PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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valor ...ria...nine

folha gmail df1lkrha

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quarta-feira, maio 16, 2007

XÔ! ESTRESSE: ENTRE"VISTAS" !!!



[Chargistas: Henrique, JMarcos].

DÓLAR: Á VENDA EM "LOJINHAS DE 1,99"

Ministro anuncia política de ´emergência´ a cinco setores.

Com a queda do dólar abaixo dos R$ 2, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, anunciou na terça-feira que o governo irá beneficiar cinco setores da economia por uma política industrial de ´emergência´: indústria têxtil e de vestuário, automobilística, naval, de calçados e móveis. Além da redução dos tributos incidentes na folha de pagamento, haverá aumento de alíquotas de importação para proteger alguns produtos. Durante a entrevista coletiva de terça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou seu apoio à política do Banco Central. Ele deixou claro que o câmbio continuará flutuante e vai se ajustar na medida em que houver importação de bens de capital, e os juros vão continuar sendo reduzidos. ´Não tem milagres. O governo fará a sua parte, mas não há mágica.´ Sob o olhar discreto do BC e com uma infinidade de boas notícias vindas do mercado internacional, especialmente dos Estados Unidos, a moeda despencou. Fechou a terça com queda de 1,34%, cotada em R$ 1,982, no menor nível desde janeiro de 2001. O que causou surpresa no mercado foi a tímida atuação do BC para conter o forte recuo da moeda num dia carregado de notícias favoráveis. No início da manhã, quando o dólar já abriu em queda, o BC apenas observou o mercado. Só por volta das 15 horas, o banco fez o tradicional leilão de compra de moeda, quando adquiriu cerca de US$ 425 milhões. ´O BC foi burocrático para conter o dólar, o que deixou o mercado meio perdido´, afirmou o gerente de câmbio do Banco Prosper, Jorge Knauer. A expectativa é que o dólar continue oscilando em torno dos R$ 2, com forte inclinação para baixo. Na avaliação do economista do Santander Banespa, Mauricio Molan, a moeda americana deve terminar o ano em R$ 1,90. Os cálculos, diz ele, estão baseados em fatores estruturais, como o robusto crescimento global, que eleva as exportações brasileiras, alta dos preços das commodities, melhora dos fundamentos econômicos internos e a desvalorização mundial do dólar ante outras moedas. ´Como todos esses fatores não têm dado sinais de mudança, a tendência do dólar é continuar recuando, mesmo com atuações do BC.´ (Com Renée Pereira), O Estadão.

FIDEL & LULA: "YO TENGO TANTOS [MUY...] HERMANOS..."

Fidel usa documentário brasileiro para lançar novo ataque a etanol .

A realidade mostrada num documentário brasileiro sobre as condições de trabalho nos canaviais é o mais novo argumento do presidente cubano, Fidel Castro, na sua ofensiva contra a indústria do etanol. Fidel dedica três quartos de um artigo que escreveu no jornal oficial Gramma, publicado nesta terça-feira, a uma síntese que faz do que acredita ser a "essência" da mensagem que a diretora Maria Luisa Mendonça quis passar no documentário Bagaço (2006). A produção foi exibida em Cuba durante o 6º Encontro Hemisférico de Luta contra os Tratados de Livre Comércio e pela Integração dos Povos, no início de maio, em Havana. "É preciso desmistificar a propaganda sobre os supostos benefícios dos agrocombustíveis. No caso do etanol, a cultura e processamento da cana-de-açúcar contaminam os solos e as fontes de água potável, porque utilizam uma grande quantidade de produtos químicos", afirma Fidel, que já criticou o biocombustível brasileiro em outros editoriais do Gramma.O presidente, afastado do cargo desde julho do ano passado por motivos de saúde, diz que o processo de destilação do etanol produz um resíduo denominado vinhoto que "contamina rios e fontes de águas subterrâneas". Segundo ele, apenas "uma parte" pode ser aproveitada como fertilizante. Mas o aspecto social é mais ressaltado por Fidel, que descreve as condições supostamente precárias e insalubres às quais os cortadores de cana são submetidos. "Trabalham sem um registro formal, sem equipamentos de proteção, sem água ou alimentação adequada, sem acesso aos banheiros e com habitações muito precárias; além disso, eles têm que pagar pela habitação, pela comida, que é muito cara, e precisam pagar por equipamentos como botas e facões e, claro, no caso de acidentes de trabalho, que são muitíssimos, não recebem o tratamento adequado", escreve Fidel, que também reproduz relatos de vários canavieiros entrevistados no documentário. BBC Brasil, Folha Online.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"


Mandante da morte de Dorothy Stang é condenado a 30 anos. O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o "Bida", foi condenado a 30 anos de prisão pela morte da missionária Dorothy Stang, em fevereiro de 2005, em Anapu, no Oeste do Pará. A sentença saiu às 16h50 desta terça-feira (15). Por cinco votos a dois, os jurados entenderam que ele foi um dos mandantes e mentor intelectual do crime. Cabe recurso. G1.

'Chico Buarque é um gênio', diz Lula. No show de Chico Buarque, todo mundo vira tiete. Até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, Marisa Letícia, que estavam sentados na terceira fileira do auditório do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, bem em frente ao cantor e compositor. (...) Perguntado sobre o que achara do show, Lula, visivelmente emocionado, declarou: "Maravilhoso." Depois de cumprimentar Chico Buarque no camarim, o presidente disse que, no Brasil, há muitos artistas "fora de série", mas que Chico é "um gênio". "Convidei-o para almoçar comigo amanhã, mas ele está cheio de compromissos e não poderá ir", lamentou Lula. G1.
TCU vota nesta quarta uma auditoria na Petrobras. A pauta da sessão plenária do TCU desta quarta-feira (16) deve incluir um tema incômodo para o governo. O ministro Augusto Nardes (foto) planeja submeter à apreciação dos demais oito integrantes do tribunal uma proposta de abertura de auditoria para apurar a venda das duas refinarias da Petrobras ao governo da Bolívia. Um negócio de US$ 112 milhões. Como estatal, vinculada ao ministério das Minas e Energia, a Petrobras integra o rol de empresas, autarquias e órgãos públicos sujeitos à fiscalização do tribunal de contas. Ao encaminhar o seu pedido ao plenário, Nardes realçará a conveniência de apurar se houve prejuízos à União na transação feita com o governo boliviano. Blogdojosias, Folha Online.
Após adiamento, Senado instala amanhã a CPI do Apagão Aéreo. Depois do adiamento, o Senado marcou para amanhã a sessão de instalação da CPI do Apagão Aéreo. Por conta da intensa pauta de votações no plenário do Senado, trancada por 14 medidas provisórias, o senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-ex-PFL-BA) propôs a mudança. ACM vai presidir a sessão de abertura da CPI por ser o mais idoso entre os membros indicados para compor a comissão. O atraso também foi provocado pelo protesto do DEM contra a demora na instalação da CPI das ONGs. O partido reivindica a indicação dos integrantes da CPI das ONGs para que as duas comissões sejam instaladas simultaneamente no Senado. Folha Online. Gabriela Guerreiro.
Nicolas Sarkozy assume Presidência da França. Nicolas Sarkozy assumiu nesta quarta-feira a Presidência da França no lugar de Jacques Chirac, no poder há 12 anos. Sarkozy assume o cargo com o desafio de aumentar o crescimento econômico do país, impulsionar a competitividade internacional e reduzir o desemprego e a dívida pública. O novo presidente de centro-direita também terá que enfrentar as desigualdades econômicas e sociais que afetam, principalmente, os moradores de periferias pobres do país e que já causaram revoltas na França. Sarkozy se define como um modernizador e defende uma ruptura com a tradicional elite do poder da França - uma "ruptura tranqüila com a era Chirac", como disse durante a campanha em uma tentativa de seduzir os eleitores de centro, que poderiam se deixar tentar pela rival, a candidata socialista Ségolène Royale. BBC Brasil, Folha Online.
TJ nega transferência e Champinha fica na Febem. A Fundação Casa (antiga Febem) divulgou nota nesta terça-feira (15) informando que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou o pedido de transferência do jovem Roberto Aparecido Alves Cardoso, de 20 anos, o Champinha, para a Casa de Custódia de Taubaté, a 130 km de São Paulo. A decisão, no entanto, não é definitiva. Agora, o recurso será analisado pela Câmara Especial do tribunal, que julgará o mérito do pedido. G1, SP.

LULA [In:] 2010: ABERTA A TEMPORADA DE CAÇA...


