A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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segunda-feira, outubro 19, 2009
RJ/PM: ''RÁ TÁ TÁ TÁ, TÁ TÁ ...''
METRALHADORA ANTIAÉREA TERIA DERRUBADO HELICÓPTERO DA PM
O PODERIO BÉLICO DO TRÁFICO |
O Globo - 19/10/2009 |
O helicóptero Phenix 3, modelo Esquilo AS-350 B2, do Grupamento Aéreo Marítimo (GAM) da PM, pode ter sido derrubado por um disparo de munição antiaérea. A hipótese foi admitida pelo secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, com a ressalva de que a identificação da arma depende do resultado das análises feitas pelos peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). A aeronave do GAM foi atingida no sábado, quando apoiava uma operação no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, onde facções rivais travavam uma batalha pelo controle dos pontos de venda de drogas. Durante o enterro dos dois soldados mortos na queda da aeronave, Beltrame disse que a polícia ainda está investigando o que teria atingido e derrubado o helicóptero do GAM: - Em tese, a arma usada pelos bandidos poderia seria um fuzil 7.62 ou armas de calibre .30 ou .50 - disse o secretário. De acordo com Beltrame, o uso de um lança-rojão pelos traficantes para derrubar o helicóptero é pouco provável, pois as consequências do emprego da arma teriam sido bem maiores. A hipótese de os bandidos terem usado uma metralhadora .30 para derrubar o helicóptero do GAM é reforçada pelo aumento das apreensões desse tipo de armamento. Conforme O GLOBO noticiou em agosto do ano passado, somente nos primeiros sete meses de 2008 nove metralhadoras .30 foram recolhidas com traficantes do Rio, informação revelada a partir de estatística da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), da Polícia Civil. Duas estavam com traficantes do Complexo do Alemão, em Ramos. A região é dominada pela mesma facção que invadiu o Morro dos Macacos, no fim de semana. Entre os modelos de metralhadora .30 (7,92 x 57mm) apreendidos figura a Lehky Kulomet ZB, fabricada na antiga República da Tchecoslováquia, com capacidade de tiro capaz de derrubar até um helicóptero. Armas de guerra de uso restrito a militares teriam sido desviadas de quartéis do exército boliviano. Uma bala disparada por essa arma pode atingir um alvo a 1.500 metros de distância. E com precisão maior do que os tiros de fuzis: uma metralhadora .30 pode disparar mais de 50 tiros automaticamente. Ontem, a Assinap (associação formada por policiais militares e bombeiros) anunciou uma recompensa de R$10 mil por informações que levem à captura dos traficantes que derrubaram o helicóptero da PM. O anúncio foi feito durante o enterro dos dois policiais mortos no helicóptero. Edney Canazaro de Oliveira e Marcos Stadler Macedo foram sepultados no Jardim da Saudade, Sulacap. Durante o velório, o presidente da Assinap, Miguel Cordeiro, aproveitou para protestar contra as condições em que trabalham os policiais. Ele distribuiu um manifesto pedindo melhores salários e equipamentos de proteção. Além dos dois PMs, até ontem, a guerra já tinha provocado a morte de outras 15 pessoas. ----------------- |
LULA & VALE [In:] CADA UM TEM A LUMA QUE MERECE...
