PENSAR "GRANDE":

***************************************************
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
***************************************************


“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

----

''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

=========
# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
1Radio 1455824919 nhm...

valor ...ria...nine

folha gmail df1lkrha

***

segunda-feira, julho 15, 2013

MÁQUINA OBSOLETA E CARA. UMA FERIDA ABERTA

15/07/2013
Gasto do governo sobe e chega a R$ 1 trilhão

Mesmo com investimento estagnado, despesas crescem 6,6% acima da inflação no lº semestre
As despesas do governo cresceram 6,6% acima da inflação no primeiro semestre em comparação ao mesmo período do ano passado. Com esta alta, os desembolsos romperam a barreira de R$ 1 trilhão pela primeira vez. A evolução das despesas mostra que o governo terá dificuldade em concretizar o corte de R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões, cujo anúncio é prometido para esta semana. A ordem é preservar investimentos e programas sociais e cortar gastos de custeio da máquina pública. Na prática, os investimentos estão estagnados e as demais despesas estão subindo. Os gastos com subsídios ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida cresceram 25,3%. As despesas crescem também puxadas pelo aumento do salário mínimo, que influencia os gastos com aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais a idosos e deficientes físicos de baixa renda. Não há como impedir o crescimento deste conjunto de despesas. Por isso, diz o economista-chefe da corretora Tullett Prebon, Fernando Montero, os gastos federais vão crescer este ano, apesar do anúncio de corte de despesas que será feito pelo governo.
R$15 bi é o valor máximo do corte planejado pelo governo.


Despesa do governo supera inflação e passa de R$ 1 trilhão pela primeira vez

Contas públicas. 
Evolução dos gastos mostra que governo terá dificuldade de fazer corte de até RS 15 bilhões do Orçamento, cujo anúncio está previsto para esta semana; a ordem é preservar investimentos e programas sociais, que estão estagnados, e reduzir os gastos de custeio

Lu Aiko Otta / BRASÍLIA


As despesas do governo apresentaram aumento real de 6,6% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 2012. Os desembolsos romperam a barreira do trilhão, atingindo R$ 1,01 trilhão. É o que mostra levantamento realizado pela organização não-governamental Contas Abertas com dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siati).

A evolução das despesas mostra que o governo terá dificuldade em concretizar o corte de R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões, cujo anúncio é prometido para esta semana, da forma como foi encomendado. A ordem é preservar investimentos e programas sociais e apontar a tesoura para gastos de custeio da máquina pública. O que se vê na prática que os investimentos estão estagnados, enquanto as demais despesas sobem.

Os gastos com investimento somaram R$ 20,5 bilhões no primeiro semestre deste ano, contra R$ 20,3 bilhões em igual período de 2012, um avanço de apenas 1% acima da inflação.

Em comparação com 2010, o ano do "pibão" de 7,5%, os investimentos estão 12,7% menores, em termos reais. "É um desempenho pífío", comentou o secretário-geral da Contas Abertas, Gil Castello Branco.

Investimentos. 
Dos R$ 90,2 bilhões disponíveis para investir, apenas R$ 19 bilhões haviam cumprido, até junho, a primeira etapa do processo de gasto, o empenho, que consiste em reservara verba para pagar um contrato específico. Apenas R$ 3,7 bilhões foram pagos, ou seja, foram desembolsados mediante a entrega de um bem ou serviço ao governo.
Porém, no período foram liberados outros R$ 16,8 bilhões para pagar investimentos contratados com verbas de orçamentos de anos anteriores - os chamados restos a pagar.

Os dados do Contas Abertas são diferentes das informações do Tesouro e do Planejamento, porque não consideram os gastos com o programa Minha Casa Minha Vida como investimento, e sim como custeio. Ainda assim, a estabilidade dos investimentos foi admitida pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, na divulgação do balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC),no mês passado, lima das causas é o atraso na aprovação do Orçamento pelo Congresso.

Minha Casa. O programa habitacional é um dos fatores que puxam as despesas para cima. O levantamento do Contas Abertas mostra um crescimento real de 25,3% nas despesas com inversões financeiras, que é onde ele contabiliza os subsídios à aquisição da casa própria pela população de baixa renda. Essa conta atingiu R$ 29,6 bilhões, contra R$ 23,7 bilhões na primeira metade de 2012.
Os gastos crescem também puxados pelos efeitos do aumento do salário mínimo, aponta Castello Branco. Ele influencia os gastos com aposentadorias, pensões e benefícios assistendais a idosos e deficientes físicos de baixa renda.

Contenção. 
Há, assim, um conjunto de despesas que já estão contratadas e não há como impedir seu crescimento. É por essa razão que o economista-chefe da corretora Tullett Prebon, Fernando Montero, calcula que osgastosfederaisvão crescer este ano, mesmo se houver um corte de R$ 25 bilhões, como chegou a defender a equipe econômica no início das discussões.

Ele acredita que o ajuste a ser anunciado nos próximos dias será calcado na reestimativa, para baixo, de alguns itens de despesa. E, ao contrário do discurso oficial, haverá contenção de investimentos. "A verdade é que o governo nunca consegue fazer, nem de longe, os investimentos orçados", comentou Montero.

Ou seja: por dificuldades gerenciais que provocam atrasos, os ministérios invariavelmente gastam menos do que o autorizado nesses projetos. Assim, há uma contenção involuntária nos desembolsos. Bastaria, por tanto, fazer o mesmo de sempre, só que dessa vez "por ajuste, e não por incompetência."

A evolução dos gastos de pessoal, que aumentaram apenas 0,3% em termos reais neste ano, mostra que há pouco espaço para cortes adicionais na rubrica. Ali, o aperto já foi feito.


adicionada no sistema em: 15/07/2013 04:28

sexta-feira, julho 12, 2013

XÔ! ESTRESSE [In:] ''JÁ ESTÁ CHEGANDO A HORA DE IR..." (Roberto Carlos)

#
#






#






#







#

... ATRÁS DO ''PIO'' ELÉTRICO NINGUÉM VAI

...

