A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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quarta-feira, maio 07, 2008
BRASIL/GRAU DE INVESTIMENTO: BOM SENSO & 'CALDO DE GALINHA'
Em meio à euforia dos investidores, "todos precisam manter um sentido de perspectiva" sobre a elevação da nota da dívida brasileira ao grau de investimento pela agência Standard & Poor's, segundo afirma editorial do diário britânico Financial Times.
"Afinal de contas, as agências de classificação de risco, como a Standard & Poor's, simplesmente avaliam a capacidade dos devedores de pagarem suas dívidas. Um grau de investimento torna a dívida do País mais atraente para grandes fundos de pensão e seguradoras. Não é um certificado de desenvolvimento", observa o jornal.
Apesar disso, o jornal comenta que "a conquista do Brasil é notável". "Seis anos atrás o país era amplamente visto como à beira da falência. A dívida interna, denominada em moeda local, ainda é alta. Mas a S&P acredita que isso é mais do que compensado por uma queda acentuada no endividamento externo e na administração firme da economia, baseada no desenvolvimento de instituições mais confiáveis", diz o editorial.
O Financial Times sugere que a elevação da nota do Brasil indica uma tendência mais ampla entre os países emergentes devedores e comenta que na última década a S&P elevou a nota de 14 governos de países emergentes para grau de investimento.
"O Brasil agora tem um status semelhante ao de Índia, Rússia e China, as três outras economias emergentes gigantes (os chamados Brics), cujo crescimento está transformando a economia mundial", diz o editorial.
Complacência
O jornal adverte que não há espaço para complacência na expansão do clube do grau de investimento. "A classificação BBB- conferida ao Brasil (assim como à Índia) é a mais baixa do grau de investimento. O critério de classificação da agência sugere que os credores deste tipo de dívida ainda podem ser atingidos por uma mudança nas circunstâncias externas, tais como uma recessão americana mais profunda do que a esperada ou uma queda acentuada nos preços das commodities", observa o editorial.
O jornal comenta ainda que "além disso, as avaliações mudam" e relata que vários países já foram elevados ao grau de investimento e depois perderam a classificação - no caso mais recente, o Uruguai, em 2002.
"Acima de tudo, finanças sólidas são uma condição necessária, mas não suficiente, para um desenvolvimento econômico mais amplo. Países emergentes como a China e o Chile estão muito mais bem avaliados do que o Brasil, mas mesmo eles ainda precisam alcançar para seus cidadãos o nível de vida considerado como norma no mundo desenvolvido", diz o editorial.
O Financial Times afirma que o Brasil tem o direito de se dizer "um país sério", como afirmou na semana passada o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas adverte que "isso não poderia ser visto como uma desculpa para complacência política".
"Assim como outros Brics, o Brasil ainda tem muito trabalho duro a fazer se quiser entrar para o grupo de países do primeiro mundo", conclui o jornal.
"Continuidade"
A elevação da nota da dívida brasileira também é tema de um editorial publicado nesta quarta-feira pelo diário argentino La Nación, para quem ela representa "o triunfo da continuidade de políticas de Estado ao longo de sucessivos governos".
Para o jornal, a contrapartida do caso brasileiro é a Argentina, "que se reflete em retrocessos relativos e na gravidade crítica com a qual se julga no cenário mundial".
"Enquanto o País de Lula adquiriu o tão apreciado grau de investimento, a qualificação de nossa dívida soberana sofreu um revés: agências internacionais de classificação de risco sinalizaram com uma tendência negativa, e se o Estado argentino decidisse hoje buscar financiamento, teria que aceitar taxas de juros bastante elevadas", observa o editorial.
Para o diário argentino, "o Brasil brinda a manifestação mais eloqüente de que a linha divisória entre esquerda e direita é uma questão do passado e que hoje os países devem resolver entre estar a favor do progresso, racional e solidário, ou ficar presos nas redes do populismo irracional".
"Lula exibe a virtude dos estadistas capazes de superar velhos preconceitos e pode dizer, com razão, que o Brasil 'passou a ser considerado um país sério'", diz o jornal.
BBC Brasil, 0705.
INFLAÇÃO [In:] "EU VOLTEI ... TUDO ESTAVA IGUAL COMO ERA ANTES" *
SÃO PAULO - O IGP-DI de abril subiu 1,12%, segundo informou nesta quarta-feira, 7, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em março, o índice subiu 0,70%. A taxa ficou bem acima das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,67% e 0,98%, e foi superior à mediana das expectativas (0,80%).
Entenda os principais índices de inflação
No caso dos três indicadores que compõem o IGP-DI de abril, o IPA-DI subiu 1,30%, ante aumento de 0,80% em março. Por sua vez, o IPC-DI teve elevação de 0,72% em abril, ante alta de 0,45% em março. Já o INCC-DI subiu 0,87% em abril, em comparação com a alta de 0,66% em março.
Embora não seja mais usada para reajustar a tarifa de telefone, a taxa acumulada do IGP-DI ainda é usada como indexadora das dívidas dos Estados com a União. Até abril, o IGP-DI acumula elevações de 3,22% no ano e de 10,24% em 12 meses. O período de coleta de preços para o IGP-DI de abril foi do dia 1º a 30 do mês passado.
Alessandra Saraiva, da Agência Estado. 0705.
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(*) O PORTÃO [Roberto Carlos].
CASO "DOROTY": 'TRÊS-OITÃO' É A LEI!
O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, foi absolvido ontem da acusação de ser o mandante do assassinato, em fevereiro de 2005, da freira norte-americana naturalizada brasileira Dorothy Stang. Por cinco votos a dois, o Tribunal do Júri de Belém considerou que ele não é culpado do crime de homicídio doloso duplamente qualificado.
Irmão da missionária Dorothy Stang, David Stang, 70, afirmou que está "chocado" com o resultado do julgamento. "Os argumentos do promotor foram excelentes, até mesmo melhores do que no último julgamento. Por isso tínhamos grande esperança e expectativa. Estou profundamente chocado", disse, por telefone.
"Como podemos, em um ano, sair de um placar pela condenação para exatamente o contrário, ele ser libertado? Por favor, me diga", completou.
David vive em Palm Lake (EUA) e chegou ao Brasil no último dia 30. "Sou uma pessoa racional. Como isso pode acontecer? É como se os que foram assassinados continuassem sofrendo", afirmou.
José Batista Afonso, advogado da CPT (Comissão Pastoral da Terra) e integrante da coordenação nacional do braço agrário da Igreja Católica, afirmou que o resultado comprova as denúncias de impunidade no Estado.
"De mais de 800 assassinatos cometidos no campo no Pará nos últimos 35 anos, não há mais nenhum mandante cumprindo pena atrás das grades", afirmou o advogado.
Julgamento
Bida, que estava preso desde março de 2005, foi libertado por volta das 20h de ontem. O Ministério Público vai recorrer da decisão.
