A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
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sexta-feira, novembro 23, 2007
GOVERNO LULA: MINISTROS & M[IN]ISTÉRIOS


MENSALÃO MINEIRO: LISTA DOS ENVOLVIDOS
Na época, o ministro de Relações Institucionais Walfrido dos Mares Guia era vice-governador de Minas e trabalhava na campanha eleitoral de Azeredo como uma espécie de arrecadador informal de recursos financeiros.
Alem de Azeredo e Walfrido, outros 13 foram denunciados. Veja abaixo a lista dos 15 denunciados:
1. Eduardo Brandão de Azeredo - atual senador pelo PSDB-MG e governador de Minas de 1995 a 1998, quando disputou a reeleição e perdeu;
2. Walfrido Silvino dos Mares Guia Neto - atual ministro de Relações Institucionais e coordenador da campanha à reeleição de Azeredo em 1998;
3. Cláudio Mourão da Silveira - tesoureiro da campanha de Azeredo nas eleições de 1998;
4. Clésio Soares de Andrade - candidato a vice-governador de Minas pelo PFL (atual DEM) em 1998, quando Azeredo disputou a reeleição e ex-vice-governador de Minas de 2003 a 2006, durante o primeiro mandato do governador Aécio Neves (PSDB). Também foi sócio da SMPB Comunicação Ltda. criada por Valério para desviar os recursos para a campanha de Azeredo;
5. Marcos Valério Fernandes de Souza - empresário e publicitário;
6. Ramon Hollerbach Cardoso - publicitário e sócio de Valério;
7. Cristiano de Mello Paz - empresário e sócio de Valério;
8. Eduardo Pereira Guedes Neto - foi secretário-adjunto de Comunicação Social de 1997 a 1998 no governo de Azeredo;
9. Fernando Moreira Soares - foi diretor Financeiro e Administrativo da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais);
10. Lauro Wilson de Lima Filho - foi diretor de Administração e Finanças da Comig (Companhia Mineradora de Minas Gerais);
11. Renato Caporali Cordeiro - foi diretor de Desenvolvimento e Controle de Negócios da Comig (Companhia Mineradora de Minas Gerais);
12. José Afonso Bicalho Beltrão da Silva - foi diretor-presidente do BEMGE (Banco do Estado de Minas Gerais) de 1995 a 1998. Foi responsável por cinco repasses de R$ 100 mil para a SMP&B Comunicação;
13. Jair Alonso de Oliveira - foi diretor da Bemge Distribuidora de Valores Mobiliários S/A;
14. Sylvio Romero Perez de Carvalho - foi diretor da Bemge Administradora de Cartões de Crédito Ltda.;
15. Eduardo Pimenta Mundim - foi gerente comercial da Bemge Administradora de Cartões de Crédito Ltda.
MENSALÃO: A HORA E A VEZ DO PSDB

Prevê-se que o grosso do trabalho adicional será feito pelo Ministério Público Federal de Minas Gerais. Antonio Fernando já remeteu para a procuradoria mineira documentos que considera úteis para o desdobramento das apurações. Envolvem pessoas que, sem mandato eletivo ou funções ministeriais, não dispõe da chamada prerrogativa de foro. Significa dizer que não precisam ser processados no STF. As novas denúncias podem ser ajuizadas na primeira instância do Judiciário. Entre os implicados estão o publicitário Duda Mendonça e a sócia dele, Zilmar Fernandes. Embora mencionada na denúncia já formalizada contra Eduardo Azeredo, Walfrido dos Mares Guia e outros 13 personagens, Duda e Zilmar não constaram do rol de acusados. A exemplo do que ocorreu no caso do mensalão petista, a agência de Duda foi contratada para prestar serviços à campanha de Azeredo, em 1998. Contrato no valor de R$ 4,5 milhões. Mas só R$ 750 mil foram lançados na escrituração oficial da campanha. O resto transitou por baixo da mesa. O dinheiro proveio do esquema fraudulento montado por Marcos Valério e seus sócios. Antonio Fernando de Souza deseja levar aos tribunais também os gestores do Banco Rural, instituição financeira já encrencada no mensalão