PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quarta-feira, junho 13, 2007

XÔ! ESTRESSE: [In:] A "RELAXADA" MINISTRA




[Chargistas: Cleriston, Duke, Melado, Quinho].

MINISTRA DO TURISMO: EM RESPOSTA ...

Marta sobre crise aérea: 'relaxa e goza'.

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, sugeriu aos passageiros enfrentar as dificuldades nos aeroportos do país com um velho ditado: "relaxa e goza". O comentário foi feito nesta quarta-feira (13) após o lançamento do Plano Nacional do Turismo, que prevê investimentos de cerca de R$ 984 milhões na promoção interna e externa do Brasil até 2010. Ao ser perguntada sobre o que dizer aos turistas diante dos recentes problemas nos aeroportos, a ministra, que é sexóloga, afirmou: “Relaxa e goza porque você vai esquecer dos transtornos”. A ministra do Turismo disse que uma das medidas para reduzir os atrasos nos aeroportos é investimento em novas aeronaves pelas companhias aéreas. “Mas esse não é um problema só do Brasil, é um problema mundial”, minimizou Marta Suplicy. No lançamento do programa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo precisa fazer campanhas para estimular o turismo interno e criticou o fato de os locais turísticos do país receberem apenas atenção negativa da imprensa. A expectativa do governo é gerar 1,7 milhão de novos empregos e facilitar a entrada de US$ 7,7 bilhões nesse país. “O que a gente vê de bonito na imprensa brasileira? Não tem. Se fala de Pernambuco, é morte. Se fala do Ceará, é morte. Se fala da Bahia, é morte. Daí, (o turista) fala: ‘espera aí, eu não vou sair daqui. Vou ficar dentro de casa’. Ele ainda olha para ver se tem uma fresta para não vir uma bala perdida. Essa é uma parte histórica do país, mas há outra parte que nos motiva a viajar”, afirmou. O presidente defendeu que os estados turísticos invistam em propaganda das belezas naturais nos estados mais ricos do país. Mas, mais uma vez, voltou a atacar os críticos dessa iniciativa. “Agora, se fizer isso, vão dizer que estão gastando dinheiro público. Vem o Ministério Público fazer um protesto, já vai um deputado de oposição criticar, já vão fazer um monte de coisa”, disse Lula. Dentro do plano, está previsto o lançamento de um programa de crédito consignado para aposentados na compra de pacotes turísticos com juros ao redor de 1%. O presidente classificou o projeto como uma maneira de estimular o brasileiro a viajar.“Turismo não é só dinheiro, é, sobretudo, um estado de espírito. Nós precisamos bulir com o estado de espírito do povo brasileiro”, afirmou Lula. O presidente defendeu investimentos no setor aéreo nacional para baratear o custo de passagens, como aviões com menor capacidade.“Precisamos encontrar um jeito de favorecer os mais pobres a viajar. E aí vou ser sincero: precisamos ocupar melhor o espaço aéreo porque estamos tão próximos, mas tão distantes”, disse. G1, Tiago Pariz.

OPERAÇÃO XEQUE-MATE: APENAS UM "VALE-COMPRA"

Vavá admite encontros com empreiteiro e agropecuarista à PF.

O irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o aposentado Genival Inácio da Silva, o Vavá, reconheceu ter se encontrado com um empreiteiro e com um agropecuarista flagrados em conversas telefônicas pedindo favores ao empresário de bingos Nilton Cezar Servo, mas negou ter sido pago pelo trabalho, segundo reportagem publicada nesta quarta-feira pela Folha. A declaração faz parte de um depoimento que Vavá prestou à Polícia Federal em São Bernardo do Campo (SP) no último dia 4. A Folha teve acesso a trechos do depoimento, sob sigilo na Justiça Federal. O irmão do presidente reconheceu ter pedido emprestado, "uma única vez", R$ 2.000 para Servo, "para pagar uma conta". Em contradição com o que diz Servo a interlocutores diversos nos telefonemas grampeados pela PF, Vavá disse que esses pedidos não foram freqüentes. O depoimento integra o inquérito da Operação Xeque-Mate, desencadeado pela PF em Mato Grosso do Sul para investigar a máfia de caça-níqueis. Vavá foi indiciado por tráfico de influência no Executivo e exploração de prestígio no Judiciário por suposto envolvimento com a máfia. A PF chegou a pedir a prisão do irmão de Lula, mas a Justiça indeferiu o pedido. O presidente Lula disse ontem em em Guarulhos (SP) que duvidava que Vavá tivesse feito lobby junto ao governo. "Não acredito que Vavá seja lobista. Ele está mais para ingênuo", afirmou. Outro irmão de Lula, José Ferreira da Silva, o Frei Chico, admitiu ter ligado no dia 20 de maio a Vavá para advertir o irmão de que ele estaria fazendo um suposto lobby no governo e marcar um encontro dele com Lula em Brasília. A Polícia Federal deverá apresentar hoje à Justiça Federal em Mato Grosso do Sul o relatório final do inquérito sobre a Operação Xeque-Mate. No dia 4 de junho, a PF prendeu 76 pessoas. No dia seguinte, a PF anunciou a prisão de mais duas pessoas --Nilton Cézar Servo e seu filho, Victor Servo. Cézar Servo é investigado por ser dono de máquinas de caça-níqueis em vários Estados e teria ligações com Vavá e com o compadre de Lula, Dario Morelli Filho. Os dois seriam sócios em uma casa de jogos na Baixada Santista. Na noite do dia 6, Hércules Mandetta Neto, irmão do secretário municipal de Saúde de Campo Grande (MS), Luiz Henrique Mandetta, que estava foragido, se apresentou à PF. No dia 8, Ari Silas Portugal, também se entregou. Com isso, a PF já prendeu 80 pessoas na operação. Cinco acusados ainda estão foragidos. Folha Online.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

