PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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domingo, fevereiro 17, 2008

A HORA DO "ÂNGELUS"

Conexão da Semana: A AUTO-CRÍTICA

Moisés estava no monte Sinai, recebendo a Torá, e o povo, inquieto com a sua ausência, constrói um bezerro de ouro. A construção do bezerro significava a quebra da aliança com o eterno, representada pela crença no Deus único e pela promessa de não fazer idolatria.
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Ao retornar, Moisés derreteu o bezerro na água e faz o povo “beber daquelas águas”. É claro que tudo isto é uma alegoria para dizer que o povo entraria em profundo processo de arrependimento.
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É sobre este arrependimento que devemos refletir esta semana. Que possamos fazer uma auto-crítica e descobrir em que situações poderíamos ter agido melhor. Mas isto não pode ser apenas um processo mental.
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Precisamos executar ações que demonstrem nosso real arrependimento. Pode ser pedir desculpas à um amigo ou lembrar à um parente que você o ama. Um pequeno gesto pode ser o início de uma grande limpeza em nossa alma e a abertura para o recebimento de muita luz.
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Shalom!
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sexta-feira, fevereiro 15, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] "SINCE 2003..."


[Chargista: Heringer].

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Para procurador-geral de SP, OAB atua de forma fascista. O procurador-geral de São Paulo, Rodrigo César Rebello Pinho, disse, em discurso, que a seccional paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) atua de "forma fascista" ao organizar e divulgar uma lista de "inimigos dos advogados".As críticas, as mais duras feitas por Pinho desde que a entidade começou a publicar a relação, em 2006, foram feitas anteontem em ato público na sede do Ministério Público Estadual em desagravo a três promotores lançados no ano passado ao rol dos desafetos. Segundo o procurador-geral, o objetivo da entidade é tentar "intimidar" a atuação de promotores."Perante à Ordem, perante a uma instituição que atua de forma fascista, nós não precisamos tomar nenhuma providência nesse sentido. A providência será institucional, com medidas como essa, para mostrar que nós damos apoio ao colegas que atuam de forma adequada." Folha, 1502.
PF investiga furto de dados da Petrobras. A Polícia Federal (PF) infomou nesta quinta-feira (14) que abriu inquérito para apurar o furto de equipamentos com informações estratégicas da Petrobras. Os investigadores desconfiam de espionagem industrial, mas ainda não há suspeitos de quem teria cometido o crime. Segundo a PF, o material estava em um contêiner transportado numa embarcação de uma empresa contratada pela Petrobras. O navio saiu de Santos, no litoral paulista, e chegou a Macaé, no estado do Rio de Janeiro, no dia 1º de fevereiro. A Petrobras informou que tem a cópia das informações levadas pelos ladrões.A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) informou que vai monitorar o furto de informações confidenciais da Petrobras. A agência informou que, mesmo antes de o caso se tornar público, havia acionado sua área de contra-espionagem para fazer um levantamento de dados em parceria com a Petrobras e a PF. Do G1, em São Paulo e no Rio.1502.

CARTÃO CORPORATIVO [In:] corPoraTivo mesmo!

Tesoureiros do PT usam cartão corporativo do governo federal

Dirigentes regionais do PT estão entre os usuários de cartões corporativos do governo federal, incluindo três tesoureiros de diretórios estaduais. Pelo menos mais sete integrantes de executivas ou diretórios petistas, além de um ex-prefeito e de três candidatos a deputado estadual em 2006, estão entre os encarregados por diversos ministérios de fazer saques e comprarem com os cartões. Um deles, candidato em Alagoas, sacou 41% do total do ano nas três semanas que antecederam a campanha. Levantamento feito pela Folha com base em dados do Siafi (sistema de acompanhamento de gastos do governo) pela assessoria de Orçamento do DEM identificou 46 petistas em cargos de confiança em oito ministérios e na Presidência que usaram cartões de 2005 a 2007. Neste período, gastaram R$ 719 mil -61,5% em compras e 38,5% em saques. O uso dos cartões por pessoas comprometidas com a política partidária não é ilegal, mas pode dar margem a conflitos de interesse. Um exemplo ocorre no Amazonas, onde o superintendente estadual da Secretaria da Pesca, Estevam Ferreira da Costa, usa cartão corporativo para cuidar das finanças da pasta de segunda a sexta, das 9h às 17h. Encerrado o expediente, Costa, tesoureiro estadual desde 2001, dirige-se ao diretório do PT em Manaus onde, das 18h às 19h, trata do dinheiro do partido. "Passo uma hora por dia trabalhando para o PT", diz ele, que sacou R$ 8.900 com cartão em 2007. A maior parte, segundo ele, para comprar combustível para barcos. Em Tocantins, o tesoureiro estadual do PT Leontino Pereira de Sousa usa intervalos no trabalho como delegado estadual do Ministério do Desenvolvimento Agrário para resolver problemas do partido. "Aproveito a hora do almoço para pagar contas do PT." Sousa gastou, em 2007, R$ 3.889 com cartão, 89% em saques. Em Goiás, a tesoureira do PT até dezembro era Laisy Moriere, a principal responsável na Secretaria de Políticas para Mulheres por organizar as viagens da ministra Nilcéa Freire. É ela quem paga hotéis e restaurantes, com o cartão. A dupla função é conseqüência do loteamento da administração federal. Conforme revelou a Folha no domingo, 44% dos cartões estão com funcionários comissionados, muitos deles, indicações políticas. A maioria dos militantes petistas ocupa gerências estaduais da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, cujo titular, Altemir Gregolin, é um dos ministros que têm gastos com cartão investigados. Há também exemplos em Desenvolvimento Agrário, Minas e Energia, Trabalho, Agricultura, Integração Nacional e na Secretaria de Políticas para Mulheres. Além dos tesoureiros, há petistas com cartão em cargos como secretário de Formação Política, de Organização, de Assuntos Sindicais e de Assuntos Agrários -todas posições estratégicas. Nas eleições de 2006, ao menos três petistas com cartão corporativo tentaram a sorte para Assembléias. Apenas um se elegeu.
Folha Online, FÁBIO ZANINIDA SUCURSAL DE BRASÍLIA. 1502.

CPI MISTA/CARTÃO CORPORATIVO: "MEZZA..."



O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-SP), diz que fará, na próxima terça-feira (19), no plenário, a leitura do requerimento de constituição da CPI Mista dos Cartões. Depois disso, basta que os partidos indiquem os seus representantes na comissão –11 deputados e 11 senadores— para que a investigação comece.

A promessa de Garibaldi deu à novela dos cartões uma aparência de normalidade. Depois de um vaivém marcado pela suspeita de que tucanos e governistas estariam tramando a “blindagem” de Lula e FHC, o Congresso estaria pronto para passar ao segundo capítulo. Não é bem assim. Não há, por ora, nem mesmo certeza quanto à instalação da CPI. Os operadores políticos de Lula deram um nó na oposição. Antecipando-se à leitura de Garibaldi, o consórcio de partidos que gravita em torno do Planalto indicou os dois comandantes da CPI: para presidente, Neuto de Conto (PMDB-SC); para relator, Luiz Sérgio (PT-RJ). Trata-se de um recuo em relação ao que Romero Jucá (PMDB-RR) prometera à oposição. O líder de Lula no Senado comprometera-se a advogar no governo a tese de que o comando da CPI deveria ser compartilhado. Estrategicamente, Jucá não deu as caras no Congresso nesta quinta-feira (14). Tomou chá de sumiço. “É provocação”, opina José Agripino Maia (RN), líder do DEM. Para ele, a oposição deve quebrar lanças. Ou o governo cede uma vaga na direção da CPI ou os oposicionistas se esquivariam de participar da comissão. Em represália, coletariam assinaturas para abrir uma outra CPI, exclusiva do Senado. Uma Casa em que o assento de um oposicionista na mesa é certo. O problema é que a direção do PSDB pensa de outro modo. Arthur Virgílio, o líder tucano, não exclui a hipótese de uma CPI só de senadores. Acha, porém, que, antes disso, é preciso vencer a etapa da comissão mista, ainda que sua direção seja “chapa branca”. Em posição compartilhada com o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), autor do pedido de CPI mista, Virgílio defende o seguinte: inaugurada a comissão, os oposicionistas levariam à mesa um lote de requerimentos envenenados: convocação de ministros pilhados no abuso dos cartões, quebras de sigilos bancários e telefônicos e abertura dos extratos secretos da presidência da República. “Aí nós vamos saber se querem mesmo investigar ou se estão de brincadeira”, diz Virgílio. Só na hipótese de uma rejeição dos pedidos é que, na opinião do líder da bancada tucana, a oposição partiria para o “Plano B”, que passaria pela formalização de um pedido de CPI no Senado. Os governistas aproveitam a divisão para espicaçar os rivais. O ministro Paulo Bernardo (Planejamento), aquele que chamara a comissão de “CPI da Tapioca”, aconselha a abertura de uma investigação dos cartões da gestão tucana de José Serra. Na Assembléia de São Paulo, diz ele, o PSDB é majoritário. Pode ocupar a presidência e a relatoria da CPI. No Congresso, ecoa Ricardo Berzoini (SP), presidente do PT, o regimento do Congresso prevê que cabe aos donos das maiores bancadas a indicação dos mandachuvas da CPI. À oposição, resta espernear. Valdir Raupp (RO), líder do PMDB no Senado, diz que não admite que a isenção de seu indicado, Neuto de Conto, seja posta em dúvida antes mesmo do início da investigação. Valendo-se de um argumento erigido pelo próprio Arthur Virgílio, Raupp lembra que, na CPI dos Correios, a oposição recebera com um pé atrás a indicação de Osmar Serraglio (PMDB-PR) para o posto de relator. Ao final da investigação, Serraglio foi carregado nos braços da oposição. PSDB e DEM marcaram para o início da próxima semana uma reunião para tentar afinar as respectivas violas. Até lá, tentarão fazer contato com o sumido Romero Jucá. Em privado, Jucá diz que não manda nos partidos. Continua a dizer que prefere a composição. Mas alega que depende da boa vontade dos partidos governistas. PS.: Ilustração via blog do Guto Cassiano. Escrito por Josias de Souza, Folha Online, 1502.

