PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quinta-feira, maio 24, 2007

XÔ! ESTRESSE [In:] OPERAÇÃO BRA$ÍLIA: S.U.S. OU S.O.S.?




[Chargistas: Pater, Mariano, Dalcio].

OPERAÇÃO NAVALHA: MUITO É POUCO!

Gravações revelam ação da máfia das obras para incluir 6 projetos no PAC.
A Operação Navalha interrompeu, segundo a Polícia Federal, um esquema de corrupção que estaria em curso para incluir no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) uma série de obras não previstas no projeto original. Os grampos das conversas telefônicas exibem o intenso esforço de Flávio Henrique Candelot, funcionário da Construtora Gautama, para conseguir alterar locais previstos para obras ou incluir novos empreendimentos no PAC.Segundo a PF, houve negociações em torno de pelo menos seis obras em São João de Meriti (RJ), Maceió (AL), Camaçari (BA) e nos Estados do Amapá e Piauí. A Gautama já participa da licitação para as obras da transposição do Rio São Francisco.O avanço da máfia das obras sobre o PAC se explica: lançado em 22 de janeiro, é o carro-chefe do segundo mandato do governo Lula e prevê investimentos de R$ 503,9 bilhões até 2010. Só em recursos diretos da União, serão R$ 113,8 bilhões.Em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, o objetivo da Gautama era incluir as favelas de Parque Juriti e Morro do Pau Branco na série de obras de urbanização do programa. Em Maceió, Candelot não conseguiu a inclusão da macrodrenagem do Tabuleiro do Martins, que está paralisada por causa de uma série de irregularidades. Segundo a PF, Rodolpho Veras, filho do dono da Gautama, Zuleido Veras, “conversam sobre a necessidade de novas obras da Prefeitura de Camaçari no PAC e a necessidade de elaborarem um plano de trabalho”, que “deverá ser aprovado pelo Ministério das Cidades e pela Caixa Econômica Federal”. A área que mais interessava à máfia das obras era a que o governo federal intitulou de “infra-estrutura social e urbana”, onde serão investidos R$ 170,8 bilhões até 2010. Só para saneamento, uma das especialidades da Gautama, serão destinados R$ 40 bilhões. Outra área de cobiça, a de infra-estrutura hídrica, terá R$ 12,6 bilhões.É nessa rubrica que está a principal obra do PAC, a transposição do Rio São Francisco - empreendimento de R$ 6 bilhões. No início do mês, a Gautama candidatou-se na licitação para um dos 14 lotes, no valor de R$ 275 milhões. O resultado da disputa deverá ser anunciado em agosto.Em Camaçari (BA), de acordo com a PF, a Gautama já negociava pagamento de propinas para vencer uma licitação no valor de R$ 11,5 milhões. As conversas mostram também o interesse da construtora em ampliar as obras do PAC no Amapá e Piauí, mas não indicam quais seriam esses empreendimentos.A Controladoria-Geral da União (CGU) estuda uma saída jurídica para declarar a Gautama inidônea, o que impediria a construtora de participar das licitações do PAC ou de outra obra pública com verbas federais. “Estamos estudando com base na Lei 8.666, a Lei de Licitações. Estudando se a declaração de um ministério, por exemplo, geraria efeito para todas as nova licitações”, explicou o controlador-geral, Jorge Hage. Estadão. Luciana Nunes Leal, BRASÍLIA

HIDRELÉTRICA TUCURUÍ: MST (VALE TUDO!)

Exército negocia desocupação de usina no PA.

Cerca de 400 homens do Exército chegaram na manhã desta quinta-feira (24) à hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, para ajudar na desocupação da usina. Na manhã de quarta-feira (23), 600 integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragem, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Via Campesina ocuparam as instalações da segunda maior hidrelétrica do país. O Exército está reunido com os manifestantes para negociar a retirada pacífica. Os invasores, porém, dizem que só deixam a usina se representantes do Ministério das Minas e Energia forem até o local. Eles ameaçam incendiar a sala de controle. O protesto começou na madrugada de quarta-feira. Depois de bloquear uma estrada em Tucuruí, os manifestantes entraram em confronto com a Polícia Militar. Um dos militantes foi atingido por uma bala de borracha e o grupo decidiu invadir a usina. Primeiro, eles derrubaram o portão. Depois, um manifestante jogou uma bomba caseira. Durante a invasão, quebraram vidros e seguiram para a sala de máquinas da usina. Até a sala de controle foi ocupada durante o dia. Os manifestantes pedem investimentos em saúde, educação e em programas de renda para famílias que foram desalojadas para a construção da hidrelétrica. A Eletronorte informou que até a noite de quarta-feira não houve qualquer prejuízo na produção nem na transmissão de energia. A Justiça já concedeu a reintegração de posse. G1, SP.

MINAS E ENERGIA: PMDB, LULA & DILMA

PMDB indica Márcio Zimmermann para vaga de Silas Rondeau.

O PMDB, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, indicou Márcio Zimmermann, atual secretário de Desenvolvimento e Planejamento Energético do Ministério das Minas e Energia para ministro no lugar de Silas Rondeau, que deixou o cargo na última terça-feira, 22, por conta do escândalo da máfia das obras. Rondeau é acusado de receber R$ 100 mil de propina em troca de favorecimento da empreiteira Gautama, pivô do esquema. Um dia depois de aceitar a demissão do ministro Rondeau, da cota do PMDB, Lula disse aos senadores José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL) que a vaga de ministro de Minas e Energia continuaria a ser do PMDB. Lula pediu a eles um candidato de perfil técnico, como Rondeau. Os dois senadores não perderam tempo e indicaram Zimmermann. Zimmermann é técnico e fez carreira na Eletrosul e Eletrobrás. É muito ligado à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Foi levado para o governo em 2004, quando Dilma ainda era ministra de Minas e Energia. A Secretaria de Desenvolvimento Energético foi criada especialmente para ele. De acordo com políticos ligados a Sarney e a Renan, a decisão de escolher Zimmermann ocorreu porque os dois senadores verificaram que não tinham nenhum técnico com a qualificação exigida pelo presidente Lula para substituir Rondeau. Como o cargo terá muito peso, resolveram adotar a indicação de Zimmermann. Estadão, João Domingos.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Militantes do MST bloqueiam 39 rodovias em nove Estados. Militantes de movimentos sociais bloquearam hoje trechos de rodovias em pelo menos nove Estados, em protesto contra a emenda 3, a política econômica do governo federal e as propostas de reformas trabalhista e da Previdência. Segundo o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), ao menos 39 rodovias em nove Estados (SP, RJ, MG, ES, GO, SE, AL, PE e PB) foram bloqueadas durante o dia. A Polícia Rodoviária Federal confirmou que houve protestos nesses Estados, mas não o número de estradas bloqueadas. Ag. Folha.

