PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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valor ...ria...nine

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terça-feira, outubro 09, 2007

XÔ! ESTRESSE [In:] "FAIR PLAY"







[Chargistas: Leandro, Fernandes, Oscar]

SARNEY: PREVISÕES PREVISTAS


Desde que Renan Calheiros tornou-se sinônimo de crise, há quatro meses e meio, José Sarney (PMDB-AP) não pronunciou, em público, uma mísera palavra sobre a crise. Só fala nos subterrâneos, ao pé de certos ouvidos. Nas últimas horas, o ex-presidente passou a vocalizar, modulando a voz, uma tese perigosa. Para Sarney, ao levar a guerra contra o presidente do Senado às últimas conseqüências, a oposição alveja o próprio pé. Ao vender a tese de que o Legislativo tornou-se um antro de perversões, PSDB e DEM contribuem, diz Sarney, para tonificar a boa imagem de Lula e do governo dele. Mantida a estratégia, avalia, “o povo vai acabar exigindo o terceiro mandato do Lula.” Há cerca de 20 dias, Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB, injetou uma provocação a Sarney num discurso que fazia da tribuna do Senado. Exortou-o a mover os lábios. Disse que, com a autoridade de ex-presidente da República, Sarney não tinha o direito de silenciar diante da crise que rói as entranhas do Senado. Virgílio chegou mesmo a dizer que se arrependera de ter apresentado um projeto de lei em que propunha a transformação de ex-ocupantes do Planalto em senadores vitalícios. “Vou rasgar o meu projeto”, disse. Sarney ouviu-o sem esboçar reação. Natural. A ele talvez interesse um Lula vitaminado pela ausência de higidez de Renan e do próprio Senado. Escrito por Josias de Souza, Folha Online.

APAGÃO AÉREO: SECRETARIA DE AVIAÇÃO CIVIL

Lula cria Secretaria de Aviação Civil e concentra poderes em Solange Vieira

Enquanto não consegue o afastamento do presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, do cargo, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, dá prosseguimento à reestruturação do setor. Na sexta-feira, atendendo ao pedido do ministro da Defesa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto criando a Secretaria de Aviação Civil (SAC), que terá três departamentos: de Política de Aviação Civil, de Infra-Estrutura Aeroportuária Civil e de Infra-Estrutura de Navegação Aérea. Inicialmente, a Secretaria de Aviação Civil será chefiada pela economista e assessora especial de Jobim, Solange Paiva Vieira. A idéia inicial de Jobim era criar a nova secretaria, cujo titular será o secretário executivo do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac), para controlar, com mão de ferro o sistema de aviação civil do País, tendo sob sua coordenação a Infraero, a Anac e o Departamento do Controle do Espaço Aéreo (Decea), vinculado à Aeronáutica. Com isso, o ministro pensou em nomear Solange Vieira para este cargo, em definitivo.Mas, diante das dificuldades enfrentadas na Anac, Jobim preferiu que ela assumisse apenas inicialmente a nova secretaria, até que seja reestruturada, para, posteriormente, indicá-la para ocupar a presidência da Anac, no lugar de Zuanazzi.De acordo com o decreto que criou a SAC, o novo órgão terá a tarefa de assessorar o ministro da Defesa na coordenação e supervisão dos órgãos e entidades responsáveis pela gestão, regulação e fiscalização da aviação civil, da infra-estrutura aeroportuária civil e da infra-estrutura de navegação aérea civil vinculados ao Ministério da Defesa. Caberá ainda à SAC elaborar estudos, projeções e informações relativos aos assuntos de aviação civil, de infra-estrutura aeroportuária e de infra-estrutura de navegação aérea, além de assessorar o ministro da Defesa na formulação de todas as diretrizes da política nacional de aviação civil.
CPI DO APAGÃO. O ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu na sexta-feira a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Sandra Helena Draghetta Carvalho, ex-mulher de Carlos Alberto Carvalho, sócio da empresa Aeromídia, acusada de irregularidades em contratos com a Infraero. Os dois são investigados pelo Senado na CPI do Apagão Aéreo. Tânia Monteiro, Estadão.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Justiça suspende leilão de rodovias na Bovespa. leilão de sete lotes de rodovias federais, nesta terça-feira (9), na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), foi suspenso por decisão judicial. Uma empresa que teria sido desqualificada na primeira etapa conseguiu um mandado de segurança interrompendo o leilão. Dos sete trechos que seriam ofertados pelo governo federal, apenas quatro foram arrematados. Todos ficaram com a espanhola OHL. A concessionária arrematou trechos como os da rodovia Régis Bittencourt (BR-116) e da Fernão Dias (BR-381).

Suspeito de matar Tim Lopes é transferido para o Rio. Um dos suspeitos de participação no assassinado do jornalista Tim Lopes, da Rede Globo, foi transferido de Alagoas para o Rio de Janeiro, às 12h30 desta terça-feira (9), com escolta da Polícia Civil. Ele partiu em um vôo comercial no Aeroporto Zumbi dos Palmares. O suspeito deve chegar às 16h ao Aeroporto Internacional Tom Jobim. Em depoimento à polícia em Alagoas, o rapaz teria contado detalhes de sua participação no crime. Ele afirma ter 17 anos.

Lula diz que Brasil deixou de ser um país de "faz de conta". O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, durante a cerimônia de inauguração da duplicação do trecho final da BR-060, em Anápolis (GO), que o Brasil deixou de ser um país de "faz de conta". "Este país deixou de ser um país onde cada um fazia o que queria e a maioria não queria fazer. Este país, agora, tem uma direção, este país tem um projeto. É por isso que nós anunciamos o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], com R$ 504 bilhões, até 2010, para que a gente dote este país da infra-estrutura necessária para que este país se transforme, definitivamente, numa grande economia mundial e possa ser um país cada vez mais competitivo."


Mônica Veloso vende 10 revistas por hora em banca do Congresso.


As curvas da morena Mônica Veloso começaram a estremecer o Congresso poucas horas depois de a edição de outubro da revista "Playboy" chegar às bancas nesta terça-feira (9). No Parlamento, a curiosidade para ver a "intimidade" revelada da mulher que teve um affair com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), é grande. Na única banca, localizada na entrada da Câmara e do Senado, em cerca de quatro horas, 40 edições foram vendidas. A banca do Congresso recebeu cem exemplares da edição de outubro às 9h50 da manhã desta terça. A partir daí, a banca de jornal teve poucos momentos de tranqüilidade. O funcionário da banca José Erinaldo, 33, afirma que a revista desperta "muita curiosidade" dos compradores. "Estamos vendendo bem por causa de toda a polêmica em torno do Renan Calheiros", disse Erinaldo. Foto Blog Josias de Souza, Folha Online.

