgica de aços longos do grupo espanhol Alfonso Gallardo, na Alemanha. O valor da operação, que inclui a distribuidora Gallardo Sections, foi de € 482,5 milhões (US$ 634,1 milhões).

O negócio marca a entrada da CSN, fabricante de aços planos, no mercado dos aços longos, usados na construção civil e em aplicações industriais. "Ficamos com a joia da coroa", disse Juarez Saliba, diretor-executivo de novos negócios, fusões e aquisições da CSN. A siderúrgica Stahlwerk Thüringen (SWT) - que trabalha hoje com 80% da capacidade - é voltada para atendimento dos mercados da Alemanha e dos países do Leste Europeu. (Págs. 1 e B1)

Bradesco e Itaú têm sites sob ataque

O site do Bradesco apresentou dificuldades de acesso ontem, principalmente na parte da manhã, um dia depois de problemas semelhantes terem afetado a página do Itaú. Os dois bancos não admitiram que tenham sofrido ataques de hackers. Um grupo denominado "Anonymous Brasil", que clama ser o braço nacional do grupo estrangeiro homônimo de ativistas virtuais, informou ter feito os ataques aos dois bancos e prometeu fazer o mesmo hoje com o Banco do Brasil e depois com a Caixa e o Santander.

O Bradesco informou que um volume atípico de tentativas de acesso foi verificado. A partir daí, restringiu o acesso desses endereços ao internet banking e, com isso, pode ter incluído clientes entre os endereços bloqueados. O Itaú confirmou ter enfrentado "indisponibilidade" em sua página na segunda-feira. (Págs. 1 e C7)

Paraguai planeja dutos de US$ 3 bilhões

O Paraguai pretende construir uma rede de dutos ligando sua capital ao porto de Paranaguá, no Paraná. O projeto prevê investimentos de US$ 2,5 bilhões a US$ 3 bilhões e deve ser tocado pela construtora brasileira Camargo Correa. A intenção é levar combustíveis e etanol do Brasil até Assunção e transportar ao porto paranaense óleos vegetais produzidos no país vizinho. O governo paraguaio também quer transformar Assunção em um polo distribuidor do combustível brasileiro para os mercados do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

O ministro-chefe do Gabinete Civil do Paraguai, Miguel Angel López Perito, disse ao Valor que o "poliduto" - como está sendo chamado o projeto - viabilizará os planos do governo de criar um polo produtor de cana-de-açúcar e etanol no leste do país, perto da fronteira com o Brasil. Segundo o ministro, todos os investimentos para a obra serão privados, o que, segundo ele, dispensa a necessidade de licitação. A Camargo Correa não quis se pronunciar sobre o assunto. (Págs. 1 e A11)

Cresce interesse de jovens pela carreira diplomática

O salário inicial de quase R$ 13 mil e o fato de o Brasil estar mais presente no cenário internacional aumentaram o fascínio dos jovens pela carreira diplomática. Antes mais acessível aos filhos de diplomatas por conta da vivência internacional, atualmente a profissão atrai candidatos de formações e origens diversas.

Neste ano, o Instituto Rio Branco, que forma esses profissionais, está oferecendo 30 vagas. Em 2011, foram 7.180 candidatos disputando 26 vagas. Marcella Winter, 23 anos, vai tentar pela segunda vez passar no exame e dedica 15 horas por dia para aulas, simulados e leituras. (Págs. 1 e D10)

Empresas europeias se preparam para o pior (Págs. 1 e B11)


Bancos da Europa devem pedir € 1 tri em linhas emergenciais em leilão do BCE (Págs. 1 e C2)


Gol reforça carga em Guarulhos

A Gollog, braço de transporte de cargas da Gol, anuncia hoje investimento de R$ 11 milhões em um novo terminal no aeroporto de Guarulhos, que deverá incrementar em 18% a movimentação da empresa em Cumbica. (Págs. 1 e B4)

Esforço exportador

Fabricantes de implementos rodoviários apostam nas exportações para manter o ritmo de produção e driblar a desaceleração das vendas domésticas, afetadas pela quebra de safra no Sul, restrições ao crédito e contração na venda de caminhões. (Págs. 1 e B10)

Mortes em curtume do Marfrig

Quatro funcionários de um curtume da Marfrig em Bataguassu (MS) morreram ontem em decorrência de um vazamento de produtos químicos. Cerca de 20 pessoas sofreram intoxicação. A unidade de abate não foi afetada. (Págs. 1 e B13)

Louis Dreyfus muda o comando

A Louis Dreyfus Commodities promoveu mudanças em sua direção no Brasil. O CEO Kenneth Geld será substituído por André Roth. No braço sucroalcooleiro LDC-SEV, Bruno Melcher foi substituído pelo diretor operacional Cristophe Akli. (Págs. 1 e B14)

Surpresa positiva na bolsa

Embalado pelo ingresso de capital estrangeiro – R$ 6,4 bilhões até o dia 26 -, o Ibovespa encerrou o mês passado em alta de 11,13%, melhor janeiro desde 2006. Mas analistas alertam que não é possível afirmar que a alta seja sustentável. (Págs. 1 e D1)

Ideias

Roberto Luis Troster

Oferta de crédito no país apresenta níveis de instabilidade e ineficiência incompatíveis com a sofisticação do sistema bancário. (Págs. 1 e Al2)


Ideias

Martin Wolf

Assim como a indisciplina fiscal não foi a causa dominante da crise na zona do euro, a disciplina fiscal não será a cura. (Págs. 1 e A13)

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