A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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quarta-feira, agosto 01, 2007
LULA [In:] "TEMPO PARA PLANTAR, TEMPO PARA COLHER..."

RICARDO TEIXEIRA: SELEÇÃO BRASILEIRA [''UMAS & OUTRAS'' (hic!)]

CONGRESSO NACIONAL/RENAN CALHEIROS: ['RIP']
PAULO MEDINA: "NO OLHO DO FURACÃO"
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
Comissão deve sugerir que assessor de Lula não seja grosseiro em público. A Comissão de Ética Pública, vinculada à Presidência da República, deve divulgar nesta quarta-feira a avaliação do órgão sobre os gestos obscenos feitos por Marco Aurélio Garcia, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e sugerir que Garcia não aja mais de modo grosseiro publicamente. O assessor deve receber hoje a recomendação da comissão sobre o comportamento impróprio a um servidor público. Sem poderes punitivos, o órgão pode apenas fazer recomendações. Os conselhos orientam a conduta a ser seguida pelos servidores federais. da Folha Online, em Brasília; da Folha de S.Paulo, no Rio.
"BAHAMAS" NO BRASIL: IMORALIDADE TRIBUTADA...

LULA: "VAIAS À PARTE..."

Lula prometeu "continuar sua trajetória", independente de vaias, e assegurou que tem amigos no PSDB e que está acima de diferenças político-partidárias. "Tenho um compromisso, tenho data definida para deixar o mandato, tenho consciência do que queremos fazer e vamos fazer sem nenhuma preocupação.Todo mundo sabe das relações que eu tenho com o PSDB na maioria dos Estados. Sou amigo de muita gente do PFL e de outros partidos. Não consigo misturar minha relação pessoal com questão partidária, mas tem gente que não pensa assim. Essa gente fez a Marcha com Deus pela Liberdade em 64 que resultou no golpe militar, essa gente que pensa assim levou o Getúlio Vargas ao suicídio, levou João Goulart a renunciar, ficou contente com 23 anos de regime militar e está incomodada com a democracia porque a democracia pressupõe o pobre ter direito, ter Bolsa Família sim." Anunciou, por fim, que voltará ao Mato Grosso muitas outras vezes, inclusive para pescar com Blairo Maggi no rio Cuiabá. "Não tentem achar que, vendendo notinha para os jornais de que vai ter manifestação contra o presidente em tal lugar, que o presidente vai deixar de ir. Esse presidente tem tanto medo que, em 1975, quando diziam que a porta da Volks estava cheio de militar para não deixar fazer assembléia, aí é que eu levantava às 4 da manhã para fazer assembléia. Quando diziam que era proibido fazer as greves eu ia fazer as greves." Por fim, até fez elogios ao Parlamento. "Quando vejo gente criticar o Congresso, com todos os defeitos que possa ter o Congresso, eu ponho a mão para o céu todo dia e agradeço a existência dele porque sem ele esse País era muito pior." Fausto Macedo, do Estadão. Foto Filipe Araújo/AE.
terça-feira, julho 31, 2007
LULA & VAIAS: "ORQUESTRAÇÃO" DA OPOSIÇÃO [!]

BRIGADEIRO PEREIRA & INFRAERO: CAI-NÃO-SAI
RENAN CALHEIROS: "ETERNO ENQUANTO DURE"

