A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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domingo, fevereiro 17, 2008
A HORA DO "ÂNGELUS"
Moisés estava no monte Sinai, recebendo a Torá, e o povo, inquieto com a sua ausência, constrói um bezerro de ouro. A construção do bezerro significava a quebra da aliança com o eterno, representada pela crença no Deus único e pela promessa de não fazer idolatria.
Ao retornar, Moisés derreteu o bezerro na água e faz o povo “beber daquelas águas”. É claro que tudo isto é uma alegoria para dizer que o povo entraria em profundo processo de arrependimento.
É sobre este arrependimento que devemos refletir esta semana. Que possamos fazer uma auto-crítica e descobrir em que situações poderíamos ter agido melhor. Mas isto não pode ser apenas um processo mental.
Precisamos executar ações que demonstrem nosso real arrependimento. Pode ser pedir desculpas à um amigo ou lembrar à um parente que você o ama. Um pequeno gesto pode ser o início de uma grande limpeza em nossa alma e a abertura para o recebimento de muita luz.
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Shalom!
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
CARTÃO CORPORATIVO [In:] corPoraTivo mesmo!
CPI MISTA/CARTÃO CORPORATIVO: "MEZZA..."

CPI/CARTÃO CORPORATIVO: FORNO MORNO
(...) O pedido de CPI foi devolvido logo após ter sido protocolado nesta quinta porque 35 senadores assinaram documento, no qual constava a palavra "apoiamento", termo que não poderia ter sido usado em um requerimento de abertura de comissão. Essa é a segunda vez que o presidente do Senado devolve um pedido de CPI. Da primeira, Garibaldi apontou trechos acrescidos à mão pelo líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR). O requerimento em questão era de uma CPI apenas no Senado. Foi após a devolução do pedido que governo e oposição entraram em acordo para criar a comissão mista.
Relator e presidente
O deputado federal Luiz Sérgio (PT-RJ) será o relator da CPI mista para investigar os gastos dos cartões corporativos do governo. Com a escolha do deputado petista, confirmada na reunião da liderança do partido nesta quinta-feira, o comando da CPI fica com a base aliada ao governo, já que mais cedo o PMDB definiu como presidente da CPI o senador Neuto de Conto (SC). A escolha pode acirrar ainda mais os ânimos no Congresso. Senadores da oposição - DEM e PSDB - não querem que o governo fique no comando dos postos-chave da CPI e ameaçam obstruir as votações na Casa. Em resposta, os partidos da base aliada dizem apenas que usaram a regra da proporcionalidade, que confere às maiores bancadas o direito de indicar presidente e relator das comissões parlamentares de inquérito. (Com Mair Pena Neto, da Reuters)
Texto atualizado às 21h20; Estadão, 1502.
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
BRASIL/AMAZÔNIA: DESMATAMENTO DESENFREADO
Para WWF, não há interesse político em denunciar desmatadores
Marina afirmou que sua pasta já está trabalhando pela implementação do decreto 6.321, de 21 de dezembro, que aperta o cerco à atividade de extração ilegal de madeira na Amazônia, e negou que exista uma possibilidade de perdoar quem já desmatou na região. "Estamos trabalhando para cumprir e implementar o decreto e a portaria (do ministério). E teremos reuniões com os bancos públicos para que não se dê financiamento, nem apoio a atividades que sejam ilegais", disse ela. Também acrescentou que "não existiu, nem existe proposta dentro do governo para anistia aos desmatadores. Existe no governo é a implementação do decreto que aumenta o rigor em relação a fiscalização, criminaliza aqueles que produzirem em área desmatada ilegalmente e criminaliza também aqueles que comprarem os produtos produzidos nessa área."
