A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
***************************************************
“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
----
''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
=========valor ...ria...nine
folha gmail df1lkrha
***
quarta-feira, setembro 26, 2012
O CÉU É O LIMITE
PRB quer Lula, Dilma e PT no palanque de Russomanno no 2º turno
DE BRASÍLIA
O "bispo licenciado" é uma categoria de religiosos da Iurd para trabalhos externos em áreas de interesse da organização. De licença, Marcos Pereira não exerce atividades religiosas em tempo integral, mas mantém o vínculo com a igreja.
No caso de Fernando Haddad (PT) passar ao segundo turno na eleição paulistana, o dirigente do PRB dá um sorriso. Sugere uma fórmula para a presidente Dilma:
"Eu imagino que ela deverá, obviamente, apoiar o Fernando Haddad. Mas sem críticas e sem tons agressivos ao outro candidato, que a apoiou na sua eleição em 2010 e o partido que a apoiou e hoje faz base do governo dela".
Marcos Pereira relatou também como foi o processo que levou o PRB a assinar um manifesto de partidos governistas em defesa de Lula, insinuando que a oposição estaria preparando um golpe.
Segundo o dirigente do PRB, coube ao ministro Marcelo Crivella (Pesca), que é do seu partido, analisar o documento a pedido do presidente do PT, Rui Falcão. "Eu não tive participação nenhuma na construção do texto, nem sequer li o texto", afirma Pereira.
Ele não diz que discorda, mas faz uma ressalva sobre o trecho que fala em golpe: "Eu teria discutido um pouco mais com eles o conteúdo da carta. Não há que se falar em golpe, na minha opinião".
Conciliador, Marcos Pereira retirou nesta semana de seu blog um texto escrito há um ano e meio e considerado ofensivo pela Igreja Católica. O líder do PRB sugeria ligação de católicos à proposta de distribuir um kit anti-homofobia em escolas. O caso agora ficou para trás: "Eu não estou aqui para julgar o que a Igreja Católica faz e deixa de fazer. Nós não devemos ficar discutindo religião [na campanha] porque isso é muito ruim para o fortalecimento e amadurecimento da democracia brasileira".
PERFIL
O advogado Marcos Antonio Pereira, de 40 anos, pode ser encaixado dentro do grupo de brasileiros emergentes dos quais tanto se fala neste início de século 21. De origem humilde, ascendeu a postos de direção na Igreja Universal do Reino de Deus e na TV Record. Hoje, é o presidente nacional do PRB (Partido Republicano Brasileiro).
Logo ao nascer, Marcos conta ter sido entregue para uma família de um mecânico de automóveis em Linhares, no interior do Espírito Santo. Nunca conheceu a mãe biológica. "Procurei, mas não achei. Agora, só se eu fosse no Programa do Ratinho, mas não acho que seja o caso", diz, bem humorado. Ele se diz resolvido sobre esse assunto e mostra, espontaneamente, um documento no qual só aparece o nome da mãe e não o do pai.
"Minha mãe era empregada doméstica em São Paulo. A história que me contam é que ela engravidou do patrão. Voltou para o Espírito Santo. Depois que eu nasci, foi embora e ninguém mais teve contato com ela".
Aos cinco anos, Marcos Pereira foi morar com a mãe de seu padrasto, em São Mateus, outra cidade do interior capixaba. Estudou em escolas públicas. Formou-se em 1989 como técnico em contabilidade após ter cursado o antigo segundo grau (hoje ensino médio) profissionalizante.
Tinha 17 anos e havia sido educado na fé católica. Chegou a pensar em ser padre. Mas acabou mesmo entrando para a Igreja Universal do Reino de Deus, em São Mateus. O templo funcionava na casa de sua futura (e até hoje) mulher. Aos 20 anos, já era pastor e tinha um escritório próprio de contabilidade.
Loquaz e com raciocínio organizado em suas apresentações, passou dois anos em Colatina, uma cidade média do Espírito Santo. Em 1994, a Universal o chamou para o Rio, onde passou a desempenhar funções administrativas na organização religiosa.
Em 1999, foi promovido a bispo. Em outubro do mesmo ano, foi transferido para São Paulo para ser o segundo homem na hierarquia administrativa da igreja no Brasil.
Sua capacidade organizacional o catapultou em 2002 para a TV Record, emissora ligada à Igreja Universal. Lá, foi diretor de rede, vice-presidente ("quando só havia um vice-presidente"), vice-presidente executivo e de relações institucionais.
Todas essas atribuições fizeram com que Marcos Pereira atrasasse suas pretensões acadêmicas e políticas. Só em 2005 formou-se em direito pela Unip. No ano seguinte, matriculou-se num mestrado na PUC, mas cursou só um semestre.
Preferiu se dedicar a uma maratona de aulas diárias no Instituto Berlitz em 2006. Hoje, é fluente em inglês. "Falo inclusive inglês jurídico. Falo com advogados internacionais em inglês", afirma. Em 2009, fez uma especialização em direito e processo penal no Mackenzie.
O curso no Mackenzie o animou a fazer carreira fora da Igreja Universal e fora da Record. Ele havia montado LM Consultoria em 2003, para prestar assessoria contábil e jurídica. Resolveu então deixar em 2010 o cargo de direção que ocupava na emissora de TV do bispo Edir Macedo.
