A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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sábado, março 15, 2008
EDITORIAL: ELEIÇÕES 2008-2010.
No lançamento semi-oficial, com os devidos disfarces da impostura, da campanha de autopromoção com o recheio do virtual lançamento da ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, como a candidata prioritária para sucedê-lo, o presidente Lula bateu todos os seus recordes de contradição no emaranhado de exageros e escorregões propositais ou não da evidência.
Numa tentativa de selecionar os mais evidentes, difícil escolher por onde começar. Talvez pelo menor dos tropeços, na volta do escândalo do cartão corporativo, que empalidece na CPI de tão moderada cautela, com a divulgação do relatório da Controladoria-Geral da União que levantou mais uma trampa, embora sem maior originalidade: por duas vezes, o cartão mágico da ex-ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria de Igualdade Racial, foi usado por outra pessoa, em São Paulo, enquanto a perdulária titular com o dinheiro público desfrutava de viagem ao exterior, nas lonjuras de Dakar, no Senegal.
Ora, Lula atenuou a demissão da ministra com a categórica afirmação de que ela não cometera nenhum crime, mas um simples erro administrativo, por má interpretação do manual dos usuários.
Mas são os descuidos de avalista de coração mole. O caldo engrossa quando sobe ao palanque de campanha de não-candidato em 2010 (e com que pesar...) e arrisca a tacada de visitar três favelas, com a justificável proteção de aparato militar de uma operação de guerra. Ao contrário: a visita de quem descobriu a miséria, o sofrimento e o desamparo da desassistida população de milhões em todo o país, rigorosamente esquecida pelo governo e que só dá o ar de sua graça nas invasões para os confrontos com os traficantes.
Lula dedicou um improviso para cada fatia do eleitorado. No Complexo do Alemão, para uma platéia de cerca de 7 mil moradores, pisou na bola ao tentar chutar um argumento furado: "Foi importante que nós não anunciássemos o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) antes das eleições de 2006, porque senão vocês iriam ler que nós estaríamos lançando um programa puramente eleitoral".
Ora, e por que esperou tanto, desperdiçando dois anos e três meses fundamentais para não embolar as obras com a campanha para a eleição, este ano, de prefeitos e vereadores? Ou o PAC é uma saída de emergência, improvisada na undécima hora para tapar a longa temporada de esquecimento?
No vôo mais arriscado do giro nas favelas, o presidente descobriu que os pobres e favelados agora já podem comprar um automóvel com o alongamento do prazo para a compra a crédito de 24 para 72, 82 meses. Ora, o esticão do prazo do financiamento de carros, de TVs, de geladeiras, de móveis é o milagre às avessas que enriquece os vendedores e penduram os compradores na força de uma dívida que incha os juros escorchantes. Um negócio da China para os donos de loja que nadam no mar de horas de um negócio com a carga dobrada do lucro: do preço e filé dos juros.
Na gangorra da retórica, uma hora "o que não pode é a polícia não ser educada para que comece a entrar na favela respeitando as pessoas, não pode entrar batendo em todo o mundo, senão nós partimos do pressuposto de que todo o mundo é bandido até prova em contrário"; noutra, falando à tropa, os policiais são alçados ao pedestal de defensores da lei, da população desprotegida, sempre esquecida por todos os governos na história etc.; até o ingresso no mundo da ventura pelo nordestino que só tem o diploma primário (sic) e um curso do Senai. E se ele chegou à Presidência da República, qualquer um pode chegar. É uma chance para milhões de eleitores...
[Villas-Bôas Corrêa. 12/03/2008].
sexta-feira, março 14, 2008
BRASIL/IR: O LEÃO NÃO É MANSO!
Andrea Vialli. Estadão, 1403.
SP/ESCOLAS PÚBLICAS [In:] 2 + 2 = 5 ("Ops"!!!)
