A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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folha gmail df1lkrha
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segunda-feira, dezembro 24, 2007
FELIZ NATAL, ÓTIMO 2008!!!
domingo, dezembro 23, 2007
A HORA DO "ÂNGELUS"
Honestidade intelectual, sim?
Olhem, é meio chato repetir a essência de certos argumentos, sei disso. Às vezes, noto uma disposição de algumas pessoas de não entender o que lêem: não é incapacidade, mas escolha. Contra isso, não há argumentação convincente. Vira um diálogo de surdos. O sujeito faz uma objeção, você a desmonta, e ele: “Tudo bem, mas...”. O “tudo bem” quer dizer que ele acata a sua contradita, o “mas”, que não acata. Vira esquizofrenia. Se alguém me disser quer a posição da Igreja Católica em relação à camisinha está na contramão de toda a metafísica influente, concordarei sem objeções. Se alguém afirmar que ela é “reacionária” no sentido em que reage ao discurso moderno, idem. Como negar o que é dado pelos fatos? Mas atribuir à Igreja Católica a responsabilidade, marginal que fosse, pela expansão da aids, aí é desonestidade intelectual mesmo, da brava. A instituição fala a seus fiéis. Cumprida as suas prescrições, ter-se-ia um poderoso instrumento contra o alastramento da doença. Há, ademais, a questão fundamental: segundo a Igreja, não se deve pecar contra a castidade e a fidelidade no casamento. Isso fecha a equação. Ademais, a orientação aos fiéis no que concerne ao sexo não tem como objetivo principal conter o avanço da aids. Bem tudo isso é conhecido, sabido e irrespondível. Aí vem o “tudo bem, mas”. E o “mas” aponta uma monstruosa ignorância específica. Repararam? Ninguém e mete no “sexo budista”, no “sexo islâmico”, no "sexo judaico", no “sexo hinduísta”, no “sexo animista”, mas todo mundo quer dar pitaco no “sexo católico”. A distorção mais freqüente é aquela que garante — e cansei de ouvir esta besteira — que os católicos só liberam as relações sexuais com fins reprodutivos. É uma tolice. O que a Igreja afirma é a unicidade do casal (e, por isso, a união indissolúvel a não ser pela morte), que considera sagrada. O ato sexual, para a Igreja, é parte dessa comunhão. Digam-me onde está escrito ou prescrito que uma mulher que tenha encerrado seu ciclo reprodutivo, por exemplo, está proibida de manter relações sexuais com seu marido. Não está. E, nesse caso, o sexo não traz a possibilidade da procriação. O mesmo vale para um casal estéril — marido, mulher ou ambos. Sara era estéril. E, é fato, só se sabia assim porque, presume-se, havia mantido uma vida sexual ativa com Abraão. Por isso riu, desconfiada e um tanto desdenhosa, quando Deus anunciou que iria engravidar. Já era uma mulher velha. De novo: pode-se considerar essa visão de mundo antimoderna, conservadora, reacionária, sei lá o quê — ainda que ela seja uma orientação AOS CATÓLICOS (e, é fato, há contido aí um norte ético dirigido a todos os homens). Mas seguir tal padrão é uma escolha, um ato volitivo. “Ah, mas a Igreja faz pressão pública contra o aborto, as políticas contraceptivas etc”. Faz, sim. Menos do que dizem, mas faz. E entendo que o faz dentro do ambiente da liberdade religiosa. Ou vamos amordaçar os católicos? Encerro este post observando que, para certo pensamento politicamente correto, todo preconceito é detestável (e, neste particular, estou com ele), menos o preconceito anticatólico. Digam-me um só dos males remanescentes no mundo moderno ou típicos dele que tenha sua origem no catolicismo. Aids? Pode-se contraí-la de muitas maneiras. Seguindo a orientação católica é que não. Detestem à Igreja à vontade. Mas com um mínimo de honestidade intelectual.
Por Reinaldo Azevedo (blogue). Veja Online.
sábado, dezembro 22, 2007
EDITORIAL: BOAS FESTAS!
Aos amigos, colegas de profissão e visitantes,

Natalino Henrique Medeiros,
dezembro/2007
sexta-feira, dezembro 21, 2007
GOVERNO LULA/2007 [In:] O CANTO DO CISNE... (?)
À espera de que a oposição tome a iniciativa de sugerir aumento de impostos para compensar o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse estar tranqüilo, apesar do rombo orçamentário de R$ 40 bilhões. No tradicional café da manhã de fim de ano com jornalistas que acompanham os fatos no Palácio do Planalto, ele descartou anunciar qualquer novo tributo antes do fim do recesso parlamentar, em fevereiro, mas deixou aberta a possibilidade de tomar medidas emergenciais para cobrir despesas. Ouça o discurso de fim de ano de Lula.
Leonencio Nossa, BRASÍLIA, Estadão, 2112.
SENADO & SENADORES FALTOSOS OU "AUSENTES" [In:] PROBLEMA ALGUM...
