PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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terça-feira, março 13, 2007

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"


Álvaro, quem diria... [A notícia de que Requião e Alvaro Dias trocaram afagos e confidências em solenidade no domingo à noite provocou azia e má digestão entre os tucanos de Beto Richa, na rapaziada do PT de André Vargas e nas esquerdas do PMDB. Nada tão surpreendente. O senador tem caracterizado seu comportamento pelo assédio explícito aos deputados do PMDB]. (Paraná Online, Fábio Campana).
Produção industrial do Paraná recua 3,4% [A produção industrial do Paraná iniciou o ano em queda. Em janeiro, o recuo foi de 3,4%, na comparação com dezembro de 2006. (Paraná Online, Lyrian Saiki e agências).
Brasil deve aumentar produção de etanol [Para abastecer 5% do mercado mundial de álcool combustível, o Brasil precisará aumentar a sua produção em seis vezes, atingindo 100 bilhões de litros]. (AE, Paraná Online, foto arquivo).
Itaú fecha mais 17 agências [O banco Itaú anunciou o fechamento de outras 17 agências no Paraná até dia 23 de março. Desde janeiro, o banco já fechou outras 43 agências, todas em pequenas cidades no interior do Estado]. (Paraná Online, Panorama Econômico).
Bush chega ao México para discutir imigração e narcotráfico [Bush deverá discutir questões delicadas como imigração, controle de fronteira e tráfico de drogas com o presidente do México, Felipe Calderón]. (BBC Brasil).
Chávez diz que falará com Lula sobre perigos do etanol [O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta segunda-feira na Jamaica que vai conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre os “perigos” do etanol], (BBC Brasil).
Novos tempos: Site nos EUA oferece contatos com 'presidiários gatões' (BBC Brasil).
Nova rede pública do governo [O ministro das Comunicações, Hélio Costa, apresentou ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um anteprojeto de criação da Rede Nacional de Televisão Pública, uma espécie de emissora de TV do Executivo para divulgar as ações do governo federal. Pelo projeto, seriam gastos R$ 250 milhões em quatro anos]. (O Estadão, Gerusa Marques).
Estágio deve ser uma obrigação, diz Paulo Duque [O senador Paulo Duque (PMDB-RJ) disse, durante a discussão do projeto de lei que trata dos estágios de estudantes (PLS 473/03), que, se não houver a obrigatoriedade de estágio como complemento à formação educacional, as empresas não vão aderir a essa prática]; (Agência Senado, FotoSearch royalty free).

2010: PETISMO ["E AGORA, JOSÉ?..."] (*)


PT reconhece que sem Lula, 2010 será difícil;

Brasília - Documento apresentado ontem pelo Campo Majoritário, corrente da maioria do PT, admite que o partido enfrentará o maior desafio em 2010, quando disputará uma eleição presidencial sem ter como candidato o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde a retomada das eleições diretas para presidente, em 1989, que a legenda sempre concorreu com Lula. É com a perspectiva dessa nova realidade, a partir de 2010, que o Campo Majoritário demonstra a preocupação. “O PT sempre conviveu com duas frentes: o petismo e o lulismo. O petismo é uma determinada concepção política. O lulismo é um grande fenômeno popular, de empatia e de enormes setores da sociedade. Em 2010, de alguma forma, esses dois fatores estarão desassociados. É determinante estudar formas pelas quais a herança do petismo e herança do lulismo se manterão articuladas como referência importante para dar continuidade aos primeiros oito anos de transformação do País - de maneira que a ‘revolução silenciosa’, tranqüila e democrática se faça mais ruidosa”, diz o texto que foi entregue ontem à direção da sigla para ser apresentado no 3.º Congresso da agremiação, em julho, pela chapa Construindo um Novo Brasil. A chapa é representada pelo Campo Majoritário, corrente petista integrada pelo presidente e pelo ex-deputado José Dirceu (PT-SP), entre outros. No sábado, Dirceu tinha falado sobre a inquietação com a sucessão presidencial e que a coalizão com o PMDB era a chave para um desfecho bem-sucedido, eleitoralmente, desse processo. Ele admitiu até mesmo que o candidato da aliança não precisaria ser, necessariamente, um político integrante do PT. A preocupação com os partidos de oposição também está presente no texto do Campo Majoritário. Referindo-se, diretamente, ao estrago eleitoral provocado na legenda com a perda de capitais importantes, como São Paulo e Porto Alegre, nas eleições de 2004 (“as eleições de 2004 deixaram marcas profundas em nossa vida”), a corrente propõe que sejam vedados acordos eleitorais com o PSDB, o principal rival político do PT, para 2008 e 2010. “Propomos (...) recusa expressa, pelo 3.º Congresso, a eventuais alianças com o PSDB ou com qualquer outro partido neoliberal para a sucessão presidencial e eleições para os governos municipais e estaduais.” O Campo também sugere fazer “oposição programática aos governos estaduais do PSDB e do PFL”. O documento traz ainda críticas pesadas ao que chama de “autismo político” e “perestroika dentro do PT”, fazendo referência ao movimento interno liderado pelo chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Tarso Genro. Genro propôs em fevereiro a “refundação” da agremiação, depois de constatar uma crise de corrupção “ética e programática” no PT, atingido, duramente, nos dois últimos anos por sucessivas crises políticas, como o chamado escândalo do “mensalão” e pela produção do suposto dossiê Vedoin (conjunto de papéis destinados a atacar candidaturas de políticos do PSDB). Com o documento, os integrantes do Campo Majoritário rebatem esses ataques internos e alertam para o risco de que uma eventual vitória do grupo político de chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República conduzam o partido para uma espécie de gueto político-ideológico. (AE, Paraná Online; foto bandeira: Reuters).

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(*) José (Carlos Drumond de Andrade). [E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, Você? Você que é sem nome, que zomba dos outros, Você que faz versos, que ama, protesta? e agora, José? Está sem mulher, está sem discurso, está sem carinho (...)].

REFORMA MINISTERIAL: "AMANHÃ DE MANHÃ..." (*)


Lula e Temer negociarão cargos amanhã:

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou para amanhã uma conversa com o presidente reeleito do PMDB, deputado Michel Temer (SP), e o líder peemedebista na Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para fechar a negociação do segundo ministério reivindicado pelos deputados. A preferência da bancada, agora, é pelo Ministério da Agricultura. Entre os nomes cotados para comandar a pasta estão Eunício Oliveira (CE), Fernando Diniz (MG), Waldemir Moka e Odílio Balbinotti (PR), que é o maior produtor individual de semente de soja no Brasil. Um dirigente nacional do PMDB informou que Temer e Henrique Alves tiveram uma reunião prévia, ontem, com o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro. No encontro, o ministro foi avisado de que é “enorme e crescente” a pressão da bancada para que o partido recuse a pasta da Integração Nacional, já ofertada ao deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), caso o Palácio do Planalto limite a cota do PMDB a apenas um ministério. Os deputados não se conformam de ver a bancada do Senado com dois ministérios (Comunicações e Minas e Energia) e reclamam de que os senadores estariam a caminho de emplacar o terceiro ministro, com a indicação do médico José Gomes Temporão para a Saúde. Afinal, diz um deputado influente na bancada, foi o senador e governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), quem indicou Temporão. Setores da bancada já cogitam, em último caso, de reivindicar a “redivisão” da cota partidária. Dizem que aceitariam receber de volta o ministério das Comunicações, hoje comandado pelo senador Hélio Costa (MG). O dirigente peemedebista explica, no entanto, que não haverá chantagem por parte da bancada federal, seja qual for a decisão do Planalto. “O que há é a avaliação de que é melhor ficar em uma posição de independência em relação ao governo, a ter apenas um ministério, que não atenderá a demanda dos deputados”, explica o parlamentar que acompanha cada lance da negociação com o Planalto. O presidente também se reuniu ontem com a Comissão Política do PT e o líder do partido na Câmara, deputado Luiz Sérgio (RJ), que disse que os petistas abriram mão de espaço no futuro ministério. De acordo com Sérgio, o partido não falou sobre cargos durante o encontro. “O PT não discutiu nomes, não indicou nomes. Conversou com o presidente a conjuntura e o momento, e a reforma que pode ocorrer e que o presidente não tem pressa.” O líder disse ainda que é “um prazer” sentar e conversar com o presidente. “O PT apóia o presidente nas decisões que ele achar conveniente. Essa é uma das nossas obrigações”, garantiu. O inicio da reforma ministerial foi dado ontem com a substituição na Advocacia Geral da União. José Antonio Dias Toffoli substituiu Alvaro Ribeiro. (AE, Paraná Online, foto Agência Brasil).
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(*) Café da manhã (Roberto e Erasmo Carlos).


