A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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quarta-feira, março 05, 2008
COLÔMBIA/URIBE: CACHIMBO DA PAZ
Amorim afirmou que a data do encontro com Uribe ainda não foi marcada e que a chancelaria brasileira terá um encontro com o ministro de Relações Exteriores venezuelano na República Dominicana, onde se reúnem os representantes internacionais do Grupo do Rio, para tratar da ação contra a Colômbia. A reunião do Grupo do Rio (integrado por países da América Latina e do Caribe) foi convocada para discutir acordos energéticos e propostas de prevenção nas mudanças climáticas e desastres naturais. Na avaliação de Amorim, as exigências do governo do Equador não são difíceis de serem cumpridas pelo governo da Colômbia, para por fim a esse desentendimento: pedido de desculpa inequívoca, compromisso de que outras invasões não ocorrerão no Equador e deixar de lado acusações de que o Equador estaria apoiando as Farc. Para Amorim, quanto mais confusão e conflitos internos existirem na América Latina, pior será para os próprios países sul-americanos, que ficam enfraquecidos nas negociações com os grandes blocos comerciais. Segundo o ministro, a paz sempre fortaleceu esses países nessas negociações.
Momentos antes da fala do chanceler brasileiro aproveitou para voltar a criticar o governo colombiano. "Não é porque somos um país pequeno que aceitaremos ser ultrajados", afirmou. "Não permitiremos o desrespeito a nossa soberania e vamos até as últimas conseqüências. Somos sensíveis, mas soberanos", acrescentou. Ele disse ainda que o governo colombiano de Álvaro Uribe "quer a guerra, não quer a paz". Ao invés de uma entrevista coletiva, como estava previsto inicialmente, Correa apenas se pronunciou para agradecer ao governo brasileiro e em especial "ao amigo" Lula pelo repúdio à invasão colombiana no Equador para atacar tropas da Farc. Ao lado do ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, Correa disse confiar e acreditar nas organizações internacionais e na comunidade latino-americana. "Não podemos aceitar a lógica de Uribe de que um país pode entrar em qualquer território. Ratificamos a inviolabilidade do território". Mantendo o discurso duro, o presidente do Equador, Rafael Correa, disse que o governo da Colômbia "perdeu até a vergonha". O tom de Correa frustrou a expectativa dos diplomatas brasileiros de que o presidente equatoriano abrandaria o discurso após a conversa com Lula. Correa cobrou uma posição dos organismos internacionais, em especial da Organização dos Estados Americanos (OEA), com relação ao episódio do fim de semana passada, quando tropas colombianas entraram em território equatoriano para perseguir membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). "É o momento das instâncias internacionais se posicionarem eficientemente, em função de princípios e não de pressão. Exigimos que a OEA se posicione de forma rápida e ratifique a inviolabilidade dos territórios internacionais", disse. Ao finalizar seu discurso, Correa agradeceu "profundamente" ao governo brasileiro e ao presidente e amigo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Sem meias palavras, (o Brasil) tem sabido condenar de forma frontal e direta a agressão à soberania de um país", disse. Leonencio Nossa, Leonardo Goy e João Domingos, de O Estado de S. Paulo. 0503.
FARC: "LANÇAMENTO" DO SEGUNDO Nº 2 ("INVERSÃO" DE VALORES...)
Gómez, que na verdade se chama Milton de Jesús Toncel, já integrava o secretariado das Farc e era o comandante do Bloco Sul do grupo, que atua nos departamentos colombianos na fronteira com Equador e Peru. Gómez é identificado pelos Estados Unidos como responsável pelas operações de narcotráfico das Farc, o grupo armado marxista mais antigo e numeroso da América Latina, com cerca de 17 mil integrantes --ou 8.000, segundo Bogotá. Washington oferece uma recompensa de US$ 2,5 milhões por ele. Gómez entrou para a guerrilha nos anos 1980, depois de lecionar por vários anos como professor na Universidade do Amazonas, no departamento de Caquetá. Após a morte de Reyes, o secretariado das Farc, fundada em 1964, passou a ter seis membros, incluindo Gómez: o líder do grupo Manuel Marulanda (conhecido como "Tirofijo"), o responsável pelo Movimento Bolivariano, Guillermo León Sáenz ("Alfonso Cano"); o quinto homem no comando, Rodrigo Londoño Echeverri ("Timoleón Jiminez"), o chefe militar das Farc, Jorge Briceño Suárez ("Mono Jojoy"), e o líder do bloco noroeste, Luciano Marín Arango ("Iván Márquez"). Folha de São Paulo. Com agências internacionais . 0503.
