A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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segunda-feira, maio 07, 2007
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
PAPA BENTO XVI vs TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO
No dia 15 de março, a Congregação para a Doutrina da Fé (ex-Santo Ofício) anunciou no Vaticano a suspensão do padre jesuíta Jon Sobrino, basco que reside em El Salvador desde 1958 - e um dos expoentes da Teologia da Libertação na América Latina. O teólogo foi proibido de dar aulas, proferir palestras e publicar textos, por causa de posições que tem defendido em seus livros sobre cristologia. Ele teria empobrecido a figura de Cristo, reduzindo seus valores divinos, com intenção de aproximá-lo mais dos pobres. Anunciada a menos de dois meses da visita do papa Bento XVI ao Brasil, prevista para esta semana, a sentença foi vista como um recado aos leigos, freiras, padres e bispos que seguem essa linha teológica no continente. Foi também um sinal de como deve se desenrolar a 5.ª Conferência Episcopal Latinoamericana (Celam) - o principal motivo da visita do papa ao Brasil. Mais do que isso tudo, porém, sinalizou que a Teologia da Libertação, apesar de desestimulada há mais de três décadas pelo Vaticano, com exortações, documentos e punições, ainda tem força e incomoda a direção da Igreja. “A Teologia da Libertação ainda é a linha hegemônica no clero brasileiro e de boa parte da América Latina e isso é visto como uma grande dificuldade para o Vaticano”, observa o professor Luiz Felipe Pondé, do Departamento de Teologia da PUC-SP. “Uma das razões dessa hegemonia é o fato de outras correntes não terem boa produção teológica. No Brasil, a maior parte das pessoas que produzem trabalhos nessa área são da Teologia da Libertação. ”O teólogo Paulo Suess, que lamentou a punição de Sobrino, aponta outra razão para a permanência dessa linha de pensamento: ela permitiria ver com mais clareza os sinais de Deus nos tempos. “Esses sinais não surgem dentro da Igreja, como acreditam alguns, mas fora dela, no meio da sociedade, na realidade do povo”, diz ele. “Nas últimas décadas, a pobreza na América Latina aumentou, em vez de diminuir. A Teologia da Libertação, que faz a opção preferencial pelos pobres, marginalizados e excluídos, vê esta realidade com mais clareza e por isso é mais contemporânea.” Um indicador recente de como os seguidores dessa linha permanecem organizados foi a reação à condenação de Sobrino. Ouviram-se protestos desde pequenas comunidades eclesiais de base (CEBs) no interior do Pará a congregações religiosas. Os Missionários Combonianos do Coração de Jesus da Província Brasil Nordeste divulgaram uma carta indignada, lamentando “que boa parte da hierarquia da Igreja Católica demonstra uma grande preocupação com a ortodoxia, mas, ao que parece, pouco se importa com a ortopráxis, que é a vivência da consciência evangélica da qual nasce a opção preferencial pelos pobres.” Em seu longo pontificado, entre 1978 e 2005, João Paulo II tomou o cuidado de não indicar para as cadeiras de bispo os padres que eram mais claramente identificados com a Teologia da Libertação. As vozes da cúpula da Igreja que costumavam se levantar em defesa dessa corrente diante do Vaticano estão aposentadas, como os cardeais Paulo Evaristo Arns e Aloísio Lorscheider, ou morreram - e aí podem ser citados d. Luciano Mendes de Almeida e d. José Ivo Lorscheiter, entre outros. Apesar disso, a corrente ainda tem força na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a maior da América Latina e uma das mais respeitadas no mundo. Segundo o teólogo Suess, isso ocorre porque os novos bispos, ao tomarem contato com a realidade do povo de suas dioceses, acabam se convertendo à causa dos pobres. “A realidade é um poderoso fator de conversão”, afirma ele. Roldão Arruda, O Estadão.
SOU [PÉ] "VERMELHINHO" DESDE PEQUENINO...

Nunca um clube do interior havia conquistado tal façanha. Antes do Vermelhinho, cinco times já tinham conseguido ficar com o troféu, em disputa direta com os times da capital. Mas com pelo menos uma derrota para os rivais de Curitiba. Desta vez não teve para ninguém. Atlético, Coritiba e Paraná não conseguiram um triunfo sequer contra a equipe do noroeste.
O 1.º título da história do ACP foi conquistado após 90 minutos de muito sofrimento. Como o Vermelhinho havia vencido a partida de ida da decisão por 1 a 0, o Tricolor só ficaria com o título se acabasse com a invencibilidade dos visitantes. E com a Vila completamente lotada, partiu para cima desde o apito inicial.
CPI DO APAGÃO AÉREO: "CPI DE RESULTADOS" !!!
