PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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valor ...ria...nine

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sábado, março 15, 2008

EDITORIAL: ELEIÇÕES 2008-2010.

Opinião: O encaroçado angu da autopromoção

No lançamento semi-oficial, com os devidos disfarces da impostura, da campanha de autopromoção com o recheio do virtual lançamento da ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, como a candidata prioritária para sucedê-lo, o presidente Lula bateu todos os seus recordes de contradição no emaranhado de exageros e escorregões propositais ou não da evidência.
Numa tentativa de selecionar os mais evidentes, difícil escolher por onde começar. Talvez pelo menor dos tropeços, na volta do escândalo do cartão corporativo, que empalidece na CPI de tão moderada cautela, com a divulgação do relatório da Controladoria-Geral da União que levantou mais uma trampa, embora sem maior originalidade: por duas vezes, o cartão mágico da ex-ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria de Igualdade Racial, foi usado por outra pessoa, em São Paulo, enquanto a perdulária titular com o dinheiro público desfrutava de viagem ao exterior, nas lonjuras de Dakar, no Senegal.
Ora, Lula atenuou a demissão da ministra com a categórica afirmação de que ela não cometera nenhum crime, mas um simples erro administrativo, por má interpretação do manual dos usuários.
Mas são os descuidos de avalista de coração mole. O caldo engrossa quando sobe ao palanque de campanha de não-candidato em 2010 (e com que pesar...) e arrisca a tacada de visitar três favelas, com a justificável proteção de aparato militar de uma operação de guerra. Ao contrário: a visita de quem descobriu a miséria, o sofrimento e o desamparo da desassistida população de milhões em todo o país, rigorosamente esquecida pelo governo e que só dá o ar de sua graça nas invasões para os confrontos com os traficantes.
Lula dedicou um improviso para cada fatia do eleitorado. No Complexo do Alemão, para uma platéia de cerca de 7 mil moradores, pisou na bola ao tentar chutar um argumento furado: "Foi importante que nós não anunciássemos o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) antes das eleições de 2006, porque senão vocês iriam ler que nós estaríamos lançando um programa puramente eleitoral".
Ora, e por que esperou tanto, desperdiçando dois anos e três meses fundamentais para não embolar as obras com a campanha para a eleição, este ano, de prefeitos e vereadores? Ou o PAC é uma saída de emergência, improvisada na undécima hora para tapar a longa temporada de esquecimento?
No vôo mais arriscado do giro nas favelas, o presidente descobriu que os pobres e favelados agora já podem comprar um automóvel com o alongamento do prazo para a compra a crédito de 24 para 72, 82 meses. Ora, o esticão do prazo do financiamento de carros, de TVs, de geladeiras, de móveis é o milagre às avessas que enriquece os vendedores e penduram os compradores na força de uma dívida que incha os juros escorchantes. Um negócio da China para os donos de loja que nadam no mar de horas de um negócio com a carga dobrada do lucro: do preço e filé dos juros.
Na gangorra da retórica, uma hora "o que não pode é a polícia não ser educada para que comece a entrar na favela respeitando as pessoas, não pode entrar batendo em todo o mundo, senão nós partimos do pressuposto de que todo o mundo é bandido até prova em contrário"; noutra, falando à tropa, os policiais são alçados ao pedestal de defensores da lei, da população desprotegida, sempre esquecida por todos os governos na história etc.; até o ingresso no mundo da ventura pelo nordestino que só tem o diploma primário (sic) e um curso do Senai. E se ele chegou à Presidência da República, qualquer um pode chegar. É uma chance para milhões de eleitores...

[Villas-Bôas Corrêa. 12/03/2008].

sexta-feira, março 14, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] "MAKE LOVE, NOT WAR!" *









[Chargistas: Amarildo, Benett, Clayton, Lute, Novaes, MBorges].
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(*) “Faça amor, não faça a guerra” (slogan do movimento hippie dos anos 60, notadamente no Festival de Woodstock).

BRASIL/IR: O LEÃO NÃO É MANSO!

Classe média do País paga IR mais alto da América do Sul

A classe média brasileira é a que mais paga imposto sobre a renda entre os países da América do Sul. É o que mostra um levantamento feito pela consultoria Ernst & Young, com base na comparação do valor salarial a partir do qual o cidadão brasileiro começa a pagar a alíquota máxima aplicada pela Receita Federal, de 27,5%. Foram pesquisados os salários equivalentes a R$ 2.743,25 em sete países, além do Brasil. "O objetivo do estudo foi avaliar o peso da alíquota máxima, de 27,5%, sobre o cidadão de classe média que vive com um salário na casa de R$ 3 mil. Outros países possuem alíquotas máximas até superiores à nossa, mas elas incidem sobre a renda dos cidadãos mais ricos", explica Frederico Good God, gerente sênior da área de consultoria tributária da Ernst & Young. Dessa maneira, enquanto uma pessoa que recebe R$ 2.743,25 no Brasil repassa 27,5% de seu salário para o governo, quem recebe quantia equivalente na Colômbia paga 19%. A diferença é ainda maior em relação a países como Peru (onde quem recebe salário equivalente paga 15%) e Bolívia (13%). A maior discrepância encontra-se na comparação com o Chile, onde quem ganha salário equivalente desembolsa 5% - sendo a alíquota máxima de 40% -, e com a Venezuela, onde esse mesmo cidadão se enquadraria na faixa de isenção. O país que mais se aproxima da realidade tributária brasileira é a Argentina, com uma alíquota de 27% sobre essa faixa salarial - embora a alíquota máxima seja de 35%. O estudo mostrou, ainda, que a maioria dos países sul-americanos possuem várias faixas de tributação, diferente do Brasil, que possui dois degraus. "A Venezuela tem oito degraus na tabela progressiva do imposto de renda, o Uruguai, seis; a Colômbia, quatro; e o Peru, três. A exceção é a Bolívia, que tem apenas uma alíquota, de 13%", afirma God. O estudo mostra também que os aumentos do salário mínimo no Brasil trouxeram mais contribuintes para a alíquota máxima. Em 1996, os brasileiros que recebiam até 8,04 salários mínimos estavam isentos. Hoje, a isenção aplica-se a quem ganha até 3,33 mínimos. "Hoje quem recebe a partir de 6,6 salários já paga a alíquota máxima. Em 1996, o valor máximo era cobrado sobre rendimentos a partir de 16 salários mínimos", diz. "O peso sobre a classe média é ainda maior se considerarmos que a alta carga tributária não é revertida em serviços públicos de qualidade. O brasileiro ainda tem que pagar por saúde, educação e previdência privada."
PIB
Com o crescimento de 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2007, a arrecadação de impostos deve chegar a R$ 930 bilhões. O cálculo, feito pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a pedido do Estado, mostra que a carga tributária chega a 36,5% do PIB e é superior aos 35,61% verificados em 2006, que resultaram em uma arrecadação de R$ 817,94 bilhões."Só o crescimento de 5,4% do PIB verificado em 2007 traz um incremento de R$ 40 bilhões à arrecadação do ano anterior. Além disso, o governo arrecadou cerca de R$ 70 bilhões a mais de tributos em 2007" explica Roberto Vertamatti, diretor executivo da Anefac. Para 2008 a expectativa é que a fúria arrecadatória do governo continue avançando, por conta da elevação do IOF sobre as operações de crédito. "O PIB cresce por causa do aumento do consumo, mas o motor desse consumo é o crédito."
Andrea Vialli. Estadão, 1403.