COLÔMBIA & VENEZUELA: UM TIRO NO PÉ (de Chávez)
"Dessa vez os militares colombianos resolveram ir em frente, por razões legítimas de auto-defesa", diz o jornal."Duvidamos que os Estados Unidos teriam parado suas tropas na fronteira, se terroristas tivessem bombardeado alvos no Texas de algum ponto no México", diz o jornal. Mas o que realmente deve ter irritado Chávez foi a captura do laptop de Reyes", diz o jornal americano. O laptop "revela segredos de Chavez", chamado pelo jornal de "valentão venezuelano". Citando declarações do chefe de polícia da Colômbia, general Oscar Naranjo, o jornal diz que "o laptop mostrou que a Venezuela teria pago US$ 300 milhões às Farc em troca da recente libertação de seis reféns".
'Insulto'
Na Espanha, o El País afirma em editorial que “Chávez quer capitalizar a equivocada operação colombiana contra as Farc no Equador”. “Mais uma vez o exagero veio do líder venezuelano, que insultou de modo chulo seu homólogo colombiano e usou linguagem bélica inadmissível em quem não é parte prejudicada. O afeto de Chávez pelas Farc – para quem pede status de Exército combatente – arrasa a decência mínima que se exige de um chefe de Estado”, afirma o El País. Na França, o jornal Le Monde diz que “pela primeira vez na história, a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, de extrema esquerda) foi ferida no coração”. O Le Monde ainda pergunta se, com a morte de Reyes, as Farc vão adotar uma linha dura, militarista, ou aceitar a negociação política. “De imediato, ela (a morte de Reyes), não pode fazer nada, a não ser complicar a comunicação com as Farc. Será que Ingrid Betancourt (refém das Farc), que parece estar à beira da morte, e seus companheiros de infortúnio poderão suportar muito mais tempo nessa situação?”. BBC Brasil, 0503.
COLÔMBIA & OEA: SALVA PELO 'TIO SAM'?
“O principal aliado dos Estados Unidos na região conta com um escudo protetor de muitos países, em especial da América Central, fortemente influenciados em sua economia, política e até seu idioma pela principal potência do mundo.” Segundo o jornal, o resultado da reunião da OEA convocada para a terça-feira – de não condenar a Colômbia nem criar uma comissão investigadora, mas apenas convocar uma reunião dos chanceleres do continente - já era esperado. O Página 12 afirma que esta não é uma solução definitiva, “mas vale”. “A esta altura, não existe uma panacéia, nem é imaginável desativar tudo de um dia para o outro. Álvaro Uribe, sob a sombra da maior potência do mundo, põe em cheque a paz na região.” Na reportagem sobre o mesmo assunto, o jornal afirma que a “Colômbia conseguiu sair ilesa em sua primeira batalha contra o Equador na OEA”, graças ao apoio americano na organização. “Em um sinal de forte apoio, e em uma das poucas vezes em que se referiu à América Latina, o presidente norte-americano, George W. Bush, falou pessoalmente pela televisão e deixou claro que não ia abandonar seu ‘aliado democrático’.” O jornal ainda destaca o tom emotivo da ministra do Exterior equatoriana, Maria Isabel Salvador, que apresentou a queixa na reunião da OEA, em Washington e rebateu os argumentos colombianos para justificar a invasão territorial. O representante colombiano, segundo o jornal, adotou o mesmo tom de seu governo, de pedir desculpas brevemente e acusar os governos equatoriano e colombiano de ter ligação com as Farc.
“A saída fácil que a Colômbia obteve ontem (terça-feira) teria sido difícil de conseguir sem o valioso apoio dos Estados Unidos. Antes de realizada a sessão da OEA, foi o presidente Bush que o expressou com maior claridade. ‘A mensagem de nosso país para o presidente (Álvaro) Uribe e ao povo colombiano é que estamos ao lado de nosso aliado democrático’.” O Página 12 ainda afirma que o representante americano na OEA fez o possível para não regionalizar o conflito e afirmou que se tratava de uma questão entre a Colômbia e o Equador. BBC Brasil, 0503.