Começou a andar a fila de nomeações para cargos do segundo escalão do governo. O primeiro beneficiário do conta-gotas das nomeações é o PMDB. Nesta terça-feira (8), o Diário Oficial irá publicar o nome do novo presidente do DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra a Seca). Chama-se Elias Fernandes. Vem a ser um ex-deputado estadual do PMDB do Rio Grande do Norte. Fernandes foi indicado pelo líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), principal responsável pela indicação do protolulista Marcelo Castro (PMDB-PI) para exercer as funções de presidente da CPI do caos aéreo. Henrique prevaleceu sobre concorrentes poderosos. O afilhado do líder do PMDB vai desalojar do comando do DNOCS Eudoro Santana, filiado ao PT do Ceará. O petismo fez o que pôde para mantê-lo na autarquia, sediada em Fortaleza e pendurada ao organograma do ministério da Integração Nacional, hoje gerido por Geddel Vieira Lilma (PMDB-BA). Além da direção nacional do PT, pediram por Eudoro os governadores Cid Gomes, do Ceará, e Vilma Faria, do Rio Grande do Norte, ambos do PSB. A despeito de todas as pressões, Fernandes, o preferido do líder do PMDB, já tem posse marcada para a próxima sexta-feira (11). Para não desagradar o petismo, que lhe deu de presente Marco Maia (PT-RS), um amistoso relator da CPI do Apagão Aéreo, Lula decidiu manter na presidência do Banco do Nordeste Roberto Smith. Ele comanda o banco, sob o patrocínio do PT, desde 2003. A instituição é vista pelos políticos do Nordeste como estratégica. Tanto ou mais do que o DNOCS. O PMDB espera amealhar diretorias da casa bancária estatal. De resto, PT, PMDB e as demais legendas governistas esperam para os próximos dias definições do Planalto quanto a outros cobiçados cargos. As atenções voltam-se especialmente para diretorias do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e de estatais do porte da Petrobras e da Eletrobras. Curiosamente, nem mesmo a encrencada Infraero livrou-se do assédio parlamentar. Hoje, a estatal que gere os aeroportos, continua sendo vista como feudo do PT. O PMDB, porém, reivindica diretorias da empresa. Uma empresa que Lula prometera, em encontros privados, profissionalizar, apinhando-a de técnicos sem vinculação política. Escrito por Josias de Souza, Folha Online.
domingo, maio 06, 2007
A HORA DO "ÂNGELUS"
- Qual é o gosto? Perguntou o Mestre.
- Ruim disse o aprendiz.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
- Bom! Disse o rapaz.
- Mas o sabor da dor depende do lugar onde a colocamos.
- Então quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é mudar o sentido das coisas.
- Deixe de ser um copo.
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Fonte: Desconhecida; enviado por Sidney Ruy.
sábado, maio 05, 2007
EDITORIAL: "NA NOSSA FESTA, VALE TUDO..." (*)
O NOVO MÍNIMO SALÁRIO-MÍNIMO E O NOVO SINDICALISMO
Os jornais e os telejornais do dia 1º de maio noticiaram com estardalhaço a comemoração do Dia do Trabalho, no Brasil, em especial na cidade de São Paulo, dando destaque a multidão de mais de 1,5 milhão de trabalhadores reunidos na “festa” promovida pelas Centrais sindicais. “Festa”? Para se comemorar o quê? Ou ainda, “quem” estaria comemorando “o quê”? Caberia já neste momento, dizer: “que, que é isso companheiros?”.
A “festa” promovida pela Força Sindical foi realizada na zona norte paulista, em torno da Praça Campo de Bagatelle para um público estimado de 1,3 milhão de pessoas. A outra, patrocinada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) optou pelo “melodioso” cruzamento das avenidas Ipiranga com São João, onde reuniu cerca de 800 mil expectadores. Participaram da festa, o ministro Carlos Lupi (Trabalho), Marta Suplicy (Turismo), Arlindo Chinaglia (presidente da Câmara dos Deputados) e também Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT). Os custos[1] dessa festa (outra versão para o clássico romano do “pão e circo”) foram subsidiados pela Petrobrás que distribuiu R$ 1 milhão para as centrais sindicais. Segundo a estatal, foram repassados R$ 250 mil para a Força Sindical e R$ 150 mil para a CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores). Por sua vez, a Caixa Econômica Federal investiu R$ 580 mil nos eventos das três entidades: R$ 300 mil para três comemorações da CUT (em ações de cidadania e na festa de 1º de maio), R$ 200 mil para a Força Sindical e R$ 80 mil para a Central Geral dos Trabalhadores (CGT)[2]. Sobre esse “financiamento”, o presidente da Força Sindical disse que a CUT recebeu R$600 mil da Petrobrás, o que era injusto pelo tratamento desigual. É sabido que a CUT é a entidade historicamente ligada ao governo petista e ao presidente Lula.
Não é desnecessário lembrar que o Presidente participou da criação do PT (fev./1980) e da CUT. Segundo o “site” da presidência[3], “Lula deu então uma nova direção ao movimento sindical brasileiro. Em 78, Lula foi reeleito presidente do sindicato e, após 10 anos sem greves operárias, ocorreram no país as primeiras paralisações. Em março de 79, 170 mil metalúrgicos pararam o ABC paulista. A repressão policial ao movimento grevista e a quase inexistência de políticos que representassem os interesses dos trabalhadores no Congresso Nacional fez com que Lula pensasse pela primeira vez em criar um Partido dos Trabalhadores. (...) Em agosto de 83, participou da fundação da CUT – Central Única dos Trabalhadores”.
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Há algum tempo qual era o tema comum nas comemorações pelo Dia do Trabalho promovidas pelos sindicatos, principalmente os dos trabalhadores metalúrgicos da região do ABC, que representavam os “anseios” da classe trabalhadora brasileira como um todo? A resposta “única” que nos vêm à mente é: GREVE [já!]. Greve por melhores salários, greve por melhores condições de trabalho, greve contra o aumento do desemprego ou pela diminuição de postos de trabalho ou ainda, muitas delas, “greve pelo direito de greve”. Para esse dia, os sindicatos convocavam os trabalhadores para que em “multidão” (malta) expressassem a “força” da categoria numa espécie de assembléia geral-pública. E nessas comemorações, ainda que sob a forma de “show-mício”, o trabalhador era constantemente LEMBRADO sobre os seus direitos trabalhistas, entre eles o de “cruzar os braços”. Nos últimos 4 anos o que temos observado? A mudança do “tom” dos discursos; agora não mais “vermelho”! “Amarelo”[4], talvez? Por que mudaram os discursos? Porque o(s) líder(es) de movimentos grevistas de outrora hoje ocupa(m) o “lado da gaveta” (bureau), seja na presidência do País, seja até há pouco tempo, no Ministério do Trabalho?