PF pede prisão preventiva de 11 da ´máfia do jogo´. A Polícia Federal pediu nesta terça-feira à Justiça a prisão preventiva de 11 acusados de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis, mas recuou diante de duas pessoas muito próximas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - seu irmão mais velho, Genival Inácio da Silva, o Vavá, e o empresário Dario Morelli Filho, compadre do presidente e suspeito de integrar a organização. No início da Xeque-Mate, que mira exploração de jogos de azar, a PF pediu a prisão temporária de Vavá, o que foi negado pela Justiça Federal de Campo Grande. A PF enquadrou Vavá pelos crimes de tráfico de influência e exploração de prestígio. Nesta noite, à Justiça, a PF não renovou o pedido de prisão contra Vavá. Estadão.
Advogado diz que Vavá não reconhece voz de irmão em gravação. Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, continua sem reconhecer o interlocutor que aparece conversando com ele numa escuta telefônica feita pela Polícia Federal durante as investigações da Operação Xeque-Mate --que desarticulou uma suposta máfia de caça-níqueis. Seu irmão, José Ferreira da Silva, o Frei Chico, admitiu ontem para o "Jornal da Globo", entretanto, que a voz é dele. Nelson Passos Alfonso, advogado de Vavá, diz que ainda não conversou com seu cliente após Frei Chico ter se reconhecido na gravação telefônica. "Não confirmo nem desminto. Meu cliente não reconheceu a voz. Ouviu somente pela TV. Não deu para reconhecer", disse por telefone à Folha Online. Folha de SP.

CONSTRUTORA GAUTAMA: VERGONHA NACIONAL [V]

Gautama tem ao menos 36 obras sob suspeita.

São Paulo
O Tribunal de Contas do Estado condenou licitações vencidas pela Gautama nas prefeituras de Mauá e Embu entre 1996 e 2003. O contrato de Mauá, assinado em janeiro de 2003, permitiu a concessão de serviços de tratamento de esgoto por 30 anos para a Ecosama, subsidiária da Gautama. O TCE constatou indícios de direcionamento da licitação para favorecer a construtora. A Ecosama recebe o valor pago pelos moradores de Mauá na conta de água. De uma conta de R$ 17,10 por exemplo, a construtora fica com R$ 7,60 pelos serviços de coleta de esgoto. Em troca, a Ecosama deveria ampliar o saneamento básico de Mauá, mas na área destinada a uma estação de tratamento, existe apenas um aterro. Em Avaré, o Ministério Público abriu um inquérito para investigar uma licitação para obras contra enchentes, no total de R$ 60 milhões. O processo de concorrência foi feito pela prefeitura do município em 2002. Segundo o TCU, a prefeitura exigiu um tipo especial de tubulação para a obra e profissionais com atestado de habilitação para instalar esses mesmos tubos. De tão específica, a exigência teria beneficiado a Gautama e excluído sete das nove empreiteiras concorrentes. O TCE também analisa um contrato de obras de saneamento ambiental em Peruíbe. A licitação foi vencida pela empresa Gomes Lourenço, líder de um consórcio do qual faz parte a Gautama. Segundo informações da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o contrato não foi assinado, não ocorreram desembolsos e as obras ainda não foram iniciadas.


Sergipe
As obras de construção de quatro barragens no município de Poço Verde (SE) foram interrompidas em 2002 por indícios de irregularidades e superfaturamento no contrato com a prefeitura. O TCU condenou a licitação e a execução da obra, condenando a Gautama a devolver R$ 44,8 mil aos cofres públicos. Segundo o tribunal, o projeto foi alterado depois da licitação, reduzindo pela metade o número de barragens a serem construídas. De acordo com o TCU, o contrato foi anulado e será feita nova licitação. O Ministério Público Federal (MPF) está investigando o caso.Também há suspeitas sobre a obra de duplicação de uma adutora do Rio São Francisco. Seriam construídos 52 quilômetros na rede de captação de água do rio para Aracaju, pela qual a Gautama recebeu mais de R$ 220 milhões. O MPF calcula que tenha havido um superfaturamento de ao menos R$ 10 milhões. G1, Maria Angélica Oliveira, foto matéria.

CONSTRUTORA GAUTAMA: VERGONHA NACIONAL [IV]


Gautama tem ao menos 36 obras sob suspeita.

Maranhão
O contrato de pavimentação da rodovia BR-402 foi cancelado. Segundo o Dnit, uma auditoria no contrato assinado com o governo do Maranhão mostrou irregularidades. Pontes teriam sido construídas antes da celebração do convênio. A empresa teria omitido a existência das pontes para incluí-las no plano de trabalho como se ainda fossem ser construídas.Além disso, alega o Dnit, a Gautama não levou em consideração normas e procedimentos técnicos.
Mato Grosso
A Justiça proibiu que a Prefeitura de Sinop (MT) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinassem um convênio para a construção de uma rede de esgoto na cidade. Orçada em R$ 46 milhões, a obra seria executada pela Gautama. O BNDES entraria com R$ 38,2 milhões. O restante seria complementado pela prefeitura. O prefeito de Sinop, Nilson Leitão (PSDB), chegou a ser preso na Operação Navalha por suspeita de recebimento de propina pela construtora. Leitão diz que teve encontros com Zuleido Veras, mas nega fraude na licitação da obra.
Pernambuco
As obras de calçamento e drenagem na praia de Porto de Galinhas estão sendo investigadas pelo Ministério Público Estadual (MPE), que abriu um procedimento administrativo.Segundo o promotor Miguel Sales, há indícios de irregularidades, como o atraso nas obras e os aditamentos feitos no contrato.As obras teriam sido iniciadas em 2003, com um orçamento de R$ 32 milhões. O promotor disse que o convênio previa verbas da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Ministério da Integração Nacional, Prefeitura de Ipojuca (PE) e do governo de Pernambuco. Ainda não se sabe quanto foi pago.
Piauí
A Companhia Energética do Piauí (Cepisa) suspendeu o contrato com a Gautama para obras do Programa Luz para Todos.A construtora venceu a concorrência para fazer 15 mil ligações de energia elétrica. O primeiro lote, de 400 ligações, deveria ter sido entregue em meados de março, mas, segundo a Cepisa, as obras não estavam prontas.O contrato, suspenso após a Operação Navalha, está sendo auditado pela Eletrobrás.
Rio de Janeiro
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) está analisando 19 contratos da Gautama no Rio de Janeiro, com valor total de cerca de R$ 230 milhões.Até processos já arquivados, como um projeto de obras de infra-estrutura em Niterói, contratado em 1999, serão revistos.As obras inspecionadas teriam recebido contrapartida de municípios fluminenses e da Companhia Estadual de Habitação (Cehab). Maria Angélica Oliveira, foto matéria.