No decorrer de 2007, nas sessões deliberativas do Senado, a média de ausências dos senadores foi de 16,05%. Ou seja, de cada 100 sessões, eles faltaram a 16. A média não é das piores, considerando-se que as regras da Casa admitem até 33,3% de faltas no conjunto das sessões. Alguns senadores, no entanto, exageraram na dose de desinteresse. Campeão em faltas, o ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL) esteve ausente em 42,11% das sessões. Na ponta do lápis foi assim: das 76 sessões às quais deveria ter comparecido antes de se licenciar do cargo, ele faltou a 32. Tais informações fazem parte de um levantamento divulgado ontem pelo site Congresso em Foco (www.congressoemfoco.ig.com.br), especializado na cobertura do parlamento federal. A partir da análise das listas de presença publicadas pelo Diário do Senado, o órgão oficial da Casa, verificou-se também que raras vezes o Senado consegue reunir todos os seus 81 pares numa única sessão. Em 119 sessões analisadas entre 6 de fevereiro e 12 de dezembro, o milagre só aconteceu duas vezes: nas duas ocasiões sessões em que o ex-presidente da Casa Renan Calheiros (PMDB-AL) conseguiu escapar da cassação. O levantamento também indicou, no entanto, que nem todos são tão desinteressados quanto Collor - o qual reagiu com ar imperial quando os repórteres do site pediram explicações sobre tantas ausências: "Não tenho que justificar nada das minhas presenças e ausências". Na outra ponta, o mais assíduo foi Marco Maciel (DEM-PE): assinou o livro de presença em 113 das 119 sessões. Índice de faltas de apenas 5,1%. Em quase todas as escolas do País, quando um aluno deixa de freqüentar 25% das aulas é automaticamente reprovado. Considera-se que com esse índice ele não tem condições de apreender o que acontece em sala de aula e dar continuidade aos estudos. O Congresso, descontadas todas as dificuldades dessa comparação, é muito mais generoso: ali o índice máximo, estabelecido na Constituição, é de 33,3%. Depois disso, o parlamentar pode ter o cargo cassado. Mas isso raramente ocorre: sempre que apresenta uma razão médica ou diz que estava representando a Casa em alguma missão, a falta é abonada. Se o índice de 33,3% não fosse apenas uma tese, neste ano também poderiam perder o mandato, ao lado de Collor, mais quatro senadores: Efraim Morais (DEM-PB); o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE); Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) e Rosalba Ciarlini (DEM-RN). Outro que superou a marca de ausências toleradas foi Euclydes Mello - o primo de Collor que foi para Brasília depois que o ex-presidente anunciou que iria afastar-se do cargo para dar palestras e conferências.
Estadão, Roldão Arruda. 2112.
CPMF: AINDA RENDENDO FRUTOS...
Em artigo chamado "O cheque volta", a revista afirma que o governo mantém uma "estranha combinação" de alta popularidade de Lula com "impotência" do governo. Para a revista, dois fatores explicam essa combinação. Primeiro, o fato de poucos presidentes conseguirem maioria no Congresso e de que Lula precisa usar "corporativismo" para construir uma coalizão e negociar com a oposição. "Lula não faz nenhuma dessas coisas particularmente bem", afirma o artigo. "Seu governo deu empregos demais para o próprio partido de Lula, o PT, e para o maior aliado, o PMDB, um partido gelatinoso cuja filosofia principal é rastejar em direção ao poder e depois exigir recompensas pelo seu apoio." O segundo fator que, segundo a revista, explica a combinação de "popularidade e impotência" do governo é a expansão da economia e da arrecadação, "que faz o argumento em favor de mais impostos ficar mais difícil". Para a revista, o fim da CPMF "é uma perda, mas não é um desastre para o governo". No entanto, a decisão poderia fazer com que investidores internacionais desistissem de elevar o grau de investimento dos papéis da dívida do Brasil.
MASP: OBRAS DE ARTE, CULTURA E ROUBO
BBC, Estadão, 2112.
MENSALÃO MINEIRO: O DUTO É LONGO...
O valerioduto tucano foi um suposto esquema de financiamento irregular --com recursos públicos e doações ilegais-- da campanha à reeleição em 1998 do então governador mineiro e atual senador Eduardo Azeredo (PSDB), operado pelo empresário Marcos Valério.
O inquérito da PF apontou indícios de participação de 36 pessoas no episódio. A denúncia da PGR, centrada nos supostos crimes com participação de Azeredo e do ex-ministro do governo Lula Walfrido dos Mares Guia (PTB) --para a PGR, um dos organizadores da campanha de 1998--, acusou apenas 15 pessoas, por peculato e lavagem de dinheiro.
Contudo, na denúncia encaminhada mês passado à Justiça, a PGR pediu novas apurações pelos ministérios públicos Estadual e Federal. Afirmou que "salvo os casos" denunciados, "a não-inclusão de qualquer fato e/ou pessoa não significa arquivamento".
Dos 36 suspeitos da PF, 11 foram denunciados pela PGR, quatro têm mais de 70 anos --o crime de peculato para eles está prescrito-- e um já morreu.
A PF não faz menção direta a possíveis crimes cometidos pelos responsáveis pela montagem do suposto esquema, o que ficou a cargo da PGR. A Procuradoria enumerou como responsáveis Azeredo, Walfrido, Cláudio Mourão, tesoureiro da campanha, e o empresário Clésio Andrade (PR), candidato a vice de Azeredo naquele ano.