Lula e Agnelli a um passo da paz
Lula e presidente da Vale a um passo da paz |
Autor(es): Sabrina Lorenzi |
Jornal do Brasil - 19/10/2009 |
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente da Vale, Roger Agnelli, se reaproximarão hoje, quando a empresa anunciará investimentos bilionários. O governo desistiu da pressão sobre o cargo do executivo, mas prepara mudanças para o setor de mineração. RIO - O presidente Lula e o presidente da Vale, Roger Agnelli, se reaproximarão hoje, quando a empresa anunciará investimentos bilionários, segundo fontes. Acaba a pressão sobre o cargo do executivo, mas as mudanças que o governo prepara para o setor de mineração continuam de pé, de acordo com técnicos do Planalto. Mais R$ 3 bilhões Reportagem de "O Estado de São Paulo" informa que a Vale vai anunciar investimentos de R$ 12 bilhões para 2010, um aumento de R$ 3 bilhões em relação ao último anúncio. A matéria cita ainda que Lula teria desistido de cobrar do Bradesco (acionista que controla a Vale) a saída de Agnelli do cargo. Também circula no mercado a informação de que a Vale vai construir novas siderúrgicas para agregar valor ao minério de ferro – um dos maiores pontos de insatisfação do governo. FMI Reportagem publicada ontem pelo Jornal do Brasil mostra que dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) respaldam a insatisfação do governo com relação às exportações de minério de ferro. Disponível no site do Ministério de Minas e Energia (MME), o estudo Perspectiva Mineral, da Secretaria de Geologia, conclui que o modelo tributário atual aplicado ao setor beneficia exportadores de matérias-primas e pune as siderúrgicas, que agregam valor como quer Lula. Procurados, Vale, Instituto Brasileiro das Empresas de Mineração e o Instituto Aço Brasil não se pronunciaram. Cautela Se por um lado o governo busca agregar valor e gerar mais empregos a partir das riquezas minerais, por outro corre risco de prejudicar a balança comercial com mudanças na Lei Kandir. A conclusão também consta do estudo do MME baseado em dados do FMI. Segundo a Reuters, as exportações líquidas da Vale responderam por 65,2% do superávit da balança comercial brasileira e uma taxação poderia ser prejudicial ao próprio governo. Ainda segundo a agência de notícias, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse desconhecer o assunto. – Não tenho informações sobre isso. Sei que houve essa conversa no Congresso. Já ouvi governadores falando isso, principalmente os produtores", disse o ministro ao ser perguntado se o governo estudava taxar as exportações. – Mas dentro do governo não estamos trabalhando com isso – concluiu Bernardo, sugerindo que procurassem a Fazenda. Procurado pela Reuters, o Ministério da Fazenda, disse que não comentariam o assunto. ----------- |
BRAS-ILHA: ''... VOU PEDIR UM CAFÉ''
Com sofá de R$ 10 mil na sala de visita
Eles gostam de luxo |
Autor(es): Lúcio Vaz |
Correio Braziliense - 19/10/2009 |
Móveis de marcas famosas são encontrados em gabinetes e salas de visita dos três Poderes. Um sofá pode custar mais de R$ 10 mil
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GOVERNO LULA: RESTITUIÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA ...
Ruth de Aquino

Bem que o presidente Lula e o ministro Guido Mantega tentaram, na surdina, sem anunciar nada, empurrar R$ 3 bilhões de restituição de Imposto de Renda para o próximo ano. Era “por necessidade, não por desejo”, disse o presidente. Ele recebeu a sua no primeiro lote, em junho. Em tempos já quentes de campanha pré-eleitoral, Lula percebeu que não tinha como justificar as duas caras de sua política fiscal. Para o funcionalismo, o caixa arreganhado. Para a classe média, trancado temporariamente.
Só o afobamento com a sucessão – para dizer o mínimo – pode explicar a quantidade de embrulhadas em que o governo vem se metendo. Vamos taxar a caderneta de poupança. Não vamos mais taxar porque o projeto “perdeu seu tempo político”, disse Lula. Vamos recriar a CPMF, com outro nome, CSS (Contribuição Social da Saúde). Não vamos mais criar a CSS porque é um desgaste absurdo e, a 0,1%, não resolve o problema da Saúde. Vamos adiar a restituição do IR, porque a arrecadação do governo caiu. Deixa esse bando de tolos acessar o site oficial, colocar seu CPF, digitar as letras do código e ver ali pela enésima vez o recadinho frustrante e misterioso: “Sua declaração está na base de dados da Receita Federal”.
Ninguém vai fazer uma revolução por causa disso. Afinal, pensaram Lula, Mantega & Cia., não é um confisco clássico sem prazo para terminar. Apenas adiamos para o ano seguinte. E com o dinheiro corrigido pela taxa de juro Selic. Por que os contribuintes médios, os tungados por excelência, se queixariam? Eles não são intransigentes como os banqueiros, empresários ou economistas. Ô, Mantega, prorroga aí o desconto de IPI para máquinas de lavar, geladeira, fogão e tanquinho, e a gente deixa o povo feliz no Natal, com as casas entupidas de eletrodomésticos da linha branca...