Durou pouco tempo esse afastamento. Em 9 de maio de 2011, Marcos Pereira foi aclamado presidente nacional do PRB. Ele nem havia participado da montagem da legenda nos anos de 2004 e 2005. Mas o partido que passou a ser o braço político da Universal e da TV Record precisava dele para uma nova fase de crescimento.
"Quando eu tinha 18 anos, cheguei a pensar em me candidatar a vereador em São Mateus. Mas não deu. Eu passei muitos anos filiado ao PT do B. Depois, no início dos anos 2000, estive no PSB", relata.
Com 1m62 de altura e 60 quilos, o presidente do PRB é crítico com sua forma: "Estou precisando emagrecer. Mas de esporte eu não gosto muito. Torço para o Vasco, só que acompanho futebol mesmo durante a Copa do Mundo", diz. Vai se candidatar? "Não posso descartar. Só que 2014 talvez ainda seja cedo para mim".
Trechos da entrevista com Marcos Pereira - 11 vídeos
... TEMPO DE [RE]COLHER
‘Adeus, Lula’, por Marco Antonio Villa
MEU ''PIBINHO'' AMARELINHO...
PIB e preços em 2012 e 2013
| Autor(es): Armando Castelar |
| Correio Braziliense - 26/09/2012 |
Pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV) e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Na última edição, o Boletim Focus, que resume as previsões do mercado para a economia brasileira, projeta para este ano alta de 1,57% no PIB. Se confirmada, a taxa marcará o terceiro ano, em quatro, de fraco desempenho da economia, com expansão média no quadriênio 2009-12 de apenas 2,9% ao ano.
Os números são, porém, menos terríveis do que podem parecer à primeira vista. Dado o fraco desempenho do primeiro semestre, para crescer 1,57% em 2012, o PIB terá de se expandir a uma taxa anualizada no segundo semestre de 5,3%, três vezes mais rápido do que na média dos últimos sete trimestres.
Há sinais de que a atividade está se acelerando, a partir dos estímulos monetário, tributário, cambial e de crédito dados pelo governo. Além dos bons números do setor automobilístico, são evidência da aceleração as altas nas vendas de papel ondulado, utilizado para embalar produtos manufaturados, e no tráfego de caminhões em estradas. Outros fatores, como o bom momento do mercado de trabalho e das vendas do comércio varejista, não são novidade, mas formam terreno fértil para a retomada.
Ainda assim, é difícil crer numa aceleração dessa ordem na economia: seria talvez mais plausível trabalhar com a expansão média trimestral de 1% no segundo semestre, consistente com a projeção do mercado de alta de 4% no PIB em 2013. Essa taxa traria a expansão do PIB em 2012 para 1,37%.
Minha visão, porém, é que, mesmo essa projeção mais moderada, pode ser otimista por dois motivos. Primeiro, porque a economia e o comércio mundiais estarão operando em ritmo lento até meados de 2013 pelo menos. Isso significa que o investimento e as exportações andarão em ritmo fraco e é difícil que o consumo doméstico avance rápido o suficiente a ponto de compensar, inclusive porque haverá mais pressão para que mais da demanda interna seja suprida por importações.
Segundo, porque a abertura do PIB no segundo trimestre indica expansão mais fraca da economia do que sugere o número cheio. Assim, mais da metade do crescimento do PIB nesse trimestre decorreu da espetacular alta na agropecuária, de mais de 20% em termos anualizados. Excluído esse setor, o PIB cresceu menos no segundo trimestre do que no primeiro. Isso porque outros setores que vinham bem, como extrativa mineral, comércio, transporte e construção, apresentaram contração.
Por esses fatores, um ritmo anualizado de expansão de 3,2% no segundo semestre, trazendo a alta do PIB em 2012 para 1,2%, parece mais realista. E 2013? É razoável que os estímulos dados à economia continuem operando ano que vem, podendo acelerar o crescimento para algo mais próximo a 4%.
Mas, nesse caso, e a inflação? No já citado Boletim Focus, a previsão do mercado para o IPCA é de alta de 5,35% em 2012, próxima dos 5,32% previstos pelo mercado ao final de 2011. Naquela ocasião, porém, acreditava-se que o PIB cresceria 3,3%, mais do que o dobro, portanto, da projeção atual.
Isso ilustra o fato de que a capacidade de o Brasil crescer sem gerar inflação parece ter diminuído. A principal razão é que a taxa de desemprego está no mais baixo nível da série histórica. Assim, apesar de o PIB ter aumentado apenas 0,6% entre os primeiros semestres de 2011 e 2012, nesse período o emprego subiu 2% e o rendimento real 4,8%.
A curto prazo, há espaço para aumentar a produtividade do trabalho, pois há indicações de que as empresas estão retendo trabalhadores a despeito da fraca produção, mas o fôlego disso será curto se a aceleração do crescimento for forte. Além disso, a pressão sobre os salários será inexorável.
O governo deve reagir com novas isenções tributárias. É provável que também permita a apreciação do real. A queda do preço de eletricidade e a menor alta do salário mínimo também vão ajudar. Ainda assim, haverá pressões inflacionárias de várias fontes: em especial, os preços administrados devem subir mais do que em 2011, com a alta nas tarifas municipais, e as empresas devem buscar recompor as margens, aproveitando o aumento das tarifas de importação e do consumo doméstico.