Atrás do fio elétrico

12 de julho de 2013 | 2h 01



DORA KRAMER - O Estado de S.Paulo
Não houve greve geral nem comoção nacional. Na comparação, o "Dia Nacional de Lutas" ficou a léguas de distância do impacto provocado pelas três semanas de protestos que deixaram o País em transe e o poder público em pânico.
Contou a ausência do fator surpresa, é verdade, mas evidenciou-se também uma mudança de paradigma: a sociedade prefere conduzir a ser conduzida e dá conta do recado com muito mais competência.
Fala-se de falta de foco nos protestos de junho, na ausência de lideranças, na desorganização e no caráter apolítico visto com receio de que signifique repúdio à atividade inerente ao sistema democrático.
Mas, ao que se viu nos embates das centrais sindicais durante os preparativos para as manifestações de ontem, a garotada mobilizada pela internet tinha mais apelo, se fazia entender muito melhor com sua variedade de bandeiras que os sindicalistas organizados em suas centrais bem estruturadas, sustentadas com verbas públicas e ligadas a esse ou àquele partido.
A massa junina saiu de casa para dizer que queria ser mais bem atendida pelo Estado, respeitada por integrantes dos Poderes constituídos e representada pelos eleitos. Já as centrais, a partir da pauta de reivindicações tradicionais, digladiaram entre dois objetivos: de um lado marcar posição contra o governo, de outro abrir espaço para a defesa de interesses do governo, entre eles a ressurreição do plebiscito da reforma política.
Todo mundo entendeu o sentido do movimento iniciado pela juventude: "Não é só pelos R$ 0,20"; era e continua sendo pelo conjunto da obra. Causou espanto a forma, mas o conteúdo estava explícito.
No caso dos sindicatos a forma é familiar, os instrumentos, tradicionais, mas o conteúdo é subentendido: uma tentativa de recuperar um território perdido - ou melhor, abandonado - desde que os chamados movimentos sociais organizados resolveram trocar as demandas daqueles que representavam por uma parceria (mais das vezes remunerada) com o governo que supostamente detinha o monopólio de todos os anseios.
Sendo um "governo popular", para todos os efeitos os movimentos sentiram-se desobrigados de cumprir cada um o seu papel de acordo com as demandas dos respectivos segmentos. O governo em si daria conta da tarefa. De fato, o mundo oficial ocupou todos os espaços, tirou de cena a intermediação, cortaram-se as cordas vocais da população.
Aconteceu com os estudantes, com os acadêmicos, com os sindicalistas e com todos os grupos que agora são recebidos em Palácio pela presidente Dilma Rousseff a fim de se construir um ambiente de diálogo onde antes havia o monólogo. Consentido, diga-se.
Ficou todo mundo muito bem comportado, a sociedade submergiu. A opinião do público se expressou por intermédio das pesquisas, sempre registrando altos e crescentes índices de popularidade aos inquilinos do poder central. Dilma, um sucesso de bilheteria ainda maior do que Lula.
Quando a população emergiu na fagulha acesa pelo Movimento Passe Livre na fogueira da insatisfação acumulada, viu-se o quanto de fantasia havia no cenário paradisíaco.
Desfeita a miragem, lá se foram centrais, UNE, sem-terra e companhia tentar recuperar o território perdido, disputar as ruas como instrumento de pressão da opinião pública junto às instituições.
Destreinadas, afônicas, atordoadas, ficaram a reboque do abrupto grito anterior e, se prestaram bem atenção no descompasso, são alvos de desconfiança, fazem parte do balaio genericamente chamado de crise de representação.
Vão precisar se reinventar. Por ora tentaram sem grande êxito imitar o inimitável, igualar-se ao inigualável.
-----

ALUGAM-SE BANDEIRAS. 50% OFF

...

Em São Paulo, faltou gente para empunhar bandeirinhas de centrais

Segundo PM, protesto na Paulista reuniu 7.000; Força Sindical pediu a cabeça de ministro, mas Dilma foi preservada

11 de julho de 2013 | 23h 25
Roldão Arruda, Isadora Peron e Fernando Gallo - O Estado de S. Paulo
Na Avenida Paulista, ponto central da manifestação na capital, os presidentes das nove centrais que organizaram o ato cumpriram o acordo feito na véspera: evitaram ontem ataques diretos ao governo da presidente Dilma Rousseff, para não engrossar o coro dos que defendem o “Fora, Dilma”, e fugiram de temas polêmicos da conjuntura política, como o plebiscito e a reforma política propostos pelo Executivo como uma forma de responder aos protestos que tomaram as ruas no início de junho.
Nesta quinta-feira, 11, segundo a Polícia Militar de São Paulo, havia 7 mil pessoas na Paulista no pico da manifestação, por volta das 14h. Os organizadores falaram em 20 mil. A Força Sindical usou o termo “milhões”. O contraste com as manifestações espontâneas ocorridas no início de junho, que levou mais de um milhão de pessoas às ruas do País, ficou evidente.
Enquanto os protestos recentes exibiam uma ampla pauta de reivindicações, originada pela redução da tarifa do transporte e passando por uma crítica generalizada à classe política, o ato das centrais foi estruturado a partir de uma pauta trabalhista específica: fim do fator previdenciário, redução da jornada de trabalho e menos terceirização.
CUT x Força. 
A harmonia entre as centrais, porém, se limitou aos discursos. Nas entrevistas, os sindicalistas não escondiam suas diferenças. As mais visíveis eram entre Vagner Freitas, presidente da CUT, ligada ao PT, e Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, deputado federal e presidente da Força Sindical, ligada ao PDT. 
“Não vou defender um governo que tem pisado na bola com os trabalhadores”, disse Paulinho aos jornalistas. 
“Alguns utilizam a questão dos trabalhadores porque têm outros interesses: é deputado federal, quer construir outro partido político e quer fazer o enfrentamento de 2014 já em 2013”, retrucou Freitas.
A ênfase dos discursos ficou na crítica à política macroeconômica do governo e na defesa da pauta de reivindicações comum às centrais, da qual fazem parte a redução da jornada de trabalho e o fim do fator previdenciário. A alta de juros, usada pelo governo como arma contra a inflação, foi atacada. “É uma sangria na classe trabalhadora”, disse o presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio dos Santos Neto. “Não é possível o governo destinar uma montanha de dinheiro para pagar os juros da dívida pública”, seguiu Vagner Gomes, da CTB.

