PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quarta-feira, agosto 01, 2007

LULA [In:] "TEMPO PARA PLANTAR, TEMPO PARA COLHER..."



Está virando rotina. Primeiro, no Maracanã. Depois, no Nordeste. Agora, em Mato Grosso. Por onde passa, Lula vai encontrando grupos e grupelhos dispostos a vaiar e vociferar contra seu governo. Até as faixas de “Fora, Lula”, veja você, começam a seguir-lhe os passos. Na seqüência do “maracanaço”, o presidente acusara o golpe. Revelara-se machucado com as seis rodadas de apupos com que fora brindado na abertura do Pan. Hoje, parece acostumado à zoeira. Nesta terça-feira (31), de passagem por Cuiabá (MT), arrostou novos protestos. Recebeu-os ora com gracejos ora com laivos de irritação. Na fase da pilhéria, disse que, graças à generosidade divina, possui duas orelhas –uma para ouvir as vaias e outra para escutar os aplausos (assista). Nos instantes em que fez cara feia, discorreu sobre “o lado mesquinho da política”. Afirmou coisas assim: “Se alguém acha que, com estupidez, vai atrapalhar o que a gente considera que precisa ser feito pode tirar o cavalo da chuva. (...) Eu sei que incomoda o fato de eu ter um diploma primário e um curso de torneiro mecânico”. Durante todo o tempo, insinuou que os que o reprovam são os bem-nascidos. Tratou de jogá-los contra os despossuídos. “A democracia pressupõe que o pobre tenha direito ao programa Bolsa Família e à reforma agrária. (...) Esse presidente tem tanto medo de manifestações que em 1975, quando diziam que era proibido fazer as greves, eu fazia. Não vão deixar o Lula dentro de gabinete, meu maior prazer é ficar no meio de vocês”. Ao tempo em que fazia oposição ao governo de Fernando Henrique Cardoso, o petismo e os agrupamentos que orbitam à sua volta mantiveram, a certa altura, uma política de adesão sistemática às tentativas de atear fogo ao quadro político. Os movimentos sociais vaiavam, a CUT tornou-se abre-alas do “Fora, FHC”, políticos do PT questionavam a legitimidade do presidente. Com seu o PT trabalha contra os próprios interesses. Na presente brigalhada entre partidos, pessoas, grupos e grupelhos acomodados — e mal — no condomínio do poder, o PT mais uma vez se deixou levar por seus reflexos condicionados. Não resistiu a aproveitar-se da ocasião para abraçar a causa de uma CPI no Congresso — ainda que uma CPI tão carregada de suspeitas manobras e particulares objetivos que de saída punha em dúvida a sinceridade dos alegados propósitos moralizadores. A atmosfera de histeria não combinava com o estágio do PT. O partido triunfava nas eleições municipais e estaduais. Credenciava-se para o vôo presidencial de 2002. Criou-se ali o padrão a tática da histeria como estratégia política de oposição. A mesma estratégia que começa a ser insinuada agora, ainda que de modo incipiente. Lula colhe hoje aquilo que o PT plantou ontem. A democracia, com seus meandros e suas alternâncias, é uma escola inestimável. Folha Online, Escrito por Josias de Souza. Foto Ricardo Stuckert/ABr.

RICARDO TEIXEIRA: SELEÇÃO BRASILEIRA [''UMAS & OUTRAS'' (hic!)]

Ricardo Teixeira: houve bebedeira na Copa de 2006



Zurique - Em um desabafo pouco habitual, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, revelou na noite de anteontem alguns dos motivos que, acredita, levaram a seleção brasileira ao fracasso na Copa da Alemanha. Ele acusou alguns jogadores até de chegarem bêbados na concentração, ao se reapresentarem após as folgas. Em uma conversa entre Rui Rodrigues, representante da agência MPM - que organiza a candidatura do Brasil à Copa de 2014 -, e da qual participou o Estado, no lobby de um hotel em Zurique, Teixeira não economizou críticas a um grupo de jogadores, ainda que não fizesse menção aos nomes dos indisciplinados. "Tinha jogador que chegava entre 4 e 6 horas da manhã, bêbado", afirmou. O Brasil decepcionou na Copa de 2006 e irritou os torcedores, principalmente em relação ao comportamento de algumas estrelas. Já durante a preparação na cidade suíça de Weggis, o clima era mais de festa que de treinamento, com ingressos sendo vendidos por até US$ 100,00 para ver Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Roberto Carlos e cia. darem voltas no campo. "Era óbvio que aquilo não ia funcionar. Como é que ninguém via isso?", disse Teixeira. O desabafo do dirigente foi em seguida a um comentário sobre a "coragem'' do técnico Bernardinho, da seleção masculina de vôlei, de cortar o capitão Ricardinho, um dos melhores jogadores do mundo, às vésperas do Pan. Ainda assim o Brasil conquistou a medalha de ouro. Sem citar nomes, o presidente da CBF insinuou que o comando da seleção de futebol na Alemanha não era firme - o técnico era Carlos Alberto Parreira. A escolha de Dunga para suceder Parreira teria a função de corrigir esses e outros erros. "Por isso é que eu preciso de disciplina e esse é o papel do Dunga''. Teixeira ainda deu a entender que não teria qualquer problema se Dunga deixasse de vez de convocar o atacante Ronaldo. "Com quantos anos está Ronaldo hoje''? Com quantos ele estará em 2010 na Copa? É só isso que eu tenho a dizer. No Mundial da África do Sul, o atacante estará com 33 anos. "Temos de encontrar outro Ronaldo. O presidente da CBF disparou, ainda, contra a então condição física do Fenômeno. "Como é que um atleta pode chegar a uma copa pensando 98 quilos? Eu tenho quase isso e não sou atleta, afirmou. Durante a Copa, o peso de Ronaldo - que estava visivelmente com alguns quilos a mais - foi tratado como um segredo de estado.O presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, chefe da delegação brasileira na Copa da Alemanha, afirmou não ter conhecimento dos excessos alcoólicos dos jogadores. "Se isso aconteceu eu não vi, porque a comissão técnica deve ter escondido muito bem esses ocorridos, até mesmo do chefe da delegação.?? Ronaldo foi procurado por meio de sua assessoria de imprensa, mas não se pronunciou. Parreira, atual técnico da África do Sul, não foi localizado. Estadão, Jamil Chade e Almir Leite. Foto matéria.

CONGRESSO NACIONAL/RENAN CALHEIROS: ['RIP']


O Congresso retoma suas atividades, nesta quarta-feira (1), sob a mesma atmosfera envenenada que marcou o início do recesso parlamentar, em 18 de julho. No centro da discórdia encontra-se, de novo, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado. A oposição dispõe-se a votar duas medidas provisórias sobre as quais já há acordo. Depois disso, deflagrará uma “operação padrão” até que seja concluída a investigação do Renangate. “Votadas as duas MPs, tudo volta ao compasso de espera de antes”, disse ao blog o senador José Agripino Maia (RN), líder do DEM. Ele acrescenta: “Ninguém pense que as coisas estão normais. Não estão normais, não senhor. Temos que dar uma demonstração ao país de que o Senado não está em paz. Os Democratas e o PSDB vão fazer operação padrão, padroníssima, até que o processo do senador Renan Calheiros seja votado, para absolver ou para condenar.” Mantém-se também na Câmara a animosidade em relação a Renan Calheiros. Além do Senado, ele preside o Congresso. E os deputados oposicionistas –à frente Fernando Gabeira (PV-RJ) e Chico Alencar (PPS-RJ)—consideram que, enquanto perdurarem as suspeitas contra Renan, o senador não tem legitimidade para presidir as sessões conjuntas do Legislativo. Antes do início do recesso parlamentar, realizou-se no gabinete do senador Aloizio Mercadante uma reunião de líderes partidários. Ali, celebrou-se um acordo para votar no Senado a medida provisória que cria o Estatuto das Micro e Pequenas Empresas. A proposta interessa à oposição, que se dispôs a aprová-la. Para chegar ao projeto das micro e pequenas empresas, o Senado precisa votar, obrigatoriamente, uma outra medida provisória. Está acomodada no primeiro lugar da pauta de votações. Trata da divisão da estrutura do Ibama, por meio da criação do Instituto Chico Mendes. Votados esses dois projetos, inicia-se aquilo que Agripino está chamando de “operação padrão”. Algo desastroso para o governo, que deseja ver votadas matérias consideradas essenciais –a prorrogação da CPMF e da DRU, por exemplo. Nem todos os partidos que se desejam ver elucidado o Renangate estão dispostos a aderir à operação tartaruga. “Nós não estamos nessa”, diz, por exemplo, o líder do PSB, Renato Casagrande. Ele é um dos relatores do Conselho de Ética do Senado. Durante o recesso, empenhou-se para remeter à Polícia Federal os documentos necessários à realização da perícia que avaliará a consistência da defesa do presidente do Senado. “Meu partido está muito empenhado, tem uma posição bastante firme em relação a esse processo de investigação do Renan”, diz Casagrande. “Mas não queremos contaminar o Senado inteiro com esse tema. Achamos que é possível manter a atividade legislativa.” O problema é que, ainda que outras legendas adotem o mesmo comportamento do PSB, nada andará no Senado se DEM e PSDB, as duas maiores legendas da oposição, mantiverem de pé a deliberação de criar problemas no plenário. De resto, o Senado observa, com um pé atrás, o comportamento de Renan Calheiros. O próprio Casagrande pondera: “Tivemos problemas antes do recesso. Houve um momento em que pareceu que o Renan desejava interferir no processo, para atrasar as investigações. Depois, ele transferiu para o vice-presidente do Senado [Tião Viana] a atribuição de deliberar sobre os todos os assuntos relativos à investigação. Se o Renan mantiver uma posição equilibrada, sem tentar usar o cargo de presidente para atrapalhar o andamento do processo, achamos que é possível dar seqüência às votações em plenário, para não contaminar o Senado todo”. Escrito por Josias de Souza, Folha Online.