Nesse quadro, talvez fosse mais sensato começar a desfazer alguns dos incentivos que estão sendo dados, buscando crescimento em 2013 mais próximo de 3%, que parece ser o limite de crescimento sem aceleração inflacionária do país. A alternativa é ir introduzindo distorções na economia, que vão continuar trazendo o potencial de expansão para baixo.
|
... PRATICAMENTE UMA ''SENA DA CEF''
SENADORES DÃO CALOTE E QUEM VAI PAGAR É VOCÊ
| DRIBLE NO LEÃO SERÁ PAGO POR CONTRIBUINTE |
| Autor(es): JOÃO VALADARES |
| Correio Braziliense - 26/09/2012 |
A Receita Federal decidiu cobrar dos parlamentares o Imposto de Renda devido sobre os 14º e 15º salários recebidos nos últimos cinco anos. Mas eles já manobraram e empurraram a dívida para o Senado. Ou seja: é o contribuinte, que nunca viu a cor de um 14º e de um 15º, quem pagará outra vez a conta. A decisão do Fisco de intimá-los ocorreu depois de o Correio Braziliense denunciar que, além de embolsar os salários extras — privilégio não pago aos brasileiros que os sustentam —, eles ainda davam calote no Leão. Expostos a um vexame nacional, senadores votaram o fim dos salários extras. Mas, na prática, continuarão a pôr a mão nesse dinheiro. Isso porque a mordomia só deixará de existir se o projeto também for aprovado na Câmara, o que não aconteceu até agora.
Senado vai arcar com o Imposto de Renda devido pelos parlamentares nos últimos cinco anos referente ao 14º e ao 15º salários. Vice-presidente admite que colegas pressionaram a Mesa Diretora para, mais uma vez, escapar do Fisco
O calote histórico aplicado na Receita Federal por senadores e ex-senadores ao receber 14º e 15º salários e não pagar Imposto de Renda, revelado pelo Correio no início de março, vai ser coberto integralmente pelo Senado. Na prática, os valores que não foram descontados caíram direto no bolso dos senadores e vão ser pagos com o dinheiro do contribuinte. Após a denúncia, os parlamentares foram intimados em casa pelo Fisco. A intimação em massa causou grande constrangimento e repercutiu no Palácio do Planalto. O vice-presidente da Casa, senador Aníbal Diniz (PT-AC), afirmou ontem que, depois da notificação, os senadores pressionaram a Mesa Diretora. Venceram. Na tarde de ontem, ficou acertado que, até 3 de outubro, o Senado começa a pagar ao Leão toda a dívida dos parlamentares entre 2007 e 2011 — a Receita Federal só pode cobrar tributos devidos nos últimos cinco anos.
O Senado avisou que vai entrar na Justiça para tentar reaver o montante. Os valores que serão devolvidos à Receita não foram informados oficialmente, mas o Correio fez um cálculo aproximado. Considerando o período retroativo de alcance da cobrança devida, os parlamentares, juntos, deixaram de repassar ao Fisco aproximadamente R$ 10,8 milhões, incluindo as multas por imposto devido. Ao não pagar o IR referente aos salários extras, cada senador deixa de contribuir, por ano, com R$ 12.948. Durante um mandato inteiro, o parlamentar embolsa R$ 103.584.
O diretor da Secretaria Especial de Comunicação do Senado (Secs), Fernando César Mesquita, informou que está sendo elaborado um projeto de resolução sobre o tema. A expectativa é de que a proposta seja publicada hoje no Diário do Senado e, em seguida, deve entrar na ordem do dia.
Tributação
Logo após as primeiras denúncias do Correio, o Senado rebateu as reportagens em nota oficial, alegando que os rendimentos adicionais não seriam tributáveis "por terem caráter indenizatório". Logo em seguida, a Receita Federal alertou que os vencimentos eram tributáveis, sim, por apresentarem natureza remuneratória. O discurso oficial caiu por terra quando os próprios senadores, pressionados após as reportagens, aprovaram em plenário projeto que acaba com a regalia. "Na medida em que a ajuda de custo foi abolida, o Senado se acusou e a Receita começou a exigir o pagamento. Então, os senadores pressionaram a Mesa para não serem punidos", Aníbal Diniz (PT-AC), vice-presidente do Senado
"O Senado percebeu que os senadores não poderiam ser responsabilizados simplesmente porque eles não tiveram culpa. O Senado só mudou de opinião agora. Na medida em que a ajuda de custo foi abolida, o Senado se acusou e a Receita começou a exigir o pagamento. Então, os senadores pressionaram a Mesa para não serem punidos", afirmou Aníbal Diniz.
Hoje, a versão oficial aponta que o erro que beneficiou os parlamentares teria sido ocasionado por uma falha administrativa do Senado. No entanto, o próprio presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), após a divulgação das reportagens, negou o equívoco e disse que um decreto do próprio Senado isentava o pagamento sobre os salários extras, considerados ajuda de custo. Na ocasião, ele acrescentou que cada senador deveria responder individualmente à intimação do Fisco.
Auditores da Receita Federal ouvidos pelo Correio durante a série de reportagens tinham assegurado reservadamente que, no caso específico dos senadores, todo o ônus financeiro iria recair nas costas dos parlamentares, enquanto pessoas físicas, e não do Senado. Prova maior é que a intimação não foi encaminhada aos gabinetes, e sim à residência dos políticos. A justificativa era simples: "A Receita é credora e o Senado é devedor. No entanto, a União não pode cobrar da própria União. Nesse caso, o empregador é a própria União. Por isso, todo o ônus financeiro vai ser lançado nos próprios senadores", alegou, na época, um auditor.
