A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
***************************************************
“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
----
''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
=========valor ...ria...nine
folha gmail df1lkrha
***
sexta-feira, outubro 04, 2013
GODIVA DO IRAJÁ
| 04/10/2013 | |
SOLIDARIEDADE... ATÉ QUE A MORTE NÃO OS SEPARE
| 04/10/2013 | |
Solidariedade buscou até assinatura de morto
Servidores do Senado também relatam irregularidade
Sérgio Marques
Júnia Gama
-Brasília-
Assediado pelo Planalto para apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff, o recém-criado partido Solidariedade elencou até um morto para reforçar as assinaturas que permitiram a criação da legenda.
E recrutou — apenas na taquigrafia do Senado — nove servidores que identificaram seus nomes em listas de assinaturas, sem terem assinado.
Ao todo, 80 funcionários apontaram o mesmo problema e, agora, preparam-se para requerer à juíza da 14ª Zona Eleitoral vista da ficha de apoiamento ao Solidariedade. Assim, querem saber se seus nomes foram certificados nos cartórios como incentivadores à criação do partido.
O consultor da Câmara Magno Mello vai ajuizar hoje ação popular contestando assinaturas de quase 600 servidores do Legislativo, que teriam sido fraudadas nas listas de apoio à criação do partido do deputado Paulinho da Força (SP). O Sindilegis é apenas um dos 1.650 sindicatos controlados pela Força Sindical, comandada por Paulinho.
"APOIADOR" MORREU EM 2006
O jornal "Correio Braziliense" revelou que uma das fichas de apoio do Solidariedade é "assinada" pelo ex-servidor do Senado José Washington Chaves. Detalhe: ele morreu aos 82 anos, em 5 de agosto de 2006, e o Solidariedade só começou a recolher firmas em novembro de 2011. A ficha estaria registrada no Cartório Eleitoral da 14ª Zona, na Asa Norte de Brasília.
— Fiquei indignada, nossa família tomou um choque. Essa atitude é absurda e de um partido em que você não pode confiar de antemão. Qualquer postura desse partido, no futuro, a população tem de desconfiar, porque com certeza tem alguma mutretagem. Vamos tomar todas as medidas jurídicas cabíveis — disse ao GLOBO a filha de José Chaves, Iolanda Chaves, que também é servidora do Senado.
PARTIDO DIZ QUE HÁ MONTAGEM
Ex-presidente do Sindilegis, Magno Mello alega que identificou a suposta fraude quando um servidor do Senado foi chamado para confirmar sua assinatura, em agosto, na 1ª Zona Eleitoral. O colega teria relatado a ele que, mesmo sem nunca haver assinado apoio ao partido, seu nome constava da lista.
— Nunca autorizei usarem meu nome para isso, e de repente ele aparece nessa lista. Me sinto lesado. Vamos confirmar se realmente nossas assinaturas foram certificadas indevidamente para, se for verdade, tomar medidas legais — afirmou ao GLOBO o servidor Esdras Oliveira Lima.
O secretário-geral do Solidariedade, Marcílio Duarte, nega que tenha ocorrido fraude nas assinaturas que acabaram validadas pela Justiça Eleitoral. Ele afirma que a lista com os nomes supostamente fraudados seria uma "montagem" para atrapalhar a legenda:
— Qualquer um pode fazer uma lista, imprimir e dizer que são nomes fraudados. Se for provado que essa lista é verdadeira, tomamos providências — diz Marcílio Duarte.
Opinião: Oscilação
NESTES DIAS de grande volatilidade no mercado de barganhas fisiológicas na política, a oscilação de Paulo Pereira da Silva e seu partido Solidariedade foi intensa.
POIS, CRIADA a legenda com ajuda do tucano Aécio Neves, em troca de promessa de apoio em 2014, o sindicalista e deputado por São Paulo não resistiu a uma conversa com o governo Dilma.
LOGO ADERIU, em troca de cargos, por óbvio.
adicionada no sistema em: 04/10/2013 02:52 |
SALTO TRIPLO SEM REDE. MORTE SÚBITA!
| 04/10/2013 | |
Dança eleitoral - TSE rejeita Rede e sete partidos assediam Marina
Ex-senadora tem 48 horas para escolher legenda caso queira disputar em 2014
Votação foi encerrada em 6 a 1; ministros entenderam que, com 95 mil assinaturas recusadas pelos cartórios eleitorais, sigla não alcançou total exigido para obter registro e que lei tem de valer para todos
O Tribunal Superior Eleitoral rejeitou ontem, por 6 votos a 1, o registro do partido Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva. Exatos três anos depois de conquistar quase 20 milhões de votos na eleição presidencial de 2010, Marina tem agora 48 horas para se filiar a uma legenda, caso queira disputar o Planalto no ano que vem. Pelo menos sete partidos já se ofereceram para abrigar a ex-senadora e seus seguidores. A Rede teve 95 mil assinaturas invalidadas pelos cartórios eleitorais e com isso não conseguiu o total exigido. (Págs. 1 e 3)
Enquanto isso...