O pistoleiro Rayfran das Neves, o Fogoió, que havia confessado ter atirado em Dorothy, também foi julgado ontem. Ele foi considerado culpado e sentenciado a 28 anos de prisão em regime fechado.
Foi o segundo júri de Bida no caso. O primeiro havia ocorrido em maio de 2007. Daquela vez, ele havia sido condenado a 30 anos de prisão.
Neves foi submetido ontem ao seu terceiro júri. No primeiro, em dezembro de 2005, foi condenado a 27 anos de prisão. Teve direito a novo julgamento, em outubro do ano passado, no qual a condenação foi mantida --e que foi anulado por irregularidades.
"Estou muito desapontado, mas respeito o Estado brasileiro e a opinião [do júri]", afirmou David Stang, irmão de Dorothy, que veio dos EUA.
Folha Online, 0705.Com Agência Folha, em Belém .
terça-feira, maio 06, 2008
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
Trânsito melhora sem caminhões
-O início da proibição de tráfego de caminhões no horário de rush aumentou em 20% a mobilidade nas ruas da Zona Sul e do Centro, segundo a prefeitura. Muitos caminhoneiros ignoravam a medida e viram-se surpreendidos: de manhã, 177 foram multados e 200 ficaram retidos nas barreiras da Guarda Municipal - a principal, na Avenida Francisco Bicalho, virou parada de veículos de carga. Entre os transportadores, há temor de desemprego e de desabastecimento. Distribuidores de bebidas conseguiram liminar liberando a passagem. (Págs. 1, Cidade A10 e A11 e Editorial A8)
- A promoção do Brasil a grau de investimento beneficiará a população com a concessão de crédito mais barato, ao atrair "capital de qualidade" para o país, na definição do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Trará ainda investimentos de longo prazo, como os negócios imobiliários. O economista José Carlos de Assis, porém, considera que o novo nível é um seguro para o capital especulativo. A Bolsa de Valores bateu novo recorde - atingiu a marca inédita de 70.174,88 pontos, com alta de 1,17%. (Págs. 1 e Economia A17)
FOLHA DE SÃO PAULO
Ciclone em Mianmar mata ao menos 10 mil
-Informações da TV estatal de Mianmar indicam que o ciclone Nargis matou 10 mil pessoas em apenas uma das regiões atingidas no país. Antes, a junta militar que controla Mianmar anunciara que o total de mortos tinha passado de 351 a 3.934. Estima-se que haja cerca de 3.000 desaparecidos. A contagem avançou rapidamente porque o governo chegou às áreas mais atingidas pelos ventos de até 190 km/h. Algumas vilas tiveram 95% das casas destruídas, disse a Cruz Vermelha. A escala do desastre levou a um raro "sim" dos generais que comandam Mianmar para a ajuda internacional, rejeitada de, 2004 quando o tsunami no oceano Índico atingiu a região. O país, situado no sul da Ásia, lidera as exportações de arroz. No poder desde 1962, a junta militar manteve marcado para este sábado um referendo sobre a nova Constituição. A votação foi negociada com as Nações Unidas após a repressão, no ano passado, de protestos liderados por monges. (págs. 1 e A11)
O ESTADO DE SÃO PAULO
10 índios são baleados em reserva de Roraima
-Dez índios foram feridos a bala ontem na reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima. Eles participavam de invasão da Fazenda Depósito, de Paulo César Quartiero, que também é prefeito do município de Pacaraima. A região concentra os conflitos pela posse do 1,7 milhão de hectares da reserva. Às 5 horas, um grupo de 103 indígenas iniciou a ocupação de uma parte da fazenda afastada da sede. Em pouco tempo, construíram quatro malocas com palha e madeira. Dois funcionários de Quartiero chegaram ao local com motos e ordenaram a saída dos índios.
Diante da negativa, foram embora e retornaram com mais quatro empregados, em três motos e uma caminhonete. A partir daí há duas versões: segundo Júlio Macuxi, coordenador de Programas do Conselho Indígena de Roraima, os funcionários "já chegaram atirando, sem dar chance de defesa às vitimas". Já os empregados disseram que foram atacados com flechas quando tentaram retirar os índios, por isso reagiram. A Polícia Federal abriu inquérito para investigar o caso.
Justiça: O governo de Roraima protocola hoje no Supremo Tribunal Federal medida cautelar contra a demarcação da reserva. Há pouco menos de um mês, a Corte suspendeu a retirada dos não-índios da área. (Págs. 1 e A4)
O GLOBO
Escândalo no BNDES pode envolver mais 10 prefeituras
-O Ministério Público Federal tem indícios do envolvimento de outras dez prefeituras paulistas, além da de Praia Grande, e de funcionários do BNDES no esquema de cobrança de propinas para liberação de empréstimos do banco. A denúncia contra o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, já foi enviada para o STF, porque ele, como deputado federal, tem direito a foro privilegiado. Segundo a procuradora da República Adriana Scordamaglia, há evidências contra outros políticos e "pessoas importantes". O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT), decide hoje se envia pedido de investigação de Paulinho à Corregedoria da Casa. Também hoje a direção do PDT se reúne para cobrar explicações do deputado, que, em nota da Força Sindical, se disse vítima de perseguição política, mas não explicou as denúncias de recebimento de propina por dinheiro supostamente desviado do BNDES. (Págs. 1, 3 a 5)
- Depois dos elogios a Geisel e Médici, o presidente Lula recorreu ontem a um bordão do regime militar para comemorar o grau de investimento dado por uma agência de classificação de risco na semana passada. Em Teresina, ele repetiu que "Ninguém segura este país". A Bolsa de Valores de São Paulo teve alta de 1,17%, fechando pela primeira vez acima dos 70 mil pontos. (Págs. 1 e 21)
GAZETA MERCANTIL
Greve dos auditores causa prejuízos de R$ 60 bilhões
-O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, endureceu o tom contra a greve dos auditores fiscais da Receita Federal e encerrou as negociações. Para o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), a greve continua por tempo indeterminado. Na avaliação do secretário-geral da Unafisco, Rogério Calil, o prejuízo com a greve deve ser semelhante ou superar o de 2006, que acarretou perdas diárias de R$ 120 milhões. Por esse cálculo, o movimento atual, que dura 50 dias, já causou perdas de R$ 60 bilhões.