CPI/CARTÃO CORPORATIVO: FORNO MORNO

Oposição reúne assinaturas e protocola novo pedido de CPI

BRASÍLIA - A oposição conseguiu reunir as assinaturas necessárias e protocolou novo pedido de CPI mista dos cartões corporativos na noite desta quinta-feira, 14. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM) anunciou, em plenário, que obteve 28 assinaturas para o novo requerimento. Para fazer um novo pedido eram necessários pelo menos 27 senadores.
(...) O pedido de CPI foi devolvido logo após ter sido protocolado nesta quinta porque 35 senadores assinaram documento, no qual constava a palavra "apoiamento", termo que não poderia ter sido usado em um requerimento de abertura de comissão. Essa é a segunda vez que o presidente do Senado devolve um pedido de CPI. Da primeira, Garibaldi apontou trechos acrescidos à mão pelo líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR). O requerimento em questão era de uma CPI apenas no Senado. Foi após a devolução do pedido que governo e oposição entraram em acordo para criar a comissão mista.
Relator e presidente
O deputado federal Luiz Sérgio (PT-RJ) será o relator da CPI mista para investigar os gastos dos cartões corporativos do governo. Com a escolha do deputado petista, confirmada na reunião da liderança do partido nesta quinta-feira, o comando da CPI fica com a base aliada ao governo, já que mais cedo o PMDB definiu como presidente da CPI o senador Neuto de Conto (SC). A escolha pode acirrar ainda mais os ânimos no Congresso. Senadores da oposição - DEM e PSDB - não querem que o governo fique no comando dos postos-chave da CPI e ameaçam obstruir as votações na Casa. Em resposta, os partidos da base aliada dizem apenas que usaram a regra da proporcionalidade, que confere às maiores bancadas o direito de indicar presidente e relator das comissões parlamentares de inquérito. (Com Mair Pena Neto, da Reuters)
Texto atualizado às 21h20; Estadão, 1502.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] "AMIGOS PARA SEMPRE..." *







[Chargistas: Bello, Ronaldo, Lila, Sinfrônio, Pater, Fausto].

BRASIL/AMAZÔNIA: DESMATAMENTO DESENFREADO

Marina diz que governo divulgará lista de desmatadores

BELÉM - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou, nesta quinta-feira, que o governo pretende divulgar uma lista contendo o ranking dos 150 maiores desmatadores do País. A ministra, que participa do Seminário de Avaliação e Planejamento das Ações de Monitormaneto e Controle dos Desmatamentos na Amazônia, também lamentou que alguns parlamentares digam que não é preciso certificar a produção de madeira, grãos e carne que vêm da Amazônia.

Para WWF, não há interesse político em denunciar desmatadores

Marina afirmou que sua pasta já está trabalhando pela implementação do decreto 6.321, de 21 de dezembro, que aperta o cerco à atividade de extração ilegal de madeira na Amazônia, e negou que exista uma possibilidade de perdoar quem já desmatou na região. "Estamos trabalhando para cumprir e implementar o decreto e a portaria (do ministério). E teremos reuniões com os bancos públicos para que não se dê financiamento, nem apoio a atividades que sejam ilegais", disse ela. Também acrescentou que "não existiu, nem existe proposta dentro do governo para anistia aos desmatadores. Existe no governo é a implementação do decreto que aumenta o rigor em relação a fiscalização, criminaliza aqueles que produzirem em área desmatada ilegalmente e criminaliza também aqueles que comprarem os produtos produzidos nessa área."
Eduardo Nunomura - enviado especial de O Estado de S. Paulo.1402.

BRASIL/UE: EXPORTAÇÕES DE CARNE IRREGULARES

Brasil vendeu carne irregular à UE

Às vésperas da retomada das negociações para a reabertura do mercado europeu à carne brasileira, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse ontem, no Senado, que alguns frigoríficos venderam carne de animais não rastreados para a União Européia (UE). A incapacidade do governo brasileiro de garantir a rastreabilidade do gado levou as autoridades européias a suspender as compras de carne do Brasil no último dia 1º. "Hoje eu tenho certeza disto: eles (frigoríficos) exportaram para a União Européia carne rastreada e não rastreada", disse Stephanes, durante audiência na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária. Ao deixar a reunião, o ministro evitou estender-se no assunto. "Prefiro não ter fogo amigo." Segundo ele, a suspensão das exportações provoca prejuízo diário de R$ 5 milhões ao Brasil. Para atender às exigências da UE, o sistema de rastreabilidade começou a ser implementado em 2002, quando era ministro da Agricultura o atual presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Marcus Vinícius Pratini de Moraes. Apesar de Stephanes ter evitado dar mais detalhes, representantes da iniciativa privada avaliaram que o estrago está feito. "O ministro deu um tiro no pé", resumiu uma fonte. Já a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), uma das líderes dos ruralistas no Senado, disse que os certificados de exportação são emitidos pelo ministério: "A declaração é gravíssima". Durante a audiência, Stephanes também criticou indiretamente seus antecessores, que, segundo ele, não fiscalizaram as empresas certificadoras, responsáveis pela rastreabilidade dos animais. Ele disse que a situação delas era "um escândalo". Segundo o ministro, uma fiscalização recente "eliminou" 20 empresas de uma lista de 71 autorizadas pelo governo. O ministro disse ainda que os frigoríficos precisam assumir um papel de liderança no processo de rastreabilidade. Hoje, em Bruxelas, o secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, inicia as negociações para tentar reabrir o mercado da União Européia (UE) à carne brasileira. As vendas estão suspensas porque o Brasil apresentou em janeiro uma lista de 2.681 fazendas aptas a exportar ao bloco, contrariando a orientação dos europeus, de que a relação tivesse apenas 300 propriedades. Kroetz deverá apresentar uma segunda lista à UE. Segundo Stephanes, serão indicadas 600 propriedades e a idéia é negociar posteriormente a ampliação desse número. Uma fonte do governo disse que poderá haver corte ou adição de fazendas até a hora da reunião com a UE. Na audiência de ontem, os parlamentares pediram a Stephanes que não enviasse a lista e adotasse uma atitude mais dura. O ministro, porém, disse que é necessário manter as negociações abertas com a UE. "Não temos condições de retirar a lista neste momento." Fabíola Salvador, Estadão, 1402.

SECRETARIA DA IGUALDADE RACIAL: NOVA POSSE

Deputado Edson Santos aceita a Secretaria da Igualdade Racial

O deputado federal Edson Santos (PT-RJ) aceitou nesta quinta-feira (14) o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a vaga deixada pela ministra Matilde Ribeiro na Secretaria da Igualdade Racial. A posse está marcada para a próxima quarta-feira (20).
Lula recebeu Santos na manhã desta quinta para formalizar o pedido. O deputado federal do Rio de Janeiro é militante do movimento negro e alinhado ao antigo Campo Majoritário do PT, tendência do ex-ministro José Dirceu e do atual presidente do partido Ricardo Berzoini. A Secretaria vinha sendo ocupada pelo secretário-adjunto Martvs das Chagas. Matilde deixou o cargo no início do mês após divulgação de gastos com seu cartão corporativo de mais de R$ 170 mil. Entre os gastos, R$ 461,16 em um free shop. Ao deixar o cargo, a ex-ministra admitiu que cometeu um "erro administrativo". A divulgação dos gastos corporativos derarm início a uma disputa no Congresso pela criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre os cartões. Enquanto o governo quer expandir a investigação para a época do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), a oposição quer limitá-la ao governo Lula.
Tiago Pariz. Do G1, em Brasília. 1402.

PETROBRAS/RESERVAS: "PIRATAS À ESTIBORDO!"