REFORMA MINISTERIAL: [in] "LULISMO" (COM OU SEM PT)


PT desiste de impor ministros e aceita até ceder vagas. Em reunião com Lula, partido libera presidente para fazer a reforma ministerial com ou sem Marta Suplicy, segundo líder do partido da Câmara:

BRASÍLIA - Depois de mais de quatro meses de pressão, o PT desistiu de tentar impor nomes para o Ministério. Segundo o líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio, o partido admite até perder cargos se isso for necessário para o governo manter sua coalizão de 11 partidos. Essa foi a posição transmitida pela Comissão Política do PT ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião de 90 minutos nesta segunda-feira, 12, no Palácio do Planalto, da qual Luiz Sérgio participou. Havia expectativa de que a direção do PT insistisse na nomeação da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy para um ministério. O PT deixou o presidente à vontade para fazer a reforma que ele quiser, com ou sem Marta", disse Luiz Sérgio a jornalistas após a reunião. Luiz Sérgio acrescentou que o partido continuará apoiando o governo mesmo que Lula considere eventualmente necessário substituir ministros petistas por indicados de outros partidos da base. "Se ele (Lula) achar conveniente que tenhamos que perder espaço, nós vamos compreender e apoiar incondicionalmente", frisou. Lula convocou uma reunião do conselho político para quinta-feira, 15, data em que se espera o anúncio oficial dos novos ministros. Na véspera, Lula receberá o presidente do PMDB, Michel Temer, e o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). (O Estadão; foto Agência Brasil Radiobrás).

BUSH & LULA [in] "OS NOVOS COMPANHEIROS... (conclusão)


A visita de Bush ao Brasil deu mais uma prova da distância que existe hoje entre o presidente Lula e o antiamericanismo do PT:

Desde a posse de Lula no segundo mandato, a distância entre Lula e a facção mais importante do PT, a paulista, rendeu várias disputas. O partido impôs a eleição do deputado Arlindo Chinaglia para a presidência da Câmara, contra a vontade de Lula. O presidente preferia a recondução do deputado Aldo Rebelo. A mais recente escaramuça refere-se à escalação de Marta Suplicy, ex-prefeita de São Paulo, para o ministério. O PT paulista pressiona pela nomeação de Marta, hoje principal quadro do partido no Estado, para uma pasta de orçamento poderoso, como Educação ou Cidades. Lula resiste a convidá-la, por imaginar que a entrada de Marta no ministério pode se traduzir em pressões do PT para transformá-la em candidata à Presidência da República em 2010. Os próximos capítulos da disputa do PT com Lula já foram delineados, em conversas reservadas, pelo ex-ministro José Dirceu. Nome importante no PT, Dirceu afirma que o partido tem três prioridades estratégicas: uma política de educação voltada para a entrada dos jovens no mercado de trabalho, o combate à política conservadora do Banco Central e a luta pela adoção de uma política externa "independente" - aquela mesma que, até a aproximação entre Lula e Bush, parecia tanto orgulhar o PT. Com pragmatismo e sem ranço ideológico, Lula tratou de cultivar a simpatia de Bush - aproveitando também a distância do presidente americano de Fernando Henrique Cardoso. Bush via FHC como um intelectual afetado. Na simplicidade sincera de Lula, encontra vários pontos de contato. "Pessoas que participaram de encontros entre Lula e Bush dizem que eles se dão muito bem. Nenhum deles é extremamente sofisticado, não são grandes intelectuais e ambos gostam de lidar com gente", diz Peter Hakim. "Lula sabe que, sem o apoio americano, o Brasil nunca conseguirá uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, perderá influência nas negociações da Organização Mundial do Comércio e não será mais convidado aos encontros do Grupo dos Oito, dos países mais ricos do mundo." Enquanto os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Argentina, Néstor Kirchner, organizam comícios contra Bush, Lula, em todas as ocasiões que se apresentaram, estendeu o tapete vermelho. Em 2005, abriu a Granja do Torto para um churrasco em recepção a Bush, depois de ele ter sido hostilizado por Chávez. Não por acaso, Lula virou uma referência de Bush como político a ser cortejado na estratégia americana de tentar conter a disseminação do antiamericanismo pregado por Chávez e tão admirado por boa parte dos petistas. (ISTOÉ Online, Andréa Leal e Wálter Nunes).

segunda-feira, março 12, 2007

HAPPY-HOUR2: "THE DAY AFTER..." (*)



(*) "Disseram Que Eu Voltei Americanizada"; Carmen Miranda (Luiz Peixoto e Vicente Paiva).

HAPPY-HOUR: "THE DAY AFTER"




RODADA DOHA (OMC): TARIFAS COMERCIAIS

Setores privados do Brasil e dos EUA vão negociar Doha:

Empresários brasileiros estão procurando um canal de diálogo direto com o setor privado americano para avançar nas negociações da Rodada Doha, informou nesta sexta-feira em São Paulo o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp), Paulo Skaf. A Rodada Doha, a negociação multilateral realizada dentro da Organização Mundial do Comércio (OMC) para reduzir as barreiras comerciais entre os países, está emperrada desde julho do ano passado. Skaf e outros líderes empresariais do Brasil apresentaram suas propostas à representante de Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, em reunião de uma hora em São Paulo. Fórmula suíça. De acordo com Skaf, a proposta de negociação direta entre os setores privados dos dois países foi bem recebida pela representante de Comércio da Casa Branca. “A representante nos disse que o Brasil tem a responsabilidade de ser a ponte entre os países ricos e o G-20 (grupo de países em desenvolvimento) nas negociações”, disse o presidente da Fiesp. Mais cedo, em entrevista à imprensa ao lado do presidente americano George W. Bush, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também havia dito que o “Brasil tem a responsabilidade de convencer os mais ricos e os mais pobres”. Na reunião entre Schwab e empresários, os brasileiros apresentaram a proposta conhecida como “fórmula suíça” ou “coeficiente 30”, na qual os países em desenvolvimento se oferecem a reduzir o teto de suas tarifas para produtos industriais dos atuais 35% para cerca de 16%. “Não podemos baixar da fórmula suíça”, disse Skaf. “É importante frisar que isso são só propostas do setor de indústria. É preciso ter uma conversa separada apenas sobre subsídios agrícolas, que também pretendemos discutir com todos.”; (BBC Brasil, Daniel Gallas de SP)

REFORMA MINISTERIAL: UM "TOUR" PELA "CIDADE"

Lula deixa Marta na dúvida e hesita em nomear Lupi ;

A poucas horas do anúncio do ministério, prometido para este início de semana, Lula ainda não fez nenhum convite a Marta Suplicy (PT-SP). E passou a insinuar que Carlos Lupi, presidente do PDT, pode sobrar. As hesitações de Lula exasperam até os aliados mais bem-servidos.
Um líder do PMDB, partido que já amealhou três ministérios e espera cravar mais um, disse ao blog que a novela ministerial chegou a um limite. Ninguém agüenta mais essa história, afirmou o expoente peemedebista. Dessa semana não pode passar. Marta Suplicy viveu um final de semana atípico. Tinha a expectativa de receber no domingo (12) um telefonema que aguarda há semanas. Esperava que Lula –ou um preposto dele— ligasse para convidá-la a ocupar um ministério. Pela manhã, nada. À tarde, nem sinal. À noite, nada feito. A julgar pelo que Lula disse aos auxiliares palacianos na semana passada, o anúncio do ministério está por um fio. O presidente informou que irá reunir o conselho político na quinta-feira (15). Declarou, de resto, que, no instante em que receber os presidentes dos partidos governistas, os nomes dos novos ministros já estarão nos jornais. A despeito disso, Marta continua no escuro. A ex-prefeita paulistana deixou de sobreaviso alguns dos petistas que a apóiam. Disse-lhes que, caso o convite viesse, ela os chamaria para uma reunião na noite de domingo. Queria ouvi-los sobre a conveniência de aceitar ou não a pasta do Turismo. Porém, nem mesmo esse ministério, distante de suas predileções –ela queria Cidades ou Educação—lhe foi, por ora, oferecido. Marta ganhou um companheiro de incertezas. Depois de dizer, em privado, que nomearia Carlos Lupi para o ministério da Previdência, Lula passou a pôr em dúvida o que dera como certo. Desde a última quarta-feira (8), está abespinhado com o comportamento do PDT. O partido recusou-se em dar suporte aos esforços do governo para sepultar, na Câmara, a CPI do Apagão Aéreo, proposta pelo PSDB. Assim como Marta, Lupi não recebeu, até a noite de domingo, nenhum aceno do Planalto. Alertado acerca da motivação da demora, o presidente do PDT deu de ombros: “Nem o governo tem a obrigação de dar nada para nós nem nos estamos exigindo nada. Se querem encontrar um motivo para não nos dar a Previdência, que arranjem outro. Essa desculpa da CPI não cola. Estamos acostumados a cafezinho e água. O máximo que pode acontecer é passarmos a água e cafezinho.” Lupi recebeu na quarta-feira (7) um telefonema de Tarso Genro. O ministro das Relações Institucionais pediu que interviesse para que os deputados do PDT retirassem as assinaturas do requerimento de convocação da CPI do Apagão. Lupi estava desinformado sobre o tema. Tarso encareceu que ligasse para o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), vice-líder do governo na Câmara. Em telefonema a Albuquerque, Lupi inteirou-se da encrenca. Discou também para Miro Teixeira, líder do PDT. Ouviu dele que a retirada de assinaturas do requerimento da CPI desmoralizaria o partido. Miro disse-lhe que o Planalto errava ao enxergar na CPI uma ameaça ao governo. Concordou. Depois, sob a liderança de Miro, o PDT negou-se a votar a favor de um recurso do PT questionando a legalidade da CPI. Daí a irritação de Lula. Na contramão do PDT, o PMDB usará a CPI para reivindicar de Lula mais um ministério. O recurso que sobrestou a instalação da Cpi foi aprovado com a ajuda de 68 votos da bancada do PMDB. Agarrados a essa prova de fidelidade e vitaminados pela recondução de Michel Temer à presidência do partido, os deputado do PMDB reivindicam outra pasta além da Integração Nacional, já prometida a Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). Querem preferencialmente o Turismo. Subsidiariamente, admitem contentar-se com a Agricultura. A direção do PMDB espera ser recebida por Lula ainda nesta segunda-feira (12). Se confirmado, o encontro deve dissipar, finalmente, as dúvidas que rondam Marta Suplicy. Confrontado com o pedido do PMDB, o presidente terá de dizer, afinal, se o Turismo é ou não é de Marta. (Blog do Josias, Folha Online).