PSDB e DEM pedem hoje abertura de 5º processo contra Renan. Com o apoio de senadores governistas e da oposição, PSDB e DEM ingressam nesta terça-feira, na Mesa Diretora do Senado, com uma nova representação contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) por quebra de decoro parlamentar. O peemedebista já responde a outros quatro processos no Conselho de Ética da Casa. Pelas novas denúncias, Renan estaria montando um dossiê para chantagear os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO).

Soninha diz que entende o PT. A vereadora Soninha, que trocou o PT pelo PPS e agora corre o risco de perder o mandato, disse ao G1 nesta terça-feira (9) que considera "natural" a decisão da Executiva Municipal do PT de entrar na Justiça para reaver a cadeira que ela ocupa na Câmara. Pré-candidata a prefeita pelo partido ao qual acaba de se filiar, ela afirma que se sentia cada vez mais distante do PT, mas ainda se identifica com a ex-prefeita Marta Suplicy (PT). Recém-chegada ao bloco governista da Câmara, Soninha declara que não vê problemas em apoiar - e também criticar - o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM). Ela revela que ficou surpresa e mudou radicalmente de opinião sobre o ex-prefeito e atual governador José Serra (PSDB).

Tribunal adia julgamento de acusada de matar jornalista em SP. O julgamento de Denise dos Santos Vieira, acusada de participar da morte do jornalista Leonardo Blaz Cicoti, em julho de 2004 durante um seqüestro relâmpago, foi adiado para janeiro de 2008. Ela seria levada ao Tribunal do Júri, na Barra Funda (zona oeste de São Paulo) na tarde desta terça-feira. A acusada responde por crime de formação de quadrilha, aliciamento de menores e fornecimento da arma do crime. Vieira é acusada de arquitetar a tentativa de fuga do traficante Walter Carlos Galdino de Oliveira, conhecido como Alemão, preso, à época, no 35º Distrito Policial (Jabaquara). Cicoti foi morto quando a quadrilha o levou como refém, em seu carro, para realizar o resgate de Alemão.
O governo ainda acaba livrando a cara do Cacciola. Nada é tão ruim que não possa piorar. Depois de beliscar R$ 1,6 bilhão no BC, de fugir montado um habeas corpus do STF e de refugiar-se na Itália, o sem-banco Salvatori Cacciola foi à garra numa descuidada viagem a Mônaco. Para conseguir a extradição, o governo brasileiro mandou ao principado até o ministro Tarso Genro (Justiça). Só não mandou o essencial: documentos. Na semana passada, informara-se que todo o papelório já havia sido encaminhado. Conversa fiada. “Estou começando a ficar exasperada”, diz Annie Brunet-Fuster, procuradora-geral de Mônaco. “Não entendo essa lentidão. Todos os dias peço um original do mandado de prisão” de Cacciola. (...) “Todos os dias chegam documentos ao meu escritório, mas nunca é esse que solicitei”, lamenta Brunet-Fuster. Me enviaram um outro mandado de prisão, expedido posteriormente, mas não esse que data de 2.000 e que venho pedindo há dias.” Se a embromação perdurar por mais 19 dias, Cacciola vai ganhar, de novo, o meio-fio. Expira em 28 de outubro a prisão provisória do magano ítalo-brasileiro. Folha Online/Josias de Souza.

ZECA DO PT OU MT(S) DO ZECA?

MP denuncia Zeca do PT por desvio de dinheiro público

O Ministério Público do Mato Grosso do Sul denunciou à Justiça o ex-governador do estado José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT. Ele é acusado de chefiar um esquema de desvio de dinheiro público durante o período em que administrou o estado, entre 1999 e 2006. Além de Zeca do PT, a denúncia cita ex-secretários, funcionários públicos, empresários e duas empresas –uma gráfica e uma agência de publicidade- que faziam parte do esquema. Eles foram denunciados em duas ações: uma criminal (por suposta prática de peculato, falsificação de documentos, falsidade ideológica e uso de documento falso) e outra cível (por improbidade administrativa). O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa de Zeca do PT, que afirmou que somente o advogado do ex-governador está autorizado por ele a se pronunciar sobre o caso. O G1 aguarda contato com o advogado.
Contratos
Segundo a denúncia, tanto o ex-governador como ex-funcionários do governo celebraram reiteradamente contratos com as agências de publicidade para desviar recursos públicos por meio de notas “frias” apresentadas como serviços de impressão, reimpressão e criações pelas agências. Ainda segundo a denúncia do MP, o governo do estado pagava por serviços não prestados e que eram contabilizados com o uso de notas fiscais também “frias”, como a impressão de duas mil cartilhas ao custo de R$ 49.910,00; impressão de informativo com oito páginas por R$ 12.750,00; e produção de 2.500 revistas por R$ 18.100,00. Os promotores já pediram a quebra do sigilo bancário, o bloqueio e o confisco dos bens dos onze investigados. O MP estima que o esquema de caixa dois pode ter desviado nos 8 anos de governo de Zeca do PT mais de R$ 30 milhões. Do G1, com informações da TV Morena.

DILMA ROUSSEFF & LULA: 3 OU 1 [a "sorte" está lançada..."]

