A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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folha gmail df1lkrha
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terça-feira, março 13, 2007
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

2010: PETISMO ["E AGORA, JOSÉ?..."] (*)

REFORMA MINISTERIAL: "AMANHÃ DE MANHÃ..." (*)

REFORMA MINISTERIAL: [in] "LULISMO" (COM OU SEM PT)

BUSH & LULA [in] "OS NOVOS COMPANHEIROS... (conclusão)

segunda-feira, março 12, 2007
RODADA DOHA (OMC): TARIFAS COMERCIAIS
REFORMA MINISTERIAL: UM "TOUR" PELA "CIDADE"
Um líder do PMDB, partido que já amealhou três ministérios e espera cravar mais um, disse ao blog que a novela ministerial chegou a um limite. Ninguém agüenta mais essa história, afirmou o expoente peemedebista. Dessa semana não pode passar. Marta Suplicy viveu um final de semana atípico. Tinha a expectativa de receber no domingo (12) um telefonema que aguarda há semanas. Esperava que Lula –ou um preposto dele— ligasse para convidá-la a ocupar um ministério. Pela manhã, nada. À tarde, nem sinal. À noite, nada feito. A julgar pelo que Lula disse aos auxiliares palacianos na semana passada, o anúncio do ministério está por um fio. O presidente informou que irá reunir o conselho político na quinta-feira (15). Declarou, de resto, que, no instante em que receber os presidentes dos partidos governistas, os nomes dos novos ministros já estarão nos jornais. A despeito disso, Marta continua no escuro. A ex-prefeita paulistana deixou de sobreaviso alguns dos petistas que a apóiam. Disse-lhes que, caso o convite viesse, ela os chamaria para uma reunião na noite de domingo. Queria ouvi-los sobre a conveniência de aceitar ou não a pasta do Turismo. Porém, nem mesmo esse ministério, distante de suas predileções –ela queria Cidades ou Educação—lhe foi, por ora, oferecido. Marta ganhou um companheiro de incertezas. Depois de dizer, em privado, que nomearia Carlos Lupi para o ministério da Previdência, Lula passou a pôr em dúvida o que dera como certo. Desde a última quarta-feira (8), está abespinhado com o comportamento do PDT. O partido recusou-se em dar suporte aos esforços do governo para sepultar, na Câmara, a CPI do Apagão Aéreo, proposta pelo PSDB. Assim como Marta, Lupi não recebeu, até a noite de domingo, nenhum aceno do Planalto. Alertado acerca da motivação da demora, o presidente do PDT deu de ombros: “Nem o governo tem a obrigação de dar nada para nós nem nos estamos exigindo nada. Se querem encontrar um motivo para não nos dar a Previdência, que arranjem outro. Essa desculpa da CPI não cola. Estamos acostumados a cafezinho e água. O máximo que pode acontecer é passarmos a água e cafezinho.” Lupi recebeu na quarta-feira (7) um telefonema de Tarso Genro. O ministro das Relações Institucionais pediu que interviesse para que os deputados do PDT retirassem as assinaturas do requerimento de convocação da CPI do Apagão. Lupi estava desinformado sobre o tema. Tarso encareceu que ligasse para o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), vice-líder do governo na Câmara. Em telefonema a Albuquerque, Lupi inteirou-se da encrenca. Discou também para Miro Teixeira, líder do PDT. Ouviu dele que a retirada de assinaturas do requerimento da CPI desmoralizaria o partido. Miro disse-lhe que o Planalto errava ao enxergar na CPI uma ameaça ao governo. Concordou. Depois, sob a liderança de Miro, o PDT negou-se a votar a favor de um recurso do PT questionando a legalidade da CPI. Daí a irritação de Lula. Na contramão do PDT, o PMDB usará a CPI para reivindicar de Lula mais um ministério. O recurso que sobrestou a instalação da Cpi foi aprovado com a ajuda de 68 votos da bancada do PMDB. Agarrados a essa prova de fidelidade e vitaminados pela recondução de Michel Temer à presidência do partido, os deputado do PMDB reivindicam outra pasta além da Integração Nacional, já prometida a Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). Querem preferencialmente o Turismo. Subsidiariamente, admitem contentar-se com a Agricultura. A direção do PMDB espera ser recebida por Lula ainda nesta segunda-feira (12). Se confirmado, o encontro deve dissipar, finalmente, as dúvidas que rondam Marta Suplicy. Confrontado com o pedido do PMDB, o presidente terá de dizer, afinal, se o Turismo é ou não é de Marta. (Blog do Josias, Folha Online).
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

