PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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valor ...ria...nine

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terça-feira, maio 29, 2007

RENAN CALHEIROS: NA-VAL[H]A OU NA CALHA? (*)


Renan diz que lobista é ´amigo´ e nega ajuda financeira.
Emocionado, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), insistiu que pagou as despesas da filha de 3 anos com a jornalista Mônica Veloso com recursos próprios e pediu desculpas ao lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior - a quem se referiu como amigo -, por ter sido exposto apenas pelo "cumprimento do dever de amizade". Segundo o senador, o fato de Gontijo trabalhar para a Mendes Junior não tem nenhuma relação. "Era a pessoa para fazer interlocução com as partes; tinha amizade com a mãe da criança", contou. Renan fez questão de ressaltar: "não nego nem renego minhas amizades". Gontijo teria feito os pagamentos à jornalista porque Renan desejava "manter discrição sobre o caso", segundo a assessoria do senador. Renan também pediu desculpas, pelo constrangimento, aos senadores, aos filhos e à mulher Verônica que, segundo ele, insistiu em estar presente no Senado na tarde desta segunda-feira, 28, durante sua defesa em plenário. Segundo ele, sua declaração de Imposto de Renda está à disposição de todos para provar o que diz. Com o nascimento da criança, Renan disse que começou a pagar uma pensão de R$ 3 mil. "Foram cheques do nominais à mãe e que estão registrados minuciosamente", destacou. A partir de fevereiro de 2006, os pagamentos foram descontados em folha do Senado Federal. "Os documentos comprovam o que estou dizendo. Nunca misturei o público com privado. Tudo esta declarado no meu Imposto de Renda", defendeu-se. Ele disse ainda que criou um fundo de R$ 100 mil para custear futuras despesas com educação e cultura da criança. "Não quero misturar essa tentativa de escândalo aos casos de corrupção que estão sendo investigados. Confesso que tive uma relação e que tive uma filha. Como todos os casos de paternidade não programado. Não fugi a esse calvário, assumi como pai minhas responsabilidades", explicou. O discurso de Renan durou cerca de 20 minutos. A defesa do presidente do Senado tinha por objetivo antecipar as explicações que ele dará no Conselho de Ética na quarta-feira, dia 30. Renan foi acusado em uma reportagem da revista Veja desta semana, segundo a qual Gontijo teria pago uma pensão mensal de R$ 12 mil para a filha de três anos do senador, entre outros benefícios. Renan disse ainda que lamenta que a vida pública tenha se resumido a isso. "Aqui neste Senado, onde sempre tratamos de temas sérios", argumentou. Pesam ainda sobre o senador a suspeita de fazer uso de "laranjas" para ocultar bens e diversas referências ao seu nome nas gravações da Polícia Federal durante as investigações da Operação Navalha. O senador rebateu acusações na imprensa, segundo as quais ele e seu irmão Olavo são acusados de ocultar que são donos de propriedades rurais na região de Murici, Alagoas, fazendo uso de "laranjas". Renan diz que a Fazenda Novo Largo consta de sua declaração de Imposto de Renda e chamou as acusações contra ele de "falso escândalo que a nação acompanha estarrecida". Em um ritual sem precedentes, senadores e líderes partidários formaram fila para abraçar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), após discurso. A sessão foi interrompida a pedido do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), para que os colegas cumprimentassem Renan. Veja abaixo as acusações contra o presidente do Senado:
Operação Navalha - As conversas gravadas pela PF apontam que o ex-secretário de Infra-estrutura de Alagoas, Adeílson Teixeira Bezerra, junto com outros acusados de integrar o esquema de fraudes em licitações de obras, articulavam para que Renan pressionasse a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a liberar recursos para obras fraudadas. Em conversa com Enéas Alencastro, representante do governo de Alagoas em Brasília, Adeílson diz que se encontrou no dia anterior com Renan e afirma que o senador pediu para que ele conversasse com o governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB). Adeílson e Enéas tratam sobre uma obra que deve ser licitada para o Estado, mas que pode ser compartilhada com municípios. Os dois citam Marco - não identificado - para "brigar para ir tudo pro Estado". Adeílson então diz que se encontrou no dia anterior com "ele (Marco), Olavo (deputado Olavo Calheiros, do PMDB, irmão de Renan) e com Vanderlei para conversar sobre esses problemas". Enéas responde então que é para "tocar a parte da gente, e se depois Renan decidir com Dilma, com quem for, decidir que a prefeitura entra, nós estamos habilitados e aí a gente senta com eles em pé de igualdade, não senta na mão deles". "Na sexta-feira, tive uma conversa muito boa com o governador. Essa semana a gente deixa a inadimplência de lado", diz Enéas. Para concluir a conversa, Adeílson diz: "O senador me pediu para gente sentar, nós dois, evidentemente levar isso ao governador, e ver o que acrescenta nas obras estruturantes pra botar logo no PAC (Programa de Aceleração de Crescimento)".
Relação com lobista - A revista Veja publicou na última sexta-feira que de janeiro de 2004 a dezembro do ano passado o lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior, teria pago pensão mensal de R$ 12 mil para uma filha de três anos que o senador tem com a jornalista Mônica Veloso. Renan argumenta que o dinheiro da pensão vem de rendimento de atividades agropecuárias, que recebeu uma herança. Renan dirá ainda no pronunciamento que pediu a Cláudio Gontijo para fazer os pagamentos porque desejava "manter discrição sobre o caso", segundo a assessoria. "É intolerável que, de uma turbulência circunscrita à minha mais íntima privacidade, se queira extrair ilações desarrazoadas e conclusões perversas", acrescentou Renan em nota oficial distribuída na sexta. O processo de reconhecimento de paternidade vinha sendo conduzido na Vara de Família do Distrito Federal, sob segredo de Justiça. "Laranjas" - Já o jornal O Globo diz que Renan e seu irmão Olavo são acusados de ocultar que são donos de propriedades rurais na região de Murici, Alagoas. Dimário Cavalcante, primo de Renan, alega que vendeu ao senador a Fazenda Novo Largo, que não consta da declaração de bens entregue pelo senador à Justiça Eleitoral. A suspeita é de que Renan use "laranjas" para esconder ser donos de fazendas em Alagoas. Dimário, segundo O Globo, teria procurado o Ministério Público para denunciar o senador em 2005 depois de ter descoberto que, pelo menos em documentos públicos, aparecia como dono de uma fazenda em Murici sem nunca ter adquirido a propriedade.
Segundo ele, seu nome foi usado para que a família Calheiros recebesse indenizações milionárias do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), dentro do plano de recuperação ambiental da região, na Estação de Murici, que pertence à Mata Atlântica. As suspeitas de fraude interromperam o processo. Estadão, com Reuters, (colaborou Nélia Marquez). [Após 20 minutos de discurso, Renan é cumprimenado por Collor, foto Celso Junior-AE].
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(*) Vala: valeta para a "estrutura" das construções. Calha: condutor de águas ["de março", de abril, de outubro...].

OPERAÇÃO NAVALHA: "ATÉ TÚ, MEU FILHO!"


Navalha: Justiça intima Rondeau e governadores suspeitos.

A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana Calmon, intimou na noite desta segunda-feira (29) o ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, e os governadores Teotônio Vilella (PSDB), de Alagoas, e Jackson Lago (PDT), do Maranhão, a prestarem depoimentos sobre suposto envolvimento no esquema de fraude em licitações que foi descoberto durante investigação da Polícia Federal (PF). O depoimento do ex-ministro e dos governadores está marcado para a próxima quarta-feira (30). Além deles, no mesmo dia, a ministra pretende colher os depoimentos do deputado distrital Pedro Passos Júnior (PMDB) e de Ulysses Martins, procurador do estado do Maranhão. Silas Rondeau pediu demissão do cargo na última terça-feira (22), após ser apontado pela PF como suspeito de ter recebido, dentro do próprio ministério, R$ 100 mil de propina da construtora Gautama. Na carta a Luiz Inácio Lula da Silva, Rondeau disse que deixou o cargo para se defender das “descabidas e injustas inverdades”. “A injustiça que recaiu sobre a minha pessoa leva-me a solicitar a vossa excelência minha exoneração, a fim de melhor proteger minha pessoa, minha família, minha honra, minha história e permitir ao governo que siga com todas as energias voltadas para o crescimento do país”, afirma o texto. Em nota, no mesmo dia, ele afirmou também que a decisão de deixar o cargo teve o objetivo de evitar “que a imagem do governo seja de algum modo afetada. As gravações da PF apontam para um suposto envolvimento do governador Teotônio Vilela no favorecimento à empreiteira Gautama em Alagoas. A empresa teria interesse na liberação de dinheiro para construção de barragens e até um encontro entre o governador alagoano e o dono da Gautama, Zuleido Veras, teria sido organizado pelo representante do governo de Alagoas, Enéas de Alencastro. No último dia 23 de maio (quarta-feira), o governador de Alagoas negou qualquer influência política do empresário Zuleido Veras, dono da Gautama, no estado. “Ele (Zuleido) tem obras em Alagoas e não tem nenhuma influência no governo do estado”, afirmou. “Ele circula como outros empresários”, ressaltou. Teotônio Vilela minimizou ainda sua relação com o empresário. “Não sou do convívio social dele. Nunca fui à casa dele, nem ele foi à minha”, disse. O governador falou também que nunca “teve fixação” em saber as referências sobre o empresário. O governador do Maranhão, Jackson Lago, chegou a ter pedido de prisão pelo Ministério Público (MP), mas a ministra Eliana Calmon, relatora do inquérito, considerou que não havia elementos para mantê-lo detido quando a Operação Navalha foi deflagrada. Dois sobrinhos de Lago, Alexandre Maia Lago e Francisco de Paula Lima Junior, foram acusados de receber dinheiro da empreiteira Gautama. Os sobrinhos do governador do Maranhão, entretanto, se negaram a prestar esclarecimentos durante os depoimentos e acabaram soltos pela Justiça. Zuleido Veras é o pivô do esquema que a PF diz ter desmontado na semana passada que favoreceria a Gautama em licitações e que prendeu, além dele próprio, mais 46 pessoas. O foco da máfia de obras públicas estaria em Alagoas. Pelo menos cinco pessoas ligadas ao governo daquele estado foram presas por suspeitas de envolvimento no escândalo. Eliana Calmon determinou, também, que três delegados da PF que participaram das investigações da Operação Navalha sejam afastados do caso. Os nomes, no entanto, ainda não foram divulgados. G1.

segunda-feira, maio 28, 2007

XÔ! ESTRESSE [In:] "FIO MARAVILHA..."