SP/ESCOLAS PÚBLICAS [In:] 2 + 2 = 5 ("Ops"!!!)

80% dos alunos de SP não sabem matemática

Os resultados do Saresp 2007 (exame do governo de SP) divulgados ontem apontam uma situação "trágica" no ensino de matemática nas escolas públicas do Estado: mais de 80% dos alunos não atingiram os conhecimentos esperados pela própria Secretaria da Educação. Já em português, esses mesmos estudantes de 4ª e 8ª série do primeiro grau e do 3º ano do ensino médio tiveram desempenho melhor do que em 2005, quando foi realizado o Saeb -exame feito em todo o país. O 3º ano do ensino médio foi a série em que os estudantes tiveram as maiores dificuldades em matemática -menos de 5% dos concluintes atingiram o patamar desejável. Uma das habilidades que a secretaria esperava desses concluintes do antigo colegial, e que, no geral, não foi adquirida, foi a de representar uma fração em porcentagem. Em uma das questões foi solicitado ao aluno que desse o resultado, em porcentagem, da soma de 1/5 mais 1/10 mais 1/2 -61% erraram. Um agravante para a situação foi que as médias praticamente não melhoraram em relação a 2005. "A situação é trágica. Os governos concentram esforços na escrita. Um dos resultados disso é que os alunos, depois, fogem das profissões ligadas às exatas", disse João Cardoso Palma Filho, membro do Conselho Estadual da Educação. A secretária de Educação do governo José Serra (PSDB), Maria Helena Guimarães de Castro, afirmou que desde 1996 -na gestão Covas (PSDB)- o foco tem sido leitura e escrita porque, sem isso, "os alunos não terão bom desempenho em nenhuma outra disciplina".
Melhora
Os dados do Saresp, afirma a secretária, mostram que os programas de melhoria da leitura e escrita dos alunos estão surtindo efeito. Ela cita como exemplo as médias dos alunos no próprio Saresp, onde houve melhora em todas as séries analisadas entre 2005 e 2007. Na 8ª série, o avanço foi de 14,2 pontos (de 228,4 para 242,6). A cada dez pontos, significa que os alunos ganharam seis meses de aprendizagem. Ainda assim, a maioria dos estudantes ficou em um nível abaixo do esperado na disciplina (na 8ª, o índice foi de 69,2%). "O resultado foi significativo. Demos um salto em apenas dois anos. Mas claro que ainda precisamos melhorar", disse Maria Helena. Sobre as dificuldades em matemática, ela diz que a principal medida será uma "intervenção" nas cem escolas com piores desempenhos. O Saresp existe desde 1996, mas sofreu diversas alterações. Apenas na edição de 2007 ele foi desenvolvido para que fosse comparado com as avaliações do governo federal, como o Saeb e a Prova Brasil. A secretária afirma que usará os dados para identificar os problemas na rede e desenvolver programas de melhoria. Outra função será avaliar a evolução dos estudantes, o que será uma das bases para o pagamento de um bônus em dinheiro a professores e funcionários das escolas que mais evoluírem em um ano. Segundo o governo, esses servidores chegarão a receber três salários extras. FÁBIO TAKAHASHI; EVANDRO SPINELLIDA; REPORTAGEM LOCAL. Folha Online. 1403. Colaborou TALITA BEDINELLI.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

PF combate venda de diplomas falsos pela internet. A Polícia Federal deu início, nesta sexta-feira (14), à Operação Cola , que combate a venda de diplomas universitários falsos pela internet. Segundo a assessoria de imprensa da corporação, em Minas Gerais, devem ser cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Itajubá, Mantena, Araponga e Belo Horizonte. De acordo com as investigações, os diplomas eram vendidos a um preço médio de R$1.800 cada um, a clientes de vários pontos do país. G1, SP. 1403.
Mercado já espera novas altas nos juros. São cada vez mais fortes os sinais de que o Banco Central vai elevar os juros básicos da economia num futuro próximo. Essas indicações têm sido dadas há alguns meses, mas ontem o BC informou que cogitou aumentar a taxa Selic já na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do BC) da semana passada, embora tenha optado, no final, por mantê-la em 11,25% ao ano na ocasião. Segundo a ata da reunião, divulgada ontem, foi discutida "a opção de realizar, neste momento [quarta-feira da semana passada], um ajuste na taxa básica de juros". A medida serviria para conter o pessimismo do mercado em relação ao comportamento da inflação e para frear o ritmo de crescimento da economia, que estaria colaborando para reajustes de preços. NEY HAYASHI DA CRUZDA SUCURSAL DE BRASÍLIA. 1403.
PF prende 6 acusados de fraudar concessão de título de filantropia. A Polícia Federal desmontou ontem o que considera uma quadrilha especializada em negociar certificados de isenção de impostos e contribuições sociais com empresas privadas que atuava dentro do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). Na chamada Operação Fariseu, a PF prendeu o ex-presidente do CNAS Carlos Ajur Cardoso Costa e outros cinco suspeitos. Entre os principais crimes atribuídos ao grupo estão corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa, tráfico de influência e formação de quadrilha. Investigado desde 2004 pela força-tarefa que combate crimes previdenciários, o esquema teria dado prejuízo de cerca de R$ 4 bilhões - R$ 1 bilhão por ano - aos cofres públicos em contribuições não recolhidas. O esquema consistiria na concessão fraudulenta de Certificados de Entidade Beneficente e de Assistência Social (Cebas) a associações sem requisitos de filantropia. Pelo menos 60 entidades das áreas de saúde, educação e assistência social são investigadas por suspeita de envolvimento nas fraudes. Vannildo Mendes, BRASÍLIA. Estadão. 1403.
Condoleezza Rice deixa a Bahia e embarca para o Chile. A secretária de estado norte-americana Condoleezza Rice deixou o Brasil, depois de conhecer Salvador, na manhã desta sexta-feira (14). Ela viaja para Santiago, no Chile, onde deve debater assuntos econômicos. No segundo dia da visita à capital baiana, Rice visitou a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Pelourinho. Ela foi recebida pelo coral da igreja, que a homenageou com um canto de acolhida. Na ocasião foi transmitida uma mensagem retratando a história dos negros baianos e da igreja. Estiveram presentes o governador Jaques Wagner, o prefeito de Salvador, João Henrique, o arcebispo Dom Geraldo Majella, o ministro Gilberto Gil, além de secretários estaduais e outras autoridades civis, militares e religiosas. A secretária de estado norte-americana, que chegou à cidade na tarde de quinta-feira (13), participou de um jantar com autoridades e artistas baianos e conheceu o Centro Histórico da capital baiana. Rice ficou encantada com os projetos sociais que conheceu e tocou instrumentos musicais artesanais produzidos pelo Grupo Cultural Bagunçaço. G1, SP. 1403.
Presidente do TSE questiona viagens de Lula e diz que eleições deste ano antecipam 2010. O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Marco Aurélio Mello, disse nesta sexta-feira que as eleições municipais antecipam a disputa política de 2010, quando haverá eleições presidenciais. Ao ser perguntado sobre as viagens que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem fazendo pelo país, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Mello questionou o caráter desses deslocamentos. "Nós sabemos que as eleições municipais são preparatórias. Hoje mesmo, abri um jornal e verifiquei que o presidente empreenderá viagens em campanha para apoiar as bases. Evidentemente, não está fazendo isso a partir de relações pessoais", afirmou, em entrevista coletiva na Escola de Magistratura do Rio de Janeiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que passará o primeiro semestre do ano viajando e inaugurando obras pelo país. "Agora minha vida vai ser essa. Menos tempo em Brasília, mais tempo viajando esse país. Porque quanto mais obra, mais emprego e mais renda [vamos ter]. E melhor será a qualidade de vida das pessoas", disse ele. Lula negou que a inauguração de obras do PAC tenha caráter eleitoral. "O país não parar por causa da eleição. Se eu pensasse em eleição, não faria acordo de R$ 8 bilhões com o governador José Serra [governador tucano de São Paulo], de R$ 4 bilhões com o Aécio [Neves, governador tucano de Minas]. O governo não vai deixar de fazer as coisas por causa das eleições", disse ele. CIRILO JUNIOR; da Folha Online, no Rio. 1403.