Novas apurações
As novas apurações devem envolver, por exemplo, cinco pessoas ligadas à Cemig (estatal de energia), quatro à Comig (estatal de infra-estrutura, atual Codemig), uma à Copasa (estatal de saneamento) e dois à gráfica Graffar, que teria desviado recursos da Cemig para a campanha de Azeredo.
A PF cita ainda Kátia Rabelo (presidente do Banco Rural), Renilda Souza (mulher de Valério), Rogério Tolentino (advogado e sócio de Valério), Marco Aurélio Prata (contador de Valério) e Francisco Castilho e Margareth Freitas (ex-sócios de Valério na DNA Propaganda), além de dois sacadores de recursos do valerioduto.
A PGR também deixou de fora as 64 pessoas --sobretudo políticos e assessores de políticos-- que a PF identificou como beneficiários do suposto caixa dois de Azeredo.
São várias suspeitas levantadas pela PF, o que exigirá apurações separadas. Há também pedido de investigação sobre empresas privadas, principalmente empreiteiras, que, segundo a PF, fizeram doações clandestinas à campanha.
De acordo com a polícia, seis empreiteiras doaram R$ 8,2 milhões para a campanha sem declarar à Justiça Eleitoral. A Folha revelou que essas seis empresas receberam R$ 296 milhões em pagamentos por obras na gestão de Azeredo. A apuração do suposto "braço privado" do valerioduto tucano pode engrossar ainda mais o rol de denunciados.
PAULO PEIXOTOTHIAGO GUIMARÃES; da Agência Folha, em Belo Horizonte. 2112.
quinta-feira, dezembro 20, 2007
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
PETROBRÁS [In:] TUPI-BRAS
A Petrobrás quer começar a produzir 40 mil barris de petróleo por dia em Tupi, na Bacia de Santos, a partir do fim de 2008. Segundo o diretor de Exploração e Produção da estatal, Guilherme Estrella, a estratégia é antecipar ao máximo a produção na megarreserva, que tinha previsão de entrar em operação somente em 2010. A produção desse volume será possível, segundo Estrella, num teste de longa duração a ser realizado em um dos dois poços já perfurados na área. Segundo ele, a idéia é "estressar ao limite máximo" os possíveis prazos para a entrada em operação da área, antecipando até mesmo o projeto piloto que estava previsto para ser instalado depois de 2010 para a produção de 100 mil barris diários. "Após a realização do teste de longa duração, são necessários poucos meses para tornar ativo o projeto piloto, o que torna essa possibilidade viável", informou o diretor. Ele lembrou que, oficialmente, o prazo para a entrada em operação desse projeto piloto está mantido. Segundo Estrella, o prazo de 2010 havia sido definido porque esse é o limite para que a Petrobrás declare a comercialidade da área à Agência Nacional do Petróleo (ANP). Tão logo isso ocorra, a Petrobrás terá de dar ao novo campo o nome de um peixe, molusco ou crustáceo, como está previsto na legislação brasileira. O nome Tupi foi escolhido pela estatal e suas sócias, BG e Galp, para o prospecto da área, que concentra reservas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris. "Muito tem sido dito sobre a precipitação da Petrobrás em ter revelado esse potencial de reservas antes mesmo de perfurar outros poços, mas estamos absolutamente confiantes em nossos dados", disse Estrella. Segundo ele, "um ou outro projeto" terá de ser modificado para garantir a prioridade a Tupi. "Vamos ter de promover um remanejamento e reavaliar as datas de perfuração e entrada em operação de algumas áreas para incluir Tupi no plano de investimentos no próximo ano."O diretor disse, ainda, que a empresa optou por usar no teste de longa duração em Tupi um navio-plataforma do tipo FPSO (Floating Production Supply Oil), similar ao Seillan, afretado pela empresa, com capacidade para até 40 mil barris por dia.
Kelly Lima, Estadão, 2012.
CHEQUE PRÉ-DATADO: DÍVIDAS & DÚVIDAS
Segundo Pôrto, a iniciativa contribui para fidelizar clientes. “Se o consumidor não encontrar o que quer aqui, vai procurar outra construtora para resolver o problema dele”, diz. No setor de automóveis importados, o desejo de fugir da incidência do imposto se reflete nas vendas. Para a gerente comercial da concessionária Eurobike, especializada no segmento de alto padrão, parte da clientela está esperando para fechar a compra do automóvel no começo do ano. “O empresário está postergando suas contas. Sumiu cliente em dezembro, temos uns 30% a menos”, diz a executiva, que previa um aquecimento das vendas no mês em razão do Natal. O engenheiro Luiz Roberto Graziano Alcântara, que pretendia comprar um automóvel em dezembro, resolveu esperar para fechar o negócio só em 2008. “Para um carro de R$ 100 mil, por exemplo, são R$ 380 que entram a mais. Sem contar que, com o dinheiro mais barato para os bancos, as taxas de financiamento podem ter alguma redução”, diz ele, que admite que a possibilidade de juros menores não é certa. “Vale a pena porque não estou com urgência, vale a pena esperar. É um risco legal. De repente você economiza um pouco do dinheiro do IPVA”, afirma. Na avaliação do professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas, Ricardo Araújo, a recomendação de jogar as contas para mais tarde vale apenas para altos valores. “É uma boa opção sim. Se eu fosse comprar alguma coisa grande, deixaria para pagar em janeiro”, afirma. Para os gastos pequenos, ele prevê que o uso do cheque pré-datado não deva ser alterado expressivamente nestes últimos dias do ano. “A massa de pessoas que ganham menos de R$ 5 mil paga CPMF e nem sente. Nesses casos, o pré-datado continua uma mania de quem não tem dinheiro para pagar à vista”, diz.