Dilma é um dos nomes mais fortes para suceder Lula, diz 'La Nación'

- A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, aparece como um dos nomes mais fortes para suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na avaliação de reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário argentino La Nación. "Tem uma boa imagem ante a opinião pública, ambição política e é claramente a pessoa mais poderosa do governo depois do presidente. E não somente isso: é mulher", afirma a reportagem. Segundo o jornal, "foi a soma desses atributos" que converteu a ministra nas últimas semanas na possível candidata de Lula para sua sucessão, em 2010. Para a reportagem, a declaração do presidente de que não buscaria um terceiro mandato - para o qual seria necessário uma mudança constitucional - provocou uma luta precoce por sua sucessão. O jornal comenta que a ministra, que participou da luta armada contra a ditadura brasileira e foi presa e torturada, tem uma "história de novela". "Apesar de sua atividade política de extrema-esquerda nos anos 1970, hoje é uma figura pragmática, essência do governo Lula", diz a reportagem. "Com capacidade de mando e ambição política, mas sem uma ansiedade visível por escalar posições, converteu-se na voz mais poderosa do governo depois da do presidente. Aqueles que a desafiam quase invariavelmente perdem", afirma o texto. O jornal comenta que Lula já anunciou que fará campanha pelo candidato governista, inclusive admitindo a hipótese de se licenciar do cargo para fazer campanha, desde que a atual coalizão governista apresente um candidato único, mas observa que "a esta altura, isso parece improvável". Para o Nación, vários políticos da coalizão governista sonham com a candidatura. "Se as eleições fossem hoje, o relativamente bom momento político e econômico que vive o Brasil converteria o candidato oficial em uma figura difícil de vencer", diz o jornal. O jornal observa que Dilma leva uma vantagem sobre outros possíveis candidatos da coalizão governista, como Ciro Gomes, por ser do Partido dos Trabalhadores, agremiação do presidente Lula. "É nessas entrelinhas onde se trava a luta pela herança do capital político de Lula. E as aspirações políticas de Dilma são grandes", conclui a reportagem. BBC Brasil.

RENAN CALHEIROS & MERCADANTE: O ETERNO E A "INÊS MORTA"


Em reunião reservada com o dissidente Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e com José Agripino Maia (RN), líder do DEM, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) assumiu um compromisso com a oposição: disse que conseguirá amealhar na bancada de 12 senadores do PT dez votos a favor da cassação do mandato de Renan Calheiros –o dele e o de outros nove petistas. Não mencionou os nomes. O encontro ocorreu no início da tarde desta segunda-feira (8). Mercadante disse, segundo apurou o blog, que os votos do PT não seriam suficientes para passar na lâmina o mandato de Renan. Listou os quintas-colunas que identifica nas fileiras do PSDB e do DEM. E insinuou que as legendas oposicionistas precisariam deter os seus traidores. Agripino disse no encontro que o movimento do PT ajudaria a minar as adesões de tucanos e ‘demos’ à causa de Renan. Na semana passada, Renan despachara um emissário para conversar com Mercadante. Não chegou a pedir o apoio do senador petista. Mas rogou a Mercadante, por meio do preposto, que pelo menos adotasse uma posição de neutralidade. Na reunião desta segunda, ficou claro que Mercadante, que se absteve no primeiro julgamento de Renan, não atendeu aos apelos do presidente do Senado. Há, porém, dúvidas quanto à capacidade de Mercadante de entregar o que prometeu. Reservadamente, Tião Viana (PT-AC), outro petista que Renan enxerga como adversário, disse a um interlocutor que não há na bancada uma dezena de votos favoráveis à cassação. Alheio à movimentação dos adversários, Renan trama com seus aliados um plano para retardar ao máximo um novo julgamento no plenário do Senado. Há três representações pendentes de apreciação no Conselho de Ética. Nesta terça-feira (9), PSDB e DEM devem protocolar a quarta, relacionada ao plano de espionagem de opositores atribuído ao presidente do Senado. A pedido do comandante, a soldadesca de Renan busca no regimento do Senado todas as brechas que podem ser utilizadas na tática de empurrar os processos com a barriga. Menciona-se o Natal como data mágica. Renan acha que, se não for julgado antes do recesso parlamentar do final do ano, sua ressurreição estará garantida. Em 2008, afirma, a crise terá arrefecido e a oposição não conseguirá cassá-lo. Farejando a movimentação do adversário, as lideranças que se opõem à permanência de Renan se movem em sentido contrário. Vão intensificar a cobrança para que o presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), um praça de Renan, indique o relator do processo em que o senador é acusado de comprar empresas de comunicação por meio de laranjas. É neste caso que a oposição deposita a maioria de suas fichas. Escolhido o relator, PSDB, DEM, dissidentes do PMDB e, agora, também uma parte do petismo vão exigir de Quintanilha o compromisso de que todas as representações sejam levadas a voto no conselho em 30 dias. Deseja-se que cheguem ao plenário em meados de novembro. Até lá, pretende-se costurar um entendimento que assegure um resultado diferente da fatídica absolvição de 12 de setembro –40 votos pela manutenção do mandato de Renan, 30 a favor da cassação e seis abstenções. Daí a aproximação entre oposicionistas e petistas. No meio da reunião que manteve com Jarbas e Mercadante, Agripino recebeu um telefonema de Renan. Ele jurou que não mandara investigar os negócios da empresa do filho de Agripino, Felipe Maia, com a Petrobras. Embora tenha sido enfático, Renan, a julgar pelos comentários feitos na reunião, não convenceu. Saindo do encontro com Mercadante, Agripino e Jarbas se avistaram com Tasso Jereissati (CE), presidente do PSDB. Decidiu-se encomendar às assessorias jurídicas do PSDB e do DEM a nova representação contra Renan, a ser protocolada nesta terça. Tasso estava especialmente belicoso. Disse que Renan reduzira o Senado a um centro de “patifaria” e “canalhice”, expressões que repetiria aos jornalistas mais tarde. Jarbas chegou a brincar: “Nesse tom, daqui a pouco você será levado ao Conselho de Ética. A irritação de Tasso não foi provocada apenas pela revelação de que Renan tentara espionar Marconi Perillo (PSDB-GO) e Demóstenes Torres (DEM-GO). O presidente do PSDB recebera a informação de que Renan encomendara ao diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, um levantamento do uso da verba de representação dos senadores (R$ 15 mil por mês). Soube que ele próprio era um dos alvos da pesquisa de Agaciel. Em viagem à Espanha, Agaciel foi avisado de que estava na bica de virar alvo. Apressou-se em redigir uma nota de desmentido, que foi lida no plenário pelo vice-presidente do Senado, Tião Viana. A oposição não deu crédito às negaças de Agaciel. Busca funcionários do Senado que se disponham a depor contra o diretor-geral e Renan. Escrito por Josias de Souza, Folha Online. 0910

segunda-feira, outubro 08, 2007

XÔ! ESTRESSE [In:] AS FACES DA MOEDA (de troca)






[Chargistas: Sinovaldo, Lane, Paixão, Henrique, Alecrim, Amarildo].

CPMF & SENADO: CAPTAÇÃO DE COOPTÁVEI$...

