PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quinta-feira, junho 13, 2013

E POR FALAR EM POPULISMO...

13/06/2013
Dilma injeta R$ 18 bi para turbinar Minha Casa

Governo nega uso do FGTS, mas não detalha qual verba usará; analista vê risco de mais inflação

Jorge William

BRASÍLIA


No momento em que sua popularidade está em queda, a inflação é uma ameaça e as articulações políticas para a eleição do ano que vem estão bem adiantadas, a presidente Dilma Rousseff anunciou ontem o programa Minha Casa Melhor, de alcance popular, apostando em seus efeitos positivos para a economia. 

O programa consiste em jogar no mercado uma linha de crédito de R$ 18,7 bilhões destinada a todos os beneficiários do Minha Casa Minha Vida, para a compra parcelada em até cinco anos de móveis e eletrodomésticos, com juros abaixo das taxas cobradas pelo mercado.

O Tesouro Nacional terá que fazer aportes na Caixa Econômica Federal, que vai operar o novo programa. Até 2014, poderão ser atendidas 3,75 milhões de famílias, incluindo quem já recebeu as chaves e as que receberão. O governo negou que serão usados recursos do FGTS, mas o Tesouro não explicou de onde virão os recursos.

No discurso, Dilma disse que o novo programa dará dignidade e conforto às famílias sem crédito, destacando que as mulheres poderão trocar o tanquinho, que usa "energia braçal", pela máquina de lavar automática. 

E ressalvou que o Minha Casa Minha Vida, que está sendo turbinado, tem efeitos positivos na economia - o que é contestado por analistas de mercado e técnicos do próprio governo, diante do baixo crescimento e inflação em alta.

- É um programa que tem uma base e um condutor que é a geração de emprego, a geração de renda, mas sobretudo, a geração de dignidade para todos aqueles que olham o crescimento do país não somente baseado na quantidade de cimento que entregamos, nem só na quantidade de aço, nem só na quantidade de produtos que produzimos, mas na quantidade de benefícios, de melhoria que somos capazes de dar para nossa população - afirmou a presidente.

- Essa injeção de recursos vai fazer girar a engrenagem da economia, gerando emprego e desenvolvimento. Este programa é muito mais que uma linha de financiamento, é uma linha do governo - disse o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro.

Mas para o economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) Paulo Picchetti, o programa vai na contramão da tentativa do Banco Central de controlar a inflação, com aumento da taxa de juros, porque estimula o consumo.

- Esse programa me parece mais uma tentativa de agradar um segmento carente da população. Mas, no longo prazo, prejudica o controle da inflação e todas as classes de consumidores - disse Picchetti.

Divididos, técnicos da equipe econômica do governo avaliam internamente que não é esse o tipo de ação que a economia está precisando pedindo neste momento.

- O nosso problema não é oferta, é de infraestrutura e falta de mão de obra qualificada - disse uma fonte, defendendo que é hora de reforçar o tripé da política econômica: meta de inflação, ajuste fiscal e câmbio flutuante.

13 mil lojas credenciadas

No evento no Palácio do Planalto, Dilma frisou que a inflação e as contas públicas estão sob controle. Presente ao evento, que contou com representantes do setor de móveis e eletrodomésticos, a vice-presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo, Luiza Helena Trajano, referiu-se à necessidade de se anunciar fatos positivos:

- Agenda negativa atrapalha todo o mundo, não só o governo, mas todas as pessoas - disse a empresária.

O ministro das Cidades negou que o Minha Casa Melhor usará dinheiro do FGTS, dizendo que a fonte de recursos para bancar o programa virá do Tesouro. No caixa do Tesouro estão depositados cerca de R$ 4 bilhões do FGTS referentes à multa adicional de 10% recolhida pelos empregadores nas demissões sem justa causa. O governo também não tem repassado ao FGTS a contrapartida da União (18%) na concessão de subsídios para o Minha Casa Minha.

Ao ser perguntado por que o Tesouro não está fazendo repasses ao FGTS dessas receitas, ele recomendou que a pergunta fosse direcionada ao Ministério da Fazenda. O Tesouro não respondeu aos questionamentos sobre o FGTS. Informou apenas que fará aporte de R$ 8 bilhões na Caixa, por meio de medida provisória.

O governo tabelou os produtos que poderão ser adquiridos com o Minha Vida Melhor: um guarda-roupa terá o teto de R$ 380; o sofá, de R$ 375; TV Digital, R$ 1.400; fogão, R$ 599; e computador, R$ 1.150. Os produtos somente poderão ser comprados nas quase 13 mil lojas credenciadas pela Caixa.

- É mais um programa populista e demagógico, aliado à suspeita de que é mais uma garfada no FGTS do trabalhador e não pode ser usado pelo governo como se fosse dele - criticou o líder do PSDB no Senado, Aloyzio Nunes Ferreira (SP)

- Depois de comprometer os recursos do FGTS com o Minha Casa Minha Vida, utiliza de forma ainda mais crescente os fundos do FGTS com esse novo programa - emendou o senador Álvaro Dias.