CONVENÇÃO DO PMDB: "HABBEMUS PAPAM"

AGRICULTURA: SAFRA RECORDE DE CANA-DE-AÇÚCAR

Pesquisadores reunidos no 1.º Simpósio Brasileiro de Mudanças Climáticas, ontem, no Rio, vêem com cautela a expansão, por causa das implicações ambientais. O físico Luiz Pinguelli Rosa, ex-presidente da Eletrobrás, alertou para o risco de o País voltar a ser uma “monocultura da cana”. Apesar de emitir menos gases causadores do efeito estufa, o etanol da cana também produz gás carbônico ao ser queimado. (AE, Paraná Online, foto BBC Brasil).
REFORMA MINISTERIAL: AJUSTADA A "SEU" TEMPO...
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que a reforma ministerial, adiada diversas vezes desde o início de seu segundo mandato, será feita no "momento certo"."Não tenho data. Acabei de ganhar um jogo com um time que está jogando. Eu posso fazer ajustes no ministério porque eu preciso fazer ajuste, porque eu quero fazer ajuste. Mas eu não tenho data, não tenho prazo, e não tenho imposição. No momento certo eu vou fazer com a maior tranqüilidade", disse ele apo's realizar exame médico no Instituto do Coração, em São Paulo. Lula também disse que a visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ao Brasil representou um "marco importante" no aprimoramento da relação entre os dois países. "Eu estou convencido que nós demos um passo extraordinário para que o álcool se transforme em commodity e que a gente possa ocupar um espaço importante no mercado internacional", afirmou. "Os Estados Unidos já têm uma decisão de que nos próximos anos vão introduzir 20% do etanol na gasolina. Isso é uma marca importante." Sobre a taxação do álcool brasileiro importado pelos Estados Unidos, o presidente Lula disse que "temos que brigar". "Não espere que ninguém ceda em um primeiro apelo. Não existe negociação aqui. Isso será sempre uma coisa de muita disputa, muita argumentação. Vai chegar o momento que vamos conseguir. Precisamos continuar brigando, precisamos continuar insistindo. Em algum momento essa corda vai quebrar e a gente vai poder então ter um mercado de comércio definitivamente livre", disse. Na visita ao Brasil, o presidente dos Estados Unidos descartou uma redução nas taxas impostas pelos americanos sobre a importação do etanol brasileiro. "Isso não vai acontecer, essa lei sobre as tarifas vai se estender até 2009. E quando chegar no fim deste período, o Congresso vai fazer alguma coisa", disse Bush. Bush e Lula assinaram memorando de cooperação para produção de biocombustível. De acordo com documento, representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos pretendem avançar na pesquisa e no desenvolvimento de tecnologias para biocombustíveis de nova geração. O presidente americano disse que planeja aumentar em mais de seis vezes o consumo de etanol (álcool combustível) de seu país até 2017. (Folha Online).
BUSH & LULA [in] "OS NOVOS COMPANHEIROS" (1a. parte)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai passar a noite do próximo dia 31 em Camp David, residência de campo dos presidentes dos Estados Unidos. Antes de Lula, apenas um presidente sul-americano, Fernando Henrique Cardoso, havia sido recebido em Camp David - pelo antecessor de Bush, Bill Clinton. Em pouco menos de um mês, será o segundo encontro entre Lula e Bush. "O fato de Bush convidar Lula para Camp David significa que ele quer passar a mensagem de que a relação entre os dois está tão boa quanto era a de Clinton e Fernando Henrique", diz Peter Hakim, presidente do Interamerican Dialogue, um dos principais centros de estudos das relações hemisféricas de Washington.
Na sexta-feira, Lula e Bush celebraram em São Paulo uma parceria para tornar o álcool combustível, o etanol, uma alternativa ao petróleo em todo o mundo. Durante a visita, Bush anunciou investimentos de US$ 1,6 bilhão em pesquisas na área de biocombustíveis. A assinatura do acordo do álcool foi marcada por marchas de protesto em todo o país, organizadas por movimentos de esquerda, com participação de dirigentes do PT e sindicalistas. Elas ganharam até um ar exótico, semelhante ao das manifestações européias, quando a jovem Janaína Bueno apareceu seminua, com os dizeres "Fora Bush" pintados no corpo. Protesto contra a visita de Bush na Avenida Paulista, em São Paulo. A aliança do álcool e o convite de Bush para Lula ir a Camp David contrastam com esse tipo de protesto e com as bandeiras antiamericanas que ainda continuam a ser levantadas por setores do PT e encontram eco em nichos do governo, embora não no Palácio do Planalto. Lula - ele mesmo, o ex-operário, o ex-sindicalista que metia medo nos empresários - está prestes a passar para a História como o presidente que mais fez pela aproximação entre Brasil e Estados Unidos desde que Getúlio Vargas