Mas a “mídia” estragou o plano sigiloso de botar dinheiro em caixa no fim do ano. Com a manobra do IR denunciada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada por Mantega, Lula chegou a apontar “falta de compreensão” da classe média. A gritaria foi tamanha que o governo recuou e prometeu pagar.
restituição de IR para 2010. Mas teve de recuar
Ninguém enxerga contenção nas despesas do Executivo. O dinheiro sai aos borbotões. De janeiro a agosto, o governo gastou R$ 97,9 bilhões com pessoal, 19,3% a mais que no ano passado. Anunciou-se a contratação de mais 26 mil servidores, sem contar os aumentos de salário. Para fechar essa conta, há sempre os contribuintes, a massa obediente que emprestou dinheiro ao governo no ano passado. Tenta e vê se cola. Devo, não nego, pago quando puder. Não colou. Se há crise, se há necessidade, aperte o cinto primeiro, presidente. Dê o exemplo. Quem sabe haverá mais compreensão na próxima vez?
“Enquanto o presidente Lula recebe sua restituição de Imposto de Renda no primeiro lote, minha mãe, com 77 anos, mais uma vez tem a sua retida por ‘possível inconsistência de despesas médicas’. Mesmo com todos os recibos e tendo declarado o CPF dos médicos e o CNPJ das clínicas a que recorreu para tratar de sua saúde, a Receita Federal não faz sua parte, confrontando as declarações dos contribuintes. E penaliza minha mãe, que leva quase três anos para receber sua restituição.”
Essa carta, assinada por Ricardo Brandão Ramires e publicada no jornal O Globo, é apenas um entre centenas de dramas idênticos. Os idosos são os mais atingidos.
Seria útil que as autoridades respeitassem o significado das palavras, corrompido pelas conveniências da hora. “Restituição”, no dicionário Aurélio, significa “devolução de coisa emprestada, ou que se possui indevidamente, àquele a quem por direito ela pertence”. Essa grana não pertence ao governo. Já foi usada desde o ano passado. Não me venham com taxa Selic. Devolvam os atrasados e também os tais “resíduos”.
A restituição é paga normalmente em sete lotes entre junho e dezembro. “Não temos nenhum interesse de reter”, disse Lula após a tempestade. Se não há interesse, por que não se paga o que é devido mais rapidamente? Que tal quatro a seis meses após o fim do ano fiscal? Isso dá voto.
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http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EMI98876-15230,00.html
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GOVERNO LULA: VALE DO RIO DOCE (''vale-voto'')
Brasil
O PT quer engolir a Vale
Nos bastidores do violento ataque contra a maior empresa privada brasileira existe a articulação para subordiná-la aos planos do partido para 2010
Ronaldo França e Felipe Patury
Fotos Chip East/Reuters, Dida Sampaio/AE, Fabio Motta/AE e divulgaão/CVRD ![]() |
A FERRO E FOGO Agnelli, Lula e Eike no centro da disputa pelo controle da mineradora: a companheirada não desiste da Vale |
Há duas maneiras de olhar para a Vale, a maior empresa privada do país. A primeira é com orgulho pelo colosso empresarial que se tornou, principalmente, depois da privatização, em 1997. Seus números são inquestionáveis. Ela mantém 60 000 pessoas empregadas e recolhe 3 bilhões de dólares em impostos. Em 2008, faturou 38,5 bilhões de dólares e foi responsável por metade do superávit primário do país. No primeiro trimestre deste ano, garantiu o superávit inteiro. Avaliada em 127 bilhões de dólares, a Vale perde em valor de mercado apenas para a anglo-australiana BHP Billiton e, sozinha, equivale quase à soma da terceira e da quarta colocadas no ranking das mineradoras. A outra forma de ver a Vale é pelo ângulo do oportunismo. A empresa tem a capacidade rara de agradar a governos – e ajudá-los a recolher votos – com sua força para construir ferrovias, estradas, portos e siderúrgicas. E é assim que a enxerga o governo do PT. Seu ponto de vista ficou mais claro nos últimos dois meses, quando se intensificaram as ações para desestabilizar a direção da empresa e enquadrá-la no ideário petista. Fizeram parte do arsenal uma torrente de críticas de integrantes do governo e a tentativa de uma mudança no controle, com estímulo ao empresário Eike Batista para que entrasse no quadro de acionistas com direito a voto.
