PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quarta-feira, setembro 19, 2007

USINAS NO RIO MADEIRA: DIS-PU-TA$ ...

Gigantes disputam construção de usinas no Rio Madeira


Uma disputa judicial entre duas das maiores empreiteiras brasileiras ameaça o cronograma das usinas hidrelétricas do Rio Madeira, essenciais para o fornecimento de energia para o país. O dote é um contrato de R$ 13 bilhões. E a disputa é entre duas das principais empreiteiras do país. Odebrecht e Camargo Corrêa planejam participar da licitação para a construção das hidrelétricas Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia. As usinas, que devem estar prontas em 2012, vão gerar quase 12 mil megawatts de energia, o equivalente a uma Itaipu. O complexo do Rio Madeira é a principal obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o plano de crescimento econômico do governo federal. De um lado, a Odebrecht alega que vem desenvolvendo o projeto de execução da obra há um ano e meio, em conjunto com General Eletric, Alston, Vatech e Voith Siemens, todas fornecedoras de equipamentos elétricos de grande porte. Como entende que a parceria envolve troca de informações estratégicas, a empresa incluiu nos contratos cláusulas de sigilo e de exclusividade. A Camargo Corrêa reclamou que as quatro empresas são as únicas aptas a fornecer as turbinas e os geradores adequados para o projeto. E que as cláusulas de exclusividade impedem a participação de outros consórcios, e, portanto, a livre concorrência.
Acusações
Além de argumentos, as duas empresas disparam acusações de deslealdade comercial. “Todos eles querem o mesmo fabricante, embora não seja o maior nem o mais experiente. É porque esse fabricante detém informações e estratégias que a Odebrecht já desenvolveu com eles no passado. É por isso que todo mundo faz questão desse concorrente porque é esse o concorrente que tem as nossas informações”, diz Irineu Meireles, diretor da Odebrecht. “Eu não preciso do desenho da Odebrecht, pois o nosso grupo tem uma competência firmada de muitos anos. Tem mais de 50% da potência brasileira construída pelo grupo Camargo Corrêa. Nós não precisamos de informação confidencial de ninguém”, rebate João Canellas, diretor da Camargo Corrêa.
Processo
A Secretaria de Direito Econômico ouviu as duas partes e abriu um processo administrativo. Como o julgamento pode demorar até dois anos, publicou uma medida preventiva, suspendendo as cláusulas de exclusividade. A Odebrecht foi à Justiça Federal e conseguiu uma liminar que confirma os contratos originais e a exclusividade. As duas construtoras podem recorrer em instâncias superiores, e iniciar uma guerra de liminares que pode atrasar a obra. G1, SP, Rede Globo. Imagem matéria.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Jobim vai indicar Solange Vieira para lugar de Zuanazzi na Anac. SÃO PAULO - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, vai encaminhar o nome da sua assessora especial, Solange Vieira, para uma das diretoras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Antes, Solange havia sido indicada para a futura Secretaria de Aviação Civil. Enquanto isso, Milton Zuanazzi, presidente da agência, tem dado demonstrações claras de que não tem disposição de deixar o cargo e que vai brigar por ele. A indicação de Solange foi feita devido à dificuldade de encontrar nomes para a diretoria da Anac, depois que três diretores renunciaram aos cargos - já saíram Denise Abreu, Jorge Luis Velozo e Leur Lomanto. A decisão faz parte de uma estratégia do ministro para que, em um segundo momento, Solange assuma a presidência da Anac. http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid54346,0.htm
Erro no metrô causa desencontro de túneis. Reportagem publicada na edição desta quarta-feira da Folha de S.Paulo (íntegra só para assinantes da Folha ou do UOL) revela que um erro nas obras da linha 4-amarela do metrô de São Paulo provocou um desencontro de túneis que são escavados a partir de duas frentes de trabalho. A falha obrigará as empreiteiras a fazer correções que podem durar um mês. De acordo com o texto, no último dia 10, os túneis Caxingui/Três Poderes, na zona oeste, deveriam ter se encontrado. Porém, há um desalinhamento lateral de 80 cm entre elas.
Justiça do Rio decreta nova prisão preventiva de Cacciola. RIO - A juíza da 5ª Vara Federal Criminal do Rio, Simone Schreibe, decretou hoje novamente a prisão preventiva de Salvatore Alberto Cacciola. Ela atendeu ao pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) que afirmava que a medida era necessária para assegurar a aplicação da lei penal. Condenado no Brasil a 13 anos de detenção, em 2005, o ex-banqueiro foi preso no sábado em Mônaco.

CONTRATAÇÕES/GUARDA MUNICIPAL: "TEMPOS DE SORRIR..."

Guarda do Rio justifica exigência de 20 dentes

Em nota oficial, a Guarda Municipal justifica um dos itens do edital que exige que candidato tenha no mínimo 20 dentes:
"A Guarda Municipal do Rio de Janeiro informa que o limite mínimo de dentes, como ocorre em concursos desta natureza (área de segurança e Forças Armadas), é apenas um dos aspectos para avaliar a apresentação pessoal e a saúde dos candidatos dentro de um quadro amplo que, inclui a formação óssea/coluna cervical, o nível de articulação e capacidade física. Elaborada para o último concurso de 2002, a exigência não tem a intenção de ser restritiva. O item 3.5 do edital institui um limite mínimo de dez dentes para cada arcada, sem impedir a participação de candidatos que utilizem próteses, dentaduras ou implantes. Por não detalhar específicamente quais dentes são necessários para o ingresso à instituição, o item abre a possibilidade de participação de um número maior de candidatos", justifica o comunicado. De acordo com o item 3.5 do edital, referente à Avaliação Médica, os candidatos a uma das 1.500 vagas na instituição devem ter, no mínimo, 20 dentes – 10 na arcada superior e 10 na inferior -, para que não sejam considerados inaptos para a função. Aluizio Freire, G1, RJ.

CONSELHO DE ÉTICA/RENAN CALHEIROS: ADIAR É PRECI$0,

Conselho adia votação de 2º processo contra Renan para próxima semana

O Conselho de Ética do Senado adiou para quarta-feira da próxima semana a análise do segundo processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). A votação do relatório do senador João Pedro (PT-AM) estava marcada para amanhã. Renan é acusado de beneficiar a empresa Schincariol junto ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e grilado terras em Alagoas em parceria com seu irmão, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL). O presidente do Conselho, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), disse que vai esperar a reunião da Mesa Diretora --que se reúne na quinta para decidir se encaminhará ao conselho a quarta representação contra Renan por quebra de decoro parlamentar. Quintanilha disse que o pedido de adiamento partiu do próprio senador José Nery (PSOL-PA), do partido que deu origem à representação. "Foi uma proposta do senador Nery, que sugeriu o adiamento para semana que vem em razão da reunião da Mesa na quinta-feira para definir se acolherá ou não a outra representação", disse Quintanilha. Ele admitiu que o conselho pode decidir por um tratamento diferenciado aos processos que tramitam contra Renan na Casa, como a unificação de todos eles. "Vamos nos reunir na outra semana exatamente para discutir a possibilidade de dar tratamento distinto a cada uma das representações ou a possibilidade de aglutiná-las", afirmou o presidente do Conselho de Ética.
Manobra
A Folha Online já havia adiantado que o Conselho de Ética do Senado deveria adiar a votação do segundo processo contra Renan. O relator do caso, senador João Pedro (PT-AM), disse hoje ser favorável ao sobrestamento (paralisação) das investigações até que a Câmara conclua se há indícios do envolvimento de Renan nas denúncias. É que o Conselho de Ética da Câmara também apura se Olavo Calheiros atuou para beneficiar a Schincariol depois que a empresa comprou uma fábrica de sua família a preço acima do mercado, em Alagoas. Diante da fragilidade das denúncias, senadores do governo e da oposição defendem a paralisação das investigações no conselho até que a Câmara conclua as investigações. "Sobrestar não é ficar sem fazer nada. Não é enrolar, é acompanhar a investigação que está sendo feita na Câmara. O Senado não é melhor nem pior. A responsabilidade das Casas é igual", defendeu João Pedro. O senador Renato Casagrande (PSB-ES), que relatou a primeira denúncia contra Renan no Conselho de Ética, disse ser favorável à paralisação das investigações para que a Câmara envie suas conclusões ao Senado. Para o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), 'o correto é deixar sobrestar o processo até ele ser julgado na Câmara'.
Mais manobra
Outra manobra que pode adiar a votação é a possível unificação de todos os processos que tramitam contra Renan. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) defendeu a unificação de todos os processos contra Renan. Mercadante sugeriu que o conselho coloque em votação, de uma só vez, as três representações contra o peemedebista por quebra de decoro parlamentar. 'Nós devemos analisar as três representações que faltam, oferecer um relatório completo das três para que cada um forme definitivamente o seu julgamento de mérito', disse.
Relatório
Apesar de ser favorável ao sobrestamento, o relator pretende apresentar ao conselho seu texto --que deve sugerir o arquivamento da representação contra Renan. Oficialmente, João Pedro não revela que vai recomendar o arquivamento da denúncia, mas já deu sinais de que não vê indícios do envolvimento de Renan com irregularidades junto à Schincariol. O relator reconheceu que não ouviu dirigentes da empresa nem o peemedebista para elaborar o seu voto. Essa matéria trata de questões técnicas, mas essa aqui é uma Casa política. Procurei trabalhar o meu parecer pelo entendimento da maioria dos integrantes do conselho. Eu não ouvi [a Schincariol], nem o INSS. Tenho o que diz o PSOL e a defesa do senador Renan", afirmou. O PSOL é autor da representação que deu origem ao processo contra Renan no Conselho de Ética. O partido alega que Renan quebrou o decoro ao existirem indícios de que trabalhou para beneficiar a Schincariol como ocupante de um cargo público. Gabriela Guerreiro, Folha Online.