PAULO MEDINA: "NO OLHO DO FURACÃO"

CNJ abre processos administrativos contra Medina e mais três magistrados

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) determinou nesta terça-feira a abertura de processos administrativos contra o ministro afastado do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Paulo Medina e mais três denunciados por suposto envolvimento com a máfia que comprava sentenças para favorecer casas de bingo e caça-níqueis. As acusações vieram à tona durante as investigações da Operação Hurricane (furacão), realizada pela Polícia Federal. Por ordem do CNJ, os quatro investigados devem ser afastados de suas funções, enquanto as acusações estiverem sendo apuradas. Medina e o juiz Ernesto Dória, do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Campinas (95 km de SP), já estavam afastados dos cargos. Mesmo afastado, Medida continua recebendo seu salário de R$ 23.275. O CNJ se reuniu sigilosamente na tarde desta terça-feira para analisar os quatro casos. Além de Medida e do juiz Ernesto Dória, também serão investigados pelo órgão os juízes José Eduardo Carreira Alvim --que estava de férias-- e José Ricardo de Siqueira Regueira --que continuava na ativa. Outra decisão tomada hoje pelo conselho é que todos processos administrativos e sindicâncias que estejam em tramitação em outros órgãos deverão ser suspensos. É que o CNJ concentrará os dados e, portanto, as informações reunidas em outras instituições, que deverão remeter para o conselho o que for investigado. O sub-procurador da República Roberto Gurgel, do Ministério Público Federal, elogiou as decisões anunciadas hoje pelo CNJ. "É extremamente importante porque efetiva o órgão como [órgão] de controle externo", disse ele. "Para o Ministério Público está claro que houve a participação do ministro Paulo Medina com a organização criminosa." Para o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, que defende o ministro Medina, a decisão não vai interferir nos rumos das investigações que já estão em curso. "Não há absolutamente mudança alguma. O processo que nos interessa é quando o caso for para o STF (Supremo Tribunal Federal)", disse o advogado, que participou da reunião do CNJ em Brasília. Até a decisão do CNJ, o STJ examinava se deveria ser instaurada uma sindicância interna --conduzida pelos ministros Gilson Dipp, Denise Arruda e Maria Thereza Assis Moura. Eles teriam até o final de agosto para definir se havia ou não elementos para investigar Medina. Renata Giraldi, Folha em Brasília.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Caixa-preta aponta que piloto não conseguiu desacelerar Airbus. SÃO PAULO - O piloto e o co-piloto que faziam o vôo 3054, que caiu após uma tentativa frustrada de pouso no dia 17 de julho no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, perderam o controle do Airbus da TAM, segundo dados da caixa-preta divulgados pelo jornal Folha de S.Paulo nesta quarta-feira, 1º. "Reverso um apenas." Segundo as gravações do diálogo entre o piloto e o co-piloto, eles sabiam que apenas um reverso estava funcionando no momento do pouso da aeronave. Em seguida, eles dizem "Spoiler nada", se referindo ao fato dos freios que ficam na parte de cima das asas da aeronave também não estarem operando corretamente. "Desacelera, desacelera, desacelera!" e "Não dá, não dá, não dá", são as frases que antecedem ao apelo, já divulgado anteriormente de "Vira, vira, vira", feito por um dos pilotos. Os dados das caixas-pretas foram entregues na terça-feira, 31, aos deputados da CPI do Apagão Aéreo, que, nesta quarta, às 9 horas, têm uma reunião fechada com os representantes do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), o brigadeiro Jorge Kersul Filho, e o tenente coronel aviador, Fernando Silva Alves de Camargo. Estadão.
Dados de caixa-preta podem aliviar pressão sobre governo, diz jornal. A possibilidade de que a caixa-preta do Airbus-A320 da TAM, que bateu em um edifício também da TAM no mês passado e que deixou 199 mortos, mostre que o acidente ocorreu devido a falha do piloto pode aliviar a pressão sobre o governo, "que muitos brasileiros ainda culpam pelo pior desastre aéreo do país", segundo reportagem desta quarta-feira no diário americano "The Washington Post". Fontes ouvidas pelo jornal disseram ao "WP" que os investigadores trabalham com a hipótese de que o piloto do avião tenha ajustado incorretamente um dos manetes (alavancas de controle das turbinas), o que explicaria o desvio na pista molhada. Desde o acidente, ocorrido no dia 17 de julho, o governo brasileiros tem recebido duras críticas pelo que muitos chamaram de "acidente esperando para acontecer", diz o "WP". "Familiares das vítimas têm feito protestos contra um governo que acreditam ter ignorado os claros sinais de perigo e negligenciaram as melhorias necessárias no aeroporto mais movimentado da América Latina", diz a reportagem. Folha Online.
13 pilotos relataram pista escorregadia antes de acidente. BRASÍLIA - Nos dia 16 e no dia 17 de junho, quando houve o acidente com o Airbus 320 da TAM, em que morreram 199 pessoas, 13 pilotos relataram às torres de controle situações de perigo na pista principal do Aeroporto de Congonhas. Entre elas, relataram que se encontrava "molhada e escorregadia", "abaixo do mínimo para pouso", "levemente escorregadia", "escorregadia", "muito escorregadia", e "escorregadia com aquaplanagem". As ocorrências foram entregues ao comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, que as enviou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo. Pelo conteúdo do relatório, verifica-se que funcionários fizeram pouco caso das advertências. A Infraero chegou a pedir no dia 15 que fossem feitas vistorias e informada a existência de lâmina de aquaplanagem na pista, logo depois do alerta de pilotos que pousavam. De acordo com os documentos enviados pela Aeronáutica, uma equipe comandada pelo supervisor Lucas, no entanto, concluiu, sem maiores detalhes, que a vistoria não era necessária. João Domingos e Luciana Nunes Leal, do Estadão.
Comissão deve sugerir que assessor de Lula não seja grosseiro em público. A Comissão de Ética Pública, vinculada à Presidência da República, deve divulgar nesta quarta-feira a avaliação do órgão sobre os gestos obscenos feitos por Marco Aurélio Garcia, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e sugerir que Garcia não aja mais de modo grosseiro publicamente. O assessor deve receber hoje a recomendação da comissão sobre o comportamento impróprio a um servidor público. Sem poderes punitivos, o órgão pode apenas fazer recomendações. Os conselhos orientam a conduta a ser seguida pelos servidores federais. da Folha Online, em Brasília; da Folha de S.Paulo, no Rio.
Jobim diz que ainda não tem nome do substituto de Pereira na Infraero. Há uma semana no cargo, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta quarta-feira que ainda não tem o nome escolhido daquele que vai presidir a Infraero. Ele disse que está examinando as possibilidades. Mas já descartou a permanência na função do atual presidente do órgão, brigadeiro José Carlos Pereira. De acordo com o ministro, não há data para anunciar a substituição. Jobim reafirmou também que o Ministério da Defesa vai construir um terceiro aeroporto na região metropolitana de São Paulo. Mas deu a entender que é uma medida que vai ser executada a longo prazo. De acordo com ele, os estudos consideram o aumento da demanda do setor aéreo com perspectivas até 2020. Ele destacou que esta "não será uma medida emergencial". Renata Giraldi.

"BAHAMAS" NO BRASIL: IMORALIDADE TRIBUTADA...

''Sou imoral, mas pago impostos''



