A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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sexta-feira, maio 15, 2009
XÔ! ESTRESSE [In:] ARREMEDO (Arre!)*

[Homenagem aos chargistas brasileiros].
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(*)
arre!
ar.re!
http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=arre!&CP=18095&typeToSearchRadio=exactly&pagRadio=10
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"PIRATAS DO CARIBE" et all.
Autor(es): Frei Betto |
Correio Braziliense - 15/05/2009 |
São estarrecedoras as notícias sobre piratas nas costas da Somália. Para mim, é quase como encontrar, hoje, dinossauros em plena Amazônia. Piratas eram, até agora, lendários personagens de minha infância. No carnaval, fantasiados ou não de piratas (lenço de seda vermelho na cabeça, tapa-olho preto e espada de pau), cantávamos alegres a famosa marchinha de 1947: “Eu sou o pirata da perna de pau / do olho de vidro / da cara de mau...” Os marujos foragidos da desumana marinha de suas majestades tornaram-se piratas e criaram, diante disso, uma “outra marinha possível”: aboliram a tortura, passaram a escolher seus comandantes por eleição, partilhavam entre si os butins. Enquanto eles assaltavam navios, a marinha europeia saqueava países — na Ásia, na África e na América Latina. A história de nosso continente que o diga. Segundo Rediker, os piratas, que acolhiam a bordo escravos africanos para libertá-los, implantaram “um dos planos mais igualitários para distribuição de recursos que havia em todo o mundo, no século 18”. A Somália entrou em colapso em 1991 e, desde então, seus 9 milhões de habitantes vivem em situação de miséria. O litoral do país é utilizado pelas nações metropolitanas como lixeira da sucata nuclear. Junto ao lixo atômico, outros tipos de dejetos têm sido jogados no mar da Somália, causando enfermidades na população, como erupções de pele, náuseas e bebês malformados. Após o tsunami de 2005, muitos apresentaram sintomas de radiação. Morreram cerca de 300 pessoas. E inúmeros navios europeus pilham a pesca do litoral da Somália. Por ano, carregam dali toneladas de atum, camarão e lagosta. Assim, os piratas somalianos — que se autonomeiam Guarda Costeira Voluntária da Somália — são pescadores afetados em seus direitos e em busca de alguma compensação frente ao saque e à contaminação de suas águas por nações europeias. Em entrevista ao jornal The Independent, Sugule Ali, um dos líderes dos piratas, declarou: “Não somos bandidos do mar. Bandidos do mar são os pesqueiros clandestinos que saqueiam o nosso peixe”. Johann Hari, colunista do jornal inglês, se pergunta: “Por que os europeus supõem que os somalis deveriam deixar-se morrer de fome passivamente pelas praias, afogados no lixo tóxico europeu, e assistirem passivamente aos pesqueiros europeus (entre outros) que pescam o peixe que, depois, os europeus comem elegantemente nos restaurantes de Londres, Paris ou Roma? A Europa nada fez, por muito tempo. Mas quando alguns pescadores reagiram e intrometeram-se no caminho pelo qual passam 20% do petróleo do mundo, imediatamente a Europa despachou para lá os seus navios de guerra”. No século 4 a.C., um pirata foi levado preso à presença de Alexandre, o Grande, que indagou se ele pretendia tornar-se senhor dos mares. O homem respondeu qual era a sua intenção: “O mesmo que você, fazendo-se de senhor das terras; mas, porque meu navio é pequeno, sou chamado de ladrão; e você, que comanda uma grande frota, é chamado de imperador”. E hoje, quem é o principal ladrão? |
BRASIL: ENTRE A INFORMALIDADE E A TRIBUTAÇÃO
Autor(es): Antônio Rocha |
Correio Braziliense - 15/05/2009 |
O Brasil vem suplantando as etapas para a redução da informalidade. Por meio de uma política coerente e, como desdobramento da Lei Complementar nº 128, de 19/12/2008, a chamada Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, os profissionais que vivem de pequenos trabalhos, como exemplo, artesãos, borracheiros, camelôs, doceiros, eletricistas e manicures, poderão se beneficiar da Previdência Social, das linhas de crédito ou até mesmo fixarem na parede da empresa o cartão CNPJ, documento que assegura a legalidade. |
ELEIÇÕES 2010 [In:] O CLAMOR DAS RUAS [?]
