PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quinta-feira, junho 14, 2007

OPERAÇÃO XEQUE-MATE: "TEJE PREZO, TEJE SORTO!!!"


Mais dez presos da Operação Xeque-Mate são soltos no MS.

Dez presos da Operação Xeque-Mate, citados no inquérito da Justiça Estadual do Mato Grosso do Sul, foram liberados no início da madrugada desta quinta-feira (14) do Presídio Federal de Campo Grande. Ao todo, foram expedidos 13 alvarás de soltura, mas três dos detidos tiveram prisão preventiva decretada porque foram pegos em flagrante com armas de fogo. No fim da noite de quarta (13), outros 16 suspeitos, indiciados no inquérito federal e que não tiveram a prisão temporária prorrogada, foram soltos. Entre eles, estava o empresário Dario Morelli, compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi liberado pouco depois das 20h. Na noite de terça (12), a Justiça Federal em Campo Grande (MS) decidiu manter na prisão nove suspeitos, transformando as prisões temporárias em preventivas. Entre os acusados que vão permanecer presos está o ex-deputado Nilton Servo, apontado com um dos chefes da máfia dos caça-níqueis. Os presos estavam em um batalhão da Polícia Militar, no Corpo de Bombeiros e no Presídio Federal de Campo Grande. A advogada Maria Dalva Martins, mulher do ex-deputado estadual Nilton Servo, foi solta por volta das 18h. Dois filhos do casal, que estavam no Presídio Federal de Campo Grande, saíram por volta das 20h. As investigações da Operação Xeque-Mate foram divididas em dois inquéritos: um na Justiça Federal, com 27 indiciados, e outro na Justiça Estadual, com 40 indiciados. Os nove presos que tiveram a prisão decretada e os 18 soltos nesta quarta fazem parte do inquérito na Justiça Federal. Os 40 indiciados da Justiça Estadual continuam presos. A Justiça autorizou a quebra do sigilo bancário e fiscal de 86 pessoas envolvidas na Operação Xeque-Mate. O pedido foi feito ainda durante a investigação. Segundo a PF, Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do presidente Lula, também teve o sigilo quebrado. Vavá foi indiciado por tráfico de influência e exploração de prestígio. Os agentes estão analisando mais uma conversa gravada de Vavá. Foi com uma mulher ainda não identificada pelos investigadores. Segundo o relatório da PF, a ligação, no dia 23 de maio, foi feita para o telefone de Vavá. O relatório, que não tem muitos detalhes, informa que, no diálogo, “Vavá diz que o irmão, presidente Lula, quer conversar com ele, porém afirma desconhecer o assunto que Lula quer tratar.” G1, SP. Foto AE, Veja Online.

PAULO MALUF: "EU QUERO MINHA MÃE!!!"

Supremo manda Maluf devolver dinheiro a SP.

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (13), manter condenação contra o deputado federal e ex-prefeito Paulo Maluf (PP-SP), que terá que devolver dinheiro ao município de São Paulo por supostas irregularidades que teriam sido praticadas quando era prefeito. Caberá ao Tribunal de Justiça de São Paulo executar a decisão judicial. O STF decidiu não anular uma ação em que Maluf foi condenado a ressarcir os cofres da Prefeitura de São Paulo. Em 1994, o então prefeito de São Paulo foi denunciado pelo Ministério Público Estadual por pagar, com dinheiro do município, um anúncio de interesse particular em um jornal de grande circulação. Em 1995, Maluf foi condenado a devolver R$ 68,7 mil aos cofres públicos e a pagar multa correspondente a duas vezes o valor do dano. Em 2001, depois que ação estava concluída, o Ministério Público de São Paulo pediu ressarcimento de R$ 492 mil. Na fase de execução da sentença, Maluf foi eleito deputado federal, e por isso o processo foi encaminhado para o STF, sob o argumento de que Maluf passou a ter direito ao foro privilegiado. Ao apreciar a questão, nesta quarta-feira, o tribunal entendeu que a ação não pode ser anulada porque já houve um julgamento final sobre a questão e que, portanto, não há possibilidade de recurso. Com isso, a condenação contra Maluf fica mantida. Os ministros também refutaram a tese defendida pelo ex-prefeito de que ele poderia ser julgado por crime de responsabilidade, em que tem direito a foro privilegiado, e não por crime de improbidade administrativa, em que os julgamentos são em primeira instância, sem direito ao foro e com penas mais rígidas. G1, Brasília, Mirella D'élia.

SUGESTÃO DO "CHEF": KING BAURU !!!

Law Kin Chong vai para prisão domiciliar.

O juiz Enio Moz Godoy, da 2ª Vara de Execuções Criminais de Bauru (SP), concedeu, na tarde desta quarta-feira (13), prisão domiciliar ao empresário chinês Law Kin Chong, considerado o maior contrabandista do País, que atuava na região da rua 25 de Março, em São Paulo, e cumpre pena de quatro anos. O réu poderá ficar em casa. Chong foi preso em 2004, quando foi filmado tentando subornar, com uma importância entre R$ 3 e R$ 7 milhões, o presidente da CPI da Pirataria, então deputado Luiz Antonio Medeiros, para que seu nome não constasse do relatório final da investigação. Esteve recolhido na sede da Polícia Federal de Brasília até agosto do ano seguinte, quando foi transferido para o Instituto Penal Agrícola de Bauru. Ficou até o final daquele ano no presídio local, que é semi-aberto, mas foi novamente levado ao sistema fechado. Em março passado, retornou ao IPA de Bauru, onde tem trabalhado como garçom no refeitório dos funcionários. A defesa de Chong há muito tenta transformar sua pena em domiciliar, mas encontrou dificuldade porque, embora preenchesse o requisito básico para a progressão de pena - o cumprimento de um sexto - o réu tem agravantes em grau de recurso. Foi necessário recorrer ao Supremo Tribunal Federal que, por decisão unânime da 1ª turma, reconheceu o seu direito à progressão, fornecendo elementos para a decisão de primeira instância. A pena de quatro anos termina em abril do próximo ano. Assim, mesmo que haja o agravamento pedido, que pode chegar até 12 anos, o réu ainda terá cumprido um sexto, o que garante o benefício da progressão. G1, SP, AE.

quarta-feira, junho 13, 2007

XÔ! ESTRESSE: [In:] A "RELAXADA" MINISTRA




[Chargistas: Cleriston, Duke, Melado, Quinho].

MINISTRA DO TURISMO: EM RESPOSTA ...

Marta sobre crise aérea: 'relaxa e goza'.

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, sugeriu aos passageiros enfrentar as dificuldades nos aeroportos do país com um velho ditado: "relaxa e goza". O comentário foi feito nesta quarta-feira (13) após o lançamento do Plano Nacional do Turismo, que prevê investimentos de cerca de R$ 984 milhões na promoção interna e externa do Brasil até 2010. Ao ser perguntada sobre o que dizer aos turistas diante dos recentes problemas nos aeroportos, a ministra, que é sexóloga, afirmou: “Relaxa e goza porque você vai esquecer dos transtornos”. A ministra do Turismo disse que uma das medidas para reduzir os atrasos nos aeroportos é investimento em novas aeronaves pelas companhias aéreas. “Mas esse não é um problema só do Brasil, é um problema mundial”, minimizou Marta Suplicy. No lançamento do programa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo precisa fazer campanhas para estimular o turismo interno e criticou o fato de os locais turísticos do país receberem apenas atenção negativa da imprensa. A expectativa do governo é gerar 1,7 milhão de novos empregos e facilitar a entrada de US$ 7,7 bilhões nesse país. “O que a gente vê de bonito na imprensa brasileira? Não tem. Se fala de Pernambuco, é morte. Se fala do Ceará, é morte. Se fala da Bahia, é morte. Daí, (o turista) fala: ‘espera aí, eu não vou sair daqui. Vou ficar dentro de casa’. Ele ainda olha para ver se tem uma fresta para não vir uma bala perdida. Essa é uma parte histórica do país, mas há outra parte que nos motiva a viajar”, afirmou. O presidente defendeu que os estados turísticos invistam em propaganda das belezas naturais nos estados mais ricos do país. Mas, mais uma vez, voltou a atacar os críticos dessa iniciativa. “Agora, se fizer isso, vão dizer que estão gastando dinheiro público. Vem o Ministério Público fazer um protesto, já vai um deputado de oposição criticar, já vão fazer um monte de coisa”, disse Lula. Dentro do plano, está previsto o lançamento de um programa de crédito consignado para aposentados na compra de pacotes turísticos com juros ao redor de 1%. O presidente classificou o projeto como uma maneira de estimular o brasileiro a viajar.“Turismo não é só dinheiro, é, sobretudo, um estado de espírito. Nós precisamos bulir com o estado de espírito do povo brasileiro”, afirmou Lula. O presidente defendeu investimentos no setor aéreo nacional para baratear o custo de passagens, como aviões com menor capacidade.“Precisamos encontrar um jeito de favorecer os mais pobres a viajar. E aí vou ser sincero: precisamos ocupar melhor o espaço aéreo porque estamos tão próximos, mas tão distantes”, disse. G1, Tiago Pariz.

OPERAÇÃO XEQUE-MATE: APENAS UM "VALE-COMPRA"

Vavá admite encontros com empreiteiro e agropecuarista à PF.

O irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o aposentado Genival Inácio da Silva, o Vavá, reconheceu ter se encontrado com um empreiteiro e com um agropecuarista flagrados em conversas telefônicas pedindo favores ao empresário de bingos Nilton Cezar Servo, mas negou ter sido pago pelo trabalho, segundo reportagem publicada nesta quarta-feira pela Folha. A declaração faz parte de um depoimento que Vavá prestou à Polícia Federal em São Bernardo do Campo (SP) no último dia 4. A Folha teve acesso a trechos do depoimento, sob sigilo na Justiça Federal. O irmão do presidente reconheceu ter pedido emprestado, "uma única vez", R$ 2.000 para Servo, "para pagar uma conta". Em contradição com o que diz Servo a interlocutores diversos nos telefonemas grampeados pela PF, Vavá disse que esses pedidos não foram freqüentes. O depoimento integra o inquérito da Operação Xeque-Mate, desencadeado pela PF em Mato Grosso do Sul para investigar a máfia de caça-níqueis. Vavá foi indiciado por tráfico de influência no Executivo e exploração de prestígio no Judiciário por suposto envolvimento com a máfia. A PF chegou a pedir a prisão do irmão de Lula, mas a Justiça indeferiu o pedido. O presidente Lula disse ontem em em Guarulhos (SP) que duvidava que Vavá tivesse feito lobby junto ao governo. "Não acredito que Vavá seja lobista. Ele está mais para ingênuo", afirmou. Outro irmão de Lula, José Ferreira da Silva, o Frei Chico, admitiu ter ligado no dia 20 de maio a Vavá para advertir o irmão de que ele estaria fazendo um suposto lobby no governo e marcar um encontro dele com Lula em Brasília. A Polícia Federal deverá apresentar hoje à Justiça Federal em Mato Grosso do Sul o relatório final do inquérito sobre a Operação Xeque-Mate. No dia 4 de junho, a PF prendeu 76 pessoas. No dia seguinte, a PF anunciou a prisão de mais duas pessoas --Nilton Cézar Servo e seu filho, Victor Servo. Cézar Servo é investigado por ser dono de máquinas de caça-níqueis em vários Estados e teria ligações com Vavá e com o compadre de Lula, Dario Morelli Filho. Os dois seriam sócios em uma casa de jogos na Baixada Santista. Na noite do dia 6, Hércules Mandetta Neto, irmão do secretário municipal de Saúde de Campo Grande (MS), Luiz Henrique Mandetta, que estava foragido, se apresentou à PF. No dia 8, Ari Silas Portugal, também se entregou. Com isso, a PF já prendeu 80 pessoas na operação. Cinco acusados ainda estão foragidos. Folha Online.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

PF pede prisão preventiva de 11 da ´máfia do jogo´. A Polícia Federal pediu nesta terça-feira à Justiça a prisão preventiva de 11 acusados de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis, mas recuou diante de duas pessoas muito próximas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - seu irmão mais velho, Genival Inácio da Silva, o Vavá, e o empresário Dario Morelli Filho, compadre do presidente e suspeito de integrar a organização. No início da Xeque-Mate, que mira exploração de jogos de azar, a PF pediu a prisão temporária de Vavá, o que foi negado pela Justiça Federal de Campo Grande. A PF enquadrou Vavá pelos crimes de tráfico de influência e exploração de prestígio. Nesta noite, à Justiça, a PF não renovou o pedido de prisão contra Vavá. Estadão.
Advogado diz que Vavá não reconhece voz de irmão em gravação. Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, continua sem reconhecer o interlocutor que aparece conversando com ele numa escuta telefônica feita pela Polícia Federal durante as investigações da Operação Xeque-Mate --que desarticulou uma suposta máfia de caça-níqueis. Seu irmão, José Ferreira da Silva, o Frei Chico, admitiu ontem para o "Jornal da Globo", entretanto, que a voz é dele. Nelson Passos Alfonso, advogado de Vavá, diz que ainda não conversou com seu cliente após Frei Chico ter se reconhecido na gravação telefônica. "Não confirmo nem desminto. Meu cliente não reconheceu a voz. Ouviu somente pela TV. Não deu para reconhecer", disse por telefone à Folha Online. Folha de SP.

CONSTRUTORA GAUTAMA: VERGONHA NACIONAL [V]

Gautama tem ao menos 36 obras sob suspeita.

São Paulo
O Tribunal de Contas do Estado condenou licitações vencidas pela Gautama nas prefeituras de Mauá e Embu entre 1996 e 2003. O contrato de Mauá, assinado em janeiro de 2003, permitiu a concessão de serviços de tratamento de esgoto por 30 anos para a Ecosama, subsidiária da Gautama. O TCE constatou indícios de direcionamento da licitação para favorecer a construtora. A Ecosama recebe o valor pago pelos moradores de Mauá na conta de água. De uma conta de R$ 17,10 por exemplo, a construtora fica com R$ 7,60 pelos serviços de coleta de esgoto. Em troca, a Ecosama deveria ampliar o saneamento básico de Mauá, mas na área destinada a uma estação de tratamento, existe apenas um aterro. Em Avaré, o Ministério Público abriu um inquérito para investigar uma licitação para obras contra enchentes, no total de R$ 60 milhões. O processo de concorrência foi feito pela prefeitura do município em 2002. Segundo o TCU, a prefeitura exigiu um tipo especial de tubulação para a obra e profissionais com atestado de habilitação para instalar esses mesmos tubos. De tão específica, a exigência teria beneficiado a Gautama e excluído sete das nove empreiteiras concorrentes. O TCE também analisa um contrato de obras de saneamento ambiental em Peruíbe. A licitação foi vencida pela empresa Gomes Lourenço, líder de um consórcio do qual faz parte a Gautama. Segundo informações da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o contrato não foi assinado, não ocorreram desembolsos e as obras ainda não foram iniciadas.


Sergipe
As obras de construção de quatro barragens no município de Poço Verde (SE) foram interrompidas em 2002 por indícios de irregularidades e superfaturamento no contrato com a prefeitura. O TCU condenou a licitação e a execução da obra, condenando a Gautama a devolver R$ 44,8 mil aos cofres públicos. Segundo o tribunal, o projeto foi alterado depois da licitação, reduzindo pela metade o número de barragens a serem construídas. De acordo com o TCU, o contrato foi anulado e será feita nova licitação. O Ministério Público Federal (MPF) está investigando o caso.Também há suspeitas sobre a obra de duplicação de uma adutora do Rio São Francisco. Seriam construídos 52 quilômetros na rede de captação de água do rio para Aracaju, pela qual a Gautama recebeu mais de R$ 220 milhões. O MPF calcula que tenha havido um superfaturamento de ao menos R$ 10 milhões. G1, Maria Angélica Oliveira, foto matéria.

CONSTRUTORA GAUTAMA: VERGONHA NACIONAL [IV]


Gautama tem ao menos 36 obras sob suspeita.

Maranhão
O contrato de pavimentação da rodovia BR-402 foi cancelado. Segundo o Dnit, uma auditoria no contrato assinado com o governo do Maranhão mostrou irregularidades. Pontes teriam sido construídas antes da celebração do convênio. A empresa teria omitido a existência das pontes para incluí-las no plano de trabalho como se ainda fossem ser construídas.Além disso, alega o Dnit, a Gautama não levou em consideração normas e procedimentos técnicos.
Mato Grosso
A Justiça proibiu que a Prefeitura de Sinop (MT) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinassem um convênio para a construção de uma rede de esgoto na cidade. Orçada em R$ 46 milhões, a obra seria executada pela Gautama. O BNDES entraria com R$ 38,2 milhões. O restante seria complementado pela prefeitura. O prefeito de Sinop, Nilson Leitão (PSDB), chegou a ser preso na Operação Navalha por suspeita de recebimento de propina pela construtora. Leitão diz que teve encontros com Zuleido Veras, mas nega fraude na licitação da obra.
Pernambuco
As obras de calçamento e drenagem na praia de Porto de Galinhas estão sendo investigadas pelo Ministério Público Estadual (MPE), que abriu um procedimento administrativo.Segundo o promotor Miguel Sales, há indícios de irregularidades, como o atraso nas obras e os aditamentos feitos no contrato.As obras teriam sido iniciadas em 2003, com um orçamento de R$ 32 milhões. O promotor disse que o convênio previa verbas da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Ministério da Integração Nacional, Prefeitura de Ipojuca (PE) e do governo de Pernambuco. Ainda não se sabe quanto foi pago.
Piauí
A Companhia Energética do Piauí (Cepisa) suspendeu o contrato com a Gautama para obras do Programa Luz para Todos.A construtora venceu a concorrência para fazer 15 mil ligações de energia elétrica. O primeiro lote, de 400 ligações, deveria ter sido entregue em meados de março, mas, segundo a Cepisa, as obras não estavam prontas.O contrato, suspenso após a Operação Navalha, está sendo auditado pela Eletrobrás.
Rio de Janeiro
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) está analisando 19 contratos da Gautama no Rio de Janeiro, com valor total de cerca de R$ 230 milhões.Até processos já arquivados, como um projeto de obras de infra-estrutura em Niterói, contratado em 1999, serão revistos.As obras inspecionadas teriam recebido contrapartida de municípios fluminenses e da Companhia Estadual de Habitação (Cehab). Maria Angélica Oliveira, foto matéria.

CONSTRUTORA GAUTAMA: VERGONHA NACIONAL [III]


Gautama tem ao menos 36 obras sob suspeita.

Amazonas
No Amazonas, duas ações de órgãos federais paralisaram obras da Gautama. Na primeira, o Departamento de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) cancelou o contrato de pavimentação de 204 quilômetros da rodovia BR-319, na divisa do Amazonas com Rondônia.