Ligia Guimarães Do G1, em São Paulo. 2012.
GOVERNO LULA & "OPOSIÇÃO" [In:] "FÁCIL, EXTREMAMENTE FÁCIL..." (*)
Depois de prometer barrar aumentos de impostos e arrancar a providencial ajuda de 20 senadores do PSDB e do DEM, o governo conseguiu ontem aprovar em segundo turno a emenda constitucional que prorroga até 2011 a Desvinculação de Receitas da União (DRU), o que lhe permite gastar R$ 84 bilhões livres de qualquer vinculação a programas. Se a oposição não tivesse ajudado, o Palácio do Planalto teria sido de novo derrotado, como na votação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), na semana passada, quando os parlamentares da base aliada deram apenas 45 votos a favor da emenda - 4 a menos do que o mínimo necessário. Somente seis senadores votaram contra a DRU. O governo fez grandes concessões aos partidos de oposição e aos aliados. PSDB e DEM, por exemplo, só aceitaram votar a emenda depois de obter do governo a promessa de que não será baixado nenhum pacote tributário, não haverá aumento de impostos e, nem de longe, será tentada uma reedição da CPMF. "O governo se comprometeu a não fazer nada disso. Confiamos então que ele vai cumprir a palavra", disse o líder do DEM, José Agripino Maia (RN), logo depois de uma reunião de lideranças de seu partido e dos tucanos com um solitário Romero Jucá (PMDB-RR), o líder do governo."Em fevereiro, vamos retomar a discussão da reforma tributária e vamos buscar na reforma tributária os recursos para a saúde", declarou Jucá. "A oposição participará das discussões sobre os cortes no Orçamento." O líder frisou que até o fim do ano "o governo não vai baixar pacote tributário, nenhuma medida provisória, nenhum aumento de tributo". "Não haverá sobressaltos", reforçou. Até fevereiro, segundo ele, o governo fará estudos para voltar a conversar sobre os cortes. Na reunião, o governo se comprometeu a chamar a oposição para ajudar a descobrir formas de cobrir rombos fiscais e a encontrar uma saída para a saúde. Em suma, o governo sabia que estava nas mãos dos partidos de oposição. Comprometeu-se com tudo o que o PSDB e o DEM exigiram - até a não fazer discursos críticos no plenário.
quarta-feira, dezembro 19, 2007
GOVERNO LULA [in:] "ADEUS ANO VELHO, FELIZ ANO NOVO..." (*)
Lula reuniu em torno da mesa de jantar do Palácio da Alvorada os presidentes e os líderes dos partidos associados ao consórcio governista. Falou aos convivas ao final do repasto. Agradeceu o “apoio” dos partidos, minimizou o infortúnio do imposto do cheque, festejou o “sucesso” do governo e assegurou que não haverá nenhum pacote de fim de ano. “Alguém pode imaginar que estou triste, mas não estou”, disse Lula, referindo-se à derrota da madrugada de quinta-feira (13) passada, no Senado. Referiu-se à extinção da CPMF com uma naturalidade que contrasta com as declarações que fizera nas pegadas da votação. “Democracia é assim, a gente ganha e perde”. Nada de ataques à oposição. Lula desdisse o ministro da Fazenda. Algo que já vai se tornando rotineiro. Guido Mantega anunciara para esta semana um pacote de cortes de gastos e elevações de alíquotas de tributos. Em sentido contrário, o presidente declarou durante o jantar do Alvorada:
1. “Não vamos adotar nenhum pacote para penalizar os setores produtivos da economia”;
2. “O governo não vai fazer nada agora. Qualquer medida que tiver de ser adotada, só em 2008, sem pressa. O Orçamento não será votado nesse ano. Não tem razão para pressa”;
3. “As coisas vão acontecer com naturalidade. O governo vai encontrar o caminho sem adotar medidas que possam caracterizar descontrole da administração”;
4. “Não faremos nada que comprometa o controle fiscal. O superávit será mantido. Nem as obras do PAC nem os programas sociais serão afetados.”
O repórter recuperou o teor do discurso do presidente em contato com dois deputados e um senador que estiveram no Alvorada. Os congressistas começaram a chegar por volta das 20h. Serviram-se de salgadinhos, uísque, vinho e refrigerantes. Lula só sorveu água mineral. Do início ao fim.