Nos estados, por exemplo, a Receita utilizou outra fórmula. Institucionalmente, as assembleias legislativas e os tribunais de contas que não descontaram o IR na fonte foram multados em R$ 67,9 milhões. Mesmo assim, além de pagar os atrasados com juros, cada político também foi taxado em 75% do valor da contribuição devida. O cálculo da quantia aplica o percentual de desconto referente ao IR nos rendimentos extras recebidos nos últimos cinco anos. Ainda há cinco assembleias legislativas espalhadas pelo país com contas em aberto.
Intocado desde a Constituição de 1946, o pagamento do 14º e do 15º salários a deputados federais e a senadores foi extinto, por unanimidade, em votação no plenário do Senado em maio deste ano. O projeto, que previa o fim da farra com dinheiro do contribuinte, dormia na gaveta da Casa havia mais de um ano. Só saiu da fila após as denúncias.
R$ 10,8 milhões
Valor estimado da dívida dos senadores com a Receita
Memória
Projeto adormecido na gaveta Desde que foi aprovado no Senado em maio, o projeto de decreto legislativo que acaba com o 14º e o 15º salários está na Câmara dos Deputados e, por enquanto, deu um único e tímido passo. Apesar de existir um pedido para que tramite com urgência, o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), afirmou, ainda no semestre passado, que deixaria a proposta seguir a tramitação normal e, consequentemente, mais lenta, passando pelas comissões. Dessa maneira, há o risco de os parlamentares receberam os extras no fim deste ano e no início do próximo.
O projeto chegou à Comissão de Finanças e Tributação (CFT) em 18 de maio e recebeu parecer favorável do relator, Afonso Florence (PT-BA), em 17 de julho, dia em que a Casa entrou em recesso. A atividade na Câmara foi retomada, mas as quatro reuniões da comissão marcadas para o período foram canceladas por falta de quórum. O projeto que extingue o 14º e o 15º salários foi colocado na pauta de votação da CFT, mas as eleições municipais serviram como desculpa para a ausência dos deputados.
Na Câmara, havia sete projetos em tramitação sobre o tema, sendo o mais antigo de 2006. Todos estavam engavetados e encontravam resistência dos parlamentares, mesmo após a decisão da Câmara Legislativa de, no início deste ano, abolir a regalia paga aos distritais. No Senado, havia uma proposta semelhante apresentada em fevereiro de 2011 pela então senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Os senadores só resolveram apreciar o tema em março, quando o Correio revelou que não havia desconto do Imposto de Renda do 14º e do 15º salários pagos aos senadores. Após a reportagem, o projeto que extingue o benefício foi aprovado em dois meses no Senado e seguiu para a Câmara. Os deputados recebem os adicionais, no entanto, segundo a Casa, há desconto normal do Imposto de Renda. (JV)
Um longo caminho
Veja o que falta para a proposta que acaba com a regalia do 14º e do 15º salários de deputados e senadores ser aprovada na Câmara
Após passar pela CAE e a CCJ, o projeto, que adormecia havia mais de dois anos na gaveta do Senado, foi aprovado em plenário, em 9 de maio passado.
Uma semana depois, a matéria chegou à Câmara dos Deputados.
Atualmente, o Projeto de Decreto Legislativo n° 569/2012 está na pauta da Comissão de Finanças e Tributação (CFT), que ainda analisa a questão.
Quando for aprovado na CFT, o texto segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que observará a legalidade jurídica da proposta e terá 10 sessões ordinárias para emitir um parecer sobre o texto.
Assim que passar pela CCJ, a matéria estará pronta para entrar na ordem do dia.
A decisão de colocar o projeto na pauta é tomada pelo presidente da Casa — deputado Marco Maia (PT-RS) —, ouvindo os líderes dos partidos. O texto só poderá ser votado em sessão ordinária deliberativa quando a pauta estiver destrancada.
Se aprovada a urgência, o texto pode entrar na pauta de uma sessão extraordinária a qualquer momento, dependendo somente da ordem do presidente ou do pedido dos líderes
Por tratar-se de projeto de decreto legislativo vindo do Senado, se for aprovado sem alteração, será promulgado imediatamente, sem a necessidade de ser sancionado pela presidente da República.
|
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
|
Em sabatina na CCJ do Senado, indicado por Dilma diz que decisão sobre sua participação no mensalão deve caber ao plenário do STF
Ao ser sabatinado na CCJ do Senado, o ministro do STJ Teori Zavascki, indicado pela presidente Dilma para o Supremo, evitou dar a certeza de que não participará do julgamento do mensalão, como queriam a oposição e parlamentares independentes da base aliada. Disse que a decisão deve caber ao colegiado do STF e comprometeu-se apenas a não pedir vista. Às vésperas do julgamento de José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil, a resposta não convenceu os senadores: a sabatina foi suspensa e só será retomada depois das eleições de 7 de outubro. No Planalto, assessores disseram que Dilma não se incomodou, pois só teve pressa em indicar Zavascki para conter pressões do PT. (Págs. 1, 3 a 6 e editorial “A crise embutida num indulto a mensaleiros”)
Em discurso na ONU, a presidente Dilma criticou a política dos EUA de injetar mais dinheiro na economia, o que prejudica as exportações brasileiras, e defendeu sua política de proteção da indústria. “Não podemos aceitar que iniciativas legítimas de defesa comercial sejam injustamente classificadas como protecionismo.”