PARÁ/MADEIREIROS: PF E "AJUDA DO CÉU"


Polícia encontra madeira ilegal em esconderijos no Pará

Os dois maiores esconderijos de madeira ilegal foram descobertos nesta quinta-feira (13), em Tabatinga (PA), durante a Operação Arco de Fogo, realizada na região desde fevereiro. Um desses locais fica no meio de um milharal e o outro, nos fundos de uma serraria, às margens da Rodovia PA-150. Em ambos os casos, milhares de metros cúbicos de madeira nobre estavam enterrados e cobertos por serragem. O material não foi percebido pelas autoridades nas primeiras vistorias aos locais. Os integrantes da Polícia Federal, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) do Pará foram unânimes ao informar que a madeira só pôde ser descoberta com a ajuda da chuva. “O peso da água fez com que a serragem que cobria a madeira sedimentasse e o formato das toras enterradas ficasse evidente”, disse Eleni Cunha, coordenadora de fiscalização da Sema. A opinião é corroborada por Ronaldo Rossi, subcomandante da Polícia Ambiental do Pará. “Os locais foram vistoriados há poucos dias e nada tinha sido visualizado. Só agora, quando viemos recolher o que já estava apreendido, é que percebemos a madeira enterrada.” Segundo informações da Sema, a madeireira foi autuada em 29 de fevereiro deste ano. À época, 290 toras de madeira foram apreendidas e a empresa multada
Primeira prisão
O responsável pela serraria, localizada às margens da Rodovia PA-150, foi preso em flagrante por crime ambiental pela Polícia Federal. “Foi a primeira prisão durante toda a Operação Arco de Fogo”, disse Bruno Versiani dos Anjos, coordenador do Ibama. O outro esconderijo foi localizado por uma equipe de fiscais do Ibama e de policiais federais, em uma área no meio de uma plantação de milharal. “O local foi sobrevoado nos dias anteriores, mas não era possível perceber as toras sob a serragem. Quando fomos até a clareira é que percebemos o esconderijo”, disse Antonio Wilson Pereira da Costa, fiscal do Ibama. Nos dois locais, a madeira deve ser desenterrada até o fim de semana, mas a retirada total das toras deve demorar mais tempo. Na serraria, até a tarde desta quinta-feira, cerca de 150 toras foram retiradas de um morro de serragem com cerca de 25 metros de altura. “Ainda falta muito para ser removido de lá. A conta ainda deve ser alta”, disse Fernando Bilóia, comandante da Polícia Ambiental do estado. No milharal, mais de 1,5 mil toras foram encontradas sob a serragem. Em uma área vizinha, dentro da mesma propriedade, outras 510 toras de madeira nobre foram apreendidas.
Pulo do gato
Depois de perceber a estratégia adotada pelos madeireiros para tentar driblar a fiscalização, os representantes da Operação Arco de Fogo devem mudar o foco das próximas fiscalizações. No fim da tarde desta quinta-feira, instantes antes de encerrar os trabalhos, fiscais do Ibama localizaram uma terceira serraria que teria adotado o mesmo método para esconder a madeira ilegal. O local será vistoriado nesta sexta-feira (14). Segundo o balanço divulgado pelo Ibama nesta quinta-feira, 13 madeireiras foram autuadas durante a Operação Arco de Fogo. Foram apreendidas mais de 9,4 milhões de m³ em toras de madeira e outros 462 mil m³ de madeira beneficiada. O total de multas aplicadas soma R$ 5,6 milhões desde fevereiro. Os fiscais do Ibama também apreenderam dois tratores, uma pá carregadeira, dois caminhões, uma carreta, 22 motosserras, seis serras de fita, nove serras circulares e outros 30 equipamentos usados no beneficiamento da madeira. Toda a madeira apreendida em Tailândia está sendo transportada por caminhões até uma balsa e segue pelo Rio Moju até Belém, ou é levada em caminhões até a capital paraense. Glauco Araújo Do G1, em Tailândia (PA). 1403. (Foto: Glauco Araújo/G1).

BRASIL "BY 'THE GUARDIAN'": UM PESO-PESADO

Brasil 'se tornou ator econômico de peso', diz 'The Guardian'


- Em um sumplemento especial de 20 páginas publicado nesta sexta-feira, o jornal britânico The Guardian faz um balanço do Brasil e afirma que "mais conhecido pelo futebol, samba e sensualidade, ele se tornou um ator econômico de peso". No caderno intitulado "terra de contrastes", o jornal faz uma análise dos setores de economia, agricultura, energia, saúde e cultura, além de um perfil do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da cidade de São Paulo, que chama de "a cidade do futuro". Segundo o Guardian, quando se pensa "na exuberância brasileira", a primeira coisa que vem à mente, dificilmente, será a economia, já que o Brasil "é a terra do Carnaval". "Mas visualize isso: um país em que o fluxo de investimentos atingiu níveis recordes, onde a exportação de tudo, desde soja a biocombustíveis, está aumentando e onde a renda dos ricos e pobres está crescendo e impulsionando um boom de crescimento." A reportagem afirma que o Brasil "parece ter entrado em uma nova fase de expansão sustentável que poderia, finalmente, destrancar o vasto potencial do país". Segundo o jornal, os números vão "de bons a espetaculares: 1,4 milhão de empregos criados todos os anos; mais de US$ 100 bilhões em reservas (que excedem a dívida externa e tornam o Brasil credor internacional); 4,7% de inflação, o que é 'manso' pelos padrões brasileiros; 4% de crescimento econômico, e uma ligeira aproximação na diferença com a China. Ah, e no ano passado o mercado de ações cresceu em 60%". Segundo analistas ouvidos pelo Guardian, o crescimento é equilibrado e o país estaria menos vulnerável hoje. "Analistas concordam que a forte demanda doméstica, a estabilidade financeira e exportações bem distribuídas internacionalmente oferecem alguma proteção contra o desaquecimento americano. Quando o mundo pega uma gripe, o Brasil não mais pega uma pneumonia." O Guardian destaca que agora, além do samba e jogadores de futebol, o Brasil também exporta carros e aviões, notadamente aviões executivos e de passageiros da Embraer, mas afirma que apesar do crescimento, o país ainda enfrenta vastos problemas sociais e ambientais. "Há um lado escuro do crescimento. Ambientalistas levantam o alarme de que o cultivo de cana e soja estão empurrando o rebanho de gado para o norte, na Amazônia, acelerando o desmatamento. As condições dos trabalhadores de algumas dessas plantações já foram comparadas à escravidão." "O crescimento ainda provocou gargalos de infra-estrutura horrendos. Os engarrafamentos em São Paulo pioram a cada mês, os portos não conseguem acompanhar o ritmo do volume de navios e as viagens aéreas freqüentemente se tornam caóticas." De acordo com políticos entrevistados pelo jornal, estes seriam problemas normais do processo de amadurecimento do país. O Guardian ainda destaca a desigualdade entre ricos e pobres e a violência nas favelas: "A guerra de gangues e a brutalidade policial permanecem enraizadas aqui, bem como a extrema desigualdade. Algumas favelas, com sua legião de crianças de rua e barracos de madeira e plástico, poderiam passar pelas regiões mais empobrecidas da África subsaariana. Exceto pelo fato de que helicópteros sobrevoam a região, transportando os super-ricos para compras com hora marcada com Gucci e Jimmy Choo". Críticos ouvidos pelo jornal ainda dizem que o crescimento do Brasil impressiona, mas é vazio, "como um carro alegórico de Carnaval, porque se apoia em condições globais benignas e no crescimento do crédito doméstico enquanto foge à difícil tarefa de construir uma economia competitiva". O Guardian conclui comentando que o Brasil era conhecido como o país do futuro. "O futuro ainda não chegou, mas está mais perto agora do que já esteve em várias gerações." BBC Brasil/Estadão. 1403.

