A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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terça-feira, setembro 04, 2007
MINISTÉRIO DA SAÚDE: RECURSOS PARA O 'SUS'
PARADA DE 7 DE SETEMBRO: GRADES NÃO BARRAM VAIAS!
GOVERNO LULA: CONTRATAR "É PRECISO"
Brasília - A proposta orçamentária encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional na semana passada prevê a criação de 28.979 cargos no serviço público da União no próximo ano. Ao todo, está prevista a contratação de um total de 56.348 novos servidores, pois além das vagas criadas há as que foram abertas pelos mais diversos motivos, entre eles a aposentadoria. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai também iniciar o que chamou, em sua mensagem ao Congresso, de "segunda etapa" da reestruturação das carreiras do Executivo. O gasto anual com a contratação dos mais de 56 mil servidores será de R$ 3,495 bilhões. Em 2008, contudo, o custo ficará em R$ 1,897 bilhão, pois os novos funcionários tomarão posse ao longo do ano. Com a "segunda etapa" de reestruturação das carreiras no Executivo, o governo planeja gastar R$ 3,704 bilhões. Do total de contratações, 40.032 serão feitas no âmbito do Executivo, 12.604 no Judiciário, 1.417 no Legislativo e 2.295 do Ministério Público da União. Nem todos os novos contratados serão admitidos por concurso público. Mas o governo espera substituir até 11.446 servidores terceirizados por pessoas concursadas, conforme mensagem do presidente que acompanhou a proposta orçamentária para 2008. De acordo com a mensagem de Lula, o governo federal pretende fazer, no ano que vem, a "recomposição da forma de trabalho do Poder Executivo nas áreas de atuação estratégica do Estado, como segurança pública, saúde, educação, formulação de políticas públicas e gestão governamental". O texto explica que isso se dará "tanto por meio da criação ou da reestruturação de planos de cargos e carreiras e da reestruturação da remuneração do servidor, como também pelo recrutamento e seleção de novos servidores qualificados por concurso público". No tocante à reestruturação de carreiras do funcionalismo federal, o governo pretende, no âmbito do Poder Executivo,"dar início a uma segunda etapa, focada não mais exclusivamente em incremento remuneratório e correção de distorções, mas também em aprimoramento da composição das tabelas remuneratórias e da estruturação de planos e carreiras, com a implementação gradual de medidas adotadas a partir deste exercício". As despesas com pessoal ativo e inativo da União subirão de R$ 118,1 bilhões este ano para R$ 130,8 bilhões em 2008, um crescimento de 10,75%. Essas despesas estão, portanto, crescendo em ritmo maior do que a economia. Por isso, elas passarão de 4,69% do Produto Interno Bruto (PIB) para 4,74% do PIB. 28.979 cargos serão criados no governo federal, de acordo com a proposta orçamentária enviada na semana passada ao Congresso56.348 novos servidores serão contratados, ao todo, para preenchimento dos postos criados e dos que já estavam vagos por diversos motivos40.032 contratações das 56.348 ocorrerão no Poder Executivo. O restante será distribuído pelo Legislativo, Judiciário e Ministério Público da União. Estadão. Ribamar Oliveira.
segunda-feira, setembro 03, 2007
RENAN CALHEIROS vs NELSON JOBIM [ou '&' ?]
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
PT: NO 3º CONGRESSO VARRENDO O MENSALÃO "PRÁ DEBAIXO DO 'taPT'"
PT; 'SOLO' OU 'UNIDO': ACORDA BRASIL!!!
Enquadrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT ensaiou um recuo tático, amenizou seu discurso sobre a candidatura própria em 2010 e fez um gesto na direção dos aliados. Depois de três dias de debates e muitas negociações entre suas correntes, o 3º Congresso do partido aprovou ontem resolução política ambígua, que defende um concorrente petista à sucessão de Lula, mas, ao mesmo tempo, abre caminho para a construção de candidatura dentro da coalizão governista. O primeiro texto, aprovado por unanimidade no encontro, diz que o PT deve se colocar como "dirigente da condução do processo sucessório presidencial" . Destaca, ainda, que é necessário preservar a coalizão, mas " sem esquecer a defesa intransigente" dos interesses do partido. Uma hora depois, porém, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), pôs em votação um "adendo" à resolução, desidratando o baixo teor de confronto ali contido. A pedido do Palácio do Planalto e na tentativa de evitar um racha na aliança, os petistas encaixaram novo trecho sobre tática eleitoral, que já mencionava a necessidade de formular um programa para o próximo mandato. Apesar de manter o enunciado sobre a candidatura própria tanto nas eleições municipais de 2008 como na disputa presidencial, em 2010, o PT afirma agora que a decisão será submetida aos parceiros da coalizão, como Lula queria. "O PT apresentará uma candidatura a presidente a ser construída com outros partidos e, assim, formar uma aliança programática, partidária e social capaz de ser vitoriosa nas eleições de 2010 e impedir o retorno do neoliberalismo", diz o documento, que recebeu sinal verde do 3º Congresso. Lula havia pedido ao PT para não incluir a defesa da candidatura própria na resolução por avaliar que isso poderia desgastar ainda mais a relação com os aliados. Motivo: há, na base de apoio ao governo, outros postulantes à sua cadeira, como o deputado Ciro Gomes (PSB-CE). Filiado ao PMDB, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, também pode entrar no páreo. "Olhou para a frente, tem de ver a cara do Ciro, tem de ver a cara do Jobim e de outras figuras de outros partidos, que ainda vão surgir", disse o presidente ao Estado. "Eu quero subir em palanque, mas se houver na base dois, três, quatro ou cinco candidatos, o presidente fica em situação delicada." A solução meio-termo adotada pelo PT foi fruto de consenso entre as várias alas e agradou a Lula. "Deixamos o diálogo com os outros partidos aberto para avaliar o cenário até 2009 e construir a vitória em 2010", disse Berzoini. "Se partirmos do pressuposto de que o candidato obrigatoriamente é do PT, vamos dar uma mensagem que não é boa para quem quer construir aliança", completou. Para o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci, a posição tomada pelo PT foi madura. "Foi uma boa resolução porque diz que o PT deve fortalecer a coalizão de governo, mas reconhece que o partido tem direito de pleitear sua liderança, assim como o PSB e o PMDB", afirmou Dulci.O Planalto também pediu cautela à cúpula do PT para não antecipar a sucessão de Lula. Detalhe: o partido não tem candidato natural. Os principais nomes preparados para a missão - como o do ex-chefe da Casa Civil José Dirceu e o do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci - foram abatidos por escândalos. Apesar de ter cedido ao desejo do Planalto em relação à candidatura própria, o PT também deu estocadas em Lula. Emprestou apoio, por exemplo, ao plebiscito que discutirá a reestatização da Vale do Rio Doce, quando o presidente não queria que o partido se envolvesse nessa campanha. Do ponto de vista prático, a consulta não terá efeito. Trata-se, no entanto, de importante sinal político.Além disso, o PT também aprovou, a contragosto de Lula, resolução pedindo a descriminalização do aborto. Embora o estoque de divergências entre Lula e o PT esteja abarrotado, um outro assunto que passou pelo crivo do 3º Congresso deixou o presidente animado: o apoio à proposta de Constituinte exclusiva para votar a reforma política. No ano passado, Lula reuniu juristas no Planalto para debater a idéia. Recebeu críticas, mas ficou convencido de que essa era a única forma de fazer a reforma política andar. Estadão.
domingo, setembro 02, 2007
A HORA DO "ÂNGELUS"
Mateus, [5: 1-16];
1.
Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele.
2.
Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo:
3.
Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!
4.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!
5.
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
6.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
7.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!
8.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!
9.
Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
10.
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!
11.
Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.
12.
Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.
13.
Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens.
14.
Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha
15.
nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa.
16.
Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.
____________
Fonte: Bíblia Sagrada.
sábado, setembro 01, 2007
EDITORIAL: "UM DIA DE CÃO"
28 de agosto de 2007: UMA DECISÃO “HISTÓRICA” [ou “... e agora PT”?]
“Deu nos jornais”. “Deu nos telejornais”. “Deu nos rádios”. O Supremo Tribunal Federal (STF): através do relato do ministro Joaquim Barbosa examinou e decidiu por formação de quadrilha e corrupção ativa o ex-ministro da Casa Civil [e deputado cassado] José Dirceu (PT-SP), o deputado José Genoino (PT-SP), o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares e o ex-secretário geral do PT, Sílvio Pereira. Na denúncia apresentada ao Supremo, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, acusou José Dirceu de ser o "chefe de organização criminosa", aquele que pagava mesada a parlamentares para que votassem projetos de interesse do governo Lula. O ex-ministro e os três petistas foram apontados como o "núcleo central" da organização, na qual estava envolvido ainda o publicitário Marcos Valério, acusado de ser o operador do mensalão, bem como, os bancos Rural e BMG. Assim, todos os denunciados foram transformados em réus.