obteve o apoio dos americanos para implantar a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a base da industrialização do país, em troca do apoio brasileiro à luta americana na Segunda Guerra Mundial contra o Eixo nazifascista. A parceria do álcool combustível pode significar para o Brasil um passo de envergadura semelhante, ou até maior, ao dado por Getúlio (leia o artigo Brasil - EUA). Potencialmente, ela pode representar no campo econômico uma nova era para todo o planeta, que busca alternativas energéticas ao petróleo e está a cada dia mais preocupado com o aquecimento global. É no mínimo curioso que esse passo seja dado por Lula e Bush. O primeiro é, dos últimos presidentes brasileiros, o mais atacado por ter adotado uma política externa supostamente antiamericana. O segundo, entre os últimos presidentes americanos, é visto como o mais próximo à indústria do petróleo e como um dos maiores responsáveis pelo agravamento do aquecimento global, por ter retirado o apoio de seu país ao Protocolo de Kyoto, de combate ao efeito estufa. "As relações do Brasil com os EUA têm sido favorecidas pela conjuntura internacional", diz o ex-chanceler Celso Lafer. "Do lado dos EUA, há uma disposição em não criar áreas de atritos desnecessários. Do lado do Brasil, há uma combinação muito própria de realismo e retórica que caracteriza o estilo do presidente Lula." A proximidade de Lula com um dos presidentes americanos mais odiados pela esquerda em todo o mundo faz sobressair, mais uma vez, as naturezas essencialmente diferentes de Lula e do PT. Enquanto dirigentes do PT e de movimentos aliados do governo, como UNE e MST, continuam a alimentar o antiamericanismo como base de seu pensamento e de sua ação política, Lula, no governo, rumou em outra direção, mais pragmática. A falta de sintonia entre Lula e PT não é exatamente uma novidade. Embora Lula goste de proclamar que presidente e partido são indissociáveis, a relação do PT com o governo sempre foi ambivalente. Um exemplo foram as críticas recorrentes de petistas à política econômica no primeiro mandato. O descompasso aumentou com a reeleição. A consagradora vitória de Lula foi ancorada em seu carisma, em sua capacidade de comunicação com os eleitores mais pobres e obtida a despeito dos problemas que os petistas lhe arrumaram - como no antológico caso do dossiê armado contra candidatos tucanos às vésperas do primeiro turno. Os cientistas políticos criaram um neologismo para batizar o descolamento de Lula em relação ao PT: "lulismo". "Lula governa independente do partido há muito tempo", diz Fábio Wanderley Reis, professor de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "Ele administra as diferenças e convive com elas", diz o cientista político José Augusto Guilhon Albuquerque. (ISTOÉ Online).
POLÍTICA: O PLANO [B] DO PT (conclusão)
O PT de Dirceu vem pressionando o Planalto para dar um ministério de peso para que Marta pavimente sua candidatura. Nas Cidades, por exemplo. Lula fechou o semblante quando soube que Marta já fazia planos para, nomeada ministra das Cidades, distribuir pessoalmente milhões de terrenos nas favelas das metrópoles. Poderia se tornar mais popular do que ele. Hoje, Lula se contorce para mantê-la longe de Brasília. O máximo que lhe ofereceu foi um tal Ministério das Minorias, fusão de três pastas simbólicas, onde trataria de direitos humanos, integração racial, mulheres e gays. Aí foi Marta quem torceu o nariz. Lula emite todos os sinais de que não quer ajudar o PT a construir um candidato petista para sua sucessão. "Tudo indica que o candidato de Lula chama-se Lula", aposta o cientista político Paulo Kramer, da Universidade de Brasília. "Até porque o PT não tem outro". E aposta: "A proposta do plebiscito não vai passar pelo Congresso". Há um ano, quando se planejava a campanha de Lula à reeleição, o presidente do PT Ricardo Berzoini encomendou uma pesquisa qualitativa sobre a imagem do presidente. Descobriu-se que o eleitor o via como uma espécie de ombudsman, o defensor do povo num governo ruim. Lula seria um homem bom, que tenta fazer o possível para que um governo de homens corruptos e incompetentes ajude os pobres. Enfim, aquela pesquisa detectou que o eleitorado estaria predisposto a adotar um sistema similar ao parlamentarismo, desde que o chefe de Estado fosse Lula – e o chefe de governo pouco importa, pode ser qualquer um. A adoção do parlamentarismo, em si, até poderia ser bom para o Brasil. A maior parte dos estudiosos do tema avalia que seja o sistema político mais democrático existente, o que mais acelera a redução das desigualdades e o desenvolvimento econômico. Vide o exemplo da Europa. Argumentam até que a principal república presidencialista do mundo, os Estados Unidos, em verdade