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
PARÁ/MADEIREIROS: PF E "AJUDA DO CÉU"

Primeira prisão
O responsável pela serraria, localizada às margens da Rodovia PA-150, foi preso em flagrante por crime ambiental pela Polícia Federal. “Foi a primeira prisão durante toda a Operação Arco de Fogo”, disse Bruno Versiani dos Anjos, coordenador do Ibama. O outro esconderijo foi localizado por uma equipe de fiscais do Ibama e de policiais federais, em uma área no meio de uma plantação de milharal. “O local foi sobrevoado nos dias anteriores, mas não era possível perceber as toras sob a serragem. Quando fomos até a clareira é que percebemos o esconderijo”, disse Antonio Wilson Pereira da Costa, fiscal do Ibama. Nos dois locais, a madeira deve ser desenterrada até o fim de semana, mas a retirada total das toras deve demorar mais tempo. Na serraria, até a tarde desta quinta-feira, cerca de 150 toras foram retiradas de um morro de serragem com cerca de 25 metros de altura. “Ainda falta muito para ser removido de lá. A conta ainda deve ser alta”, disse Fernando Bilóia, comandante da Polícia Ambiental do estado. No milharal, mais de 1,5 mil toras foram encontradas sob a serragem. Em uma área vizinha, dentro da mesma propriedade, outras 510 toras de madeira nobre foram apreendidas.
Pulo do gato
Depois de perceber a estratégia adotada pelos madeireiros para tentar driblar a fiscalização, os representantes da Operação Arco de Fogo devem mudar o foco das próximas fiscalizações. No fim da tarde desta quinta-feira, instantes antes de encerrar os trabalhos, fiscais do Ibama localizaram uma terceira serraria que teria adotado o mesmo método para esconder a madeira ilegal. O local será vistoriado nesta sexta-feira (14). Segundo o balanço divulgado pelo Ibama nesta quinta-feira, 13 madeireiras foram autuadas durante a Operação Arco de Fogo. Foram apreendidas mais de 9,4 milhões de m³ em toras de madeira e outros 462 mil m³ de madeira beneficiada. O total de multas aplicadas soma R$ 5,6 milhões desde fevereiro. Os fiscais do Ibama também apreenderam dois tratores, uma pá carregadeira, dois caminhões, uma carreta, 22 motosserras, seis serras de fita, nove serras circulares e outros 30 equipamentos usados no beneficiamento da madeira. Toda a madeira apreendida em Tailândia está sendo transportada por caminhões até uma balsa e segue pelo Rio Moju até Belém, ou é levada em caminhões até a capital paraense. Glauco Araújo Do G1, em Tailândia (PA). 1403. (Foto: Glauco Araújo/G1).
BRASIL "BY 'THE GUARDIAN'": UM PESO-PESADO
VALE [DO RIO DOCE]. "... MANDANDO FERRO!"
UNIPALMARES: "BLACK IS BEAUTIFUL"
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Paraninfos
Logo no início da cerimônia, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), paraninfo da turma, saudou Lula e o governador José Serra. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), estava também à mesa, ao lado da primeira-dama Marisa Letícia. Alckmin chamou o reitor José Vicente de "sonhador que faz sonho virar realidade". "É um farol para o mundo todo a construção de uma universidade como a Unipalmares." Alckmin lembrou que acompanhou desde o início, em 2003, a instalação da universidade. "Hoje a gente vê uma universidade consolidada ajudando a resgatar uma das maiores dívidas sociais que o Brasil sempre teve", afirmou. "É uma universidade que é a síntese do amor e da justiça." Benedita da Silva, secretária de Ação Social do Rio, também paraninfa da primeira turma da Unipalmares, destacou que "apenas 2% de negros fazem parte da população universitária do Brasil". Segundo ela, 57,7% dos cidadãos negros têm renda inferior a R$ 1,5 mil, enquanto 20,4% de negros ganham acima de R$ 2,5 mil. Para a ex-ministra (Ação Social) do governo Lula, o Brasil vive "outro tipo de escravidão".
Música
Durante a cerimônia, Lula conversou bastante com José Vicente, que estava entre ele e Serra. O governador também puxou assunto com o reitor. O presidente aplaudiu bastante as exibições musicais e os 126 alunos que se formaram. Lula e o reitor entregaram um a um os diplomas aos formandos. A cerimônia começou às 21 horas, no Ginásio do Ibirapuera. Sete ministros prestigiaram o evento: Fernando Haddad (Educação), Alfredo Nascimento (Transportes), Márcio Fortes (Cidades), Edson Santos (Igualdade Racial), Miguel Jorge (Desenvolvimento), Luiz Marinho (Previdência) e Orlando Silva (Esporte). Lula e Serra chegaram juntos ao ginásio, com a delegação de ministros. Em uma sala reservada, conversaram um pouco. Em seguida, o presidente ficou com Marisa Letícia na sala vip. O senador José Sarney (PMDB-AP) e outros políticos se juntaram aos dois.