Decisão sobre fidelidade complica votação da CPMF

O Palácio do Planalto tem apenas mais 24 horas para concluir a ofensiva de cooptação de senadores do DEM e garantir o mínimo de 49 dos 81 votos do Senado para aprovar a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reúne-se amanhã para decidir se os mandatos majoritários (senador, prefeito, governador e presidente da República) pertencem aos partidos ou aos eleitos. A consulta foi feita pelo PT do Acre. A tendência do TSE é reafirmar a fidelidade partidária, criando uma dificuldade a mais na operação palaciana. "Estamos vivendo fase muito boa no que se refere à prevalência dos princípios. Não acredito na hipótese de o TSE decidir contra a fidelidade reafirmada no caso das eleições proporcionais, porque o sistema fica capenga", afirmou o presidente do tribunal, Marco Aurélio Mello.

SÓ DOIS. Dos seis "cooptáveis" do DEM que o Planalto tentava atrair, os senadores Demóstenes Torres (GO) e Edison Lobão (MA), que iriam para a base governista, decidiram permanecer na oposição. Ao menos até agora, só dois senadores democratas confirmaram a mudança para a base aliada: César Borges (BA), agora no PR, e Romeu Tuma (SP), que foi para o PTB para garantir legenda e concorrer à reeleição em 2010.A conversa de mais de uma hora que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve com Demóstenes há cerca de 20 dias não surtiu efeito. Nela, Lula lhe prometeu apoio do PT goiano, numa eventual disputa com o PSDB do senador Marconi Perillo pelo governo de Goiás. Nem assim ele aceitou. "A possibilidade de eu sair do DEM agora é zero", resumiu Demóstenes, ao lembrar que cogitou trocar de partido porque pretende prosseguir na carreira política e o DEM não lhe garantia legenda. O líder no Senado, José Agripino Maia (RN), convocou uma reunião extraordinária da Executiva Nacional e garantiu ao senador que ele terá a legenda para disputar a reeleição ou o governo goiano, o que quiser. "Eu nunca quis mudar e agora não tenho razão para sair", disse Demóstenes. Lobão também já informou à direção do DEM que desistiu de se mudar para o PMDB. Apesar da pressão de amigos influentes como o senador José Sarney (PMDB-MA) e a líder do governo no Congresso, senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), ele fica no DEM, que no Maranhão é comandado por sua mulher, deputada Nice Lobão.Sondado pelo governo para aderir à base aliada, o senador Adelmir Santana (DEM), que preside a Federação do Comércio do Distrito Federal, deu sinais de que fica onde está: "Podem ficar tranqüilos. Por origem, princípio, convicção e até por fidelidade partidária sou e serei contra a prorrogação da CPMF", disse esta semana.A cúpula do DEM também não acredita que os senadores Jayme Campos (MT) e Jonas Pinheiros (MT) deixem a legenda. Os dois estavam insatisfeitos com o partido por conta da obstrução à indicação de Luiz Antonio Pagot para o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), mas o indicado acabou aprovado e o problema foi resolvido. Christiane Samarco, BRASÍLIA, COLABOROU VERA ROSA.

RENAN CALHEIROS vs AGRIPINO [FELIPE] MAIA:


Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO) não são os únicos adversários políticos que Renan Calheiros (PMDB-AL) está espionando. O presidente do Senado coleciona informações contra outros senadores. Um de seus principais alvos é José Agripino Maia (RN), líder do DEM. Renan vasculha os negócios do filho de Agripino, o deputado federal Felipe Maia (DEM-RN). Felipe adquiriu há cerca de seis anos uma empresa que presta serviços, mediante concessão, à BR Distribuidora, um dos braços da Petrobras. A empresa se chama Comav. Transporta o combustível que abastece as aeronaves que decolam dos aeroportos de Natal e Mossoró, ambos no Rio Grande do Norte. Entre quatro paredes, Renan diz ter "uma bomba" contra Agripino. Afirma que, se necessário, não hesitará em detoná-la. A estratégia do presidente do Senado é a de demonstrar, segundo diz reservadamente, que seus pares "não têm autoridade moral" para questioná-lo. O blog ouviu Agripino Maia. O líder do DEM reagiu com indignação. “Ele [Renan] que faça a investigação que bem entender. No caso de Felipe, vai dar com os burros n’água. Ele está procurando qualquer coisa para atingir aqueles que julga serem os seus algozes. A qualquer preço. Acho bom que essas coisas apareçam. Que venha logo às claras. Que o Renan diga o que tem, desembucha. Onde está o pecado da Comav? Diga logo. Não fique com insinuações vagabundas”. O filho de Agripino Maia é sócio majoritário da Comav. Detém 80% do capital social da empresa. Seu sócio, Sinval Moreira Dias, controla os outros 20%. Quando os dois compraram a empresa, ela já prestava serviços à Petrobras. Sob a nova administração, o primeiro contrato com a BR Distribuidora foi assinado em fevereiro de 2001, ainda durante o governo tucano de FHC. Na gestão Lula, o contrato foi renovado duas vezes –em 2004 e, há poucos dias, em 2007. “Se Renan está insinuando que meu filho foi beneficiado no governo Fernando Henrique, eu digo que isso é uma balela. Se a empresa dele não prestasse um bom serviço, por que o contrato foi renovado no governo Lula?”, questiona Agripino Maia. “Será que o atual governo tem alguma razão para beneficiar a empresa de meu filho? É óbvio que não”. A descoberta de que Renan perscruta os negócios de Felipe Maia surge nas pegadas da revelação de que o senador despachou para Goiânia, há duas semanas, um assessor de seu gabinete, Francisco Escórcio, com a missão de espionar Demóstenes Torres e Marcoini Perillo (aqui e aqui). DEM e PSDB acenam com a hipótese de protocolar na Mesa do Senado mais uma representação contra Renan, a quarta. Os dois partidos aguardam pela manifestação do presidente do Senado. Renan manteve-se calado durante todo o final de semana. Seu plano de espionagem veio a público a contragosto. A intenção do senador era a de acumular dados, para usá-los mais adiante, quando fosse necessário constranger os adversários. Escrito por Josias de Souza, Folha Online. 0810

RENAN CALHEIROS: O ETERNO III (e ponto.)