BRASIL/UE: EXPORTAÇÕES DE CARNE IRREGULARES
SECRETARIA DA IGUALDADE RACIAL: NOVA POSSE
Lula recebeu Santos na manhã desta quinta para formalizar o pedido. O deputado federal do Rio de Janeiro é militante do movimento negro e alinhado ao antigo Campo Majoritário do PT, tendência do ex-ministro José Dirceu e do atual presidente do partido Ricardo Berzoini. A Secretaria vinha sendo ocupada pelo secretário-adjunto Martvs das Chagas. Matilde deixou o cargo no início do mês após divulgação de gastos com seu cartão corporativo de mais de R$ 170 mil. Entre os gastos, R$ 461,16 em um free shop. Ao deixar o cargo, a ex-ministra admitiu que cometeu um "erro administrativo". A divulgação dos gastos corporativos derarm início a uma disputa no Congresso pela criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre os cartões. Enquanto o governo quer expandir a investigação para a época do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), a oposição quer limitá-la ao governo Lula.
PETROBRAS/RESERVAS: "PIRATAS À ESTIBORDO!"
De acordo com as primeiras informações, os equipamentos estavam em um contêiner que tinha sido despachado de uma plataforma de pesquisa da Bacia de Campos para a superintendência da empresa em Macaé, Região Norte Fluminense. Segundo a companhia, o cadeado de segurança do material havia sido trocado.
A primeira informação era de que um notebook e dois discos rígidos haviam desaparecido; depois, a assessoria da Petrobras afirmou que foram dois notebooks e um disco rígido; por fim, confirmou apenas que houve roubo de informações, sem especificar em que forma. Segundo a empresa, ainda não há pistas sobre os autores do crime, embora a Polícia Federal (PF) já esteja apurando o caso. A PF foi procurada pelo G1, mas ainda não se pronunciou sobre o caso. A assessoria informou ainda que a Petrobras tem cópia de todas as informações contidas nos equipamentos furtados.
Nova fonte de petróleo
A Petrobras não confirma sobre qual reserva de petróleo as informações roubadas se referem. Entretanto, no fim do ano passado, o governo federal anunciou com festa a descoberta de uma nova reserva de petróleo no Poço de Tupi, na Bacia de Santos, estimada entre 5 e 8 bilhões de barris de óleo.
TCU/PRESTAÇÃO DE CONTAS/CARTÃO: "-- ATÉ TU, BRUTUS?" ; "-- SIM!"
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
http://www.estadao.com.br/economia/not_eco124436,0.htm
CÂMARA/MP´s: MUDANÇAS NAS REGRAS DE "LEGISLAÇÃO"
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
CIRO GOMES/TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO: [?]

Nesta quinta-feira (14), porém, Ciro foi como que atropelado por uma recaída. Em meio a um debate altivo sobre o projeto de transposição do rio São Francisco, dirigiu-se em termos no mínimo impróprios à atriz Letícia Sabatella, que fora ao Congresso para protestar contra a obra, junto com outros atores. Indicador em riste, Ciro disse ter optado por tornar-se um combatente na defesa do projeto, deflagrado por ele, à época em que era ministro da Integração Nacional. A certa altura, a “fera” disse à “bela”: "Não sei se estou no mesmo lugar que o seu, mas é parecido. Eu, ao meu jeito, escolhi a opção de meter a mão da massa, às vezes suja de cocô, às vezes. Mas minha cabeça, não, meu compromisso, não." À sua maneira, Ciro recomendou a Letícia que leve a mão à consciência: "Tecnicamente é necessário que os críticos tomem juízo, não no sentido negativo da palavra, mas para ver se é possível. Por alguns [críticos] não tenho respeito. Faço honestamente essa confissão porque não percebo boa fé em alguns."
Escrito por Josias de Souza, Folha Online. Foto: Lula Marques/Folha.