Assinatura de morto ajudou a criar Solidariedade
Marina fica sem a Rede
Em duas horas de julgamento, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enterrou o sonho da ex-senadora Marina Silva e de seus seguidores de criar o partido Rede Sustentabilidade para disputar a Presidência da República em 2014. Com a rejeição ao registro da sigla, por seis votos a um, Marina terá 48 horas para partir para um plano B e decidir se escolhe outra legenda para disputar as eleições de 2014 ou se recolhe-se e fica fora do páreo no próximo ano. Um dos apoiadores da Rede, deputado Walter Feldman (sem partido-SP) afirmou ontem que sete legendas fizeram propostas para abrigar Marina.
RELATORA CITOU BOA VONTADE
Primeira a votar, a relatora Laurita Vaz negou a concessão do registro à Rede. Laurita fez questão de citar todas as providências que tomou e as cobranças feitas às corregedorias eleitorais estaduais, depois da reclamação de Marina, inclusive com aceitação de assinaturas validadas na última sexta-feira. E que fez seu parecer em 48 horas. Laurita reafirmou ainda que, na contagem da secretaria judiciária do TSE foram constatadas 442.524 assinaturas.
— A situação concreta parece evidenciar que o fator tempo mostrou-se decisivo para os resultados obtidos pela agremiação. Importante notar que o tempo impõe-se contra o partido e não contra o Poder Judiciário. A exiguidade do tempo não permitiu e não permite o deferimento do registro — disse a relatora, acrescentando que a decisão diz respeito à concessão do registro para antes das eleições de 2014.
Os ministros João Otávio Noronha, Henrique Neves, Luciana Lóssio, Marco Aurélio Mello e Cármen Lúcia, presidente do TSE, acompanharam o voto da relatora, negando o registro para as eleições de 2014. O ministro Gilmar Mendes foi o único a votar a favor.
Segundo Noronha, quem defende o registro da Rede é uma pessoa que exerceu mandatos e é reconhecida como ícone da ética política no Brasil, mas que a questão é jurídica e de respeito ao que diz a lei:
— Os leigos torcem: por que não registrar? A questão não se resolve no plano ético, mas da legalidade. A exigência do número mínimo não é apenas da resolução do TSE, é da lei. Se faz para todas as agremiações que querem obter o registro. Sensibiliza que a burocracia impeça mais um partido. Mas não podemos nos mover pela sensibilidade ética, nem pessoal. Partido não pode ser criado só para as eleições.
A ministra Luciana Lóssio expôs seu voto na mesma linha:
— Não há como ir de encontro ou questionar o voto da relatora. Contra fatos, não há argumentos. Não há que se falar em recusas casuísticas. Recusas ocorrem em outros casos.
PROCURADOR RESSALTA FALHAS
Antes do voto da relatora, o procurador geral eleitoral, Eugênio Aragão, voltou a se posicionar contra a concessão do registro. Aragão criticou o número elevado de partidos, chegando a citar que o excesso de partidos permitiu o nazismo,
O procurador eleitoral ponderou que no Brasil não há cláusulas de barreiras que controlem o número de legendas e, por isso, as regras para a obtenção do registro são firmes. E que a Rede não tinha alcançado o mínimo de assinaturas exigidas.
— Não anda bem o partido referente quando quer atribuir culpa aos cartórios, sugerindo ser ineficiente a ação dos funcionários. O cartório eleitoral se limita a cotejar as assinaturas, não se pode de antemão apontar atitudes insuspeitas. O dado que temos é objetivo: não foi alcançado o número mínimo de apoiamentos e as causas podem ser diversas. O fato é que todos os partidos que passaram por aqui tiveram essas restrições — disse Aragão.
