PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quarta-feira, julho 25, 2007

MINISTÉRIO DA DEFESA: NELSON JOBIM [PMDB]



“O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Nelson Jobim (PMDB) aceitou na noite de ontem o convite para assumir o Ministério da Defesa em substituição a Waldir Pires (PT), desgastado por dez meses de crise aérea e pelo acidente com o Airbus-A320 da TAM que matou quase 200 pessoas na terça-feira da semana passada. O anúncio será feito hoje. Foi a terceira abordagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Jobim desde a tragédia em Congonhas. Nos dois primeiros convites - feitos em março e na semana passada -, ele recusara a proposta. Antes de dizer sim, Jobim ouviu de Lula que terá liberdade para fazer as mudanças que considerar necessárias na Infraero e na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A estatal e a agência reguladora estão no centro do transtorno vigente nos aeroportos desde o acidente com o Boeing da Gol, em outubro passado. Aliados de Jobim consideram que, embora pouco "jeitoso" para se movimentar num setor conflagrado, o ex-ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso tem a qualidade de se aprofundar nos assuntos a que se dedica, o que poderá ser útil em suas novas atribuições. A pressa de Lula para fazer a troca no Ministério da Defesa explica-se pela necessidade de encontrar um nome capaz de gerenciar e acompanhar o pacote emergencial lançado para Congonhas na sexta-feira passada, após o acidente. Para o presidente, seria necessário nomear rapidamente um gestor permanente para traçar os próximos passos, como a definição do local para funcionar o novo aeroporto de São Paulo (além de Congonhas e de Cumbica), daqui a 85 dias. Até ontem, o pacote estava sendo tocado em caráter provisório pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, já responsável pela coordenação das obras incluídas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Devido às primeiras recusas de Jobim, Lula havia cogitado outros dois nomes para a Defesa, dos ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Jorge Hage (Controladoria Geral da União). Agora, os auxiliares do presidente avaliam que será preciso encontrar uma saída honrosa para Waldir Pires. O Palácio do Planalto estuda também um novo desenho para fortalecer o Conac (Conselho de Aviação Civil), que seria o principal responsável pelo acompanhamento da implementação do pacote. Uma das idéias radicais estudadas pelo governo é a alteração do órgão para tirar a presidência do Conac do ministro da Defesa. O governo já decidiu que o Conac será ampliado. Hoje é formado por seis ministérios (Fazenda, Relações Exteriores, Defesa, Casa Civil, Turismo e Desenvolvimento) e pelo comandante da Aeronáutica. Vão entrar também os ministérios da Justiça e do Planejamento, que poderiam passar a ocupar a presidência do Conselho de Aviação Civil. Junto com a mudança no Ministério da Defesa virá também a troca do comando na Infraero. Uma possibilidade é nomear Fernando Bezerra (PTB-RN), ex-senador e ex-ministro de Fernando Henrique, tido como um político experiente. A saída do atual presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, é considerada tão certa como a de Pires”. Folha Online, Escrito por Josias de Souza. Foto Alan Marques/Folha.

TAM & INFAERO: A VERSÃO E OS FATOS!

À polícia, pilotos da TAM atribuem acidente do vôo 3054 à pista

A Polícia Civil de São Paulo ouviu nesta terça-feira dois pilotos que haviam conduzido, nos dias 15 e 16, o mesmo Airbus-A320 que se chocou com o prédio da TAM Express após pousar em Congonhas, no dia 17. Cerca de 200 pessoas morreram. Segundo o delegado Antônio Carlos Menezes Barbosa, do 27º DP (Campo Belo), ambos disseram que o avião estava em boas condições e atribuíram o acidente à pista do aeroporto --que havia sido reformada recentemente. Os pilotos teriam dito ainda que é possível pousar o avião com um só reverso funcionando. O equipamento serve para ajudar a reduzir a velocidade. Depois da tragédia, a TAM admitiu que a aeronave tinha um defeito no equipamento. Dois técnicos da Infraero --estatal que administra os aeroportos do país-- também foram ouvidos na delegacia. Eles afirmaram que fizeram uma "inspeção ocular" da pista, ou seja, sem nenhum aparelho. O objetivo da inspeção era determinar se a pista deveria ser fechada, o que ocorre sempre que a lâmina d'água no asfalto tem mais de três milímetros de profundidade. Segundo Barbosa, os dois técnicos contrariaram os pilotos. "Segundo o relato deles, não havia lâmina de água na pista." Folha, Ag. Brasil.

CRISE AÉREA: TUDO, "MENOS ISSO"!

"Caos aéreo virou rotina no Brasil", diz jornal argentino

Uma matéria do jornal argentino "La Nación" afirma nesta quarta-feira que "o caos aéreo virou rotina no Brasil". Como outros jornais internacionais, o diário argentino noticiou a jornada de atrasos e cancelamento de vôos registrada no país desde o acidente com o Airbus-A320 da TAM. O "La Nación" afirma que o aeroporto de Congonhas está em uma situação "melancólica", depois que um barranco entre a cabeceira da pista e a avenida Washington Luiz desabou com as chuvas. O jornal reproduziu as declarações do presidente da Infraero, José Carlos Pereira, que afirmou que o panorama do setor aéreo pode ficar "caótico" se os atrasos persistirem. "Mais caótico, parece difícil", observa o diário argentino. A situação nos aeroportos brasileiros também ganhou espaço no "The New York Times", para quem "os tumultos aumentam nos aeroportos" do país. Já o "Clarín" destacou que a aeronave que se chocou contra um terminal de cargas e matou quase 200 pessoas fazia sua sétima viagem "em condições pouco adequadas", o que "parece consolidar a hipótese de um defeito no Airbus como causa principal [do acidente]". Mais otimista, o diário "El Cronista Comercial" traz uma matéria em que afirma: "A exportação de aviões brasileiros levanta vôo". O texto noticia contratos de venda de aviões da Embraer com grandes companhias aéreas como Lufthansa e Japan Airlines. Para o jornal, apesar da crise no setor aéreo, "os aviões brasileiros marcam seu bom momento". Folha Online, BBC Brasil.

CRISE AÉREA: "SÃO PEDRO" É O CULPADO!

Anac suspende venda de passagens em Congonhas

Uma semana após o maior acidente da história da aviação civil, que deixou pelo menos 199 mortos, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou ontem a suspensão total da venda de passagens para vôos partindo de Congonhas, em São Paulo, e informou que essa proibição temporária poderá estender-se a outros aeroportos "se houver necessidade". A crise é tão séria que o governo chegou a oferecer ontem aviões da FAB para ajudar as companhias a fazerem transporte de emergência dos passageiros e a desafogar os aeroportos. As empresas não aceitaram a ajuda, mas a Gol chegou ao extremo de pedir aos clientes que adiem as viagens até segunda-feira. Já a TAM suspendeu todas as vendas de passagens em Congonhas e em Guarulhos. Juntas as duas dominam 90% do mercado brasileiro. No dia seguinte ao boicote de pilotos, que se recusam a pousar na pista paulistana com chuva, Congonhas teve o dia mais fraco do ano - dos 272 vôos programados, 221 foram cancelados (81,2%) e 30 tiveram atrasos superiores a uma hora (11%). A culpa foi mais uma vez atribuída às condições climáticas: das 6 horas às 8h56, nenhum avião comercial pousou. Inicialmente, a suspensão da venda de passagens durará de 24 a 48 horas. O presidente da Anac, Milton Zuanazzi, espera que esse período seja suficiente para controlar o caos em Congonhas, com as companhias atendendo os passageiros que têm bilhetes em mãos e não conseguiram embarcar. Haverá ainda a proibição, a partir deste final de semana, de todas as operações de vôos fretados no Aeroporto de Congonhas. A restrição durante a semana já estava em vigor.A Anac ainda aproveitou para anunciar uma série de medidas que regulamentam as determinações do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) de sexta-feira. A principal medida segue a idéia de transformar o aeroporto paulistano em pista regional: todos os vôos a partir de Congonhas terão duração máxima de duas horas. Esse limite é para obrigar as companhias a usarem o aeroporto paulistano com menos carga, menos passageiros e menos combustível. Na prática, vôos a partir de Congonhas só alcançarão cidades distantes até 1.800 quilômetros. A medida, assim como as demais anunciadas, deve ser adotada até setembro.Zuanazzi lembrou que a suspensão da venda de passagens não é inédita e já foi tomada no Natal passado, quando houve outro apagão aéreo. Na época, houve suspeita de overbooking (venda de assentos acima da capacidade das aeronaves) e de excesso de vôos charters.Outra medida adotada no fim do ano pela Anac está na lista de seis providências anunciada ontem por Zuanazzi: o monitoramento do sistema de reservas das companhias. Ainda ontem, funcionários da agência voltaram a se instalar nas centrais das empresas para monitorar o atendimento aos passageiros, a venda de passagens e o comprometimento da malha. COMPANHIASA TAM suspendeu as vendas de passagens para vôos com saída ou chegada nos Aeroportos de Congonhas e Cumbica. Segundo a companhia, a medida foi tomada para que os passageiros que tiveram vôos cancelados na segunda e na terça possam ser reacomodados. A empresa continua operando hoje em Guarulhos, mas apenas para atender esses passageiros. A TAM recomendou aos passageiros com vôos marcados para São Paulo nas próximas semanas - sem urgência em viajar - que remarquem as passagens, com isenção da taxa administrativa.A Gol foi mais radical: pediu aos clientes que adiem as viagens até segunda-feira. Todos os vôos com embarque ou desembarque em Congonhas foram suspensos na terça-feira. Nos próximos dias, os passageiros serão deslocados para Cumbica, em Guarulhos.A OceanAir suspendeu a venda de bilhetes em Congonhas. A BRA informou que tinha 12 vôos em Congonhas, que foram transferidos para Guarulhos. Milton Zuanazzi também informou que o Aeroporto de São José dos Campos poderá receber os passageiros que terão de deixar Congonhas. Também são alternativas Guarulhos e Viracopos. Tânia Monteiro, BRASÍLIA, Estadão.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Quadrilha faz arrastão ao lado da sede do governo. Uma quadrilha composta por pelo menos dez homens realizou, por volta de 22h de terça-feira (24), um arrastão em um condomínio com casas de luxo no Bairro Paineiras, na região do Morumbi, na Zona Oeste de São Paulo. A rua está localizada a cerca de 300 metros do Palácio dos Bandeirantes. É a segunda vez este ano que um grupo age e assalta residências nas proximidades da sede do governo estadual. G1, SP.
TAM anuncia o cancelamento de 36 vôos para esta quarta. Devido à previsão de mais chuva para esta quarta-feira, a TAM comunicou no início desta quarta que está previsto o cancelamento de 36 vôos que partiriam do aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo), além do remanejamento de outros 25 vôos para o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo). A empresa aérea pede aos passageiros que não se dirijam ao aeroporto antes de confirmarem seus vôos, já que outros cancelamentos e alterações de vôos podem ser anunciados ao longo do dia em função do mau tempo. Folha Online.
TAM suspende venda de passagens em São Paulo. SÃO PAULO - A TAM informou na noite desta terça-feira em nota à imprensa que suspendeu as vendas para vôos com saída ou chegada nos Aeroportos de Congonhas e Guarulhos, em São Paulo. A medida ocorre para que os passageiros que tiveram seus vôos cancelados na segunda e terça-feira, devido às condições meteorológicas adversas em Congonhas, sejam reacomodados. Estadão.
À polícia, pilotos da TAM atribuem acidente do vôo 3054 à pista. Folha, Ag.AB.