CPMF & "LIDERANÇAS": O CLÁSSICO "EU JÁ SABIA"!

Plenário aprova MP e abre caminho para prorrogar a CPMF

BRASÍLIA - Depois de nove horas de debates em três sessões, o Plenário aprovou na madrugada desta quarta-feira a Medida Provisória 381/07. A aprovação foi mais um passo para liberar a pauta e permitir a análise da PEC 50/07, que prorroga a CPMF e a Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 2011. A MP aprovada concede crédito extraordinário de R$ 6,33 bilhões a diversos ministérios para a continuidade de obras e ações relacionadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A matéria será votada ainda pelo Senado. A maior parte dos recursos da MP 381/07, relatada pelo deputado Luiz Bittencourt (PMDB-GO), vem do superávit financeiro de 2006. O Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) do Ministério dos Transportes ficará com a maior parcela (R$ 1,88 bilhão). A votação da MP 381/07 só foi possível porque, no final da tarde da terça-feira, o Governo Federal revogou duas MPs que trancavam a pauta. A MP 390/07 revogou a 379/07, sobre mudanças no Estatuto do Desarmamento; e a MP 391/07 revogou a 380/07, que criava um regime especial de tributação para importações do Paraguai via terrestre. Segundo o líder do governo, deputado José Múcio Monteiro (PTB-PE), a MP 382/07 também deve ser revogada, já que é a última que tranca a pauta por ter prazo de tramitação vencido. Sem as MPs em pauta, a base aliada espera que seja possível votar a prorrogação da CPMF. Não é a primeira vez que o governo lança mão do artifício de revogar medida provisória para permitir a imediata votação de propostas de seu interesse. Desde 2001, quando as MPs precisam ser obrigatoriamente votadas, acabando com a reedição indefinida, o presidente Lula usou a revogação quatro vezes - uma em 2003 e três em 2005.O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez o mesmo duas vezes, em 2002. Os temas das MPs revogadas só podem voltar a ser tratados por projeto de lei.
Obstruções contra a CPMF: Em mais um dia marcado pela obstrução dos partidos de oposição, os deputados concluíram a análise da MP 381/07 às 2h30 da madrugada desta quarta-feira. O DEM, o PSDB e o PPS obstruíram os trabalhos do Plenário para atrasar a discussão da CPMF. A estratégia está sendo adotada desde o começo do mês e se intensificou depois da aprovação da PEC 50/07 em comissão especial no último dia 14. O governo afirma que não pode abrir mão dos R$ 38 bilhões de arrecadação da contribuição previstos para 2008, mas admite discussões futuras para a redução gradativa. A CPMF serve também ao cruzamento de informações financeiras para fiscalização de crimes tributários, como lavagem de dinheiro. A intenção é votar a PEC nesta quarta-feira, em sessões marcadas para as 10h30 e 16h. Segundo a oposição, a CPMF onera demasiadamente os mais pobres, e que a sua prorrogação seria inconstitucional porque a arrecadação prevista para o ano que vem já consta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2008 sem que a PEC tenha sido aprovada. Estadão, Ag.Senado.

terça-feira, setembro 18, 2007

XÔ! ESTRESSE [In:] "OPERAÇÃO MÃO$-LIMPA"








[Chargistas: Nani, Aroeira, Ique, Ronaldo, M. Aurélio, Pater, Lane].

STF/OPERAÇÃO FURACÃO [In:] "SAMBA BF, SAMBA!]

STF concede habeas corpus a 15 acusados na Operação Furacão


SÃO PAULO - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello concedeu na noite desta segunda-feira habeas corpus para 15 acusados na Operação Furacão, deflagrada em abril deste ano pela Polícia Federal para combater o jogo ilegal e a lavagem de dinheiro. Entre os beneficiados pela decisão do ministro estão Aniz Abrahão David, ligado à escola de samba Beija-Flor; Antonio Petrus Kalil, da Viradouro, e Ailton Guimarães Jorge, ex-presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Segundo o site do STF, Marco Aurélio afirmou em sua decisão que os acusados que tiverem mais de um mandato de prisão expedido contra si não serão soltos pela sua decisão liminar. Além de personalidades do Carnaval do Rio de Janeiro, também estão envolvidos nas investigações autoridades da própria Polícia Federal e desembargadores como José Eduardo Carreira Alvim, ex-vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 2a Região. Reuters. Estadão.

CPMF/CÂMARA & LULA: "VEM P'RÁ CÁ VOCÊS TAMBÉM!"

Governo faz blitz para aprovar CPMF, mas MPs podem atrapalhar votação



O Palácio do Planalto se lançou ontem com todas as forças numa ofensiva na Câmara para garantir a aprovação na quarta-feira da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O líder do governo, deputado José Múcio Monteiro (PTB-PE), quis dar uma demonstração de confiança do governo na maioria que detém na Casa e garantiu que a blitz para levar a CPMF a voto não inclui concessões. "Não vai haver negociação nem aqui (na Câmara) nem lá (no Senado). Foi a própria base que disse que não haverá mudança", disse. Enquanto isso, contudo, ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva procuravam deputados e senadores, aliados e de oposição, em busca de acordo para votar a prorrogação até 2011 da CPMF (leia abaixo). Além de admitir negociações em torno da alíquota da contribuição, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), garantiu que a proposta só será votada amanhã se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revogar medidas provisórias que trancam a pauta da Casa. "Se não houver a atitude de revogar as medidas provisórias, acho extremamente improvável votar a CPMF nesta semana. Se houver, acho possível", disse Chinaglia. "Comigo, o governo não falou nada de retirar MP", observou José Múcio. "Vamos votar o projeto da CPMF na quarta-feira sem tirar as MPs.""Gostei da firmeza", comentou Chinaglia. "Mas se não houver um acordo e se a oposição mantiver a obstrução é muito improvável conseguir votar a CPMF em primeiro turno esta semana."
MANTEGA: O próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, acenou com redução na alíquota da CPMF já em 2008, embora dissesse que não abre mão de que seja prorrogada neste ano com a alíquota atual, de 0,38%. Ele não quis dar mais detalhes, alegando que o debate, neste momento, poderia comprometer a manutenção da contribuição. "Essa discussão é interminável. Uns vão querer cortar a CPMF em 0,02 ponto porcentual, em 0,04 , em 0,06, e lá se vai a nossa CPMF." Na contramão de José Múcio, o vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), vem afirmando desde a semana passada que a emenda só será aprovada depois de diálogo com a oposição e com os governadores. Ao contrário da Câmara, onde o governo tem maioria de votos, no Senado o Palácio do Planalto depende da oposição para aprovar emendas à Constituição. A base aliada não aceita, no entanto, que haja negociação no Senado para alterar a emenda da CPMF, sem o aval da Câmara. Os deputados já avisaram que não vão ficar com o desgaste político de aprovar a CPMF como o governo quer e o Senado reduzir a alíquota em negociação com o Planalto. "Se mexer no projeto no Senado, a base na Câmara não vai aprová-lo aqui", sentenciou José Múcio. Depois de aprovada pelos deputados, caso seja alterada no Senado, a proposta tem de voltar à Câmara para nova votação. De qualquer forma, quatro medidas provisórias precisam ser votadas pelos deputados antes da CPMF. Lula estuda revogar pelo menos duas. A que trata da tributação única para compras no Paraguai - conhecida como "MP do Sacoleiro" - e a que concede benefícios fiscais para os setores calçadista, têxtil e moveleiro são as vítimas mais prováveis. Denise Madueño, Eugênia Lopes, Célia Froufe e Paula Puliti. Estadão.

