A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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terça-feira, maio 29, 2007
RENAN CALHEIROS: NA-VAL[H]A OU NA CALHA? (*)

Operação Navalha - As conversas gravadas pela PF apontam que o ex-secretário de Infra-estrutura de Alagoas, Adeílson Teixeira Bezerra, junto com outros acusados de integrar o esquema de fraudes em licitações de obras, articulavam para que Renan pressionasse a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a liberar recursos para obras fraudadas. Em conversa com Enéas Alencastro, representante do governo de Alagoas em Brasília, Adeílson diz que se encontrou no dia anterior com Renan e afirma que o senador pediu para que ele conversasse com o governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB). Adeílson e Enéas tratam sobre uma obra que deve ser licitada para o Estado, mas que pode ser compartilhada com municípios. Os dois citam Marco - não identificado - para "brigar para ir tudo pro Estado". Adeílson então diz que se encontrou no dia anterior com "ele (Marco), Olavo (deputado Olavo Calheiros, do PMDB, irmão de Renan) e com Vanderlei para conversar sobre esses problemas". Enéas responde então que é para "tocar a parte da gente, e se depois Renan decidir com Dilma, com quem for, decidir que a prefeitura entra, nós estamos habilitados e aí a gente senta com eles em pé de igualdade, não senta na mão deles". "Na sexta-feira, tive uma conversa muito boa com o governador. Essa semana a gente deixa a inadimplência de lado", diz Enéas. Para concluir a conversa, Adeílson diz: "O senador me pediu para gente sentar, nós dois, evidentemente levar isso ao governador, e ver o que acrescenta nas obras estruturantes pra botar logo no PAC (Programa de Aceleração de Crescimento)".
Relação com lobista - A revista Veja publicou na última sexta-feira que de janeiro de 2004 a dezembro do ano passado o lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior, teria pago pensão mensal de R$ 12 mil para uma filha de três anos que o senador tem com a jornalista Mônica Veloso. Renan argumenta que o dinheiro da pensão vem de rendimento de atividades agropecuárias, que recebeu uma herança. Renan dirá ainda no pronunciamento que pediu a Cláudio Gontijo para fazer os pagamentos porque desejava "manter discrição sobre o caso", segundo a assessoria. "É intolerável que, de uma turbulência circunscrita à minha mais íntima privacidade, se queira extrair ilações desarrazoadas e conclusões perversas", acrescentou Renan em nota oficial distribuída na sexta. O processo de reconhecimento de paternidade vinha sendo conduzido na Vara de Família do Distrito Federal, sob segredo de Justiça. "Laranjas" - Já o jornal O Globo diz que Renan e seu irmão Olavo são acusados de ocultar que são donos de propriedades rurais na região de Murici, Alagoas. Dimário Cavalcante, primo de Renan, alega que vendeu ao senador a Fazenda Novo Largo, que não consta da declaração de bens entregue pelo senador à Justiça Eleitoral. A suspeita é de que Renan use "laranjas" para esconder ser donos de fazendas em Alagoas. Dimário, segundo O Globo, teria procurado o Ministério Público para denunciar o senador em 2005 depois de ter descoberto que, pelo menos em documentos públicos, aparecia como dono de uma fazenda em Murici sem nunca ter adquirido a propriedade.
Segundo ele, seu nome foi usado para que a família Calheiros recebesse indenizações milionárias do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), dentro do plano de recuperação ambiental da região, na Estação de Murici, que pertence à Mata Atlântica. As suspeitas de fraude interromperam o processo. Estadão, com Reuters, (colaborou Nélia Marquez). [Após 20 minutos de discurso, Renan é cumprimenado por Collor, foto Celso Junior-AE].
OPERAÇÃO NAVALHA: "ATÉ TÚ, MEU FILHO!"

segunda-feira, maio 28, 2007
OPERAÇÃO NAVALHA: ESTAMOS FAZENDO "ESCOLA"!
RENAN CALHEIROS: DE EMPREITEIRAS E EMPREITEIRAS... [DE-VERAS?]