Lula descarta 3º mandato e quer sucessor dentro da base aliada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou um terceiro mandato presidencial, caso a legislação que hoje só permite uma reeleição seja alterada, mas afirmou que quer fazer seu sucessor dentro da base aliada. "Sou contra a reeleição e não serei candidato em 2010. Não é por nada, não, é porque a lei não permite", afirmou o presidente nesta terça-feira, na primeira entrevista coletiva de seu segundo mandato, a segunda desde o início do governo com a participação de todos os jornalistas brasileiros e estrangeiros credenciados para a cobertura no Palácio do Planalto. Das 15 perguntas permitidas em quase duas horas de entrevista, três foram sobre a sucessão e a possibilidade de um terceiro mandato ou a volta do presidente em 2014. "Acho imprudente alguém apresentar um projeto de lei neste sentido", afirmou Lula, sobre a possibilidade de uma mudança na Constituição. Isso seria "brincar com a democracia", disse o presidente. "Não serei, não pensarei e não cogitarei em ser candidato a um terceiro mandato", acrescentou. Lula disse que quer que a base aliada tenha um candidato único e que espera ser disputado nos palanques em 2010 como um reconhecimento de que seu governo foi bom. "A base deve ter um candidato tirado em consenso, não necessariamente do PT", disse o presidente. "Eu quero fazer o meu sucessor porque eu quero que tenha continuidade o que estamos fazendo", afirmou.Na opinião de Lula, um ex-presidente deve ser "conselheiro de si mesmo" e não "ficar dando palpite". "Vai se recolher, vai cuidar da sua vida, vai cuidar dos netos, vai fazer conferências", disse. Denize Bacoccina, de Brasília, BBC Brasil, foto matéria.

LULA & PSDB: NA "ALÇA DA MIRA" ?


Serra: Lula acerta ao ver PSDB só como rival.

O governador José Serra (PSDB) deu razão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que durante entrevista nesta terça-feira (15) defendeu a idéia de que o PT veja o PSDB apenas como adversário, mas não como inimigo. "Acho que ele (Lula) está certo. O PSDB enxerga o atual governo como adversário e não como inimigo", disse Serra. "Quem costuma encarar os opositores como inimigos é o PT, principalmente aqui em São Paulo, que faz uma oposição do 'quanto pior melhor'", complementou o governador. "Não fazemos política com ódio e nem apostando no 'quanto pior melhor'." Serra também gostou do trecho da entrevista em que o presidente Lula defendeu a flexibilização do limite de endividamento dos estados. São Paulo pleiteia o aumento do limite de endividamento para obter financiamento externo destinado a investir no Metrô e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). "Acho indispensável. Aliás, é um direito dos estados. São Paulo e outros estados como Minas Gerais têm capacidade para aumentar o seu endividamento, tecnicamente, juridicamente, dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Esperamos que o Tesouro possibilite a realizaçao desse direito." G1. Foto Vivi Zanatta-AE.

terça-feira, maio 15, 2007

XÔ! ESTRESSE: ELEIÇÕES 2010: "NADA SEI DESSA VIDA..." *




[Fonte: Blogdojosias, Folha Online].
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* [Kid Abelha - Nada Sei (apneia) Paula Toller]. "Nada sei dessa vida/ Vivo sem saber/ Nunca soube, nada saberei/ Sigo sem saber/ (...)"

PAPA BENTO XVI: "DISCURSO" COMO ORIENTAÇÃO À "V CELAM"

Palavra de Bento XVI não é uma 'camisa-de-força', afirmam bispos.

O discurso que Bento XVI fez, domingo, na abertura da 5ª Conferência-Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe servirá de orientação para os debates das próximas duas semanas em Aparecida, mas não uma imposição, porque os bispos terão liberdade para chegar às suas próprias conclusões. “Não é nenhuma camisa-de-força, mas a reflexão de um papa que tem grande conhecimento do nosso continente”, disse o arcebispo venezuelano de Mérida, d. Baltasar Cardozo, com o apoio do presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), o cardeal chileno Francisco Javier Errázuriz, um dos três presidentes da Celam.O cardeal Errázuriz e d. Baltasar falaram ontem à imprensa, ao lado do arcebispo de Mariana (MG), d. Geraldo Lyrio Rocha, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e segundo vice-presidente do Celam - que foi barrado ontem porque não tinha a credencial à mostra. Os três elogiaram os discursos do papa em sua visita a São Paulo e Aparecida, mas deram ênfase à mensagem aos bispos. Os participantes da Conferência de Aparecida terão liberdade de chegar às conclusões que julgarem corretas, mas o documento final do encontro só será divulgado depois da aprovação do papa. “Temos audiência marcada para 11 de junho, quando vamos entregar o texto ao papa”, informou o cardeal Errázuriz. Embora se trate de um documento dos bispos latino-americanos, Bento XVI poderá fazer algumas pequenas mudanças para a publicação da versão final. “Não é um documento da Santa Sé, mas os bispos estão em união com o sucessor de Pedro”, observou o cardeal chileno. Esse foi o alerta também do prefeito da Congregação para os Bispos, o cardeal italian o Giovanni Battista Ré, outro presidente da conferência - aliás, o primeiro da lista de um colegiado que inclui, além de Errázuriz, o cardeal brasileiro Geraldo Majella Agnelo, arcebispo de Salvador. “Desejamos atuar em plena comunhão com o papa”, disse o cardeal Ré, na missa que concelebrou, ontem cedo, com os bispos, no Santuário Nacional de Aparecida. D. Geraldo Lyrio concorda que a orientação dada por Bento XVI - “num discurso magistral de encorajamento e de reconhecimento” - não deve ser interpretada como camisa-de-força. Se o Celam não acolheu todas as sugestões da CNBB - as conferências de cada país enviaram sínteses no ano passado como contribuição ao debate -, os delegados brasileiros na conferência poderão retomar os pontos mais importantes e insistir neles. “Eles são o caminho para aqueles que (como teólogos e líderes de movimentos eclesiais) quiserem fazer chegar aos bispos as suas propostas”, disse d. Geraldo Lyrio. Ao analisarem o discurso do papa na abertura da Celam, os bispos brasileiros só têm elogios. “Senti falta de uma referência às CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), mas gostei das palavras do papa”, disse o bispo de Xingu (PA), d. Erwin Kräutler. Em sua opinião, o texto não impedirá a discussão sobre o papel da Igreja. “Não houve uma citação explícita, mas as CEBs se incluem entre as novas realidades às quais o papa se referiu quando falou de associações e movimentos eclesiais”, rebateu o arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, que também classificou como “magistral” o discurso de abertura. É essa também a opinião do bispo de Petrópolis (RJ), d. Filippo Santoro, que está na reunião como representante da Comunhão e Participação, um dos movimentos eclesiais convidados. “O papa não esqueceu as CEBs, elas estão entre as novas realidades citadas”, disse d. Filippo. Os bispos dedicam as primeiras reuniões, ontem e hoje, à análise de dois discursos do papa - o que fez na Catedral da Sé sexta-feira e o de abertura da Conferência de Aparecida - para ver quais devem ser os rumos dos debates. A Síntese das Contribuições Recebidas, publicada pelo Celam, será um instrumento de trabalho que, conforme observou o cardeal Errázuriz, vai evoluir à medida que as discussões avançam. José Maria Mayrink, Aparecida, O Estadão.

LULA & 3º MANDATO [In:] "SOU CONTRA E NÃO SEREI CANDIDATO EM 2010"

Lula chama 3º mandato de imprudência e diz que aborto é questão de saúde.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que não há a menor possibilidade de disputar um terceiro mandato para permanecer à frente da Presidência da República. "Eu não brinco com democracia. Fui obrigado a ser candidato à reeleição. Sou contra e não serei candidato em 2010. Não é por nada não, é porque a Constituição não permite. "Ele afirmou que seria imprudente alterar a Constituição para criar o mecanismo do terceiro mandato; "Acho imprudente alguém tentar apresentar qualquer mudança permitindo um terceiro mandato. Se estivesse dentro dos partidos políticos, a melhor reforma era acabar com a reeleição, manter mandato de cinco anos. Por não brincar com a democracia, não serei nem pensarei, nem cogitarei qualquer hipótese de terceiro mandato. Eu já era contra o segundo. Acho imprudência. A minha orientação para a base é para que ninguém apresente qualquer projeto porque acho imprudência para a democracia brasileira."Lula concede hoje a segunda entrevista coletiva desde que assumiu a Presidência, em 2003. A primeira ocorreu em abril de 2005. Sobre o aborto, ele disse que pessoalmente é contra. Mas que como chefe de Estado não pode se omitir sobre o assunto. "Eu tenho comportamento como cidadão, sou contra o aborto. E não acredito que tenha uma mulher nesse país favorável ao aborto, como se fosse coisa que as pessoas querem fazer. Mas como chefe de Estado, sou a favor de o aborto ser tratado como saúde pública, dar atenção a pessoas que tiveram gravidez indesejada", afirmou.Segundo o presidente, o debate sobre o aborto será bem-vindo pelo governo --mas deve ser realizado pelo Congresso Nacional. O presidente também defendeu que as televisões brasileiras e a futura TV pública, a ser criada pelo governo, discutam de forma aberta o tema. "O papa defendeu visão da igreja brasileira e internacional, como outras pessoas defendem. Eu tenha minha visão e ela continua inalterada. Sou favorável ao debate e acho que o Estado tem que tratar como saúde pública. Qual o problema das pessoas debaterem?", questionou. Lula disse que, muitas vezes, não há diálogos entre pais e filhos --o que leva meninas a praticarem o aborto. Por isso, na sua opinião, o Estado deve dar apoio de saúde às mulheres que optarem pela prática. "Eu acho que essa legislação não trata da veracidade dos acontecimentos desse país. Todo cidadão, católico ou não, cristão ou não, sabe que existe no Brasil quantidade exagerada de jovens que praticaram aborto porque tiveram gravidez indesejada. Quando essas pessoas se encontram nessa situação, o poder público abandona? Deixa fazer experiências com seu pouco conhecimento, ou o Estado intervém." Gabriela Guerreiro, Patrícia Zimmermann, da Folha Online, em Brasília.