[Chargistas: Mangabeira, César, Sinfrônio].

OPERAÇÃO NAVALHA: ESTAMOS FAZENDO "ESCOLA"!

Ministro da Agricultura japonês morre depois de se enforcar.

Tóquio, 28 mai (EFE).- O ministro da Agricultura, Florestas e Pesca japonês, Toshikatsu Matsuoka, morreu hoje após se enforcar em um edifício residencial para parlamentares em Tóquio, informou a agência local "Kyodo". Segundo fontes policiais, o ministro japonês, imerso em um escândalo por suposta malversação de fundos públicos, foi encontrado enforcado e encaminhado a um centro hospitalar, onde foi internado desacordado e com parada cardíaca. A divulgação de falecimento ocorreu momentos depois da internação no hospital da capital japonesa. Toshikatsu Matsuoka, nascido em 1945, faz parte do Governo do atual primeiro-ministro, Shinzo Abe, desde sua constituição, em setembro de 2006, posto que chegou após uma longa trajetória no Ministério da Agricultura. Matsuoka compareceu na quarta-feira passada ao comitê orçamentário do Parlamento japonês por causa da polêmica gerada pela publicação do elevado orçamento de seu escritório e as denúncias por uma suposta malversação de fundos públicos. Em seu discurso, o ministro da Agricultura assegurou que não revelaria os detalhes dos orçamentos de seu Ministério e que o tempo todo tinha agido "de acordo com a lei". Segundo a "Kyodo", Matsuoka pode estar ainda envolvido em doações a seu partido de entidades com interesses nos recursos florestais. O primeiro-ministro e o governamental Partido Liberal Democrático (PLD) foram acusados repetidamente pela oposição de "proteger" Matsuoka neste escândalo. EFE, br.yahoo.noticias.

RENAN CALHEIROS: DE EMPREITEIRAS E EMPREITEIRAS... [DE-VERAS?]



Em discurso marcado para as 15h30 desta segunda-feira (28), o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), tentará jogar água na fervura que derrete sua autoridade há três dias. Ele planeja uma inversão de papéis. Quer passar de vilão a vítima. Dirá que episódios de sua vida pessoal foram distorcidos e transformados em munição política contra ele. São duas as principais suspeitas que assediam o mandato de Renam: o relacionamento de três décadas que o une a Zuleido Veras, o chefão da encrencada Gautama; e a denúncia de que parte de suas despesas privadas foi bancada por Carlos Gontijo, lobista a serviço da empreiteira Mendes Júnior. Recolhido à mansão que serve de residência oficial aos presidentes do Congresso, Renan dividiu-se neste domingo entre a preparação de seu discurso e o telefone. Fez questão de ligar para os outros 80 senadores. Instou-os a comparecer à sessão desta segunda, um dia em que o plenário costuma ficar às moscas. Espera receber o apoio de colegas, por meio de apartes ao seu discurso. As palavras do discurso foram medidas com régua jurídica. Renan foi assessorado por três advogados. Avaliou-se que um deslize técnico poderia lhe custar o cargo e até o mandato. Deu-se prioridade à elucidação do elo financeiro entre o senador e o lobista da Mendes Júnior. Para tentar demonstrar que não haveria razão para se servir de verbas alheias, Renan vai exibir dados retirados de suas declarações de Imposto de Renda. Reportagem de Veja, veiculada na sexta-feira (25), informou que o lobista Gontijo pagou, entre janeiro de 2004 e dezembro de 2006, R$ 16.500 por mês à jornalista Mônica Veloso, com quem Renan tem uma filha de três anos. Em dois anos, repassaram-se à jornalista, a título de aluguel de um apartamento e pensão para a filha, R$ 396 mil. Para tentar demonstrar que não precisaria recorrer a terceiros, Renan dirá que sua renda não se limita ao salário de senador: R$ 12.700. Afirmará que possui ganhos com a atividade agropecuária. De acordo com as declarações de rendimentos que entregou à Receita Federal em 2005 e 2006, amealhou no setor R$ 201 mil num ano e R$ 435 mil no outro, num total de R$ 636 mil. A versão de Renan tem, em sua face fiscal, pelo menos um ponto fraco: nas declarações de IR, o senador anotou repasses a Mônica Veloso em importância muito inferior aos R$ 198 mil anuais (R$ 16.500 por mês) que admite ter pagado à mãe de sua filha. Na declaração de 2005, Renan informou ao fisco que pagou à jornalista R$ 3 mil. Na de 2006, R$ 36.900. Por que o senador se eximiria de informar os valores reais se tinha rendimentos para tanto? Mais: por que se valer da intermediação de Carlos Gontijo? Renan dirá se trata de um amigo de mais de mais de duas décadas. Informará que recorreu a ele porque desejava manter discrição sobre o relacionamento com a jornalista e porque ele também conhece Mônica Veloso. Curioso que o senador não tenha optado por realizar as transferências bancárias à jornalista via internet. O computador pessoal decerto teria sido bem mais discreto do que um lobista de empreiteira. Curioso também que não tenha preferido utilizar os bons préstimos de um dos tantos assessores de confiança que o rodeiam em seu gabinete. Renan tornaria mais densa sua peça de defesa se a ela anexasse, além do IR, extratos ou boletos bancárias que registrassem a retirada mensal da mesada à jornalista. O dinheiro, a julgar pelo que diz, há de ter saído de uma de suas contas bancárias. São esses documentos que os senadores esperam ver exibidos na defesa desta segunda-feira. A alguns dos colegas com os quais conversou pelo telefone, Renan afirmou que vai mostrar. A outros, não mencionou o assunto. Inicialmente, Renan tinha dúvidas quanto à inclusão de Zuleido Veras no discurso. Foi convencido por assessores de que a menção ao empreiteiro seria vital. O nome do senador é mencionado num sem-número de conversas telefônicas grampeadas pela PF. Renan reconhecerá que intermediou a liberação de verbas para obras tocadas pela Gautama, em Alagoas. Mas repetirá que agiu a pedido dos governadores de seu Estado. De resto, para evitar que a preocupação jurídica emprestasse ao seu discurso um timbre excessivamente técnico, Renan temperou-o com pitadas de políticas. Insinuará que adversários tentam se valer de fatos pessoais distorcidos para desprestigiá-lo. No discurso, no deve dar nome aos bois. Em privado, acusa o PT. Menciona também o DEM, cujo líder, Agripino Maia (RN), perdeu para ele a disputa pela presidência do Senado e estaria interessado num "terceiro turno". Sobre a revista Veja, dirá que a liberdade de imprensa precisa ser exercida com responsabilidade. Escrito por Josias de Souza, Folha Online. Foto Sérgio Lima-Folha.

MINISTRO DA JUSTIÇA: EM DEFESA DA PF OU DA ELITE?


Governo cogita mudar os métodos de prisão da PF.

Por determinação do ministro Tarso Genro (Justiça), instituiu-se um grupo de trabalho para analisar se há ou não procedência nas críticas que vêm sendo feitas ao trabalho da Polícia Federal. “Estamos verificando se é necessário mudar algum procedimento formal, por meio de portarias. Em princípio, creio que certos procedimentos, dentro da lei, podem ter certa maleabilidade”, disse Tarso ao blog neste domingo. Num instante em que o noticiário está apinhado de presos ilustres -advogados, empresários, procuradores e políticos-, analisa-se a hipótese de atenuar a carga de humilhação embutida no ato de prisão. O ministro menciona algo que, na sua opinião, pode ser objeto de revisão: “Se a pessoa que está sendo presa pedir para não ser exposta publicamente, havendo como fazer isso, não vejo razões para não fazer”. Tarso lembra que o preso, na maior parte das vezes, não é um condenado. É recolhido pela polícia, mediante ordem judicial, para depor no inquérito. Só depois se decidirá se a denúncia vai ou não ser oferecida à Justiça, que fará o julgamento. “Acho que é possível, em determinadas circunstâncias, fazer esta maleabilidade”. Outra possibilidade em estudo é a de humanizar o transporte dos presos. Em vez de serem lançados na traseira dos tradicionais camburões, seriam conduzidos ao xadrez sentados, em veículos diferentes dos atuais. O uso de algemas também é objeto de análise. Mas neste caso, Tarso considera que são mais limitadas as possibilidades de mudança. Diz o ministro da Justiça: “Se uma pessoa que se entrega voluntariamente à polícia, minha opinião é a de que não precisa ser algemada. Mas se ela está sendo detida, seja uma pessoa de alta representação social ou uma pessoa que tenha um histórico violento, é preciso levar em conta que essa pessoa pode se desequilibrar na hora da prisão. Um pelo choque da sua situação social. Outro porque é violento. E o ato de prisão tem que gerar duas seguranças: a do aprisionado e a do agente”. “Qual é a mediação que vamos conseguir nisso?”, pergunta Tarso. Ele mesmo responde: “Não temos ainda uma saída. Já pedi para o delegado Paulo Lacerda [diretor-geral da PF] para estudar essa questão. Meu pessoal também está estudando”. Tarso faz duas ponderações: 1) qualquer tipo de alteração que vier a ser feita valerá tanto para presos ilustre quanto para detidos pobres. 2) “Não vamos fazer nenhuma mudança com a urgência da resposta às queixas que foram dirigidas às últimas operações da Polícia Federal”. De resto, o ministro defende enfaticamente a ação da PF: “O trabalho foi correto, não tem nenhum vício nos inquéritos. Os advogados tiveram rapidamente acesso aos acusados e aos processos. Os presos estão depondo sob a tutela do juiz. Todo o processo foi controlado pela procuradoria. Ou seja, essas queixas vão surtir efeitos para a gente estudar a existência de eventuais problemas e melhorá-los. Mas não vamos transformar isso em uma descaracterização dos inquéritos. Isso seria um desserviço ao interesse público”. Escrito por Josias de Souza, Folha Online. Foto Roosewelt Pinheiro-ABr,AB Radiobrás (Renan Calheiros, Teotônio Vilela Filho e Tarso Genro).