VALE [DO RIO DOCE]. "... MANDANDO FERRO!"

Vale fica mais perto de comprar a Xstrata

A Vale, maior empresa privada do Brasil, está próxima de fechar o maior negócio de sua história, a compra da mineradora anglo-suíça Xstrata. O valor da transação pode chegar a US$ 90 bilhões -bem mais do que os US$ 17,5 bilhões pagos pela Vale pela canadense Inco, no final de 2006.
Segundo a Folha apurou, a mineradora brasileira estava ontem perto de concluir a negociação com a trading suíça Glencore, a maior acionista da Xstrata, com participação de 35%, e uma das maiores tradings do mundo. Executivos da mineradora, Mike Davis, e da trading, Ivan Glasenberg, vieram ao Brasil para fechar o negócio, numa última rodada de negociação com o presidente da Vale, Roger Agnelli -o brasileiro está impossibilitado de viajar, pois quebrou o pé. O último entrave ao negócio, que pode ser anunciado publicamente ainda hoje, segundo analistas ouvidos pela Folha, é o pleito da Glencore de manter o direito à comercialização que já possui da Xstrata. A Vale prefere cuidar ela própria da venda dos produtos. Tal barreira teria sido superada, com a Vale abrindo mão do direito de venda de parte da produção. Um acordo provável seria a Vale manter a comercialização de minério de ferro. A Glencore ficaria com o carvão, principal produto da Xstrata, e outros metais por um prazo de cinco anos. A questão do preço parece um problema superado, depois que a Vale aceitou melhorar sua oferta inicial de US$ 78 bilhões e ofereceu algo próximo a US$ 90 bilhões pela mineradora suíça. Procurada, a Vale informou apenas que não comentaria rumores de mercado. Rumo ao topo
A Xstrata é a quinta maior mineradora do mundo. A Vale ocupa a segunda posição, atrás da mineradora australiana BHP-Billiton. Passaria à primeira posição com o negócio e ganharia destaque na produção mundial de carvão e cobre, produtos nos quais tem uma participação modesta. Em sua estratégia de crescimento, a Vale, antes da negociação com a Xstrata, deu seu passo mais importante em outubro de 2006, quando adquiriu a canadense Inco. A empresa, grande produtora de níquel, permitiu a diversificação da Vale, maior produtora mundial de minério de ferro. Na época, a empresa comprou a mineradora apenas com recursos de terceiros, por meio de um empréstimo-ponte de um pool de bancos. Com a operação, o mercado passou a duvidar de sua capacidade de manter o grau de investimento por causa do alto endividamento e imaginava que a Vale levaria tempo para "digerir" a aquisição. Não foi isso o que aconteceu. A empresa levou adiante um bem-sucedido plano de refinanciamento da dívida, com prazos maiores e juros mais baixos -o endividamento caiu US$ 22,5 bilhões ao final de 2006 para US$ 19 bilhões em dezembro de 2007. A forte demanda global por commodities metálicas fortalece a Vale, que teve lucro recorde de R$ 20 bilhões em 2008. Agora, acredita-se que conseguirá o mesmo na provável aquisição da Xstrata. Para financiar o negócio, a Vale tem à disposição US$ 50 bilhões de um consórcio de bancos estrangeiros, que inclui o Santander e o HSBC. O restante será pago com ações preferenciais (sem direito a voto) da companhia, a fim de evitar sua desnacionalização, que poderia ocorrer caso fossem dadas ações ordinárias (votantes) como pagamento. O governo Lula havia manifestado resistências à aquisição da Xstrata pela Vale, temendo que o controle decisório da empresa se transferisse ao exterior, como ocorreu na fusão da AmBev com a Interbrew, criando a InBev, sediada na Bélgica. A Inco foi a primeira grande aquisição internacional da Vale. Privatizada em 1997, cresceu primeiro com uma série de aquisições no Brasil -Caemi, Ferteco, Samitri e Coimex- no começo da década. Mesmo assim, se manteve forte apenas em minério de ferro. Antes da Inco, o produto representava 75% de sua receita. O percentual baixou para 55% após a aquisição. GUILHERME BARROS; COLUNISTA DA FOLHA. PEDRO SOARES, DA SUCURSAL DO RIO. 1403.

UNIPALMARES: "BLACK IS BEAUTIFUL"