A paralisação tem dificultado o recebimento de insumos e começa a afetar as exportações de empresas de autopeças. A Delphi, fabricante de baterias, montou um comitê para monitorar 24 horas por dia os portos e aeroportos para atenuar os problemas. A Associação Brasileira de Transportes Internacionais estima em 1,8 mil o número de caminhões parados nas fronteiras dos países do Mercosul. (Págs. 1, A6 e A7)
- Opinião - Augusto Nunes: De bem com a vida, o presidente Lula deu de retribuir a generosidade da Divina Providência com a absolvição de alguns delinqüentes companheiros. (Págs. 1 e A9)
CORREIO BRAZILIENSE
CGU FARÁ DEVASSA NAS CONTAS DA UnB
-A pedido do atual reitor, auditores da Controladoria-Geral da União vão vasculhar desde setores internos até a contabilidade de fundações ligadas à Universidade de Brasília. Um dos alvos será a Finatec, pivô da escandalosa decoração de R$ 470 mil em apartamento funcional da reitoria que culminou com a queda de Timothy Mulholland. (Págs. 1 e 27)
- Escutas mostram que segurança de boate ligou para o deputado tentando avisar que a Polícia Federal faria ação contra sindicalistas. Investigação também aponta para envolvimento de funcionários do BNDES no esquema de desvio de recursos dos financiamentos concedidos a prefeituras. (Págs. 1, Tema do Dia, 2 e 3)
http://www.radiobras.gov.br/sinopses.htm
GOVERNO LULA, BANCO CENTRAL, DÓLARES: "LUCROS"
Lula falou ao jornal noturno da TV Cultura. A entrevista foi ao ar na noite desta segunda-feira (5). Perguntou-se a ele se não receia que o Brasil seja inundado por uma torrente de dólares, depois de ter sido reconhecido como um porto seguro para investidores externos.
E o presidente: “Primeiro, eu quero que entrem todos os dólares do mundo dentro do Brasil. Segundo, eu acho que nós temos que ter mecanismos para não misturar o dólar que entra para o setor produtivo, para construir uma fábrica, para gerar emprego, com o dólar que vem para especulação.”
Em seguida, Lula admitiu algo que seus ministros econômicos vêm evitando debater em público. Disse que, para frear a entrada dos dólares que vêm ao Brasil só para beliscar os juros e ir embora, o governo pode recorrer ao aumento de imposto.
“Nós já criamos o IOF de 1,5% para tentar impedir” o investimento especulativo”, disse o presidente. “Se for preciso cria-se mais [IOF]. O Conselho Monetário Nacional saberá o momento adequado de discutir isso.”
O presidente revelou certa apreensão com o comportamento das exportações brasileiras, cujo desempenho vem sendo corroído pela valorização do real frente ao dólar. “Nós temos que ter uma preocupação com as nossas exportações porque o Brasil não quer construir déficit de contas correntes mais.”
Qual é o remédio? “No dia 12 [de maio] nós vamos ao Rio de Janeiro, na sede do BNDES, lançar uma proposta de política industrial para o Brasil, que tem política de inovação tecnológica, que tem política de incentivo às exportações, que tem política de desoneração [tributária]. Acho que é o mais importante movimento para o desenvolvimento industrial do Brasil que aconteceu nesses últimos 50 anos no Brasil.”
A entrevista durou 25min e 17s. Pode-se assistir à íntegra pressionando aqui. Para aqueles que não dispõem de tempo, vai abaixo um extrato do essencial:
Grau de investimento: “Temos que ter uma euforia comedida, porque o jogo tem muito tempo pela frente. [...] Vai levar algum tempo ainda pra gente estar consolidado como uma grande nação e uma grande economia [...]. O que é que eu digo para os meus ministros? Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém [...]. É importante a gente continuar com a mesma preocupação de que o Brasil é um país em construção.”
Gastos públicos: “Não gastamos muito porque não temos muito. Mas a verdade é que há muito sofisma sobre a questão do Estado brasileiro. Houve um tempo em que esse Estado passou oito anos sem dar reajuste para o servidor público e não melhorou a vida do Estado [...].O importante não é discutir se o Estado custa muito ou custa pouco. O que é importante é a gente discutir a qualidade dos serviços que o Estado presta ao contribuinte brasileiro. E nós não prestamos um bom atendimento. É preciso que a gente preste um bom serviço. E, para isso, nós precisamos fazer as reparações nas categorias profissionais que trabalham no Estado.”
PAC: [...] Digo sempre que o último grande investimento em infra-estrutura foi feito no governo Geisel. Naquele tempo, a gente não tinha reservas, não tinha dólar. A gente foi obrigado a tomar petrodólares emprestado, porque estava muito barato. Depois, viramos vitimas dele. Os juros aumentaram e estávamos com uma dívida externa impagável [...]. Hoje, nós estamos em situação altamente confortável. Primeiro, porque nós temos quase US$ 200 bilhões de reservas. Segundo, porque estamos fazendo o PAC com recursos do governo e com recursos das empresas. São R$ 504 bilhões, mais de US$ 270 bilhões [...]. Quando o Estado arrecada um pouco mais, tem fôlego para fazer aquilo que outros governos não tiveram condições de fazer [...]. Por isso disse no último dia 30 [de abril], em Alagoas que espero que depois que eu deixar presidência da Republica nunca mais o Brasil eleja um presidente que não tenha sorte.”
Greves no setor público: “Tem uma decisão da Suprema Corte de que deve descontar os dias dos servidores que fizerem greve. Ora, meu deus do céu! Eu, primeiro, defendo a liberdade e autonomia sindical. Segundo, eu defendo o direito de greve. Mas as centrais precisam entender que eu ganho um salário pelo dia que eu trabalho. Se eu não trabalho, quero ficar em greve 30 dias, 20 dias, 40 dias, 50 dias e eu pago o salário, isso não é greve, é férias. Então, a ordem que o Ministério do Planejamento tem é descontar os dias das pessoas que estão em greve [...]. Não trabalhou, não ganha [...]. Não queremos que o servidor seja tratado também, na relação com o Estado, como se fosse de segunda categoria. Eles têm direito de fazer a negociação coletiva, sentar na mesa. Têm até o direito de fazer greve. Como eu tinha quando era metalúrgico. Agora, a greve tem um custo. Qual é o custo? É não receber o dia que eu não trabalhei.”
Projeto de lei que estende o reajuste do salário mínimo aos aposentados: “[...] Tudo o que for aprovado na Câmara e no Senado e que vier para o presidente sancionar e não for compatível com a possibilidade de o governo pagar, eu, como presidente da Republica vetarei. Nessas coisas eu não brinco [...]. É humanamente impossível [acabar com] o fator previdenciário, igualar para os trabalhadores aposentados o aumento que dá para o salário mínimo. Não tem caixa, não tem dinheiro pra isso. É simplesmente isso [...].”
Acordo PT-PSDB em Belo Horizonte: “A mim não [incomoda]. Para mim, é acordo que o PT faz em função da realidade política local [...]. A sabedoria de quem conhece a grandeza desse país, a diversidade política e cultural desse país, é permitir que as cidades decidam as alianças em função da realidade local.”
Escrito por Josias de Souza, Folha Online, 0605.
GOVERNO LULA, BANCO CENTRAL, BANCOS PRIVADOS: "LUCROS"
O lucro líquido do banco Itaú no primeiro trimestre deste ano ficou em R$ 2,043 bilhões, contra R$ 1,902 bilhões registrados no mesmo período de 2007. Excluindo os gastos extraordinários no período, o banco teve um lucro de R$ 1,979 bilhões.
No período, o banco registrou teve como eventos extraordinários em seu resultado a venda de participação na Mastercard, na VISA e a formação de provisão para perdas decorrentes de planos econômicos que vigoraram durante a década de 80.