TAM: Mecanismo seria consertado na noite do desastre. O reverso direito do avião que provocou o maior acidente aéreo da história do país seria consertado na noite da tragédia. A informação foi revelada pelo diretor-técnico da TAM, Sérgio Novato, e pelo vice-presidente da empresa, Ruy Amparo, em encontro com os deputados que integram a CPI do Apagão Aéreo na Câmara. O mecanismo, que ajuda a parar a aeronave no momento do pouso, estava com defeito havia quatro dias -- estava travado no momento da queda em São Paulo. Veja Online.
Fazenda de irmão de Renan é invadida. Cerca de 400 famílias invadiram na terça-feira (24) a Fazenda Boa Vista, em Murici (AL), a 60 quilômetros de Maceió. A propriedade é do deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), irmão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que é alvo de processo no Conselho de Ética. Entre os invasores, há membros do Movimento dos Sem-Terra (MST), da Comissão Pastoral da Terra (CPT), do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) e do Movimento Terra Trabalho Liberdade (MTL). A ocupação abre os protestos desta quarta (25) pelo Dia do Trabalhador Rural. Haverá passeata e ato público em Murici - cidade do clã Calheiros, governada por Renan Calheiros Filho, filho do presidente do Senado - contra a grilagem e a violência no campo. G1, AE.
Jobim já trabalha como ministro da Defesa. O novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, teve sua primeira atividade do cargo logo depois de confirmado oficialmente na pasta. Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele se reuniu nesta quarta-feira (25) com seis especialistas do setor aéreo para discutir saídas para a crise. Na audiência de cerca de uma hora, estiveram o professor da Escola Politécnica da USP, Jorge Eduardo Leal Medeiros, a presidente do sindicato nacional dos aeronautas, Graziella Baggio, o ex-presidente do sindicato José Caetano Lavorato Alves, além dos comandantes José Stuppiello, Ricardo Rodrigues Amares, ambos da TAM, e Sérgio Quito, da Gol. Antes do encontro, Jobim esteve com a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, para ouvir relatos de suas novas atribuições. Logo após a reunião, Dilma teve um encontro reservado com os presidentes da TAM, Marco Antonio Bologna, e da Gol, Constantino Oliveira Júnior. Tiago Pariz, G1, Brasília.
CPI adia votação sobre investigação na Anac. A CPI do Apagão Aéreo da Câmara deixou para o começo de agosto, após o fim do recesso parlamentar, a votação de um requerimento que determina que o Ministério da Defesa abra um processo administrativo contra a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por conta da crise no setor aéreo do país. O requerimento foi apresentado pelo deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR). O presidente em exercício da CPI, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no entanto, avisou que o pedido de investigação contra a Anac será analisado depois do recesso, quando o quórum de deputados será bem maior. "É um requerimento que precisa ser analisado pela CPI como um todo", explicou. Leandro Colon, G1, Brasília.

Teto do setor de desembarque desaba em Viracopos.

Parte do acabamento do teto do setor de desembarque do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, desabou na manhã desta quarta-feira (25). Ninguém ficou ferido. Segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), a equipe de manutenção e engenharia do aeroporto detectou que um metro quadrado de gesso do teto cedeu porque a tubulação que escoa água da chuva apresentou vazamento. A área foi isolada e funcionários trabalham para reparar o dano. G1, AE. Foto vídeo-matéria EPTV.
Lula diz ter medo de avião e que reza para não haver novos acidentes aéreos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que tem medo de voar de avião. A declaração foi dada na cerimônia de posse do novo ministro da Defesa, Nelson Jobim --que entra no lugar de Waldir Pires. "Não sei se tem alguém aqui [na platéia] que não tenha medo de avião. Eu entrego minha sorte a Deus. Entrego porque estou na mão de um comandante, de uma máquina, das intempéries que nem sempre o ser humano consegue controlar. Mesmo assim, sou medroso de andar de avião. Confesso isso publicamente porque não é vergonha de dizer que tem medo", disse Lula no discurso de posse de Jobim. O presidente disse que pede a Deus que não ocorram novos acidentes aéreos no país. Mas admitiu que isso não é uma coisa com que se pode contar. "Se pudesse pedir a Deus, pedia para ser o último acidente [com o avião da TAM, na semana passada]. Não será. Deus queira que não aconteça, mas pode acontecer em função de dezenas de coisas." Renata Giraldi, Folha Online, Brasília.
Revestimento de turbina do avião da FAB cai durante vôo. Um avião a serviço da FAB (Força Aérea Brasileira) teve parte do revestimento externo de uma das turbinas solto em pleno vôo. Em nota, a Aeronáutica informa que o avião conseguiu pousar e que nenhum ocupante ficou ferido. Segundo a Aeronáutica, o avião é uma versão militar do Boeing-707, um KC-137. Ele realizava missão de transporte de estudantes universitários do Projeto Rondon. Ainda segundo a Aeronáutica, a aeronave sobrevoava a cidade de Cruzeiro do Sul (AC) por volta das 14h40 de terça-feira (24) quando apresentou o problema. Ela retornou à cidade e conseguiu pousar. Clayton Freitas, Folha Online.

CRISE AÉREA: UMA CAIXA-PRETA (DE PANDORA?)

Airbus pousou a 250 km/h e bateu a 175 km/h
O avião da TAM que se chocou contra o prédio da TAM Express no último dia 17, tocou a pista a uma velocidade aproximada de 250 km/h, considerada normal para um Airbus A-320 lotado. No entanto, em quase 1,5 Km de pista, reduziu-a em apenas 75 km/h, atingindo o prédio da TAM Express de lado – e não de nariz, a 175 km/h. As novas informações são dos deputados da CPI da crise aérea que acompanham a análise da caixa-preta do avião nos Estados Unidos. Eles passaram duas horas no laboratório da Agência Americana de Segurança de Transportes, em Washington, e preferiram não ouvir os diálogos registrados na caixa-preta. “Primeiro porque elas são protegidas por uma convenção internacional e também em respeito às famílias nós preferimos não ouvir as gravações”, disse o presidente da CPI na Câmara, Marco Maia. Nesta terça-feira, a Polícia Civil ouviu dois comandantes que pilotaram o Airbus com o reversor da turbina direita travado e dois técnicos da Infraero que liberaram a pista pouco antes do acidente. "Segundo o relato dos funcionários da Infraero não havia lâmina d'água na pista. Ela estava molhada, mas não havia lâmina, motivo pelo qual ela foi liberada para os pousos seguintes”, disse o procurador Antonio Carlos Batista. A análise se baseou apenas no olhar, sem uso de equipamento. Os investigadores querem saber se era possível enxergar uma lâmina de água de três milímetros - o que determinaria o fechamento da pista. Três milímetros é pouco mais que a espessura de uma moeda de cinqüenta centavos. Na segunda-feira (23), o deputado da CPI do Apagão Aéreo Efraim Filho (DEM-PB) chegou a afirmar que os pilotos da TAM não teriam tentado arremeter (recuperar altitude) no momento do acidente, mas a Aeronáutica negou que qualquer informação das caixas-pretas tivesse sido divulgada. Entre as possíveis causas do acidente levantadas por especialistas até o momento estão: a pista escorregadia, versão contestada pela Infraero; o reversor direito travado, o que não impediria o uso da aeronave por 10 dias segundo TAM e Airbus; e falha humana. A pressão para acelerar a obra foi registrada na ata da audiência pública que aconteceu em 2 de abril, antes do início da reforma. O Sindicato Nacional das Empresas Aéreas manifestou a preocupação de que as obras fossem concluídas até o final de junho, antes do início da alta temporada. A pista foi reinaugurada no dia 29 de junho e bastou chover para que, pelo menos, três aviões derrapassem. G1, JG.