POLÍTICA NACIONAL SOBRE ÁLCOOL: SEM ESSA DE "ZECA-FEIRA" !!!

Governo mira cerveja em medidas antiálcool.

O governo lançou nesta quarta-feira (23) a Política Nacional sobre Álcool, numa iniciativa de reduzir o consumo e os danos à saúde. As medidas afetam principalmente a indústria da cerveja, que passa a ser considerada como bebida alcoólica, e pode ter a publicidade controlada. “É considerada bebida alcoólica aquela que contiver 0,5º Gay-Lussac ou mais de concentração, incluindo-se aí bebidas destiladas, fermentadas e outras preparações, como a mistura de refrigerantes e destilados, além de preparações farmacêuticas”, consta do texto do decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo passa a incentivar a regulamentação, o monitoramento e a fiscalização da propaganda e publicidade de bebidas alcoólicas. O público alvo dessa medida são os jovens. Para que tenha efeito é necessária uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já em estudo. “Na questão da propaganda, existe a dimensão do horário, que é um problema porque você não pode expor crianças a esse tipo de publicidade. E tem a questão do conteúdo, ou seja, de que maneira a publicidade está vendendo para a sociedade um determinado estilo de vida, uma determinada maneira de olhar a bebida”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, após cerimônia no Palácio do Planalto. Está previsto no decreto o estimulo à ações para restringir os pontos de venda, retirando-as de distribuidoras, supermercados e atacadistas. Segundo dados do Gabinete de Segurança Institucional e da Secretaria Nacional Antidrogas de 2005, 74,6% da população brasileira de 12 a 65 anos consumiram, pelo menos uma vez na vida, alguma bebida alcoólica. Nesta faixa etária, 12,3% são dependentes do álcool. Sobre os dados de 12 a 17 anos, 54,3% experimentaram alguma bebida e 7% são dependentes. G1, Tiago Pariz.

OPERAÇÃO "OCTOPUS": DE NAVALHA EM NAVALHA...

PF apura esquema da Gautama dentro da Polícia Federal.

Investigações da Operação Octopus, que deu origem à Operação Navalha, revelam que a máfia das obras avançou na própria Polícia Federal. Grampos, fotos e filmagens indicam que o dono da Construtora Gautama, Zuleido Soares Veras, buscava dentro da PF a sustentação para o esquema de corrupção, direcionamento e superfaturamento de obras públicas. Por meio do ex-superintendente da PF na Bahia Joel Almeida de Lima e do advogado e lobista Francisco Catelino, Zuleido teria criado uma rede de amigos importantes na polícia. Desses contatos a quadrilha obteria informações sigilosas, chegando a marcar data e local para depoimentos, e receberia orientação de como se posicionar durante uma investigação. Curiosamente, foi a PF um dos órgãos públicos que alimentaram o crescimento da Gautama. A empreiteira recebeu da corporação cerca de R$ 70 milhões para construir seus prédios em Brasília e São Paulo. O relatório parcial da Operação Navalha diz que foram identificadas ligações entre um grupo de empresários especializados em fraudar licitações e policiais, apontando “indícios de prática de crimes de corrupção passiva, violação de sigilo funcional e prevaricação”. A lista envolve nomes de peso na PF, como os dos então superintendentes no Ceará, João Batista Paiva Santana, em Sergipe, Rubem Patury, e na Bahia, Paulo Bezerra, atual secretário de Segurança do Estado, assim como o do delegado regional Antônio Cesar Nunes, hoje superintendente na Bahia. Procurados na quarta-feira, eles não foram localizados. Lima e Catelino são apontados como responsáveis pelos “atos de corrupção ativa”, servindo como ponte entre os empresários e policiais de vários Estados. As investigações acabaram frustradas após o vazamento de informações de dentro da PF. Numa das escutas telefônicas, Lima e Catelino acertam a transferência de um depoimento que Zuleido teria que dar à PF em São Paulo. Em 30 de setembro, por exemplo, Zuleido pergunta a Lima se recebeu o documento em que é convocado para depor na PF. Lima diz: “Já está tudo resolvido. Eu já tratei ontem com a escrivã Cida, em Brasília, e você vai ser ouvido aqui. Pode ficar tranqüilo que não precisa comparecer dia 3.” No mesmo diálogo, Zuleido relata que um empresário parceiro seu teria sido convocado para depor em São Paulo: “Eu queria ver como poderíamos fazer para orientá-lo, mesmo que por telefone.” Lima responde: “Por telefone é complicado.” Outro relatório da PF revela pedidos de dinheiro para Zuleido: “Em 2 de dezembro de 2005, Patury solicitou R$ 7 mil para sua festa de posse como superintendente.” Exemplo da participação da PF no esquema é visto em uma das conversas entre Zuleido e o ex-delegado Joel de Almeida Lima. Poderia ser só um diálogo de instrução entre advogado e cliente, mas na verdade é uma aula de como um empresário suspeito deve se comportar durante uma oitiva policial para não levantar suspeitas.
No dia 30 de setembro de 2005, Zuleido liga para Joel e lê as perguntas que serão feitas a um empresário paulista parceiro em seus negócios, que havia sido intimado a depor. Depois de falar quais perguntas seriam feitas (sabe-se lá, como foram obtidas), Joel dá sua aula: "se ele recorda dos fatos: ele tem que dizer que sim, porque se ele participou do evento (licitação) ele não vai negar porque senão vai ficar parecendo que tá dirigido. Tem que dizer que recorda que participou em tal época, tratando de tal obra; Se ele se recorda dos fatos: Como não foi coisa pequena, se ele dizer que não se recorda, eu acho até capcioso; Se ele lembra do nome da vencedora: Evidentemente, ele tem que dizer que sim, porque se ele recorda dos fatos, recorda da vencedora; Se ele recorda do tipo de direcionamento: ele tem que dizer que não porque foi um processo lícito em que todos participaram em igualdade de condições e a que teve melhor preço foi a que venceu". Joel conclui a aula orientando para que o parceiro mantenha a calma: "quando o delegado for para as perguntas finais é que ele tem que ter o equilíbrio para não se desesperar. Qualquer coisa não me recordo e não sei. Coisa que sabe e está na dúvida que vai dar complicações, não me recordo, não sei, para não comprometer nem um nem outro. Não precisa de detalhes porque é sempre comprometedor". Estadão, Ricardo Brandt e Tiago Décimo.