Panorama Político - Ilimar Franco |
O Globo - 15/05/2009 |
O apoio repentino à adoção do voto em lista, pela maioria do PMDB e do PSDB, tem relação direta com o desgaste do escândalo das passagens aéreas. Os deputados estão com medo das ruas e desesperados por encontrar um jeito de garantir suas reeleições. Hoje, o eleitor escolhe em que candidato votar. Na lista, são os partidos que decidem os que têm preferência para se eleger. A dupla moral dos cidadãos A cúpula do PSDB foi surpreendida ao receber resultado de pesquisa do Instituto Análise sobre o escândalo das passagens aéreas. Ocorre que 45% dos entrevistados assinalaram que, se fossem parlamentares, aceitariam passagens de graça para si, seus familiares e amigos. Outros 51% disseram que não aceitariam. Mas, quando perguntaram o que achavam do fato de os atuais deputados e senadores receberem passagens aéreas de graça para si, familiares e amigos, 75% disseram que eram contra. Apenas 22% foram favoráveis. Os dados foram apresentados à Executiva do PSDB pelo cientista político Alberto Almeida. “ Não faz sentido dez mil funcionários para 81 senadores. Essa reforma é coisa de fachada” — Sérgio Guerra, senador (PSDB-PE), sobre a proposta de redução de diretorias no Senado apresentada pela FGV. SOBREVIVÊNCIA. O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) vai ser o candidato da oposição em Pernambuco. Com apenas dez prefeitos eleitos, o PMDB local vai desaparecer se Jarbas não disputar a eleição. Seu mandato também pode ficar ameaçado, pois em 2014 o governador Eduardo Campos (PSB) pode ser seu adversário no Senado. Além de seus aliados locais, quem precisa de sua candidatura é a chapa da oposição para a Presidência. (...) |
EDMAR MOREIRA/SÉRGIO MORAES: UM TIRO NA BOTINA [?]
Autor(es): Ricardo Brandt |
O Estado de S. Paulo - 15/05/2009 |
Um dia depois de perder a relatoria do processo de cassação do deputado Edmar Moreira (sem partido-MG), dono de um castelo em Minas, o gaúcho Sérgio Moraes (PTB-RS) voltou para sua base eleitoral, a pequena Santa Cruz do Sul. Foi buscar acolhida entre os que não se escandalizaram com a afirmação de que ele se lixava para a opinião pública. No escritório político, acompanhado pelo advogado e por uma filha, Moraes recebeu jornalistas e soltou o verbo. "Agora eu posso falar." Segundo ele, sua destituição é resultado de uma articulação do deputado ACM Neto (DEM-BA), que teria interesse na punição de Edmar Moreira e estaria agindo de forma autoritária. "A botina do ACM Neto bate dentro do Congresso", criticou. A seguir, trechos da entrevista: O sr. acredita que conseguirá voltar a ser relator? Fui bater à porta de onde se faça Justiça. Não existe nenhum dispositivo legal, nem no regimento interno da Casa nem no regimento do Conselho de Ética, que nem sequer possa dar uma sugestão de me tirar. O sr. pediu anulação do ato à Mesa. O que esperar da Câmara? O (Michel) Temer vai ter de se pronunciar. Se a decisão dele não for boa, vou recorrer ao plenário. Qualquer decisão tomada durante a ordem do dia tem de ser anulada. É a primeira vez que a ditadura se impõe de uma forma violenta. A botina pisou dentro da Casa. Primeiro quando eles anunciaram que eu estava proibido de me manifestar. Tudo o que eu disse foi que o castelo não estava em discussão. E não está mesmo, não existe nenhuma representação quanto ao castelo. Ele nem aparece, a única coisa é que, no Imposto de Renda desde 93, o castelo desaparece do dele e passa no nome dos filhos. Ao dizer isso foi entendido que eu estaria protegendo, criando uma autodefesa. A única representação que tem é contra verba indenizatória, só. Ali se instalou o caos. Disseram que eu ia arquivar, mas eu tinha convocado oito testemunhas, como eu iria arquivar? Mas o que aconteceu? Agora que não sou mais o relator, eu posso falar. Vamos fazer uma análise. O Edmar Moreira foi contra o partido dele, concorreu