No encerramento da sessão, a presidente do STF, Ellen Gracie, elogiou o ministro Joaquim Barbosa, relator do mensalão. A Presidente lembrou ainda que, apesar do julgamento, os ministros continuaram a trabalhar em outros processos e ressaltou que este foi um julgamento histórico: “É um julgamento que muitos consideram histórico. Tenho dificuldade em acreditar que alguma Corte Suprema se reúna em sessão plenária para discutir um processo com essas minúcias”. Ellen Gracie disse ainda: ”eu desejo registrar que o tribunal conclui esta primeira fase em prazo absolutamente compatível, em prazo 'sui generis', com quatro dezenas de acusados, como também com as demais tarefas que correspondem ao cotidiano dos demais ministros”.
.../
1. José Dirceu - corrupção ativa e formação de quadrilha.
2. José Genoino - corrupção ativa e formação de quadrilha.
3. Delúbio Soares - corrupção ativa e formação de quadrilha.
4. Silvio Pereira - formação de quadrilha.
5. Anderson Adauto - lavagem de dinheiro (2x) e corrupção ativa.
6. Anita Leocádia - lavagem de dinheiro.
7. Antonio Lamas - lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
8. Ayanna Tenório - gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro.
9. Bispo Rodrigues - corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
10. Breno Fischberg - formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
11. Carlos Alberto Quaglia - formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
12. Cristiano Paz - corrupção ativa (2x), peculato (3x), lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
13. Duda Mendonça - lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
14. Emerson Palmieri - corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
14. Enivaldo Quadrado - formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
16. Geiza Dias dos Santos - lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
17. Henrique Pizzolato - peculato (2x), lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
18. Jacinto Lamas - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
19. João Cláudio Genu - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
20. João Magno - lavagem de dinheiro.
21. João Paulo Cunha - corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato.
22. José Borba - corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
23. José Janene - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
24. José Luiz Alves - lavagem de dinheiro.
25. José Roberto Salgado - gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
26. Kátia Rabello - gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
27. Luiz Gushiken - peculato.
28. Marcos Valério - corrupção ativa (2x), peculato (3x), lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas.
29. Paulo Rocha - lavagem de dinheiro.
30. Pedro Corrêa - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
31. Pedro Henry - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
32. Professor Luizinho - lavagem de dinheiro.
33. Ramon Hollerbach - peculato (3x), corrupção ativa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
34. Roberto Jefferson - corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
35. Rogério Tolentino - lavagem de dinheiro.
36. Romeu Queiroz - corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
37. Simone Vasconcelos - lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
38. Valdemar Costa Neto - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
39. Vinícius Samarame - gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
40. Zilmar Fernandes - lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
CORRUPÇÃO ATIVA – oferecer vantagem indevida a funcionário público;
CORRUPÇÃO PASSIVA – solicitar ou receber vantagem indevida em decorrência do cargo público ocupado;
EVASÃO DE DIVISAS – realização operação não autorizada para promover evasão de divisas do país ou usar nome falso para realizar operação de câmbio;
FALSIDADE IDEOLÓGICA – falsificar documento público ou particular;
FORMAÇÃO DE QUADRILHA – associação de pelo menos quatro pessoas com o fim de cometer crimes;
GESTÃO FRAUDULENTA – administrar de forma fraudulenta uma instituição financeira;
LAVAGEM DE DINHEIRO – tentar ocultar a origem criminosa de dinheiro ou bens, e
PECULATO – receber vantagem indevida em função do cargo público.
Olhando para os “crimes imputados” observamos que 35 dos criminosos foram denunciados por “lavagem de dinheiro” (87,5%) e que, dos “quarenta”, 10 por “evasão de divisas” (25%). O que nos chamou a atenção foi a relação “parcial” entre “lavagem de dinheiro” e “evasão de divisas”. Nesse caso, dos 35 criminosos que “lavaram dinheiro”, apenas 10 deles enviaram “as 30 moedas” ao exterior (29%). Disso podemos deduzir que os 25 demais criminosos (71%) estão mantendo em “caixa forte nacional” o fruto (furto) da corrupção.