MINAS E ENERGIA: DEU "DOBRADINHA" NA FÓRMULA BRAS-ILHA N^2=F^2


Lula deve anunciar ministro amanhã.

O novo ministro de Minas e Energia deve ser nomeado amanhã pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com informação de auxiliares de Lula, o nome escolhido deve ser mesmo o do atual secretário de Planejamento Energético do ministério, Márcio Zimmermann. Nome com pouca ligação com o PMDB, apesar de indicado pelos caciques do partido, Zimmermann é um técnico que, pelo trabalho na Eletrosul, acabou sendo chamado para o Ministério de Minas e Energia em 2004 - pela então ministra Dilma Rousseff, hoje na Casa Civil. Continua ligado a ela até hoje. “Em princípio, é ele mesmo”, afirmou ontem um assessor próximo do presidente, assegurando que o nome só não foi confirmado ainda por precaução. Lula preferiu esperar até terça-feira para testar como repercutiria em público a escolha do substituto de Silas Rondeau. “Depois do episódio Balbinotti, aprendemos que sempre é bom ter prudência”, disse o auxiliar, referindo-se ao caso do deputado Odílio Balbinotti (PMDB-PR), que foi indicado para o Ministério de Agricultura e, poucos dias depois, acabou substituído por causa de denúncias de desvio de verbas. Ainda de acordo com essa fonte, a decisão de aguardar a reação é anterior às denúncias contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com quem Lula falou na sexta-feira. No telefonema, prestou “solidariedade humana”, independentemente de juízos. Segundo auxiliares próximos, o presidente teria lamentado o que ocorreu com Rondeau. O ex-ministro se demitiu, na semana passada, após denúncia de que teria recebido um envelope com R$ 100 mil de propinas da Construtora Gautama. A empreiteira estava no centro do esquema desmontado pela Operação Navalha, da Polícia Federal. “Foi um julgamento sem defesa”, teria dito Lula.Rondeau, segundo informou, deixou o cargo para não expor o governo e prejudicar o andamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Rondeau e a Gautama negam o pagamento de propina. Estadão, Gerusa Marques, BRASÍLIA. Foto: Gervásio Baptista/ABr.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"


Vereador preso três vezes elogia PF. O vereador Sérgio Pereira Nunes (PR), do município de Guapó (GO), foi preso três vezes pela Polícia Federal, em 2002, 2004 e 2006. Em todos os casos, o motivo da prisão foi o mesmo: ter ajudado grupos de imigrantes ilegais a entrar nos Estados Unidos. Ele responde a dois processos por formação de quadrilha e falsificação de documentos. Nunes faz críticas às operações policiais: diz que delegados e agentes são jovens demais, inexperientes. Afirma que há exageros, poucos critérios e muitos holofotes. Mas acaba por elogiar o trabalho da PF. “A gente tem que ser sincero. O trabalho está sendo bom e, se continuar assim, logo logo nosso país vai estar bem endireitado”, diz. No total, o vereador passou 149 dias na prisão. Da experiência atrás das grades, reclama da exposição na mídia. G1.(Foto: Divulgação).
McLaren domina e Alonso vence em Mônaco. Em uma corrida sem surpresas, Fernando Alonso, da McLaren, conquistou seu segundo GP do ano, neste domingo, em Mônaco. O espanhol, que também venceu na Malásia, liderou a prova com tranqüilidade. Seu companheiro de equipe, o inglês Lewis Hamilton, manteve a regularidade e terminou em segundo. Felipe Massa, da Ferrari, completou o pódio. Ele chegou mais de um minuto atrás do bicampeão. G1 esportes.
São Paulo x Palmeiras: empate sem brilho. O clássico da monotonia. Assim pode ser analisado o empate sem gols entre São Paulo e Palmeiras, neste domingo, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro. Quem apostou em um jogo repleto de belas jogadas, por causa de jogadores acima da média como Dagoberto, Edmundo e Valdívia, errou feito. A partida foi monótona, com raras chances de gols, muitas faltas, excesso de marcação e criatividade praticamente nula. G1 esportes.
STJ toma depoimento de filho do dono da Gautama e de mais quatro. Devem depor nesta segunda-feira Rodolpho de Albuquerque Soares de Veras, filho de Zuleido Veras --suspeito de de ser o chefe do suposto esquema--, além dos funcionários da Gautama Tereza Freire Lima e o administrador Henrique Garcia, e dos diretores da empresa Abelardo Sampaio Lopes Filho e Gil Jacó Carvalho Santos. Ela revogou anteontem a prisão de Dimas Soares de Veras, irmão do dono da Gautama, Zuleido Veras, depois dele prestar depoimento. Folha Online.
Renan vai ao Senado rebater acusação de ligação com lobista de empreiteira. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), vai hoje à tribuna da Casa para rebater as acusações de envolvimento com o lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior. Ele vai se defender das acusações de que o lobista pagaria parte de suas despesas pessoais em pronunciamento marcado para as 15h30 desta segunda-feira. Folha Online.
Vietnã assina acordo com o Brasil para produzir etanol. O Vietnã aprovou um plano com o Brasil para produzir etanol no país asiático. O comunicado do governo do Vietnã não trouxe detalhes sobre o plano. O ministro da Indústria, Hoang Trung Hai, vai assinar um acordo com o Brasil, o maior exportador de etanol do mundo, para compartilhar tecnologias que permitam a produção do combustível. O governo brasileiro, por meio da Petrobras, já vem negociando há vários anos a venda de etanol para outro país da região, o Japão. O país planeja aumentar a produção de etanol fabricado a partir de biomassa para 6 bilhões de litros por ano até 2030, por meio da expansão do uso da cana-de-açúcar, do trigo e do desenvolvimento da tecnologia do etanol oriundo da celulose. G1, Agências, Reuters.
Anticoncepcional fica mais barato em farmácia popular. O Presidente Lula, acompanhado do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou, nesta segunda-feira (28), a inclusão de anticoncepcionais na lista de medicamentos disponibilizados por farmácias e drogarias privadas credenciadas ao programa Farmácia Popular do Brasil (FPB). A medida permite que as 3.416 drogarias e farmácias privadas credenciadas ao programa Farmácia Popular do Brasil, que exibem a marca "Aqui tem Farmácia Popular", passem a disponibilizar anticoncepcional injetável (dose mensal), pílula monofásica de baixa dosagem e minipílula com até 90% de desconto em relação ao preço de referência pesquisado pelo Ministério da Saúde. Bondenews.

CONGRESSO & GOVERNO [In:] MEDIDAS ANTI-CORRUPÇÃO: COMO? CORRUPÇÃO? ONDE???


Pressionados, Congresso e governo preparam pacote contra corrupção.

A seqüência de escândalos com o dinheiro público, que em menos de dois anos apresentou ao País o mensalão, as Operações Vampiro e Sanguessuga e agora a Operação Navalha, convenceu os líderes do Congresso e o próprio governo federal de que é urgente partir para o contra-ataque. O primeiro passo será dado amanhã, pelos parlamentares, e o alvo é o Orçamento da União, que em 2006 chegou a R$ 1,53 trilhão, e a maneira como ele é negociado hoje. O colégio de líderes, comandado pelo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), apresentará amanhã um pacote para acabar com as emendas das bancadas e transformar as individuais em impositivas. Na quarta-feira, o PSDB promete radicalizar o debate: em reunião mista do Congresso, o senador Sérgio Guerra apresentará em nome dos 13 senadores tucanos um projeto que propõe a extinção da Comissão do Orçamento. Por parte do governo federal, o presidente Lula determinou que os ministros discutam formas de tornar os processos de licitação mais transparentes. O objetivo é evitar as fraudes e o desvio de dinheiro em obras públicas (leia texto na página A5). Campanhas contra o modo de dividir os bilhões do Orçamento já existem há tempos, mas sem a urgência dos recentes escândalos. Basta lembrar que só as Operações Sanguessuga e Navalha revelaram que mais de R$ 280 milhões sumiram pelo ralo. O senador Paulo Paim (PT-RS) defende, em um desses projetos, a instituição de algo semelhante ao orçamento participativo já testado no Sul. “As necessidades têm de ser definidas de baixo para cima”, sustenta ele. “Primeiro em nível local, depois consolidadas num plano nacional, de acordo com os recursos disponíveis. E, aprovadas, elas têm de ser executadas automaticamente.” Outra idéia antiga é do deputado José Aníbal (PSDB-SP), que, na contramão do que querem os líderes, defende a extinção das emendas individuais. “Essas emendas dão espaço a uma grande promiscuidade”, alega o deputado tucano. Nesse debate, Chinaglia mostra-se prático: “Se acabarmos com as emendas de bancada, os interessados vão se entender com o Executivo. Seria uma maneira de tirar da Câmara a possibilidade de envolvimento num esquema que envolve muita gente.” Hoje, só uma pequena fração do Orçamento da União pode ser emendada pelo Legislativo. Individualmente, cada parlamentar tem direito a apresentar R$ 5 milhões para os investimentos que achar necessário. As bancadas têm direito a valores bem mais polpudos. Como o Orçamento da União é autorizativo, o governo pode ou não liberar o dinheiro destinado conforme seu interesse. Com a manutenção das emendas individuais num sistema de orçamento impositivo e o fim das emendas de bancada, os parlamentares dizem querer acabar com dois dos principais focos de corrupção no Congresso: o uso das liberações de verba para emendas como moeda de troca - parlamentares têm seus pedidos atendidos ou não conforme seus votos nos projetos de interesse do governo - e a presença de lobistas nas bancadas. Para o tucano Sérgio Guerra, está na hora de se aceitar, em definitivo, que esse é um trabalho técnico “e quem tem de avaliar onde e quanto o País deve gastar são os grupos técnicos responsáveis pelas políticas públicas”. São tão poucos os recursos, diz ele, e o Executivo já gasta tanto e exerce tamanha pressão, que o leilão e a decisão casuística não fazem nenhum sentido. “A comissão mista do Orçamento atua em uma cultura política que não existe mais”, diz ele. “Se o governo não se dispuser a negociar e ser democrático, as emendas continuarão sendo, de um jeito ou de outro, pura moeda eleitoral. Não há política de prioridades”. A saída, para ele, é eleger-se uma comissão de sistematização, no final do ano, para consolidar as propostas recebidas dos criadores de políticas públicas, em áreas determinadas. Outro avanço que o senador considera urgente, e que tem o apoio de líderes de outros partidos, é criar um sistema de preços justo e aceitável e estendê-lo a todo o País, o que poderia ser uma arma contra superfaturamentos. Mas o senador tucano é realista: a repartição do bolo empobreceu a imensa maioria dos municípios, e os parlamentares dessas regiões dificilmente abrirão mão da intermediação junto aos ministérios e ao Planalto, pois disso depende sua sobrevivência eleitoral. Estadão, Gabriel Manzano Filho e Ricardo Brandt. FotoSearch, royalty free.