LULA & GREVE [In:] REVENDO "CONCEITOS"...

Lula diz que servidores usam greve como ´férias´:

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta terça-feira, que não quer que servidores públicos recebam pelos dias parados em greve. "Não são férias". Para o presidente, quando funcionários de fábricas fazem greve visa-se causar um prejuízo econômico ao patrão para pressionar por suas reivindicações. "O servidor público não tem patrão e o prejudicado é o povo brasileiro". Ao ser perguntado sobre a proposta de regulamentar a greve de servidores públicos, em coletiva de imprensa, o presidente afirmou que dirigiu as principais greves no País quando foi dirigente sindical e, por isso, sente-se confortável para tratar do assunto. Lula lembrou que quando organizava paralisações sabia que os trabalhadores podiam perder descanso de domingo, dias de férias e até o FGTS. "Algumas categorias ficam 40, 60, 80, 100 dias de greve e recebem pagamentos. Isso pode ser greve? Não. Isso é férias, na minha visão sindical". O presidente afirmou que manterá uma discussão com as centrais sindicais e garantir também um contrato coletivo de trabalho. O Estadão.

2º MANDATO PRESIDENTE LULA: ENTREVISTA COLETIVA


Lula diz que governo não mexe no dólar.

No dia em que o dólar caiu a menos de R$ 2 pela primeira vez em seis anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o câmbio continuará sendo flutuante e que o governo precisa de medidas para possibilitar a competitividade das empresas prejudicadas com o dólar baixo. Lula, no entanto, não deu prazo para essas medidas. "O câmbio vai continuar sendo flutuante e ele vai se ajustar. O que precisamos é ter medidas tributárias para permitir que empresas brasileiras que produzem e competem com produto chinês e estão perdendo competitividade, possam ter mais competitividade." O presidente Lula concedeu nesta terça-feira (15) a primeira entrevista coletiva do atual mandato. Foi a segunda entrevista no formato desde 2003. Ele respondeu a 15 perguntas de jornalistas sobre temas livres. Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

Introdução. "Nós vamos deixar para o sucessor um Brasil infinitamente em melhores condições de que outros receberam. Eu tenho dito que o Brasil sempre teve dezenas de oportunidades em sua história. Eu mesmo, na minha vida sindical, a gente acredita que era daquela vez que o Brasil iria dar certo, mas não dava. Nós resolvemos colocar em prática aquilo que uma dona de casa coloca em prática em sua casa. Ela só gosta aquilo que é possível e só come aquilo que for possível comprar. Nós vivemos o melhor momento da economia na história da República. Nós entendemos que, por isso, nós podemos fazer um mandato pensando em outras coisas, com o PAC, o PDE e outros programas que vamos lançar depois, como proposta para segurança, agricultura. Estamos preparados para fazer aquilo que não foi feito no primeiro mandato, isso porque nós consolidamos, no primeiro mandato, a política econômica. O Brasil nunca teve uma relação internacional tão privilegiada"
Segurança pública. "A questão da segurança pública não é o foco principal do governo federal. O governo federal só entra quando é pedido. Foi o caso do Espírito Santo e agora do Rio de Janeiro. É um problema delicado. "Não foram poucas as coisas que a gente criou para a juventude brasileira. Vamos precisar discutir não só a questão do jovem, mas também da família. Uma questão de tempo de você combater o crime organizado. "Quando chegar o Pan, nós vamos ter um modelo. O Rio de Janeiro pode virar uma experiência para o restante do país. Quando o estado desaparece, o crime organizado, o narcotráfico, aparece.
2014 e aproximação com PSDB. "Primeiro tenho que cumprir meu mandato. Um ex-presidente da República precisa virar conselheiro dele mesmo, não pode ficar dando palpite. Ele precisa parar depois que chegou aqui. É o máximo. Então se recolhe, vai cuidar da família, vai fazer conferência, fazer alguma coisa. "O Plano Real foi importante. O PSDB teve candidato e ganhou as eleições. Mantenho relações muito boas com pessoas do PSDB. Se em algum momento eles radicalizaram, é um problema de avaliação deles. "Só posso dizer: a base do governo terá candidato. É tão cedo para tratar disso, tem as eleições no ano que vem. "Só posso garantir que a base terá candidato e espero estar com credibilidade para fazer campanha por esse país afora. Eu acho que muita coisa vai acontecer no Brasil para melhor. "Acho que PFL vai deixar de ser tão nervoso. O povo não quer saber de confusão, quer que o país dê certo, que a gente tenha responsabilidade de fazer certo, é esse o desafio que é colocado para nós. "Sempre tive amizade com FHC e não será por falta de convite que vamos conversar. "Quero respeitar o direito de ele fazer críticas. Quero que eles respeitem meu direito de tratá-los como adversários e não como inimigos."
Etanol. "Esses dias, disse ao ministro da Agricultura e a dois empresários do setor do álcool que agora que já consolidamos o álcool como matriz energética de qualidade excepcional, é preciso discutir a humanização do setor da cana neste país. Humanizar, criar melhores condições de trabalho, esse é o segundo passo que vamos dar. "No biodiesel, não podemos cometer os mesmos erros da cana de açúcar neste país. Precisamos é fazer a discussão que temos de fazer e antes não podíamos fazer. "Querem diminuir aquecimento, querem melhorar qualidade do ar? Usem combustível renovável, o Brasil pode ser parceiro. Querem diminuir aquecimento? Tá aqui, mamona.. não vai faltar motivação para adotar outra política energética."
Brasil imperialista? "Entre Brasil e Argentina, tem argentino que não gosta brasileiro e tem brasileiro que não gosta de argentino. Faz parte do processo democrático. Historicamente, os demais países sul-americanos viram o Brasil como um país imperialista. É o maior país do continente, a maior economia. Mas nós, quando tomamos a presidência da República, também foram eleitos o Kirchner (Argentina), o Nicanor (Paraguai), procuramos construir uma outra dimensão política de integração. "Construir uma parceria, e não uma hegemonia,. Não me faço cego diante da necessidade histórica da Bolívia ser dona de seu gás. Na hora que o Evo Morales achou importante comprar as refinarias da Petrobras, tudo bem. O que eu quero é que os contratos sejam respeitados. Até agora, nós não temos problemas com o gás da Bolívia. "Vamos manter nossa relação com os presidentes da Argentina e do Paraguai. Eu não posso impedir que as pessoas encontrem culpados para seus problemas. O problema não é do imperialismo, mas de nossa elite, que não pensou no desenvolvimento de nosso país. Eu não tenho ilusão que essas compreensões sejam demoradas. O Chávez é um grande parceiro do Brasil.
Dólar. "Primeiro temos de reconhecer algo que o ministro Mantega disse: temos de dizer que real está valorizado sem reconhecer que dólar está desvalorizado perante várias moedas. "O câmbio vai continuar sendo flutuante e ele vai se ajustar. O que precisamos é ter medidas tributárias para permitir que empresas brasileiras que produzem e competem com produto chinês e estão perdendo competitividade, possam ter mais competitividade. "O dólar se ajusta na medida em que a gente comece a reduzir a taxa de juros, que vai continuar sendo reduzida. "O governo fará sua parte, pode aumentar alíquota. Poderemos fazer isso em outros setores, criar políticas para estudar a desonoreação para esse setor sobreviver."

Coalizão. "O presidente da República conversa com as forças políticas. Obviamente, quando se faz alianças políticas, elas têm um preço. Eu perdi três eleições, mas chegou um dia que alguém me convenceu que eu não precisava mais fazer discurso para agradar o PT. Eu precisava ter do meu lado os 15% que faltavam. Eu não fiz acordo com pessoas individualmente, mas fiz com partidos. Eu queria o todo do PMDB, o todo do PR. Se as pessoas vierem a me dar problema, os partidos é que vão resolver."