Petrobras afirma que informações sigilosas foram furtadas

A assessoria de imprensa da Petrobras confirmou, na manhã desta quinta-feira (14), que dados sigilosos sobre a descoberta de novas reservas de petróleo e gás, foram furtados. A empresa sabe do crime desde o dia 1º de fevereiro.
De acordo com as primeiras informações, os equipamentos estavam em um contêiner que tinha sido despachado de uma plataforma de pesquisa da Bacia de Campos para a superintendência da empresa em Macaé, Região Norte Fluminense. Segundo a companhia, o cadeado de segurança do material havia sido trocado.
Investigações
A primeira informação era de que um notebook e dois discos rígidos haviam desaparecido; depois, a assessoria da Petrobras afirmou que foram dois notebooks e um disco rígido; por fim, confirmou apenas que houve roubo de informações, sem especificar em que forma. Segundo a empresa, ainda não há pistas sobre os autores do crime, embora a Polícia Federal (PF) já esteja apurando o caso. A PF foi procurada pelo G1, mas ainda não se pronunciou sobre o caso. A assessoria informou ainda que a Petrobras tem cópia de todas as informações contidas nos equipamentos furtados.
Nova fonte de petróleo
A Petrobras não confirma sobre qual reserva de petróleo as informações roubadas se referem. Entretanto, no fim do ano passado, o governo federal anunciou com festa a descoberta de uma nova reserva de petróleo no Poço de Tupi, na Bacia de Santos, estimada entre 5 e 8 bilhões de barris de óleo.
G1, globo.noticias. 1402.

TCU/PRESTAÇÃO DE CONTAS/CARTÃO: "-- ATÉ TU, BRUTUS?" ; "-- SIM!"

TCU diz que há notas frias em viagem do presidente Lula

O TCU (Tribunal de Contas da União) detectou 27 notas fiscais frias na prestação de contas de aluguel de veículos que o Planalto fez com os cartões corporativos para a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Ponta Porã (MS), em março de 2003, onde participou da inauguração de um assentamento de sem-terra. Além disso, embora o Planalto tenha liberado pelo menos R$ 206 mil para a locação dos automóveis, o dono da empresa que prestou o serviço disse ter cobrado apenas R$ 40 mil, menos de um quinto do valor apresentado nas 27 notas da prestação de contas da Presidência. De acordo com a auditoria do TCU, aprovada pelo plenário do tribunal em março do ano passado, as notas não possuem Autorização para Impressão de Documento Fiscal. As notas também trazem um endereço da empresa em Ponta Porã que, concluiu a auditoria, é fictício. "Em um dos endereços, o analista não encontrou a empresa em funcionamento, obtendo a informação de que, naquele endereço, nunca existiu empresa locadora de veículos", diz a auditoria, que ressalta, entretanto, ter identificado outro endereço para a empresa. A auditoria também diz que comprovantes de pagamento à empresa "afastam, em princípio, a hipótese de que a despesa não tenha sido efetivamente paga e os serviços não tenham sido prestados". Mas completa: "Para o aprofundamento da questão, justifica-se o encaminhamento deste relatório ao Ministério Público Federal (...) para examinar a possibilidade de realização de operações não detectáveis pelo exame documental". O Ministério Público Federal já investiga o caso.
A Casa Civil da Presidência, por meio de sua assessoria, reafirmou o pagamento do valor das notas fiscais, negando que o serviço tenha ficado em R$ 40 mil, e disse que cabe à empresa responder pelas notas frias. Tendo como ponto de partida a auditoria do TCU -que mantém várias das informações do episódio sob sigilo devido ao argumento de que envolvem a segurança do presidente-, a Folha apurou que a locadora de veículos que atendeu a comitiva em Ponta Porã é a Limosine Service - Russos & Filhos Ltda, que tinha sede em Campo Grande (300 km de Ponta Porã) e que teria encerrado suas atividades em 2003. A reportagem localizou seu proprietário, o empresário Nelson Russo. Ele disse que recebeu R$ 40 mil pela locação de veículos para a comitiva presidencial em Ponta Porã e em Campo Grande, onde Lula esteve em 27 e 28 de março de 2003. Sobre as notas "frias", ele nega que as tenha emitido, dizendo que a Limosine sempre funcionou em Campo Grande. Segundo ele, foram usadas "notas fiscais dublês". "Infelizmente a região da Ponta Porã é complicada. Usaram o nome e o CNPJ da minha empresa", afirmou, acrescentando: "Em 2004, veio a Campo Grande um pessoal dizendo que estava investigando. Eu apresentei as notas [fiscais], toda documentação normal. No ano passado eu recebi uma intimação do Ministério Público em Ponta Porã. Exigiam documentação sobre a empresa com sede em Ponta Porã. Respondi que não existia a empresa em Ponta Porã. A única sede era em Campo Grande. Mas disseram: "Apareceram umas notas da Limosine Service com sede em Ponta Porã". Respondi: foram executados os serviços em Ponta Porã quando a Presidência foi à fazenda Itamarati". Até agora, havia vindo à tona suspeitas relativas relativas às despesas de hospedagem de comitiva precursora de uma viagem que Lula fez, em maio de 2003, aos municípios paulistas de Ribeirão Preto e Sertãozinho, onde inaugurou uma termelétrica e participou de uma feira agrícola. De acordo com o TCU, há suspeita de superfaturamento e de pagamento de diárias a mais com os cartões. As auditorias do TCU no uso do cartão corporativo pela Presidência selecionaram, por amostragem, 2,2% das prestações de contas feitas entre setembro de 2002 e julho de 2005. Das 648 notas analisadas, 16% foram classificadas como possíveis notas frias.
Folha Online, RANIER BRAGONHUDSON CORRÊADA SUCURSAL DE BRASÍLIA. 1402.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Lucro do Unibanco cresce 97% em 2007, para R$ 3,448 bi. SÃO PAULO - O Unibanco registrou lucro líquido consolido de R$ 3,448 bilhões em 2007, mostrando expansão de 97% sobre 2006, quando o banco lucrou R$ 1,75 bilhão. Isoladamente no quarto trimestre, o banco lucrou R$ 827 milhões, apresentando crescimento de 43% sobre o mesmo período de 2006. Conforme a instituição, descontando os eventos não recorrentes, o lucro alcançou R$ 2,6 bilhões, com evolução de 17,6% sobre o exercício anterior. O retorno sobre o patrimônio ficou em 24,5%. O retorno sobre o patrimônio líquido médio ficou em 31,7%. Já o retorno sobre o patrimônio médio anualizado do trimestre ficou em 31,4%. O lucro recorrente do trimestre somou R$ 715 milhões, com retorno de 26,8%. As receitas da intermediação financeira totalizaram R$ 17,252 bilhões, praticamente igual aos R$ 17,278 bilhões de 2006. O resultado da intermediação financeira ficou em R$ 8,353 bilhões, com evolução de 14,4%. O resultado operacional somou R$ 4,097 bilhões no ano e foi 15,6% maior do que no exercício anterior. Silvia Araujo, da Agência Estado. 1402.
http://www.estadao.com.br/economia/not_eco124436,0.htm
Ronaldo será operado nesta quinta. O atacante Ronaldo, do Milan, será operado nesta quinta-feira, em Paris, pela mesma equipe que fez o procedimento no seu joelho direito, em 2000. Só que desta vez o procedimento será comandado pelo médico Eric Rolland, substituto de Gérard Saillant na Pitie-Salpetriere, clínica onde o Fenômeno foi atendido nas outras vezes. (...) Ronaldo rompeu o ligamento patelar ao tentar subir para disputar uma bola na área do Livorno, no empate por 1 a 1 desta quarta-feira, válido pelo Campeonato Italiano. Globoesporte.com. 1402.
Homem que tentou furtar cachaça de R$ 1,50 é solto após 7 meses. O catador de papel acusado de tentar furtar uma garrafa de cachaça adoçada que custa R$ 1,50 deixou o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Osasco, na Grande São Paulo, por volta das 18h de quarta-feira (13), confirmou a Secretaria de Administração Penitenciária. Ele foi preso em julho de 2007 porque teria ingerido a bebida no interior de um supermercado na Avenida Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. Pelo crime, foi condenado pelo juiz da 27ª Vara Criminal de São Paulo a oito meses e 16 dias de reclusão, além de oito dias-multa. De acordo com a sentença proferida, “o réu já está preso há sete meses e tal tempo de prisão cautelar lhe confere direito à progressão para o regime aberto”. Com base nisso, o juiz expediu o alvará de soltura. G1, SP.
Celso Pitta sofre duas condenações no escândalo dos precatórios. O ex-prefeito paulistano Celso Pitta (1997-2000) sofreu duas condenações, uma cível e outra penal, por fraude e desvio de finalidade na emissão de títulos para pagar precatórios (dívidas judiciais) entre 1994 e 1996, quando era secretário de Finanças na gestão do então prefeito e hoje deputado federal Paulo Maluf (PP). A operação teria provocado um prejuízo de R$ 600 milhões à prefeitura. O ex-prefeito não foi localizado ontem para comentar as duas condenações. Nos dois casos, Pitta pode recorrer das decisões. Na área criminal, Pitta foi condenado, no último dia 7, a dois anos e dois meses de prisão pela 8ª Vara Criminal Federal (primeira instância). Também foi condenado o ex-coordenador da Dívida Pública da prefeitura, Wagner Baptista Ramos, que foi assessor de Pitta na secretaria.
Bernanke deixa a porta aberta para novos cortes de juros. NOVA YORK - Os riscos de uma recessão para a economia norte-americana persistem. Diante deste cenário, o presidente do banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve), Ben Bernanke, não descarta novos cortes de juros. Em depoimento no comitê bancário do Senado, Bernanke afirmou que as incertezas prosseguem nos mercados de moradia, crédito e emprego. (...) As declarações do presidente do Fed estimularam uma recuperação nos contratos futuros dos Fed Funds, com o aumento das expectativas de cortes dos juros. Antes do início do depoimento de Bernanke ao Senado, os contratos haviam reduzido as chances de o Fed baixar os juros, mas voltaram a subir com a divulgação das declarações. Regina Cardeal, da Agência Estado. 1402.
VW tem 10 dias para se defender sobre problemas com Fox. SÃO PAULO - A montadora Volkswagen tem, a partir desta quarta-feira, 13, dez dias para apresentar sua defesa sobre o processo administrativo aberto pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça. A empresa é suspeita de não cumprir as regras do Código de Defesa do Consumidor, ao se recusar a fazer "recall" em uma peça que amplia o porta-malas do modelo Fox, e que acabou mutilando os dedos de pelo menos oito pessoas e ferindo outras 14. Isabel Sobral, da Agência Estado. 1402.
Coca-Cola vai investir R$ 1,5 bi no Brasil em 2008. Com um crescimento no volume de vendas de 16% em relação ao ano anterior - boa parte dele em função das aquisições da Del Valle, fabricante de sucos, e da Matte Leão, de chás -, o sistema Coca-Cola Brasil fechou 2007 com vendas de 8,53 bilhões de litros de bebidas e um faturamento de R$ 12 bilhões, um crescimento de 20%. A empresa também anunciou que vai investir R$ 1,5 bilhão no País este ano. "É o melhor desempenho do Brasil nos últimos três anos", disse o presidente da empresa no País, Brian Smith. Em 2006, a Coca-Cola Brasil já havia crescido 9% em relação ao ano anterior. O resultado de 2007 ganha ainda maior destaque, na opinião de Smith, porque "acontece num momento em que a companhia cresce no geral". O volume de vendas global da Coca-Cola em 2007 subiu 6%. A companhia faturou no ano passado US$ 28,8 bilhões, 20% mais que no ano anterior. Uma das razões do bom desempenho no Brasil, na avaliação da vice-presidente de marketing da empresa, Marisol Angelini, é a atual fartura do portfólio. "Há três anos tínhamos entre 40 e 50 produtos, e hoje temos mais de 150", diz. A marca de água Aquarius Fresh, por exemplo, entrou no mercado há pouco mais de um ano para concorrer com a marca da rival PepsiCo, a H2OH. No balanço do ano, a água da Coca detém 0,6% de participação no segmento de águas, enquanto a da Pepsi lidera, com 1,5%.Marisol diz que lançamentos como a água Aquarius, o suco de laranja Minute Maid, além da versão menos calórica da Coca-Cola, batizada de Zero, impulsionaram as vendas. Marili Ribeiro, 1402.