Na semana passada, o governo dos EUA acusou 0 Brasil de protecionismo pela alta de tarifas de importação.
Dilma criticou as políticas de austeridade sem estímulos ao investimento da Europa e voltou a defender o “reconhecimento do Estado palestino como membro pleno da ONU”. Ela também condenou o embargo a Cuba.
Ao falar da crise na Síria, a presidente disse que “recai sobre o governo de Damasco a maior parte da responsabilidade” e que só “diplomacia e diálogo” podem colocar fim à violência no país islâmico. (Págs. 1 e Mundo A14)
Análise
A presidente pôs no mesmo nível o ‘preconceito islamofóbico’ e a morte de diplomatas dos EUA na Líbia, escreve Patrícia Campos. (Págs. 1 e Mundo A15)
Fotolegenda: Logo após criticar os países ricos, Dilma teve encontro casual com Obama, em Nova York.
Ele disse, porém, que não pedirá vista do processo, caso seja aprovado como ministro e decida atuar no julgamento. Sua sabatina foi interrompida e será retomada após as eleições. (Págs. 1 e Poder A4)
Celso Russomanno lidera com 34%. É primeira vez que o petista aparece numericamente à frente do tucano. A margem de erro é de três pontos percentuais. (Págs. 1 e Poder A9)
Na presença do presidente dos EUA, Barack Obama, a presidente Dilma Rousseff rebateu na ONU as acusações de que o Brasil estaria adotando medidas protecionistas, informa o enviado especial Leonencio Nossa. Ela classificou de “espúria e fraudulenta” a vantagem comercial obtida por meio dessa e de “todas as formas de manipulação do comércio”. Pouco antes, Dilma havia atacado a forma como as nações ricas têm tentado enfrentar a crise, com prejuízo para as exportações de países como o Brasil pela fixação de uma taxa de câmbio artificial. A fala de Dilma se segue a dura troca de cartas entre Brasil e EUA. Na semana passada, o representante de comércio americano, Ron Kirk, escreveu criticando a decisão brasileira de elevar a tarifa de importação de cem produtos. (Págs. 1 e Economia B1 e B3)
Dilma Rousseff
Presidente da República
“Iniciativas legítimas dos países em desenvolvimento não são protecionismo”.
Fotolegenda: Frente a frente
Dilma encontra Obama após discurso na ONU: divergências na economia e na política externa.
É perda de tempo argumentar com bancos. Cedem só sob pressão ou quando concorrência para valer começa a desmanchar seu jogo oligopolista. (Págs. 1 e Economia B2)
As cópias de arquivos da Olimpíada de Londres formaram episódio constrangedor e humilhante para os brasileiros, anfitriões da próxima festa. (Págs. 1 e Esportes E2)
Ando rezando às claras e às escuras. Vejo no Brasil que julga o mensalão um dado novo e alarmante para os poderosos de todos os matizes e estirpes. (Págs. 1 e Caderno 2, D12)
A crítica da presidente à política dos bancos centrais do mundo rico é um tanto superficial. (Págs. 1 e A3)
Anteontem, o Bradesco surpreendeu o mercado ao cortar pela metade as taxas de juros dos cartões de crédito. Ontem, o Itaú Unibanco, que também já havia cortado suas taxas, anunciou que até o fim do ano vai reduzir os juros cobrados em todas as operações de cartão para um dígito. (Págs. 1, C2 e C3)
Outras ações para controlar o fluxo de divisas não estão descartadas. "Há um risco de vazar [moeda] para cá. Temos que trabalhar isso", disse um integrante da equipe econômica. O BC vê pressão do aumento da liquidez internacional sobre os preços das commodities, mas aposta que isso será parcialmente neutralizado pela desaceleração da China. (Págs. 1 e A2)
Ontem, manifestantes entraram em choque com a polícia em Madri em protesto contra as medidas de contenção de gastos do governo. Milhares se reuniram no centro da cidade. (Págs. 1 e A11)
Por isso, a saúde pública é um dos temas dominantes da campanha eleitoral em Campos, cidade sob influência da família Garotinho, e Macaé, cuja administração é alinhada ao governador Sérgio Cabral (PMDB). A começar pelo fato de médicos estarem em quase todas as principais chapas. (Págs. 1 e A14)
Mas o cenário atual é bem distinto dos anos anteriores, quando predominou alta liquidez nos mercados e interesse dos investidores tanto no crescimento brasileiro quanto no grupo EBX. Além disso, há uma tendência de queda dos preços das commodities, sobretudo do minério de ferro, muito importante para o grupo. Portanto, o momento é desfavorável para empresas que precisam se financiar. (Págs. 1 e B9)
"Efetivamente, diante de tantas pesquisas e tão diferentes resultados, cria-se um clima de confusão", diz Héctor Briceño, professor do Centro de Estudos de Desenvolvimento da Universidade Central da Venezuela. "Mesmo empresas de tradição, que acertaram o resultado de votações anteriores, apresentam números distintos". (Págs. 1 e A11)
Avaliações de técnicos que acompanham o julgamento do mensalão desautorizam o reconhecimento de inovações. (Págs. 1 e A8)
Martin Wolf
Alemanha pagou preço alto por sua estratégia mercantilista. Dentro ou fora do euro, essa estratégia não pode seguir. (Págs. 1 e A13)
terça-feira, setembro 25, 2012
XÔ! ESTRESSE [In:] ''MARVADA''
ALÉM DE 'RIDÍCULO', REFLETE A IGNORÂNCIA EM RELAÇÃO AO TEXTO E O CONTEXTO
MEC volta a debater Monteiro Lobato
| Autor(es): RENATA MARIZ |
| Correio Braziliense - 25/09/2012 |
Se houver acordo, livro do escritor brasileiro denunciado por suposto conteúdo racista poderá ser adotado novamente nas escolas
Diante da falta de acordo na primeira audiência de conciliação, ocorrida no início do mês, no Supremo Tribunal Federal (STF), o imbroglio envolvendo a presença das obras de Monteiro Lobato nas escolas voltará a ser discutida, desta vez no Ministério da Educação (MEC), em reunião marcada para hoje. Na pauta, está o livro Caçadas de Pedrinho. Publicadas em 1933, as aventuras do personagem atrás de uma onça que ameaçava o Sítio do Pica-Pau Amarelo foram acusadas de ter conteúdo racista, em mandado de segurança proposto pelo Instituto de Advocacia Racial (Iara) e pelo técnico em gestão educacional Antônio Gomes da Costa Neto. Ambos apontaram desrespeito aos negros em trechos que se referem à personagem Tia Anastácia. E pediram a anulação de um parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) que liberou a adoção de livros de Monteiro Lobato nas escolas públicas.