Disputa em 2010. "Primeiro, nenhum partido privou o PT de algum espaço. O PT tem o privilégio de te ter o principal cargo, que é o presidente da República. Todos os partidos participam por sua proporcionalidade. O candidato que sairá da base sairá de conversa entre todos. "Quero terminar meu mandato na condição de os candidatos me chamarem para ir ao palanque. Quando chegar na eleição de 2010, quero estar tão afiado, quero que me chamem para ir ao palanque. "A base vai ter candidato, deve ser tirado de consenso da base. Não necessariamente alguém do PT. "No fim do meu mandato, o Brasil estará economicamente infinitamente melhor do que esteve. Sempre haverá alguém jogando uma casa de banana, preciso colocar sapato com travinhas para não escorregar nas cascas de banana. Isso faz parte da politica. Aprendi quem é quem na política. "Eu esqueci de perguntar para o Papa (se fará o sucessor), mas quero fazer o sucessor. Por razão simples: quero que tenha continuidade o que estamos fazendo no país."
Oposição. "O PSDB tem direito de exercer oposição. Não pode haver oposição quando há projeto de interesse. Essa combinação é que quero construir. Tenho conversado com vários partidos da oposição. Exercício da democracia é difícil. Democracia é isso. Às vezes mando projeto para Congresso que acho que é perfeito e o deputado faz uma emenda. "Esse país viveu alguns anos em que o exercício da democracia não vivia."
Governadores. "Mesmo que tivesse um acordo com os governadores, eu não poderia dizer. Estou pensando que para o próximo mês, vou convocar os governadores para uma reunião. Eu não acredito que os governadores estejam fazendo qualquer pressão. Nós precisamos fazer apenas a combinação perfeita. Eu duvido que tenha havido um momento na história em que um presidente do Brasil tenha tido uma relação com os governadores."
DRU e CPMF. "Todo mundo sabe que o estado brasileiro não consegue viver sem a DRU e a CPF. É um dado objetivo e concreto."
Nomeações. "Não existe votação por nomeação de cargos. Quem quiser votar contra, pode votar. O que eu quero é construir uma coalizão. Esta coalizão tem que ser montada, preparada, para gente construir um projeto para este país, não construir uma votação, uma relação harmoniosa com os todos os partidos."
Energia. "Vamos discutir porque não queremos fazer hidrelétrica depredando o meio ambiente. Só tem sentido se unirmos energia com o meio ambiente. "Quando tem divergência, essa divergência acaba quando chega na minha mesa. Quando chega na minha mesa, há decisão. "Posso garantir para os brasileiros que não teremos apagão e vamos fazer tudo que pudermos dentro da lei e dentro da ordem."
Greve no Ibama. "Por que o Ibama está em greve? Houve redução do salário? Alguém foi mandado embora? Apenas porque ministra deu sinal que depois de tantos anos de existência era preciso uma modernização do Ibama? "Todos nós temos medo de mudança. Quando o Oswaldo Cruz criou remédio para febre amarela, muitos queriam linchá-lo. Em multirão da dengue, tem gente que não abre a porta. Nao existe comprimido, vacina, processo de limpeza.
"Por que Ibama está em greve? Não sei. Só sei que ministra resolveu fazer mudanças do que é licenciamento e o que é demarcação de parque. As pessoas deveriam permitir que mudanças fossem introduzidas para saber se alguém terá prejuízo. Acho que não vai prejudicar o que estamos fazendo." "Hidrelétrica de Estreito, logo logo haverá licitação, A mesma coisa na hidreletrica do Rio Madeira. São obras que vão gerar 3 mil megawatts cada uma delas e que são necessárias para o futuro deste país. Não posso deixar o governo em 2010 e meu sucessor pegar um apagão. E temos de pensar cinco, seis anos para frente para resolver o problema."
Reeleição. "Eu não brinco com democracia. Todos nós aprendemos que fui contra a reeleição. Fui obrigado a ser candidato à reeleição. Sou contra e não serei candidato em 2010, pois a Constituição não permite. Acho imprudente alguém apresentar um projeto permitindo um terceiro mandato. A melhor reforma é acabar com a reeleição e definir um mandato de cinco anos. Não cogito qualquer hipótese de um terceiro mandato. Acho uma provocação à democracia."
Aborto. "Eu tenho comportamento como cidadão, sou contra o aborto, não acredito que nenhuma mulher seja favorável como chefe-de-estado. Sou favorável que o Estado de atenção e trate o tema como saúde pública. Conheço casos de pessoas que perfuraram o estômago, tomaram chá de abacate e acabaram morrendo. O estado tem de ter responsabilidade. Minha visão continua inalterada, sou contra aborto e favorável ao debate."
Greve de servidores públicos. "Todo mundo sabe que o meu comportamento em relação à greve. Eu sempre discuti com meus companheiros, mas não deveria ser como se faz na fábrica no serviço público. Não pode ser como se faz em uma fábrica. Quando nós fizemos greve numa fábrica ou no comércio, tentamos causar um prejuízo econômico ao patrão, mas, no serviço público, não tem patrão, e o prejudicado não é o governo , mas a população. "Algumas categorias ficam cem dias de greve, mas não têm desconto no salário. Isso não é greve, são férias. Todos temos direito de fazer greve, mas todos nós sabemos que podemos ganhar ou perder." G1, Brasília.

TVs PÚBLICAS: PRESIDENTE LULA COMPROMISSADO COM PROJETO DE "REDE NACIONAL"

I FÓRUM NACIONAL DE TVS PÚBLICAS: Encontro termina com entrega de propostas a Lula.

Segmento marginalizado da radiodifusão brasileira, o campo público de televisão começou uma organização inédita no bojo do processo de decisão do sistema brasileiro de televisão digital terrestre, cujo marco foi a escolha da tecnologia japonesa como base do padrão brasileiro em junho de 2006. Desde setembro, constituiu-se o Fórum Nacional de TVs Públicas, que reunia integrantes do Ministério da Cultura e da Radiobrás e representantes de emissoras educativas, legislativas, universitárias e comunitárias. Terminou nesta sexta (11) em Brasília o primeiro resultado deste processo: a realização de um encontro nacional que traçou diretrizes para a iintrodução da televisão pública no país. Para além das resoluções, uma das grandes conquistas se deu ao final do evento, quando, na cerimônia de encerramento, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmou seu compromisso de levar a cabo seu projeto de uma rede nacional de TV pública. “Nós vamos fazer a TV pública. Muito mais do que uma vontade do governo, faremos por que a sociedade necessita de uma televisão destas”. Falando de improviso, o presidente afirmou que a TV pública deverá atuar no vácuo de debates deixado pelas emissoras comerciais e defendeu que ela seja um espaço para a discussão de temas na pauta, citando o aborto e os impactos da expansão energética no meio ambiente como exemplos. Lula sinalizou que o formato da nova rede ainda não está pronto, mas adiantou que ela não será chapa branca, não será refém da audiência - como acontece com o sistema comercial - e se dará a partir da fusão das estruturas hoje sob administração do governo federal. Ao final de seu discurso, o presidente afirmou que há “maturidade” da sociedade e da imprensa para encarar este debate e ressaltou que parte deste clima se deve ao fato do Fórum ter mobilizado diversos setores na área da comunicação. “Estou convencido que, se dependesse só da vontade do governo, não chegaríamos onde estamos”. O ministro da Cultura, Gilberto Gil, destacou a presença do presidente no evento como um reconhecimento do trabalho desenvolvido. Ele caracterizou a carta final do encontro como “fonte referencial” para o governo sobre o assunto. O documento final defende uma rede editorialmente independente de mercados e governos que estimule a formação crítica do cidadão e valorize a produção independente e regionalizada, expressando a diversidade de gênero, étnico-racial, de orientação sexual, regional e social do Brasil. Este caráter autônomo, diz o texto, deve ser garantido por uma gestão democrática a partir da criação de um conselho a ser composto majoritariamente por representantes da sociedade civil. O financiamento será feito por múltiplas fontes, tendo como uma de suas pernas uma participação “decisiva” do governo e a criação de fundos não-contingenciáveis. A transição para a tecnologia digital deve se dar com a garantia de infra-estrutura tecnológica única através do uso de um operador de rede (centro emissor que pode difundir sinais de mais de uma TV) que integre as diversas formas de difusão de conteúdo digital. A carta defende a multiprogramação (transmissão de várias programações dentro de um mesmo canal) como modelo para a televisão pública e coloca a necessidade de garantir neste processo espaço na televisão aberta para os canais do campo público, hoje restritos ao cabo (emissoras legislativas, universitárias e comunitárias). O documento acrescenta que todas estas iniciativas devem apontar para a criação de um Sistema Público de Comunicação a partir da regulamentação do capítulo da Constituição Federal para a Comunicação Social. Questões a resolverA leitura da carta foi seguida de uma longa salva de palmas, que expressa o êxito na produção de consensos não só entre as emissoras e o governo mas também junto à sociedade civil, que apresentou contribuições à resolução final. Mas as falas do ministro da Cultura e do Presidente da República sinalizaram claramente que o formato final da rede pública e as demais políticas do governo não serão uma aplicação automática das propostas que integram a carta final do Fórum. Por isso, se a avaliação do encerramento desta etapa foi positiva pela maior parte dos presentes, as conversas ao final do encontro já apontavam para os desafios futuros. Um primeiro é a constituição da rede pública. Se já há uma definição de fundir a Radiobrás e as TVEs do Rio de Janeiro e do Maranhão, não está claro ainda como este centro se relacionará com as emissoras educativas existentes nos estados. O presidente da Associação Brasileira de Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (ABEPEC), Jorge da Cunha Lima, defende que esta parceria se dê em cima da produção de conteúdos, destacando que diversas afiliadas da entidade já produzem programas com qualidade suficiente para integrar a grade da rede pública. Caso o governo federal opte por preencher grande parte da programação da rede, uma alternativa seria o uso da multiprogramação para garantir canais às atuais educativas. Outro desafio colocado é a situação das emissoras que hoje são transmitidas somente pelo cabo. Para o presidente da Associação Brasileira de Emissoras Legislativas (ASTRAL), a presença na carta da migração destas TVs para o sinal aberto é uma vitória. Segundo Paulo Miranda, da Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCOM), embora as emissoras comunitárias não tenham ganhado o destaque e a atenção da rede pública, foi a primeira vez que elas foram tratadas como integrantes do campo público pelo governo e ouvidas nas suas demandas. As entidades representativas e de outras organizações da sociedade civil apostam na promessa verbalizada pelo ministro Gilberto Gil de tornar o Fórum de TVs Públicas uma articulação permanente. Somente transformando o momento de união experimentado no encontro realizado esta semana em Brasília em uma organização e mobilização permanente é que as emissoras do campo público imaginam conseguir enfrentar a resistência certa que virá da imprensa comercial. Jonas Valente, Brasília, Carta Maior.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"


Vanderlei será o porta-bandeira no Pan. O maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima terá a honra de carregar a bandeira brasileira na abertura dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, no dia 13 de julho. A informação foi divulgada com exclusividade no programa "Troca de Passes", do SporTV.Os porta-bandeiras das duas últimas edições dos Jogos foram Maurício Camargo (vôlei), em Santo Domingo-03, e Robert Scheidt (vela), em Winnipeg-99. Vanderlei ficou marcado por ter sido agredido durante a maratona das Olimpíadas de Atenas 2004, quando liderava a prova. Ele terminou em terceiro e, além da medalha de bronze, recebeu uma medalha de honra ao mérito. Globoesporte.com.

