A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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quinta-feira, junho 14, 2007
OPERAÇÃO XEQUE-MATE: "TEJE PREZO, TEJE SORTO!!!"

PAULO MALUF: "EU QUERO MINHA MÃE!!!"
SUGESTÃO DO "CHEF": KING BAURU !!!
quarta-feira, junho 13, 2007
MINISTRA DO TURISMO: EM RESPOSTA ...
OPERAÇÃO XEQUE-MATE: APENAS UM "VALE-COMPRA"
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
CONSTRUTORA GAUTAMA: VERGONHA NACIONAL [V]
Gautama tem ao menos 36 obras sob suspeita.O Tribunal de Contas do Estado condenou licitações vencidas pela Gautama nas prefeituras de Mauá e Embu entre 1996 e 2003. O contrato de Mauá, assinado em janeiro de 2003, permitiu a concessão de serviços de tratamento de esgoto por 30 anos para a Ecosama, subsidiária da Gautama. O TCE constatou indícios de direcionamento da licitação para favorecer a construtora. A Ecosama recebe o valor pago pelos moradores de Mauá na conta de água. De uma conta de R$ 17,10 por exemplo, a construtora fica com R$ 7,60 pelos serviços de coleta de esgoto. Em troca, a Ecosama deveria ampliar o saneamento básico de Mauá, mas na área destinada a uma estação de tratamento, existe apenas um aterro. Em Avaré, o Ministério Público abriu um inquérito para investigar uma licitação para obras contra enchentes, no total de R$ 60 milhões. O processo de concorrência foi feito pela prefeitura do município em 2002. Segundo o TCU, a prefeitura exigiu um tipo especial de tubulação para a obra e profissionais com atestado de habilitação para instalar esses mesmos tubos. De tão específica, a exigência teria beneficiado a Gautama e excluído sete das nove empreiteiras concorrentes. O TCE também analisa um contrato de obras de saneamento ambiental em Peruíbe. A licitação foi vencida pela empresa Gomes Lourenço, líder de um consórcio do qual faz parte a Gautama. Segundo informações da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o contrato não foi assinado, não ocorreram desembolsos e as obras ainda não foram iniciadas.

As obras de construção de quatro barragens no município de Poço Verde (SE) foram interrompidas em 2002 por indícios de irregularidades e superfaturamento no contrato com a prefeitura. O TCU condenou a licitação e a execução da obra, condenando a Gautama a devolver R$ 44,8 mil aos cofres públicos. Segundo o tribunal, o projeto foi alterado depois da licitação, reduzindo pela metade o número de barragens a serem construídas. De acordo com o TCU, o contrato foi anulado e será feita nova licitação. O Ministério Público Federal (MPF) está investigando o caso.Também há suspeitas sobre a obra de duplicação de uma adutora do Rio São Francisco. Seriam construídos 52 quilômetros na rede de captação de água do rio para Aracaju, pela qual a Gautama recebeu mais de R$ 220 milhões. O MPF calcula que tenha havido um superfaturamento de ao menos R$ 10 milhões. G1, Maria Angélica Oliveira, foto matéria.
CONSTRUTORA GAUTAMA: VERGONHA NACIONAL [IV]

O contrato de pavimentação da rodovia BR-402 foi cancelado. Segundo o Dnit, uma auditoria no contrato assinado com o governo do Maranhão mostrou irregularidades. Pontes teriam sido construídas antes da celebração do convênio. A empresa teria omitido a existência das pontes para incluí-las no plano de trabalho como se ainda fossem ser construídas.Além disso, alega o Dnit, a Gautama não levou em consideração normas e procedimentos técnicos.
Mato Grosso
A Justiça proibiu que a Prefeitura de Sinop (MT) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinassem um convênio para a construção de uma rede de esgoto na cidade. Orçada em R$ 46 milhões, a obra seria executada pela Gautama. O BNDES entraria com R$ 38,2 milhões. O restante seria complementado pela prefeitura. O prefeito de Sinop, Nilson Leitão (PSDB), chegou a ser preso na Operação Navalha por suspeita de recebimento de propina pela construtora. Leitão diz que teve encontros com Zuleido Veras, mas nega fraude na licitação da obra.