O empresário Oscar Maroni Filho, proprietário da casa de diversões masculinas Bahamas, na zona sul de São Paulo, é uma figura polêmica que fala abertamente daquilo que outros mantêm em segredo. Define-se como um "empresário do erotismo", antes de emendar que já dormiu com 1.500 mulheres. Foi processado sete vezes por facilitação à prostituição e preso em três ocasiões, mas foi absolvido em todos os casos. "Eu sou imoral, devasso, depravado, se você preferir, mas pago meus impostos e estou em situação legal", afirma. Tanta controvérsia em uma mesma pessoa o transformou no bode expiatório ideal do acidente com o Airbus A320 da TAM, com 199 mortos. Cinco dias depois do acidente, Maroni recebeu a visita do subprefeito da Vila Mariana, Fabio Lepique, junto com uma equipe de fiscais, para fazer a medição do Oscar's Hotel, prédio vizinho ao Bahamas, que começou a ser construído em 1999. Acompanhava os fiscais da subprefeitura uma equipe de televisão. Maroni estranhou a visita. Afinal, ele aguardava desde outubro de 2005 uma definição da Prefeitura sobre a situação do prédio. O problema não era a altura do imóvel, 50 centímetros abaixo do que o limite de 47,5 metros autorizado pela Aeronáutica. Assim como mais da metade dos imóveis na cidade, o projeto original tinha problemas com as leis urbanísticas. A interligação da área do hotel com uma cozinha construída no prédio vizinho de três andares e o Bahamas não estava no projeto original. O empresário procurava a anistia do imóvel apoiado em uma lei aprovada em 2003. O pedido foi apresentado à Secretaria de Habitação, que havia um ano e nove meses não tomava uma decisão a respeito da regularidade do imóvel. Tamanha lentidão levou o empresário a entrar com um pedido de tutela antecipada na Justiça - obtido em maio -, para evitar que a Prefeitura tomasse qualquer medida contra as obras. A burocracia municipal só começou a funcionar depois do acidente da TAM. Na quinta-feira, quatro dias depois de um piloto criticar a altura do prédio na televisão, o prefeito, dois secretários e um subprefeito foram embargar as obras pessoalmente. No sábado, o prefeito Gilberto Kassab deu cinco dias para que o empresário adotasse as providências legais para demolição do hotel. O despacho acaba com a chance de o prédio ser regularizado na Prefeitura.O prefeito alega que o prédio ultrapassou o limite máximo de aproveitamento do solo permitido na Lei de Zoneamento, além de o IV Comando Regional da Aeronáutica (IV Comar) ter autorizado a construção com base em uma atividade diferente da apresentada à Prefeitura. O IV Comar rejeitou inicialmente a construção de um flat residencial em dezembro de 1999, mas autorizou a obra em maio de 2000, após Maroni apresentar um projeto de tratamento acústico e de iluminação no topo do prédio. "A ausência de despacho significa que ele já estava indeferido. Foi constatada a irregularidade de 2 mil metros quadrados a mais do previsto pelo projeto e quando houve a denúncia do piloto (exibida pelo 'Fantástico', da TV Globo) mostrando que o prédio diminuía a área de funcionamento da pista de pouso em 130 metros, fomos identificar as razões da denúncia e constatamos que o cidadão (Maroni) cometeu fraudes. Nossa proposta é a demolição do prédio", disse Kassab, ontem. O desembargador Venício Salles, do Tribunal de Justiça (TJ), vê a movimentação do prefeito com preocupação. Em maio deste ano, Salles concedeu a Maroni a tutela antecipada garantindo ao empresário a permanência das obras. "Pelas informações que colhemos até agora, o empresário tem o direito a ser anistiado", afirma Salles. Antes de tomar a decisão, Salles ligou para o comando da Aeronáutica, que garantiu que o hotel não colocava os aviões em risco. A polêmica em torno do prédio dizia respeito a questões de zoneamento, às quais a legislação da anistia previa perdão. "Atualmente, dois terços da cidade são irregulares. As leis são complicadas, incompreensíveis e dificultam a legalização", afirma Salles. No despacho em que concedeu a tutela antecipada a Maroni, o desembargador escreveu: "Quanto ao descabido emparedamento ou colocação de pedras de concreto que seguramente recebem aplausos daqueles que apoiaram o resultado do julgamento de Jesus, o ato não encontra apoio ou fundamento na Carta Maior".Segundo Salles, o lacre - previsto para empreendimentos que já estão funcionando, o que não é o caso do hotel - não poderia ter sido feito se a decisão tivesse sido tomada a partir do indeferimento da anistia. Justamente o argumento da Prefeitura. "Caso tenha acontecido isso, houve um descumprimento da ordem judicial por parte da Prefeitura, que deve ser acionada no Ministério Público", afirma Salles. Alexssander Soares e Bruno Paes Manso, Estadão. Foto Niels Andreas/AE.

LULA: "VAIAS À PARTE..."

Lula diz que vaias não vão afastá-lo das ruas e lança desafio


CUIABÁ - O presidente Lula afirmou nesta terça-feira, 31, em Cuiabá que as vaias não vão afastá-lo das ruas. Disse que vaias não o intimidam e não vão trancá-lo em seu gabinete no Palácio do Planalto. Ele chamou para o desafio brasileiros que o têm vaiado. "Se quiserem brincar com a democracia, ninguém sabe nesse País colocar mais gente na rua do que eu", declarou o presidente em auditório fechado do Centro de Eventos do Pantanal, onde anunciou para mil convidados - rigorosamente selecionados e que muito o aplaudiram -, a liberação de R$ 521, 5 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para obras de saneamento básico no Mato Grosso. Os apupos que provocaram a reação presidencial têm se repetido desde a abertura dos Jogos Pan-Americanos do Rio, quando Lula foi vaiado seis meses e desistiu de fazer o discurso de abertura. Nesta terça, as vaias partiram de um grupo de manifestantes que foram barrados em um trevo de acesso a 300 metros da solenidade. O comboio presidencial passou à toda por eles. Entre 60 a 70 pessoas, segundo cálculos da organização do movimento denominado "Eu também vou vaiar Lula", receberam Lula com gritos e assobios. Elas distribuíram adesivos e camisetas com a frase que marca o protesto. A assessoria do presidente contou "uns 8" opositores. "O recado foi dado", disse Flávia Salem, empresária de comunicação e coordenadora do movimento. "Estamos com a alma lavada porque vaiamos muito, mas muito mesmo, até cansar, e é claro que o presidente ouviu e por isso ficou tão incomodado. Não fosse o medo de represálias, a mobilização teria sido 10 vezes maior. Inclusive muito servidor público queria ter participado." "Se alguém acha que com estupidez vai atrapalhar que a gente faça o que precisa ser feito pode tirar o cavalo da chuva", retrucou Lula, já na cerimônia do PAC que reuniu deputados, senadores, prefeitos e o governador Blairo Maggi (PR). "Ninguém vai me ver de cara feia por isso. Podem ficar certo meus companheiros e companheiras que ninguém vai ficar com saudade de ver o Lula na rua. As ruas desse País de 8,5 milhões de quilômetros quadrados eu vou visitá-las quase todas nesse mandato. Com a democracia não se brinca, o que vem depois dela é sempre muito pior." Acredita ter identificado quem o hostiliza. "Os que estão vaiando são os que mais deveriam estar aplaudindo. Foram os que ganharam muito dinheiro nesse País no meu governo. É só ver quanto ganharam os banqueiros os empresários."
Lula explicou que não é medo de vaia que o fez realizar a solenidade em um ambiente só para convidados, longe dos oponentes. "Estou fazendo esse ato aqui, em lugar fechado, porque é um ato institucional, que envolve dinheiro público, prefeitos, deputados. Eu não estou fazendo comício." Mirou novamente quem o vaia. "Não conheço um deles que tem uma biografia que lhe permita sequer falar em democracia nesse País. E eu conheço muitos deles. "Apontou o que considera causa da inquietação rival. "Você imagina eu, um homem que tenho como formação máxima da minha vida um diploma primário e um curso de torneiro mecânico. Quando eu terminar meu mandato em 2010 vou passar para a história como o que mais fez universidade federal nesse País. Além disso, em 97 anos fizeram 140 escolas técnicas. Em 8 anos vamos fazer 160. Isso deve incomodar a muita gente."
Falou de mesquinharia na política e atacou Geraldo Alckmin (PSDB), que com ele disputou a Presidência em 2006. "A política tem um lado mesquinho, um lado pequeno. Quem perde fica dentro de casa acendendo vela cabeça de galo, cabeça de urubu, fazendo coisa para que não dê certo. Mas isso é de uma imbecilidade total, chega a ser uma coisa quase que insana. Acho um exagero a quantidade de mesquinharia que se fala numa campanha. Fui quase um gentleman na disputa com o meu adversário. Ele, que era um gentleman, virou quase que coisa louca na TV, brabo, nervoso. Terminadas as eleições é preciso a gente dar um tempo para o País. que o País tenha um tempo de governabilidade." Previu "uma guerra" em 2008, nas eleições municipais. "Vai ter disputa para prefeito agora, daqui a um ano começa a guerra, todo mundo xinga todo mundo, tem vereador, tem um monte de coisa. Acabou as eleições todos precisamos torcer para que o eleito consiga fazer alguma coisa para melhorar. O que eu ganho torcendo contra? Não posso ser mesquinho nesse ponto."
Lula prometeu "continuar sua trajetória", independente de vaias, e assegurou que tem amigos no PSDB e que está acima de diferenças político-partidárias. "Tenho um compromisso, tenho data definida para deixar o mandato, tenho consciência do que queremos fazer e vamos fazer sem nenhuma preocupação.Todo mundo sabe das relações que eu tenho com o PSDB na maioria dos Estados. Sou amigo de muita gente do PFL e de outros partidos. Não consigo misturar minha relação pessoal com questão partidária, mas tem gente que não pensa assim. Essa gente fez a Marcha com Deus pela Liberdade em 64 que resultou no golpe militar, essa gente que pensa assim levou o Getúlio Vargas ao suicídio, levou João Goulart a renunciar, ficou contente com 23 anos de regime militar e está incomodada com a democracia porque a democracia pressupõe o pobre ter direito, ter Bolsa Família sim." Anunciou, por fim, que voltará ao Mato Grosso muitas outras vezes, inclusive para pescar com Blairo Maggi no rio Cuiabá. "Não tentem achar que, vendendo notinha para os jornais de que vai ter manifestação contra o presidente em tal lugar, que o presidente vai deixar de ir. Esse presidente tem tanto medo que, em 1975, quando diziam que a porta da Volks estava cheio de militar para não deixar fazer assembléia, aí é que eu levantava às 4 da manhã para fazer assembléia. Quando diziam que era proibido fazer as greves eu ia fazer as greves." Por fim, até fez elogios ao Parlamento. "Quando vejo gente criticar o Congresso, com todos os defeitos que possa ter o Congresso, eu ponho a mão para o céu todo dia e agradeço a existência dele porque sem ele esse País era muito pior." Fausto Macedo, do Estadão. Foto Filipe Araújo/AE.

terça-feira, julho 31, 2007

XÔ! ESTRESSE [In:] "EM ALGUM LUGAR NO PASSADO..."