por fora (à primeira-vice-presidência) e se elegeu com 288 votos, se eu não me engano. Dias depois, a imprensa detona ele por causa do castelo. Não tinha nada que ver, plantaram uma notícia de que o castelo teria sido dinheiro desviado pela Câmara. A opinião pública do Brasil inteiro acha que ele roubou da Câmara para fazer o castelo. O povo pensa isso, mas não é verdade. Se ele roubou, não foi da Câmara. Num passo seguinte, na pressão, um homem de 70 anos renuncia. Teve uma votação, quem entrou? ACM Neto. Que entra e pega a chave das contas de todo mundo. Aí ele foi lá e pegou só o Edmar Moreira e atirou para a imprensa. Logo se instalou a confusão por causa da verba indenizatória. Aí ele (ACM Neto) monta uma comissão, com três, e leva o Edmar para o Conselho de Ética. Lá, surge meu nome como relator, que eu não pedi para ser. O sr. quer dizer que foi vítima de uma manobra? Como posso me conformar com o fato de que tenham me tirado sem perguntar? Quando viram as minhas declarações de que o castelo não estava em julgamento, o que fizeram: "Ó, esse cara pode ajudar o Edmar, temos de tirar esse cara. Como a gente faz? Já sei!" O presidente do conselho, que foi presidente da companhia de telefonia lá na Bahia, na época dos ACMs no governo, o José Carlos Araújo, era como um secretário dele lá, ou seja devia muitas obrigações. Tanto que, no dia da posse do Araújo, o ACM Neto sentou lá e os dois se derramaram em elogios. Eu até saí da sessão, quase que me deu vontade de apagar as luzes, porque eu pensei que aquele negócio ia acabar em beijos. O sr. acha que Araújo tomou a decisão de afastá-lo induzido por ACM Neto? Não, eu não acho. Eu tenho a absoluta certeza disso. Tanto é que o DEM pediu e ele obedeceu. E eu temo que o próximo alvo do ACM seja eu. |
ROMERO JUCÁ e NELSON JOBIM: FORA DE "TOM"
Valor Econômico - 15/05/2009 |
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, provocou a ira do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que é do mesmo partido, porque acertou. Jobim acatou as sugestões do presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), brigadeiro Cleonilson Nicário, de profissionalização do órgão que gere os aeroportos brasileiros, demitiu dezenas de apadrinhados políticos que lá se abrigavam e promete fazer o mesmo na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e no Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Na leva da Infraero, perderam o emprego o irmão e a cunhada do líder. A reação de Jucá às demissões foi quase um manifesto em defesa do direito dos partidos à indicação política - e ao nepotismo. O líder do governo, que até então atuava com relativa discrição, apresentou uma emenda constitucional no Senado propondo que ministros da Defesa sejam apenas militares - Jobim é civil e ocupa o ministério na cota do partido de Jucá no governo. "Vamos despolitizar o Ministério da Defesa também", desafiou. Seguiu-se ao episódio uma profusão de discursos e declarações. Jucá lamentou que o irmão tenha sido colocado no olho da rua, provedor que é de uma filha de quatro meses, e relatou a saia-justa familiar em que se encontra: "Minha mãe me liga todo dia". Em discurso no plenário, apelou para a solidariedade corporativa de seus pares: "Nós, políticos, não podemos entender que [pertencer a] a classe política seja motivo para a demissão de alguém". Junto ao governo que ambos, ele e Jobim, apoiam, foi reclamar dos maus modos do ministro da Defesa: "Registrei dentro do governo a falta de cortesia, a falta de educação, a falta de civilidade que se fez ao demitir, não o meu irmão, mas qualquer pessoa que trabalhava na Infraero, da forma como fizeram". Parte de uma bancada acostumada a chantagear governos com retaliações dentro do Parlamento, Jucá agora se volta contra uma das maiores estrelas de seu próprio partido. "Se depender de mim, o ministro da Defesa fica. Aliás, ele