LULA & FHC/CARTÃO CORPORTATIVO [In:] BRINDADOS COM BLINDAGEM

Ficou entendido, informalmente, que o foco da investigação será o sistema de pagamentos por meio de cartões, não os chefes dos dois governos ou os seus familiares. Na reunião que manteve com Jucá, nesta segunda-feira (11), Sampaio foi explícito. Disse que a CPI, nos termos expostos em seu pedido, não tinha Lula como alvo. Mais: Sampaio esclareceu que, embora parta dos cartões da era Lula, o seu requerimento permite que, surgindo fatos “correlatos”, sejam apuradas também as chamadas “Contas B”, que supriam os fundos das pequenas despesas do governo antes da criação dos cartões. Era tudo o que o governo desejava ouvir. Consultado, o Planalto deu sinal verde Jucá, que abraçou a proposta de CPI mista, com deputados e senadores.Sampaio agendara o encontro com Jucá no domingo. Tivera o cuidado de comunicar ao presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Também no domingo, Guerra recebera um telefonema José Múcio, pernambucano como ele e seu amigo. O coordenador político de Lula disse-lhe, segundo apurou o blog, que o governo estava favorável à investigação dos cartões, mas desejava uma CPI “civilizada”, que preservasse Lula e também FHC. Nesta segunda, Carlos Sampaio e Sérgio Guerra conversaram, pelo telefone, com FHC. Ouviram dele o seguinte: não acha razoável que a investigação alcance o seu período de governo sem que haja nenhuma denúncia. Mas não receia a apuração. Em diálogo com um terceiro político tucano, FHC chegou a fazer piada: “Os vestidos da Ruth era eu mesmo quem pagava”, disse, entre risos. Por segurança, o tucanato decidiu munir-se de dados. Encomendou-se a Eduardo Jorge, ex-secretário-geral do Planalto no governo FHC, uma pesquisa sobre as informações relacionadas aos gastos com cartões e com as Contas B durante a gestão de seu ex-chefe. Sérgio Guerra desfilou pelo Senado um discurso moderado. Sem mencionar a conversa com José Múcio, disse o seguinte: “Nesse debate dos cartões, muita coisa que é verdadeira e relevante se confunde com outras coisas que não são verdadeiras, embora pareçam relevantes.” O presidente do PSDB acrescentou: “É importante que essa investigação seja feita. Primeiro porque há exageros. Segundo porque é evidente que os cartões são bons e precisam ser aprimorados. Mas tudo deve ser conduzido com muito equilíbrio, para que a gente consiga chegar a algum lugar.” E quanto ao presidente e aos filhos do presidente? “É evidente que ninguém está blindado. Mas isso não pode ser foco da investigação. O que é segurança mesmo tem de ser preservado. O que não for segurança deve ser visto. Mas ninguém faz uma CPI só pra isso.” Defende, de resto, que os gastos comprovadamente vinculados à segurança do presidente e de seus familiares devem ser tratados como sigilosos. O entendimento informal selado na reunião entre Jucá e Sampaio foi precipitado pela movimentação do deputado tucano, que empenhava-se há dias para pôr de pé o pedido de CPI que formulara havia duas semanas. Se dependesse de Sérgio Guerra, as conversações teriam se dado de outro modo. Envolveriam a bancada de senadores tucanos e os parceiros oposicionistas do DEM. Para o presidente do PSDB, o governo gere de forma inadequada a crise dos cartões. Ele diz que, em entrevista concedida na semana passada, a minsitra Dilma Rousseff, "tratou do problema como se não dissesse respeito ao governo". Queixa-se da tática de arrastar FHC para o centro do problema:
"Toda a vez que o governo é acusado, ele remete para o passado. Isso não é uma coisa honesta. Recebem uma acusação e dizem: eu fiz, mas quem nao fez? Isso é recorrente. Dessa vez, eles se moveram para trás, com FHC, e para o lado, com José Serra. Não é coisa de gente séria. O importante é fazer uma investigação correta, de maneira construtiva. De modo que o Senado possa continuar trabalhando." Do modo como foi conduzido, o acerto não-declarado marginalizou os senadores do PSDB e do DEM, que não se sentem comprometidos. O líder tucano Arthur Virgílio, por exemplo, elogia os termos do requerimento de CPI de Carlos Sampaio. Acha que é o "ideal". Entre quatro paredes, porém, insurge-se contra qualquer coisa que se pareça com um acordo capaz de restringir as investigações. Acha que o PSDB deve comparecer à CPI de lanças em punho. Em privado, José Agripino Maia (RN), líder do DEM, dá de ombros para os acertos informais. Diz que "os fatos é que vão ditar os rumos da investigação, não as conveniências de A ou de B". Sustenta que o "fato determinado" a ser apurado na CPI diz respeito à gestão Lula. "Não adianta tergiversar nem tentar escamotear." De resto, senadores como Demóstenes Torres (DEM-GO) e Álvaro Dias (PSDB-PR) tampouco parecem o dispostos a preservar Lula.Reservadamente, Demóstenes chega a dizer que, havendo irregularidades no período de FHC, não há acordo capaz de deter a averiguação. Deve-se investigar com o mesmo rigor, opina.