Hoje o que buscam os trabalhadores? Apenas uma carteira de trabalho assinada que garanta um salário e uma aposentadoria futura? O valor do salário (mínimo) não é mais relevante? A perda do seu poder de compra não mais importa? É sabido que a inflação não acabou; ela está apenas “controlada” pela política econômica do Governo. E por que essa “calmaria” nas relações trabalho-capital? É também sabido que a mudança paulatina no processo de produção fabril, no chamado “chão de fábrica”, e os seus efeitos no mercado de trabalho já vinham dos anos oitenta e foi acirrando com a globalização econômica e a abertura comercial brasileira. E, um dos seus efeitos dramáticos foi o da redução do emprego formal, dado pela substituição relativa e contínua do trabalhador (homem) pela máquina, principalmente quando se considera a mudança do “paradigma de produção” no setor industrial e da adoção do [novo] padrão produtivo em torno da produção flexível (ou do modelo japonês, toyotismo, ohnismo, entre outras terminologias) em substituição ao fordismo.
Não foi ao acaso que no Programa de Governo do PT apresentado à sociedade na campanha eleitoral de 2002, no capítulo intitulado “Mais e Melhores Empregos”, continha o compromisso de “dobrar o poder de compra do salário mínimo ao logo dos quatro anos de mandato”[5] como meta do novo governo. De maneira explicita nesse programa, através de um exercício keynesiano de efeito multiplicador, a geração de posto de emprego produziria um resultado de 10 milhões de (novos) empregos (p. 7). A justificativa para esses “números” aparece na Apresentação do documento e que devem ser relembrados: “É vontade do povo brasileiro mudar muitas coisas na vida de nosso país. Entre elas a questão do emprego tem assumido proporções dramáticas. A persistência da exclusão dos jovens da formação educacional integral e da oportunidade de trabalho tem sido razão fundamental para a elevação da criminalidade. É cada vez mais freqüente encontrar, no mudo do crime, o jovem nas duas pontas; a do executor e o da vítima. (...) Os trabalhadores de mais idade vivem a total insegurança. É cada vez mais difícil encontrar um novo trabalho após os 40 anos. (...) Para os que trabalham resta a insegurança. A perda de renda e a persistente ameaça de um dia voltar para casa com o constrangimento de demissão” (p. 1).Para tanto, dentro das estratégias propostas, estaria a “redução da jornada semanal de trabalho, fixada na Constituição, para 40 horas, sem redução de salários” (p. 18). Decorridos quatro anos, o tema salário e emprego é retomado dentro do enfoque “desenvolvimento”.
No programa de Governo[6] (Lula) para o período 2007/2010 está escrito que “o nome do meu segundo mandato será desenvolvimento. Desenvolvimento com distribuição de renda e educação de qualidade” (p. 5). Nestes termos, “gerar mais e melhores empregos, por meio da expansão do investimento público e do estímulo ao investimento privado nos setores com maior potencial de criação de novos postos de trabalho e (...) “definir uma política de recuperação do poder de compra do salário mínimo”, (p.20).
Segundo o DIEESE[7] o salário mínimo deveria ser de R$1.620,89, já no mês de março de 2007, para permitir ao trabalhador ser “capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, reajustado periodicamente, de modo a preservar o poder aquisitivo”.
.../
Já que a data da correção do salário-mínimo foi antecipada para o dia 1º de abril, por uma questão de “equivalência”, as comemorações do dia 1º de maio deveriam ser realizadas nessa mesma data.
Retomando a indagação inicial, “quem estaria comemorando o quê”, a resposta, por certo, seria a CUT e o Presidente. A Entidade sindical por ter na Presidência um de seus fundadores e por ter tido no Ministério do Trabalho [e atualmente no Mistério da Previdência] um de seus ex-presidentes. E o presidente Lula por ter conseguido sepultar os movimentos grevistas [?].
[1] A Força Sindical gastou cerca de R$ 3 milhões na festa, que teve sorteio de dez carros no valor de R$ 23 mil cada e cinco apartamentos de valor de R$ 50 mil (Folha Online). A festa organizada pela CUT não teve sorteios, mas contou, além de Zeca Pagodinho, com shows de artistas, onde se gastou R$ 2,5 milhões (G1.com).
[2] Segundo o Diário do Nordeste, “Até julho vai surgir uma nova central sindical no País, a UGT (União Geral dos Trabalhadores), resultado de uma dissidência na Força Sindical e da união de outras três entidades: a CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), a SDS (Social Democracia Sindical) e a CAT (Central Autônoma dos Trabalhadores). A entidade deve reunir ao menos 2.000 associações e sindicatos e diz representar 10 milhões de trabalhadores”.
[3] http://www.presidencia.gov.br/presidente/
[4] O amarelo é uma das cores utilizadas no tingimento dos "pelegos" (pele do carneiro com lã sobre a qual se põe a sela).
[5] http://www.pt.org.br/site/assets/maisempregos.pdf
[6] http://www.pt.org.br/site/assets/plano_governo.pdf
[7] http://www.dieese.org.br/rel/rac/salminabr07.xml
sexta-feira, maio 04, 2007
MARCAS & PATENTES: GOVERNO DECRETA QUEBRA DE PATENTE
Para presidente, licenciamento compulsório pode ocorrer se preços estiverem fora da realidade brasileira; nesta sexta, decreto quebrou patente de droga anti-Aids.