O resultado ficou abaixo do lucro registrado pelo Bradesco no mesmo período, que ficou em R$ 2,102 bilhões --segundo maior da história entre os bancos brasileiros no período, segundo a consultoria Economática (se contados apenas os bancos privados, passa a ser o maior).
segunda-feira, maio 05, 2008
ELEIÇÕES & SUCESSÃO PRESIDENCIAL: "ALIADOS & OPOSIÇÃO" [Leia-se: PSDB]
A percepção do tucanato está escorada em números. Pesquisas feitas sob encomenda da maior legenda da oposição atestam uma súbita ascensão do prestígio da ministra Dilma Rousseff. O índice de intenção de votos da chefe da Casa Civil, que oscilava entre 2% e 3%, já roça a casa dos 10%. Dilma escalou os dois dígitos mesmo depois de ter sido pendurada nas manchetes dos jornais em notícias que a associam à confecção do dossiê anti-FHC. Subiu mesmo sem ter sido formalmente apontada como candidata oficial. Atribui-se a escalada à superexposição da ministra. Que foi tonificada pelo fato de Lula tê-la levado à vitrine do PAC. Exibiu-a em oito pa©mícios. Num deles, montado em Belo horizonte, a própria ministra, ao discursar, chamou pelo verdadeiro nome –“comício”— o ato que se pretendia administrativo. Feita a constatação, alguns dos grão-duques que compõem a cúpula do PSDB passaram ruminar duas preocupações: a falta de unidade interna do partido e a ausência de um discurso sólido para se contrapor, até 2010, à mensagem oficial. Avalia-se que a disputa entre os presidenciáveis tucanos José Serra e Aécio Neves, se mal administrada, pode custar caro à legenda. O PSDB for às urnas de 2002 e 2006 trincado. Nas duas ocasiões, foi surrado por Lula. Imagina-se que, reincidindo no erro, o partido flertará, de novo, com o insucesso. As pesquisas feitas por encomenda do tucanato indicam que Serra mantém a condição de favorito. Coleciona índices superiores a 35%. Aécio tampouco caiu. Permanece ao redor dos 15%. O problema do PSDB é encontrar um discurso que lhe permita converter intenções de voto em votos. Para usar expressão cunhada por Aécio, falta ao tucanato uma novidade que possa ser vendida ao eleitor na fase “pós-Lula.” Estima-se que a disputa de 2010 será marcada pelo signo da continuidade. O que dá ao candidato de Lula uma vantagem que não pode ser negligenciada. Parte dos operadores tucanos já se deu conta de que xingar programas sociais como o Bolsa Família não dá votos. Ao contrário. Tira. De resto, a venda da estabilidade da moeda como um feito da era FHC já não surte efeitos eleitorais. Combinada a um ambiente externo benfazejo, a estabilidade transformou-se, sob Lula, em transferência de renda. A classe “C” engordou. Escorada num mercado interno emergente, a economia cresce a despeito da crise que rói a economia dos EUA. O aumento do consumo das famílias (13,4%) levou mais comida à geladeira. Numa atmosfera assim, tão favorável, o eleitor já não quer saber se o Plano Real foi concebido por um grupo de economistas escalados por FHC. A prosperidade como que empurrou a estabilidade para dentro da biografia de Lula. Na próxima campanha, pode-se continuar martelando os defeitos da gestão Lula: o descontrole nos gastos públicos, a falta de reformas estruturais, a carência de investimentos em infra-estrutura... Mas o velho e bom “choque de gestão” não é algo que os milhões de brasileiros que creditam a Lula o fato de terem saído da miséria decodifiquem com naturalidade. Para seduzir esse eleitor, que mantém a popularidade do presidente nas alturas, o PSDB terá de levar ao palanque de 2010 um sonho novo.
Escrito por Josias de Souza, Folha Online, 05.05.
BOLÍVIA/REFERENDO: "NO, NO, NO" [O FATO E A VERSÃO]
"Quero expressar que nesse dia chamado de festa, esta consulta sobre o estatuto autonômico fracassou rotundamente", disse o presidente boliviano, na noite do domingo. "Só ocorreram violência e enfrentamentos e escutamos, por diferentes meios de comunicação, sobre várias irregularidades e denúncias de fraude."
Morales questionou os resultados de boca de urna, divulgados logo após o fim da votação, dizendo: "Entre a abstenção de 39%, os votos pelo não e os votos nulos houve pelo menos 50% de rejeição à autonomia de Santa Cruz".
"Não se pode enganar o povo boliviano dizendo que existe um vencedor com mais de 80%", afirmou o líder boliviano. Para ele, os dados reais mostraram "resistência contra um estatuto autonômico separatista".
As declarações do presidente foram feitas no Palácio presidencial Quemado, em La Paz, onde estava acompanhado por vários ministros.
No rápido discurso, ele convocou todos os prefeitos (equivalentes a governadores) ao diálogo. "Espero que os prefeitos possam me escutar para que juntos possamos garantir uma verdadeira autonomia. Não uma autonomia para grupos."
Morales reiterou que a eleição foi "ilegal" e "anticonstitucional", e afirmou que a partir desta votação "nasce uma grande rebelião em Santa Cruz contra grupos que sempre usaram o povo".
Resultados
Os eleitores do departamento, que faz fronteira com o Brasil, votaram no domingo para decidir sobre uma autonomia política, administrativa e financeira em relação ao governo central de La Paz. Na prática, significaria que os recursos gerados pela maior e mais rica unidade política da Bolívia deixariam de ser enviados em sua totalidade para o governo central. Os dados totais oficiais do referendo pelo "sim" ou "não" à autonomia só serão concluídos em dois ou três dias, segundo o presidente do Conselho Departamental Eleitoral, Mario Parada. Mas de acordo com as primeiras parciais oficiais, Santa Cruz de la Sierra (capital de Santa Cruz) teria registrado 86% pelo "sim" e 14% pelo "não", com um índice de abstenção de 34,5%. Em lugares onde ocorreram fortes atos de violência, como Monteros, a cerca de 40 minutos do centro da capital, a ausência nas urnas teria sido de 63,2%. Entre os que compareceram, cerca de 92% votaram pelo "sim" e o resto pelo "não". De acordo com dados da pesquisa de urna da Equipos Mori, divulgados por uma TV boliviana, o índice de abstenção poderia ter sido entre 35% e 40%.