Na superfície, as ações são movidas pelo descontentamento do presidente Lula em relação a três fatos ocorridos no último ano: a compra de doze navios da China, em detrimento de estaleiros nacionais; o atraso na construção de cinco usinas siderúrgicas no país, que acabaram virando promessa de campanha da candidata oficial, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff; e a demissão de 1 500 funcionários. Isso é o que se mostra na superfície. No fundo, o ataque tem o cheiro inconfundível do ranço estatizante e intervencionista do PT, que nunca se conformou com a privatização da Vale do Rio Doce, antigo nome da companhia. Aliás, com nenhuma privatização, como demonstraram as cenas de socos e pontapés em todos os leilões. Nos últimos tempos, essa parte fossilizada do pensamento petista ganhou fôlego e um banho de loja, inspirado no modelo chinês, de forte dirigismo estatal na economia. Assim como faz na Petrobras, que sozinha sustenta mais da metade do PAC, o governo pressiona a Vale para atender a seus interesses, sem levar em conta a missão da empresa, que é produzir riqueza a seus acionistas. Nisso a Vale é exemplar (veja o quadro). Até 1997, seu faturamento era de 4,9 bilhões de dólares. No ano passado, superou os 38 bilhões. A produção de minério triplicou. O Brasil não pode aspirar a um papel de liderança mundial sem empresas globais.
Fora essa "visão estratégica", que se integra bem com a imagem que o governo quer projetar interna e externamente, existem ambições menos proclamáveis. A mais forte delas é a utilidade eleitoral inestimável que o PT enxerga no fabuloso caixa da Vale. O presidente da empresa, Roger Agnelli, não menosprezou as delícias que essa situação traz junto aos centros de comando do Planalto. Desde o início do governo petista, Agnelli cultivou uma relação privilegiada com o Palácio do Planalto. O atual presidente da Vale deve seu acesso ao Planalto ao ex-ministro José Dirceu, que mantém antiga e amistosa relação com o Bradesco e com o presidente do conselho do banco, Lázaro Brandão. Ex-executivo do Bradesco, Agnelli foi introduzido por ele no gabinete de Lula. Esse canal começou a ser obstruído há um ano. Lula, que classificou o solavanco na economia de "marolinha", não engoliu a demissão de 1 500 funcionários para compensar os efeitos da crise mundial. O presidente temeu que a decisão da Vale fosse seguida por outras empresas. A relação com o governo azedou. O caldo entornou quando Agnelli respondeu às queixas com uma campanha publicitária, na tentativa de estancar as críticas e impedir um novo avanço do discurso da reestatização. Na semana passada, o executivo correu os gabinetes de Brasília para acalmar os ânimos. Com Lula, só falou por telefone. O presidente e Agnelli voltam a se encontrar em São Paulo na segunda-feira, quando a Vale anunciará seu plano de investimentos para 2010.
Lula e seus assessores já vinham cogitando forçar a substituição de Agnelli. Faltava um candidato. Há dois meses, depararam com Eike Batista, o homem mais rico do Brasil, o empreendedor ousado, trovador de um discurso nacionalista à feição do gosto petista. Eike trilhou um caminho parecido com o de Agnelli para se aproximar de Lula. No início do governo, recorreu ao senador Delcídio Amaral (PT-MS) para marcar audiências com o presidente e Dilma Rousseff, então ministra de Minas e Energia. A partir de 2007, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, ajudou-o na aproximação. O empresário financiou, com generosos 23 milhões de reais, a campanha para que o Rio sediasse a Olimpía-da de 2016. Há um mês, Cabral ajudou Batista a se reunir com Lula, em Nova York. Nesse encontro, o empresário expôs seu desejo de comprar a participação do Bradesco na Vale. Lula deu seu aval. A investida de Eike, que chegou a se reunir com Lázaro Brandão, não prosperou.