Os convidados foram acomodados na grande mesa retangular da residência presidencial às 21h. Jantaram salada verde, peixe e filé mignon. Para o acompanhamento, dois tipos de arroz branco –com e sem castanhas do Pará. Lula discursou antes da sobremesa –doces variados e frutas frescas. Os convivas começaram a deixar o Alvorada às 22h30. Durante o jantar, só falaram, além do anfitrião, o coordenador político do Planalto, ministro José Múcio; e o presidente do PMDB, Michel Temer (SP). Múcio esquivou-se de tratar de CPMF. Limitou-se a informar aos presentes que estará sempre "à disposição de todos". E cobriu de elogios o antecessor Walfrido dos Mares Guia, ausente. Temer, escalado para exprimir o sentimento de todos os partidos da coalizão, enalteceu o poder de aglutinação que Lula exerce sobre os aliados. Ao dirigir-se à mesa apinhada de políticos, Lula sabia que suas palavras vazariam. Daí o timbre moderado. Antes de chegar ao Alvorada, Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, e o ministro José Múcio haviam se reunido, em segredo, com a fina flor oposicionista do Senado. Dera-se na casa de José Agripino Maia (RN), líder do DEM. Lá estavam também Sérgio Guerra (PE) e Arthur Virgílio (AM), presidente e líder do PSDB, respectivamente. Embora a oposição já houvesse decidido que não se meteria a retardar a votação da DRU (Desvinculação das Receitas da União), marcada para esta quarta-feira (19), o líder ‘demo’ e os tucanos fizeram “exigências” a Jucá e Múcio.
Folha Online. Escrito por Josias de Souza. 1912.
(*) "... que tudo se realize no ano que vai nascer, muito DINHEIRO no bolso, SAÚDE (sic) prá dar e vender". (Canção popular de "reveillon").
TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO: TRÉGUA

A proposta será apresentada tanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ao bispo, que hoje completa 22 dias de jejum. Até ontem, tanto governo como o bispo mostravam-se irredutíveis em suas posição --o Planalto pela continuidade das obras e dom Luiz pelo arquivamento imediato do projeto de transposição. Ontem, a reunião, na sede da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), terminou pouco antes da meia-noite. Do lado do governo, participaram representantes do Ministério da Integração Nacional e da ANA (Agência Nacional de Águas), além do chefe-de-gabinete do presidente, Gilberto Carvalho. "Uma das propostas que surgiram ao longo do debate é uma paralisação temporária, em torno de dois meses, e a realização de alguns debates público nesse período para difundir melhor e espalhar para a população o que significa o obra do São Francisco", disse Carvalho. Como representante de dom Luiz, esteve o agente da CPT (Comissão Pastoral da Terra) Roberto Malvezzi. "A gente acha que qualquer paralisação temporária pode ser bem-vinda, sim. Já sinaliza alguma coisa", afirmou.
Supremo
Dom Luiz já estava disposto a encerrar hoje seu jejum caso o STF (Supremo Tribunal Federal) atenda ao pedido de suspensão das obras apresentado pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza. O grupo que acompanha dom Luiz avalia que uma decisão contrária à obra permitiria uma saída honrosa para o impasse tanto para o bispo como para o governo, que não traria desgaste a nenhuma das partes. A Folha conversou com pessoas que estiveram com o religioso nos últimos dias, em Sobradinho (BA). Segundo eles, já debilitado e ansioso pelo fim do jejum, dom Luiz gostaria de se apegar a uma decisão judicial a ter de ceder nas negociações. No encontro, que durou quase três horas, discutiu-se a contraproposta de dom Luiz ao governo, com oito itens. Seis itens foram vistos como negociáveis pelo governo. No texto, ele mantém a reivindicação de retirada do Exército do canteiro de obras, mas admite a captação e distribuição de água do rio para consumo humano e animal. No documento, dom Luiz não fala mais em arquivamento do projeto como condição para o fim do jejum, mas em "manter a suspensão das obras iniciadas" por prazo não definido. Ele exige a substituição do canal da transposição que abasteceria Pernambuco e Paraíba por uma rede de adutoras e a redução do volume de água captado de 28 mil para 9.000 litros por segundo --o que, segundo ele, seria suficiente para atendimento humano e animal nas regiões mais críticas do semi-árido dos dois Estados. Esses dois primeiros itens foram, em princípios, rejeitados pelo governo. O bispo também quer que o governo implemente as 530 obras hídricas previstas no Atlas Nordeste de Abastecimento Urbano de Água, da ANA. Os projetos, afirma, beneficiariam 34 milhões de pessoas, contra 12 milhões da transposição. Hoje o STF pode incluir na pauta a análise do pedido de suspensão das obras apresentada em julho pelo procurador-geral. O argumento da petição é que o governo federal iniciou as obras sem ter realizado audiências públicas estabelecidas na licença prévia do Ibama, aceita como válida pelo então ministro do Supremo Sepúlveda Pertence, que em 2006 determinou novos estudos sobre a transposição. "A nossa avaliação é que essa pode ser uma grande conquista, mesmo que parcial. Porque, após a decisão do STF, pode ter uma definição do governo e pode ter um aceno da parte de d. Luiz", disse Marina dos Santos, da coordenação nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

RENATA GIRALDI; da Folha Online, em Brasília. 1912.
LULA vs. IMPOSTOS [In:] QUEM VIVER, VERÁ OU PAGARÁ?