Entre as supostas irregularidades listadas, há o fato de as obras terem começado antes da aprovação do projeto. Também há indícios de superfaturamento. Em 2002, o contrato foi transferido ao Dnit com valor de R$ 91,6 milhões - R$ 4,4 milhões a mais do que o cálculo previsto no projeto da obra que já havia sido aprovado. O contrato com a Gautama para realização das obras na BR-319 foi assinado em 2000 pelo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) em convênio com o governo do Amazonas. Com a extinção da autarquia, o contrato foi assumido, em 2002, pelo Dnit. O Ministério dos Transportes determinou ao Dnit a instauração de um processo administrativo para apurar a responsabilidade sobre as denúncias. Já o TCU determinou à Petrobras que suspenda o pagamento de R$ 1,8 milhão referentes a serviços em sistemas de produção de óleo e gás natural no município de Urucu. Segundo o tribunal, parte do serviço foi executado com insumos e dimensões diferentes dos apresentados inicialmente. Além disso, o valor retido se refere a impostos utilizados na formação de preço, mas que não teriam sido recolhidos pela empresa.
Bahia
O Dnit realiza auditoria nas obras na rodovia BR-342, concluídas em agosto de 2004. Foram gastos R$ 8,4 milhões na restauração e manutenção da estrada. Segundo o Ministério dos Transportes, a licitação tinha cláusulas que dificultavam a participação de outras empresas na concorrência e foram feitos reajustes não previstos no edital e no contrato.
Distrito Federal
O projeto de construção da barragem do Rio Preto, próxima ao município de Planaltina, não saiu do papel. A obra foi licitada em 2001. Em 2002, a Gautama elaborou o projeto. Dos R$ 146 milhões previstos, a empresa recebeu R$ 3,37 milhões. Os repasses foram suspensos neste ano pelo governo do Distrito Federal, que alegou falta de dinheiro para continuar a obra. A Corregedoria do DF está analisando o contrato. O deputado distrital Pedro Passos (PMDB) teve o nome envolvido no caso por suspeita de recebimento de propina para liberação de emendas para a obra. Flagrado em conversas telefônicas com funcionários da Gautama, o deputado alegou que tratava de pagamentos por venda de cavalos. G1, Maria Angélica Oliveira, foto matéria.

CONSTRUTORA GAUTAMA: VERGONHA NACIONAL [II]

Gautama tem ao menos 36 obras sob suspeita.

Alagoas
Com a realização da Operação Navalha, o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) determinou que todos os contratos entre o governo do estado e a construtora passem pela análise da Controladoria-Geral do Estado.

Os principais contratos analisados são dois: construção da barragem Duas Bocas, que está parada, e Macrodrenagem do Tabuleiro do Martins, que previa captação, distribuição e tratamento de água.
Amapá
O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga as obras de construção do novo aeroporto de Macapá. O tribunal determinou à Infraero que não efetue qualquer pagamento à Gautama até que a inspeção seja concluída. O contrato inclui a construção de um terminal de passageiros, construção de prédio e ampliação do pátio de aeronaves. Segundo o TCU, há indícios de superfaturamento em alguns itens do contrato. A licitação, de acordo com o tribunal, pode ter sido montada de forma a prejudicar a participação de outras empresas na concorrência. Segundo informações da assessoria do governo do Amapá, metade do pátio e parte do terminal de passageiros já foram construídos. A previsão é que fossem concluídas até o fim do ano. G1, Maria Angélica Oliveira.

CONSTRUTORA GAUTAMA: MAPA DA VERGONHA NACIONAL!!! [II]


Gautama tem ao menos 36 obras sob suspeita.

Levantamento do G1 mostra que pelo menos 36 obras da construtora Gautama estão sob suspeita em 11 estados e no Distrito Federal. São obras paradas, suspensas e até mesmo interrompidas devido ao cancelamento dos contratos. A Operação Navalha, deflagrada em 17 de maio, lançou suspeitas sobre a atuação da empresa ao desmontar um esquema de superfaturamento de obras públicas e fraude em licitações. O proprietário da Gautama, Zuleido Soares Veras, foi preso pela Polícia Federal junto com outros 16 funcionários da empresa, entre diretores e engenheiros. Os problemas com obras da empreiteira não começaram com as investigações da Navalha. Em muitos casos, os processos e indícios de irregularidades são antigos. Já em outros, a operação levantou suspeitas e gerou novas investigações, como no caso da Companhia Energética do Piauí (Cepisa), que suspendeu o contrato da construtora para obras do Programa Luz para Todos. A divulgação das suspeitas pode ter conseqüências ainda maiores para a Gautama. Recentemente, a Controladoria-Geral da União (CGU) recomendou ao Ministério da Integração Nacional que a construtora seja declarada sem idoneidade para participar de concorrências da administração pública. O advogado Luiz Fernando Pacheco, que cuida da defesa de Zuleido e dos funcionários da Gautama na esfera criminal, disse que a empresa não comentará eventuais irregularidades em obras sob suspeita. Ele afirmou que a Gautama ainda contratará um escritório de advocacia para cuidar das questões administrativas da empresa. Por ora, informou, a Gautama não se manifestará.
Confira as obras da Gautama com algum tipo de problema em cada estado: (ver parte II). G1, Maria Angélica Oliveira, foto matéria.

CPI DA NAVALHA: "DE TANTA USADA A NAVALHA JÁ NÃO CORTA..."

Governo evita adesões e emperra CPI da Navalha.

Sem 15 votos do DEM, a oposição não conseguiu avançar ontem na coleta de assinaturas em favor da criação da CPI da Navalha e deixou para hoje um último esforço. No sentido contrário, o líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE), fez até corpo-a-corpo no plenário para evitar novas adesões à proposta de investigação sobre o envolvimento de parlamentares na máfia das obras. No início da noite, o número de assinaturas era o mesmo da véspera: 172, apenas uma a mais do que o mínimo necessário para instalação da CPI. “Vou criar o departamento anti-CPI na liderança, porque não faço outra coisa”, brincou o líder do governo depois de convencer dois parlamentares do PMN a não assinarem o pedido de CPI. O requerimento foi levado até o plenário pelo deputado Júlio Delgado (MG), da ala independente do PSB. “Com 172 assinaturas, estamos no limite. É melhor esperar mais adesões, porque os líderes do governo já estão até com requerimento pronto para retirada de assinaturas”, afirmou, depois da tentativa frustrada de ampliar a adesão com o PMN. O líder do DEM na Câmara, Onyx Lorenzoni (RS), também não escondia o constrangimento, uma vez que boa parte dos deputados da Bahia e de Sergipe se recusaram a apoiar a CPI por causa da suspeita de envolvimento do deputado Paulo Magalhães (DEM-BA) e do ex-governador sergipano João Alves Filho no esquema de corrupção para beneficiar a Construtora Gautama, tida como chefe da máfia. Também não assinaram o pedido de criação da CPI deputados do DEM do Maranhão e do Piauí. “Ainda estou tentando fazer alguns assinarem. Mas não dá para botar a culpa na gente”, disse Lorenzoni.Embora tenha proposto a CPI por causa do desvio de verba pública que a Operação Navalha vem investigando, a oposição trabalha para incluir nela a Operação Xeque-Mate, por causa da suspeita de envolvimento de Genival Inácio da Silva, o Vavá, e de Dario Morelli Filho, respectivamente irmão mais velho e compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se a CPI da Navalha naufragar, a tentativa da oposição será emplacar a CPI dos Jogos Ilícitos, proposta pelo tucano Carlos Sampaio (SP). “Precisamos ter humildade para saber que a oposição sozinha não consegue 171 votos para abrir uma CPI. Temos que ter 40 ou 50 votos do outro lado (governistas)”, reconheceu Lorenzoni. Estdão, Luciana Nunes Leal.

SANTO DE CASA [VAVÁ]: QUEM É O MILAGREIRO, ENTÃO???


Lula: Vavá está mais para ingênuo que lobista.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça (12), em São Paulo, que Genival Inácio da Silva, o Vavá, um dos irmãos dele, "está mais para ingênuo que para lobista". Vavá foi indiciado em inquérito pela Polícia Federal, durante a Operação Xeque-Mate, sob a acusação de atuar como lobista e praticar tráfico de influência no governo em favor de empresários que exploravam ilegalmente caça-níqueis. "Duvido que o Vavá tenha conseguido fazer algum lobby na sua vida. E claro que aqui está a paixão do irmão, mas duvido que ele tenha feito algum lobby", afirmou o presidente em entrevista, antes de participar de um congresso de metalúrgicos da CUT (Central Única dos Trabalhadores). Para o presidente, Vavá não era o principal alvo da Polícia Federal. "A PF pede a quebra do sigilo telefônico de uma pessoa, e se prepara para encontrar um cardume de pintados. E o Vavá, nesse caso, está mais para um lambari. Só que é um lambari especial, porque é irmão do presidente da República", afirmou. Lula atribui ao parentesco o fato de Vavá ter se tornado alvo na Operação Xeque-Mate, da Polícia Federal. "Obviamente pelo fato do Vavá ser meu irmão, ele desperta muito mais atenção do que um criminoso ou alguém que tenha feito um lobby infinitamente maior. Só que ele é meu irmão, e ele tem que pagar o preço por isso", disse. Lula evitou comentar detalhes dos grampos telefônicos da PF porque, segundo ele, isso não é atribuição de um presidente da República. "Presidente não pode ficar respondendo sobre telefonema. Acho que é melhor esperar a investigação correta. Os que forem culpados serão punidos", disse. De acordo com o presidente, o irmão se comporta como um pai para toda a família. "Fui ao Vavá há 15 dias e o achei abatido, envelhecido. Na próxima vez em que vier a São Paulo, vou visitá-lo outra vez. Tenho carinho especial. Ele é um paizão da família, cuida de todo mundo", declarou. Lula voltou a reclamar do vazamento de informações das operações policiais para a imprensa. "Dependendo, se houver briga política, as pessoas vão pingando para um jornal uma coisa, para outro outra coisa, e as pessoas, sem poder se defender, vão sendo execradas. Como sou republicano, acho que nós precisamos fazer a apuração correta." "Estou vivendo momento de reflexão do que está acontecendo. Temos processo de escuta telefônica que deveria ser sigiloso e todo dia há uma nova informação que não sabemos se é verdadeira, que é truncada", disse. Lula afirma que sempre avisou aos irmãos que não toleraria privilégios. "Os meus irmãos sabem do comportamento que eu tenho com eles. Não existe favor para amigos, irmãos e adversários." E apesar de fazer a defesa de Vavá, o presidente fez reparos à atitude do irmão, que manteve conversas telefônicas com presos da Operação Xeque-Mate. "Só pelo fato de ser meu irmão, o Vavá deveria ter tido mais responsabilidade." G1., SP. foto matéria.