CÉLULAS-TRONCO II [In:] "E A VIDA?" *
CÉLULAS-TRONCO [In:] "E A VIDA? E A VIDA O QUE É, DIGA LÁ MEU IRMÃO?" *
Nada menos que 75% dos entrevistados disseram concordar “totalmente”. Outros 20% afirmaram que concordam “em parte”. Somando-se os dois percentuais, chega-se a um expressivo índice de concordância: 95%. Só agora, um mês e cinco dias depois de concluída, as informações foram trazidas a público. Encontram-se assentadas no sítio da entidade feminista “Católicas pelo Direito de Decidir”, parceira do Ibope na sondagem. Retardou-se a divulgação deliberadamente, para que coincidisse com o julgamento, no STF, de ação movida pelo Ministério Público em março de 2005. A ação é assinada pelo ex-procurador-geral da República Cláudio Fontelles. Católico fervoroso, ele questiona a constitucionalidade do artigo 5º da Lei de Bissegurança. Trata-se do trecho da lei que autoriza a utilização, em pesquisas científicas, de dois tipos de embriões humanos: os considerados “inviáveis” e aqueles que estiverem congelados há mais de três anos em clínicas de tratamento de infertilidade humana. Para Fontelles, a lei fere o princípio constitucional da “inviolabilidade” do direito à vida. A questão crucial a ser respondida pelos 11 ministros que integram o plenário do STF é a seguinte: “Um embrião congelado em laboratório tem direito à vida ou essa garantia constitucional só se aplica aos embriões já implantados no útero da mulher?” A sessão está marcada para as 14h desta quarta-feira. A decisão final, porém, pode ser adiada por um pedido de vista. Um dos ministros, Carlos Alberto Direito, deu indicações de que deve solicitar prazo para analisar mais detidamente os autos. Conheça os detalhes aqui e aqui. A pesquisa do Ibope revelou um dado curioso: é grande, enorme mesmo, o fosso que separa a posição da Igreja do pensamento dos seus fiéis. Ouviram-se 2.002 pessoas com idade entre 16 e 70 anos. Desse total, 139 (6%) mostraram-se indiferentes ao tema –nem concordam nem discordam— ou recusaram-se a opinar. Restaram 1.863 entrevistas. Nesse universo, 1.230 pessoas se disseram católicas. Outras 386, evangélicas. Pois bem, entre os católicos, o índice dos que concordam total ou parcialmente com o uso de células-tronco embrionárias para fins científicos é de 95%. Entre os evangélicos, o percentual é de 94%. Uma das pessoas que terão direito a voz na sessão do Supremo é o representante da CNBB. Falará contra o “sacrifício” dos embriões.
Escrito por Josias de Souza, Folha Online, 0503.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
Salão de Genebra exibe carro com capacidade para 1 passageiro. GENEBRA - Um dos eventos mais importantes do mundo automobilístico, o 78º Genebra Car Show, realizado na Suíça, apresentou para a imprensa nesta quarta-feira, 5, o novo Lumeneo Smera. Inovador, o Lumeneo Smero é elétrico e foi projetado para transoportar um único passageiro, o que explica seu design estreito e moderno. Efe/Estadão. 05/03.
Bush declara apoio a candidatura de John McCain. WASHINGTON - O presidente americano, George W. Bush, endossou a candidatura de John McCain à presidência dos EUA, nesta quarta-feira, 5, selando a recuperação de McCain após sua campanha ter sido declarada como morta. Após almoçarem juntos na Casa Branca, Bush declarou seu apoio oficial a candidatura do senador, que venceu nos 4 Estados em votação na terça-feira, 4 - Ohio, Texas, Rhode Island e Vermont. "Ele será o presidente que trará determinação para derrotar um inimigo e um coração grande o bastante para amar aqueles que ferem", disse Bush, ao lado de McCain, em cerimônia no Jardim Rosa da Casa Branca, claramente com a intenção de fazer o senador do Arizona mais presidenciável para os eleitores que escolherão o próximo líder nas eleições de novembro. Agências internacionais/Estadão. 0503. Foto AP.EQUADOR/RAFAEL CORREA [In:] O 'TOM' DA DIPLOMACIA

A crise entre Colômbia, Equador e Venezuela começou depois que o Exército colombiano atacou guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionária da Colômbia (Farc), causando a morte do número dois das Farc, Raúl Reyes. Nesta terça, Correa deu início a uma viagem diplomática a cinco países para discutir a crise entre Equador, Colombia e Venezuela. Na quarta, ele terá uma reunião, às 10 horas, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Correa afirmou que o Equador "não quer a guerra", diferentemente do presidente colombiano. "Estamos aqui em busca de uma solução pacífica, mas não vemos muita chance por se tratar de um presidente farsante que tem as mãos manchadas de sangue. Uribe não quer a paz, quer a guerra. Foi uma ofensa por parte dele", afirmou Correa.