CONSTRUTORA GAUTAMA: VERGONHA NACIONAL [III]


Gautama tem ao menos 36 obras sob suspeita.

Amazonas
No Amazonas, duas ações de órgãos federais paralisaram obras da Gautama. Na primeira, o Departamento de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) cancelou o contrato de pavimentação de 204 quilômetros da rodovia BR-319, na divisa do Amazonas com Rondônia.

Entre as supostas irregularidades listadas, há o fato de as obras terem começado antes da aprovação do projeto. Também há indícios de superfaturamento. Em 2002, o contrato foi transferido ao Dnit com valor de R$ 91,6 milhões - R$ 4,4 milhões a mais do que o cálculo previsto no projeto da obra que já havia sido aprovado. O contrato com a Gautama para realização das obras na BR-319 foi assinado em 2000 pelo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) em convênio com o governo do Amazonas. Com a extinção da autarquia, o contrato foi assumido, em 2002, pelo Dnit. O Ministério dos Transportes determinou ao Dnit a instauração de um processo administrativo para apurar a responsabilidade sobre as denúncias. Já o TCU determinou à Petrobras que suspenda o pagamento de R$ 1,8 milhão referentes a serviços em sistemas de produção de óleo e gás natural no município de Urucu. Segundo o tribunal, parte do serviço foi executado com insumos e dimensões diferentes dos apresentados inicialmente. Além disso, o valor retido se refere a impostos utilizados na formação de preço, mas que não teriam sido recolhidos pela empresa.
Bahia
O Dnit realiza auditoria nas obras na rodovia BR-342, concluídas em agosto de 2004. Foram gastos R$ 8,4 milhões na restauração e manutenção da estrada. Segundo o Ministério dos Transportes, a licitação tinha cláusulas que dificultavam a participação de outras empresas na concorrência e foram feitos reajustes não previstos no edital e no contrato.
Distrito Federal
O projeto de construção da barragem do Rio Preto, próxima ao município de Planaltina, não saiu do papel. A obra foi licitada em 2001. Em 2002, a Gautama elaborou o projeto. Dos R$ 146 milhões previstos, a empresa recebeu R$ 3,37 milhões. Os repasses foram suspensos neste ano pelo governo do Distrito Federal, que alegou falta de dinheiro para continuar a obra. A Corregedoria do DF está analisando o contrato. O deputado distrital Pedro Passos (PMDB) teve o nome envolvido no caso por suspeita de recebimento de propina para liberação de emendas para a obra. Flagrado em conversas telefônicas com funcionários da Gautama, o deputado alegou que tratava de pagamentos por venda de cavalos. G1, Maria Angélica Oliveira, foto matéria.

CONSTRUTORA GAUTAMA: VERGONHA NACIONAL [II]

Gautama tem ao menos 36 obras sob suspeita.

Alagoas
Com a realização da Operação Navalha, o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) determinou que todos os contratos entre o governo do estado e a construtora passem pela análise da Controladoria-Geral do Estado.

Os principais contratos analisados são dois: construção da barragem Duas Bocas, que está parada, e Macrodrenagem do Tabuleiro do Martins, que previa captação, distribuição e tratamento de água.
Amapá
O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga as obras de construção do novo aeroporto de Macapá. O tribunal determinou à Infraero que não efetue qualquer pagamento à Gautama até que a inspeção seja concluída. O contrato inclui a construção de um terminal de passageiros, construção de prédio e ampliação do pátio de aeronaves. Segundo o TCU, há indícios de superfaturamento em alguns itens do contrato. A licitação, de acordo com o tribunal, pode ter sido montada de forma a prejudicar a participação de outras empresas na concorrência. Segundo informações da assessoria do governo do Amapá, metade do pátio e parte do terminal de passageiros já foram construídos. A previsão é que fossem concluídas até o fim do ano. G1, Maria Angélica Oliveira.

CONSTRUTORA GAUTAMA: MAPA DA VERGONHA NACIONAL!!! [II]


Gautama tem ao menos 36 obras sob suspeita.