terça-feira, junho 12, 2007

XÔ! ESTRESSE: "O PEQUENO PRÍNCIPE"




[Chargistas: Angeli, Henrique].

AÉCIO NEVES/2010: "TODOS OS HOMENS DO PRESIDENTE" [II]

Geddel diz a Aécio que portas do PMDB estão abertas para ele.

BH. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), recebeu na segunda-feira uma indicação de apoio das bancadas federal e estadual do PMDB mineiro a seu futuro projeto político e a suas demandas no Congresso e na Assembléia Legislativa. Ao mesmo tempo, em visita a Belo Horizonte, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, um dos caciques do partido, disse que as portas do PMDB “estarão sempre abertas” para ele. Geddel e Aécio se reuniram no início da noite, no Palácio da Liberdade. O PMDB é considerado o “Plano B” do governador para a disputa da eleição presidencial de 2010, embora ele não assuma essa possibilidade. Antes do encontro, ao ser questionado sobre o assunto, Geddel disse que o PMDB teria “muita alegria e orgulho de ter um quadro como Aécio Neves”. Afirmou que não faria a deselegância de convidá-lo a entrar na legenda, mas completou: “Não farei o convite a Aécio porque ele sabe que as portas estarão sempre abertas.” O ministro salientou ainda que o nome do governador é “justamente especulado para vôos futuros”. Aécio rechaça qualquer possibilidade de deixar o PSDB caso seja preterido na eventual disputa com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), pela indicação do próximo candidato tucano à Presidência. Em Minas, porém, tem cortejado explicitamente o PMDB. No ano passado, quando Aécio foi reeleito com 77% dos votos válidos, os peemedebistas de Minas formalizaram aliança com o PT. O PMDB apoiou a candidatura de Nilmário Miranda (PT), que foi derrotado, e indicou o candidato ao Senado, o ex-governador Newton Cardoso, que também não se elegeu. Na segunda, Aécio esteve com as bancadas do PMDB no início da tarde. Porta-voz do encontro, o presidente do PMDB mineiro, deputado federal Fernando Diniz, saiu do palácio falando em “união em prol da defesa de Minas” e no rompimento da “hegemonia de 16 anos dos paulistas”, numa referência à Presidência da República. “O que há é um desejo manifesto de nós, parlamentares do PMDB, de que ele seja candidato, de preferência no PMDB. Não sendo, é o candidato de Minas, portanto, estaremos com ele”, destacou Diniz. Os deputados federais se comprometeram a defender na Câmara a proposta de Aécio de partilha da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), sendo 20% destinados aos governos estaduais e 10% para as prefeituras. Embora tenha o apoio dos parlamentares federais mineiros, na Assembléia o PMDB é considerado oposição. E já condicionou a entrada na base aliada do governador à entrega de cargos em Minas. No mês passado, depois de um encontro polêmico com a cúpula do PMDB, Aécio atraiu líderes tucanos de peso - incluindo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador José Serra - para participar de um jantar em sua homenagem no Jockey Club de São Paulo. Os três se esforçaram para demonstrar unidade e afastar especulações de que o governador mineiro estivesse construindo pontes para concorrer à Presidência pelo PMDB em 2010, caso fosse preterido como candidato em seu partido. Na semana anterior à homenagem no Jockey, Aécio havia sido a estrela de um jantar com o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), e o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), em Brasília. Estadão, Eduardo Kattah.

RENAN CALHEIROS 'et. al.' [In:] "TODOS OS HOMENS DO PRESIDENTE" (*)

Arquivamento ligeiro do caso Renan será contestado.

Trama-se nos subterrâneos do Conselho de Ética do Senado um contra-ataque à manobra urdida para arquivar, a toque de caixa, a representação contra Renan Calheiros (PMDB-AL). Senadores insatisfeitos decidiram pedir vista do processo caso o relator Epitácio Cafeteira (PTB-MA) proponha o sepultamento do processo sem a realização de interrogatórios. Previsto no regimento interno do Senado, o pedido de vista não pode ser negado pelo presidente do Conselho de Ética, Sibá Machado (PT-AC). Por isso os idealizadores da reação à manobra pró-Renan optaram por esse instrumento, que lhes permitirá adiar a decisão por cinco sessões. Decorrido esse prazo, os autores do pedido de vista levarão ao Conselho de Ética um ponto de vista bem diferente do que vem sendo exposto publicamente pelo relator. Epitácio Cafeteira, aliado de José Sarney (PMDB-AP) e do próprio Renan, acena com a hipótese de concluir o seu relatório sem realizar nenhuma inquirição. No parecer alternativo, será esgrimida a tese de que não se pode sepultar uma representação por quebra de decoro parlamentar sem interrogar os envolvidos. Serão requeridas, pelo menos, as convocações do lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior; da jornalista Mônica Veloso, ex-amante de Renan; e do empreiteiro Zuleido Veras (a representação do PSOL contra Renan também inclui um pedido de investigação das relações do senador com o dono da Gautama). Confrontado com duas concepções diametralmente opostas, o Conselho de Ética será obrigado a decidir no voto. O grupo pró-Renan, amplamente majoritário, tem tudo para prevalecer no Conselho de Ética. Mas a exposição pública do voto de cada um vai cobrar um preço político mais alto dos participantes da manobra. Nem mesmo a entrevista que Mônica Veloso concedeu à revista Veja, reafirmando que sempre tratou das questões financeiras não com Renan, mas com o lobista Cláudio Gontijo, alterou o ânimo pró-Renan que inspira o Conselho de Ética. Há 15 senadores no conselho. Por ora, só três esboçam interesse em aprofundar as investigações: Jefferson Peres (PDT-AM), Demóstenes Torres (DEM-GO) e José Nery (PSOL-PA). Nesta segunda-feira (11), o relator Epitácio Cafeteira recebeu o papelório referente ao processo: a representação formulada pelo PSOL e os extratos bancários e declarações de rendimentos que Renan Calheiros havia remetido ao corregedor do Senado, Romeu ‘Quero Absolver’ Tuma. A próxima reunião do Conselho de Ética será na quarta-feira (13). Antecipando-se à intimação do conselho, Renan Calheiros entregou a sua defesa. Escrito por Josias de Souza, Folha Online.
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(*) Título Original: All the President's Men. (EUA) 1976; Estúdio Warner Bros.

CUSTO BRASIL: "O PODER EMANA DO POVO E EM SEU NOME É EXERCIDO"



A Transparência Brasil divulgou nesta segunda-feira (11) um levantamento inédito acerca do custo das casas legislativas no Brasil. Cruzando os orçamentos da União, dos Estados e dos municípios, a entidade verificou que os habitantes das capitais brasileiras pagam anualmente uma média de R$ 117,42 para manter em funcionamento o Congresso (Câmara e Senado), as assembléias e as câmaras de vereadores. Descobriu-se também que o custo do legislativo, nas três esferas, não bate no bolso dos brasileiros de modo uniforme. Por exemplo: o morador de Boa Vista, capital de Roraima, desembolsa anualmente R$ 224,82; o de São Paulo, cidade infinitamente mais rica, comparece com R$ 68,51 por ano. Os brasileiros mais pobres, em regra, arcam com um percentual maior dos gastos decorrentes do funcionamento do Legislativo, eis o salta do estudo da Transparência Brasil. Tomando-se apenas o Congresso Nacional, verificou-se que a Câmara custa a cada brasileiro R$ 18,14 por ano. O Senado, R$ 14,48. Entre as Assembléias Legislativas, a mais cara é a do Estado de Roraima. Custa R$ 145,19 por pessoa. A mais barata é a de Sergipe. Sai por R$ 10,63 anuais por habitante. Entre as Câmaras Municipais, a mais cara é a de Palmas, capital do Tocantins. Custa anualmente R$ 83,10 por habitante. A mais barata é a Belém, capital do Pará. Ali, cada habitante paga anualmente R$ 21,09. Somando-se os orçamentos do Congresso , das assembléias de todos os Estados e das câmaras de vereadores das capitais, descobre-se que os legislativos brasileiros custam ao erário R$ 12,5 bilhões anuais. Desse total, R$ 6,1 bilhões são gastos pelo Congresso (Câmara e Senado) e R$ 6,4 bilhões pelas assembléias estaduais e câmaras de vereadores. Pressionando aqui, você será conduzido à íntegra das conclusões a que chegou a Transparência Brasil com o seu estudo. Escrito por Josias de Souza, Folha Online, imagem matéria.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"