RENAN CALHEIROS: "ETERNO ENQUANTO DURE"

Defesa de Renan Calheiros apresenta irregularidades, diz Conselho de Ética.

Antes mesmo do início da perícia da Polícia Federal, exames feitos pelo Conselho de Ética do Senado apontam graves irregularidades na documentação apresentada como defesa pelo senador Renan Calheiros, acusado de ter gastos pessoais bancados pelo lobista de uma empreiteira. Técnicos do Conselho de Ética que estiveram em Alagoas constataram que pelo menos duas empresas compradoras de gado de fazendas do senador são fantasmas. Uma denúncia feita pelo Jornal Nacional no mês passado mostrou que estas mesmas empresas GF da Silva Costa e Carnal - Carnes de Alagoas, apesar de inexistentes, aparecem nos recibos entregues pelo senador ao Conselho de Ética. Com a confirmação dos técnicos, um dos relatores do caso, o senador Renato Casagrande, disse que o conselho poderá pedir ao Plenário do Senado que quebre o sigilo destas empresas. E cobrou uma investigação imediata das autoridades fiscais. “Essa constatação de empresa fantasma comprando gado em Alagoas é um trabalho que a própria Secretaria da Fazenda do Estado de Alagoas deve tomar providência para que verificar quem são os responsáveis pela utilização dessas empresas”, disse Casagrande. O senador Renan Calheiros afirmou, nesta terça-feira (24), que "estamos pedindo que as empresas que compraram as carnes sejam investigadas". Segundo ele, os cheques depositados na conta dele foram descontados normalmente. O Conselho de Ética fez um pedido oficial para que quatro empresas e cinco pessoas que aparecem nos recibos colaborem com a investigação apresentando notas fiscais dos negócios com o senador. Até agora, apenas o deputado Olavo Calheiros, irmão de Renan, entregou comprovantes dos negócios. A Polícia Federal enviou ofício ao Conselho de Ética informando que começará nesta quarta-feira (25) a perícia nos documentos da defesa de Renan. Ela tem o prazo de 20 dias para dizer se os papéis que o senador apresentou para comprovar sua renda agropecuária são autênticos ou não. G1, JG.

terça-feira, julho 24, 2007

XÔ! ESTRESSE [In:] LAMA À [BOM]BORDO...














[Chargistas: Ique, Marco Aurélio, Fernandes, Lézio, Lane, Nani, Erasmo, Son, Amorim, Humberto].

MINISTRO MANGABEIRA [In:] INFRAÇÃO NO CURTO PRAZO

Mangabeira estaciona carro em vaga para deficientes.


BRASÍLIA - O ministro do Planejamento de Longo Prazo, Mangabeira Unger, foi flagrado na segunda-feira, 23, num ato nada oficial. Por volta de 21 horas (portanto, fora do expediente), a bordo do carro oficial, estacionou numa vaga para deficientes de um shopping de móveis e decoração de Brasília. Flagrado pelo repórter fotográfico do Estado, ele ainda tentou despistar, fingindo rumar para outro veículo. O ministro não quis falar com a reportagem e pouco depois o carro saiu da vaga proibida e foi buscá-lo. Mangabeira assumiu a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo em 19 de junho. Ex-crítico do governo Lula, que em 2005 classificou de "o mais corrupto da história", assim que assumiu ele nomeou seus primeiros assessores em cargos de DAS-5 (Direção de Assessoramento Superior), com salário de R$ 8.400 mensais, mais mordomias. Sua secretaria, com status de ministério, conforme frisa, tem ainda outros 79 cargos de nível DAS e 34 Funções Gratificadas, criadas por medida provisória. Estadão, foto matéria Pablo Valadares/AE.

RENAN CALHEIROS [In:] "ETERNO ENQUANTO DURE"




Renan Calheiros (PMDB-AL) aproveita o recesso parlamentar para tentar reverter a atmosfera de suspeição que lhe rói o prestígio. Nos últimos dias, enviou a um grupo de senadores e jornalistas uma nova peça de defesa. Chama-se “O Dossiê Ignorado”. A despeito do nome, não contém um mísero dado desconhecido. Além de batido, o “dossiê” de Renan é seletivo. Mostra o que convém e esconde o que remanesce sem resposta. Por exemplo: incorpora, em anexo, as seis folhas resultantes da perícia feita em sua documentação pela Secretaria de Controle Interno do Senado. Mas não faz desconhece as 20 páginas da vistoria que a Polícia Federal realizou no mesmo papelório. As duas perícias foram encomendadas pelo Conselho de Ética. Foram feitas em escassas 48 horas. O trabalho do Senado, mais superficial, limitou-se a atestar a “autenticidade” dos papéis apresentados por Renan. A análise da PF, embora preliminar, detectou 20 “inconsistências” nas transações bovinas do senador. E pediu prazo de 20 dias para aprofundar a averiguação. No último sábado (21), a PF recebeu parte da documentação a ser perscrutada. Pediu mais papéis. Deve recebê-los até quinta-feira (26). Só então começará a contar o novo prazo. O “dossiê” de Renan foi elaborado pela banca advocatícia Eduardo Ferrão-Baeta Neves, contratada pelo senador. Sustenta, em essência, que a representação do PSOL contra Renan “é sustentada por recortes de notícias”, enquanto “a defesa do senador é sustentada por documentos”. Anota: “Essa defesa tem sido ignorada”. São listados no documento dados que, longe de ser ignorados, foram fartamente noticiados. A principal tese repisada no texto é a de que Renan dispunha de recursos próprios para bancar a pensão alimentícia da filha nascida da relação extraconjugal com a jornalista Mônica Veloso. Não precisaria, portanto, servir-se nem a recursos da Mendes Júnior nem de Cláudio Gontijo, diretor da construtora. No capítulo “Provas Contábeis”, o “dossiê” de Renan volta a mencionar a origem do dinheiro do senador. Sua principal fonte de renda seria a venda de bois: R$ 1,9 milhão entre 2003 e 2006. É justamente sobre essas transações que se debruçaram os peritos do Instituto de Criminalística da PF. Levantaram-se dúvidas eloqüentes. A “nova defesa” de Renan não contrapôs nenhum dado capaz de afastar os questionamentos. São três os principais questionamentos levantados pela PF: 1) ausência de notas fiscais que comprovem a venda de 244 cabeças de gado no ano de 2004; 2) divergências entre as notas fiscais e GTAs (Guia de Trânsito Animal, documento exigido para o transporte dos bois); 3) indícios de inidoneidade nas empresas que, segundo Renan, adquiriram bois de suas fazendas. Pelas contas preliminares da PF, resultou sem comprovação a venda de 1.060 bois. Em dinheiro, corresponde a cerca de R$ 1 milhão, mais da metade do faturamento que o presidente do Senado diz ter tido com os seus negócios agropecuários. O silêncio do dossiê de Renan sobre esses questionamentos pode ser um prenúncio da disposição do senador de questionar o aprofundamento da perícia da PF. O documento da polícia vai fundamentar a decisão do processo contra o senador no Conselho de Ética, que volta a trabalhar em 1º de agosto, depois do recesso. Em privado, Renan e sua tropa de choque afirmam que, sem autorização expressa do STF, a PF não pode investigar o presidente do Senado. Ouvido pelo blog, o ministro Tarso Genro (Justiça) diverge desse entendimento. Afirma que a PF está apenas atendendo a uma solicitação da Mesa do Senado, por provocação do Conselho de Ética. A análise dos documentos não constitui, na opinião de Tarso, uma investigação clássica. Daí a desnecessidade de autorização do Supremo. Folha Online, Escrito por Josias de Souza.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Companhias aéreas fizeram pressão por reforma rápida em Congonhas.


A ata de uma audiência pública realizada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) em abril deste ano revela a pressão das companhias aéreas brasileiras por uma reforma rápida da pista principal do Aeroporto de Congonhas. Os representantes das empresas pediram que as obras fossem entregues antes do final de junho, quando começam as férias escolares e aumenta o movimento de aeronaves. A Infraero nega que tenha havido ingerência política ou comercial na reforma. A pista principal de Congonhas é a mesma utilizada na terça-feira (17) pelo Airbus da TAM que não conseguiu concluir o pouso e colidiu com um prédio, matando ao menos 189 pessoas -foi o mais grave acidente da história da aviação brasileira. Fabio Schivartche, do G1, em São Paulo. Foto AE.

TAM cancela 68 vôos previstos para decolar de Congonhas nesta terça.