RENAN CALHEIROS & LULA [In:] "CHÁ DAS CINCO"

Renan, que resiste a sair, será recebido hoje por Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), têm encontro marcado hoje, no Palácio do Planalto, mas a discussão sobre uma licença do cargo ou uma eventual viagem de férias do senador devem ficar fora da pauta. A despeito dos apelos públicos de correligionários e de líderes do governo e de partidos da base aliada para que Renan saia de cena e facilite a aprovação da emenda que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a disposição do senador é não dar espaço a Lula para que trate desse assunto na conversa. Na questão da prorrogação da CPMF, Renan se vê, atualmente, como uma solução e não como um problema, pois acredita que tem influência suficiente para garantir os votos necessários. Mas um líder governista disse ontem ao Estado que tanto o Planalto como as forças políticas que ajudaram o senador a se livrar da cassação avaliam que seu afastamento do cargo de presidente da Casa seria "um fator facilitador" nas negociações para aprovar a emenda, especialmente difíceis no Senado, onde a oposição, que resiste à proposta, é mais forte.Um amigo do senador contesta essa opinião e diz que ele venceu em plenário e não tem por que sair da presidência. Para esse amigo, o governo tenta pôr todas as suas dificuldades nas costas de Renan, mas não é seu problema se haverá ou não votação da CPMF, e sim um problema da instituição, das relações entre governo e oposição e entre o Parlamento e a sociedade. O aliado acha ainda que agora o presidente do Senado deve apenas ter equilíbrio e falar pouco. Mas o líder governista insiste em que há uma maioria generalizada em favor do afastamento de Renan, embora ninguém fale em uma licença de 120 dias, pois isso já implicaria a posse de seu suplente. Esse líder garante que todos os senadores, até mesmo os principais aliados do peemedebista, como José Sarney (PMDB-AP) e os líderes do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), e no Congresso, Roseana Sarney (PMDB-MA), partilham do entendimento de que o melhor cenário para o Planalto agora seria ter Renan fora do Senado "por uns dias, quem sabe um mês".Mas o presidente do Senado não tem nenhuma intenção de ceder aos que querem vê-lo longe do Congresso e de Brasília. Segundo o amigo de Renan, que acompanha cada lance do caso, o movimento dos governistas para afastá-lo não passa de uma tentativa de arranjar uma desculpa para justificar as dificuldades do governo, que não tem maioria confortável na Casa.
DIFICULDADES: Até o petista Tião Viana (AC), vice-presidente do Senado, reconhece que a maioria do governo é precária e a situação piorou depois da absolvição de Renan. "Está muito difícil aprovar a CPMF, não só pelo Renan, como pelo governo, que tem que ter 49 votos favoráveis e eu não vejo mais do que 41 votos", disse Viana ontem. Ele admitiu que, entre os 46 senadores que livraram o presidente do Senado da cassação na semana passada, "tem voto que é do Renan e não é do governo". Na sua opinião, o peemedebista está em melhor situação que o governo, no que se refere a votos no plenário.
CACIFE: Em conversas reservadas, Renan tem dito que em vez de descartá-lo, o governo deveria pensar o quanto ele pode ser útil numa articulação complexa como a da CPMF, não só pelos votos que tem na base governista, mas sobretudo pelo trânsito e pelo apoio de que ainda desfruta na oposição. É verdade, porém, que boa parte da salvação de Renan, a começar pela quantidade de votos que teve na base aliada, tem de ser debitada ao trabalho dos líderes do PT a seu favor. Portanto, o Planalto foi parte ativa na sua absolvição. Estadão, Christiane Samarco.

segunda-feira, setembro 17, 2007

XÔ! ESTRESSE [In:] (40 + 1 = 41 + 10 = 51)






[Chargistas: Glauco, Dálcio, M. Aurélio, Pelicano, Novaes, Lane].

2010; 2014: "O PODER EMANA do povo" [BONECOS DE VITALINO] *

Para oposição, presidente tentará novo mandato



Qualquer que seja o projeto do presidente Lula para depois de 2010, a oposição não se surpreenderá. Para o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), que coordenou a campanha do tucano Geraldo Alckmin à Presidência em 2006, "é provável" que Lula tente voltar ao poder nas eleições presidenciais de 2014. Quanto à afirmação de que não vai deixar a política, ele entende que "um líder político que tem responsabilidades nacionais não precisa ficar calado". Guerra e outro oposicionista, o senador José Agripino Maia (DEM-RN), ironizaram o comentário de Lula de que se sente "muito tranqüilo" diante das suspeitas de corrupção que recaem sobre ex-integrantes de seu governo e ex-dirigentes do PT. "Ele está tranqüilo porque, quando vê a acusação crescer, abandona o companheiro e faz de conta que nunca o conheceu", diz o líder do DEM. "Quando o prejuízo é grande, ele sai de perto", reforça Sérgio Guerra. O deputado petista Henrique Fontana (RS) disse que Lula, depois de deixar o governo, poderá exercer vários papéis. "Ele gosta de política e pode servir como uma espécie de conselheiro, pode voltar a assumir a presidência do PT ou alguma função em um organismo internacional." Luciana Nunes Leal, Estadão, Brasília. Foto matéria.
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(*) O artesão mais famoso do lugar foi Vitalino Pereira dos Santos - Mestre Vitalino (1909-1963), nascido no distrito de Ribeira dos Campos, nas cercanias da cidade de Caruaru-PE. (...) Aproveitando que o pai e o irmão vendiam na feira peças que sua mãe fazia, Vitalino passou a mandar para lá os bichinhos e outras coisas que modelava.

"OPOSIÇÃO" (SIC) & RENAN CALHEIROS [in:] "MAS QUE NADA, SAI DA MINHA FRENTE EU QUERO PASSAR..." *


A oposição volta do final de semana decidida a manter acesas as chamas da crise que consome o Senado. Com o apoio do PSDB, o DEM aponta o maçarico na direção do Conselho de Ética do Senado. O partido reivindica o cargo de relator dos processos contra Renan Calheiros que ainda se encontram pendentes de julgamento. Diante do cheiro de queimado, a tropa do presidente do Senado trama a unificação das representações num único processo. Que ficaria aos cuidados de um miliciano do grupo do presidente do Senado. De preferência Gilvan Borges (PMDB-AP), um senador que costuma medir os próprios passos pela fita métrica de José Sarney (PMDB-AP). Tucanos e ‘demos’ discordam. Até admitem a junção de dois processos que ainda se encontram sem relator –o que investiga a compra de empresas de comunicação por meio de “laranjas” e o que apura a cobrança de propinas em ministérios geridos pelo PMDB. Mas afirmam que não há mais espaço para pantomimas no Conselho de Ética. A oposição quer que Quintanilha, ele próprio um soldado de Renan, convoque reunião do Conselho de Ética para os próximos dias. Para justificar a entrega das investigações remanescentes a um relator de seu partido, José Agripino Maia (RN), líder do DEM invoca o princípio do “rodízio”. Alega que as principais legendas com assento no conselho já indicaram relatores. “Agora é a nossa vez”, diz ele. Agripino lembra que, ao nomear uma trinca de relatores para o caso em que Renan foi absolvido no plenário –pagamento de pensão da filha com verbas da Mendes Júnior—, Quintanilha pediu que, em nome da “pacificação” do ambiente, o DEM se abstivesse de reivindicar vaga na comissão de investigação. Os ‘demos’ assentiram. E a preparação do relatório foi confiada a um socialista (Renato Casagrande), uma tucana (Marisa Serrano) e um peemedebista (Almeida Lima). Em contrapartida, Agripino cobra agora reciprocidade. E enxerga em Demóstenes Torres (DEM-GO), promotor de Justiça licenciado, crítico acerbo de Renan, qualidades para ocupar o posto de relator. Uma idéia que causa arrepios em Renan e em seus liderados, que vão erguer barricadas contra a indicação de Demóstenes. Há, de resto, um terceiro processo. Envolve a denúncia de que Renan teria feito lobby em favor da cervejaria Schincariol. O relator é o petista João Pedro (AM). Conclui o seu trabalho nesta terça-feira (17). Recomendará o envio do caso ao arquivo.
Ao manter a corda esticada, a oposição tenta levar adiante sua estratégia de inviabilizar a presidência de Renan Calheiros, esboçada na semana passada. Neste princípio de semana, PSDB e DEM pretendem passar em revista a pauta de votações do Senado. Decidirão os temas que serão submetidos à “obstrução seletiva” que idealizaram. É em meio a essa atmosfera conspurcada que Renan se avistará com Lula, no Planalto. O presidente retorna de sua viagem à Europa na noite de segunda-feira. O senador espera ser convidado para uma conversa com o presidente até quarta-feira (19). A despeito do desejo do Planalto de que Renan se licencie do comando do Senado, um auxiliar de Lula disse ao blog que o presidente não fará nenhum pedido ao “aliado”. Acha que a decisão deve ser tomada pelo próprio Renan. Que não esboça a menor intenção de se afastar. Neste domingo (16) Renan recebeu telefonemas felicitações pelo aniversário de 52 anos. Aos colegas com os quais conversou, mostrou-se confiante de que conseguirá devolver a rotina do Senado à normalidade. Escrito por Josias de Souza, Folha Online.
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(*) Mas Que Nada. (Jorge Ben Jor).