Público apático. 
Todos ameaçaram Dilma, de forma mais ou menos enfática, com a possibilidade de greve geral. “Se a Dilma não ceder, o pau vai comer”, bradou Ubiraci Dantas de Oliveira, o Bira, da CGTB. 
Os brados de guerra dos líderes não encontravam repercussão na plateia. A maioria das pessoas não prestava atenção, não aplaudia, não vaiava, não puxava refrões. A exceção eram pequenas claques, que erguiam bandeiras quando seu presidente falava.
Foram duas horas de falas. A abundância de recursos das centrais, garantida pelo imposto sindical, descontado automaticamente do salário de todo trabalhador, era visível nos grandes e coloridos balões, nas faixas produzidas em série, bandeiras, camisetas, bonés e fitas.

Tal riqueza contrastava com a apatia do público. 
Uma representante da CUT desfilou durante algum tempo diante do carro de som com um rolo de bandeiras debaixo do braço, procurando militantes para empunhá-las. 
Não encontrou. 
Foi o contrário do que aconteceu nas manifestações de rua que eclodiram dias atrás. Nelas, na falta de faixas, as pessoas se enrolavam na bandeira do Brasil. Os cartazes eram pobres e, muitas vezes, improvisados na rua.
Na linha de frente, pessoas que tinham de ficar ali, com bandeiras e faixas, disputando espaço, entupiam os ouvidos com chumaços de algodão para amortecer o som. No momento em que foi anunciado o final do ato, a maior parte das pessoas recolheu bandeiras e faixas e saiu, organizada e burocraticamente. Só um pequeno grupo saiu em marcha pela Paulista.
-----

PARADIGMA SUPERADO. RESULTADO ESPERADO: FERIADO!!!

12/07/2013
Protestos têm baixa adesão e centrais poupam Dilma


Ato com pauta trabalhista foi mais expressivo em capitais onde transporte parou; no Rio, houve confronto
Organizado por nove centrais sindicais em todo o País, o Dia Nacional de Lutas levou manifestantes novamente às ruas ontem em 26 capitais e no Distrito Federal, mas em proporções bem menores que os protestos iniciados no dia 6 de junho. Os presidentes das centrais cumpriram acordo e evitaram ataques diretos ao governo Dilma Rousseff. Eles fugiram de temas polêmicos, como plebiscito e reforma política. Nas entrevistas, porém, não escondiam suas diferenças. Com o foco em pautas trabalhistas - fim do fator previdenciário, redução de jornada de trabalho e contra a terceirização de profissionais -, as manifestações tiveram maior visibilidade nas cidades em que houve paralisação dos serviços de transporte, como em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Vitória (ES). A cidade de São Paulo saiu da rotina e a quinta-feira pareceu domingo. Ao longo do dia, atos fecharam grandes vias da capital, mas quase não houve congestionamentos.

Bloqueios afetam venda e produção
As manifestações organizadas ontem petas centrais sindicais afetaram a produção industrial e as vendas do varejo. Trabalhadores não conseguiram se deslocar. A produção foi paralisada em pelo menos quatro refinarias brasileiras e em oito unidades de montadoras.

Análise
Marco Antonio Teixeira
Autonomia do povo
Em contraste com os protestos de junho, o Dia Nacional de Lutas ficou muito aquém do esperado. A possível resposta estaria na condução da manifestação e as pautas.

Dora Kramer
Atrás do fio elétrico
Em uma tentativa de recuperar um território perdido, entidades - afônicas e destreinadas - tentaram sem êxito imitar o inimitável clamor das manifestações juninas.

Fotolegenda: Rio tem confronto e ferido
Protesto no Rio foi marcado por provocação entre manifestantes e sindicalistas e confronto com a PM. Um policial foi ferido na cabeça.

Fotolegenda: Marchas fecham estradas
Manifestantes bloqueiam a Dutra no sentido São Paulo. Trechos de ao menos 48 estradas em 18 Estados foram paralisados.


Protestos em todos os Estados param capitais e bloqueiam 48 rodovias

Paralisado foi maior em MG, ES e RS, onde faltou transporte público; houve registro de incidentes e pelo menos 9 feridos nos atos


Apesar de motivar protestos em todos os Estados, a paralisação convocada pelas centrais sindicais foi mais forte nas cidades em que funcionários do transporte aderiram, suspendendo as atividades, e onde as manifestações conseguiram bloquear rodovias. Ocorreram atos em todas as 26 capitais e no Distrito Federal e 48 estradas, em 18 Estados, foram bloqueadas» Essas interdições também levaram a confrontos, com feridos.

As Polícias Civil e Militar foram informadas pelas centrais dos atos em todo o País, acompanharam a maioria e registraram poucos incidentes. Um estudante de 21 anos ficou ferido durante manifestação em Varginha (MG), ao tentar bloquear uma via - um motorista avançou sobre o grupo. Outras quatro pessoas ficaram feridas no Rodoanel, em Embu das Artes, em situação semelhante (mais informações na página AS). Nas capitais, o confronto mais grave aconteceu no Rio, com pelo menos quatro feridos (mais informações nesta página).

Impulsionado pela falta de transporte público, o movimento teve mais força em Belo Horizonte, Vitória e Porto Alegre. Em Salvador e no Recife, a maior adesão foi pela manhã. Na capital mineira, o metrô não funcionou - apesar de uma decisão judicial determinar escala mínima - e rodoviários impediram que ônibus deixassem as estações de bairros. Parte do comércio ficou fechada, assim como as agências bancárias.