teria um sistema presidencial-parlamentarista, com um Executivo e Legislativo interdependentes. Em teoria, também não haveria problema algum um país em construção, como é o caso do Brasil, rever uma decisão já tomada no Plebiscito de 1993 e, eventualmente, dar uma guinada parlamentarista. Mas o que se discute é o casuísmo da hora. A tese do parlamentarismo não está sendo levantada dentro do contexto da reforma política necessária – aí sim, seria uma discussão legítima. Está sendo patrocinada por figuras menores do petismo, que gostariam de se eternizar no poder. Dentro do PT, os costureiros são o deputado Devanir Ribeiro, metalúrgico da facção lulista, o deputado Cândido Vacarezza, porta-voz de José Dirceu, e o dirigente Rui Falcão, da sub-facção de Marta Suplicy. Outro que já aderiu a causa é o deputado Virgílio Guimarães, de Minas, que há dois anos tentou ser presidente da Câmara e provocou o desastre chamado Severino Cavalcanti. Segundo Devanir e Vacarezza, Lula seria um parlamentarista desde criancinha. No plebiscito de 1993, ele até teria defendido esse sistema nas conversas internas do PT, mas como o PT decidiu-se pelo presidencialismo, Lula, democrata que é, então se engajou de corpo e alma na defesa do presidencialismo. Mas agora, diante da realidade dinâmica dos fatos, Lula poderia se engajar de bom grado em outra tese. "Temos apenas que ter o cuidado de aprovar a reforma política antes do parlamentarismo", ressalva Devanir. "Isso poderia atropelar as discussões".O Brasil tem uma história golpes, notadamente os militares, aquele fenômeno que o cientista político Oliveiros Ferreira, da USP, chama de "longa noite hobbesiana' uma escuridão que durou século e meio, iniciada em 1821, quando as tropas do Exército no Rio de Janeiro obrigaram o príncipe regente Pedro de Alcântara a substituir o ministro da Guerra, e que se prolongaria até 1985, quando o último general-presidente do regime de 64, João Figueiredo, deixou o Palácio do Planalto pela porta dos fundos. Foram pelo menos 15 as intervenções políticas dos militares em momentos decisivos da história brasileira. A 16ª tentativa, a derradeira, quando então coronel-ministro César Cals pregou a prorrogação do mandato de Figueiredo para impedir que Tancredo Neves tomasse posse, não colou. Os deputados Devanir e Vacarezza são os César Cals do PT. Desde a redemocratização em 1985, não tivemos tentativas de golpes de Estado, somente dois casuísmos – os cinco anos de mandato para José Sarney, e a reeleição para Fernando Henrique Cardoso. Parece que Lula também quer deixar sua marca negativa na história. (ISTOÉ Online).
domingo, março 11, 2007
AMAZÔNIA: MEIO AMBIENTE vs. MEIOS ESCUSOS
A Coordenação da Campanha da Fraternidade 2007, juntamente com a Comissão de Anúncio da Arquidiocese de Maringá promoveu no dia 3 de março p.p. a apresentação do Bispo da prelazia(*) do Xingu (PA), Dom Erwin Kräutler, que proferiu palestra no auditório Dona Guilhermina. Abaixo reproduzimos matéria publicada no jornal da Arquidiose de Maringá. (Fonte: Beatriz Camargo, O Xingu de Dom Erwin, Repórter Brasil, 18/01/2007, citado por Jornal Mensal da Arquidiose de Maringá, Ano IX, nº 98, março/2007, p. 11).
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Há mais de 40 anos na região, Kräutler se destaca por seu trabalho em defesa da população e do meio ambiente amazônico, dedicação que traz reconhecimento e ameaças de morte. Nascido na Áustria, chegou ao Pará pelo tio, missionário na região. Em 1981, já naturalizado brasileiro, foi ordenado bispo, em substituição ao tio, Dom Eurico Kräutler. Sua prelazia abrange municípios da fronteira agrícola oriental, como Altamira, Anapu, São Félix do Xingu, Tucumã e Ourilândia do Norte, entre outros.
Por defender o meio ambiente e lutar ao lado dos índios, trabalhadores rurais e comunicades extrativistas, há anos vem recebendo ameaças de morte. A última veio por telefone: um aviso de que morreria no dia 29 de dezembro de 2006, ao comparecer à festa de Gurupá (PA) no arquipélago de Marajó. Apesar do risco, escoltado por quatro policiais militares, cumpriu o compromisso anual de comparecer às comemerações de São Benedito, padroeiro da cidade. “Há muito tempo recebo ameaças, más é a primeira vez que são feitas diretamente a mim”, conta. A Polícia Federal de Altamira investiga.
As intimidações vinham de frases como: “O bispo de Xingu deve morrer”. Carta anônima que circulou em Altamira (PA), em outubro passado, dizia que Kräutler pretendia ser “um mártir” e só queria chamar a atenção da mídia. Tentava ainda mobilizar a população para pedir a transferência do religioso.