MINISTRO DA JUSTIÇA: EM DEFESA DA PF OU DA ELITE?

MINAS E ENERGIA: DEU "DOBRADINHA" NA FÓRMULA BRAS-ILHA N^2=F^2
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

CONGRESSO & GOVERNO [In:] MEDIDAS ANTI-CORRUPÇÃO: COMO? CORRUPÇÃO? ONDE???

A seqüência de escândalos com o dinheiro público, que em menos de dois anos apresentou ao País o mensalão, as Operações Vampiro e Sanguessuga e agora a Operação Navalha, convenceu os líderes do Congresso e o próprio governo federal de que é urgente partir para o contra-ataque. O primeiro passo será dado amanhã, pelos parlamentares, e o alvo é o Orçamento da União, que em 2006 chegou a R$ 1,53 trilhão, e a maneira como ele é negociado hoje. O colégio de líderes, comandado pelo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), apresentará amanhã um pacote para acabar com as emendas das bancadas e transformar as individuais em impositivas. Na quarta-feira, o PSDB promete radicalizar o debate: em reunião mista do Congresso, o senador Sérgio Guerra apresentará em nome dos 13 senadores tucanos um projeto que propõe a extinção da Comissão do Orçamento. Por parte do governo federal, o presidente Lula determinou que os ministros discutam formas de tornar os processos de licitação mais transparentes. O objetivo é evitar as fraudes e o desvio de dinheiro em obras públicas (leia texto na página A5). Campanhas contra o modo de dividir os bilhões do Orçamento já existem há tempos, mas sem a urgência dos recentes escândalos. Basta lembrar que só as Operações Sanguessuga e Navalha revelaram que mais de R$ 280 milhões sumiram pelo ralo. O senador Paulo Paim (PT-RS) defende, em um desses projetos, a instituição de algo semelhante ao orçamento participativo já testado no Sul. “As necessidades têm de ser definidas de baixo para cima”, sustenta ele. “Primeiro em nível local, depois consolidadas num plano nacional, de acordo com os recursos disponíveis. E, aprovadas, elas têm de ser executadas automaticamente.” Outra idéia antiga é do deputado José Aníbal (PSDB-SP), que, na contramão do que querem os líderes, defende a extinção das emendas individuais. “Essas emendas dão espaço a uma grande promiscuidade”, alega o deputado tucano. Nesse debate, Chinaglia mostra-se prático: “Se acabarmos com as emendas de bancada, os interessados vão se entender com o Executivo. Seria uma maneira de tirar da Câmara a possibilidade de envolvimento num esquema que envolve muita gente.” Hoje, só uma pequena fração do Orçamento da União pode ser emendada pelo Legislativo. Individualmente, cada parlamentar tem direito a apresentar R$ 5 milhões para os investimentos que achar necessário. As bancadas têm direito a valores bem mais polpudos. Como o Orçamento da União é autorizativo, o governo pode ou não liberar o dinheiro destinado conforme seu interesse. Com a manutenção das emendas individuais num sistema de orçamento impositivo e o fim das emendas de bancada, os parlamentares dizem querer acabar com dois dos principais focos de corrupção no Congresso: o uso das liberações de verba para emendas como moeda de troca - parlamentares têm seus pedidos atendidos ou não conforme seus votos nos projetos de interesse do governo - e a presença de lobistas nas bancadas. Para o tucano Sérgio Guerra, está na hora de se aceitar, em definitivo, que esse é um trabalho técnico “e quem tem de avaliar onde e quanto o País deve gastar são os grupos técnicos responsáveis pelas políticas públicas”. São tão poucos os recursos, diz ele, e o Executivo já gasta tanto e exerce tamanha pressão, que o leilão e a decisão casuística não fazem nenhum sentido. “A comissão mista do Orçamento atua em uma cultura política que não existe mais”, diz ele. “Se o governo não se dispuser a negociar e ser democrático, as emendas continuarão sendo, de um jeito ou de outro, pura moeda eleitoral. Não há política de prioridades”. A saída, para ele, é eleger-se uma comissão de sistematização, no final do ano, para consolidar as propostas recebidas dos criadores de políticas públicas, em áreas determinadas. Outro avanço que o senador considera urgente, e que tem o apoio de líderes de outros partidos, é criar um sistema de preços justo e aceitável e estendê-lo a todo o País, o que poderia ser uma arma contra superfaturamentos. Mas o senador tucano é realista: a repartição do bolo empobreceu a imensa maioria dos municípios, e os parlamentares dessas regiões dificilmente abrirão mão da intermediação junto aos ministérios e ao Planalto, pois disso depende sua sobrevivência eleitoral. Estadão, Gabriel Manzano Filho e Ricardo Brandt. FotoSearch, royalty free.