Sucesso de estudantes negros deve servir de exemplo, diz Lula

SÃO PAULO - Os alunos da primeira turma de formandos de Administração da Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares (Unipalmares) devem ter suas histórias de sucesso destacadas pela imprensa, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu discurso na noite desta quinta-feira, 13. Lula foi escolhido patrono da primeira turma de formandos da universidade - a única instituição de ensino superior da América Latina que tem 87% de alunos negros. Ele afirmou que os estudantes "são um ótimo exemplo de que não vale a pena desistir". "Se desistir valesse a pena, eu não seria Presidente da República", afirmou lembrando que perdeu três eleições que disputou. O presidente ressaltou, no entanto, que no País não deveria haver universidade de negros ou brancos. "Precisamos ser um país onde todos possam entrar na universidade, onde não haja disputa de cotas", disse Lula. Por mais de uma vez o presidente declarou que os alunos da Unipalmares devem servir de exemplo para outros jovens negros que, por preconceito, não vêem nos estudos um caminho de vida. "Mostrar o sucesso deles mexe com a auto-estima de outras pessoas que não tiveram as mesmas chances", afirmou. Lula destacou a trajetória de duas estudantes do curso e falou que, assim como elas, outros alunos têm a mesma história, de famílias pobres que abriram mão de muitas coisas para manterem seus filhos na universidade. O presidente ainda disse que espera mais investimentos de seu sucessor, lembrando que até 2010 espera a inauguração de 10 novas universidade, 48 extensões universitárias, além de 214 escolas técnicas e profissionais. "Espero que meu sucessor faça o dobro", disse. Antes do discurso de Lula, o governador José Serra (PSDB) sugeriu ao reitor José Vicente a instalação de um curso de administração pública na Unipalmares. Ele garantiu que a universidade vai contar com o apoio decisivo do governo do Estado. "Quero fazer aqui, José Vicente, uma sugestão. Que vocês organizem um curso de administração pública porque isso faz muita falta na prefeitura, no Estado e no governo federal. Para isso, terá todo o apoio do governo do Estado".
Paraninfos
Logo no início da cerimônia, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), paraninfo da turma, saudou Lula e o governador José Serra. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), estava também à mesa, ao lado da primeira-dama Marisa Letícia. Alckmin chamou o reitor José Vicente de "sonhador que faz sonho virar realidade". "É um farol para o mundo todo a construção de uma universidade como a Unipalmares." Alckmin lembrou que acompanhou desde o início, em 2003, a instalação da universidade. "Hoje a gente vê uma universidade consolidada ajudando a resgatar uma das maiores dívidas sociais que o Brasil sempre teve", afirmou. "É uma universidade que é a síntese do amor e da justiça." Benedita da Silva, secretária de Ação Social do Rio, também paraninfa da primeira turma da Unipalmares, destacou que "apenas 2% de negros fazem parte da população universitária do Brasil". Segundo ela, 57,7% dos cidadãos negros têm renda inferior a R$ 1,5 mil, enquanto 20,4% de negros ganham acima de R$ 2,5 mil. Para a ex-ministra (Ação Social) do governo Lula, o Brasil vive "outro tipo de escravidão".
Música
Durante a cerimônia, Lula conversou bastante com José Vicente, que estava entre ele e Serra. O governador também puxou assunto com o reitor. O presidente aplaudiu bastante as exibições musicais e os 126 alunos que se formaram. Lula e o reitor entregaram um a um os diplomas aos formandos. A cerimônia começou às 21 horas, no Ginásio do Ibirapuera. Sete ministros prestigiaram o evento: Fernando Haddad (Educação), Alfredo Nascimento (Transportes), Márcio Fortes (Cidades), Edson Santos (Igualdade Racial), Miguel Jorge (Desenvolvimento), Luiz Marinho (Previdência) e Orlando Silva (Esporte). Lula e Serra chegaram juntos ao ginásio, com a delegação de ministros. Em uma sala reservada, conversaram um pouco. Em seguida, o presidente ficou com Marisa Letícia na sala vip. O senador José Sarney (PMDB-AP) e outros políticos se juntaram aos dois.
Conversas

Alckmin conversava com Marisa, enquanto Lula formou uma roda com Serra, Kassab e os ministros Márcio Fortes e Miguel Jorge. O presidente dirigiu-se a Kassab, disse ao prefeito que ele está bem para uma campanha e elogiou sua forma física. Serra interveio: "Ele (Kassab) dorme cedo, quando é 9, 10 horas da noite ele já está dormindo." Lula comentou que a eleição em Porto Alegre vai "ser dura". Depois, o presidente e o governador falaram de investimentos e obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Essa reunião informal durou cerca de 50 minutos, até que Lula e outras autoridades se dirigiram à mesa para a cerimônia. O presidente passaria a noite em um hotel em São Paulo. Hoje, vai a Araraquara. Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo. Foto Paulo Pinto/AE. 1403.

quinta-feira, março 13, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] "VOCÊS QUEREM BACALHAU?..." *


[Chargista: Lane]
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(*) Bordão de Abelardo Barbosa [in:] "A Buzina do Chacrinha" (programa de auditório).

BRASIL/POLÍTICA INDUSTRIAL: UM ASSOPRO NAS EXPORTAÇÕES

Após pacote do dólar, governo promete nova política industrial

SÃO PAULO - Após anunciar medidas para conter a queda do dólar, que entram em vigor na próxima segunda-feira, 17, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu que essas são apenas as primeiras ações e adiantou que, após a provação do Orçamento, o governo anunciará uma nova política industrial com viés exportador.
As medidas que mexem com a exportação e com a entrada de investimentos no País foram anunciadas pelo ministro na quarta-feira, 12. São elas: fim da cobertura cambial, fim do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para exportação e cobrança de IOF para quem reside no exterior e aplica em títulos de renda fixa no Brasil. "Não acredito que sejam medidas decisivas (para o câmbio)", disse Mantega. "Não espero grandes mudanças, mas vamos sinalizar para o setor exportador." Ele comentou que, se as medidas servirem para estancar o "derretimento" do dólar, "já será um ganho". O ministro deixou claro que novas medidas poderão ser adotadas. "O governo tem-se pautado por medidas graduais", comentou. O anúncio já era esperado, principalmente depois que o saldo da balança comercial do País começou a ficar negativo. Segundo Mantega, isso aconteceu porque o resultado favorável do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) com o aquecimento da economia, principalmente no segundo semestre de 2007, elevou as importações e reduziu o superávit comercial. Além disso, de acordo com o ministro, a crise do subprime (crédito imobiliário com alto risco de calote) nos EUA, que levou a uma desvalorização do dólar, ajudou em uma valorização do real. Por isso, disse o ministro, o governo, preocupado em manter o crescimento sustentado, está dando início a medidas para estimular as exportações, sobretudo de manufaturados. O governo estudou, mas não chegou a anunciar, o fim da isenção do IR dada aos aplicadores estrangeiros em renda fixa. A medida foi descartada porque só poderia entrar em vigor em 2009, devido ao princípio constitucional da anterioridade.

Veja abaixo as medidas anunciadas e seus efeitos sobre o câmbio:

1- Fim da cobertura cambial - exigência de que as receitas com exportação sejam internalizadas no País. Hoje, o governo permite que apenas 30% dos recursos sejam mantidos no exterior. Com a medida, o exportador poderá deixar todos os dólares recebidos com a exportação fora do País. Esta medida reduz a entrada de moeda americana no mercado interno, o que diminui a pressão sobre o dólar.
2- Fim da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) - esta medida reduz o custo dos produtos brasileiros no exterior. Com isso, os exportadores compensam, em parte, a perda de competitividade provocada pela valorização do real. Hoje as exportações pagam alíquota de 0,38% e, agora, deixarão de recolher o imposto na saída dos produtos. Com esta medida, o governo terá uma perda de arrecadação de R$ 2,2 bilhões por ano. Mantega disse que, se 10% do volume vendido pelo Brasil ao exterior ficar em outros mercados, US$ 17 bilhões deixariam de entrar no mercado brasileiro.
3- Cobrança de IOF sobre as operações de renda fixa para investidores residentes fora do país - esta medida desestimula o ingresso de capitais especulativos interessados em obter ganhos na arbitragem (diferença) entre a taxa de juro interna, que é alta, e o juro externo, que está mais baixo. O Imposto ficará em 1,5%. A medida não será usada para aplicações de renda variável, como as ações da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o lançamento de ações (IPOs), os empréstimos estrangeiros, o investimento direto, operações de derivativos e renda variável e operações de derivativo de índice de ações.
Sobre a taxação dos investimentos estrangeiro, o ministro citou que, em janeiro, o País recebeu US$ 1,6 bilhão em aplicações de renda fixa destes aplicadores. "Quando a CPMF acabou, não colocamos nada em seu lugar. Isso aumentou o rendimento dessas aplicações", explicou. Com o imposto de 1,5%, a rentabilidade destas aplicações vai cair, principalmente nas operações de curto prazo. "Isso vai diminuir o diferencial de juros e, com isso, vamos diminuir o fluxo", comentou ao citar a diferença entre a taxa de juros americana e brasileira. Nos investimentos de longo prazo, segundo o ministro, o custo extra será diluído e, portanto, não deve pesar sobre a rentabilidade. (com Lu Aiko Otta, de O Estado de S. Paulo). 1303.