Finalizando, chegamos a [triste] conclusão que não “há luz no fim do túnel”. Vejam: O ex-ministro José Dirceu acabou sendo a atração no 3º congresso do PT, quando foi ovacionado por quase mil pessoas, que, de pé, gritavam seu nome. Dirceu que não “tinha assento” na mesa de autoridades do partido, mas estava sentado na primeira fila, “levantou-se, ergueu o braços e sorriu”. Outros réus do caso mensalão também circularam com desenvoltura na área do Congresso. Hoje (sábado) o presidente Lula em discurso no 3º Congresso do PT, disse: “Ninguém tem mais ética e moral que o PT”. Segundo a imprensa, Lula não compareceu à abertura do Congresso por ser informado que haveria ato de desagravo aos petistas acusados de corrupção e que também estaria irritado porque o PT pretende aprovar a candidatura própria para a sucessão presidencial em 2010 (Globo Online).
Por tudo isso nos parece que “a festa não acabou” para os “Josés”, como nós e Osvaldo de Andrade pensávamos [José]. Talvez, então, possamos entender o “êxodo” dos brasileiros aos Estados Unidos[1] e demais Países, em busca da “Pasárgada”: “Vou-me embora pra Pasárgada. Lá sou amigo do rei (...) Aqui eu não sou feliz”, [Manuel Bandeira].
______________________________
[1] Criado em 1984, o "Brazilian Day" é a festa de celebração da independência do Brasil para os brasileiros que moram no exterior. Ela acontece todos anos no início de setembro.
sexta-feira, agosto 31, 2007
FUSÕES E AQUISIÇÕES: "PODER DE MERCADO"
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
LULA & GETULIO VARGAS [In:] FHC 'forever'
RENAN CALHEIROS [In:] POSSO TUDO... COM OS QUE ME FORTALECEM!

Voto aberto
Quintanilha (PMDB-TO) decidiu submeter a decisão sobre o voto aberto ao plenário do órgão diante do impasse entre o PMDB e a oposição pela sistemática de votação do caso Renan. O presidente do Conselho de Ética declarou voto favorável à votação secreta e chegou a indeferir requerimento da oposição em defesa do voto aberto. Pressionado por senadores do DEM e do PSDB --que apresentaram recurso contra a decisão de Quintanilha ao plenário-- o presidente do conselho acabou por submeter a decisão final ao plenário. "O voto secreto é amparado por normas constitucionais. Eu mantenho essa decisão, mas sei que ao meu voto cabe recurso. Eu entendo que não tínhamos que estar discutindo isso, mas decidi submeter ao plenário o recurso", disse Quintanilha. senadores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS), o que adiou a votação. Gabriela Guerreiro, Folha Online. Foto Lula Marques / Folha Imagem.
STF/MENSALÃO: VERDADES [BEM] DITAS!
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski alega que já se entendeu com o colega Eros Grau - alvo das conversas que manteve com a ministra Cármen Lúcia, por troca de mensagens no computador, durante o julgamento do caso do mensalão. Em entrevista ao Estado, o ministro do STF garante que o episódio foi resolvido, avisa que não retira uma palavra do que disse e compara a sua situação à vítima de um batedor de carteira. Lewandowski reitera que os ministros do Supremo foram pressionados pela imprensa, mas destaca que isso não foi suficiente para que eles mudassem os seus votos. Desde o início do julgamento da denúncia, Lewandowski já foi flagrado duas vezes em declarações polêmicas. No diálogo pelo computador, escreveu que alguns ministros poderiam trocar de posição durante o julgamento e adiantou suas impressões. Depois, em ligação telefônica, ele falou que se sentiu com a faca no pescoço durante o julgamento e revelou achar que o STF iria "amaciar" na decisão sobre o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.
quinta-feira, agosto 30, 2007
CNTE & SALÁRIO NA EDUCAÇÃO: PROTESTOS E "AULA MAGNA"

LULA & MENSALÃO [In:] GOVERNO LULA INCÓLUME

MPE/THALES FERRI SCHOEDL [In:] "... LEGÍTIMA DEFESA & CARGO VITALÍCIO"
Schoedl matou a tiros o estudante Diego Mendes Modanez, de 20 anos, e feriu o estudante Felipe Siqueira Cunha de Souza, que na época tinha 20 anos. O crime aconteceu na saída de uma festa. O promotor disparou 12 tiros em Modanez e Souza. Em depoimento, disse que voltava para casa com a namorada Mariana Uzores Batoleti, então com 19 anos, quando um grupo de mais de dez rapazes passou a mexer com a moça. Schoedl afirmou que agiu em legítima defesa. Apesar da repercussão do assassinato, o julgamento de quarta-feira, 29, não levou em consideração o caso de Bertioga. O que se analisava era a conduta profissional de Schoedl antes do crime. Dos 42 procuradores membros do Órgão Especial, 40 podiam votar, mas só 31 compareceram à sessão - 16 optaram por manter Schoedl no cargo e 15 foram contra. "É lamentável. Ele não tem condições de permanecer na carreira. Demonstrou que não tem capacidade para trabalhar como promotor", disse o procurador-geral de Justiça do Estado, Rodrigo Pinho, chefe do MPE, que ofereceu a denúncia contra Schoedl. Os nomes dos procuradores que votaram pela permanência do promotor não foram divulgados.