XEQUE-MATE no POPULISMO

13/06/2013
Credibilidade em xeque: Governo zera imposto para tentar segurar dólar


Moeda fecha a R$ 2,15, na maior cotação em quatro anos, e pressiona ainda mais a inflação.
Ministro Guido Mantega também garante cumprimento da meta de superávit fiscal de 2,3% do PIB para este ano.
Após mais um dia de alta do dólar, que fechou a R$ 2,15, na maior cotação desde abril de 2009, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem que o governo vai zerar a alíquota de 1% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no mercado de derivativos. O objetivo é estimular a entrada de dólares no país, derrubando a cotação e tentando impedir que a inflação fuja do controle. O dólar alto encarece importados e onera as empresas que se endividaram no exterior. Mantega também se comprometeu com o superávit fiscal de 2,3% do PIB. O Ibovespa, da Bolsa de São Paulo, fechou em queda de 1,18%, aos 49.180 pontos, o menor patamar desde agosto de 2011. 

Imposto zerado contra dólar

Moeda fecha na maior cotação em quatro anos, e governo extingue IOF no mercado futuro

Martha Beck, Cristiane Bonfanti e Bruno Villas Bôas


BRASÍLIA, RIO E SÃO PAULO


No mesmo dia em que o dólar comercial fechou cotado acima de R$ 2,154 pela primeira vez desde 30 de abril de 2009, o governo anunciou ontem mais uma medida para tentar segurar a escalada da moeda americana. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 1% que incidia sobre operações no mercado de câmbio futuro, foi zerado. Desde julho de 2011, os investidores vinham sendo tributados sobre posições vendidas (que apostam na queda do dólar) a partir de um determinado valor. É a segunda redução de impostos em menos de um mês anunciada pelo governo para frear o dólar. No começo de junho, já havia sido suspensa a cobrança de IOF sobre aplicações de renda fixa para estrangeiros.

- Não faz sentido manter o empecilho para que as posições vendidas em dólar no mercado futuro sejam penalizadas com alíquota de 1%. Estamos reduzindo esta alíquota de modo a facilitar para aqueles que quiserem fazer aplicações de posição vendida em dólar. Haverá uma oferta maior de moeda no mercado futuro e, com isso, a diminuição da valorização do dólar - explicou o ministro Fazenda, Guido Mantega, que aproveitou para rebater as críticas dos analistas sobre a política fiscal do governo e explicitar que a equipe econômica trabalha com uma meta de superávit fiscal primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) de 2,3% do PIB para este ano.

Segundo Mantega, com o dólar subindo, não há motivo para manter medidas que pressionem ainda mais o câmbio. Agora, a única barreira imposta ao ingresso de dólares no mercado brasileiro é uma alíquota de 6% cobrada sobre empréstimos tomados no exterior com prazos inferiores a 12 meses. A retirada também está em estudo, segundo técnicos.

Mantega voltou a afirmar que o mercado está volátil em função da sinalização que vem sendo dada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de que os EUA vão praticar uma política monetária menos expansionista e subir juros. Isso tem provocado uma fuga de capitais de mercados de maior risco e valorizado o dólar.

- É um processo de ajuste da economia mundial - disse o ministro, defendendo que as medidas que o governo adota não são de curto prazo.

Com a forte alta do dólar nos últimos dias, a equipe econômica vinha sendo pressionada pelo mercado a suspender o IOF sobre derivativos. Parte dos técnicos defendia que o imposto fosse reduzido, mas não totalmente zerado, porque a tributação também serve para monitorar operações especulativas.

- Uma boa parte dessas operações é para dar hedge para as empresas. É para dar uma margem de garantia. (...)- explicou o ministro.

para mantega, desempenho fiscal é "excelente"

Ontem, sem uma intervenção do Banco Central, o dólar registrou alta de 0,84%, a R$ 2,154. Na máxima do dia, a moeda chegou a ser negociada a R$ 2,158. No mercado internacional de divisas, no entanto, o dólar americano perdeu força na comparação com moedas de países emergentes.

O efeito da retirada do IOF sobre os derivativos de câmbio dividiu economistas consultados pelo GLOBO. Para Sergio Goldenstein, sócio-gestor da Arsa Investimentos, a medida foi "importante para segurar a desvalorização do real" e ajudará a moeda a recuar para perto de R$ 2,10 no curto prazo.

- IOF de 1 % estava favorecendo a depreciação do real. Gerava um viés de alta para o câmbio. Essa medida é bastante importante e tende a acalmar o mercado - disse Goldenstein.

Já Fabio Kanczuk, professor da USP, avalia que a medida "não vai fazer nenhum efeito". Isso porque ainda terá mais força o cenário internacional de valorização da moeda americana na medida em que surgem sinais de recuperação da economia americana.

- A outra medida que fizeram, a de retirar o IOF de renda fixa, durou 5 minutos de efeito. Essa não dura nem 5 minutos - afirmou Kanczuk.

Embora com efeito limitado, a isenção do imposto era inevitável, na opinião de Sidnei Nehme, diretor da NGO Corretora de Câmbio.

- O tipo de dinheiro que resta ao Brasil é de natureza especulativa. Portanto, essa medida era necessária - disse.

Mantega tratou também das cobranças do mercado em relação à política fiscal. O ministro explicitou com que meta de superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) a equipe econômica trabalha para 2013. Ele disse que a meta é equivalente a 2,3% do PIB, o que demonstra uma disposição do governo de tornar as contas mais transparentes. A declaração foi dada poucos dias depois de a agência de classificação de risco Standard & Poor"s (S&P) ter ameaçado rever para baixo o rating do Brasil por causa do baixo crescimento da economia e da política fiscal expansionista.

- Procuramos conter as despesas com custeio de modo que o objetivo do primário que vamos alcançar em 2013 é de 2,3% do PIB - afirmou ele, assegurando que o governo pode eventualmente fazer mais cortes de despesas para garantir esse compromisso.