Pernambuco
As obras de calçamento e drenagem na praia de Porto de Galinhas estão sendo investigadas pelo Ministério Público Estadual (MPE), que abriu um procedimento administrativo.Segundo o promotor Miguel Sales, há indícios de irregularidades, como o atraso nas obras e os aditamentos feitos no contrato.As obras teriam sido iniciadas em 2003, com um orçamento de R$ 32 milhões. O promotor disse que o convênio previa verbas da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Ministério da Integração Nacional, Prefeitura de Ipojuca (PE) e do governo de Pernambuco. Ainda não se sabe quanto foi pago.
Piauí
A Companhia Energética do Piauí (Cepisa) suspendeu o contrato com a Gautama para obras do Programa Luz para Todos.A construtora venceu a concorrência para fazer 15 mil ligações de energia elétrica. O primeiro lote, de 400 ligações, deveria ter sido entregue em meados de março, mas, segundo a Cepisa, as obras não estavam prontas.O contrato, suspenso após a Operação Navalha, está sendo auditado pela Eletrobrás.
Rio de Janeiro
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) está analisando 19 contratos da Gautama no Rio de Janeiro, com valor total de cerca de R$ 230 milhões.Até processos já arquivados, como um projeto de obras de infra-estrutura em Niterói, contratado em 1999, serão revistos.As obras inspecionadas teriam recebido contrapartida de municípios fluminenses e da Companhia Estadual de Habitação (Cehab). Maria Angélica Oliveira, foto matéria.
CONSTRUTORA GAUTAMA: VERGONHA NACIONAL [III]

No Amazonas, duas ações de órgãos federais paralisaram obras da Gautama. Na primeira, o Departamento de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) cancelou o contrato de pavimentação de 204 quilômetros da rodovia BR-319, na divisa do Amazonas com Rondônia.
Entre as supostas irregularidades listadas, há o fato de as obras terem começado antes da aprovação do projeto. Também há indícios de superfaturamento. Em 2002, o contrato foi transferido ao Dnit com valor de R$ 91,6 milhões - R$ 4,4 milhões a mais do que o cálculo previsto no projeto da obra que já havia sido aprovado. O contrato com a Gautama para realização das obras na BR-319 foi assinado em 2000 pelo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) em convênio com o governo do Amazonas. Com a extinção da autarquia, o contrato foi assumido, em 2002, pelo Dnit. O Ministério dos Transportes determinou ao Dnit a instauração de um processo administrativo para apurar a responsabilidade sobre as denúncias. Já o TCU determinou à Petrobras que suspenda o pagamento de R$ 1,8 milhão referentes a serviços em sistemas de produção de óleo e gás natural no município de Urucu. Segundo o tribunal, parte do serviço foi executado com insumos e dimensões diferentes dos apresentados inicialmente. Além disso, o valor retido se refere a impostos utilizados na formação de preço, mas que não teriam sido recolhidos pela empresa.
Bahia
O Dnit realiza auditoria nas obras na rodovia BR-342, concluídas em agosto de 2004. Foram gastos R$ 8,4 milhões na restauração e manutenção da estrada. Segundo o Ministério dos Transportes, a licitação tinha cláusulas que dificultavam a participação de outras empresas na concorrência e foram feitos reajustes não previstos no edital e no contrato.
O projeto de construção da barragem do Rio Preto, próxima ao município de Planaltina, não saiu do papel. A obra foi licitada em 2001. Em 2002, a Gautama elaborou o projeto. Dos R$ 146 milhões previstos, a empresa recebeu R$ 3,37 milhões. Os repasses foram suspensos neste ano pelo governo do Distrito Federal, que alegou falta de dinheiro para continuar a obra. A Corregedoria do DF está analisando o contrato. O deputado distrital Pedro Passos (PMDB) teve o nome envolvido no caso por suspeita de recebimento de propina para liberação de emendas para a obra. Flagrado em conversas telefônicas com funcionários da Gautama, o deputado alegou que tratava de pagamentos por venda de cavalos. G1, Maria Angélica Oliveira, foto matéria.