A TAM anunciou na noite de ontem o cancelamento de 68 vôos previstos para decolar hoje no aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo). Outros 22 vôos serão desviados para o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo). O cancelamento se deve ao mau tempo em São Paulo e à conseqüente impossibilidade de reparação de buracos na pista principal do aeroporto, que deverá ser liberada hoje, mas operará apenas quando estiver seca. (...) Uma canaleta que dá vazão à água da pista principal do aeroporto de Congonhas cedeu e causou um deslizamento de terra na cabeceira da pista na noite de ontem. Segundo a Infraero, a canaleta se rompeu porque o Airbus-A320 da TAM que caiu na última terça-feira (17) passou sobre ela antes de bater no prédio da TAM Express. Devido à chuva que atinge São Paulo, a canaleta não agüentou o fluxo de água e acabou cedendo. Folha Online, foto Apu Gomes/Folha Imagem.
'Ranhuras' começam a ser feitas nesta quarta, diz Infraero. O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, informou que as ranhuras (grooving) na pista principal do Aeroporto de Congonhas, que aumentam o atrito com a aeronave, começam ser feitas nesta quarta-feira (25). Segundo ele, duas máquinas serão usadas para que as ranhuras estejam prontas em no máximo 20 dias. A chuva, afirmou o brigadeiro, não atrapalha o serviço, que será feito à noite. José Carlos Pereira explicou que a Infraero está terminando os reparos na pista principal de Congonhas, que sofreu danos com a perícia da Polícia Federal concluída na segunda-feira (23). Tão logo os buracos estejam tapados, a pista será reaberta, o que não depende das ranhuras, afirmou. Lísia Gusmão, G1, Brasília.
Cabeceira de Congonhas pode ter novos deslizamentos com chuva forte. Técnicos que fazem vistoria na cabeceira da pista principal do Aeroporto de Congonhas, que deslizou no final da tarde de segunda-feira (23), dizem que há riscos de novos deslizamentos caso uma chuva forte atinja a região, segundo informações da Defesa Civil.Além da Defesa Civil, participaram da vistoria no barranco o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a Prefeitura de São Paulo e a Infraero. Ainda não há um laudo conclusivo dessa avaliação que acontece nesta terça-feira (24). O capitão Mauro Lopes, porta-voz do Corpo de Bombeiros, afirma que o deslizamento “está contido” no momento, mas não descarta o risco de a terra ceder novamente. “As medidas emergenciais estão tomadas. A chuva é um risco, mas temos lonas no local e um dique de contenção. Não chovendo forte, não há problema”, afirmou. G1, SP.
CPI poderá divulgar informações sobre caixa de voz nesta 3ª. feira. SÃO PAULO - O relator da CPI, deputado Marco Maia (PT-RS), deverá divulgar ainda nesta terça informações sobre a caixa de voz que foi analisada por técnicos da Aeronáutica. As informações são do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente em exercício da CPI, já que o Maia está acompanhando a análise das caixas-pretas nos Estados Unidos. Gustavo Porto, da Agência Estado.
Deputados querem colocar microchip em portadores do HIV na Indonésia. A província indonésia de Papua estuda uma lei que obrigue os portadores do Vírus de Imunodeficiência Humana (HIV), que provoca a Aids, a serem identificados com um microchip. Com o método, os deputados regionais pretendem acompanhar melhor o comportamento sexual e as atividades dos soropositivos, para lutar contra a expansão da doença, informou, nesta terça-feira (24), o jornal "The Point". "Precisamos tomar decisões para acelerar a luta contra a Aids em Papua", disse o deputado John Manansang. Ele opinou que a medida servirá para detectar com maior precisão o número real de infectados. G1, EFE.

"CAIXA-PRETA": UMA CAIXA DE PANDORA?

Deputados e FAB divergem sobre dados da caixa-preta
WASHINGTON - A divulgação das primeiras informações sobre a investigação da caixa-preta do Airbus A320 da TAM, que explodiu na terça-feira passada, no Aeroporto de Congonhas, foi desencontrada, nesta segunda-feira, 23. Os deputados da CPI do Apagão Aéreo que acompanham a análise dos dados afirmaram que as primeiras informações indicam que o piloto não tinha condições de arremeter no final da pista. A Aeronáutica, no entanto, tratou de desmentir todas as declarações dos deputados. Oficialmente, nenhum dado foi divulgado. Segundo o deputado Marco Maia (PT), dados extraídos do gravador de dados de vôo e análise dos técnicos da Aeronáutica no local mostram que o avião estava em trajetória descendente no final da pista, e não ascendente, não tinha velocidade, bateu com as rodinhas da frente nas muretas e derrapou. "Quando a aeronave chegou à cabeceira, não fez trajetória de quem tentava levantar vôo – ele foi reto e caiu", diz Maia. No desmentido da FAB, o chefe do Centro Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), brigadeiro Jorge Kersul Filho, contestou a informação de que o piloto não teria tentado arremeter. E a FAB, em nota à imprensa, afirmou que os representantes da Aeronáutica em Washington não passaram nenhuma informação sobre a caixa-preta para os deputados. A caixa-preta de dados está sendo examinada no Conselho Nacional de Segurança de Transportes (NTSB, na sigla em inglês), desde sexta-feira. Representantes da Aeronáutica, entre eles o Coronel Fernando Camargo, da TAM e da Airbus, além de técnicos da NTSB, participam das investigações. Maia e o deputado Efraim Filho (DEM-PB) reuniram-se com os representantes da Aeronáutica no domingo à noite, durante cinco horas, para passar aos deputados informações colhidas no NTSB.
Para ser conclusiva a hipótese de que o piloto não estava tentando arremeter, ainda precisam ser analisadas na caixa de dados as informações sobre a frenagem, isto é, determinar se o piloto estava freando no final da pista. De acordo com os deputados, integrantes da CPI do Apagão Aéreo que estão em Washington para acompanhar as investigações, serão analisados de 35 a 40 parâmetros dos 580 registrados no gravador de dados. Segundo o coronel Camargo, a caixa de dados estava intacta e terá 100% de aproveitamento das informações. Já a caixa de voz, que começou a ser analisada nesta segunda-feira, pode estar danificada por causa de superaquecimento, embora o coronel acredite que o equipamento esteja conservado. A falta de ranhuras na pista e a chuva também são fatores que estão sendo investigados pelos técnicos. "Ficou bem claro que a pista é um fator contributivo, que não tinha condições de segurança adequadas", disse Efraim. "Não ter o grooving e as ranhuras (sic) podem ter dificultado a aderência." Mas apesar de terem participado da mesma reunião, os deputados não chegaram a um acordo. "Com todo respeito ao colega, eu não concordo com o deputado Efraim", disse Maia. "Simplesmente, eles não descartam a hipótese de a pista ter contribuído par o acidente, não se trata de fator determinante", disse Maia. Maia também não foi tão taxativo como Efraim - enquanto o deputado da oposição afirmava que o piloto não tentou arremeter, Maia dizia não ser possível ter certeza disso. Os deputados ainda não conseguiram entrar no NTSB. Esperam entrar nesta terça-feira. A terceira hipótese levantada pelos técnicos da Aeronáutica, ainda segundo os deputados, é uma falta de sincronização entre o computador de bordo e os dados inseridos pelo piloto. Piloto precisa inserir dados no computador para pousar, arremeter. Às vezes, há uma falta de sincronização do computador ou o piloto não insere os dados, ou comete algum erro na inserção. Essa foi a causa de um acidente com um Airbus em Le Bourget, em 1988. Essa falta de sincronização poderia ter levado a aeronave a não responder a algum comando do piloto. A previsão é que o trabalho de extração de dados das caixas-pretas seja concluído até o final da semana. Patrícia Campos Mello, do Estadão. Foto Patrícia Campos Mello/AE.

CRISE AÉREA & APAGÃO II [CINDACTA-4]

Apagão aéreo é exemplo de lamaçal político.


A tragédia do Airbus da TAM continua gerando um péssimo noticiário internacional para o Brasil, e com toda justificativa. Faz parte do debate político brasileiro tentar dissociar cada um dos componentes da crise aérea e tomá-los como fatos isolados. É a postura adotada pelas autoridades, mas não é assim que a crise brasileira é vista lá fora.Associações de internacionais de pilotos e de controladores têm sido acidamente críticas em relação ao Brasil e é difícil, do ponto de vista de um leigo, retirar-lhes considerável dose de razão. Apenas países africanos em guerra civil sofreram um apagão em seus céus como o que foi registrado por falha (até agora, segunda (23) à noite, não totalmente esclarecida) no sistema de radares de cobre a Amazônia e alguns dos principais “portões” aéreos de entrada para aviões que vem das Américas Central e do Norte.É comum em países do Hemisfério Norte, na Europa e nos Estados Unidos, confusões em aeroportos causadas por fatores climáticos. O aeroporto de Heathrow, em Londres, por exemplo, passou fechado vários dias no meio do último inverno por culpa de neblina, provocando cenas de tumulto inéditas para viajantes europeus (infelizmente, já rotineiras para passageiros brasileiros).Rio e São Paulo são os principais centros urbanos brasileiros, mas permanecem virtualmente separados por um oceano quando chove em São Paulo. Mesmo nos piores invernos, é difícil imaginar que não haja tráfego aéreo entre os aeroportos mais próximos do centro em Nova York e Washington. Há apenas um ano esse tipo de ocorrência – caos causado pelo clima – não se registrava na Ponte Aérea Rio-São Paulo. A lógica diante dos fatos impõe a conclusão de que alguma coisa grave está acontecendo.Não ajudou, do ponto de vista da imagem internacional do País, o comportamento dos investigadores dos últimos acidentes. O primeiro, o da Gol, permanece sem resposta oficial – quando se pode supor que dados técnicos não faltam para esclarecer o que aconteceu para levar um Boeing e um Legacy a se chocaram a 11 quilômetros de altitude. Enviar sucata no lugar de uma caixa preta talvez desperte em mentes críticas a idéia de que os investigadores não foram cautelosos o suficiente.A ânsia com que as autoridades brasileiras querem enxergar em possíveis causas técnicas a causa exclusiva do acidente dá a dimensão do tamanho do dano político que elas sabem que já sofreram. A “politização” da tragédia é o fator mais temido pelos que realmente pretendem entender o que aconteceu. Talvez seja essa politização, praticada a partir do Planalto (a ausência do presidente durante três é sua expressão mais eloqüente), o que tenha impedido até agora que se conclua oficialmente o que aconteceu na primeira tragédia.Repito o que escrevi na última coluna: o apagão aéreo é, antes de mais nada, um excelente exemplo de políticos e administradores preocupados sobretudo consigo mesmos. E, se alguma imagem pode ser emblemática, então a do deslizamento de terra na cabeceira do aeroporto de Congonhas nesta segunda (23) – sim, aquela imagem de que tudo vai se esvaindo em lama. William Waack, G1. Imagem vídeo-matéria.

segunda-feira, julho 23, 2007

XÔ! ESTRESSE [In:] "O ÓBVIO U-LU-LAN-TE!"