Levantamento do G1 mostra que pelo menos 36 obras da construtora Gautama estão sob suspeita em 11 estados e no Distrito Federal. São obras paradas, suspensas e até mesmo interrompidas devido ao cancelamento dos contratos. A Operação Navalha, deflagrada em 17 de maio, lançou suspeitas sobre a atuação da empresa ao desmontar um esquema de superfaturamento de obras públicas e fraude em licitações. O proprietário da Gautama, Zuleido Soares Veras, foi preso pela Polícia Federal junto com outros 16 funcionários da empresa, entre diretores e engenheiros. Os problemas com obras da empreiteira não começaram com as investigações da Navalha. Em muitos casos, os processos e indícios de irregularidades são antigos. Já em outros, a operação levantou suspeitas e gerou novas investigações, como no caso da Companhia Energética do Piauí (Cepisa), que suspendeu o contrato da construtora para obras do Programa Luz para Todos. A divulgação das suspeitas pode ter conseqüências ainda maiores para a Gautama. Recentemente, a Controladoria-Geral da União (CGU) recomendou ao Ministério da Integração Nacional que a construtora seja declarada sem idoneidade para participar de concorrências da administração pública. O advogado Luiz Fernando Pacheco, que cuida da defesa de Zuleido e dos funcionários da Gautama na esfera criminal, disse que a empresa não comentará eventuais irregularidades em obras sob suspeita. Ele afirmou que a Gautama ainda contratará um escritório de advocacia para cuidar das questões administrativas da empresa. Por ora, informou, a Gautama não se manifestará.
Confira as obras da Gautama com algum tipo de problema em cada estado: (ver parte II). G1, Maria Angélica Oliveira, foto matéria.

CPI DA NAVALHA: "DE TANTA USADA A NAVALHA JÁ NÃO CORTA..."

Governo evita adesões e emperra CPI da Navalha.

Sem 15 votos do DEM, a oposição não conseguiu avançar ontem na coleta de assinaturas em favor da criação da CPI da Navalha e deixou para hoje um último esforço. No sentido contrário, o líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE), fez até corpo-a-corpo no plenário para evitar novas adesões à proposta de investigação sobre o envolvimento de parlamentares na máfia das obras. No início da noite, o número de assinaturas era o mesmo da véspera: 172, apenas uma a mais do que o mínimo necessário para instalação da CPI. “Vou criar o departamento anti-CPI na liderança, porque não faço outra coisa”, brincou o líder do governo depois de convencer dois parlamentares do PMN a não assinarem o pedido de CPI. O requerimento foi levado até o plenário pelo deputado Júlio Delgado (MG), da ala independente do PSB. “Com 172 assinaturas, estamos no limite. É melhor esperar mais adesões, porque os líderes do governo já estão até com requerimento pronto para retirada de assinaturas”, afirmou, depois da tentativa frustrada de ampliar a adesão com o PMN. O líder do DEM na Câmara, Onyx Lorenzoni (RS), também não escondia o constrangimento, uma vez que boa parte dos deputados da Bahia e de Sergipe se recusaram a apoiar a CPI por causa da suspeita de envolvimento do deputado Paulo Magalhães (DEM-BA) e do ex-governador sergipano João Alves Filho no esquema de corrupção para beneficiar a Construtora Gautama, tida como chefe da máfia. Também não assinaram o pedido de criação da CPI deputados do DEM do Maranhão e do Piauí. “Ainda estou tentando fazer alguns assinarem. Mas não dá para botar a culpa na gente”, disse Lorenzoni.Embora tenha proposto a CPI por causa do desvio de verba pública que a Operação Navalha vem investigando, a oposição trabalha para incluir nela a Operação Xeque-Mate, por causa da suspeita de envolvimento de Genival Inácio da Silva, o Vavá, e de Dario Morelli Filho, respectivamente irmão mais velho e compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se a CPI da Navalha naufragar, a tentativa da oposição será emplacar a CPI dos Jogos Ilícitos, proposta pelo tucano Carlos Sampaio (SP). “Precisamos ter humildade para saber que a oposição sozinha não consegue 171 votos para abrir uma CPI. Temos que ter 40 ou 50 votos do outro lado (governistas)”, reconheceu Lorenzoni. Estdão, Luciana Nunes Leal.

SANTO DE CASA [VAVÁ]: QUEM É O MILAGREIRO, ENTÃO???


Lula: Vavá está mais para ingênuo que lobista.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça (12), em São Paulo, que Genival Inácio da Silva, o Vavá, um dos irmãos dele, "está mais para ingênuo que para lobista". Vavá foi indiciado em inquérito pela Polícia Federal, durante a Operação Xeque-Mate, sob a acusação de atuar como lobista e praticar tráfico de influência no governo em favor de empresários que exploravam ilegalmente caça-níqueis. "Duvido que o Vavá tenha conseguido fazer algum lobby na sua vida. E claro que aqui está a paixão do irmão, mas duvido que ele tenha feito algum lobby", afirmou o presidente em entrevista, antes de participar de um congresso de metalúrgicos da CUT (Central Única dos Trabalhadores). Para o presidente, Vavá não era o principal alvo da Polícia Federal. "A PF pede a quebra do sigilo telefônico de uma pessoa, e se prepara para encontrar um cardume de pintados. E o Vavá, nesse caso, está mais para um lambari. Só que é um lambari especial, porque é irmão do presidente da República", afirmou. Lula atribui ao parentesco o fato de Vavá ter se tornado alvo na Operação Xeque-Mate, da Polícia Federal. "Obviamente pelo fato do Vavá ser meu irmão, ele desperta muito mais atenção do que um criminoso ou alguém que tenha feito um lobby infinitamente maior. Só que ele é meu irmão, e ele tem que pagar o preço por isso", disse. Lula evitou comentar detalhes dos grampos telefônicos da PF porque, segundo ele, isso não é atribuição de um presidente da República. "Presidente não pode ficar respondendo sobre telefonema. Acho que é melhor esperar a investigação correta. Os que forem culpados serão punidos", disse. De acordo com o presidente, o irmão se comporta como um pai para toda a família. "Fui ao Vavá há 15 dias e o achei abatido, envelhecido. Na próxima vez em que vier a São Paulo, vou visitá-lo outra vez. Tenho carinho especial. Ele é um paizão da família, cuida de todo mundo", declarou. Lula voltou a reclamar do vazamento de informações das operações policiais para a imprensa. "Dependendo, se houver briga política, as pessoas vão pingando para um jornal uma coisa, para outro outra coisa, e as pessoas, sem poder se defender, vão sendo execradas. Como sou republicano, acho que nós precisamos fazer a apuração correta." "Estou vivendo momento de reflexão do que está acontecendo. Temos processo de escuta telefônica que deveria ser sigiloso e todo dia há uma nova informação que não sabemos se é verdadeira, que é truncada", disse. Lula afirma que sempre avisou aos irmãos que não toleraria privilégios. "Os meus irmãos sabem do comportamento que eu tenho com eles. Não existe favor para amigos, irmãos e adversários." E apesar de fazer a defesa de Vavá, o presidente fez reparos à atitude do irmão, que manteve conversas telefônicas com presos da Operação Xeque-Mate. "Só pelo fato de ser meu irmão, o Vavá deveria ter tido mais responsabilidade." G1., SP. foto matéria.