O advogado da Rede, Torquato Jardim, leu a sustentação oral. Defendeu que atos administrativos deverão ser motivados e disse que além das 442.524 assinaturas validadas, há outros 95.206 apoiamentos rejeitados sem justificativa:
— O Estado não pode restringir direito fundamental em função de sua má gestão, sua incapacidade gerencial, ainda que aja de boa fé. Impressionante são as 95 mil assinaturas invalidadas sem fundamentação alguma. Peço que se conceda a validação dos apoiamentos não certificados, obtidos sem suspeita de fraude.
Antes do início da sessão, Marina tentava mostrar confiança na obtenção do registro:
— Quero lembrar que hoje faz exatamente três anos da eleição de 2010, quando o movimento que criamos, e eu representei, conseguiu quase 20 milhões de votos. É uma feliz coincidência.
adicionada no sistema em: 04/10/2013 04:23 |
quinta-feira, outubro 03, 2013
''BOLXA DE VALORES DE XÁO PAULO'' (Dixionário da Xuxa)
| 03/10/2013 | |
OGX cai 8,33%, no maior tombo da Bolsa
Campo de Tubarão Martelo terá nova avaliação de potencial.
As ações da petroleira OGX tiveram a maior queda da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), ontem, de 8,33%. Estava prevista para ontem à noite a divulgação de uma nova certificação do campo de Tubarão Martelo, pela certificadora internacional DeGolyer & MacNaughton (D&M).
O campo deve entrar em produção até o fim do ano e é apontado como trunfo da OGX na negociação com credores internacionais, que voltarão a se reunir com representantes da petrolífera em Nova York na próxima semana. Em abril de 2012, a OGX declarou a comercialidade de Tubarão. Na época, o volume recuperável apontado era de 285 milhões de barris de petróleo.
A OGX tem só dois campos em produção: Tubarão Azul, na Bacia de Campos, e Gavião Real, na Bacia de Parnaíba (MA). Mas o primeiro deve ter a produção interrompida de vez em 2014, e a participação da OGX em Gavião Real pode ser vendida para a Eneva (antiga MPX, de energia). Tubarão Martelo, portanto, deverá ser o único campo operacional da empresa. Por isso, os olhos dos credores se voltam para el. Segundo fontes ligadas a eles, ainda há disposição para ouvir nova proposta antes da provável recuperação judicial.
Na próxima semana, um grupo de minoritários pretende entrar com ação na Justiça contra a OGX. Liderados pelo advogado Márcio Lobo, o grupo reúne cerca de 20 acionistas, com aproximadamente um milhão de ações. Os investidores pedirão indenização por danos materiais por terem sido "enganados" pela empresa.
|
''-- QUAL O TEU NEGÓCIO?/ O NOME DO TEU SÓCIO? ''
| 03/10/2013 | |
Fisco desiste de cobrar IR sobre lucro de 200 empresas
Mantega teria concluído que medida geraria insegurança jurídica
MarthaBeck
Brasília-
O governo desistiu de cobrar retroativamente o Imposto de Renda (IR) sobre lucros e dividendos que deixou de ser pago por cerca de 200 grandes empresas nos últimos seis anos.
O secretário da Receita, Carlos Alberto Barreto, disse que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reavaliou a decisão de cobrar o imposto retroativo e concluiu que ela poderia gerar uma insegurança jurídica no mercado, pois as empresas, algumas delas multinacionais, teriam que pedir a acionistas que devolvessem parte do que já receberam como lucros e dividendos. O entendimento agora é que a norma deve ser aplicada por todas as empresas a partir da edição da IN 1.397.
Esses contribuintes calcularam o IR devido com base no padrão de normas contábeis internacionais (IFRS), que passou a vigorar a partir de 2008. No entendimento da Receita Federal, a apuração deveria ter sido feita com base nas normas contábeis anteriores ao IFRS.
Como as companhias entendiam que não havia clareza da Receita sobre o assunto, vinham aplicando uma regra pela qual os lucros e dividendos distribuídos a acionistas não sofriam incidência de IR, mesmo que esses valores não tivessem sido tributados dentro da própria empresa. Já o Fisco entende que a isenção só é válida para acionistas se os lucros e dividendos tiverem sido tributados na pessoa jurídica.
No mês passado, a Receita editou a Instrução Normativa (IN) 1.397, deixando clara a forma como as empresas devem fazer o acerto de contas.