HUGO CHÁVEZ & RCTV: "SE NÃO ESTÁS COMIGO, ESTÁS CONTRA MIM"!

OPERAÇÃO NAVALHA: DE TANTA CARNE O "FIO" JÁ ESTÁ FICANDO "CEGO"!
OPERAÇÃO NAVALHA [In:] A PÁTRIA DOS "EX-" (APENAS ISSO???)
SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira, em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente, que "suspeita" não é prova de culpa. O presidente se referia à reportagem da revista Veja, em que coloca sob suspeita o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). "Até prova em contrário, ele (Renan) é inocente", alegou. A revista acusa o senador de receber recursos da construtora Mendes Júnior, que já negou o pagamento. Lula afirmou que a Polícia Federal tem liberdade para de investigar "quem quer que seja". "Todas as denúncias de corrupção, todas, sem distinção, contra quem quer que seja, serão investigadas." O presidente reclamou do vazamento de investigações para a imprensa antes do final dos processos, "porque senão nós cometemos o erro de condenar as pessoas" que depois, se provam inocentes. "Nós iremos investigar todas as denúncias que forem feitas, doa a quem doer, seja contra quem quer que seja", reafirmou. Lula contou também que foi a favor do afastamento do ex-ministro Silas Rondeau, de Minas e Energia - ele entregou a carta de demissão na terça-feira, 22, após ter sido acusado de receber R$ 100 mil de propina em troca de favorecimento da empreiteira Gautama, pivô do esquema de fraudes de licitações de obras. O presidente afirma ainda que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não será prejudicado pelas investigações da Operação Navalha. "As denúncias são indícios importantes de que nós precisamos melhorar o processo de licitação nesse País e o processo de concorrência de obras públicas", disse. Estadão.
domingo, maio 27, 2007
A HORA DO "ÂNGELUS"
ORAÇÃO DA PAZ
Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna.
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(Fonte: de "domínio público").
sábado, maio 26, 2007
EDITORIAL. 2010: EM CAMPANHA OU CAMPANA?
2010: EM CAMPANHA OU CAMPANA?
No Editorial da semana passada encerramos nossa análise perguntando se o Governo já estaria em campanha para 2010. Era o que tudo indicava. Porém, o noticiário desta semana foi inflado pelo “desfecho” do caso Silas Rondeau/Gautama a partir de seu pedido de exoneração e a imediata indicação [novamente pelo PMDB] de seu substituto, Márcio Zimmermann, para o Ministério de Minas e Energia (MME), com o aval dos senadores José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL). O diferencial na indicação dos nomes para esse Ministério - do primeiro (Rondeau) para o segundo (Zimmermann) - está no apadrinhamento: Rondeau/José Sarney e Zimmermann/Dilma Rousseff. É sabido que Márcio Zimmermann que estava ocupando a secretaria de Desenvolvimento e Planejamento Energético do MME foi levado ao Ministério, em 2004, pela ministra da Casa Civil quando ela respondia pelo mesmo Ministério.