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"


Temer defende que PMDB dispute Presidência da República em 2010 [Certo de sua reeleição, o presidente do PMDB disse que o diálogo resolverá qualquer problema e que o partido está unido em torno do desejo de ter um candidato próprio à Presidência nas próximas eleições. Segundo Temer, a candidatura se dará como partido da coalizão de governo. “O PMDB é o maior partido da coalizão, então é evidente que vai postular essa candidatura”], (Lana Cristina Repórter da Agência Brasil).
Para Lula, transformação do álcool combustível em commodity é caminho irreversível [“Nós não queremos plantar cana-de-açúcar para produzir álcool e nem plantar oleaginosas para produzir biodiesel na Amazônia, por exemplo, ou no Pantanal. Nós queremos utilizar as áreas já degradadas para que a gente possa plantar. A segunda coisa, também não compete com o alimento, porque o problema do alimento hoje no mundo não é a falta de terra. O problema é que tem uma parte da população muito pobre que não pode consumir”, explicou Lula, in: "Café com o Presidente"]; (Carolina Pimentel Repórter da Agência Brasil).
Hamas rejeita críticas e diz que ainda visa destruir Israel [O grupo extremista palestino Hamas rejeitou nesta segunda-feira as críticas feitas ontem pelo "braço direito" do líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, e afirmou que ainda está comprometido com a destruição de Israel, apesar do acordo com o Fatah]; Folha Online.
Álvaro Uribe diz a Bush que Colômbia quer produzir mais etanol [“Hoje, a Colômbia é o segundo maior produtor de biocombustíveis da América do Sul, ficando atrás apenas do Brasil”, afirmou Uribe]; BBC Brasil, Márcia Carmo de B.Aires.
Irã quer explicar programa nuclear no Conselho da ONU [Um porta-voz do governo afirmou neste domingo que Mahmoud Ahmadinejad quer explicar o processo de enriquecimento de urânio do Irã, acusado por nações ocidentais de ser usado para a fabricação de bombas atômicas]; BBC Brasil.
Tabaré Vázquez recebe Bush e defende Mercosul mais aberto [O presidente uruguaio defendeu que o Mercosul continue se integrando com outros blocos, mas ressaltou que cada um de seus sócios deve ter “direitos soberanos” para estabelecer relações bilaterais com outros processos de integração e outros países]. BBC Brasil.
Romário faz 3 gols e fica a 5 do milésimo [Vasco derrota Madureira por 4x1 em sua estréia na Taça Rio], Globo Online.
Na Guatemala, Bush deve discutir corrupção e tráfico de drogas [O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e seu colega guatemalteco, Oscar Berger, discutirão nesta segunda-feira em sua reunião na Guatemala "a segurança, a luta antidrogas e medidas contra a corrupção", segundo informou a Casa Branca]; Folha Online, EFE na Guatemala.
Jogos do Rio podem provocar caos aéreo nacional [A realização dos Jogos Pan-Americanos do Rio, em julho, pode provocar novo caos nos aeroportos brasileiros. Segundo reportagem desta segunda-feira do jornal O Globo, controladores de vôo afirmaram que as autoridades brasileiras ainda não definiram um plano de emergência para a época dos jogos. Segundo estimativas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), só no aeroporto Tom Jobim, o movimento de passageiros deverá crescer 30% – fazendo subir de 800.000 para mais de 1 milhão o número mensal de passageiros], (Veja Online).
Lula, PT e aliados acertam detalhes da reforma ministerial (...) Ao longo de toda a definição de seu novo Ministério, Lula manteve fora de cogitação qualquer mudança na equipe econômica e na dupla de ministros do Planalto, Dilma Rousseff, da Casa Civil, e Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência da República. (O Estadão).
FHC dá puxão de orelha no PSDB por apoio a Chinaglia [O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) deu um puxão de orelhas em seu partido, por conta do apoio que parte da legenda deu ao petista Arlindo Chinaglia, na eleição para presidência da Câmara dos Deputados. "Nunca vi em, política, fortalecer o adversário", afirmou nesta segunda-feira, 12, em evento promovido pela Associação Comercial de São Paulo]. (O Estadão).
Lula inicia reforma com troca de ministro da AGU; PMDB quer cinco pastas [O presidente Luiz Inácio Lula da Silva empossou nesta segunda-feira José Antonio Toffoli, ex-auxiliar de José Dirceu na Casa Civil, como novo ministro da AGU (Advocacia Geral da União). Toffoli substitui Álvaro Ribeiro da Costa]; (Folha Online, ANDREZA MATAISGABRIELA GUERREIRO, de Brasília; FotoSearch royalty free.).

CONVENÇÃO DO PMDB: "HABBEMUS PAPAM"


Temer é reeleito presidente do PMDB com 598 votos ;

O atual presidente do PMDB, deputado Michel Temer, foi reeleito para o cargo para o biênio 2007-2008 com a maioria dos votos dos convencionais do partido. Dos 602 votos, Temer foi eleito com 598. Apenas dois votos foram em branco e dois nulos. As maiores ausências foram dos Estados de Alagoas e do Pará. Temer foi reeleito após a renúncia do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Nelson Jobim na disputa pela presidência do PMDB.No total, 564 delegados do PMDB tinham direito a voto na convenção --entre deputados, senadores e integrantes do diretório nacional. Como alguns ocupam duas funções simultaneamente no diretório, poderão votar duas vezes na disputa, o que eleva o número de votos para 782. O maior colégio eleitoral do PMDB está no Rio de Janeiro, com direito a 77 votos na convenção, seguido por Minas Gerais, com 66 votos, Ceará, com 50, e São Paulo, com 43 votos. (...) O presidente Lula deve anunciar por inteiro a reforma ministerial após a convenção do PMDB. Inicialmente prevista para meados de dezembro, a divulgação dos nomes dos novos ministros foi adiada várias vezes. Numa das vezes, o Planalto informou que a reforma sairia depois da eleição para a presidência da Câmara, vencida pelo deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) em 1º de fevereiro.Segundo o ministro Tarso Genro (Relações Institucionais), o adiamento do anúncio da reforma nesta semana foi justamente para evitar especulações de que o Planalto estaria interferindo na disputa pelo comando do PMDB. (Folha Online).
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Reeleito, Temer diz que PMDB terá terá 4 pastas [Em entrevista concedida ao jornal Bom Dia Brasil, da TV Globo, Temer disse que deve conversar com Lula ainda esta semana. "Eu creio que o presidente da República vai levar em conta, como leva sempre, o tamanho das bancadas, a potencialidade política de cada partido", comentou], (Veja Online).

AGRICULTURA: SAFRA RECORDE DE CANA-DE-AÇÚCAR


Brasil terá safra recorde de cana;


O Brasil deverá ter a maior safra de cana-de-açúcar de sua história. Será uma safra de recordes: 415 milhões de toneladas de cana serão colhidas e moídas no Centro-Sul (principal região produtora) ante 372,67 milhões da safra anterior. Ela vai permitir que a produção pule de 16,05 bilhões de litros de álcool para 18,57 bilhões.
Pesquisadores reunidos no 1.º Simpósio Brasileiro de Mudanças Climáticas, ontem, no Rio, vêem com cautela a expansão, por causa das implicações ambientais. O físico Luiz Pinguelli Rosa, ex-presidente da Eletrobrás, alertou para o risco de o País voltar a ser uma “monocultura da cana”. Apesar de emitir menos gases causadores do efeito estufa, o etanol da cana também produz gás carbônico ao ser queimado. (AE, Paraná Online, foto BBC Brasil).

REFORMA MINISTERIAL: AJUSTADA A "SEU" TEMPO...

