A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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sexta-feira, outubro 04, 2013
ELEIÇÕES 2014: α + β ≥ 0
| 04/10/2013 | |
ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA
| 04/10/2013 | |
... E MATARAM A GALINHA DE OVOS DE OURO (ouro negro)
| 04/10/2013 | |
Ô HAPPY DAYS! Ô HAPPY DAYS!!!
| 04/10/2013 | |
Ligações perigosas: Após denúncias, diretor da ANS cai
O diretor Elano Figueiredo renunciou, após a Comissão de Ética da Presidência pedir sua demissão por omitir relação com planos de saúde.
Diretor da ANS renuncia a mandato após denúncias
O advogado Elano Rodrigues Figueiredo renunciou, na noite de quarta-feira, ao seu mandato de diretor de Gestão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), depois que a Comissão de Ética da Presidência da República recomendou à presidente Diima Rousseff a demissão do diretor por "graves e reiteradas violações éticas".
Figueiredo omitiu do currículo encaminhado à própria Dilma e ao Senado sua relação anterior com planos de saúde privados, conforme informou o GLOBO na edição de 4 de agosto.
Com base nas denúncias, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, encaminhou à Comissão de Ética pedido de abertura de processo para analisar a postura do diretor e o conflito de interesse no exercício do cargo.
Na quarta-feira, em carta enviada à presidente Dilma, Elano Figueiredo disse que a Comissão de Ética entendeu, "equivocada-mente" que deveria recomendar sua demissão. "Com isto, mesmo convicto de que não pratiquei nenhuma irregularidade, seja ética, moral ou legal, penso que o referido pronunciamento torna insustentável a continuidade do meu mandato".
Depois de analisar as denúncias e ouvir os envolvidos, a Comissão de Ética aprovou por unanimidade a aplicação de advertência e a recomendação de demissão de Figueiredo. Segundo o voto do relator Mauro de Azevedo Menezes, o diretor descumpriu o Código de Conduta da Alta Administração Federal, mas a sua atuação não representou conflito de interesses.
A decisão da comissão levou em conta o fato de Figueiredo ter omitido no currículo, apresentado ao Senado, que foi advogado de empresas fiscalizadas pela ANS — Hap-vida e Unimed — como noticiou O GLOBO. Para o relator, a omissão "impediu o pleno acesso (...) às informações necessárias para traçar o seu perfil profissional, a probidade de sua conduta e a integridade dos seus posicionamentos". Figueiredo foi empossado como diretor da ANS no dia 2 de agosto. Duas semanas depois das denúncias, a diretoria colegiada da agência decidiu que ele ocuparia o cargo de diretor de Gestão e não mais o de Fiscalização, responsável por analisar os processos que envolvem as operadoras privadas. Na sabatina no Senado, em julho, ele havia deixado claro que gostaria de assumir a área de Fiscalização.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que tentou, em vão, convencer o Senado a rever a sessão de sabatina que aprovou a indicação de Elano Figueiredo para a ANS, comentou ontem a demissão do diretor:
— O Senado não precisava passar por esse constrangimento. Bastava rever seu ato, o que está à altura de sua prerrogativa e independência como poder. O Senado não precisava pagar um mico desses. Mico, não! Um King Kong desses! — disse.
adicionada no sistema em: 04/10/2013 04:31
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FARINHA DO MESMO SACO: TRAMAS DIFERENTES
| 04/10/2013 | |
GODIVA DO IRAJÁ
| 04/10/2013 | |
SOLIDARIEDADE... ATÉ QUE A MORTE NÃO OS SEPARE
| 04/10/2013 | |
Solidariedade buscou até assinatura de morto
Servidores do Senado também relatam irregularidade
Sérgio Marques
Júnia Gama
-Brasília-
Assediado pelo Planalto para apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff, o recém-criado partido Solidariedade elencou até um morto para reforçar as assinaturas que permitiram a criação da legenda.
E recrutou — apenas na taquigrafia do Senado — nove servidores que identificaram seus nomes em listas de assinaturas, sem terem assinado.
Ao todo, 80 funcionários apontaram o mesmo problema e, agora, preparam-se para requerer à juíza da 14ª Zona Eleitoral vista da ficha de apoiamento ao Solidariedade. Assim, querem saber se seus nomes foram certificados nos cartórios como incentivadores à criação do partido.