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Não seria enfadonho relembrar que a causa que motivou o pedido de demissão de Silas Rondeau foi a denúncia efetuada pela Polícia Federal (PF) contra fraudes em licitações de obras da construção civil dos órgãos do governo envolvendo a Construtora Gautama, de propriedade de Zuleido Veras, e os ministérios de Minas e Energia, da Integração Nacional, das Cidades e do Planejamento. O envolvimento de Silas Rondeau veio à tona, pelos jornais no dia 21, quando ele se preparava para integrar a comitiva do presidente Lula à Foz do Iguaçu/Paraguai, para a inauguração de duas novas turbinas da usina hidrelétrica Itaipu Binacional. Foi então dado conhecimento da documentação enviada pelo procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza ao STJ que (com)provava que o ministro havia aceito uma propina de R$ 100 mil, acomodados num “envelope pardo”, recebido pelo seu assessor especial Ivo Almeida Costa e entregue ao Ministro, conforme documentado por vídeo. Segundo a PF, o valor recebido serviu para “premiar” o Ministro por supostas vantagens oferecidas à Gautama, numa licitação do programa Luz Para Todos, destinado a levar luz elétrica a zonas rurais. Nessa trama, além de Zuleido Veras (Gautama) e Silas Rondeau, estão sendo denunciadas mais 46 pessoas por organizarem uma máfia que fraudava licitações de programas como o de Luz para Todos e se preparava para assumir também os empreendimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo o jornal Estadão, o avanço da máfia das obras sobre o PAC se explica: lançado em 22 de janeiro, é o carro-chefe do segundo mandato do governo Lula e prevê investimentos de R$ 503,9 bilhões até 2010. Só em recursos diretos da União, serão R$ 113,8 bilhões. Sabe-se que a área que mais interessava “ao grupo” era a que o governo federal intitulou de “infra-estrutura social e urbana”, onde serão investidos R$ 170,8 bilhões até 2010. Só para saneamento (uma das especialidades da Gautama) serão destinados R$ 40 bilhões. Outra área de cobiça, a de infra-estrutura hídrica, terá R$ 12,6 bilhões. E é nessa rubrica que está a principal obra do PAC, a transposição do Rio São Francisco (empreendimento de R$ 6 bilhões), onde, no início do mês, a Gautama candidatou-se na licitação para um dos 14 lotes, no valor de R$ 275 milhões.
Por fim, no dia 22, Silas Rondeau entregou o cargo através de uma “nota” (ops!) enviada ao presidente Lula, na qual ele destacou que essa decisão objetivava “impedir que o setor energético, fundamental para o desenvolvimento do País, seja prejudicado e que a imagem do governo seja de algum modo afetada" e reafirmava "completa e absoluta inocência na certeza de que tudo será esclarecido, provando a injustiça e a crueldade das mentiras e insinuações divulgadas a meu respeito, que atingiram minha honra". Na nota, afirmou também que "cada segundo que dedicou ao exercício de suas funções foi pautado por valores, éticos, morais e cristão e nunca, em momento algum, jamais pratiquei qualquer ato que não fosse orientado pelos princípios essenciais, que sempre nortearam a minha vida, com absoluta honestidade e compostura”. Em outro trecho disse que em sua vida de técnico, foi "trabalhador, de vida modesta, respeitado no setor elétrico, que escolhi por profissão e ao qual me dediquei inteiramente, tem sido marcada pela lisura e honradez". Na sucessão de Rondeau, entre os vários nomes sondados pelo PMDB (Sarney/Renan) ou vislumbrados pelo PT, venceu Márcio Zimmermann, indicado pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff e do agrado do Presidente.
Ainda em relação a Gautama e a “operação navalha”, o nome do presidente do Senado, Renan Calheiros, foi citado em alguns trechos de conversas telefônicas, gravadas pela PF durante a investigação. Consta que o senador e o presidente da Assembléia Legislativa de Alagoas, Antonio Albuquerque (DEM), teriam intercedido para que o governo alagoano liberasse verbas para a Gautama. Nessa semana, o senador Renan negou que seja amigo de Zuleido Veras, dono da Gautama, e disse que sua relação com o acusado é "com o dono de uma empresa que faz obras em Alagoas".