O Dia Nacional de Lutas das centrais sindicais também paralisou o transporte coletivo de Porto Alegre e, consequentemente, quase todo o comércio e os serviços. Tanto o Sindicato dos Rodoviários quanto a Empresa Pública de Transporte e Circulação admitiram que to dos os 1,7 mil ônibus deixaram de circular e 1,2 milhão de pessoas foram prejudicadas. Outros serviços, como o trem metropolitano e os ônibus intermunicipais, não funcionaram.

Em Vitória, o clima era de feriado, mas sem ônibus nas ruas. 

Manifestantes fecharam os principais acessos à ilha às 5h30 e interromperam até itinerários interestaduais.

Ainda se viu clima de feriado em Manaus, com 60% do transporte parado pela manhã e comércio fechado pelo medo de manifestações. A capital teve cite um ato público envolvendo cinco comunidades indígenas.

Já em Salvador, onde os trabalhadores das empresas de transporte paralisaram as atividades entre as 4 e as 8 horas, bancos, escolas e universidades públicas, o comércio popular do centro e empresas do Polo Industrial de Camaçari não funcionaram. Delegacias e hospitais só recebiam urgências.

Estradas. 
Nas rodovias, a maior parte dos bloqueios também ocorreu pela manhã - embora às 20 horas ainda fossem registradas interdições em pelo menos cinco Estados. O maior alvo das manifestações foram rodovias federais - 32 tiveram bloqueios, que atingiram até áreas essenciais, como acessos a capitais, portos e refinarias.

Uma liminar da Justiça Federal de São Paulo proibiu o bloqueio de tráfego nas rodovias federais do Estado pela Força Sindical e pela União Geral dos Trabalhadores (UGT). O pedido foi ajuizado pela Advocacia-Geral da União (AGU). No caso, o descumprimento prevê multa de R$ 100 mil por hora. Apesar disso, as estradas paulistas também tiveram manifestações.

Apesar de o governo admitir até o uso da força pela Polícia Rodoviária Federal nas estradas, houve a opção pelo diálogo para a liberação das rodovias. Na maior parte dos casos, a desmobilização à tarde foi iniciada pelos manifestantes.

Os protestos atingiram algumas das principais estradas do País, como a BR-101, que cruza do Sul ao Nordeste. Houve problemas na Bahia, na Paraíba, em Sergipe e Santa Catarina, com formação de filas nos dois sentidos. No maior protesto, que reuniu 12 entidades sindicais às 15h30, cerca de 1.500 manifestantes de Joinville, Brusque, Blumenau e de outras cidades do litoral, bloquearam a rodovia no km 117, em Itajaí. /Ângela Lacerda, Ayr Aliski, Elder Ogliari, Marcelo Portela, Tiago Décimo, Júlio Castro, Nayanne Nóbrega, Renata Magnenti, Rene Moreira e Rodolpho Paixão, Especial para O Estado.

adicionada no sistema em: 12/07/2013 03:16

O PIOZINHO DO FALCÃO PEREGRINO

12/07/2013
PT, de dono das ruas a coadjuvante

Sem as camisas e bandeiras vermelhas do partido, petistas participaram discretamente dos atos convocados pelas centrais. No mês passado, o PT foi hostilizado nos protestos.
Atos em números
66 bloqueios de rodovias
Todos eles em estradas federais.
18 estados
Registraram esses bloqueios.
5 mil pessoas
Participaram de marcha no Rio.
10 mil pessoas
Foram à passeata na Av. Paulista.

Desta vez, PT tem participação discreta em atos

Partido orientou militantes a não fazer ação ostensiva

Silvia AmoriM; Gustavo Uribe e Letícia Lins


São paulo e recife- 

Depois de terem sido hostilizados no mês passado, durante as manifestações organizadas em redes sociais, os petistas decidiram ontem participar de forma discreta do ato organizado em São Paulo pelas centrais sindicais. Militantes chegaram à Avenida Paulista sem as tradicionais bandeiras e camisetas vermelhas com a estrela no peito. Por orientação da direção petista em São Paulo, muitos filiados usaram camisetas da Central Única dos Trabalhadores (CUT), entidade afinada com o governo.

Na semana passada, a Executiva Nacional do PT fez um chamamento a seus militantes para que participassem das manifestações de ontem.

Em Recife, diferentemente de São Paulo, o ato nas ruas do Centro foi marcado pela presença de bandeiras de partidos políticos que, dessa vez, não foram hostilizados. Só três legendas, no entanto, marcaram presença na manifestação: PSTU, PC do B e PT.

O PT paulistano marcou ato do partido em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, para apoiar os trabalhadores, mas também fazer reivindicações do partido, como um plebiscito para a reforma política e a aprovação de um marco regulatório da mídia.

O presidente estadual do PT em São Paulo, Edinho Silva, tentou explicar a presença discreta de petistas no evento:

— Nós demos uma orientação para que não tivesse nenhuma ação ostensiva do partido para que não tivesse mais visibilidade do que as centrais sindicais. Esse não é um ato liderado pelo PT.

O secretário de mobilização do PT da capital paulista, Álvaro Abreu, negou que a participação discreta tenha tido o intuito de evitar hostilidades.

Na última vez em que o PT participou de um ato na Avenida Paulista, no dia 20 de junho, o lado de um grupo da CUT, para comemorar a redução da tarifa do transporte público, militantes foram hostilizados e agredidos. A legenda teve bandeiras quebradas e queimadas.
Manifestantes questionaram, na ocasião, a presença de partidos na passeata, uma vez que a redução do preço da passagem de ônibus e metrô na cidade havia sido conquista de movimento organizado de forma espontânea nas redes sociais, sem a ajuda de legendas.

adicionada no sistema em: 12/07/2013 06:13

quinta-feira, julho 11, 2013

XÔ! ESTRESSE [In:] O PAPA É POPular !