CONSTRUTORA GAUTAMA: VERGONHA NACIONAL [II]
Com a realização da Operação Navalha, o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) determinou que todos os contratos entre o governo do estado e a construtora passem pela análise da Controladoria-Geral do Estado.
Os principais contratos analisados são dois: construção da barragem Duas Bocas, que está parada, e Macrodrenagem do Tabuleiro do Martins, que previa captação, distribuição e tratamento de água.
Amapá
O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga as obras de construção do novo aeroporto de Macapá. O tribunal determinou à Infraero que não efetue qualquer pagamento à Gautama até que a inspeção seja concluída. O contrato inclui a construção de um terminal de passageiros, construção de prédio e ampliação do pátio de aeronaves. Segundo o TCU, há indícios de superfaturamento em alguns itens do contrato. A licitação, de acordo com o tribunal, pode ter sido montada de forma a prejudicar a participação de outras empresas na concorrência. Segundo informações da assessoria do governo do Amapá, metade do pátio e parte do terminal de passageiros já foram construídos. A previsão é que fossem concluídas até o fim do ano. G1, Maria Angélica Oliveira.
CONSTRUTORA GAUTAMA: MAPA DA VERGONHA NACIONAL!!! [II]

Confira as obras da Gautama com algum tipo de problema em cada estado: (ver parte II). G1, Maria Angélica Oliveira, foto matéria.
CPI DA NAVALHA: "DE TANTA USADA A NAVALHA JÁ NÃO CORTA..."
Sem 15 votos do DEM, a oposição não conseguiu avançar ontem na coleta de assinaturas em favor da criação da CPI da Navalha e deixou para hoje um último esforço. No sentido contrário, o líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE), fez até corpo-a-corpo no plenário para evitar novas adesões à proposta de investigação sobre o envolvimento de parlamentares na máfia das obras. No início da noite, o número de assinaturas era o mesmo da véspera: 172, apenas uma a mais do que o mínimo necessário para instalação da CPI. “Vou criar o departamento anti-CPI na liderança, porque não faço outra coisa”, brincou o líder do governo depois de convencer dois parlamentares do PMN a não assinarem o pedido de CPI. O requerimento foi levado até o plenário pelo deputado Júlio Delgado (MG), da ala independente do PSB. “Com 172 assinaturas, estamos no limite. É melhor esperar mais adesões, porque os líderes do governo já estão até com requerimento pronto para retirada de assinaturas”, afirmou, depois da tentativa frustrada de ampliar a adesão com o PMN. O líder do DEM na Câmara, Onyx Lorenzoni (RS), também não escondia o constrangimento, uma vez que boa parte dos deputados da Bahia e de Sergipe se recusaram a apoiar a CPI por causa da suspeita de envolvimento do deputado Paulo Magalhães (DEM-BA) e do ex-governador sergipano João Alves Filho no esquema de corrupção para beneficiar a Construtora Gautama, tida como chefe da máfia. Também não assinaram o pedido de criação da CPI deputados do DEM do Maranhão e do Piauí. “Ainda estou tentando fazer alguns assinarem. Mas não dá para botar a culpa na gente”, disse Lorenzoni.Embora tenha proposto a CPI por causa do desvio de verba pública que a Operação Navalha vem investigando, a oposição trabalha para incluir nela a Operação Xeque-Mate, por causa da suspeita de envolvimento de Genival Inácio da Silva, o Vavá, e de Dario Morelli Filho, respectivamente irmão mais velho e compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se a CPI da Navalha naufragar, a tentativa da oposição será emplacar a CPI dos Jogos Ilícitos, proposta pelo tucano Carlos Sampaio (SP). “Precisamos ter humildade para saber que a oposição sozinha não consegue 171 votos para abrir uma CPI. Temos que ter 40 ou 50 votos do outro lado (governistas)”, reconheceu Lorenzoni. Estdão, Luciana Nunes Leal.