Conversas
Alckmin conversava com Marisa, enquanto Lula formou uma roda com Serra, Kassab e os ministros Márcio Fortes e Miguel Jorge. O presidente dirigiu-se a Kassab, disse ao prefeito que ele está bem para uma campanha e elogiou sua forma física. Serra interveio: "Ele (Kassab) dorme cedo, quando é 9, 10 horas da noite ele já está dormindo." Lula comentou que a eleição em Porto Alegre vai "ser dura". Depois, o presidente e o governador falaram de investimentos e obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Essa reunião informal durou cerca de 50 minutos, até que Lula e outras autoridades se dirigiram à mesa para a cerimônia. O presidente passaria a noite em um hotel em São Paulo. Hoje, vai a Araraquara. Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo. Foto Paulo Pinto/AE. 1403.
quinta-feira, março 13, 2008
XÔ! ESTRESSE [In:] "VOCÊS QUEREM BACALHAU?..." *
BRASIL/POLÍTICA INDUSTRIAL: UM ASSOPRO NAS EXPORTAÇÕES
As medidas que mexem com a exportação e com a entrada de investimentos no País foram anunciadas pelo ministro na quarta-feira, 12. São elas: fim da cobertura cambial, fim do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para exportação e cobrança de IOF para quem reside no exterior e aplica em títulos de renda fixa no Brasil. "Não acredito que sejam medidas decisivas (para o câmbio)", disse Mantega. "Não espero grandes mudanças, mas vamos sinalizar para o setor exportador." Ele comentou que, se as medidas servirem para estancar o "derretimento" do dólar, "já será um ganho". O ministro deixou claro que novas medidas poderão ser adotadas. "O governo tem-se pautado por medidas graduais", comentou. O anúncio já era esperado, principalmente depois que o saldo da balança comercial do País começou a ficar negativo. Segundo Mantega, isso aconteceu porque o resultado favorável do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) com o aquecimento da economia, principalmente no segundo semestre de 2007, elevou as importações e reduziu o superávit comercial. Além disso, de acordo com o ministro, a crise do subprime (crédito imobiliário com alto risco de calote) nos EUA, que levou a uma desvalorização do dólar, ajudou em uma valorização do real. Por isso, disse o ministro, o governo, preocupado em manter o crescimento sustentado, está dando início a medidas para estimular as exportações, sobretudo de manufaturados. O governo estudou, mas não chegou a anunciar, o fim da isenção do IR dada aos aplicadores estrangeiros em renda fixa. A medida foi descartada porque só poderia entrar em vigor em 2009, devido ao princípio constitucional da anterioridade.
Veja abaixo as medidas anunciadas e seus efeitos sobre o câmbio:
1- Fim da cobertura cambial - exigência de que as receitas com exportação sejam internalizadas no País. Hoje, o governo permite que apenas 30% dos recursos sejam mantidos no exterior. Com a medida, o exportador poderá deixar todos os dólares recebidos com a exportação fora do País. Esta medida reduz a entrada de moeda americana no mercado interno, o que diminui a pressão sobre o dólar.
2- Fim da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) - esta medida reduz o custo dos produtos brasileiros no exterior. Com isso, os exportadores compensam, em parte, a perda de competitividade provocada pela valorização do real. Hoje as exportações pagam alíquota de 0,38% e, agora, deixarão de recolher o imposto na saída dos produtos. Com esta medida, o governo terá uma perda de arrecadação de R$ 2,2 bilhões por ano. Mantega disse que, se 10% do volume vendido pelo Brasil ao exterior ficar em outros mercados, US$ 17 bilhões deixariam de entrar no mercado brasileiro.
3- Cobrança de IOF sobre as operações de renda fixa para investidores residentes fora do país - esta medida desestimula o ingresso de capitais especulativos interessados em obter ganhos na arbitragem (diferença) entre a taxa de juro interna, que é alta, e o juro externo, que está mais baixo. O Imposto ficará em 1,5%. A medida não será usada para aplicações de renda variável, como as ações da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o lançamento de ações (IPOs), os empréstimos estrangeiros, o investimento direto, operações de derivativos e renda variável e operações de derivativo de índice de ações.
Sobre a taxação dos investimentos estrangeiro, o ministro citou que, em janeiro, o País recebeu US$ 1,6 bilhão em aplicações de renda fixa destes aplicadores. "Quando a CPMF acabou, não colocamos nada em seu lugar. Isso aumentou o rendimento dessas aplicações", explicou. Com o imposto de 1,5%, a rentabilidade destas aplicações vai cair, principalmente nas operações de curto prazo. "Isso vai diminuir o diferencial de juros e, com isso, vamos diminuir o fluxo", comentou ao citar a diferença entre a taxa de juros americana e brasileira. Nos investimentos de longo prazo, segundo o ministro, o custo extra será diluído e, portanto, não deve pesar sobre a rentabilidade. (com Lu Aiko Otta, de O Estado de S. Paulo). 1303.