Lula diz que reforma ministerial será feita no momento certo;

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que a reforma ministerial, adiada diversas vezes desde o início de seu segundo mandato, será feita no "momento certo"."Não tenho data. Acabei de ganhar um jogo com um time que está jogando. Eu posso fazer ajustes no ministério porque eu preciso fazer ajuste, porque eu quero fazer ajuste. Mas eu não tenho data, não tenho prazo, e não tenho imposição. No momento certo eu vou fazer com a maior tranqüilidade", disse ele apo's realizar exame médico no Instituto do Coração, em São Paulo. Lula também disse que a visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ao Brasil representou um "marco importante" no aprimoramento da relação entre os dois países. "Eu estou convencido que nós demos um passo extraordinário para que o álcool se transforme em commodity e que a gente possa ocupar um espaço importante no mercado internacional", afirmou. "Os Estados Unidos já têm uma decisão de que nos próximos anos vão introduzir 20% do etanol na gasolina. Isso é uma marca importante." Sobre a taxação do álcool brasileiro importado pelos Estados Unidos, o presidente Lula disse que "temos que brigar". "Não espere que ninguém ceda em um primeiro apelo. Não existe negociação aqui. Isso será sempre uma coisa de muita disputa, muita argumentação. Vai chegar o momento que vamos conseguir. Precisamos continuar brigando, precisamos continuar insistindo. Em algum momento essa corda vai quebrar e a gente vai poder então ter um mercado de comércio definitivamente livre", disse. Na visita ao Brasil, o presidente dos Estados Unidos descartou uma redução nas taxas impostas pelos americanos sobre a importação do etanol brasileiro. "Isso não vai acontecer, essa lei sobre as tarifas vai se estender até 2009. E quando chegar no fim deste período, o Congresso vai fazer alguma coisa", disse Bush. Bush e Lula assinaram memorando de cooperação para produção de biocombustível. De acordo com documento, representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos pretendem avançar na pesquisa e no desenvolvimento de tecnologias para biocombustíveis de nova geração. O presidente americano disse que planeja aumentar em mais de seis vezes o consumo de etanol (álcool combustível) de seu país até 2017. (Folha Online).

BUSH & LULA [in] "OS NOVOS COMPANHEIROS" (1a. parte)


A visita de Bush ao Brasil deu mais uma prova da distância que existe hoje entre o presidente Lula e o antiamericanismo do PT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai passar a noite do próximo dia 31 em Camp David, residência de campo dos presidentes dos Estados Unidos. Antes de Lula, apenas um presidente sul-americano, Fernando Henrique Cardoso, havia sido recebido em Camp David - pelo antecessor de Bush, Bill Clinton. Em pouco menos de um mês, será o segundo encontro entre Lula e Bush. "O fato de Bush convidar Lula para Camp David significa que ele quer passar a mensagem de que a relação entre os dois está tão boa quanto era a de Clinton e Fernando Henrique", diz Peter Hakim, presidente do Interamerican Dialogue, um dos principais centros de estudos das relações hemisféricas de Washington.
Na sexta-feira, Lula e Bush celebraram em São Paulo uma parceria para tornar o álcool combustível, o etanol, uma alternativa ao petróleo em todo o mundo. Durante a visita, Bush anunciou investimentos de US$ 1,6 bilhão em pesquisas na área de biocombustíveis. A assinatura do acordo do álcool foi marcada por marchas de protesto em todo o país, organizadas por movimentos de esquerda, com participação de dirigentes do PT e sindicalistas. Elas ganharam até um ar exótico, semelhante ao das manifestações européias, quando a jovem Janaína Bueno apareceu seminua, com os dizeres "Fora Bush" pintados no corpo. Protesto contra a visita de Bush na Avenida Paulista, em São Paulo. A aliança do álcool e o convite de Bush para Lula ir a Camp David contrastam com esse tipo de protesto e com as bandeiras antiamericanas que ainda continuam a ser levantadas por setores do PT e encontram eco em nichos do governo, embora não no Palácio do Planalto. Lula - ele mesmo, o ex-operário, o ex-sindicalista que metia medo nos empresários - está prestes a passar para a História como o presidente que mais fez pela aproximação entre Brasil e Estados Unidos desde que Getúlio Vargas obteve o apoio dos americanos para implantar a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a base da industrialização do país, em troca do apoio brasileiro à luta americana na Segunda Guerra Mundial contra o Eixo nazifascista. A parceria do álcool combustível pode significar para o Brasil um passo de envergadura semelhante, ou até maior, ao dado por Getúlio (leia o artigo Brasil - EUA). Potencialmente, ela pode representar no campo econômico uma nova era para todo o planeta, que busca alternativas energéticas ao petróleo e está a cada dia mais preocupado com o aquecimento global. É no mínimo curioso que esse passo seja dado por Lula e Bush. O primeiro é, dos últimos presidentes brasileiros, o mais atacado por ter adotado uma política externa supostamente antiamericana. O segundo, entre os últimos presidentes americanos, é visto como o mais próximo à indústria do petróleo e como um dos maiores responsáveis pelo agravamento do aquecimento global, por ter retirado o apoio de seu país ao Protocolo de Kyoto, de combate ao efeito estufa. "As relações do Brasil com os EUA têm sido favorecidas pela conjuntura internacional", diz o ex-chanceler Celso Lafer. "Do lado dos EUA, há uma disposição em não criar áreas de atritos desnecessários. Do lado do Brasil, há uma combinação muito própria de realismo e retórica que caracteriza o estilo do presidente Lula." A proximidade de Lula com um dos presidentes americanos mais odiados pela esquerda em todo o mundo faz sobressair, mais uma vez, as naturezas essencialmente diferentes de Lula e do PT. Enquanto dirigentes do PT e de movimentos aliados do governo, como UNE e MST, continuam a alimentar o antiamericanismo como base de seu pensamento e de sua ação política, Lula, no governo, rumou em outra direção, mais pragmática. A falta de sintonia entre Lula e PT não é exatamente uma novidade. Embora Lula goste de proclamar que presidente e partido são indissociáveis, a relação do PT com o governo sempre foi ambivalente. Um exemplo foram as críticas recorrentes de petistas à política econômica no primeiro mandato. O descompasso aumentou com a reeleição. A consagradora vitória de Lula foi ancorada em seu carisma, em sua capacidade de comunicação com os eleitores mais pobres e obtida a despeito dos problemas que os petistas lhe arrumaram - como no antológico caso do dossiê armado contra candidatos tucanos às vésperas do primeiro turno. Os cientistas políticos criaram um neologismo para batizar o descolamento de Lula em relação ao PT: "lulismo". "Lula governa independente do partido há muito tempo", diz Fábio Wanderley Reis, professor de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "Ele administra as diferenças e convive com elas", diz o cientista político José Augusto Guilhon Albuquerque. (ISTOÉ Online).
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(*) Caçador de mim (Milton Nascimento/Fernando Brant). Por tanto amor, por tanta emoção/ A vida me fez assim/ Doce ou atroz, manso ou feroz/ Eu, caçador de mim/ Preso a canções, entregue a paixões/ Que nunca tiveram fim/ Vou me encontrar longe do meu lugar/ Eu caçador de mim/ Nada a temer, senão o correr da luta/ Nada a fazer, senão esquecer o medo/ Abrir o peito à força numa procura/ Fugir às armadilhas da mata escura/ Longe se vai, sonhando demais/ mas onde se chega assim?/ Vou descobrir,/ O que me faz sentir/ Eu caçador de mim/.

POLÍTICA: O PLANO [B] DO PT (conclusão)

Partido já discute às claras uma estratégiade eternizar Lula no poder pela adoçãodo parlamentarismo;