SANTO DE CASA [VAVÁ]: QUEM É O MILAGREIRO, ENTÃO???

terça-feira, junho 12, 2007
AÉCIO NEVES/2010: "TODOS OS HOMENS DO PRESIDENTE" [II]
BH. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), recebeu na segunda-feira uma indicação de apoio das bancadas federal e estadual do PMDB mineiro a seu futuro projeto político e a suas demandas no Congresso e na Assembléia Legislativa. Ao mesmo tempo, em visita a Belo Horizonte, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, um dos caciques do partido, disse que as portas do PMDB “estarão sempre abertas” para ele. Geddel e Aécio se reuniram no início da noite, no Palácio da Liberdade. O PMDB é considerado o “Plano B” do governador para a disputa da eleição presidencial de 2010, embora ele não assuma essa possibilidade. Antes do encontro, ao ser questionado sobre o assunto, Geddel disse que o PMDB teria “muita alegria e orgulho de ter um quadro como Aécio Neves”. Afirmou que não faria a deselegância de convidá-lo a entrar na legenda, mas completou: “Não farei o convite a Aécio porque ele sabe que as portas estarão sempre abertas.” O ministro salientou ainda que o nome do governador é “justamente especulado para vôos futuros”. Aécio rechaça qualquer possibilidade de deixar o PSDB caso seja preterido na eventual disputa com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), pela indicação do próximo candidato tucano à Presidência. Em Minas, porém, tem cortejado explicitamente o PMDB. No ano passado, quando Aécio foi reeleito com 77% dos votos válidos, os peemedebistas de Minas formalizaram aliança com o PT. O PMDB apoiou a candidatura de Nilmário Miranda (PT), que foi derrotado, e indicou o candidato ao Senado, o ex-governador Newton Cardoso, que também não se elegeu. Na segunda, Aécio esteve com as bancadas do PMDB no início da tarde. Porta-voz do encontro, o presidente do PMDB mineiro, deputado federal Fernando Diniz, saiu do palácio falando em “união em prol da defesa de Minas” e no rompimento da “hegemonia de 16 anos dos paulistas”, numa referência à Presidência da República. “O que há é um desejo manifesto de nós, parlamentares do PMDB, de que ele seja candidato, de preferência no PMDB. Não sendo, é o candidato de Minas, portanto, estaremos com ele”, destacou Diniz. Os deputados federais se comprometeram a defender na Câmara a proposta de Aécio de partilha da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), sendo 20% destinados aos governos estaduais e 10% para as prefeituras. Embora tenha o apoio dos parlamentares federais mineiros, na Assembléia o PMDB é considerado oposição. E já condicionou a entrada na base aliada do governador à entrega de cargos em Minas. No mês passado, depois de um encontro polêmico com a cúpula do PMDB, Aécio atraiu líderes tucanos de peso - incluindo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador José Serra - para participar de um jantar em sua homenagem no Jockey Club de São Paulo. Os três se esforçaram para demonstrar unidade e afastar especulações de que o governador mineiro estivesse construindo pontes para concorrer à Presidência pelo PMDB em 2010, caso fosse preterido como candidato em seu partido. Na semana anterior à homenagem no Jockey, Aécio havia sido a estrela de um jantar com o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), e o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), em Brasília. Estadão, Eduardo Kattah.