Como se não bastasse, outra construtora entrou em cena no dia 25. Desta vez a “Mendes Júnior” e envolvendo diretamente o presidente do Senado, Renan Calheiros. A denúncia em matéria assinada pelo jornalista Policarpo Júnior, da revista Veja, diz que o lobista da empreiteira Cláudio Gontijo pagava até recentemente o aluguel de um apartamento em Brasília e a pensão de uma filha de 3 anos, que Renan teria com uma jornalista de Brasília, fora do casamento, no valor total de R$ 16.500,00 mensais. E como complemente, a construtora manteria permanentemente à disposição do senador um flat em dos hotéis mais luxuosos da cidade e teria ajudado financeiramente seus familiares e campanhas eleitorais. A denúncia contra o presidente do Senado pode ser avaliada como um desdobramento das investigações da PF que resultaram na Operação Navalha. Caso as denúncias da Veja sejam comprovadas, isso poderá levar o senador a perder o cargo e até mesmo o mandato. Para o cientista político Rogério Schmitt, "o caso é sério, pois envolve o presidente do Senado, a autoridade que está no quarto lugar na linha de sucessão do presidente da República”.
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O estranho é que nesse caso de Rondeau [e em tantos outros que envolvem desvios de dinheiro público, atos de improbidade administrativa ou abuso de poder] não se fala na devolução imediata dos recursos ao erário e, sim, no “processo de substituição de nomes dos envolvidos” para garantir a “cota do partido nas indicações”.
sexta-feira, maio 25, 2007
XÔ! ESTRESSE [In:] TRAMA EM G[R]AU MAIOR!
IBGE [In:] BRASIL, CASA GRANDE, FÉ-CEGA, FACA AMOLADA.
RENAN [In:] "VEJA" BEM, HÁ CONTROVÉRSIAS!
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
Polícia Federal não será reprimida, diz Lula. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu nesta sexta-feira (25) reclamações de aliados sobre a atuação da Polícia Federal e afirmou que o governo não vai “cercear” as operações que combatem a corrupção. Políticos governistas criticam a maneira como a PF desenvolveu a Operação Navalha, que desmantelou um esquema de fraude e desvio de dinheiro público. “A PF vai continuar combatendo a corrupção doa a quem doer. Se as pessoas não quiserem ser molestadas, não pratiquem nenhum erro que não serão molestadas”, afirmou Lula após almoço no Itamaraty, oferecido ao presidente do Panamá, Martín Torrijos. Apesar de classificar de “função nobre” a atuação da Polícia Federal, o presidente voltou a dizer que a corporação não pode praticar “exageros” nas operações. Ele citou “vazamento de informações”, uso desnecessário de algemas ou “arrebentar a porta” de alguém. “É preciso que não haja exagero. Você não pode ficar vazando notícias antes que você termine o processo, a investigação. Senão, você execra as pessoas primeiro pelas manchetes dos jornais”, disse Lula. G1, Brasília, Tiago Pariz.