terça-feira, junho 12, 2007

XÔ! ESTRESSE: "O PEQUENO PRÍNCIPE"




[Chargistas: Angeli, Henrique].

AÉCIO NEVES/2010: "TODOS OS HOMENS DO PRESIDENTE" [II]

Geddel diz a Aécio que portas do PMDB estão abertas para ele.

BH. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), recebeu na segunda-feira uma indicação de apoio das bancadas federal e estadual do PMDB mineiro a seu futuro projeto político e a suas demandas no Congresso e na Assembléia Legislativa. Ao mesmo tempo, em visita a Belo Horizonte, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, um dos caciques do partido, disse que as portas do PMDB “estarão sempre abertas” para ele. Geddel e Aécio se reuniram no início da noite, no Palácio da Liberdade. O PMDB é considerado o “Plano B” do governador para a disputa da eleição presidencial de 2010, embora ele não assuma essa possibilidade. Antes do encontro, ao ser questionado sobre o assunto, Geddel disse que o PMDB teria “muita alegria e orgulho de ter um quadro como Aécio Neves”. Afirmou que não faria a deselegância de convidá-lo a entrar na legenda, mas completou: “Não farei o convite a Aécio porque ele sabe que as portas estarão sempre abertas.” O ministro salientou ainda que o nome do governador é “justamente especulado para vôos futuros”. Aécio rechaça qualquer possibilidade de deixar o PSDB caso seja preterido na eventual disputa com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), pela indicação do próximo candidato tucano à Presidência. Em Minas, porém, tem cortejado explicitamente o PMDB. No ano passado, quando Aécio foi reeleito com 77% dos votos válidos, os peemedebistas de Minas formalizaram aliança com o PT. O PMDB apoiou a candidatura de Nilmário Miranda (PT), que foi derrotado, e indicou o candidato ao Senado, o ex-governador Newton Cardoso, que também não se elegeu. Na segunda, Aécio esteve com as bancadas do PMDB no início da tarde. Porta-voz do encontro, o presidente do PMDB mineiro, deputado federal Fernando Diniz, saiu do palácio falando em “união em prol da defesa de Minas” e no rompimento da “hegemonia de 16 anos dos paulistas”, numa referência à Presidência da República. “O que há é um desejo manifesto de nós, parlamentares do PMDB, de que ele seja candidato, de preferência no PMDB. Não sendo, é o candidato de Minas, portanto, estaremos com ele”, destacou Diniz. Os deputados federais se comprometeram a defender na Câmara a proposta de Aécio de partilha da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), sendo 20% destinados aos governos estaduais e 10% para as prefeituras. Embora tenha o apoio dos parlamentares federais mineiros, na Assembléia o PMDB é considerado oposição. E já condicionou a entrada na base aliada do governador à entrega de cargos em Minas. No mês passado, depois de um encontro polêmico com a cúpula do PMDB, Aécio atraiu líderes tucanos de peso - incluindo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador José Serra - para participar de um jantar em sua homenagem no Jockey Club de São Paulo. Os três se esforçaram para demonstrar unidade e afastar especulações de que o governador mineiro estivesse construindo pontes para concorrer à Presidência pelo PMDB em 2010, caso fosse preterido como candidato em seu partido. Na semana anterior à homenagem no Jockey, Aécio havia sido a estrela de um jantar com o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), e o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), em Brasília. Estadão, Eduardo Kattah.

RENAN CALHEIROS 'et. al.' [In:] "TODOS OS HOMENS DO PRESIDENTE" (*)

Arquivamento ligeiro do caso Renan será contestado.