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

"Se Renan quiser, é só ligar que eu recebo", diz Lula. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado que está a disposição de Renan Calheiros (PMDB-AL), caso o presidente do Congresso Nacional queira agendar uma reunião. Acusado de ter tido despesas pessoais pagas por um lobista, Renan foi absolvido em processo por quebra de decoro parlamentar na última quarta-feira (12) pelo Senado. Em Madri, na Espanha, Lula não descartou a possibilidade de se encontrar com Renan. "Que eu saiba, não tem nada agendado, mas ele é o presidente do Senado, se quiser falar comigo, é só ligar e marcar, que eu vou receber", disse o presidente. Na avaliação de Lula, não há uma sensação de impunidade no país com a absolvição do presidente do Senado. "O Congresso utilizou os mecanismos possíveis", disse Lula. Com 40 votos contra a cassação, 35 favoráveis e seis abstenções, o plenário mandou arquivar o projeto de resolução que pedia a retirada do mandato de Renan. AB/Folha Online.
Para procurador, Cacciola "teve deslize esperado há 7 anos". O ex-banqueiro Salvatore Cacciola foi preso em Mônaco após deslize esperado há sete anos pelo Ministério Público Federal, que apostou na estratégia de monitorá-lo à distância e tentar detê-lo quando saísse da Itália --onde tem cidadania-- com o auxílio da Interpol. A detenção aconteceu porque o principado mantém rigoroso controle de fronteiras e, ao checar os dados de Cacciola, identificou um "alerta de difusão vermelha" da Interpol, apontando-o como foragido. "Ele teve um deslize. Era o que esperávamos que acontecesse. Trabalho policial é assim: tenta-se dez vezes e uma dá certo. Ficamos sempre trabalhando, insistindo, e a Interpol no Brasil nos apoiou muito", disse o procurador regional da República Artur Gueiros, desde o início no caso, ao lado dos procuradores Raquel Branquinho e Bruno Acioli.
Marco Aurélio diz que repetiria hábeas para Cacciola. O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello afirmou que repetiria hoje a decisão tomada em 2000 que liberou da prisão preventiva o ex-banqueiro Salvatore Cacciola, preso no final de semana em Mônaco. Beneficiado por um habeas-corpus concedido por Marco Aurélio, o ex-banqueiro aproveitou a liberdade para, dias depois, fugir para a Itália e não mais voltar ao Brasil para cumprir pena de 13 anos a que foi condenado em 2005."O que temos que considerar é que a liminar foi deferida quando ele era um simples acusado, não havendo ainda a sentença condenatória", afirmou Marco Aurélio. O ministro argumenta que, como o processo contra Cacciola não foi concluído à época em que ele concedeu o habeas-corpus, não havia motivo para manter preso o ex-banqueiro. Marco Aurélio afirmou ainda ser possível negociar com o governo de Mônaco a extradição de Cacciola. "Se o Brasil prometer a Mônaco extraditar alguém que Mônaco tem interesse na persecução criminal, evidentemente a tendência é ter-se o deferimento da extradição", disse. Desde 1999, Cacciola era procurado pelos crimes de gestão fraudulenta, corrupção passiva e peculato quando administrava o Marka, banco de sua propriedade. Ao lado do FonteCindam, o Marka causou prejuízo de R$ 1,6 bilhão ao Banco Central durante a maxidesvalorização do real. ultimosegundo.ig.com.br

RENAN CALHEIROS [In:] "O BOM VELHINHO..." [OH! OH! OH!]

Extensa lista de favores possibilitou a Renan se livrar da cassação

Foi à base de favores - agora muito bem cobrados - que Renan Calheiros (PMDB-AL) conseguiu boa parte dos 46 votos para sua absolvição, na quarta-feira, no processo por quebra de decoro parlamentar. Alguns desses favores são muito pequenos, difíceis até de acreditar que ocorram no Senado - como vista grossa para o gasto a mais de algumas resmas de papel ou manifestação da solidariedade masculina na autorização para a viagem ao exterior de senadores interessados em levar consigo alguém muito especial. Na extensa lista de ajudinhas tem ainda transferência de funcionários do Estado de origem do senador para Brasília, contratação de parentes, gabinetes amplos, escolha de apartamento funcional em bom estado ou virado para o nascente, troca do velho carro oficial por um novinho e até o estouro na cota de combustível. Coisas que seriam comuns em uma Câmara de vereadores do interior são largamente usadas no plano federal e concentradas na mão de um único homem. Tudo isso somado à influência sobre ministérios, bancadas e governo. O presidente do Senado é um dos fiadores da aliança PT-PMDB-Planalto, tem poder político, mas quem percorre a Casa se depara com uma ostensiva coleção de pequenos favores feitos a uma extensa maioria. Isso, somado ao fato de ter se tornado figura-chave para projetos do governo ao longo de quase três anos à frente de dois mandatos na presidência do Senado, fez com que Renan se salvasse no processo em que era acusado de ter despesas pessoais pagas por Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior. Entre as despesas, pensão e aluguel à jornalista Mônica Veloso, com quem Renan tem uma filha fora do casamento.
GABINETES: O escritor mexicano Juan Rulfo publicou em 1955 uma obra-prima, Pedro Páramo. Logo no início da história - passada no mundo dos mortos -, Juan Preciado procura o povoado de Comala, onde residiria Pedro Páramo, seu pai. Pede informações a um arrieiro, Abúndio, que descobre ser seu irmão. Pergunta se conhece o pai que ele, Juan Preciado, não sabe quem é. Abúndio diz que sim. Juan Preciado pergunta como ele é, e Abúndio responde: ''''O rancor em pessoa.''''Como Pedro Páramo, Renan hoje é ''''o rancor em pessoa'''' contra seus adversários. ''''Ele está com ódio, com raiva'''', diz Demóstenes Torres (DEM-GO), que trabalhou pela sua cassação. Como vingança, Renan afirma guardar requerimento em que Demóstenes teria solicitado o gabinete que foi do ex-senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), morto no dia 20 de julho. O gabinete é o mais cobiçado: um latifúndio ao lado da presidência, a uns 30 passos do plenário. Adversário de Demóstenes, Renan recusou-se a entregar-lhe o ''''imóvel''''. ''''É mentira. Nunca pedi esse gabinete. Mas sei que o Renan espalha isso por aí, como vingança.''''Outro que penou nas mãos de Renan foi Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Também seu adversário, Jarbas recebeu em fevereiro apartamento todo arrebentado. ''''Quando vi a petição de miséria em que estava, recusei-o'''', conta. No dia 28 do mês passado, Jarbas recebeu a informação de que o apartamento seria entregue no dia 30. ''''Encaminhei então ofício à presidência para dizer que a partir deste mês abria mão do auxílio-moradia. No dia 3 me mudei para lá".
VIAGENS ACOMPANHADAS: Há outro lance curioso envolvendo Renan e Jarbas. No fim de agosto, um tucano levou até o presidente do Senado pedido de Jarbas por aeronave da Força Aérea Brasileira que o transportaria, além de outros 12, para o Pará, onde há suspeita de trabalho escravo. Renan sentou-se em cima do pedido. Mas, quando viu que era para o período de 12 a 14 - o julgamento foi no dia 12 -, autorizou na hora. Com Jarbas e outros 12 ausentes, só teria a ganhar. O truque, porém, foi percebido e, autorizada a requisição, Jarbas mudou a data para o dia 13. Os adversários acham que, embora fragilizado, Renan continuará a se vingar deles, enquanto manterá favores para amigos. Jefferson Peres (PDT-AM) lembra que, no dia do julgamento, Renan fez discurso tranqüilo. E, depois, diante de uma inimiga, a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), mudou. ''''Foi um início quase angelical. De repente, nos surpreendemos com a mudança até em sua expressão. ''''Segundo um senador muito ligado a Renan, ele só autoriza viagens internacionais aos amigos, que sempre levam companhia. Lembra que as diárias são em dólares, a passagem aérea de primeira classe ou executiva, os hotéis de primeira categoria. Pela natureza do cargo, o presidente do Senado é uma pessoa poderosa do ponto de vista institucional. É sempre cortejado pelo Planalto, nomeia ministros e dirigentes de estatais e é o segundo na linha sucessória do presidente da República. Ao presidente do Senado cabe ainda ordenar projetos que vão entrar na pauta, retardar o início de CPI, transformar sessão pública em secreta, impugnar projetos que considerar ilegais, desempatar votações e assinar correspondências do Senado ao presidente da República, governadores, tribunais superiores, assembléias legislativas e Tribunal de Contas de União. João Domingos, Estadão. 1709

RENAN CALHEIROS [In:] "A BOLA DA VEZ..."

Aliados de Renan manobram para ter relator de confiança

Aliados do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), iniciaram uma intensa articulação para tentar emplacar um "nome de confiança" na relatoria do terceiro processo contra o peemedebista no Conselho de Ética, considerado o caso mais letal entre as denúncias que o assolam, informa reportagem publicada nesta segunda na Folha (apenas para assinantes do jornal e do UOL). O terceiro processo trata de denúncias de que Renan usou "laranjas" para comprar rádios em Alagoas com dinheiro de origem ignorada, parte em dólares. Renan nega irregularidades. O requerimento é de autoria do PSDB e do DEM. A Mesa Diretora autorizou a investigação no dia 16 de agosto, mas, desde então, ele segue parado à espera de um relator. No Palácio do Planalto, expectativa é que a análise dos casos pendentes no conselho esteja concluída, inclusive passando pelo plenário, até meados de outubro. Motivo: deixar a pauta para analisar a CPMF.
Processos
Na sessão secreta do dia 12 de setembro, Renan foi absolvido no processo que o acusava de quebrar o decoro parlamentar por receber recursos da Mendes Júnior para pagar despesas pessoais, como pensão e aluguel à jornalista Mônica Veloso. O Conselho de Ética já abriu outros dois processos contra Renan. O primeiro apura a denúncia de que ele teria beneficiado a empresa Schincariol junto ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e grilado terras em Alagoas junto com seu irmão, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL). O segundo processo pede a investigação da denúncia de que Renan teria usado laranjas para comprar rádios e um jornal em Alagoas. O PSOL protocolou na Mesa Diretora do Senado o pedido de abertura de um terceiro processo para apurar a suposta participação de Renan em um esquema de desvio e lavagem de dinheiro em ministérios chefiados pelo PMDB. Folha Online.

RENAN CALHEIROS & MURICI/AL: "O PODER EMANA DO POVO..."