Brasília - O Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal recebeu ontem o último lote residual de documentos de defesa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que responde a processo por quebra de decoro parlamentar. A entrega do material estava sendo dificultada por órgãos do governo alagoano, controlados por aliados de Renan, e só foi feita, com atraso, mediante pressão do Conselho de Ética, onde corre o processo. Com esses últimos dados, a Polícia Federal acredita ter condições de concluir até o próximo dia 14 o laudo que vai atestar se existiram as operações de venda de gado e, ainda, se o senador recebeu ou não a ajuda de um lobista para o pagamento de contas pessoais. Para o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o futuro político de Renan dependerá do laudo dos peritos da Polícia Federal. "Se o resultado for contra ele, dificilmente terá os votos necessários para manter o mandato", previu. O motivo, segundo o parlamentar goiano, é que a existência de notas frias, de operações falsas de compra e venda de gado ou de qualquer outro perjúrio resultará na constatação de que o senador não respeitou o decoro do cargo. Demóstenes acha importante que os peritos procedam ao teste da contemporaneidade nos recibos assinados por Renan. A avaliação mostraria se as datas dos documentos coincidem com as de venda do gado ou são posteriores. Determinada há três semanas, a perícia da PF só começou na última quarta-feira, porque os documentos - notas fiscais com os canhotos, recibos, guias de transporte de animais, declaração de renda e outros papéis - foram entregues a conta-gotas. O laudo é decisivo para o julgamento do processo. O senador alega inocência e já reiterou diversas vezes que não vai renunciar à presidência do Senado nem ao mandato. A existência de notas fiscais frias, inclusive de empresas que nem sequer existem, entre os documentos entregues à perícia, no entanto, pode complicar a defesa de Renan. Entre os papéis colocados sob dúvida estão notas emitidas pelos frigoríficos GF Silva e Carnal Carnes, cujas inscrições na Fazenda estadual estavam extintas na época das operações.Os documentos dessas duas empresas, por sinal, já haviam sido reprovados em laudo parcial feito pela Polícia Federal em 19 de junho.Ao todo, foram formulados 30 quesitos sobre a evolução patrimonial do presidente do Senado, sobre seus rendimentos agropecuários e sobre a autenticidade dos documentos. Caso fique constatado que o senador mentiu, ele pode ser cassado e ter os direitos políticos suspensos por oito anos. Estadão, Vannildo Mendes. Foto matéria.
JOBIM & GOVERNO LULA: AFINADO COM O PMDB/SERRA
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
Vera Rosa, Leonencio Nossa, Estadão.
GOVERNO DA PARAÍBA: CASSADO E INELEGÍVEL
GOVERNO LULA: "CANSEI" DAS VAIAS!
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segunda-feira, julho 30, 2007
INFRAERO & JOBIM: O COMEÇO DAS MUDANÇAS (?)
INFRAERO: SAI PEREIRA, ENTRA MARANHÃO [?]
APADRINHAMENTO POLÍTICO & GOVERNO LULA: MAGGI/PAGOT
PROTESTO DA ELITE: PANELAÇO À "PAULISTA"

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"