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na terça-feira, 18, no jantar com o Conselho Político, no Palácio da Alvorada, que "não haverá aumento de impostos" para compensar a perda da Receita com o fim da CPMF, a partir de janeiro. "Nada vai acontecer", disse o presidente, segundo relato do ministro de Relações Institucionais, José Múcio. "Ele garantiu", acrescentou Múcio. O ajuste de contas, segundo o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) será feito por meio de corte de gastos. "A alternativa no primeiro momento é corte de gastos. O governo vai cortar gastos e vai procurar focar melhor as despesas", disse Jucá, depois do jantar.
Em relação ao corte das despesas, o ministro José Múcio disse que está trabalhando para evitar os cortes nas emendas parlamentares, como forma de compensar as perdas com o fim da CPMF. "A Câmara aprovou a CPMF duas vezes, por dois turnos. Nós tivemos senadores que votaram favoravelmente. A idéia, dependendo de nós, é que não haja sanções. Afinal de contas é do jogo democrático", disse Múcio. O senador Renato Casagrande (PSB-ES) relatou que, no discurso feito no jantar, Lula disse que vai trabalhar com "naturalidade e sem medidas abruptas" para compensar a perda da CPMF. "O presidente disse que não quer causar desconfiança no mercado nem sobressaltos na economia, e só vai apresentar uma proposta no ano que vem", relatou Casagrande. De acordo com o ministro José Múcio, Lula espera que o Congresso agora aprove a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), pois o momento é de "serenidade". Múcio disse que nesta quarta,19, às 9h30, o presidente vai discutir com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, as medidas alternativas para compensar o fim da CPMF. "O ministro da Fazenda vai dizer onde a ferida dói mais", disse Múcio. O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, disse que o presidente garantiu que "não haverá punição para empresas com aumento de impostos". Lula, segundo Paulinho, disse ainda que "não vai ter pacote tributário. "Mas não é fácil trabalhar sem R$ 40 bilhões", teria acrescentado o presidente, no jantar que reuniu 18 pessoas. Lula disse também, segundo Paulinho, que não seria candidato a um terceiro mandato, "com ou sem CPMF".
Leonencio Nossa - O Estado de S.Paulo. 1912. Chargista Junião.
PMDB, PT "et al." [In:] OS "CÉSARES" DO PODER
Estadão, Christiane Samarco, BRASÍLIA. 1912.
terça-feira, dezembro 18, 2007
GOVERNO LULA/BOLSA FAMÍLIA [In:] APENAS RETÓRICA?
Segundo os autores do estudo, o programa eleva a demanda por serviços de educação e saúde porque exige que os pais mantenham os filhos na escola, cumpram o calendário de vacinação infantil e, no caso de mulheres grávidas, façam exames pré-natal. Por outro lado, essas necessidades nem sempre são atendidas porque, supõem os pesquisadores, nem todas as famílias têm acesso a uma boa estrutura de educação e saúde. "As nossas conclusões apontam que pelo lado da demanda, pode estar dando certo, mas o que pode não estar dando certo é a escassez de oferta e a falta da qualidade de serviço", afirma um dos autores, o economista Rafael Perez Ribas.
Por exemplo, uma porcentagem entre 70% e 80% das crianças de famílias inscritas no programa têm carteira de vacinação e, entre elas, nem todas estão com as vacinas em dia.
"Os dados nos levam a presumir que a cobertura de saúde para as famílias beneficiárias não é tão universal quanto se pensava." Ribas e outros dois pesquisadores do Centro Internacional de Pobreza, parceria do Pnud com o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), analisaram dados de 2005 da Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação (Sage) do Ministério do Desenvolvimento Social. As comparações foram sempre feitas com famílias em situação de pobreza semelhante, mas excluídas do programa. Os números mostraram também que, embora o programa aumente a freqüência escolar, por exigir que as crianças das famílias beneficiárias freqüentem a escola, elas repetem mais de ano do que aquelas que estão fora do Bolsa Família.
Para Ribas, isso mostra que o grupo de crianças que antes deixava de estudar, por causa de dificuldades de aprendizado, agora está na escola, o que é positivo. Entretanto também expõe a falta de qualidade do ensino.
"Programas como o Bolsa Família não vêm para resolver o problema da qualidade da educação", afirma o economista. "O programa dá incentivo para a criança permanecer na escola e nisso cumpre a sua função. Mas é a qualidade do ensino que vai determinar a sua aprovação." "Falta uma integração de políticas entre os ministérios."
Ribas atribui o fenômeno a uma boa instrução das mães no período pré-natal e pós-parto, cuidado que, supõe, esteja sendo abandonado depois dos 12 meses da criança. Os economistas Fábio Veras Soares e Rafael Guerreiro Osório foram co-autores de Rafael Ribas no estudo, intitulado Avaliando o Impacto do Programa Bolsa Família: uma comparação com programas de transferência condicionada de renda de outros países. O Bolsa Família é comparado com os programas de transferência de renda do Chile (Chile Solidário) e do México (Oportunidades). Eles concluem, por exemplo, que o programa brasileiro é o menos eficaz dos três quando se analisa o impacto sobre os 10% mais pobres. "Destinam, respectivamente, 36% e 37% do total das transferências para esse grupo, contra 33% do Bolsa Família", diz o estudo. Segundo o trabalho, porém, o programa brasileiro tem o melhor desempenho quando é considerado o volume total de transferências.