CÂMARA/MP´s: MUDANÇAS NAS REGRAS DE "LEGISLAÇÃO"

Câmara vai rever regras para edição de medidas provisórias

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), instalou ontem a comissão especial que vai propor mudanças nas regras de tramitação e edição de medidas provisórias, com críticas ao atual sistema. "O fato é que hoje a Câmara e o Senado perderam a condição de definir a pauta", afirmou. A idéia de Chinaglia é pôr um fim à regra que obriga o trancamento das votações no plenário quando a MP não é votada depois de 45 dias de sua edição. A tese conta com o apoio do presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN). Pela proposta de Chinaglia, a medida provisória continua a ter prazo de validade - de 120 dias -, mas sem o poder de trancar a pauta que detém hoje com a regra que lhe dá prioridade sobre outras votações na Casa. Na fórmula sugerida pelo presidente da Câmara, caberá ao governo mobilizar sua base de apoio para votar a MP no prazo definido, caso contrário, perderá a validade. "Não há hipótese de o governo trabalhar com medida provisória se não tem maioria. A responsabilidade sempre será do governo. Ele tem de construir maioria para votar MP", argumentou Chinaglia. Ele lembrou que qualquer levantamento sobre as votações na Câmara e no Senado vai constatar que quem legisla mais é o Executivo, e não o Legislativo. Além do grande número de MPs, o presidente da Câmara afirmou que a morosidade histórica do Congresso também contribui para esse quadro. "É inadmissível que propostas como acordos internacionais fiquem cinco anos na Casa sem votar", ressaltou.
COMISSÃO
A comissão instalada ontem será presidida por Cândido Vaccarezza (PT-SP), com Leonardo Picciani (PMDB-RJ) no cargo de relator. Ela terá 40 sessões ordinárias para concluir a proposta que, em seguida, vai ao plenário para votação em dois turnos. Esse prazo deverá terminar em meados de abril. Chinaglia afirmou que os líderes partidários de oposição e da base concordam com mudanças na tramitação das MPs.Para o vice-líder do governo na Câmara, Beto Albuquerque (PSB-RS), as medidas provisórias "viraram a Geni" do Congresso. "Todo mundo malha, mas todo mundo gosta. Serve para todo mundo. Para a oposição fazer obstrução e para os deputados da base colocarem matérias estranhas na proposta original", comparou Albuquerque. O vice-líder considerou que o número excessivo de MPs é a "confissão de ineficiência" do Congresso.
Denise Madueño. Estadão, 1402.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] OS CARTÕES NÃO MENTEM... *




























[Chargistas: Myrria, Lila, Simanca, M.Aurélio, Lézio, Samuca, Frank, Tiago, Ivan, Solda, Zope, Amâncio, Simon].
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(*) PINTO, Sílvia Regina. As cartas não mentem jamais. In: Tramas e Mentiras: Jogos de verossimilhança. Rio de Janeiro: 7Letras, 2005.

CIRO GOMES/TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO: [?]



Autoritário ou enérgico? Arrogante ou determinado? Imprudente ou corajoso? O estilo de liderança a que se propõe Ciro Gomes constitui um enigma. Prestes a ser levado à vitrine de 2010 como presidenciável do PSB, o deputado vem tentando calibrar o discurso. Parece esforçar-se para demonstrar que as segundas opções são as corretas. Seria brioso e arrojado. Mas não insensato.
Nesta quinta-feira (14), porém, Ciro foi como que atropelado por uma recaída. Em meio a um debate altivo sobre o projeto de transposição do rio São Francisco, dirigiu-se em termos no mínimo impróprios à atriz Letícia Sabatella, que fora ao Congresso para protestar contra a obra, junto com outros atores. Indicador em riste, Ciro disse ter optado por tornar-se um combatente na defesa do projeto, deflagrado por ele, à época em que era ministro da Integração Nacional. A certa altura, a “fera” disse à “bela”: "Não sei se estou no mesmo lugar que o seu, mas é parecido. Eu, ao meu jeito, escolhi a opção de meter a mão da massa, às vezes suja de cocô, às vezes. Mas minha cabeça, não, meu compromisso, não." À sua maneira, Ciro recomendou a Letícia que leve a mão à consciência: "Tecnicamente é necessário que os críticos tomem juízo, não no sentido negativo da palavra, mas para ver se é possível. Por alguns [críticos] não tenho respeito. Faço honestamente essa confissão porque não percebo boa fé em alguns."
Cabe a pergunta: se Ciro trata Letícia assim, imagine-se o que fará quando estiver com os pés plantados num eventual palanque de 2010. Não faltarão adversários dispostos a testar-lhe a capacidade de domar o já conhecido temperamento mercurial.
Escrito por Josias de Souza, Folha Online. Foto: Lula Marques/Folha.