PETROBRÁS: PELA NÃO INSTALAÇÃO DA "CEARÁ STEEL" (SERÁ?)

Petrobras diz que é inviável instalação da Ceará Steel.

Em encontro com parlamentares da bancada do Nordeste na sede da CNI (Confederação Nacional da Indústria), em Brasília, na manhã desta quarta-feira, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que o projeto de implementação da Ceará Steel é inviável para a empresa. É a primeira vez que a Petrobras se posiciona contrária à construção da primeira grande siderúrgica das regiões Nordeste e Norte, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, a 60 km de Fortaleza (CE). Anteriormente a estatal alegava que havia uma defasagem muito grande entre o preço do gás firmado no termo de intenções com as empresas que formam o empreendimento siderúrgico e o preço de mercado. O encontro de Sérgio Gabrielli com os parlamentares foi para anunciar o investimento de R$ 28,5 bilhões que a Petrobras fará no Nordeste entre 2007 e 2010. No programa anunciado, estão projetos de gás natural, geração de energia, distribuição e refino de petróleo. Questionando pelo deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE) sobre a implementação da Ceará Steel, o presidente da Petrobras alegou que o projeto é inviável e que não interessa para a estatal este investimento. "Para que [...] estabeleça uma usina siderúrgica é necessário a existência de três condições. A existência da matéria-prima, do redutor [tecnologia para reduzir aço em placa ou chapa] e do mercado que vai consumir. E o Ceará não tem as três coisas", disse Gabrielli. Para o presidente da Petrobras, a solução para resolver o problema é trazer mecanismos que diminuam a diferença entre o custo e o que a usina pode pagar. "É necessário que haja uma divisão dessa diferença entre as parcelas. Nós estamos propondo que o fornecedor da matéria-prima, do equipamento, o comprador e a Petrobras reparta parte desses custos", disse o presidente da Petrobras.Em entrevista à Folha Online, o deputado federal Raimundo Gomes de Matos disse que vai se reunir com o senador Inácio Arruda (PC do B-CE) e pedir para que a bancada do Nordeste tome uma posição sobre o caso. O deputado tucano também disse ainda que vai pedir explicações à Comissão de Minas e Energia da Câmara. "Como vice-líder do partido irei entrar com um requerimento na Comissão de Minas e Energia para convocar o ministro [Minas e Energia], o presidente da Petrobras e os investidores para que expliquem a real situação do caso", disse Matos. O café da manhã reuniu 40 deputados e senadores. Entre os parlamentares estavam os deputados Inocêncio Oliveira (PR-PE), José Carlos Aleluia (DEM-BA), Walter Pinheiro (PT-BA), Edigar Mão Santa (PV-BA), e o senador Albano Franco (PSDB-SE).Da bancanda cearense, participaram os deputados Raimundo Gomes de Matos (PSDB), padre Zé Linhares (PP), Ariosto Holanda (PSB), Arnon Bezerra (PTB), pastor Flávio Bezerra (PMDB), Gorete Pereira (PR), Mauro Benevides (PMDB), José Airton Cirilo (PT) e Chico Lopes (PC do B). Folha Online, Márcio Diniz.

CPI MISTA: [In:] OPERAÇÃO NAVALHA. [MELHOR "GUILHOTINA"?]

Senador diz já ter obtido assinaturas para CPI.

O senador José Nery (PSOL-PA) anunciou em plenário que conseguiu na noite desta quarta-feira (23) as 27 assinaturas de senadores necessárias para criar uma CPI Mista (Câmara e Senado) sobre a Operação Navalha, da Polícia Federal, que desmontou um esquema de fraudes em licitações públicas. Faltam agora atingir as 171 assinaturas da Câmara para que o pedido de CPI seja protocolado. Segundo deputados responsáveis pela coleta de assinaturas, há, por enquanto, 140 no requerimento da CPI. A expectativa é que o restante seja obtido até o início da próxima semana. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que também preside o Congresso, avisou em plenário que vai respeitar o regimento ao receber esse requerimento: verificar se a CPI tem fato determinado, ler sua criação e abrir prazo para os líderes indicarem seus membros. Renan, aliás, chegou a dizer que assinaria o pedido, mas, até agora, não registrou seu nome no requerimento. O presidente do Senado tem sido alvo de especulações depois que seu nome apareceu na investigação da PF sobre a Operação Navalha por suas ligações com o empresário Zuleido Veras, dono da Gautama, construtora que seria o pivô do esquema. Renan, porém, tem negado qualquer envolvimento com isso. G1, Leandro Colon, Brasília.

quarta-feira, maio 23, 2007

XÔ! ESTRESSE [In:] "VALETES!"




[Chargistas: Liberati, Solda].

MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA: PMDB vs PT

PMDB pressiona governo para manter Minas e Energia.