STJ determina que líderes do tráfico presos em Catanduvas voltem para o Rio. O ministro Paulo Gallotti, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), concedeu na sexta-feira (11) uma liminar que suspende a decisão da Justiça do Rio de Janeiro de manter 12 líderes de facções criminosas no presídio federal de Catanduvas (PR) por mais 120 dias. Com isso, traficantes como Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, podem voltar a Bangu 1. Folha Online.
Só União autorizará bingo, diz texto do STF. O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou o texto preliminar das três primeiras súmulas vinculantes que deverão ser editadas pela Corte. A decisão foi tomada em reunião administrativa nesta segunda-feira (14). As súmulas vinculantes são decisões do Supremo que devem ser seguidas por tribunais de instâncias inferiores e também pela administração pública. "Súmula vinculante não é outra coisa senão a cristalização de jurisprudência já firmada pelo tribunal", informou a presidente do STF, ministra Ellen Gracie. Mirella D´elia, G1, Brasília.
Gás da Bolívia fica mais caro para termelétrica em Cuiabá. O Brasil triplicará, a partir desta terça-feira (15), o preço que paga pelo gás natural que compra da Bolívia para uso em uma termelétrica em Cuiabá, capital do Mato Grosso, informou na noite da segunda-feira o ministro boliviano de hidrocarbonetos, Carlos Villegas. "O novo preço tem que vigorar a partir do dia 15 de maio. Esse foi o acordo com o ministro brasileiro (das Minas e Energia) Silas Rondeau," disse o funcionário boliviano em uma coletiva de imprensa. Em fevereiro, quando o novo preço foi acertado entre os dois países, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reconheceu que o Brasil precisa pagar mais pelo gás natural. G1.
Atleta deficiente quer competir nas Olimpíadas e causa polêmica. Enquanto Oscar Pistorius, da África do Sul, agachava-se para se posicionar nos blocos de partida para os 200 metros, a pequena multidão prendia a atenção no velocista que se autodenomina o homem mais rápido sem pernas. Ele quer ser o primeiro corredor amputado a competir nas Olimpíadas. E está fazendo com que representantes internacionais do atletismo analisem se a tecnologia das próteses daria a ele uma vantagem injusta sobre os velocistas que correm com as pernas naturais. New York Times, G1.
CPI do Apagão na Câmara começa a tomar depoimentos. A CPI do Apagão Aéreo na Câmara começa a tomar depoimentos nesta terça-feira, às 11 horas. O primeiro a ser ouvido será o delegado Renato Sayão, responsável pelo inquérito da Polícia Federal sobre a queda do Boeing da Gol, em 29 de setembro, quando morreram 154 pessoas. Na segunda-feira, os deputados da comissão visitaram o Cindacta-1, em Brasília, e receberam dos militares da Aeronáutica reclamações da falta e do bloqueio de recursos para manutenção e funcionamento dos quatro centros de controle aéreo do País. O Estadão.

CAMPANHAS ELEITORAIS ou CAMPANHAS ILEGAIS [!?]


Campanhas eleitorais receberam R$ 5,8 bi de financiamento ilegal, diz OPB.

O volume de recursos ilícitos que financiaram campanhas eleitorais nos últimos 15 anos pode ter chegado a R$ 5,8 bilhões, segundo cálculos da OPB (Ordem dos Parlamentares do Brasil). Os dados fazem parte de uma pesquisa que será divulgada amanhã pela OPB e que foi adiantada para a Folha Online. Para chegar aos R$ 5,8 bilhões, a OPB levantou os escândalos ocorridos no país de 1989 a 2005 e que tinham relação com as campanhas eleitorais. O esquema que mais desviou recursos para os cofres públicos, de acordo com o estudo, foi o do valerioduto. De 1997 a 2005, R$ 2,6 bilhões teriam saído dos cofres públicos, segundo a entidade, para financiar campanhas eleitorais de forma ilegal. O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Marco Aurélio Mello, disse em entrevista para emissoras de rádio que o número de recursos ilegais que financiaram campanhas nos últimos anos pode ser bem maior, uma vez que o estudo levou em consideração apenas escândalos que já foram investigados. O esquema teria financiado campanha do PSDB em Minas Gerais e depois de deputados petistas até desembocar no escândalo do mensalão. O documento aponta como primeiro "grande escândalo" no financiamento das campanhas o esquema PC Farias que teria movimentado ilicitamente R$ 708,75 milhões. Em 1993, os Anões do Orçamento desviaram dos cofres públicos R$ 101,250 milhões. A máfia dos vampiros atuou de 1998 a 2004. Segundo o estudo da OPB foram desviados R$ 2,3 bilhões. O escândalo dos bingos, em 2004, contribuiu para a conta com R$ 1 milhão. Por fim, em 2006, a máfia dos sanguessugas desviou R$ 100 milhões. A OPB informa que os valores citados foram levantados por CPIs, Procuradoria Geral da República e Tribunal Superior Eleitoral. Para o presidente da entidade, Dennys Serrano, o estudo reforça a necessidade do financiamento público das campanhas. "O financiamento público pode coibir o caixa dois e a prática do toma-lá-dá-cá, dos quais fazem uso alguns descompromissados com a ética e a ilicitude", disse. O presidente do TSE também defendeu o mecanismo, segundo ele o financiamento é o único instrumento que pode controlar a distribuição dos recursos para as campanhas. O estudo cita ainda a operação tapa-buracos executada pelo governo Lula em janeiro de 2006 como exemplo de relação promíscua entre governos e empresas privadas. As obras começaram "em época de doação de campanhas". Foram empregados R$ 440 milhões, com dispensa de licitação pelas empreiteiras. A análise das contas de campanha de Lula, segundo a OPB, indica que os maiores doadores foram empreiteiros. Outro problema apontado pelo estudo nas últimas eleições foi o registro de doações num total de R$ 1,158 milhão por todos os candidatos, sendo que o custo das campanhas foi de R$ 847 milhões. "Onde foi parar a diferença?", questionou o presidente da OPB. A OPB, entidade sem fins lucrativos, foi criada pelo então deputado Ulysses Guimarães e completa amanhã 30 anos. Andreza Matais, Folha. FotoSearch, Royalty Free.

GOVERNO LULA [In:] LEI DE GREVE (A QUE "PONTO" CHEGAMOS!)


Projeto sobre greve prevê corte de ponto.

A Advocacia-Geral da União encaminhou nesta segunda-feira (14) à Casa Civil o anteprojeto que regulamenta as greves no serviço público. O texto prevê corte de ponto para os grevistas caso a paralisação seja considerada ilegal pela Justiça. O projeto do Planalto prevê que 40% dos serviços sejam mantidos durante as paralisações. Todas as greves deverão ser aprovadas por 2/3 da categoria. Os grevistas deverão avisar as autoridades 48 horas antes do início da paralisação. A proposta do governo considera que todos os serviços públicos são essenciais, mas faz uma diferenciação. Setores de atendimento direto à população, como saúde, saneamento, fornecimento de energia elétrica e pagamento de aposentadorias, por exemplo, são classificados como “áreas de interesse inadiável”. Nestes casos, o efeito prático é a exigência de que as autoridades sejam avisadas da paralisação com 72 horas de antecedência. Além disto, a Justiça poderá determinar que se mantenham mais que 40% dos serviços destes setores em atividade. Em todos os casos, a greve será analisada pela Justiça. Caso seja considerada ilegal, haverá corte de ponto. Mas o corte não poderá ser maior que 30% do salário do funcionário. Se a paralisação for declarada legal, os servidores terão que repor até metade dos dias trabalhados. O anteprojeto foi encomendado pela Presidência da República. A Constituição de 1988 garantiu o direito de greve do servidor, mas estabeleceu que é preciso regulamentar a questão com uma lei complementar, que até hoje não foi criada. Atualmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) analisa um processo para que fixar entendimento sobre as paralisações no serviço público. Na falta da lei complementar, o Supremo tem se baseado na lei que regulamenta o setor privado. G1, SP. Foto matéria via video.

segunda-feira, maio 14, 2007

XÔ!... [In:] A SAIDEIRA [... NEGÓCIO$ À PARTE!!!]