Como adiantou o GLOBO, a decisão da S&P e as críticas do ex-ministro Delfim Netto à política fiscal levaram a equipe econômica a avaliar o que pode ser feito para mostrar mais compromisso com a meta de superávit primário. O governo estuda segurar despesas por meio de um novo contingenciamento e pela redução no ritmo das desonerações, de modo que parte delas só impacte as contas públicas a partir do ano que vem.
Mesmo assim, Mantega fez questão de afirmar que as principais despesas do governo - com Previdência, gasto de pessoal e juros - estão controladas.

Segundo ele, o superávit primário do país tem sido o melhor do mundo nos últimos 10 anos. O ministro destacou que o governo vem conseguindo reduzir a dívida pública, que fechou o ano passado em 35,4% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) e deve ficar em torno de 34,7% do PIB em 2013.
- Estamos tendo um excelente desempenho fiscal e não vejo motivos para questionamentos.

Ainda segundo o ministro, a tendência é de "uma inflação mais bem comportada" no Brasil. Ele admitiu uma preocupação com o aumento dos preços no início do ano, principalmente com alimentos. Mas, agora, diz: "o grosso da inflação está caindo".

MARAVILHA, MARAVILHA !!! (Acorda Alice! A corda..., Alice!)

13/06/2013
Para Dilma, economia está sob controle


No lançamento do Brasil Melhor, que facilita venda de móveis e eletrodomésticos aos beneficiários do Minha Casa Minha Vida, a presidente disse que "não há a menor hipótese" de que o governo relaxe no controle da inflação e das contas públicas. Criticou a "leviandade política" e comparou os críticos ao Velho do Restelo, de "Os Lusíadas" que agourava os navegadores.

Dilma: críticos são como o Velho do Restelo

Presidente cita personagem de Camões que agourava navegadores e diz que inflação está sob controle

Geralda Doca, Catarina Alencastro e Martha Beck

brasíliA


A presidente Dilma Rousseff disse ontem que seu governo está combatendo a inflação e que as contas públicas estão sob controle. 

Segundo ela, "não há a menor hipótese" de que o seu governo não tenha uma política de controle e combate à inflação. 

No lançamento do programa Brasil Melhor, que facilitará a compra de móveis e eletrodomésticos para beneficiários do Minha Casa, Minha Vida, a presidente comparou as pessoas que apostam que as coisas vão dar errado em seu governo com o personagem Velho do Restelo, do escritor português Luís de Camões, que ficava agourando os navegadores portugueses que iam desbravar os mares.

- O Velho do Restelo é um personagem que encontra eco através da história. Em toda, e durante muito tempo, a história do nosso país, muitos velhos do Restelo apareceram nas margens das nossas praias. 

Hoje, o Velho do Restelo não pode, não deve e, eu asseguro para vocês, não terá a última palavra no Brasil - disse Dilma, que acabou de voltar de uma viagem a Portugal.

Segundo a presidente, os que apostam no descontrole são os mesmos que no início do ano previram que haveria um racionamento de energia, que não se confirmou. Dilma classificou as críticas de "movimentos localizados, especulativos, que duram um tempo, mas fazem mal ao Brasil".

- Era uma leviandade. E leviandade política é grave porque ela não afeta a pessoa, ela afeta o país. Eu queria dizer, portanto, que não há a menor hipótese, primeiro porque a inflação não está sem controle, segundo porque o governo tem todas as condições para impedir que ela fuja ao controle - disse a presidente.
- A situação real do Brasil é de inflação sob controle, contas públicas sob controle. Isso significa que, quando nós olhamos no entorno, a relação do Brasil com vários componentes que caracterizam os indicadores macroeconômicos é muito saudável - reforçou.

tombini diz que bc "não dará trégua" à inflação

Em entrevista ontem à TV Record, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que o BC não "dará trégua" no combate à alta de preços.

-A inflação está sob controle. Nós não daremos trégua no combate à inflação. Traremos a inflação mais para baixo, mais perto da nossa meta de 4,5%.

Mas, na contramão de uma política fiscal contracionista, que poderia contribuir para o combate à inflação e ainda melhorar a imagem do Brasil junto ao mercado, o governo tem usado bancos públicos e estatais para ampliar gastos. O exemplo mais recente está na capitalização de R$ 8 bilhões que o Tesouro Nacional vai fazer na Caixa para bancar o programa Minha Casa Melhor. Mais uma vez, a estratégia será emitir títulos públicos que terão impacto no já elevado estoque da dívida bruta do governo, para que uma instituição pública ofereça crédito abundante e estimule o consumo.

Somente este ano, o Tesouro já conseguiu autorização para emitir R$ 45 bilhões para dar fôlego a estatais. Deste total, R$ 15 bilhões vão para capitalizar o BNDES, que elevou muito o seu volume de empréstimos (quase 60% até abril). Outros R$ 15 bilhões vão para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), para ajudar a bancar a redução das contas de luz. Além disso, haverá uma emissão de mais R$ 15 bilhões para que a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias possa garantir compromissos assumidos com os vencedores dos leilões de concessão que vão ocorrer nos próximos meses.

Técnicos do próprio governo admitem que, no caso da Valec, o Tesouro vai acabar se endividando junto ao mercado apenas para mostrar aos investidores que o compromisso com as concessões está assegurado. Eles admitem que havia um receio da equipe econômica de que não houvesse demanda no setor de ferrovias por temor de que a Valec não tivesse dinheiro para honrar os compromissos assumidos.