A cúpula do PMDB teme perder o Ministério de Minas e Energia, especialmente porque a definição passa pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A saída do ministro Silas Rondeau, na terça-feira, depois de ser apontado pela Polícia Federal como suspeito de ter recebido, dentro do próprio ministério, R$ 100 mil de propina da Construtora Gautama, dividiu os peemedebistas nos últimos dias. Padrinho da indicação de Rondeau, o senador José Sarney (PMDB-AP), ao saber que o PT está de olho na pasta, já apresentou como candidatos ao cargo os nomes de José Antonio Muniz, ex-presidente da Eletronorte, hoje na iniciativa privada, e de Astrogildo Quental, atual diretor econômico e financeiro da empresa. Sarney foi o primeiro a defender que Rondeau deixasse o ministério, ainda que a título de afastamento. O presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), discordavam da demissão súbita, sem antes articular o sucessor do PMDB. Diante dos sinais de que a saída era irreversível, Sarney se mobilizou para tentar manter o espaço do partido à frente de Minas e Energia. Renan e Sarney se encontraram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na terça-feira à tarde para uma conversa reservada. Foi neste encontro, conta um dirigente do PMDB, que Sarney tratou da sucessão de Rondeau. Convencido de que seu ministro teria de ser “sacrificado”, Sarney sugeriu outros nomes. Setores do PMDB entenderam a pressa de Sarney como tentativa de livrar-se do desgaste político do apadrinhamento de um suspeito de tomar propina. Ao mesmo tempo, a cúpula do partido levantou a suspeita de que, em meio à operação policial, havia também uma operação política de setores do PT para enfraquecer a dupla Renan-Sarney. A despeito da disputa entre o PMDB do Senado e a bancada da Câmara por cargos do segundo escalão, peemedebistas de todas as alas defenderam a manutenção de Minas e Energia na cota dos senadores. Silas Rondeau entregou às 20h15 de terça-feira sua carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na carta, ele diz que deixa o cargo para se defender das "descabidas e injustas inverdades". Na carta, o ministro demissionário diz: "A injustiça que recaiu sobre a minha pessoa leva-me a solicitar a vossa excelência minha exoneração, a fim de melhor proteger minha pessoa, minha família, minha honra, minha história e permitir ao governo que siga com todas as energias voltadas para o crescimento do País". Mais tarde, em nota, ele afirmou que a decisão de deixar o cargo teve o objetivo de evitar "que a imagem do governo seja de algum modo afetada". O secretário-executivo do ministério, Nelson Hubner, assume interinamente o cargo. Estadão.

SILAS RONDEAU [In] NEGO!

Investigado pela PF, Silas Rondeau oficializa pedido de demissão a Lula.

Investigado pela Polícia Federal, o ministro Silas Rondeau (Minas e Energia) entregou nesta terça-feira uma carta pedindo demissão do cargo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido foi oficializado quase que ao mesmo tempo no Palácio do Planalto e no Ministério de Minas e Energia. No Palácio, foi divulgada a carta com o pedido de demissão de Rondeau. Já o ministério divulgou uma nota em que Rondeau reafirma sua inocência e afirma que deixa o governo para impedir que o setor energético seja prejudicado. Ele afirma ainda querer evitar que a imagem do governo seja de algum modo afetada.Antes disso, a saída dele já tinha sido anunciada no Congresso pelo senador José Sarney (PMDB-AP), que indicou Rondeau para o cargo.Rondeau era apontado como beneficiário do suposto esquema de fraude das licitações para realização de obras públicas.O esquema começou a respingar em Rondeau quando a PF prendeu durante a Operação Navalha Ivo Almeida Costa. Ele era assessor especial do gabinete do ministro.A PF recolheu fitas gravadas por câmeras do serviço de segurança do Ministério de Minas e Energia. As imagens mostram uma funcionária da Gautama, Fátima Palmeira, entrando no ministério pelo elevador privativo no dia 13 de março. Ela carrega um envelope de cor parda, no qual a PF acredita que estavam R$ 100 mil.Diretora financeira da Gautama, Palmeira se dirige até o andar do gabinete de Silas Rondeau. Lá, encontra-se com o assessor do ministro. Antes de oficializar sua saída, Rondeau esteve reunido à tarde com Lula. O encontro foi interrompido para Lula se encontrar com representantes da Fetraf e com o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social). BastidoresO destino de Rondeau e a ocupação do Ministério de Minas e Energia foram discutidos hoje pela cúpula do PMDB do Senado. Por volta do meio-dia, Sarney e Renan Calheiros (PMDB-AL), articuladores da indicação de Rondeau, conversaram com Lula sobre a permanência dele no cargo. A Folha Online apurou que o partido no Senado articula para continuar com o comando do ministério caso Rondeau deixe o cargo. No encontro, Sarney teria defendido que Rondeau entregasse o cargo para se defender das acusações fora do governo. Apesar da recomendação, o senador teria dito acreditar na inocência de Rondeau --assim como o restante da cúpula do partido no Senado. Os demais peemedebistas defenderam que ele permanecesse na pasta para provar sua inocência dentro do governo. A avaliação do grupo é que o ministro pode ser vítima de uma ação de partidos governistas interessados na pasta, uma vez que o Ministério de Minas e Energia é responsável por investimentos elevados e reúne estatais de peso sob sua coordenação. Folha Online.

SILAS RONDEAU: "RODOU!"

Investigado na máfia das obras, Rondeau pede demissão.