Trama-se nos subterrâneos do Conselho de Ética do Senado um contra-ataque à manobra urdida para arquivar, a toque de caixa, a representação contra Renan Calheiros (PMDB-AL). Senadores insatisfeitos decidiram pedir vista do processo caso o relator Epitácio Cafeteira (PTB-MA) proponha o sepultamento do processo sem a realização de interrogatórios. Previsto no regimento interno do Senado, o pedido de vista não pode ser negado pelo presidente do Conselho de Ética, Sibá Machado (PT-AC). Por isso os idealizadores da reação à manobra pró-Renan optaram por esse instrumento, que lhes permitirá adiar a decisão por cinco sessões. Decorrido esse prazo, os autores do pedido de vista levarão ao Conselho de Ética um ponto de vista bem diferente do que vem sendo exposto publicamente pelo relator. Epitácio Cafeteira, aliado de José Sarney (PMDB-AP) e do próprio Renan, acena com a hipótese de concluir o seu relatório sem realizar nenhuma inquirição. No parecer alternativo, será esgrimida a tese de que não se pode sepultar uma representação por quebra de decoro parlamentar sem interrogar os envolvidos. Serão requeridas, pelo menos, as convocações do lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior; da jornalista Mônica Veloso, ex-amante de Renan; e do empreiteiro Zuleido Veras (a representação do PSOL contra Renan também inclui um pedido de investigação das relações do senador com o dono da Gautama). Confrontado com duas concepções diametralmente opostas, o Conselho de Ética será obrigado a decidir no voto. O grupo pró-Renan, amplamente majoritário, tem tudo para prevalecer no Conselho de Ética. Mas a exposição pública do voto de cada um vai cobrar um preço político mais alto dos participantes da manobra. Nem mesmo a entrevista que Mônica Veloso concedeu à revista Veja, reafirmando que sempre tratou das questões financeiras não com Renan, mas com o lobista Cláudio Gontijo, alterou o ânimo pró-Renan que inspira o Conselho de Ética. Há 15 senadores no conselho. Por ora, só três esboçam interesse em aprofundar as investigações: Jefferson Peres (PDT-AM), Demóstenes Torres (DEM-GO) e José Nery (PSOL-PA). Nesta segunda-feira (11), o relator Epitácio Cafeteira recebeu o papelório referente ao processo: a representação formulada pelo PSOL e os extratos bancários e declarações de rendimentos que Renan Calheiros havia remetido ao corregedor do Senado, Romeu ‘Quero Absolver’ Tuma. A próxima reunião do Conselho de Ética será na quarta-feira (13). Antecipando-se à intimação do conselho, Renan Calheiros entregou a sua defesa. Escrito por Josias de Souza, Folha Online.
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(*) Título Original: All the President's Men. (EUA) 1976; Estúdio Warner Bros.

CUSTO BRASIL: "O PODER EMANA DO POVO E EM SEU NOME É EXERCIDO"



A Transparência Brasil divulgou nesta segunda-feira (11) um levantamento inédito acerca do custo das casas legislativas no Brasil. Cruzando os orçamentos da União, dos Estados e dos municípios, a entidade verificou que os habitantes das capitais brasileiras pagam anualmente uma média de R$ 117,42 para manter em funcionamento o Congresso (Câmara e Senado), as assembléias e as câmaras de vereadores. Descobriu-se também que o custo do legislativo, nas três esferas, não bate no bolso dos brasileiros de modo uniforme. Por exemplo: o morador de Boa Vista, capital de Roraima, desembolsa anualmente R$ 224,82; o de São Paulo, cidade infinitamente mais rica, comparece com R$ 68,51 por ano. Os brasileiros mais pobres, em regra, arcam com um percentual maior dos gastos decorrentes do funcionamento do Legislativo, eis o salta do estudo da Transparência Brasil. Tomando-se apenas o Congresso Nacional, verificou-se que a Câmara custa a cada brasileiro R$ 18,14 por ano. O Senado, R$ 14,48. Entre as Assembléias Legislativas, a mais cara é a do Estado de Roraima. Custa R$ 145,19 por pessoa. A mais barata é a de Sergipe. Sai por R$ 10,63 anuais por habitante. Entre as Câmaras Municipais, a mais cara é a de Palmas, capital do Tocantins. Custa anualmente R$ 83,10 por habitante. A mais barata é a Belém, capital do Pará. Ali, cada habitante paga anualmente R$ 21,09. Somando-se os orçamentos do Congresso , das assembléias de todos os Estados e das câmaras de vereadores das capitais, descobre-se que os legislativos brasileiros custam ao erário R$ 12,5 bilhões anuais. Desse total, R$ 6,1 bilhões são gastos pelo Congresso (Câmara e Senado) e R$ 6,4 bilhões pelas assembléias estaduais e câmaras de vereadores. Pressionando aqui, você será conduzido à íntegra das conclusões a que chegou a Transparência Brasil com o seu estudo. Escrito por Josias de Souza, Folha Online, imagem matéria.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"