Também não estão descartadas capitalizações de outras estatais como do Banco do Nordeste e a Eletrobras. Com isso, a dívida bruta da União, que fechou o ano passado em 58,69% do Produto Interno Bruto (PIB), tende a continuar crescendo. Segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), ela é a maior entre os Brics (grupo que reúne Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul)

Para o ex-presidente do Banco Central e sócio da consultoria Tendências Gustavo Loyola, a estratégia do governo acaba indo no sentido oposto aos esforços do BC para conter a inflação, que está próxima do teto da meta de 6,5% fixada para o ano. Ele lembra que a autoridade monetária já começou a subir as taxas de juros para segurar a alta dos preços e que uma política que estimule a demanda acaba anulando parte desse esforço. Outro problema, segundo ele, é que as emissões do Tesouro para capitalizar as instituições também têm impacto sobre a dívida bruta, e prejudicam a política fiscal.

13 DE JUNHO. DIA DE ''SANTO ANTÔNIO"

12/06/2013 15h58 - Atualizado em 12/06/2013 15h58

Católicos se preparam para 





celebrar 





Dia de Santo Antônio 





no Alto Tietê




Programação envolve missas, procissões e 'benção de pães'.
Fama de casamenteiro faz mulheres procurarem igreja, diz padre.

Jenifer CarpaniDo G1 Mogi das Cruzes e Suzano
Comente agora
Santo Antonio (Foto: Reprodução/Globo Repórter)Santo Antônio será homenageado em igrejas do
Alto Tietê. (Foto: Reprodução/Globo Repórter)
Casamenteiro, bom pregador do evangelho, preocupado com os pobres. A lista dos atributos e da fama de Santo Antônio é grande. O santo, que tem seu dia comemorado no dia 13 de junho, será homenageado pela comunidade católica do Alto Tietê, que se prepara para receber os fieis com programação especial, que inclui quermesses, missas, procissões e a tradicional benção dos pães.
"Santo Antônio foi um grande pregador do evangelho. Todos ficavam muito impressionados por suas pregações", define o padre João Batista Ramo Motta, da Paróquia Santo Antônio, em Mogi das Cruzes. Segundo ele, o santo viveu no século 13 e teve uma preocupação especial com os pobres. "Ele nunca deixava ninguém sair do convento sem um alimento ou uma ajuda, por isso os pães de Santo Antônio", explica se referindo à benção dos pães.
Já com relação à fama de casamenteiro, o padre explica que é uma crendice popular. "Ele realizava muitos milagres ainda em vida e, reza a lenda que ele ajudou uma moça a se casar, talvez a fama tenha nascido aí", conta. Apesar disso, o padre João explica que a lenda se mantém até hoje. "Muita gente costuma fazer promessas para o Santo Antônio e até hoje há essa fama de casamenteiro", salienta. Segundo ele, a paróquia é bastante procurada por mulheres que desejam se casar ali, em cumprimento a uma promessa feita para o santo.
Dia de Santo Antônio
As igrejas da região prepararam uma programação especial para o dia 13 de junho. Na Paróquia Santo Antônio, em Mogi das Cruzes, as missas têm início às 7h30 e seguem até às 19h30, quando a última celebração da noite começa. No total, serão sete celebrações eucarísticas, sempre com a tradicional benção dos pães. O ponto alto da celebração acontece a partir das 18h30, quando os fiéis saem em procissão e, em seguida, participam da missa que será presidida pelo bispodiocesano, Dom Pedro Luiz Stringhini.
Além da missa, a paróquia recebe dos dias 12 a 16 de junho a Quermesse de Santo Antônio, a partir das 18h, com barracas de comidas típicas.
Programação
- Mogi das Cruzes
Comunidade Santo Antônio
20h00 - Rodovia Francisco Ribeiro Nogueira, km 2, Aroeiras, Mogi das Cruzes
Paróquia de Santo Antônio
Avenida Brasil, 574 - bairro: Mogi Moderno – Mogi das Cruzes/SP
07h30 - Missa celebrada por Padre João Batista
09h00 - Missa celebrada por Padre Carmen
10h30 - Missa celebrada por Padre Antônio Carlos
12h00 - Missa celebrada por Padre Alberto
14h00 - Missa celebrada por Padre Thiago
15h30 - Missa celebrada por Padre Devair
17h00 - Missa celebrada por Padre Rafael
18h30 - Procissão (pelas ruas do bairro)
19h30 - Missa celebrada por Bispo Diocesano 
- Guararema
Comunidades Santo Antônio
19h00 - Rua Ademar de Barros, s/nº, Itapema, Guararema
19h00 - Av. Parateí, 280 - Bairro Parateí, Guararema

- Itaquaquecetuba
Comunidades Santo Antônio
19h30 - Rua José Bonifácio, 370, Vila Maria Augusta, Itaquaquecetuba
19h00 - Rua Rio de Janeiro, 1.019, Aracaré, Itaquaquecetuba
19h00 - Rua Princesa Isabel, 335, Jardim Itapuã, Itaquaquecetuba

quarta-feira, junho 12, 2013

XÔ! ESTRESSE [In:] ''-- ACORDA ALICE!'' *

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(*) Bordão personagem televisivo de Jô Soares.
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''-- CRISE? ONDE É QUE ESTÁ A CRISE?''