SÃO PAULO - O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, não resistiu às pressões e entregou seu cargo nesta terça-feira, 22, três dias depois de ser apontado pela Polícia Federal como suspeito de haver recebido, dentro do próprio ministério, R$ 100 mil de propina da Construtora Gautama - a maior beneficiada pelo esquema de desvio de recursos público por meio de fraudes em licitações. Na carta em que pediu demissão, Rondeau diz que deixou o cargo para se defender e que ficará à disposição do presidente.
Por meio de nota, Rondeau destacou que tomou esta decisão "para impedir que o setor energético, fundamental para o desenvolvimento do País, seja prejudicado e que a imagem do governo seja de algum modo afetada". O ministro reafirma "completa e absoluta inocência" em relação às denúncias contra ele. "Na certeza de que tudo será esclarecido, provando a injustiça e a crueldade das mentiras e insinuações divulgadas a meu respeito, que atingiram minha honra".
Rondeau também afirma que "cada segundo que dedicou ao exercício de suas funções foi pautado por valores, éticos, morais e cristão". "Nunca, em momento algum, jamais pratiquei qualquer ato que não fosse orientado pelos princípios essenciais, que sempre nortearam a minha vida, com absoluta honestidade e compostura." Ele também diz, na nota, que sua vida de técnico, "trabalhador, de vida modesta, respeitado no setor elétrico, que escolhi por profissão e ao qual me dediquei inteiramente, tem sido marcada pela lisura e honradez". Em outro ponto da nota, o ministro diz que tudo fez para servir ao governo do presidente Lula e agradece a Deus a oportunidade de tê-lo conhecido (Lula) de perto e com ele trabalhado pela grandeza do Brasil. "É com gratidão que a ele, Lula, dirijo, lamentando profundamente a ocorrência desses fatos."
Antes de reunir-se com Rondeau durante a tarde, ocasião em que discutiu as suspeitas e recebeu a carta de demissão do ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com o senador José Sarney (PMDB-AP) e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) - padrinhos da indicação de Rondeau para o cargo. O desfecho para o caso já era esperado e eles discutiram, portanto, um sucessor para o ministro Rondeau. Ao saber que o PT está de olho no Ministério de Minas e Energia, Sarney apresentou como candidatos à sucessão de Rondeau os nomes de José Antonio Muniz, ex-presidente da Eletronorte, hoje na iniciativa privada, e de Astrogildo Quental, atual diretor Econômico e Financeiro da empresa. Apesar de não haver confirmação oficial sobre o sucessor de Rondeau no Ministério de Minas e Energia, ao menos interinamente o cargo deverá ser ocupado pelo atual secretário executivo do ministério, Nelson Hubner. Ele é engenheiro, a exemplo de Rondeau, e foi chefe de gabinete de Dilma Rousseff quando ela exerceu o cargo de ministra de Minas e Energia, antes de ir para o ministério da Casa Civil. Sarney já havia pressionado Rondeau. Assim que ele desembarcou em Brasília, na noite de segunda-feira, depois de dois dias de viagem com o presidente Lula pelo Paraguai e Foz de Iguaçu, foi se reunir com o senador, na casa deste, no Lago Sul. O encontro entrou pela madrugada. De acordo com uma testemunha, Rondeau jurou a Sarney que é inocente. E mais: que foi ele mesmo quem forneceu à Polícia Federal a fita com o registro da entrada no prédio do Ministério de Fátima Palmeira, representante da Gautama, que se encontrou com Ivo Almeida Costa, assessor especial do ministro. Nesse encontro, Fátima teria entregue os R$ 100 mil.
Rondeau disse a Sarney que acha a situação absurda, visto que a Polícia Federal está usando contra ele material que o próprio repassou à corporação, a pedido desta. O assessor Ivo Costa, que recebeu Fátima na entrada privativa do ministro, foi preso pela Operação Navalha, da Polícia Federal, que desbaratou um esquema acusado de desvio de dinheiro público e de fraudes em licitações públicas. O assessor especial depôs ontem no Superior Tribunal de Justiça (STJ) - foi solto ao final do depoimento. Ao dar posse ao engenheiro eletricista Silas Rondeau Cavalcante Silva como ministro de Minas e Energia, em julho de 2005, o presidente Lula afirmava: “O Silas tem 30 anos de experiência no setor elétrico. Foi chamado não por minha amizade, ou pela do (José) Sarney ou do Renan (Calheiros), mas por sua competência.” Havia motivos para essa explicação. Aos 54 anos, esse maranhense de Barra do Corda, pai de dois filhos e flamenguista desde criancinha é, além de grande conhecedor de sua área, um curinga importante nos movimentos de Sarney - e, mais recentemente, também de Renan. Por três décadas, desde que se formou pela Universidade Federal de Pernambuco, ele foi subindo de cargos médios para o topo em órgãos como a Companhia de Eletricidade do Maranhão, a Manaus Energia e a Eletronorte. Presidiu a Eletrobrás de 2004 a 2005, quando sucedeu Dilma Rousseff no ministério. Sua fidelidade ao clã Sarney o levou ao Maranhão, na campanha de 2006, para inaugurar um projeto do Luz para Todos. Repetiu a dose no Amapá, onde a vitória de Sarney parecia ameaçada. Sua escolha foi, ela própria, uma clara recompensa a Sarney: na ocasião, o ex-presidente não havia conseguido emplacar no ministério, como prometido, a ex-governadora Roseana Sarney. Estadão.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

PMDB pressiona governo para manter Minas e Energia. Estadão.
STJ deve ouvir 13 presos em operação; Silas Rondeau pede demissão. A ministra Eliana Calmon, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), deve ouvir nesta quarta-feira o depoimento de 13 acusados pela Polícia Federal de envolvimento no suposto esquema de fraudes em obras públicas.Ontem, o ministro Silas Rondeau (Minas e Energia), investigado pela PF, entregou uma carta pedindo demissão do cargo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido foi oficializado quase que ao mesmo tempo no Palácio do Planalto e no Ministério de Minas e Energia. Folha Online.
Anistia atribui ao descaso a violência no Brasil. Anistia Internacional apontou em seu relatório anual divulgado hoje que o "descaso de longa data" dos governos estaduais e federal para com o sistemas prisional, judiciário e policial forçaram as autoridades, carentes de preparo e recursos, a enfrentar de maneira inapropriada níveis extremos de violência criminal. "Isso contribuiu para as violações sistemáticas dos direitos humanos por parte destes agentes responsáveis pelo cumprimento da lei, as quais incluíam o uso excessivo de força, execuções extrajudiciais, tortura e maus-tratos, bem como corrupção generalizada", disse o texto. br.noticias.yahoo.
Lula vai manter Minas e Energia com bancada do PMDB no Senado, diz Temer. O presidente do PMDB, Michel Temer (SP), disse hoje acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai manter o comando do Ministério de Minas e Energia na cota do PMDB do Senado. Temer admitiu que a prerrogativa de escolher o novo ministro é do presidente, mas afirmou que os senadores do partido esperam ficar com o controle da pasta. "Isso é uma decisão do presidente. Mas suponho que o presidente vai deixar esse cargo para o PMDB. E proximamente o PMDB indicará um nome se assim for provocado pelo presidente Lula", afirmou. Folha Online, Gabriela Guerreiro.
Brasileiro trabalha quase cinco meses para pagar tributos. Dos 12 meses do ano, o cidadão brasileiro tem de trabalhar 4 meses e 26 dias para pagar tributos, ou 146 dias, incluindo impostos, taxas e contribuições cobrados pelos governos federal, estadual e municipal, de acordo com dados do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário). Ou seja, no próximo dia 26 de maio, sábado, terminaria o período se todos os rendimentos tivessem esse destino. Em 2003, do seu rendimento bruto, o contribuinte brasileiro teve que destinar em média 36,98% para pagar a tributação sobre os rendimentos, consumo, patrimônio e outros. Em 2004 comprometeu 37,81%, em 2005 destinou 38,35%, em 2006, 39,72% e, neste ano, comprometerá 40,01% do seu rendimento. Folha Online.
Britânica é condenada por tentar vender virgindade da filha. Uma mulher de 32 anos foi condenada por planejar a venda da virgindade da filha, de 13 anos de idade, de acordo com a polícia londrina. Ela cumprirá a sentença em liberdade condicional e seu nome permanecerá registrado durante sete anos em uma lista de criminosos sexuais. (...) O caso chegou à Justiça depois de uma investigação do tablóide britânico News of the World. Durante o julgamento, veio a público que um repórter do jornal trabalhando disfarçado disse que a mãe ofereceu-lhe sua filha como prostituta por 30 mil libras (o equivalente a cerca de R$ 115 mil). Segundo ele, a mulher disse a ele que o preço refletia o fato de que a menina perderia sua virgindade. BBC Brasil.
Secretária da Coca que queria vender segredo à Pepsi é condenada. Uma ex-secretária da multinacional de bebidas Coca-Cola foi condenada a oito anos de prisão em Atlanta, nos Estados Unidos, por conspiração. Joya Williams, de 42 anos, foi acusada de planejar o roubo da fórmula secreta da Coca-Cola para revendê-la à concorrente Pepsi. A ex-funcionária da sede da Coca-Cola, em Atlanta, queria cobrar pelo menos US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 3 milhões). BBC Brasil.
Políticos temem fim da ´espécie´ com casos de corrupção. Um novo escândalo envolve parlamentares e a Câmara, desta vez, tenta reagir. O presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP) e 19 líderes partidários se reuniram nesta quarta-feira, 23, para buscar uma solução no combate à corrupção e querem mobilizar a sociedade. (...) Na avaliação de Chinaglia, os líderes "abriram o cérebro e o coração" na reunião. Ele considerou o encontro "impactante" e disse que muitos líderes se emocionaram. "Ninguém suporta mais esse processo recorrente de corrupção continuada", afirmou. Segundo ele, todos os líderes estão conscientes de que sozinhos não conseguirão pôr em prática todas as ações e que, portanto, precisam mobilizar a sociedade brasileira. O líder do governo na Câmara, José Múcio (PTB-PE), definiu a discussão como "um instinto de sobrevivência da espécie, do parlamento e do parlamentar". "Se algo não for feito com muita coragem, acaba o mandato parlamentar", ressaltou. Estadão, Denise Madueño.