#


#


#



#

#
#

TEMPO DE PLANTAR, TEMPO DE COLHER

‘Ninguém sabe hoje quem apoiará Dilma em 2014’, diz Rui Falcão

Para presidente nacional do PT, protestos organizados nesta quinta pelas centrais são 'senso de oportunidade' e não terão como foco governo do PT

11 de julho de 2013 | 2h 13

Pedro Venceslau - O Estado de S.Paulo
Presidente nacional do PT, o deputado estadual Rui Falcão (SP) tem dividido sua agenda em diversas frentes. Ao mesmo tempo em que negocia com líderes de partidos aliados a montagem de palanques para a campanha de 2014, prepara o terreno para renovar seu mandato no comando do partido e rema contra a maré para emplacar o plebiscito sobre a reforma política, que o Congresso já enterrou. 
Em entrevista ao Estado, ele minimiza a queda da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas e os consequentes abalos na base aliada, mas reconhece que o governo precisa se comunicar melhor com o Congresso e os movimentos sociais.
Veja também:
Para Falcão, ninguém no PT cogita o 'Volta, Lula' - André Dusek/AE
André Dusek/AE
Para Falcão, ninguém no PT cogita o 'Volta, Lula'
Esperava tanta resistência no Congresso ao projeto do plebiscito sobre a reforma política?É uma tradição na política brasileira fazer acordos por cima e transições negociadas. O plebiscito significa a entrada do povo em cena. Sempre defendemos no PT a participação popular. Dilma tomou essa iniciativa por perceber que não sai reforma do Congresso.
Para a reforma política, nós propomos financiamento público exclusivo, paridade de gênero com lista democraticamente formulada. Pode ser fechada ou lista mista. E maior participação da população, além de assembleia constituinte (para fazer a reforma).
A oposição alega que o financiamento público beneficiaria a presidente Dilma Rousseff.Ninguém sabe como seria o financiamento público. Ninguém discutiu o sistema ou se haveria um teto. Poderia haver um porcentual maior distribuído entre todos e outro menor proporcionalmente. Não há definição de quem ficaria com mais e com menos. Como eles mesmos (oposição) estão dizendo, com as manifestações e a queda de Dilma nas pesquisas pode haver outro quadro partidário. Ninguém sabe hoje quem apoiará Dilma em 2014.
O acirramento da crise na base aliada pode prejudicar a montagem de palanques para 2014?Não haverá nenhuma abalo. A presidenta assumiu a iniciativa política nas manifestações. Ela já dialogava permanentemente com os partidos e agora está fazendo isso mais amplamente. Reuniu todos os presidentes (partidários) da base e tem agendado reuniões com lideranças para tomar decisões. Haverá uma recuperação (da popularidade) nos próximos meses. A base aliada está unida.
Mas alguns partidos aliados já reavaliam sua posição.É natural em um governo de coalizão que os partidos tenham reivindicações mais amplas, dependendo da conjuntura. É isso que está acontecendo neste momento. Estamos nos aproximando de uma reforma ministerial natural. Alguns ministros sairão para se candidatar. Nesse período, a disputa por espaço se acentua. Mas isso não tem relação com a queda de popularidade. Todos os políticos foram atingidos. Pelo que vi nas pesquisas, quem saiu da Dilma migrou para o voto branco, nulo ou ficou indeciso. Não houve ganho expressivo para nenhum dos que se apresentam candidatos.
O deputado Paulinho, presidente da Força Sindical, disse que pode pedir o 'Fora Dilma' no "Dia Nacional de Lutas" (hoje). Não vou comentar isso.
Mas o sr. teme que setores do movimento sindical aproveitem a queda da presidente nas pesquisas para atacar o governo?As centrais sindicais já tinham bandeiras como a redução da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário e a aceleração da reforma agrária. Como houve um clima favorável, eles convocaram o ato do dia 11. Acho que é senso de oportunidade do momento.
Qual é a avaliação do PT sobre a queda de Dilma nas pesquisas e os efeitos das manifestações para o governo? Existem dezenas de explicações para as manifestações. Estamos recolhendo na Fundação Perseu Abramo todo tipo de entrevista e ensaio para fazermos uma análise interna desse fenômeno com mais calma e fora do impacto. Nas pesquisas todos perderam. Ela (Dilma) ficou com a cotação positiva, apesar da queda abrupta. Além disso, não houve nenhuma demanda sobre salário ou emprego. Pediram melhoria de serviços públicos. O PT continua sendo o partido preferido e Lula isoladamente ganha de todos os outros juntos.
Há no PT um movimento defendendo a volta de Lula em 2014? Lula foi acusado de ter antecipado a campanha porque na comemoração dos dez anos do PT disse que a Dilma era a candidata. Na verdade, naquele momento ele estava reafirmando para dentro do PT que não tem nenhuma pretensão de ser candidato. Não tem ninguém no PT hoje cogitando o "Volta, Lula". Isso seria abreviar o final do governo dela.
Os candidatos à presidência do PT criticam a interlocução do governo com o Congresso e movimentos sociais. O sr. concorda? 
A comunicação do PT e do governo precisa ser melhorada. Eu vi nossa bancada insistindo com a presidenta que é preciso melhorar a interlocução com o Congresso. Isso é unânime. Ela disse que estava cuidando disso e que a bancada precisa ter posição de mais destaque.
As correntes petistas de oposição ao campo majoritário acreditam que as manifestações podem mudar a correlação interna de forças no PED (Processo de Eleições Diretas). 
As mobilizações de rua produziram dois resultados. Ficou nítido para o conjunto do PT que é preciso se aproximar mais dos movimentos sociais. Essa é uma ideia que a gente já vinha desenvolvendo. Além disso, toda vez que acontece mobilização social, as eleições no PT ficam mais quentes e participativas. Isso dará mais representatividade para a próxima direção. Mas não me arrisco a dizer que ganha ou perde. Não costumo antecipar resultado eleitoral porque respeito muito a militância do PT.
O deputado federal Paulo Teixeira, que disputará com o sr. a presidência nacional do PT, defende que se oxigene o partido. O sr. concorda com ele? 
Apoio tudo que for feito nessa direção.
Depois de dez anos no poder, o PT se distanciou de suas bases?Não sei se dez anos é tanto tempo assim. É um tempo pequeno para dar outro rumo para o Brasil. No movimento social, ou você faz a luta institucional ou faz a luta social. Um partido com vocação de poder como o PT precisa articular as duas formas de luta. É uma equação difícil de resolver para todos os partidos.
O partido entrou em uma zona de conforto com o poder?Acho que sim. Houve muita conquista nesse período. Fiz várias reuniões com os sem-terra e a CUT. Tenho procurado, desde que assumi ficar mais próximo dos movimentos sociais.
Pela primeira vez, o PED exige cotas de negros, índios, jovens e mulheres. Está difícil montar a chapa?Estamos fazendo um grande esforço para cumprir as cotas. O PT é o primeiro partido que eu conheço que instituiu a paridade de gênero em sua direção. Em alguns estados do Sul, especialmente em Santa Catarina, onde a presença de negros é praticamente nula, teremos que adaptar.