A república do benjamim



Autor(es): Roberto P. d'Araujo
Valor Econômico - 12/06/2013
 

Convido o leitor a uma "viagem" pelo setor elétrico brasileiro, mostrando que, mesmo nesse segmento onde o Brasil tem óbvias vantagens, dominam os nossos típicos improvisos e incoerências. Como personagem principal, o nosso benjamim, esse adaptador de tomadas que tem seu nome ligado a Benjamim Franklin, um dos pioneiros da eletricidade e que, certamente, nada tem a ver com o artefato. Seja o próprio ou como metáfora, o benjamim domina o nosso setor.
O Brasil fez uma rígida reforma nas suas tomadas exigindo um padrão "mais seguro", objetivo que não deve ser criticado. O erro foi a forma afobada da mudança, como se estivéssemos perante uma epidemia de choques elétricos. 
Adotamos conectores embutidos e até um terceiro pino para aterramento, que, por enquanto, vai gerar o "pino nada", pois a maioria das residências não tem a fiação necessária para essa função. 

Para o júbilo dos fabricantes e irritação dos consumidores, implantou-se um design incompatível com todos os modelos existentes, e, de repente, nos vimos obrigados a comprar adaptadores e benjamins para "darmos um jeito", o que nos deixa na mesma situação anterior.

Para que a vida útil se estenda e as usinas fiquem como novas, as concessionárias têm que manter investimentos
Nos postes de distribuição, são comuns os emaranhados de fios, mesmo em bairros de classe alta. Em ligações elétricas, como nos benjamins, qualquer contacto ou dimensionamento mal feito gera perdas por calor. 
Portanto, não se trata apenas de estética e segurança, pois alguns kWh"s ficam por ali. Nesses "novelos" pode haver o "gato", mas, como a energia roubada ou perdida é cobrada de quem paga a fatura, o assunto fica em segundo plano. No Brasil, fora os apagões, mais de 15% dos kWh"s ficam pelo caminho. Uma redução de perdas significaria mais eficiência, segurança e tarifas menores. Mas o recente desconto foi meramente contábil e nem aquele atabalhoado rigor que se viu nas tomadas se vê nos postes.
Nosso sistema de transmissão tem um papel integrador muito mais amplo que as redes de outros países, pois leva grandes quantidades de energia de uma região para outra, reorganizando o estoque dos reservatórios. Não há similar no mundo. Com essa função, imagina-se um sistema o mais homogêneo, compatível e monitorado possível, pois qualquer anomalia pode causar interrupções de grande porte. Mas, surpresa! A nossa rede tem múltiplos donos. Por exemplo, a subestação Colinas no Tocantins abriga nada mais nada menos do que linhas de seis diferentes empresas, com equipamentos, tecnologia e equipes desiguais! Vejam a semelhança da inconsistência de padrões, pois é como se fossem "benjamins" de alta tensão.
Enfim, chegamos às usinas. Para reduzir tarifas, abdicando de qualquer aumento de eficiência no mundo real, a opção das autoridades foi a de impor mágicos descontos, um festival de "benjamins" na contabilidade do setor. Se valesse o que está registrado, alguma redução seria possível, mas não no nível prometido. Tal qual o adaptador de tomadas, uma nova contabilidade "deu um jeito", resultando numa redução de 70% na receita da Eletrobras.
Já ultrapassamos a fase de lamentar a sequela na estatal, que definha sem cerimônia admitindo perda de R$ 1 milhão por hora. Trata-se de lembrar que, em qualquer país, o regime que garante a redução de tarifas via amortização é o de serviço pelo custo. Era o que valia no Brasil até 1995 e, se não tivesse proporcionado modicidade, a tarifa de então não seria a metade da atual em termos reais. Mas, seguindo a moda da década, ele foi banido pela lei 8987/95 que implantou o modelo de "mercado", onde o preço nada tem a ver com estágio de amortização. Ora, se o governo está assustado com o encarecimento, porque o manteve na sua "reforma" de 2004? Agora, como na troca das tomadas, numa súbita "meia volta, volver" perante um consumidor que entende cada vez menos o que ocorre, o "benjamim" contábil faz os dois regulamentos, de princípios distintos, repartirem o mesmo sistema, mais um ineditismo brasileiro.
Sob a filosofia do "benjamim metafórico", as empresas passam a ser meras "empreiteiras" de operação e manutenção (O&M), perdendo a iniciativa de investir, pois, qualquer despesa que não for classificada como tal terá que ser autorizada pela Aneel. Por outro lado, com um orçamento voltado para seu "umbigo", a usina também deixa de participar da vida da empresa, que, tendo uma inserção na sociedade, não se limita a gerar e transmitir energia. Figurativamente, é como se as usinas fossem "benjamins" nas empresas.
Usinas não são como tomadas e não precisam ser trocadas porque duram muito. Mas, para que a vida útil se estenda e ela fique como nova, as concessionárias têm que manter investimentos. Ora, se a amortização insuficiente faz o lucro extrapolar, ou se geram recursos para construir novas usinas ou a tarifa é reduzida. É assim em sistemas de matriz semelhante, onde antigas hidrelétricas são "velhas senhoras", mas não sofrem a "laqueadura" que a política adotada vai impor. As nossas "velhas senhoras" nunca vão gerar "novas meninas".
O que é grave nisso tudo é o modo adaptado e improvisado com que se fazem as políticas públicas no país. O benjamim é um ícone do nosso setor, pois tal e qual a mudança brusca das tomadas, quando os consumidores "se viram" com adaptadores, um artifício contábil também "dá um jeito" para nos convencer que o setor ficou mais eficiente e mais barato.
A eletricidade brasileira, além de cara, tem o suprimento arriscado. Como último sintoma de que a situação não é tranquila, além das térmicas à toda, as bandeiras tarifárias vêm insinuar que o consumidor é culpado pelo esvaziamento dos reservatórios.
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O ÓPIO DO POVO ("Por que parou? Parou por quê?)