[Chargistas: Glauco, MJacobsen, Frank, Ique, Aliedo, Sponholz].

LULA & VAIAS: "ORQUESTRAÇÃO" DA OPOSIÇÃO [!]

Orelhas são para vaias e aplausos, diz Lula


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (31) que não se incomoda em escutar vaias. “Deus fez o homem perfeito, com duas orelhas, uma para ouvir as vaias e a outra pra ouvir aplausos”, disse, em cerimônia em Cuiabá, onde anunciou recursos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na área de saneamento básico. Após a solenidade, o presidente seguiu para Campo Grande, onde também deverá anunciar verbas do PAC. Vaiado na abertura dos jogos Pan-americanos, no Rio de Janeiro, Lula disse nesta terça que não vai se intimidar com esse tipo de protesto e continuará “percorrendo o Brasil”. “Os que estão vaiando deveriam estar aplaudindo porque ganharam muito dinheiro no meu governo”, disse, referindo-se a banqueiros e empresários. Ele considerou as críticas e vaias como atos “insanos”. Segundo Lula, na política, “quem perde fica em casa acendendo vela, tudo para não dar certo”. Na cerimônia, o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), afirmou que agiu para impedir um protesto que seria realizado por militantes tucanos contra o presidente Lula. Dirigindo-se ao presidente, que acompanhava o discurso do prefeito, Santos disse ser contra o protesto, uma vez que Lula estava na cidade para anunciar recursos para o estado. Afirmou ainda que o grupo que pretendia vaiar Lula em Cuiabá era tão pequeno que "não daria nem para formar um time de futebol de salão". O presidente também falou sobre a pobreza. "A periferia desse país empobreceu. Há 40 anos, São Paulo tinha duas favelas. Hoje, tem 700". Na cerimônia, Lula prometeu anunciar mais recursos para investimentos em transportes no estado, em hidrovias e ferrovias. Os ministros Márcio Fortes, das Cidades, e Dilma Rousseff, da Casa Civil, acompanham o presidente na viagem. A comitiva deve retornar a Brasília ainda nesta terça. G1, TV Centro América. Foto vídeo-matéria.

BRIGADEIRO PEREIRA & INFRAERO: CAI-NÃO-SAI

''Pode até ser que eu tenha errado''

Uma hora antes de o governo anunciar a sua demissão da presidência da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), o brigadeiro José Carlos Pereira demonstrava a mesma serenidade vista em outros episódios da crise aérea. Alheio às manchetes dos portais de notícias, que a essa altura já davam como certa sua saída da estatal, Pereira acertava os últimos detalhes da exposição que faria na reunião do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac). ''''Estou ansioso'''', admitiu. ''''Não pelo meu futuro, mas para saber o que vai sair dessa reunião''''. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida por J. Carlos ao Estado.
O sr. continua na Infraero? Não sei, rapaz. Ainda não fui comunicado sobre nada, continuo aqui na empresa. Trabalhei quatro anos no Palácio do Planalto, sei muito bem como funciona a máquina e é evidente que, numa hora dessas (de crise), é necessário mudar. Isso existe mesmo. Pode até ser que eu tenha errado em algum momento, mas mudanças fazem parte da administração pública. Há pessoas que saem magoadas, mordendo a porta. Quem faz isso não deveria ter ocupado essa função.
Na semana passada, o governo anunciou a transferência de diversos vôos para Cumbica. O aeroporto suporta essas mudanças? Agüenta sim. Claro que o aeroporto precisa de alguns ajustes, muitos já estavam programados, outros eu mandei fazer. Na Asa C, por exemplo, rearrumamos os balcões de check-in, as filas estão menores, acho que o saguão ficou mais balanceado. Campinas, daqui a uns 40 dias, também terá condições de receber mais vôos. Ainda precisa de alguns ajustes, mas vai ficar pronto a tempo. Agora, isso tudo é emergencial. Pode ficar assim 2, 3 anos. Mas precisamos de planejamento, novos aviões estão chegando, as empresas estrangeiras querem operar mais aqui.
A crise se arrasta há mais 10 meses. O governo não demorou demais para agir? Claro que sim! Deveríamos ter tomado providências há 11 meses, não tenha dúvidas.
O sr. tem demonstrado desapego ao cargo. Mas há outros órgãos ligados à aviação cujos integrantes não têm a mesma posição. É falta de espírito público? Acho que sim. Isso (espírito público) é uma coisa em falta hoje em dia. As pessoas estão muito preocupadas com suas carreiras, que cargos vão ocupar. Não ligo para isso.
Caso deixe a presidência da Infraero, pretende continuar morando em Brasília? Ainda não sei. Sou de Salvador, minha mulher é do Rio Grande do Norte, mas gostamos mesmo é do Rio. É capaz que eu fique alguns dias por aqui (em Brasília) e depois decida o que fazer. Meu lugar é o País, a cidade tanto faz. Bruno Tavares, Estadão.

RENAN CALHEIROS: "ETERNO ENQUANTO DURE"

PF recebe último lote dos documentos de Renan


Brasília - O Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal recebeu ontem o último lote residual de documentos de defesa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que responde a processo por quebra de decoro parlamentar. A entrega do material estava sendo dificultada por órgãos do governo alagoano, controlados por aliados de Renan, e só foi feita, com atraso, mediante pressão do Conselho de Ética, onde corre o processo. Com esses últimos dados, a Polícia Federal acredita ter condições de concluir até o próximo dia 14 o laudo que vai atestar se existiram as operações de venda de gado e, ainda, se o senador recebeu ou não a ajuda de um lobista para o pagamento de contas pessoais. Para o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o futuro político de Renan dependerá do laudo dos peritos da Polícia Federal. "Se o resultado for contra ele, dificilmente terá os votos necessários para manter o mandato", previu. O motivo, segundo o parlamentar goiano, é que a existência de notas frias, de operações falsas de compra e venda de gado ou de qualquer outro perjúrio resultará na constatação de que o senador não respeitou o decoro do cargo. Demóstenes acha importante que os peritos procedam ao teste da contemporaneidade nos recibos assinados por Renan. A avaliação mostraria se as datas dos documentos coincidem com as de venda do gado ou são posteriores. Determinada há três semanas, a perícia da PF só começou na última quarta-feira, porque os documentos - notas fiscais com os canhotos, recibos, guias de transporte de animais, declaração de renda e outros papéis - foram entregues a conta-gotas. O laudo é decisivo para o julgamento do processo. O senador alega inocência e já reiterou diversas vezes que não vai renunciar à presidência do Senado nem ao mandato. A existência de notas fiscais frias, inclusive de empresas que nem sequer existem, entre os documentos entregues à perícia, no entanto, pode complicar a defesa de Renan. Entre os papéis colocados sob dúvida estão notas emitidas pelos frigoríficos GF Silva e Carnal Carnes, cujas inscrições na Fazenda estadual estavam extintas na época das operações.Os documentos dessas duas empresas, por sinal, já haviam sido reprovados em laudo parcial feito pela Polícia Federal em 19 de junho.Ao todo, foram formulados 30 quesitos sobre a evolução patrimonial do presidente do Senado, sobre seus rendimentos agropecuários e sobre a autenticidade dos documentos. Caso fique constatado que o senador mentiu, ele pode ser cassado e ter os direitos políticos suspensos por oito anos. Estadão, Vannildo Mendes. Foto matéria.