Renan perde apoio entre membros da cúpula pemedebista

BRASÍLIA - Está a cada dia mais difícil a situação política do presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-SP). Além dos adversários no Senado, Renan também terá de enfrentar, agora, a resistência da oposição e da cúpula do PMDB na Câmara, sem falar nos diretórios regionais de seu próprio partido em diversos Estados. Todos programam manifestações de protesto contra ele nos próximos dias, por conta da destituição de seus dois principais opositores na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Os senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Pedro Simon (PMDB-RS) foram afastados da CCJ na sexta-feira, pelo líder peemedebista no Senado, Valdir Raupp (RO), numa operação comandada por Renan. Se a decisão não for revista, o presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), levará a questão ao Conselho Nacional do partido na semana que vem. Na noite desta terça-feira, Jarbas e Simon serão homenageados com um jantar de desagravo organizado pela chamada "terceira via" da Câmara, composta por parlamentares da oposição que têm atuação independente. O encontro será realizado na casa do deputado José Aníbal, do PSDB de São Paulo. A reunião do conselho do PMDB foi convocada para tratar das eleições municipais do ano que vem, mas Temer admite que o caso Renan estará no centro dos debates. Até agora, o presidente do Senado vinha contando com o apoio da direção nacional do PMDB. A cúpula do partido na Câmara sentia-se à vontade porque a avaliação geral era de que a crise não atingia a imagem do partido. Não é o que pensa Temer agora. Tanto que as cobranças pessoais a Renan já começaram. Embora o presidente do Senado insistisse que a decisão foi do líder, atendendo a pedido da bancada de senadores, Temer protestou. "Não tem cabimento vocês fazerem uma coisa dessas. É inadmissível que os dois senadores sejam afastados desta maneira", disse Temer a Renan. "Isto desvaloriza o PMDB", avalia o deputado, ao destacar que Jarbas e Simon são "peemedebistas históricos que sempre nos engrandeceram". Temer está convencido de que, "uma coisa é o problema do presidente Renan no Senado, onde Renan fará sua defesa e apresentará suas razões. Outra coisa são atitudes que podem comprometer a imagem do PMDB." Um dirigente nacional do PMDB informa que Temer está incentivando o diretório paulista, dirigido por Orestes Quércia, a fazer uma manifestação pública da regional protestando contra o afastamento da dupla de senadores. Quércia telefonou no fim de semana a Jarbas e Simon, para prestar solidariedade e dizer que o PMDB de São Paulo reúne-se nesta terça-feira para um protesto oficial e o pedido de revisão do destituição dos históricos do partido. Os senadores Gérson Camata (ES), Mão Santa (PI), Garibaldi Alves (RN), Valter Pereira (MS) e Geraldo Mesquita (AC), todos do PMDB, também se solidarizaram com Jarbas e Simon. Christiane Samarco, do Estadão

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Decreto que renomeou Mangabeira é inconstitucional. O advogado Flávio Pansieri, presidente da Abadconst (Academia Brasileira de Direito Constitucional) diz que o decreto editado por Lula para recriar a secretaria de Planejamento de Longo Prazo que o Senado sepultara não tem respaldo na Constituição. Eis o que diz Pansieri: "É inconstitucional a criação do ministério confiado a Roberto Mangabeira Unger por decreto. O artigo 84 da Constituição Federal diz expressamente que é vedada a criação de órgão por decreto."

Vândalos danificam tela de Monet em museu francês. (...) Claude Monet usou as suas para pintar, entre outras maravilhas, Le Pont D'Argenteuil (imagem acima). Neste domingo, um grupo de vândalos usou os seus segmentos terminais dos membros superiores para socar a tela de Monet, abrindo um rombo de 10 cm. Deu-se no Museu D'Orsay, em Paris. Embora filmados, nenhum dos quatro ou cinco idiotas foi preso até o momento. De 1874, ano em que Monet concluiu o quadro, a 2007, passaram-se 133 anos. Tempo bastante para notar que certos bípedes, como que decididos a desmentir Darwin, ainda não venceram a fase do macaco.

http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2007-10-07_2007-10-13.html#2007_10-08_01_55_23-10045644-0

GLOBO vs RECORD: OS TITANS ESTÃO 'ON AIR'

Bispo Macedo ataca Globo, ironiza SBT e revela sucessor

Edir Macedo Bezerra, 62, líder da Igreja Universal e dono da TV Record, diz que dois motivos o levaram a autorizar a publicação de sua biografia (ed. Larousse), que chega às livrarias no dia 15: medo de que alguém publicasse uma versão não-autorizada e se defender do que chama de "execração" e da acusação de explorar a fé. O bispo também usa o livro para apontar publicamente -pela primeira vez- quem será seu herdeiro espiritual, o nome de seu sucessor em caso de morte. "Doze anos depois de ter sido preso na rua, levado para a cela de uma delegacia e ter sido execrado nos noticiários dos jornais, do rádio e da televisão, resolvi contar minha versão dos fatos", declara Macedo em entrevista exclusiva. O livro contém vários ataques diretos à Globo, que é acusada de ser manipuladora, desonesta e até imoral no trato das notícias, especialmente as que colocaram a ele e sua igreja no centro de escândalos. Fica claro que o bispo não perdoou e jamais perdoará a Globo pela forma com que cobriu sua prisão, sob acusação de charlatanismo e curandeirismo, em maio de 1992, e pela exibição da minissérie "Decadência" (95), de Dias Gomes, que retratava um pastor evangélico desonesto. A minissérie, aprovada pelo próprio Roberto Marinho à época, foi posteriormente considerada um tiro no pé na emissora. Revoltou a todos os evangélicos, e não só a Universal. O rancor com a Globo pode ser mensurado nas 273 páginas da obra escrita por Douglas Tavolaro, diretor de Jornalismo da Record, com reportagem de Cristina Lemos. O nome da "inimiga" Globo ou o de Roberto Marinho são citados 50 vezes. Já o SBT -emissora empatada na vice-liderança do ibope com a Record, com seis pontos- é citado apenas duas. Aliás, também sobram farpas para Silvio Santos. O biografado se gaba de tê-lo ludibriado nas negociações para a compra da Record. Usou um "laranja" na compra, Laprovita Vieira, até a hora de assinar o cheque. Quando viu a manobra, o dono do SBT não podia mais voltar atrás, pois um sinal de US$ 7 milhões já fora dado. "Silvio Santos é um extraordinário vendedor, mas um péssimo diretor de programação. Você vê o SBT, aquilo é uma lástima", ironiza o bispo. "Dar a outra face" não faz parte de seus ensinamentos. Ele mapeia e combate inimigos. Confiante ao exagero, acha que as revelações em sua biografia, com tiragem de 700 mil exemplares, podem mudar o Brasil. Suas críticas vão para a imprensa e para o Judiciário. "Os interesses por trás das manchetes e das decisões descabidas da Justiça; a manipulação da verdade motivada por interesses comerciais e religiosos... Isso precisa mudar." Procuradas por telefone durante todo o dia de ontem, as assessorias da Globo e do SBT não foram localizadas. RICARDO FELTRIN, editor-chefe da Folha Online.