BRASIL: AUMENTO DO CONSUMO DAS FAMÍLIAS CLASSES C e D
Para o economista José Luiz Rossi Júnior, professor do Ibmec São Paulo, a expansão do PIB, acima da média história brasileira, registrou um bom resultado em todos os setores - serviços, agricultura e indústria -, com destaque especial para o consumo das famílias, com alta de 6,5%, maior que o próprio índice. "O aumento do consumo sinaliza principalmente a cultura do crédito e também o aumento da massa salarial", diz Rossi. "Em 2007, o consumo cresceu até mais que o PIB. E, no geral, se você observar várias economias, geralmente o consumo tende a crescer mais suavemente que o PIB."
Para o economista, este aumento é significativo para ter um novo raio-x do que é a cultura de consumo do Brasil hoje. "O fato de o consumo estar aumentando é um bom indicador porque há várias pessoas das classes C e D que estão entrando neste mercado." Rossi chama atenção também para o crescimento do investimento. "O investimento estar em alta já dá um alívio na economia", diz, e destaca ainda a agropecuária, com índice considerado por ele como "uma boa notícia". Segundo o IBGE, a agropecuária foi o setor que mais cresceu, com 5,3%. A expansão deveu-se principalmente à lavoura, com destaque positivo para trigo (62,3%), algodão herbáceo (33,5%), milho em grão (20,9%), cana (13,2%) e soja (11,1%).
Imposto
O consumo em alta também se reflete no crescimento do recolhimento de impostos sobre produtos, de 9,1%, o maior desde 1996, de acordo com o IBGE -- no ano passado, a tributação de produtos havia crescido 5%. Entre os segmentos que mais contribuíram para o resultado dos tributos estão o automotivo e o de serviços da informação. "Se a economia está crescendo, a tendência é que os impostos cresçam, é uma relação direta. Se você tem crescimento onde o consumo está com taxa alta, vai ter impacto no ICMS, como os serviços de informação. Atividades que têm incidência de IPI muito alta estão crescendo. O grande impacto é IPI e ICMS", explica Roberto Olinto, coordenador de contas nacionais do IBGE.
Demanda
Segundo Olinto, com o aumento na taxa de investimento - também verificada pelo instituto - a economia está se preparando para uma manutenção da demanda. Isso é evidenciado, segundo o coordenador, pelos investimentos maiores em capacidade produtiva. "É uma qualidade de investimento importante, porque você não cresce baseado nas exportações, mas tem um mercado interno sendo construído e fortalecido", ressalta. Alicia Uchôa e Isabelle Moreira Lima Do G1, no Rio e em São Paulo. 1303. VEJA O VÍDEO.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
ELEIÇÕES 2010 [In:] SOB O PATRUScínio DA BOLSA-FAMÍLIA

Lula discursou para uma platéia estimada em 1,4 mil pessoas. Cobriu Patrus de agradecimentos. De resto, disse que o “grande adversário” que o ministério teve de enfrentar “foi o preconceito cultural que está arraigado na cabeça de uma parte da elite brasileira, que acha que tudo o que o governo federal lhe dá é investimento, mas tudo o que é dado ao pobre é gasto.” O presidente não se animou em grudar no peito de Patrus o escudo de “pai” do Bolsa Família. Esse é um título do qual Lula parece não abrir mão. Sobre o futuro, falou apenas de raspão, excluindo-se: “O que precisamos fazer agora é consolidar a relação entre Estado e sociedade e quem vier depois tem que trabalhar com essa gente com respeito, atendendo às necessidades prioritárias do povo brasileiros.” Patrus falou mais do que o chefe. Não se limitou aos temas da economia doméstica de sua pasta. Mirou em FHC, desancando a privatização da Cia. Vale do Rio Doce, vendida, segundo ele, a preço vil. Alvejou a aliança tucano-democrata no Congresso. Disse que, não fosse pela extinção da CPMF, seu ministério teria mais dinheiro para atender à clientela pobre. Como se vê, Patrus Ananias parece determinado a ser bem mais do que um “poste.” Faltam-lhe, por ora, além de votos, prestígio no nível do que é atribuído a Dilma 'Mãe do PAC' Rousseff, o "poste" assentado na Casa Civil.