Na mesma ocasião, o Fisco disse que iria cobrar o IR retroativo de quem pagou a menos, alegando que as empresas estavam aplicando uma isenção
indevida. Ontem, o secretário da Receita justificou a mudança de posição:
— As empresas teriam que reabrir seus balanços de anos anteriores, o que acarretaria questões com Bolsas de Valores e acionistas. Houve uma manifestação não apenas das empresas, mas do Conselho Federal de Contabilidade — disse Barreto.
adicionada no sistema em: 03/10/2013 04:52 |
DIAS DE ÍNDIO
| 03/10/2013 | |
Índios tentam invadir Câmara e picham carro de Vaccarezza
Protesto, que fechou pistas da Esplanada, é contra nova regra de demarcação de terras
No segundo dia de mobilização em Brasília, um grupo de indígenas tentou invadir a Câmara dos Deputados e um deles, Renato Tupiniquim, feriu-se numa porta de vidro que foi quebrada durante o protesto. Ele foi hospitalizado e libera -do no final da tarde. Os índios também fecharam, por duas horas, uma das pistas da Esplanada, no trecho em frente ao Ministério da Justiça.
O carro do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), ex-líder do governo, foi parado e pichado pelos manifestantes, que murcharam os pneus do veículo e cobriram o automóvel com faixa e papel higiênico. O deputado tentou ser liberado, sem sucesso.
Os índios protestam contra a PEC 215 — que transfere do Executivo para o Legislativo a demarcação de terras indígenas. A proposta suscita polêmica entre os parlamentares, mas conta com o apoio da bancada ruralista.
(Evandro Ébolí) •
|
MONUMENTO DAS BANDEIRAS. VERGONHA ALHEIA (2)
"O certo seria explodir",
diz pichador do Monumento às Bandeiras
VERGONHA ALHEIA
| 03/10/2013 | |
Monumento às Bandeiras é pichado
Edison Veiga
Personagem central da própria noção de identidade paulista, a figura do bandeirante protagoniza uma dicotomia histórica: de um lado, o valente desbravador que enveredou pelos sertões consolidando o País. De outro, o assassino de índios. Na manhã de ontem, o Monumento às Bandeiras, principal homenagem paulistana ao bandeirante, amanheceu pichado.
O local não foi escolhido por acaso. Afinal, não se tratava de um ato de vandalismo qualquer. As inscrições em um dos mais famosos cartões-postais de São Paulo - conhecido popularmente como "empurra-empurra" ou "deixa que eu empurro" - eram contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215, que pretende tirar do Executivo a definição sobre a delimitação de terras indígenas e passá- la ao Congresso Nacional.
A Prefeitura agiu ontem mesmo. À tarde, a empresa de limpeza contratada pelo Departamento de Patrimônio Histórico - órgão da Secretaria Municipal de Cultura - encarregou-se de deixar o monumento tinindo. De acordo com a secretaria, o serviço foi feito por "jateamento de água limpa e quente, com pressão determinada para o tipo de material do monumento", mas também foram "utilizados removedores químicos". Até o início da noite de ontem, não foi especificado quanto a operação custou aos cofres públicos.
Com 240 blocos de granito de 50 toneladas, a monumental obra é assinada pelo escultor ítalo-brasileiro Victor Brecheret (1894-1955). Nela, estão representadas 29 figuras humanas, entre bandeirantes, índios, mamelucos e negros.
"Meu pai orgulhava-se da solidez dessa obra. Ele costumava brincar que, mesmo que caísse uma bomba atômica em São Paulo, ela permaneceria intacta", afirmou ontem o engenheiro Victor Brecheret Filho, de 71 anos, ao Estado.
Sobre a pichação, Brecheret Filho disse estar "espantado", "chocado" e ""horrorizado". "Estamos vivendo um período de pré-barbárie. Até pouco tempo atrás, o vandalismo não atingia locais que as pessoas foram educadas a respeitar", comentou. "Agora, nada mais é respeitado. A convivência harmônica está acabando."
Ele sugeriu que seja adotada em São Paulo uma solução semelhante à que protege a escultura La Carreta, de José Belloni, em Montevidéu, no Uruguai. "É um detector de passagem, com feixe de luz, capaz de acionar uma sirene quando alguém passa", explicou.
Intervenções. Não é a primeira vez que o icônico monumento é alvo de intervenções. Em maio do ano passado, um dos bandeirantes da escultura teve as unhas do pé pintadas com giz de cera azul, como se tivessem sido esmaltadas.