O consultor da Câmara Magno Mello vai ajuizar hoje ação popular contestando assinaturas de quase 600 servidores do Legislativo, que teriam sido fraudadas nas listas de apoio à criação do partido do deputado Paulinho da Força (SP). O Sindilegis é apenas um dos 1.650 sindicatos controlados pela Força Sindical, comandada por Paulinho.
"APOIADOR" MORREU EM 2006
O jornal "Correio Braziliense" revelou que uma das fichas de apoio do Solidariedade é "assinada" pelo ex-servidor do Senado José Washington Chaves. Detalhe: ele morreu aos 82 anos, em 5 de agosto de 2006, e o Solidariedade só começou a recolher firmas em novembro de 2011. A ficha estaria registrada no Cartório Eleitoral da 14ª Zona, na Asa Norte de Brasília.
— Fiquei indignada, nossa família tomou um choque. Essa atitude é absurda e de um partido em que você não pode confiar de antemão. Qualquer postura desse partido, no futuro, a população tem de desconfiar, porque com certeza tem alguma mutretagem. Vamos tomar todas as medidas jurídicas cabíveis — disse ao GLOBO a filha de José Chaves, Iolanda Chaves, que também é servidora do Senado.
PARTIDO DIZ QUE HÁ MONTAGEM
Ex-presidente do Sindilegis, Magno Mello alega que identificou a suposta fraude quando um servidor do Senado foi chamado para confirmar sua assinatura, em agosto, na 1ª Zona Eleitoral. O colega teria relatado a ele que, mesmo sem nunca haver assinado apoio ao partido, seu nome constava da lista.
— Nunca autorizei usarem meu nome para isso, e de repente ele aparece nessa lista. Me sinto lesado. Vamos confirmar se realmente nossas assinaturas foram certificadas indevidamente para, se for verdade, tomar medidas legais — afirmou ao GLOBO o servidor Esdras Oliveira Lima.
O secretário-geral do Solidariedade, Marcílio Duarte, nega que tenha ocorrido fraude nas assinaturas que acabaram validadas pela Justiça Eleitoral. Ele afirma que a lista com os nomes supostamente fraudados seria uma "montagem" para atrapalhar a legenda:
— Qualquer um pode fazer uma lista, imprimir e dizer que são nomes fraudados. Se for provado que essa lista é verdadeira, tomamos providências — diz Marcílio Duarte.
Opinião: Oscilação
NESTES DIAS de grande volatilidade no mercado de barganhas fisiológicas na política, a oscilação de Paulo Pereira da Silva e seu partido Solidariedade foi intensa.
POIS, CRIADA a legenda com ajuda do tucano Aécio Neves, em troca de promessa de apoio em 2014, o sindicalista e deputado por São Paulo não resistiu a uma conversa com o governo Dilma.
LOGO ADERIU, em troca de cargos, por óbvio.
adicionada no sistema em: 04/10/2013 02:52 |
SALTO TRIPLO SEM REDE. MORTE SÚBITA!
| 04/10/2013 | |
Dança eleitoral - TSE rejeita Rede e sete partidos assediam Marina
Ex-senadora tem 48 horas para escolher legenda caso queira disputar em 2014
Votação foi encerrada em 6 a 1; ministros entenderam que, com 95 mil assinaturas recusadas pelos cartórios eleitorais, sigla não alcançou total exigido para obter registro e que lei tem de valer para todos
O Tribunal Superior Eleitoral rejeitou ontem, por 6 votos a 1, o registro do partido Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva. Exatos três anos depois de conquistar quase 20 milhões de votos na eleição presidencial de 2010, Marina tem agora 48 horas para se filiar a uma legenda, caso queira disputar o Planalto no ano que vem. Pelo menos sete partidos já se ofereceram para abrigar a ex-senadora e seus seguidores. A Rede teve 95 mil assinaturas invalidadas pelos cartórios eleitorais e com isso não conseguiu o total exigido. (Págs. 1 e 3)
Enquanto isso...