"Meia-lua"
Vários enfrentamentos em diversas partes do país foram registrados no domingo ao longo da votação. Em alguns pontos, multidões a favor do referendo e contra a votação se agrediram com paus, pedras e explosivos. Urnas foram queimadas. Enquanto isso, em uma "festa popular" realizada na praça principal da capital de Santa Cruz, uma multidão vestida de verde e branco --cores da bandeira do departamento-- comemorou, gritando "autonomia" e "no tenemos miedo" ('não temos medo', declaração interpretada ali como de desafio às medidas e declarações de Morales criticando os líderes de Santa Cruz). No palco, o prefeito (equivalente a governador) de Santa Cruz, Rubén Costas, disse: "Hoje, em Santa Cruz, venceu a democracia. As urnas deram seu veredicto". Ele disse que o referendo deste domingo confirmou o que já havia sido realizado em julho de 2006, que deveria ter sido "ratificado", mas foi "ignorado", afirmou, pela assembléia constituinte liderada pelo partido governista, MAS (Movimento ao Socialismo). Defensores das chamadas autonomias, como Costas, voltaram a afirmar que só vão conversar com Morales após a realização do último referendo, marcado para junho nos departamentos de Beni, Pando e Tarija. Também neste domingo, milhares de seguidores do presidente realizaram manifestações nos departamentos de La Paz, Cochabamba e Oruro, onde ele reúne maior apoio popular do que nos departamentos da chamada "meia-lua" --Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija.
BOLÍVIA/REFERENDO: "SÍ, SÍ, SÍ..."
Ruth Costas, Estadão, 0505.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
- Osvaldão, da guerrilha, tinha lavra no Araguaia
- A derrota da guerrilha do PC do B no Araguaia não se resume à morte de 59 integrantes, cujos restos ficaram nas matas, entre 1972 e 1975. Osvaldo Orlando da Costa, o Osvaldão, engenheiro de minas e líder do grupo, havia percorrido a região montando a estratégia de sustentar o território independente que buscava criar com a lavra de ouro, diamante, cristais e manganês. Seria dono de uma mineração onde hoje está a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), à época estatal. (pág. 1 e País, págs. A2 e A3).
- Plano de energia está uma Itaipu atrasado
- Levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica revela um atraso na construção de usinas de geração de energia que, somadas, equivalem ao potencial da hidrelétrica de Itaipu, fornecedora de 20% da eletricidade consumida no Brasil. No total, metade da capacidade de geração prometida por empreendedores, incluindo concessões de hidrelétricas e autorizações de pequenas centrais hidrelétricas, parques eólicos ou termelétricas, não tem data para entrar em operação. Juntas, as usinas gerariam 29,5 mil megawatts, elevando em 30% a capacidade de geração do país. Pelos relatos da Aneel, 15 mil MW não têm previsão de instalação devido a "graves impedimentos". Há problemas menos graves em 17,8% das obras (5.240 MW), que não foram iniciadas ou também esperam licença ambiental. O governo mantém a promessa de que não vai faltar energia, esperando que mais 2.583 MW sejam incorporados ao sistema elétrico até dezembro. Para 2009, a expectativa é um acréscimo de mais 4.825 MW. (págs. 1 e B1)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Escalada da inflação domina cúpula dos bancos centrais
- A inflação substituiu a recessão como foco das preocupações dos presidentes de bancos centrais reunidos na sede do Banco Internacional de Compensações, na Suíça. A elevação dos preços de alimentos e commodities tornou-se protagonista das discussões. Desde setembro, quando o Federal Reserve deu início à redução do juro americano, hoje em 2% ao ano, o barril de petróleo subiu 39% e as matérias-primas, 24%. Na zona do euro, a inflação chegou a 3,5%, recorde desde 1999. Segundo um participante do encontro, a decisão do BC brasileiro de aumentar o juro para 11,75% ao ano foi um dos fatores que teriam levado a agência Standard & Poor's a elevar a classificação do País para grau de investimento em pela crise. "O Brasil tomou medidas contra a inflação no momento em que alguns países estão hesitando". Ontem, os presidentes dos BCs de México, Turquia e Argentina afirmaram que o novo rating do Brasil deve atrair investimentos com tempo de permanência maior que o do capital especulativo. (págs. 1, B1 e B3)
O GLOBO
- Fraudes levam o governo a rastrear venda de remédios
- Todos os remédios vendidos no Brasil serão rastreados, desde a produção até as farmácias, para evitar a sonegação, coibir o roubo de cargas e a venda ilegal. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve implantar o sistema já no primeiro semestre do ano que vem. As embalagens terão código de barras, de pontos, números ou chips que identificarão o medicamento. O processo custará R$ 70 milhões por ano e pelo menos parte da conta pode sobrar para o consumidor. (págs. 1 e 15) .
- Companhias aceleram ajuste a regra contábil
- As empresas brasileiras aceleram sua transição do atual modelo contábil para o International Financial Reporting Standards (IFRS), norma adotada em mais de 100 países e à qual o Brasil terá de adequar-se dentro de dois anos. Estão em andamento processos de preparação para as novas regras em diversas companhias. Mas duas se adiantaram e adotaram o modelo completo, ainda não regulamentado no Brasil. É o caso da Gerdau e da Romi. Setores com histórico recente na Bovespa também se preparam na expectativa de melhorar o desempenho das ações. Nesse grupo estão empresas como Klabin Segall e Lopes, de construção civil. O maior benefício do IFRS, dizem empresários, é a melhor compreensão dos balanços por investidores estrangeiros, que participam com força das ofertas de ações na Bolsa. Pesquisa da KPMG constatou que esse é um dos principais atrativos da mudança, diz Ramon Jubels, sócio de auditoria da consultoria. (págs. 1 e B3)
CORREIO BRAZILIENSE
- Funerárias lucram com seguro de vítimas
- Empresários do setor aproveitam a falta de informação e a vulnerabilidade das famílias que perderam parentes em acidentes de trânsito e se apropriam de uma porcentagem do seguro obrigatório, o DPVAT. (págs. 1 e 6)
VALOR ECONÔMICO
- Grau de investimento abre espaço para ação de 2ª linha
- A "segunda linha" vem aí. Com a perspectiva de risco menor para aplicações no país - agora chancelado como investimento seguro - e a chegada de dinheiro novo, o investidor tende a procurar por opções diferentes, além do ramerrame de Petrobras e Vale, que deram ganho certo nos últimos meses e sustentaram a valorização recente do principal índice de ações da bolsa de valores. Enquanto refazem suas planilhas para o futuro, os analistas apostam que o grau de investimento fará mais diferença para os papéis de menor liquidez - mesmo porque empresas como Vale e Petrobras já haviam sido promovidas antes mesmo que o país e se beneficiavam dos menores custos de captação. O jogo agora é identificar as pérolas escondias em meio ao aperto de liquidez mundial. Se não dá para afirmar que todas as ações de segunda linha estão subavaliadas, sabe-se que há muitas empresas de qualidade que valem mais do que o mercado vinha pagando por elas. (págs. 1, D1, D2, D3 e D4)
http://clipping.radiobras.gov.br/novo/
Coordenador do curso de medicina da UFBA renuncia
PF/OPERAÇÃO "SANTA TEREZA": IMPUNIDADE vs. IMUNIDADE
Fausto Macedo, Estadão, 0505.
domingo, maio 04, 2008
A HORA DO "ÂNGELUS"
A vida dos apóstolos consistiu em anunciar que Cristo é o enviado do Pai e, mais que isso, ele e o Pai são um único e mesmo Deus. O anúncio dessa verdade custou-lhes a vida. E foi graças a esse sangue derramado que a Palavra de Cristo se espalhou pelo mundo inteiro.