Também em 2012, um grupo de artistas resolveu colocar orelhas de burro nos cavalos do monumento. Nesse caso, entretanto, a escultura não foi danificada: as orelhas eram feitas de plástico e ficaram ali apenas por cerca de 5 horas - tempo suficiente para que os artistas fotografassem o, digamos, novo visual da escultura.
|
FREUD EXPLICA
| 03/10/2013 | |
No troca-troca, PROS ganha 18 deputados, e Solidariedade, 15
A três dias do prazo final para mudanças partidárias, e com a indefinição sobre o futuro da Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva, as legendas promoveram ontem um intenso troca-troca de filiados, transformando as dependências do Congresso Nacional num verdadeiro mercado de negócios. Nos últimos 10 dias, já são 33 trocas. Mas segundo os presidentes dos partidos, com as filiações de hoje e as previstas para amanhã, as mudanças devem atingir 70 parlamentares, 13% da Câmara.
Os maiores beneficiados foram PROS e Solidariedade, devido à janela que isenta a infidelidade de quem se transfere para novos partidos. Abertamente favorável ao governo, embora ensaie um discurso de independência, a cúpula do PROS passou o dia na Câmara atraindo parlamentares de várias legendas. Ao fim do dia, anunciaram 18 filiações de deputados federais e, até o prazo final a bancada poderá chegar a 28.
Já o Solidariedade, que na semana passada discursava como oposição e ontem já admitia fazer parte da base da presidente Dilma Rousseff, chegou ao fim do dia contabilizando 15 deputados e um senador filiados.
A se confirmarem as expectativas, o PROS passará a ser a sétima bancada da Câmara, atrás de PT, PMDB, PSDB, bloco formado pelo PR, PTdoB, PRP, PHS, PSL e PRTB, PSD e PP.
Forçado a sair do PSB depois de defender a reeleição de Dilma, o governador do Ceará, Cid Gomes, deu demonstração de força e levou para o PROS cinco deputados federais, 11 estaduais, 50 prefeitos e 174 vereadores.
Por telefone, ele deu um recado aos novos correligionários, transmitido em viva voz pelo celular do presidente do PROS, Eurípedes Júnior.
— Queremos contribuir para que por meio desta legenda possamos formar um partido que seja opção para muitos brasileiros — disse Cid.
No comando do balcão, o presidente do PROS, Eurípedes Júnior, disse que vários deputados ajudaram a recolher assinaturas para fundar o partido. Ele aproveitou para dar uma alfinetada em Marina Silva, que enfrenta dificuldades para legalizar sua Rede:
— Começamos a fazer o trabalho há quase quatro anos, e não há sete meses, como outros fizeram.
O presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva (SP), disse esperar chegar a uma bancada entre 25 e 30 deputados — a Câmara confirmava a adesão de 15 parlamentares. Ontem, ele passou o dia em reuniões para garantir mais filiações. No Senado, o Solidariedade terá Vicentinho Alves (TO). Paulinho procurou minimizar a possibilidade de alinhamento com o governo:
— Alguns parlamentares têm cargos no governo, mas é problema de cada um. O partido não tem e não quer cargos, e eu que decido isso. O Solidariedade é independente: não está na base de apoio ao governo.
Paulinho também reagiu à decisão do PDT de tentar anular a criação do partido, com ação no Tribunal Superior Eleitoral:
— É um ato de desespero.
Diante da sangria e do assédio dos dirigentes das novas legendas, presidentes dos partidos que mais estão sofrendo baixas intensificaram as conversas. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, está em Brasília desde terça-feira à noite e conversou com alguns deputados que poderiam sair. Segundo o deputado Guilherme Campos (PSD-SP), nas contas do partido, eles podem perder mais de seis deputados, mas só dois deles para as novas legendas. Ou seja, o estrago no tempo de propaganda eleitoral de rádio e TV e nos recursos do fundo partidário serão pequenos.
— É a semana "Sodoma e Go-morra" a semana da infidelidade. E isso está acontecendo sem a janela da infidelidade. Imagina se colocar? Está todo mundo cercando a boiada, pastoreando, porque o lobo mau está aí. Todo mundo tentando segurar o que tem e trazer o que puder — disse Guilherme Campos.
Kassab minimizou as perdas:
— É uma situação normal, diante do calendário.
No vaivém de agremiações, até mesmo quem não tem mandato na Câmara ganhou status de estrela. O ex-jogador do Corinthians Marcelinho Carioca trocou o PSB pelo PT e vai concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo. Ao estilo do ex-presidente Lula, Marcelinho usou uma metáfora futebolística para justificar a troca de partido:
— Eu jogava no Madureir a e agora vou para um time grande. •
|
''PRÔS" MESMOS!!!
| 03/10/2013 | |
Recém-criado, PROS já anuncia apoio a Dilma
Partido anuncia filiação de 28 deputados e diz que vai apoiar reeleição da presidente; dirigente afirma ter gasto R$ 3 milhões para viabilizar projeto
João Domingos
Daiene Cardoso Brasília
Animado com a filiação do governador do Ceará, Cid Gomes, e do ministro dos Portos, Leônidas Cristino, o Partido Republicano da Ordem Social (PROS) anunciou ontem apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014.