Escrito por Josias de Souza, Folha Online, 1304. Foto Fábio Pozzebom/ABr.
CONGRESSO APROVA ORÇAMENTO: "DINHEIRO NA MÃO É VENDAVAL..." *
Na Câmara, a proposta orçamentária foi aprovada por 404 votos a 12, de um total de 513 deputados. No Senado, foram 56 votos a favor, nenhum contrário e nenhuma abstenção. Agora, Orçamento deverá ser sancionado pelo presidente. O parecer da proposta orçamentária da União para 2008 começou a ser discutido por volta das 19 horas. O Orçamento deveria ter sido aprovado em dezembro, mas, por conta da votação da CPMF em dezembro, ficou para este ano. Com o fim do imposto, o governo teve que fazer uma revisão de receitas e despesas. Na sessão do Congresso, o parecer foi lido pelo relator do Orçamento Geral da União, deputado José Pimentel (PT-CE). Segundo ele, a proposta foi construída mediante "muitas negociações" e teve que ser refeita após a queda da CPMF, ao final do ano passado. "Construímos uma proposta que, se não é a ideal, está próxima disso. O fim da CPMF impôs profunda revisão da peça orçamentária", disse. Pimentel destacou que a proposta inicial do governo era de um orçamento de R$ 1,414 trilhões. Agora, ela chega a R$ 1,423 trilhões, fruto de reestimativas e reajustes ocorridos no período de discussão. Ao todo, foram apresentados 83 destaques que visam modificar o texto do relator.
Oposição
Após reunião, a oposição - DEM (ex-PFL) e PSDB - voltou atrás e anunciou a decisão de não obstruir a votação do projeto de Orçamento para 2008, em sessão do Congresso (reunião conjunta da Câmara e do Senado). No entanto, os dois partidos avisam que suspenderam as negociações sobre o assunto com a base aliada do governo. A informação sobre a decisão foi anunciada pelos senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM) e José Agripino (DEM-RN). Os dois senadores informaram também que PSDB e DEM cumprirão o acordo feito na última terça com os governistas prevendo que será retirado do Orçamento o Anexo de Metas e Prioridades, que destina R$ 534 milhões para obras nos Estados. Antes do encontro com o PSDB, a tendência entre os parlamentares do DEM era a de obstruir a votação desta quarta no Congresso.
Medidas provisórias
PSDB e DEM decidiram não atrapalhar a votação do Orçamento de 2008 mas, a partir de agora, não votarão nenhuma medida provisória até que seja aprovada a proposta de mudança nas regras de tramitação dessas medidas. Os líderes dos dois partidos reunidos deram prazo de 30 dias para que essas mudanças na tramitação de MPs sejam aprovadas em comum acordo pelos deputados e senadores. Outra decisão foi não aceitar nenhum requerimento de encerramento de discussão em plenário. O objetivo é evitar estratégias, como a adotada na sessão da última terça - que só terminou na madrugada desta quarta - pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá. Em meio às discussões sobre a MP que ampliava os poderes da Eletrobrás, Jucá apresentou um requerimento encerrando a discussão da MP da TV pública, o que permitiu a votação da medida provisória. (Com Cida Fontes, de O Estado de S. Paulo). 1302.
(**) ... E em tempos de "novos pecados capitais" ...
quarta-feira, março 12, 2008
BRASIL/TV PÚBLICA: "ON AIR"
O motivo foi uma manobra do líder para abrir caminho para a votação do projeto de lei que cria a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que vai gerir a TV Brasil - canal de televisão do Poder Executivo. Jucá apresentou parecer pedindo a retirada do caráter de urgência da MP 397/07, o que liberaria a pauta para a votação do projeto a TV Pública. Essa MP foi editada pelo governo no ano passado para revogar outra MP, a 385/07, que à época trancava a pauta da Câmara dos Deputados e impedia a votação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). "Eu não entendi. O senador Romero Jucá votou contra o governo?", questionou o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM). "Eu votei contra a urgência da medida tendo em vista que matéria idêntica já foi aprovada na Câmara. Meu parecer é contrário à urgência", respondeu Jucá. "É a segunda vez que essa matéria deixa de ser relevante e urgente. Isso é um deboche, é um escárnio contra o Congresso Nacional senhor presidente. É um desrespeito ao Congresso", retrucou o tucano, dirigindo-se a Garibaldi Alves (PMDB-RN), que presidia a sessão. Senadores da oposição também protestaram contra o parecer de Jucá. "Depois do achincalhe do líder do governo em relação à medida provisória, que seria a segunda matéria da pauta, se não é motivo para que Vossa Excelência suspenda a sessão, não tenho outra saída a não ser dizer que o PSDB se retira do recinto do Senado Federal", finalizou Virgílio. G1, SP. Veja o vídeo. 1203.