Três motivos principais levam madeireiros, grileiros, escravagistas e poderosos da região a hostilizar o bispo: a insistência no aprofundamento das investigações do assassinato da missionária Doroty Stang; a campanha contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, e a denúncia contra a rede de exploração sexual de meninas no município de Altamira (PA). Este último, segundo Kräutler, representou a “gota d´água”.
JUSTIÇA. O prelado cita o envolvimento do poder local com atividades ilícitas (trabalho escravo, exploração sexual de adolescentes, desmatamento e grilagem de terras). “Só quebramos a corrente da impunidade com justiça”, diz. Entretanto, a justiça estadual, segundo ele, é debilitada e incompetente. Como exemplo, ele aponta o médico e ex-vereador Renato Martins envolvido na rede de exploração de adolescentes em Altamira (PA). “Ficou foragido e, quando resolveu se entregar à polícia, recebeu como ´prêmio´ a liberdade por ter ´colaborado com a justiça´”, revolta-se. Há ainda o assassinato da missionária Doroty, que atuava em Anapu, na prelazia. Quase dois anos depois, não se conhecem todas as pessoas envolvidas. “Sabemos que hã um consórcio de fazendeiros que programou a morte da irmã. E essas pessoas estão soltas. Ela foi realmente uma mártir, que dedicou sua vida à região e acabou pagando com a vida, literalmente, para que o mundo olhasse o Xingu como um ambiente a ser preservado”.
Por outro lado, cresce cada vez mais o reconhecimento pelo seu trabalho em defesa das populações locais e do meio ambiente. Em novembro de 2006, Kräutler foi eleito presidente do CIMI – Conselho Indigenista Missionário. Em 22 de dezembro, recebeu da OAB do Pará o prêmio José Carlos Castro de Direitos Humanos, por sua luta em defesa da vida na Amazônia. A mesma homenagem tinha sido concedida a irmã Dorothy Stang, três meses antes de seu assassinato. Foi ainda homenageado com diversos prêmios no exterior, cidadania emérita em muitas cidades do Pará e três doutorados honoríficos por seu trabalho em defesa dos direitos humanos. “Também tenho recebido muitas manifestações da população, que é muito carinhosa. Na rua, por e-mail e pelo telefone, as pessoas dizem que me apóiam e estão comigo”, lembra.
DESAFIOS. Para ele, a terra e o meio ambiente são os maiores problemas na região atualmente. “O Xingu é a última fronteira ao avanço da devastação provocada por madeireiras, grileiros e pecuaristas na Amazônia”. Além do prejuízo à natureza, o desmatamento produz outro mal: o trabalho escravo. O último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre o tema no Brasil mostra que o a concentração das propriedades rurais com trabalho escravo está exatamente na faixa do arco do desflorestamento. São Félix do Xingu (PA) é campeã de desmatamento e de trabalho escravo. Nessa região, um dos grandes problemas enfrentados pelos auditores fiscais tem sido o deslocamento até o local das denúncias. Muitas fazendas ficam distantes do centro das cidades e têm acesso difícil, por estradas de terra. Na época das chuvas, vias se tornam intransitáveis.
O projeto de construção de uma usina hidrelétrica de Belo Monte vem se juntar aos problemas tradicionais da Amazônia. A crítica do bispo é a mesma de organizações, movimentos locais e especialistas em energia: a total falta de transparência na divulgação de informações por parte da Eletronorte, responsável pela obra. “Não se fala nas conseqüências para a população local de indígenas e ribeirinhos. A idéia de que apenas uma barragem no Xingu é suficiente para gerar o potencial que eles querem atingir é mentirosa”, denuncia o bispo. Frisa que os defensores da hidrelétrica – governo, empresários e comerciantes locais – falam apenas dos benefícios futuros, mas ainda não houve um debate franco sobre as possibilidades de o Rio Xingu abrigar o projeto, bem como sobre os prejuízos que o alagamento trará para as comunidades. “Não estou sozinho, não é o bispo que está contra a obra. Diversas organizações e movimentos estão brigando para que a hidrelétrica não seja construída”, reforça Kräutler.
ESPERANÇA. O bispo deposita grande expectativa na gestão da governadora Ana Júlia Carepa. “Conheço bem Ana Júlia, sou próximo ela e conheço seu trabalho. Como senadora, sempre foi muito atenciosa e sempre levou adiante as nossas reivindicações, inclusive leu no plenário minhas cartas. Espero que continue com esse pique, essa disponibilidade”. Dom Erwin deseja sobretudo que Ana Júlia traga melhorias para o povo de Xingu. E que proteja a natureza, “mãe de todos nós”.
N.B.: (*) Prelazia: S. f. 1. Cargo, dignidade ou jurisdição de prelado; prelatura, preladia. Prelado: S. m. Ecles. 1. Título honorífico de dignitário eclesiástico. Eclesiástico: S. m. 3. Membro do clero (1); sacerdote, clérigo, padre. [Dicionário Aurélio, Século XXI].
sábado, março 10, 2007
EDITORIAL: A VISITA DO BUSH AO BRASIL - 2007