Demos graças a Deus por ele ter dado aos apóstolos Filipe e Tiago a graça da fidelidade a Cristo até o derramamento do sangue.
Pe. D. Justino Silva de Souza, OSB.**
5.
Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?
6.
Jesus lhe respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.
7.
Se me conhecêsseis, também certamente conheceríeis meu Pai; desde agora já o conheceis, pois o tendes visto.
8.
Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta.
9.
Respondeu Jesus: Há tanto tempo que estou convosco e não me conheceste, Filipe! Aquele que me viu, viu também o Pai. Como, pois, dizes: Mostra-nos o Pai...
10.
Não credes que estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é que realiza as suas próprias obras.
11.
Crede-me: estou no Pai, e o Pai em mim. Crede-o ao menos por causa destas obras.
12.
Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai.
13.
E tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vo-lo farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
14.
Qualquer coisa que me pedirdes em meu nome, vo-lo farei.
sábado, maio 03, 2008
EDITORIAL: "OPERAÇÃO SANTA TEREZA"
A denúncia do MPF foi aceita nesta sexta-feira, 2, pelo juiz substituto Márcio Ferro Catapani, da 2ª Vara Federal Criminal de São Paulo, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro, que abriu o processo. O juiz acolheu em parte a manifestação da procuradora da República Adriana Scordamaglia, responsável pelo caso, e decretou a prisão preventiva de três dos acusados, José Carlos Guerreiro, Marcos Vieira Mantovani e João Pedro de Moura, mas negou o pedido de prisão contra o advogado Ricardo Tosto, conselheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, solto no último dia 26 de abril, durante o plantão judiciário. O réu Manuel Fernandes Bastos Filho, dono da casa de prostituição WE e articulador do esquema de mascaramento das fraudes nos financiamentos, já teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal de ofício, em virtude de não ter sido encontrado. Ele está foragido.
O MPF requereu também a remessa da cópia integral dos autos ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região e ao Supremo Tribunal Federal, "por haver, até o momento, apenas suspeitas do envolvimento do prefeito da Praia Grande Alberto Mourão e do deputado Federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, nos crimes retratados na denúncia". Mourão e Paulinho são autoridades que gozam de foro privilegiado, mas ambos são citados pelos réus em várias conversas interceptadas.
sexta-feira, maio 02, 2008
PAULINHO/PF/BNDES: O FATO E A VERSÃO
BNDES/PF: GOVERNO LULA & PAULINHO

A cúpula do governo considera muito grave a situação do deputado Paulinho da Força Sindical (PDT-SP). As informações que chegaram ao Palácio do Planalto são de que há muita coisa contra ele na Operação Santa Tereza da Polícia Federal. Ele não foi incluído no primeiro relatório por uma orientação do comando da PF. A ordem é que a cada vez em que aparece o político, o caso seja separado. Assim o inquérito inicial prossegue sem ter de mudar de foro e o político ganha uma investigação separada.
Embora o ministro da Justiça, Tarso Genro, tenha responsabilizado os advogados dos suspeitos pelo vazamento de informações contra o deputado Paulinho da Força Sindical na Operação Santa Tereza, no governo muita gente acredita em uma teoria conspiratória. O vazamento aconteceu num inquérito da Polícia Federal em São Paulo. A PF do estado tem se notabilizado por deixar escapar informações que prejudicam aliados do governo. Foi assim com as fotos do dinheiro apreendido com petistas às vésperas da eleição de 2006. Repetiu-se com os grampos que envolviam um irmão do presidente Lula numa operação e repetiu-se agora com Paulinho. O caso chamou a atenção porque desde a posse de Tarso Genro e a mudança no comando da PF, os vazamentos estavam controlados. Muita gente no governo acredita que a PF de São Paulo age de acordo com interesses do PSDB. E Paulinho é (ou era) candidato a prefeito de São Paulo contra os tucanos. Não por coincidência, ontem aconteceu a troca de superintendente regional da PF no Estado. Saiu o delegado Jaber Saad. Também não deve ser coincidência que o sobrinho deles fosse um dos delegados envolvidos na operãção Santa Tereza.
http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdokrieger/
BNDES & PF: "WHO IS WHO?"
1º DE MAIO: PROTESTOS NO MUNDO. NO BRASIL, "CLIMA DE 'WOODSTOCK' & BOLSA-FAMÍLIA"
Na França, a defesa da previdência e do poder aquisitivo e a regularização dos trabalhadores imigrantes ilegais pautaram os desfiles do Primeiro de Maio em Paris, nos quais participaram milhares de pessoas.
A Itália foi palco de manifestações por todo o país, com alertas sobre o grave problema das mortes em acidentes de trabalho e suas vítimas.

Desde o começo do ano, 301 pessoas morreram em um total de 270.091 acidentes trabalhistas, segundo dados publicados nesta quinta-feira por uma entidade pública encarregada pela saúde de empregados que trabalham em situações ou locais de risco.
Na Alemanha, distúrbios entre manifestantes de esquerda e a polícia em Hamburgo e Nuremberg marcaram o 1º de Maio com violência.
A polícia de Hamburgo (norte) denunciou "graves excessos" de alguns manifestantes que incendiaram veículos e latas de lixo, jogaram pedras e construíram barricadas, nas quais também atearam fogo, segundo os agentes de segurança.
Os confrontos começaram no final da manifestação do Dia do Trabalho, que reuniu por volta de 6.600 pessoas. Os protestos neonazistas reuniram cerca de mil.
Em Madri, dirigentes dos sindicatos advertiram que não aceitarão nenhuma mensagem de moderação salarial nem redução dos direitos sociais dos trabalhadores como conseqüência da atual desaceleração econômica.
Pelo menos dois milhões de russos participaram de manifestações e atos por ocasião da "Festa da Primavera e do Trabalho", que transcorreram sem incidentes e aconteceram em 1.075 cidades e povoados.
Na capital, Moscou, as ações contaram, segundo dados policiais, com a participação de mais de 30 mil pessoas, outras 13.500 participaram de atos e manifestações em São Petersburgo.
Em Lisboa, em Portugal, o principal alvo das críticas das 40 mil pessoas que se manifestaram foram as propostas do Governo para revisar o Código do Trabalho.
O caso de abuso e incesto de Josef Fritzl, que manteve sua filha no porão de sua casa por quase 24 anos, marcou as celebrações do Dia do Trabalhador na Áustria.
Em seu discurso diante dos manifestantes, o chanceler federal e líder do Partido Social-Democrata da Áustria (SPÖ), Alfred Gusenbauer, se referiu à história de Fritzl, e se disse constrangido diante do mundo.