O PT de Dirceu vem pressionando o Planalto para dar um ministério de peso para que Marta pavimente sua candidatura. Nas Cidades, por exemplo. Lula fechou o semblante quando soube que Marta já fazia planos para, nomeada ministra das Cidades, distribuir pessoalmente milhões de terrenos nas favelas das metrópoles. Poderia se tornar mais popular do que ele. Hoje, Lula se contorce para mantê-la longe de Brasília. O máximo que lhe ofereceu foi um tal Ministério das Minorias, fusão de três pastas simbólicas, onde trataria de direitos humanos, integração racial, mulheres e gays. Aí foi Marta quem torceu o nariz. Lula emite todos os sinais de que não quer ajudar o PT a construir um candidato petista para sua sucessão. "Tudo indica que o candidato de Lula chama-se Lula", aposta o cientista político Paulo Kramer, da Universidade de Brasília. "Até porque o PT não tem outro". E aposta: "A proposta do plebiscito não vai passar pelo Congresso". Há um ano, quando se planejava a campanha de Lula à reeleição, o presidente do PT Ricardo Berzoini encomendou uma pesquisa qualitativa sobre a imagem do presidente. Descobriu-se que o eleitor o via como uma espécie de ombudsman, o defensor do povo num governo ruim. Lula seria um homem bom, que tenta fazer o possível para que um governo de homens corruptos e incompetentes ajude os pobres. Enfim, aquela pesquisa detectou que o eleitorado estaria predisposto a adotar um sistema similar ao parlamentarismo, desde que o chefe de Estado fosse Lula – e o chefe de governo pouco importa, pode ser qualquer um. A adoção do parlamentarismo, em si, até poderia ser bom para o Brasil. A maior parte dos estudiosos do tema avalia que seja o sistema político mais democrático existente, o que mais acelera a redução das desigualdades e o desenvolvimento econômico. Vide o exemplo da Europa. Argumentam até que a principal república presidencialista do mundo, os Estados Unidos, em verdade teria um sistema presidencial-parlamentarista, com um Executivo e Legislativo interdependentes. Em teoria, também não haveria problema algum um país em construção, como é o caso do Brasil, rever uma decisão já tomada no Plebiscito de 1993 e, eventualmente, dar uma guinada parlamentarista. Mas o que se discute é o casuísmo da hora. A tese do parlamentarismo não está sendo levantada dentro do contexto da reforma política necessária – aí sim, seria uma discussão legítima. Está sendo patrocinada por figuras menores do petismo, que gostariam de se eternizar no poder. Dentro do PT, os costureiros são o deputado Devanir Ribeiro, metalúrgico da facção lulista, o deputado Cândido Vacarezza, porta-voz de José Dirceu, e o dirigente Rui Falcão, da sub-facção de Marta Suplicy. Outro que já aderiu a causa é o deputado Virgílio Guimarães, de Minas, que há dois anos tentou ser presidente da Câmara e provocou o desastre chamado Severino Cavalcanti. Segundo Devanir e Vacarezza, Lula seria um parlamentarista desde criancinha. No plebiscito de 1993, ele até teria defendido esse sistema nas conversas internas do PT, mas como o PT decidiu-se pelo presidencialismo, Lula, democrata que é, então se engajou de corpo e alma na defesa do presidencialismo. Mas agora, diante da realidade dinâmica dos fatos, Lula poderia se engajar de bom grado em outra tese. "Temos apenas que ter o cuidado de aprovar a reforma política antes do parlamentarismo", ressalva Devanir. "Isso poderia atropelar as discussões".O Brasil tem uma história golpes, notadamente os militares, aquele fenômeno que o cientista político Oliveiros Ferreira, da USP, chama de "longa noite hobbesiana' uma escuridão que durou século e meio, iniciada em 1821, quando as tropas do Exército no Rio de Janeiro obrigaram o príncipe regente Pedro de Alcântara a substituir o ministro da Guerra, e que se prolongaria até 1985, quando o último general-presidente do regime de 64, João Figueiredo, deixou o Palácio do Planalto pela porta dos fundos. Foram pelo menos 15 as intervenções políticas dos militares em momentos decisivos da história brasileira. A 16ª tentativa, a derradeira, quando então coronel-ministro César Cals pregou a prorrogação do mandato de Figueiredo para impedir que Tancredo Neves tomasse posse, não colou. Os deputados Devanir e Vacarezza são os César Cals do PT. Desde a redemocratização em 1985, não tivemos tentativas de golpes de Estado, somente dois casuísmos – os cinco anos de mandato para José Sarney, e a reeleição para Fernando Henrique Cardoso. Parece que Lula também quer deixar sua marca negativa na história. (ISTOÉ Online).

domingo, março 11, 2007

AMAZÔNIA: MEIO AMBIENTE vs. MEIOS ESCUSOS

UM BISPO MARCADO PARA MORRER

A Coordenação da Campanha da Fraternidade 2007, juntamente com a Comissão de Anúncio da Arquidiocese de Maringá promoveu no dia 3 de março p.p. a apresentação do Bispo da prelazia(*) do Xingu (PA), Dom Erwin Kräutler, que proferiu palestra no auditório Dona Guilhermina. Abaixo reproduzimos matéria publicada no jornal da Arquidiose de Maringá. (Fonte: Beatriz Camargo, O Xingu de Dom Erwin, Repórter Brasil, 18/01/2007, citado por Jornal Mensal da Arquidiose de Maringá, Ano IX, nº 98, março/2007, p. 11).
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Há mais de 40 anos na região, Kräutler se destaca por seu trabalho em defesa da população e do meio ambiente amazônico, dedicação que traz reconhecimento e ameaças de morte. Nascido na Áustria, chegou ao Pará pelo tio, missionário na região. Em 1981, já naturalizado brasileiro, foi ordenado bispo, em substituição ao tio, Dom Eurico Kräutler. Sua prelazia abrange municípios da fronteira agrícola oriental, como Altamira, Anapu, São Félix do Xingu, Tucumã e Ourilândia do Norte, entre outros.
Por defender o meio ambiente e lutar ao lado dos índios, trabalhadores rurais e comunicades extrativistas, há anos vem recebendo ameaças de morte. A última veio por telefone: um aviso de que morreria no dia 29 de dezembro de 2006, ao comparecer à festa de Gurupá (PA) no arquipélago de Marajó. Apesar do risco, escoltado por quatro policiais militares, cumpriu o compromisso anual de comparecer às comemerações de São Benedito, padroeiro da cidade. “Há muito tempo recebo ameaças, más é a primeira vez que são feitas diretamente a mim”, conta. A Polícia Federal de Altamira investiga.
As intimidações vinham de frases como: “O bispo de Xingu deve morrer”. Carta anônima que circulou em Altamira (PA), em outubro passado, dizia que Kräutler pretendia ser “um mártir” e só queria chamar a atenção da mídia. Tentava ainda mobilizar a população para pedir a transferência do religioso.
Três motivos principais levam madeireiros, grileiros, escravagistas e poderosos da região a hostilizar o bispo: a insistência no aprofundamento das investigações do assassinato da missionária Doroty Stang; a campanha contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, e a denúncia contra a rede de exploração sexual de meninas no município de Altamira (PA). Este último, segundo Kräutler, representou a “gota d´água”.
JUSTIÇA. O prelado cita o envolvimento do poder local com atividades ilícitas (trabalho escravo, exploração sexual de adolescentes, desmatamento e grilagem de terras). “Só quebramos a corrente da impunidade com justiça”, diz. Entretanto, a justiça estadual, segundo ele, é debilitada e incompetente. Como exemplo, ele aponta o médico e ex-vereador Renato Martins envolvido na rede de exploração de adolescentes em Altamira (PA). “Ficou foragido e, quando resolveu se entregar à polícia, recebeu como ´prêmio´ a liberdade por ter ´colaborado com a justiça´”, revolta-se. Há ainda o assassinato da missionária Doroty, que atuava em Anapu, na prelazia. Quase dois anos depois, não se conhecem todas as pessoas envolvidas. “Sabemos que hã um consórcio de fazendeiros que programou a morte da irmã. E essas pessoas estão soltas. Ela foi realmente uma mártir, que dedicou sua vida à região e acabou pagando com a vida, literalmente, para que o mundo olhasse o Xingu como um ambiente a ser preservado”.
Por outro lado, cresce cada vez mais o reconhecimento pelo seu trabalho em defesa das populações locais e do meio ambiente. Em novembro de 2006, Kräutler foi eleito presidente do CIMI – Conselho Indigenista Missionário. Em 22 de dezembro, recebeu da OAB do Pará o prêmio José Carlos Castro de Direitos Humanos, por sua luta em defesa da vida na Amazônia. A mesma homenagem tinha sido concedida a irmã Dorothy Stang, três meses antes de seu assassinato. Foi ainda homenageado com diversos prêmios no exterior, cidadania emérita em muitas cidades do Pará e três doutorados honoríficos por seu trabalho em defesa dos direitos humanos. “Também tenho recebido muitas manifestações da população, que é muito carinhosa. Na rua, por e-mail e pelo telefone, as pessoas dizem que me apóiam e estão comigo”, lembra.
DESAFIOS. Para ele, a terra e o meio ambiente são os maiores problemas na região atualmente. “O Xingu é a última fronteira ao avanço da devastação provocada por madeireiras, grileiros e pecuaristas na Amazônia”. Além do prejuízo à natureza, o desmatamento produz outro mal: o trabalho escravo. O último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre o tema no Brasil mostra que o a concentração das propriedades rurais com trabalho escravo está exatamente na faixa do arco do desflorestamento. São Félix do Xingu (PA) é campeã de desmatamento e de trabalho escravo. Nessa região, um dos grandes problemas enfrentados pelos auditores fiscais tem sido o deslocamento até o local das denúncias. Muitas fazendas ficam distantes do centro das cidades e têm acesso difícil, por estradas de terra. Na época das chuvas, vias se tornam intransitáveis.
O projeto de construção de uma usina hidrelétrica de Belo Monte vem se juntar aos problemas tradicionais da Amazônia. A crítica do bispo é a mesma de organizações, movimentos locais e especialistas em energia: a total falta de transparência na divulgação de informações por parte da Eletronorte, responsável pela obra. “Não se fala nas conseqüências para a população local de indígenas e ribeirinhos. A idéia de que apenas uma barragem no Xingu é suficiente para gerar o potencial que eles querem atingir é mentirosa”, denuncia o bispo. Frisa que os defensores da hidrelétrica – governo, empresários e comerciantes locais – falam apenas dos benefícios futuros, mas ainda não houve um debate franco sobre as possibilidades de o Rio Xingu abrigar o projeto, bem como sobre os prejuízos que o alagamento trará para as comunidades. “Não estou sozinho, não é o bispo que está contra a obra. Diversas organizações e movimentos estão brigando para que a hidrelétrica não seja construída”, reforça Kräutler.
ESPERANÇA. O bispo deposita grande expectativa na gestão da governadora Ana Júlia Carepa. “Conheço bem Ana Júlia, sou próximo ela e conheço seu trabalho. Como senadora, sempre foi muito atenciosa e sempre levou adiante as nossas reivindicações, inclusive leu no plenário minhas cartas. Espero que continue com esse pique, essa disponibilidade”. Dom Erwin deseja sobretudo que Ana Júlia traga melhorias para o povo de Xingu. E que proteja a natureza, “mãe de todos nós”.
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N.B.: (*) Prelazia: S. f. 1. Cargo, dignidade ou jurisdição de prelado; prelatura, preladia. Prelado: S. m. Ecles. 1. Título honorífico de dignitário eclesiástico. Eclesiástico: S. m. 3. Membro do clero (1); sacerdote, clérigo, padre. [Dicionário Aurélio, Século XXI].