Imagine na Copa...



Autor(es): Edson Luiz
Correio Braziliense - 12/06/2013

Às vésperas do primeiro jogo do Brasil na Copa das Confederações, que será realizado sábado, em Brasília, começamos a ver certa modificação na rotina da cidade. Acostumada à falta de grandes eventos na capital da República, a população parece ter mudado de ideia quanto aos investimentos aqui feitos para a competição, a primeira oficial da Fifa em território brasileiro, desde 1950, quando sediamos a Copa do Mundo e perdemos para o Uruguai, em pleno Maracanã. E tomara que isso não aconteça de novo.
Mas, voltando a Brasília, a cidade está bem diferente a poucos dias da estreia da Seleção de Felipe Scolari. Há um clima de expectativa no ar, a gente sente certa ansiedade e até o comércio parece estar mais movimentado, apesar de que teremos menos de 400 estrangeiros neste sábado, no Estádio Nacional Mané Garrincha. 
Mesmo assim, quem não comprou ingresso para assistir ao jogo deve estar arrependido, como eu. 
Se achávamos que seria mais uma atração sem graça, quebramos a cara. Realmente a primeira competição da Copa das Confederações está fazendo a diferença, assim como o primeiro jogo da Fifa, entre Santos e Flamengo.
Há tempos não víamos um clima tão diferente na capital federal. Seja onde for, o assunto é futebol, é Seleção Brasileira, é a estreia do país na competição. E, com o passar dos dias, a expectativa e a ansiedade vão aumentar cada vez mais, inclusive para o comércio, que já começa a vender produtos relacionados ao time canarinho. Os bares reservam televisores para quem não vai ao estádio, mas quer ver nossa Seleção. E nas repartições públicas, por exemplo, o que mais se espera é a chegada do fim de semana.
Muitas críticas foram feitas em relação aos investimentos milionários feitos para sediarmos alguns jogos da Copa das Confederações e da Copa do Mundo, mas parece, pelo clima da cidade, que muita gente quebrou a cara. Quem sai às ruas nota que há algo festivo no ar. Depois de passar por várias crises políticas, parece este ser o melhor momento da capital do país. E olhe que é apenas um jogo. Imagine na Copa...
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COPA/ELEIÇÕES 2014 [In:] UM ''DIA DOS (ETERNOS) NAMORADOS" ?