Na Turquia, mais de 500 pessoas foram detidas durante os protestos do Primeiro de Maio em Istambul, a maioria por participar de manifestações não autorizadas nos arredores da praça central de Taksim.Policiais ocuparam vias em torno da praça para impedir o acesso dos sindicatos e combateram manifestantes, que os enfrentaram atirando pedras.
No Chile, pelo menos 100 manifestantes foram detidos nesta quinta-feira após os confrontos generalizados no final de um ato pelo Dia dos Trabalhadores e que reuniu mais de 20.000 pessoas no centro de Santiago, de acordo com um balanço oficial.
Os incidentes começaram no final de um comício da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no centro da capital. O ato contou com a presença do ministro do Trabalho, Osvaldo Andrade, e do presidente da CUT, Arturo Martínez, entre outros dirigentes.

Dezenas de milhares de pessoas se manifestaram nas principais cidades da Indonésia para celebrar o Dia do Trabalho e exigir melhores salários, o controle dos preços dos alimentos e o fim das subcontratações.
Um reduzido grupo de pessoas se reuniu em Cingapura, liderados pelo político opositor, Chee Soon Juan, desafiando a lei que proíbe as manifestações para denunciar em público o aumento do custo da vida na próspera Cingapura.
A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) destacou os benefícios obtidos pelos trabalhadores sob sua liderança e pediu o apoio dos operários para aprovar seu projeto constitucional no plebiscito de 10 de maio próximo.
Colaboração para a Folha Online; da Efe; 0205.
[Na Alemanha, manifestantes de esquerda enfrentam a polícia em evento do 1º de Maio, foto: Patrick Lux/AP; Policial turco detém manifestante ao dispersar multidão no 1º de Maio em Istambul, foto: Osman Orsal/Reuters; Polícia chilena tenta conter manifestantes durante o Dia do Trabalho em Santiago, foto: Ivan Alvarado/Reuters].
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
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- PF diz que Paulinho recebeu propina o escândalo BNDES
- O relatório da Polícia Federal sobre o escândalo de desvio de recursos do BNDES, enviado à 2ª Vara Criminal de São Paulo, diz que o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), recebeu R$ 325 mil de propina para intermediar um empréstimo de R$ 124 milhões do BNDES para a prefeitura de Praia Grande (SP). Segundo a PF, o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB), repassou R$ 2,6 milhões à quadrilha em troca da aprovação de financiamento de R$ 124 milhões. O dinheiro, diz a PF, foi dividido em partes iguais entre 8 pessoas, inclusive Paulinho. (págs. 1, e e 4).
- Investimentos no Brasil duplicarão
- A elevação a grau de investimento vai, no mínimo, duplicar o volume de recursos externos atraídos pelo Brasil. Analistas ouvidos pelo correspondente do JB em Nova York, Osmar Freitas Jr., prevêem que mais de US$ 60 bilhões serão captados dos americanos. Na onda da credibilidade do país, o Banco Mundial pôs US$ 7 bilhões a disposição até 2011 para financiar projetos de infra-estrutura. Enquanto a Bovespa comemora a melhor rentabilidade do mundo, o agronegócio teme que o ingresso e capital valorize o real, prejudicando os exportadores. (págs. 1, Economia A17 a A19).
- Exportadores temem invasão de dólares
- Exportadores temem que a elevação do Brasil ao grau de investimento - que indica segurança para investir no país - pela agência Standard & Poor's prejudique o setor e até torne negativo o saldo da balança comercial brasileira no ano que vem. A avaliação da agência favorece a entrada de mais capital estrangeiro no país, o que resultará n valorização do real em relação ao dólar. Com isso, os produtos exportados pelo Brasil terão mais dificuldade para competir no mercado externo. "Foi ótimo para o Brasil e péssimo para o comércio exterior", avalia José Augusto de Castro, da AEB, a associação de exportadores do país. Para o setor, será necessário diminuir a taxa de juros. Já Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, acredita que o grau de investimento não deve se traduzir em aumento significativo da entrada de capital externo no país ou pressão maior sobre o câmbio. (págs. 1, B1 e B2).
- Ações brasileiras sobem até 9,72% na bolsa de NY
- A promoção dos títulos da dívida pública brasileira a grau de investimento não se esgotou na quarta-feira: ontem, com o mercado financeiro parado no Brasil por causa do feriado, ela continuou provocando altas significativas nas ações e empresas brasileiras negociadas n bolsa de Nova York, as chamadas ADRs. As ações da Goltiveram a maior alta, de 9,72%, seguidas pelas do Bradesco (8,10%), Braskem (7,70%), Vivo (6,22%) e Itaú (5,74%). Analistas consideram que as maiores beneficiárias do grau de investimento foram as empresas mais sensíveis aos juros, como bancos e companhias voltadas para a demanda doméstica, que devem se beneficiar da queda do custo de captação de recursos. A desaceleração econômica dos Estados Unidos e o fraco de muitas empresas americanas levaram investidores a olhar mais de perto as ADRs. Já as ações de Petrobras e Vale, normalmente preferidas do mercado, não tiveram bom desempenho, afetadas pela queda do preço de commodities ontem. (págs. 1 e B1 a B3).
- Grau de investimento atrairá recurso externo
- O grau de investimento concedido pela Standard & Poor's ao Brasil, na última quarta-feira, vai promover um aumento da participação de fundos "private equity" (de participação direta) nas companhias brasileiras. Essa participação deverá ser recorde neste ano, segundo especialistas no setor. Estima-se que nos últimos dois anos os private equity captaram de US$ 5 bilhões a US$ 10 bilhões para investir em aquisições de empresas no País. Em 2008, o valor poderá aumentar entre 30% e 40%, projeta o sócio da Ernst Young Carlos Asciutti. "Com o grau de investimento, os private equity poderão captar recursos de fundos de pensão norte-americanos para investir no Brasil", afirma. Com a nova classificação de risco, o Brasil passa a fazer parte do grupo de países considerados seguros para investir e fica em condições de igualdade em relação aos seus principais concorrentes nos mercados emergentes - a Rússia, a China e a Índia. A classificação, que passou de BB+ deu BBB-, representa o primeiro degrau na escala dos países bons para investir. Várias empresas brasileiras já receberam o grau de investimento de agências de risco. As primeiras foram a mineradora Vale do Rio Doce e a indústria de bebidas Ambev. Para Júlio Gomes de Almeida, consultor do Iedi, boa parte dos benefícios do grau de investimento já havia sido antecipada e a vinda de recursos para o setor produtivo irá fortalecer as áreas industrial e de serviços. (págs. 1, E1 A E8).
- PF apura pagamento de propina a políticos.
- Investigado pela polícia federal cita a participação de "senador" e "ministro" em esquema de liberação de empréstimo do BNDES para prefeituras e empresas.(págs. 1 e 2).