Pelas regras da OMC, o governo brasileiro poderá substituir a droga fabricada pela Merck por genéricos produzidos na Índia, pagando cerca de um quarto do preço praticado pelo laboratório norte-americano. Segundo o Ministério da Saúde, o substituto do Efavirenz pode ser comprado na Índia por US$ 0,44 a unidade, contra US$ 1,59 cobrados pelo laboratório Merck antes do início das negociações. Segundo Temporão, desde novembro de 2006 houve oito reuniões entre governo brasileiro e a Merck para negociar uma redução de preço. O Brasil vinha pagando US$ 1,59 por comprimido e queria uma redução para US$ 0,65, mesmo preço praticado pela Merck na Tailândia. "Fomos procurados pela Embaixada dos Estados Unidos e tivemos até uma reunião com o presidente mundial do laboratório, mas infelizmente não nos apresentaram uma proposta aceitável", disse o ministro na cerimônia. O processo legal para o licenciamento compulsório do Efavirenz foi iniciado em 25 de abril, quando o ministro declarou a droga "de interesse público". Dois dias depois, a Merck ofereceu reduzir o preço da pílula em cerca de 30% (próximo a US$ 1,10), mas o ministro rejeitou a oferta. "A única proposta que poderíamos aceitar seria igualar o preço pago pelo Brasil ao preço da Tailândia. Não levaram em conta sequer o fato de que 75 mil pacientes usam Efavirenz no Brasil, contra cerca de 17 mil na Tailândia", disse o ministro Temporão. Lula relatou que nas conversas que teve com o ministro da Saúde pediu que fossem ouvidos a Advocacia Geral da União e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que cuida dos interesses do País na OMC. O representante dos pacientes de Aids no Conselho Nacional de Saúde, José Marcos Oliveira, discursou na cerimônia e elogiou o licenciamento, que classificou como "momento histórico." "Esta é uma resposta do governo ao movimento social organizado. Os interesses econômicos jamais estarão acima do direito à saúde e do direito à vida", disse Oliveira. Temporão disse que o licenciamento foi "uma decisão madura, dentro da legislação internacional e das leis brasileiras", mas não será adotado como regra quando houver possibilidade de negociar preços com os laboratórios. "Estamos neste momento negociando com um grande laboratório a redução de preço de outro produto e as negociações caminham muito bem", disse o ministro. "Acho que este foi um caso muito especial em que o Brasil de maneira firme defendeu o interesse público", acrescentou, responsabilizando a Merck pela frustração das negociações sobre o Efavirenz. (Com Reuters) Leonencio Nossa, O Estadão.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
CPI DO APAGÃO AÉREO: NOS BASTIDORES, NOMEAÇÕES "FIDEDIGNAS"!
CPI DO APAGÃO AÉREO: UMA COMISSÃO DE NOTÓRIOS "APAGADOS" ... [nas urnas, no futuro???]
Líder da minoria, Julio Redecker (PSDB-RS) acusou base de tentar impedir investigação."Você começa criando encrenca", afirmou o deputado Silvio Costa (PMN-SE).
quinta-feira, maio 03, 2007
CPI DO APAGÃO AÉREO: [NÃO "APAGUEM" ESSES NOMES DA MEMÓRIA...]
Base aliada do governo:
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) Leonardo Quintão (PMDB-MG) Wladimir Costa (PMDB-PA) Marcelo Castro (PMDB-PI) Beto Mansur (PP-SP) Nelson Meurer (PP-PR) José Carlos Araújo (PR-BA) Paes Landim (PTB-PI) Wolney Queiroz (PDT-PE) Dr. Ubiali (PSB-SP) Osmar Júnior (PCdoB-PI)
CPI DO APAGÃO AÉREO: COMISSÃO INTEGRADA POR 24 TITULARES
IGREJA CATÓLICA NO BRASIL: O QUE FALTA PARA O "AUMENTO DA FÉ"? (... os "milagres pentecostais"???)
Um dos principais "ministros" do Vaticano, o cardeal d. Cláudio Hummes disse em entrevista à BBC Brasil que falta "convicção" a muitos católicos brasileiros e que a Igreja deve buscar uma solução para evangelizar aqueles que foram batizados e acabaram se afastando da religião. "Talvez nós não tenhamos evangelizado suficientemente muitíssimos destes fiéis. E, por isso, eles não estão preparados para viver a sua fé coerentemente no mundo de hoje", disse o prefeito da Congregação para o Clero. "Eles não estão suficientemente enraizados. Não há uma convicção pessoal suficiente de grande parte dos católicos." "Nós tivemos no Brasil uma evasão de católicos acentuada nos últimos anos: ao redor de 1% ao ano", afirmou. "É importante que a Igreja Católica pergunte a si mesma – e o papa quer ajudar nesta reflexão – o que se deve de fato fazer." Desde o último sínodo dos bispos, em outubro de 2005, d. Cláudio tem manifestado preocupação com a constante perda de fiéis católicos na América Latina. De acordo com cardeal, o papa Bento 16 estará atento a este problema durante sua visita ao Brasil, entre os dias 9 e 13 de maio. O brasileiro fez um apelo para que os católicos – as paróquias, os movimentos de leigos, os padres e outras pessoas que se dedicam à religião – se organizem para um forte trabalho missionário. "(Eles devem) ir de novo ao encontro do povo ou ir com maior intensidade, mais fortemente", recomendou d. Cláudio. "Visitar o povo, encontrar o povo onde ele está." De acordo com o cardeal, este trabalho deverá ser feito, sobretudo, com os mais pobres, justamente os que mais mudam de religião e, talvez, os que mais se sentem abandonados pela Igreja Católica. "Eles precisam ter a presença da sua Igreja, o calor da sua Igreja. Isso significa a missão", afirmou. Na avaliação do cardeal, o desemprego aprofunda a pobreza e também o abismo entre os mais ricos e os mais pobres. Segundo d. Cláudio, a Igreja pode ser um apoio para os pobres, mas também pode ajudar a vencer a pobreza no país. D. Cláudio aposta que a viagem de Bento 16 ao Brasil pode ajudar a trazer de volta à Igreja Católica fiéis perdidos para as religiões neopentecostais. O prefeito da Congregação para o Clero disse que a decisão do papa de canonizar o primeiro santo 100% brasileiro em São Paulo é muito significativa para o país e já traz resultados. "O povo está reagindo muito positivamente a esta notícia da canonização do Frei Galvão, com muito mais peregrinações, muito mais movimentos", disse. "O povo, em geral, está muito feliz. Isto é certamente um apoio para a sua fé." Valquíria ReyDe Roma, BBC Brasil.