Pinho informou que é possível questionar o resultado do julgamento no Conselho Nacional do Ministério Público. "A solução é o controle externo. A própria família poderá entrar com um pedido de providências e já confirmou que vai fazer isso." Agora , Schoedl será julgado pelo Órgão Especial do TJ, formado por 25 desembargadores (os 12 mais antigos, 12 eleitos e o presidente do tribunal). Nas alegações finais encaminhadas ao TJ, os advogados de Schoedl pediram "que se faça Justiça com destemor e independência, com base na prova dos autos, e não no sensacionalismo da imprensa!". O advogado de Schoedl, Ovídio Rocha Barros Sandoval, disse que o promotor "ganhou uma parada" com a decisão de quarta. Sandoval argumentou que no julgamento o que estava em questão era a parte administrativa e, nesse aspecto, nada havia contra seu cliente. "Não se poderia jamais, num processo administrativo, examinar questões criminais." Os parentes das vítimas saíram do MPE inconformadas. O advogado das famílias, Pedro Lazarini, disse que pretende transformar uma denúncia já feita à Organização dos Estados Americanos (OEA) numa representação de possível violação de convenções internacionais. "Sinto-me impotente." Segundo Pinho, o promotor trabalhará em Jales, interior. "A decisão deve ser cumprida e ele vai ser tratado como qualquer promotor", afirmou, sem descartar a hipótese de Schoedl atuar na área criminal.
» 30 de dezembro de 2004 - O promotor de Justiça Thales Ferri Schoedl é preso em flagrante acusado de matar o jogador de basquete Diego Mendes Modanez e ferir o estudante Felipe Siqueira Cunha de Souza. Schoedl disse que os rapazes assediaram sua namorada e garantiu ter agido em legítima defesa.
» 4 de janeiro de 2005 - Testemunhas dizem ao Ministério Público Estadual (MPE) que Mondanez e Cunha não assediaram a namorada do promotor
» 11 de janeiro - Schoedl é denunciado por duplo homicídio qualificado e pode ir a júri popular
» 16 de fevereiro - O Órgão Especial do Tribunal de Justiça concede, após 49 dias de prisão, liberdade provisória a Schoedl
» 1 de março - O promotor é suspenso, mas continua a receber o salário de R$ 5,8 mil brutos
» 27 de abril - O Conselho Superior do MPE recomenda a expulsão do promotor
» 22 de junho - O Órgão Especial do MPE anula a expulsão
» 12 de julho - O Conselho do MPE exonera Schoedl, pela segunda vez
» 12 de janeiro de 2006 - Por força de liminar, Schoedl volta ao cargo
» 17 de maio de 2006 - O TJ anula, pela segunda vez, a exoneração do promotor
» 20 de março de 2007 - Votação no Conselho do MPE mantém promotor no cargo
» 29 de agosto - Schoedl ganha cargo vitalício
Camilla Rigi, do Estadão; foto matéria.
STF/MENSALÃO: "ANJOS CAÍDOS" II
Constrangimento
No começo do julgamento, os ministros passaram por um constrangimento. Um flagrante conseguiu registrar correspondências eletrônicas entre os ministros Lewandowski e Carmen Lúcia. Nas mensagens, eles comentavam sobre as denúncias e também falavam sobre os colegas.