[Chargistas: Mariosan, Quinho, Iotti, Willy, Sponholz, Frank, Benett].

MINISTRO DOS ESPORTES [In:] HOJE, A BURGUESIA "CHEIRA" *


O comunista que quer privatização

O terno alinhado é bem diferente do jeans com camiseta – vermelha – dos anos 90, quando liderava, na presidência da UNE, passeatas e protestos por todo o Brasil. Mas o ministro dos Esportes, Orlando Silva, 36 anos, parece à vontade na indumentária de autoridade. Circula com o sorriso largo e o inconfundível sotaque baiano por palácios, ruas e arenas esportivas do Rio de Janeiro como representante do governo federal nos Jogos Pan-Americanos. Responsabiliza o prefeito César Maia pelas vaias ao presidente Lula na cerimônia de abertura do Pan e aconselha os cariocas a eleger, em 2008, um substituto mais antenado com os governos federal e estadual para facilitar os investimentos em transportes necessários à candidatura do Rio à sede da Olimpíada de 2016. Cobra, ainda, que o PT retribua os apoios já recebidos do PCdoB e se junte à candidatura de Aldo Rebelo a prefeito de São Paulo no ano que vem. Ao mesmo tempo que reitera convicções ideológicas de seu partido, o PCdoB, o ministro demonstra adaptação aos novos tempos e defende a concessão dos grandes estádios para serem explorados pela iniciativa privada.
ISTOÉ – Para um país com tantas carências, gastar R$ 3,5 bilhões em uma competição não é luxo? Orlando Silva – Tivemos investimentos importantes em segurança e em instalações, um legado fantástico para o Brasil. O Rio é uma cidade olímpica, com capacidade para sediar qualquer grande evento. Temos arenas com padrão internacional e isso fica, com uma promoção fantástica do Brasil no Exterior. Tudo isso volta, com o turismo, um ativador da economia. Já estamos conquistando campeonatos mundiais, como o de judô, o de futebol de salão e a final da Liga Mundial de Vôlei, no ano que vem, e os Jogos Mundiais Militares, que reunirão cinco mil atletas em 2011 no Rio, tudo isso em função das instalações do Pan. O que isso gera de empregos e oportunidades não tem preço.
ISTOÉ – Como evitar que as instalações virem elefantes brancos após o Pan? Silva – Elas servirão ao desenvolvimento do esporte brasileiro. Serão centros nacionais de treinamento para várias modalidades. Alguns equipamentos, como o Maracanãzinho ou a Arena Multiuso, pelo perfil que têm, deverão ter uma funcionalidade para além do esporte. Aí vale a pena pensar em um modelo de gestão diferenciado, que permita concessão para que empresas privadas gerenciem e promovam atividades de forma permanente. Isso garante a sustentabilidade.
ISTOÉ – O Maracanã também deve ser entregue à iniciativa privada? Silva – Houve um tempo, sobretudo na ditadura, em que havia toda uma manipulação, instrumentalização política do esporte. Isso permitiu o gigantismo nas construções esportivas, mas não cabe mais. Parte dessas estruturas ficou como mico nas mãos dos Estados, subutilizados, com gestão comprometida pela política. Abrir concessão para o setor privado explorar esses espaços, especialmente os multifuncionais, tiraria ônus do Estado e permitiria sua otimização, sem pressão política.
ISTOÉ – O governo não estaria inflando a conta do Pan ao incluir gastos em obras permanentes?
Silva – Esses investimentos estão no documento “matriz de responsabilidades”, assinado pelos três níveis de governo em abril de 2004. Me causa espécie a prefeitura contestar números que subscreveu. É uma bobagem sem fim discutir isso.
ISTOÉ – Mas essa conta não mascara os números, dando a impressão de que o Pan ficou quatro vezes mais caro? Silva – A proposta original previa só a segurança patrimonial das instalações, um valor insignificante. Mas reconhecemos uma situação complexa e não podíamos perder a oportunidade. Claro que teria de ser feito um dia, mas foi feito para o Pan. Um item que salta aos olhos é uma guerra de números que não tem sentido. O que importa é que o País tire lições e cuide para que, da próxima vez, haja uma harmonia maior entre os níveis de governo. Só com muitas mãos se faz uma obra dessas.
ISTOÉ – O jogador cubano Rafael Capote quer asilo político do Brasil. Deve tê-lo? Silva – Conheço Cuba, estive lá algumas vezes. É emocionante o esforço do Estado cubano para garantir a segurança alimentar, o acesso à educação, saúde e esporte, para que a juventude construa perspectivas. Esse jovem deve ter uma série de ilusões quanto às possibilidades de viver fora de Cuba. No caso dele, não se trata de asilo político porque ele não é um perseguido. Ao contrário, teve a oportunidade de se desenvolver. Espero que ele tome juízo e volte para os seus.
ISTOÉ – Depois de ter desertado, ele poderá voltar a Cuba sem risco de parar no paredão?
Silva – Essa história de paredão pertence a outro período da história cubana, duro, de enfrentamento na pós-revolução. Hoje a situação é um pouco diferente. Provavelmente há muito mais gente indo para o paredão nos Estados Unidos do que em Cuba.
ISTOÉ – O Rio tem chance de sediar a Olimpíada de 2016? Silva – Claro. O sucesso do Pan é importante para mostrar capacidade. É evidente que itens graves exigem atenção, como o transporte, metrô e trem. O Rio tem uma malha ferroviária que pode ser sofisticada.
Por AZIZ FILHO, IstoÉ Online.
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(*) Em "oposição" a expressão de Cazuza: "A Burguesia fede". [Cazuza - Burguesia Cazuza/George Israel/Ezequiel Neves].

ANÕES DO ORÇAMENTO: "QUEM LEMBRA???"


Branca de neve na cadeia

Ela comia filé mignon com pó de ouro. Em um de seus aniversários, chegou a servir 720 garrafas de champanhe Möet & Chandon. Comprou uma bolsa Louis Vuitton original só para carregar a cadelinha Babi. Sapatos? Nada menos que 160 pares. Vestidos? Gucci. A empresária Wilma Guimarães era assim. Drag queens animavam as baladas na mansão do Lago Sul, onde os convidados eram recepcionados sobre 30 tapetes persas cobertos – ela tinha fixação – com pó de ouro.
Wilma transformou-se em símbolo dos “emergentes” – uma Vera Loyola candanga. Mas agora, aos 45 anos, a ex-dama da noite brasiliense tem novo endereço: a Penitenciária Feminina de Brasília. A empresária foi condenada pelo Tribunal Regional Federal a seis anos de prisão por ter se utilizado de “laranjas” para criar contas bancárias e legalizar a propina do principal “anão” do Orçamento, o exdeputado João Alves, morto em 2004. “Acho um absurdo tudo o que estou passando”, diz Wilma. “Eu fiz mesmo, estou pagando, mas está parecendo que sou a maior bandida.”
A Penitenciária Feminina é conhecida por Colméia. Lá, a socialite brasiliense divide cela com outras 15 presidiárias. “Estou comendo a quentinha do presídio, a xepa”, diz Wilma. “A comida é muito gostosa, por sinal, todo dia tem carne diferente.” Esta semana, a Vara de Execuções Penais de Brasília autorizou Wilma a trabalhar durante o dia. “Mas eu estou dormindo na Colméia”, diz ela. O presídio fica a 35 quilômetros do centro da capital, na cidade satélite do Gama. Acostumada a andar de Mercedez-Benz e a posar em fotos ao lado de uma Ferrari vermelha, a visão que a emergente tem da janela da cadeia é de um grande matagal descampado e uma cidade empoeirada ao longe. Wilma diz que nunca foi maltratada pelas outras presas, mas que não tem privilégios: “Não tem nenhuma regalia. Me tratam como todas as outras. Não está fácil, não é brincadeira, estou passando uma vergonha tremenda.”
Ela gasta o tempo escrevendo um livro, cujo nome será escolhido entre ‘Penitenciária Feminina’ e ‘Socialite na Cadeia’. Espécie de penitência. Uma de suas vítimas é Robson Esteves da Silva, ex-motorista da família que acaba de ganhar indenização de R$ 30 mil da socialite por ter tido o nome utilizado para abrir contas bancárias. A empresária movimentou R$ 9,3 milhões só no nome de Robson. “Ela pediu que eu assinasse um documento e depois descobri que tinha contas bancárias no Banco Boston, dinheiro no Paraguai e na Argentina”, diz o motorista.
Robson não foi o único. Wilma utilizou a conta bancária de sua empregada Joaquina Ribeiro dos Santos para movimentar R$ 9 milhões. A assinatura de Wilma também apareceu em cheques em nome de Raimundo Nonato da Silva Coelho, sem o conhecimento do rapaz, que foi usado como “laranja”. Quem também foi condenado pelo mesmo esquema é o ex-marido de Wilma, o empresário Sílvio Magalhães Soares Neto. Apesar de cumprir a condenação em regime aberto, ele parece não viver o processo de autopenitência da ex-mulher. “Por que você não vai para o raio que o parta?”, disse Sílvio ao ser procurado pela reportagem. “Vem aqui na minha casa que eu quero quebrar sua cara.” Dona Menta, a empregada da casa, contemporiza: “O problema todo foi o envolvimento da Wilma com esse negócio de emergente. O marido a achava meio desvairada.” IstoÉ Online, HUGO MARQUES.