RENAN & CONGRESSO [In:] E "SE A CASA CAIR? DEIXE QUE CAIA!" (*)

A reportagem publicada pela revista Veja que acusa o presidente do Senado Renan Calheiros(PMDB-AL) de ter suas despesas pessoais financiadas pela construtora Mendes Júnior, representa um risco potencial à base política. Para o cientista político Rogério Schmitt, a crise acende um ´alerta amarelo´ no cenário político por ser ´a crise mais grave do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva´. Caso as denúncias da matéria assinada pelo jornalista Policarpo Júnior forem comprovadas, poderá levar o senador a perder o cargo e até mesmo o mandato. Por menos que isso, o senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA) renunciou à presidência do Senado e ao mandato quando foi acusado de ter violado o painel de votações eletrônicas sigilosas do Senado. O cientista político não descarta que o senador Renan Calheiros sofra algum processo de afastamento do cargo, o que poderia ocorrer também por uma decisão voluntária, em função do escândalo envolvendo seu nome. No entanto, ele acredita que a resistência política de Calheiros deve ser elevada, pois é um dos principais líderes do PMDB, um partido grande e que deve apóia-lo. Segundo a revista, o lobista da empreiteira Cláudio Gontijo pagava até recentemente o aluguel de um apartamento em Brasília e a pensão de uma filha de 3 anos, que Renan teria com uma jornalista de Brasília, fora do casamento, no valor total de R$ 16.500,00 mensais. Além disso, a construtora manteria permanentemente à disposição do senador um flat em dos hotéis mais luxuosos da cidade, e teria ajudado financeiramente familiares seus e campanhas eleitorais. A denúncia contra o presidente do Senado pode ser avaliada como um desdobramento das investigações da Polícia Federal que resultaram na Operação Navalha. Segundo fontes do PMDB, o presidente do Senado já desconfiava que estava sendo espionado. Essas fontes dizem que a suspeita é de que a fonte da denúncia é a PF. Os desdobramentos da Operação Navalha, e agora a denúncia contra um dos mais importantes líderes do PMDB, estão desestabilizando a coalizão partidária montada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para garantir a estabilidade do segundo mandato. O ambiente político em Brasília é de insegurança e perplexidade. "Agora, se torna praticamente impossível que não será criada uma CPI mista no Congresso destinada a investigar o caso envolvendo a empreiteira Gautama", comentou o cientista político. "O caso é sério, pois envolve o presidente do Senado, a autoridade que está no quarto lugar na linha de sucessão do presidente da República." O PMDB é o maior partido do Senado e o pêndulo da balança nas decisões da Casa. O conflito político aberto pela escalada de denúncias desencadeada pela Operação Navalha quase certamente levará o PMDB a reagir em defesa dos seus principais líderes, Renan e o senador José Sarney (PMDB-AP), cujo indicado para o ministério das Minas e Energia, Silas Rondeau, deixou o cargo na terça-feira, acusado de corrupção pela PF. Os dois senadores aceitaram indicar o técnico Márcio Zimmermann para o cargo, um quadro político ligado à ministra Dilma Rousseff, porque perceberam que essa era a vontade do presidente da República e que qualquer outra escolha seria vetada pelo governo. Estadão, Ariosto Teixeira e Ricardo Leopoldo. Foto José Cruz/Ag.Senado, G1.
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA: "MAIS ENERGIA COM ENERGÉTICO"?
STF/OPERAÇÃO NAVALHA [In:] OS MONSTROS DO "LAGO NESS"?
TCU & PF: OPERAÇÃO NAVALHA/GAUTAMA
O Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou, nesta quinta-feira, 24, uma relação de sete obras públicas com indícios de irregularidades que estão sendo executadas pela Construtora Gautama, ou que têm participação da empreiteira. Todos os projetos, segundo o TCU, apresentam indicações de problemas como superfaturamentos ou licenças ambientais irregulares. A Gautama é a empresa pivô do esquema de fraude em licitações públicas, investigado pela Polícia Federal, na chamada Operação Navalha, queenvolve políticos, empresários e funcionários públicos. Segundo a PF, de 2003 a 2006, o esquema movimentou R$ 170 milhões. O escândalo chegou a derrubar o ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, na última terça-feira. Rondeau é acusado de receber R$ 100 mil de propina em troca de favorecimento à Gautama.
Confira as obras irregulares, segundo o TCU:
Adutora Italuis (MA)
Infra-estrutura Hídrica (SE)
Construção Barragem Poço Verde (SE)
Construção da Adutora Serra da Batateira (BA)
Tabuleiro Martins (AC)
Implantação de Irrigação do Rio Preto (DF)
Infra-estrutura Turística de Porto Velho (RO)
O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, solicitou ao ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, esclarecimentos e orientação para excluir a Construtora Gautama, envolvida na Operação Navalha, do processo de licitação pública para as obras da transposição do Rio São Francisco. O pedido foi feito na última terça-feira e não há prazo para que a CGU se manifeste. A Gautama, segundo informou a assessoria do Ministério da Integração Nacional, participa da licitação dos 14 lotes de obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco. As obras compreendem a construção de canais, barragens, adutoras e estações de bombeamento, orçadas em R$ 3,3 bilhões. O resultado da concorrência sai até setembro. Estadão, Agência Brasil.
quinta-feira, maio 24, 2007
OPERAÇÃO NAVALHA: MUITO É POUCO!