fica até eu aprovar a minha proposta de emenda constitucional, que define que o ministro da Defesa tem que ser um militar da ativa ou da reserva, para entender de Defesa", ameaçou o líder. "O senador tem todo o direito de apresentar as PECs [propostas de emendas constitucionais] que quiser. A questão não é apresentar uma PEC, é conseguir aprová-la", respondeu Jobim. O ministro da Defesa é uma figura polêmica, mas nesse episódio não é preciso muito para certificar-se de quem está com a razão. Jobim assumiu o Ministério da Defesa em 2007, no meio de uma crise aérea, com a tarefa de reestruturar o setor. Encarregou o presidente da Infraero de formular uma proposta de reforma da empresa - e qualquer projeto de profissionalização de um órgão que é vital para garantir a eficiência do setor aéreo passaria, obrigatoriamente, pela demissão de funcionários alheios ao seu quadro técnico. Foi o que aconteceu. Nicário propôs um novo formato de Infraero, mais enxuto e mais técnico - e Jobim deu todo apoio a ele. O ministro obteve o aval do Planalto ao projeto e demitiu os apadrinhados do PMDB e de outros partidos. Ponto para ele. Jobim, que trafega entre fortes resistências dos militares ao comando de um civil, nesse particular conta com o apoio invertido. Anunciou numa reunião, no Clube Militar, sua decisão de demitir protegidos políticos de um órgão técnico - e certamente deve ter obtido a aprovação dos militares. Todavia, amargou a oposição de seu próprio partido. Se tivesse ficado apenas no usufruto do direito de espernear, Jucá teria simplesmente desempenhado um papel feio, mas isso acabaria caindo no esquecimento. Todavia, por uma questão pessoal, acabou assumindo a autoria de um projeto que é uma marcha-a-ré numa conquista dos governos civis pós-redemocratização. O Ministério da Defesa, instituído no governo Fernando Henrique Cardoso como uma forma de submeter o poder militar ao civil, foi o coroamento de um processo de desmilitarização do poder político. Convenha-se que os empregos do irmão e da cunhada do líder do governo - aliás, nem o próprio Romero Jucá - não valem tudo isso. |
FUSÕES E AQUISIÇÕES: "CADE" e a ''ESTRUTURA-CONDUTA-DESEMPENHO" de MERCADOS
FUSÃO DE SADIA E PERDIGÃO DESAFIA O CADE |
Autor(es): Juliano Basile, Alda do Amaral Rocha e Graziella Valenti |
Valor Econômico - 15/05/2009 |
Caso seja confirmada, a fusão entre Sadia e Perdigão deverá ser suspensa pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da Justiça. O negócio já é visto como um dos maiores desafios ao órgão antitruste tanto pelo tamanho da nova empresa quanto por envolver diversos mercados no setor de alimentos, o que aumenta bastante a complexidade da análise. Nos últimos anos, o Cade tem determinado a suspensão de fusões e de aquisições com características semelhantes a essa. O objetivo é evitar o fato consumado: preservar as estruturas das empresas em separado para que, caso o Cade conclua que deva vetar o negócio no futuro, essa decisão possa ser tomada. Isso ocorreu com a compra da Garoto pela Nestlé, com a aquisição da Varig pela Gol e com uma parte pequena da compra da Brasil Telecom pela Oi (o segmento de provedores à internet das duas companhias permanece separado em virtude de determinação do Cade). A expectativa inicial é que a suspensão do negócio Sadia-Perdigão não se dê de maneira traumática, ou como imposição do órgão antitruste às empresas. Assim que o negócio for confirmado, os conselheiros do Cade deverão convocar representantes de ambas para negociar os termos de um acordo, indicando ponto a ponto quais ativos não poderão ser unificados. Será uma negociação entre as autoridades e as companhias. A tendência é que, neste acordo - chamado tecnicamente de Acordo de Preservação da Reversibilidade da Operação (Apro) -, as marcas das empresas e parte das estruturas de produção e de distribuição de produtos sejam mantidas