CRISE AÉREA: O CONSUMIDOR PAGA A CONTA [SEMPRE!!!]

Depois de medidas, previsão de alta nas tarifas dos vôos

Os preços das passagens aéreas deverão subir em função das medidas anunciadas na sexta-feira para tentar solucionar o caos aéreo no país. A avaliação é dos próprios integrantes do governo federal, que discutiram o assunto numa reunião nesta segunda-feira, no Palácio do Planalto. Além do aumento nas passagens, o governo prevê uma série de transtornos aos passageiros em função da redução do número de vôos no Aeroporto de Congonhas. De acordo com reportagem do site do jornal Folha de S. Paulo, as conseqüências das medidas anunciadas pelo governo foram discutidas em encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os ministros da coordenação política. Os integrantes da reunião defenderam a redução dos vôos mesmo que isso signifique custo maior para os passageiros -- o governo diz estar priorizando a segurança dos usuários do sistema de aviação civil do país. Conforme os ministros e auxiliares de Lula, as companhias aéreas terão gastos adicionais em decorrência das restrições em Congonhas. O custo extra nas operações deve ser repassado aos passageiros. Além de restringir os pousos em Congonhas, o governo determinou que os aviões que usarem o aeroporto precisarão reduzir o peso -- ou seja, baixar o número de assentos e, por conseqüência, tornar mais caras as passagens. O governo promete realizar reuniões periódicas sobre a crise aérea. Veja Online.

REVISTA ÉPOCA: ENQUETE NACIONAL ("on line")

De quem é a culpa pelo acidente com o Airbus da TAM?


Do governo federal e da Infraero, que deveriam ter concluído as reformas da pista de Congonhas
62%


Do piloto do Airbus, que calculou mal a descida
4%



Da chuva, que deixou a pista encharcada e prejudicou a visibilidade do piloto
1%


Da TAM, que colocou gente demais no avião e deveria ter cuidado melhor da manutenção da aeronave
15%


Ninguém teve culpa. Foi uma tragédia
17%


Total de votos: 1.605 [16h05min].


Fonte: Revista Época. http://revistaepoca.globo.com/

DESASTRE VÔO 3054/TAM: UMA ANÁLISE INTERNACIONAL


Para FT, acidente da TAM é 'desastre envolvido em farsa'
Com o título "Desastre envolvido em farsa", o texto começa dizendo que "é difícil decidir qual das ações do governo após o pior desastre da história da aviação brasileira é mais representativa da incompetência de sua resposta a uma crise que já durava pelo menos dez meses". O jornalista pergunta, em seguida: "terá sido a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não aparecer em público até três dias depois do acidente ou a de não fazer nenhuma declaração nas primeiras quatro horas (sua mensagem de condolências chegou depois, por exemplo, do que aquela do presidente Néstor Kirchner da Argentina)?" O texto segue listando uma série de críticas ao governo, citando o fato de que o ministro da Defesa Waldir Pires negou ter responsabilidade pelo acidente repetidas vezes e afirmando que ele deveria ter sido afastado do cargo em setembro do ano passado, após o acidente com o avião da Gol que deixou 154 mortos. O artigo fala ainda do fato de os diretores da Anac, a Agência Nacional de Aviação Civil, terem sido condecorados "quando deveriam receber reprimendas ou as demissões que merecem" e comenta ainda o episódio da filmagem que registrou o momento em que o assessor especial da presidência Marco Aurélio Garcia comemorava a notícia de um possível problema mecânico na aeronave. A conclusão do correspondente é que "qualquer que seja a causa do acidente, ele era uma tragédia esperando para acontecer". "A extrema necessidade de um governo mais eficiente no Brasil nunca esteve tão clara." BBC Brasil, foto matéria.

UNIÃO & IMÓVEIS [In:] "CUSTO BRASIL"

União desperdiça bilhões com 4.823 imóveis vagos em todo o País

Como resultado de décadas de descaso, falhas administrativas e muita burocracia, o governo federal tem desperdiçado um patrimônio bilionário em imóveis. De acordo com informações da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), encarregada de gerenciar esses terrenos e edificações, existem 4.823 imóveis vagos em poder do governo, espalhados por todo o País, um capital sem uso. A maioria é de imóveis dominiais - uma categoria que inclui, por exemplo, terrenos de propriedade da Marinha. No total, o governo detém 534.764 imóveis dominiais, dos quais 4.252 estão vagos. Entre os chamados imóveis de uso especial, cedidos a órgãos de governo para serem usados como parte de sua estrutura administrativa, 571 permanecem sem uso - de um total de 28.850. É da soma dessas duas categorias que se origina os 4.823 imóveis que, sob guarda-chuva da União, estão vagos há anos, onerando os cofres públicos com despesas ininterruptas de manutenção. Em decorrência da fiscalização precária ou até mesmo inexistente, a desocupação deu origem a outro problema: uma parcela desse patrimônio tem sido alvo de ocupações irregulares. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) realizada apenas nos imóveis de uso especial indica que os 571 terrenos e edificações vagos representam, juntos, um patrimônio desperdiçado de R$ 2,6 bilhões. Mesmo sem nenhuma serventia, causam despesas de manutenção que chegam a R$ 250 mil por ano, segundo informações do ministro Valmir Campelo, relator do processo no TCU.“Sugiro que a União se desfaça de parte desses imóveis”, diz ele. “Se fossem vendidos 30 deles, teríamos uma receita da ordem de R$ 800 milhões.”Uma série de falhas em vistorias técnicas, que deveriam ser realizadas periodicamente nesses imóveis, foi detectada pela auditoria. Ela também apontou a dificuldade da SPU e das Gerências Regionais do Patrimônio da União (GRPUs) para conduzir esse trabalho de forma adequada. O relatório destaca, no entanto, que não se trata de simples ineficiência. A SPU, segundo o documento, “sofre com a carência crônica de recursos financeiros, materiais e de pessoal, o que se reflete em uma grave incapacidade operacional e administrativa”. Apesar dos números desalentadores, a secretária do Patrimônio da União, Alexandra Reschke, insiste em dizer que a atual situação pode ser comemorada. Além de reafirmar os problemas decorrentes da falta de pessoal e de recursos para a instituição, ela observa que o quadro melhorou em anos recentes. “Isso é extremamente positivo se comparado ao que víamos quando assumimos”, afirma Alexandra, que ocupa o cargo desde o fim de 2003. A secretária não soube informar, no entanto, quantos imóveis estavam vagos naquela época. Justificou-se dizendo que somente na atual gestão foram iniciados os trabalhos de recadastramento e de formação de equipes de fiscalização: “Esta gestão está tomando pé da situação e buscando alternativas, mesmo que isso signifique receber notícia ruim.” Os imóveis controlados diretamente pela União não são os únicos em situação de abandono. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) detém, sozinho, cerca de 5.500 imóveis vagos, segundo levantamento do Ministério das Cidades. E o órgão não tem nenhum interesse em manter 1.071 deles, de acordo com o coordenador do Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais do ministério, Renato Balbim. O INSS firmou um convênio com a pasta para tentar se desfazer das unidades. Mas, em quatro anos, só conseguiu liberar sete imóveis. “Havia um conjunto de leis que emperrava o processo para dar a esses imóveis uma função social”, explica Balbim. Ainda segundo suas informações, a situação melhorou um pouco em junho passado, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 11.481 - que trata de temas relacionados à regularização fundiária e também da concessão de imóveis públicos para fins de moradia. Um dos casos mais conhecidos do descaso do poder público é o do antigo prédio do INSS, na Avenida Nove de Julho, região central da capital paulista. O edifício, abandonado, foi atingido por um incêndio e acabou ocupado em 1997 pelo Fórum de Cortiços, movimento por moradia de São Paulo. Segundo Balbim, só agora o prédio foi liberado para um projeto social e deverá dar origem a 117 habitações.Clarissa Oliveira

RENAN CALHEIROS: NADA A TEMER?