Justiça quebrou sigilos de Vavá e 85 investigados. A 5a Vara da Justiça Federal de Mato Grosso do Sul autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de todos os investigados da Operação Xeque-Mate. A lista inclui 86 suspeitos, entre eles Genival Inácio da Silva (foto), irmão de Lula, e o petista Dario Morelli, compadre do presidente. A abertura dos sigilos dos suspeitos foi autorizada no curso das investigações. Parte dos dados já foi anexada ao processo. Segundo apurou o blog, as informações serão usadas pela PF para embasar pedidos de prisão preventiva que serão feitos à Justiça. Josias de Souza, Folha Online (foto matéria).
Navalha roça lâmina no pescoço de outro ministro. O outro ministro; A PF tem gravados pelo menos três telefonemas entre o lobista Sérgio Sá, peça estratégica no esquema do empreiteiro Zuleido Veras, e o ministro das Cidades, Márcio Fortes. O teor dos diálogos, ainda mantidos em sigilo, revela intimidade entre os interlocutores. Fortes foi citado uma vez em relatório da Operação Navalha -que já derrubou Silas Rondeau (Minas e Energia). No trecho em questão, o ex-presidente do PP Pedro Corrêa é acusado de traficar influência nas Cidades para liberar dinheiro à construtora Gautama. Informada do conteúdo das gravações, a cúpula do PP discute em privado um substituto, caso Fortes tenha que sair. Um nome aventado foi o de Francisco Dornelles, de quem o atual ministro é muito próximo. Josias de Souza, Folha Online.
11 de junho de 2007 - 22:50
Governo prioriza capital internacional, diz líder do MST. SOROCABA - A dirigente nacional do Movimento dos Sem-Terra (MST), Marina dos Santos, acusou o governo Lula de dar prioridade ao capital internacional em detrimento das reformas que poderiam produzir melhor distribuição de renda. Nesta noite, na abertura do 5º Congresso Nacional do movimento, disse que o governo, no segundo mandato, mantém a política de continuidade que segue à risca as regras internacionais. Ela disse que o governo nada faz contra os "privilégios e interesses das elites". As reformas e projetos do governo, segundo ela, beneficiam o capital internacional e priorizam as transnacionais e a indústria dos transgênicos. Segundo ela, o congresso será um marco da luta contra as "políticas neoliberais" desse governo. Ela defendeu um projeto "popular e revolucionário" que resolva os problemas do País e criticou a imprensa, que chamou de "servil". ´ Estadão, José Maria Tomazela.
Base aliada pressiona por retirada de apoio à CPI da Navalha. Governo e oposição começam nesta terça-feira, 12, uma queda-de-braço para, de um lado, tentar afundar e, de outro, avançar na abertura da CPI da Navalha, que pretende investigar o suposto envolvimento de parlamentares com a máfia das obras. A possibilidade de ampliação do foco das investigações para a Operação Xeque-Mate - que envolve Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Dario Morelli Filho, seu compadre - reforçou a tática governista de forçar a retirada de parte das 172 assinaturas ao pedido de abertura da CPI. A oposição tinha conseguido 173 assinaturas, mas um deputado da base governista retirou o apoio na segunda-feira. Augusto Carvalho (PPS-DF), um dos encarregados de recolher assinaturas, não quis revelar o nome do deputado que desistiu do pedido de investigação. Também assinaram o documento 29 senadores. Os oposicionistas querem aumentar o número de adesões, porque sabem do esforço dos líderes governistas para impedir a CPI. Estadão, Luciana Nunes Leal.

OPERAÇÃO XEQUE-MATE/MS: TOLERÂNCIA "LEGAL"


Bingo e caça-níquel eram política de governo de Zeca do PT, diz delegado.

A tolerância com a jogatina em Mato Grosso do Sul, alvo principal da Operação Xeque-Mate, teve respaldo em uma lei estadual e uma contratação feita pelo governo Zeca do PT, em seu primeiro mandato (1999-2002). A informação é do delegado Marcelo Vargas Lopes, da Polícia Civil, que depôs ontem no inquérito sobre corrupção, contrabando, formação de quadrilha, tráfico de influência e exploração de prestígio envolvendo 79 empresários e lobistas, incluindo Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Dario Morelli Filho, amigo e compadre do presidente.“Bingo e caça-níquel não era uma política de repressão de segurança pública, mas uma política de governo”, declarou Vargas. O delegado é citado nos grampos feitos pela Polícia Federal, com autorização da Justiça. Ele atribui as menções ao seu nome à “raiva desse povo”. Vargas, que foi diretor da Delegacia Especializada de Ordem Política e Social (Deops), entre julho de 2003 e julho de 2006, acredita que é “alvo de retaliação, com certeza”. Os grampos revelam que a máfia dos caça-níqueis corrompia policiais para não ter as suas máquinas apreendidas e para obter informações antecipadas sobre repressão. Vargas é citado em uma conversa de Ari Silas Portugal, acusado de chefiar uma das cinco quadrilhas desbaratadas pela PF. Portugal aparece nas investigações como sócio do deputado estadual Coronel Ivan (PSB) - que foi comandante da PM na gestão Zeca do PT. Segundo a PF, Ivan, além de sócio, usava a sua influência dentro da corporação para favorecer o grupo e os seus negócios. Em um diálogo entre Portugal e um funcionário, gravado em 8 de março, ele sugere o envolvimento de Vargas no esquema: “Está do nosso lado.” Portugal parece confiante que suas máquinas não serão apreendidas e pede para o funcionário manter a casa de videobingo aberta. “Fala para ele deixar aberto lá, na nossa ninguém vai mexer não.” E explica: “Ele conhece o cara, tá no lugar do cara que tá do nosso lado. Os caras acho que não pagou lá... Mas não é para deixar levar nada. Só se tiver mandato da Federal, Civil não é para deixar levar não, nem Militar.”Para a PF, “ele” é Ivan, “o cara” é o delegado da Deops Fernando Augusto Soares Martins - preso na Operação Xeque-mate - e “o cara que tá do nosso lado” é Vargas. Vargas confirmou ontem ter conversado com Ivan, mas nega ligação com o grupo investigado: “Realmente conversei com o Coronel Ivan várias vezes, mas foram contatos profissionais.” “Durante todo esse período em que fui titular da Deops, existia uma lei estadual que permitia a exploração das máquinas, inclusive a concessão para uma empresa de Campo Grande, que firmou convênio com a Lotesul”, declaro o delegado. “Era um problema de fiscalização, segundo as orientações de governo. Não era responsabilidade da Deops.” Segundo Vargas, com base na lei estadual do bingo, o governo Zeca do PT abriu uma licitação e contratou a Jana Promoções, do empresário Jamil Nami - cujo filho, Jamil Nami Filho, foi preso pela Xeque-Mate. “A polícia não tinha competência para fechar bingos”, afirma.O delegado diz que a “política de governo” ligada ao jogo ainda vigora: “Ou não existem banca de jogo do bicho na cidade?” Vargas supõe que foi alvo de vingança por ter comandado uma operação no norte do Estado, na qual foram apreendidos 76 caça-níqueis. A missão foi deflagrada depois que o jogo virou polêmica no governo e a Justiça cassou liminares favoráveis aos empresários.Procurado ontem, Zeca do PT não se manifestou sobre o caso. Estadão, Colaborou João Naves, especial para O Estado, Fausto Macedo e Ricardo Brandt, Campo Grande-MS.