Fotos Ricardo Stuckert e Christina Bocayuva/Folha Imagem![]() |
FELIZMENTE, DERROTADOS Manifestação contra a privatização da Vale e o pontapé que virou símbolo da irracionalidade no leilão da Usiminas: ainda há quem tenha saudade desse tempo |
Foi quando o caso ganhou uma via alternativa. Eike compraria parte das ações dos fundos de pensão estatais. Juntas, a Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, a Funcef (Caixa Econômica Federal) e a Petros, dos funcionários da Petrobras, detêm 49% do controle. O Bradesco só tem 21%. A Previ terá de se desfazer de uma parte de suas ações, porque não pode ter investido, em uma única companhia, mais do que 10% de seu patrimônio, hoje na casa dos 130 bilhões de reais. Estaria aí a chance de Eike, que chegou a sugerir o nome de Sérgio Rosa, presidente da Previ, para comandar a Vale. Nada disso andou. Mexer no controle da companhia não é tão fácil. A escolha de um novo diretor-presidente inclui a contratação de um headhunter oficialmente investido da missão de indicar três nomes. Nenhum sócio controlador tem privilégio nessa indicação. Na semana passada, o empresário comunicou que desistiu momentaneamente de seus planos. Eike viu suas investidas comerciais para controlar a Vale ser usadas politicamente e se assustou. "Sou homem da iniciativa privada. Não participo de movimentos políticos. Não sou homem do Lula ou do PT, nem de qualquer partido. Ninguém me usa, como andou saindo nos jornais", disse Eike a VEJA. O desabafo é sincero. Eike é mesmo um extraordinário empresário privado, suas empresas estão listadas em bolsa e é com a avaliação positiva do mercado que elas se valorizam. Mas a meia-volta de Eike no caso Vale foi muito radical e muito rápida para ter sido motivada apenas pela súbita constatação de que estava havendo aproveitamento político de suas investidas. Suas empresas têm negócios em estados governados por outros partidos que não o PT e seus aliados. Foi de territórios tucanos que partiram, na semana passada, alertas pouco amigáveis ao bilionário.
A retomada da Vale pela burocracia petista continua um objetivo a ser perseguido. O governo chegou a pedir a cabeça do publicitário Nizan Guanaes, mentor da campanha que incomodou o Planalto. Nizan foi conversar com o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, a quem a Vale imputa a orquestração dos ataques mais odiosos. Dois diretores executivos da empresa, Carla Grasso e Fabio Barbosa, também entraram na alça de mira, por serem identificados com o governo tucano. Agnelli esteve a ponto de pedir ao conselho da companhia uma declaração pública de que a diretoria executiva cumpria diretrizes determinadas pelo próprio conselho. Desistiu, por enquanto. Não há sinais de que o governo tenha desistido de seus planos. É inegável a força do núcleo jurássico do PT, do qual fazem parte colaboradores muito próximos do presidente. É claro também que, quando essa turma olha para a Vale, enxerga possibilidades eleitorais que seu gigantesco programa de investimentos pode trazer. O discurso contra a privatização da joia da coroa da era estatal ainda seduz parte do eleitorado. O marketing petista sonha em reavivar esse sentimento em 2010, a despeito de suas falácias. Se conseguir, pode até levar vantagem nas eleições. Mas todos os brasileiros perdem.
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Com reportagem de Ronaldo Soares;
http://veja.abril.com.br/211009/pt-quer-engolir-vale-p-72.shtml
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"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
19 de outubro de 2009
O Globo
Manchete: Metralhadora antiaérea teria derrubado helicóptero da PM
Disparos de metralhadora antiaérea podem ter derrubado no sábado o helicóptero da PM do Rio, mas a Secretaria de Segurança diz que a confirmação depende de perícia. Só no ano passado, nove metralhadoras
.30 foram apreendidas em favelas. Para manter a superioridade na luta contra o tráfico, a Polícia Civil testou o uso de metralhadora acoplada a helicópteros, mas o Exército não autorizou. Ontem, a polícia fez operações em cinco favelas e matou dois homens. A ordem para a guerra teria partido de um presídio de segurança máxima no Paraná. (págs. 1 e 8 a 11)
Luto no AfroReggae
Sobrevivente de guerras do tráfico, o coordenador de projetos sociais do AfroReggae, Evandro João Silva, foi morto ontem num assalto no Centro. (págs. 1 e 15)
Foto legenda: Policiais utilizam cães em operação de varredura no Morro São João; no Jacarezinho, dois bandidos foram mortos
Foto legenda: Menino chora ao tocar na homenagem a Evandro
Atentado mata 6 da cúpula da Guarda do Irã
Lula irritado também com siderúrgicas
O rescaldo de Hélio Oiticica
Foto legenda: César Oticica mostra obra salva
Charge Chico: Super-heróis de nosso tempo
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Folha de S. Paulo
Manchete: SP aumenta gastos com servidores
De 2003 a 2008, as despesas com funcionários dos três Poderes no Estado de São Paulo subiram 19% acima da inflação e chegaram a R$ 43,1 bilhões, o equivalente aos gastos dos ministérios da Defesa e da Fazenda, informa Gustavo Patu.