RENAN CALHEIROS 'et. al.' [In:] "TODOS OS HOMENS DO PRESIDENTE" (*)
CUSTO BRASIL: "O PODER EMANA DO POVO E EM SEU NOME É EXERCIDO"

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Governo prioriza capital internacional, diz líder do MST. SOROCABA - A dirigente nacional do Movimento dos Sem-Terra (MST), Marina dos Santos, acusou o governo Lula de dar prioridade ao capital internacional em detrimento das reformas que poderiam produzir melhor distribuição de renda. Nesta noite, na abertura do 5º Congresso Nacional do movimento, disse que o governo, no segundo mandato, mantém a política de continuidade que segue à risca as regras internacionais. Ela disse que o governo nada faz contra os "privilégios e interesses das elites". As reformas e projetos do governo, segundo ela, beneficiam o capital internacional e priorizam as transnacionais e a indústria dos transgênicos. Segundo ela, o congresso será um marco da luta contra as "políticas neoliberais" desse governo. Ela defendeu um projeto "popular e revolucionário" que resolva os problemas do País e criticou a imprensa, que chamou de "servil". ´ Estadão, José Maria Tomazela.
OPERAÇÃO XEQUE-MATE/MS: TOLERÂNCIA "LEGAL"

A tolerância com a jogatina em Mato Grosso do Sul, alvo principal da Operação Xeque-Mate, teve respaldo em uma lei estadual e uma contratação feita pelo governo Zeca do PT, em seu primeiro mandato (1999-2002). A informação é do delegado Marcelo Vargas Lopes, da Polícia Civil, que depôs ontem no inquérito sobre corrupção, contrabando, formação de quadrilha, tráfico de influência e exploração de prestígio envolvendo 79 empresários e lobistas, incluindo Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Dario Morelli Filho, amigo e compadre do presidente.“Bingo e caça-níquel não era uma política de repressão de segurança pública, mas uma política de governo”, declarou Vargas. O delegado é citado nos grampos feitos pela Polícia Federal, com autorização da Justiça. Ele atribui as menções ao seu nome à “raiva desse povo”. Vargas, que foi diretor da Delegacia Especializada de Ordem Política e Social (Deops), entre julho de 2003 e julho de 2006, acredita que é “alvo de retaliação, com certeza”. Os grampos revelam que a máfia dos caça-níqueis corrompia policiais para não ter as suas máquinas apreendidas e para obter informações antecipadas sobre repressão. Vargas é citado em uma conversa de Ari Silas Portugal, acusado de chefiar uma das cinco quadrilhas desbaratadas pela PF. Portugal aparece nas investigações como sócio do deputado estadual Coronel Ivan (PSB) - que foi comandante da PM na gestão Zeca do PT. Segundo a PF, Ivan, além de sócio, usava a sua influência dentro da corporação para favorecer o grupo e os seus negócios. Em um diálogo entre Portugal e um funcionário, gravado em 8 de março, ele sugere o envolvimento de Vargas no esquema: “Está do nosso lado.” Portugal parece confiante que suas máquinas não serão apreendidas e pede para o funcionário manter a casa de videobingo aberta. “Fala para ele deixar aberto lá, na nossa ninguém vai mexer não.” E explica: “Ele conhece o cara, tá no lugar do cara que tá do nosso lado. Os caras acho que não pagou lá... Mas não é para deixar levar nada. Só se tiver mandato da Federal, Civil não é para deixar levar não, nem Militar.”Para a PF, “ele” é Ivan, “o cara” é o delegado da Deops Fernando Augusto Soares Martins - preso na Operação Xeque-mate - e “o cara que tá do nosso lado” é Vargas. Vargas confirmou ontem ter conversado com Ivan, mas nega ligação com o grupo investigado: “Realmente conversei com o Coronel Ivan várias vezes, mas foram contatos profissionais.” “Durante todo esse período em que fui titular da Deops, existia uma lei estadual que permitia a exploração das máquinas, inclusive a concessão para uma empresa de Campo Grande, que firmou convênio com a Lotesul”, declaro o delegado. “Era um problema de fiscalização, segundo as orientações de governo. Não era responsabilidade da Deops.” Segundo Vargas, com base na lei estadual do bingo, o governo Zeca do PT abriu uma licitação e contratou a Jana Promoções, do empresário Jamil Nami - cujo filho, Jamil Nami Filho, foi preso pela Xeque-Mate. “A polícia não tinha competência para fechar bingos”, afirma.O delegado diz que a “política de governo” ligada ao jogo ainda vigora: “Ou não existem banca de jogo do bicho na cidade?” Vargas supõe que foi alvo de vingança por ter comandado uma operação no norte do Estado, na qual foram apreendidos 76 caça-níqueis. A missão foi deflagrada depois que o jogo virou polêmica no governo e a Justiça cassou liminares favoráveis aos empresários.Procurado ontem, Zeca do PT não se manifestou sobre o caso. Estadão, Colaborou João Naves, especial para O Estado, Fausto Macedo e Ricardo Brandt, Campo Grande-MS.