SÍRIA: IRÃ, IRAQUE & "RICE" (em busca de um pacto)
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e o ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid al-Moulaem, tiveram um encontro reservado nesta quinta-feira na primeira conversa bilateral entre os dois países desde 2005. Após o encontro, Al-Moualem classificou a conversa de "franca e construtiva". "Nós discutimos a situação no Iraque, como alcançar estabilidade e segurança no país, além das relações bilaterais entre a Síria e os Estados Unidos", contou. Perguntado se ficou satisfeito com a reunião, Al-Moualem respondeu que esse foi o primeiro encontro que teve com Rice. "Acho que depende de passos futuros", comentou o ministro. Al-Moualem também foi perguntado sobre a questão de contrabando de armas e movimento de militantes na fronteira entre a Síria e o Iraque. Os Estados Unidos acusam as autoridades sírias de não realizar esforços suficientes para evitar o problema. "Nós concordamos que vamos acompanhar essa questão sobre o Iraque", disse Al-Moualem. Ainda existem grandes expectativas para um encontro bilateral entre Rice e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki, mas a reunião ainda não foi confirmada. Mottaki chegou a Sharm el-Sheikh na manhã desta quinta-feira, após um longo impasse resolvido no início desta semana sobre a participação do Irã na reunião.
O governo iraniano disse que está preocupado com o fato de a conferência não ser realizada no Iraque e, com isso, fortalecer a posição dos Estados Unidos, que contam com forte apoio do governo egípcio. O ministro das Relações Exteriores do Iraque, Hoshyar Zebari, disse que está trabalhando para um contato de Rice com o Irã ainda nesta quinta ou sexta-feira. O possível encontro bilateral dos Estados Unidos com o Irã seria mais um sinal da mudança da política do governo Bush em direção ao diálogo com países com os quais se recusava a conversar anteriormente. Desde o ano passado, Washington vem recebendo recomendações, como as do Grupo de Estudos do Iraque (criado pelo Congresso americano), para iniciar um diálogo com o Irã e a Síria para resolver os problemas no Iraque. Os Estados Unidos acusam os dois países de apoiar insurgentes sunitas e milícias xiitas no Iraque ao ignorar o contrabando de armas e pessoas nas suas fronteiras com o Iraque. No discurso de abertura da conferência, intitulada "Pacto Internacional com o Iraque", o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, disse que o país está em uma situação crítica e que não existem dúvidas de que é preciso fazer mais para acabar com a constante violência no Iraque, que, segundo ele, é "o fardo que está sendo carregado por civis inocentes". O secretário disse ainda que "além dos ataques terroristas e da violência sectária, uma crise humana está acabando com a paciência e a habilidade de pessoas comuns de lidar com a vida no dia-a-dia". Segundo Ban Ki-Moon, a conferência em Sharm el-Sheikh tem como objetivo traçar um plano para os próximos cinco anos, para ajudar o Iraque a alcançar seus objetivos de prosperidade, estabilidade política e segurança duradoura. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que a reunião é "o início de um processo, não um fim nela mesma". "A implementação do pacto vai incluir consultas regulares para monitorar e ajudar a guiar o progresso do Iraque e a conquista de seus objetivos, além de assegurar que os doadores cumpram seus compromissos", disse Rice. A secretária americana também disse esperar que o grupo cresça e se fortaleça e que mais países e organizações se comprometam a apoiar o Iraque. "Portanto, nós precisamos todos trabalhar para expandir a participação internacional neste pacto." Andrea WellbaumEnviada especial a Sharm el-Sheikh, BBC Brasil.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
São Paulo faz 1 a 0 no Grêmio e garante vantagem. Com o gol do zagueiro Miranda, time paulista ficou em boa situação para decidir a vaga no Sul: pode empatar ou até mesmo perder por 1 gol de diferença. Bruno Chazan, O Estadão.
Vaga Certa: Suposto chefe de quadrilha se entrega. O estudante Olavo Vieira - apontado como chefe da quadrilha que vendia vagas nas universidades públicas e privadas no país - se entregou às 14h desta quarta-feira (2) à Polícia Federal no Ceará. O advogado, José Bonifácio Macedo Filho, informou que não sabe porque o estudante não se apresentou nesta terça-feira. "Talvez não tenha ido porque era feriado", disse. Ainda há um suspeito foragido, cujo mandado de prisão não foi cumprido. G1, SP.
CPI DO APAGÃO AÉREO: "SUGESTÃO DO CHEF: À MODA DA CASA!"