SEM LIBERDADE DE EXPRESSÃO, SEM VALIDADE

...

Acordo de centrais sindicais exclui o 'Fora, Dilma' de protestos

Centrais acertaram, em reunião emergencial nesta quarta-feira, 10, que no palanque unificado dos protestos na Avenida Paulista a presidente será poupada de críticas ácidas

11 de julho de 2013 | 0h 25
Pedro Venceslau, Ricardo Chapola e Roldão Arruda - O Estado de S. Paulo

Temendo que o "Dia Nacional de Lutas" — protestos em todo o País marcados para esta quinta-feira, 11, organizados por centrais sindicais e organizações de classe —, se transformasse em um grande ato contra a presidente Dilma Rousseff, a CUT, que é ligada ao PT, convocou uma reunião de emergência ontem para pressionar a Força Sindical a poupar o governo federal. 
Em troca, propôs que a defesa do plebiscito para a reforma política, uma bandeira do PT e do governo, também ficasse fora do palanque unificado, que vai reunir dirigentes das centrais na Avenida Paulista hoje.
O acordo foi fechado e chancelado por todas as centrais. Sem ele, a manifestação corria sério risco de se transformar em um cabo de guerra entre sindicalistas. 
O governo temia críticas ácidas a Dilma. "No carro de som, onde estarão os presidentes das centrais, e nas faixas conjuntas não entrarão o ‘Fora, Dilma’, o ‘Fica, Dilma’ ou a reforma política. O centro da pauta é a questão trabalhista. Mas os militantes cutistas levarão cartazes em defesa da reforma política, da taxação das grandes fortunas e da reforma tributária", resumiu Vagner Freitas, presidente da CUT.
Para preservar a presidente Dilma, a CUT vai focar as críticas no Congresso. 
A UNE, que é dirigida pelo governista PCdoB, também levantará bandeiras governistas e poupará a presidente. 
"Não é a CUT que está levando a pauta da Dilma, é a Dilma que está levando a pauta da CUT", diz Vagner Freitas.
"Não existe manifestação contra o governo. Ela é a favor dos trabalhadores", enfatizou Arthur Henrique, ex-presidente da CUT.
Apesar do acordo, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, disse que os militantes da entidade protestarão contra a presidente nas ruas. "Nossas palavras serão duras contra o governo Dilma, por falta de atendimento às questões trabalhistas que até hoje ela não atendeu e não quis saber delas." Ainda segundo o dirigente, o foco da central também será a inflação e a política econômica, calcanhar de Aquiles do governo.
No começo da semana, Paulinho disse que a Força levantaria a bandeira "Fora, Dilma" se a presidente tentasse "enxertar" o tema do plebiscito pela reforma política durante as manifestações de hoje.
Questionado pelo Estado se a Força se posicionaria sobre o plebiscito nos atos de hoje, Paulinho interrompeu: "Nem fala em plebiscito para a gente. É assunto enterrado".
Visão petista. A Executiva Nacional do PT aprovou, na última quinta, resolução na qual convoca seus militantes a assumirem "decididamente" a defesa da reforma política e de reivindicações trabalhistas nos protestos hoje. A ideia é fazer ali a propaganda do plebiscito.
Presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah afirma que não vai levantar a bandeira "Fora, Dilma", defendida pela Força Sindical, nem se alinhar com a defesa do plebiscito, apoiada pelo PT e a Central Única dos Trabalhadores. Mas pondera: "A UGT vai levantar a bandeira ‘Se Liga, Dilma’, para que ela nos escute e atenda às reivindicações".
A decisão levou a uma mudança na estratégia da UGT ontem. Originalmente, estava previsto que a central iniciaria suas manifestações na Rua 25 de Março e de lá seguiria para a Avenida Paulista. Ficou decidido que as manifestações da UGT serão encerradas na Praça da República, para se distanciar da CUT.
Além da manifestação central na Paulista, a Força realizará atos isolados em vários pontos da cidade. A CUT realizará um evento em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.
Radicais. Embora critique o financiamento das campanhas eleitorais, o presidente nacional do PSTU, José Maria de Almeida, também dirigente da rede sindical Conlutas, reforça que a greve de hoje não será em apoio às propostas do governo Dilma de reforma política nem ao plebiscito proposto pelo PT. A greve, diz ele, é para "cobrar do governo Dilma o atendimento às reivindicações dos trabalhadores", o que inclui a redução da jornada de trabalho para 40 horas, fim do fator previdenciário, reforma agrária e pautas como fim dos leilões do petróleo e melhorias no transporte (com redução de preço), na saúde e na educação.
"A situação que nos encontramos não é fruto da falta de recursos para atender às reivindicações dos trabalhadores. O problema é que o governo aplica um modelo econômico que beneficia bancos, grandes empreiteiras e o agronegócio, que depois financiam campanhas."
José Maria reafirmou que não está defendendo o "Fora, Dilma" nem a demissão de nenhum ministro. "Estamos propondo mudança do modelo econômico. Se o governo não mudá-lo, o próximo passo é uma greve geral. Se o governo ainda não mudar, aí essa luta vai virar para sair o governo também", disse.
O presidente do PSTU disse ainda que militantes do PT não serão hostilizados. "O PT, se aparecer, até será bem-vindo", disse. / COLABOROU BRUNO RIBEIRO

FIASCO! O POVO NÃO QUER CABRESTO

...