[Chargistas: Fred, Clayton].

XÔ! ESTRESSE [In:] AINDA O "E$TADO" LAICO [À CÉ$AR O QUE É DE CÉ$AR..."





[Chargistas: Age, Tiago, Bennet].

GREVE NO IBAMA & LULA: GREVE? ISSO É "GRAVE"?

Lula diz que greve do Ibama não prejudicará PAC.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 14, que a greve dos servidores do Ibama não vai prejudicar a execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), conforme previsão de alguns setores empresariais. Em rápida entrevista coletiva concedida após cerimônia de inauguração das novas instalações do setor de geração, transmissão e distribuição de energia da fábrica da Siemens, em Jundiaí, Lula disse também que a greve é uma injustiça com a ministra do meio ambiente, Marina Silva. "O Ibama está sendo injusto com a ministra Marina", afirmou. Além de descartar prejuízos na liberação de licenças ambientais, Lula disse não entender as razões da greve dos servidores do Ibama, que estão paralisados desde hoje por tempo indeterminado. A greve é em protesto contra a MP 366, que estabelece a divisão do Ibama. Na avaliação do presidente, a ministra fez uma proposta de inovação e de melhoria do Instituto com essa divisão. "Compreendo que todo mundo tem dificuldades de mudança, mas ninguém vai perder salário nem ser mandado embora. Não sei qual a preocupação dos companheiros do Ibama", reiterou Lula. Ao falar da greve dos servidores, que atinge 24 estados mais o Distrito Federal, Lula disse também que está certo de que a relação deles com a ministra Marina Silva "é suficientemente democrática para eles chegarem a um acordo". Até o final desta manhã, funcionários do Ibama do Rio Grande do Sul e da Paraíba realizavam assembléias para oficializar a paralisação. A estimativa é que a greve atinja 6,5 mil trabalhadores do Ibama. Elizabeth Lopes, O Estadão.

LULA & RELIGIOSIDADE: PELA INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA


Lula diz que América Latina precisa de integração religiosa.

O presidente Lula disse nesta segunda-feira, no programa semanal de rádio Café com o Presidente, que além da integração energética e social, a América Latina precisa integrar-se religiosamente. Ele informou que conversou sobre o assunto com o papa Bento XVI. - Conversei com o papa sobre a necessidade da integração religiosa na América Latina, porque a Igreja Católica na América Latina também tem um peso muito importante. Nós estamos, já há algum tempo, falando em integração da América Latina, integração cultural, integração social, integração energética, integração de ferrovia, tudo. É importante que haja uma integração religiosa, afirmou. Para Lula, a realização da 5ª Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, em Aparecida (SP), contribui para que a gente tenha mais harmonia na região. Na quinta-feira passada, quando encontrou-se com o papa, o presidente disse que buscará manter no Brasil um Estado laico, ou seja, separado da Igreja. No programa de rádio, Lula afirmou que o Estado Laico é a melhor forma de respeitar todas as manifestações religiosas existentes no país. - É importante que a gente tenha sempre como princípio aqui no Brasil respeitar as mais diferentes religiões existentes. Tem muitas religiões no Brasil. Nós precisamos conviver com todas elas da forma mais respeitosa e mais democrática possível. Portanto, eu estou convencido de que o Estado laico é uma garantia da sustentação democrática também para o Brasil. Depois de cinco dias de visita ao país, o papa Bento XVI embarcou no último domingo à noite para o Vaticano. Agência Brasil, JB Online. Foto, G1 via clipe.

PAPA BENTO XVI & LULA: ECLESIÁSTICO & LEIGO (LAICO)

Lula: 'Vou continuar discutindo com a Igreja':

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu que dará continuidade aos assuntos que discutiu com o Papa Bento XVI, durante a visita de cinco dias do líder da Igreja Católica ao Brasil. Durante o programa “Café com o Presidente” desta segunda-feira (14), Lula afirmou que continuará tratando dos temas levantados e criticados pelo pontífice, em especial os assuntos que envolvem família e juventude. “A passagem do Papa se transformou em marco histórico. Ele ouviu todos os segmentos da sociedade e sua mensagem foi um pouco do que já esperávamos, que foi falar da juventude e da família. São dois temas de extrema importância para o Brasil continuar discutindo. Temos um tempo imenso para aprofundar esses assuntos, mas vou continuar discutindo com a Igreja”, disse o presidente. Lula, no entanto, afirmou que a evolução desses temas ainda está longe de uma solução definitiva. “Por mais que a gente faça, ainda há um estoque grande de jovens abandonados ao longo dos anos. Vai levar algum tempo para recuperar essa juventude”, previu. Durante a visita ao país, Bento XVI criticou o aborto, anticoncepcionais, divórcio, capitalismo, criminalidade. Ele pediu fé como fórmula de fortalecimento da Igreja Católica na América Latina. Embora tenha sido cobrado pelo Papa, o presidente revelou que também fez alguns pedidos ao pontífice. “Pedi para que ele não deixasse de discutir o aquecimento global e a questão dos biocombustíveis. Sobretudo, pedi para ele discutir como se fazer para ajudar os países africanos, que podem achar uma solução de desenvolvimento nos biocombustíveis. Vou continuar discutindo isso com a Igreja brasileira e vamos evoluir muito para combater a miséria”, afirmou. A postura e o comportamento do Papa surpreenderam ao presidente. “Muita gente disse que ele era conservador. O Papa mostrou comprometimento com as instituições sociais. Ele colocou críticas profundas, principalmente nas questões violência, criminalidade e abandono social. Ele teve um comportamento digno e benéfico para nós, brasileiros”, resumiu Lula. G1, SP.

LULA & ABORTO: UMA DECISÃO PARA O CONGRESSO!

Lula decide não patrocinar plebiscito do aborto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse aos principais ministros que o governo não participará de articulação política para a realização de um plebiscito sobre a ampliação da descriminalização do aborto. Considera que deva ser iniciativa do Congresso e de entidades da sociedade civil. No fundo, é um modo de não hostilizar a Igreja Católica. Um auxiliar direto de Lula transmitiu orientação presidencial ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, para que ele evitasse polêmicas durante a visita do papa. Ou seja, além da mãe do ministro, como ele próprio relatou, Lula também solicitou que falasse menos. Tramita no Legislativo um projeto que prevê a descriminalização do aborto até 12 semanas de gestação. Atualmente, vale lei de 1941 que permite apenas duas possibilidades de aborto: se a gravidez resultar de estupro ou se houver risco à vida da mãe. Salvo essas hipóteses, é crime passível de ser punido com até três anos de prisão. O próprio Lula já disse julgar a questão do aborto mais complicada do que se posicionar a favor ou contra. Afirmou que ninguém defende aborto, mas declarou que há um problema real de saúde pública que preocupa o governo. No entanto, acha que a discussão deve ser feita pela sociedade e pelo Congresso. Avalia que, politicamente, é uma batalha muito custosa a ser travada e que, na prática, depende pouco agora do Executivo. "A bola está com Congresso", costuma dizer o presidente. Segundo dados do Ministério da Saúde, 220 mil mulheres procuram anualmente hospitais públicos para tratar de seqüelas de abortos clandestinos. Há estimativas extra-oficiais de que ocorram mais de um milhão de abortos desse tipo todos os anos no Brasil. Ao longo da semana, Temporão polemizou com autoridades católicas e defendeu a possibilidade de plebiscito. A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) é contra o plebiscito e contra o aborto inclusive nas hipóteses previstas na lei brasileira. A decisão de Lula de não incentivar politicamente o plebiscito tira fôlego dos defensores do projeto em tramitação no Congresso. E vai contra o que tem pregado o ministro da Saúde.O prazo de 12 semanas foi estimulado no projeto como limite porque cientistas dizem que até então não há relação entre neurônios. Jurídica e cientificamente, há aqueles que defendem que a vida acaba com a morte cerebral. Por analogia, os defensores do aborto até 12 semanas usam o critério de início da "vida cerebral".Países que adotaram a descriminalização do aborto usaram o prazo de 12 semanas.A Igreja Católica e outros cientistas argumentam que a concepção (fecundação do óvulo pelo espermatozóide) é o começo da vida. E que o fim é seu declínio natural --não a morte cerebral. Portanto, são contra o aborto e a eutanásia em qualquer hipótese. No encontro de quinta-feira, Lula pediu a Bento 16 que usasse sua autoridade religiosa e moral para se pronunciar a respeito de temas mundiais nos quais o Estado do Vaticano não teria interesse direto. E citou as negociações de liberalização comercial e de queda de protecionismo que são travadas no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio). O presidente mencionou a importância da Rodada Doha para derrubar empecilhos ao desenvolvimento econômico dos países mais pobres. Sem entrar em detalhes, Lula citou também a reforma da ONU (Organização das Nações Unidas) como fundamental para ampliação da influência dos países mais pobres no organismo. E falou bastante dos biocombustíveis, alternativa que julga uma forma ambiental mais correta de garantia de energia para o futuro da humanidade. Kennedy Alencar. Colunista da Folha Online.

TRABALHADOR BRASILEIRO: MAIOR CONHECIMENTO, MENOR SALÁRIO.