- Setor privado já corta custos com o grau de investimento
- Para Renato Vale, presidente da CCR, uma das maiores concessionárias de rodovias do país, o Dia do Trabalho foi um feriado e tanto. A CCR, que conquistou em março a concessão de um trecho do Rodoanel de São Paulo, negocia financiamento de R$ 1,6 bilhão no mercado externo para pagar o governo de São Paulo. A promoção do Brasil a grau de investimento, na quarta-feira, vai reduzir o custo dessa captação em alguns milhões de dólares. O caso da CCR mostra os benefícios imediatos da reclassificação do Brasil pela Strandard & Poor's. Além de aumentar o fluxo de recursos, essa promoção reduz os custos de capital e financiamentos para o setor privado. O próprio mercado já cuidou de expor os setores que devem ser mais favorecidos: construção, varejo e bancos. As ações da CCR, por exemplo, subiram 15,6% na quarta-feira, na Bovespa. Cirela e Gafisa, da área imobiliária, tiveram desempenho semelhante. No varejo, Lojas Renner avançou 14% e Cosan, que entrou no varejo de combustíveis com a compra da Esso, 15%. As ADRs dos dois maiores bancos privados brasileiros, Bradesco e Itaú, subiram ontem 8,1% e 5,7%, respectivamente, em Nova York. A promoção do Brasil vai colocar o país no radar de muitos administradores estrangeiros, mas não deve provocar uma enxurrada de dólares de um dia para o outro. Fundos de pensão e outros investidores institucionais, embora fossem impedidos de aplicar no país antes do investiment grade, já haviam adotado normas mais flexíveis que permitiam aplicar em ações e outros papéis de países como o Brasil. O Calpers, maior fundo de pensão dos Estados Unidos, já tem US$ 885 milhões em ações de companhias brasileiras. Por outro lado, fundos mais conservadores podem exigir o grau de investimento de mais de uma agência para aplicar. "Fazemos revisões de nossa alocação a cada três anos e não mudamos rapidamente de posição", disse ao Valor Clark McKinley, do Calpers. O índice de risco Brasil do JPMorgan caiu 8% nesta quinta-feira, para 207 pontos básicos. Analistas acreditam que o governo brasileiro poderá aproveitar a oportunidade para captar recursos no mercado externo, o que não faz desde que o início da crise nos EUA, em junho do ano passado. (págs. 1, C1 a C12 e D1).
LULA/BASE ALIADA [In:] "QUEM TEM MEDO DE VIRGINIA WOOLF" ?
Tânia Monteiro, Christiane Samarco e Rui Nogueira. 0205.
quinta-feira, maio 01, 2008
BRASIL/CURSOS DE MEDICINA: "PARABÉNS, UEM !!! " (MARINGÁ-PR)
Ano/ Área/ Nome IES/ Município/ UF/ Rede/ Dep. Adm./Conceito ENADE (2007) /Conceito IDD (2007)
2007 MEDICINA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL PORTO ALEGRE RS Pública Federal 5 5
2007 MEDICINA UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS GOIÂNIA GO Pública Federal 5 5
2007 MEDICINA FUNDAÇÃO FACULDADE FEDERAL DE CIÊNCIAS MÉDICAS PORTO ALEGRE PORTO ALEGRE RS Pública Federal 5 5
2007 MEDICINA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA SANTA MARIA RS Pública Federal 5 5
2007 MEDICINA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ TERESINA PI Pública Federal 5 5
2007 MEDICINA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO CUIABÁ MT Pública Federal 5 5
2007 MEDICINA ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE BRASÍLIA DF Pública Estadual 5 3
2007 MEDICINA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RIO DE JANEIRO RJ Pública Estadual 5 SC
2007 MEDICINA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO RIO DE JANEIRO RJ Pública Federal 4 5
2007 MEDICINA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE RIO GRANDE RS Pública Federal 4 4
2007 MEDICINA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ MARINGÁ PR Pública Estadual 4 4
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Fonte: http://www.estadao.com.br/ext/eseciais/2008/04/enade_curso_medicina.pdf
Segundo o Ministério da Educação (MEC), responsável pela avaliação, o curso da UEM obteve o conceito 4 numa escala de 1 a 5, ficando à frente, no País, de outras instituições públicas renomadas, como a Universidade de Brasília (UnB) e as federais de Minas Gerais, Ceará e do Mato Grosso do Sul.
O exame é realizado por amostragem e as provas são aplicadas aos alunos do primeiro e último anos do curso. O resultado passa a fazer parte do currículo do estudante e da avaliação sobre a universidade. O Enade também é componente curricular obrigatório, sem o qual o aluno não poderá colar grau e nem receber diploma.
Para o reitor Décio Sperandio, o conceito obtido pela Medicina da UEM não lhe surpreendeu, porque ele tem acompanhado as atividades do curso em nível de graduação e de residência médica. O reitor ressaltou que os formados têm conseguido realizar a residência em universidades reconhecidas no Brasil. Segundo ele, a residência oferecida pelo curso também é considerada muito boa.
“Em que pese as dificuldades existentes na universidade, os conceitos contribuem para o engrandecimento da UEM, que tem buscado a excelência em todas as suas áreas de atuação, dotando estas áreas de infra-estrutura adequada, material bibliográfico, equipamentos e valorizando o trabalho tanto do professor como do técnico-administrativo”, disse.
Sperandio afirmou que o resultado é uma somatória de esforços do Departamento de Medicina e dos departamentos que oferecem disciplinas para o curso, integrantes da área básica da grade curricular.
Na opinião do coordenador de colegiado do curso, professor Mauro Porcu, o fato de a Medicina da UEM ter ficado atrás apenas de algumas universidades federais, sendo a de Maringá uma instituição estadual, demonstra que o conceito 4 alcançado foi excelente. Porcu entende que a dedicação e o empenho dos professores contribuiram bastante para o fato.
Na avaliação do chefe do Departamento de Medicina (DMD), professor Sérgio Yamada, há que se levar em conta que, além da boa estrutura oferecida pelo curso, especialmente na questão do estágio, a característica do estudante foi determinante para a obtenção do conceito. Conforme Yamada, o aluno de Medicina, ao entrar para o curso, passa por uma seleção rigorosa no vestibular, já que o curso é o mais concorrido da instituição.
O chefe do DMD aproveitou também para ressaltar que a boa formação dos alunos se deve à contribuição de outros departamentos que oferecem disciplinas para a Medicina.
Criado há 20 anos, o curso oferece 40 vagas por ano, sendo metade no Vestibular de Inverno e a outra metade no Vestibular de Verão. Há vários concursos seguidos, é o mais curso mais concorrido da UEM e já chegou a ter cerca de 200 candidatos disputando cada vaga.
O curso tem a duração de seis anos. Os quatro primeiros são basicamente de formação teórica, com algumas atividades práticas de laboratório. Nos dois últimos anos, os estudantes fazem o estágio. Em torno de 80% das atividades dos internos, como são chamados os alunos nesta etapa, são desenvolvidas no Hospital Universitário Regional de Maringá. O Departamento de Medicina conta com 88 professores contratados, dos quais 26 com titulação de doutor e 21 com titulação de mestre.





