Lula pode renomear Rondeau para o ministério esta semana.
INFRAERO: JOBIM vs PEREIRA [SAMBA DE AVIÃO]*
TRIBUTO A "CHARLES DE GAULLE": 'ESTE PAÍS NÃO É SÉRIO!' *
domingo, julho 29, 2007
A HORA DO "ÂNGELUS"
Nenhum servo pode servir a dois senhores: ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de aderir a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro. (Lucas, 16:13).
sábado, julho 28, 2007
EDITORIAL: "DE REPENTE, NÃO MAIS QUE DE REPENTE..."
“UMA MENSAGEM À GARCIA!”
“De repente, não mais que de repente”[1] o presidente Lula “convoca” Nelson Jobim (PMDB), Ministro da Justiça (1995-1997) no governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), ministro nomeado (1997-2003) do Supremo Tribunal Federal (STF), por indicação de FHC, e ex-presidente do STF (2003-2006), para assumir o Ministério da Defesa em substituição ao titular da pasta Waldir Pires (PT), um “companheiro” de longa data. A propósito, no discurso de posse de Nelson Jobim, o presidente Lula manteve o hábito da inclusão de suas “pérolas”, ao improviso. Segundo o Presidente: "o momento mais difícil, como presidente, é a troca de um companheiro por outro companheiro". Referindo-se ao “pedido” de demissão de Waldir Pires, Lula disse: "Depois que você me comunica a sua decisão de sair, e eu aceitei, compreendo. O companheiro Waldir deixa o governo após prestar os mais relevantes serviços. Sou eternamente grato por poder trabalhar com você. Certamente ‘haverão’ [“sic”] aqueles que vão dizer que o companheiro Waldir está saindo por causa da crise aérea, da tragédia do avião da TAM, mas esse fato permitiu que você tomasse a decisão de pedir o afastamento". Em relação ao “outro companheiro”[2], o presidente Lula declarou: "Nelson Jobim estava sem fazer nada, atrapalhando a esposa. Falei: está na hora de Waldir, que é um pouco mais velho, descansar e o Jobim trabalhar".
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Ainda no discurso de posse de Nelson Jobim, o presidente Lula tentou justificar a crise área brasileira a partir de um conjunto de “instituições” que são responsáveis pelas questões da aviação, entre elas, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o Conselho Nacional de Aviação Civil (CONAC), a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (INFRAERO) e o Ministério da Defesa. Portanto, a dificuldade do Ministério da Defesa comandar esse conjunto de instituições, “justificaria” a crise que se estabeleceu no setor da aviação brasileira. E dessa maneira, sua tentativa, na solenidade de posse, de isentar a incompetência de seu companheiro “um pouco mais velho”.
Por essas e por outras, foi divulgado que, antes de dizer sim, Jobim ouviu do presidente Lula que terá liberdade para fazer as mudanças que considerar necessárias na Infraero e na Anac. Trata-se da popular “carta-branca” recebida.
Com efeito, Nelson Jobim, já condição de Ministro da Justiça, deixou claro, em seu discurso, a necessidade de se fazer uma "revisão sistêmica" das instituições vinculadas ao Ministério: "Não podemos deixar que haja mais comandos fora de regências. Isso aqui tem de funcionar como uma orquestra e o maestro sou eu, sob as ordens do presidente. A música e a composição são do presidente, eu executo e vamos trabalhar exatamente com o conjunto nesse sentido" (grifamos). Acrescentou ainda: "O nosso compromisso é ter formas de solução e não formas de lamentação". Com “voz de comando”, Jobim citou o ex-primeiro ministro inglês, Benjamin Disraeli, enfatizando: “Nunca se queixe, nunca se explique, nunca se desculpe. Aja ou saia. Faça ou vá embora”. Não seria muito difícil entender a quem o Ministro se referia ou para “quem” tanto ele estendia esse recado.
Ainda segundo o ministro, se for para garantir a segurança, as filas nos aeroportos podem continuar. "É uma questão de opções. Precisa ficar claro que, se for necessário que se prolonguem as filas para garantir a segurança, é o preço que pagamos".
Entretanto, a “revisão sistêmica” pensada por Jobim tem que ser bem pensada ou “articulada”. Como foi divulgado, Jobim não tem poder legal para demitir o presidente da Anac, Milton Zuanazzi[3], cujo mandato vai até 2011. A estabilidade é garantida pela lei que regulamenta as agências reguladoras e se estende a todos os diretores da Anac e das demais agências. Ciente disso, Jobim afirmou que a Agência foi criada para funcionar e dar resultados: "As regras sobre a estabilidade do mandato nas Agências foram feitas para dar resultado, não para ser mantidas. Precisa dar resultado." Jobim afirmou que se houver mudanças no comando da Anac, elas não serão partidarizadas e deverão levar em conta a capacitação técnica dos nomeados, uma vez que, após a queda do avião da TAM, vôo 3054, a sociedade passou a questionar a falta de capacitação técnica dos integrantes da Anac. Ainda sobre a estrutura da Anac, Jobim se manifestou: “Vou examinar, estudar e ver se a modelagem da Anac serve para a aviação brasileira. Se precisar alterar, vamos alterar. Não podemos ficar engessados” (grifamos).