HUGO CHÁVEZ & RCTV: "SE NÃO ESTÁS COMIGO, ESTÁS CONTRA MIM"!


'RCTV' sai do ar um minuto antes da meia-noite na Venezuela.

A emissora privada de TV "Radio Caracas Televisión" (RCTV) deixou de transmitir sua programação em sinal aberto neste domingo às 23h59 (0h59 de segunda-feira em Brasília), por não ter sua concessão de freqüência estatal renovada pelo governo venezuelano. Como estava previsto, o canal mais antigo da televisão na Venezuela saiu do ar após 53 anos de exibição no canal 2, acusada pelo presidente Hugo Chávez de prejudicar o socialismo do século XXI. Na última hora de transmissão em sinal aberto, diretores e funcionários da "RCTV" se despediram de sua audiência com o slogan "Um amigo é para sempre" e a promessa de se reencontrarem no futuro. Com lágrimas nos olhos, artistas, jornalistas e outros funcionários da emissora privada agradeceram ao público pelo apoio e por todas as demonstrações de solidariedade manifestadas nos dias anteriores à interrupção do sinal aberto da "RCTV". A freqüência será utilizada a partir desta segunda-feira (26) pela emissora "TVes", criada pelo governo do presidente Hugo Chávez. A emissora venezuelana "TVes", criada pelo governo venezuelano como uma "televisão de serviço público", entrou no ar nesta madrugada à 0h20 (1h20 de Brasília). A rede "TVes" começou a funcionar poucos minutos depois que o sinal aberto da "Radio Caracas Televisión" ("RCTV") foi encerrado. A "TVes" estreou sua programação com uma versão do hino nacional interpretada pela orquestra e coros juvenis e infantis comandada pelo famoso maestro Gustavo Dudamel.Em seguida foram exibidos pequenos vídeos promocionais explicando como será sua programação. Por fim, começou a ser transmitida uma festa de gala especial que aconteceu no teatro Teresa Carreño, em Caracas. Lil Rodríguez, presidente da "TVes", pronunciou algumas palavras nas quais destacou que acima do valor do petróleo, a Venezuela conta com o valor de sua gente. Manifestantes em apoio à "RCTV" e membros da Polícia da Venezuela se enfrentaram neste domingo durante um protesto que acabou em violência diante da sede da Comissão Nacional de Telecomunicações, Conatel, em Caracas. Os distúrbios, com lançamento de garrafas e outros objetos por parte dos manifestantes, começaram pouco depois das 18h (19h de Brasília). Onze policiais ficaram feridos, quatro gravemente, ao serem atingidos por pedras durante a manifestação. Um grupo de pessoas, que participava da concentração contra a decisão do governo de não renovar a concessão da "RCTV", tentou forçar o cordão de segurança diante da sede da Conatel, no bairro de Mercedes, provocando a resposta das forças de segurança. As forças de segurança usaram jatos de água para dispersar os manifestantes e lançaram bombas de gás lacrimogêneo. Outras pessoas que participavam da concentração pediam calma e que a manifestação continuasse de forma pacífica, como as marchas que foram organizadas até agora para protestar contra a saída do ar da "RCTV". Aliados do presidente Hugo Chávez convocaram uma manifestação nas avenidas centrais de Caracas para demonstrar apoio ao fim da concessão do sinal aberto da emissora, que o governo chama de "golpista" e de favorecer a elite econômica. Já os opositores da decisão do governo, que a consideram uma retaliação política, fizeram um ato na véspera com buzinas e panelas, denunciando o que chamam de atropelo da liberdade de expressão. G1. [Funcionários da RCTV cantam o hino antes da emissora ser fechada (Foto: AFP)]

OPERAÇÃO NAVALHA: DE TANTA CARNE O "FIO" JÁ ESTÁ FICANDO "CEGO"!

STF adia decisão sobre soltura de Zuleido.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), adiou a decisão sobre o pedido de habeas corpus a Zuleido Veras, dono da construtora Gautama, empresa acusada pela Polícia Federal de fraudar licitações públicas. Ele solicitou mais informações ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) antes de analisar o pedido, o que adia a decisão. Segundo a assessoria do STF, o ministro considerou o pedido dos advogados de Zuleido "mal instruído". Zuleido está preso na carceragem da PF desde o último dia 17, quando a PF desmontou, numa operação batizada de "Navalha", o esquema para favorecer a Gautama. No sábado, Zuleido recusou-se a depor à ministra Eliana Calmon, do STJ, e voltou para a carceragem da PF. Neste domingo pela manhã, seus advogados pediram então habeas corpus ao empresário. Os mesmos advogados também pediram a soltura de Vicente Vasconcelos Coni e Maria de Fátima Palmeira, diretores da Gautama, mas o ministro ainda não analisou esses habeas corpus. No sábado, a ministra Eliana Calmon decidiu manter João Manoel Soares Barros, funcionário da Gautama, preso na PF após seu depoimento. Ainda no sábado, a ministra determinou a soltura de Dimas Soares Veras, irmão de Zuleido Veras. A prisão foi revogada depois do depoimento de Dimas à ministra neste sábado. Ele seria responsável pela atuação do grupo no Piauí. Dimas deixou o STJ acompanhado dos advogados logo após o depoimento. Com a liberdade de Dimas, sobe para 39 o número de libertados dentre os 48 que foram presos desde o início da Operação Navalha. A ministra pretendia ouvir outros cinco presos pela Operação Navalha ainda no sábado, mas transferiu os depoimentos para segunda-feira (28). Devem depor Abelardo Sampaio Lopes Filho, engenheiro e diretor da Gautama; Gil Jacó Carvalho Santos, diretor financeiro da construtora; Rodolpho de Albuquerque Soares de Veras, filho do dono da Gautama; a funcionária da construtora Tereza Freire Lima; e Henrique Garcia de Araújo, administrador de uma fazenda do Grupo Gautama. O outro preso, Vicente Vasconcelos Coni, já depôs durante a semana que passou. De acordo com a Polícia Federal, a Gautama atuaria infiltrada no governo federal e em governos estaduais e municipais mediante pagamento de propina a servidores e políticos. A PF apresentou gravações telefônicas em que o empresário estaria negociando supostas propinas com políticos e servidores públicos. Em uma das ligações, Zuleido estaria combinando o pagamento de propina com o deputado distrital Pedro Passos (PMDB), que consegiu a liberação de um crédito suplementar no valor de R$ 3,5 milhões destinado à Secretaria de Agricultura para pagamento da Gautama. A advogada Sonia Rao, que faz a defesa de Zuleido, nega que ele tenha comandado o esquema, dizendo que "há um certo folclore de que o poder público não pode entrar em contato com os empresários". Ela alega que as conversas gravadas pela Polícia Federal são "técnicas" e que é "normal o empresário pressionar para receber porque o governo geralmente demora a pagar". g1, Leandro Colon, Brasília.

OPERAÇÃO NAVALHA [In:] A PÁTRIA DOS "EX-" (APENAS ISSO???)

´Renan é inocente, até prova em contrário´, diz Lula.

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira, em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente, que "suspeita" não é prova de culpa. O presidente se referia à reportagem da revista Veja, em que coloca sob suspeita o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). "Até prova em contrário, ele (Renan) é inocente", alegou. A revista acusa o senador de receber recursos da construtora Mendes Júnior, que já negou o pagamento. Lula afirmou que a Polícia Federal tem liberdade para de investigar "quem quer que seja". "Todas as denúncias de corrupção, todas, sem distinção, contra quem quer que seja, serão investigadas." O presidente reclamou do vazamento de investigações para a imprensa antes do final dos processos, "porque senão nós cometemos o erro de condenar as pessoas" que depois, se provam inocentes. "Nós iremos investigar todas as denúncias que forem feitas, doa a quem doer, seja contra quem quer que seja", reafirmou. Lula contou também que foi a favor do afastamento do ex-ministro Silas Rondeau, de Minas e Energia - ele entregou a carta de demissão na terça-feira, 22, após ter sido acusado de receber R$ 100 mil de propina em troca de favorecimento da empreiteira Gautama, pivô do esquema de fraudes de licitações de obras. O presidente afirma ainda que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não será prejudicado pelas investigações da Operação Navalha. "As denúncias são indícios importantes de que nós precisamos melhorar o processo de licitação nesse País e o processo de concorrência de obras públicas", disse. Estadão.

domingo, maio 27, 2007

A HORA DO "ÂNGELUS"

ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS.

ORAÇÃO DA PAZ

Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.

E é morrendo que se vive para a vida eterna.
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(Fonte: de "domínio público").

sábado, maio 26, 2007

EDITORIAL. 2010: EM CAMPANHA OU CAMPANA?

EDITORIAL – 26 de maio de 2007.

2010: EM CAMPANHA OU CAMPANA?