Solução
O presidente equatoriano deu três condições para uma solução diplomática que evite a guerra: condenação expressa da comunidade internacional, sobretudo de organismos multilaterais como a ONU e a OEA; um pedido de desculpas do governo colombiano e um compromisso explícito de que não voltará a praticar esse tipo de agressão. Segundo ele, a Colômbia premeditou os ataques ao país para prejudicar a libertação de reféns das Farc, inclusive a da franco-colombiana Ingrid Bettancourt. "A Colômbia premeditou o ataque para atrapalhar a libertação de Ingrid. (O presidente colombiano, Álvaro) Uribe sabia que tentávamos libertar reféns", afirmou o chefe de Estado equatoriano. Ele negou que seu governo tenha dado apoio às Farc e disse que nos últimos anos foram desmantelados 42 acampamentos da guerrilha colombiana ao longo da fronteira do seu país. Correa declarou, ao Jornal da Globo, que a fronteira entre os países da América do Sul "é porosa" e, por isso, não é difícil que haja bases das Farc em países como Venezuela, Equador e, até, no Brasil. O presidente equatoriano agradeceu a postura que o governo brasileiro tomou em relação aos ataques. "Tenho que agradecer a postura firme e ética do governo brasileiro e do presidente Lula". Segundo Correa, apesar de pequeno, o Equador é "íntegro, igual ao Brasil".
Correa será cobrado por Lula
Na reunião desta quarta-feira, 5, Correa ouvirá de Lula que tem razão no embate com a Colômbia. Ao mesmo tempo, Lula vai fazer uma cobrança a Correa: lembrará que o Equador é de paz e que, por isso mesmo, precisa ficar longe das Farc. Caso contrário, pode perder a razão que hoje o assiste. Esse será o tom da conversa, que ocorrerá às 10 horas, no Palácio do Planalto, de acordo com informação de um auxiliar do presidente Lula. Para o Brasil, o direito internacional tem de ser preservado a qualquer custo, o que significa condenar a incursão das forças colombianas no território equatoriano. Para o auxiliar do presidente, a invasão das Forças Armadas colombianas foi um "caso pensado". Por um motivo: porque aconteceu duas vezes; primeiro, no combate com as Farc; em seguida, para a busca de corpos e apreensão de equipamentos, entre eles muitos computadores. A conversa de Correa com o presidente Lula é a segunda etapa de um périplo do presidente do Equador em busca de apoio na sua disputa com a Colômbia. A primeira parada do chefe de Estado equatoriano ocorreu no Peru. Teve um significado forte em política internacional. Há uma década, Equador e Peru ainda viviam uma guerra por conflitos de fronteiras. A paz foi patrocinada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Por isso, depois da parada no Peru, Correa decidiu vir ao Brasil. A expectativa das autoridades brasileiras é que tanto o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, quanto o seu colega do Equador, Rafael Correa, vão continuar a se estranhar por alguns dias. Depois, vão baixar o tom das declarações e acabarão por se recompor, porque esse é o caminho natural dos países da América do Sul. A torcida do Brasil é para que Uribe faça um segundo pedido de desculpas ao Equador, agora sem as justificações para a ação de combate aos guerrilheiros das Farc. Se isso ocorrer, raciocinam as autoridades brasileiras, será mais fácil fazer cobranças ao presidente equatoriano daqui para a frente. Será possível fazer a Rafael Correa a pergunta: afinal, o que faziam tropas das Farc dentro do território do Equador? Isso, na opinião dos brasileiros, no mínimo constrangerá Correa, que poderá evitar novos acampamentos do grupo dentro do território equatoriano.
Estadão, 0503. Texto alterado às 0h25 para acréscimo de informações. (Colaborou Vannildo Mendes, de O Estado de S. Paulo). Foto Ed Ferreira/AE.
terça-feira, março 04, 2008
VENEZUELA/EQUADOR/COLÔMBIA: UM CONFLITO EM EXTENSÃO?

Reyes, que tinha 59 anos, era considerado um dos homens da linha dura das Farc e braço direito do fundador da guerrilha, Manuel Marulanda ("Tirofijo"), de quem era genro. Ele foi morto com pelo menos mais 10 guerrilheiros durante uma operação nas proximidades de Teteyi, no departamento de Putumayo, que faz fronteira com o Equador. Logo após a incursão colombiana em território equatoriano, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ordenou a saída de todos os funcionários da embaixada em Bogotá. "Por favor, chanceler (Nicolás) Maduro, feche a embaixada e mande que todos voltem", afirmou Chávez. Ele ordenou ainda ao ministro da Defesa, Gustavo Rangel, que enviasse "dez batalhões para a fronteira com a Colômbia". "Não queremos guerra, mas não vamos permitir que o império (Estados Unidos) e nem o seu cachorro venham a nos atacar", completou. Chávez criticou Álvaro Uribe, a quem acusou de "mentiroso, criminoso e mafioso", entre outras coisas, pelo que considera uma "flagrante violação da soberania do Equador".