A um ano da Copa: País só tem seis estádios prontos



Em câmera lenta


O Globo - 12/06/2013
 
A contar de hoje, falta um ano para o início do Mundial de 2014. Mas, das obras prometidas país afora, só os seis estádios onde haverá jogos da Copa das Confederações estão prontos
Participaram: Carolina Oliveira Castro, Danielle Nogueira, Ezequiel Fagundes, Felipe Benjamin, Letícia Lins e Victor Costa
A um ano exato do início do Mundial no Brasil (a abertura será em 12 de junho de 2014), entre as obras prometidas país afora para a competição, as únicas já concluídas são os seis estádios onde haverá jogos da Copa das Confederações, evento considerado um ensaio geral para o grande evento do ano que vem. Das intervenções anunciadas para melhorar a mobilidade urbana e os aeroportos das 12 cidades-sede da Copa, nenhuma está pronta. A maioria teve prazos estendidos.
O Aeroporto Galeão-Tom Jobim, por exemplo, pode ser considerado um símbolo do atraso. Há dois meses, passageiros que precisam sair do Terminal 2 para conexões no Terminal 1, ou vice-versa, têm sido obrigados a contornar o aeroporto por fora, pois a passagem está bloqueada por tapumes. Apesar disso, o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys, que inspecionou as obras do aeroporto na manhã de ontem, diz que o Galeão, embora longe do ideal sonhado para 2014, "está preparado para a demanda da Copa das Confederações". Segundo ele, uma passagem alternativa será aberta pela Infraero para que os usuários não precisem mais sair do aeroporto ao passar de um terminal para o outro.
As obras do Setor A, o de acesso ao corredor entre os dois terminais, devem ser concluídas "até setembro", segundo a Infraero. As do B, até abril de 2014. As do C, só depois da Copa, em novembro de 2014. A diretoria da Anac já inspecionou os aeroportos de Guarulhos (SP), Viracopos (Campinas), Confins (MG), Recife e Salvador. Hoje, as inspeções seguirão nos aeroportos das cidades onde haverá jogos da Copa das Confederações. Somadas, as obras nos aeroportos das cidades-sede vão custar mais de R$ 6,7 bilhões.
Confins é um dos que mais preocupam. Dados disponíveis no portal de obras da Copa mostram que o aeroporto mineiro corre risco até de não ficar pronto para o Mundial. De janeiro a abril, o terminal recebeu apenas 5,5% da verba prevista. Com R$ 217,7 milhões em recursos totais para 2013, a adequação do aeroporto, o quinto mais movimentado do país, é a principal obra da Infraero em termos financeiros. Porém, no primeiro quadrimestre, só R$ 11,9 milhões foram investidos.
Os problemas vão além dos aeroportos. Nem se fala mais no trem-bala Rio-São Paulo, por exemplo. O projeto dorme nas gavetas da burocracia de Brasília. No Rio, o chamado BRT Transbrasil não ficará pronto para a Copa. A licitação será aberta amanhã, e o prazo para conclusão será de 30 meses. Ou seja: só no primeiro semestre de 2016, dois anos depois da Copa e a poucos meses das Olimpíadas, o corredor expresso que ligará Deodoro ao Aeroporto Santos Dumont deverá estar pronto.
Ainda no Rio, os corredores Transcarioca (Barra-Galeão) e Transolímpico (Barra-Deodoro) precisam ficar prontos em dezembro. Pelo cronograma, a Linha 4 do metrô só será concluída em 2016. A desculpa oficial é a de que, no Rio, as intervenções para a Copa e para os Jogos de 2016 se misturam, e os prazos, também.
Belo Horizonte também pena com o atraso nas intervenções viárias para viabilizar o Transporte Rápido por Ônibus, o BRT. São três corredores. O mais adiantado tem 51% das obras concluídas. Apesar de vários atrasos, a prefeitura promete entregar a obra no fim do ano. Os primeiros testes, no entanto, serão feitos só no início de 2014. Em maio, uma estação do BRT teve de ser demolida por causa de um erro de cálculo.
Ainda em Belo Horizonte, as obras na Avenida Pedro II, umas principais da cidade, aparecem no portal da transparência com percentual de conclusão de 2%. A Via 710, que corta sete bairros, foi até retirada das obras da Copa por causa de adequações no projeto. Problemas nas desapropriações já levaram muitos casos à Justiça. Outro corredor importante, a Via 210, está com previsão de término até o fim do ano, apesar de faltarem 60% da obra. O sistema de gerenciamento eletrônico do trânsito está com 42% de percentual de conclusão. Com orçamento de R$ 234 milhões, o chamado Boulevard Arrudas, na região nordeste de Belo Horizonte, até foi liberado mês passado para circulação de veículos. Mas a obra é considerada inacabada no balanço oficial.
Em Manaus, onde nem o estádio está pronto (faltam mais de 30% das obras), a previsão é de problemas de mobilidade urbana durante a Copa. Um monotrilho que ligaria boa parte da cidade foi cancelado após irregularidades no edital e falhas nos projetos básicos. Isso numa cidade onde o transporte público já é ruim. Há a promessa de que o Aeroporto Brigadeiro Eduardo Gomes fique pronto até dezembro. Mas, por enquanto, é só uma promessa. A obra é orçada em R$ 394 milhões.
No Sul, há problemas nos projetos de mobilidade urbana em Porto Alegre. Muitas obras começaram tarde demais. A duplicação da Avenida Moab Caldas, orçada em R$ 156 milhões, considerada fundamental, só deve estar pronta em maio de 2014, às vésperas da Copa. A ampliação das pistas do Aeroporto Salgado Filho está em execução, com previsão de conclusão em dezembro, ao custo de R$ 228,3 milhões. Assim como a reforma dos terminais de passageiros, que ficaria pronta este mês, mas foi adiada para dezembro. Até lá, terá consumido R$ 345,8 milhões.
Corta para o Nordeste. Em Salvador, a ampliação do Aeroporto Luís Eduardo Magalhães, que vai custar R$ 45 milhões, deveria estar pronta este mês. Mas o prazo foi estendido para dezembro. Em Natal, obras importantes como a da Avenida Engenheiro Roberto Freire só ficarão prontas em maio de 2014. A conclusão do Aeroporto São Gonçalo do Amarante é prometida para novembro, ao custo de R$ 557 milhões.
Em Recife, a situação é pior. Se a Copa começasse hoje, o torcedor iria comer o pão que o diabo amassou para chegar à Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, a 22km da capital. Os acessos deixam a desejar. O metrô não dá conta, e o trânsito ficou congestionado nos dias de jogos-teste. A Estação Joana Bezerra, a principal para quem vai de metrô do Centro ou da Zona Sul (onde se concentra a imensa maioria dos hotéis), é, na verdade, um espanta-visitas: suja, com lixo nas calçadas, poluição sonora, escadas rolantes quebradas e sem banheiros.
A preparação de Pernambuco para o Mundial está custando mais de R$1,5 bilhão só em obras para melhorar a mobilidade. Desse total, R$ 700 milhões foram investidos em preparativos para a Copa das Confederações. Se não está bom agora, imagina na Copa.

... E DEPOIS DA COPA?


'A Copa vai gerar 3,6 milhões de empregos', afirma Aldo Rebelo


Autor(es): Almir Leite
O Estado de S. Paulo - 12/06/2013
 

Para ministro, maior dificuldade é convencer que o Brasil tem condições de realizar grandes eventos

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, não se abala quando escuta alguém dizer que ainda há muito para o Brasil fazer até a Copa do Mundo. A um ano de a bola rolar, ele defende que todos os preparativos estão bem encaminhados, seja em relação aos estádios, ao entorno deles e mesmo aos aeroportos, considerados o calcanhar de aquiles do País. Aldo, ao Estado, diz que a maior dificuldade é convencer os eternos pessimistas e críticos contumazes de que o Brasil tem condições de realizar grandes eventos como o Mundial. E garante que a Copa das Confederações vai mostrar os ajustes que o País tem de fazer até 2014.

ESTADO – A um ano da Copa, qual o seu balanço em relação aos preparativos do Brasil?
ALDO REBELO – No sábado, teremos a abertura da Copa das Confederações, o teste definitivo da preparação do País para a Copa. Esse evento-teste para a Copa 2014 vai se realizar de acordo com o que o governo se comprometeu a fazer e de acordo com a expectativa da Fifa. O mesmo vai acontecer em relação à Copa. O Brasil estará pronto, com razoável antecedência, para sediar o maior evento esportivo do planeta.