LULA & FHC/CARTÃO CORPORTATIVO [In:] BRINDADOS COM BLINDAGEM



O entendimento que tornou viável a CPI dos Cartões teve a participação direta de Lula e de Fernando Henrique Cardoso. Os prepostos de Lula foram Romero Jucá, líder do governo no Senado, e o ministro José Múcio, coordenar político do Planalto. FHC foi ouvido pelo presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), e pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), autor do pedido de CPI que acabou prevalecendo.
Ficou entendido, informalmente, que o foco da investigação será o sistema de pagamentos por meio de cartões, não os chefes dos dois governos ou os seus familiares. Na reunião que manteve com Jucá, nesta segunda-feira (11), Sampaio foi explícito. Disse que a CPI, nos termos expostos em seu pedido, não tinha Lula como alvo. Mais: Sampaio esclareceu que, embora parta dos cartões da era Lula, o seu requerimento permite que, surgindo fatos “correlatos”, sejam apuradas também as chamadas “Contas B”, que supriam os fundos das pequenas despesas do governo antes da criação dos cartões. Era tudo o que o governo desejava ouvir. Consultado, o Planalto deu sinal verde Jucá, que abraçou a proposta de CPI mista, com deputados e senadores.Sampaio agendara o encontro com Jucá no domingo. Tivera o cuidado de comunicar ao presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Também no domingo, Guerra recebera um telefonema José Múcio, pernambucano como ele e seu amigo. O coordenador político de Lula disse-lhe, segundo apurou o blog, que o governo estava favorável à investigação dos cartões, mas desejava uma CPI “civilizada”, que preservasse Lula e também FHC. Nesta segunda, Carlos Sampaio e Sérgio Guerra conversaram, pelo telefone, com FHC. Ouviram dele o seguinte: não acha razoável que a investigação alcance o seu período de governo sem que haja nenhuma denúncia. Mas não receia a apuração. Em diálogo com um terceiro político tucano, FHC chegou a fazer piada: “Os vestidos da Ruth era eu mesmo quem pagava”, disse, entre risos. Por segurança, o tucanato decidiu munir-se de dados. Encomendou-se a Eduardo Jorge, ex-secretário-geral do Planalto no governo FHC, uma pesquisa sobre as informações relacionadas aos gastos com cartões e com as Contas B durante a gestão de seu ex-chefe. Sérgio Guerra desfilou pelo Senado um discurso moderado. Sem mencionar a conversa com José Múcio, disse o seguinte: “Nesse debate dos cartões, muita coisa que é verdadeira e relevante se confunde com outras coisas que não são verdadeiras, embora pareçam relevantes.” O presidente do PSDB acrescentou: “É importante que essa investigação seja feita. Primeiro porque há exageros. Segundo porque é evidente que os cartões são bons e precisam ser aprimorados. Mas tudo deve ser conduzido com muito equilíbrio, para que a gente consiga chegar a algum lugar.” E quanto ao presidente e aos filhos do presidente? “É evidente que ninguém está blindado. Mas isso não pode ser foco da investigação. O que é segurança mesmo tem de ser preservado. O que não for segurança deve ser visto. Mas ninguém faz uma CPI só pra isso.” Defende, de resto, que os gastos comprovadamente vinculados à segurança do presidente e de seus familiares devem ser tratados como sigilosos. O entendimento informal selado na reunião entre Jucá e Sampaio foi precipitado pela movimentação do deputado tucano, que empenhava-se há dias para pôr de pé o pedido de CPI que formulara havia duas semanas. Se dependesse de Sérgio Guerra, as conversações teriam se dado de outro modo. Envolveriam a bancada de senadores tucanos e os parceiros oposicionistas do DEM. Para o presidente do PSDB, o governo gere de forma inadequada a crise dos cartões. Ele diz que, em entrevista concedida na semana passada, a minsitra Dilma Rousseff, "tratou do problema como se não dissesse respeito ao governo". Queixa-se da tática de arrastar FHC para o centro do problema:
"Toda a vez que o governo é acusado, ele remete para o passado. Isso não é uma coisa honesta. Recebem uma acusação e dizem: eu fiz, mas quem nao fez? Isso é recorrente. Dessa vez, eles se moveram para trás, com FHC, e para o lado, com José Serra. Não é coisa de gente séria. O importante é fazer uma investigação correta, de maneira construtiva. De modo que o Senado possa continuar trabalhando." Do modo como foi conduzido, o acerto não-declarado marginalizou os senadores do PSDB e do DEM, que não se sentem comprometidos. O líder tucano Arthur Virgílio, por exemplo, elogia os termos do requerimento de CPI de Carlos Sampaio. Acha que é o "ideal". Entre quatro paredes, porém, insurge-se contra qualquer coisa que se pareça com um acordo capaz de restringir as investigações. Acha que o PSDB deve comparecer à CPI de lanças em punho. Em privado, José Agripino Maia (RN), líder do DEM, dá de ombros para os acertos informais. Diz que "os fatos é que vão ditar os rumos da investigação, não as conveniências de A ou de B". Sustenta que o "fato determinado" a ser apurado na CPI diz respeito à gestão Lula. "Não adianta tergiversar nem tentar escamotear." De resto, senadores como Demóstenes Torres (DEM-GO) e Álvaro Dias (PSDB-PR) tampouco parecem o dispostos a preservar Lula.Reservadamente, Demóstenes chega a dizer que, havendo irregularidades no período de FHC, não há acordo capaz de deter a averiguação. Deve-se investigar com o mesmo rigor, opina.
Nesta terça, os líderes do PSDB e do DEM reúnem as suas bancadas no Senado. Antes, Virgílio e Agripino tentarão afinar as respectivas violas, em encontro prévio que deve contar com a presença de Sérgio Guerra. Tucanos e 'demos' querem chegar ao encontro de líderes marcado por Garibaldi Alves (PMDB-RN), na presidência do Senado, tocando os mesmos acordes.Como exemplo da "civilidade" que espera receber do tucanato, Lula enviou, por meio de um portador de sua confiança, um recado ao PT: deseja que o PT conduza com "responsabilidade" o debate em torno dos cartões de débito do governo de José Serra, na Assembléia Legislativa de São Paulo. Resta saber se o presidente controla os seus "radicais". De concreto, por ora, apenas uma evidência é nitidamente irrefutável: como todas os infortúnios que infelicitam o brasileiro, os cartões oficiais converteram-se em mote de piadas.
Escrito por Josias de Souza, Folha Online. [1202]. Foto matéria.

CPI/CARTÃO CORPORATIVO: GRANDE É O QUE CONTA...


Do modo como foi formulado pelo PSDB e aceito pelo governo, o pedido de CPI dos Cartões exclui de sua composição os deputados de legendas pequenas. Ficam de fora, por exemplo, o PV de Fernando Gabeira (RJ), o PSOL de Chico Alencar (RJ), o PPS de Raul Jungmann (PE) e o PSB de Luiza Erundina.
“Houve uma redução absurda da pluralidade. Deixaram os barulhentos de fora”, lamenta Jungmann. “Será uma CPI dos que sustentam o Lula –PMDB e PT—misturados aos que sustentaram o Fernando Henrique –PSDB e DEM”, ecoa Gabeira. Chico Alencar arremata: “É comum dizerem que todos sabem como uma CPI começa, mas ninguém sabe como ela acaba. No caso da CPI dos Cartões, já se sabe, pela própria composição, como ela começa e também como vai terminar.” Pelo regimento, uma CPI mista pode ser composta por até 34 congressistas. O pedido da comissão dos cartões, porém, anota que tomarão parte da apuração apenas 22 parlamentares –11 deputados e 11 senadores. Na Câmara, respeitando-se a proporcionalidade das bancadas, vão à comissão oito deputados do consórcio governista. As outras três vagas serão divididas entre PSDB e DEM. O critério adotado, por draconiano, levou a “Terceira Via” a questionar até mesmo a validade da denominação do grupo. “Já nem sei se somos a ‘terceira via’. Passamos a ter no Congresso, agora mais do que nunca, uma via só, de mão única”, diz Chico Alencar. “Talvez a gente rebatize o grupo de ‘Pró-Congresso’”, afirma Gabeira. Gabeira, Jungmann, Alencar e Erundina integram, junto com outros deputados, um movimento constituído no início da atual legislatura, para dar suporte à candidatura de Gustavo Fruet (PSDB-PR) à presidência da Casa. Embora derrotado por Arlindo Chinaglia (PT-SP), o grupo não se desfez. Reúne-se periodicamente. Deu-se no ano passado a ação mais recente do grupo: uma campanha intitulada “Fora, Renan”, que, a despeito do barulho, sucumbiu ao corporativismo do Senado. Nesta terça-feira (12), a “Terceira Via” decidiu, em reunião, insurgir-se contra o que seus integrantes chamam de “manobra para domesticar a CPI” dos Cartões. Curiosamente, Carlos Sampaio (PSDB-SP), autor do pedido de CPI, é considerado um deputado próximo à “Terceira Via”. O grupo começou a se estranhar com ele depois dos entendimentos que firmou com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), para tornar viável a instalação da CPI Mista dos Cartões. “Ficou para nós um sabor de acordo, com o objetivo de excluir da investigação o Lula, o Fernando Henrique e suas respectivas famílias”, diz Gabeira. “E nós não podemos compactuar com isso. Não temos força para impor uma CPI contra o governo. Mas lançaremos mão das nossas armas. Ficaremos no pé deles, denunciando todas as manobras.” “Queremos uma investigação sem limites além daqueles previstos na Constituição”, reverbera Chico Alencar. “Numa República, nenhum cidadão está acima das leis. Nem Lula nem Fernando Henrique nem o mais humilde servidor público”, acrescenta Jungmann. Da reunião desta terça, além dos três, participaram Júlio Delgado (PSB-MG), Luiza Erundina (PSB-SP), Raul Henry (PMDB-PE), Ivan Valente (PSOL-SP), Luciana Genro (PSOL-RS) e Gustavo Fruet (PSDB-PR). Esteve também na reunião o tucano Carlos Sampaio, autor do pedido de CPI. Ele disse aos colegas que o acordo que firmara com Jucá restringia-se à abertura de uma CPI mista, em vez de uma comissão exclusiva do Senado. Embora Sampaio tenha assegurado que o acerto com o líder do governo não incluiu nenhum tipo de “blindagem” a Lula ou a FHC, o grupo manteve o pé atrás. Ouça-se Gabeira: “O próprio Carlos Sampaio deu entrevistas falando que o foco da CPI não era os gastos dos presidentes. O [Antonio Carlos] Pannunzio, líder do PSDB, declarou que o objetivo não é chegar à lingerie. Parece claro que há um acordo. E acordos como esse não precisam ser formalizados em papel.” O nariz virado em relação à movimentação de Sampaio não se restringe à “Terceira Via”. A reunião com Jucá ateou contrariedades no próprio PSDB. Uma contrariedade que, nesta terça-feira (12), extrapolou as paredes dos gabinetes. Nesta terça-feira (11), os líderes Arthur Virgílio (PSDB) e José Agripino Maia (DEM) convidaram para almoçar no Porcão, uma churrascaria chique de Brasília, oposicionistas de diferentes partidos. Um dos objetivos do repasto era justamente o de espantar o fantasma da “blindagem” de Lula e FHC. A certa altura, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) investiu, em discurso, contra Sampaio. Dias acusou o companheiro de partido de ter fechado com Jucá um acordo para domar a apuração dos gastos com cartões. "Nunca vi oposição fazer acordo com o governo para investigar o governo", disse. E Sampaio: "Eu me senti ofendido. Prefiro uma CPI mista que seja chapa-branca, mas que aconteça." Repetiu que não firmou com Jucá nenhum pacto de não-investigação.” À noite, ao rememorar o embate em conversa com o blog, Álvaro Dias evocou um comentário que diz ter ouvido de um amigo: “O sexo do povo é macho. O eleitor não gosta de oposição que alisa governo.” Antes, em pronunciamentos no plenário, Virgílio e Agripino Maia informaram o que ficara acertado no almoço. A oposição não abre mão de ocupar um dos assentos do comando da CPI: ou a presidência ou a relatoria. Do contrário, voltará a obstruir as atividades do plenário do Senado. De resto, negaram, em timbre veemente, a intenção de impor restrições à investigação.
Pelo sim, pelo não, a “Terceira Via” optou pela “vigilância”. Ouça-se, de novo, Gabeira: “Existe um lado do PSDB que sempre negocia com o governo nas nossas costas. Eles já fizeram isso na eleição do Arlindo Chinaglia para a presidência da Câmara. O próprio Carlos Sampaio votou no Chinaglia.”
Escrito por Josias de Souza, Folha Online, 1302.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Senado aprova 'Lei Renan' para afastar denunciados do cargo. BRASÍLIA - O chamado pacote ético do Senado finalmente avançou no plenário, com a aprovação nesta terça-feira, 12, do projeto de resolução que determina o afastamento temporário de membros da Mesa diretora, da corregedoria e da presidência das comissões acusados em denúncias de quebra de decoro parlamentar aceitas pelo Conselho de Ética. A medida entra em vigência dia 1º de março, cinco meses depois de ter sido aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), durante a crise provocada pela insistência do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) em permanecer na presidência do Senado mesmo respondendo a quatro processos no conselho. Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo. 1302.