Desculpas
Após os pronunciamentos de Chávez, o presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou a retirada de seu embaixador em Bogotá, Francisco Suéscum (que tinha classificado como "ato de guerra" o ataque militar colombiano), e a posterior "expulsão imediata" do embaixador da Colômbia em Quito, Carlos Holguín. Correa também solicitou uma reunião urgente da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Comunidade Andina de Nações (CAN) para tratar do ataque. Tentando minimizar o confronto, no domingo (2) o governo colombiano pediu desculpas ao Equador pela incursão na "zona de fronteira" de helicópteros colombianos. O comunicado lido em Bogotá pelo chanceler colombiano, Fernando Araújo, acrescenta que a ação consistiu na "entrada de helicópteros colombianos com pessoal das Forças Armadas no território equatoriano, para verificar o local". Em cadeia nacional de televisão, Correa informou que tinha ordenado a "mobilização de tropas" na fronteira com a Colômbia e exigiu do presidente colombiano, Álvaro Uribe, não só desculpas, mas também "compromissos firmes de respeito ao Equador".
Documentos
No meio da crise, o governo da Colômbia acusou o presidente equatoriano de ter compromissos com as Farc e revelou documentos que mencionam o interesse de Quito de manter relações com a guerrilha. "Os documentos levantam perguntas que merecem respostas concretas, que revelem à Colômbia e ao mundo qual é o estado da relação do governo equatoriano com um grupo terrorista como as Farc", disse em Bogotá o general Oscar Naranjo, chefe de polícia. Os documentos foram encontrados em um dos três computadores pertencentes a Raúl Reyes.
Relações com as Farc
Além dos documentos que ligam o Equador às Farc, o governo colombiano anunciou nesta segunda-feira (3) que levará ao conhecimento da ONU (Organização das Nações Unidas) e da OEA (Organização dos Estados Americanos) "revelações sobre acordos do grupo terrorista Farc com os governos do Equador e da Venezuela". Também informou que não mobilizará tropas à fronteira. "O governo expressa sua preocupação por acordos que possam existir entre as Farc e os governos do Equador e Venezuela, que violam as normas internacionais em sua proibição de os países abrigarem terroristas", afirmou Cisar Mauricio Velásquez, assessor de imprensa da Presidência, lendo uma nota oficial do governo.
Mediação brasileira
Na segunda-feira, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que tomaria medidas diplomáticas para tentar solucionar a crise que se instalou na região. Segundo Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência da República, o governo brasileiro usará os canais diplomáticos para mediar os problemas políticos gerados após a operação militar colombiana. “O presidente Lula conversou com [o chanceler] Celso Amorim, que está tomando as medidas necessárias. Acho que nós vamos mobilizar toda a força da diplomacia brasileira e de outras capitais sul-americanas para reduzir ao máximo a tensão e procurar encontrar uma solução duradoura para esse problema”, disse Marco Aurélio Garcia em entrevista à rádio "CBN", nesta segunda-feira (3). Garcia contou ainda que Lula tem o assunto na pauta para o encontro com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner. “Há interesse do Chile também em coordenar as operações”, afirmou. “Agora, o mais importante é reduzir ao máximo a tensão”, disse. “Respeitamos as medidas dos países, não queremos interferir nas medidas internas, mas não podemos ser indiferentes”, completou.
Armas sujas
Nesta terça-feira (4), o vice-presidente colombiano, Francisco Santos Calderón, acusou as Farc de armar uma ‘bomba suja’. A acusação foi feita em Genebra, durante a Conferência de Desarmamento das Nações Unidas. Calderón afirmou que a informação foi encontrada nos computadores de Raul Reyes, número 2 das Farc, morto no último sábado (1), em uma ação militar em território equatoriano. Nas palavras do vice-presidente colombiano, a guerrilha “estaria negociando material radioativo para gerar armas sujas de destruição e terrorismo”. “Esta informação está sendo submetida a um processo de verificação com acompanhamento internacional”, disse Calderón, que afirmou ainda que as Farc fazem uso de dinheiro do narcotráfico.
Fronteiras
O ministro venezuelano da Agricultura e Terra, Elias Jaua, afirmou nesta terça-feira (4) que o governo mandou fechar todas as fronteiras com a Colômbia. O anúncio foi feito após mais tropas venezuelanas serem enviadas às fronteiras e também depois de o presidente Hugo Chávez expulsar o embaixador e os funcionários da embaixada da Colômbia em Caracas.
Do G1, com agências. 0403. Mapa localiza Equador, Colômbia e Venezuela, e suas respectivas capitais (Arte: G1).
FARC E SUAS RELAÇÕES: "CARACAS!!!"