sábado, março 10, 2007

"EL CONDOR PASA..."




EDITORIAL: A VISITA DO BUSH AO BRASIL - 2007


EDITORIAL - 10 de março de 2007.

O assunto a ser comentado hoje não poderia deixar de ser sobre a visita do presidente americano George W. Bush ao Brasil e os resultados do encontro havido com o presidente Luis Inácio Lula da Silva, cuja reunião fora agendada há um ano e meio. A “pauta” da reunião como se sabe foi o acordo de intenções assinados por eles e por seus assessores: Condoleezza Rice (Secretária de Estado) e Celso Amorim (Ministro das Relações Exteriores). O documento, conhecimento também como “memorando de entendimento sobre biocombustíveis”, tem por finalidade o desenvolvimento da tecnologia de álcool de celulose ou conforme amplamente “americanizado” pela imprensa: “tecnologia de etanol de celulose”. Desta visita dois aspectos podem ser evidenciados: 1) a transformação do álcool (etanol) em “commodity” e 2) a não-eliminação ou redução da tarifa de US$ 0,54/galão cobrada sobre o álcool brasileiro importado pelos Estados Unidos (1 galão = 3,785 litro).
A expectativa de se transformar o álcool em uma “commodity” vai além da produção do álcool em “terra brasilis” à medida que se propõem para isto, sua produção em vários países da América do Sul, Central e Caribe, a exemplo de Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e República Dominicana. Daí, já se especulando a idéia de se formar uma “OPEP do álcool ou etanol”, dado que Brasil e Estados Unidos da América (EUA) produzem em torno de 70% do álcool mundial. Entretanto, nos EUA o álcool (etanol) é extraído do milho, enquanto que no Brasil o álcool combustível é produzido (praticamente) da cana-de-açúcar. Nesse sentido, observa-se que a produção brasileira de cana-de-açúcar foi crescente nos últimos 15 anos. De acordo com a União da Indústria de Cana de Açúcar (UNICA), na safra de 90/91 a produção de cana foi de 222,4 milhões de toneladas e a de 05/06 esteve em torno de 386,5 milhões de toneladas, sabendo-se que os estados da região Centro-sul vêm aumentando sua participação nesse total. Esses estados passaram de 76% para 87% da produção brasileira de cana-de-açúcar, nesse mesmo período. Outro dado relevante refere-se a produção de álcool(*) anidro e hídrico (ou hidratado) no Brasil. Segundo a UNICA, a produção de álcool acompanhou esse crescimento, cuja produção elevou-se de 11,5 milhões de m3 (safra 90/91) para 15,9 milhões de m3 (safra 05/06), onde o álcool anidro teve uma participação relativa crescente nesse período: de 1,2 milhões/m3 (safra 90/91) para 7,7 milhões/m3 (safra 05/06). Considerando que os EUA produzem o álcool a partir do milho é de se especular se no Brasil não haveria essa “adaptação” produtiva mediante o protocolo de intenções assinado ontem (9/3), uma vez que dele faz parte a “transferência” bilateral de tecnologia na produção de álcool combustível. Outra especulação que se tem é quanto a possibilidade de substituição de áreas utilizadas na produção de milho ou de pastagens (áreas produtoras de alimentos num sentido amplo) por um “extenso” canavial, aqui, ali, alhures... De acordo com a CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) nos últimos 15 anos a produção de milho no Brasil cresceu de 24,1 milhões de toneladas (safra 90/91) para 42,5 milhões/t (safra 05/06), numa área em torno de 13 milhões de hectares (ha). O dado mais relevante é em relação a produtividade observada (kg/ha), a qual cresceu de 1,79 para 3,27 no mesmo período. Todos esses dados são de conhecimento das autoridades brasileiras, notadamente do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, entusiasta desse novo “programa” do álcool combustível. O ex-ministro é integrante da Comissão Interamericana de Etanol (CIE), onde representa os interesses da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), e cuja comissão é composta também pelo presidente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e do ex-governador da Flórida (Jeb Bush). Numa antecipação (ou complemento) desse “memorando de entendimento sobre biocombustíveis”, foi criado na semana passada em Nova Iorque (03) o “Fórum internacional de biocombustíveis”, dele fazendo parte o Brasil, China, Estados Unidos, Índia, África do Sul e União Européia, cuja proposta é trabalhar pelo desenvolvimento e a expansão da produção e uso sustentável em escala mundial. Segundo o que foi divulgado, os biocombustíveis são uma "alternativa economicamente viável" para a substituição parcial dos derivados do petróleo e para diversificar a matriz energética mundial, beneficiar o meio ambiente e contribuir para a fixação da mão-de-obra no campo (Radiobrás).
Por outro lado, qual seria o real interesse do governo americano em relação a produção “mundial” de álcool combustível e a sua transformação em “commodity”? Seria efetivamente interesses humanísticos e altruísticos em relação a “implantação” de um combustível limpo, “ecologicamente correto” no mundo e, independentemente da não-assinatura de seu governo no Protocolo de Kyoto, dar a contribuição “norte americana” ao desaquecimento global? Ou estaria tudo isso centrado única e exclusivamente no embate americano (ou da família Bush) contra o Oriente Médio, produtores de petróleo, e em especial ao Irã e Iraque. Ou, ainda, em relação ao seu desafeto, Hugo Chávez, presidente venezuelano, que se pretende líder latino-americano, e cujo país também é produtor e exportador de petróleo, bem como membro da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo)? Nesse sentido, numa luta de poder político ou de “poder de mercado” a quem caberia o “market share” da “OPEP do Álcool”? Ao Brasil ou ao EUA?
Finalmente, em relação a eliminação ou redução da tarifa sobre o álcool brasileiro cobrada pelo governo americano, conforme reivindicada pelo governo brasileiro, o presidente Bush disse que no momento isto não seria “factível politicamente”, a medida que existe um forte “lobby” dos produtores de milho e o enfraquecimento dos “republicanos” no Congresso americano. Registra-se ainda que, nesta semana, paralela e acintosamente o presidente Chávez dirigiu inúmeras críticas em relação à visita do presidente Bush ao Brasil. Numa conversa com o Fidel Castro, Chávez disse que “um hectare de milho corresponde a 18,8 litros de etanol e que (...) 70% da água utilizada na agricultura é para a manutenção de monoculturas”. Chávez disse ainda que “os Estados Unidos precisam reduzir o consumo de energia” (...) considerando que “milhões de famílias poderiam ser alimentadas com esse milho que está sendo convertido em etanol”.
Por ocasião do encerramento da visita da comitiva americana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva levantou a possibilidade de incentivar os países em geral a trocar suas principais fontes de produção de energia – hoje muito dependente de combustíveis não-renováveis, como petróleo, gás natural e derivados. Dirigindo-se ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, o presidente brasileiro sugeriu uma atuação conjunta com esse fim: “a sua visita ao Brasil pode significar definitivamente uma aliança estratégica que permita um convencimento do mundo mudar sua matriz energética”.
Resta-nos aguardar!!!

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(*) A diferença entre o álcool anidro e o hídrico (hidratado) está na água. O anidro é isento de água e é usado na mistura com a gasolina A na proporção de 25% para formar a gasolina C, vendida nos postos de gasolina. O hidratado é aquele usado diretamento no tanque dos automóveis e é vendido diretamente ao consumidor nos postos de gasolina (Fonte: http://www.ale.com.br/).