do PT. Acusa-os de conceder "empréstimos fictícios" a empresas de Marcos Valério, para irrigar as arcas eleitorais da coligação de Eduardo Azeredo. Empréstimos liquidados com recursos desviados de empresas públicas mineiras e obtidos de empresas privadas com interesses junto ao governo do Estado. O procurador-geral encomendou também o detalhamento das investigações em relação a essas empresas privadas que injetaram verbas nas arcas tucanas de Minas. Nesse ponto, as investigações vão alcançar a Samos Participações Ltda., firma na qual Walfrido dos Mares Guia detém 99% do capital. Emprestou R$ 507.134, para pagar dívida de campanha reclamada pelo ex-tesoureiro de Eduardo Azeredo, Cláudio Mourão. O dinheiro foi obtido pela Samos por meio de empréstimo contraído em 26 de setembro de 2002 no Banco Rural. Operação avalizada pelo próprio Mares Guia e por Azeredo. O ex-coordenador político de Lula jamais reclamou a devolução do numerário. O dinheiro que foi entregue ao ex-tesoureiro, segundo o Ministério Público, como parte de uma “operação abafa.” Funcionou como uma espécie de cala boca, já que Mourão ameaçava “revelar as operações delituosas ocorridas em 1998”. Por último, o procurador-geral quer que continuem a ser esmiuçados os repasses monetários feitos ao ex-juiz eleitoral Rogério Lanza Tolentino e à mulher dele, Vera Maria Soares Tolentino. A dupla recebeu, entre agosto e outubro de 1998, cinco pagamentos da coordenação financeira da campanha de Azeredo. Somaram R$ 302.350. Vieram, de acordo com o Ministério Público, do bolo de R$ 3,5 milhões desviados de empresas públicas mineiras. Na época dos repasses, Rogério Tolentino era juiz eleitoral. Suspeita-se que, nessa condição, tenta votado a favor de Azeredo em processos que envolviam o candidato. O caso foi noticiado pela Folha em 30 de setembro de 2007. Ouvido na ocasião pelo repórter Frederico Vasconcelos, o ex-juiz disse que atuara como "advogado da agência SMPB, de Marcos Valério, entre 1988 e 2005." Daí os repasses, que seria meros pagamentos de honorários. Parte do dinheiro foi parar na conta da mulher, segundo ele, "por mera comodidade ou para evitar a cobrança de CPMF".
Escrito por Josias de Souza, Folha Online, 2311. Foto Folha.
IPEA & BANCO CENTRAL: NOVOS RUMOS?
SENADORES: "NAS ONDAS DO RÁDIO..."
A aproximação do julgamento do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que está licenciado da presidência do Senado e poderá ter o mandato cassado por acusação de usar laranjas na compra de duas rádios em Alagoas, reacende a discussão sobre a proibição a parlamentares de obter e manter concessões de emissoras de rádio e TV.
Andrea Vianna, BRASÍLIA. Estadão, 2311.
' QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA ?'
Primeira tarefa é cuidar do PTB, diz ministro José Múcio. O novo ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, afirmou que a primeira tarefa será reorganizar o apoio de seu partido, o PTB, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os senadores petebistas decidiram deixar o bloco de apoio ao governo em retaliação à liderança da petista Ideli Salvatti (SC). “Primeiro tem que cuidar da casa para, depois, sair para a rua. Conversei com alguns senadores do PTB, conversei com o presidente do PTB, Roberto Jefferson. E tenho um jantar, na terça-feira (27), com toda a bancada do PTB no Senado”, disse o novo ministro que tomou posse nesta sexta-feira (23). Múcio quer evitar uma revolta dentro do próprio partido que lhe custe votos considerados fundamentais para a aprovação da emenda que prorroga até 2011 a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A bancada do partido é composta por seis senadores.
Tiago Pariz Do G1, em Brasília.