BRASIL: AUMENTO DO CONSUMO DAS FAMÍLIAS CLASSES C e D

Consumo das famílias representa 60% do PIB brasileiro, diz IBGE

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado nesta quarta-feira (12), de 5,4% em 2007, foi fortemente influenciado pelo consumo das famílias. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o consumo familiar representou 60,9% do resultado do ano passado, puxado pela alta de quase 30% do crédito.
Para o economista José Luiz Rossi Júnior, professor do Ibmec São Paulo, a expansão do PIB, acima da média história brasileira, registrou um bom resultado em todos os setores - serviços, agricultura e indústria -, com destaque especial para o consumo das famílias, com alta de 6,5%, maior que o próprio índice. "O aumento do consumo sinaliza principalmente a cultura do crédito e também o aumento da massa salarial", diz Rossi. "Em 2007, o consumo cresceu até mais que o PIB. E, no geral, se você observar várias economias, geralmente o consumo tende a crescer mais suavemente que o PIB."
Classes 'C' e 'D'
Para o economista, este aumento é significativo para ter um novo raio-x do que é a cultura de consumo do Brasil hoje. "O fato de o consumo estar aumentando é um bom indicador porque há várias pessoas das classes C e D que estão entrando neste mercado." Rossi chama atenção também para o crescimento do investimento. "O investimento estar em alta já dá um alívio na economia", diz, e destaca ainda a agropecuária, com índice considerado por ele como "uma boa notícia". Segundo o IBGE, a agropecuária foi o setor que mais cresceu, com 5,3%. A expansão deveu-se principalmente à lavoura, com destaque positivo para trigo (62,3%), algodão herbáceo (33,5%), milho em grão (20,9%), cana (13,2%) e soja (11,1%).
Imposto
O consumo em alta também se reflete no crescimento do recolhimento de impostos sobre produtos, de 9,1%, o maior desde 1996, de acordo com o IBGE -- no ano passado, a tributação de produtos havia crescido 5%. Entre os segmentos que mais contribuíram para o resultado dos tributos estão o automotivo e o de serviços da informação. "Se a economia está crescendo, a tendência é que os impostos cresçam, é uma relação direta. Se você tem crescimento onde o consumo está com taxa alta, vai ter impacto no ICMS, como os serviços de informação. Atividades que têm incidência de IPI muito alta estão crescendo. O grande impacto é IPI e ICMS", explica Roberto Olinto, coordenador de contas nacionais do IBGE.
Demanda
Segundo Olinto, com o aumento na taxa de investimento - também verificada pelo instituto - a economia está se preparando para uma manutenção da demanda. Isso é evidenciado, segundo o coordenador, pelos investimentos maiores em capacidade produtiva. "É uma qualidade de investimento importante, porque você não cresce baseado nas exportações, mas tem um mercado interno sendo construído e fortalecido", ressalta. Alicia Uchôa e Isabelle Moreira Lima Do G1, no Rio e em São Paulo. 1303. VEJA O VÍDEO.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Bolsas européias caem com preocupação sobre economia dos EUA e petróleo. As Bolsas européias operam em baixa nesta quinta-feira. O petróleo em alta preocupa os investidores, que temem que os lucros das empresas possam cair com os aumentos de preços da commodity, e o setor financeiro perdeu força, após o otimismo com o plano do plano do Federal Reserve (Fed, o BC americano) anunciado nesta semana. Às 8h05 (em Brasília), a Bolsa de Paris operava em baixa de 2,19%, com 4.594,22 pontos; a Bolsa de Amsterdã caía 1,68%, para 432,44 pontos; a Bolsa de Milão tinha baixa de 2,22%, operando com 24.273 pontos; e a Bolsa de Zurique tinha perda de 0,94%, caindo para 7.176,60 pontos. Às 7h50 (em Brasília), a Bolsa de Londres caía 1,99%, para 5.661,20 pontos; e a Bolsa de Frankfurt recuava 2,47%, para 6.436,66 pontos. Folha Online, 1303.
Após sete anos, Maria da Penha é indenizada no CE. Com sete anos de atraso, Maria da Penha Maia Fernandes, 63 --que deu o nome à lei que pune com mais rigidez os agressores de mulheres--, receberá uma indenização de R$ 60 mil do governo do Ceará. Em 2001, a cearense conseguiu uma vitória na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos), que determinou que o Estado do Ceará pagasse uma indenização de US$ 20 mil por não ter punido judicialmente o homem que a agredia e que até tentou matá-la: seu ex-marido. Após postergar o pagamento, o Estado decidiu finalmente pagá-la, em valores corrigidos. A Lei Maria da Penha, aprovada em 2006, aumentou no país o rigor nas penas para agressões contra a mulher no lar, além de fornecer instrumentos para ajudar a coibir esse tipo de violência. FolhaNews, Correioweb; 1303.
Quadrilha que falsificava bebidas alcoólicas com analgésico e refrigerante é presa em Goiás. Um trabalho em conjunto desenvolvido pelas polícias civis de Goiás e Distrito Federal resultou na prisão de 28 pessoas acusadas de falsificação bebidas alcoólicas. A Operação Ressaca, como foi chamada a ação policial, também apreendeu dezenas de caixas de uísque de várias marcas, vodca e até champanhe falsificado.O mais curioso da história, no entanto, é que a polícia suspeita que a quadrilha adicionava analgésicos na fórmula de preparação das bebidas. A medida seria para evitar que o consumidor final tivesse dor de cabeça (a tradicional ressaca) após ingerir o produto, o que poderia despertar desconfianSebastião MontalvãoEspecial para o UOL, em Goiânia ça sobre a autenticidade do produto. O remédio, em pessoas alérgicas, pode até matar, segundo a polícia. Sebastião Montalvão; Especial para o UOL, em Goiânia. 1303.
Condoleezza Rice se reúne com Celso Amorim no Itamaraty. A secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, deu início na manhã desta quinta-feira à visita de dois dias ao Brasil com um encontro com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, para discutir temas como a reforma do Conselho de Segurança da ONU, o processo de paz no Oriente Médio, as mudanças climáticas mundiais e a rodada de Doha. No encontro, Rice e Amorim também vão discutir a situação econômica e social do Haiti, uma vez que o Brasil integra as forças de paz para estabilizar o país. A secretária vai assinar um plano de ação conjunta contra a discriminação racial para promover a igualdade étnico-racial no Brasil e EUA. Além disso, o governo brasileiro quer discutir com os EUA temas da área econômico-comercial, como memorando de atendimento sobre biocombustíveis e a reforma dos organismos financeiros multilaterais. GABRIELA GUERREIRO; da Folha Online, em Brasília. 1303.