CPI DA NAVALHA: NO FIO OU SEM FIO?
BRASÍLIA - Governo e oposição começam nesta terça-feira, 12, uma queda-de-braço para, de um lado, tentar afundar e, de outro, avançar na abertura da CPI da Navalha, que pretende investigar o suposto envolvimento de parlamentares com a máfia das obras. A possibilidade de ampliação do foco das investigações para a Operação Xeque-Mate - que envolve Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Dario Morelli Filho, seu compadre - reforçou a tática governista de forçar a retirada de parte das 172 assinaturas ao pedido de abertura da CPI. A oposição tinha conseguido 173 assinaturas, mas um deputado da base governista retirou o apoio na segunda-feira. Augusto Carvalho (PPS-DF), um dos encarregados de recolher assinaturas, não quis revelar o nome do deputado que desistiu do pedido de investigação. Também assinaram o documento 29 senadores. Os oposicionistas querem aumentar o número de adesões, porque sabem do esforço dos líderes governistas para impedir a CPI. “Estamos no fio da navalha”, brincou Carvalho, para quem a retirada de mais assinaturas inviabiliza a CPI. Ele não concorda, porém, com a ampliação da investigação para a Operação Xeque-Mate. “Nosso pedido é para um objeto específico. Quem assinou o pedido da CPI não assinou um papel em branco. Acho que tudo que tem bandalheira deve ser investigado, mas agora não cabe ampliar o foco da investigação.” Já o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), considera que a CPI deve apurar tudo que se refere a tráfico de influência, favorecimento de parlamentares e envolvimento suspeito com a iniciativa privada. “Tudo se relaciona. Se tem a oitiva de um delegado na CPI, ele falará sobre as influências no governo”, afirmou. O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse na segunda-feira, no Rio, que é necessário investigar “o que acontece ao redor do PT”. Ele disse que “os novos acontecimentos” fazem com que a criação da CPI da Navalha seja cada vez mais importante. “Que saia e que seja ampliada”, afirmou, referindo-se à Operação Xeque-Mate. Chico Alencar disse que, nos próximos dois dias, os oposicionistas tentarão garantir “uma margem de segurança maior” do que as 172 assinaturas atuais. Se a CPI da Navalha não se sustentar, a oposição vai investir no pedido de CPI dos Jogos Ilícitos, feito pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP). Mas a tentativa ainda será de dar fôlego à CPI da Navalha. Além da retirada de pelo menos 15 assinaturas, os governistas contam com a saia-justa enfrentada por alguns oposicionistas, especialmente da Bahia e de Sergipe, por causa do suposto envolvimento do deputado Paulo Magalhães (DEM-BA) e do ex-governador João Alves (DEM-SE). Os dois negam qualquer participação na máfia das obras. Estadão. (Colaborou Adriana Chiarini), Luciana Nunes Leal.
"SILVA's BROTHERs": COM FREI PARA AVIVAR A MEMÓRIA!

segunda-feira, junho 11, 2007
OPERAÇÃO XEQUE-MATE: A "CHAMA" QUE NÃO SE APAGA!