JOBIM & GOVERNO LULA: AFINADO COM O PMDB/SERRA


O ingresso de Nelson Jobim no governo modificou o ânimo de Lula em relação à crise aérea. Para o presidente, os primeiros movimentos do novo ministro da Defesa arrancaram o governo do córner. “O Jobim tirou o governo da defensiva”, disse Lula a um auxiliar. O presidente reagiu com menosprezo à informação de que a proeminência do novo ministro começa a provocar ciumeira no PT. Nos subterrâneos, o petismo torce o nariz para a excessiva proximidade de Jobim com o governador tucano José Serra (São Paulo). Aquilo que seu partido vê como um defeito, Lula qualifica como virtude. Numa espécie de auto-elogio, o presidente vangloria-se do fato de ter nomeado Jobim sem se preocupar com o seu perfil político-partidário. Elogia-lhe a capacidade gerencial. E enxerga na amizade com Serra não um problema, mas uma solução. Nesta terça-feira (31), o PT reúne sua Executiva Nacional. O aerocaos é um dos temas da pauta. Alertado a respeito, Lula comentou: “Espero que não façam nenhuma besteira”. Convidado a participar, nesta segunda-feira (30), da reunião semanal da coordenação de governo, no Planalto, Jobim fez um relato da visita que realizara a São Paulo na sexta-feira (27). Rompendo a inércia do petista Waldir Pires, seu antecessor, Jobim visitara o cenário da tragédia do Airbus da TAM. Incluíra na agenda paulistana visitas a Serra, primeiro poítico a quem comunicara a decisão de ingressar no governo, e ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). Retornara a Brasília já decidido a defender duas sugestões que Serra e Kassab haviam feito em carta a Lula: a construção de uma terceira pista no aeroporto de Cumbica (Guarulhos) e a costura de uma parceria entre a iniciativa privada e os governos federal e estadual, para bancar uma linha de trem expresso unindo Guarulhos a São Paulo. De resto, decidira levar ao freezer a idéia, anunciada com pompa em 20 de julho, de construir um terceiro aeroporto em São Paulo. Iniciativa que Serra considerara pirotécnica. Lula renovou ao ministro a carta branca que dera na semana passada, quando o nomeara. Nos próximos dias, Jobim terá, no Rio, uma reunião com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Entre outras coisas, discutirá a hipótese de envolvimento do bancão estatal de fomento na operação do trem expresso. Em privado, Lula revela-se aliviado por ter, finalmente, demitido o amigo Waldir Pires da pasta Defesa. A seu juízo, Jobim já está fazendo, em poucos dias, o que Pires não fora capaz de fazer: unificar o discurso e a linha de ação dos diferentes órgãos que operam no setor aéreo. Sobretudo a Aeronáutica, a Infraero e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). No PT, avalia-se que Jobim foi descortês com Pires ao proferir a frase incômoda: “Aja ou saia; faça ou vá embora”. Lula, de novo, discorda. Acha que, mais do que necessária, a afirmação de autoridade do novo ministro era “indispensável”.Na semana passada, Lula e parte de sua assessoria haviam flertado com a idéia de estimular os dirigentes da Anac a interromper, por meio de uma demissão coletiva, os próprios mandatos, que, pela lei, vão até 2011. Agora, o Planalto passou a considerar a providência momentaneamente desnecessária. Estima-se que, como presidente de um vitaminado Conac (Conselho Nacional de Aviação Civil), Jobim vai ditar os novos rumos da aviação civil. Rumos que, por dever funcional, os dirigentes da Anac não poderão se furtar a seguir. O otimismo do governo encontra-se, naturalmente, pendurado na efetividade das providências recém-anunciadas. Medidas que, por ora, serviram apenas para preencher páginas de jornal e para evidenciar a inação que levou o governo ao córner do qual Lula imagina ter saído. Escrito por Josias de Souza, Folha Online.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Dez dias após anunciar terceiro aeroporto, governo descarta idéia. O governo descartou ontem a possibilidade de construir um terceiro aeroporto em São Paulo, pelo menos a curto prazo. A decisão foi tomada dez dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, terem anunciado publicamente a intenção de o governo federal erguer esse novo aeroporto fora de São Paulo. Ontem, na reunião da coordenação política, no Palácio do Planalto, o presidente aceitou o argumento apresentado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, indicando que o mais conveniente, neste momento, é investir na construção da terceira pista do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos.
Vera Rosa, Leonencio Nossa, Estadão.
Jobim analisa construção de área de escape em Congonhas. BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, admitiu nesta segunda-feira a possibilidade de construção de uma área de escape no aeroporto de Congonhas, onde, no dia 17 de julho, um avião da TAM perdeu o controle e se chocou em um prédio da TAM Express, causando a morte de 199 pessoas. Segundo o ministro, já foram iniciadas conversas com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). "Ampliar a pista (de Congonhas), nem pensar. Mas vamos examinar com o prefeito Kassab, e ele já mostrou disposição para isso, a ampliação da área de escape", disse Jobim em entrevista, depois da primeira reunião do Conselho de Aviação Civil (Conac) presidido por ele. Tânia Monteiro, Ana Paula Scinocca e Luciana Nunes Leal. Estadão.
CPI analisa transcrições da caixa-preta no início da tarde. BRASÍLIA - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo da Câmara dos Deputados vai começar, no início da tarde desta terça-feira, 31, a analisar as transcrições das caixas pretas do Airbus da TAM acidentado no dia 17 de julho. O anúncio foi feito pelo presidente interino da CPI, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na abertura dos trabalhos da CPI. Antes das 10 horas desta terça-feira, Cunha recebeu o áudio dos diálogos mantidos pelos controladores de vôo e os pilotos do avião da TAM. Cunha deve consultar os demais integrantes da CPI sobre o tratamento que dará às informações que estão sendo enviadas pela Aeronáutica. Cunha está no comando dos trabalhos, porque o presidente da Comissão, Marcelo Castro (PMDB-PI) está internado, em Brasília, tratando de uma diverticulite. Denise Madueño, do Estadão.
SERRA Propõe construção de trem de SP a Cumbica. O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), propôs hoje uma Parceria Público-Privada (PPP) para viabilizar a construção de um trem expresso da capital paulista até o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos. A sugestão foi anunciada após reunião com o ministro da Defesa, Nelson Jobim e custaria R$ 3,4 bilhões, dos quais R$ 1,5 bilhão caberia ao governo estadual, R$ 580 milhões ao governo federal e R$ 1,32 bilhão à iniciativa privada. De acordo com estudo da Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos, o sistema ficaria pronto em 2010. Serra defendeu também a implantação de uma pista expressa para ligar a Rodovia dos Bandeirantes ao aeroporto de Viracopos, em Campinas. Para o futuro, o governador propõe que essa pista seja prolongada até a capital paulista, em paralelo à Rodovia dos Bandeirantes. "O Aeroporto de Viracopos é o que tem o maior potencial de expansão no Estado", disse, ressaltando que a médio prazo a ligação ferroviária até o local também poderia ser utilizada. G1.
Fidel deixou Cuba com educação de 1º mundo e PIB do Iraque. A Cuba que o ditador Fidel Castro deixou de administrar há exatamente um ano, quando passou o poder da ilha a seu irmão Raúl, vive uma realidade de grande contradição. Após quase meio século de implementação de um regime socialista, a vida dos cubanos concilia pobreza com desenvolvimento humano considerado alto. O país tem serviços de saúde e educação que estão entre os melhores do mundo, dada principalmente sua universalidade -isto é, abrange quase toda a população. Mas por outro lado a maioria dos cubanos não tem acesso a vários produtos básicos de alimentação e de higiene. Um simples rolo de papel higiênico e sabonete são artigos considerados de luxo pelos cubanos, por causa do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos que a ilha sofre há quatro décadas. Fabio Schivartche e Daniel Buarque. G1.

GOVERNO DA PARAÍBA: CASSADO E INELEGÍVEL

Justiça Eleitoral cassa mandato de governador da Paraíba

O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) da Paraíba cassou na noite desta segunda-feira o mandato do governador do Estado, Cássio Cunha Lima (PSDB), eleito em 2006. Com a sentença, o segundo colocado no pleito, José Maranhão (PMDB), deve assumir o cargo. Lima era acusado de abuso de poder político nas eleições. Segundo o TRE, a FAC (Fundação de Ação Comunitária), ligada à Secretaria do Desenvolvimento Humano do Estado, havia entregue 35 mil cheques à população durante a campanha eleitoral, sem que houvesse nenhuma lei que regulasse a distribuição. A denúncia do MPE (Ministério Público Eleitoral) pedia, além da cassação, a inelegibilidade de Lima por três anos (a partir de 2006) além de uma multa --fixada em R$ 100 mil. Em seu parecer, o relator do processo, corregedor Carlos Eduardo Leite Lisboa, atendeu o pedido dos procuradores dizendo que a finalidade do programa era apenas eleitoreira. Lisboa também estendeu a multa ao presidente da FAC, Gilmar Aureliano de Lima. Dos cinco juízes, apenas um votou contra o relator. Lima ainda pode recorrer junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Folha Online, com Agência Folha.

GOVERNO LULA: "CANSEI" DAS VAIAS!

Manifestações contra Lula preocupam Planalto


Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preocupado com os protestos contra seu governo, mas disse ontem que não vai se intimidar com vaias. Diante de ministros da coordenação política, no Planalto, afirmou que irá ao Rio Grande do Sul e ao Paraná por volta de 14 de agosto, quando retornar de seu périplo pelo México e por quatro países da América Central. Na tentativa de evitar mais dissabores para Lula, como novas vaias, sua assessoria cancelara viagens que faria a Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina logo após a tragédia com o Airbus da TAM no Aeroporto de Congonhas, dia 17. "Ninguém vai me emparedar", afirmou Lula, na reunião de ontem. "Eu não vou deixar de andar o País por causa de vaia." Pesquisas do tipo tracking, encomendadas pelo Planalto após o acidente em Congonhas, já indicam que a popularidade do presidente caiu, sobretudo em São Paulo, e em camadas das classes média e alta. O levantamento acendeu a luz amarela no Planalto, depois de dez meses de crise aérea. Até agora, o governo não organizou nenhuma estratégia para enfrentar hostilidades, mas pretende observar as manifestações com cautela. Há, na avaliação do Planalto, duas situações distintas em meio aos gritos de "Fora Lula": a primeira, considerada natural, de indignação das famílias de vítimas do acidente da TAM; a segunda, organizada pela oposição. Um auxiliar direto do presidente disse ao Estado que o governo identifica o bordão "Cansei" como uma "coisa armada" pelos adversários, especialmente do PSDB e do DEM. O movimento foi lançado por empresários e tem apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O verbo cansei é sempre associado a substantivos que causam dor de cabeça ao Planalto, como corrupção e apagão aéreo. Lula recebeu vaias na semana passada, em viagens ao Nordeste, e no dia 13, na abertura dos Jogos Pan-Americanos, no Rio. No diagnóstico do governo, porém, os apupos foram "superdimensionados" pela imprensa. Apesar de garantir que viajará para o Paraná e o Rio Grande do Sul no meio de agosto, o presidente - que hoje assina convênios do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Cuiabá e Campo Grande - não irá a Santa Catarina. A alegação oficial é de que "não terá tempo" para lançar pessoalmente o PAC em todos os Estados. Na sexta-feira, ele pretende reunir no Planalto governadores de 12 Estados que ainda não visitou e dar por encerrada essa maratona de viagens para assinar protocolos do PAC. Além da crise aérea, outro assunto que tem tirado o sono do presidente é a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e da Desvinculação das Receitas Orçamentárias (DRU), cuja vigência termina em dezembro. A arrecadação estimada para este ano, só com a CPMF, é de R$ 36 bilhões, e o governo jura não ter como abrir mão desse dinheiro. Ainda nesta semana, Lula participará da reunião do Conselho Político e pedirá à base aliada que ajude a aprovar a renovação da CPMF e da DRU. A oposição ameaça derrubar as duas e uma fatia do PMDB cobra cargos em estatais como Furnas para votar com o governo. Vera Rosa e Leonencio Nossa. Estadão.

segunda-feira, julho 30, 2007

XÔ! ESTRESSE [In:] PEREIRA & A LEI DE "NEWTON"






[Chargistas: Amarildo, Son, Liberati, Fernandes, Lane, Humberto].