O Equador rompeu relações diplomáticas com a Colômbia e a Venezuela expulsou o embaixador colombiano, enquanto os países da América Latina se mobilizam para conter a grave crise diplomática, iniciada após um ataque colombiano contra a guerrilha Farc (Forças Armadas revolucionárias da Colômbia) em território equatoriano, ocorrido no ultimo sábado (1º), e que levou à morte Raúl Reyes, um dos principais líderes da guerrilha, além de outros 16 membros das Farc.

O presidente do Equador, Rafael Correa, que iniciará uma viagem por vários países latino-americanos para tentar obter apoio em meio à crise, pediu aos "governos da região que formem fileiras frente ao "nefasto e traidor" ato da Colômbia contra as Farc em seu território.
Correa afirmou nesta segunda-feira que o ataque colombiano contra um acampamento das Farc no Equador frustrou a libertação da franco-colombiana Ingrid Betancourt e de outros dez reféns da guerrilha, que deveria ocorrer em março no território equatoriano.

Bogotá reagiu imediatamente e rebateu a versão do presidente equatoriano e afirmou que as conversas do governo deste país com as Farc "têm mais as características de tráfico de seqüestrados com fins políticos".
Ontem, a França admitiu que Reyes era o contato do governo francês nas negociações da libertação de Betancourt.
Documentos
Segundo a Colômbia, os acordos entre Caracas e Quito com as Farc são evidenciados em documentos e fotografias encontrados em três computadores apreendidos no acampamento onde morreu Reyes, situado no Equador a 1,8 km da fronteira bilateral.
O ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, disse que o país não enviará mais forças à fronteira e disse que as informações encontradas nos computadores eram "preocupantes". Ele disse ainda que os contatos entre Reyes e o ministro da Segurança equatoriano, Gustavo Larrea, que para ele provam "uma convivência, uma espécie de associação do governo do Equador com a guerrilha". Larrea admitiu que se reuniu em janeiro com Reyes fora do Equador e da Colômbia para tentar obter a libertação dos reféns das Farc.
Venezuela

"Esta nota traz implícita uma proximidade e torna evidente uma aliança em termos armados das Farc e o governo da Venezuela", disse. O ministro do Interior da Venezuela, Ramón Rodríguez Chacín, rebateu as acusações e disse "são falácias absolutas". Ele disse ainda que a Colômbia manipula os dados do computador de Reyes para justificar uma "guerra preventiva" contra a Venezuela e acusou o chefe da polícia colombiana de ligações com o narcotráfico.
A preocupação com a crise se espalhou por todo o continente e vários países, incluindo o Brasil, defendem a via diplomática. O governo dos Estados Unidos respaldou as ações da Colômbia contra as Farc. Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula teria pedido ao ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, que reunisse o maior número de informações sobre o caso para se pronunciar depois sobre o tema no Itamaraty. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta segunda-feira que o Brasil deve exercer seu papel de liderança para evitar que a crise traga prejuízos para a região. "Eu acho que a mediação é necessária e tem que ser consentida. A atitude do Brasil de buscar a mediação, ao lado de outros países, é medida eficaz", disse. Apesar de defenderem a atuação do Brasil como mediador do conflito, os parlamentares defendem que o país fique neutro na disputa. Ou seja, não tome partido nem da Colômbia nem do Equador nem da Venezuela. Da France Presse, em Bogotá; da Folha Online. 04.03. [Fotos: Reyes, Folha Imagem; Betancourt, Efe; Chávez, Correa, Uribe, Efe/AP].
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
EQUADOR vs. FARC vs. COLÔMBIA. LEIA-SE: DIPLOMACIA vs SOBERANIA

Ataque no Equador frustra liberação de Betancourt, diz Correa.
CARTÃO CORPORATIVO/PRESIDÊNCIA: "A CÉSAR O QUE É DE CÉ$AR..."
segunda-feira, março 03, 2008
SENADORES/VERBA INDENIZATÓRIA: "-- ABASTECE!!!"
Os campeões de gastos foram os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Gilvam Borges (PMDB-AP). Cristovam declarou ter gasto R$ 14.150 com ações de divulgação parlamentar, além de R$ 850 com aluguel e despesas de escritório. Já Borges declarou ter gasto os R$ 15 mil da verba com aluguel e despesas de escritório.
Na bancada feminina, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) foi a campeã de gastos. Ela declarou ter usado R$ 14.978,40 da verba indenizatória com a contratação de serviços de apoio parlamentar, divulgação de suas atividades como senadora, além de locomoção, hospedagem e combustíveis.
Em contrapartida, a senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) aparece como a mais econômica da bancada feminina, com gastos de R$ 949,20. A senadora usou os recursos para gastos de escritório, locomoção e hospedagem. Entre os senadores, o mais econômico foi Renato Casagrande (PSB-ES), com gastos de R$ 577,45 em fevereiro. Casagrande também foi o único líder partidário a disponibilizar as informações no site do Senado.