A expectativa de se transformar o álcool em uma “commodity” vai além da produção do álcool em “terra brasilis” à medida que se propõem para isto, sua produção em vários países da América do Sul, Central e Caribe, a exemplo de Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e República Dominicana. Daí, já se especulando a idéia de se formar uma “OPEP do álcool ou etanol”, dado que Brasil e Estados Unidos da América (EUA) produzem em torno de 70% do álcool mundial. Entretanto, nos EUA o álcool (etanol) é extraído do milho, enquanto que no Brasil o álcool combustível é produzido (praticamente) da cana-de-açúcar. Nesse sentido, observa-se que a produção brasileira de cana-de-açúcar foi crescente nos últimos 15 anos. De acordo com a União da Indústria de Cana de Açúcar (UNICA), na safra de 90/91 a produção de cana foi de 222,4 milhões de toneladas e a de 05/06 esteve em torno de 386,5 milhões de toneladas, sabendo-se que os estados da região Centro-sul vêm aumentando sua participação nesse total. Esses estados passaram de 76% para 87% da produção brasileira de cana-de-açúcar, nesse mesmo período. Outro dado relevante refere-se a produção de álcool(*) anidro e hídrico (ou hidratado) no Brasil. Segundo a UNICA, a produção de álcool acompanhou esse crescimento, cuja produção elevou-se de 11,5 milhões de m3 (safra 90/91) para 15,9 milhões de m3 (safra 05/06), onde o álcool anidro teve uma participação relativa crescente nesse período: de 1,2 milhões/m3 (safra 90/91) para 7,7 milhões/m3 (safra 05/06). Considerando que os EUA produzem o álcool a partir do milho é de se especular se no Brasil não haveria essa “adaptação” produtiva mediante o protocolo de intenções assinado ontem (9/3), uma vez que dele faz parte a “transferência” bilateral de tecnologia na produção de álcool combustível. Outra especulação que se tem é quanto a possibilidade de substituição de áreas utilizadas na produção de milho ou de pastagens (áreas produtoras de alimentos num sentido amplo) por um “extenso” canavial, aqui, ali, alhures... De acordo com a CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) nos últimos 15 anos a produção de milho no Brasil cresceu de 24,1 milhões de toneladas (safra 90/91) para 42,5 milhões/t (safra 05/06), numa área em torno de 13 milhões de hectares (ha). O dado mais relevante é em relação a produtividade observada (kg/ha), a qual cresceu de 1,79 para 3,27 no mesmo período. Todos esses dados são de conhecimento das autoridades brasileiras, notadamente do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, entusiasta desse novo “programa” do álcool combustível. O ex-ministro é integrante da Comissão Interamericana de Etanol (CIE), onde representa os interesses da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), e cuja comissão é composta também pelo presidente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e do ex-governador da Flórida (Jeb Bush). Numa antecipação (ou complemento) desse “memorando de entendimento sobre biocombustíveis”, foi criado na semana passada em Nova Iorque (03) o “Fórum internacional de biocombustíveis”, dele fazendo parte o Brasil, China, Estados Unidos, Índia, África do Sul e União Européia, cuja proposta é trabalhar pelo desenvolvimento e a expansão da produção e uso sustentável em escala mundial. Segundo o que foi divulgado, os biocombustíveis são uma "alternativa economicamente viável" para a substituição parcial dos derivados do petróleo e para diversificar a matriz energética mundial, beneficiar o meio ambiente e contribuir para a fixação da mão-de-obra no campo (Radiobrás).