O presidente do PMDB, Michel Temer (SP), disse ao blog que o partido “não irá condicionar o apoio a Lula” ao desfecho do Renangate. Acredita, segundo afirmou, que Renan Calheiros (PMDB-AL) “conseguirá comprovar documentalmente a veracidade de suas informações”. Mas ressalva: “Na hipótese de o Renan ser malsucedido, o que não desejamos, não há razão para que isso signifique o rompimento ou a redução da relação institucional do partido com o governo”. O PMDB não está sendo excessivamente discreto no apoio ao presidente do Senado? Para Temer, não. “Muitos dizem: ‘O partido não está apoiando o Renan’. Eu, de fato, registro: estou tomando muito cuidado com isso, para não parecer interferência indevida. O que digo é que nos esperamos um julgamento justo, equilibrado. Muito possivelmente, em face desse equilíbrio, achamos que o Renan pode sair-se bem”. Não seria o caso de o PMDB emitir uma nota de apoio a Renan? Temer acha, de novo, que não. “Não é preciso nota. Tenho declarado que cofiamos que ele comprovará a veracidade de suas informações. E o Renan não me pediu nota. Teve a delicadeza de nunca pedir apoio explícito”. Nos últimos anos, Temer e Renan freqüentaram o noticiário como adversários na condução dos destinos do PMDB. No penúltimo embate, Renan, capitão do grupo do Senado, se opôs à recondução de Temer, ponta-de-lança da ala da Câmara, ao comando do partido. O contencioso tonifica a suspeita de que Temer e seu grupo estão torcendo pela derrocada do rival. Algo que o deputado se apressa em negar. Em privado, Temer disse a Renan: “Não quero que possa parecer que estou desfrutando desse episódio. Pelo contrário. Estou constrangido com essa sua situação. Quero dizer a você o seguinte: todas as vezes que achar que precisa de mim, você me convoque”. E isso já aconteceu algumas vezes. Logo que irromperam as denúncias de que teria utilizado dinheiro de uma empreiteira para custear a pensão alimentícia do filho de uma relação extraconjugal, Renan discursou no Senado. Pediu a Temer que estivesse presente. Foi atendido. Noutra ocasião, Renan solicitou a Temer que participasse de uma reunião com os advogados dele. O pedido foi, de novo, acolhido. Numa terceira oportunidade, Temer assumiu o papel de conselheiro de Renan. Deu-se na semana que antecedeu o início do recesso parlamentar. O Congresso se reuniria, em sessão conjunta da Câmara e do Senado, para votar a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Deputados da oposição armaram um protesto contra Renan. Sentindo o cheiro de queimado, Temer aconselhou o senador a eximir-se de presidir a sessão. Renan manifestou o receio de que a oposição tripudiasse sobre sua ausência. Em contato com os líderes partidários e com oposicionistas mais exaltados –Fernando Gabeira (PV-RJ) e Chico Alencar (PSOL-RJ), por exemplo—Temer costurou um armistício. E Renan não deu as caras na sessão. A falta evidenciou a debilidade de sua condição política. Mas livrou-o de protestos constrangedores. A tese de que uma eventual condenação de Renan poderia envenenar as relações do PMDB com o governo Lula é invocada, nos subterrâneos, por partidários de Renan. Temer, porém, afasta a possibilidade: “O governo não está trabalhando contra o Renan. O que se vê, na verdade, é que o governo o está apoiando. Portanto, seja qual for o desfecho do episódio, isso não altera a relação do partido com o governo”. Escrito por Josias de Souza, Folha Online. Foto matéria Valter Campanato/ABr.

CAIXA-PRETA: UMA CAIXA DE PANDORA?

AIRBUS: Caixa-preta danificada dificulta ação de peritos:


Os peritos da Aeronáutica encarregados de desvendar as causas do maior acidente aéreo do País têm enfrentado dificuldades para acessar os dados da caixa-preta do Airbus A320. O forte impacto com o prédio da TAM Express e a exposição ao fogo danificaram a estrutura metálica que envolve o cartão de memória - “cérebro” do equipamento. Segundo fontes militares, antes de fazer a leitura será preciso desmontar por completo as caixas-pretas. “Numa situação normal, é possível conectar cabos e fazer um download”, explica um oficial da Força Aérea Brasileira (FAB). “Mas, nesse caso, será preciso retirar o chip.” Embora seja mais trabalhosa, diz ele, a tarefa não deve atrasar a conclusão dos trabalhos - prevista para quarta-feira. Após a coleta dos dados, os peritos terão de selecionar quais dos mais de 100 parâmetros monitorados pelo Flight Data Recorder (gravador de dados) são importantes para elucidar o desastre. Já o trabalho de degravação do Cockpit Voice Recorder (gravador de voz) deve se concentrar nos 5 minutos que antecederam a explosão. Militares acreditam que parte das respostas sobre o comportamento do Airbus na pista de Congonhas possa ser explicada pelas conversas mantidas na cabine. A leitura do gravador de dados está sendo feita desde sexta-feira nos laboratórios do National Transportation Safety Board (NTSB), em Washington, sob a supervisão de oficiais do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). O gravador de voz chegou no sábado. Hoje, os deputados Marco Maia (PT-RS) e Efraim Filho (DEM-PB), da CPI do Apagão, vão ao NTSB para tentar acompanhar os trabalhos. Eles querem garantir que os dados “cheguem ao Congresso rapidamente e não se percam na burocracia”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. G1, AE. Chargista Glauco.

CINDACTA-4 [In:] "TORRE DE BABEL"

Situação poderia ter provocado nova tragédia, diz controlador

Uma pane ocorrida ontem em dois geradores de energia do Cindacta-4 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo), em Manaus, obrigou os controladores de vôo do centro a trabalharem no escuro e a fazerem contato com órgãos de controle de aproximação por meio de seus telefones celulares. Apenas duas linhas de telefones fixos funcionaram durante a pane elétrica, segundo um controlador disse à Folha. Rádios e radares ficaram inoperantes. Com medo de retaliações, ele pediu para não ter o nome publicado. Ele disse que, após a falha, ocorrida por volta das 23h30, o sistema de "backup" geradores de reserva não funcionou. Segundo o controlador, a situação precária poderia ter levado a uma nova tragédia. A energia só foi retomada por volta das 2h. O Cindacta-4 cuida do controle do tráfego aéreo no Amazonas, Roraima e Mato Grosso e em parte do Pará. Funciona como "porta de entrada" do país, responsável por 90% do tráfego aéreo que evolui dos Estados Unidos e da América Central. Segundo o relato do controlador, havia 45 aeronaves sem condições de comunicação sobrevoando a região no momento da pane. "Tínhamos apenas dois telefones fixos, que funcionam em casos de emergência, para 12 controladores. A maioria dos contatos com outros órgãos de controle [de aproximação] em Belém, Manaus e Santarém, foi feita pelos nossos celulares." De acordo com o controlador, um avião ABSA Cargo Airline, de rota internacional, entrou no sistema sem contato com os radares e, a partir de Manaus, deveria trocar de altitude e não o fez, passando a sobrevoar a área na contramão. "A exemplo do que aconteceu com o Legacy [que colidiu com o Boeing da Gol no ano passado], poderia ter havido uma tragédia. A aeronave passou por Manaus sem contato e seguiu em nível incorreto. Só conseguimos fazer contato com a Venezuela para avisar da situação e a Venezuela foi quem teve que desviar as outras aeronaves do jato", disse. Para garantir a segurança dos vôos, o controlador disse que a idéia era fechar o espaço aéreo. "Queríamos separar as aeronaves que já estavam voando e, do nosso setor, mandar que todas pousassem." A rota de aeronaves seria desviada e os aviões que estavam em Manaus não poderiam decolar. Mas, segundo o controlador, houve resistência do comando do centro a essa medida. "O tenente-coronel Leonidas Medeiros de Araújo Jr., que é o subcomandante do Cindacta-4, ordenou que não fechássemos o espaço aéreo porque ninguém poderia saber o que estava acontecendo", disse. "Ele ameaçou prender os controladores caso não cumpríssemos as medidas. Estava tudo escuro e ele passou a dar as ordens com uma lanterna." Ele contou que, para que o espaço aéreo não fosse fechado, o subcomandante determinou que um grupo de cinco controladores se deslocasse à antiga torre de comando onde antes funcionava o centro de controle em Manaus e passasse a se comunicar por meio de um rádio de alta freqüência que não era utilizado desde 2002. "A divisão técnica da Aeronáutica está negligenciando a manutenção de equipamentos. O sistema está doente e as autoridades teimam em não reconhecer. O problema de falta de 'backup' já tinha sido anunciada e não fizeram nada." O comandante do Cindacta-4, coronel Eduardo Carcavalo, afirmou que não há negligência por parte da Aeronáutica em relação à manutenção dos equipamentos de geração de energia. Segundo ele, as declarações feitas à Folha pelo controlador ouvido pela reportagem são "irresponsáveis". "Nossos equipamentos estão em ótimas condições", disse. De acordo com o comandante, os geradores de energia funcionaram, mas, por algum motivo que ainda será investigado, não fizeram a conexão com o Cindacta-4. Isso levou o comando a acionar o "plano de degradação", utilizado quando ocorre falhas no sistema. Ele afirmou que os controladores são treinados para agir nesses casos e negou que tenha havido conflito entre comando e controladores em razão do deslocamento de uma equipe para a sala com rádio de alta freqüência. Negou ainda que controladores tenham sido ameaçados de prisão. "Somos treinados para utilizarmos os meios disponíveis. Isso é um procedimento comum. Prova de que tudo funcionou bem foi que as aeronaves conseguiram pousar, contatos com outros centros foram feitos e o plano foi executado com tranqüilidade." Ele disse ignorar que os contato tenham sido feitos por meio de celular. Carcavalo afirmou que ainda é cedo para apontar culpados pela pane. "Garanto que a Aeronáutica vai relatar exatamente tudo o que aconteceu. Não queremos esconder nada." MATHEUS PICHONELLI, da Agência Folha.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Kassab promete praça em local do desastre para homenagear vítimas. Durante a missa de sétimo dia a em homenagem às vítimas do acidente com o vôo 3054 da TAM o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), afirmou que o local do desastre receberá uma praça.
(...) Segundo Kassab, a área deverá ser desapropiada pela administração municipal. Ele não deu detalhes de quando isso ocorrerá. Folha Online.
"Verdade virá à tona", diz LULA sobre o acidente da TAM. SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira ter certeza de que a verdade sobre o acidente com o Airbus A320 da TAM, que deixou na semana passada cerca de 200 mortos, virá à tona. ara Lula, no entanto, somente uma investigação poderá apontar os responsáveis pelo pior desastre da história da aviação brasileira.
"Não existe hipótese alguma da verdade não vir à tona. Se o problema foi da chuva, se o problema foi da pista, do avião, se o problema era do piloto", disse ele em seu programa semanal "Café com o Presidente". (Por Henrique Melhado Barbosa), G1.
Controladores de Manaus dizem que estão sendo tratados como terroristas. A suspeita de que a interrupção do fornecimento de energia elétrica no Cindacta-4, no sábado, tenha sido resultado de sabotagem é uma forma de desviar a atenção para os problemas do centro de Manaus e jogar a opinião pública contra os controladores, afirmou neste domingo um militar ouvido pela Folha. (...) "Somos tratados como perigo em potencial e vivemos sob tortura psicológica. Estão tentando nos incriminar, tratar a gente como terrorista, e colocar, num primeiro momento, a opinião púbica contra os controladores. Depois, vão dizer que houve mesmo falha técnica. Eles [comando e Aeronáutica] sabem que as causas da pane são a falta de manutenção nos equipamentos, por pura negligência." MATHEUS PICHONELLI, da Agência Folha. http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u314209.shtml
Para presidente da Infraero, decisão da TAM é "jogada de marketing". O presidente da Infraero (estatal que administra os aeroportos no país), brigadeiro José Carlos Pereira, considerou "jogada de marketing" a decisão da TAM em transferir pousos de Congonhas (zona sul de São Paulo) para Guarulhos (Grande São Paulo) nesta segunda-feira. Pereira afirmou ter pousado e decolado "centenas de vezes" da pista auxiliar de Congonhas quando atuava como piloto. "E voava com máquinas muito inferiores a essas de hoje", disse. Ele disse, entretanto, que em dias com chuva e ventos fortes o piloto precisa tomar cuidado "redobrado". "Situações como neve, chuva e ventos fortes são comuns para quem está no manche. É para isso que os pilotos são treinados. É óbvio que situações como essas requerem cuidados especiais", disse. Clayton de Freitas, Folha Online.
Politização da caixa preta em Washington. Os deputados da CPI do Apagão Marco Maia, do PT, e Efraim Filho, DEM, que estão em Washington acompanhando as investigações da caixa preta do airbus, têm tido como principal atividade vazar para os jornalistas informações sobre os trabalhos da comissão do Cenipa e dos técnicos americanos. Cada um com seu viés. O democrata informa que a pista voltou a aparecer como uma das possíveis causas do acidente, já que ficou claro que o piloto não arremeteu. Já o petista Maia diz que uma das hipóteses investigadas é a de o computador de bordo, que controla todos os movimentos da aeronave, ter falhado. Ou ter recebido informações erradas ou contraditórias do piloto e do co-piloto. Blogdosblogs.ig.com

