A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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quinta-feira, março 13, 2008
BRASIL/POLÍTICA INDUSTRIAL: UM ASSOPRO NAS EXPORTAÇÕES
As medidas que mexem com a exportação e com a entrada de investimentos no País foram anunciadas pelo ministro na quarta-feira, 12. São elas: fim da cobertura cambial, fim do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para exportação e cobrança de IOF para quem reside no exterior e aplica em títulos de renda fixa no Brasil. "Não acredito que sejam medidas decisivas (para o câmbio)", disse Mantega. "Não espero grandes mudanças, mas vamos sinalizar para o setor exportador." Ele comentou que, se as medidas servirem para estancar o "derretimento" do dólar, "já será um ganho". O ministro deixou claro que novas medidas poderão ser adotadas. "O governo tem-se pautado por medidas graduais", comentou. O anúncio já era esperado, principalmente depois que o saldo da balança comercial do País começou a ficar negativo. Segundo Mantega, isso aconteceu porque o resultado favorável do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) com o aquecimento da economia, principalmente no segundo semestre de 2007, elevou as importações e reduziu o superávit comercial. Além disso, de acordo com o ministro, a crise do subprime (crédito imobiliário com alto risco de calote) nos EUA, que levou a uma desvalorização do dólar, ajudou em uma valorização do real. Por isso, disse o ministro, o governo, preocupado em manter o crescimento sustentado, está dando início a medidas para estimular as exportações, sobretudo de manufaturados. O governo estudou, mas não chegou a anunciar, o fim da isenção do IR dada aos aplicadores estrangeiros em renda fixa. A medida foi descartada porque só poderia entrar em vigor em 2009, devido ao princípio constitucional da anterioridade.
Veja abaixo as medidas anunciadas e seus efeitos sobre o câmbio:
1- Fim da cobertura cambial - exigência de que as receitas com exportação sejam internalizadas no País. Hoje, o governo permite que apenas 30% dos recursos sejam mantidos no exterior. Com a medida, o exportador poderá deixar todos os dólares recebidos com a exportação fora do País. Esta medida reduz a entrada de moeda americana no mercado interno, o que diminui a pressão sobre o dólar.
2- Fim da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) - esta medida reduz o custo dos produtos brasileiros no exterior. Com isso, os exportadores compensam, em parte, a perda de competitividade provocada pela valorização do real. Hoje as exportações pagam alíquota de 0,38% e, agora, deixarão de recolher o imposto na saída dos produtos. Com esta medida, o governo terá uma perda de arrecadação de R$ 2,2 bilhões por ano. Mantega disse que, se 10% do volume vendido pelo Brasil ao exterior ficar em outros mercados, US$ 17 bilhões deixariam de entrar no mercado brasileiro.
3- Cobrança de IOF sobre as operações de renda fixa para investidores residentes fora do país - esta medida desestimula o ingresso de capitais especulativos interessados em obter ganhos na arbitragem (diferença) entre a taxa de juro interna, que é alta, e o juro externo, que está mais baixo. O Imposto ficará em 1,5%. A medida não será usada para aplicações de renda variável, como as ações da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o lançamento de ações (IPOs), os empréstimos estrangeiros, o investimento direto, operações de derivativos e renda variável e operações de derivativo de índice de ações.
Sobre a taxação dos investimentos estrangeiro, o ministro citou que, em janeiro, o País recebeu US$ 1,6 bilhão em aplicações de renda fixa destes aplicadores. "Quando a CPMF acabou, não colocamos nada em seu lugar. Isso aumentou o rendimento dessas aplicações", explicou. Com o imposto de 1,5%, a rentabilidade destas aplicações vai cair, principalmente nas operações de curto prazo. "Isso vai diminuir o diferencial de juros e, com isso, vamos diminuir o fluxo", comentou ao citar a diferença entre a taxa de juros americana e brasileira. Nos investimentos de longo prazo, segundo o ministro, o custo extra será diluído e, portanto, não deve pesar sobre a rentabilidade. (com Lu Aiko Otta, de O Estado de S. Paulo). 1303.
BRASIL: AUMENTO DO CONSUMO DAS FAMÍLIAS CLASSES C e D
Para o economista José Luiz Rossi Júnior, professor do Ibmec São Paulo, a expansão do PIB, acima da média história brasileira, registrou um bom resultado em todos os setores - serviços, agricultura e indústria -, com destaque especial para o consumo das famílias, com alta de 6,5%, maior que o próprio índice. "O aumento do consumo sinaliza principalmente a cultura do crédito e também o aumento da massa salarial", diz Rossi. "Em 2007, o consumo cresceu até mais que o PIB. E, no geral, se você observar várias economias, geralmente o consumo tende a crescer mais suavemente que o PIB."
Para o economista, este aumento é significativo para ter um novo raio-x do que é a cultura de consumo do Brasil hoje. "O fato de o consumo estar aumentando é um bom indicador porque há várias pessoas das classes C e D que estão entrando neste mercado." Rossi chama atenção também para o crescimento do investimento. "O investimento estar em alta já dá um alívio na economia", diz, e destaca ainda a agropecuária, com índice considerado por ele como "uma boa notícia". Segundo o IBGE, a agropecuária foi o setor que mais cresceu, com 5,3%. A expansão deveu-se principalmente à lavoura, com destaque positivo para trigo (62,3%), algodão herbáceo (33,5%), milho em grão (20,9%), cana (13,2%) e soja (11,1%).
Imposto
O consumo em alta também se reflete no crescimento do recolhimento de impostos sobre produtos, de 9,1%, o maior desde 1996, de acordo com o IBGE -- no ano passado, a tributação de produtos havia crescido 5%. Entre os segmentos que mais contribuíram para o resultado dos tributos estão o automotivo e o de serviços da informação. "Se a economia está crescendo, a tendência é que os impostos cresçam, é uma relação direta. Se você tem crescimento onde o consumo está com taxa alta, vai ter impacto no ICMS, como os serviços de informação. Atividades que têm incidência de IPI muito alta estão crescendo. O grande impacto é IPI e ICMS", explica Roberto Olinto, coordenador de contas nacionais do IBGE.
Demanda
Segundo Olinto, com o aumento na taxa de investimento - também verificada pelo instituto - a economia está se preparando para uma manutenção da demanda. Isso é evidenciado, segundo o coordenador, pelos investimentos maiores em capacidade produtiva. "É uma qualidade de investimento importante, porque você não cresce baseado nas exportações, mas tem um mercado interno sendo construído e fortalecido", ressalta. Alicia Uchôa e Isabelle Moreira Lima Do G1, no Rio e em São Paulo. 1303. VEJA O VÍDEO.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
ELEIÇÕES 2010 [In:] SOB O PATRUScínio DA BOLSA-FAMÍLIA

Lula discursou para uma platéia estimada em 1,4 mil pessoas. Cobriu Patrus de agradecimentos. De resto, disse que o “grande adversário” que o ministério teve de enfrentar “foi o preconceito cultural que está arraigado na cabeça de uma parte da elite brasileira, que acha que tudo o que o governo federal lhe dá é investimento, mas tudo o que é dado ao pobre é gasto.” O presidente não se animou em grudar no peito de Patrus o escudo de “pai” do Bolsa Família. Esse é um título do qual Lula parece não abrir mão. Sobre o futuro, falou apenas de raspão, excluindo-se: “O que precisamos fazer agora é consolidar a relação entre Estado e sociedade e quem vier depois tem que trabalhar com essa gente com respeito, atendendo às necessidades prioritárias do povo brasileiros.” Patrus falou mais do que o chefe. Não se limitou aos temas da economia doméstica de sua pasta. Mirou em FHC, desancando a privatização da Cia. Vale do Rio Doce, vendida, segundo ele, a preço vil. Alvejou a aliança tucano-democrata no Congresso. Disse que, não fosse pela extinção da CPMF, seu ministério teria mais dinheiro para atender à clientela pobre. Como se vê, Patrus Ananias parece determinado a ser bem mais do que um “poste.” Faltam-lhe, por ora, além de votos, prestígio no nível do que é atribuído a Dilma 'Mãe do PAC' Rousseff, o "poste" assentado na Casa Civil.
Escrito por Josias de Souza, Folha Online, 1304. Foto Fábio Pozzebom/ABr.
CONGRESSO APROVA ORÇAMENTO: "DINHEIRO NA MÃO É VENDAVAL..." *
Na Câmara, a proposta orçamentária foi aprovada por 404 votos a 12, de um total de 513 deputados. No Senado, foram 56 votos a favor, nenhum contrário e nenhuma abstenção. Agora, Orçamento deverá ser sancionado pelo presidente. O parecer da proposta orçamentária da União para 2008 começou a ser discutido por volta das 19 horas. O Orçamento deveria ter sido aprovado em dezembro, mas, por conta da votação da CPMF em dezembro, ficou para este ano. Com o fim do imposto, o governo teve que fazer uma revisão de receitas e despesas. Na sessão do Congresso, o parecer foi lido pelo relator do Orçamento Geral da União, deputado José Pimentel (PT-CE). Segundo ele, a proposta foi construída mediante "muitas negociações" e teve que ser refeita após a queda da CPMF, ao final do ano passado. "Construímos uma proposta que, se não é a ideal, está próxima disso. O fim da CPMF impôs profunda revisão da peça orçamentária", disse. Pimentel destacou que a proposta inicial do governo era de um orçamento de R$ 1,414 trilhões. Agora, ela chega a R$ 1,423 trilhões, fruto de reestimativas e reajustes ocorridos no período de discussão. Ao todo, foram apresentados 83 destaques que visam modificar o texto do relator.
Oposição
Após reunião, a oposição - DEM (ex-PFL) e PSDB - voltou atrás e anunciou a decisão de não obstruir a votação do projeto de Orçamento para 2008, em sessão do Congresso (reunião conjunta da Câmara e do Senado). No entanto, os dois partidos avisam que suspenderam as negociações sobre o assunto com a base aliada do governo. A informação sobre a decisão foi anunciada pelos senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM) e José Agripino (DEM-RN). Os dois senadores informaram também que PSDB e DEM cumprirão o acordo feito na última terça com os governistas prevendo que será retirado do Orçamento o Anexo de Metas e Prioridades, que destina R$ 534 milhões para obras nos Estados. Antes do encontro com o PSDB, a tendência entre os parlamentares do DEM era a de obstruir a votação desta quarta no Congresso.
Medidas provisórias
PSDB e DEM decidiram não atrapalhar a votação do Orçamento de 2008 mas, a partir de agora, não votarão nenhuma medida provisória até que seja aprovada a proposta de mudança nas regras de tramitação dessas medidas. Os líderes dos dois partidos reunidos deram prazo de 30 dias para que essas mudanças na tramitação de MPs sejam aprovadas em comum acordo pelos deputados e senadores. Outra decisão foi não aceitar nenhum requerimento de encerramento de discussão em plenário. O objetivo é evitar estratégias, como a adotada na sessão da última terça - que só terminou na madrugada desta quarta - pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá. Em meio às discussões sobre a MP que ampliava os poderes da Eletrobrás, Jucá apresentou um requerimento encerrando a discussão da MP da TV pública, o que permitiu a votação da medida provisória. (Com Cida Fontes, de O Estado de S. Paulo). 1302.
(**) ... E em tempos de "novos pecados capitais" ...
quarta-feira, março 12, 2008
BRASIL/TV PÚBLICA: "ON AIR"
O motivo foi uma manobra do líder para abrir caminho para a votação do projeto de lei que cria a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que vai gerir a TV Brasil - canal de televisão do Poder Executivo. Jucá apresentou parecer pedindo a retirada do caráter de urgência da MP 397/07, o que liberaria a pauta para a votação do projeto a TV Pública. Essa MP foi editada pelo governo no ano passado para revogar outra MP, a 385/07, que à época trancava a pauta da Câmara dos Deputados e impedia a votação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). "Eu não entendi. O senador Romero Jucá votou contra o governo?", questionou o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM). "Eu votei contra a urgência da medida tendo em vista que matéria idêntica já foi aprovada na Câmara. Meu parecer é contrário à urgência", respondeu Jucá. "É a segunda vez que essa matéria deixa de ser relevante e urgente. Isso é um deboche, é um escárnio contra o Congresso Nacional senhor presidente. É um desrespeito ao Congresso", retrucou o tucano, dirigindo-se a Garibaldi Alves (PMDB-RN), que presidia a sessão. Senadores da oposição também protestaram contra o parecer de Jucá. "Depois do achincalhe do líder do governo em relação à medida provisória, que seria a segunda matéria da pauta, se não é motivo para que Vossa Excelência suspenda a sessão, não tenho outra saída a não ser dizer que o PSDB se retira do recinto do Senado Federal", finalizou Virgílio. G1, SP. Veja o vídeo. 1203.
EUA/POLÍTICOS: A CARNE É F[R]ACA
Veja abaixo alguns dos mais recentes escândalos sexuais envolvendo político norte-americanos.
Conduta lasciva
Senador republicano pelo Estado de Idaho há três mandatos, Larry Craig anunciou sua renúncia em setembro de 2007 por causa das acusações de que teria assediado um policial à paisana no banheiro de um aeroporto dos Estados Unidos. Desde que o caso ganhou destaque na imprensa dos EUA, o senador perdeu o apoio da população e do próprio partido, onde muitos defendiam sua renúncia. O policial que prendeu o senador sob acusação de “conduta lasciva” no banheiro de um aeroporto nos EUA acusou o político republicano de mentir durante o interrogatório.
O senador admitiu ter encostado no policial por baixo da divisa da cabine do banheiro, mas disse que foi um acidente. Oficialmente, Craig admitiu culpa no caso, mas ele disse que só o fez para evitar um processo, e que se arrependia.
O senador republicano David Ritter confessou ter sido cliente de um serviço de acompanhantes na capital dos Estados Unidos, coordenados por uma mulher conhecida como D.C. Madam. Ele pediu desculpas pelo que disse ser “um pecado muito sério do meu passado”.
Caso Foley
O deputado republicano Mark Foley anunciou sua renúncia em setembro de 2006, após 12 anos no Congresso dos EUA, por causa das acusações de que enviou e-mails de conteúdo sexual para menores de idade. Foley presidia na Câmara dos Representantes um grupo que defende menores desaparecidos ou explorados. A decisão dele foi tomada após a emissora "ABC News" afirmar que o congressista tinha enviado, para menores, mensagens eletrônicas de conteúdo sexual. Pouco tempo depois, um ex-estagiário da Câmara revelou ter mantido relações sexuais com Foley.
Má companhia
O então deputado republicano pela Califórnia Randy “Duke” Cunningham foi encontrado acompanhado por prostitutas em um hotel de luxo no Havaí, segundo a rede de TV ABC. O deputado foi acusado de receber propina, já que as mulheres e o hotel eram pagos por um empreiteiro norte-americano. Ele foi preso depois de confessar culpa por corrupção.
Monica Lewinsky
O então presidente democrata Bill Clinton chegou a passar por um processo de impeachment, no qual conseguiu manter seu mandato, depois de mentir sobre suas relações com a ex-estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky. O caso foi revelado em 1998, e Clinton a princípio negou ter se relacionado com Lewinsky. Com o crescimento das acusações, Clinton acabou confessando e enfrentando o julgamento, o que marcou o restante do seu mandato. A então primeira-dama Hillary Clinton perdoou o presidente, que atualmente é um dos principais cabos eleitorais na sua campanha em busca da candidatura democrata à Presidência do país. G1, SP. 1203.
CONGRESSO/ORÇAMENTO: ACORDO$

Rodoanel
O outro ponto polêmico - a recomposição dos recursos que foram retirados pela Comissão de Orçamento do trecho sul do Rodoanel de São Paulo e de cinco prédios da Justiça em Brasília - já havia sido negociado pelos líderes. Há destaques para restaurar esses recursos, segundo Pimentel. Ao todo, a comissão retirou R$ 289 milhões dessas obras. Alguns parlamentares ainda reclamam de uma solução para os recursos para compensar perdas da Lei Kandir. O relator destinou R$ 5,2 bilhões para compensar a perda dos estados exportadores, mas setores da oposição pedem R$ 20 bilhões.
Destaques
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que o governo terá o apoio da oposição para aprovar o Orçamento hoje, sem os benefícios previstos para alguns parlamentares no anexo de metas. "Não queremos atrasar a votação do Orçamento. Mas qualquer destaque que queira restabelecer recursos do anexo será derrubado", avisou. Agência Câmara. JB Online, 1203.
BRASIL/PIB: CRESCIMENTO ECONÔMICO
(André Magnabosco - InvestNews). JB Online, 1203.
GOVERNO LULA "BY" LULA: UM GOVERNO DE POBRES

AMAZÔNIA & MOTOSERRAS [In:] MATA, MOTO, MORTE...
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
BRASIL/BALANÇA COMERCIAL: MEDIDAS PARA CONTER DÉFICIT
OPERAÇÃO ANACONDA [In:]: PERDA DO CARGO DO JUIZ ROCHA MATTOS (... a cobra fumou!)
Escrito por Fred, Folha Online. 1203.
terça-feira, março 11, 2008
GOVERNO LULA/LULA: DE "OMBROS" À OPOSIÇÃO
Governistas e oposicionistas travam no Congresso uma queda-de-braço que, do ponto de vista do governo, tornou-se irrelevante. A refrega envolve um apenso pendurado no Orçamento por um grupo de 95 congressistas. Chama-se “anexo de prioridades e metas”. Envolve despesas de R$ 534 milhões. Algumas delas, por injustificáveis, cheiram a corrupção. São gastos que Lula e seus ministros econômicos não têm intenção de executar. Daí a percepção do Planato de que o cabo-de-guerra tornou-se “irrelevante”. No Brasil, o Orçamento aprovado pelo Congresso não é uma peça impositiva. O governo o executa segundo as suas próprias conveniências e prioridades. Sob Lula, a liberação das verbas previstas nas emendas patrocinadas por deputados e senadores oscila entre 30% e 45% dos valores orçados. Em 2008, a prevalecer o plano do governo, esse percentual não ultrapassará a casa dos 15%. Vem daí o descaso com que o governo encara o debate que mobiliza governistas e oposicionistas no Congresso. O que Lula quer é a aprovação do Orçamento, com ou sem acordo. É o que dirá, sem revelar as segundas intenções, aos presidentes e líderes das legendas que o apóiam, em reunião marcada para a manhã desta terça-feira (11), no Planalto. Em termos técnicos, dá-se ao bloqueio das emendas parlamentares o nome de “contingenciamento”. Em 2008, o governo terá um argumento adicional para impor às despesas de interesse dos congressistas o dique da contingência. O ano é eleitoral. E a lei proíbe repasses de verbas públicas a Estados e municípios depois do mês de junho. As liberações só poderão ser retomadas depois de 5 de outubro, a dois meses do término do exercício fiscal. Na semana passada, a oposição festejou uma proposta levada à mesa pelo líder do PT na Câmara, Marício Rands (PE). O deputado petista propusera que o “anexo” de R$ 534 milhões fosse mandado ao lixo. O dinheiro seria proporcionalmente rateado entre as 27 unidades da federação. Os oposicionistas PSDB e DEM puseram-se de acordo com a proposta. Mas deputados governistas ergueram barricadas contra a idéia, impedindo a celebração de um acordo. Nesta terça, o presidente do Congresso, Garibaldi Alves (PMDB-RN), tentará pacificar governistas e oposicionistas. Mas é improvável que consiga. Diante das evidências, o governo decidiu medir forças em plenário. “Estamos nos mobilizando para votar na quarta-feira, em qualquer circunstância”, disse ao blog o deputado Henrique Fontana (PT-RS), líder de Lula na Câmara. “Vamos tentar, até o último momento, um ambiente de acordo. É bom para o Parlamento e para o país. Mas colocamos a quarta-feira como data-limite para nós mesmos. Não podemos pôr em risco as obras do PAC por falta de orçamento.” “A fórmula proposta pelo deputado Maurício Rands nos unifica”, afirmou ao repórter o senador José Agripino Maia (RN), líder do oposicionista DEM. “Quem não está se entendendo é a base governista, não nós. O governo é que está debaixo de pressão”. Lula, pragmático a mais não poder, dá de ombros para a pressão de que fala Agripinio. Quer o Orçamento aprovado. Com ou sem acordo. Se a programação orçamentária de 2008 lhe chegar envenenada pelo "anexo" condenado pela oposição, gerenciará o acréscimo de R$ 534 milhões a golpes de barriga. Só empenhará as despesas que coincidam com os interesses do governo.
Escrito por Josias de Souza. Folha Online. 1103.
VALE [DO RIO DOCE]: MST & MOVIMENTO POLÍTICO
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"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
REFORMA TRIBUTÁRIA: Estados vs. ESTADO
Christiane Samarco e Ribamar Oliveira; Estadão. 1103.
segunda-feira, março 10, 2008
BRASIL: PRODUÇÃO INDUSTRIAL. CRESCIMENTO EM JANEIRO/2008
Em relação a dezembro de 2007, 11 dos 14 locais pesquisados tiveram expansão na produção industrial em janeiro. Os destaques nessa comparação foram o Paraná (6,5%) e o Amazonas (5,7%). As indústrias de São Paulo (3,4%) e do Rio Grande do Sul (2,0%) também ficaram acima da média nacional (1,8%). Os estados do Pará (1,7%), Minas Gerais (1,3%) e Bahia (0,4%) cresceram abaixo da média nacional. Por outro lado, Ceará (-3,2%), Espírito Santo (-2,7%) e região Nordeste (-0,8%) mostraram recuo entre os dois meses.
São Paulo
A produção industrial de São Paulo acumula alta de 6,9% em 12 meses. O Estado de São Paulo responde por cerca de 40% da produção nacional. Segundo o IBGE, em janeiro, na comparação com igual mês do ano passado, 16 dos 20 segmentos pesquisados contribuíram positivamente para este movimento no Estado, com veículos automotores (30%), produtos químicos (22,6%), indústria farmacêutica (33,5%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (25,4%) e máquinas e equipamentos (10,7%) exercendo os principais impactos. Jacqueline Farid, da Agência Estado. 1003.
BRASIL/ORÇAMENTO-2008 [In:] OBRAS NO PARQUE
Lula lembrou que as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) nas favelas são "de interesse de todo mundo" e, por isso, o Orçamento deve ser aprovado. "Eu não posso crer que apenas eu queira trabalhar, e eles [os parlamentares] não. [...] Eu tenho certeza de que há disposição e vontade política do Congresso em votar. Mas eu estou convencido de que eles vão votar porque sabe a oposição e sabe a situação que o Brasil precisa do Orçamento. Não é o governo que precisa do Orçamento. O governo apenas gerencia. Quem precisa do Orçamento é o povo brasileiro", afirmou. Segundo o presidente, os investimentos em urbanização de favelas chegam a R$ 40 bilhões e são, para ele, a forma que o Estado encontrou para "recuperar o prazer das pessoas morarem no lugar que escolheram para morar". Lula disse que a atual situação das periferias é reflexo da falta do poder público nestes locais nos últimos 50 anos. "Ao não fazer a intervenção com obras públicas, levando as coisas que o Estado tem que levar, as pessoas foram se apinhando, umas em cima das outras e as casas foram sendo amontoadas." O petista ressaltou que as obras estão começando em todas as capitais e destacou a abertura de ruas, construção de postos policiais, hospitais, áreas de lazer e bibliotecas. "Ou seja, nós vamos cuidar para que as pessoas tenham nas favelas onde moram as mesmas condições de vida que tem todo cidadão brasileiro que mora num bairro comum deste país." Lula disse ainda estar "feliz da vida". "Parece que a tensão baixou na América do Sul, ou seja, parece que os discursos deram lugar ao bom senso e parece que as coisas estão acontecendo com uma certa tranqüilidade", destacou. da Agência Brasil; da Folha Online. 1003.
PALOCCI [In:] "REPÚBLICA DE RIBEIRÃO"
FOLHA - Quais serão os efeitos da crise mundial que nasce de uma fragilidade na economia dos EUA? ANTONIO PALOCCI FILHO - Se a crise se aprofundar, o mundo pode se tornar mais protecionista, o que será um retrocesso. A crise é grave, mas o ciclo de crescimento mundial não parece que será interrompido, pois há incorporação de produtividade enorme nos emergentes e avanços em pesquisa e desenvolvimento nos países ricos. A abertura comercial aumentou muito a transferência de tecnologia, o que leva a ganhos de produtividade generalizada. Por isso o ciclo é tão longo. Mas ainda é cedo para fazer previsões definitivas. Os mercados de crédito e os mercados de ações estão muito afetados.
FOLHA - O Brasil se descolou da crise mundial? PALOCCI - O Brasil engatou uma fase de crescimento econômico que pode durar dez anos. O Brasil vingou porque eliminou os três fatores de risco que geraram as nossas últimas dez crises: a inflação, o resultado fiscal e a dívida em moeda estrangeira. Hoje, há equilíbrio fiscal. Na prática, acabou a dívida em moeda estrangeira. E controlamos a inflação. No fiscal, o governo está entregando as metas ano a ano. A dívida pública está em trajetória descendente. Nas últimas décadas, nunca tivemos uma combinação de fatores tão favorável.
FOLHA - A inflação, que ameaçou subir, pode ser um problema? PALOCCI - A inflação sempre terá que ser vigiada de perto. Ela tem sido um problema para muitos países, pelo preço dos alimentos e de outras commodities. No Brasil, ela terá que ser acompanhada, mas o Banco Central já mostrou que sabe agir quando é preciso.
FOLHA - Há quem veja risco de faltar energia para sustentar esse ciclo de crescimento. PALOCCI - Não acho que faltará energia, desde que tenhamos maciços investimentos nos próximos meses e anos, na medida em que faz muito tempo que não temos um ciclo tão longo de crescimento.
FOLHA - A queda do dólar comprometerá o crescimento da economia? PALOCCI - Não creio. Esse novo momento de queda vai assustar, mas há muitos setores transformando o fato em oportunidade, adquirindo equipamentos e insumos que trarão grandes ganhos de produtividade. A modernização das empresas brasileiras veio para ficar e inclui aumento de produtividade, acesso ao crédito e ao mercado de capitais, melhora de governança, esforço exportador e investimento dentro e fora do Brasil.
FOLHA - O BC não deveria voltar a baixar os juros? PALOCCI - Seria muito bom que um dia pudesse fazê-lo. Mas não me parece que este dia esteja num curto horizonte.
FOLHA - Qual será a fotografia histórica do governo Lula? PALOCCI - Oito anos de Lula farão muito bem ao Brasil. Racionalidade econômica e forte preocupação social resultarão numa bela arrumada em nossa distribuição de renda. O povo trabalhador está tendo ganhos importantíssimos. Não só os trabalhadores. As empresas brasileiras nunca estiveram tão bem. O Brasil também melhorou em outros governos. Não há dúvida de que este período marcará a história do Brasil, mas ainda há muito o que fazer.
FOLHA - No poder, PT e PSDB aplicaram receitas semelhantes. Não deveriam fazer uma aliança em vez de se matar no dia-a-dia? PALOCCI - Fazer ou não uma aliança é uma questão que depende de muitos fatores. Mas não tenho dúvidas de que o Brasil se beneficiaria se entre governo e oposição houvesse um clima mais construtivo. As disputas eleitorais fazem parte da democracia. Mas isso não deveria impedir um esforço comum em torno dos grandes temas para realizar as reformas pendentes. Elaborar algumas regras de política fiscal de longo prazo seria muito bom também. Grandes temas, que dizem respeito a questões estratégicas e institucionais, deveriam receber um tratamento suprapartidário. Infelizmente o clima de diálogo para construção de políticas anda muito restrito.
FOLHA - A polícia e a oposição suspeitam de acordo do sr. com Rogério Buratti para que ele retirasse as acusações sobre sua gestão como prefeito em Ribeirão Preto. PALOCCI - Não falo com ele desde antes da primeira denúncia. O que o levou a fazer isso agora só pode ser esclarecido por ele.
FOLHA - Na denúncia ao STF, a Procuradoria Geral da República disse ser "indubitável" sua participação na violação do sigilo do caseiro Francenildo Costa. PALOCCI - Só agora terei oportunidade de me defender, pelo ordenamento do processo. Vou demonstrar que não quebrei sigilo de ninguém. Aliás todos sabem que meu trabalho no Ministério da Fazenda foi de rigidez na política econômica e de absoluto respeito à lei. Mesmo porque não seria possível fazer uma coisa sem a outra.
FOLHA - A denúncia aponta cruzamento de telefonemas entre o sr., seu assessor e o presidente da Caixa, Jorge Mattoso, no dia da quebra do sigilo bancário do caseiro. PALOCCI - Seria estranho se eu não tivesse telefonemas com assessores e autoridades vinculadas ao Ministério da Fazenda. Não vou falar mais deste assunto. Pode atrapalhar minha defesa. Procure meu advogado. Folha, KENNEDY ALENCAR. SUCURSAL DE BRASÍLIA. 1003.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
PT: VENHA AOS NOSSOS OS VO$$OS...