Na bancada de São Paulo, nenhum dos três senadores divulgou os gastos na internet: Aloizio Mercadante (PT-SP), Eduardo Suplicy (PT-SP) e Romeu Tuma (PTB-SP).
O senador Jefferson Peres (PDT-AM) não divulgou os gastos com a verba indenizatória porque abriu mão oficialmente dos R$ 15 mil mensais. Ele encaminhou ofício à Mesa Diretora do Senado, no qual pediu que não recebesse os recursos previstos na verba indenizatória. Outros quatro senadores não têm os nomes registrados na lista de divulgação dos gastos com a verba indenizatória: Pedro Simon (PMDB-RS), Edison Lobão Filho (DEM-MA), Marco Maciel (DEM-PE) e João Vicente Claudino (PTB-PI). Entre os 22 senadores que divulgaram os gastos, cinco declararam que não tiveram despesas no mês de fevereiro --por isso não utilizaram os R$ 15 mil mensais a que têm direito.
Veja abaixo como cada um dos 22 senadores que declararam os recursos utilizaram a verba indenizatória:
1) Antonio Carlos Júnior (DEM-BA). Locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes - R$ 5.108,73Total - R$ 5.108,73
2) Augusto Botelho (PT-RR). Divulgação da atividade parlamentar - R$ 3.000,00Locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes - R$ 1.915,20Total - R$ 4.915,20
3) César Borges (PR-BA). Aluguel de imóveis para escritório político, compreendendo despesas concernentes a eles - R$ 5.007,32Aquisição de material de consumo para uso no escritório político, inclusive aquisição ou locação de software, despesas postais, aquisição de publicações, locação de móveis e de equipamentos - R$ 2.016,85Divulgação da atividade parlamentar - R$ 450,00Locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes - R$ 2.724,36Total - R$ 10.198,53
4) Cristovam Buarque (PDT-DF). Aluguel de imóveis para escritório político, compreendendo despesas concernentes a eles - R$ 850,00Divulgação da atividade parlamentar - R$ 14.150,00Total - R$ 15.000,00
5) Delcídio Amaral (PT-MS). Divulgou dados, mas não houve gastos
6) Eduardo Azeredo (PSDB-MG)Aluguel de imóveis para escritório político, compreendendo despesas concernentes a eles - R$ 1.594,77Aquisição de material de consumo para uso no escritório político, inclusive aquisição ou locação de software, despesas postais, aquisição de publicações, locação de móveis e de equipamentos - R$ 179,05Locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes - R$ 1.558,45Total - R$ 3.332,27
7) Efraim Morais (DEM-PB). Locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes - R$ 2.132,67Total - R$ 2.132,67
8) Eliseu Resende (DEM-MG). Divulgou dados, mas não houve despesas
9) Expedito Júnior (PR-RO). Divulgação da atividade parlamentar - R$ 3.000,00Total - R$ 3.000,00
10) Flávio Arns (PT-PR). Aluguel de imóveis para escritório político, compreendendo despesas concernentes a eles - R$ 1.964,84Locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes - R$ 448,70Total - R$ 2.413,54
11) Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC). Aluguel de imóveis para escritório político, compreendendo despesas concernentes a eles - R$ 3.234,79Locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes - R$ 1.074,96Total - R$ 4.309,75
12) Gilvam Borges (PMDB-AP). Aluguel de imóveis para escritório político, compreendendo despesas concernentes a eles - R$ 15.000,00Total - R$ 15.000,00
13) Inácio Arruda (PC do B-CE). Aluguel de imóveis para escritório político, compreendendo despesas concernentes a eles - R$ 1.500,00Aquisição de material de consumo para uso no escritório político, inclusive aquisição ou locação de software, despesas postais, aquisição de publicações, locação de móveis e de equipamentos - R$ 1.110,00Locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes - R$ 227,55Total - R$ 2.837,55
14) Jayme Campos (DEM-MT). Aluguel de imóveis para escritório político, compreendendo despesas concernentes a eles - R$ 765,18Aquisição de material de consumo para uso no escritório político, inclusive aquisição ou locação de software, despesas postais, aquisição de publicações, locação de móveis e de equipamentos - R$ 1.624,00Locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes - R$ 12.551,30Total - R$ 14.940,48
15) João Ribeiro (PR-TO). Divulgou dados, mas não houve despesas
16) Marconi Perillo (PSDB-GO). Divulgou dados, mas não houve despesas
17) Papaléo Paes (PSDB-AP). Aquisição de material de consumo para uso no escritório político, inclusive aquisição ou locação de software, despesas postais, aquisição de publicações, locação de móveis e de equipamentos - R$ 186,96Divulgação da atividade parlamentar - R$ 4.500,00Locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes - R$ 340,90Total - R$ 5.027,86