INFRAERO & JOBIM: O COMEÇO DAS MUDANÇAS (?)

Apenas Jobim pode falar sobre a crise aérea, diz Lula

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, terá autonomia para escolher o novo presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), informaram, no início da tarde desta segunda-feira, assessores do Palácio do Planalto. Em reunião, durante a manhã, com os ministros do grupo de Coordenação Política e com Jobim, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que apenas Jobim falará em nome do governo a respeito da crise no setor aéreo. Na reunião, Lula deixou claro que o novo ministro começa com influência no governo. O Planalto já concordou com a decisão de Jobim de não nomear o ex-presidente do Banco do Brasil Rossano Maranhão para o comando da Infraero. A escolha de Maranhão era defendida por ministros palacianos. Maranhão, no entanto, não é ligado ao novo ministro da Defesa. Jobim teve pela manhã, no Planalto, uma audiência privada com o presidente Lula. Na conversa, o ministro fez um balanço de suas primeiras ações à frente do ministério. Depois, Lula o convidou a participar da reunião do grupo de ministros da Coordenação Política. Foi nessa reunião que o presidente mandou um recado aos ministros mais influentes do governo: "qualquer balanço da crise e qualquer afirmação serão feitos apenas pelo ministro da Defesa", avisou, segundo relato de um participante do encontro. O presidente não quer mais polêmicas e declarações precipitadas dos auxiliares. Lula avalia que setores da mídia e da opinião pública foram "afoitos" ao jogar no governo toda a culpa pelo acidente com o Airbus da TAM que explodiu no Aeroporto de Congonhas, no último dia 17, causando a morte de 199 pessoas. Lula destacou que só Jobim falará sobre o assunto nos próximos dias e insistiu em que é necessário que se esperem as conclusões da Aeronáutica sobre as causas da tragédia. Estadão, Leonêncio Nossa.

INFRAERO: SAI PEREIRA, ENTRA MARANHÃO [?]

Jobim confirma que Pereira vai sair da presidência da Infraero

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou na manhã desta segunda-feira, 30, que vai trocar o presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). A confirmação foi dada na reunião da Coordenação Política, no Palácio do Planalto, na qual Jobim informou a saída do brigadeiro José Carlos Pereira. Jobim antecipou, porém, que o ex-presidente do Banco do Brasil, Rossano Maranhão, não poderá assumir a presidência da Estatal. Segundo informações da Reuters, o governo ainda procura um nome para substituir o brigadeiro José Carlos Pereira. Maranhão não poderá assumir a Infraero porque há impedimentos, segundo o ministro. Apesar disso, ele poderia ajudar no conselho administrativo da estatal. Segundo relato de participantes do encontro, durante a reunião com o presidente Lula, o grupo de coordenação política concluiu que não há intenção, no momento, de alterar a diretoria da Agência nacional de Aviação Civil (Anac). A primeira providência, agora é saber como a Anac vai proceder nessa nova fase, de implementação das medidas determinadas pelo Conselho de Aviação Civil (Conac). Com relação aos aeroportos o ministro Jobim relatou ao grupo de coordenação política que a solução seria a construção de um terceiro terminal e uma terceira pista, no Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica), em Guarulhos. Jobim disse que o prefeito de Guarulhos lhe garantiu que para as obras seria necessária a remoção de 5 mil famílias e não de 30 mil como foi anunciado anteriormente. Uma outra alternativa seria a ampliação do terminal de Viracopos, em Campinas. A construção de um terceiro aeroporto seria uma decisão de longo prazo. Estadão, Rosana de Cássia.

APADRINHAMENTO POLÍTICO & GOVERNO LULA: MAGGI/PAGOT

Após críticas à Anac, Lula insiste em novas indicações políticas

BRASÍLIA - Em meio à crítica generalizada sobre o excesso de políticos ocupando postos técnicos nas agências reguladoras - a começar pelos apadrinhados na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) -, o governo tenta emplacar mais uma indicação político-partidária em um cargo estratégico. Luiz Antonio Pagot é cotado para ser o novo diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) - e também já pôs o nome à disposição para disputar, no ano que vem, a prefeitura de Cuiabá pelo PR. O cargo é cobiçado porque o orçamento do DNIT para este ano chega a R$ 10 bilhões. E, desta vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende contemplar um aliado recente, o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), de quem Pagot é ex-secretário de Educação. O nome de Pagot foi encaminhado por Lula em maio, mas o exame de sua indicação ainda está parado na Comissão de Infra-Estrutura da Casa, que tem de aprová-la antes que o nome seja enviado para a apreciação do plenário. A sabatina de Pagot na comissão deveria ter ocorrido no início de julho, antes do recesso parlamentar, mas acabou sendo adiada, por conta de um pedido de vista feito pelo senador Mário Couto (PSDB-PA). A nova previsão da Comissão de Infra-Estrutura é de realizar a sabatina em 7 de agosto. Pagot vem sendo criticado por ter trabalhado como assessor do então senador Jonas Pinheiro, entre 1995 e 2002, e, ao mesmo tempo, ter atuado como superintendente de uma empresa privada, a Hermasa Navegação. A assessoria de Pagot considerou normal essa dupla função público-privada e afirmou que naquela época o Senado foi informado dessa outra atividade profissional. Além disso, a assessoria sustentou que a Mesa Diretora do Senado autoriza assessores e secretários de parlamentares a exercerem uma segunda atividade. Um senador da base do governo afirmou ao Estado que a indicação de Pagot também vem sofrendo resistências por causa das disputas políticas regionais. Na avaliação desse senador, com Pagot no DNIT, o grupo de Blairo Maggi ganharia ainda mais peso no Estado. "O DNIT tem um poder de fogo muito grande", explicou o parlamentar governista, que preferiu não se identificar. "O DNIT pode realizar obras nas rodovias, por exemplo, e fortalecer o grupo de Maggi."Um dos principais jornais do Mato Grosso, O Diário de Cuiabá, noticiou recentemente que Pagot poderia ser candidato à prefeitura de Cuiabá pelo PR, na eleição do ano que vem. A assessoria de Imprensa de Pagot informou, porém, que ele apenas colocou seu nome "à disposição" do partido, já que o pré-candidato oficial do PR para a prefeitura de Cuiabá é o presidente da Assembléia Legislativa, Sérgio Ricardo. Estadão, Leonardo Goy.

PROTESTO DA ELITE: PANELAÇO À "PAULISTA"



As únicas opiniões que o Brasil de Brasília costuma levar em conta são as do travesseiro e do espelho. Natural. O travesseiro e o espelho têm vocação para a indulgência. Aprovam tudo. Perdoam qualquer coisa. Nos último dias, porém, uma outra opinião vem emitindo sinais de que deseja ser ouvida: a opinião pública. Ouviram-se, aqui e ali, as primeiras vaias. Neste domingo, em São Paulo, um naco daquilo que o ex-governador Cláudio Lembo chamou de “elite branca” foi à rua –6.500 pessoas, pelas contas da PM. Não é todo dia que um pedaço do Brasil bem-nascido desce ao meio-fio para protestar. Essa gente vive num paraíso que Manuel Bandeira classificaria de Pasárgada pós-moderna, com grades na janela, muros altos e, por vezes, segurança privativa. Desfrutam de uma normalidade assombrosa. Para apartar pessoas como essas da companhia de seus lençóis, numa manhã cinzenta de domingo, só mesmo um acontecimento desses que ferem a rotina como uma lâmina fria, só mesmo um episódio desses que fazem a vida escapar ao controle. Por exemplo: a morte, numa única explosão, de duas centenas de brasileiros – a maioria branca e bem-posta. Pois bem, sob garoa fina e um frio de 11 graus, esses 13.000 pés forrados com calçados finos e tênis de grife resolveram romper a inércia, pisando o asfalto. O objetivo primordial era o de homenagear as vítimas da tragédia da TAM e os bombeiros que se esfalfaram para resgatar os corpos carbonizados. Mas, em meio ao choro e às lamúrias, ouviram-se protestos contra Lula e seu governo. Não foram poucos. O Palácio do Planalto pode reagir à manifestação de três maneiras. A melhor forma de reação seria a adoção de providências que demonstrem capacidade gerencial para demover o caos aéreo. A forma inadequada seria ignorar a passeata. E a pior forma de reação seria a organização, como começam a defender os acólitos de Lula, de manifestações públicas de apoio ao governo, contrapondo os insatisfeitos ao grupo dos contentes. Monteiro Lobato já denunciava a passividade do Jeca Tatu. Sérgio Buarque de Holanda, em Raízes do Brasil, cunhou a imagem do brasileiro como o “homem cordial”. Uma imagem que arrastou atrás de si, a contragosto do autor, a famigerada interpretação de que o Brasil é um país mergulhado no doce conformismo dos países atrasados. O recado embutido na passeata da “elite branca” é o de que a paciência, mesmo no Brasil, tem limites. Para além da identificação de culpados –algo que, no caso da TAM, ainda depende da conclusão das investigações—, o que se pede é um mínimo de respeito. Além de uma dose de eficiência compatível com a carga de tributos que a administração pública arranca dos bolsos alheios. Não é, convenhamos, muita coisa. Escrito por Josias de Souza, Folha Online. Chargista Angeli, 3007.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

FAB renova equipamentos e contrata controladores. A Aeronáutica está renovando os equipamentos do Cindacta (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo) de Curitiba (PR). Numa segunda fase, também o Cindacta de Recife será renovado. Simultaneamente, está em andamento um processo de seleção de 160 novos controladores de vôo. Abertas em 17 de julho, as inscrições vão até 8 de agosto. (...) Daí a decisão de reforçar o quadro de controladores. No portal do Comando da Aeronáutica encontra-se disponível a portaria com as instruções para o próximo exame de admissão para a carreira de controladores. Podem concorrer civis e militares. Homens e mulheres. O salário é de R$ 1.816. Escrito por Josias de Souza , Folha Online. 3007.