SILAS RONDEAU: "ENFIM SOS" [S.O.S.]

Ministro Silas Rondeau pede demissão a Lula.

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, entregou nesta terça (22) a carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aceitou o pedido. No cargo desde 11 de julho de 2005, o engenheiro eletricista Silas Rondeau é apontado pela Operação Navalha, da Polícia Federal, como receptor de uma propina de R$ 100 mil. O dinheiro teria sido supostamente pago pela construtora Gautama, acusada pela PF de coordenar um esquema destinado a fraudar licitações, desmontado pela Operação Navalha. O ministro nega ter recebido propina para favorecer a Gautama. Mas, aconselhado pelos padrinhos políticos, os senadores José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu responder à acusação fora do governo. Para os dois senadores, a permanência de Rondeau seria negativa para o governo e para o partido. A saída de Rondeau foi confirmada pelo governo federal por meio de nota à imprensa, após um dia de reuniões do ministro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com os colegas Tarso Genro (Justiça) e Dilma Rousseff (Casa Civil), no Palácio do Planalto. Antes de se reunir com o ministro, o presidente esteve José Sarney e Renan Calheiros. "Acho correto [a saída] porque ele é correto e decente e tem o dever de deixar o presidente Lula numa situação confortável", afirmou José Sarney ao G1. Segundo informou Cristiana Lôbo, Sarney já apresentou nomes para suceder Silas Rondeau. Assim que a exoneração de Rondeau for publicada no "Diário Oficial da União", o cargo de ministro passará a ser ocupado interinamente pelo secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Nelson Hubner. Os R$ 100 mil que Rondeau supostamente recebeu teriam sido entregues por Fátima Pereira, representante da empresa Gautama, por meio do assessor especial do Ministério, Ivo Almeida Costa. O depoimento de Ivo Costa à ministra do Superior Tribunal de Justiça, Eliana Calmon, ocorreu nesta terça (22) e durou cerca de uma hora. Após depor, teve a prisão revogada pela ministra. Silas Rondeau foi citado em conversas entre integrantes do grupo de Zuleido Veras, dono da construtora Gautama, divulgadas no último domingo pelo programa "Fantástico", da TV Globo. Veras é acusado de ser o chefe do esquema de fraude em licitações, superfaturamento e desvio de dinheiro público.Numa das gravações, Zuleido Veras conversa com o irmão, Dimas Veras, sobre um encontro que teve com o ministro no dia 27 de fevereiro: Zuleido: eu falei com ele ontem e tive com Santana, lá no ministério. Tive com o Silas e tive com o Santana, tá? Santana é o coordenador do programa. Dimas: sei. Zuleido: certo? Foi muito boa a conversa. Dimas: tá certo. Fotos feitas pela Polícia Federal mostram a diretora da construtora Gautama, Fátima Palmeira, chegando ao Ministério de Minas e Energia em 13 de março. Segundo a polícia, ela entregou ao ministro e ao assessor dele, Ivo Almeida R$ 100 mil, pela liberação de recursos para o programa Luz para Todos no Piauí. O ministério negou que ela tivesse se encontrado com o ministro.O intermediador do encontro, de acordo com a polícia, foi o lobbista Sérgio Sá, também preso na Operação Navalha. Ele foi flagrado numa conversa telefônica com Fátima Palmeira, supostamente acertando a ida dela ao ministério para entregar o dinheiro. Sérgio: quando você chegar, entra por aquela outra portaria... Fátima: a primeira? Sérgio: é, a primeira, lá da frente, tá? Fátima: tá bom. Sérgio: pra não ter que falar, identificar, nem nada, tá? Fátima: tá bom, tá fechado. Devido ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Ministério de Minas e Energia tem maior importância no governo Lula do que já teve em qualquer outro governo. Mais da metade do investimento total do PAC está vinculado à área de energia. Serão R$ 274,8 bilhões para investimentos em ações ligadas à pasta, de um orçamento total de R$ 503,9 bilhões do programa. Entre as metas estão a geração de mais de 12.386 MW de energia elétrica, construção de 13.826 quilômetros de linhas de transmissão, 4.526 quilômetros de gasodutos e instalação de 46 novas usinas de produção de biodiesel e de 77 usinas de etanol. O ministério está vinculado a importantes estatais como Petrobras, Eletrobrás, Furnas, Eletronorte e Eletrosul e a autarquias como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Agência Nacional de Petróleo (ANP). A pasta é responsável por programas como o Luz para Todos, que leva energia elétrica para a zona rural e é uma das vedetes do governo Lula, e o de Produção e Uso de Biodiesel, que tem possibilitado acordos de cooperação com outros países. (com informações do Jornal Nacional e do G1, em São Paulo)

terça-feira, maio 22, 2007

XÔ! ESTRESSE [In:] "MEU NOME É GAL" (TRAMA) (*)






[Chargistas: Tiago, Thomate, Nani, Mangabeira].
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(*) "Meu nome é Gal" (Roberto e Erasmo Carlos). "(...) E tanto faz que ele tenha defeito/ Ou traga no peito/ Crença ou tradição/ Meu nome é Gal...".