Nesta terça, os líderes do PSDB e do DEM reúnem as suas bancadas no Senado. Antes, Virgílio e Agripino tentarão afinar as respectivas violas, em encontro prévio que deve contar com a presença de Sérgio Guerra. Tucanos e 'demos' querem chegar ao encontro de líderes marcado por Garibaldi Alves (PMDB-RN), na presidência do Senado, tocando os mesmos acordes.Como exemplo da "civilidade" que espera receber do tucanato, Lula enviou, por meio de um portador de sua confiança, um recado ao PT: deseja que o PT conduza com "responsabilidade" o debate em torno dos cartões de débito do governo de José Serra, na Assembléia Legislativa de São Paulo. Resta saber se o presidente controla os seus "radicais". De concreto, por ora, apenas uma evidência é nitidamente irrefutável: como todas os infortúnios que infelicitam o brasileiro, os cartões oficiais converteram-se em mote de piadas.
Escrito por Josias de Souza, Folha Online. [1202]. Foto matéria.
CPI/CARTÃO CORPORATIVO: GRANDE É O QUE CONTA...
“Houve uma redução absurda da pluralidade. Deixaram os barulhentos de fora”, lamenta Jungmann. “Será uma CPI dos que sustentam o Lula –PMDB e PT—misturados aos que sustentaram o Fernando Henrique –PSDB e DEM”, ecoa Gabeira. Chico Alencar arremata: “É comum dizerem que todos sabem como uma CPI começa, mas ninguém sabe como ela acaba. No caso da CPI dos Cartões, já se sabe, pela própria composição, como ela começa e também como vai terminar.” Pelo regimento, uma CPI mista pode ser composta por até 34 congressistas. O pedido da comissão dos cartões, porém, anota que tomarão parte da apuração apenas 22 parlamentares –11 deputados e 11 senadores. Na Câmara, respeitando-se a proporcionalidade das bancadas, vão à comissão oito deputados do consórcio governista. As outras três vagas serão divididas entre PSDB e DEM. O critério adotado, por draconiano, levou a “Terceira Via” a questionar até mesmo a validade da denominação do grupo. “Já nem sei se somos a ‘terceira via’. Passamos a ter no Congresso, agora mais do que nunca, uma via só, de mão única”, diz Chico Alencar. “Talvez a gente rebatize o grupo de ‘Pró-Congresso’”, afirma Gabeira. Gabeira, Jungmann, Alencar e Erundina integram, junto com outros deputados, um movimento constituído no início da atual legislatura, para dar suporte à candidatura de Gustavo Fruet (PSDB-PR) à presidência da Casa. Embora derrotado por Arlindo Chinaglia (PT-SP), o grupo não se desfez. Reúne-se periodicamente. Deu-se no ano passado a ação mais recente do grupo: uma campanha intitulada “Fora, Renan”, que, a despeito do barulho, sucumbiu ao corporativismo do Senado. Nesta terça-feira (12), a “Terceira Via” decidiu, em reunião, insurgir-se contra o que seus integrantes chamam de “manobra para domesticar a CPI” dos Cartões. Curiosamente, Carlos Sampaio (PSDB-SP), autor do pedido de CPI, é considerado um deputado próximo à “Terceira Via”. O grupo começou a se estranhar com ele depois dos entendimentos que firmou com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), para tornar viável a instalação da CPI Mista dos Cartões. “Ficou para nós um sabor de acordo, com o objetivo de excluir da investigação o Lula, o Fernando Henrique e suas respectivas famílias”, diz Gabeira. “E nós não podemos compactuar com isso. Não temos força para impor uma CPI contra o governo. Mas lançaremos mão das nossas armas. Ficaremos no pé deles, denunciando todas as manobras.” “Queremos