Renan não vai a sua festa de aniversário com romeiros em AL


MACEIÓ - O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) não compareceu à própria festa de aniversário neste domingo, 15, quando adversários e aliados usaram romeiros do Padre Cícero Romão Batista para hostilizar e se confraternizar com Renan na chegada a Murici. Tanto a oposição quanto aliados de Renan teriam fretado ônibus para levar romeiros de Juazeiro do Norte, no Ceará, de volta a cidade. Lista de favores fizeram Renan se livrar da cassação.
Os partidários do senador prepararam a cidade para festejar o aniversário de Renan, que neste domingo completou 52 anos de vida, mas o filho ilustre não apareceu. Ele era esperado para receber a caravana de romeiros, na Praça Padre Cícero, mas frustrou a expectativas dos conterrâneos que torceram pela absolvição dele no Senado. Enquanto isso, opositores afirmaram que "esta praça está cheia para receber os romeiros de Murici e não para receber o senador irresponsável." A caravana de romeiros patrocinada pelos adversários da família Calheiros chegou primeiro à Praça Padre Cícero, onde moradores da cidade aguardavam o retorno dos parentes e amigos que se deslocaram ao Ceará. Cerca de dez carros, quatro caminhões e dois ônibus traziam a caravana dos adversários, que era liderada por Cardoso Batista, ex-prefeito de Murici e arqui-rival dos Calheiros. Meia hora depois da chega dos adversários do senador, Renan Filho chegou comandando os romeiros a favor do pai. Ele apenas acenou no carro para as pessoas na praça e foi embora. A ordem de Renan era evitar comemorações e provocações dos adversários. Cerca de doze ônibus foram mobilizados pelo filho de Renan para levar romeiros para Juazeiros, alguns ônibus da prefeitura e outros fretados. A oposição denunciou que o prefeito deixou os ônibus, que levam os estudantes da cidade para Maceió e da zona rural para a cidade, onde estão as escolas de segurando grau. No entanto, assessores de Renan Rilho disseram que os ônibus dos estudantes que foram para Juazeiro, foram substituídos por ônibus fretados. Entres os romeiros havia alguns familiares do prefeito, como a avó Maria José, mãe de Verônica Calheiros, e a irmã Nadir, que é tia de Renan Filho. Elas contaram que em Juazeiro os romeiros de Murici, da caravana do prefeito, comemoraram a absolvição de Renan, na última quarta-feira, no Senado, quando Renan escapou por 40 votos a 35 e seis abstenções. "Nós rezamos muito por ele e pedimos ao Padre Cícero que o ajudasse. Graças a Deus e ao meu padrinho Padre Cícero ele foi inocentado", afirmo Naira Larissa, que estava entre os romeiros. Para o presidente da Associação dos Municópios de Alagoas, Jarbas Omena (PSDB), a vitória de Renan foi a vitória da democracia. "O Renan ajudou muito Alagoas, com aprovação de emendas para obras importantes. Portanto, não seria interessante para um estado pobre como o nosso se ele perdesse o mandato, conquistado pelo povo", afirmou Jarbas, que é prefeito do município de Messias, vizinho de Murici. Ricardo Rodrigues, do Estadão. Foto Sérgio Dutti/AE. Aliados festejam absolvição de Renan.

CPMF & GOVERNO LULA & OPOSIÇÃO: "TUDO POR UMA ESMERALDA" *

Planalto aceita negociar pontos da CPMF para aprová-la esta semana

Para aprovar, esta semana, a emenda constitucional que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá revogar medidas provisórias que trancam a pauta de votação da Câmara e já negociar com os senadores algum tipo de mudança na proposta. Com esta estratégia, o governo espera concluir em primeiro turno a votação da emenda até quinta-feira e evitar que, quando ela for para o Senado, seja modificada, tendo de voltar para a Câmara. Embora tenha desmentido que vá aceitar modificações na emenda constitucional da CPMF, o governo sabe que não a aprovará no Senado se insistir em mantê-la do jeito que está. Não há, ainda, a fórmula do que o governo cederá, pois a negociação com os senadores terá início hoje e se estenderá por toda a semana. Líderes governistas não excluem a possibilidade de o valor da alíquota ficar em 0,36% (hoje são 0,38%), já no ano que vem. "Acredito que há condições de se aprovar a CPMF na Câmara apesar da resistência da oposição. Agora tudo vai depender da estratégia do governo em relação às medidas provisórias", afirmou o deputado José Eduardo Martins Cardozo (PT-SP). Quatro MPs têm de ser votadas na Câmara antes da apreciação da emenda da CPMF. Lula deverá revogar três delas - apenas uma, a que abre crédito extraordinário no valor de R$ 6,3 bilhões a ministérios para a continuidade de ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), deverá ser votada. "Não é a primeira vez que o governo faz revogação de medida provisória. É uma demonstração de que as MPs não são tão relevantes como o governo faz parecer", disse o líder do PSDB, deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP). A oposição avisa que vai lançar mão de manobras regimentais para atrasar a votação da CPMF. "Vamos fazer de tudo para ganhar tempo. Vamos obstruir as sessões de todas as formas possíveis", afirmou o tucano. "Com a obstrução da oposição, o governo tem de ir para a luta, para o combate", observou o líder do PDT, deputado Miro Teixeira (RJ). Com a CPMF, os aliados têm mais uma oportunidade de barganharem os cargos prometidos pelo governo e a chance de conseguirem a liberação de verbas orçamentárias para seus redutos eleitorais . Na Câmara, o governo precisa de 308 votos do total de 513, em dois turnos de votação, para aprovar a CPMF. No Senado são necessários 49 votos do total de 81, também em dois turnos. A pedido do Planalto, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), marcou oito sessões de votação para esta semana - as chamadas sessões deliberativas. Em uma semana normal, há três sessões desse tipo. A idéia é votar a MP do crédito extraordinário de R$ 6,3 bilhões amanhã. A emenda que prorroga a CPMF entra na pauta da Câmara na sessão extraordinária marcada para a noite de amanhã. Mas a proposta deverá começar a ser votada somente na quarta. O governo terá duas semanas para votar a emenda da CPMF, em dois turnos, na Câmara. Caso contrário, o calendário do Planalto será outra vez atropelado por MPs. Eugênia Lopes, BRASÍLIA, Estadão. 1709
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(*) Título Original: 'Romancing the Stone'; (EUA): 1984; 20th Century Fox. [www.adorocinema.com.br].

domingo, setembro 16, 2007

A HORA DO "ÂNGELUS"

"Conforme apresentado em Domingos passados, estaremos postando partes dos Capítulos 5 a 7 até que eles se completem, pois, em nosso entendimento, existe uma similaridade entre o sermão de Moisés, no monte Sinai, e o de Jesus, o Cristo [narrado por Mateus], ao falor das 'bem aventuranças', cujo texto ficou conhecido como o SERMÃO DA MONTANHA".

São Mateus, 6 [1-34]:

1.
Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu.
2.
Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
3.
Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita.
4.
Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á.
5.
Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa
.
6.
Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.
7.
Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras.
8.
Não os imiteis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais.
9.
Eis como deveis rezar: PAI NOSSO, que estais no céu, santificado seja o vosso nome;
10.
venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.
11.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje;
12.
perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam;
13.
e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
14.
Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará.
15.
Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará.
16.
Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
17.
Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto.
18.
Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.
19.
Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam.
20.
Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam.
21.
Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração.
22.
O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado.
23.
Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas. Se a luz que está em ti são trevas, quão espessas deverão ser as trevas!
24.
Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza.
25.
Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes?
26.
Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas?
27.
Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?
28.
E por que vos inquietais com as vestes? Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem fiam.
29.
Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles.
30.
Se Deus veste assim a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé?
31.
Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos?
32.
São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso.
33.
Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.
34.
Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.
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Fonte: Bíblia Sagrada.

sábado, setembro 15, 2007

EDITORIAL: "A VITÓRIA DA DEMOCRACIA" ['SIC']

EDITORIAL – 15 de setembro de 2007.