Secretário da Força reconhece movimento enfraquecido

11 de julho de 2013 | 13h 36
CARLA ARAÚJO - Agência Estado

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, afirmou, há pouco, que a central está satisfeita com as manifestações desta quinta-feira, 11, no chamado Dia Nacional de Luta. Contudo, o sindicalista reconheceu ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que a ausência de categorias de peso, como motoristas de ônibus e metroviários, que não pararam suas atividades na capital paulistana, enfraqueceu o movimento.
Apesar do reconhecimento, Juruna disse que o objetivo principal do movimento foi atendido: "O que queríamos era fazer a mobilização e chamar atenção. E isso nós conseguimos", emendou. Questionado se a adesão não estaria aquém das expectativas, ele rebateu afirmando que a "Força conseguiu fazer ações em todos os bairros da capital paulista e em diversas cidades do Pais".
O sindicalista não falou sobre o número de pessoas que as centrais esperavam reunir no ato da Avenida Paulista, que acontece no início desta tarde. Pelas projeções da Polícia Militar, cerca de duas mil pessoas estão presentes no ato. Até as 12h30, os presidentes das principais centrais sindicais não haviam chegado à Avenida Paulista para participar do ato. 
----------

OUVIDOS MOUCOS (SEMPRE!)

11/07/2013
E a pauta ética vai para o vinagre...


Projetos do Congresso em resposta às manifestações populares andam a passos lentos. Parlamentares adiaram, inclusive, a primeira reunião para tratar sobre a reforma política

AMANDA ALMEIDA
DIEGO ABREU
JULIANA BRAGA


Anunciada como resposta às reclamações das ruas, a agenda positiva da Câmara e do Senado encalhou na disputa entre as duas Casas pelo protagonismo das iniciativas e no corporativismo da classe política. Um dia depois de divulgarem a formação de um grupo para discutir a reforma na legislação eleitoral — tratada como principal item da pauta positiva —, os deputados já mostraram como a discussão será difícil e adiaram a primeira reunião do colegiado por uma disputa de petistas pelo comando dos trabalhos.

Depois de derrotar a proposta da presidente Dilma Rousseff sobre um plebiscito para discutir reforma política, a Câmara anunciou que formaria um grupo para criar uma projeto sobre o assunto e, depois, submetê-lo a um referendo. Ontem, porém, o demonstrado empenho pelo tema já tropeçou em uma briga interna. 


O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), escolheu Cândido Vaccarezza (PT-SP) — que presidia um colegiado sobre minirreforma eleitoral — para o comando dos trabalhos, o que gerou um desconforto para Henrique Fontana (PT-RS).


Fontana foi o relator da última tentativa da Câmara de votar uma reforma política, que terminou fracassada em abril. Sem solução para o impasse, a primeira reunião do novo grupo de 13 integrantes, marcada para ontem, acabou adiada. A dificuldade de tocar o principal item da agenda positiva se estende a outras. Embora parte das propostas já tenha passado por comissões e pelo Senado, a aprovação definitiva está dependendo de uma harmonia entre as duas Casas, que não combinaram uma pauta única de projetos prioritários.

A obrigação da ficha limpa para servidores públicos, por exemplo, foi colocada como prioridade pelo Senado e aprovada em plenário. Nas discussões da Câmara, no entanto, a questão ainda não apareceu. Em outros casos, as duas Casas discutem o mesmo tema, mas tocam projetos diferentes. É o caso do fim do foro privilegiado, que, além de ser debatido em duas propostas diferentes que tramitam na Câmara e no Senado, não tem o consenso de deputados e senadores.

Impunidade
O foro privilegiado acabou escolhido por Alves e pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), por ter forte apelo popular, já que é conhecido como sinônimo de impunidade. Parte dos parlamentares e de juristas, no entanto, defende a manutenção, alegando, entre outros, que o julgamento do mensalão mostrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) pode ser mais ágil de que outras instâncias. “A primeira instância não tem condições. Tem um atraso muito grande. Basta ver o caso do mensalão. Os processos que foram para instâncias ordinárias não tiveram decisão até hoje”, argumenta o ministro Gilmar Mendes, do STF.

O julgamento do mensalão é um dos argumentos do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) para defender a matéria. “Acho que essa questão tem que ser conduzida com extrema rigidez”, diz. Para o cientista político Leonardo Barreto, há jogo de cena entre os parlamentares. “O plebiscito caiu não foi por tempo ou custo, mas porque os políticos não querem delegar o seu destino a outras pessoas. Teriam de aceitar o que a população votasse.”

Agenda positiva emperrada
Anunciada por senadores e deputados como prioritária, a pauta de projetos em resposta às ruas ainda não conseguiu se consolidar e mostrar resultados. Confira alguns dos nós

Suplentes no Senado
O Senado prometeu que, em casos de vacância definitiva de cadeiras na Casa, seriam disputadas novas eleições. Na mesma proposta, havia a previsão de se reduzir as vagas de suplente de duas para uma por parlamentar titular e proibir que parentes e cônjuges fossem escolhidos como suplentes. Foi a primeira matéria da agenda positiva rejeitada, mas os senadores deram um jeito de votar novamente parte das regras.

Corrupção como crime hediondo
Câmara e Senado ainda não conseguiram se entender em relação à proposta de endurecer a punição aos crimes de corrupção passiva e ativa. Depois de o Senado aprovar projeto que transformava corrupção em crime hediondo, a Câmara se apressou e aprovou urgência para outra matéria similar.

Fim do voto secreto
Depois de a Câmara criar comissão especial para decidir sobre o voto aberto em caso de cassações, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado correu e aprovou projeto para aprovar o fim do sigilo em todas as circunstâncias permitidas hoje na Constituição.