HIDRELÉTRICA TUCURUÍ: MST (VALE TUDO!)
Cerca de 400 homens do Exército chegaram na manhã desta quinta-feira (24) à hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, para ajudar na desocupação da usina. Na manhã de quarta-feira (23), 600 integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragem, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Via Campesina ocuparam as instalações da segunda maior hidrelétrica do país. O Exército está reunido com os manifestantes para negociar a retirada pacífica. Os invasores, porém, dizem que só deixam a usina se representantes do Ministério das Minas e Energia forem até o local. Eles ameaçam incendiar a sala de controle. O protesto começou na madrugada de quarta-feira. Depois de bloquear uma estrada em Tucuruí, os manifestantes entraram em confronto com a Polícia Militar. Um dos militantes foi atingido por uma bala de borracha e o grupo decidiu invadir a usina. Primeiro, eles derrubaram o portão. Depois, um manifestante jogou uma bomba caseira. Durante a invasão, quebraram vidros e seguiram para a sala de máquinas da usina. Até a sala de controle foi ocupada durante o dia. Os manifestantes pedem investimentos em saúde, educação e em programas de renda para famílias que foram desalojadas para a construção da hidrelétrica. A Eletronorte informou que até a noite de quarta-feira não houve qualquer prejuízo na produção nem na transmissão de energia. A Justiça já concedeu a reintegração de posse. G1, SP.
MINAS E ENERGIA: PMDB, LULA & DILMA
O PMDB, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, indicou Márcio Zimmermann, atual secretário de Desenvolvimento e Planejamento Energético do Ministério das Minas e Energia para ministro no lugar de Silas Rondeau, que deixou o cargo na última terça-feira, 22, por conta do escândalo da máfia das obras. Rondeau é acusado de receber R$ 100 mil de propina em troca de favorecimento da empreiteira Gautama, pivô do esquema. Um dia depois de aceitar a demissão do ministro Rondeau, da cota do PMDB, Lula disse aos senadores José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL) que a vaga de ministro de Minas e Energia continuaria a ser do PMDB. Lula pediu a eles um candidato de perfil técnico, como Rondeau. Os dois senadores não perderam tempo e indicaram Zimmermann. Zimmermann é técnico e fez carreira na Eletrosul e Eletrobrás. É muito ligado à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Foi levado para o governo em 2004, quando Dilma ainda era ministra de Minas e Energia. A Secretaria de Desenvolvimento Energético foi criada especialmente para ele. De acordo com políticos ligados a Sarney e a Renan, a decisão de escolher Zimmermann ocorreu porque os dois senadores verificaram que não tinham nenhum técnico com a qualificação exigida pelo presidente Lula para substituir Rondeau. Como o cargo terá muito peso, resolveram adotar a indicação de Zimmermann. Estadão, João Domingos.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
POLÍTICA NACIONAL SOBRE ÁLCOOL: SEM ESSA DE "ZECA-FEIRA" !!!
OPERAÇÃO "OCTOPUS": DE NAVALHA EM NAVALHA...