O STF não se manifestou sobre o caso, mas alguns ministros comentaram a respeito. O ministro Eros Grau, chamado por Carmen Lúcia de "Cupido", demonstrou irritação com o vazamento das mensagens. Durante o julgamento, os ministros demonstraram suas discordâncias. Lewandowski não concordou, na maioria das vezes, com as denúncias de formação de quadrilha. A posição irritou o relator, que defendia a acusação. Os ministros Carlos Ayres Britto, Celso de Mello e Cezar Peluso foram os críticos mais contundentes. A cada oportunidade faziam comentários e demonstravam indignação com os fatos descritos na denúncia encaminhada pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. Folha Online.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
RENAN CALHEIROS & ALMEIDA LIMA [In:] "... É, MAS É MEU AMIGO" *
O secretário-adjunto do Senado, Marcos Santi, formalizou na quarta-feira, 30, sua saída do cargo, após se reunir com Casagrande e Marisa e com o corregedor, Romeu Tuma (DEM-SP). Santi teria justificado sua saída alegando que existem "indícios muito evidentes de que a presidência do Senado interferiu na condução das investigações". Segundo versão de Casagrande e Marisa, o funcionário disse que "se tentou plantar nulidade no processo e levá-lo a uma direção que pudesse colaborar na defesa do presidente do Senado (Renan Calheiros -PMDB-AL)". "Isso por, si só, já configura quebra de decoro parlamentar, por abuso de prerrogativas", acusou Casagrande, um dos relatores do processo contra Renan. Mais tarde, Santi recuou na acusação de pressão, em documento que foi lido pelo presidente do Senado em plenário. "Em momento algum concedi entrevista, o que pode ser comprovado com as formas mais desencontradas que os diferentes órgãos de comunicação têm divulgado o assunto", escreveu o servidor. Na tribuna, os senadores discutiram, além da polêmica em torno da demissão de Santi, a adoção do voto secreto ou do voto aberto. Pouco antes das 19 horas, os senadores da oposição alertaram sobre a manobra para que o voto fosse fechado. Em sua defesa, Renan voltou a alegar nunca ter usado a máquina da Casa em seu proveito. Foi rebatido, entre outros, pelo senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Segundo ele, as dúvidas foram geradas pela insistência do parlamentar alagoano em permanecer no comando do Senado. "Esta casa está virando uma bagunça. O que está acontecendo é por única e única responsabilidade do senhor Renan", afirmou.
A crise política envolvendo o Senado vem se arrastando há três meses e chegou à exaustão. Até mesmo Renan, que comandou sucessivas manobras para retardar a votação do processo, dá sinais de cansaço e deseja um desfecho rápido. Ao longo do processo ele recusou todos os apelos para se licenciar do cargo. Impassível às pressões, apostou no tempo para esvaziar as investigações, na força do apoio do governo e na amizade dos colegas. Mas nada disso foi suficiente para amenizar o clima de tensão e retomar a credibilidade do Senado. A insistência de Renan em permanecer no comando da Casa acabou constrangendo os colegas, que se revezaram na tribuna para manifestar preocupação com a imagem da instituição. Aliado do Planalto, Renan recebeu apoio do presidente Lula, mas não conseguiu, no Conselho de Ética, o respaldo integral dos partidos governistas. O PSB e o PDT, por exemplo, estão contra ele. Como o PT está dividido, a bancada preferiu deixar os senadores livres para votar no Conselho. O petista Eduardo Suplicy (SP) já declarou que vai abrir seu voto, na contramão dos aliados do governo. Acusações
Renan responde por três representações no Conselho. Na primeira - cujo parecer deve ser votado nesta quarta -, o presidente do Senado é acusado de ter despesas pessoais pagas pelo lobista da Mendes Júnior Cláudio Gontijo. Para comprovar que não precisava de recursos do lobista para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento, Renan apresentou documentos cheios de irregularidades, segundo laudo da PF. Segundo o senador, foram R$ 1,9 milhão em quatro anos. Renan diz apenas que Gontijo é seu amigo pessoal e que intermediava o contato com Mônica por se tratar de um caso extraconjugal. Renan também responde à denúncia de que favoreceu a cervejaria Schincariol. Ele teria feito uma venda supostamente superfaturada de uma fábrica da família Calheiros por R$ 27 milhões, quando não valia mais de R$ 10 milhões. Em troca, Renan, conforme a acusação, teria favorecido a empresa junto ao INSS, impedindo a execução de uma dúvida de R$ 100 milhões, o que ele nega. Na terceira representação, Renan é acusado por seu ex-sócio, o usineiro e ex-deputado João Lyra, de utilizar laranjas para a compra de duas emissoras de rádios em Alagoas. O senador nega as três acusações. Ana Paula Scinocca e Rosa Costa, do Estadão.
TRT/MENSALÃO: A CONDENAÇÃO [NÃO] É CERTA?

Entrevista com Antonio Fernando de Souza: procurador-geral da República:
Sônia Filgueiras e Expedito Filho, Estadão.



