No Editorial da semana passada encerramos nossa análise perguntando se o Governo já estaria em campanha para 2010. Era o que tudo indicava. Porém, o noticiário desta semana foi inflado pelo “desfecho” do caso Silas Rondeau/Gautama a partir de seu pedido de exoneração e a imediata indicação [novamente pelo PMDB] de seu substituto, Márcio Zimmermann, para o Ministério de Minas e Energia (MME), com o aval dos senadores José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL). O diferencial na indicação dos nomes para esse Ministério - do primeiro (Rondeau) para o segundo (Zimmermann) - está no apadrinhamento: Rondeau/José Sarney e Zimmermann/Dilma Rousseff. É sabido que Márcio Zimmermann que estava ocupando a secretaria de Desenvolvimento e Planejamento Energético do MME foi levado ao Ministério, em 2004, pela ministra da Casa Civil quando ela respondia pelo mesmo Ministério.
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Não seria enfadonho relembrar que a causa que motivou o pedido de demissão de Silas Rondeau foi a denúncia efetuada pela Polícia Federal (PF) contra fraudes em licitações de obras da construção civil dos órgãos do governo envolvendo a Construtora Gautama, de propriedade de Zuleido Veras, e os ministérios de Minas e Energia, da Integração Nacional, das Cidades e do Planejamento. O envolvimento de Silas Rondeau veio à tona, pelos jornais no dia 21, quando ele se preparava para integrar a comitiva do presidente Lula à Foz do Iguaçu/Paraguai, para a inauguração de duas novas turbinas da usina hidrelétrica Itaipu Binacional. Foi então dado conhecimento da documentação enviada pelo procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza ao STJ que (com)provava que o ministro havia aceito uma propina de R$ 100 mil, acomodados num “envelope pardo”, recebido pelo seu assessor especial Ivo Almeida Costa e entregue ao Ministro, conforme documentado por vídeo. Segundo a PF, o valor recebido serviu para “premiar” o Ministro por supostas vantagens oferecidas à Gautama, numa licitação do programa Luz Para Todos, destinado a levar luz elétrica a zonas rurais. Nessa trama, além de Zuleido Veras (Gautama) e Silas Rondeau, estão sendo denunciadas mais 46 pessoas por organizarem uma máfia que fraudava licitações de programas como o de Luz para Todos e se preparava para assumir também os empreendimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo o jornal Estadão, o avanço da máfia das obras sobre o PAC se explica: lançado em 22 de janeiro, é o carro-chefe do segundo mandato do governo Lula e prevê investimentos de R$ 503,9 bilhões até 2010. Só em recursos diretos da União, serão R$ 113,8 bilhões. Sabe-se que a área que mais interessava “ao grupo” era a que o governo federal intitulou de “infra-estrutura social e urbana”, onde serão investidos R$ 170,8 bilhões até 2010. Só para saneamento (uma das especialidades da Gautama) serão destinados R$ 40 bilhões. Outra área de cobiça, a de infra-estrutura hídrica, terá R$ 12,6 bilhões. E é nessa rubrica que está a principal obra do PAC, a transposição do Rio São Francisco (empreendimento de R$ 6 bilhões), onde, no início do mês, a Gautama candidatou-se na licitação para um dos 14 lotes, no valor de R$ 275 milhões.
Por fim, no dia 22, Silas Rondeau entregou o cargo através de uma “nota” (ops!) enviada ao presidente Lula, na qual ele destacou que essa decisão objetivava “impedir que o setor energético, fundamental para o desenvolvimento do País, seja prejudicado e que a imagem do governo seja de algum modo afetada" e reafirmava "completa e absoluta inocência na certeza de que tudo será esclarecido, provando a injustiça e a crueldade das mentiras e insinuações divulgadas a meu respeito, que atingiram minha honra". Na nota, afirmou também que "cada segundo que dedicou ao exercício de suas funções foi pautado por valores, éticos, morais e cristão e nunca, em momento algum, jamais pratiquei qualquer ato que não fosse orientado pelos princípios essenciais, que sempre nortearam a minha vida, com absoluta honestidade e compostura”. Em outro trecho disse que em sua vida de técnico, foi "trabalhador, de vida modesta, respeitado no setor elétrico, que escolhi por profissão e ao qual me dediquei inteiramente, tem sido marcada pela lisura e honradez". Na sucessão de Rondeau, entre os vários nomes sondados pelo PMDB (Sarney/Renan) ou vislumbrados pelo PT, venceu Márcio Zimmermann, indicado pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff e do agrado do Presidente.
Ainda em relação a Gautama e a “operação navalha”, o nome do presidente do Senado, Renan Calheiros, foi citado em alguns trechos de conversas telefônicas, gravadas pela PF durante a investigação. Consta que o senador e o presidente da Assembléia Legislativa de Alagoas, Antonio Albuquerque (DEM), teriam intercedido para que o governo alagoano liberasse verbas para a Gautama. Nessa semana, o senador Renan negou que seja amigo de Zuleido Veras, dono da Gautama, e disse que sua relação com o acusado é "com o dono de uma empresa que faz obras em Alagoas".
Como se não bastasse, outra construtora entrou em cena no dia 25. Desta vez a “Mendes Júnior” e envolvendo diretamente o presidente do Senado, Renan Calheiros. A denúncia em matéria assinada pelo jornalista Policarpo Júnior, da revista Veja, diz que o lobista da empreiteira Cláudio Gontijo pagava até recentemente o aluguel de um apartamento em Brasília e a pensão de uma filha de 3 anos, que Renan teria com uma jornalista de Brasília, fora do casamento, no valor total de R$ 16.500,00 mensais. E como complemente, a construtora manteria permanentemente à disposição do senador um flat em dos hotéis mais luxuosos da cidade e teria ajudado financeiramente seus familiares e campanhas eleitorais. A denúncia contra o presidente do Senado pode ser avaliada como um desdobramento das investigações da PF que resultaram na Operação Navalha. Caso as denúncias da Veja sejam comprovadas, isso poderá levar o senador a perder o cargo e até mesmo o mandato. Para o cientista político Rogério Schmitt, "o caso é sério, pois envolve o presidente do Senado, a autoridade que está no quarto lugar na linha de sucessão do presidente da República”.
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O estranho é que nesse caso de Rondeau [e em tantos outros que envolvem desvios de dinheiro público, atos de improbidade administrativa ou abuso de poder] não se fala na devolução imediata dos recursos ao erário e, sim, no “processo de substituição de nomes dos envolvidos” para garantir a “cota do partido nas indicações”.
Pelo visto, em relação a “2010”, teremos que ficar de campana!

sexta-feira, maio 25, 2007

XÔ! ESTRESSE [In:] TRAMA EM G[R]AU MAIOR!








[Chargistas: Fausto, Junião, Novaes, Fernandes].
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N.B.: Siddhartha Gautama (Sânscrito, सिद्धार्थ गौतम, Siddhārtha Gautama), também conhecido como Siddhāttha Gotama em páli, foi um príncipe que viveu por volta de 563 a.C. até 483 a.C., no reino de Śākya - que hoje em dia seria parte da fronteira do Nepal com a Índia. (Fonte: pt.Wikipedia.org).

IBGE [In:] BRASIL, CASA GRANDE, FÉ-CEGA, FACA AMOLADA.

Em 60 anos, Brasil ficou mais mestiço, evangélico e 'casado'.

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta quinta-feira (25) mostra que, em 60 anos, a população brasileira quadruplicou. Com os cruzamentos dos dados dos Censos feitos em 1940 e em 2000, o IBGE concluiu ainda que o país ficou mais urbano e mais mestiço. Houve aumento do número de evangélicos em todas as regiões. De acordo com o instituto, o Brasil tinha 41,2 milhões de habitantes em 1940 e 169,8 milhões em 2000. Em 1940, o município do Rio de Janeiro era o de maior população, seguido por São Paulo, Recife, Salvador e Porto Alegre. Sessenta anos depois, São Paulo passou a liderar o ranking da cidade com mais habitantes (6,1% do total do país). A região com maior crescimento populacional foi a Centro-Oeste. Em 60 anos, a densidade demográfica saltou de 0,7 habitante por km² para 7,2 habitantes por km². O último levantamento mostra as diferenças regionais: enquanto no Norte do Brasil a densidade demográfica é de 3,4 habitantes por km², no Sudeste esse número é de 78,3 habitantes por km². De acordo com o levantamento, aumentou a miscigenação. Em 1940, 63,4% da população se auto-declarava branca. Esse número caiu para 53,7% em 2000. O número dos brasileiros que se declararam pretos também caiu, de 14,6% para 6,2%. Em contrapartida, o número de pardos pulou de 21,2% para 38,5% em 60 anos. Em 1940, 96,6% dos pesquisados eram brasileiros natos e, em 2000, 99,6%. Em 2000, os japoneses estavam presentes em 9% dos 5.507 municípios brasileiros, com maior concentração nos estados de São Paulo e Paraná. Os portugueses estavam em 6,1% das cidades, principalmente no Rio e em São Paulo, enquanto os italianos podiam ser encontrados em 5,1% dos municípios. A comparação dos Censos de 1940 e 2000 mostrou uma expressiva redução de católicos no Brasil: de 95% para 73,6%. Nesses 60 anos, os evangélicos cresceram de 2,6% para 15,4%. O maior crescimento de evangélicos foi registrado em Rondônia, onde 27,2% da população é seguidora da religião. No estado, o número de católicos caiu 39,8% no período. O estado com maior percentual de católicos, nos dois levantamentos, foi o Piauí (99,6% em 1940 e 89,8% em 2000). Na década de 40, 51,6% dos brasileiros com 10 anos ou mais eram solteiros, número que caiu para 38,5% em 2000. Já os casados cresceram de 42,2% para 49,5% da população, nessa faixa de idade. Os desquitados e divorciados pularam de 0,2% para 4,1% em 60 anos, de acordo com o IBGE. O percentual de viúvos caiu de 5,9% para 4,1% entre 1940 e 2000. Tanto em 1940 quanto em 2000, os homens eram a maioria dos solteiros (62,6%). A maior proporção de casados, em 1940, estava no Sudeste (44,6%) da população. No levantamento mais recente, o Sul passou a ser a região com mais casados, o equivalente a 54,6%. A comparação dos números mostra que a taxa de analfabetismo de pessoas de 10 anos ou mais caiu, passando de 56,8% para 12,1%. As diferenças regionais persistiram: em 2000, 5,3% dos catarinenses eram analfabetos, índice que chegava a 30,1% em Alagoas. Em 1940, eram 34,1% de analfabetos no Rio de Janeiro. A taxa de alfabetização em todo o país cresceu de 43,2% em 1940 para 87,9% em 2000. G1, SP.