Apesar das ressalvas, os pesquisadores concluem que o Bolsa Família está cumprindo os seus objetivos de transferir renda e diminuir a proporção de pobres no país e destacam que os três programas de transferência de renda tiveram "excelente desempenho" na seleção dos beneficiários. Eles também contestam críticas de que o Bolsa Família desestimula os beneficiários a trabalhar. Segundo o estudo, os adultos que eram atendidos pelo programa em 2005 tinham uma participação vezes 2,6 maior na força de trabalho em relação aos que estavam fora do programa.
OPOSIÇÃO & SITUAÇÃO: QUALQUER SEMELHANÇA...
Apesar do barulho que ecoou no final de semana e foi repisado nesta segunda-feira (17), não passa pela cabeça das principais lideranças da oposição negar ao governo a DRU. Em privado, os mandachuvas do PSDB e do DEM dão de barato que o mecanismo de desvinculação das receitas da União será aprovado até quinta-feira (20). Criada sob FHC, a DRU permite ao governo dispor livremente de 20% de todas as verbas que a Constituição vincula a setores determinados. Coisa próxima de R$ 90 bilhões -usados, em parte, para pagar os juros da dívida pública e assegurar o superávit fiscal do governo. Nesta terça-feira (18), Romero Jucá (PMDB-RR) começa a procurar os líderes oposicionistas, para rogar-lhes que não levem adiante a ameaça de empurrar com a barriga a DRU, ainda pendente de um segundo turno de votação. Lero vai, lero vem, Jucá será atendido. Os líderes da oposição aproveitam a ocasião pra espicaçar o governo, lembrando ao Planalto que, no Senado, sua maioria é frágil. Mas, em privado, esses mesmos líderes compartilham da tese de que seria um erro privar Lula também da DRU. Acham que ofereceriam ao presidente o argumento que lhe falta para pespegar nos adversários o carimbo de irresponsáveis, alheios à necessidade de preservar o equilíbrio financeiro do Estado. Foi por essa razão, aliás, que a oposição concordou em apartar a DRU da CPMF. Enterrou-se a segunda. Mas preservou-se a primeira. Foi aprovada em primeiro turno com o conveniente auxílio de 15 votos oposicionistas.
Escrito por Josias de Souza, Folha Online, 1812.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
Eduardo Maluf e Jamil Chade. Estadão, 1812/.
Jade e Thiago Pereira: os melhores de 2007. A ginasta Jade Barbosa e o nadador Thiago Pereira são os grandes vencedores do prêmio Brasil Olímpico de 2007. Os dois foram eleitos pelos internautas brasileiros como os melhores atletas do ano de 2007. Jade (51,6% dos votos) e Thiago (56,5%) derrotaram, respectivamente, Fabiana Murer (9%) e Marta (39,4%), no feminino, e Tiago Camilo (14,6%) e Diego Hypolito (28,9%), no masculino. O prêmio foi entregue nesta segunda-feira, em cerimônia realizada no tradicional Teatro Municipal do Rio de Janeiro, na qual foi lançada a logomarca da candidatura do Rio de Janeiro a sede das Olimpíadas de 2016.
http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,MUL225887-4271,00.html
Odepa confirma doping de Rebeca no Pan. Em comunicado emitido nesta segunda-feira na Cidade do México, a Odepa (Organização Desportiva Pan-americana) confirmou o doping da nadadora brasileira Rebeca Gusmão nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro 2007, além de outros três atletas: do halterofilista brasileiro Fabrício Mafra; do ciclista colombiano Libardo Niño e do jogador nicaragüense Pedro Wilder Rayo. Todos tiveram suas medalhas suspensas
http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,MUL225997-4271,00.html
Anatel leiloa hoje o serviço do celular da terceira geração. Uma nova tecnologia vem aí: 3G. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realiza nesta terça-feira (18) a licitação das faixas de freqüência destinadas aos celulares de terceira geração. Na prática, a inovação vai permitir que duas pessoas conversem e se vejam através de uma ligação telefônica. Parece ficção científica, mas é a próxima geração do celular. (...) A velocidade de conexão à internet é a principal vantagem da tecnologia 3G. Com ela, o celular irá acessar a rede com a mesma rapidez de um computador conectado à banda larga. E, com a velocidade maior, as operadoras vão poder oferecer novos serviços. “Espera-se que as taxas variem entre 256 k e 1 MB. É o suficiente para o usuário acessar uma série de aplicações de áudio, vídeo, conteúdo”, diz o analista Alex Zago.
Do G1, em São Paulo, com informações do Jornal da Globo. 18/12.
Fidel sinaliza que pode deixar cargo e cita Niemeyer. O ditador de Cuba, Fidel Castro, sugeriu nesta segunda-feira que não tem apego ao poder e não pretende obstruir novas lideranças em Cuba, segundo uma carta divulgada nesta segunda-feira, em que ele cita o arquiteto Oscar Niemeyer. "Meu dever elementar não é apegar-me a cargos, ou muito menos obstruir a chegada de pessoas mais jovens [ao poder], e sim aportar experiências e idéias, cujo modesto valor procede da época excepcional que me coube viver", escreveu o ditador cubano em uma mensagem lida pelo apresentador do programa Mesa Redonda Informativa da TV Cuba.