Assinatura de morto ajudou a criar Solidariedade
Marina fica sem a Rede
Em duas horas de julgamento, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enterrou o sonho da ex-senadora Marina Silva e de seus seguidores de criar o partido Rede Sustentabilidade para disputar a Presidência da República em 2014. Com a rejeição ao registro da sigla, por seis votos a um, Marina terá 48 horas para partir para um plano B e decidir se escolhe outra legenda para disputar as eleições de 2014 ou se recolhe-se e fica fora do páreo no próximo ano. Um dos apoiadores da Rede, deputado Walter Feldman (sem partido-SP) afirmou ontem que sete legendas fizeram propostas para abrigar Marina.
RELATORA CITOU BOA VONTADE
Primeira a votar, a relatora Laurita Vaz negou a concessão do registro à Rede. Laurita fez questão de citar todas as providências que tomou e as cobranças feitas às corregedorias eleitorais estaduais, depois da reclamação de Marina, inclusive com aceitação de assinaturas validadas na última sexta-feira. E que fez seu parecer em 48 horas. Laurita reafirmou ainda que, na contagem da secretaria judiciária do TSE foram constatadas 442.524 assinaturas.
— A situação concreta parece evidenciar que o fator tempo mostrou-se decisivo para os resultados obtidos pela agremiação. Importante notar que o tempo impõe-se contra o partido e não contra o Poder Judiciário. A exiguidade do tempo não permitiu e não permite o deferimento do registro — disse a relatora, acrescentando que a decisão diz respeito à concessão do registro para antes das eleições de 2014.
Os ministros João Otávio Noronha, Henrique Neves, Luciana Lóssio, Marco Aurélio Mello e Cármen Lúcia, presidente do TSE, acompanharam o voto da relatora, negando o registro para as eleições de 2014. O ministro Gilmar Mendes foi o único a votar a favor.
Segundo Noronha, quem defende o registro da Rede é uma pessoa que exerceu mandatos e é reconhecida como ícone da ética política no Brasil, mas que a questão é jurídica e de respeito ao que diz a lei:
— Os leigos torcem: por que não registrar? A questão não se resolve no plano ético, mas da legalidade. A exigência do número mínimo não é apenas da resolução do TSE, é da lei. Se faz para todas as agremiações que querem obter o registro. Sensibiliza que a burocracia impeça mais um partido. Mas não podemos nos mover pela sensibilidade ética, nem pessoal. Partido não pode ser criado só para as eleições.
A ministra Luciana Lóssio expôs seu voto na mesma linha:
— Não há como ir de encontro ou questionar o voto da relatora. Contra fatos, não há argumentos. Não há que se falar em recusas casuísticas. Recusas ocorrem em outros casos.
PROCURADOR RESSALTA FALHAS
Antes do voto da relatora, o procurador geral eleitoral, Eugênio Aragão, voltou a se posicionar contra a concessão do registro. Aragão criticou o número elevado de partidos, chegando a citar que o excesso de partidos permitiu o nazismo,
O procurador eleitoral ponderou que no Brasil não há cláusulas de barreiras que controlem o número de legendas e, por isso, as regras para a obtenção do registro são firmes. E que a Rede não tinha alcançado o mínimo de assinaturas exigidas.
— Não anda bem o partido referente quando quer atribuir culpa aos cartórios, sugerindo ser ineficiente a ação dos funcionários. O cartório eleitoral se limita a cotejar as assinaturas, não se pode de antemão apontar atitudes insuspeitas. O dado que temos é objetivo: não foi alcançado o número mínimo de apoiamentos e as causas podem ser diversas. O fato é que todos os partidos que passaram por aqui tiveram essas restrições — disse Aragão.
O advogado da Rede, Torquato Jardim, leu a sustentação oral. Defendeu que atos administrativos deverão ser motivados e disse que além das 442.524 assinaturas validadas, há outros 95.206 apoiamentos rejeitados sem justificativa:
— O Estado não pode restringir direito fundamental em função de sua má gestão, sua incapacidade gerencial, ainda que aja de boa fé. Impressionante são as 95 mil assinaturas invalidadas sem fundamentação alguma. Peço que se conceda a validação dos apoiamentos não certificados, obtidos sem suspeita de fraude.