Justiça quebrou sigilos de Vavá e 85 investigados. A 5a Vara da Justiça Federal de Mato Grosso do Sul autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de todos os investigados da Operação Xeque-Mate. A lista inclui 86 suspeitos, entre eles Genival Inácio da Silva (foto), irmão de Lula, e o petista Dario Morelli, compadre do presidente. A abertura dos sigilos dos suspeitos foi autorizada no curso das investigações. Parte dos dados já foi anexada ao processo. Segundo apurou o blog, as informações serão usadas pela PF para embasar pedidos de prisão preventiva que serão feitos à Justiça. Josias de Souza, Folha Online (foto matéria).
Navalha roça lâmina no pescoço de outro ministro. O outro ministro; A PF tem gravados pelo menos três telefonemas entre o lobista Sérgio Sá, peça estratégica no esquema do empreiteiro Zuleido Veras, e o ministro das Cidades, Márcio Fortes. O teor dos diálogos, ainda mantidos em sigilo, revela intimidade entre os interlocutores. Fortes foi citado uma vez em relatório da Operação Navalha -que já derrubou Silas Rondeau (Minas e Energia). No trecho em questão, o ex-presidente do PP Pedro Corrêa é acusado de traficar influência nas Cidades para liberar dinheiro à construtora Gautama. Informada do conteúdo das gravações, a cúpula do PP discute em privado um substituto, caso Fortes tenha que sair. Um nome aventado foi o de Francisco Dornelles, de quem o atual ministro é muito próximo. Josias de Souza, Folha Online.
11 de junho de 2007 - 22:50
Governo prioriza capital internacional, diz líder do MST. SOROCABA - A dirigente nacional do Movimento dos Sem-Terra (MST), Marina dos Santos, acusou o governo Lula de dar prioridade ao capital internacional em detrimento das reformas que poderiam produzir melhor distribuição de renda. Nesta noite, na abertura do 5º Congresso Nacional do movimento, disse que o governo, no segundo mandato, mantém a política de continuidade que segue à risca as regras internacionais. Ela disse que o governo nada faz contra os "privilégios e interesses das elites". As reformas e projetos do governo, segundo ela, beneficiam o capital internacional e priorizam as transnacionais e a indústria dos transgênicos. Segundo ela, o congresso será um marco da luta contra as "políticas neoliberais" desse governo. Ela defendeu um projeto "popular e revolucionário" que resolva os problemas do País e criticou a imprensa, que chamou de "servil". ´ Estadão, José Maria Tomazela.
Base aliada pressiona por retirada de apoio à CPI da Navalha. Governo e oposição começam nesta terça-feira, 12, uma queda-de-braço para, de um lado, tentar afundar e, de outro, avançar na abertura da CPI da Navalha, que pretende investigar o suposto envolvimento de parlamentares com a máfia das obras. A possibilidade de ampliação do foco das investigações para a Operação Xeque-Mate - que envolve Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Dario Morelli Filho, seu compadre - reforçou a tática governista de forçar a retirada de parte das 172 assinaturas ao pedido de abertura da CPI. A oposição tinha conseguido 173 assinaturas, mas um deputado da base governista retirou o apoio na segunda-feira. Augusto Carvalho (PPS-DF), um dos encarregados de recolher assinaturas, não quis revelar o nome do deputado que desistiu do pedido de investigação. Também assinaram o documento 29 senadores. Os oposicionistas querem aumentar o número de adesões, porque sabem do esforço dos líderes governistas para impedir a CPI. Estadão, Luciana Nunes Leal.

OPERAÇÃO XEQUE-MATE/MS: TOLERÂNCIA "LEGAL"


Bingo e caça-níquel eram política de governo de Zeca do PT, diz delegado.

A tolerância com a jogatina em Mato Grosso do Sul, alvo principal da Operação Xeque-Mate, teve respaldo em uma lei estadual e uma contratação feita pelo governo Zeca do PT, em seu primeiro mandato (1999-2002). A informação é do delegado Marcelo Vargas Lopes, da Polícia Civil, que depôs ontem no inquérito sobre corrupção, contrabando, formação de quadrilha, tráfico de influência e exploração de prestígio envolvendo 79 empresários e lobistas, incluindo Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Dario Morelli Filho, amigo e compadre do presidente.“Bingo e caça-níquel não era uma política de repressão de segurança pública, mas uma política de governo”, declarou Vargas. O delegado é citado nos grampos feitos pela Polícia Federal, com autorização da Justiça. Ele atribui as menções ao seu nome à “raiva desse povo”. Vargas, que foi diretor da Delegacia Especializada de Ordem Política e Social (Deops), entre julho de 2003 e julho de 2006, acredita que é “alvo de retaliação, com certeza”. Os grampos revelam que a máfia dos caça-níqueis corrompia policiais para não ter as suas máquinas apreendidas e para obter informações antecipadas sobre repressão. Vargas é citado em uma conversa de Ari Silas Portugal, acusado de chefiar uma das cinco quadrilhas desbaratadas pela PF. Portugal aparece nas investigações como sócio do deputado estadual Coronel Ivan (PSB) - que foi comandante da PM na gestão Zeca do PT. Segundo a PF, Ivan, além de sócio, usava a sua influência dentro da corporação para favorecer o grupo e os seus negócios. Em um diálogo entre Portugal e um funcionário, gravado em 8 de março, ele sugere o envolvimento de Vargas no esquema: “Está do nosso lado.” Portugal parece confiante que suas máquinas não serão apreendidas e pede para o funcionário manter a casa de videobingo aberta. “Fala para ele deixar aberto lá, na nossa ninguém vai mexer não.” E explica: “Ele conhece o cara, tá no lugar do cara que tá do nosso lado. Os caras acho que não pagou lá... Mas não é para deixar levar nada. Só se tiver mandato da Federal, Civil não é para deixar levar não, nem Militar.”Para a PF, “ele” é Ivan, “o cara” é o delegado da Deops Fernando Augusto Soares Martins - preso na Operação Xeque-mate - e “o cara que tá do nosso lado” é Vargas. Vargas confirmou ontem ter conversado com Ivan, mas nega ligação com o grupo investigado: “Realmente conversei com o Coronel Ivan várias vezes, mas foram contatos profissionais.” “Durante todo esse período em que fui titular da Deops, existia uma lei estadual que permitia a exploração das máquinas, inclusive a concessão para uma empresa de Campo Grande, que firmou convênio com a Lotesul”, declaro o delegado. “Era um problema de fiscalização, segundo as orientações de governo. Não era responsabilidade da Deops.” Segundo Vargas, com base na lei estadual do bingo, o governo Zeca do PT abriu uma licitação e contratou a Jana Promoções, do empresário Jamil Nami - cujo filho, Jamil Nami Filho, foi preso pela Xeque-Mate. “A polícia não tinha competência para fechar bingos”, afirma.O delegado diz que a “política de governo” ligada ao jogo ainda vigora: “Ou não existem banca de jogo do bicho na cidade?” Vargas supõe que foi alvo de vingança por ter comandado uma operação no norte do Estado, na qual foram apreendidos 76 caça-níqueis. A missão foi deflagrada depois que o jogo virou polêmica no governo e a Justiça cassou liminares favoráveis aos empresários.Procurado ontem, Zeca do PT não se manifestou sobre o caso. Estadão, Colaborou João Naves, especial para O Estado, Fausto Macedo e Ricardo Brandt, Campo Grande-MS.

CPI DA NAVALHA: NO FIO OU SEM FIO?

Base aliada pressiona por retirada de apoio à CPI da Navalha

BRASÍLIA - Governo e oposição começam nesta terça-feira, 12, uma queda-de-braço para, de um lado, tentar afundar e, de outro, avançar na abertura da CPI da Navalha, que pretende investigar o suposto envolvimento de parlamentares com a máfia das obras. A possibilidade de ampliação do foco das investigações para a Operação Xeque-Mate - que envolve Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Dario Morelli Filho, seu compadre - reforçou a tática governista de forçar a retirada de parte das 172 assinaturas ao pedido de abertura da CPI. A oposição tinha conseguido 173 assinaturas, mas um deputado da base governista retirou o apoio na segunda-feira. Augusto Carvalho (PPS-DF), um dos encarregados de recolher assinaturas, não quis revelar o nome do deputado que desistiu do pedido de investigação. Também assinaram o documento 29 senadores. Os oposicionistas querem aumentar o número de adesões, porque sabem do esforço dos líderes governistas para impedir a CPI. “Estamos no fio da navalha”, brincou Carvalho, para quem a retirada de mais assinaturas inviabiliza a CPI. Ele não concorda, porém, com a ampliação da investigação para a Operação Xeque-Mate. “Nosso pedido é para um objeto específico. Quem assinou o pedido da CPI não assinou um papel em branco. Acho que tudo que tem bandalheira deve ser investigado, mas agora não cabe ampliar o foco da investigação.” Já o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), considera que a CPI deve apurar tudo que se refere a tráfico de influência, favorecimento de parlamentares e envolvimento suspeito com a iniciativa privada. “Tudo se relaciona. Se tem a oitiva de um delegado na CPI, ele falará sobre as influências no governo”, afirmou. O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse na segunda-feira, no Rio, que é necessário investigar “o que acontece ao redor do PT”. Ele disse que “os novos acontecimentos” fazem com que a criação da CPI da Navalha seja cada vez mais importante. “Que saia e que seja ampliada”, afirmou, referindo-se à Operação Xeque-Mate. Chico Alencar disse que, nos próximos dois dias, os oposicionistas tentarão garantir “uma margem de segurança maior” do que as 172 assinaturas atuais. Se a CPI da Navalha não se sustentar, a oposição vai investir no pedido de CPI dos Jogos Ilícitos, feito pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP). Mas a tentativa ainda será de dar fôlego à CPI da Navalha. Além da retirada de pelo menos 15 assinaturas, os governistas contam com a saia-justa enfrentada por alguns oposicionistas, especialmente da Bahia e de Sergipe, por causa do suposto envolvimento do deputado Paulo Magalhães (DEM-BA) e do ex-governador João Alves (DEM-SE). Os dois negam qualquer participação na máfia das obras. Estadão. (Colaborou Adriana Chiarini), Luciana Nunes Leal.