Afastado do poder desde julho de 2006 devido a um problema de saúde, Fidel disse que concorda com o pensamento do arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer de que "é preciso ser conseqüente até o final".
da France Presse, em Havana.1812.
GOVERNO LULA/IMPOSTOS: "VOCEIS PENSAM QUE NÓIS FUMOS EMBORA..." (*)
No cálculo dos R$ 12 bilhões a serem obtidos com o aumento de alíquotas de IOF, IPI e CSLL já está descontada a parcela que a União tem de transferir a Estados e municípios.
Folha Online. 1812.
MERCOSUL E/OU UNIÃO EUROPÉIA? NOVOS TEMPOS?
Estadão, Denise Chrispim Marin, Ariel Palacios e Jamil Chade. 1812.
LULA/MORALES: OS NEGÓCIOS VÃO BEM, OBRIGADO!!!
Com a promessa de investimentos de até US$ 1 bilhão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que Brasil e Bolívia iniciam "uma nova fase em suas relações", estremecidas com a nacionalização dos ativos da Petrobrás, em maio de 2006. Em cerimônia para assinar nove acordos de cooperação, Lula e o presidente da Bolívia, Evo Morales, trocaram afagos e se comprometeram a aprofundar a integração entre os dois países. Em seu discurso, o presidente brasileiro defendeu sua atuação após a tomada das unidades da Petrobrás. "Esses acordos respondem àqueles que pregavam o distanciamento, o congelamento das relações. Respondem àqueles que defenderam o enfrentamento. Nós respondemos com a cooperação", disse Lula. Para o presidente, o Brasil tem obrigação de ajudar a Bolívia, para "reduzir as assimetrias na região". "Vejam a União Européia: quantos bilhões de euros não foram gastos para ajudar Espanha, Portugal e Grécia a crescerem?" Os acordos no setor de petróleo foram fechados no último momento, com algumas reviravoltas nas reuniões realizadas durante o fim de semana. Depois de rejeitar a proposta brasileira, os bolivianos voltaram atrás, em reunião liderada por Lula. Estava em jogo o destino do gás produzido em novos projetos da Petrobrás. A estatal conseguiu incluir uma cláusula que lhe garante o direito de vender a maior parte da produção ao exterior, a preços mais atrativos, enquanto os bolivianos queriam priorizar o mercado interno, onde os preços são subsidiados. Embora o volume de recursos anunciados gire entre US$ 750 milhões e US$ 1 bilhão, a Petrobrás vai investir, no início, pouco menos de US$ 300 milhões: US$ 260 milhões na expansão dos campos de San Alberto e San Antonio e outros US$ 36 milhões na perfuração de um poço exploratório no bloco de Ingre. O restante dos recursos prometidos, porém, depende dos resultados da atividade exploratória, disse o presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli. Petrobrás e a estatal local YPFB vão se unir ainda na busca por petróleo em três blocos pertencentes aos bolivianos, com a possibilidade de criação de uma empresa para desenvolver os projetos. Em tom mais ameno do que o adotado desde que assumiu, Evo Morales disse que nunca pensou em expulsar as companhias brasileiras. "Nós precisamos de vocês", afirmou, dirigindo-se a Gabrielli. "Mas queremos sócios, não patrões", repetiu.O presidente boliviano frisou que vai garantir a rentabilidade de novos investimentos no país. "Sabemos que qualquer investimento tem de ser retorno. Não só retorno, tem de ter direito ao lucro. Vamos garantir e respeitar qualquer empresa que queira atuar aqui."
Estadão, Nicola Pamplona. Foto capa edição. 1812.
segunda-feira, dezembro 17, 2007
LULA & MORALES: FIZERAM "ESCOLA"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou na Bolívia na noite deste domingo (16) e foi recebido no aeroporto internacional da cidade de El Alto por vários ministros do governo do presidente Evo Morales.
Lula e os presidentes Michelle Bachelet (Chile) e Evo Morales (Bolívia) discutem no Palácio do Governo boliviano a construção de uma rodovia que ligará o Atlântico ao Pacífico passando pelos três países. Pouco antes de o presidente Lula chegar na sede do governo em La Paz para participar de um encontro com os colegas Morales e Bachelet, policiais contiveram uma manifestação contrária ao projeto de uma usina hidrelétrica binacional no rio Madeira. Em meio a cartazes de saudação aos dois presidentes sul-americanos, cerca de dez ativistas exibiam uma placa com a inscrição “Não à usina do Lula no rio Madeira”. Os policiais que faziam a segurança do local agiram rápido, apreenderam o cartaz e prenderam dois dos manifestantes.
Destruição na Bolívia
“O presidente Lula pode ser um bom presidente para o Brasil, mas aqui na Bolívia só está causando morte e destruição”, disse a ativista Justina Poma, 29, do grupo Qanasa Animales, que significa Protetor dos Animais, na língua indígena aymar. A usina hidrelétrica binacional do rio Madeira é um antigo projeto que ainda não saiu do papel justamente por conta de protestos contrários à inundação de uma grande área, que seria de indígenas bolivianos, na fronteira dos dois países. Recentemente, o consórcio Madeira Energia venceu a primeira licitação para construir a usina de Santo Antonio. A usina que terá capacidade de gerar 3150 megawatts deve começar a funcionar em 2012.