12 DE SETEMBRO DE 2007: um dia para se guardar na memória (“In Memoriam”).


O dia 11 de setembro de 2007 foi lembrado ao mundo, pelo jornal “New York Times”, pela mídia internacional e nacional, como uma data em que o horror, há 6 anos, se fez presente com a derrubada das torres [gêmeas] do edifício “World Trade Center” [WTC], em Manhattan, distrito da cidade de Nova Iorque.
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O dia 12 de setembro de 2007 também foi lembrado pela imprensa internacional, principalmente pelos jornais latino-americanos. Neles, em destaque, a notícia da absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), das acusações por quebra de decoro parlamentar. Na sessão secreta que decidiria sobre a cassação ou não de seu mandato, Renan foi absolvido por 40 votos a 35 e contou com seis abstenções que garantiram sua permanência à frente do Senado. Segundo o jornal argentino 'Página 12': “A absolvição do legislador do PMDB, principal aliado do governo, deu um descanso para [o presidente Luiz] Lula [Inácio da Silva], depois de presenciar durante o último mês o julgamento de importantes figuras do seu partido e de sua gestão” (grifamos). Ainda segundo a matéria, Lula "pode conservar seu apoio [no Legislativo], apesar das graves acusações de corrupção contra Renan” e, completou: “A oposição ficou decepcionada”. Outro jornal argentino, o 'Clarin', disse que “esta vitória de Renan, que goza do posto estratégico de chefe do Congresso, se deve em grande parte a que muitos na oposição votaram a favor do senador” (grifamos). Ainda, segundo o jornal, havia temor “havia temor de revelações que ‘o poderoso homem do Congresso’ poderia fazer se fosse expulso do Senado” (grifamos) e finaliza perguntando: “Se isto for verdade, então, será que na política vale qualquer coisa, mesmo que seja sob o signo da esquerda?” (grifamos). Por sua vez, outro jornal argentino, o 'La Nación', destacou que “o país acompanhou a votação com atenção pela televisão, e o sentimento de indignação pela absolvição se mostrou em evidência imediatamente nos sites de notícias a internet em que muita gente deixou mensagens de decepção” (grifamos).
Nos Estados Unidos, o jornal 'International Herald Tribune' reproduziu em seu ‘site’ um despacho da agência de notícias 'Associated Press' em que vários analistas ouvidos "manifestaram opiniões variadas" sobre o impacto da votação de terça [12] sobre o presidente Lula. Entre eles, David Fleischer, um analista político da Universidade de Brasília, disse que os opositores do governo podem usar a votação contra Lula: “Eu não acho que a decisão foi boa para o governo, os partidos de oposição vão culpar o governo por trabalhar nos bastidores para salvar Renan”. Já o jornal espanhol 'El Pais' usando um artigo da agência de notícias da Espanha 'Efe', lembrou que “Renan Calheiros foi o primeiro presidente do Senado a ser submetido no Brasil a um julgamento para destituição”.
O jornal britânico ‘The Financial Times’ destacou: “Chefe do Senado brasileiro sobrevive a escândalo”, onde o jornalista Jonathan Wheatleyin relata para o público inglês como se deu a vitória do senador Renan Calheiros na votação em plenário e registra que as denúncias “paralisavam” a Casa desde o mês de maio.
Para a Organização Não-Governamental ‘Transparência Internacional’, na América Latina, o caso Renan prejudica a imagem do Brasil uma vez que a decisão sinalizou um recuo no combate à corrupção (grifamos). Segundo um de seus analistas, Bruno Speck, residindo no Brasil há dez anos: “A decisão foi tomada e deve ser acatada, como disse o presidente Lula (em viagem ao exterior), mas não significa que não tenha impacto sobre a percepção da corrupção no Brasil”. Para ele, o caso vai no sentido contrário de fatos como a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de aceitar as denúncias contra os suspeitos de envolvimento no mensalão, que tiveram uma repercussão positiva na imprensa estrangeira, pois, “O Brasil tem sinais de transição: as investigações da Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União produz resultados no combate à corrupção, o STF deu um sinal importante, mas há infelizmente sinais no outro sentido” e que o caso Renan "certamente terá uma repercussão internacional negativa” (grifamos).
Outras alusões ao caso Renan foram destacadas. O jornal brasileiro ‘Jornal do Brasil’, em sua edição de quinta-feira [13], referiu-se ao mesmo como uma decisão do Senado “contra o povo” (grifamos). No ‘Jornal do Commercio’, a primeira página traz a manchete “Renan escapa - O Senado se curva”. Outras manchetes veiculadas, como as dos jornais ‘Correio Braziliense’ ["Vergonha nacional”], ‘Estado de Minas’ [“Senado zomba do país e livra Renan da degola”] e ‘A Tarde’ [“Cumplicidade: Senado livra Renan da cassação por 40 votos a 35”] também demonstram uma reação da imprensa contrária a permanência de Renan Calheiros no Senado. Reação que pôde ser percebida na quarta-feira [12], entre as vaias dos jornalistas para Renan Calheiros ao término da sessão do julgamento, segundo a página eletrônica do ‘portal da imprensa’ [http://portaldaimprensa.uol.com.br].
Alheio ao noticiário, Renan Calheiros disse que o resultado da votação, pela sua absolvição, foi uma “vitória da democracia”. Conforme declarou: “O resultado da votação de hoje é uma vitória da democracia, mas é também um momento de reflexão sobre as perdas que esse processo político provocou. Nestes mais de 100 dias, muitos perdemos algo e eu perdi mais”. Inebriado com o resultado, finalizou: “A partir da decisão madura e soberana do plenário do Senado, já comecei a buscar os líderes e presidentes de partidos para prosseguir com a agenda legislativa que interessa ao país e à população” (grifamos).
As palavras de Renan “ecoaram no Parlamento”: por 13 votos a 5, o Governo aprovou na
madrugada de sexta-feira [14] a prorrogação na CPMF na comissão especial da Câmara que trata do assunto. O relatório do deputado Antonio Palocci (PT-SP) foi aprovado à 1h29 da forma como queria o governo Lula, sem nenhuma alteração. Pelo parecer, a alíquota da CPMF continua em 0,38% até 2011. O mesmo ocorrendo com a Desvinculação das Receitas da União (DRU), que permite ao governo Lula gastar livremente 20% do que arrecada, e irá vigorar por mais quatro anos. Com isso, mantido o texto também nas votações no plenário da Câmara e no Senado, a prorrogação poderá entrar em vigor assim que promulgada sem a necessidade de uma noventena.
Paradoxalmente, nos tempos do governo militar, os compositores Chico Buarque e Gilberto Gil (o segundo, Ministro da Cultura do governo Lula desde 2003), em trincheiras contrárias ao “regime de exceção e anti-democrático” escreveram em uma de suas canções: “... Como é difícil acordar calado, se na calada da noite eu me dano (...) na arquibancada pra a qualquer momento ver emergir o monstro da lagoa[1]”, [Cálice, 1979, (grifamos)].
De fato, podemos lembrar o compositor Milton Nascimento em outra letra musicada: “O que foi feito de Vera (deveras)”.
.../
Iniciamos o Editorial da semana passada perguntando qual data deveríamos comemorar: se 7 ou 12 de setembro?
Hoje, encerramos nossos comentários com uma certeza: devemos lembrar, com pesar, duas datas: 11 e 12 de setembro.
A primeira, pelos mortos no WTC e a segunda, em luto pela “práxis” da política brasileira (em “minúsculo”).
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[1] ou do “Lago Paranoá”?

sexta-feira, setembro 14, 2007

XÔ! ESTRESSE [In:] PIRATA$ DO CARIBE








[Chargistas: Iotti, Paixão, Jorge Braga, Renato, Lézio, Erasmo].

RENAN CALHEIROS, SENADO & SENADORES: "THE DAY AFTER..."

Um dia após absolvição, senadores declaram votos suficientes para cassar Renan

Na sessão secreta do Senado desta quarta (12), Renan Calheiros (PMDB-AL) foi absolvido. Mas, a julgar pelo que disseram os senadores ou as assessorias deles ao G1 nesta quinta (13), o presidente do Senado teria sido cassado. Veja cobertura completa do caso Renan. Dos 81 senadores que votaram na sessão, à qual somente parlamentares tiveram acesso, o G1 falou diretamente com 12 e com as assessorias de 69. Do total, 46 afirmaram à reportagem ter votado a favor da cassação do mandato de Renan (o mínimo necessário para isso eram 41 votos) e dez, contra. Três disseram ter optado pela abstenção e 22 que não iriam declarar o voto. No plenário do Senado, porém, o painel eletrônico registrou 40 votos pela absolvição, 35 pela cassação e seis abstenções.
Isso indica que alguns dos senadores (ou seus assessores) mentiram sobre como o parlamentar, de fato, votou no dia anterior.
Um dos que afirmaram que se abstiveram de votar é o próprio Renan Calheiros, em declaração na tarde desta quinta (13) no Senado. O jornal "Folha de S.Paulo" divulgou enquete com 75 senadores, realizada após a votação secreta, na qual 43 informaram que votaram pela cassação do mandato de Renan e nove contra. Na véspera da votação, o jornal havia feito outra enquete, que indicou 41 votos pela cassação e dez contra. O Conselho de Ética do Senado pediu a cassação de Renan Calheiros sob o argumento de quebra de decoro parlamentar. O presidente do Senado era acusado de ter feito o pagamento de parte da pensão alimentar a uma filha que teve fora do casamento por intermédio do lobista de uma construtora.
Confira abaixo o voto de cada senador, de acordo com o que ele próprio ou sua assessoria declarou ao G1:

SENADORES PARTIDO ESTADO POSIÇÃO
Adelmir Santana DEM DF a favor da cassação
Almeida Lima PMDB SE contra a cassação
Aloizio Mercadante PTSP abstenção
Álvaro Dias PSDB PR a favor da cassação
Antonio Carlos Júnior DEM BA a favor da cassação
Antônio Carlos Valadares PSB SE a favor da cassação

Arthur Virgílio PSDB AM a favor da cassação
Augusto Botelho PT RR a favor da cassação
César Borges DEM BA a favor da cassação
Cícero Lucena PSDB PB a favor da cassação
Cristovam Buarque PDT DF a favor da cassação
Delcidio Amaral PT MS a favor da cassação
Demostenes Torres DEM GO a favor da cassação

Edison Lobão DEM MA não divulga o voto
Eduardo Azeredo PSDB MG a favor da cassação
Eduardo Suplicy PT SP a favor da cassação
Efraim Morais DEM PB a favor da cassação
Eliseu Resende DEM MG a favor da cassação
Epitácio Cafeteira PTB MA não divulga o voto
Euclydes Mello (*) PTB AL contra a cassação
Expedito Júnior PR RO não divulga o voto
Fátima Cleide PT RO não divulga o voto
Flávio Arns PT PR a favor da cassação
Flexa Ribeiro PSDB PA a favor da cassação