Por outro lado, qual seria o real interesse do governo americano em relação a produção “mundial” de álcool combustível e a sua transformação em “commodity”? Seria efetivamente interesses humanísticos e altruísticos em relação a “implantação” de um combustível limpo, “ecologicamente correto” no mundo e, independentemente da não-assinatura de seu governo no Protocolo de Kyoto, dar a contribuição “norte americana” ao desaquecimento global? Ou estaria tudo isso centrado única e exclusivamente no embate americano (ou da família Bush) contra o Oriente Médio, produtores de petróleo, e em especial ao Irã e Iraque. Ou, ainda, em relação ao seu desafeto, Hugo Chávez, presidente venezuelano, que se pretende líder latino-americano, e cujo país também é produtor e exportador de petróleo, bem como membro da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo)? Nesse sentido, numa luta de poder político ou de “poder de mercado” a quem caberia o “market share” da “OPEP do Álcool”? Ao Brasil ou ao EUA?
Finalmente, em relação a eliminação ou redução da tarifa sobre o álcool brasileiro cobrada pelo governo americano, conforme reivindicada pelo governo brasileiro, o presidente Bush disse que no momento isto não seria “factível politicamente”, a medida que existe um forte “lobby” dos produtores de milho e o enfraquecimento dos “republicanos” no Congresso americano. Registra-se ainda que, nesta semana, paralela e acintosamente o presidente Chávez dirigiu inúmeras críticas em relação à visita do presidente Bush ao Brasil. Numa conversa com o Fidel Castro, Chávez disse que “um hectare de milho corresponde a 18,8 litros de etanol e que (...) 70% da água utilizada na agricultura é para a manutenção de monoculturas”. Chávez disse ainda que “os Estados Unidos precisam reduzir o consumo de energia” (...) considerando que “milhões de famílias poderiam ser alimentadas com esse milho que está sendo convertido em etanol”.
Por ocasião do encerramento da visita da comitiva americana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva levantou a possibilidade de incentivar os países em geral a trocar suas principais fontes de produção de energia – hoje muito dependente de combustíveis não-renováveis, como petróleo, gás natural e derivados. Dirigindo-se ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, o presidente brasileiro sugeriu uma atuação conjunta com esse fim: “a sua visita ao Brasil pode significar definitivamente uma aliança estratégica que permita um convencimento do mundo mudar sua matriz energética”.
Resta-nos aguardar!!!
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(*) A diferença entre o álcool anidro e o hídrico (hidratado) está na água. O anidro é isento de água e é usado na mistura com a gasolina A na proporção de 25% para formar a gasolina C, vendida nos postos de gasolina. O hidratado é aquele usado diretamento no tanque dos automóveis e é vendido diretamente ao consumidor nos postos de gasolina (Fonte: http://www.ale.com.br/).
N.B.: Os dados sobre a produção agroindustrial (cana, milho, álcool) foram coletados por Márcio Sinfães Pinto, aluno do 3º. ano de Economia/UEM.
sexta-feira, março 09, 2007
CANA-DE-AÇÚCAR, ETANOL, AMÉRICA LATINA: "MAPA DA MINA"