ESTADO – Balanço divulgado recentemente pelo próprio governo dava conta de que apenas 25% das obras para a Copa estavam concluídas. Vai dar tempo de aprontar tudo?
ALDO REBELO – Temos obras relacionadas diretamente com a realização do torneio e obras que, mesmo sendo importantes, não têm reflexos diretos sobre os jogos, a recepção às delegações e aos turistas. Já temos seis estádios prontos e os outros seis serão inaugurados até dezembro deste ano. No entorno dos estádios, as obras, ou estão prontas, ou estão em fase avançada. A Fifa já certificou dezenas de centros de treinamento para serem usados pelas seleções. Nossos aeroportos estão em reforma e terão capacidade de atendimento dobrada em relação à expectativa de demanda durante a Copa. O sistema de telecomunicações terá as condições exigidas para o enorme volume de transmissão durante a Copa. Outras obras, tratadas como obras para a Copa, são coisas que estavam previstas e são necessárias não em função torneio, mas por causa das exigências do desenvolvimento do País. E o governo está fazendo o esforço máximo para que fiquem prontas.

ESTADO – Qual a principal dificuldade neste momento em termos de organização da Copa?
ALDO REBELO – Os mais pessimistas, ou os que criticam sempre, diriam que a nossa maior dificuldade é com o time que vai disputar a Copa. Lembro que até a seleção de 1970 viajou para o México meio desacreditada. Eu não penso assim, eu acho que temos condições de ganhar a Copa em 2014. Fora isso e fora a dificuldade de convencer alguns setores que o Brasil e os brasileiros têm capacidade de realizar grandes eventos, não vejo grandes obstáculos pela frente.

ESTADO – Qual o aspecto que o senhor considera mais positivo?
ALDO REBELO – O aspecto mais positivo da nossa preparação, não só para a Copa, mas para a Copa das Confederações e os Jogos Olímpicos de 2016, na minha opinião, é o reflexo que esses eventos terão no aprofundamento da promoção social que o Brasil vive nos últimos anos e no processo de desenvolvimento econômico. Um levantamento da empresa Ernest & Young indica que a preparação da Copa movimentará R$ 142,39 bilhões adicionais na economia nacional de 2010 a 2014, gerando 3,63 milhões de empregos e R$ 63,48 bilhões de renda para a população. Além disso, os trabalhadores estarão mais qualificados, a qualidade do trabalho das nossas empresas ficará mais conhecida no mundo todo, as oportunidades de negócios no Brasil serão expostas à bilhões de pessoas e nossa infraestrutura turística será ampliada.
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''É MISTER QUE VENHAM OS ESCÂNDALOS..." (S. Mateus; 18: 7)

12/06/2013
Mantega desdenha: "Onde está a crise?"


Em meio a uma onda de desconfiança que varreu os mercados,em que a Bolsa de Valores de São Paulo fechou abaixo dos 50 mil pontos pela primeira vez desde agosto de 2011, e o Banco Central (BC) interveio novamente ao longo do dia para conter a disparada do dólar, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, procurou não mostrar preocupação.

Depois de uma longa reunião com a presidente Dilma Rousseff, que só fez aumentar o mau-humor dos investidores e do eleitorado em relação às incertezas na condução da política econômica, ele perguntou: "Que crise? Onde é que está crise?", ao ser indagado se o governo agiria para reverter o pessimismo em relação ao país.

Essas foram as poucas palavras que o número um da equipe econômica pronunciou na noite de ontem. Assessores da Presidência da República também fizeram questão de dizer que desconhecem qualquer crise no Brasil e que não há razão para alarmismo.

Mantega voltou para o Ministério da Fazenda às 20h, após a reunião de três horas e meia com a chefe do Executivo no Palácio da Alvorada. Os ministros Paulo Bernardo (Comunicações), Aloizio Mercadante (Educação) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento e Indústria) e o publicitário João Santana, um informal 40º ministro, também foram convocados para o encontro que começou as 16h30.

A presença de Santana estaria relacionada à gravação de um pronunciamento da presidente para a TV, que deve ir ao ar hoje, enaltecendo uma linha de financiamento para a compra de eletrodomésticos por participantes do programa Minha Casa, Minha Vida.

Especulações

A agitação no mercado girou em torno da mudança da agenda de Dilma na última hora, convocando Mantega no meio do dia. A presidente havia chegado na madrugada de ontem do exterior, onde participou do encerramento do Ano do Brasil em Portugal. As especulações foram várias: desde a possibilidade de um novo pacote de estímulo à economia, que ainda dá sinais dúbios de recuperação, até medidas para estimular a entrada de dólares no país, arrocho fiscal e mudanças ministeriais.

As atenções do mercado em relação ao governo fazem sentido. A popularidade de Dilma está caindo, devido à disparada da inflação. Depois de muito relutar, o Palácio do Planalto reconheceu que precisa agir rapidamente para estancar a sangria do apoio ao governo e garantir a reeleição de Dilma no primeiro turno em 2014.

O grande baque do governo veio com a ameaça da agência de classificação de risco Standard & Poor"s (S&P) de rebaixar o Brasil. A justificativa foi a de que a política econômica de Dilma minou a confiança do capital ao maquiar as contas públicas e ao não combater a inflação. (Colaborou Juliana Braga)