Reforma política
Agora defendida por políticos como a principal resposta aos protestos pelo país, a reforma política não tem data nem garantia de que sairá do papel. Depois de o plebiscito da presidente Dilma Rousseff naufragar no Congresso, a Câmara criou um grupo de trabalho para discutir a proposta em 90 dias. Outras tentativas similares já foram feitas nos últimos anos e não deram frutos.

Ficha Limpa para servidores públicos
Aprovada pelo Senado, não tem previsão de ser votada na Câmara.

Fim do foro privilegiado
Tanto Câmara quanto Senado discutem projetos similares, mas, embora tenha sido anunciada como prioritária, senadores e deputados ainda têm dúvidas sobre a possibilidade de o fim do foro privilegiado beneficiar políticos.



adicionada no sistema em: 11/07/2013 12:10

... A QUEBRAR A PRÓPRIA CARA. [''SÓ CAROLINA NÃO VIU'']

11/07/2013
Centrais tentam acordo antes de ir à rua


Pedro Veítceslati
Mearão Cítapoíu
Roldão Artuda


Temendo um racha no "Dia de Nacional de Lutas", movimento organizado por centrais sindicais e organizações de classe que pretende paralisar São Paulo hòje,-CUT, Força Sindical as demais entidades fizeram ontem uma reunião de emergência para unificar o discurso, Liderada pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva? tio PBT? a Força, que é crítica ao governo Dilma Rousseff, se recusava a incluir o plebiscito da reforma política na pauta»


"No carro de som onde estarão os dirigentes das centrais e nas faixas conjuntas não entrarão o fora Dilma, o fica Dilma ou a reforma. O centro da pauta é questão trabalhista. Mas os militantes cutistas levarão cartazes em defesa da reforma política, da taxação das grandes fortunas e da reforma tributária", diz Vagner Freitas, presidente da CUT.


Os militantes da central, que é ligada ao PT, pretendem preservar a presidente Dilma e focar as críticas no Congresso Nacional. A UNE, que é dirigida pelo governista PC do B, também levantará bandeiras governistas e poupará a presidente. "Não é a CUT que está levando a pauta -da Dilma, é a Dilma que está levando a pauta da CUT", afirma o presidente da entidade.

Apesar do acordo, Paulinho disse que os militantes da Força protestarão contra a presidente. "Nossas palavras serão duras contra o governo Dilma, que atendeu às questões trabalhistas. Ela não quis saber delas até hoje". Ainda segundo o dirigente, o foco da central também será a inflação e a política econômica. "Essa também é nossa pauta", diz. No começo da semana, Paulinho disse que a Força levantaria a bandeira "Fora Dilma" se a presidente tentasse "enxertar", o tema do plebiscito pela reforma política durante as manifestações do Dia Nacional de Lutas. 

Questionado pelo Estado se a Força se posicionaria sobre o plebiscito nos atos de hoje, Paulinho interrompeu: "Nem fala em plebiscito para a gente. É assunto enterrado".

A Executiva Nacional do PT aprovou, na última quinta, uma resolução na qual convoca seus militantes a assumirem "decididamente" as manifestações no Dia Nacional de Lutas, com greves e atos em defesa das reivindicações trabalhistas e da reforma política. A ideia é fazer ali a propaganda do plebiscito. 

Presidente da União Geral dos Trabalhadores, Ricardo Patah afirma que não vai levantar a bandeira Fora Dilma, defendida pela Força Sindical, nem se alinhar com a defesa do plebiscito, apoiada pelo PT e a Central Única dos Trabalhadores. "A UGT vai levantar a bandeira Se Liga Dilma, para que ela nos escute e atenda nossas reivindicações", diz.


A decisão levou a uma mudança na estratégia das manifestações da UGT nesta quinta. Originalmente, estava previsto que a UGT iniciaria suas manifestações na Rua 25 de Março, o principal e mais popular dos centros comerciais da capital, e de lá seguiria para a Avenida Paulista, onde faria um ato final, ao lado de representantes de outras centrais. Ontem ficou decidido que as manifestações da UGT, após passarem pela 25 de Março e a Paulista, serão encerradas na Praça da República, na área central da cidade. Além d"t manifestação central 11a Ave- lida Paulista, a Força realizará atos isolados em vários pontos da cidade. A CUT realizará um evento em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

Radicais. 

Embora critique o financiamento das campanhas eleitorais, o presidente nacional do PSTU, José Maria de Almeida, também dirigente da rede sindical Conlutas, reforça que a greve de hoje não será em apoio às propostas do governo Dilma de reforma política nem ao plebiscito proposto pelo PT. A greve, diz ele, é para "cobrar do governo Dilma o atendimento das reivindicações dos trabalhadores", o que incluí a redução da jornada de trabalho para 40 horas, fim do fator previdenciário, reforma agrária e pautas como fim dos leilões do petróleo e melhorias no transporte (com redução de preço), na saúde e na educação. "A situação que nos encontramos não é fruto da falta de recursos para atender as reivindicações dos trabalhadores. O problema é que o governo aplica um modelo econômico que beneficia bancos, grandes empreiteiras e o agronegócio, que depois financiam campanhas", afirmou.

Ele reafirmou que não está defendendo o "Fora Dilma", nem a demissão de nenhum ministro. "Estamos propondo mudança do modelo econômico. Se o governo não mudá-lo, o próximo passo é uma greve geral. Se o governo ainda não mudar, aí essa luta vai virar para sair o governo também. Mas essa não é a luta agora".

Almeida disse ainda que militantes do PT não serão hostilizados caso compareçam, Mas isso desde que apareçam na rua para engrossar a massa que reivindica atendimento de suas pautas. "O PT, se aparecer, até será bem vindo. Mas nossa pauta é clara", disse. "Não existe manifestação contra o governo. Ela é a favor dos trabalhadores", diz Arthur Henrique, ex-presidente e : membro da executiva da CUT. / Colaborou Bruno Ribeiro

adicionada no sistema em: 11/07/2013 04:24