RENAN [In:] "VEJA" BEM, HÁ CONTROVÉRSIAS!

Lula diz que não se pode prejulgar Renan.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (25) desconhecer o conteúdo de reportagem da revista "Veja" sobre o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Mesmo assim, preferiu cautela e disse que "é preciso dar a chance ao acusado de prestar explicações". Na reportagem da edição que chega às bancas nesta sexta (25), "Veja" informa que o lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior, paga contas do presidente do Senado. Segundo a revista, Gontijo pagava o aluguel de um apartamento em Brasília para o senador, no valor de R$ 4,5 mil, e uma pensão de R$ 12 mil para a filha de 3 anos com a jornalista Mônica Veloso. "Aprendi nesse período todo que pobre de quem fizer o julgamento de uma pessoa por uma matéria [reportagem]. Essas coisas têm que ter um processo, têm que ter uma investigação, têm que ter a chance daquele acusado de prestar as explicações", afirmou o presidente ao final do almoço oferecido no Itamaraty ao colega do Panamá, Martín Torrijos. Lula afirmou também que conversou com o senador do PMDB na quinta (24) e na quarta-feira (23) e disse que "Renan está tranquilo". Nesta sexta, Renan esteve numa audiência, em uma vara de família, em Brasília, discutindo detalhes da pensão que paga à jornalista Monica Veloso, com quem tem uma filha. A audiência terminou por volta de 14h45. Renan deixou o local cercado por seguranças, acenou aos jornalistas, entrou em um elevador e foi embora sem conceder entrevista. A construtora Mendes Júnior nega responsabilidade sobre eventuais pagamentos feitos para Renan. "Sobre os pagamentos mencionados, não existe, nem nunca existiu, qualquer participação da Mendes Júnior", afirma o texto de nota divulgada pela empresa nesta sexta. "Neste momento, prefiro crer que aquilo não seja verdade, até porque não há nenhum elemento para algum tipo de avaliação", afirmou sobre o episódio o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Chinaglia disse esperar uma manifestação de Renan. "Nós não conhecemos os fatos, ali tem assuntos pessoais. Creio que não cabe opinar sobre tais condicionantes. E evidentemente o senador Renan vai se pronunciar de alguma forma, imagino", afirmou. "Todos nós temos que estar à altura de nossa responsabilidade", ressaltou. A relação política entre Chinaglia e Renan se restringe à cordialidade dentro do Congresso. Isso porque o presidente do Senado trabalhou a favor da candidatura à reeleição de Aldo Rebelo (PC do B-SP), adversário do petista na disputa pela presidência da Câmara em fevereiro. Desde então, Chinaglia não fez esforços para se aproximar de Renan, e o contato entre os dois se limita a encontros oficiais em solenidades dentro e fora do Congresso. G1, Brasília, Tiago Pariz e Leandro Colon.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Favorito no Paraguai quer levar acordo de Itaipu à Justiça. O ex-bispo católico Fernando Lugo, pré-candidato de oposição e favorito nas eleições presidenciais de abril do ano que vem no Paraguai, disse à BBC Brasil que, se for eleito, pode até recorrer a tribunais internacionais para tentar mudar o Tratado de Itaipu. “Vamos dar todos os passos jurídicos, locais, regionais e internacionais. Se localmente não houver uma solução, creio que há esferas judiciais internacionais”, afirmou em entrevista por telefone, de Assunção. O Paraguai quer que o Brasil pague preço de mercado pela energia gerada pela usina binacional. Pelo tratado atual, a parcela que caberia ao Paraguai, mas não é consumida, tem de ser vendida ao Brasil pelo preço de custo. BBC Brasil, Denize Bacoccina, de Brasília.
Polícia Federal não será reprimida, diz Lula. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu nesta sexta-feira (25) reclamações de aliados sobre a atuação da Polícia Federal e afirmou que o governo não vai “cercear” as operações que combatem a corrupção. Políticos governistas criticam a maneira como a PF desenvolveu a Operação Navalha, que desmantelou um esquema de fraude e desvio de dinheiro público. “A PF vai continuar combatendo a corrupção doa a quem doer. Se as pessoas não quiserem ser molestadas, não pratiquem nenhum erro que não serão molestadas”, afirmou Lula após almoço no Itamaraty, oferecido ao presidente do Panamá, Martín Torrijos. Apesar de classificar de “função nobre” a atuação da Polícia Federal, o presidente voltou a dizer que a corporação não pode praticar “exageros” nas operações. Ele citou “vazamento de informações”, uso desnecessário de algemas ou “arrebentar a porta” de alguém. “É preciso que não haja exagero. Você não pode ficar vazando notícias antes que você termine o processo, a investigação. Senão, você execra as pessoas primeiro pelas manchetes dos jornais”, disse Lula. G1, Brasília, Tiago Pariz.

RENAN & CONGRESSO [In:] E "SE A CASA CAIR? DEIXE QUE CAIA!" (*)


Denúncia contra Renan cria tensão no Congresso.

A reportagem publicada pela revista Veja que acusa o presidente do Senado Renan Calheiros(PMDB-AL) de ter suas despesas pessoais financiadas pela construtora Mendes Júnior, representa um risco potencial à base política. Para o cientista político Rogério Schmitt, a crise acende um ´alerta amarelo´ no cenário político por ser ´a crise mais grave do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva´. Caso as denúncias da matéria assinada pelo jornalista Policarpo Júnior forem comprovadas, poderá levar o senador a perder o cargo e até mesmo o mandato. Por menos que isso, o senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA) renunciou à presidência do Senado e ao mandato quando foi acusado de ter violado o painel de votações eletrônicas sigilosas do Senado. O cientista político não descarta que o senador Renan Calheiros sofra algum processo de afastamento do cargo, o que poderia ocorrer também por uma decisão voluntária, em função do escândalo envolvendo seu nome. No entanto, ele acredita que a resistência política de Calheiros deve ser elevada, pois é um dos principais líderes do PMDB, um partido grande e que deve apóia-lo. Segundo a revista, o lobista da empreiteira Cláudio Gontijo pagava até recentemente o aluguel de um apartamento em Brasília e a pensão de uma filha de 3 anos, que Renan teria com uma jornalista de Brasília, fora do casamento, no valor total de R$ 16.500,00 mensais. Além disso, a construtora manteria permanentemente à disposição do senador um flat em dos hotéis mais luxuosos da cidade, e teria ajudado financeiramente familiares seus e campanhas eleitorais. A denúncia contra o presidente do Senado pode ser avaliada como um desdobramento das investigações da Polícia Federal que resultaram na Operação Navalha. Segundo fontes do PMDB, o presidente do Senado já desconfiava que estava sendo espionado. Essas fontes dizem que a suspeita é de que a fonte da denúncia é a PF. Os desdobramentos da Operação Navalha, e agora a denúncia contra um dos mais importantes líderes do PMDB, estão desestabilizando a coalizão partidária montada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para garantir a estabilidade do segundo mandato. O ambiente político em Brasília é de insegurança e perplexidade. "Agora, se torna praticamente impossível que não será criada uma CPI mista no Congresso destinada a investigar o caso envolvendo a empreiteira Gautama", comentou o cientista político. "O caso é sério, pois envolve o presidente do Senado, a autoridade que está no quarto lugar na linha de sucessão do presidente da República." O PMDB é o maior partido do Senado e o pêndulo da balança nas decisões da Casa. O conflito político aberto pela escalada de denúncias desencadeada pela Operação Navalha quase certamente levará o PMDB a reagir em defesa dos seus principais líderes, Renan e o senador José Sarney (PMDB-AP), cujo indicado para o ministério das Minas e Energia, Silas Rondeau, deixou o cargo na terça-feira, acusado de corrupção pela PF. Os dois senadores aceitaram indicar o técnico Márcio Zimmermann para o cargo, um quadro político ligado à ministra Dilma Rousseff, porque perceberam que essa era a vontade do presidente da República e que qualquer outra escolha seria vetada pelo governo. Estadão, Ariosto Teixeira e Ricardo Leopoldo. Foto José Cruz/Ag.Senado, G1.
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(*) Se a casa cair [Teodoro & Sampaio]. "E se a casa cair/ Deixa que caia/ Hoje eu vou amanhecer na gandaia/ Trabalho duro pra dar tudo o que ela quer/ Mas ela nunca da valor no que eu faço/ Carro de luxo, jóias caras dei pra ela/ Foge de mim quando eu quero um abraço ..." (www.vagalume).

MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA: "MAIS ENERGIA COM ENERGÉTICO"?

Lula nega anúncio de ministro nesta sexta.

Ao responder perguntas dos jornalistas no Itamaraty sobre se faria o anúncio do novo ministro nesta sexta, Lula foi lacônico: "Não". Diante da insistência, o presidente disse, em tom de brincadeira: "Não fiquem nervosos, meus filhos". Numa conversa reservada com dois peemedebistas na reunião do conselho político de quinta-feira (24), o presidente afirmou que optaria pelo atual secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, para o lugar de Silas Rondeau. Esses peemedebistas disseram que o anúncio poderia ocorrer nesta sexta. Zimmermann, ligado à chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, recebeu sinal verde dos senadores José Sarney e Renan Calheiros, já que o Ministério das Minas e Energia faz parte da cota de senadores peemedebistas. O líder da bancada, Valdir Raupp (PMDB-RO), pretende reunir os senadores na próxima quarta-feira (30) para fazer uma consulta sobre indicados, mas não vê problemas em o anúncio do presidente sair antes da avaliação interna. G1, Tiago Pariz.

STF/OPERAÇÃO NAVALHA [In:] OS MONSTROS DO "LAGO NESS"?

STF solta sobrinhos de Lago; escândalo das obras derruba mais um.