Trabalhador estuda mais e recebe menos.

Os trabalhadores brasileiros estão mais instruídos, mas ganhando menos. Em 22 anos - entre 1982 e 2004 - a média de estudo do proletariado urbano cresceu dois anos e cinco meses, enquanto a renda média encolheu 33,62%. Em 1982, um terço dos trabalhadores das cidades não tinha o ensino fundamental completo. O índice caiu para 15%, mas não garantiu a melhoria da qualidade de vida. Quem tinha diploma do chamado primário há 25 anos ganhava em média 12% a mais do que os analfabetos. Em 2004, o salário dos dois grupos se equiparou. Os números são de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), elaborado pelos economistas Anna Crespo e Maurício Cortez Reis. - Os resultados mostram uma redução no efeito diploma entre 1982 e 2004, indicando que a conclusão de um ciclo educacional no Brasil vem perdendo valor ao longo do tempo - dizem os economistas do Ipea. Os trabalhadores que estudaram mais estão ganhando proporcionalmente salários mais altos [?]. Pelo estudo do Ipea, quem tinha 17 anos de estudo em 1982 recebia o dobro daqueles que estudaram 10 anos. Em 2004, a diferença dos salários subiu para 172%. Em compensação, a diferença salarial entre os trabalhadores com 10 anos de estudo e os que não haviam concluído o primeiro grau caiu de 123% para 75%. Para os economistas Anna Crespo e Maurício Cortez Reis, as significativas mudanças no mercado de trabalho nos últimos 20 anos, decorrentes da abertura da economia, da globalização e do desenvolvimento tecnológico, exigiram profissionais mais habilitados. Valderez Caetano, JB Online, Brasília.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"


Massa vence fácil na Espanha. Com uma atuação sensacional, o brasileiro Felipe Massa contrariou as expectativas que previam um domínio absoluto da McLaren no GP da Espanha, disputado no circuito de Barcelona. O piloto da Ferrari dominou o fim de semana, fazendo a pole position e a melhor volta da prova. Em segundo e terceiro lugares ficaram o inglês Lewis Hamilton e o espanhol Fernando Alonso, ambos da McLaren. O brasileiro Rubens Barrichello, da Honda, foi o décimo. Globoesporte.com. Foto matéria.

Celam deve discutir desafios da Igreja Católica para o 3º milênio. Após a visita de cinco dias do papa Bento 16 ao Brasil, bispos, padres e religiosos continuarão a discutir na 5ª Celam (Conferência Geral do Episcopado Latino-americano) temas abordados pelo sumo pontífice que definirão o futuro da Igreja Católica no continente americano. Entre os desafios da igreja para o terceiro milênio que serão debatidos durante os próximos 18 dias de conferência estão o embate entre os conservadores e os progressistas que defendem a teologia da libertação, a estrutura familiar, a manutenção dos jovens na vida cristã, a ordenação de mulheres, e a perda de fiéis para igrejas evangélicas neo-pentecostais, um dos temas que mais preocupa os bispos brasileiros. Folha Online, Regiane Soares.
Entenda o que é proselitismo, palavra usada pelo Papa. Bento XVI usou o conceito três vezes durante a visita ao Brasil. Termo tem conotação negativa e é usado para descrever o comportamento dos outros. prosélito [do grego prosélytos, 'aquele que se aproxima'] (Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa). Proselitismo é o nome dado à busca ativa de uma religião por novos fiéis. Em sua origem grega, o termo designava a adesão de pagãos ao judaísmo, mas esse sentido primeiro foi perdido há muito tempo. Hoje, “proselitismo” é usado com conotação negativa, para descrever a suposta agressividade de uma religião (concorrente) em converter novos seguidores. David Butter, G1. SP.
DaimlerChrysler vende 80% da Chrysler por R$ 14,9 bilhões. FRANKFURT, Alemanha - O fabricante automobilístico DaimlerChrysler informou que venderá uma participação de 80,1% na Chrysler ao investidor financeiro Cerberus Capital Management por 5,5 bilhões de euros (R$ 14,9 bilhões), livre de dívidas. A DaimlerChrysler, que passará a se chamar Daimler, ficará com um pacote acionário de 19,9% na futura Chrysler Corporation LLC. Efe, O Estadão.
Fazendeiro nega envolvimento na morte de missionária. O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o "Bida", acusado de ser um dos mandantes do assassinato da missionária americana Dorothy Stang, negou envolvimento no caso nesta segunda-feira (14). "Não participei de crime algum", disse ele, durante o interrogatório feito pelo juiz Raimundo Moisés Alves Flexa, em Belém (PA). Dorothy Stang foi assassinada a tiros em fevereiro de 2005, em Anapu (PA). Seis pessoas são acusadas de envolvimento no crime. O julgamento de "Bida" começou nesta segunda-feira. A previsão é que a sessão dure dois dias. G1, SP.
Lucro de R$ 5 bi faz Vale superar Petrobras. Um relatório de uma consultoria divulgado nesta segunda-feira coloca a Companhia Vale do Rio Doce – e não mais a Petrobras – como a empresa mais lucrativa da América Latina. De acordo com a consultoria Economática, responsável pelo levantamento, o fraco desempenho da estatal petrolífera no primeiro trimestre do ano foi o responsável por sua queda. A Petrobras vinha de 17 trimestres consecutivos como a mais lucrativa da região. Veja Online.
Homo obesus: Obesidade, hormônios, nutrição e diabetes. A epidemia de obesidade observada em todo o mundo moderno elevou o número de obesos considerados "mórbidos". Este grau avançado de obesidade é medido pelo peso do indivíduo (em kg) dividido por sua altura (em metros) ao quadrado. O resultado dessa conta é o Índice de Massa Corporal (IMC). Assim, um homem de 1,70m, com peso de 120kg teria um Índice de Massa Corporal de 41,5kg/m2. Os obesos de grande porte são aqueles que apesar de inúmeras dietas, longa permanência em SPAs, uso constante ou esporádicos de medicamentos variados e pacientes de apoio psicológico adequado, podem perder peso, mas sempre voltam ao patamar ponderal anterior (às vezes suplantando o peso inicial). Geraldo Medeiros Médico endocrinologista Professor da USP, Veja Online.

PAPA BENTO XVI: O QUE ERA BOM, FICOU MELHOR!

No Brasil, papa mostra carisma sem deixar de lado discurso conservador.

Na viagem ao Brasil, que durou cinco dias, o papa Bento 16 revelou um lado carismático, sem abrir mão do discurso conservador sobre os valores éticos e morais da Igreja Católica. Em seus pronunciamentos, condenou o aborto e a eutanásia, criticou os desvios sexuais e o divórcio, defendeu a castidade antes do casamento e os valores da família, e ressaltou a importância da evangelização. Aos religiosos, durante a abertura da 5ª Celam (Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe), neste domingo, o sumo pontífice criticou o marxismo e o capitalismo, além de responsabilizar os governos pela desigualdade social da região. Deu ênfase também à família e condenou o machismo da sociedade latino-americana, ressaltando o papel e a importância da mulher."Em algumas famílias da América Latina persiste ainda a desgraça de uma mentalidade machista, ignorando as condições do cristianismo que reconhece e proclama a igual dignidade e responsabilidade da mulher e do homem." Na despedida, em pronunciamento feito na base aérea de São Paulo, em Guarulhos, o papa afirmou ter vivido momentos inesquecíveis no Brasil e que guardará na memória o entusiasmo do povo brasileiro. "Ao deixar esta terra abençoada do Brasil, eleva-se na minha alma um hino de ação de graças ao Altíssimo, que me permitiu viver aqui horas intensas e inesquecíveis, como o olhar dirigido à Senhora Aparecida que, do seu Santuário, presidiu o inicio da 5º Conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe", afirmou. Bento 16 embarcou de volta a Roma por volta das 20h55. O papa partiu, entretanto, sem fechar um acordo de "interesses comuns" entre a Santa Sé e o Estado brasileiro, que incluiria, entre outras coisas, a obrigatoriedade do ensino religioso na rede pública de educação. O jornalista Josias de Souza informa no seu blog que a Câmara tentará romper nos próximos dias o "manto de sigilo que envolve a negociação entre o Vaticano e o Brasil" sobre o possível acordo. A passagem do papa Bento 16 por São Paulo, porém, não foi marcada só por encontros com políticos, religiosos, jovens e discursos rigorosos. Durante a viagem, o sumo pontífice quebrou sua agenda oficial e mostrou um lado carismático. Da sacada blindada do mosteiro São Bento, no centro de São Paulo, onde ficou hospedado, o papa surgiu diversas vezes para acenar para o público."Fiquem com Deus! Que Nossa Senhora Aparecida vos proteja. Fiquem com Deus", disse ele em seu último dia no mosteiro. Na Fazenda da Esperança, um centro de recuperação de dependentes químicos, em Guaratinguetá (176 km a nordeste de São Paulo), Bento 16 desceu do palco para cumprimentar e abençoar os jovens que acompanhavam a cerimônia. A caminhada entre o público no fim da celebração não estava programada.Em São Paulo e em Aparecida, o papa circulou de papamóvel com os vidros abertos. A população brasileira conheceu uma nova imagem do papa Bento 16 durante a passagem dele pelo Brasil, segundo o teólogo e ouvidor da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica), Fernando Altemeyer Junior. "O país conheceu uma nova imagem de Bento 16. A imagem de um papa que não conheciam ainda", disse Altemeyer." Não há dúvida de que ele [o papa] deixou uma marca simpática, agradável, e deu seu recado, de reorientação da evangelização em relação à família", acrescentou Luiz Felipe de Cerqueira e Silva Pondé, também teólogo da PUC-SP. Com um olhar especial para a juventude, Bento 16 pediu aos jovens que façam da "família um foco irradiador de paz e de alegria" e afirmou que o "amanhã" depende muito de como estão vivendo o "hoje". "Podeis ser protagonistas de uma sociedade nova se procurais pôr em prática uma vivência real inspirada nos valores morais universais, mas também um empenho pessoal de formação humana e espiritual de vital importância", disse ele aos jovens em evento no estádio do Pacaembu, em São Paulo, na quinta-feira (10). Na ocasião, o papa defendeu o amor casto inspirado na vida de Jesus Cristo. "Faço votos de que o Espírito Santo desperte no coração de tantos jovens um amor apaixonado no seguimento e imitação de Jesus Cristo casto, pobre e obediente." Folha Online.