18) Patrícia Saboya (PDT-CE). Aluguel de imóveis para escritório político, compreendendo despesas concernentes a eles - R$ 379,71Aquisição de material de consumo para uso no escritório político, inclusive aquisição ou locação de software, despesas postais, aquisição de publicações, locação de móveis e de equipamentos - R$ 67,49Contratação de consultorias, assessorias, pesquisas, trabalhos técnicos e outros serviços de apoio ao exercício do mandato parlamentar - R$ 60,00Locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes - R$ 442,00Total - R$ 949,20
19) Renato Casagrande (PSB-ES). Aquisição de material de consumo para uso no escritório político, inclusive aquisição ou locação de software, despesas postais, aquisição de publicações, locação de móveis e de equipamentos - R$ 577,45Total - R$ 577,45
20) Rosalba Ciarlini (DEM-RN). Contratação de consultorias, assessorias, pesquisas, trabalhos técnicos e outros serviços de apoio ao exercício do mandato parlamentar - R$ 2.165,00Divulgação da atividade parlamentar - R$ 7.920,00Locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes - R$ 4.893,40Total - R$ 14.978,40
21) Roseana Sarney (PMDB-MA). Contratação de consultorias, assessorias, pesquisas, trabalhos técnicos e outros serviços de apoio ao exercício do mandato parlamentar - R$ 5.975,85Total - R$ 5.975,85
22) Wellington Salgado (PMDB-MG). Divulgou dados, mas não houve despesas. GABRIELA GUERREIRO; da Folha Online, em Brasília. 0303.
GOVERNO LULA: RECORDE NA PUBLICIDADE
LULA & GOVERNO LULA: MARCANDO "TERRITÓRIO"
O novo programa social foi criticado na semana passada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio Mello, que afirmou que a proposta poderia ser questionada no TSE pela oposição. De acordo com Marco Aurélio, a lei veda a criação de benefícios em anos eleitorais para evitar desequilíbrios nas eleições. O Territórios da Cidadania pretende beneficiar 958 municípios com R$ 11,3 bilhões de investimentos. Segundo o presidente, o programa será controlado pelo governo federal, governo estadual e governos municipais, e terá a participação da população. "Serão formados os Conselhos Territoriais e a comunidade vai participar da discussão dos planos de desenvolvimento e também da agenda de ações junto com governo federal, governo estadual e governos municipais, portanto é um programa que eu acho extraordinário". O programa, de acordo com Lula, vai organizar nesse ano 60 Territórios, envolvendo quase mil municípios. Entre as políticas que farão parte do programa, o presidente citou o Bolsa Família, o programa Luz para Todos, o crédito Pronaf ( Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), políticas de saúde, tratamento de água e a emissão de documentos. "Ou seja, é um conjunto de políticas que vai permitir que mais rapidamente a gente possa fazer essas pessoas conseguirem sua cidadania", disse Lula.
Reforma Tributária
O presidente também defendeu durante o programa a Reforma Tributária que enviou ao Congresso e disse que "na medida em que a política tributária é justa significa que você vai cobrar menos imposto. Você vai então incentivar a produção, o surgimento das empresas, porque você não vai cobrar o investimento" . Ele salientou esperar que a Reforma seja votada ainda este ano, e que ela " vai gerar mais empregos, vai gerar mais salário, que vai gerar mais consumo, que vai gerar renda, mais emprego, mais salário, mais consumo. É essa a roda gigante de uma economia saudável como está a nossa e, é por isso que nós estamos fazendo a reforma tributária num momento importante do Brasil." Lula disse ainda que a reforma " é uma proposta de política tributária acertada com os líderes de todos os partidos políticos, inclusive da oposição, acertada com os empresários brasileiros, acertada com os trabalhadores brasileiros. É uma proposta que, ela tem como objetivo simplificar a arrecadação, simplificar a forma das pessoas pagarem, e fazer com que os estados possam ter uma política tributária justa, para acabar com a guerra fiscal. O presidente ressaltou que a política tributária nunca vai atender os interesses específicos de cada seguimento da sociedade, ou de cada pessoa. "Se por ventura algum estado tiver algum prejuízo nós temos tempo de fazer um ajuste com política de compensação, até esse estado encontrar o equilíbrio da arrecadação que ele precisa e seja justa para ele". Milton F.da Rocha Filho - Agência Estado. 0303.
