No entanto, apesar de assegurar já ter 28 deputados federais - o que o tornaria a sétima maior bancada da Câmara dos Deputados - na cerimônia de filiação na Casa compareceram ontem menos da metade disso: apenas dez parlamentares.
Ainda assim, o clima era de otimismo, mesclado com um intenso governismo. "Nós vamos ajudar na governabilidade da presidente Dilma Rousseff", disse o líder do partido, Givaldo Carimbão (AL), que deixou o PSB, partido pelo qual tem quatro mandatos. Sua expectativa é de que a bancada de 28 deputados dê grande poder de fogo nas negociações com o Palácio do Planalto, além de facilitar a manutenção do ministro dos Portos na legenda. Cristino deixou o PSB quando o partido do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, rompeu com o governo federal.
Segundo Carimbão, o PROS tem tamanho suficiente até para "sonhar com a Presidência da República". "O partido já nasce largo, com estatura e musculatura e pode sonhar o sonho acordado de todos os brasileiros. Chegar à Presidência da República é o nosso sonho acordado."
Já o presidente do PROS, o ex-vereador Eurípedes Júnior, de Planaltina de Goiás (cidade a cerca de 60 quilômetros de Brasília) disse que o conceito de direito e esquerda está ultrapassado. Eurípedes Júnior destacou que seu partido é de centro. Segundo ele, a principal bandeira do PROS será a redução de impostos.
O líder da legenda destacou que o partido conseguiu 1,5 milhão de assinaturas (sendo 515 mil certificadas e outras 100 mil aptas a serem apresentadas, mas que não foram protocoladas). Ele aproveitou a cerimônia de filiação dos deputados, realizada no Salão Nobre da Câmara, para criticar a Rede Sustentabilidade, da ex-ministra Marina Silva. Segundo Carimbão, a Rede não teve competência para coletar as assinaturas. Ele informou ainda que se a Rede não conseguir o registro, três deputados que se filiariam ao partido de Marina deverão ingressar no PROS.
Custo. Já o secretário-geral da legenda, Raul Canal, disse que o PROS gastou cerca de R$ 3 milhões para fundar o partido. Foram usados 600 coletores de assinaturas e para cada uma validada, o prêmio era de R$ 2. "O dinheiro é proveniente de doações de amigos", disse ele.
Nos bastidores, o que se sabe, é que ministros e empresários, com José Batista Júnior, da Friboi, candidato ao governo de Goiás pelo PMDB, ajudaram a estruturar o PROS. Entre os ministros, atuaram na estruturação do novo partido Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Fernando Pimentel (Indústria e Comércio Exterior) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil).
Dos deputados que entraram no PROS, só dois eram de oposição: Major Fábio (DEM-PB), e Dudimar Paxiuba (PSDB-PA). Todos os outros são governistas. Boa parte é proveniente do PSB, insatisfeitos com o rompimento de Eduardo Campos com o governo Dilma.
|
O SUSTENTÁVEL PESO DO SER ...
| 03/10/2013 | |
Se Marina disputar, é prejuízo para Dilma
Palavra de especialista, Marcelo Simas
"O PT tem escolhido como adversário preferencial o PSDB. É uma briga que o PT já conhece e que, no plano simbólico, ele consegue vencer;
é uma polarização que ele já ganhou. PT e PSDB são distinguíveis no
plano simbólico, um é a política social, o outro, a privatização.
O que atrapalhou o PT na eleição de 2010 foi a novidade de uma terceira opção, vinda com a candidatura da Marina Silva. Por isso, a mais prejudicada, caso ; Marina vá para a disputa, é a presidente Dilma Rousseff. Na última eleição presidencial, 20 milhões de eleitores, que foram os votos para Marina, mostraram que não estavam mais interessados nesse debate polarizado.