No Planalto, a escolha de Marcelo Castro foi festejada. Resta agora definir quem será o relator da CPI. Sabe-se que o cargo será confiado a um petista. Mas, reunida nesta quarta, a bancada do PT não conseguiu produzir um consenso. Optou-se por delegar a escolha ao líder do partido, Luiz Sérgio (PT-RJ), o mesmo que tentara, por meio de um recurso, levar à cova o requerimento de criação da CPI, de autoria do PSDB. Uma tentativa que foi brecada pelo STF. A escolha parecia inclinar-se para o deputado Marco Maia (PT-RS). Mas faltava um referendo do Planalto. Se Maia for escolhido como co-piloto da CPI aérea, terá muito o que conversar com o piloto. “Não conheço Marco Maia”, reconhece Marcelo Castro. Não devem, porém, enfrentar dificuldades para estreitar o relacionamento. Une-os um pendor governista que, na prática, faz de Lula uma espécie de controlador dos vôos da investigação. Escrito por Josias de Souza, Folha Online.
ESTATUTO DO DESARMAMENTO: QUE O TIRO NÃO SAI PELA CULATRA!
BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) tornou um pouco mais ameno o Estatuto do Desarmamento. Por maioria de votos, os ministros do STF declararam inconstitucionais dispositivos do estatuto que proibiam a concessão da liberdade mediante pagamento de fiança para acusados de crimes de porte ilegal de arma e disparo de arma de fogo, nesta quarta-feira, 2.
O tribunal também derrubou um artigo que impedia a concessão de liberdade provisória a suspeitos de crimes de porte de arma de fogo de uso restrito, comércio ilegal de arma de fogo e tráfico internacional de arma de fogo.
Relator das dez ações diretas de inconstitucionalidade (adins) julgadas pelo plenário do STF, o ministro Ricardo Lewandowski não considera que a decisão beneficiou as pessoas que forem flagradas portando arma sem o devido registro. "O porte ilegal está sujeito a todos os rigores da lei", afirmou o ministro. "Para portar uma arma, a pessoa precisa comprovar os requisitos (necessários ao registro) perante a Polícia Federal", acrescentou.
Lewandowski disse que caberá ao magistrado responsável por cada caso decidir se há a necessidade da prisão provisória do acusado. Segundo o ministro, o juiz pode decretar em qualquer momento a prisão cautelar se considerar que o comportamento do acusado coloca em risco a segurança das pessoas. "O juiz tem de analisar caso a caso a necessidade da prisão", afirmou. "A liberdade provisória não poderia ser afastada", disse. Lewandowski explicou que a decisão foi baseada no princípio constitucional que garante a preservação da liberdade.
O ministro opinou que o porte e a posse de arma se tornaram mais difíceis em decorrência da decisão do STF. Ele acredita que isso retirará de circulação parte das armas. O tribunal manteve dispositivos que estabeleceram, por exemplo, a obrigatoriedade de renovação do porte a cada três anos. Havia um pedido para que todo o Estatuto fosse declarado inconstitucional por suposto vício de origem. Segundo os autores das ações, o Estatuto deveria ter sido proposto pelo Executivo e não pelo Legislativo. No entanto, o Supremo rejeitou esse argumento e confirmou a validade da lei. Mariângela Gallucci, O Estadão.
quarta-feira, maio 02, 2007
AMAZÔNIA: TERRA DO MEIO (SÓ A ILEGALIDADE É REAL...)
Oficialmente, a loja de motosserras de Geroan não existe. Nem o posto de gasolina ao lado, a oficina de motocicletas ou o supermercado União, um barracão onde as prateleiras cobertas de pó pendem ao peso de dezenas de garrafas de cachaça. Os estabelecimentos ficam ao longo da Trans-Iriri, uma estrada clandestina que penetra centenas de quilômetros numa área da Amazônia chamada Terra do Meio. Essa rodovia não consta de nenhum mapa rodoviário. Oficialmente, a Trans-Iriri não existe. As estradas ilegais - freqüentemente construídas por madeireiros ilegais - são um dos maiores desafios para o governo brasileiro no combate ao desmatamento. Estima-se que existam mais de 168 mil quilômetros dessas estradas na região amazônica, atravessando áreas protegidas e abrindo caminho para a destruição da maior floresta tropical do mundo. Com 200 quilômetros, a Trans-Iriri, que segue na direção oeste, através da Terra do Meio e a partir de São Felix do Xingu (PA), é a principal delas. Autoridades do governo recentemente alardearam um certo sucesso no combate ao desmatamento: entre agosto de 2005 e de 2006, em torno de 13.100 quilômetros quadrados de floresta foram abatidos, 30% menos do que no período anterior, 2004-2005. Porém, apoiados por essa rede de estradas escondidas, os madeireiros continuam a destruir a floresta. No Pará, onde está a Trans-Iriri, imagens de satélite produzidas pelo governo mostram que o corte aumentou 50% desde 2004. São Félix do Xingu é, pelo quinto ano consecutivo, o município campeão de desmatamento, com cerca de 770 quilômetros quadrados