"SILVA's BROTHERs": COM FREI PARA AVIVAR A MEMÓRIA!


Frei Chico reconhece que ligou para advertir Vavá.

José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, admitiu nesta segunda-feira (11) que é dele a voz na gravação de um telefonema com Genival Inácio da Silva, o Vavá. Os dois são irmãos de Lula e combinavam um encontro com o presidente em Brasília. Na gravação feita pela Polícia Federal durante a operação Xeque-Mate, que investiga a máfia do jogos de azar, Frei Chico repreende Vavá sobre um suposto lobby do irmão em ministérios. Apesar de ligar da própria casa, um apartamento de um conjunto habitacional em São Caetano do Sul, no Grande ABC, em São Paulo, Frei Chico a princípio se identificou como "Roberto" ao falar com Vavá. "Quando ele fala do Roberto da Cleusa, realmente é um primo nosso de terceiro grau, casado com uma prima de segundo grau", explicou Frei Chico, completando que não queria conversar com o Vavá por telefone. Procurado pelo Jornal Nacional nesta segunda-feira (11), primeiro Frei Chico relutou em reconhecer que era ele o interlocutor de Vavá na conversa registrada pela polícia, mas admitiu que já tinha falado com o irmão sobre um assunto parecido. “Ele tem muita vontade de ajudar os outros, e eu o alertei sobre o seguinte: ‘você não vai a Brasília. Não vai lá, porque você, Vavá, tem muita bronca... deve ter muita bronca, tem fofoca. E aí Vavá, todo mundo vai meter o pau em você e aí não é bom presidente, não é bom pra família, Vavá’”, contou Frei Chico. “Rapaz, pode ser que seja a minha gravação, mas eu não tenho nada a esconder cara”. Mais tarde, em entrevista ao Jornal da Globo, Frei Chico reconheceu: foi ele quem, no dia 20 de maio, um domingo, às 20h02, ligou para o irmão Vavá, dizendo que queria levá-lo para um encontro com o presidente Lula. Sem identificação - O Lula quer que você vá lá ouvir uma coisa. Vavá - Ah. Sem identificação - Vai conversar com ele à noite. Vavá - Ah, ah. Sem identificação - Tá? Ele quer conversar na casa dele, tranqüilo, tá? Então vamos pensar um dia aí. Vavá - Tá. mas eu vou de tarde e vou voltar. Não vou ficar lá não. Sem identificação - Eu quero saber, Vavá, porque tem umas broncas lá que você anda apresentando uma pessoa lá no ministério. Vavá- Eu? Sem identificação - Vavá, depois nós conversa, tá? ". Eu confirmo tudo isso que eu falei para ele", afirmou Frei Chico, e ressalta que o objetivo seria reeprender Vavá. "As bronca (sic) a gente cria para tentar por medo no Vavá." G1, JG. foto matéria.

segunda-feira, junho 11, 2007

XÔ! ESTRESSE [In:] OPE-"RAÇÕES"







[Chargistas: Brum, Benett, Clayton, Sinovaldo].

OPERAÇÃO XEQUE-MATE: A "CHAMA" QUE NÃO SE APAGA!


Oposição quer investigar parentes de Lula na CPI da Navalha

BRASÍLIA - A oposição na Câmara já avalia que não conseguirá reunir apoio suficiente a uma CPI exclusiva para investigar o irmão e o compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusados de ligação com a chamada máfia dos caça-níqueis. Diante da dificuldade política, a idéia é apurar eventuais irregularidades na CPI da Navalha, ainda pendente de criação. "Não temos condições de dispersar. Precisamos de foco. Estamos há três semanas tentando viabilizar a CPI da Navalha. Acho que devemos colocar todos os esforços nisso. Se conseguirmos criá-la, naturalmente poderemos chegar no Dario e no Vavá", disse à Reuters o líder do Democratas, deputado Onyx Lorenzoni (RS), referindo-se, respectivamente, ao compadre do presidente, o petista Dario Morelli, e ao irmão mais velho de Lula, Genival Inácio da Silva, o Vavá. Ambos são investigados pela Polícia Federal na Operação Xeque-Mate sobre a exploração de máquinas caça-níqueis e corrupção. Dario Morelli foi preso e é suspeito de envolvimento direto no esquema. Vavá foi indiciado por suposta prática de tráfico de influência. Apesar de ser um prato cheio às disputas políticas, a oposição não vê muitas brechas para impor derrotas ao presidente no Congresso. Na Câmara, o governo conta com maioria absoluta. No Senado, a correlação é mais equilibrada, e depende do humor das bancadas aliadas na Casa. "A operação Navalha é muito mais abrangente, avança sobre lobby e contratos públicos. Há lógica em criar um braço para investigar ilícitos descobertos na Operação Xeque-Mate", acrescentou Onyx. Semana passada, parlamentares obtiveram número mínimo de assinaturas para abrir a CPI mista com objetivo de investigar fraudes em licitações públicas evidenciadas na Operação Navalha, da Polícia Federal, mas não formalizaram o pedido de investigação. Havia o temor de que o Planalto organizasse uma operação para retirar alguns dos apoios. O deputado Júlio Delgado (PSB-MG), responsável pela coleta das rubricas, resolveu adiar a apresentação oficial da lista para a próxima terça-feira. "Se com esta da Navalha nós estamos tendo algumas dificuldades, imagine com a outra. Não temos condição de recolher assinaturas para a CPI Xeque-Mate, mas podemos tratar do Vavá e do Dario na CPI da Navalha", disse o deputado. Formalmente, Delgado faz parte da base governista, mas é considerado oposicionista pelo governo. Além das 172 assinaturas (uma a mais que o mínimo regimental) já conquistadas, ele conta com outras cinco ou seis promessas de adesão. O Senado já arrecadou 29 assinaturas, duas a mais que o necessário. Estadão, Reuters. (Ao lado de Renan, Lula recebe a chama do Pan 2007, Foto Jamil Bittar/Reuters).

BRASIL/IBGE: PRODUÇÃO INDUSTRIAL

Produção industrial cai em 10 de 14 áreas pesquisadas.

A produção industrial registrou queda em dez das 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em abril ante março. Todas as áreas com redução na produção tiveram taxas abaixo da média nacional (-0,1%), com destaque para Goiás (-4,0%) e Espírito Santo (-3,0%) com as quedas mais acentuadas. Entre as áreas que ampliaram a produção, Rio Grande do Sul (2,9%) e Rio de Janeiro (0,8%) alcançaram as taxas mais expressivas, enquanto Santa Catarina e São Paulo (ambas com 0,1%) praticamente "repetem" o patamar de produção do mês anterior. Na comparação com abril do ano passado, o resultado foi bem diferente e apontou crescimento em dez das 14 regiões investigadas. Nesse indicador (no qual o resultado na média nacional foi de alta de 6,0%), os destaques positivos ficaram com o Rio Grande do Sul (16,1%) e o Paraná (13,2%). Com expansão acima da média nacional estiveram ainda Minas Gerais (9,7%), Santa Catarina (8,7%) e Pernambuco (6,5%). Também com resultados positivos, porém abaixo do crescimento do país, aparecem: São Paulo (4,7%), Rio de Janeiro (4,5%), Amazonas (3,6%), Espírito Santo (2,1%) e Pará (1,3%). Entre os locais que apresentaram quedas, as reduções mais acentuadas ocorreram em Goiás (-3,1%) e na Bahia (-6,7%). A produção da indústria paulista, em abril, ficou "praticamente estável" (0,1%) frente ao mês imediatamente anterior, já descontadas as influências sazonais, voltando a repetir um desempenho semelhante ao de março (0,0%). O estado responde por cerca de 40% da produção do país. Na comparação com abril de 2006, a indústria paulista registrou expansão de 4,7%, quarta taxa positiva consecutiva nesse indicador. No acumulado do primeiro quadrimestre deste ano houve avanço de 3,4% e em 12 meses, de 3,2%. Segundo o documento de divulgação do IBGE, na comparação com abril do ano passado houve predomínio de resultados positivos, que atingem 17 das 20 atividades pesquisadas no Estado, enquanto que em março eram 12 as que cresciam nesta comparação. As principais contribuições positivas vieram de máquinas e equipamentos (16,6%), setor associado à produção de bens de capital , máquinas para escritório e equipamentos de informática (51,7%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (14,4%). Já os impactos negativos vieram de refino de petróleo e produção de álcool (-5,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,1%) e edição e impressão (-2,2%). G1, AE.

TRÁFICO DE DROGAS: BOLÍVIA & PCC/BRASIL

Jornal boliviano diz que principal comprador de cocaína boliviana é o PCC .