Na primeira reunião, ocorrida no gabinete do ministro Luiz Fux, o Iara cedeu em alguns pontos. Desistiu de pedir a proibição de Lobato, mas exigiu que os livros incluam uma nota explicativa e que o MEC capacite os professores sobre o assunto. A pasta, por sua vez, sustentou que já solicitou à editora a inserção de texto que contextualize a obra nos novos exemplares, além de assegurar que mantém programas de qualificação dos docentes. Mas a entidade considera as providências insuficientes, argumentando, por exemplo, que é baixo o número de professores já treinados nas universidades sobre relações étnicas e raciais: 68 mil em um universo de 2 milhões de educadores. Caso a reunião de hoje não alcance o consenso, o tema voltará ao Supremo Tribunal Federal, para a apreciação do plenário.
Desde que a discussão veio à tona, em 2010, com as primeiras denúncias feitas por Antônio Gomes da Costa Neto à Secretaria de Políticas da Promoção da Igualdade Racial, o tema reverbera nos meios especializados. Para o educador Arnaldo Niskier, autor de 40 livros infantojuvenis e conhecedor profundo de Monteiro Lobato, enxergar racismo nas histórias do escritor é "ridículo". "Era um jeito de dizer da época, que foi aceito no Brasil por muitos anos. Quando se tenta ver intenções que ele (Lobato) não teve com relação à Tia Anastácia, estamos partindo para o exagero. Daqui a pouco, vão acusar Pero Vaz de Caminha de racismo por ter dito que os índios andavam nus e ignorantes", critica o especialista, membro da Academia Brasileira de Letras. Ele considera a tentativa de conciliação positiva. "Esperamos ver prevalecer o bom senso. Vetar Monteiro Lobato seria um demérito para a cultura brasileira e uma vergonha internacional, que colocaria o Brasil como um país ditatorial."
Carlos Alberto Silva Júnior, ouvidor da Secretaria de Políticas da Promoção da Igualdade Racial chamado pelo Supremo para participar da audiência, discorda. Segundo ele, o livro traz elementos racistas que prejudicam o combate do problema no país. "Nosso posicionamento é que há estereótipos de inferiorização, de forma intelectual e física, de uma personagem negra. Dessa forma, essa obra não deveria ser financiada com recursos públicos e disponibilizada nas escolas", destaca o ouvidor. Apesar de contundente na opinião, Silva Júnior ressalta que, com o mandado de segurança, a polêmica sai do âmbito administrativo. "Agora é uma questão judicial. Continuamos com o nosso posicionamento, mas aguardando as providências a partir do que as partes decidirem", diz ele.
Controvérsia
O debate é tão controverso que o CNE chegou a se posicionar contra a distribuição do livro nas escolas públicas, ainda em 2010, depois de receber a denúncia do suposto conteúdo racista pela Secretaria de Políticas da Promoção da Igualdade Racial, que havia sido acionada por Antônio Gomes da Costa Neto, funcionário da Secretaria de Educação do DF. O então ministro da Educação, Fernando Haddad, discordou da determinação e conseguiu que o colegiado anulasse a decisão de recolher os exemplares. Na época, o MEC fez um alerta aos bibliotecários e professores, por meio de circular, sobre a necessidade de contextualizar a obra para os alunos, ressaltando se tratar de um texto escrito em 1933, período em que a escravidão era representada de outra maneira na sociedade e na literatura.
Compras suspensas
A última compra de obras de Monteiro Lobato feita pelo Ministério da Educação foi feita em 2003. Por meio do Programa Nacional Biblioteca na Escola foram adquiridas 33 mil coleções de 24 volumes da série Sítio do Pica Pau Amarelo, entre eles Caçadas de Pedrinho, ao custo de R$ 122,5 milhões. Bibliotecas de escolas públicas de todo o país receberam o material. Depois das denúncias de conteúdo racista, em 2010, o MEC decidiu alertar a editora para incluir, nas próximas edições, uma nota explicativa. Depois disso, porém, os livros não foram mais adquiridos pelo MEC.
"É guerra, e guerra das boas. Não vai escapar ninguém, nem Tia Nastácia, que tem carne negra"
"Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão"
"E aves, desde o negro urubu fedorento até essa joia de asas que se chama beija-flor"
|
NÃO FOI SEM QUERER...