LULA vs FHC: GASTOS PÚBLICOS

Lula infla quadro de servidores, mas não reduz gasto com terceirizados

Os gastos do governo Lula com terceirização na administração federal aumentaram em relação ao segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. Em 2006, as despesas de custeio da União com terceirização atingiram R$ 12,9 bilhões, um aumento de 11% em relação aos R$ 11,7 bilhões em 2002, último ano do governo de Fernando Henrique. No total do primeiro mandato de Lula, os gastos de custeio com terceirização atingiram R$ 43,1 bilhões, ou 4% a mais do que R$ 41,4 bilhões dos últimos quatro anos do governo tucano. Todos os valores estão ajustados pela inflação no período. Esses números constam do informativo ComprasNet, da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento. Eles estão no trabalho Diagnóstico e Perspectivas da Política de Recursos Humanos na Administração Pública Brasileira, de Gilberto Guerzoni Filho, consultor legislativo do Senado. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que "antigamente" o Estado usava servidores terceirizados. "Havia uma ocultação de servidores." A referência foi ao governo de Fernando Henrique Cardoso. "Hoje, uma parte dos novos servidores está substituindo os terceirizados", argumentou o ministro. O comentário de Mantega seguiu-se à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o choque de gestão será feito quando o governo "contratar mais gente qualificada e mais bem remunerada". Os dados levantados por Guerzoni mostram, porém, que a mencionada substituição de terceirizados por novos servidores não levou a uma redução dos gastos com terceirização, e estes, aliás, aumentaram. Segundo a assessoria de comunicação do Ministério do Planejamento (os técnicos recusaram-se a falar com o Estado), as substituições de terceirizados ocorreram em funções que o governo considera típicas do funcionalismo, mas de fato não atingiram aquelas que não estão nessa categoria, tais como serviços de limpeza, manutenção de computadores, etc. HERANÇA. De acordo com a assessoria do Planejamento, o governo Lula herdou 33.125 terceirizados e está realizando concursos para substituí-los por um quadro de servidores permanentes. Ainda segundo a mesma fonte, em 2006 houve em torno de 10 mil dessas substituições - em 2007 estão previstas 13,5 mil e em 2008 serão feitas as restantes. Essas substituições, na verdade, derivam de determinações do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público, que consideraram irregulares os funcionários terceirizados ou temporários, contratados por meio de organismos internacionais ou fundações. Segundo informações do site do Planejamento, em 2003, uma parcela de 95% da força de trabalho do Ministério do Meio Ambiente era estranha ao quadro, que funcionava com empregados terceirizados, temporários ou comissionados. No Ministério da Saúde, 75% dos funcionários que exerciam funções permanentes estavam em regime de contrato temporário. Outro exemplo muito citado pelo governo Lula é o dos peritos do auxílio-doença da Previdência. Esta foi uma despesa que explodiu nesta década, o que é atribuído ao fato de que houve uma grande terceirização daquela categoria no governo de Fernando Henrique Cardoso, revertida com Lula.
TENDÊNCIA. Guerzoni considera inegáveis essas substituições de terceirizados por quadros permanentes no governo Lula, mas observa que elas não reduziram os gastos com a terceirização. Isso indica que, para as funções que o governo considera que não têm de ser preenchidas por funcionários próprios, o ritmo da terceirização deve ter se acelerado - seguindo, aliás, a tendência geral de grande ampliação dos gastos com a máquina pública no governo Lula." O crescimento do pessoal estatutário não foi acompanhado de redução da despesa com terceirização", diz Guerzoni. A terceirização inclui locação de mão-de-obra, serviços de pessoas físicas, serviço de pessoas jurídicas e consultorias. Os dados pesquisados pelo consultor do Senado mostram que há um padrão muito parecido nessa conta, que entra como custeio, no segundo mandato de Fernando Henrique e no primeiro de Lula - ela cresce ininterruptamente entre o primeiro e o último ano. No caso de Fernando Henrique, em valores reais, sobe de R$ 9,3 bilhões em 1999 para R$ 11,7 bilhões em 2002. Com Lula, sai de R$ 9,1 bilhões em 2003 (com forte queda em relação ao último ano do governo tucano) para R$ 12,9 bilhões em 2006.Guerzoni mostra ainda que houve aumento, no governo Lula, das contratações temporárias e dos servidores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Fernando Dantas, RIO, Estadão.

domingo, outubro 07, 2007

A HORA DO "ÂNGELUS"

"A postagem deste Salmo vai além do lugar comum que dele se utilizam, tendo-o como um talismã. Na busca incessante de conhecer um pouco mais do transmitido nos púlpitos, encontramos uma frase em Salmos 90 (ou em Salmos 91) que nos soou como uma chave ou passaporte (password). Todavia, não direi qual, deixando para que o(s) leitor(es) se utilize de sua faculdade de 'ter olhos de ver', pois, entendo que a 'cada um será dado segundo suas obras' (Mateus, 16: 27)".


SALMOS, 90
1.
Tu que habitas sob a proteção do Altíssimo, que moras à sombra do Onipotente,
2.
dize ao Senhor: Sois meu refúgio e minha cidadela, meu Deus, em que eu confio.
3.
É ele quem te livrará do laço do caçador, e da peste perniciosa.
4.
Ele te cobrirá com suas plumas, sob suas asas encontrarás refúgio. Sua fidelidade te será um escudo de proteção.
5.
Tu não temerás os terrores noturnos, nem a flecha que voa à luz do dia,
6.
nem a peste que se propaga nas trevas, nem o mal que grassa ao meio-dia.
7.
Caiam mil homens à tua esquerda e dez mil à tua direita, tu não serás atingido.
8.
Porém verás com teus próprios olhos, contemplarás o castigo dos pecadores,
9.
porque o Senhor é teu refúgio. Escolheste, por asilo, o Altíssimo.
10.
Nenhum mal te atingirá, nenhum flagelo chegará à tua tenda,
11.
porque aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos.
12.
Eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra.
13.
Sobre serpente e víbora andarás, calcarás aos pés o leão e o dragão.
14.
Pois que se uniu a mim, eu o livrarei; e o protegerei, pois conhece o meu nome.
15.
Quando me invocar, eu o atenderei; na tribulação estarei com ele. Hei de livrá-lo e o cobrirei de glória.
16.
Será favorecido de longos dias, e mostrar-lhe-ei a minha salvação.