CONGRESSO NACIONAL: VÍTIMAS DO SISTEMA ("sic")

Para maioria no Congresso, corrupção é culpa do 'sistema':

Pesquisa realizada por especialistas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que o Congresso aponta que boa parte dos parlamentares vê a estrutura do sistema político como a grande responsável pelos casos de corrupção protagonizados por congressistas, e se divide sobre o efeito esterilizante do financiamento público de campanha - um dos pilares da reforma política encampada pelo Planalto. A pesquisa Perfil do Congresso e Percepção sobre as Reformas e Agenda Política, a que o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso, é um retrato das convicções de deputados e senadores sobre a reforma política e os costumes do Congresso. Foi bancada pela própria FGV, com a finalidade de ser um diagnóstico não partidário dos problemas estruturais do Brasil. Coordenada pelos professores Marco Aurélio Ruediger e Marcio André de Carvalho, ela mostra que para 73% dos parlamentares entrevistados desvios de conduta são influenciados não apenas pela atitude individual, mas pelo 'sistema de barganha e negociações historicamente constituído'. Na base do sistema estaria o pagamento preferencial das emendas ao Orçamento apresentadas pelos parlamentares fiéis ao Planalto e a distribuição de cargos com orçamentos recheados. Apenas 21% afirmaram que esses desvios são de ordem pessoal. Em termos práticos, esquemas como o dos sanguessugas, que consistia na liberação de emendas para a compra de ambulâncias superfaturadas com recursos de emendas de parlamentares, seriam uma manifestação do uso do sistema político atual para benefício próprio de certos grupos. Por isso, os pesquisadores da FGV defendem, além da reforma, um tópico paralelo relacionado às mudanças na feitura do Orçamento. A reforma do Orçamento melhoraria a qualidade das escolhas públicas e, assim, deveria ser debatida junto com a reforma política para que as negociações sejam mais transparentes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Ag.Estado, G1.

domingo, maio 13, 2007

MARIA: MÃE DE DEUS [FILHO]!

"(...)
26.
No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27.
a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria.
28.
Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.
29.
Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.
30.
O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.
31.
Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.
32.
Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó,
33.
e o seu reino não terá fim.
34.
Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem?
35.
Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.
36.
Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril,
37.
porque a Deus nenhuma coisa é impossível.
38.
Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.
(...)"
____________
[LUCAS, 1: 26-38].

13 DE MAIO: DIA DAS MÃES

"SER MÃE,
NÃO É
PADECER NUM PARAÍSO
E, SIM,
MERECER O PARAÍSO! "
________________

[Nossa Homenagem; NHM].

sábado, maio 12, 2007

EDITORIAL: ESTADO LAICO ?

EDITORIAL – 12 de maio de 2007.

ESTADO LAICO OU ESTADO LACO-PACO?

Há algum tempo, pelos idos anos setenta, era comum dizer que o Brasil era constituído de dois Brasis e conhecido pela alcunha de BRASÍNDIA, a fusão de Brasil com Índia[1]. O primeiro representado pelos estados do Sudeste/Sul e o segundo pelos do Norte/Nordeste. O primeiro rico e o segundo pobre. A nosso ver, esse mesmo sentido pode ser mantido, contudo, a partir do conceito locacional e não mais regional, trazendo a localização de um dos Brasis para o paralelo 15º e denominando os dois países de BRASILHA[2]. Assim, ao CONTRÁRIO de Brasíndia, o primeiro seria constituído pelos 26 estados brasileiros e o segundo por Brasília. E, mais especificamente pelos políticos que, após eleitos, se distanciam dia-a-dia da “ciência política”. Esta introdução neste Editorial está baseada na indignação que nos assola a partir da votação “simbólica” na Câmara “dos” Deputados, na última quinta-feira (10), que reajustam em 28,5% os salários dos parlamentares, dos ministros, do Presidente da República e do Vice-presidente, aproveitando-se da chegada do Papa Bento XVI ao Brasil, para a qual toda a atenção da mídia e da população estava voltada. No bojo desta indignação e frustração, lembramos parte da letra de uma canção (Cálice), de Gilberto Gil[3] e Chico Buarque, bem apropriada para este momento: “... como é difícil acordar calado, se na calada da noite eu me dano”. Este Editorial quase se poderia findar por aqui.
.../
Nestes termos, uma vez que os representantes eleitos não tomam conhecimento do que ocorre além Brasilha, à medida que eles vivem numa “ilha de prosperidade”, é quase que desnecessário lembrar qualquer promessa ou programa de campanha seja para o pleito de 2002 seja para o de 2006, principalmente para a eleição do presidente do País, considerando que os Programas de Governo contavam com a anuência dos “partidos em coligação”, atualmente (re)nominados de “partidos de coalizão”. Não obstante, vejamos: Conforme constamos no editorial da semana passada, o Programa de Governo do PT apresentado à sociedade na campanha eleitoral de 2002, no capítulo intitulado Mais e Melhores Empregos, continha o compromisso de “dobrar o poder de compra do salário mínimo ao longo dos quatro anos de mandato”[4] como meta do novo governo, de maneira a gerar 10 milhões de empregos (p. 7). As justificativas da necessidade desses novos postos de trabalhos, entre outras, davam conta de que “(...) os trabalhadores de mais idade vivem a total insegurança. É cada vez mais difícil encontrar um novo trabalho após os 40 anos. (...) Para os que trabalham resta a insegurança. A perda de renda e a persistente ameaça de um dia voltar para casa com o constrangimento de demissão” (p. 1). Promessas! Para a campanha de 2006, no programa de Governo[5] para o segundo mandato do Presidente Lula (2007/2010), está escrito que “o nome do meu segundo mandato será desenvolvimento. Desenvolvimento com distribuição de renda” (p. 5). Para isso, “gerar mais e melhores empregos, por meio da expansão do investimento público e do estímulo ao investimento privado nos setores com maior potencial de criação de novos postos de trabalho e (...) definir uma política de recuperação do poder de compra do salário mínimo”, (p.20).
Ao assumir o governo em 2003, o presidente Lula corrigiu o salário mínimo de R$200,00 para R$240,00. Reportando-nos aos dados do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) observamos que o salário mínimo no mês de abril de 2003, deveria ser de R$1.557,55 para ser “capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, reajustado periodicamente, de modo a preservar o poder aquisitivo”. Ao final do seu primeiro mandato (em 2006) o salário mínimo era de R$350,00 e segundo o DIEESE (R$1.536,96). Agora, no seu segundo mandato (2007/2010), o salário mínimo foi corrigido em 8,6% elevando-o para R$380,00 em abril de 2007, cujo valor para o DIEESE deveria ser de R$1.672,56 o que corresponderia a 8,8% de correção.
Esse valor de R$380,00 em termos de “poder de compra do salário mínimo”, pelos cálculos do DIEESE, seria de R$284,16 em abril de 2003 e que equivale a 5,48 do salário necessário, calculado por esse mesmo Departamento. Tomando-se esse índice como referência, o “salário necessário” então deveria ser de R$1.918,00 em abril de 2007. Logo, mediante um reajuste de 24,8% e não de 8,8%.
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Nem mesmo assim, o salário mínimo do Governo ou do Dieese teria sido “o dobro” na gestão 2003/2006.
Esperaríamos por mais quatro anos? Ou mesmo como Estado Laico podemos esperar por milagres, agora que temos um santo brasileiro?
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[1] Obviamente que esta expressão não mais se aplica haja vista o PIB da Índia “vis a vis” o PIB do Brasil segundo os últimos dados divulgados pelo IBGE (inclusive neste blogue), por ocasião da mudança da metodologia de cálculo do Instituto para essa mensuração.
[2] Nossa definição de Brasilha: "uma porção de políticos cercada de eleitores por todos os lados".
[3] Gilberto Passos Gil Moreira, “hoje”, Ministro da Cultura (2003/2006; 2007/2010).
[4] http://www.pt.org.br/site/assets/maisempregos.pdf
[5] http://www.pt.org.br/site/assets/plano_governo.pdf