Mais de 80% da cocaína que se produz na Bolívia é comercializada no Brasil. De acordo com o jornal boliviano "La Razón", o percentual que tende a aumentar e pode provocar um conflito diplomático. A reportagem diz que o principal comprador da cocaína boliviana é a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). "Há grandes máfias que se encarregam de distribuir cocaína e reexportá-la para a Europa", disse ao jornal um policial brasileiro. O policial brasileiro, cuja identidade não foi revelada, afirmou que a entrada de cocaína boliviana no Brasil mais que triplicou. O entrevistado ainda disse que o governo brasileiro está muito preocupado por este motivo, que pode gerar um conflito diplomático entre os dois países. No primeiro trimestre do ano, a polícia brasileira apreendeu uma tonelada e meia de cocaína boliviana. A quantidade equivale ao total apreendido em 2006, de acordo com o jornal. No mês passado, a polícia antinarcóticos da Bolívia descobriu uma fábrica no Parque Nacional Kaa-Iya, 1.300 km ao sudeste de La Paz, na fronteira com o Paraguai, com uma capacidade de produção de 100 quilos de cocaína por dia. Segundo investigações preliminares, a fábrica abastecia provavelmente uma parte dos mercados da Argentina, Brasil e Chile. France Presse, La Paz, Folha Online.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

TCU condenou 367 por mau uso do dinheiro público em 2007. Durante o primeiro trimestre de 2007 o Tribunal de Contas da União (TCU) condenou 367 responsáveis ao recolhimento de débitos ou pagamento de multas, num total de R$ 89,3 milhões, que equivale a quase R$ 1 milhão por dia. O relatório foi concluído no dia 30 e o elevado número de condenações de gestores públicos - prefeitos e outros funcionários envolvidos com a gestão pública - mostra a alta incidência de mau uso do dinheiro público no Brasil. Estadão, Marcelo de Moraes.
Reforma política vai enfim a votação. A reforma política entra na pauta de votação do plenário da Câmara nesta semana sem que os partidos se entendam sobre os pontos básicos do projeto: o financiamento público de campanha, que será exclusivo, e o voto do eleitor em lista fechada apresentada pelos partidos em substituição ao voto direto no candidato. A discordância não é apenas entre os partidos, mas está internamente nas próprias bancadas. Disposto a enfrentar a votação, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), reconhece ser difícil prever o resultado. Estadão, Denise Madueño, BRASÍLIA .
Sarkozy é o grande vitorioso em resultado de eleições legislativas na França. Como previsto em pesquisas de opinião, a UMP, partido conservador do presidente Sarkozy, obteve a maior votação no primeiro turno das eleições para o Legislativo francês. (...) Apenas 105 deputados, quase todos da UMP, garantiram uma cadeira na Assembléia francesa, segundo dados do ministério do Interior. Na Casa francesa estão assegurados 93 assentos para a UMP. Os demais deputados, do total de 577 que compõem a casa, serão definidos no segundo turno, que ocorre no próximo domingo (17). Folha Online.
Hillary é alvo de artilharia literária. Em campanha para as eleições americanas de 2008, Hillary Clinton estréia sua versão “paz e amor”. Líder disparada nas pesquisas, a candidata aposta na estratégia zen para não tropeçar no caminho das primárias. E vem chumbo grosso por aí. Hillary será o fenômeno editorial de 2007 - está previsto o lançamento de 15 livros sobre a candidata neste ano. Na maioria, biografias não autorizadas, daquelas que dão calafrios em qualquer candidato. Estadão, Patrícia Campos Mello, WASHINGTON.
Traficantes plantam maconha em terras do governo. Agentes da Polícia Federal que participavam da Operação Prometeu encontraram plantações de maconha em terras do governo. Em muitas delas, a água que "alimentava" a droga era desviada dos projetos de irrigação de pequenos agricultores às margens do Rio São Francisco. G1.
PF: Deputado pode ter ligação com jogo ilegal. O deputado estadual pelo Mato Grosso do Sul José Ivan de Almeida (PSB), que já comandou a Polícia Militar do estado, pode estar envolvido com o esquema de exploração de jogos ilegais desarticulado na Operação Xeque-Mate, de acordo com gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal. Coronel Ivan, como é conhecido o deputado, é proprietário de 12 máquinas caça-níqueis, segundo a PF. Ele também teria reclamado do faturamento com o jogo ilegal.Uma gravação mostra ele conversando com Ari Silas Portugal, um dos presos pela PF na operação. G1, JH.
Renan entrega defesa ao Conselho de Ética do Senado. O presidente do Senado, Renan Calheiros, encaminhou hoje ao Conselho de Ética do Senado sua defesa sobre o processo aberto a pedido do PSOL sobre a acusação de suposta quebra de decoro parlamentar. A documentação de Renan Calheiros foi encaminhada ao Conselho por seu advogado Eduardo Ferrão. Renan teria o prazo de cinco sessões regimentais para entregar sua defesa ao conselho, mas decidiu se antecipar e apresentar hoje toda a documentação. O teor da defesa, porém, não foi divulgado. br.noticias.yahoo.
Delegado da PF depõe e nega vazamento. O delegado da Polícia Federal Aldo Brandão negou ter vazado informações sobre a Operação Xeque-Mate, que investiga exploração de jogos ilegais e tráfico de influência. Brandão prestou depoimento na tarde desta segunda-feira (11) à PF em Campo Grande (MS). Pela manhã, ele havia apresentado atestado médico pedindo afastamento por 30 dias. Com isso, só poderia ser interrogado após esse período. No entanto, segundo a assessoria de imprensa da PF, o delegado se apresentou à superintendência em Campo Grande (MS) e pediu para ser ouvido. G1, SP, Globonews.
PT é contra CPI sobre denúncias contra Vavá, diz líder. O líder do PT na Câmara, deputado Luiz Sérgio (RJ), afirmou que comissões parlamentares de inquérito (CPIs) não são os instrumentos mais eficazes de investigação e que o seu partido é contrário à criação de uma CPI para apurar denúncias de que Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estaria envolvido em tráfico de influência e exploração de prestígio. br.noticias.yahoo.
PF realiza operação contra lavagem de dinheiro e tráfico. A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira, 11, a Operação Zaque, em cinco Estados, para repreender a lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, de armas, munição e de agrotóxicos. A ação acontece em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e Goiás. Os 100 policiais federais cumprem 18 mandados de prisão, sendo que apenas um não havia sido cumprido até o fim da manhã desta segunda. A quadrilha alvo da ação Polícia Federal agia principalmente na fronteira com o Paraguai e tinha ramificações nos cinco Estados onde ocorre a operação. A quadrilha alvo da ação é liderada por Nasser Kadri e seu irmão, Abid Kadri. Estadão, Paulo R. Zulino.
"Dói", diz Lula sobre combate à corrupção pela PF. Após participar da reunião do Grupo dos Oito na Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que a Polícia Federal está cumprindo seu papel ao investigar denúncias de corrupção e que cabe à Justiça esclarecer quem é culpado e quem é inocente. "Dói. As pessoas que aparecem sofrem, mas um dia vai a julgamento e vai aparecer quem é culpado e quem é inocente", disse Lula a jornalistas. br.noticias.yahoo.
Tarso quer evitar ir à Câmara para explicar vazamentos de operações da PF. O ministro da Justiça, Tarso Genro, está disposto a prestar os esclarecimentos que o líder do PSDB na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio (SP), quiser sobre supostos vazamentos de informações sigilosas da Polícia Federal. A tentativa do ministro é evitar sua convocação pela Câmara para ser ouvido por uma comissão geral no plenário da Casa. A Folha Online apurou que Tarso enviará interlocutores para conversarem com Pannunzio amanhã, na Câmara. Em reunião realizada hoje, o ministro disse ter sabido da possibilidade de Pannunzio protocolar amanhã um requerimento na Mesa Diretora da Casa para sua convocação. Na conversa com assessores, Tarso disse que não considerava necessário haver uma convocação. Segundo ele, bastava uma conversa que os esclarecimentos poderiam ser fornecidos. Folha Online, Brasília, Renata Giraldi.

OPERAÇÃO XEQUE-MATE: [NÃO É] CONVERSA DE COMPADRE!

Compadre de Lula está envolvido ´até o pescoço´, diz PF.