O chavismo em marcha na Argentina
| O Globo - 25/09/2012 |
O anúncio, de quatro minutos, foi feito pela presidente Cristina Kirchner no domingo, durante a transmissão dos jogos de futebol, para alcançar grande audiência. A ameaça tem data marcada, 7 de dezembro, e um alvo evidente: o grupo Clarín, com suas concessões de TV e rádio.
Herdeira do kirchnerismo, corrente fundada no peronismo pelo marido, Néstor, morto quando se preparava para tentar voltar a se eleger presidente, Cristina aprofunda o projeto populista, autoritário, de controle dos meios de comunicação independentes, caso do Clarín e do Nación.
No entendimento da presidente argentina, entrará em vigor em 7 de dezembro o artigo 161 da Lei dos Meios Audiovisuais, feita sob medida para o Estado tutelar a mídia em geral, a imprensa em particular. Este artigo, redigido para ser, alegadamente, um instrumento de "democratização dos meios de comunicação" e da ampliação da "diversidade" no setor, visa, na realidade, a ser a base supostamente legal para inviabilizar o Clarín como empresa com independência editorial, por obrigá-lo a se desfazer de várias concessões na mídia eletrônica. A ameaça de Cristina K. é contestada. Garante a direção do Clarín que neste 7 de dezembro não pode acontecer nada com o grupo, "sabe perfeitamente o governo". Mas a data não é uma escolha aleatória. Nela vence uma medida cautelar obtida pela empresa junto à Corte Suprema, que impede a aplicação do tal artigo - de fato uma aberração, por retroagir no tempo e cassar direitos líquidos e certos. E, como o mérito ainda não foi julgado, estabelece a mais alta Corte argentina que a cautelar seja prorrogada.
Mas é do perfil agressivo do governo Cristina atropelar instituições. A seguir a Lei dos Meios e a interpretação que dela fazem a Justiça e constitucionalistas, para a aplicação efetiva do artigo 161 ainda seria necessário um ano de prazo, tempo suficiente para novas ações judiciais. A Lei dos Meios é parte de um projeto político de poder com nítida inspiração no venezuelano Hugo Chávez, responsável por estrangular a liberdade de imprensa no seu país e servir de exemplo, não apenas a Cristina K., mas a Evo Morales, na Bolívia, e Rafael Correa, no Equador. No Brasil, onde as instituições democráticas são mais sólidas, o chavismo não tem espaço, embora exista.
A presidente argentina já avançara sobre Clarín e Nación ao expropriar o controle da Papel Prensa, mantido pelos dois grupos, e passar a controlar o insumo, vital para os jornais. Agora, é a hora do ataque sobre as redes de TV e rádio do Clarín. Caso tenha êxito nesta emboscada, concessões deverão ser passadas para amigos da Casa Rosada, como tem acontecido, também privilegiados na distribuição das verbas publicitárias oficiais. Sequer a Lei dos Meios vale para eles. Em troca, Cristina convive com uma dócil imprensa chapa-branca. Tanto que o "cacerolazo" recente, em Buenos Aires, contra seu governo, só foi noticiado pelos poucos veículos independentes. A Argentina se aproxima da Venezuela.
|
''... E CUMÁ É O NOME DELE?'' *
PT cobra presença de Dilma em São Paulo
| Autor(es): Gustavo Uribe |
| O Globo - 25/09/2012 |
Presidente, porém, só deve participar da campanha paulista se Haddad reagir
SÃO PAULO
Com o risco de amargar uma derrota já no primeiro turno, o PT tem pressionado a presidente Dilma Rousseff, que conta com uma aprovação de 55% na capital paulista, a intensificar a sua presença na campanha eleitoral em São Paulo. Em mais de dois meses de disputa municipal, a participação da presidente se resumiu a uma gravação para o horário eleitoral, o que não foi suficiente para alavancar o desempenho do candidato do PT, Fernando Haddad. Para a fase final da disputa municipal, a campanha eleitoral programa para esta semana nova gravação com Dilma, em Brasília, e cobra a sua presença em comício eleitoral, no próximo sábado, na Zona Leste da capital paulista, ato político que terá a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A oscilação de Fernando Haddad de 17% para 15% na última pesquisa Datafolha, divulgada na semana passada, preocupou a cúpula petista, que estuda estratégias para levá-lo ao segundo turno. Uma delas, informada pelo jornalista Ilimar Franco, em sua coluna de domingo em O GLOBO, é por meio de uma "desistência branca" dos candidatos do PMDB, Gabriel Chalita, e do PDT, Paulinho da Força, em uma equação que passaria por mudanças na Esplanada dos Ministérios.
"A ajuda dela (Dilma) nunca é demais"
- A presidente gravou para o horário eleitoral, deu uma força grande. A ajuda dela, se ela quiser ajudar mais, nunca é demais. O problema em São Paulo não depende dela, trata-se de uma disputa em reta final - afirmou o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP).
No Palácio do Planalto, a avaliação é de que Dilma não virá a São Paulo se as pesquisas eleitorais não mostrarem uma reação de Fernando Haddad, atualmente em terceiro lugar. O diagnóstico é de que a presidente só entrará na campanha eleitoral no segundo turno, em capitais onde não haja disputa entre dois partidos que integrem a base aliada do governo federal.
dirceu: apoio de Dilma não basta
Já o ex-ministro José Dirceu, principal réu do mensalão, afirmou ontem que os petistas partiram da premissa equivocada de que o apoio do ex-presidente LuIa e da presidente Dilma seria suficiente para levar Haddad ao segundo turno.