Francisco Dornelles PP RJ contra a cassação
Garibaldi Alves Filho PMDB RN a favor da cassação
Geraldo Mesquita Júnior PMDB AC não divulga o voto
Gerson Camata PMDB ES a favor da cassação
Gilvam Borges PMDB AP contra a cassação
Gim Argello PTB DF contra a cassação
Heráclito Fortes DEM PI a favor da cassação
Ideli Salvatti PT SC não divulga o voto
Inácio Arruda PCDOB CE não divulga o voto
Jarbas Vasconcelos PMDB PE a favor cassação
Jayme Campos DEM MT a favor da cassação
Jefferson Peres PDT AM a favor da cassação

João Durval PDT BA não divulga o voto
João Pedro PT AM não divulga o voto
João Ribeiro PR TO não divulga o voto
João Tenório PSDB AL contra a cassação
João Vicente Claudino PTB PI não divulga o voto
Jonas Pinheiro DEM MT a favor cassação
José Agripino DEM RN a favor da cassação

José Maranhão PMDB PB não divulga o voto
José Nery PSOL PA a favor da cassação
José Sarney PMDB AP contra a cassação
Kátia Abreu DEM TO a favor da cassação
Leomar Quintanilha PMDB TO não divulga o voto
Lúcia Vânia PSDB GO a favor da cassação
Magno Malta PR ES a favor da cassação

Mão Santa PMDB PI não divulga o voto
Marcelo Crivella PRB RJ abstenção
Marco Maciel DEM PE a favor da cassação
Marconi Perillo PSDB GO a favor da cassação
Maria do Carmo Alves DEM SE a favor da cassação
Mário Couto PSDB PA a favor da cassação

Marisa Serrano PSDB MS a favor da cassação
Mozarildo Cavalcanti PTB RR não divulga o voto
Neuto De Conto PMDB SC não divulga o voto
Osmar Dias PDT PR a favor da cassação
Papaléo Paes PSDB AP a favor da cassação
Patrícia Saboya PSB CE a favor da cassação

Paulo Duque PMDB RJ contra a cassação
Paulo Paim PT RS a favor da cassação
Pedro Simon PMDB RS a favor da cassação
Raimundo Colombo DEM SC a favor da cassação

Renan Calheiros PMDB AL abstenção
Renato Casagrande PSB ES a favor da cassação
Romero Jucá PMDB RR não divulga o voto
Romeu Tuma DEM SP a favor da cassação
Rosalba Ciarlini DEM RN a favor da cassação
Roseana Sarney PMDB MA contra a cassação
Sérgio Guerra PSDB PE a favor da cassação
Sérgio Zambiasi PTB RS a favor da cassação

Serys Slhessarenko PT MT não divulga o voto
Sibá Machado PT AC não divulga o voto
Tasso Jereissati PSDB CE a favor da cassação
Tião Viana PT AC não divulga o voto
Valdir Raupp PMDB RO não divulga o voto
Valter Pereira PMDB MS não divulga o voto
Wellington Salgado PMDB MG contra a cassação

(*) A assessoria informou que o senador não revelaria o voto, mas o próprio Euclydes Mello disse ao G1 que votou contra a cassação.

CPMF & VOTO ABERTO [In:] "HOLOFOTES" PARA A "VOTAÇÃO CASADA"


Começou a ser esboçado na Câmara um acordo que acomoda num mesmo cesto a proposta de prorrogação da CPMF e a emenda constitucional que acaba com o voto secreto no Legislativo. Pretende-se conciliar a pressa do governo em aprovar o imposto do cheque com o interesse da oposição de mudar as regras do próximo julgamento de Renan Calheiros (PMDB-AL), para que seja feito sob holofotes. Há no Congresso quatro projetos instituindo o voto aberto –três no Senado e um na Câmara. É a proposta da Câmara a que se encontra em estágio mais avançado de tramitação. Foi relatada pelo deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP). Como se trata de emenda à Constituição, precisa ser aprovada, por maioria absoluta, em dois turnos de votação. Já passou pelo primeiro turno. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), vem se esquivando, há arrastados dez meses, de incluir a emenda na pauta, para que seja aprovada em segundo turno e enviada para a apreciação do Senado. No início da próxima semana, Chinaglia será procurado pelo líder do DEM, Ônix Lorenzoni (RS). Os ‘demos’ dirão que, se o fim do voto secreto retornar ao plenário, concordam em apressar a votação da CPMF. “A CPMF será votada de qualquer jeito, não temos como impedir”, disse ao blog Rodrigo Maia (RJ), presidente do DEM. O projeto, aliás, acaba de ser aprovado na comissão especial constituída para analisá-lo. Porém, segundo Maia, antes de apreciar a prorrogação do imposto do cheque, o plenário da Câmara terá de votar meia dúzia de MPs (medidas provisórias do governo). Pela lei, as MPs têm prioridade sobre todas as outras matérias. Nada pode ser votado antes delas. É aí que entra a proposta da oposição. “Poderíamos levar 15 ou 20 dias analisando essas medidas provisórias. Aceitamos diminuir esse prazo desde que a emenda que acaba com o voto secreto seja votada antes da CPMF”, diz Rodrigo Maia. O deputado parte do pressuposto de que a verdadeira guerra em torno da CPMF será travada no Senado. O DEM já fechou questão contra a prorrogação do tributo. “O relator da CPMF no Senado será do nosso partido, vamos obstruir de qualquer jeito. Mas não vejo razão para não fazermos um bom acordo na Câmara.” Nos termos do acordo proposto pelo DEM, a oposição toparia apressar a votação das MPs, mas não abriria mão de votar as emendas que apresentou ao projeto da CPMF. Há um pacote de emendas sobre as quais o plenário terá de deliberar. Foram apresentadas pelo DEM, PSDB e PPS. Reunidos nesta quinta-feira (13) no gabinete de Tasso Jereissati, presidente do PSDB, políticos de seis partidos incluíram o fim do voto secreto na estratégia pós-absolvição de Renan Calheiros. Consideram a providência essencial para que, num segundo julgamento, o mandato de Renan seja, finalmente, passado na lâmina. Os senadores enxergam um defeito na proposta da Câmara: ela torna abertos todos os votos dos congressistas, mesmo nas votações de vetos presidenciais e na aprovação de ministros dos tribunais superiores e de embaixadores. Para os senadores da oposição, o ideal é que o voto secreto seja eliminado apenas nos casos de cassação de mandatos de congressistas. É o que estabelece, por exemplo, uma proposta apresentada pelo ex-senador Sérgio Cabral (PMDB), hoje governador do Rio. O problema é que o projeto de Cabral encontra-se mais atrasado do que o da Câmara. Não foi sequer votado em plenário. Daí a articulação deflagrada entre os deputados. Raul Jungmann (PPS-PE) vai sugerir que seja constituída uma frente parlamentar mista pelo fim do voto secreto. José Agripino Maia (RN), líder do DEM no Senado, acha que se pode, por meio de um entendimento, modificar a proposta que já tramita na Câmara, de modo que, na seqüência, possa ser aprovada sem atropelos no Senado. Curiosamente, a mesma oposição que agora quebra lanças em favor do voto aberto ajudou a enterrar, em 13 de março de 2003, uma emenda que propunha a mesma coisa. O autor era o senador petista Tião Viana (AC). Toda a bancada do PSDB, seguindo orientação do líder Arthur Virgílio (AM), votou contra. A maioria do DEM, que à época ainda atendia pelo nome de PFL, também ajudou a enterrar a proposta. Agripino Maia, por exemplo, votou "não". Hoje, Agripino diz: "Até os ministros do STF modificam suas posições. Só os insensatos deixam de levar em conta a conjuntura na redefinição de seus posicionamentos." Seja como for, vale a pena ler as páginas do Diário do Congresso que registram os discursos feitos na sessão de 2003. Para chegar à íntegra, pressione aqui. Renan Calheiros, a propósito, também votou contra. Santa premonição. Escrito por Josias de Souza, Folha Online. 1409

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Renan não tem condições de continuar na presidência do Senado, diz OAB. O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Britto, disse nesta quinta-feira que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) "não tem mais condições" para presidir o Senado. Na avaliação de Britto, o senador não conseguiu a maioria dos votos na Casa a seu favor --recebeu 40 e a maioria é 41--, o que não lhe dá condições de continuar no cargo. Se seus pares não deram apoio majoritário à sua absolvição, isso implica a impossibilidade da continuidade de Renan Calheiros na presidência do Senado", afirmou Britto. Para o presidente da OAB, embora o Senado não tenha aprovado o projeto que recomendava a cassação de Renan, "também não se pode dizer que o resultado da votação o absolveu, pois não se atingiu o quórum de 41 votos para a absolvição, que seria a maioria absoluta dos senadores". Com o resultado da votação --35 favoráveis à cassação, 40 contrários e seis abstenções-- o projeto que pedia a cassação de Renan ficou prejudicado e foi arquivado. (...) Folha Online. 1409

COPENHAGUE: LULA E A NOBREZA [Um conto de fadas...]