SALMOS, 91
1
AQUELE que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.
2
Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.
3
Porque ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa.
4
Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel.
5
Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia,
6
Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia.
7
Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti.
8
Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios.
9
Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação.
10
Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.
11
Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.
12
Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.
13
Pisarás o leão e a cobra; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.
14
Porquanto tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei em retiro alto, porque conheceu o meu nome.
15
Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei.
16
Fartá-lo-ei com longura de dias, e lhe mostrarei a minha salvação.

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Fonte: Bíblia Sagrada.

sábado, outubro 06, 2007

"2010: O ANO QUE FAREMOS CONTATO"

EDITORIAL – 6 de outubro de 2007.

“ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA ...”.

O que há de fascinante no Poder? Ou qual é o fascínio que o Poder exerce?
Ao verificar o significado lingüístico (com “trema”), observamos que ele denota, enquanto verbo transitivo direto: “o ter a faculdade de...”; “a autorização para...”, “ter ocasião ou oportunidade de...”. Num desses significados, ‘In:’ Aurélio, vemos: “O soberano podia determinar, a seu gosto, a política do Estado” (grifamos). Ainda, na condição de verbo (intransitivo), temos: “dispor de força e autoridade” e, enquanto, verbo intransitivo indireto, concluímos: “ter grande influência ou poder sobre...”. E, noutro exemplo: “Os homens que podem devem governar bem o País” [é desnecessário grifar!].
Nesta nossa lucubração estamos deixando de considerar os aspectos psicológicos "puristas" e, se conseguirmos, centrando apenas naqueles relacionados ao ego.
Aqui, vamos falar sobre os cargos públicos, em especial o de Presidente da República e, por extensão, das demais presidências constituídas (Congresso Nacional, Empresas estatais, Autarquias).
O primeiro deles, outorgado pelo voto democrático; os demais concedidos via “procuração” indireta que o voto concedeu ao(s) mandatário(s), a partir do contido na Carta de 1969: “Todo poder emana do povo e em seu nome é exercido”, e modificado em 1988, para: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição” [Parágrafo único, Art. 1º].
.../
>>>>>>>>>> texto em construção.

sexta-feira, outubro 05, 2007

XÔ! ESTRESSE [In:] "-- FOI BOM P´RÁ VOCÊ??? -- NUNCA COMO ANTES!!!"













[Chargistas: Cláudio, Liberal, Pater, Frank, Lane, Tiago, Bessinha, Novaes].

LULA & DISCURSOS: "NUNCA ANTES..."

Lula admite que seus bordões estão repetitivos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse, durante lançamento do Programa Mais Cultura, nesta quinta-feira, que seus discursos e bordões estão se tornando repetitivos. Lula começou o discurso ironizando o fato de sempre recorrer a alguma frase que marque determinada iniciativa do governo como inédita e "nunca antes vista na história do Brasil". — Está uma coisa tão repetitiva esse negócio de que: 'pela primeira vez, nunca antes, nunca dantes. Mas é verdade —, disse Lula. O presidente disse que recorre sempre ao bordão por avaliar que o governo abre as discussões dos programas ministeriais para participação da sociedade civil. — Nunca antes a sociedade brasileira teve uma participação na elaboração de proposta de política publica como teve nos quatro anos e meio do nosso governo —, disse o presidente. O Programa Mais Cultura é uma iniciativa do Ministério da Cultura em parcerias com diversos outros órgãos, como Justiça, Saúde, Integração Nacional, Educação, Meio Ambiente, Desenvolvimento Social, Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Petrobras. Correio do Brasil. 0510.

LULA & CPMF: IMPOSTO JUSTO

'As pessoas estão pagando mais porque ganham mais', diz Lula

FLORIANÓPOLIS - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em entrevista coletiva nesta sexta-feira, 5, em Santa Catarina, acreditar que a CPMF é um imposto "justo" e que, se "as pessoas estão pagando mais, é porque estão ganhando mais". "A CPMF é um imposto justo. Quando vocês conversarem com alguém que faça críticas à carga tributária, perguntem a eles, que imposto aumentou? Eu poderia perguntar aqui para vocês, que imposto aumentou para o jornalista brasileiro, ou para quem vive de salários. Nenhum. Na verdade, é que as pessoas estão pagando mais, porque estão ganhando mais". Lula disse acreditar também que a prorrogação do tributo deverá ser aprovada tanto na Câmara como no Senado, e salientou que "O Brasil não pode ter medo de arrecadar mais." A afirmação foi feita após a cerimônia em que o Banco do Brasil assumiu o Banco de Santa Catarina (BESC). Lula afirmou que não é preciso ter medo "porque o mal do Brasil é que durante muito tempo ele arrecadou menos. Então, o Brasil precisa arrecadar o justo para fazer a política social justa, que o País necessita. Por isso, estou convencido de que a Câmara e o Senado vão aprovar a CPMF." A declaração foi dada após o presidente explicar que o governo realizou uma série de desonerações e que em 2006 uma delas chegou a desonerar R$ 32 bilhões, ou seja valor equivalente à arrecadação de um ano de CPMF. O presidente ao responder uma pergunta se o governo faria alguma desoneração após a aprovação da CPMF, afirmou: "Nós já fizemos. As pessoas esquecem com muita facilidade as coisas. Esquecem que nós fizemos R$ 32 bilhões em desoneração em 2006. Foram R$ 32 bilhões que eu poderia estar aplicando em políticas sociais. Entretanto, nós desoneramos uma CPMF. As pessoas já esqueceram que acabamos de aprovar Lei Geral da Micro, Pequena e Média Empresa, que vai gerar um outro rito de pagamento de imposto para a micro, pequena e média empresa e vai ter uma desoneração de mais de R$ 5 bilhões. Esquecem das coisas que já aconteceu e ficam apenas discutindo as coisas que podem acontecer". Indagado pelos jornalistas se havia chamado senadores do PMDB para aprovar a CPMF ou se estaria preocupado com a CPMF no Senado, o presidente da República disse achar que os parlamentares "vão aprovar a CPMF.
Fidelidade partidária
Na sua avaliação sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre fidelidade partidária, Lula salientou que agora temos " a decisão dela, temos que respeitar,e fazer cumprir". Explicou ainda que não tem "orientação a minha base, não tem porque orientar a base, é uma decisão da Suprema Corte.Alguns partidos que se sentiram prejudicados, queriam um parecer da Suprema Corte e ela deu. Cautela e caldo de galinha não faz mal para ninguém, portanto,nem Governador, nem presidente comentam". Disse achar "positiva a fidelidade partidária. É uma coisa importante, até para fortalecer os partidos políticos. É muito importante. Agora, estas coisas você não pode mexer no meio do caminho. Essas coisas você precisa construir com as pessoas sendo candidatas, sabendo que as regras são estas e que portanto, não podem mudar. As vezes não é apenas um deputado que muda, ou senador. As vezes é o partido que muda. Neste caso, nós temos partidos que até mudou de nome. Portanto, deputados não são obrigados a ficar no partido que tem um nome diferenciado. "
Licença em 2010
Questionado se iria se licenciar em 2010 para participar de campanha política, ele explicou: "Não estou pensando em 2010. Estou pensando no Brasil, em governar este País até o dia 31 de dezembro de 2010. Quando chegar 2010, que ainda falta muito, três anos ainda, é que eu vou pensar em 2010." Fausto Macedo, do Estadão. 0510