de floresta derrubados entre 2005 e 2006.Cercada pelos Rios Xingu e Iriri, a Terra do Meio - uma área do tamanho da Escócia - está no centro da destruição. Desde a década de 90, as madeireiras foram abrindo impetuosamente a Trans-Iriri, fazendo vias secundárias, as “picadas”, na floresta adentro e gradativamente substituindo a mata por imensas fazendas de gado.A partir de 2005, as autoridades criaram duas enormes unidades de conservação. Áreas de proteção também foram criadas ao longo da rodovia Trans-Iriri e o Exército foi enviado para patrulhar a região. “A presença do Exército em 2005 surtiu algum efeito”, diz Marcelo Marquesini, da ONG Greenpeace. “No entanto, dois anos depois, as operações continuaram esporadicamente. Quando os soldados vão embora, as pessoas retornam O ambientalista Tarcísio Feitosa da Silva, que no ano passado recebeu o prêmio Goldman pelo trabalho de proteção da Amazônia, afirma que o mistério que envolve estradas como a Trans-Iriri ajudou a ocultar essa onda persistente de destruição. “Oficialmente, essa estrada não existe. Nunca recebeu permissão do governo”, diz. Na ausência do Estado, os fazendeiros empregam uma polícia ilegal formada por pistoleiros para “manter essa estrutura de invisibilidade. É por isso que ninguém fala da estrada”, afirma Tarcísio, que já recebeu ameaças de morte por causa do seu trabalho. “E tudo continua como está porque é aqui que estão os maiores fazendeiros.” A Terra do Meio é uma espécie de zona autônoma, um buraco negro sobre o qual as autoridades exercem pouco controle. Catia Canedo, secretária do Turismo e do Meio Ambiente de São Félix do Xingu, diz, por exemplo, que nunca visitou a estrada, apesar de o início estar a poucos quilômetros de seu gabinete. Sem uma força policial para fazer valer as leis (a agência em São Félix do Xingu foi fechada recentemente) o desmatamento ilegal continua. Maria Nizan de Souza, que trabalha para um grupo católico que combate o uso de trabalhadores escravos, muitos deles usados na derrubada de árvores, disse ser comum ver as toras saindo da floresta. “Hoje três caminhões repletos de madeira passaram por aqui. Ninguém faz nada - todo mundo está assustado.” Embora os ambientalistas chamem a área de Terra do Meio, os brasileiros pobres que vivem nos pequenos assentamentos existentes ao longo da rodovia, chamam-na diferentemente. “É uma terra sem lei”, diz um morador de Vila Caboclo, que não quis dizer seu nome. O lojista Wantui Selvatico, de 42 anos, afirma que os pistoleiros “são comuns por aqui”. “Não existe nada escondido”, acrescenta, mudando de assunto rapidamente. “Acho que vou parar por aqui.”Enquanto isso, a rede de estradas ilegais continua sua expansão. De acordo com estudo da ONG Imazon, cerca de 1.900 quilômetros de novas estradas são abertos a cada ano. Tom Phillips, THE GUARDIAN, LONDRES, O Estadão.
CPI DO APAGÃO AÉREO: GOVERNISTAS TEM MAIORIA (mole, mole!!!)
BRASÍLIA - No último dia para a indicação dos deputados que participarão da CPI do Apagão Aéreo na Câmara, apenas os partidos de oposição entregaram os nomes que irão representá-los na comissão parlamentar, até o meio-dia desta quarta-feira. Na semana passada, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a instalação da CPI, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), definiu esta quarta como prazo final para a apresentação dos nomes. Regimentalmente e de acordo com a decisão do STF, o prazo para a indicação dos nomes seria de 48 horas após a notificação, que foi feita à Câmara pelo STF na quinta-feira passada (26). Chinaglia avisou que, por causa do feriado do dia 1º de Maio, as indicações deveriam ser feitas até esta noite e marcou a instalação da CPI para quinta. Os governistas têm maioria numérica folgada na CPI. Dos 24 integrantes titulares (mesmo número de suplentes), 16 serão deputados aliados ao governo. O presidente da CPI deverá ser indicado pelo PMDB, e o relator, pelo PT. A coordenação da bancada petista se reunirá nesta tarde para definir os nomes. O relator é quem conclui os trabalhos da comissão e pede indiciamento de supostos envolvidos, por exemplo. Ele dá o tom das investigações e é responsável pela elaboração do relatório final. O presidente da CPI conduz os trabalhos no ritmo de seu interesse ou de quem representa.
Indicaram seus integrantes:
1) PSDB
Titulares: Gustavo Fruet (PR), Vanderlei Macris (SP) e Zenaldo Coutinho (PA). Suplentes: Carlos Sampaio (SP), Otávio Leite (SP) e Rodrigo de Castro (MG).
2) PFL
Titulares: Solange Amaral (RJ), Vic Pires Franco (PA) e Vitor Penido (MG). Suplentes: Davi Alcolumbre (AP), Efraim Filho (PB) e Silvinho Peccioli (SP).
3) PPS
Titular: Geraldo Thadeu (MG). Suplente: Arnaldo Jardim (SP).Denise Madueño
BOLÍVIA (EVO MORALES): MONOPÓLIO ESTATAL DE PETRÓLEO E GÁS
ÁLCOOL (ETANOL) BRASILEIRO: "O ÁLCOOL É NOSSO!" [?]