BRASIL/AMAZÔNIA LEGAL [In:] O QUE É "LEGAL"?


''''Amazônia não é um santuário'''', diz Lula

Em meio a críticas pelo aumento do índice de desmatamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que é preciso adotar um modelo para preservar a biodiversidade da Amazônia sem impedir que os habitantes da região tenham acesso a bens de consumo e ao mercado de trabalho.
''''Não somos daqueles que defendem a Amazônia como um santuário da humanidade'''', afirmou, em encontro com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, na Guiana Francesa. ''''Do lado brasileiro moram quase 25 milhões de pessoas que querem trabalho, comer, ter carro e ter acesso aos bens produzidos.'''' O presidente disse, porém, que o governo está atento ao problema da destruição do meio ambiente, em especial da floresta amazônica. ''''O desafio que está colocado para nós é compatibilizar uma política de desenvolvimento da Amazônia levando em conta a questão ambiental, (o desafio é) como aproveitar para o bem da humanidade toda a extraordinária biodiversidade ainda muito desconhecida dos homens.'''' Ele defendeu, para isso, acordos de cooperação entre França e Brasil com o objetivo de estudar a biodiversidade na região. ''''Uma das coisas que me encantam e encantam o presidente Sarkozy é a idéia de começarmos a discutir juntos a questão da biodiversidade.''''
SOLUÇÃO EQUILIBRADA
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse ontem que pretende se reunir com técnicos do governo para encontrar uma solução equilibrada para o problema do desmatamento da Amazônia. Numa reunião com representantes de produtores, agricultores, prefeitos e parlamentares de Mato Grosso, Stephanes disse que vai buscar uma articulação com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ele sinalizou que não vai abandonar os produtores rurais, que são apontados pelos ambientalistas como os grandes responsáveis pelo desmatamento da Amazônia. Stephanes, segundo um interlocutor que participou da reunião, afirmou que ''''não vai defender pessoas que trabalham na ilegalidade, mas não vai abandonar quem trabalha direito''''. ''''O ministro disse que vai trabalhar para encontrar uma solução para quem desmatou dentro do que a lei permitia'''', disse o deputado Homero Pereira (PR-MT). A intenção é tratar dos casos de desmatamento anteriores a 1996 - antes, portanto, do decreto que impôs na Amazônia preservar 80% da floresta das fazendas, podendo usar os 20% restantes para atividade econômica. O ministro da Agricultura fez os comentários depois de a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, ter anunciado anteontem que o governo não dará prioridade à discussão sobre a anistia aos ruralistas que fizeram desmatamento superior a 20% de suas propriedades na Amazônia Legal. O ministro disse que a discussão sobre a concessão de anistia foi feita de maneira equivocada. Stephanes também disse que vai propor ao governo uma discussão sobre as regras do Decreto 6.321, publicado no final do ano passado. ''''Ele concordou com as nossas posições e disse que o decreto tem de ser revisto'''', disse o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Normando Corral. Na prática, diz ele, o decreto proibiu novos desmatamentos nas áreas da Amazônia Legal. A norma estabelece que o MMA edite anualmente uma portaria com informações sobre a evolução do desmatamento nos municípios do bioma amazônico. Para que o governo possa monitorar as propriedades, os produtores desses municípios precisarão se recadastrar no Incra, o que, dizem eles, é tecnicamente impossível. ''''O Incra não tem estrutura. A idéia é abrir o diálogo e propor alternativas'''', disse o deputado. Caso não cumpram as regras, os produtores perdem o direto a linhas de financiamentos oficiais.
Leonêncio Nossa Fabíola Salvador, Folha Online, 1302.

GASTOS PÚBLICOS [In:] GASTAR "É PRECISO"!!! *

Dois ministros embolsaram ajuda indevida

Depois dos cartões corporativos, outra forma de pagamento de despesas de ministros e servidores revela irregularidades. Em 2007, o ministro dos Portos, Pedro Brito, e o secretário-executivo da Fazenda, Nelson Machado, então ministro da Previdência, embolsaram de forma indevida R$ 8.300 e R$ 18 mil, respectivamente.
O dinheiro é uma ajuda de custo para quem é transferido de cidade. Ambos mudaram de funções, mas nunca saíram de Brasília.
As informações sobre os pagamentos estão na rubrica "restituições e indenizações" do Portal da Transparência -o mesmo que trouxe as revelações sobre os cartões corporativos do governo. O portal é mantido pela CGU (Controladoria Geral da União). Esses valores foram pagos pelo governo a título de "ajuda de custo", uma indenização prevista em lei para o servidor público que muda de cidade para assumir um novo posto. No caso de Brito, a "mudança" foi apenas de pasta. Ele saiu do Ministério da Integração em março, foi anunciado para a Secretaria dos Portos em abril e tomou posse em maio. Mas a Presidência lhe pagou o valor equivalente a um salário como "ajuda de custo", no dia 31 de julho. Segundo sua assessoria de imprensa, Brito nunca deixou de ter residência oficial em Fortaleza e apenas passa a semana em Brasília, onde se hospeda em apart-hotel com o auxílio-moradia pago separadamente. Fazia isso enquanto ainda era ministro da Integração Nacional.
Já no caso de Machado, a "ajuda" foi paga com mais rapidez e pelo Ministério da Previdência, do qual foi o titular até 29 de março, quando Luiz Marinho tomou posse na reforma ministerial. Uma semana depois, no dia 4 de abril, ele foi nomeado para sua atual função na Fazenda, também em Brasília. Apesar disso, foi feito um ofício que o "devolvia" ao governo de São Paulo. A data do ofício é do dia 10 de abril, conforme informação da assessoria de imprensa da Previdência. Nos dias 12 e 13 de abril foram feitos dois depósitos em sua conta: R$ 83,40, por indenização de transporte, e R$ 17.986,05, equivalente a seu salário. O valor se refere à sua remuneração como funcionário da Receita em São Paulo, de onde foi requisitado, mais 60% do salário de ministro. "A remuneração, no caso aqui, é a de São Paulo, porque a daqui é uma miséria", disse Machado. Machado disse à Folha que ele tem direito a essa verba porque foi "demitido" e não fez a devolução ao Tesouro, mesmo não tendo mudado. "É uma indenização pela exoneração." Ele confirma que não chegou a fazer a mudança de seus pertences, devido ao novo convite de trabalho em Brasília. De acordo com o decreto 4.004 de 8 de novembro de 2001, o servidor tem direito à ajuda de custo para despesas de "viagem, mudança e instalação" quando é mandado para servir "em nova sede, com mudança de domicílio em caráter permanente". Mas a ajuda deve ser devolvida se o deslocamento para a nova sede não ocorrer em 30 dias ou se o servidor regressar em menos de 90 dias, segundo o mesmo decreto.Procurada a respeito do caso de Nelson Machado na segunda-feira, a Controladoria Geral da União afirmou que o argumento apresentado, conforme repassado pela reportagem, é "inadequado"."É o caso de ressarcimento, devolver a indenização", disse Luiz Navarro, secretário-executivo da CGU."Não está correta a leitura de que é uma "indenização" por demissão. É para ajudar e compensar as despesas de instalação no novo local", completou. Ele disse que acionará sua equipe para analisar o caso. Ontem, procurado novamente pela Folha, a CGU afirmou que só poderá comentar os casos após uma investigação.Há outro caso de recebimento dessa verba por ministro que depois assumiu outro posto em Brasília, mas o prazo excede o limite do decreto: o ex-ministro da Agricultura Luis Carlos Guedes Pinto cedeu o posto a Reinhold Stephanes em março e só assumiu a vice-presidência de Agronegócios no Banco do Brasil em julho.Os outros dois ministros que fizeram uso dessa verba foram os ministros Roberto Mangabeira Unger (Planejamento de Longo Prazo) e Marta Suplicy (Turismo), que assumiram as funções neste ano e não moravam em Brasília antes disso.Os valores recebidos a título de "restituições e indenizações" estão no Portal da Transparência da CGU, de forma separada do atual escândalo das farras dos cartões corporativos.Além da ajuda de custo, há outros pagamentos aos ministros, como o auxílio-moradia. Eles têm direito a até R$ 1.800 mensais (R$ 21,6 mil ao ano).