Investigações da Operação Octopus, que deu origem à Operação Navalha, revelam que a máfia das obras avançou na própria Polícia Federal. Grampos, fotos e filmagens indicam que o dono da Construtora Gautama, Zuleido Soares Veras, buscava dentro da PF a sustentação para o esquema de corrupção, direcionamento e superfaturamento de obras públicas. Por meio do ex-superintendente da PF na Bahia Joel Almeida de Lima e do advogado e lobista Francisco Catelino, Zuleido teria criado uma rede de amigos importantes na polícia. Desses contatos a quadrilha obteria informações sigilosas, chegando a marcar data e local para depoimentos, e receberia orientação de como se posicionar durante uma investigação. Curiosamente, foi a PF um dos órgãos públicos que alimentaram o crescimento da Gautama. A empreiteira recebeu da corporação cerca de R$ 70 milhões para construir seus prédios em Brasília e São Paulo. O relatório parcial da Operação Navalha diz que foram identificadas ligações entre um grupo de empresários especializados em fraudar licitações e policiais, apontando “indícios de prática de crimes de corrupção passiva, violação de sigilo funcional e prevaricação”. A lista envolve nomes de peso na PF, como os dos então superintendentes no Ceará, João Batista Paiva Santana, em Sergipe, Rubem Patury, e na Bahia, Paulo Bezerra, atual secretário de Segurança do Estado, assim como o do delegado regional Antônio Cesar Nunes, hoje superintendente na Bahia. Procurados na quarta-feira, eles não foram localizados. Lima e Catelino são apontados como responsáveis pelos “atos de corrupção ativa”, servindo como ponte entre os empresários e policiais de vários Estados. As investigações acabaram frustradas após o vazamento de informações de dentro da PF. Numa das escutas telefônicas, Lima e Catelino acertam a transferência de um depoimento que Zuleido teria que dar à PF em São Paulo. Em 30 de setembro, por exemplo, Zuleido pergunta a Lima se recebeu o documento em que é convocado para depor na PF. Lima diz: “Já está tudo resolvido. Eu já tratei ontem com a escrivã Cida, em Brasília, e você vai ser ouvido aqui. Pode ficar tranqüilo que não precisa comparecer dia 3.” No mesmo diálogo, Zuleido relata que um empresário parceiro seu teria sido convocado para depor em São Paulo: “Eu queria ver como poderíamos fazer para orientá-lo, mesmo que por telefone.” Lima responde: “Por telefone é complicado.” Outro relatório da PF revela pedidos de dinheiro para Zuleido: “Em 2 de dezembro de 2005, Patury solicitou R$ 7 mil para sua festa de posse como superintendente.” Exemplo da participação da PF no esquema é visto em uma das conversas entre Zuleido e o ex-delegado Joel de Almeida Lima. Poderia ser só um diálogo de instrução entre advogado e cliente, mas na verdade é uma aula de como um empresário suspeito deve se comportar durante uma oitiva policial para não levantar suspeitas.
No dia 30 de setembro de 2005, Zuleido liga para Joel e lê as perguntas que serão feitas a um empresário paulista parceiro em seus negócios, que havia sido intimado a depor. Depois de falar quais perguntas seriam feitas (sabe-se lá, como foram obtidas), Joel dá sua aula: "se ele recorda dos fatos: ele tem que dizer que sim, porque se ele participou do evento (licitação) ele não vai negar porque senão vai ficar parecendo que tá dirigido. Tem que dizer que recorda que participou em tal época, tratando de tal obra; Se ele se recorda dos fatos: Como não foi coisa pequena, se ele dizer que não se recorda, eu acho até capcioso; Se ele lembra do nome da vencedora: Evidentemente, ele tem que dizer que sim, porque se ele recorda dos fatos, recorda da vencedora; Se ele recorda do tipo de direcionamento: ele tem que dizer que não porque foi um processo lícito em que todos participaram em igualdade de condições e a que teve melhor preço foi a que venceu". Joel conclui a aula orientando para que o parceiro mantenha a calma: "quando o delegado for para as perguntas finais é que ele tem que ter o equilíbrio para não se desesperar. Qualquer coisa não me recordo e não sei. Coisa que sabe e está na dúvida que vai dar complicações, não me recordo, não sei, para não comprometer nem um nem outro. Não precisa de detalhes porque é sempre comprometedor". Estadão, Ricardo Brandt e Tiago Décimo.