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu na noite desta quinta-feira habeas corpus para dois sobrinhos do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT): Francisco de Paula Lima Júnior e Alexandre Maia Lago. Os dois haviam sido presos durante a Operação Navalha, da Polícia Federal, que desarticulou uma suposta quadrilha que fraudava licitações para realização de obras. Os dois haviam se recusado a prestar depoimento à ministra Eliana Calmon, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), e continuavam presos na carceragem da PF, em Brasília. Ao mesmo tempo, mais um acusado de envolvimento com a suposta máfia que fraudava licitações para realização de obras públicas deixou o cargo. Foi Roberto Figueiredo Guimarães, que ocupava a presidência do BRB (Banco de Brasília). Em outras esferas houve baixas funcionais também. Silas Rondeau deixou o Ministério de Minas e Energia. Seu ex-assessor Ivo Almeida Costa também deixou o gabinete. José Ribamar Lobato Santana, que dirigia o programa Luz Para Todos --vinculado ao ministério-- entregou o cargo ontem. Há suspeita de ação da máfia sobre o programa.BRBO governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), aceitou o pedido de Guimarães, que já havia sido afastado na semana passada da direção do banco.O diretor de controle e planejamento do BRB, Laécio Barros Júnior, assume interinamente o cargo.Guimarães é acusado de influenciar na liberação de verbas para obras da construtora Gautama, quando prestava consultoria para o Estado do Maranhão, durante o governo de José Reinaldo Tavares (PSB). Folha Online.

TCU & PF: OPERAÇÃO NAVALHA/GAUTAMA

TCU aponta sete obras irregulares executadas pela Gautama.

O Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou, nesta quinta-feira, 24, uma relação de sete obras públicas com indícios de irregularidades que estão sendo executadas pela Construtora Gautama, ou que têm participação da empreiteira. Todos os projetos, segundo o TCU, apresentam indicações de problemas como superfaturamentos ou licenças ambientais irregulares. A Gautama é a empresa pivô do esquema de fraude em licitações públicas, investigado pela Polícia Federal, na chamada Operação Navalha, queenvolve políticos, empresários e funcionários públicos. Segundo a PF, de 2003 a 2006, o esquema movimentou R$ 170 milhões. O escândalo chegou a derrubar o ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, na última terça-feira. Rondeau é acusado de receber R$ 100 mil de propina em troca de favorecimento à Gautama.
Confira as obras irregulares, segundo o TCU:
Adutora Italuis (MA)
Infra-estrutura Hídrica (SE)
Construção Barragem Poço Verde (SE)
Construção da Adutora Serra da Batateira (BA)
Tabuleiro Martins (AC)
Implantação de Irrigação do Rio Preto (DF)
Infra-estrutura Turística de Porto Velho (RO)
O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, solicitou ao ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, esclarecimentos e orientação para excluir a Construtora Gautama, envolvida na Operação Navalha, do processo de licitação pública para as obras da transposição do Rio São Francisco. O pedido foi feito na última terça-feira e não há prazo para que a CGU se manifeste. A Gautama, segundo informou a assessoria do Ministério da Integração Nacional, participa da licitação dos 14 lotes de obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco. As obras compreendem a construção de canais, barragens, adutoras e estações de bombeamento, orçadas em R$ 3,3 bilhões. O resultado da concorrência sai até setembro. Estadão, Agência Brasil.

quinta-feira, maio 24, 2007

XÔ! ESTRESSE [In:] OPERAÇÃO BRA$ÍLIA: S.U.S. OU S.O.S.?




[Chargistas: Pater, Mariano, Dalcio].

OPERAÇÃO NAVALHA: MUITO É POUCO!

Gravações revelam ação da máfia das obras para incluir 6 projetos no PAC.
A Operação Navalha interrompeu, segundo a Polícia Federal, um esquema de corrupção que estaria em curso para incluir no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) uma série de obras não previstas no projeto original. Os grampos das conversas telefônicas exibem o intenso esforço de Flávio Henrique Candelot, funcionário da Construtora Gautama, para conseguir alterar locais previstos para obras ou incluir novos empreendimentos no PAC.Segundo a PF, houve negociações em torno de pelo menos seis obras em São João de Meriti (RJ), Maceió (AL), Camaçari (BA) e nos Estados do Amapá e Piauí. A Gautama já participa da licitação para as obras da transposição do Rio São Francisco.O avanço da máfia das obras sobre o PAC se explica: lançado em 22 de janeiro, é o carro-chefe do segundo mandato do governo Lula e prevê investimentos de R$ 503,9 bilhões até 2010. Só em recursos diretos da União, serão R$ 113,8 bilhões.Em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, o objetivo da Gautama era incluir as favelas de Parque Juriti e Morro do Pau Branco na série de obras de urbanização do programa. Em Maceió, Candelot não conseguiu a inclusão da macrodrenagem do Tabuleiro do Martins, que está paralisada por causa de uma série de irregularidades. Segundo a PF, Rodolpho Veras, filho do dono da Gautama, Zuleido Veras, “conversam sobre a necessidade de novas obras da Prefeitura de Camaçari no PAC e a necessidade de elaborarem um plano de trabalho”, que “deverá ser aprovado pelo Ministério das Cidades e pela Caixa Econômica Federal”. A área que mais interessava à máfia das obras era a que o governo federal intitulou de “infra-estrutura social e urbana”, onde serão investidos R$ 170,8 bilhões até 2010. Só para saneamento, uma das especialidades da Gautama, serão destinados R$ 40 bilhões. Outra área de cobiça, a de infra-estrutura hídrica, terá R$ 12,6 bilhões.É nessa rubrica que está a principal obra do PAC, a transposição do Rio São Francisco - empreendimento de R$ 6 bilhões. No início do mês, a Gautama candidatou-se na licitação para um dos 14 lotes, no valor de R$ 275 milhões. O resultado da disputa deverá ser anunciado em agosto.Em Camaçari (BA), de acordo com a PF, a Gautama já negociava pagamento de propinas para vencer uma licitação no valor de R$ 11,5 milhões. As conversas mostram também o interesse da construtora em ampliar as obras do PAC no Amapá e Piauí, mas não indicam quais seriam esses empreendimentos.A Controladoria-Geral da União (CGU) estuda uma saída jurídica para declarar a Gautama inidônea, o que impediria a construtora de participar das licitações do PAC ou de outra obra pública com verbas federais. “Estamos estudando com base na Lei 8.666, a Lei de Licitações. Estudando se a declaração de um ministério, por exemplo, geraria efeito para todas as nova licitações”, explicou o controlador-geral, Jorge Hage. Estadão. Luciana Nunes Leal, BRASÍLIA

HIDRELÉTRICA TUCURUÍ: MST (VALE TUDO!)

Exército negocia desocupação de usina no PA.

Cerca de 400 homens do Exército chegaram na manhã desta quinta-feira (24) à hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, para ajudar na desocupação da usina. Na manhã de quarta-feira (23), 600 integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragem, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Via Campesina ocuparam as instalações da segunda maior hidrelétrica do país. O Exército está reunido com os manifestantes para negociar a retirada pacífica. Os invasores, porém, dizem que só deixam a usina se representantes do Ministério das Minas e Energia forem até o local. Eles ameaçam incendiar a sala de controle. O protesto começou na madrugada de quarta-feira. Depois de bloquear uma estrada em Tucuruí, os manifestantes entraram em confronto com a Polícia Militar. Um dos militantes foi atingido por uma bala de borracha e o grupo decidiu invadir a usina. Primeiro, eles derrubaram o portão. Depois, um manifestante jogou uma bomba caseira. Durante a invasão, quebraram vidros e seguiram para a sala de máquinas da usina. Até a sala de controle foi ocupada durante o dia. Os manifestantes pedem investimentos em saúde, educação e em programas de renda para famílias que foram desalojadas para a construção da hidrelétrica. A Eletronorte informou que até a noite de quarta-feira não houve qualquer prejuízo na produção nem na transmissão de energia. A Justiça já concedeu a reintegração de posse. G1, SP.

MINAS E ENERGIA: PMDB, LULA & DILMA

PMDB indica Márcio Zimmermann para vaga de Silas Rondeau.

O PMDB, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, indicou Márcio Zimmermann, atual secretário de Desenvolvimento e Planejamento Energético do Ministério das Minas e Energia para ministro no lugar de Silas Rondeau, que deixou o cargo na última terça-feira, 22, por conta do escândalo da máfia das obras. Rondeau é acusado de receber R$ 100 mil de propina em troca de favorecimento da empreiteira Gautama, pivô do esquema. Um dia depois de aceitar a demissão do ministro Rondeau, da cota do PMDB, Lula disse aos senadores José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL) que a vaga de ministro de Minas e Energia continuaria a ser do PMDB. Lula pediu a eles um candidato de perfil técnico, como Rondeau. Os dois senadores não perderam tempo e indicaram Zimmermann. Zimmermann é técnico e fez carreira na Eletrosul e Eletrobrás. É muito ligado à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Foi levado para o governo em 2004, quando Dilma ainda era ministra de Minas e Energia. A Secretaria de Desenvolvimento Energético foi criada especialmente para ele. De acordo com políticos ligados a Sarney e a Renan, a decisão de escolher Zimmermann ocorreu porque os dois senadores verificaram que não tinham nenhum técnico com a qualificação exigida pelo presidente Lula para substituir Rondeau. Como o cargo terá muito peso, resolveram adotar a indicação de Zimmermann. Estadão, João Domingos.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Militantes do MST bloqueiam 39 rodovias em nove Estados. Militantes de movimentos sociais bloquearam hoje trechos de rodovias em pelo menos nove Estados, em protesto contra a emenda 3, a política econômica do governo federal e as propostas de reformas trabalhista e da Previdência. Segundo o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), ao menos 39 rodovias em nove Estados (SP, RJ, MG, ES, GO, SE, AL, PE e PB) foram bloqueadas durante o dia. A Polícia Rodoviária Federal confirmou que houve protestos nesses Estados, mas não o número de estradas bloqueadas. Ag. Folha.

POLÍTICA NACIONAL SOBRE ÁLCOOL: SEM ESSA DE "ZECA-FEIRA" !!!

Governo mira cerveja em medidas antiálcool.