Folha Online, LEILA SUWWANDA SUCURSAL DE BRASÍLIA. 1302.

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(*) Parafraseado de Fernando Pessoa: "Navegar é preciso; viver não é preciso".

CARTÃO CORPORATIVO/GOVERNO LULA: GASTOS PÚBLICOS & SIGILO

Lula defende cartões e sigilo para gastos com segurança

MACAPÁ - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje, em entrevista no aeroporto de Macapá, que o cartão corporativo é a forma mais séria e transparente de cuidar dos gastos públicos. "O que precisamos é, a partir da deficiência, fazer as correções necessárias e continuar colocando na internet para que a população brasileira tenha acesso às informações", afirmou. "Acho que todo mundo tem de mostrar corretamente aquilo que gastou ''todo santo dia''", completou. Ele disse não temer a instalação de uma CPI no Congresso para investigar o uso incorreto dos cartões. Lula creditou as denúncias a um "segmento da oposição" que estaria torcendo para o governo dar errado. No entanto, disse que os dois maiores partidos de oposição - PSDB e DEM - não estariam por trás dessas supostas tentativas para fazer o governo fracassar. Lula defendeu, no entanto, que gastos com a segurança pessoal do presidente da República e sua família devem ser mantidos em sigilo. Ele citou o caso do primeiro ministro do Timor Leste, José Ramos Horta, que neste final de semana sofreu um atentado. "Só tem um gasto que não deve ser explicitado: o da segurança. Segurança é uma coisa muito delicada", disse. "Agora vejam o que aconteceu no Timor Leste". Lula foi questionado se as declarações dele se diferenciavam das declarações de ministros como Dilma Roussef (Casa Civil) e Jorge Armando Félix (Segurança Institucional), que defenderam que boa parte dos gastos da Presidência não sejam informados no Portal da Transparência. Lula apenas respondeu reforçando a sua opinião de que os gastos da segurança pessoal do presidente e da família devem ser mantidos em sigilo. Em relação a um comentário de que a Presidência estava considerando todos os gastos como de segurança, Lula evitou falar, enquanto já estava encerrando a entrevista.
LEONENCIO NOSSA, ENVIADO ESPECIAL - Agencia Estado. 1302.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] "PRESIDENTE BOSSA NOVA" *




















[Chargistas: Lézio, Ique, Simanca, Ivan, Miguel, Lane, Heringer, Enio, Samuca, Cláudio].

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(*) Perdoem-me pela nostalgia, mas, decorridas algumas décadas, a letra [ainda] é atual!!!


Juca Chaves - Presidente Bossa Nova [Juca Chaves].
"Bossa nova mesmo é ser presidente/ Desta terra descoberta por Cabral/ Para tanto basta ser tão simplesmente/ Simpático, risonho, original./ Depois desfrutar da maravilha/ De ser o presidente do Brasil,/ Voar da Velhacap pra Brasília,/ Ver a alvorada e voar de volta ao Rio./ Voar, voar, voar, voar,/Voar, voar pra bem distante,/ Até Versalhes onde duas mineirinhas valsinhas/ Dançam como debutante, interessante!/ Mandar parente a jato pro dentista,/ Almoçar com tenista campeão,/ Também poder ser um bom artista exclusivista/ Tomando com Dilermando umas aulinhas de violão./ Isto é viver como se aprova,/ É ser um presidente bossa nova./ Bossa nova, muito nova,/ Nova mesmo, ultra nova!". http://www.vagalume.com.br/





BRASIL/FRANÇA: PRESIDENTES DISCUTEM SEGURANÇA

Lula e Sarkozy discutem submarino nuclear e Farc

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontra nesta terça-feira, na Guiana Francesa, com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, para discutir cooperação na área de defesa, a libertação dos reféns colombianos em poder da guerrilha colombiana, negociações da Rodada de Doha e temas fronteiriços.
O presidente Lula chegou a Macapá (AP) acompanhado dos ministros da Defesa, Nelson Jobim, do Meio Ambiente, Marina Silva, e dos Transportes, Alfredo Brito. O senador José Sarney (PMDB-AM) era um dos integrantes da comitiva de três senadores e quatro deputados do Estado que acompanharam o presidente. Lula pernoitou num hotel e viaja nesta terça-feira de manhã no avião presidencial até Oiapoque, do lado brasileiro da fronteira. De lá, atravessa de barco o rio Oiapoque, que divide os dois países, e é recebido por Sarkozy em São Jorge do Oiapoque, na margem francesa. Sarkozy não deve entrar em território brasileiro. Apesar dos temas fronteiriços, como o início da construção da ponte sobre o rio Oiapoque ligando os dois países, as conversas políticas devem girar em torno de outros temas, como a participação dos dois países nas negociações da Rodada Doha de liberalização do comércio. "Brasil e França dispõem de uma ampla base de convergência política e diplomática, que torna o momento atual particularmente propício para o estreitamento de nossas relações nos mais diversos campos, seja naquela vertente bilateral, seja na discussão de temas de interesse mútuo da agenda regional e multilateral", afirmou o porta-voz do Planalto, Marcelo Baumbach. Ele confirmou que o submarino nuclear que o Brasil quer construir --e que pode ter tecnologia francesa-- será um dos temas da conversa, mas o governo não espera fazer um anúncio formal sobre o assunto nesta visita. Será o primeiro encontro entre os dois presidentes que não acontece à margem de uma reunião internacional. Lula e Sarkozy já se encontraram no ano passado durante a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e na reunião do G-8, o grupo dos sete países mais industrializados mais a Rússia, na Alemanha. Brasil e França têm um intercâmbio comercial de US$ 7 bilhões, com importações e exportações do mesmo montante. O Brasil é principal parceiro comercial francês na América Latina. Lula também deve agradecer o apoio público dado por Sarkozy ao pleito brasileiro de reformar o Conselho de Segurança da ONU e ocupar uma cadeira permanente num órgão ampliado.
Farc
Sobre a colaboração do Brasil na negociação para a libertação dos reféns em poder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), o porta-voz do Planalto confirmou que o tema será discutido, mas não acredita que nenhuma estratégia será definida já neste encontro. "Como o Brasil crê que é necessária a conversa com os presidentes [venezuelano Hugo] Chávez e [colombiano Álvaro] Uribe, eu não diria que se chegue a algum avanço concreto no sentido de estabelecer esse grupo, mas o tema certamente será discutido", afirmou.
O governo brasileiro já tinha afirmado que só vai participar das negociações com o aval do presidente colombiano Álvaro Uribe. Nas últimas semanas, passou a dizer que também considera "crucial" a participação do presidente venezuelano Hugo Chávez. Embora Chávez tenha sido excluído da negociação com as Farc por Uribe, a guerrilha disse que libertou as duas reféns em janeiro em desagravo ao presidente venezuelano.
Fronteira
Apesar da localização na América do Sul, a Guiana Francesa é um departamento ultramarino da França, onde vigoram todas as leis francesas. A diferença de padrão de vida entre os vizinhos --o salário mínimo francês é de 1,1 mil euros por mês-- atrai imigrantes brasileiros para o lado francês. O Itamaraty estima que sejam entre 20 mil e 40 mil brasileiros, vivendo ilegalmente num país de 200 mil habitantes. Um acordo entre os dois governos permite a expulsão para o lado brasileiro de estrangeiros encontrados ilegalmente no país. "A agenda fronteiriça é difícil, por causa dos problemas de migração", admite o ministro Ricardo Guerra de Araujo, diretor interino do Departamento de Europa do Itamaraty. Ele disse que uma comissão binacional criada para discutir o assunto se reúne em maio, na França. da BBC Brasil. 1202.