BRASÍLIA - A oposição na Câmara já avalia que não conseguirá reunir apoio suficiente a uma CPI exclusiva para investigar o irmão e o compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusados de ligação com a chamada máfia dos caça-níqueis. Diante da dificuldade política, a idéia é apurar eventuais irregularidades na CPI da Navalha, ainda pendente de criação. "Não temos condições de dispersar. Precisamos de foco. Estamos há três semanas tentando viabilizar a CPI da Navalha. Acho que devemos colocar todos os esforços nisso. Se conseguirmos criá-la, naturalmente poderemos chegar no Dario e no Vavá", disse à Reuters o líder do Democratas, deputado Onyx Lorenzoni (RS), referindo-se, respectivamente, ao compadre do presidente, o petista Dario Morelli, e ao irmão mais velho de Lula, Genival Inácio da Silva, o Vavá. Ambos são investigados pela Polícia Federal na Operação Xeque-Mate sobre a exploração de máquinas caça-níqueis e corrupção. Dario Morelli foi preso e é suspeito de envolvimento direto no esquema. Vavá foi indiciado por suposta prática de tráfico de influência. Apesar de ser um prato cheio às disputas políticas, a oposição não vê muitas brechas para impor derrotas ao presidente no Congresso. Na Câmara, o governo conta com maioria absoluta. No Senado, a correlação é mais equilibrada, e depende do humor das bancadas aliadas na Casa. "A operação Navalha é muito mais abrangente, avança sobre lobby e contratos públicos. Há lógica em criar um braço para investigar ilícitos descobertos na Operação Xeque-Mate", acrescentou Onyx. Semana passada, parlamentares obtiveram número mínimo de assinaturas para abrir a CPI mista com objetivo de investigar fraudes em licitações públicas evidenciadas na Operação Navalha, da Polícia Federal, mas não formalizaram o pedido de investigação. Havia o temor de que o Planalto organizasse uma operação para retirar alguns dos apoios. O deputado Júlio Delgado (PSB-MG), responsável pela coleta das rubricas, resolveu adiar a apresentação oficial da lista para a próxima terça-feira. "Se com esta da Navalha nós estamos tendo algumas dificuldades, imagine com a outra. Não temos condição de recolher assinaturas para a CPI Xeque-Mate, mas podemos tratar do Vavá e do Dario na CPI da Navalha", disse o deputado. Formalmente, Delgado faz parte da base governista, mas é considerado oposicionista pelo governo. Além das 172 assinaturas (uma a mais que o mínimo regimental) já conquistadas, ele conta com outras cinco ou seis promessas de adesão. O Senado já arrecadou 29 assinaturas, duas a mais que o necessário. Estadão, Reuters. (Ao lado de Renan, Lula recebe a chama do Pan 2007, Foto Jamil Bittar/Reuters).
BRASIL/IBGE: PRODUÇÃO INDUSTRIAL
TRÁFICO DE DROGAS: BOLÍVIA & PCC/BRASIL
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
PF realiza operação contra lavagem de dinheiro e tráfico. A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira, 11, a Operação Zaque, em cinco Estados, para repreender a lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, de armas, munição e de agrotóxicos. A ação acontece em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e Goiás. Os 100 policiais federais cumprem 18 mandados de prisão, sendo que apenas um não havia sido cumprido até o fim da manhã desta segunda. A quadrilha alvo da ação Polícia Federal agia principalmente na fronteira com o Paraguai e tinha ramificações nos cinco Estados onde ocorre a operação. A quadrilha alvo da ação é liderada por Nasser Kadri e seu irmão, Abid Kadri. Estadão, Paulo R. Zulino.
OPERAÇÃO XEQUE-MATE: [NÃO É] CONVERSA DE COMPADRE!
OPERAÇÃO SANGUESSUGA: "MEU REINO POR UMA AMBULÂNCIA!!!"

OPERAÇÃO XEQUE-MATE: ACAREAÇÃO

De acordo com Edison, desde que o caso veio à tona, Lula não teria conversado com seu irmão. Mesmo o presidente tendo passado o fim de semana em seu apartamento também em São Bernardo do Campo. G1, SP, foto vídeo-matéria.