BUSH & LULA: MUDANÇA DE MATRIZ ENERGÉTICA

Brasília - Durante seu discurso na Transpetro, em Guarulhos (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva levantou a possibilidade de incentivar os países em geral a trocar suas principais fontes de produção de energia – hoje muito dependente de combustíveis não-renováveis, como petróleo, gás natural e derivados. Dirigindo-se ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sugeriu uma atuação conjunta com esse fim. “A sua visita ao Brasil pode significar definitivamente uma aliança estratégica que permita um convencimento do mundo mudar sua matriz energética”, disse. O presidente citou a criação do Fórum Internacional de Biocombustíveis, lançado na última sexta-feira (2) por Brasil, África do Sul, China, Estados Unidos, Índia e União Européia na Organização das Nações Unidas (ONU). “Somente assim teremos a escala de produção necessária para potencializar os benefícios do etanol e o biodiesel”, comentou. Segundo o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, o objetivo do fórum é aumentar a eficiência na produção, na distribuição e no consumo dos biocombustíveis em escala mundial. Durante um ano, os integrantes do fórum vão discutir medidas para ampliar a produção nessa área. Além disso, vão trabalhar em conjunto para que os combustíveis feitos a partir de vegetais, como cana-de-açúcar, milho, soja ou mamona, sejam cada vez mais utilizados em todo o planeta. O fórum também ajudará a organizar a Conferência Internacional de Biocombustíveis, que deverá ocorrer no Brasil em 2008. (AB, Radiobrás).
MARTA SUPLICY: EM BUSCA DE UM LUGAR AO [P]SOL...

RICE & AMORIM: ACORDO COOPERAÇÃO EUA/BRASIL (ETANOL)

HUGO CHAVEZ: SOCIALISMO DO SÉCULO 21 ["¡ YO QUIERO USTEDS ! "]

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mandou fechar por 48 horas a fábrica da Coca-Cola no país, um dos principais símbolos do investimento americano no exterior. O governo venezuelano argumentou que a fábrica, que desde 2003 pertence a investidores mexicanos, não vinha pagando corretamente seus impostos. Em um comunicado, a Coca-Cola Femsa, maior fábrica do refrigerante na região, de acordo com a imprensa venezuelana, negou a acusação e disse que "paga tributos em dia e respeita as leis fiscais do país". A empresa acrescentou ainda que, apesar da decisão oficial, continuará a funcionar na Venezuela. A Coca-Cola possui 32 representações que empregam 7,4 mil pessoas no país. A medida do governo Chávez faz parte do programa "evasão zero" e foi anunciada nesta semana pelo Serviço Nacional Integrado de Administração Alfandegária e Tributária (Seniat). Assim que foi eleito pela terceira vez, em dezembro do ano passado, o presidente Hugo Chávez anunciou a nacionalização de diferentes setores, dentro do que chamou de "socialismo do século 21". A nacionalização, informou Chávez, atingiria, entre outras, as empresas transnacionais de petróleo Exxon Movil e Chevron, dos Estados Unidos, além da francesa Total e da britânica British Petroleum. (BBC Brasil, Bondenews).
BUSH: VISITA AO BRASIL - 2007

A Polícia Militar do Estado de São Paulo e os manifestantes que integram a passeata contra a visita do presidente norte-americano George W. Bush entraram em confronto em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Cerca de 100 policiais, usando escudos e capacetes, jogaram bombas de gás lacrimogênio para dispersar o grupo. A manifestação contava com cerca de 5 mil pessoas, segundo os dados da PM. Do alto do carro de som, um dos animadores do protesto pediu para a polícia se afastar. O confronto começou após um grupo de manifestantes procurar ampliar o número de faixas da avenida que estavam ocupadas pelo protesto. A PM reprimiu o grupo. A manifestação contra o presidente norte-americano George W. Bush se somou aos protestos que estavam marcados para esta quinta-feira (8) pelo Dia Internacional da Mulher. Há vários grupos e entidades representadas, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Marcha Mundial de Mulheres (MMM) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). (Agência Brasil; Bondenews, Folha Londrina).
AMAZÔNIA: AINDA HÁ ESPERANÇA [?]

BUSH & LULA: "TUDO COMEÇOU HÁ UM TEMPO ATRÁS..." *

POLÍTICA: O PLANO [B] DO PT [1a. parte]
