uma investigação sem limites além daqueles previstos na Constituição”, reverbera Chico Alencar. “Numa República, nenhum cidadão está acima das leis. Nem Lula nem Fernando Henrique nem o mais humilde servidor público”, acrescenta Jungmann. Da reunião desta terça, além dos três, participaram Júlio Delgado (PSB-MG), Luiza Erundina (PSB-SP), Raul Henry (PMDB-PE), Ivan Valente (PSOL-SP), Luciana Genro (PSOL-RS) e Gustavo Fruet (PSDB-PR). Esteve também na reunião o tucano Carlos Sampaio, autor do pedido de CPI. Ele disse aos colegas que o acordo que firmara com Jucá restringia-se à abertura de uma CPI mista, em vez de uma comissão exclusiva do Senado. Embora Sampaio tenha assegurado que o acerto com o líder do governo não incluiu nenhum tipo de “blindagem” a Lula ou a FHC, o grupo manteve o pé atrás. Ouça-se Gabeira: “O próprio Carlos Sampaio deu entrevistas falando que o foco da CPI não era os gastos dos presidentes. O [Antonio Carlos] Pannunzio, líder do PSDB, declarou que o objetivo não é chegar à lingerie. Parece claro que há um acordo. E acordos como esse não precisam ser formalizados em papel.” O nariz virado em relação à movimentação de Sampaio não se restringe à “Terceira Via”. A reunião com Jucá ateou contrariedades no próprio PSDB. Uma contrariedade que, nesta terça-feira (12), extrapolou as paredes dos gabinetes. Nesta terça-feira (11), os líderes Arthur Virgílio (PSDB) e José Agripino Maia (DEM) convidaram para almoçar no Porcão, uma churrascaria chique de Brasília, oposicionistas de diferentes partidos. Um dos objetivos do repasto era justamente o de espantar o fantasma da “blindagem” de Lula e FHC. A certa altura, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) investiu, em discurso, contra Sampaio. Dias acusou o companheiro de partido de ter fechado com Jucá um acordo para domar a apuração dos gastos com cartões. "Nunca vi oposição fazer acordo com o governo para investigar o governo", disse. E Sampaio: "Eu me senti ofendido. Prefiro uma CPI mista que seja chapa-branca, mas que aconteça." Repetiu que não firmou com Jucá nenhum pacto de não-investigação.” À noite, ao rememorar o embate em conversa com o blog, Álvaro Dias evocou um comentário que diz ter ouvido de um amigo: “O sexo do povo é macho. O eleitor não gosta de oposição que alisa governo.” Antes, em pronunciamentos no plenário, Virgílio e Agripino Maia informaram o que ficara acertado no almoço. A oposição não abre mão de ocupar um dos assentos do comando da CPI: ou a presidência ou a relatoria. Do contrário, voltará a obstruir as atividades do plenário do Senado. De resto, negaram, em timbre veemente, a intenção de impor restrições à investigação.
Pelo sim, pelo não, a “Terceira Via” optou pela “vigilância”. Ouça-se, de novo, Gabeira: “Existe um lado do PSDB que sempre negocia com o governo nas nossas costas. Eles já fizeram isso na eleição do Arlindo Chinaglia para a presidência da Câmara. O próprio Carlos Sampaio votou no Chinaglia.”
Escrito por Josias de Souza, Folha Online, 1302.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
BRASIL/AMAZÔNIA LEGAL [In:] O QUE É "LEGAL"?
Leonêncio Nossa Fabíola Salvador, Folha Online, 1302.
GASTOS PÚBLICOS [In:] GASTAR "É PRECISO"!!! *
Folha Online, LEILA SUWWANDA SUCURSAL DE BRASÍLIA. 1302.
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(*) Parafraseado de Fernando Pessoa: "Navegar é preciso; viver não é preciso".