O governo lançou nesta quarta-feira (23) a Política Nacional sobre Álcool, numa iniciativa de reduzir o consumo e os danos à saúde. As medidas afetam principalmente a indústria da cerveja, que passa a ser considerada como bebida alcoólica, e pode ter a publicidade controlada. “É considerada bebida alcoólica aquela que contiver 0,5º Gay-Lussac ou mais de concentração, incluindo-se aí bebidas destiladas, fermentadas e outras preparações, como a mistura de refrigerantes e destilados, além de preparações farmacêuticas”, consta do texto do decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo passa a incentivar a regulamentação, o monitoramento e a fiscalização da propaganda e publicidade de bebidas alcoólicas. O público alvo dessa medida são os jovens. Para que tenha efeito é necessária uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já em estudo. “Na questão da propaganda, existe a dimensão do horário, que é um problema porque você não pode expor crianças a esse tipo de publicidade. E tem a questão do conteúdo, ou seja, de que maneira a publicidade está vendendo para a sociedade um determinado estilo de vida, uma determinada maneira de olhar a bebida”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, após cerimônia no Palácio do Planalto. Está previsto no decreto o estimulo à ações para restringir os pontos de venda, retirando-as de distribuidoras, supermercados e atacadistas. Segundo dados do Gabinete de Segurança Institucional e da Secretaria Nacional Antidrogas de 2005, 74,6% da população brasileira de 12 a 65 anos consumiram, pelo menos uma vez na vida, alguma bebida alcoólica. Nesta faixa etária, 12,3% são dependentes do álcool. Sobre os dados de 12 a 17 anos, 54,3% experimentaram alguma bebida e 7% são dependentes. G1, Tiago Pariz.

OPERAÇÃO "OCTOPUS": DE NAVALHA EM NAVALHA...

PF apura esquema da Gautama dentro da Polícia Federal.

Investigações da Operação Octopus, que deu origem à Operação Navalha, revelam que a máfia das obras avançou na própria Polícia Federal. Grampos, fotos e filmagens indicam que o dono da Construtora Gautama, Zuleido Soares Veras, buscava dentro da PF a sustentação para o esquema de corrupção, direcionamento e superfaturamento de obras públicas. Por meio do ex-superintendente da PF na Bahia Joel Almeida de Lima e do advogado e lobista Francisco Catelino, Zuleido teria criado uma rede de amigos importantes na polícia. Desses contatos a quadrilha obteria informações sigilosas, chegando a marcar data e local para depoimentos, e receberia orientação de como se posicionar durante uma investigação. Curiosamente, foi a PF um dos órgãos públicos que alimentaram o crescimento da Gautama. A empreiteira recebeu da corporação cerca de R$ 70 milhões para construir seus prédios em Brasília e São Paulo. O relatório parcial da Operação Navalha diz que foram identificadas ligações entre um grupo de empresários especializados em fraudar licitações e policiais, apontando “indícios de prática de crimes de corrupção passiva, violação de sigilo funcional e prevaricação”. A lista envolve nomes de peso na PF, como os dos então superintendentes no Ceará, João Batista Paiva Santana, em Sergipe, Rubem Patury, e na Bahia, Paulo Bezerra, atual secretário de Segurança do Estado, assim como o do delegado regional Antônio Cesar Nunes, hoje superintendente na Bahia. Procurados na quarta-feira, eles não foram localizados. Lima e Catelino são apontados como responsáveis pelos “atos de corrupção ativa”, servindo como ponte entre os empresários e policiais de vários Estados. As investigações acabaram frustradas após o vazamento de informações de dentro da PF. Numa das escutas telefônicas, Lima e Catelino acertam a transferência de um depoimento que Zuleido teria que dar à PF em São Paulo. Em 30 de setembro, por exemplo, Zuleido pergunta a Lima se recebeu o documento em que é convocado para depor na PF. Lima diz: “Já está tudo resolvido. Eu já tratei ontem com a escrivã Cida, em Brasília, e você vai ser ouvido aqui. Pode ficar tranqüilo que não precisa comparecer dia 3.” No mesmo diálogo, Zuleido relata que um empresário parceiro seu teria sido convocado para depor em São Paulo: “Eu queria ver como poderíamos fazer para orientá-lo, mesmo que por telefone.” Lima responde: “Por telefone é complicado.” Outro relatório da PF revela pedidos de dinheiro para Zuleido: “Em 2 de dezembro de 2005, Patury solicitou R$ 7 mil para sua festa de posse como superintendente.” Exemplo da participação da PF no esquema é visto em uma das conversas entre Zuleido e o ex-delegado Joel de Almeida Lima. Poderia ser só um diálogo de instrução entre advogado e cliente, mas na verdade é uma aula de como um empresário suspeito deve se comportar durante uma oitiva policial para não levantar suspeitas.
No dia 30 de setembro de 2005, Zuleido liga para Joel e lê as perguntas que serão feitas a um empresário paulista parceiro em seus negócios, que havia sido intimado a depor. Depois de falar quais perguntas seriam feitas (sabe-se lá, como foram obtidas), Joel dá sua aula: "se ele recorda dos fatos: ele tem que dizer que sim, porque se ele participou do evento (licitação) ele não vai negar porque senão vai ficar parecendo que tá dirigido. Tem que dizer que recorda que participou em tal época, tratando de tal obra; Se ele se recorda dos fatos: Como não foi coisa pequena, se ele dizer que não se recorda, eu acho até capcioso; Se ele lembra do nome da vencedora: Evidentemente, ele tem que dizer que sim, porque se ele recorda dos fatos, recorda da vencedora; Se ele recorda do tipo de direcionamento: ele tem que dizer que não porque foi um processo lícito em que todos participaram em igualdade de condições e a que teve melhor preço foi a que venceu". Joel conclui a aula orientando para que o parceiro mantenha a calma: "quando o delegado for para as perguntas finais é que ele tem que ter o equilíbrio para não se desesperar. Qualquer coisa não me recordo e não sei. Coisa que sabe e está na dúvida que vai dar complicações, não me recordo, não sei, para não comprometer nem um nem outro. Não precisa de detalhes porque é sempre comprometedor". Estadão, Ricardo Brandt e Tiago Décimo.

PETROBRÁS: PELA NÃO INSTALAÇÃO DA "CEARÁ STEEL" (SERÁ?)

Petrobras diz que é inviável instalação da Ceará Steel.

Em encontro com parlamentares da bancada do Nordeste na sede da CNI (Confederação Nacional da Indústria), em Brasília, na manhã desta quarta-feira, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que o projeto de implementação da Ceará Steel é inviável para a empresa. É a primeira vez que a Petrobras se posiciona contrária à construção da primeira grande siderúrgica das regiões Nordeste e Norte, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, a 60 km de Fortaleza (CE). Anteriormente a estatal alegava que havia uma defasagem muito grande entre o preço do gás firmado no termo de intenções com as empresas que formam o empreendimento siderúrgico e o preço de mercado. O encontro de Sérgio Gabrielli com os parlamentares foi para anunciar o investimento de R$ 28,5 bilhões que a Petrobras fará no Nordeste entre 2007 e 2010. No programa anunciado, estão projetos de gás natural, geração de energia, distribuição e refino de petróleo. Questionando pelo deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE) sobre a implementação da Ceará Steel, o presidente da Petrobras alegou que o projeto é inviável e que não interessa para a estatal este investimento. "Para que [...] estabeleça uma usina siderúrgica é necessário a existência de três condições. A existência da matéria-prima, do redutor [tecnologia para reduzir aço em placa ou chapa] e do mercado que vai consumir. E o Ceará não tem as três coisas", disse Gabrielli. Para o presidente da Petrobras, a solução para resolver o problema é trazer mecanismos que diminuam a diferença entre o custo e o que a usina pode pagar. "É necessário que haja uma divisão dessa diferença entre as parcelas. Nós estamos propondo que o fornecedor da matéria-prima, do equipamento, o comprador e a Petrobras reparta parte desses custos", disse o presidente da Petrobras.Em entrevista à Folha Online, o deputado federal Raimundo Gomes de Matos disse que vai se reunir com o senador Inácio Arruda (PC do B-CE) e pedir para que a bancada do Nordeste tome uma posição sobre o caso. O deputado tucano também disse ainda que vai pedir explicações à Comissão de Minas e Energia da Câmara. "Como vice-líder do partido irei entrar com um requerimento na Comissão de Minas e Energia para convocar o ministro [Minas e Energia], o presidente da Petrobras e os investidores para que expliquem a real situação do caso", disse Matos. O café da manhã reuniu 40 deputados e senadores. Entre os parlamentares estavam os deputados Inocêncio Oliveira (PR-PE), José Carlos Aleluia (DEM-BA), Walter Pinheiro (PT-BA), Edigar Mão Santa (PV-BA), e o senador Albano Franco (PSDB-SE).Da bancanda cearense, participaram os deputados Raimundo Gomes de Matos (PSDB), padre Zé Linhares (PP), Ariosto Holanda (PSB), Arnon Bezerra (PTB), pastor Flávio Bezerra (PMDB), Gorete Pereira (PR), Mauro Benevides (PMDB), José Airton Cirilo (PT) e Chico Lopes (PC do B). Folha Online, Márcio Diniz.

CPI MISTA: [In:] OPERAÇÃO NAVALHA. [MELHOR "GUILHOTINA"?]

Senador diz já ter obtido assinaturas para CPI.

O senador José Nery (PSOL-PA) anunciou em plenário que conseguiu na noite desta quarta-feira (23) as 27 assinaturas de senadores necessárias para criar uma CPI Mista (Câmara e Senado) sobre a Operação Navalha, da Polícia Federal, que desmontou um esquema de fraudes em licitações públicas. Faltam agora atingir as 171 assinaturas da Câmara para que o pedido de CPI seja protocolado. Segundo deputados responsáveis pela coleta de assinaturas, há, por enquanto, 140 no requerimento da CPI. A expectativa é que o restante seja obtido até o início da próxima semana. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que também preside o Congresso, avisou em plenário que vai respeitar o regimento ao receber esse requerimento: verificar se a CPI tem fato determinado, ler sua criação e abrir prazo para os líderes indicarem seus membros. Renan, aliás, chegou a dizer que assinaria o pedido, mas, até agora, não registrou seu nome no requerimento. O presidente do Senado tem sido alvo de especulações depois que seu nome apareceu na investigação da PF sobre a Operação Navalha por suas ligações com o empresário Zuleido Veras, dono da Gautama, construtora que seria o pivô do esquema. Renan, porém, tem negado qualquer envolvimento com isso. G1, Leandro Colon, Brasília.