N.B.: Os dados sobre a produção agroindustrial (cana, milho, álcool) foram coletados por Márcio Sinfães Pinto, aluno do 3º. ano de Economia/UEM.

sexta-feira, março 09, 2007

HAPPY-HOUR2: BUSH & LULA BUSCANDO O PONTO "G" [OPS!!!]







HAPPY-HOUR: VISITA DO BUSH [ETA-MEL...]











CANA-DE-AÇÚCAR, ETANOL, AMÉRICA LATINA: "MAPA DA MINA"


"Mapa" da cana-de-açúcar na América Latina vai nortear expansão do álcool no continente:

Brasília - A foto que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush tirarão juntos hoje simbolizará uma parceria que, nos bastidores, está funcionando a todo o vapor desde o fim do ano passado. Segundo o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, uma comissão de âmbito continental criada em dezembro, a Comissão Interamericana de Etanol já encomendou um diagnóstico geral sobre a América Latina, para saber onde e como será possível plantar cana-de-açúcar ou aproveitar a produção já existente para fabricar etanol. Rodrigues atua na comissão representando a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Atualmente ele preside o Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp. Também participam do grupo internacional o ex-governador do estado da Flórida, Jeb Bush, irmão do presidente norte-americano, e o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o colombianor Luis Alberto Moreno. A comissão aguarda informações solicitadas ao Instituto Interamericano de Cooperação agrícola (IICA) para traçar um diagnóstico do mercado de etanol no continente. “A idéia é levantar dados sobre a produção de cana-de-açúcar em cada país, quantos hectares são plantados, qual a produtividade, qual o custo de produção, qual o sistema de produção, qual a estrutura fundiária e, se possível, a indicação de alguma produção de etanol”, detalha o ex-ministro. Também será levantado quanto cada país tem de terra disponível para plantar cana-de-açúcar e qual tecnologia seria mais adequada. Por fim, será apurada a obrigatoriedade ou não de mistura de etanol à gasolina em cada país. Segundo Rodrigues, o trabalho também tem o objetivo de alavancar investimentos e avançar na "comoditização" do etanol. (AB, Radiobrás).

BUSH & LULA: MUDANÇA DE MATRIZ ENERGÉTICA


Lula fala em aliança com EUA para convencer mundo a mudar de matriz energética

Brasília - Durante seu discurso na Transpetro, em Guarulhos (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva levantou a possibilidade de incentivar os países em geral a trocar suas principais fontes de produção de energia – hoje muito dependente de combustíveis não-renováveis, como petróleo, gás natural e derivados. Dirigindo-se ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sugeriu uma atuação conjunta com esse fim. “A sua visita ao Brasil pode significar definitivamente uma aliança estratégica que permita um convencimento do mundo mudar sua matriz energética”, disse. O presidente citou a criação do Fórum Internacional de Biocombustíveis, lançado na última sexta-feira (2) por Brasil, África do Sul, China, Estados Unidos, Índia e União Européia na Organização das Nações Unidas (ONU). “Somente assim teremos a escala de produção necessária para potencializar os benefícios do etanol e o biodiesel”, comentou. Segundo o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, o objetivo do fórum é aumentar a eficiência na produção, na distribuição e no consumo dos biocombustíveis em escala mundial. Durante um ano, os integrantes do fórum vão discutir medidas para ampliar a produção nessa área. Além disso, vão trabalhar em conjunto para que os combustíveis feitos a partir de vegetais, como cana-de-açúcar, milho, soja ou mamona, sejam cada vez mais utilizados em todo o planeta. O fórum também ajudará a organizar a Conferência Internacional de Biocombustíveis, que deverá ocorrer no Brasil em 2008. (AB, Radiobrás).

MARTA SUPLICY: EM BUSCA DE UM LUGAR AO [P]SOL...


PMDB quer Turismo, a pasta que sobrara para Marta:

A resistência de Lula em hospedar Marta Suplicy (PT-SP) na Esplanada ganhou contornos ainda mais dramáticos. Depois de perder a pasta da Saúde para um apadrinhado do governador Sérgio Cabral (RJ), a bancada de deputados do PMDB passou a cobiçar o assento de ministro do Turismo. Justamente a cadeira que restara como eventual prêmio de consolação à ex-prefeita paulistana do PT. O PMDB aguarda apenas a reeleição do Michel Temer (SP) para a presidência do partido, que ocorrerá no domingo (11), para retomar a negociação ministerial com o Planalto. Além da pasta da Integração Nacional, para a qual foi escolhido o deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), o partido reclamará mais um ministério. (Blog do Josias, Folha Online).

RICE & AMORIM: ACORDO COOPERAÇÃO EUA/BRASIL (ETANOL)


Condoleezza e Amorim assinam memorando do etanol:

A assessoria de Imprensa do Itamaraty informou que a secretária de Estado americana Condoleezza Rice e o ministro das Relações Exteriores brasileiro Celso Amorim assinaram nesta manhã o memorando de entendimento sobre biocombustíveis que permitirá a cooperação Brasil-Estados Unidos no desenvolvimento da tecnologia de etanol de celulose, a transformação do produto em uma commodity e a transferência de tecnologia para terceiros países, para que outras nações possam se agregar aos produtores do combustível. (...) Outro tema da agenda seria a expansão do G8 - grupo das sete economias mais desenvolvidas do mundo, mais a Rússia - para incorporação de outras economias em desenvolvimento. O Brasil tem sido convidado para as reuniões ministeriais e de cúpula do G8 nos últimos anos, mas não faz parte ainda do grupo seleto. O terceiro ponto é a Governança Global, tema que permitiu a Amorim defender uma fase de ajuda ao Haiti, com medidas que possam trazer à população local a percepção local de que está sendo beneficiada pela comunidade internacional. (Paraná Online; AE).

HUGO CHAVEZ: SOCIALISMO DO SÉCULO 21 ["¡ YO QUIERO USTEDS ! "]


Hugo Chávez manda fechar fábrica da Coca-Cola por 48h

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mandou fechar por 48 horas a fábrica da Coca-Cola no país, um dos principais símbolos do investimento americano no exterior. O governo venezuelano argumentou que a fábrica, que desde 2003 pertence a investidores mexicanos, não vinha pagando corretamente seus impostos. Em um comunicado, a Coca-Cola Femsa, maior fábrica do refrigerante na região, de acordo com a imprensa venezuelana, negou a acusação e disse que "paga tributos em dia e respeita as leis fiscais do país". A empresa acrescentou ainda que, apesar da decisão oficial, continuará a funcionar na Venezuela. A Coca-Cola possui 32 representações que empregam 7,4 mil pessoas no país. A medida do governo Chávez faz parte do programa "evasão zero" e foi anunciada nesta semana pelo Serviço Nacional Integrado de Administração Alfandegária e Tributária (Seniat). Assim que foi eleito pela terceira vez, em dezembro do ano passado, o presidente Hugo Chávez anunciou a nacionalização de diferentes setores, dentro do que chamou de "socialismo do século 21". A nacionalização, informou Chávez, atingiria, entre outras, as empresas transnacionais de petróleo Exxon Movil e Chevron, dos Estados Unidos, além da francesa Total e da britânica British Petroleum. (BBC Brasil, Bondenews).

BUSH: VISITA AO BRASIL - 2007


PM e manifestantes contra Bush entram em confronto:

A Polícia Militar do Estado de São Paulo e os manifestantes que integram a passeata contra a visita do presidente norte-americano George W. Bush entraram em confronto em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Cerca de 100 policiais, usando escudos e capacetes, jogaram bombas de gás lacrimogênio para dispersar o grupo. A manifestação contava com cerca de 5 mil pessoas, segundo os dados da PM. Do alto do carro de som, um dos animadores do protesto pediu para a polícia se afastar. O confronto começou após um grupo de manifestantes procurar ampliar o número de faixas da avenida que estavam ocupadas pelo protesto. A PM reprimiu o grupo. A manifestação contra o presidente norte-americano George W. Bush se somou aos protestos que estavam marcados para esta quinta-feira (8) pelo Dia Internacional da Mulher. Há vários grupos e entidades representadas, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Marcha Mundial de Mulheres (MMM) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). (Agência Brasil; Bondenews, Folha Londrina).

AMAZÔNIA: AINDA HÁ ESPERANÇA [?]