Jobim se encontra com Lula antes de reunião política. BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, participa da reunião de coordenação política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião prevista para as 9h30 só começou às 10h15, porque o ministro teve um encontro reservado com o presidente, no Palácio do Planalto. Leonêncio Nossa, do Estadão.
Presidente da Infraero diz não saber se fica. O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, reafirmou nesta segunda-feira (30) que não sabe se continuará no cargo após a chegada de Nelson Jobim ao ministério da Defesa. "Não sei de nada. Não tive nenhum contato ou informação", afirmou ao chegar para a reunião do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac). A reunião, que deveria começar às 12h, foi adiada para as 17h desta segunda porque Jobim, que preside o Conac, encontra-se desde cedo no Palácio do Planalto, onde já conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros ministros do governo. Leandro Colon, G1, Brasília.
Presidente da Infraero diz que não foi comunicado de demissão. BRASÍLIA - Logo depois chegar para acompanhar a reunião do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) no Palácio do Planalto, o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, afirmou que desconhece a informação de que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, já teria decidido pela sua demissão. Ele voltou a dizer, mais uma vez, que não renunciará ao cargo. "Não sei de nada, não tenho constrangimento algum em participar da reunião de hoje (segunda-feira)", disse o brigadeiro, ao chegar ao Ministério da Defesa, onde será realizada a reunião do Conselho de Aviação Civil (Conac), que foi adiada pela segunda vez, para as 18 horas. Isabel Sobral e Leonardo Goy, da Agência Estado.

"Tudo que entra, sai".



Sei não. Pode ser implicância minha. Mas acho que esse governo está ficando meio pornográfico. Depois do top,top,top de Marco Aurélio Garcia, assessor especial de Lula, vejam o que disse há pouco o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, cuja demissão foi decidida hoje pelo ministro Nelson Jobim, da Defesa: - O que eu posso fazer, meu filho? Tudo que entra, sai. Tudo que sobe, desce. É a lei da física. Blog do Noblat, Globo Online.Foto Celso Jr/AE.

Galvão Bueno faz Globo se render à dança do siri no Pan-2007.


A alegria da seleção brasileira de basquete contagiou Galvão Bueno no domingo (29), durante final do Pan-2007. Tanto que o locutor da Globo citou por duas vezes a dança do siri, sucesso do "Pânico na TV", da concorrente RedeTV!. Os jogadores comemoravam a vitória do Brasil sobre Porto Rico por 86 a 65 (o que rendeu ao país a medalha de ouro). Eles fizeram repetidamente a coreografia que ficou famosa com a dupla Vesgo e Ceará. "É a dança do siri", anunciou Bueno entre risos, repetindo a frase minutos depois. A Globo declarou que o episódio "não é nada demais" e que "não há o que repercutir". Folha Online, Foto Lalo de Almeida, Folha imagem.

Lula pode renomear Rondeau para o ministério esta semana.

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva definirá nesta semana o nome do novo ministro de Minas e Energia. A tendência do presidente, segundo um auxiliar direto, é a da recondução de Silas Rondeau, que deixou o cargo em maio, por suposta participação na chamada máfia das obras públicas, desmontada pela Polícia Federal. (...) Depois do escândalo envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), os peemedebistas começaram a pressionar o presidente da República pela volta de Silas Rondeau ao ministério. Neste embate, a Polícia Federal já garantiu que não pretende interromper as investigações e continua sustentando a linha deflagrada no início da Operação Navalha, que aponta o envolvimento de Rondeau na máfia das licitações. Leonencio Nossa, do Estadão. Foto AE.

INFRAERO: JOBIM vs PEREIRA [SAMBA DE AVIÃO]*

Pereira quer discutir permanência na Infraero com o Conac

SÃO PAULO - José Carlos Pereira, presidente da Empresa Brasileira de infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), pretende discutir nesta segunda-feira, 30, com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, sua permanência na Estatal. Em entrevista à Rádio Jovem Pan, Pereira afirmou que deve conversar com Jobim sobre o assunto na reunião do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac), em Brasília, na tarde desta segunda. "Existe uma pauta extensa, resoluções precisam ser tomadas, explicações dadas. No entanto, certamente, após a reunião, eu pretendo conversar com o ministro Nelson Jobim para deixar tudo esclarecido. E para que a gente possa retomar a vida normal", afirmou o presidente da Estatal, contando que deve definir sua situação ainda nesta segunda. A reunião do Conac está marcada para às 12 horas e terá a presença dos ministros Paulo Bernardo, do Planejamento, e Tarso Genro, da Justiça, ao lado dos ministros da Defesa, das Relações Exteriores, do Turismo, da Fazenda, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e da Casa Civil. Ainda participam da reunião, como "convidados permanentes", o diretor-presidente da Anac, Milton Zuanazzi, o diretor-geral do Decea, brigadeiro Ramon Cardoso, e o diretor do Departamento de Política de Aviação Civil (Depac), Rigobert Luncht. Pereira afirmou que a Infraero vai sugerir, durante reunião do Conac, que os vôos no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, sejam reduzidos em 10%, passando das atuais 623 operações diárias para 562. Segundo ele, é necessário "desafogar" o aeroporto paulistano. "Seria uma redução bastante interessante, daria ao aeroporto uma margem de segurança, para evitar isso que está acontecendo hoje, ou seja, qualquer 'chuvinha' em Congonhas, o País entra em colapso" - afirmou. Estadão.
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(*) Tom Jobim - 'Samba do Avião' [Antonio Carlos Jobim]. "(...) Aperte o cinto, vamos chegar,/ Água brilhando,/ olha apista chegando,/ E vamos nós". www.vagalume.com.br

TRIBUTO A "CHARLES DE GAULLE": 'ESTE PAÍS NÃO É SÉRIO!' *

Projetos prevêem criação de mais 6 estados

Estão prontos para votação no Congresso projetos que prevêem a criação de mais seis estados. Se aprovados, eles vão agravar o inchaço do Legislativo, abrindo 144 cadeiras de deputado estadual, 48 vagas de deputado federal e 18 de senador. Esses projetos de decreto legislativo, que prevêem a realização de plebiscito, foram aprovados nas respectivas Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e podem ser inseridos na pauta a qualquer momento. Os novos estados em estudo são: Carajás e Tapajós no Pará; Mato Grosso do Norte em Mato Grosso; Rio São Francisco na Bahia; Maranhão do Sul no Maranhão e Gurguéia no Piauí. Em comparação, os Estados Unidos têm 50 Estados, com representação fixa no Congresso de 100 senadores e 435 deputados. Se forem criadas mais unidades da federação (nos E.Unidos), não haverá aumento do Parlamento, apenas a redistribuição das vagas. O Brasil tem 26 estados e 1 Distrito Federal. O Congresso abriga 513 deputados e 81 senadores. Aqui, ao contrário dos EUA, a configuração aumenta se houver novos estados. Em média, a Assembléia Legislativa de um pequeno Estado, com 24 deputados, consome R$ 110 milhões ao ano. Na maior parte, os projetos de criação de estados são antigos e apresentam lacunas. Nenhum deles, por exemplo, inclui um estudo detalhado sobre a viabilidade econômica e os custos da medida. A criação de um estado pressupõe a existência de um novo Executivo, um novo Judiciário e um novo Legislativo. Todos devem ser dotados de completa estrutura física, como prédios, veículos e equipamentos, e administrativa - governadores, secretários, servidores, juízes, promotores, deputados e assessores. As propostas tampouco apresentam solução para um problema crucial: quem arcará com os custos do plebiscito. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo". G1, AE.
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(*) Frase atribuída a Charles de Gaulle, general francês, proferida nos anos 60. ["Le Brésil n’est pas um pays sérieux.' (O Brasil não é um país sério)].

domingo, julho 29, 2007

A HORA DO "ÂNGELUS"

"Não sei se saberei expressar com palavras o sentimento que me veio à impressão, há pouco, quando lembrei da expressão 'SERVIR A DOIS SENHORES', contidas, por exemplo, em Mateus (6:24) ou em Lucas (16:13)":

Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom. (Mateus, 6:24).