BRASÍLIA - A Polícia Federal vai concentrar as investigações sobre o petista Dario Morelli, preso na Operação Xeque-Mate, e já estuda pedir sua prisão preventiva, por considerar que ele é sócio do empresário Nilton Cezar Servo, suposto chefe da máfia dos caça-níqueis, desmantelada na semana passada pela Operação Xeque-Mate. “Ele está envolvido até o pescoço com o chefe da organização”, disse o diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, ao Estado. Lacerda quer que Morelli fique mais tempo detido a fim de facilitar as investigações. As investigações da PF indicam que ele foi o aliciador de Genival Inácio da Silva, irmão de Lula, indiciado por envolvimento com a quadrilha. Morelli teria tido no grupo um papel mais relevante do que se imaginava. Apanhado na operação, Morelli - que é compadre de Lula - teve a prisão temporária de cinco dias renovada por mais cinco dias na sexta-feira. Com a decretação de prisão preventiva, que ainda precisa ser submetida à Justiça, ele ficará preso pelo tempo que for conveniente ao inquérito. O mesmo pedido é estudado para Servo e outros membros centrais da quadrilha. A PF descarta, por enquanto, a hipótese de pedir a prisão de Vavá, porque o andar das investigações o mostram cada vez mais como um “inocente útil”, usado pela quadrilha em pequenas tarefas. Em diálogos interceptados pela PF, membros da quadrilha tratavam Vavá como um “lobista pé-de-chinelo”, que insinuava uma importância que não tinha para embolsar uns trocados. Num desses diálogos, captado no começo deste ano, Servo orienta Morelli a não dar muita conversa para Vavá, para que ele não atrapalhe o negócio milionário do grupo com ninharias. “Não deixa o Vavá ficar conversando muito. Esse bobão vai pedir 10... 20 mil... e queimar um esquema de milhões”, alerta Servo. Morelli concorda e diz “pode deixar”. Já Morelli, conforme as investigações, se valia de suas ligações com o PT e das amizades dentro do governo federal para blindar a quadrilha e ampliar os negócios. No depoimento à PF e por meio dos advogados, o petista negou a acusação, mas foi delatado por outros membros da quadrilha presos, que concordaram em colaborar com as investigações em troca de benefícios penais. Ex-deputado estadual do PSB, Servo, segundo a PF, tem uma longa ficha e já era velho conhecido de outras investigações. As apurações mostram que ele tinha como método aproximar-se de autoridades. “Era uma figura carimbada nos meios policiais”, disse Lacerda. Assim, Servo cooptou Morelli e com ele estruturou o esquema criminoso. Ambos eram sócios na exploração de máquinas caça-níqueis e outros negócios ilícitos que incluiriam até tráfico de drogas, conforme apontam as investigações. Lacerda negou categoricamente que tenha havido algum vazamento político da operação. A cautela que alguns recomendam quanto ao uso de telefone e o medo que demonstram de estar grampeados, para Lacerda, é natural em qualquer pessoa envolvida em atividade delituosa. “É um temor óbvio ante o rigor das operações da PF e tornou-se paranóico falar ao telefone desde a Operação Furacão. Está claro que a atuação da PF é republicana e ninguém está imune à investigação pelo cargo que ocupa ou por ser parente de autoridade”, disse o delegado. Estadão, Vanildo Mendes.

OPERAÇÃO SANGUESSUGA: "MEU REINO POR UMA AMBULÂNCIA!!!"


Abel Pereira morre de infarto.

O empresário Abel Pereira, de 51 anos, morreu de infarto na tarde de sábado (9), em Piracicaba (a 162 km de São Paulo) jogando futebol. A morte foi confirmada pelo advogado do empresário, Sérgio Pannunzio. Pereira ficou conhecido em 2006 no caso da máfia dos sanguessugas. Ele passou a ser investigado após denúncia do empresário Luiz Antonio Vedoin à Justiça Federal em Cuiabá. Segundo Vedoin, em 2002, Abel Pereira havia liberado R$ 3 milhões em verbas do Ministério da Saúde após receber propina, na gestão de Barjas Negri (PSDB). Ele não chegou a ser denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF). "Abel era uma pessoa isenta. Ele foi usado politicamente. E esse assédio o colocou em um processo de depressão. Assim que passou o período eleitoral, os processos começaram a caminhar lentamente", disse o advogado. Pannunzio contou que Pereira chegou a jogar cerca de 30 minutos na partida, quando teve um infarte fulminante e caiu no chão do gramado. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado para o Hospital de Piracicaba, mas já chegou morto ao local. O empresário, que iria se casar em agosto, deixa três filhos. Ele completaria 52 anos no dia 7 de julho. Segundo o advogado, Pereira era uma pessoa saudável e fazia exames constantemente. O corpo está sendo velado na manhã deste domingo (10) em Piracicaba no Velório da Saudade e, segundo a administração do velório, será encaminhado por volta das 13h para São Paulo para cremação. G1, sp.

OPERAÇÃO XEQUE-MATE: ACAREAÇÃO


Xeque-Mate: PF vai fazer acareação com presos.

A Polícia Federal vai fazer nesta segunda-feira (10)acareações com os presos na Operação Xeque-Mate, em Campo Grande (MS), informou o "Fantástico" neste domingo (10). Sessenta e sete pessoas permanecem presas na sede da PF e dois estão foragidos no exterior, segundo a Interpol. A Operação Xeque-Mate investiga a exploração de caça-níqueis e corrupção. A PF chegou a prender 80 pessoas, entre elas, o ex-deputado estadual Nilton Servo e um compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dario Morelli Filho. Mas 13 pessoas foram libertadas nesse fim de semana. As investigações atingiram o irmão mais velho do presidente Lula, Genival Inácio da Silva, o Vavá. Ele foi indiciado por tráfico de influência no Executivo e exploração de prestígio na Justiça, mas não chegou a ser preso. Em entrevista coletiva neste domingo (10), o advogado Nelson Passos Alfonso, que defende Vavá, disse que seu cliente não tem preparo nem nível de instrução suficiente para fazer lobby. “Ele (Vavá) me disse que nunca esteve em um ministério. Não tem condições de se portar em frente a um ministro, não tem preparo para isso. Lobby, apresentações, credenciais, ele não fez”, disse o advogado, destacando que Vavá fez apenas o Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização), projeto mantido governo federal durante a ditadura militar para ensinar jovens e adultos a ler e escrever. Questionado se essa seria uma estratégia para desqualificar intelectualmente Vavá, Passos mostrou irritação. “De forma alguma. Ele é um homem simples. Não o estou desrespeitando”, respondeu. A afirmação de que Vavá não freqüentava o meio político em Brasília contradiz uma gravação telefônica da PF na qual o irmão do presidente é repreendido por um homem identificado por Roberto, supostamente ligado ao presidente Lula. "Tem umas broncas lá, porque você anda apresentando uma pessoa no ministério”, diz o homem, em trecho da gravação. O advogado disse que Vavá ouviu a gravação pela imprensa e não reconheceu a voz do interlocutor. Outro ponto não esclarecido na entrevista diz respeito a uma conversa de Vavá com o ex-deputado estadual Nilton Servo, suspeito de pertencer à máfia dos caça-níqueis. Na gravação, o irmão de Lula fala sobre "o negócio das máquinas". O filho de Vavá, Edison Inácio da Silva, que acompanhou a coletiva, disse que o pai se referia a máquinas de terraplanagem para empreiteiras, e não a caça-níqueis. No entanto, ele não esclareceu como, onde e para quem o serviço seria realizado. Edison voltou a afirmar, como fez no decorrer da semana, que a relação de seu pai com Nilton é apenas “de amizade” e negou o lobby mais uma vez. Isto porque outro trecho do grampo da PF mostra que Vavá levaria um relatório de Servo até uma pessoa que seria o presidente Lula. A conversa, acredita a PF, giraria em torno da legalização dos caça-níqueis. De acordo com o telefonema grampeado, Vavá diz: “Eu falei pra ele sobre o negócio das máquinas lá. Ele disse que só precisa andar mais rápido, né, bicho?”. Ele continua: “E eu falei com ele sobre o negócio das máquinas, né. Falou para mim (sic) pegar o relatório e levar lá para ele lá. Tá bom?”. Em certo momento, Servo insinua que é amigo do presidente e o cita nominalmente. “O Lula é meu irmão”. Apesar disso, Edison não confirmou que ‘ele’ no telefonema seria uma referência a Lula e sugeriu que o pai pode ter mentido ao amigo. “Há um pedido sobre relatório, mas meu pai não fez pedido a ninguém. Ele pode ter mentido nessa ligação”, disse. A tese do advogado é de que o parentesco com Lula criaria a ilusão nas pessoas de que favores seriam conseguidos por meio de Vavá. “Por ser irmão do presidente, é possível dizer que as pessoas se aproximavam e faziam pedidos acreditando que ia haver avanço”, informou Alfonso. A entrevista coletiva foi realizada em um hotel de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde os parentes de Lula moram. Durante todo o momento, Edison e Alfonso foram evasivos nas respostas. O criminalista, que tem um escritório em Campo Grande e estaria há dez anos no ramo, repetiu várias vezes que só teve contato com seu cliente neste domingo (10) e apenas por uma hora. Foi a justificativa para a falta de precisão em responder aos questionamentos. Disse que preferiu ver a contatar Vavá por telefone. Alfonso assumiu o caso na terça-feira (5), um dia depois de o nome de Vavá ter sido citado nas investigações. O criminalista frisou ainda que só teve acesso à parte do inquérito e aos grampos na tarde de sexta-feira (8). Quando perguntado se o irmão mais velho de Lula teria pedido dinheiro a Servo, Edison não negou. “Com dificuldade financeira, pediu dinheiro por amizade e necessidade”. Pouco depois, caiu em contradição ao dizer que não sabia se seu pai vinha passando por problemas financeiros. “Se existe dificuldade eu não sei. Ele nunca comentou. Ganha dois mil e poucos (reais) como aposentado e paga as despesas de casa”, afirmou Edison. As investigações da PF mostram que Servo teria emprestado entre R$ 2 mil e R$ 3 mil ao amigo. Mais uma dúvida pairou sobre outro empréstimo. Segundo a polícia, Vavá teria pedido R$ 2 mil a um homem identificado como Rinaldo, que, de acordo com Edison, é funcionário do Banco do Brasil em Diadema, no ABC Paulista. “Não vou comentar isso”, disse o advogado.
De acordo com Edison, desde que o caso veio à tona, Lula não teria conversado com seu irmão. Mesmo o presidente tendo passado o fim de semana em seu apartamento também em São Bernardo do Campo. G1, SP, foto vídeo-matéria.