GOVERNO LULA & PRIVATIZAÇÕES DE RODOVIAS [PEDÁGIOS]

Concessão de rodovias será formalizada hoje

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e as empresas que arremataram as concessões de seis dos sete lotes de rodovias federais leiloados em outubro do ano passado assinarão hoje, às 11h, os chamados "atos de outorga" das estradas. A assinatura do documento dá às empresas o direito de exploração das rodovias. A cerimônia será realizada na sede da ANTT em Brasília e contará com a participação dos principais executivos das concessionárias. A expectativa da ANTT é de que amanhã ocorra a solenidade de assinatura dos contratos de concessão, que marcará definitivamente a transferência da administração dessas rodovias, por 25 anos, para as empresas privadas. É possível que essa segunda cerimônia seja realizada no Palácio do Planalto ou na sede do Ministério dos Transportes. As empresas que assinarão as outorgas hoje são a espanhola OHL, que arrematou cinco dos sete trechos leiloados - incluindo as rodovias Régis Bittencourt (que liga São Paulo a Curitiba) e Fernão Dias (que sai da capital paulista em direção a Belo Horizonte) -, e a brasileira BR-Vias, que ficou com o trecho paulista da BR 153. Já a assinatura da outorga do lote arrematado pela também espanhola Acciona (BR-393, da divisa do Rio de Janeiro com Minas Gerais até a Via Dutra) será assinado posteriormente, já que problemas judiciais fizeram com que a ANTT homologasse o resultado para esse trecho somente no fim de janeiro. Até semanas atrás, a ANTT ainda estava brigando na Justiça para tentar derrubar liminares que a impediam de assinar parte dos contratos de concessão. A agência conseguiu cassar as liminares no Tribunal Regional Federal (TRF) de Brasília no início do mês, abrindo caminho para a oficialização do resultado do leilão.
PRAZO
Depois de assinados os contratos, as empresas concessionárias terão um prazo de até seis meses para realizar serviços básicos de manutenção e reparos, para melhorar a qualidade de circulação das pistas. Somente após esse período é que as concessionárias poderão começar a cobrar pedágios dos motoristas. Ao longo dos 25 anos de concessão, as empresas terão de executar obras de maior porte, como a construção de terceiras faixas, passarelas, trevos e até a duplicação das vias. No caso da Régis Bittencourt, por exemplo, a OHL terá de duplicar cerca de 30 quilômetros do trecho da Serra do Cafezal, na região do Vale do Ribeira. As regras do edital prevêem que essa obra deverá ser concluída até o quarto ano de concessão. O leilão de outubro passado ficou também marcado pela redução dos preços dos pedágios. A OHL, em especial, se destacou por fazer ofertas ousadas. Para arrematar a Fernão Dias, por exemplo, os espanhóis se comprometeram a cobrar R$ 0,997 por praça dos veículos de passeio, o que representa um deságio de 65,43% em relação à tarifa-teto estabelecida pelo governo.
Leonardo Goy, Estadão, 1202.

CPI/CARTÃO CORPORATIVO: UMA CPI CORPORATIVA?


O deputado Henrique Fontana (PT-SP), líder do governo na Câmara, telefonou para o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) para dizer que sua bancada só vai apoiar a instalação da CPI para apurar gastos por meio dos cartões corporativos se o enunciado do pedido for alterado, de modo a deixar bem claro que a chamada “Conta - B” será tão investigada quanto os cartões corporativos. Fontana esteve no Palácio do Planalto no fim da tarde e de lá saiu com esse discurso.
Traduzindo: o líder do governo Lula diz que os partidos aliados só vão endossar o pedido de CPI se as investigações chegarem ao governo Fernando Henrique. É que os cartões corporativos foram criados no governo FH, mas implementados ano a ano; e nos tempos de FH o usual era o saque em dinheiro por meio da tal Conta - B. Outros governistas se dizem tranquilos quanto ao rumo das investigações porque não se pode separar cartões corporativos de Conta - B. Afinal, tudo é “suprimento de fundos do Poder Executivo” - seja por meio de pagamento em dinheiro ou por meio do cartão. O tal acordo provocou reações dos dois lados - tanto dentro da base governista como na oposição. A oposição agiu mais rapidamente e conseguiu se acertar. O deputado Carlos Sampaio, que fez o acordo com o líder do governo Romero Jucá para a instalação da CPI mista, e aceitou retroceder as investigações para 1998, incluindo, portanto, o governo Fernando Henrique, foi chamado para uma reunião com o partido, que queria maiores explicações. Afinal, todo o esforço dos tucanos até então era excluir o governo Fernando Henrique das investigações. Sampaio explicou que não poderia fazer isso porque a investigação teria de ser do sistema - o modo de pagamento de despesas eventuais do governo federal. A Jucá ele explicou que o governo FH estaria incluído - daí o que possibilitou o acordo. Pela manhã, ao anunciar que o acordo estava celebrado, Jucá e Sampaio diziam claramente que o objetivo não era investigar Lula nem FH. Nos bastidores, a oposição atua para que, instalada a CPI, a investigação comece dos gastos atuais e vá voltando no tempo. Os governistas, é claro, querem o contrário.
No fundo, um quer investigar o outro. E ficar fora de alcance da CPI.
E Romero Jucá que, pela manhã, comemorava o resultado do acordo, foi bastante cobrado pela oposição. Nos últimos tempos, ele era o único no governo que mantinha algum diálogo com PSDB e DEM. A oposição acha que ele foi longe demais, ao propor a CPI e depois aceitar também a CPI mista. Sinal de que Jucá agiu bem como líder do Palácio do Planalto. Cristiana Lôbo, G1. 1202.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Lucro do Itaú cresce 96,65% em 2007 e supera Bradesco. SÃO PAULO - O banco Itaú registrou lucro líquido consolidado de R$ 8,473 bilhões em 2007, mostrando evolução de 96,65% sobre 2006. O lucro por ação foi de R$ 3,53. O resultado anual superou os R$ 8,010 bilhões contabilizados pelo Bradesco no mesmo período. O Itaú encerrou o exercício de 2007 com ativos totais de R$ 294,876 bilhões e patrimônio líquido de R$ 28,969 bilhões. Silvia Araujo, da Agência Estado. 1202.
Prefeitura de São Paulo repassou R$ 67 mi a servidores em 2007. A Prefeitura de São Paulo repassou no ano passado para funcionários R$ 67 milhões em adiantamentos, sistema semelhante ao dos cartões de crédito do governo federal, sem disponibilizar na internet como foi gasto o dinheiro, como fazem os órgãos da União. (...) Até 2007, só podiam ser pagos por esse sistema valores de até R$ 2.800, fixados em 2003 pela então prefeita Marta Suplicy (PT), mas o prefeito Gilberto Kassab (DEM) baixou decreto que aumentou esse limite para R$ 4.000 no ano passado.Esses limites, porém, podem ser ultrapassados caso a despesa tenha origem no andamento de processos na Justiça, chegando a até R$ 6.000.Pela lei, podem ser cobertas despesas com manutenção de veículos e móveis, reformas de imóveis, viagens, pagamento de cursos, compra de flores, troféus e placas comemorativas. 1202.
Obama busca ampliar liderança em prévias nesta terça. WASHINGTON - Cerca de 18 mil pessoas desafiaram na segunda-feira, 11, o frio de 5 graus negativos para assistir ao pré-candidato democrata Barack Obama, em um comício na Universidade de Maryland. "Já estou na fila há quase uma hora, mas vale a pena, isso aqui é histórico", disse o técnico em tecnologia Dan Newsome, de 48 anos. "Vou votar pela primeira vez porque quero ver Obama presidente", dizia Christian Emtcheu, 29 anos, que congelava ao lado de Dan na fila que dobrava o quarteirão. (...) Obama encostou em Hillary em número de delegados no fim de semana, com as vitórias na Louisiana, Maine, Nebraska e Estado de Washington (na costa oeste). De acordo com os cálculos da Associated Press, a senadora por Nova York está com 1.136 delegados e Obama, 1.108. Porém, segundo projeções do site Real Clear Politics, Obama ultrapassou a rival, somando agora 1.143 delegados contra os 1.138 alcançados por Hillary. 1202.
Rabino escapa de assalto ao pedir ajuda em hebraico. Um rabino conseguiu pedir ajuda durante um assalto ao conversar com um amigo em hebraico, por telefone. A casa da vítima, localizada nos Jardins, Zona Oeste de São Paulo, foi invadida por três criminosos na noite de segunda-feira (11). O rabino de 67 anos foi dominado e amarrado pelos bandidos. Depois de a vítima avisar que estava esperando visitas, um dos homens permitiu que o rabino telefonasse para o amigo cancelando o compromisso. Ao telefone, ele falou em hebraico e conseguiu avisar que estava sendo assaltado sem que os homens percebessem. Policiais militares cercaram a casa e conseguiram prender um dos ladrões. Do G1, com informações da TV Globo. 1202.
Após cirurgias, médicos dizem esperar recuperação de Ramos-Horta. O presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, que foi ferido à bala em um ataque cometido por militares expulsos em Díli, foi submetido a uma segunda cirurgia e se encontra em situação estável, segundo fontes do Hospital Real de Darwin, na Austrália. Após o ataque, foi decretado estado de exceção no país. G1. 1202.