ELEIÇÕES 2010 [In:] SOB O PATRUScínio DA BOLSA-FAMÍLIA




Em discurso de comemoração aos quatro anos da criação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o ministro Patrus Ananias falou pela primeira vez como candidato à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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O Ministério do Desenvolvimento Social festejou, nesta quarta-feira (12), aniversário de quatro anos. Responsável pelo programa Bolsa Família, a pasta é gerida por Patrus Ananias, um dos “postes” de que dispõe o PT como alternativa para 2010. A comemoração levou ao "poste" a luz do primeiro-casal.
Lula discursou para uma platéia estimada em 1,4 mil pessoas. Cobriu Patrus de agradecimentos. De resto, disse que o “grande adversário” que o ministério teve de enfrentar “foi o preconceito cultural que está arraigado na cabeça de uma parte da elite brasileira, que acha que tudo o que o governo federal lhe dá é investimento, mas tudo o que é dado ao pobre é gasto.” O presidente não se animou em grudar no peito de Patrus o escudo de “pai” do Bolsa Família. Esse é um título do qual Lula parece não abrir mão. Sobre o futuro, falou apenas de raspão, excluindo-se: “O que precisamos fazer agora é consolidar a relação entre Estado e sociedade e quem vier depois tem que trabalhar com essa gente com respeito, atendendo às necessidades prioritárias do povo brasileiros.” Patrus falou mais do que o chefe. Não se limitou aos temas da economia doméstica de sua pasta. Mirou em FHC, desancando a privatização da Cia. Vale do Rio Doce, vendida, segundo ele, a preço vil. Alvejou a aliança tucano-democrata no Congresso. Disse que, não fosse pela extinção da CPMF, seu ministério teria mais dinheiro para atender à clientela pobre. Como se vê, Patrus Ananias parece determinado a ser bem mais do que um “poste.” Faltam-lhe, por ora, além de votos, prestígio no nível do que é atribuído a Dilma 'Mãe do PAC' Rousseff, o "poste" assentado na Casa Civil.
Escrito por Josias de Souza, Folha Online, 1304. Foto Fábio Pozzebom/ABr.

CONGRESSO APROVA ORÇAMENTO: "DINHEIRO NA MÃO É VENDAVAL..." *

Após três meses de atraso, Congresso aprova Orçamento

BRASÍLIA - Após três meses de atraso, o Congresso - Câmara e Senado - aprovou o Orçamento de 2008. A aprovação permite ao governo gastar, e grande parte dos recursos deve ser direcionada ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), carro-chefe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Orçamento deste ano chega a R$ 1,423 trilhões.
Na Câmara, a proposta orçamentária foi aprovada por 404 votos a 12, de um total de 513 deputados. No Senado, foram 56 votos a favor, nenhum contrário e nenhuma abstenção. Agora, Orçamento deverá ser sancionado pelo presidente. O parecer da proposta orçamentária da União para 2008 começou a ser discutido por volta das 19 horas. O Orçamento deveria ter sido aprovado em dezembro, mas, por conta da votação da CPMF em dezembro, ficou para este ano. Com o fim do imposto, o governo teve que fazer uma revisão de receitas e despesas. Na sessão do Congresso, o parecer foi lido pelo relator do Orçamento Geral da União, deputado José Pimentel (PT-CE). Segundo ele, a proposta foi construída mediante "muitas negociações" e teve que ser refeita após a queda da CPMF, ao final do ano passado. "Construímos uma proposta que, se não é a ideal, está próxima disso. O fim da CPMF impôs profunda revisão da peça orçamentária", disse. Pimentel destacou que a proposta inicial do governo era de um orçamento de R$ 1,414 trilhões. Agora, ela chega a R$ 1,423 trilhões, fruto de reestimativas e reajustes ocorridos no período de discussão. Ao todo, foram apresentados 83 destaques que visam modificar o texto do relator.
Oposição
Após reunião, a oposição - DEM (ex-PFL) e PSDB - voltou atrás e anunciou a decisão de não obstruir a votação do projeto de Orçamento para 2008, em sessão do Congresso (reunião conjunta da Câmara e do Senado). No entanto, os dois partidos avisam que suspenderam as negociações sobre o assunto com a base aliada do governo. A informação sobre a decisão foi anunciada pelos senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM) e José Agripino (DEM-RN). Os dois senadores informaram também que PSDB e DEM cumprirão o acordo feito na última terça com os governistas prevendo que será retirado do Orçamento o Anexo de Metas e Prioridades, que destina R$ 534 milhões para obras nos Estados. Antes do encontro com o PSDB, a tendência entre os parlamentares do DEM era a de obstruir a votação desta quarta no Congresso.
Medidas provisórias
PSDB e DEM decidiram não atrapalhar a votação do Orçamento de 2008 mas, a partir de agora, não votarão nenhuma medida provisória até que seja aprovada a proposta de mudança nas regras de tramitação dessas medidas. Os líderes dos dois partidos reunidos deram prazo de 30 dias para que essas mudanças na tramitação de MPs sejam aprovadas em comum acordo pelos deputados e senadores. Outra decisão foi não aceitar nenhum requerimento de encerramento de discussão em plenário. O objetivo é evitar estratégias, como a adotada na sessão da última terça - que só terminou na madrugada desta quarta - pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá. Em meio às discussões sobre a MP que ampliava os poderes da Eletrobrás, Jucá apresentou um requerimento encerrando a discussão da MP da TV pública, o que permitiu a votação da medida provisória. (Com Cida Fontes, de O Estado de S. Paulo). 1302.
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(*) Pecado Capital [Paulinho da Viola]. "Dinheiro na mão é vendaval/ É vendaval/ (...) Mas é preciso viver/ E viver não é brincadeira não/ Quando o jeito é se virar/ Cada um trata de si/ Irmão desconhece irmão/ E aí dinheiro na mão é vendaval/ Dinheiro na mão é solução/ E solidão".
(**) ... E em tempos de "novos pecados capitais" ...

quarta-feira, março 12, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] "MAMMY"












[Chargistas: JorgeBraga, Regi, Tiago, Aroeira].

BRASIL/TV PÚBLICA: "ON AIR"

Senadores discutem durante sessão

Senadores de oposição se irritaram com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), em sessão na madrugada desta quarta-feira (12).
O motivo foi uma manobra do líder para abrir caminho para a votação do projeto de lei que cria a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que vai gerir a TV Brasil - canal de televisão do Poder Executivo. Jucá apresentou parecer pedindo a retirada do caráter de urgência da MP 397/07, o que liberaria a pauta para a votação do projeto a TV Pública. Essa MP foi editada pelo governo no ano passado para revogar outra MP, a 385/07, que à época trancava a pauta da Câmara dos Deputados e impedia a votação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). "Eu não entendi. O senador Romero Jucá votou contra o governo?", questionou o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM). "Eu votei contra a urgência da medida tendo em vista que matéria idêntica já foi aprovada na Câmara. Meu parecer é contrário à urgência", respondeu Jucá. "É a segunda vez que essa matéria deixa de ser relevante e urgente. Isso é um deboche, é um escárnio contra o Congresso Nacional senhor presidente. É um desrespeito ao Congresso", retrucou o tucano, dirigindo-se a Garibaldi Alves (PMDB-RN), que presidia a sessão. Senadores da oposição também protestaram contra o parecer de Jucá. "Depois do achincalhe do líder do governo em relação à medida provisória, que seria a segunda matéria da pauta, se não é motivo para que Vossa Excelência suspenda a sessão, não tenho outra saída a não ser dizer que o PSDB se retira do recinto do Senado Federal", finalizou Virgílio. G1, SP. Veja o vídeo. 1203.