Por sua vez, Lula fez avisar aos cinco diretores da Anac, donos de mandatos fixos, que gostaria que eles pedissem demissão. Segundo assessores do Palácio, Lula não vai passar por cima da legislação, mas que “espera um gesto” da diretoria, uma vez que a Anac virou uma protagonista da crise aérea.
Ao que nos parece, Jobim conta com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nesse caso. A Ordem iniciou um estudo para ingressar na Justiça com ação civil pública pedindo a exoneração da diretoria da Anac por improbidade administrativa. Segundo o noticiário, de acordo com o parecer de Winston Neil Alencar, presidente da Comissão Especial de Defesa do Consumidor do Conselho Federal da OAB, “a ação deve ser baseada no descumprimento da lei que instituiu a Anac e no desconhecimento técnico da área por seus diretores, conforme demonstra o caos aéreo”. Ainda segundo o autor da proposta, a ação civil pública tem fundamento, principalmente, porque os diretores da Anac, incluindo seu presidente, não têm embasamento técnico para a função, conforme determina a lei que criou o órgão. O jornal "O Estado" publicou reportagem (26/7) mostrando que apenas um dos cinco principais diretores da Anac é do setor aéreo. Os outros cargos foram preenchidos por indicação política ou apadrinhamento.
Nesse processo de “apagão”, o brigadeiro José Carlos Pereira, presidente da Infraero, foi informado na manhã de 26/07 que teria de deixar o cargo, segundo noticiou a "Folha", de Brasília. A saída de José Carlos faz parte de um esforço do Planalto para mostrar uma reação à crise, uma vez que ele foi o responsável pela administração e pelas obras de ampliação e reforma dos aeroportos brasileiros e cujo estado da pista de Congonhas pode ter contribuído para o acidente do avião da TAM. Indagado sobre o caos que atinge os aeroportos brasileiros e sobre sua permanência na Infraero, o brigadeiro José Carlos disse que, "os pepinos fazem parte da vida, certo? O importante não é o pepino. O importante é saber lidar com o pepino, saber cozinhar o pepino, cortá-lo corretamente. É ter inteligência para trabalhar com os pepinos” (grifamos). Com essa “receita” ele, por certo, trouxe nuvens negras ao (seu) “céu de brigadeiro”.
Finalmente, em um dos trechos de seu discurso, Jobim disse: “Vamos enfrentar os problemas que estamos vivendo, enfrentá-los na perspectiva de uma grande união nacional para mostrar exatamente ao país, ao povo brasileiro, que é nosso comandante, e ao mundo que o Brasil veio para ficar e veio para ter voz, para definir prioridades e saber que é uma grande nação. A história não registra e não grava boas intenções, a história registra o que fazemos e o que deixamos de fazer. Ela não aceita explicações” (grifamos).
A posse de Jobim não ficou restrita ao noticiário nacional. O jornal “New York Times” afirmou que o treinamento jurídico de Jobim, "um respeitado ex-presidente da Suprema Corte e ex-ministro da Justiça", deve ajudar o governo Lula a lidar com as questões legais decorrentes do acidente com o Airbus da TAM (...) "o segundo grande desastre aéreo em menos de dez meses no Brasil". O texto lembra ainda que Jobim é do PMDB, partido da base aliada do governo Lula.
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Contudo, perguntamos: ao assumir o Ministério da Defesa, Nelson Jobim estaria em “defesa” do governo Lula, haja vista sua experiência parlamentar e “treinamento jurídico” ou se, de fato, ao assumir a pasta e mesmo com “carta-branca”, ele seria mais um “mensageiro” a não “colocar o guizo no pescoço do gato”, nas questões da crise aérea brasileira?
Vamos aguardar!
E que não esperemos até um novo Pan, um “novo” TAM, um novo Renan!!!
[1] “Soneto da Separação”; (Vinícius de Moraes).
[2] Nas eleições de 2002, Nelson Jobim teria planejado concorrer na chapa do então candidato a presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, como vice-presidente. Porém, as negociações não evoluíram junto aos partidos, naquela oportunidade.
[3] Milton Zuanazzi, é afilhado político da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia.