CARTÃO CORPORATIVO/GOVERNO LULA: GASTOS PÚBLICOS & SIGILO
LEONENCIO NOSSA, ENVIADO ESPECIAL - Agencia Estado. 1302.
terça-feira, fevereiro 12, 2008
XÔ! ESTRESSE [In:] "PRESIDENTE BOSSA NOVA" *






[Chargistas: Lézio, Ique, Simanca, Ivan, Miguel, Lane, Heringer, Enio, Samuca, Cláudio].
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(*) Perdoem-me pela nostalgia, mas, decorridas algumas décadas, a letra [ainda] é atual!!!
Juca Chaves - Presidente Bossa Nova [Juca Chaves].
"Bossa nova mesmo é ser presidente/ Desta terra descoberta por Cabral/ Para tanto basta ser tão simplesmente/ Simpático, risonho, original./ Depois desfrutar da maravilha/ De ser o presidente do Brasil,/ Voar da Velhacap pra Brasília,/ Ver a alvorada e voar de volta ao Rio./ Voar, voar, voar, voar,/Voar, voar pra bem distante,/ Até Versalhes onde duas mineirinhas valsinhas/ Dançam como debutante, interessante!/ Mandar parente a jato pro dentista,/ Almoçar com tenista campeão,/ Também poder ser um bom artista exclusivista/ Tomando com Dilermando umas aulinhas de violão./ Isto é viver como se aprova,/ É ser um presidente bossa nova./ Bossa nova, muito nova,/ Nova mesmo, ultra nova!". http://www.vagalume.com.br/
BRASIL/FRANÇA: PRESIDENTES DISCUTEM SEGURANÇA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontra nesta terça-feira, na Guiana Francesa, com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, para discutir cooperação na área de defesa, a libertação dos reféns colombianos em poder da guerrilha colombiana, negociações da Rodada de Doha e temas fronteiriços.
O presidente Lula chegou a Macapá (AP) acompanhado dos ministros da Defesa, Nelson Jobim, do Meio Ambiente, Marina Silva, e dos Transportes, Alfredo Brito. O senador José Sarney (PMDB-AM) era um dos integrantes da comitiva de três senadores e quatro deputados do Estado que acompanharam o presidente. Lula pernoitou num hotel e viaja nesta terça-feira de manhã no avião presidencial até Oiapoque, do lado brasileiro da fronteira. De lá, atravessa de barco o rio Oiapoque, que divide os dois países, e é recebido por Sarkozy em São Jorge do Oiapoque, na margem francesa. Sarkozy não deve entrar em território brasileiro. Apesar dos temas fronteiriços, como o início da construção da ponte sobre o rio Oiapoque ligando os dois países, as conversas políticas devem girar em torno de outros temas, como a participação dos dois países nas negociações da Rodada Doha de liberalização do comércio. "Brasil e França dispõem de uma ampla base de convergência política e diplomática, que torna o momento atual particularmente propício para o estreitamento de nossas relações nos mais diversos campos, seja naquela vertente bilateral, seja na discussão de temas de interesse mútuo da agenda regional e multilateral", afirmou o porta-voz do Planalto, Marcelo Baumbach. Ele confirmou que o submarino nuclear que o Brasil quer construir --e que pode ter tecnologia francesa-- será um dos temas da conversa, mas o governo não espera fazer um anúncio formal sobre o assunto nesta visita. Será o primeiro encontro entre os dois presidentes que não acontece à margem de uma reunião internacional. Lula e Sarkozy já se encontraram no ano passado durante a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e na reunião do G-8, o grupo dos sete países mais industrializados mais a Rússia, na Alemanha. Brasil e França têm um intercâmbio comercial de US$ 7 bilhões, com importações e exportações do mesmo montante. O Brasil é principal parceiro comercial francês na América Latina. Lula também deve agradecer o apoio público dado por Sarkozy ao pleito brasileiro de reformar o Conselho de Segurança da ONU e ocupar uma cadeira permanente num órgão ampliado.