Antes do início da sessão, Marina tentava mostrar confiança na obtenção do registro:
— Quero lembrar que hoje faz exatamente três anos da eleição de 2010, quando o movimento que criamos, e eu representei, conseguiu quase 20 milhões de votos. É uma feliz coincidência.
adicionada no sistema em: 04/10/2013 04:23 |
quinta-feira, outubro 03, 2013
''BOLXA DE VALORES DE XÁO PAULO'' (Dixionário da Xuxa)
| 03/10/2013 | |
OGX cai 8,33%, no maior tombo da Bolsa
Campo de Tubarão Martelo terá nova avaliação de potencial.
As ações da petroleira OGX tiveram a maior queda da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), ontem, de 8,33%. Estava prevista para ontem à noite a divulgação de uma nova certificação do campo de Tubarão Martelo, pela certificadora internacional DeGolyer & MacNaughton (D&M).
O campo deve entrar em produção até o fim do ano e é apontado como trunfo da OGX na negociação com credores internacionais, que voltarão a se reunir com representantes da petrolífera em Nova York na próxima semana. Em abril de 2012, a OGX declarou a comercialidade de Tubarão. Na época, o volume recuperável apontado era de 285 milhões de barris de petróleo.
A OGX tem só dois campos em produção: Tubarão Azul, na Bacia de Campos, e Gavião Real, na Bacia de Parnaíba (MA). Mas o primeiro deve ter a produção interrompida de vez em 2014, e a participação da OGX em Gavião Real pode ser vendida para a Eneva (antiga MPX, de energia). Tubarão Martelo, portanto, deverá ser o único campo operacional da empresa. Por isso, os olhos dos credores se voltam para el. Segundo fontes ligadas a eles, ainda há disposição para ouvir nova proposta antes da provável recuperação judicial.
Na próxima semana, um grupo de minoritários pretende entrar com ação na Justiça contra a OGX. Liderados pelo advogado Márcio Lobo, o grupo reúne cerca de 20 acionistas, com aproximadamente um milhão de ações. Os investidores pedirão indenização por danos materiais por terem sido "enganados" pela empresa.
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''-- QUAL O TEU NEGÓCIO?/ O NOME DO TEU SÓCIO? ''
| 03/10/2013 | |
Fisco desiste de cobrar IR sobre lucro de 200 empresas
Mantega teria concluído que medida geraria insegurança jurídica
MarthaBeck
Brasília-
O governo desistiu de cobrar retroativamente o Imposto de Renda (IR) sobre lucros e dividendos que deixou de ser pago por cerca de 200 grandes empresas nos últimos seis anos.
O secretário da Receita, Carlos Alberto Barreto, disse que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reavaliou a decisão de cobrar o imposto retroativo e concluiu que ela poderia gerar uma insegurança jurídica no mercado, pois as empresas, algumas delas multinacionais, teriam que pedir a acionistas que devolvessem parte do que já receberam como lucros e dividendos. O entendimento agora é que a norma deve ser aplicada por todas as empresas a partir da edição da IN 1.397.
Esses contribuintes calcularam o IR devido com base no padrão de normas contábeis internacionais (IFRS), que passou a vigorar a partir de 2008. No entendimento da Receita Federal, a apuração deveria ter sido feita com base nas normas contábeis anteriores ao IFRS.
Como as companhias entendiam que não havia clareza da Receita sobre o assunto, vinham aplicando uma regra pela qual os lucros e dividendos distribuídos a acionistas não sofriam incidência de IR, mesmo que esses valores não tivessem sido tributados dentro da própria empresa. Já o Fisco entende que a isenção só é válida para acionistas se os lucros e dividendos tiverem sido tributados na pessoa jurídica.
No mês passado, a Receita editou a Instrução Normativa (IN) 1.397, deixando clara a forma como as empresas devem fazer o acerto de contas.
Na mesma ocasião, o Fisco disse que iria cobrar o IR retroativo de quem pagou a menos, alegando que as empresas estavam aplicando uma isenção
indevida. Ontem, o secretário da Receita justificou a mudança de posição:
— As empresas teriam que reabrir seus balanços de anos anteriores, o que acarretaria questões com Bolsas de Valores e acionistas. Houve uma manifestação não apenas das empresas, mas do Conselho Federal de Contabilidade — disse Barreto.
adicionada no sistema em: 03/10/2013 04:52 |
DIAS DE ÍNDIO
| 03/10/2013 | |
Índios tentam invadir Câmara e picham carro de Vaccarezza
Protesto, que fechou pistas da Esplanada, é contra nova regra de demarcação de terras
No segundo dia de mobilização em Brasília, um grupo de indígenas tentou invadir a Câmara dos Deputados e um deles, Renato Tupiniquim, feriu-se numa porta de vidro que foi quebrada durante o protesto. Ele foi hospitalizado e libera -do no final da tarde. Os índios também fecharam, por duas horas, uma das pistas da Esplanada, no trecho em frente ao Ministério da Justiça.