Nenhum servo pode servir a dois senhores: ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de aderir a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro. (Lucas, 16:13).
"Em uma das muitas traduções vemos que os 'dois senhores' são referidos a DEUS e a MAMOM. Noutra, 'Mamom' é entendido como DINHEIRO. Daí ousamos indagar: seria apenas o 'dinheiro' em sua expressão monetária ou outras formas de SERVIDÃO?
Nesse sentido, 'Mamom' também teria o significado de "corrupção", "fraudes", "lobbies", "indicações políticas", "apadrinhamentos", "empresas fantasmas", "notas fiscais frias", "laranjas", "super-faturamento" na venda de bens ou serviços prestados ao Estado ou "fazer vista grossa", uma vez que isto tudo implica ou envolve DINHEIRO?
Se este nosso raciocínio for válido, então somos obrigados a concordar que nosso País, nos últimos tempos, vêm servindo a 'dois senhores'", com competência e isonomia.
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(Natalino Henrique Medeiros).

sábado, julho 28, 2007

EDITORIAL: "DE REPENTE, NÃO MAIS QUE DE REPENTE..."

EDITORIAL – 27 de julho de 2007.

“UMA MENSAGEM À GARCIA!”

“De repente, não mais que de repente”[1] o presidente Lula “convoca” Nelson Jobim (PMDB), Ministro da Justiça (1995-1997) no governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), ministro nomeado (1997-2003) do Supremo Tribunal Federal (STF), por indicação de FHC, e ex-presidente do STF (2003-2006), para assumir o Ministério da Defesa em substituição ao titular da pasta Waldir Pires (PT), um “companheiro” de longa data. A propósito, no discurso de posse de Nelson Jobim, o presidente Lula manteve o hábito da inclusão de suas “pérolas”, ao improviso. Segundo o Presidente: "o momento mais difícil, como presidente, é a troca de um companheiro por outro companheiro". Referindo-se ao “pedido” de demissão de Waldir Pires, Lula disse: "Depois que você me comunica a sua decisão de sair, e eu aceitei, compreendo. O companheiro Waldir deixa o governo após prestar os mais relevantes serviços. Sou eternamente grato por poder trabalhar com você. Certamente ‘haverão’ [“sic”] aqueles que vão dizer que o companheiro Waldir está saindo por causa da crise aérea, da tragédia do avião da TAM, mas esse fato permitiu que você tomasse a decisão de pedir o afastamento". Em relação ao “outro companheiro”[2], o presidente Lula declarou: "Nelson Jobim estava sem fazer nada, atrapalhando a esposa. Falei: está na hora de Waldir, que é um pouco mais velho, descansar e o Jobim trabalhar".
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Ainda no discurso de posse de Nelson Jobim, o presidente Lula tentou justificar a crise área brasileira a partir de um conjunto de “instituições” que são responsáveis pelas questões da aviação, entre elas, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o Conselho Nacional de Aviação Civil (CONAC), a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (INFRAERO) e o Ministério da Defesa. Portanto, a dificuldade do Ministério da Defesa comandar esse conjunto de instituições, “justificaria” a crise que se estabeleceu no setor da aviação brasileira. E dessa maneira, sua tentativa, na solenidade de posse, de isentar a incompetência de seu companheiro “um pouco mais velho”.
Por essas e por outras, foi divulgado que, antes de dizer sim, Jobim ouviu do presidente Lula que terá liberdade para fazer as mudanças que considerar necessárias na Infraero e na Anac. Trata-se da popular “carta-branca” recebida.
Com efeito, Nelson Jobim, já condição de Ministro da Justiça, deixou claro, em seu discurso, a necessidade de se fazer uma "revisão sistêmica" das instituições vinculadas ao Ministério: "Não podemos deixar que haja mais comandos fora de regências. Isso aqui tem de funcionar como uma orquestra e o maestro sou eu, sob as ordens do presidente. A música e a composição são do presidente, eu executo e vamos trabalhar exatamente com o conjunto nesse sentido" (grifamos). Acrescentou ainda: "O nosso compromisso é ter formas de solução e não formas de lamentação". Com “voz de comando”, Jobim citou o ex-primeiro ministro inglês, Benjamin Disraeli, enfatizando: “Nunca se queixe, nunca se explique, nunca se desculpe. Aja ou saia. Faça ou vá embora”. Não seria muito difícil entender a quem o Ministro se referia ou para “quem” tanto ele estendia esse recado.
Ainda segundo o ministro, se for para garantir a segurança, as filas nos aeroportos podem continuar. "É uma questão de opções. Precisa ficar claro que, se for necessário que se prolonguem as filas para garantir a segurança, é o preço que pagamos".
Entretanto, a “revisão sistêmica” pensada por Jobim tem que ser bem pensada ou “articulada”. Como foi divulgado, Jobim não tem poder legal para demitir o presidente da Anac, Milton Zuanazzi[3], cujo mandato vai até 2011. A estabilidade é garantida pela lei que regulamenta as agências reguladoras e se estende a todos os diretores da Anac e das demais agências. Ciente disso, Jobim afirmou que a Agência foi criada para funcionar e dar resultados: "As regras sobre a estabilidade do mandato nas Agências foram feitas para dar resultado, não para ser mantidas. Precisa dar resultado." Jobim afirmou que se houver mudanças no comando da Anac, elas não serão partidarizadas e deverão levar em conta a capacitação técnica dos nomeados, uma vez que, após a queda do avião da TAM, vôo 3054, a sociedade passou a questionar a falta de capacitação técnica dos integrantes da Anac. Ainda sobre a estrutura da Anac, Jobim se manifestou: “Vou examinar, estudar e ver se a modelagem da Anac serve para a aviação brasileira. Se precisar alterar, vamos alterar. Não podemos ficar engessados” (grifamos).
Por sua vez, Lula fez avisar aos cinco diretores da Anac, donos de mandatos fixos, que gostaria que eles pedissem demissão. Segundo assessores do Palácio, Lula não vai passar por cima da legislação, mas que “espera um gesto” da diretoria, uma vez que a Anac virou uma protagonista da crise aérea.
Ao que nos parece, Jobim conta com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nesse caso. A Ordem iniciou um estudo para ingressar na Justiça com ação civil pública pedindo a exoneração da diretoria da Anac por improbidade administrativa. Segundo o noticiário, de acordo com o parecer de Winston Neil Alencar, presidente da Comissão Especial de Defesa do Consumidor do Conselho Federal da OAB, “a ação deve ser baseada no descumprimento da lei que instituiu a Anac e no desconhecimento técnico da área por seus diretores, conforme demonstra o caos aéreo”. Ainda segundo o autor da proposta, a ação civil pública tem fundamento, principalmente, porque os diretores da Anac, incluindo seu presidente, não têm embasamento técnico para a função, conforme determina a lei que criou o órgão. O jornal "O Estado" publicou reportagem (26/7) mostrando que apenas um dos cinco principais diretores da Anac é do setor aéreo. Os outros cargos foram preenchidos por indicação política ou apadrinhamento.
Nesse processo de “apagão”, o brigadeiro José Carlos Pereira, presidente da Infraero, foi informado na manhã de 26/07 que teria de deixar o cargo, segundo noticiou a "Folha", de Brasília. A saída de José Carlos faz parte de um esforço do Planalto para mostrar uma reação à crise, uma vez que ele foi o responsável pela administração e pelas obras de ampliação e reforma dos aeroportos brasileiros e cujo estado da pista de Congonhas pode ter contribuído para o acidente do avião da TAM. Indagado sobre o caos que atinge os aeroportos brasileiros e sobre sua permanência na Infraero, o brigadeiro José Carlos disse que, "os pepinos fazem parte da vida, certo? O importante não é o pepino. O importante é saber lidar com o pepino, saber cozinhar o pepino, cortá-lo corretamente. É ter inteligência para trabalhar com os pepinos” (grifamos). Com essa “receita” ele, por certo, trouxe nuvens negras ao (seu) “céu de brigadeiro”.
Finalmente, em um dos trechos de seu discurso, Jobim disse: “Vamos enfrentar os problemas que estamos vivendo, enfrentá-los na perspectiva de uma grande união nacional para mostrar exatamente ao país, ao povo brasileiro, que é nosso comandante, e ao mundo que o Brasil veio para ficar e veio para ter voz, para definir prioridades e saber que é uma grande nação. A história não registra e não grava boas intenções, a história registra o que fazemos e o que deixamos de fazer. Ela não aceita explicações” (grifamos).
A posse de Jobim não ficou restrita ao noticiário nacional. O jornal “New York Times” afirmou que o treinamento jurídico de Jobim, "um respeitado ex-presidente da Suprema Corte e ex-ministro da Justiça", deve ajudar o governo Lula a lidar com as questões legais decorrentes do acidente com o Airbus da TAM (...) "o segundo grande desastre aéreo em menos de dez meses no Brasil". O texto lembra ainda que Jobim é do PMDB, partido da base aliada do governo Lula.
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Contudo, perguntamos: ao assumir o Ministério da Defesa, Nelson Jobim estaria em “defesa” do governo Lula, haja vista sua experiência parlamentar e “treinamento jurídico” ou se, de fato, ao assumir a pasta e mesmo com “carta-branca”, ele seria mais um “mensageiro” a não “colocar o guizo no pescoço do gato”, nas questões da crise aérea brasileira?
Vamos aguardar!
E que não esperemos até um novo Pan, um “novo” TAM, um novo Renan!!!
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[1] “Soneto da Separação”; (Vinícius de Moraes).
[2] Nas eleições de 2002, Nelson Jobim teria planejado concorrer na chapa do então candidato a presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, como vice-presidente. Porém, as negociações não evoluíram junto aos partidos, naquela oportunidade.
[3] Milton Zuanazzi, é afilhado político da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia.