PENSAR "GRANDE":

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[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.

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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).

"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).

"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br

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# 38 RÉUS DO MENSALÃO. Veja nomes nos ''links'' abaixo:
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quinta-feira, março 13, 2008

BRASIL/POLÍTICA INDUSTRIAL: UM ASSOPRO NAS EXPORTAÇÕES

Após pacote do dólar, governo promete nova política industrial

SÃO PAULO - Após anunciar medidas para conter a queda do dólar, que entram em vigor na próxima segunda-feira, 17, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu que essas são apenas as primeiras ações e adiantou que, após a provação do Orçamento, o governo anunciará uma nova política industrial com viés exportador.
As medidas que mexem com a exportação e com a entrada de investimentos no País foram anunciadas pelo ministro na quarta-feira, 12. São elas: fim da cobertura cambial, fim do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para exportação e cobrança de IOF para quem reside no exterior e aplica em títulos de renda fixa no Brasil. "Não acredito que sejam medidas decisivas (para o câmbio)", disse Mantega. "Não espero grandes mudanças, mas vamos sinalizar para o setor exportador." Ele comentou que, se as medidas servirem para estancar o "derretimento" do dólar, "já será um ganho". O ministro deixou claro que novas medidas poderão ser adotadas. "O governo tem-se pautado por medidas graduais", comentou. O anúncio já era esperado, principalmente depois que o saldo da balança comercial do País começou a ficar negativo. Segundo Mantega, isso aconteceu porque o resultado favorável do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) com o aquecimento da economia, principalmente no segundo semestre de 2007, elevou as importações e reduziu o superávit comercial. Além disso, de acordo com o ministro, a crise do subprime (crédito imobiliário com alto risco de calote) nos EUA, que levou a uma desvalorização do dólar, ajudou em uma valorização do real. Por isso, disse o ministro, o governo, preocupado em manter o crescimento sustentado, está dando início a medidas para estimular as exportações, sobretudo de manufaturados. O governo estudou, mas não chegou a anunciar, o fim da isenção do IR dada aos aplicadores estrangeiros em renda fixa. A medida foi descartada porque só poderia entrar em vigor em 2009, devido ao princípio constitucional da anterioridade.

Veja abaixo as medidas anunciadas e seus efeitos sobre o câmbio:

1- Fim da cobertura cambial - exigência de que as receitas com exportação sejam internalizadas no País. Hoje, o governo permite que apenas 30% dos recursos sejam mantidos no exterior. Com a medida, o exportador poderá deixar todos os dólares recebidos com a exportação fora do País. Esta medida reduz a entrada de moeda americana no mercado interno, o que diminui a pressão sobre o dólar.
2- Fim da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) - esta medida reduz o custo dos produtos brasileiros no exterior. Com isso, os exportadores compensam, em parte, a perda de competitividade provocada pela valorização do real. Hoje as exportações pagam alíquota de 0,38% e, agora, deixarão de recolher o imposto na saída dos produtos. Com esta medida, o governo terá uma perda de arrecadação de R$ 2,2 bilhões por ano. Mantega disse que, se 10% do volume vendido pelo Brasil ao exterior ficar em outros mercados, US$ 17 bilhões deixariam de entrar no mercado brasileiro.
3- Cobrança de IOF sobre as operações de renda fixa para investidores residentes fora do país - esta medida desestimula o ingresso de capitais especulativos interessados em obter ganhos na arbitragem (diferença) entre a taxa de juro interna, que é alta, e o juro externo, que está mais baixo. O Imposto ficará em 1,5%. A medida não será usada para aplicações de renda variável, como as ações da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o lançamento de ações (IPOs), os empréstimos estrangeiros, o investimento direto, operações de derivativos e renda variável e operações de derivativo de índice de ações.
Sobre a taxação dos investimentos estrangeiro, o ministro citou que, em janeiro, o País recebeu US$ 1,6 bilhão em aplicações de renda fixa destes aplicadores. "Quando a CPMF acabou, não colocamos nada em seu lugar. Isso aumentou o rendimento dessas aplicações", explicou. Com o imposto de 1,5%, a rentabilidade destas aplicações vai cair, principalmente nas operações de curto prazo. "Isso vai diminuir o diferencial de juros e, com isso, vamos diminuir o fluxo", comentou ao citar a diferença entre a taxa de juros americana e brasileira. Nos investimentos de longo prazo, segundo o ministro, o custo extra será diluído e, portanto, não deve pesar sobre a rentabilidade. (com Lu Aiko Otta, de O Estado de S. Paulo). 1303.

BRASIL: AUMENTO DO CONSUMO DAS FAMÍLIAS CLASSES C e D

Consumo das famílias representa 60% do PIB brasileiro, diz IBGE

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado nesta quarta-feira (12), de 5,4% em 2007, foi fortemente influenciado pelo consumo das famílias. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o consumo familiar representou 60,9% do resultado do ano passado, puxado pela alta de quase 30% do crédito.
Para o economista José Luiz Rossi Júnior, professor do Ibmec São Paulo, a expansão do PIB, acima da média história brasileira, registrou um bom resultado em todos os setores - serviços, agricultura e indústria -, com destaque especial para o consumo das famílias, com alta de 6,5%, maior que o próprio índice. "O aumento do consumo sinaliza principalmente a cultura do crédito e também o aumento da massa salarial", diz Rossi. "Em 2007, o consumo cresceu até mais que o PIB. E, no geral, se você observar várias economias, geralmente o consumo tende a crescer mais suavemente que o PIB."
Classes 'C' e 'D'
Para o economista, este aumento é significativo para ter um novo raio-x do que é a cultura de consumo do Brasil hoje. "O fato de o consumo estar aumentando é um bom indicador porque há várias pessoas das classes C e D que estão entrando neste mercado." Rossi chama atenção também para o crescimento do investimento. "O investimento estar em alta já dá um alívio na economia", diz, e destaca ainda a agropecuária, com índice considerado por ele como "uma boa notícia". Segundo o IBGE, a agropecuária foi o setor que mais cresceu, com 5,3%. A expansão deveu-se principalmente à lavoura, com destaque positivo para trigo (62,3%), algodão herbáceo (33,5%), milho em grão (20,9%), cana (13,2%) e soja (11,1%).
Imposto
O consumo em alta também se reflete no crescimento do recolhimento de impostos sobre produtos, de 9,1%, o maior desde 1996, de acordo com o IBGE -- no ano passado, a tributação de produtos havia crescido 5%. Entre os segmentos que mais contribuíram para o resultado dos tributos estão o automotivo e o de serviços da informação. "Se a economia está crescendo, a tendência é que os impostos cresçam, é uma relação direta. Se você tem crescimento onde o consumo está com taxa alta, vai ter impacto no ICMS, como os serviços de informação. Atividades que têm incidência de IPI muito alta estão crescendo. O grande impacto é IPI e ICMS", explica Roberto Olinto, coordenador de contas nacionais do IBGE.
Demanda
Segundo Olinto, com o aumento na taxa de investimento - também verificada pelo instituto - a economia está se preparando para uma manutenção da demanda. Isso é evidenciado, segundo o coordenador, pelos investimentos maiores em capacidade produtiva. "É uma qualidade de investimento importante, porque você não cresce baseado nas exportações, mas tem um mercado interno sendo construído e fortalecido", ressalta. Alicia Uchôa e Isabelle Moreira Lima Do G1, no Rio e em São Paulo. 1303. VEJA O VÍDEO.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Bolsas européias caem com preocupação sobre economia dos EUA e petróleo. As Bolsas européias operam em baixa nesta quinta-feira. O petróleo em alta preocupa os investidores, que temem que os lucros das empresas possam cair com os aumentos de preços da commodity, e o setor financeiro perdeu força, após o otimismo com o plano do plano do Federal Reserve (Fed, o BC americano) anunciado nesta semana. Às 8h05 (em Brasília), a Bolsa de Paris operava em baixa de 2,19%, com 4.594,22 pontos; a Bolsa de Amsterdã caía 1,68%, para 432,44 pontos; a Bolsa de Milão tinha baixa de 2,22%, operando com 24.273 pontos; e a Bolsa de Zurique tinha perda de 0,94%, caindo para 7.176,60 pontos. Às 7h50 (em Brasília), a Bolsa de Londres caía 1,99%, para 5.661,20 pontos; e a Bolsa de Frankfurt recuava 2,47%, para 6.436,66 pontos. Folha Online, 1303.
Após sete anos, Maria da Penha é indenizada no CE. Com sete anos de atraso, Maria da Penha Maia Fernandes, 63 --que deu o nome à lei que pune com mais rigidez os agressores de mulheres--, receberá uma indenização de R$ 60 mil do governo do Ceará. Em 2001, a cearense conseguiu uma vitória na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos), que determinou que o Estado do Ceará pagasse uma indenização de US$ 20 mil por não ter punido judicialmente o homem que a agredia e que até tentou matá-la: seu ex-marido. Após postergar o pagamento, o Estado decidiu finalmente pagá-la, em valores corrigidos. A Lei Maria da Penha, aprovada em 2006, aumentou no país o rigor nas penas para agressões contra a mulher no lar, além de fornecer instrumentos para ajudar a coibir esse tipo de violência. FolhaNews, Correioweb; 1303.
Quadrilha que falsificava bebidas alcoólicas com analgésico e refrigerante é presa em Goiás. Um trabalho em conjunto desenvolvido pelas polícias civis de Goiás e Distrito Federal resultou na prisão de 28 pessoas acusadas de falsificação bebidas alcoólicas. A Operação Ressaca, como foi chamada a ação policial, também apreendeu dezenas de caixas de uísque de várias marcas, vodca e até champanhe falsificado.O mais curioso da história, no entanto, é que a polícia suspeita que a quadrilha adicionava analgésicos na fórmula de preparação das bebidas. A medida seria para evitar que o consumidor final tivesse dor de cabeça (a tradicional ressaca) após ingerir o produto, o que poderia despertar desconfianSebastião MontalvãoEspecial para o UOL, em Goiânia ça sobre a autenticidade do produto. O remédio, em pessoas alérgicas, pode até matar, segundo a polícia. Sebastião Montalvão; Especial para o UOL, em Goiânia. 1303.
Condoleezza Rice se reúne com Celso Amorim no Itamaraty. A secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, deu início na manhã desta quinta-feira à visita de dois dias ao Brasil com um encontro com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, para discutir temas como a reforma do Conselho de Segurança da ONU, o processo de paz no Oriente Médio, as mudanças climáticas mundiais e a rodada de Doha. No encontro, Rice e Amorim também vão discutir a situação econômica e social do Haiti, uma vez que o Brasil integra as forças de paz para estabilizar o país. A secretária vai assinar um plano de ação conjunta contra a discriminação racial para promover a igualdade étnico-racial no Brasil e EUA. Além disso, o governo brasileiro quer discutir com os EUA temas da área econômico-comercial, como memorando de atendimento sobre biocombustíveis e a reforma dos organismos financeiros multilaterais. GABRIELA GUERREIRO; da Folha Online, em Brasília. 1303.

ELEIÇÕES 2010 [In:] SOB O PATRUScínio DA BOLSA-FAMÍLIA




Em discurso de comemoração aos quatro anos da criação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o ministro Patrus Ananias falou pela primeira vez como candidato à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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O Ministério do Desenvolvimento Social festejou, nesta quarta-feira (12), aniversário de quatro anos. Responsável pelo programa Bolsa Família, a pasta é gerida por Patrus Ananias, um dos “postes” de que dispõe o PT como alternativa para 2010. A comemoração levou ao "poste" a luz do primeiro-casal.
Lula discursou para uma platéia estimada em 1,4 mil pessoas. Cobriu Patrus de agradecimentos. De resto, disse que o “grande adversário” que o ministério teve de enfrentar “foi o preconceito cultural que está arraigado na cabeça de uma parte da elite brasileira, que acha que tudo o que o governo federal lhe dá é investimento, mas tudo o que é dado ao pobre é gasto.” O presidente não se animou em grudar no peito de Patrus o escudo de “pai” do Bolsa Família. Esse é um título do qual Lula parece não abrir mão. Sobre o futuro, falou apenas de raspão, excluindo-se: “O que precisamos fazer agora é consolidar a relação entre Estado e sociedade e quem vier depois tem que trabalhar com essa gente com respeito, atendendo às necessidades prioritárias do povo brasileiros.” Patrus falou mais do que o chefe. Não se limitou aos temas da economia doméstica de sua pasta. Mirou em FHC, desancando a privatização da Cia. Vale do Rio Doce, vendida, segundo ele, a preço vil. Alvejou a aliança tucano-democrata no Congresso. Disse que, não fosse pela extinção da CPMF, seu ministério teria mais dinheiro para atender à clientela pobre. Como se vê, Patrus Ananias parece determinado a ser bem mais do que um “poste.” Faltam-lhe, por ora, além de votos, prestígio no nível do que é atribuído a Dilma 'Mãe do PAC' Rousseff, o "poste" assentado na Casa Civil.
Escrito por Josias de Souza, Folha Online, 1304. Foto Fábio Pozzebom/ABr.

CONGRESSO APROVA ORÇAMENTO: "DINHEIRO NA MÃO É VENDAVAL..." *

Após três meses de atraso, Congresso aprova Orçamento

BRASÍLIA - Após três meses de atraso, o Congresso - Câmara e Senado - aprovou o Orçamento de 2008. A aprovação permite ao governo gastar, e grande parte dos recursos deve ser direcionada ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), carro-chefe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Orçamento deste ano chega a R$ 1,423 trilhões.
Na Câmara, a proposta orçamentária foi aprovada por 404 votos a 12, de um total de 513 deputados. No Senado, foram 56 votos a favor, nenhum contrário e nenhuma abstenção. Agora, Orçamento deverá ser sancionado pelo presidente. O parecer da proposta orçamentária da União para 2008 começou a ser discutido por volta das 19 horas. O Orçamento deveria ter sido aprovado em dezembro, mas, por conta da votação da CPMF em dezembro, ficou para este ano. Com o fim do imposto, o governo teve que fazer uma revisão de receitas e despesas. Na sessão do Congresso, o parecer foi lido pelo relator do Orçamento Geral da União, deputado José Pimentel (PT-CE). Segundo ele, a proposta foi construída mediante "muitas negociações" e teve que ser refeita após a queda da CPMF, ao final do ano passado. "Construímos uma proposta que, se não é a ideal, está próxima disso. O fim da CPMF impôs profunda revisão da peça orçamentária", disse. Pimentel destacou que a proposta inicial do governo era de um orçamento de R$ 1,414 trilhões. Agora, ela chega a R$ 1,423 trilhões, fruto de reestimativas e reajustes ocorridos no período de discussão. Ao todo, foram apresentados 83 destaques que visam modificar o texto do relator.
Oposição
Após reunião, a oposição - DEM (ex-PFL) e PSDB - voltou atrás e anunciou a decisão de não obstruir a votação do projeto de Orçamento para 2008, em sessão do Congresso (reunião conjunta da Câmara e do Senado). No entanto, os dois partidos avisam que suspenderam as negociações sobre o assunto com a base aliada do governo. A informação sobre a decisão foi anunciada pelos senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM) e José Agripino (DEM-RN). Os dois senadores informaram também que PSDB e DEM cumprirão o acordo feito na última terça com os governistas prevendo que será retirado do Orçamento o Anexo de Metas e Prioridades, que destina R$ 534 milhões para obras nos Estados. Antes do encontro com o PSDB, a tendência entre os parlamentares do DEM era a de obstruir a votação desta quarta no Congresso.
Medidas provisórias
PSDB e DEM decidiram não atrapalhar a votação do Orçamento de 2008 mas, a partir de agora, não votarão nenhuma medida provisória até que seja aprovada a proposta de mudança nas regras de tramitação dessas medidas. Os líderes dos dois partidos reunidos deram prazo de 30 dias para que essas mudanças na tramitação de MPs sejam aprovadas em comum acordo pelos deputados e senadores. Outra decisão foi não aceitar nenhum requerimento de encerramento de discussão em plenário. O objetivo é evitar estratégias, como a adotada na sessão da última terça - que só terminou na madrugada desta quarta - pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá. Em meio às discussões sobre a MP que ampliava os poderes da Eletrobrás, Jucá apresentou um requerimento encerrando a discussão da MP da TV pública, o que permitiu a votação da medida provisória. (Com Cida Fontes, de O Estado de S. Paulo). 1302.
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(*) Pecado Capital [Paulinho da Viola]. "Dinheiro na mão é vendaval/ É vendaval/ (...) Mas é preciso viver/ E viver não é brincadeira não/ Quando o jeito é se virar/ Cada um trata de si/ Irmão desconhece irmão/ E aí dinheiro na mão é vendaval/ Dinheiro na mão é solução/ E solidão".
(**) ... E em tempos de "novos pecados capitais" ...

quarta-feira, março 12, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] "MAMMY"












[Chargistas: JorgeBraga, Regi, Tiago, Aroeira].

BRASIL/TV PÚBLICA: "ON AIR"

Senadores discutem durante sessão

Senadores de oposição se irritaram com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), em sessão na madrugada desta quarta-feira (12).
O motivo foi uma manobra do líder para abrir caminho para a votação do projeto de lei que cria a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que vai gerir a TV Brasil - canal de televisão do Poder Executivo. Jucá apresentou parecer pedindo a retirada do caráter de urgência da MP 397/07, o que liberaria a pauta para a votação do projeto a TV Pública. Essa MP foi editada pelo governo no ano passado para revogar outra MP, a 385/07, que à época trancava a pauta da Câmara dos Deputados e impedia a votação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). "Eu não entendi. O senador Romero Jucá votou contra o governo?", questionou o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM). "Eu votei contra a urgência da medida tendo em vista que matéria idêntica já foi aprovada na Câmara. Meu parecer é contrário à urgência", respondeu Jucá. "É a segunda vez que essa matéria deixa de ser relevante e urgente. Isso é um deboche, é um escárnio contra o Congresso Nacional senhor presidente. É um desrespeito ao Congresso", retrucou o tucano, dirigindo-se a Garibaldi Alves (PMDB-RN), que presidia a sessão. Senadores da oposição também protestaram contra o parecer de Jucá. "Depois do achincalhe do líder do governo em relação à medida provisória, que seria a segunda matéria da pauta, se não é motivo para que Vossa Excelência suspenda a sessão, não tenho outra saída a não ser dizer que o PSDB se retira do recinto do Senado Federal", finalizou Virgílio. G1, SP. Veja o vídeo. 1203.

EUA/POLÍTICOS: A CARNE É F[R]ACA

Veja os principais escândalos sexuais envolvendo políticos dos EUA

O governador de Nova York, Eliot Spitzer, conhecido pelo apelido de "Eliot Ness" por sua cruzada contra o crime, anunciou nesta quarta-feira (12) sua renúncia ao cargo após a revelação de que ele era cliente de uma rede de prostituição de luxo. O caso se junta a uma lista de escândalos sexuais envolvendo políticos norte-americanos que tiveram seu auge em 1998, quando o então presidente Bill Clinton traiu a primeira-dama a atual pré-candidata democrata à Presidência Hillary Clinton, com uma estagiária.

Veja abaixo alguns dos mais recentes escândalos sexuais envolvendo político norte-americanos.
Conduta lasciva
Senador republicano pelo Estado de Idaho há três mandatos, Larry Craig anunciou sua renúncia em setembro de 2007 por causa das acusações de que teria assediado um policial à paisana no banheiro de um aeroporto dos Estados Unidos. Desde que o caso ganhou destaque na imprensa dos EUA, o senador perdeu o apoio da população e do próprio partido, onde muitos defendiam sua renúncia. O policial que prendeu o senador sob acusação de “conduta lasciva” no banheiro de um aeroporto nos EUA acusou o político republicano de mentir durante o interrogatório.
O senador admitiu ter encostado no policial por baixo da divisa da cabine do banheiro, mas disse que foi um acidente. Oficialmente, Craig admitiu culpa no caso, mas ele disse que só o fez para evitar um processo, e que se arrependia.
D.C. Madam
O senador republicano David Ritter confessou ter sido cliente de um serviço de acompanhantes na capital dos Estados Unidos, coordenados por uma mulher conhecida como D.C. Madam. Ele pediu desculpas pelo que disse ser “um pecado muito sério do meu passado”.
Caso Foley
O deputado republicano Mark Foley anunciou sua renúncia em setembro de 2006, após 12 anos no Congresso dos EUA, por causa das acusações de que enviou e-mails de conteúdo sexual para menores de idade. Foley presidia na Câmara dos Representantes um grupo que defende menores desaparecidos ou explorados. A decisão dele foi tomada após a emissora "ABC News" afirmar que o congressista tinha enviado, para menores, mensagens eletrônicas de conteúdo sexual. Pouco tempo depois, um ex-estagiário da Câmara revelou ter mantido relações sexuais com Foley.
Má companhia
O então deputado republicano pela Califórnia Randy “Duke” Cunningham foi encontrado acompanhado por prostitutas em um hotel de luxo no Havaí, segundo a rede de TV ABC. O deputado foi acusado de receber propina, já que as mulheres e o hotel eram pagos por um empreiteiro norte-americano. Ele foi preso depois de confessar culpa por corrupção.
Monica Lewinsky
O então presidente democrata Bill Clinton chegou a passar por um processo de impeachment, no qual conseguiu manter seu mandato, depois de mentir sobre suas relações com a ex-estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky. O caso foi revelado em 1998, e Clinton a princípio negou ter se relacionado com Lewinsky. Com o crescimento das acusações, Clinton acabou confessando e enfrentando o julgamento, o que marcou o restante do seu mandato. A então primeira-dama Hillary Clinton perdoou o presidente, que atualmente é um dos principais cabos eleitorais na sua campanha em busca da candidatura democrata à Presidência do país. G1, SP. 1203.

CONGRESSO/ORÇAMENTO: ACORDO$


Congresso vota Orçamento de 2008 nesta quarta-feira

BRASÍLIA - O Congresso vota nesta quarta-feira o relatório do deputado José Pimentel (PT-CE) à proposta orçamentária para 2008. A sessão está marcada para as 15h. Os líderes partidários da Câmara e do Senado fecharam um acordo para votar o Orçamento. Pelo acordo, o anexo de metas e prioridades, principal ponto de polêmica entre governo e oposição, será retirado da proposta. Os R$ 534 milhões do anexo serão distribuídos entre as bancadas estaduais com base no percentual definido pelo Fundo de Participação do Estados (FPE), nas emendas parlamentares e no tamanho de cada unidade federativa. O relator-geral do Orçamento, deputado José Pimentel (PT-CE), assegurou que o acordo deve garantir a votação. - Foi respeitado, para o atendimento das bancadas, o mesmo critério que os relatores setoriais utilizaram - comentou.
Rodoanel
O outro ponto polêmico - a recomposição dos recursos que foram retirados pela Comissão de Orçamento do trecho sul do Rodoanel de São Paulo e de cinco prédios da Justiça em Brasília - já havia sido negociado pelos líderes. Há destaques para restaurar esses recursos, segundo Pimentel. Ao todo, a comissão retirou R$ 289 milhões dessas obras. Alguns parlamentares ainda reclamam de uma solução para os recursos para compensar perdas da Lei Kandir. O relator destinou R$ 5,2 bilhões para compensar a perda dos estados exportadores, mas setores da oposição pedem R$ 20 bilhões.
Destaques
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que o governo terá o apoio da oposição para aprovar o Orçamento hoje, sem os benefícios previstos para alguns parlamentares no anexo de metas. "Não queremos atrasar a votação do Orçamento. Mas qualquer destaque que queira restabelecer recursos do anexo será derrubado", avisou. Agência Câmara. JB Online, 1203.

BRASIL/PIB: CRESCIMENTO ECONÔMICO

Economia cresce 5,4% e atinge R$ 2,6 tri em 2007

SÃO PAULO, 12 de março de 2008 - O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro superou a projeção feita nos últimos dias pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e fechou 2007 com alta de 5,4%, percentual que leva a economia brasileira a um total de R$ 2,6 trilhões. Este é o maior resultado anual desde 2004, quando o PIB teve alta de 5,7%. Desde a semana passada, o ministro Mantega e outros representantes do governo federal, como o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, apontavam para uma expansão do PIB entre 5,2% e 5,3%. Mas provavelmente nem mesmo o próprio governo esperava que a economia brasileira registrasse um crescimento de 6,2% no quarto trimestre, em relação a igual período de 2006. Este foi o melhor resultado trimestral do ano, que até então tinha como melhor marca uma expansão de 5,6% registrada no terceiro trimestre. Contribuíram para a alta do PIB a elevação de 4,8% do valor adicionado a preços básicos e de 9,1% nos impostos sobre produtos, destacou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
(André Magnabosco - InvestNews). JB Online, 1203.

GOVERNO LULA "BY" LULA: UM GOVERNO DE POBRES

Lula ataca "obsessão eleitoral" cercado por pré-candidatos




Em um discurso cheio de "recados" à oposição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem durante evento em Dianópolis (TO) que, até a sua chegada ao poder, os pobres no Brasil foram utilizados como "moeda eleitoral", tratados como "top model" apenas em dia de eleição e depois esquecidos. Lula também disse que não privilegia aliados, enquanto alguns de seus adversários "só pensam naquilo" - numa referência à sucessão presidencial. Disse que seus adversários agiram para derrotar a CPMF para que ele, com menos dinheiro em caixa, ficasse enfraquecido e não fizesse sucessor em 2010. "É assim que funciona a cabeça de algumas pessoas no Brasil. Só pensam naquilo, só pensam naquilo, só pensam naquilo. Quanto ao Marcelo [Miranda, governador de Tocantins] e eu, nós temos de pensar não é em 2010, é no agora". O presidente falou em tom de desafio ao negar qualquer tipo de discriminação aos governadores de partidos adversários: "Perguntem ao José Serra, do PSDB, perguntem ao Aécio Neves, do PSDB, perguntem à governadora do estado do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, do PSDB (...)", afirmou, citando mais nomes de oposicionistas. E acrescentou que "não tem importância que eles [a oposição] derrubaram a CPMF". O presidente viajou para o interior de Tocantins para inauguração de uma barragem sobre o rio Manuel Alves e de parte de projeto de irrigação, obras previstas no PAC (Plano de Aceleração do Crescimento). Cercado de prefeitos e políticos da região, ele discorreu sobre programas sociais e afirmou que tais investimentos no setor causam "revolta" nos adversários. "Quando eu criei o Bolsa Família, os de cima diziam assim: isso é esmola, é assistencialismo." Em seguida, acrescentou: "R$ 90 não vale nada para uma pessoa que ganha R$ 20 mil por mês e dá isso de gorjeta depois que fica bêbado num bar, tomando cerveja. Agora, R$ 90 na mão de uma mulher que tem três ou quatro filhos..." Lula disse que "não tem nada mais barato no mundo do que a gente governar para os pobres", porque eles "querem muito pouco, não pedem o absurdo". "Por que eles não fizeram isso?", questionou, referindo-se à oposição. "Vocês já perceberam que há um único dia em que um bando de políticos trata o pobre igual ao rico? Porque na época da campanha, você não vê político falando mal de pobre. Político xinga banqueiro, político xinga empresário, político xinga todo mundo. Mas pobre é "meu queridinho" daqui e "meu queridinho" de lá. Aí, depois que ganha as eleições... É o único dia em que o pobre vira top model, vira a coisa mais importante, porque o voto dele vale igual ao voto do rico", afirmou." Só que depois das eleições, alguns políticos só convidam os ricos para as suas festas e os pobres ficam esquecidos até as próximas eleições. É isso que mudou, no Brasil". Apesar da ênfase de que sua preocupação é social, e não eleitoral, Lula participou do evento cercado de prefeitos que disputarão a reeleição, entre eles o de Dianópolis, José Salomão Jacobina Aires (PT).O prefeito decretou feriado e mobilizou ônibus da prefeitura para levar os moradores até o evento. Ao fim do ato, foram distribuídas cerca de 5.000 marmitas com arroz, feijão tropeiro, carne seca e mandioca, como o prefeito de Dianópolis disse à Folha anteontem. LETÍCIA SANDER. ENVIADA A DIANÓPOLIS. Folha, 1203. Foto Alan Marques/Folha Imagem.

AMAZÔNIA & MOTOSERRAS [In:] MATA, MOTO, MORTE...

Amazônia perde área igual a 40% de SP só em janeiro

Em janeiro, enquanto o governo divulgava medidas para tentar conter o ritmo acelerado de desmatamento na Amazônia, uma área equivalente a 40% da cidade de São Paulo foi devastada na região. Os satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) detectaram o abate de 639,1 km2 de florestas no mês, segundo dados consolidados ontem. O desmatamento em janeiro foi menor do que em novembro e dezembro do ano passado, mas supera os números nos três meses anteriores (agosto, setembro e outubro). O movimento das motosserras na Amazônia nesse período de cinco meses justificou o alerta do governo e deu força a medidas como o corte de crédito e o embargo da produção em áreas desmatadas. Em janeiro teria começado a valer a moratória anunciada pela ministra Marina Silva (Meio Ambiente) à derrubada de árvores por meio da suspensão de novas autorizações para corte de árvores nos 36 municípios com maiores índices de devastação na Amazônia. O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, considerou positivo o resultado apurado ontem pelo Inpe, apesar da grande extensão de área desmatada. Ele alega que as medidas editadas pelo presidente Lula e regulamentadas em janeiro só teriam efeito a partir de fevereiro. O Inpe registrou grandes áreas de desmatamento (acima de 15 km2) nos municípios de Marcelândia (MT) e São Félix do Xingu (PA), que já ocupavam o topo do ranking do desmatamento. Foram registradas grandes extensões de corte de árvores também em Tapurah (MT), município que não entrou na lista dos que mais abatem a floresta. O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, contesta as medições do Inpe. Informações mais precisas sobre a área desmatada na Amazônia só serão divulgadas no segundo semestre do ano. Mas os números indicados pelo Deter (sistema de detecção de desmatamento em tempo real) - tradicionalmente subdimensionados em relação à área total- mostram que a derrubada da floresta manteve ritmo acelerado. A seca prolongada em janeiro ajuda a explicar os dados relativos ao mês. De acordo com informações do próprio Inpe, choveu menos do que a média histórica do mês em grande parte de Rondônia e em regiões de Mato Grosso e do Pará. Os três Estados -sobretudo os dois últimos- são os que mais desmatam a Amazônia. Em fevereiro também choveu bem menos do que a média histórica. O período de chuvas costuma reduzir a atividade das motosserras, assim como a detecção do problema pelos satélites do Inpe. Na avaliação do governo, mantido o ritmo de desmatamento verificado nos últimos cinco meses de 2007, é provável que o país interrompa a tendência contínua do abate de árvores registrado desde o segundo semestre de 2005. As imagens captadas pelo Deter entre outubro de 2007 e janeiro de 2008 mostram o desaparecimento de uma área sete vezes maior da floresta. MARTA SALOMON; DA SUCURSAL DE BRASÍLIA, Folha. 1203.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Senado aprova criação da TV Brasil durante madrugada. BRASÍLIA - Sem a presença de representantes da oposição, o Senado Federal aprovou na madrugada desta quarta-feira, 12, em votação simbólica, o projeto de lei que cria a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que vai gerir a TV Brasil - canal de televisão do Poder Executivo. A matéria é proveniente da medida provisória 398/07. A criação da TV Brasil foi o assunto que permeou as discussões desde as 17h30 de terça-feira. Durante a apreciação de outras matérias, os senadores governistas acusaram a oposição de tentar prolongar os debates para dificultar o exame do projeto, que perderia sua eficácia no dia 21 de março se não fosse votado. A oposição, por sua vez, acusou o governo de tentar "passar um rolo compressor no Senado" para votar as matérias de seu interesse. Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado. 1203.
Já são 30 os estrangeiros impedidos de entrar no Brasil. SÃO PAULO - Já chega a 30 o número de estrangeiros impedidos de entrar no Brasil desde a última quinta-feira, 6. Deste total, dezenove turistas foram barrados no Aeroporto Internacional de Salvador, sendo cinco nesta terça-feira. Outros dez, entre eles sete espanhóis, no Aeroporto Internacional do Rio desde sábado. A Polícia Federal nega que está aplicando o princípio de reciprocidade. Na semana passada, a Espanha impediu a entrada de pelo menos 30 brasileiros. (...) A PF informou no entanto, que o procedimento de repatriação de estrangeiros é usual e não representa retaliação. Segundo a superintendência, os primeiros estrangeiros a voltar para casa foram dois americanos que chegaram ao país no fim de semana. Um deles estava sem o passaporte e o outro com o visto vencido. Uma portuguesa que trabalhava no Brasil também foi obrigada a voltar para seu país, porque estava com o visto de trabalho vencido. Tiago Décimo e Talita Figueiredo, especial para o Estado. 1203.
Obama vence Hillary nas primárias do Mississippi. O senador negro Barack Obama ganhou nesta terça-feira as primárias democratas no Mississippi, sua 29ª vitória na corrida contra Hillary Clinton pela indicação à Casa Branca. Com 98% dos votos apurados, o senador por Illinois foi declarado o vencedor com 60% enquanto Hillary somou apenas 38%, segundo dados da rede de TV americana CNN. De acordo com pesquisas de boca-de-urna realizadas pela CNN, 91% dos eleitores negros do Mississippi votaram em Barack Obama. Contudo a mesma pesquisa aponta que, entre a população branca, cerca de três quartos escolheram a senadora Hillary. Folha Online. 1203.
Spitzer gastou US$ 80 mil em dez anos com prostituição, diz imprensa. O governador do estado americano de Nova York, o democrata Eliot Spitzer, gastou US$ 80 mil (equivalente hoje a R$ 135 mil) durante os últimos dez anos em prostituição, segundo fontes da investigação citadas nesta quarta-feira (12) pela imprensa americana. Segundo os investigadores, o agora ex-governador de Nova York "era um cliente habitual de serviços de prostituição de luxo" e gastava até US$ 4.300 por encontro. Efe/G1. 1203.

BRASIL/BALANÇA COMERCIAL: MEDIDAS PARA CONTER DÉFICIT

Governo anuncia hoje primeiras medidas para conter queda do dólar

Um dia depois do anúncio do terceiro déficit semanal consecutivo da balança comercial, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que o governo prepara um conjunto de medidas para conter a queda do dólar e o seu impacto nas contas externas do País. As primeiras medidas serão anunciadas ainda hoje. O Conselho Monetário Nacional (CMN) fará uma reunião extraordinária para aprovar as mudanças, entre elas a redução da cobertura cambial, que é a obrigação de os exportadores internalizarem no País os dólares recebidos. O governo também deve adotar medidas para conter o ingresso no País do capital de curto prazo, aumentando a taxação sobre investimentos estrangeiros em renda fixa e empréstimos de curta duração. Antes de serem aprovadas pelo CMN, as decisões serão submetidas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. A expectativa é que as medidas ajudem a frear o intenso fluxo de dólares para a economia brasileira, que tem derrubado a cotação da moeda americana e valorizado o real. A queda do dólar é apontada como um dos principais motivos da forte aceleração das importações e provoca queixa dos exportadores, que alegam perder rentabilidade nas vendas ao exterior. "É possível acabar com cobertura cambial", adiantou ontem o ministro, numa tumultuada entrevista na Câmara dos Deputados, após uma reunião sobre a reforma tributária com a bancada do PMDB. Em 2006, o governo já havia flexibilizado as regras da cobertura cambial, permitindo que 30% das receitas com exportações ficassem no exterior. Na época, a intenção inicial era acabar com a cobertura cambial, mas prevaleceu a estratégia de mudança gradual. O ministro destacou que a flexibilização da cobertura cambial facilitou a vida dos exportadores e reduziu custos para as empresas. "Poderemos tomar outras medidas nessa direção." Segundo ele, a Lei das ZPEs (Zonas de Processamento de Exportações), em tramitação final no Congresso, já prevê o fim da cobertura cambial para os setores beneficiados. "Na Lei das ZPEs existe esse dispositivo. Se vocês não perceberam, estou mencionando aqui. "Mantega procurou deixar claro que não se trata de um "pacote cambial", sinalizando que as medidas sairão "a conta-gotas". Mas, no debate com o PMDB, alertou que o dólar está "derretendo" e este é um problema que "deve ser encarado" pelo governo. Ele contou que já fez vários alertas ao presidente Lula. Segundo Mantega, o dólar está em queda por causa do agravamento da crise e dos riscos de recessão nos Estados Unidos. "Isso nos preocupa porque encarece os produtos brasileiros que são exportados, principalmente os manufaturados." No debate com o PMDB, Mantega defendeu a política de acumulação de reservas internacionais. O nível alto das reservas é um dos fatores que têm permitido ao Brasil enfrentar com tranqüilidade a crise. "Fomos muito criticados porque essa acumulação traz custos, mas valeu a pena e vamos continuar nessa política", disse Mantega, acrescentando que a crise é muito séria e deve se agravar. O ministro previu que as reservas devem chegar a US$ 200 bilhões (até segunda-feira, eram de US$ 194,204 bilhões), o que confirma, na sua avaliação, o sucesso dessa estratégia. Adriana Fernandes e Isabel Sobral, BRASÍLIA. COLABOROU RENATA VERÍSSIMO.01203.

OPERAÇÃO ANACONDA [In:]: PERDA DO CARGO DO JUIZ ROCHA MATTOS (... a cobra fumou!)

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“Foi muito difícil trazer o juiz João Carlos da Rocha Mattos para o banco dos réus”, afirmou a procuradora regional da República Ana Lúcia Amaral, em entrevista coletiva concedida em dezembro de 2004, ao lado das colegas Janice Ascari e Luiza Cristina Frischeisen. Elas analisavam a condenação do magistrado, considerado o mentor da quadrilha desarticulada na Operação Anaconda. Também foi muito difícil para o Ministério Público Federal ver confirmada a perda do cargo do magistrado. Houve uma enxurrada de recursos que entupiram os tribunais, além da demora do Tribunal Regional Federal da 3ª. Região para executar uma condenação que, no entendimento do MPF, já transitara em julgado, ou seja, quando não cabe mais recursos (leia, a seguir, análise da procuradora). Ontem, por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal confirmou o que já se sabia há muito tempo: houve “abusivo excesso de recursos” oferecidos pela defesa do magistrado com a finalidade de retardar o cumprimento da condenação. Apesar de condenado por vários outros crimes ligados à Operação Anaconda, como formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, Rocha Mattos perdeu o foro privilegiado e o direito a prisão especial por abuso de autoridade e denunciação caluniosa. Ele tentou intimidar o juiz federal Fausto de Sanctis e um procurador, contra os quais representou criminalmente sob a falsa acusação de prevaricação. A decisão de ontem do Supremo pôs fim a uma longa divergência entre o MPF e o TRF-3. Em meados do ano passado, a procuradora Ana Lúcia chegou a entrar com mandado de segurança no TRF-3, e com representação no Conselho Nacional de Justiça, sob alegação de que o tribunal criava embaraços para aplicação da pena de quatro anos e quatro meses de prisão do juiz, além da perda do cargo. O tribunal argumentou que não poderia afastar o juiz antes que o STF decidisse se acolheria ou não os sucessivos recursos da defesa _caso contrário, sustentou, estaria usurpando a competência do Supremo. A defesa do juiz sempre sustentou que exercia o amplo direito de defesa do magistrado.
Escrito por Fred, Folha Online. 1203.

terça-feira, março 11, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] "DILLLLLLMAAAAA!!!!" *







[Chargsitas: Sinovaldo, Sponholz, Novaes, Guto Cassiano, Samuca, Amorim].
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(*) Baseado em "Os Flintstones" (desenhos de Hanna & Barbera).

GOVERNO LULA/LULA: DE "OMBROS" À OPOSIÇÃO


Com o assentimento de Lula, as autoridades econômicas do governo vão impor um bloqueio às despesas inseridas no Orçamento por meio de emendas de deputados e senadores. Para vencer resistências à aprovação, no Congresso, da programação orçamentária de 2008, o governo evita explicitar suas intenções em público. Na prática, porém, a decisão, urdida entre quatro paredes, tranforma a tramitação do projeto de Orçamento da União numa pantomina.
Governistas e oposicionistas travam no Congresso uma queda-de-braço que, do ponto de vista do governo, tornou-se irrelevante. A refrega envolve um apenso pendurado no Orçamento por um grupo de 95 congressistas. Chama-se “anexo de prioridades e metas”. Envolve despesas de R$ 534 milhões. Algumas delas, por injustificáveis, cheiram a corrupção. São gastos que Lula e seus ministros econômicos não têm intenção de executar. Daí a percepção do Planato de que o cabo-de-guerra tornou-se “irrelevante”. No Brasil, o Orçamento aprovado pelo Congresso não é uma peça impositiva. O governo o executa segundo as suas próprias conveniências e prioridades. Sob Lula, a liberação das verbas previstas nas emendas patrocinadas por deputados e senadores oscila entre 30% e 45% dos valores orçados. Em 2008, a prevalecer o plano do governo, esse percentual não ultrapassará a casa dos 15%. Vem daí o descaso com que o governo encara o debate que mobiliza governistas e oposicionistas no Congresso. O que Lula quer é a aprovação do Orçamento, com ou sem acordo. É o que dirá, sem revelar as segundas intenções, aos presidentes e líderes das legendas que o apóiam, em reunião marcada para a manhã desta terça-feira (11), no Planalto. Em termos técnicos, dá-se ao bloqueio das emendas parlamentares o nome de “contingenciamento”. Em 2008, o governo terá um argumento adicional para impor às despesas de interesse dos congressistas o dique da contingência. O ano é eleitoral. E a lei proíbe repasses de verbas públicas a Estados e municípios depois do mês de junho. As liberações só poderão ser retomadas depois de 5 de outubro, a dois meses do término do exercício fiscal. Na semana passada, a oposição festejou uma proposta levada à mesa pelo líder do PT na Câmara, Marício Rands (PE). O deputado petista propusera que o “anexo” de R$ 534 milhões fosse mandado ao lixo. O dinheiro seria proporcionalmente rateado entre as 27 unidades da federação. Os oposicionistas PSDB e DEM puseram-se de acordo com a proposta. Mas deputados governistas ergueram barricadas contra a idéia, impedindo a celebração de um acordo. Nesta terça, o presidente do Congresso, Garibaldi Alves (PMDB-RN), tentará pacificar governistas e oposicionistas. Mas é improvável que consiga. Diante das evidências, o governo decidiu medir forças em plenário. “Estamos nos mobilizando para votar na quarta-feira, em qualquer circunstância”, disse ao blog o deputado Henrique Fontana (PT-RS), líder de Lula na Câmara. “Vamos tentar, até o último momento, um ambiente de acordo. É bom para o Parlamento e para o país. Mas colocamos a quarta-feira como data-limite para nós mesmos. Não podemos pôr em risco as obras do PAC por falta de orçamento.” “A fórmula proposta pelo deputado Maurício Rands nos unifica”, afirmou ao repórter o senador José Agripino Maia (RN), líder do oposicionista DEM. “Quem não está se entendendo é a base governista, não nós. O governo é que está debaixo de pressão”. Lula, pragmático a mais não poder, dá de ombros para a pressão de que fala Agripinio. Quer o Orçamento aprovado. Com ou sem acordo. Se a programação orçamentária de 2008 lhe chegar envenenada pelo "anexo" condenado pela oposição, gerenciará o acréscimo de R$ 534 milhões a golpes de barriga. Só empenhará as despesas que coincidam com os interesses do governo.
Escrito por Josias de Souza. Folha Online. 1103.

VALE [DO RIO DOCE]: MST & MOVIMENTO POLÍTICO

Empresa vai processar líderes

O diretor-executivo de Assuntos Corporativos e Energia da Vale, Tito Martins, acusou ontem o Movimento dos Sem-Terra (MST) de usar a empresa para garantir visibilidade política para as suas reivindicações. Ele disse que processará os líderes nacionais e estaduais do movimento, que nos últimos dias fizeram duas ações contra a mineradora - no sábado, depredaram uma unidade da ferro-Gusa no Maranhão; ontem, bloquearam a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). "Eles querem atingir a Vale para dar cunho político a um movimento que não reconhecemos como legítimo. Discordamos desses atos de banditismo e não negociamos com bandidos", declarou Martins, acrescentando que o departamento jurídico da empresa está estudando a melhor forma de processar os chefes do movimento no âmbito criminal e cível. Na paralisação da ferrovia, o maquinista Pedro Jesus Simão, de 63 anos, teria sido impedido de deixar o vagão. No final do dia, quando a empresa já tinha obtido a ordem de reintegração de posse, os manifestantes liberaram a pista e o funcionário. "Não quiseram deixar comida. É um calorão insuportável e um momento muito tenso aqui", contou o maquinista, pelo rádio, ao centro de controle. Por nota, os manifestantes negaram ter retido Simão no local.
FAMÍLIAS
A Vale afirma que todas as famílias retiradas da região da Barragem de Aimorés - um dos motivos alegados pelo MST para a invasão de ontem - já foram reassentadas. "Até as pessoas que não tinham casa receberam o imóvel ou a opção de ganhar uma carta de crédito, se optasse por comprá-la em outro lugar", respondeu a diretora de energia, Vânia Somavilla. Segundo ela, a empresa construiu a estação de tratamento de esgoto, que está em fase de finalização. "Só faltam as ligações familiares", afirmou. No sábado, cerca de 600 camponeses invadiram uma unidade da Ferro Gusa Carajás, empresa da Vale no Maranhão. Eles depredaram a sede da empresa, exigindo a paralisação de 71 fornos que prejudicariam a saúde de 1.800 assentados nas proximidades. A mineradora disse ter informações de que, depois de paralisar a ferrovia, os manifestantes invadiriam a mina de Brucutu, uma das principais produtoras de minério da empresa na região. "Não temos como fazer nada baseado em rumores. A Justiça precisa dos nomes para agir", lamentou o diretor de assuntos corporativos.
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"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Secretário-geral do PT cita Dilma e Marta como nomes para 2010. O secretário-geral do PT, deputado federal José Eduardo Cardozo, disse nesta segunda-feira (10) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não temq como proposta política concorrer a um terceiro mandato e citou nomes do partido que podem disputar a eleição presidencial em 2010, entre eles as ministras Dilma Roussef (Casa Civil) e Marta Suplicy (Turismo). Em entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura, o deputado disse que "esta é a primeira eleição em 20 anos que o Brasil vai ter sem o presidente Lula". Segundo ele, o partido tem nomes como "Dilma, Patrus [Ananias, do Desenvolvimento Social], Marta, Jacques Wagner [governador da Bahia]. Isso também não quer dizer que não devemos respeitar nomes colocados por nossos aliados. Ainda é cedo para discutirmos a eleição". Folha Online, 1103.
Barril de petróleo supera os US$ 109 em Nova York. O barril de petróleo superou nesta terça-feira (11) pela primeira vez os US$ 109 em Nova York. Em Londres, alcançou os US$ 105, em conseqüência da desvalorização da moeda americana, que era negociada a um mínimo histórico de US$ 1,5489 por euro. Ontem, os preços do petróleo fecharam em forte alta, após baterem recorde acima de US$ 108 por barril. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros de Nova York (Nymex), o produto subiu US$ 2,75, e fechou a US$ 107,90 - recorde para o fechamento. Na máxima, marcou US$ 108,21 em Nova York. Em Londres, o petróleo tipo Brent fechou em alta de US$ 1,78, ao recorde de US$ 104,16 por barril. G1, SP. 1103.
STF arquiva a ação sobre gastos secretos de Lula. O ministro Celso de Mello, do STF, mandou ao arquivo, nesta segunda-feira (10), a ação em que o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), "exigia" a abertura dos gastos secretos feitos com os cartões de crédito da presidência da República. Curiosamente, o arquivamento foi pedido pelo próprio autor do pedido.
Páscoa deve alavancar em 12% as vendas em Shopping. SÃO PAULO, 11 de março de 2008 - Os empreendedores de shopping centers estão animados com a Páscoa, comemorada no próximo dia 23. De acordo com a expectativa da Associação Brasileira de Shopping Centers (12% em vendas, em relação ao ano anterior, alavancado pelo aumento no fluxo de pessoas, que deve ser 9% maior que em 2007. Gazeta Mercantil. 1103.
Gabeira lança candidatura com apoio do PSDB, que pensa em 2010. RIO - A candidatura de Fernando Gabeira (PV-RJ) para a prefeitura do Rio de Janeiro, lançada oficialmente nesta terça-feira, pode ser o primeiro passo para uma coligação PSDB-PV na eleição presidencial de 2010. Caberá ao PSDB indicar o vice de Gabeira e o nome mais cotado até o momento é o do deputado estadual Luiz Paulo Correa da Rocha. A coligação no Rio de Janeiro inclui também o PPS, outro potencial aliado tucano para 2010. Reuters/JB, 1103.
Juca Chaves. Ícone da Velha Guarda continua com humor afiado. Satírico, Juca Chaves mostra que continua com a língua afiada em seu show 'Melhor Que Isso Só Sendo Ministro'. Os homens que já uivaram para a lua cheia dos 40 anos não imaginam o que pode acontecer aos 70, que na cartilha de um menestrel da política e do sexo não é apenas uma idade, mas uma postura sexual. Nada como chegar à virilidade dos 69 anos e dominar a ciência do humor e ironia, que garantiu uma performance invejável de 50 anos de carreira a Juca Chaves. ''Sou pequenininho, feio e narigudo, mas, apesar disto, nunca tive reclamações.'' Bonde/Folha de Londrina. 1103.

REFORMA TRIBUTÁRIA: Estados vs. ESTADO

Governadores do PMDB resistem à reforma e preocupam Mantega

Ao mesmo tempo em que disputam entre si novos investimentos para seus Estados, inclusive com a farta concessão de incentivos fiscais, os governadores do PMDB ensaiam uma reação conjunta contra a reforma tributária proposta pelo governo. Além de boa parte deles estar empenhada em manter a liberdade para conceder incentivos fiscais, há também a preocupação com a perda de receita, já que o PMDB governa Estados exportadores. É este o cenário que aguarda o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que começa hoje pela bancada do PMDB na Câmara sua peregrinação em defesa da reforma, cujo foco é o fim da guerra fiscal. O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), que desembarca hoje pela manhã em Brasília, telefonou na semana passada ao presidente nacional da legenda, deputado Michel Temer (SP), para alertar a direção partidária de que o texto proposto pelo governo não pode ser aprovado sem modificações. "Do jeito que está, o Espírito Santo perde 25% de sua receita", queixou-se o governador. Por enquanto, Hartung foi o mais enfático nas reclamações a Temer. "Mas isso pode ser o início de uma reação em cadeia", prevê o presidente do PMDB.
O partido governa sete Estados, localizados nas Regiões Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste. A avaliação preliminar da bancada peemedebista hoje é de que só o Nordeste terá ganhos com a reforma nos moldes propostos pelo governo. A contabilidade mais precisa será feita no dia 25, quando Temer pretende reunir em Brasília o Conselho Político do partido. O colegiado, de cerca de 50 integrantes, inclui os sete governadores (Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Amazonas), os 27 presidentes de Diretórios Estaduais, líderes, ex-presidentes e o atual presidente da legenda. O jogo de pressão sobre o governo já começou. A etapa preliminar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que analisa a "admissibilidade" da proposta, está nas mãos de um relator peemedebista: o deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), que já apresentou um pleito do Rio de Janeiro a Mantega, na semana passada. Ele quer que seja expressamente permitido no texto da emenda constitucional que o governo fluminense fique com 2% do ICMS incidente sobre o petróleo.
COMISSÃO ESPECIAL
Em outra ponta, o PMDB se articula com outros partidos da base para comandar a comissão especial que vai analisar a proposta de reforma tributária. A cúpula do partido quer o deputado Edinho Bez (PMDB-SC) na presidência da comissão, em parceria com o PR do deputado Sandro Mabel (GO), que seria indicado relator. A principal guerra fiscal hoje se dá em torno das grandes montadoras, pois a indústria automobilística brasileira nunca cresceu tanto, e as empresas projetam novos investimentos. O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, briga com seu correligionário do Paraná, Roberto Requião, pela nova fábrica da General Motors. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que desembarca nas próximas horas no Japão, quer levar a segunda fábrica da Toyota no Brasil para o município fluminense de Resende.A disputa por novas fábricas é feita na base do adiamento, em até 10 anos, do recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido pela empresa. Em alguns casos, os municípios também adiam a cobrança do Imposto sobre Serviços (ISS) e do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Os parlamentares peemedebistas desses Estados não estão sensíveis à tese do governo federal de que chegou a hora de acabar com a guerra fiscal.
Christiane Samarco e Ribamar Oliveira; Estadão. 1103.

segunda-feira, março 10, 2008

XÔ! ESTRESSE [In:] "EMBRULHE P´RÁ PRESENTE!"




[Chargistas: Iotti, Lane, Bello].

BRASIL: PRODUÇÃO INDUSTRIAL. CRESCIMENTO EM JANEIRO/2008

Produção industrial cresce em todas as regiões em janeiro



SÃO PAULO - Em janeiro, a produção industrial cresceu em todas as 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), exceto no Ceará, onde a indústria registrou queda de 2,3%, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Naquele Estado, o desempenho industrial foi influenciado pelo baixo resultado da indústria têxtil, que apresentou queda de 37,6%.
De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 10, entre as áreas com taxas positivas, seis destacaram-se com avanços de dois dígitos: Paraná (19,7%), Amazonas (17,9%), Pernambuco (12,6%), São Paulo (12,5%), Espírito Santo (12,1%) e Minas Gerais (10,2%). Rio Grande do Sul registrou 9,0% e ficou também acima da média nacional (8,5%). Com resultados positivos, porém abaixo do crescimento do País, encontram-se: Pará (6,6%), Rio de Janeiro (5,1%), Goiás (3,8%), região Nordeste (3,7%), Santa Catarina (3,0%) e Bahia (0,5%).
Em relação a dezembro de 2007, 11 dos 14 locais pesquisados tiveram expansão na produção industrial em janeiro. Os destaques nessa comparação foram o Paraná (6,5%) e o Amazonas (5,7%). As indústrias de São Paulo (3,4%) e do Rio Grande do Sul (2,0%) também ficaram acima da média nacional (1,8%). Os estados do Pará (1,7%), Minas Gerais (1,3%) e Bahia (0,4%) cresceram abaixo da média nacional. Por outro lado, Ceará (-3,2%), Espírito Santo (-2,7%) e região Nordeste (-0,8%) mostraram recuo entre os dois meses.
São Paulo
A produção industrial de São Paulo acumula alta de 6,9% em 12 meses. O Estado de São Paulo responde por cerca de 40% da produção nacional. Segundo o IBGE, em janeiro, na comparação com igual mês do ano passado, 16 dos 20 segmentos pesquisados contribuíram positivamente para este movimento no Estado, com veículos automotores (30%), produtos químicos (22,6%), indústria farmacêutica (33,5%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (25,4%) e máquinas e equipamentos (10,7%) exercendo os principais impactos. Jacqueline Farid, da Agência Estado. 1003.

BRASIL/ORÇAMENTO-2008 [In:] OBRAS NO PARQUE

Otimista, Lula diz que Orçamento 2008 será aprovado nesta semana pelo Congresso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, durante o programa de rádio "Café com o Presidente", que o Orçamento de 2008 será aprovado nesta semana pelo Congresso Nacional. "Eu estou convencido de que [deputados e senadores] vão aprovar esta semana e vamos tocar o barco com muita normalidade."
Lula lembrou que as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) nas favelas são "de interesse de todo mundo" e, por isso, o Orçamento deve ser aprovado. "Eu não posso crer que apenas eu queira trabalhar, e eles [os parlamentares] não. [...] Eu tenho certeza de que há disposição e vontade política do Congresso em votar. Mas eu estou convencido de que eles vão votar porque sabe a oposição e sabe a situação que o Brasil precisa do Orçamento. Não é o governo que precisa do Orçamento. O governo apenas gerencia. Quem precisa do Orçamento é o povo brasileiro", afirmou. Segundo o presidente, os investimentos em urbanização de favelas chegam a R$ 40 bilhões e são, para ele, a forma que o Estado encontrou para "recuperar o prazer das pessoas morarem no lugar que escolheram para morar". Lula disse que a atual situação das periferias é reflexo da falta do poder público nestes locais nos últimos 50 anos. "Ao não fazer a intervenção com obras públicas, levando as coisas que o Estado tem que levar, as pessoas foram se apinhando, umas em cima das outras e as casas foram sendo amontoadas." O petista ressaltou que as obras estão começando em todas as capitais e destacou a abertura de ruas, construção de postos policiais, hospitais, áreas de lazer e bibliotecas. "Ou seja, nós vamos cuidar para que as pessoas tenham nas favelas onde moram as mesmas condições de vida que tem todo cidadão brasileiro que mora num bairro comum deste país." Lula disse ainda estar "feliz da vida". "Parece que a tensão baixou na América do Sul, ou seja, parece que os discursos deram lugar ao bom senso e parece que as coisas estão acontecendo com uma certa tranqüilidade", destacou. da Agência Brasil; da Folha Online. 1003.

PALOCCI [In:] "REPÚBLICA DE RIBEIRÃO"

"Vou demonstrar que não quebrei sigilo de ninguém", diz Palocci

O ex-ministro da Fazenda e deputado federal Antonio Palocci Filho (PT-SP) rebateu o principal argumento do Ministério Público para sustentar que seria "indubitável" sua participação na quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa -episódio que o tirou do governo Lula em 2006. Em denúncia ao STF, oferecida em 22 de fevereiro passado, a Procuradoria Geral da República disse que houve trocas de telefonemas no dia da violação entre Palocci e auxiliares, apontando proximidade dos horários das ligações com a quebra do sigilo. "Seria estranho se eu não tivesse telefonemas com meus assessores", afirmou o ex-ministro. Segundo Palocci, ele terá "só agora" a "oportunidade" de se defender devido ao "ordenamento do processo" no STF. "Vou demonstrar que não quebrei sigilo de ninguém." O ex-ministro disse que não se estenderia nos comentários porque prejudicaria sua defesa. Para o principal auxiliar econômico de Lula no primeiro mandato, a queda do dólar "vai assustar", mas não afetará o ritmo de crescimento do Brasil.
FOLHA - Quais serão os efeitos da crise mundial que nasce de uma fragilidade na economia dos EUA? ANTONIO PALOCCI FILHO - Se a crise se aprofundar, o mundo pode se tornar mais protecionista, o que será um retrocesso. A crise é grave, mas o ciclo de crescimento mundial não parece que será interrompido, pois há incorporação de produtividade enorme nos emergentes e avanços em pesquisa e desenvolvimento nos países ricos. A abertura comercial aumentou muito a transferência de tecnologia, o que leva a ganhos de produtividade generalizada. Por isso o ciclo é tão longo. Mas ainda é cedo para fazer previsões definitivas. Os mercados de crédito e os mercados de ações estão muito afetados.
FOLHA - O Brasil se descolou da crise mundial? PALOCCI - O Brasil engatou uma fase de crescimento econômico que pode durar dez anos. O Brasil vingou porque eliminou os três fatores de risco que geraram as nossas últimas dez crises: a inflação, o resultado fiscal e a dívida em moeda estrangeira. Hoje, há equilíbrio fiscal. Na prática, acabou a dívida em moeda estrangeira. E controlamos a inflação. No fiscal, o governo está entregando as metas ano a ano. A dívida pública está em trajetória descendente. Nas últimas décadas, nunca tivemos uma combinação de fatores tão favorável.
FOLHA - A inflação, que ameaçou subir, pode ser um problema? PALOCCI - A inflação sempre terá que ser vigiada de perto. Ela tem sido um problema para muitos países, pelo preço dos alimentos e de outras commodities. No Brasil, ela terá que ser acompanhada, mas o Banco Central já mostrou que sabe agir quando é preciso.
FOLHA - Há quem veja risco de faltar energia para sustentar esse ciclo de crescimento. PALOCCI - Não acho que faltará energia, desde que tenhamos maciços investimentos nos próximos meses e anos, na medida em que faz muito tempo que não temos um ciclo tão longo de crescimento.
FOLHA - A queda do dólar comprometerá o crescimento da economia? PALOCCI - Não creio. Esse novo momento de queda vai assustar, mas há muitos setores transformando o fato em oportunidade, adquirindo equipamentos e insumos que trarão grandes ganhos de produtividade. A modernização das empresas brasileiras veio para ficar e inclui aumento de produtividade, acesso ao crédito e ao mercado de capitais, melhora de governança, esforço exportador e investimento dentro e fora do Brasil.
FOLHA - O BC não deveria voltar a baixar os juros? PALOCCI - Seria muito bom que um dia pudesse fazê-lo. Mas não me parece que este dia esteja num curto horizonte.
FOLHA - Qual será a fotografia histórica do governo Lula? PALOCCI - Oito anos de Lula farão muito bem ao Brasil. Racionalidade econômica e forte preocupação social resultarão numa bela arrumada em nossa distribuição de renda. O povo trabalhador está tendo ganhos importantíssimos. Não só os trabalhadores. As empresas brasileiras nunca estiveram tão bem. O Brasil também melhorou em outros governos. Não há dúvida de que este período marcará a história do Brasil, mas ainda há muito o que fazer.
FOLHA - No poder, PT e PSDB aplicaram receitas semelhantes. Não deveriam fazer uma aliança em vez de se matar no dia-a-dia? PALOCCI - Fazer ou não uma aliança é uma questão que depende de muitos fatores. Mas não tenho dúvidas de que o Brasil se beneficiaria se entre governo e oposição houvesse um clima mais construtivo. As disputas eleitorais fazem parte da democracia. Mas isso não deveria impedir um esforço comum em torno dos grandes temas para realizar as reformas pendentes. Elaborar algumas regras de política fiscal de longo prazo seria muito bom também. Grandes temas, que dizem respeito a questões estratégicas e institucionais, deveriam receber um tratamento suprapartidário. Infelizmente o clima de diálogo para construção de políticas anda muito restrito.
FOLHA - A polícia e a oposição suspeitam de acordo do sr. com Rogério Buratti para que ele retirasse as acusações sobre sua gestão como prefeito em Ribeirão Preto. PALOCCI - Não falo com ele desde antes da primeira denúncia. O que o levou a fazer isso agora só pode ser esclarecido por ele.
FOLHA - Na denúncia ao STF, a Procuradoria Geral da República disse ser "indubitável" sua participação na violação do sigilo do caseiro Francenildo Costa. PALOCCI - Só agora terei oportunidade de me defender, pelo ordenamento do processo. Vou demonstrar que não quebrei sigilo de ninguém. Aliás todos sabem que meu trabalho no Ministério da Fazenda foi de rigidez na política econômica e de absoluto respeito à lei. Mesmo porque não seria possível fazer uma coisa sem a outra.
FOLHA - A denúncia aponta cruzamento de telefonemas entre o sr., seu assessor e o presidente da Caixa, Jorge Mattoso, no dia da quebra do sigilo bancário do caseiro. PALOCCI - Seria estranho se eu não tivesse telefonemas com assessores e autoridades vinculadas ao Ministério da Fazenda. Não vou falar mais deste assunto. Pode atrapalhar minha defesa. Procure meu advogado. Folha, KENNEDY ALENCAR. SUCURSAL DE BRASÍLIA. 1003.

"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

Petróleo atinge novo recorde de US$ 107 o barril. O preço do petróleo nos EUA atingiu alta recorde de US$ 107 o barril nesta segunda-feira (10), revertendo as quedas no início da manhã, impulsionado pela desvalorização do dólar e a preocupação com a escassez da oferta. O petróleo sobe US$ 1,85, para US$ 107 o barril em Nova York. O barril superou a marca anterior de US$ 106,54, registrda semana passada. Em Londres, a commodity perdia US$ 0,40, para US$ 102,78 o barril. O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, pedirá na próxima semana à Arábia Saudita, membro importante da Opep, que pressione o cartel para que faça um esforço para conter a alta incontrolável do preço do petróleo. G1, SP. 1003.
Tarso diz que governo pode tratar entrada de espanhóis com mais rigor. O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta segunda-feira (10) que não há “crise de relacionamento” ou “cabo de guerra” entre Brasil e Espanha por conta dos recentes episódios de brasileiros barrados pela imigração espanhola. Mas ressaltou que o governo brasileiro pode tratar a entrada de espanhóis no país com mais rigor,"olhando com lupa a legislação". “Não virou cabo de guerra [o relacionamento entre os dois países]. São relações que tendem a se adaptar. Cada país aplica soberanamente sua legislação. Se for necessário que essa legislação seja olhada com lupa, direitinho, para que se sinta do lado de lá que aqui tem leis, isso será feito”, disse o ministro. MIRELLA D´ELIA. Do G1, em Brasília. 1003. Veja o VÍDEO.
Investimento de montadoras será recorde em 2008, diz Anfavea. A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) informou nesta segunda-feira que as montadoras devem investir US$ 4,9 bilhões no Brasil em 2008. Segundo o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, trata-se do maior volume de investimentos em toda a história. Segundo Schneider, o investimento é uma resposta ao aumento da demanda interna, que deve crescer, segundo as previsões da instituição, 17,5% neste ano. "Este número pode ser até maior, caso alguma montadora anuncie investimentos que não nos foram informados", disse. Segundo a Anfavea, tais investimentos, combinados com a resposta de setores correlatos --metalurgia e autopeças, por exemplo--, deve trazer investimentos totais de US$ 20 bilhões em três anos (de 2008 a 2010). YGOR SALLES; da Folha Online. 1003.
Vaticano divulga lista de novos pecados capitais. O Vaticano atualizou a lista de pecados capitais para adaptá-la à "realidade da globalização". Os novos pecados capitais – merecedores de condenação segundo a Igreja Católica – serão agregados aos anteriores: gula, luxúria, avareza, ira, soberba, vaidade e preguiça. Publicada no domingo no jornal do Vaticano, Osservatore Romano, a lista foi divulgada depois que o Papa Bento 16 denunciou a "queda do sentimento de pecado no mundo secularizado", em meio à redução no número de católicos que praticam a confissão. Assimina Vlahou. De Roma para a BBC Brasil. 1003.
Cai velocidade média dos ônibus e tempo de espera nos pontos recebe nota 4,7. Se uma das alternativas apontadas pelos especialistas para reduzir o trânsito de São Paulo é o uso do transporte coletivo, a baixa velocidade média que os ônibus conseguem desenvolver nas vias da cidade pode ser um desestímulo ao uso desse tipo de veículo. De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de São Paulo, a velocidade média dos ônibus reduziu 50% nos últimos vinte anos: era de 24km/h em 1987 e agora é de 12km/h nos congestionamentos da manhã. Os automóveis atingem uma velocidade média de 27 km/h de manhã e de 22 km/h à tarde. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S.Paulo. 1003.

PT: VENHA AOS NOSSOS OS VO$$OS...

Ministros do PT irrigam entidades ligadas ao partido em SC

A exemplo dos casos já revelados envolvendo os ministérios do Trabalho e do Esporte e entidades ligadas ao PDT e ao PC do B, a Secretaria Especial da Aqüicultura e da Pesca (Seap) também repassou recursos, por meio de convênios, para entidades cujos dirigentes são filiados ao PT em Santa Catarina, reduto do ministro Altemir Gregolin e do ex-ministro José Fritsch, ambos do partido. As verbas abasteceram duas associações presididas por um candidato petista no período pré-eleitoral de 2004. Outra entidade, dirigida por petistas, já teve como seu endereço oficial o escritório do ex-deputado Mauro Passos (PT-SC), autor de emendas orçamentárias que financiaram os convênios.A partir de dados da Controladoria Geral da União, a Folha analisou os R$ 17 milhões repassados em convênios desde 2003 para o Estado. A Seap, pasta com status ministerial criada por Luiz Inácio Lula da Silva, abriga petistas catarinenses da Articulação de Esquerda, corrente que surge nas ligações verificadas nos convênios.O caso mais emblemático ocorreu em Laguna (SC). O candidato vitorioso à prefeitura em 2004 foi Célio Antônio (PT), que era subsecretário na Seap. Entre junho e julho de 2004, a secretaria assinou dois convênios com o município. O primeiro, de R$ 101,3 mil, foi para a Colônia de Pescadores Z-14, presidida por Obadias Barreiros, candidato a vereador pelo PT. O convênio tinha duração de três anos e meio, mas o dinheiro foi praticamente todo repassado em julho, três meses antes das eleições. O segundo, de R$ 100 mil, foi para a Casa Familiar do Mar, escola para cerca de 30 filhos de pescadores, também presidida por Barreiros. O convênio valia por cerca de um ano, mas a verba foi liberada em menos de um mês, antes da eleição.Barreiros perdeu as eleições, mas hoje é o secretário municipal de Agricultura e Pesca de Célio Antônio, que assinou na virada do ano passado mais um convênio. Para a construção de 21 trapiches para pescadores, foram repassados R$ 233,8 mil em uma só parcela em fevereiro. Célio Antônio disse estar analisando lançar sua candidatura neste ano. Barreiros nega que sua ligação partidária teve influência sobre os convênios.Dinheiro de sobraDurante sua campanha, a direção da Casa Familiar do Mar foi passada ao pedreiro Zulamar Gomes da Silva. Contatado, ele contou que "quando o dinheiro chegou, sobrava" e que foi instado a assinar dez folhas de cheque em branco."Me usaram", disse à Folha. Após as eleições, disse que Barreiros reassumiu e não sabe da finalidade dos recursos. Em Florianópolis, governada pela oposição, a Seap tem seus principais convênios com o governo do Estado, fundações de pesquisa e pequenas entidades. Entre elas, a Famasc (Federação das Associações de Maricultores de Santa Catarina), que assinou convênios de R$ 1,2 milhão desde 2003.Tanto o atual presidente da Famasc, Uri Mafra, como a ex, Maria das Graças Silva, são filiados ao PT e chegaram a disputar eleições regionais em 1998 e 2000, respectivamente.Composta apenas por uma diretoria de 12 pessoas, paga a contrapartida dos convênios em horas trabalhadas e atua no setor de criação de moluscos. A Famasc assinou seu primeiro convênio em 2003 -R$ 30 mil. Em 2004, o endereço da sede foi transferido para o escritório do então deputado Mauro Passos na rua Lacerda Coutinho. Ele é autor da emenda que financiou o segundo convênio, de R$ 385,4 mil. Hoje, funciona no local um jardim de infância.A assessoria do deputado e a Famasc afirmam que não há problema na colaboração. Segundo a assessora de Passos, o gabinete foi colocado à disposição para reuniões, planejamento e para uso de computador e correspondência. Segundo Maria das Graças, a situação foi "temporária" e o endereço era apenas para correspondência.A Cooperilha, do setor de maricultura, recebeu R$ 135 mil em 2005. Seu dirigente é Emílio Kleber Gottschalk, que firmou, em nome da cooperativa, promessa de apoio e militância à candidatura vitoriosa de Luci Choinaki para a presidência do diretório estadual.A Associação de Pescadores da Barra do Camacho em Jaguaruna (SC) também recebeu R$ 59,5 mil. Teve o apoio do deputado estadual Paulo Serafim, da mesma corrente do PT. Folha Online. LEILA SUWWAN; DA SUCURSAL DE BRASÍLIA. 1003.

ESPANHA/ELEIÇÕES: VITÓRIA DE ZAPATERO

Premiê reeleito pede por unidade no governo da Espanha

MADRI - O primeiro-ministro espanhol reeleito, Jose Luis Rodriguez Zapatero, prometeu nesta segunda-feira, 10, uma nova era na política da Espanha. O Partido Socialista (PSOE), ligado ao premiê, conseguiu 169 deputados e ficou a sete da maioria absoluta nas eleições gerais realizadas no domingo, segundo a apuração de 99,9% dos votos. Mariano Rajoy e o Partido Popular (PP) ganharam 153 cadeiras. Com estes resultados, o líder do governo espanhol poderá revalidar o cargo, mas terá que buscar acordos com as forças minoritárias para levar adiante seus projetos com maioria absoluta.
Zapatero agradeceu pela "clara vitória" e pediu unidade no governo, afirmando que a política espanhola terá "um novo período". "O povo espanhol falou claramente e decidiu abrir um novo período sem tensões e confrontamentos". Segundo o porta-voz do Partido Socialista, o resultado significa o endosso do programa de reformas liberais do primeiro-ministro, que incluem uma lei de igualdade entre os sexos, casamento homossexual e a facilitação do divórcio. Tanto o PSOE quanto o PP ampliaram suas cadeiras no Congresso - de 164 para 169 e de 148 para 153, respectivamente. Em 2004, Zapatero venceu Rajoy por 42,59% a 37,71%. Os grandes derrotados foram a Esquerda Unida, situada à esquerda do PSOE - cujo número de deputados diminuiu de 5 para 2 -, e os partidos regionais separatistas. Com isso, reforçaram-se duas tendências: o voto útil da esquerda no PSOE, para conter uma ascensão do PP, e a consolidação do bipartidarismo na Espanha. As legendas regionais de perfil separatista também perderam representação no Parlamento, atingindo sua menor votação desde o estabelecimento da democracia na Espanha, há três décadas. Somados, esses partidos elegeram 24 deputados, 9 a menos do que em 2004. Entre os principais derrotados estão a Esquerda Republicana da Catalunha (Esquerra), cuja bancada caiu de 8 para 3 deputados; a Junta Aragonista (CHA) e o Solidariedade Basca (EA), que tinham uma cadeira cada, e a perderam. "Somos o partido político que ganhou mais assentos do que qualquer outro na Espanha, em votação e em percentual", disse o líder do PP, Mariano Rajoy, a simpatizantes. A desaceleração econômica e a forte alta do desemprego dominaram a campanha eleitoral até a sexta-feira, quando um ex-vereador socialista foi morto a tiros no País Basco. Os dois principais partidos culparam o ETA pelo assassinato. Zapatero, 47 anos, iniciou o discurso da vitória lembrando as cinco mortes atribuídas ao ETA desde que terminou um cessar-fogo em dezembro de 2006. "Sentimos a ausência de todas as vítimas do terrorismo. Eles vivem em nossas memórias", disse Zapatero, que descartou uma negociação com o ETA em seu segundo mandato. Agências internacionais, Estadão, 10.03.

domingo, março 09, 2008

A HORA DO "ÂNGELUS"

A Aproximação

Existem importantes códigos por trás da porção da Torá desta semana, que fala de sacrifícios. É preciso entender que a palavra hebraica para sacrifício, Korban, está relacionada também à idéia de aproximação.

Assim, o que a Torá realmente quer nos dizer, é sobre a importância de sacrificarmos uma porção de nossa alma animal, instintiva, muitas vezes dominada pelo desejo de receber só para si.

Que nesta semana possamos nos aproximar mais uns dos outros. Fazemos isto dedicando nosso tempo e atenção à construção de uma consciência baseada no desejo de compartilhar. Não há nada mais gratificante do que levar algo ao outro.

Shalom!
[www.portaldacabala.com.br]

sábado, março 08, 2008

EDITORIAL: 08 DE MARÇO. DIA INTERNACIONAL DA MULHER

"ONTEM"


"Quero uma mulher que saiba lavar e cozinhar/ Que de manhã cedo me acorde na hora de trabalhar/ Só existe uma/ E sem ela eu não vivo em paz/ Emília, Emília, Emília/ Não posso mais/ Eu quero uma mulher que saiba lavar e cozinhar...".
[Emília. Composição: Wilson Batista - Haroldo Lobo].
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"(...) Ai meu Deus que saudade da Amélia/Aquilo sim que era mulher/ As vezes passava fome ao meu lado/ E achava bonito não ter o que comer/ E quando me via contrariado dizia/ Meu filho o que se há de fazer/Amélia não tinha a menor vaidade/ Amélia que era a mulher de verdade".
[Ai que saudades da Amélia. Composição: Ataulfo Alves/Mário Lago, 1941].
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"HOJE e SEMPRE"

"Dizem que a mulher/ É o sexo frágil/ Mas que mentira/ Absurda!/ Eu que faço parte/ Da rotina de uma delas/ Sei que a força/ Está com elas... /
(...) Mulher! Mulher!/ Na escola/ Em que você foi/ Ensinada/ Jamais tirei um 10/ Sou forte/ Mas não chego/ Aos seus pés...".
[Mulher. Composição: Erasmo Carlos/Narinha].



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[Chargista: Amâncio].