LULA & MANGABEIRA: DE DESAFETO À ASSESSOR (ESTRATÉGICO...)

Lula assina decreto e nomeia Mangabeira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (4) o decreto que nomeia o filósofo Roberto Mangabeira Unger para o Ministério Extraordinário de Assuntos Estratégicos. Esta foi a solução encontrada pelo Palácio do Planalto para mantê-lo como ministro depois que o Senado rejeitou a medida provisória que criava a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo. O decreto também transfere para o novo ministério as estruturas do Núcleo de Assuntos Estratégicos e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Mangabeira Unger, que é do PRP, mesma legenda do vice-presidente José Alencar, comandará uma equipe de cerca de 820 servidores. O decreto sairá em edição extraordinária do Diário Oficial desta quinta-feira. Do G1, em Brasília, com informações da TV Globo. 0510
MEMORIZANDO:
Mangabeira assume e evita retratação a Lula
19/06/2007 - 17h21 - Atualizado em 19/06/2007 - 18h52
O professor Roberto Mangabeira Unger (PRB) tomou posse nesta terça-feira (19) na Secretaria de Planejamento de Ações de Longo Prazo. No discurso, elogios ao colega correligionário, o vice José Alencar, retórica sobre a “pujança” do Brasil e nenhuma retratação das críticas que fez ao presidente Lula no primeiro mandato. "Ao convocar-me para essa tarefa, o senhor demonstra magnanimidade. Critiquei com veemência e combati com ardor o seu primeiro governo. A magnanimidade tem duas razões: grandeza interior e preocupação com o futuro", disse Mangabeira Unger no discurso. As críticas referidas foram resumidas em um artigo publicado na “Folha de S.Paulo” em novembro de 2005. O texto começa afirmando que “o governo Lula é o mais corrupto da história nacional” segue defendendo o impeachment do presidente. E faz ataques pessoais a Lula: “O presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do estado, fugidio de tudo que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo”, escreveu o professor na época. O discurso no Palácio do Planalto teve pouco menos de 15 minutos. Mangabeira disse que buscará fazer uma revolução nas camadas mais pobres do país. “Das crianças mais pobres e negras do país surgirão gênios que acordarão a humanidade do torpor da mesmice”, disse. Citou como prioridade de sua nova pasta projetos em Educação e estímulo à produção. Mangabeira classificou o vice José Alencar como modelo de empreendedor. "Ele é um homem que aprendi a admirar", disse. Tiago Pariz Do G1, em Brasília

Mangabeira retira artigo com ataque a Lula de sua página. [25/04/2007]
Novo ministro afimou em 2005 que o governo Lula era "o mais corrupto de nossa história" e que era "obrigação do Congresso" declarar o seu impedimento.
O professor Roberto Mangabeira Unger retirou de sua página na internet um artigo de 2005 no qual acusava o governo Lula de ser o "mais corrupto de nossa história". Publicado originalmente no jornal Folha de S. Paulo,
o texto intitulado "Pôr fim ao governo Lula" desapareceu do índice de artigos da página onde o professor disponibiliza toda a sua obra. A página é hospedada no site da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, onde Mangabeira leciona há anos na faculdade de Direito. Na seção artigos, é possível baixar todos os textos publicados pelo professor no jornal paulistano e outros produzidos por conta de sua atividade acadêmica. A exceção, atualmente, é o texto publicado no dia da comemoração da Proclamação da República, em 2005. Começando com a palavra "AFIRMO", em caixa-alta, o texto de Mangabeira repete a expressão no início de cada uma dos nove parágrafos seguintes do artigo. A reiteração foi inspirada no famoso texto "J´accuse!" (Eu Acuso) do escritor francês Émile Zola, autor de clássicos como Germinal, A Besta Humana e A Taberna. Publicado no jornal L’Aurore em 13 de janeiro de 1898, "J´accuse!" é um marco do engajamento intelectual e da luta contra a injustiça e a intolerância. Foi escrito para defender capitão Alfred Dreyfus - o oficial judeu preso por traição à pátria - e acusar os que, por anti-semitismo, inventaram provas contra ele. No manifesto de Zola, a repetição da expressão "Eu acuso" aparece no final do texto (leia o original, em francês, e uma tradução para o português). Mangabeira ainda não explicou porque retirou o texto de seu arquivo. Por enquanto, a justificativa veio através do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), partido do vice-presidente José Alencar, responsável pela indicação de Mangabeira à nova pasta. "Mangabeira, como grande parcela da população brasileira, mudou de idéia e concluiu que o presidente não teve nada a ver com a crise", afirmou Crivella. Questionado se não haveria nenhum constrangimento o senador disse que "o constrangimento é de quem não sabe voltar atrás". "As pessoas tem opinião e podem mudá-la". A retirada do texto da página do professor, no entanto, mostrou-se inócua. Além de continuar disponível, para assinantes, na página da Folha de S. Paulo, o artigo foi republicado em vários blogs e páginas. E o índice no qual ele aparecia também é encontrado em sites de arquivo antigas páginas da internet. Edmundo Leite, O Estadão. 25042007