Agora, não fica claro qual será o maior favorecido se Marina disputar. É uma incógnita para a estratégia da oposição—tanto da candidatura do Aécio Neves quanto do Eduardo Campos—o efeito que Marina terá. Um efeito positivo seria levar a eleição ao 2o turno, mas não vai ser positivo para o Aécio se quem for para o segundo turno for Marina, não ele. Não é clara a natureza do eleitorado da Marina, mesmo os votos dela tendo ido mais para Dilma no segundo turno em 2010 do que para José Serra".
|
A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER... (PRÓS, ''PRÔS'' e CONTRAS...)
| 03/10/2013 | |
Com a Rede, 2014 em jogo: Decisão de hoje do TSE muda destino de Marina e sua Rede e também das eleições
Decisão que impacta 2014
TSE decide hoje se aceita criação da Rede, sigla pela qual Marina quer disputar Presidência
-Brasília-
Exatamente três anos após obter quase 20 milhões de votos na eleição presidencial, e ainda um fenômeno nas pesquisas de intenção de votos, a ex-senadora Marina Silva verá hoje no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o desfecho de seu projeto de criação de um novo partido, a Rede Sustentabilidade, pelo qual pretende disputar as eleições de 2014. Segunda colocada em todas as pesquisas de intenção de voto, Marina começou ainda em 2011 o debate sobre a possibilidade de fundar a legenda, mas corre o risco de não conseguir sua aprovação em função da demora em obter certidões que comprovassem o apoio mínimo de cerca de 492.000 eleitores ao seu plano — ironicamente, cerca de módicos 2,5% do número de votos que recebeu em 2010. O julgamento marcado para a noite é decisivo para Marina e deve ter impacto direto no quadro da eleição presidencial do ano que vem. Mas ela garante que não vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal no caso de derrota.
Entre terça-feira e ontem, três ministros do TSE que vão participar do julgamento do processo da Rede falaram publicamente sobre o caso e geraram muita apreensão entre apoiadores da Rede. Mas os ministros ouvidos concordam também que o julgamento será precedido de um grande debate sobre a situação atípica da Rede, de lastro na sociedade, e sobre a possibilidade de abusos na rejeição de assinaturas, que pode virar o jogo.
Após passar o dia em casa, Marina participou, ao lado de parlamentares, de uma última reunião no escritório do seu advogado Tor-quato Jardim, onde ouviu uma prévia da linha que ele adotará da tribuna do TSE. Torquato reiterou estar confiante na tese jurídica que sustentará. Pela lei eleitoral, todo partido político que pretenda disputar as eleições do próximo ano precisa ser aprovado pelo TSE até sábado. Na saída do encontro, Marina disse estar "muito tranqüila" mas evitou se estender:
— Agora, não vamos mais falar. Só amanhã, com o registro na mão, e aí a conversa vai ser bem mais tranqüila. Estou saindo daqui muito tranqüila, vou dormir com muita confiança.
Como a Rede apresentou apenas 442.000 certidões de apoio — cerca de 50.000 a menos que o exigido em lei —, o partido aposta todas suas fichas na tese de que o TSE deveria "validar" cerca de 95.000 assinaturas rejeitadas pelos cartórios sem justificativa. Mas a tese enfrenta resistências. Depois de o ministro João Octávio Noronha afirmar ainda na terça-feira que caberia à Rede atender aos requisitos legais, e que os cartórios eleitorais não eram obrigados a justificar quando rejeitam assinaturas de apoio, ontem outros dois ministros que participarão do julgamento também se pronunciaram.
Tanto Gilmar Mendes quanto Marco Aurélio Mello destacaram considerar difícil a situação do partido da ex-senadora. Mas não arriscam que haverá a rejeição.
— É muito difícil (a concessão do registro). Sob a minha ótica. É o que eu digo, colegiado é uma caixa de surpresas. É possível que eu esteja errado, porque fiquei na corrente minoritária, já flexibilizaram a nossa resolução relativamente ao PSD e ao Solidariedade. Vamos esperar para ver. Ela (Marina Silva) já tem pela proa o parecer (pela rejeição) da Procuradoria — disse Marco Aurélio, reiterando em seguida sua admiração pela ex-senadora, mas destacando que o tribunal não vai julgar a personalidade dela:
— A ex-senadora forma no melhor quadro da República em termos de apego a princípios, em termos de ética, mas, em direito, o meio justifica o fim e não o fim o meio. Não podemos estabelecer, considerados esses aspectos ligados à personalidade de quem capitaneia o futuro partido, o critério de plantão. O critério é linear para todos. A exigência legal é que a autenticação seja implementada pelos escrivães dos cartórios. E cartório aí é o da zona eleitoral, não é o Tribunal Superior Eleitoral como terceiro patamar do Judiciário e da administração em si da matéria.