EUA/POLÍTICOS: A CARNE É F[R]ACA
Veja abaixo alguns dos mais recentes escândalos sexuais envolvendo político norte-americanos.
Conduta lasciva
Senador republicano pelo Estado de Idaho há três mandatos, Larry Craig anunciou sua renúncia em setembro de 2007 por causa das acusações de que teria assediado um policial à paisana no banheiro de um aeroporto dos Estados Unidos. Desde que o caso ganhou destaque na imprensa dos EUA, o senador perdeu o apoio da população e do próprio partido, onde muitos defendiam sua renúncia. O policial que prendeu o senador sob acusação de “conduta lasciva” no banheiro de um aeroporto nos EUA acusou o político republicano de mentir durante o interrogatório.
O senador admitiu ter encostado no policial por baixo da divisa da cabine do banheiro, mas disse que foi um acidente. Oficialmente, Craig admitiu culpa no caso, mas ele disse que só o fez para evitar um processo, e que se arrependia.
O senador republicano David Ritter confessou ter sido cliente de um serviço de acompanhantes na capital dos Estados Unidos, coordenados por uma mulher conhecida como D.C. Madam. Ele pediu desculpas pelo que disse ser “um pecado muito sério do meu passado”.
Caso Foley
O deputado republicano Mark Foley anunciou sua renúncia em setembro de 2006, após 12 anos no Congresso dos EUA, por causa das acusações de que enviou e-mails de conteúdo sexual para menores de idade. Foley presidia na Câmara dos Representantes um grupo que defende menores desaparecidos ou explorados. A decisão dele foi tomada após a emissora "ABC News" afirmar que o congressista tinha enviado, para menores, mensagens eletrônicas de conteúdo sexual. Pouco tempo depois, um ex-estagiário da Câmara revelou ter mantido relações sexuais com Foley.
Má companhia
O então deputado republicano pela Califórnia Randy “Duke” Cunningham foi encontrado acompanhado por prostitutas em um hotel de luxo no Havaí, segundo a rede de TV ABC. O deputado foi acusado de receber propina, já que as mulheres e o hotel eram pagos por um empreiteiro norte-americano. Ele foi preso depois de confessar culpa por corrupção.
Monica Lewinsky
O então presidente democrata Bill Clinton chegou a passar por um processo de impeachment, no qual conseguiu manter seu mandato, depois de mentir sobre suas relações com a ex-estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky. O caso foi revelado em 1998, e Clinton a princípio negou ter se relacionado com Lewinsky. Com o crescimento das acusações, Clinton acabou confessando e enfrentando o julgamento, o que marcou o restante do seu mandato. A então primeira-dama Hillary Clinton perdoou o presidente, que atualmente é um dos principais cabos eleitorais na sua campanha em busca da candidatura democrata à Presidência do país. G1, SP. 1203.
CONGRESSO/ORÇAMENTO: ACORDO$

Rodoanel
O outro ponto polêmico - a recomposição dos recursos que foram retirados pela Comissão de Orçamento do trecho sul do Rodoanel de São Paulo e de cinco prédios da Justiça em Brasília - já havia sido negociado pelos líderes. Há destaques para restaurar esses recursos, segundo Pimentel. Ao todo, a comissão retirou R$ 289 milhões dessas obras. Alguns parlamentares ainda reclamam de uma solução para os recursos para compensar perdas da Lei Kandir. O relator destinou R$ 5,2 bilhões para compensar a perda dos estados exportadores, mas setores da oposição pedem R$ 20 bilhões.
Destaques
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que o governo terá o apoio da oposição para aprovar o Orçamento hoje, sem os benefícios previstos para alguns parlamentares no anexo de metas. "Não queremos atrasar a votação do Orçamento. Mas qualquer destaque que queira restabelecer recursos do anexo será derrubado", avisou. Agência Câmara. JB Online, 1203.
BRASIL/PIB: CRESCIMENTO ECONÔMICO
(André Magnabosco - InvestNews). JB Online, 1203.