O carro do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), ex-líder do governo, foi parado e pichado pelos manifestantes, que murcharam os pneus do veículo e cobriram o automóvel com faixa e papel higiênico. O deputado tentou ser liberado, sem sucesso.
Os índios protestam contra a PEC 215 — que transfere do Executivo para o Legislativo a demarcação de terras indígenas. A proposta suscita polêmica entre os parlamentares, mas conta com o apoio da bancada ruralista.
(Evandro Ébolí) •
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MONUMENTO DAS BANDEIRAS. VERGONHA ALHEIA (2)
"O certo seria explodir",
diz pichador do Monumento às Bandeiras
VERGONHA ALHEIA
| 03/10/2013 | |
Monumento às Bandeiras é pichado
Edison Veiga
Personagem central da própria noção de identidade paulista, a figura do bandeirante protagoniza uma dicotomia histórica: de um lado, o valente desbravador que enveredou pelos sertões consolidando o País. De outro, o assassino de índios. Na manhã de ontem, o Monumento às Bandeiras, principal homenagem paulistana ao bandeirante, amanheceu pichado.
O local não foi escolhido por acaso. Afinal, não se tratava de um ato de vandalismo qualquer. As inscrições em um dos mais famosos cartões-postais de São Paulo - conhecido popularmente como "empurra-empurra" ou "deixa que eu empurro" - eram contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215, que pretende tirar do Executivo a definição sobre a delimitação de terras indígenas e passá- la ao Congresso Nacional.
A Prefeitura agiu ontem mesmo. À tarde, a empresa de limpeza contratada pelo Departamento de Patrimônio Histórico - órgão da Secretaria Municipal de Cultura - encarregou-se de deixar o monumento tinindo. De acordo com a secretaria, o serviço foi feito por "jateamento de água limpa e quente, com pressão determinada para o tipo de material do monumento", mas também foram "utilizados removedores químicos". Até o início da noite de ontem, não foi especificado quanto a operação custou aos cofres públicos.
Com 240 blocos de granito de 50 toneladas, a monumental obra é assinada pelo escultor ítalo-brasileiro Victor Brecheret (1894-1955). Nela, estão representadas 29 figuras humanas, entre bandeirantes, índios, mamelucos e negros.
"Meu pai orgulhava-se da solidez dessa obra. Ele costumava brincar que, mesmo que caísse uma bomba atômica em São Paulo, ela permaneceria intacta", afirmou ontem o engenheiro Victor Brecheret Filho, de 71 anos, ao Estado.
Sobre a pichação, Brecheret Filho disse estar "espantado", "chocado" e ""horrorizado". "Estamos vivendo um período de pré-barbárie. Até pouco tempo atrás, o vandalismo não atingia locais que as pessoas foram educadas a respeitar", comentou. "Agora, nada mais é respeitado. A convivência harmônica está acabando."
Ele sugeriu que seja adotada em São Paulo uma solução semelhante à que protege a escultura La Carreta, de José Belloni, em Montevidéu, no Uruguai. "É um detector de passagem, com feixe de luz, capaz de acionar uma sirene quando alguém passa", explicou.
Intervenções. Não é a primeira vez que o icônico monumento é alvo de intervenções. Em maio do ano passado, um dos bandeirantes da escultura teve as unhas do pé pintadas com giz de cera azul, como se tivessem sido esmaltadas.
Também em 2012, um grupo de artistas resolveu colocar orelhas de burro nos cavalos do monumento. Nesse caso, entretanto, a escultura não foi danificada: as orelhas eram feitas de plástico e ficaram ali apenas por cerca de 5 horas - tempo suficiente para que os artistas fotografassem o, digamos, novo visual da escultura.
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