Gilmar Mendes, ministro substituto do TSE; que participará da sessão no lugar de Dias Toffoli, que está no Panamá, afirmou que o tribunal terá de discutir se flexibiliza ou não a regra das assinaturas.
— Vamos examinar, em função das alegações que são feitas de que teria havido aqui e acolá abusos na rejeição (de registros de partidos). Há exemplos que estão sendo mostrados. Isso tem de ser examinado e o TSE está sendo muito criterioso. Participei do julgamento do PROS e a relatora foi muito minuciosa nesse exame — afirmou.
Reservadamente, aliados da senadora reagiram às declarações, que na avaliação deles configurariam uma antecipação de voto. Em um vídeo divulgado ontem na página da Rede na internet e no perfil de Marina no Facebook, a senadora destacou que cabe ao TSE reparar as falhas dos cartórios.
— A Rede Sustentabilidade encaminhou para o TSE o pedido de validação dessas assinatura para que a própria Justiça repare essa falha dos cartórios. (...) Muitos partidos se institucionalizam para depois ganharem representação social. Nós fizemos exatamente o contrário: ganhamos representação social no país inteiro e depois buscamos a institucionalização. E estamos confiantes de que a Justiça reparará esse erro cometido pelos cartórios e teremos o registro de um novo partido político para defender a democratização da democracia, a Rede Sustentabilidade — afirmou.
O clima entre os parlamentares que pretendem migrar para a nova sigla é de apreensão. Ontem, um parlamentar perguntou a Domingos Dutra (PT-MA), sobre seu destino. Bem humorado, Dutra respondeu:
— Não sei, vou para o céu. Tem que esperar amanhã (hoje).
|
quarta-feira, outubro 02, 2013
FÁBULA?
VERGONHA ALHEIA
| 02/10/2013 | |
Lula: Constituição do PT tornaria país ingovernável
Ex-presidente repete expressão usada por Sarney e afirma que petistas em 88 eram muito "duros" e "exigentes"
Fernanda Kkakovics
Cristiane Jijngblut
-BRASÍLIA-
Vinte e cinco anos depois de votar contra o texto final da Constituição de 1988, por considerá-lo conservador, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ontem um mea culpa: disse que, se a proposta do PT tivesse sido aprovada, o Brasil seria "ingovernável" Ele repetiu a expressão do então presidente José Sarney, que, durante, a Constituinte, disse que um projeto de Carta que estava para ir a votação (e que acabou sendo alterado) tornaria o Brasil ingovernável.
Lula saudou a "vitalidade" da Constituição em vigor e frisou as conquistas dos direitos sociais. No entanto, reclamou, porque, em sua visão, o PT é acusado injustamente de não ter assinado a Carta Magna:
— Se a nossa Constituição fosse aprovada, certamente (o país) seria ingovernável, porque nós éramos muito duros na queda e muito exigentes. Votamos contra porque queríamos algo mais radical, mais forte, o que não foi possível, porque só tínhamos 16 deputados — disse Lula, ao discursar em evento comemorativo dos 25 anos da Constituição, na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Brasília.
Segundo o ex-presidente, o PT queria aprovar um texto "mais avançado" que contemplasse a reforma agrária, a estabilidade no emprego e o imposto sobre fortunas. Mesmo assim, os petistas assinaram o texto aprovado.
Presente no mesmo evento, Sarney também fez uma autocrítica.
Reconheceu que, como presidente da República na época da promulgação da Constituição, fez várias críticas a pontos do texto que dificultavam, segundo ele, a governabilidade. Porém, ressaltou os avanços sociais do texto:
— Eu critiquei algumas partes da Constituição. Mas reconheço que, no capítulo dos direitos sociais, dos direitos humanos e dos direitos individuais, ela é irrepreensível — disse Sarney.
Lula aproveitou a deixa para fazer uma referência à declaração de Sarney e citou uma frase do ex-presidente da Câmara Ulysses Guimarães, que presidiu a Constituinte:
— Ulysses respondia: "A governabilidade está no socia. A fome, a miséria, a ignorância e a doença não assistida, essas, sim, são ingovernáveis"
Lula lembrou-se do embate perdido para tentar tirar do preâmbulo da Constituição a citação a Deus: "Promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição":
— O (José) Genoino dizia que a Constituição era laica. Lá pelas tantas, o Nelson Carneiro disse: "Na idade em que eu estou, acha que eu vou brigar com Deus?" E o nome de Deus ficou na Constituição — lembrou-se Lula.
adicionada no sistema em: 02/10/2013 02:37 |