Azeredo nega desvio de recursos na campanha. O senador Eduardo Azeredo (MG) afirmou ontem que o fato de ter sido alvo de denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, não é motivo para deixar o PSDB. "Não há motivo para isto, sempre honrei o PSDB e vou continuar praticando uma boa política", afirmou. Azeredo evitou transferir para os assessores da sua campanha à reeleição, em 1998, entre eles o ministro demissionário das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, a responsabilidade pelo mensalão mineiro, apesar de reconhecer que "a campanha é muito ampla". "Mas você tem de confiar nas pessoas e eu sempre confiei." O senador também divulgou nota negando ter havido desvio de recursos na sua campanha. Segundo ele, não existiu mensalão em Minas Gerais. "Servirá de oportunidade para que seja definitivamente comprovada minha correção", disse sobre o pedido de indiciamento do Ministério Público Federal. "E para que sejam encerrados a injustiça e o embuste político dos quais tenho sido vítima há mais de dois anos. Confio agora no trabalho isento do Supremo Tribunal Federal."
Rosa Costa, BRASÍLIA, Estadão.
Ministro diz que ''''acusação é injusta'''' e deixa coordenação política do governo. Minutos depois de ser denunciado pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, por envolvimento com o mensalão mineiro, o ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, pediu demissão. Sua saída fora acertada na noite anterior com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como antecipou o Estado.Em carta endereçada a Lula, Mares Guia diz que "a acusação é injusta e improcedente" e isso "vai ficar provado no curso do processo". Acrescenta que sai "para se defender" e "não causar embaraços à sua gestão".
Tânia Monteiro e Leonencio Nossa, BRASÍLIA, Estadão.
MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES INSTITUCIONAIS: AS MESMAS RELAÇÕES...

Na carta divulgada mais cedo em que pede seu afastamento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Mares Guia negou as denúncias de que teria participado do esquema que ficou conhecido como mensalão mineiro. Ele classifica as acusações imputadas pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, de injustas e improcedentes. “A acusação é injusta e improcedente. Isso ficará provado no curso do processo. Considero que neste momento é meu dever empenhar todos os meus esforços para me defender. Não quero, entretanto, que um assunto alheio ao seu governo cause qualquer embaraço à sua gestão e à importante agenda que vossa excelência tem para o país”, afirmou. O procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, ofereceu denúncia junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra Mares Guia e o ex-governador de Minas Gerais e atual senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).
Perda
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou nesta quinta-feira (22) que a saída do ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, é uma "perda" para o governo, que negocia neste momento a prorrogação da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF). A intenção do governo é que o tributo seja mantido até 2011. "A saída do Walfrido é uma perda para o governo, porque ele tem um papel de articulação política fundamental, que ele faz muito bem. É um companheiro solidário, mas nós continuaremos fazendo as negociações mesmo sem ele. Não acredito que vá haver prejuízo, porque acredito que vamos aprovar a prorrogação da CPMF", disse Mantega. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, por sua vez, afirmou que a provável saída do colega Walfrido Mares Guia (Relações Institucionais) do governo não prejudicará as articulações para a prorrogação da CPMF, que tramita no Senado. "Se se confirmar a saída do ministro, lamento por ser um grande quadro, um grande ministro. Mas é evidente que o governo continua, as metas estão traçadas com tranqüilidade, e sob a liderança do presidente Lula, com certeza, vamos vencer essa batalha", afirmou Temporão nesta quinta-feira (22).
"Não é problema meu", disse nesta quinta-feira (22) o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, sobre o provável afastamento do ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, após denúncia apresentada por ele mesmo no Supremo Tribunal Federal por crime de peculato. "Faço denúncias sobre fatos do passado. É dever meu. E as conseqüências estão na lei", acrescentou o procurador-geral da República. O procurador-geral da República disse ainda que o texto de sua denúncia, de 86 páginas, descreve minuciosamente o esquema ocorrido em Minas Gerais, em 1998. Segundo ele, o objetivo do esquema seria o desvio de recursos públicos. "O ministro é co-autor porque participou dos atos que engendraram este esquema", afirmou ele.
Tiago Pariz Alexandro Martello Do G1, em Brasília.2311. Foto Beto Barata/AE [José Múcio e Mares Guia durante entrevista coletiva ], Estadão.