ESPANHA/ELEIÇÕES: VITÓRIA DE ZAPATERO
Zapatero agradeceu pela "clara vitória" e pediu unidade no governo, afirmando que a política espanhola terá "um novo período". "O povo espanhol falou claramente e decidiu abrir um novo período sem tensões e confrontamentos". Segundo o porta-voz do Partido Socialista, o resultado significa o endosso do programa de reformas liberais do primeiro-ministro, que incluem uma lei de igualdade entre os sexos, casamento homossexual e a facilitação do divórcio. Tanto o PSOE quanto o PP ampliaram suas cadeiras no Congresso - de 164 para 169 e de 148 para 153, respectivamente. Em 2004, Zapatero venceu Rajoy por 42,59% a 37,71%. Os grandes derrotados foram a Esquerda Unida, situada à esquerda do PSOE - cujo número de deputados diminuiu de 5 para 2 -, e os partidos regionais separatistas. Com isso, reforçaram-se duas tendências: o voto útil da esquerda no PSOE, para conter uma ascensão do PP, e a consolidação do bipartidarismo na Espanha. As legendas regionais de perfil separatista também perderam representação no Parlamento, atingindo sua menor votação desde o estabelecimento da democracia na Espanha, há três décadas. Somados, esses partidos elegeram 24 deputados, 9 a menos do que em 2004. Entre os principais derrotados estão a Esquerda Republicana da Catalunha (Esquerra), cuja bancada caiu de 8 para 3 deputados; a Junta Aragonista (CHA) e o Solidariedade Basca (EA), que tinham uma cadeira cada, e a perderam. "Somos o partido político que ganhou mais assentos do que qualquer outro na Espanha, em votação e em percentual", disse o líder do PP, Mariano Rajoy, a simpatizantes. A desaceleração econômica e a forte alta do desemprego dominaram a campanha eleitoral até a sexta-feira, quando um ex-vereador socialista foi morto a tiros no País Basco. Os dois principais partidos culparam o ETA pelo assassinato. Zapatero, 47 anos, iniciou o discurso da vitória lembrando as cinco mortes atribuídas ao ETA desde que terminou um cessar-fogo em dezembro de 2006. "Sentimos a ausência de todas as vítimas do terrorismo. Eles vivem em nossas memórias", disse Zapatero, que descartou uma negociação com o ETA em seu segundo mandato. Agências internacionais, Estadão, 10.03.
domingo, março 09, 2008
A HORA DO "ÂNGELUS"
Existem importantes códigos por trás da porção da Torá desta semana, que fala de sacrifícios. É preciso entender que a palavra hebraica para sacrifício, Korban, está relacionada também à idéia de aproximação.
Assim, o que a Torá realmente quer nos dizer, é sobre a importância de sacrificarmos uma porção de nossa alma animal, instintiva, muitas vezes dominada pelo desejo de receber só para si.
Que nesta semana possamos nos aproximar mais uns dos outros. Fazemos isto dedicando nosso tempo e atenção à construção de uma consciência baseada no desejo de compartilhar. Não há nada mais gratificante do que levar algo ao outro.
Shalom!
sábado, março 08, 2008
EDITORIAL: 08 DE MARÇO. DIA INTERNACIONAL DA MULHER
"(...) Ai meu Deus que saudade da Amélia/Aquilo sim que era mulher/ As vezes passava fome ao meu lado/ E achava bonito não ter o que comer/ E quando me via contrariado dizia/ Meu filho o que se há de fazer/Amélia não tinha a menor vaidade/ Amélia que era a mulher de verdade".
[Ai que saudades da Amélia. Composição: Ataulfo Alves/Mário Lago, 1941].
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"HOJE e SEMPRE"
"Dizem que a mulher/ É o sexo frágil/ Mas que mentira/ Absurda!/ Eu que faço parte/ Da rotina de uma delas/ Sei que a força/ Está com elas... /
(...) Mulher! Mulher!/ Na escola/ Em que você foi/ Ensinada/ Jamais tirei um 10/ Sou forte/ Mas não chego/ Aos seus pés...".
[Mulher. Composição: Erasmo Carlos/Narinha].

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[Chargista: Amâncio].