No período, que corresponde aos governos de Geraldo Alckmin e José Serra, o Executivo paulista ganhou 33 mil servidores (5% mais). O PSDB, partido de Alckmin e Serra, é crítico da alta de pessoal nos dois períodos do presidente Lula. (págs. 1 e B1)
Estado tentará recuperar gasto indevido com luz
A Aneel (agência reguladora) e as distribuidoras não se pronunciaram. (págs. 1 e B8)
Três mortos por traficantes no Rio voltavam de festa à fantasia
A secretaria admitiu risco de novas tentativas de invadir favelas inimigas. Ontem, a polícia matou dois supostos traficantes. (págs. 1, Cl e C3)
Ruy Castro
Guerra de facções só acaba quando uma dizima as outras (págs. 1 e A2)
Para vencedora do Nobel, faltam pesquisadoras
Folhateen: Fraudes em vestibulares vão além de provas roubadas (págs. 1, 6 e 7)
Saúde: Perda de habilidade espacial precede mal de Alzheimer, diz estudo (págs. 1 e C9)
Mundo: Ataques terroristas no Irã matam 6 dirigentes da guarda de elite (págs. 1 e A10)
Editoriais
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O Estado de S. Paulo
Manchete: 5 milhões de processos julgados esperam baixa
O estabelecimento, pelo Conselho Nacional de Justiça, da meta de identificação e julgamento, ainda em 2009, de todos os processos ajuizados até 31 de dezembro de 2005, levou a uma descoberta impressionante: 5 milhões de processos estavam julgados em definitivo, porém continuavam alimentando a pecha de morosidade da Justiça pois não haviam recebido baixa. O processo que é julgado, mas não baixado, aparece nos levantamentos como se ainda estivesse pendente. Segundo o CNJ, o impacto disso no dia a dia dos cidadãos é real; alguém que tenha sido inocentado num processo, sem a baixa continuará como acusado. A ausência da baixa só não interfere no caso de quem tenha sido condenado, pois, nessa situação, a sentença começa a ser cumprida logo após o resultado do julgamento. O Conselho descobriu ainda outras 5,2 milhões de ações anteriores a 2006 que ainda aguardam julgamento. Somente 70% delas devem ser julgadas até o fim deste ano. (págs. 1 e A4)
Foto legenda: Rio: Caça aos bandidos que derrubaram helicóptero
pela PM nos confrontos iniciados no sábado. (págs. 1, C1 e C3)
Link: Quando os governos são os hackers
Incêndio no Rio: Peças de Oiticica podem ser salvas
Notas e Informações: Manobras para a gastança
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Jornal do Brasil
Manchete: PM dá troco, mas espera novo ataque
Depois dos confrontos que resultaram em um helicóptero abatido e 12 mortos no sábado, a Polícia Militar respondeu com operações na Zona Norte do Rio. Na favela do Jacarezinho, dois traficantes morreram durante ação do Bope, e outros quatro foram presos. A PM apreendeu cerca de 250 quilos de maconha. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou que novos confrontos pela venda de drogas podem se repetir. (págs. 1 e Tema do dia A2 e A3)
Foto legenda: Crítica - No enterro dos policiais Ednei Canavarro e Marcos Stader, mortos na queda do helicóptero da PM, parentes criticaram o governo
Frota nacional de veículos deve passar por inspeção
Lula e Agnelli a um passo da paz
Mais 500 mil no Bolsa Família
Coisas da política
Outras páginas
Editorial
Sociedade Aberta
Teólogo
O individualismo voltou a ganhar livre curso. (págs. 1 e A10)
Sociedade Aberta
Sociólogo
Os desejos ocultos por trás da CPI do MST. (págs. 1 e A9)
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Correio Braziliense
Manchete: Procuram-se jovens no serviço público
Eu, concurseiro: Como fazer bem a prova da Receita
Dinheiro público: Com sofá de R$ 10 mil na sala de visita
Violência: PM do Rio parte para o contra-ataque
Garanta a vaga
DF remodelado
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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