SILAS RONDEAU: FALTA [DE] "ENERGIA" NA DECISÃO!


Destino de ministro Silas Rondeau ainda é incerto.

Permanece ainda incerto e bastante difícil o desfecho sobre o caso do ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, apontado pelas investigações da Polícia Federal como suspeito de ter recebido, no ministério, R$ 100 mil de propina do empresário Zuleido Veras, dono da Construtora Gautama. O ministro não apareceu até o início da tarde no Ministério e pode ter um encontro ainda nesta terça-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, na reunião de coordenação política desta manhã, determinou ao ministro da Justiça, Tarso Genro, continuar com as investigações, "doa a quem doer". No próprio PMDB, a permanência ou não de Rondeau no cargo divide opiniões. Enquanto o senador José Sarney (PMDB-AP), principal padrinho de Rondeau, defende sua saída, os senadores Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR) querem que ele continue no cargo para se defender das acusações. Tecnicamente, a avaliação é de que não há provas de que o ministro tenha realmente recebido propina. Politicamente, no entanto, a situação de Silas Rondeau é vista como bastante complicada, agravada pelo fato de ele não ser um político. Fora do cargo, Silas perderia ainda o foro privilegiado do Supremo Tribunal Federal, dado a ministros de Estado. Além disso, uma possível saída de Silas Rondeau abalaria o PMDB, que corre o risco de perder um de seus representantes na Esplanada dos Ministérios. Na segunda-feira, pelo menos três nomes do PT já circulavam como prováveis sucessores de Silas Rondeau: Jorge Samek, presidente da Itaipu; Valter Cardeal, presidente da Eletrobrás, e Marias das Graças Foster, presidente da BR Distribuidora. Também na segunda, fontes da área política informaram que a cúpula do PMDB - o senador Renan Calheiros (AL), o ministro das Comunicações, Hélio Costa (MG), e o próprio senador Sarney (AP)- teria um almoço com o ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, no qual seria discutida uma saída para o caso Rondeau. O encontro, no entanto, não foi confirmado pelas respectivas assessorias. A Polícia Federal prepara uma nova leva de pedidos de prisões e indiciamentos de políticos, servidores públicos e pessoas envolvidas com a máfia das obras. A análise dos documentos apreendidos na sede da construtora Gautama, pivô do escândalo, segundo fontes policiais, trouxe indícios que já permitem efetuar pelo menos mais 30 prisões e indiciamentos. Esse número continua crescendo à medida que a análise dos documentos avança. Essa nova leva deve incluir governadores e diversos parlamentares, entre os quais três senadores e um grupo expressivo de deputados, vários deles com atuação atual e recente na Comissão de Orçamento do Congresso, na qual a Gautama tinha um forte lobby para aprovação de emendas do seu interesse. Desde esta terça, a PF está debruçada na análise de documentos immpressos e em meio digital - que contém a contabilidade legal e a paralela, chamada ´folha B´, com os nomes de políticos, seguidos da descrição das emendas que ajudaram a aprovar e do valor supostamente relativo à propina que receberam. Além do governador Jackson Lago (PDT-MA), contra o qual já foi pedida - e negada - a prisão pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), por suposto recebimento de propina, a análise dos documentos já alcançou os governadores Teotônio Vilela Filho (PSDB), de Alagoas, que teve cinco assessores de primeiro escalão presos, e Wellington Dias (PT), do Piauí, citado como sendo da esfera de influência da quadrilha, em gravações telefônicas interceptadas com autorização judicial. Tânia Monteiro e Nélia Marquez, Estadão. Foto BBC.

EVO MORALES: [In:] MOVIMENTO DE LIBERTAÇÃO NACIONAL

Bolivianos do Leste querem dividir o país.

O atual desenho que conhecemos do mapa da Bolívia pode mudar até o final do ano, seja pela lei ou até mesmo pela força. Isso porque um dos temas discutidos atualmente pela nova Constituinte do país (cujos trabalhos devem se encerrar em agosto) é a vontade de autonomia dos Estados do Leste, liderados por Santa Cruz de la Sierra, a "locomotiva econômica" do país. Caso a autonomia não seja concedida pela lei, "eu garanto que vai ter briga", disse ao G1 Sergio Antelo, líder do movimento Nación Camba, admitindo a possibilidade de uma guerra civil entre os dois lados da Bolívia. Nación Camba é o nome do principal movimento de libertação nacional. Eles querem que a região de Santa Cruz de la Sierra, a chamada "Meia-Lua", tenha autonomia econômica e administrativa em relação ao Estado boliviano, e isso pode acontecer de duas formas: mantendo a ligação com a Bolívia ou de forma radical, separando a região e formando um novo Estado. "A Bolívia não é um país de indígenas." É desta forma, radicalmente oposta ao conhecimento tradicional sobre o país, que Antelo explica os motivos do grupo. Segundo o censo oficial, a Bolívia tem 80% da população entre indígenas e mestiços, mas Antelo diz que o governo nacional manipula os dados estatísticos e generaliza a identidade boliviana a partir do Altiplano, região de La Paz, e passa a impor uma administração inteiramente voltada para esta região, em detrimento do outro lado, a "Meia-Lua", onde a quantidade de indígenas e mestiços é perceptivelmente menor até nas ruas da sua principal cidade. "A Bolívia é um país heterogêneo. A colonização da Meia-Lua foi diferente da do Altiplano, hoje são regiões de população, economia e prioridades diferentes", disse Antelo em conversa com a reportagem do G1 puco antes do chat. Enquanto Santa Cruz é chamada de "locomotiva" econômica da Bolívia, a administração "burocrática", como diz Antelo, fica no Altiplano, que acaba não priorizando os interesses dessa região mais rica, acarretando a insatisfação generalizada. A Nación Camba diz ter mais de 400 mil assinaturas de cidadãos da região a favor da autonomia. Algumas pesquisas apontam que mais de 82% da população da Meia-Lua é a favor dessa separação administrativa. Na conversa com os leitores do G1, Antelo, que fala português, diz não ser preconceito a vontade de independência, mas apenas a aceitação das diferenças, no lugar do que ele chama de exploração da pobreza indígena no exterior como forma de "mendigar apoio". Ele defende que a Meia-Lua precisa se separar para se desenvolver, mesmo que isso signifique um empobrecimento ainda maior da Bolívia andina. G1, Daniel Buarque, de Bolívia.