Farc
Sobre a colaboração do Brasil na negociação para a libertação dos reféns em poder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o porta-voz do Planalto confirmou que o tema será discutido, mas não acredita que nenhuma estratégia será definida já neste encontro. "Como o Brasil crê que é necessária a conversa com os presidentes [venezuelano Hugo] Chávez e [colombiano Álvaro] Uribe, eu não diria que se chegue a algum avanço concreto no sentido de estabelecer esse grupo, mas o tema certamente será discutido", afirmou.
O governo brasileiro já tinha afirmado que só vai participar das negociações com o aval do presidente colombiano Álvaro Uribe. Nas últimas semanas, passou a dizer que também considera "crucial" a participação do presidente venezuelano Hugo Chávez. Embora Chávez tenha sido excluído da negociação com as Farc por Uribe, a guerrilha disse que libertou as duas reféns em janeiro em desagravo ao presidente venezuelano.
Fronteira
Apesar da localização na América do Sul, a Guiana Francesa é um departamento ultramarino da França, onde vigoram todas as leis francesas. A diferença de padrão de vida entre os vizinhos --o salário mínimo francês é de 1,1 mil euros por mês-- atrai imigrantes brasileiros para o lado francês. O Itamaraty estima que sejam entre 20 mil e 40 mil brasileiros, vivendo ilegalmente num país de 200 mil habitantes. Um acordo entre os dois governos permite a expulsão para o lado brasileiro de estrangeiros encontrados ilegalmente no país. "A agenda fronteiriça é difícil, por causa dos problemas de migração", admite o ministro Ricardo Guerra de Araujo, diretor interino do Departamento de Europa do Itamaraty. Ele disse que uma comissão binacional criada para discutir o assunto se reúne em maio, na França. da BBC Brasil. 1202.
GOVERNO LULA & PRIVATIZAÇÕES DE RODOVIAS [PEDÁGIOS]
Leonardo Goy, Estadão, 1202.
CPI/CARTÃO CORPORATIVO: UMA CPI CORPORATIVA?
Traduzindo: o líder do governo Lula diz que os partidos aliados só vão endossar o pedido de CPI se as investigações chegarem ao governo Fernando Henrique. É que os cartões corporativos foram criados no governo FH, mas implementados ano a ano; e nos tempos de FH o usual era o saque em dinheiro por meio da tal Conta - B. Outros governistas se dizem tranquilos quanto ao rumo das investigações porque não se pode separar cartões corporativos de Conta - B. Afinal, tudo é “suprimento de fundos do Poder Executivo” - seja por meio de pagamento em dinheiro ou por meio do cartão. O tal acordo provocou reações dos dois lados - tanto dentro da base governista como na oposição. A oposição agiu mais rapidamente e conseguiu se acertar. O deputado Carlos Sampaio, que fez o acordo com o líder do governo Romero Jucá para a instalação da CPI mista, e aceitou retroceder as investigações para 1998, incluindo, portanto, o governo Fernando Henrique, foi chamado para uma reunião com o partido, que queria maiores explicações. Afinal, todo o esforço dos tucanos até então era excluir o governo Fernando Henrique das investigações. Sampaio explicou que não poderia fazer isso porque a investigação teria de ser do sistema - o modo de pagamento de despesas eventuais do governo federal. A Jucá ele explicou que o governo FH estaria incluído - daí o que possibilitou o acordo. Pela manhã, ao anunciar que o acordo estava celebrado, Jucá e Sampaio diziam claramente que o objetivo não era investigar Lula nem FH. Nos bastidores, a oposição atua para que, instalada a CPI, a investigação comece dos gastos atuais e vá voltando no tempo. Os governistas, é claro, querem o contrário.
No fundo, um quer investigar o outro. E ficar fora de alcance da CPI.
E Romero Jucá que, pela manhã, comemorava o resultado do acordo, foi bastante cobrado pela oposição. Nos últimos tempos, ele era o único no governo que mantinha algum diálogo com PSDB e DEM. A oposição acha que ele foi longe demais, ao propor a CPI e depois aceitar também a CPI mista. Sinal de que Jucá agiu bem como líder do Palácio do Planalto. Cristiana Lôbo, G1. 1202.





