BANGCOC - A versão integral da terceira parte do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU) deve mencionar que o etanol feito de cana-de-açúcar, como é produzido no Brasil, é ambientalmente uma opção melhor que o etanol feito de milho, principal fonte do biocombustível nos Estados Unidos, de acordo com um documento ao qual a BBC Brasil teve acesso. O texto integral serve de base para o sumário que sugere novas políticas ambientais (Summary for Policy Makers, SMP em inglês). Representantes de mais de 120 países estão reunidos em Bangcoc, na Tailândia, para estabelecer as conclusões do SMP da terceira parte do relatório anual do IPCC, que deve ser divulgado na próxima sexta-feira, 4. O documento também deve recomendar aos países o uso em larga escala de outras formas de biocombustível e que haja um se esforço para popularizar o consumo de etanol e de outros combustíveis à base de biomassa dentro dos próximos 15 anos. Segundo Stephan Singer, chefe da unidade de políticas energéticas da organização não-governamental WWF, o Fundo Mundial para a Natureza, o etanol proveniente do milho é claramente mais nocivo ao meio ambiente do que o feito da cana. “A produção do etanol feito do milho depende de agricultura intensa e utiliza muitos pesticidas, fertilizantes, que liberam gases causadores do efeito estufa como N2O (óxido nitroso).” “Algumas pesquisas tem indicado que em termos de emissões de carbono, na média, o etanol americano produzido do milho pode ser até pior que o petróleo”, disse Singer à BBC Brasil. Em um estudo divulgado no começo deste ano, a organização não-governamental alemã Global Nature Fund sugere que o cultivo de cana-de-açúcar para produção de etanol está causando desmatamento na região do Pantanal. Mas segundo Singer, da WWF, o etanol brasileiro não é a principal causa do desflorestamento. Ele aponta a indústria pecuária como razão do problema e defende a produção sustentável do biocombustível. “Nós fazemos campanha para que o etanol vendido na Europa tenha um certificado de qualidade atestando que não é proveniente de áreas desmatadas.” “Se o Brasil se esforçar para produzir etanol de maneira sustentável para o mercado europeu, e ele é capaz disso, acredito que há uma grande oportunidade de se gerar riqueza no Brasil com isso”, conclui Singer. O SMP é uma versão resumida com as recomendações que os países participantes devem se comprometer a adotar, e por isso, a redação de seu conteúdo é sempre antecedida por intensa negociação diplomática. Esta versão resumida do documento, à qual a BBC Brasil teve acesso, deve fazer referência a um maior uso de biocombustíveis, mas não deve especificar o etanol “made in Brazil”. No capítulo de transportes, o resumo deve propor metas como a economia obrigatória de combustível, o investimento em transporte público, criação de impostos sobre automóveis e o estabelecimento de padrões para as emissões de gás carbônico até 2030. BBC BRASIL.com
CENTRAIS SINDICAIS: CUT, FORÇA SINDICAL ["... DE MUITO U$ADA A FACA JÁ NÁO CORTA"]
JOSÉ RAINHA/MST: BIODIESEL & "CIRCUS"
O líder do Movimento dos Sem-Terra (MST) José Rainha Júnior reuniu 3 mil assentados da reforma agrária ontem, em Mirante do Paranapanema, para lançar um projeto de biodiesel no Pontal, oeste do Estado. Sob uma lona de circo, montada no Assentamento São Bento, ele anunciou uma parceria inédita com empresas estrangeiras ligadas ao agronegócio para escoar a produção. De acordo com o líder sem-terra, o plano tem o aval do presidente Lula e prevê aporte de dinheiro público: o governo pagará um salário mínimo por mês a cada família participante e deve bancar ainda a instalação das lavouras, a um custo de R$ 50 milhões em dez anos. Será plantado o pinhão manso, oleaginosa que a Unicamp considera apropriada para ser cultivada na região. Rainha, que já foi investigado pelo suposto desvio de dinheiro público repassado a uma cooperativa de assentados, garantiu que os recursos serão bem empregados. Ele disse que o salário mínimo mensal será pago durante os três primeiros anos. “É para a família se manter até começar a produção.” Os assentados, entre eles conhecidos militantes do movimento que lideraram invasões de fazendas na região, fizeram fila para assinar uma lista de adesão ao biodiesel. A região concentra o maior número de famílias assentadas - 6,8 mil - e lidera os conflitos fundiários no Estado. Os sem-terra dividiram o espaço sob a lona com representantes dos governos estadual e federal, além de três deputados e vários prefeitos da região.Estiveram presentes sindicalistas rurais da Central Única de Trabalhadores (CUT) e dois empresários europeus: João Cardoso, presidente da Torryana Biodiesel, de Portugal, e Palmiro Soriano, presidente de uma associação de produtores da Espanha. Eles manifestaram interesse em participar da construção da fábrica. Rainha quer que a Federação das Associações dos Assentados e Agricultores Familiares do Oeste Paulista (Fafop), criada para representar os assentados, detenha o controle de 60% da indústria. O líder, que ficou alheio às invasões do “abril vermelho” do MST, elogiou o presidente Lula, mas considerou indispensável o apoio do governador de São Paulo, José Serra (PSDB). O estudo foi feito por técnicos ligados à Unicamp e apresentado aos Ministérios do Desenvolvimento Agrário, do Trabalho e do Meio Ambiente, Banco do Brasil, Petrobrás e Caixa Econômica Federal - todos mandaram representantes. A idéia é começar com 2,5 hectares por família, devendo chegar a 60 mil hectares em dez anos. Segundo Rainha, as famílias teriam assegurada uma renda média de R$ 1,2 mil por mês. “Queremos vender o óleo, não a baga”, disse.Apesar das bandeiras do movimento tremulando em mais de 30 mastros, o MST não deu aval para o projeto. Nenhum dirigente compareceu ao evento. “Esse é um projeto do Rainha e da federação, não é do MST”, disse Valmir Rodrigues Chaves, da direção nacional. José Maria Tomazela, MIRANTE DO PARANAPANEMA, O Estadão.
OPERAÇÃO "HURRICANE": AS MEDÉIAs & HIDRAs NO PODER!
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
Escuta mostra Medina revelando voto e orientando advogado. Escutas telefônicas realizadas pela Polícia Federal na Operação Hurricane mostram que o ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), antecipou seu voto em um processo do qual era relator a um colega ligado à pessoa envolvida no caso. A conversa ocorreu no dia 1º de dezembro de 2006; Medina foi procurado em seu celular pelo presidente do conselho deliberativo do Minas Tênis Clube, Paulo Eduardo Almeida de Mello. Roberto Fonseca, O Estadão.
DIA DO TRABALHO: COM AS CENTRAIS "COMENDO NA MÃO", FICA FÁCIL!
terça-feira, maio 01, 2007
1º DE MAIO: DIA DO TRABALHO