Começa uma “onda verde” para garantir o desenvolvimento da região sem agredir a floresta:

Adrian Cowell não tinha cabelos brancos nem opiniões tão firmes quando fez sua primeira viagem à Floresta Amazônica em 1957. Meio século se passou e agora esse historiador, que nasceu na China e ganhou a vida em Londres como produtor de documentários para a rede de televisão BBC, não apenas continua na ativa como se tornou uma das vozes mais fortes na defesa do meio ambiente. Sem embarcar no idealismo de diversas ONGs e ecologistas que pregam a incompatibilidade entre o desenvolvimento e os cuidados com a natureza, Cowell é pragmático: “A floresta pode render muito mais em pé que tombada.” Isso significa que, sem um projeto de zoneamento adequado, a Amazônia, maior cobertura vegetal do planeta, correrá o risco de desaparecer do mapa. E os prejuízos serão maiores que os dividendos gerados hoje pela agropecuária e pelo extrativismo mineral e vegetal, motores da atual devastação. “O desenvolvimento é um fato”, diz Cowell. “O desafio é encontrar uma forma de conciliá-lo com o meio ambiente.” Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Amazônia já abriga 22 milhões de habitantes, aproximadamente 14% da população brasileira. Cerca de 70% deles vivem em áreas urbanas, mas seu impacto também é medido no campo e na floresta, onde as plantações de soja cresceram a ponto de fazer do País um dos maiores exportadores desses grãos. A criação de gado também ganhou terreno, e ambas as atividades estão em permanente expansão, flagradas pelos satélites que monitoram as queimadas, principal indicador da exploração econômica. Essas imagens vêm comprovando que os focos de incêndio na floresta estão dobrando a cada três anos. Dois dos mais renomados estudiosos da Amazônia acabam de lançar nos EUA um balanço das duas últimas décadas de exploração. São eles o advogado Mark London e o jornalista Brian Kelly, ambos americanos. London e Kelly já haviam escrito sobre a floresta no início dos anos 80 e o livro Amazonas: um grito de alerta tornou-se um best-seller mundial ao mostrar que a devastação corria solta e em ritmo acelerado. Cerca de 27 anos depois, eles acabam de lançar a obra A última floresta – a Amazônia na era da globalização, resultado de oito viagens à região entre 2003 e 2005. Veio então a grande surpresa: os autores exibem um cenário radicalmente inverso. “As atividades econômicas, antes consideradas insustentáveis, são viáveis”, diz London. Há teóricos do assunto que já defenderam a tese de que a Amazônia era o pulmão do mundo – e qualquer atividade exploratória seria incompatível com a preservação da natureza. Esse pensamento começou a mudar quando a arqueóloga americana Anna Roosevelt provou que a Amazônia foi berço de civilizações altamente produtivas antes da chegada dos exploradores europeus. Recentemente, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) divulgou uma pesquisa em que atesta essa viabilidade econômica de lavouras desde que respeitadas as chamadas “áreas intocáveis” da floresta, sobretudo a região da Cabeça do Cachorro, a oeste do Amazonas. “O plantio e a criação fazem sentido em zonas degradadas que representam cerca de 40 milhões de hectares”, diz London. Segundo ele, a construção da rodovia BR-319, ligando Manaus (AM) a Porto Velho (RO), seria uma ameaça porque abriria um novo corredor de exploração, mas a recuperação da BR-163 ou da BR-364, que interligam a fronteira agrícola às áreas de escoamento dos grãos, conseguiria casar desenvolvimento econômico com perfeito respeito à natureza. No mundo globalizado, a comunidade internacional dita regras claras em favor do meio ambiente. As grandes empresas estão cada vez mais preocupadas em preservar sua imagem e no Brasil não é diferente. Estudo feito pelo IBGE mostra que os investimentos ambientais das companhias saltaram de R$ 2,2 bilhões para R$ 4,1 bilhões, um acréscimo de 86%, entre 2000 e 2002. Nessa lista estão, por exemplo, gastos para a aquisição de equipamentos com “tecnologia limpa” e obras para tratamento de dejetos químicos e orgânicos, numa demonstração de que a prática de um capitalismo racional e responsável é saudável porque gera lucros e não arrasa a região. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a criação de duas linhas de crédito que promoverão uma verdadeira “onda verde”. Pelas novas regras, o banco irá oferecer juros mais baixos aos projetos de preservação do ambiente e já se estuda, por exemplo, a criação da reserva florestal de Carajás, no Pará, onde se situa o maior pólo de produção de ferro do mundo, pertencente à companhia Vale do Rio Doce. “Desenvolvimento e proteção ambiental não são coisas incompatíveis”, diz a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Juntamente com Virgílio Viana, secretário de Meio Ambiente da Amazônia, a ministra pretende ainda criar formas de melhorar a fiscalização da população local na defesa desse imenso patrimônio mundial. (ISTOÉ Online; charge Lane).

BUSH & LULA: "TUDO COMEÇOU HÁ UM TEMPO ATRÁS..." *


Uma chance para o Brasil [!?]:

George Bush diz querer diminuir a importância do petróleo no mundo. A liderança no álcool dá ao Brasil uma oportunidade promissora de aproveitar essa onda.

Há um ano e meio, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, foi recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com um churrasco na Granja do Torto, em Brasília. Durante o domingo, entre uma lasca de picanha e outra, ele ouviu do colega brasileiro insistentes argumentos favoráveis ao uso de combustíveis alternativos como o etanol, o álcool que abastece os tanques de mais de 1 milhão de veículos no Brasil. Nesta semana (8), Bush virá a São Paulo para lançar uma parceria Brasil-Estados Unidos que pretende disseminar pelo mundo o uso do álcool. "Esta visita é uma oportunidade histórica para o país", afirma o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, um dos maiores especialistas brasileiros em biocombustíveis. "O Brasil tem a oportunidade de assumir a liderança do processo de substituição do petróleo." Juntos, Brasil e Estados Unidos são responsáveis por 75% da produção mundial de etanol. Uma parceria firmada por Bush e Lula levará à criação de um fórum internacional de biocombustíveis, que pretende incentivar outros países a iniciar produção própria de álcool. O objetivo é criar no futuro um mercado maior, capaz de representar uma alternativa ao petróleo, cujas reservas são limitadas e, em sua maioria, localizadas no complicado Oriente Médio ou na hostil Venezuela. "O presidente Bush quer obviamente reduzir a dependência do petróleo", diz Donna Hrinak, ex-embaixadora dos EUA no Brasil. A parceria com o Brasil também oferece vantagens políticas para Bush. É uma forma de ele mostrar preocupação com a América Latina e tentar deter a crescente influência do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que busca tornar-se a maior liderança da região. "O problema é combater a popularidade do discurso antiamericano de Chávez na América Latina", afirma Peter Hakim, presidente do Inter-American Dialogue, centro de análise de Washington. (ISTOÉ Online).
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(*) Milla (Netinho).

POLÍTICA: O PLANO [B] DO PT [1a. parte]


Partido já discute às claras uma estratégiade eternizar Lula no poder pela adoção do parlamen-tarismo:

Desde que foi criado, há 26 anos, o PT é chamado pelos intelectuais liberais de a "UDN de macacão". Esse apelido, inventado pelo professor Cláudio Lembo, tinha por objetivo ironizar o falso-moralismo e a histeria denuncista demonstrados pelos petistas. Pois agora o PT apresenta uma outra característica daquela velha UDN do brigadeiro Eduardo Gomes: a atração por golpes. Na segunda-feira (26/2), a Executiva Nacional do partido se reuniu em Brasília para discutir a lista de indicações para o segundo governo Lula. Ocorre que um outro tema, ainda menos republicano, foi tratado nas conversas. O PT começou a discutir abertamente um plano para conceder um terceiro mandato para o presidente Lula. A idéia é apresentar ainda este ano um projeto-de-lei ao Congresso, a ser aprovado por maioria simples, que estabelece um plebiscito sobre a adoção do parlamentarismo. O plebiscito seria realizado em 2008, junto com as eleições municipais. Aprovado, Lula poderia concorrer mais uma vez à presidência ao final de seu mandato, em 2010. E, dessa vez sob um sistema parlamentarista, Lula poderia concorrer quantas vezes quisesse, se eternizando no poder. "Vamos oficializar essa proposta no Congresso do PT, em julho", anuncia o deputado Devanir Ribeiro, da bancada pessoal do presidente e amigo de Lula desde os anos 70, quando os dois foram diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Na quinta-feira 1º, o próprio Lula procurou enquadrar o partido. "Não há hipótese de eu tentar a reeleição pela segunda vez", afirmou. A Constituinte de 1988 estabeleceu um Plebiscito, em 1993, para que todos os brasileiros decidissem qual o regime e o sistema de governo queriam para o Brasil. Monarquia ou República? Presidencialismo ou parlamentarismo? Na ocasião, o PSDB de Fernando Henrique Cardoso se engajou pelo parlamentarismo. O PMDB, como sempre, se dividiu. O PFL de Marco Maciel e o PT de Lula entraram de cabeça na campanha pelo presidencialismo. Deu República presidencialista na cabeça. Agora que o PT chegou ao poder, quer mudar as regras. A principal razão é que o PT não tem um candidato forte para apresentar em 2010. José Dirceu fez de tudo para ser o sucessor de Lula – mas foi abatido no caminho. Antônio Palocci também. Tarso Genro não se mostrou com densidade eleitoral. Fala-se agora de Dilma Rousseff ou Patrus Ananias, mas nenhum deles parece ser capaz de derrotar Ciro Gomes, do PSB, ou os tucanos José Serra e Aécio Neves. Restou Marta Suplicy, candidata de Dirceu - mas não de Lula. (ISTOÉ, online).