Para Dirceu, no entanto, Haddad corrigiu a campanha ao passar, desde a semana passada, a centrar ataques ao candidato do PRB, Celso Russomanno. "Decifrar essa esfinge, então, é a questão central que nossa campanha não deu conta até agora, ficando numa situação difícil: enfrentar José com sua campanha anti-petista; e a necessidade de conquistar o voto do PT, a parte que ainda vai para Russomanno"
-----------
(*) é Celso Russomano!
CUMA É O NOME DELE? (Manezinho Araújo).
"Cumá é o nome dele?
É Mané Fuloriano".
-----------------------
|
... A COLHEITA É OBRIGATÓRIA *
O julgamento e as urnas
| Nas Entrelinhas |
| Autor(es): Paulo Silva Pinto |
| Correio Braziliense - 25/09/2012 |
A parcela da população que dá sinais de ser mais sensível ao que ocorre no Supremo são os próprios petistas, que respondem com desânimo e um discurso de vitimização. As duas coisas são ruins para o partido e para a democracia
A menos de duas semanas das eleições municipais, o julgamento do mensalão segue com força, sem economia nas palavras e nas condenações, enquanto os candidatos do PT mostram pouco fôlego nos prognósticos. O partido corre o risco de não levar nenhuma cidade importante do país, perdendo até mesmo duas grandes capitais que controla hoje: Recife e Fortaleza.
Para quem observa o Supremo Tribunal Federal e as pesquisas, a relação de causa e efeito se sugere inequívoca. Sobretudo quando se constata que a oposição não deixa de lembrar por um dia sequer nas campanhas as ligações do PT com o julgamento. É claro que o partido perde com isso. Difícil, porém, saber quanto. São, certamente, vários graus a menos daquilo que parece óbvio.
Na escolha do prefeito, a cabeça do eleitor mira a melhoria dos serviços públicos oferecidos no município. O contexto nacional, quando levado em conta, é subordinado a essa preocupação. Ao olhar para Brasília, ele pensa nas chances de seu candidato desfrutar por aqui de empatia que lhe permita conseguir verbas. Vem bem depois em ordem de atenção o escrutínio de um tribunal, ainda que seja o Supremo.
O compromisso dos candidatos com a ética é, para alguns, questão secundária, diluída na ideia de que todos os partidos são, no fundo, um pouco parecidos nesse aspecto. Mesmo admitindo-se que a honestidade importa para uma quantidade grande de pessoas, vai uma distância considerável até acreditar que todo esse grupo reprova um postulante a prefeito com base no que fazem alguns dos integrantes de seu partido. O efeito das condenações é indireto. Só não era em um caso, do candidato-réu João Paulo Cunha, devidamente substituído na disputa.
A parcela da população que dá sinais de ser mais suscetível ao que ocorre no STF são os próprios petistas. Eles aparentam ânimo bastante prejudicado diante dos desdobramentos do julgamento. Consideram as condenações injustas. E, em grande parte pela surpresa quanto aos resultados parciais, não sabem como reagir. Ou reagem mal, atacando a oposição por usar o tema. Acabam por ter de enfrentar, como tréplica, outra a acusação: a de que não apenas são vinculados aos réus, mas têm vergonha disso. Claro que a oposição exagera na dose, mas é difícil esperar o contrário a tão pouco tempo do primeiro turno.
O comportamento descrito acima vale sobretudo para os candidatos e suas equipes, mas não só para eles. Fazer política envolve vários aspectos emocionais, algo que os teóricos dificilmente admitem, tanto nas costuras de cúpula quanto nas relações dos militantes e eleitores com a legenda. No PT, essa força incomensurável tem raízes muito antigas, fincadas na época de seu surgimento, que ainda está presente. É um partido de militância grande e engajada. Embora ela não mostre o peso do passado, tendo perdido importância relativa após a profissionalização da máquina, segue com peso ainda significativo, que todas os outras legendas invejam. Essa militância parece desorientada e acuada diante do julgamento do mensalão.
A última vez em que esse aspecto emocional se mostrou tão determinante foi nos lances finais da eleição presidencial de 1989. O ataque baixo da campanha de Fernando Collor, hoje aliado dos petistas, ao levar à TV acusações da mãe de Lurian, primeira filha de Lula, teve pouca influência direta sobre o eleitorado, mas derrubou o ânimo do candidato e, um pouco, da base. Agora, 23 anos mais tarde, o problema afeta militância e candidatos.
Não é fácil reverter o desalento interno. Mas uma coisa é certa: a resposta a um problema de cunho emocional não pode ser na mesma moeda. A tendência é os petistas, da cúpula e da base, apoiarem-se cada vez mais, para si e para a sociedade, no discurso que já vem sendo formulado. Alguns argumentam que o partido é vítima de um golpe, pois a Justiça tem agido com severidade inédita no caso do mensalão. Apelar a essa ideia é tão fácil quanto ineficaz. Tende a prejudicar ainda mais o partido. E não vai ajudar em nada a consolidação das instituições. O PT já ajudou muito na construção da nossa democracia e tem mais a contribuir para ela.
----------
(*) Gálatas, 6:7.
|
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)


.jpg)
.jpg)