JORNAL "O ESTADO DE SÃO PAULO": ENQUETE NACIONAL ("on line")

Qual é a marca do governo Lula?

Crise aérea
951 votos - 6%

Desempenho da economia
1.035 votos - 6%

Corrupção
13.506 votos - 79%

Políticas sociais
16.29 votos - 10%

Total: 17.121 votos [08h27min].

CRISE AÉREA: INGERÊNCIA EXTERNA

Pane provoca reação no exterior

Autoridades, executivos de empresas aéreas brasileiras e entidades internacionais ouvidos ontem pelo Estado já dão como certa a reação de companhias estrangeiras diante de mais um apagão no controle de vôo no Brasil, ocorrido no sábado. Para a Federação Internacional dos Controladores Aéreos (Ifacta, na sigla em inglês), o Brasil precisa, com urgência, aceitar uma intervenção internacional para começar a resolver a crise. A entidade insiste em que o governo “não tem capacidade” de resolver a crise sem ajuda da comunidade internacional, já que está “preso” num debate político interno. “Chegou o momento de o governo aceitar que o plano de reforma precisa ser proposto e elaborado fora do Brasil. Muitos governos já fizeram isso no passado, inclusive o da Suíça, depois de um choque de aviões em 2003”, alertou Marc Baumgartner, presidente da entidade, em Genebra. “O Brasil precisa entender que apagão ocorre num país a cada 15 anos. Não uma vez por mês.” Para Baumgartner, o tema já se tornou uma preocupação internacional, já que empresas de todo o mundo têm sua reputação colocada em risco quando voam para o Brasil. “Uma empresa estrangeira não se pode dar ao luxo de ter sua imagem arranhada por um acidente.” O presidente da Agência Nacional de Avião Civil (Anac), Milton Zuanazzi, admitiu que espera reclamações das companhias estrangeiras que tiveram seus vôos afetados pelo blecaute no Cindacta-4, em Manaus. “Qualquer prestação de serviço não completada gera reclamação. Isso é natural”, disse. “O que ocorreu não é incomum. Isso ocorre até nos Estados Unidos. Quando eles invadiram o Iraque houve cerceamento do espaço aéreo, assim como depois do 11 de setembro. Sempre se deve privilegiar segurança.” O apagão ocorreu durante o horário de pico de viagens entre Brasil e Estados Unidos. Por três horas, controladores fecharam o espaço aéreo e desviaram quase 20 vôos saídos de cidades americanas, como Nova York, Miami e Dallas. Os aviões tiveram de retornar aos pontos de origem ou fazer escalas não previstas em lugares tão distantes como San Juan (Porto Rico) e Santiago, Chile. Além deles, um vôo saído da Colômbia teve de pousar em Bogotá. Não bastasse o efeito cascata internacional, a pane provocou confusão em aeroportos dos EUA, por causa dos passageiros retidos. “Estava num vôo de Miami para o Rio na sexta-feira que teve que voltar, e agora ficarei parada em Miami até terça à noite”, disse, à Associated Press, uma das prejudicadas, Lisa White. Procuradas pelo Estado, empresas afetadas pela pane, como American Airlines e Delta Airlines, não se manifestaram sobre o assunto. Mas fontes de entidades de aviação afirmaram que companhias que operam no Brasil estão revendo normas de vôo. Relatórios elaborados pelos pilotos que voaram no País nos últimos dias apontam que praticamente todos eles passaram a adotar procedimentos de segurança equivalentes aos das rotas para a África, considerada a região mais perigosa do mundo. As medidas incluem a recomendação para que pilotos não voem exatamente na rota determinada, mas alguns metros ao lado esquerdo, para evitar choques no ar. Os relatórios apontam vários riscos - o mais citado é a comunicação precária com centros de controle. Além da demora para receber informações, outro problema mencionado é a incapacidade dos controladores de prever o tempo de permanência no ar de aeronaves até que elas sejam autorizadas a pousar. O apagão também provocou apreensão em outros países sul-americanos. O jornal argentino La Nación ressaltou que a falha no radar que cobre o Amazonas “aumentou o pânico de voar no Brasil”. O Clarín destacou que, com a pane, controladores “choravam, desesperados”. No Paraguai, o Departamento Nacional da Aeronáutica Civil (Dinac) abriu processo contra a TAM por incidentes registrados no Aeroporto Guaraní, em Ciudad del Este. Segundo o relatório do Dinac, um avião da TAM aterrissou no local sem autorização da torre em 26 de março, enquanto o Guaraní estava fechado por falta de visibilidade. No dia 29 de junho, outro avião decolou do aeroporto sem autorização.O jornalista do The New York Times Joe Sharkey, passageiro do Legacy que se chocou com o Boeing da Gol em 2006, episódio que marcou o início da crise aérea, citou a pane ontem em seu blog. “Martelo na piora do caos da aviação porque autoridades brasileiras criminosamente escolheram para bodes expiatórios dois pilotos americanos enquanto insistiam ridiculamente em que o controle de tráfego aéreo e os sistemas de aviação brasileiros são seguros.” “Chegou o momento de o governo aceitar que o plano de reforma (do controle aéreo) precisa ser proposto e elaborado fora do Brasil”Marc BaumgartnerPresidente da Ifatca“. Qualquer prestação de serviço não completada gera reclamação. Isso é completamente natural. Isso ocorre no mundo inteiro” Milton Zuanazzi, Presidente da Anac. Estadão, JAMIL CHADE, ARIEL PALACIOS e MARCELO GODOY.

domingo, julho 22, 2007

A HORA DO "ÂNGELUS"

[Vemos neste Salmo de Davi uma verdadeira profissão de Fé, bem como uma forte conexão com os versículos citados de I Coríntios (1:9) e Deuteronômio (7:9)].


Salmos, [22:1-6]; [23:1-6]

1.
O Senhor é meu pastor, nada me faltará.
2.
Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes,
3.
restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome.
4.
Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo.
5.
Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça.
6.
A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias.



I Coríntios, [1:9]

9.
Fiel é Deus, por quem fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.



Deuteronômio, [7:9]

Saberás, pois, que o SENHOR teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos.

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Fonte: Bíblia Sagrada.