EUA/POLÍTICOS: A CARNE É F[R]ACA

Veja os principais escândalos sexuais envolvendo políticos dos EUA

O governador de Nova York, Eliot Spitzer, conhecido pelo apelido de "Eliot Ness" por sua cruzada contra o crime, anunciou nesta quarta-feira (12) sua renúncia ao cargo após a revelação de que ele era cliente de uma rede de prostituição de luxo. O caso se junta a uma lista de escândalos sexuais envolvendo políticos norte-americanos que tiveram seu auge em 1998, quando o então presidente Bill Clinton traiu a primeira-dama a atual pré-candidata democrata à Presidência Hillary Clinton, com uma estagiária.

Veja abaixo alguns dos mais recentes escândalos sexuais envolvendo político norte-americanos.
Conduta lasciva
Senador republicano pelo Estado de Idaho há três mandatos, Larry Craig anunciou sua renúncia em setembro de 2007 por causa das acusações de que teria assediado um policial à paisana no banheiro de um aeroporto dos Estados Unidos. Desde que o caso ganhou destaque na imprensa dos EUA, o senador perdeu o apoio da população e do próprio partido, onde muitos defendiam sua renúncia. O policial que prendeu o senador sob acusação de “conduta lasciva” no banheiro de um aeroporto nos EUA acusou o político republicano de mentir durante o interrogatório.
O senador admitiu ter encostado no policial por baixo da divisa da cabine do banheiro, mas disse que foi um acidente. Oficialmente, Craig admitiu culpa no caso, mas ele disse que só o fez para evitar um processo, e que se arrependia.
D.C. Madam
O senador republicano David Ritter confessou ter sido cliente de um serviço de acompanhantes na capital dos Estados Unidos, coordenados por uma mulher conhecida como D.C. Madam. Ele pediu desculpas pelo que disse ser “um pecado muito sério do meu passado”.
Caso Foley
O deputado republicano Mark Foley anunciou sua renúncia em setembro de 2006, após 12 anos no Congresso dos EUA, por causa das acusações de que enviou e-mails de conteúdo sexual para menores de idade. Foley presidia na Câmara dos Representantes um grupo que defende menores desaparecidos ou explorados. A decisão dele foi tomada após a emissora "ABC News" afirmar que o congressista tinha enviado, para menores, mensagens eletrônicas de conteúdo sexual. Pouco tempo depois, um ex-estagiário da Câmara revelou ter mantido relações sexuais com Foley.
Má companhia
O então deputado republicano pela Califórnia Randy “Duke” Cunningham foi encontrado acompanhado por prostitutas em um hotel de luxo no Havaí, segundo a rede de TV ABC. O deputado foi acusado de receber propina, já que as mulheres e o hotel eram pagos por um empreiteiro norte-americano. Ele foi preso depois de confessar culpa por corrupção.
Monica Lewinsky
O então presidente democrata Bill Clinton chegou a passar por um processo de impeachment, no qual conseguiu manter seu mandato, depois de mentir sobre suas relações com a ex-estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky. O caso foi revelado em 1998, e Clinton a princípio negou ter se relacionado com Lewinsky. Com o crescimento das acusações, Clinton acabou confessando e enfrentando o julgamento, o que marcou o restante do seu mandato. A então primeira-dama Hillary Clinton perdoou o presidente, que atualmente é um dos principais cabos eleitorais na sua campanha em busca da candidatura democrata à Presidência do país. G1, SP. 1203.

CONGRESSO/ORÇAMENTO: ACORDO$


Congresso vota Orçamento de 2008 nesta quarta-feira

BRASÍLIA - O Congresso vota nesta quarta-feira o relatório do deputado José Pimentel (PT-CE) à proposta orçamentária para 2008. A sessão está marcada para as 15h. Os líderes partidários da Câmara e do Senado fecharam um acordo para votar o Orçamento. Pelo acordo, o anexo de metas e prioridades, principal ponto de polêmica entre governo e oposição, será retirado da proposta. Os R$ 534 milhões do anexo serão distribuídos entre as bancadas estaduais com base no percentual definido pelo Fundo de Participação do Estados (FPE), nas emendas parlamentares e no tamanho de cada unidade federativa. O relator-geral do Orçamento, deputado José Pimentel (PT-CE), assegurou que o acordo deve garantir a votação. - Foi respeitado, para o atendimento das bancadas, o mesmo critério que os relatores setoriais utilizaram - comentou.
Rodoanel
O outro ponto polêmico - a recomposição dos recursos que foram retirados pela Comissão de Orçamento do trecho sul do Rodoanel de São Paulo e de cinco prédios da Justiça em Brasília - já havia sido negociado pelos líderes. Há destaques para restaurar esses recursos, segundo Pimentel. Ao todo, a comissão retirou R$ 289 milhões dessas obras. Alguns parlamentares ainda reclamam de uma solução para os recursos para compensar perdas da Lei Kandir. O relator destinou R$ 5,2 bilhões para compensar a perda dos estados exportadores, mas setores da oposição pedem R$ 20 bilhões.
Destaques
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que o governo terá o apoio da oposição para aprovar o Orçamento hoje, sem os benefícios previstos para alguns parlamentares no anexo de metas. "Não queremos atrasar a votação do Orçamento. Mas qualquer destaque que queira restabelecer recursos do anexo será derrubado", avisou. Agência Câmara. JB Online, 1203.

BRASIL/PIB: CRESCIMENTO ECONÔMICO

Economia cresce 5,4% e atinge R$ 2,6 tri em 2007

SÃO PAULO, 12 de março de 2008 - O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro superou a projeção feita nos últimos dias pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e fechou 2007 com alta de 5,4%, percentual que leva a economia brasileira a um total de R$ 2,6 trilhões. Este é o maior resultado anual desde 2004, quando o PIB teve alta de 5,7%. Desde a semana passada, o ministro Mantega e outros representantes do governo federal, como o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, apontavam para uma expansão do PIB entre 5,2% e 5,3%. Mas provavelmente nem mesmo o próprio governo esperava que a economia brasileira registrasse um crescimento de 6,2% no quarto trimestre, em relação a igual período de 2006. Este foi o melhor resultado trimestral do ano, que até então tinha como melhor marca uma expansão de 5,6% registrada no terceiro trimestre. Contribuíram para a alta do PIB a elevação de 4,8% do valor adicionado a preços básicos e de 9,1% nos impostos sobre produtos, destacou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
(André Magnabosco - InvestNews). JB Online, 1203.