CPI DA NAVALHA: NO FIO OU SEM FIO?

Base aliada pressiona por retirada de apoio à CPI da Navalha

BRASÍLIA - Governo e oposição começam nesta terça-feira, 12, uma queda-de-braço para, de um lado, tentar afundar e, de outro, avançar na abertura da CPI da Navalha, que pretende investigar o suposto envolvimento de parlamentares com a máfia das obras. A possibilidade de ampliação do foco das investigações para a Operação Xeque-Mate - que envolve Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Dario Morelli Filho, seu compadre - reforçou a tática governista de forçar a retirada de parte das 172 assinaturas ao pedido de abertura da CPI. A oposição tinha conseguido 173 assinaturas, mas um deputado da base governista retirou o apoio na segunda-feira. Augusto Carvalho (PPS-DF), um dos encarregados de recolher assinaturas, não quis revelar o nome do deputado que desistiu do pedido de investigação. Também assinaram o documento 29 senadores. Os oposicionistas querem aumentar o número de adesões, porque sabem do esforço dos líderes governistas para impedir a CPI. “Estamos no fio da navalha”, brincou Carvalho, para quem a retirada de mais assinaturas inviabiliza a CPI. Ele não concorda, porém, com a ampliação da investigação para a Operação Xeque-Mate. “Nosso pedido é para um objeto específico. Quem assinou o pedido da CPI não assinou um papel em branco. Acho que tudo que tem bandalheira deve ser investigado, mas agora não cabe ampliar o foco da investigação.” Já o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), considera que a CPI deve apurar tudo que se refere a tráfico de influência, favorecimento de parlamentares e envolvimento suspeito com a iniciativa privada. “Tudo se relaciona. Se tem a oitiva de um delegado na CPI, ele falará sobre as influências no governo”, afirmou. O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse na segunda-feira, no Rio, que é necessário investigar “o que acontece ao redor do PT”. Ele disse que “os novos acontecimentos” fazem com que a criação da CPI da Navalha seja cada vez mais importante. “Que saia e que seja ampliada”, afirmou, referindo-se à Operação Xeque-Mate. Chico Alencar disse que, nos próximos dois dias, os oposicionistas tentarão garantir “uma margem de segurança maior” do que as 172 assinaturas atuais. Se a CPI da Navalha não se sustentar, a oposição vai investir no pedido de CPI dos Jogos Ilícitos, feito pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP). Mas a tentativa ainda será de dar fôlego à CPI da Navalha. Além da retirada de pelo menos 15 assinaturas, os governistas contam com a saia-justa enfrentada por alguns oposicionistas, especialmente da Bahia e de Sergipe, por causa do suposto envolvimento do deputado Paulo Magalhães (DEM-BA) e do ex-governador João Alves (DEM-SE). Os dois negam qualquer participação na máfia das obras. Estadão. (Colaborou Adriana Chiarini), Luciana Nunes Leal.

"SILVA's BROTHERs": COM FREI PARA AVIVAR A MEMÓRIA!


Frei Chico reconhece que ligou para advertir Vavá.

José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, admitiu nesta segunda-feira (11) que é dele a voz na gravação de um telefonema com Genival Inácio da Silva, o Vavá. Os dois são irmãos de Lula e combinavam um encontro com o presidente em Brasília. Na gravação feita pela Polícia Federal durante a operação Xeque-Mate, que investiga a máfia do jogos de azar, Frei Chico repreende Vavá sobre um suposto lobby do irmão em ministérios. Apesar de ligar da própria casa, um apartamento de um conjunto habitacional em São Caetano do Sul, no Grande ABC, em São Paulo, Frei Chico a princípio se identificou como "Roberto" ao falar com Vavá. "Quando ele fala do Roberto da Cleusa, realmente é um primo nosso de terceiro grau, casado com uma prima de segundo grau", explicou Frei Chico, completando que não queria conversar com o Vavá por telefone. Procurado pelo Jornal Nacional nesta segunda-feira (11), primeiro Frei Chico relutou em reconhecer que era ele o interlocutor de Vavá na conversa registrada pela polícia, mas admitiu que já tinha falado com o irmão sobre um assunto parecido. “Ele tem muita vontade de ajudar os outros, e eu o alertei sobre o seguinte: ‘você não vai a Brasília. Não vai lá, porque você, Vavá, tem muita bronca... deve ter muita bronca, tem fofoca. E aí Vavá, todo mundo vai meter o pau em você e aí não é bom presidente, não é bom pra família, Vavá’”, contou Frei Chico. “Rapaz, pode ser que seja a minha gravação, mas eu não tenho nada a esconder cara”. Mais tarde, em entrevista ao Jornal da Globo, Frei Chico reconheceu: foi ele quem, no dia 20 de maio, um domingo, às 20h02, ligou para o irmão Vavá, dizendo que queria levá-lo para um encontro com o presidente Lula. Sem identificação - O Lula quer que você vá lá ouvir uma coisa. Vavá - Ah. Sem identificação - Vai conversar com ele à noite. Vavá - Ah, ah. Sem identificação - Tá? Ele quer conversar na casa dele, tranqüilo, tá? Então vamos pensar um dia aí. Vavá - Tá. mas eu vou de tarde e vou voltar. Não vou ficar lá não. Sem identificação - Eu quero saber, Vavá, porque tem umas broncas lá que você anda apresentando uma pessoa lá no ministério. Vavá- Eu? Sem identificação - Vavá, depois nós conversa, tá? ". Eu confirmo tudo isso que eu falei para ele", afirmou Frei Chico, e ressalta que o objetivo seria reeprender Vavá. "As bronca (sic) a gente cria para tentar por medo no Vavá." G1, JG. foto matéria.