''''Temos a CPMF para votar'''' pede Lula

Ao comentar ontem, em Copenhague, na Dinamarca, a absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o mais importante, neste momento, é que "o Senado volte a funcionar com normalidade". "Temos muitas coisas importantes a serem votadas. Temos a CPMF, temos a reforma tributária, temos coisas que interessam ao povo brasileiro. É isso o que conta na verdade", disse. O presidente falou sobre a absolvição em rápida entrevista num encontro com empresários na Confederação Dinamarquesa das Indústrias. "Nós precisamos nos habituar a acatar o resultado das instituições a que nós nos submetemos. Eu não posso admitir que eu só possa acatar o resultado quando ele favorece aquilo que eu pensava. Houve uma votação pelas regras do Senado e o Renan foi absolvido." Lula, no entanto, não pareceu convicto de que o caso tenha chegado ao fim. "O problema começou no Senado e terminou no Senado, se é que terminou", disse. Segundo ele, se houver continuidade do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), esse será "outro problema". O presidente soube da absolvição de seu aliado na noite de quarta-feira, enquanto tomava café e conversava com a rainha Margrethe II e o príncipe consorte Henrik II, no castelo de Fredensborg, onde ficou hospedado durante a visita à Dinamarca.
A tranqüilidade com que o presidente recebeu a notícia da decisão do Senado contrastava com a reação da comunidade brasileira convidada a encontrá-lo ontem, na Biblioteca Real de Copenhague. "É uma loucura isso. É um absurdo esse homem não ser punido. Estou muito zangada", disse Dália Alleslev, psicóloga que mora há 20 anos na Dinamarca. "Como cidadã estou muito decepcionada com a política brasileira, que permite um homem como esse continuar como líder", comentou Sonia Linnebjerg, no país há 11 anos. Lula foi recebido com entusiasmo por cerca de 200 brasileiros. Alguns deles, como Marina Jakobsen, estão no país desde a década de 70, fugidos da ditadura. Muitos carregavam bandeiras do PT. Lisandra Paraguassú, COPENHAGUE, Estadão.
1409

RENAN CALHEIROS: "THE NUMBER ONE"! [or THE ONLY ONE"]

Renan descarta licença e diz que é o mais qualificado para presidir o Senado

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) deu sinais hoje de que não pretende se licenciar do cargo, como reivindica a oposição e setores da base aliada --como PSB e PMDB. Renan foi absolvido ontem no plenário do Senado com 40 votos favoráveis, 35 pela cassação e 6 abstenções. Em entrevista exclusiva para a Rádio Gaúcha, Renan disse que é a pessoa melhor qualificada para presidir o Senado após a crise que se abateve na Casa com a abertura de processos no Conselho de Ética pedindo a sua cassação. "Se eu não tiver condições de presidir o Senado, quem vai ter nesse quadro de absoluta divisão. Todos perderam [com esse processo]. Eu perdi mais. Ganhou a democracia", disse ele na entrevista. Diferentemente do que defenderam seus aliados, como o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), Renan disse não pretende se licenciar da presidência do Senado. "Não pensei absolutamente nada sobre isso. Vou me recolher com minha família para descansar um pouco." O peemedebista afirmou que o resultado de ontem significa uma reeleição para a presidência do Senado. "Não deixa de ser a renovação da confiança da Casa no presidente." Renan reclamou do comportamento da imprensa durante o desenrolar do processo. "Sofremos [a família] nesse calvário onde o que se diz não se escreve. Se escreve o que é contra você. Não se pode falar com setores da imprensa porque não aparece [o que você diz]", afirmou ele na entrevista para a Rádio Gaúcha.
Mônica Veloso
Renan disse que assumiu a paternidade da filha que teve com a jornalista Mônica Veloso fora do casamento e que pretende ter uma relação de proximidade com a menina. Afirmou que já pediu para a Justiça o direito de ver a menina. O presidente do Senado disse que o processo que enfrentou foi "político" e disse que errado seria ele ter contratado a jornalista para prestar serviços ao Senado. "Pagar R$ 8.000 [de pensão] não tem proporcionalidade para o presidente do Senado. Se quisesse misturar o público com o privado, bastava dar emprego a ela, contratasse sua produtora. Aí sim era motivo de cassação. Não tem racionalidade. É uma crise artificial, inventada", disse. Apesar de reclamar da exposição de sua vida pessoal, Renan afirmou na entrevista que não renunciou porque tinha de provar a verdade. "Ficou claro que o que importava era substituir o presidente do Senado. Deus não me deu o dom da desistência. Por isso não pude desistir. Não podia ser agente da imprudência e da impostura. Estaria aceitando as acusações."
Heloísa Helena
Ele afirmou ainda que as representações do PSOL contra ele são políticas e motivadas pela disputa entre ele e a ex-senadora Heloísa Helena em Alagoas. Ela é presidente do PSOL. "O PSOL entrou com várias representações. É uma coisa local, de Alagoas. Tem que resolver em Alagoas e não no Conselho de Ética. Se não, vai apequenar o Senado. Não pode tirar presidente do Senado por questão política porque em vez de melhorar vai piorar."
Oposição
Renan disse que vai procurar os líderes partidários para tentar apaziguar a crise gerada pelas denúncias contra ele. Tão logo tivesse um resultado, eu iria procurar os líderes para consertar situação. Usar minha habilidade e prestígio." Ele negou que os processos contra ele tenham paralisado o Senado. "O Senado votou mais de 70 medidas provisórias. Não parou."
Sessão secreta
Renan disse que é a favor do voto aberto em determinadas situações. Segundo ele, o voto fechado protege o eleitor dos interesses da mídia, dos grupos econômicos e políticos. "Não sou contra voto aberto. Pode haver pressões de setores da mídia, econômico e político. Nessas situações precisamos proteger o eleitor para valer a consciência e não a pressão. Folha Online. 1409

ITÁLIA NO BRASIL: SE A MODA PEGA!!!

O uso político do dedo médio.


O humorista italiano Beppe Grilo criou um dia de protesto, "celebrado" em 8 de setembro passado que foi um sucesso: trata-se do "Vaffanculo Day", cuja tradução é dispensável. http://151.1.253.1/vaffanculoday/

Nesse evento, italianos de várias partes do país, revoltados com a corrupção política, manifestaram sua indignação de modo bem humorado. Grilo propôs um projeto de lei chamado "Limpe o Parlamento", no qual pede, entre outras coisas, que políticos condenados não possam ser eleitos (segundo ele, há 25 condenados com mandato parlamentar) e que nenhum deputado possa ficar 25 ou 30 anos no Parlamento, em sucessivos mandatos. Políticos de direita acusaram o movimento de apelar à demagogia e de ser "antipolítico", conforme registro do Corriere della Sera. Já os da esquerda capitalizaram a idéia, como pode se ver no cartaz do Partido Humanista, abaixo, sobre o "V-Day". [Marcos Guterman, Estadão]. 1409


CÂMARA DOS DEPUTADOS & CPMF: O CLÁSSICO "EU JÁ SABIA"...

Comissão da Câmara aprova prorrogação da CPMF
BRASÍLIA - A comissão especial da Câmara dos Deputados que trata da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) aprovou, na madrugada desta sexta-feira, por 13 votos a 5, o substitutivo do deputado Antonio Palocci (PT-SP) sobre o tema. Todos os destaques apresentados pela oposição acabaram sendo rejeitados. Dessa forma, o texto foi aprovado conforme desejava o governo federal: o chamado imposto dos cheques está prorrogado até o ano de 2011, com alíquota de 0,38%, sem qualquer mecanismo de redução gradual. A matéria segue agora para o plenário da Câmara, onde precisa ser aprovada em duas votações. Depois seguirá para o Senado. Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado. 1409
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Governo aprova CPMF inalterada
Por 13 votos a 5, o governo aprovou hoje de madrugada a prorrogação na CPMF na comissão especial da Câmara que trata do assunto. Com maioria dos votos, a maior dificuldade da base aliada foi vencer o cansaço. A oposição usou de manobras regimentais para arrastar a sessão até a madrugada, tentando esvaziar o plenário, informa nesta sexta-feira reportagem da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal ou do UOL). O relatório do deputado Antonio Palocci (PT-SP) foi aprovado à 1h29 da forma como queria o governo, sem nenhuma alteração. Pelo parecer, a alíquota da CPMF continua em 0,38% até 2011. A DRU (Desvinculação das Receitas da União), que permite ao governo gastar livremente 20% do que arrecada, também irá vigorar por mais quatro anos. Com isso, mantido o texto também nas votações no plenário da Câmara e no Senado, a prorrogação poderá entrar em vigor assim que promulgada sem a necessidade de uma noventena. Os deputados de PSDB, DEM e PPS votaram fechados contra o relatório. Na base aliada também não houve dissidentes. Deputados descontentes com a demora do governo em fazer nomeações e que ameaçavam votar contra o governo foram enquadrados. O próximo passo agora será a votação no plenário da Câmara. Depois, a PEC segue para o Senado. O governo tem que votar o texto a tempo de promulgá-lo até 31 de dezembro, quando expiram a CPMF e a DRU.
Oposição
Uma das estratégias para forçar a saída de Renan do comando do Senado é barrar a votação do projeto que prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até o ano de 2011. O governo federal espera aprovar com folga a prorrogação da CPMF na Câmara, mas já está consciente de que vai encontrar dificuldades no Senado --onde a oposição tem número maior de parlamentares para tentar derrubar o projeto.
"A CPMF, não podemos votar. Não venham com a chantagem de dizer que a CPMF tira dinheiro da saúde. O governo que tire recursos de outro lugar, sem essa contribuição", disse a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS). Folha Online. 1409