"PMDB QUER FURMAS PARA FAZER CAIXA 2, DIZ JEFFERSON"



Em audiência com Lula, na quarta-feira (16) da semana passada, o presidente do PMDB, Michel Temer, acertou a nomeação de oito apadrinhados do partido para o segundo escalão do governo. Entre eles o ex-prefeito do Rio, Luiz Paulo Conde, indicado para a presidência da estatal Furnas. O que está em jogo? “Dinheiro”, diz o presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ). Com a experiência de quem se descabelou por uma diretoria de Furnas no primeiro reinado, Jefferson anotou em seu blog: “A briga é por dinheiro, o mesmo motivo que deflagrou o inferno que vivi em 2005. Na época, brigava-se (olha ela aí de novo!) por uma diretoria de Furnas, a de Engenharia, comandada por Dimas Toledo. O caixa dois rendia R$ 3 milhões por mês, divididos ao meio entre o PT e o PMDB (se uma diretoria rende R$ 3 milhões, imagina a presidência da empresa?)”. Jefferson tratou do tema numa nota veiculada na última sexta-feira (18). O dia seguinte à operação em que o Ministério Público e a Polícia Federal passaram a navalha na máfia das obras públicas, comandada por Zuleido Veras, o chefão da Gautama. “Os partidos indicam políticos para cargos em estatais para fazer caixa de campanha. O PMDB sabe a importância de Furnas, por isso está brigando por ela. Se uma empresinha como essa Gautama faz um estrago desse tamanho, imagina uma gigante como Furnas”. O ex-deputado, um dos três que tiveram o mandato podado na esteira do mensalão, rememora, à sua maneira, a encrenca que viveu: “Como tudo começou? Lula não queria mais o Dimas, pediu-me que nomeasse alguém do PTB. Indiquei o nome de Francisco Spirandel, um técnico com vasta experiência. Mas Zé Dirceu queria que o Dimas continuasse. O presidente Lula cobrava, e a nomeação não saía (...).” O que mudou de 2005 para cá: “A única mudança é no modus operandi”, escreveu Roberto Jefferson, pós-graduado na escola da fisiologia: “Antes, o caixa era feito por Delúbio Soares e Marcos Valério, que o distribuía aos partidos da base; os últimos o repassavam aos deputados, em prestações mensais, em troca de apoio. Não a um programa, a uma proposta política, era toma-lá-dá-cá mesmo. Hoje, não, o PT trata da vida dele e os outros partidos também, por meio dos cargos que recebem do governo. Cada partido, agora, cuida da sua própria vida.” Cuida “da própria vida” à custa do dinheiro do contribuinte, naturalmente. “Nada mudou”, insistiu Roberto Jefferson, “a briga é por dinheiro”. Ele acrescentou: “Esse caixa [de Furnas] é tão poderoso que Michel Temer vai abafar o prestígio de Renan Calheiros no PMDB. O eixo de poder agora mudou - para a Câmara”. Curiosamente, o tricô do segundo escalão vem sendo tecido com a agulha do ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais), filiado ao mesmo PTB de Jefferson. Deve-se, portanto, prestar atenção à fatia que será reservada ao partido presidido pelo ex-deputado no bolo do segundo escalão. Afinal de contas, como diz o homem-bomba do mensalão, “nada mudou, a briga é por dinheiro”. Ou seja, a caneta de Lula está fabricando uma série de novos escândalos esperando para acontecer. Desnecessário lembrar, de resto, que Furnas pende do organograma do ministério das Minas e Energia, pasta chefiada por Silas Rondeau, um apadrinhado de José Sarney que a Polícia Federal acusa de ter recebido uma “zuleiriana” de R$ 100 mil. Ecoe-se, uma derradeira vez, Roberto Jefferson: “A briga é por dinheiro”. Escrito por Josias de Souza, Folha Online. foto Folha.

LULA [BRASIL] & NICANOR DUARTE [PARAGUAI]: TURBINANDO DIPLOMACIAS!

Para Lula, Itaipu não será motivo de discussão com Paraguai.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta segunda-feira a seu colega paraguaio, Nicanor Duarte, que no futuro a usina de Itaipu não será motivo de discussão entre os dois. "A sociedade vai compreender que num futuro próximo haverá tantas empresas brasileiras produzindo em território paraguaio que Itaipu já não será motivo de discussão entre nós." O debate sobre a situação da hidroelétrica centralizou a visita de Lula e ofuscou a agenda de campanha pela produção, a industrialização e comercialização de biocombustíveis. Em resposta às críticas dos políticos da oposição paraguaia e de uma parte da imprensa, que consideram o Tratado de Itaipu "injusto" para seu país, Lula disse que "não há discussão sobre este convênio assinado em 1973. Em contrapartida, falou que seu governo enviou ao Congresso brasileiro um pedido de suspensão da dupla indexação que o Paraguai paga pela dívida da hidrelétrica. Segundo Lula, empresários brasileiros estão dispostos a investir em território paraguaio para usar a energia a preço vantajoso e que, atualmente, 95% são absorvidos pelo Brasil. Pouco antes, o presidente paraguaio destacou que "mais cedo ou mais tarde será preciso encontrar um consenso político, um acordo social, para começar a rever os termos do Tratado de Itaipu buscando maior justiça e igualdade". Mais otimista, Lula afirmou que nem o Brasil nem o Paraguai precisarão esperar até o prazo limite de 2023 para pagar a dívida de Itaipu. O presidente brasileiro espera "que o Paraguai precise do dobro de energia que utiliza hoje graças ao investimento brasileiro no país". Segundo Lula, em 20 anos, com a revolução dos combustíveis, a região do Mercosul se tornará o que representa hoje o Oriente Médio em termos de petróleo. da France Presse, em Assunção, Folha Online.