separadas. O órgão antitruste também deverá pedir que as empresas não façam demissões. Caso as empresas se neguem a negociar, o Cade deverá impor a separação por meio de medida cautelar. Mas essa é uma determinação que ambas as partes querem evitar. A imposição é ruim para o Cade, pois as companhias podem recorrer à Justiça para derrubá-la. É ruim também para as empresas, já que caberá ao órgão antitruste dar a palavra final sobre o negócio. "A tendência é buscar um acordo com a empresa, e não a adoção de cautelar que é medida unilateral", afirmou Luiz Carlos Delorme Prado, que participou da negociação de vários Apros nos quatro anos em que foi conselheiro do Cade e atualmente é professor do Instituto de Economia da UFRJ. Prado acredita que essa fusão será muito discutida pelos atuais conselheiros. "Toda vez que chega ao Cade um caso de grandes empresas que chegam ao consumidor final, o Cade analisa com muito cuidado", afirmou. Segundo ele, a fusão atinge duas gigantes num "setor sensível" e num momento de crise financeira, o que também deverá ser considerado. Cleveland Prates Teixeira, que foi conselheiro no caso Nestlé-Garoto, afirmou que a fusão Sadia-Perdigão tem questões complexas como a presença de importações, o fato de as duas companhias possuírem marcas fortes, a possibilidade de as grandes redes do varejo reagirem a eventuais aumentos de preços e até de concorrentes aumentarem a oferta de produtos. "Não é um caso trivial. Será uma análise muito complexa", disse Teixeira, sócio-diretor da Microanalyses Consultoria Econômica. Cleveland enfatizou que todas as fusões correm o risco de se tornar um fato consumado, pois o Cade é obrigado por lei a analisá-las depois do fechamento. "Esse risco vai continuar existindo, enquanto o projeto de lei que regulamenta a análise prévia pela Cade tramitar lentamente no Congresso. Esse não é um problema deste caso específico, mas da legislação atual." Em 2008, o Cade aprovou a compra da Eleva pela Perdigão. Na ocasião, os conselheiros falaram que a concorrência com a Sadia garantia a competição no setor, apesar de elevadas concentrações em alguns mercado, como no de carnes industrializadas. No caso da Sadia-Perdigão, o órgão antitruste terá de analisar todos os negócios das companhias, da venda de carnes e frangos à de produtos específicos, como pizzas congeladas. |
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
15 de maio de 2009
O Globo
Manchete: Lista de chefe da milícia mostra propina para PMs
Foto legenda: A apresentação do ex-PM e chefe de milícia Ricardo da Cruz Teixeira, o Batman: sorriso de Coringa
Foto legenda: O secretário Beltrame ao apresentar Batman: ação coroada de êxito
Congresso resiste à nova poupança
O Congresso deu sinais ontem de que dificilmente aprovará a tributação sobre as cadernetas de poupança, considerada fundamental pelo governo para que as taxas de juros continuem caindo. Diante da resistência, o Planalto já estuda a possibilidade de prorrogar a redução de impostos sobre os fundos de investimentos - prevista para acontecer em breve - por meio de medida provisória. Mas esta seria uma solução paliativa, caso não consiga fechar um acordo com a oposição. Até o PMDB, da base aliada, demonstra que vai criar dificuldades para aprovar a nova taxação da poupança para 2010. Para alguns integrantes do governo, a previsão é que a batalha para mudar a poupança será tão difícil quanto a da CPMF. (págs. 1, 21 e 22 e editorial "Meia-sola")
CPI da Petrobras acirra ânimos
O pedido de CPI da Petrobras levou o Congresso ontem a cenas de vale-tudo. Depois que os líderes fecharam acordo para evitar a instalação da comissão, os senadores tucanos Arthur Virgílio e Tasso Jereissati tomaram a Mesa para tentar reabrir a sessão. Nenhum dos dois poderia fazer isso, pois não pertencem à Mesa Diretora. (págs. 1 e 23)
Mais 1.445 cargos para a Justiça
Com votações simbólicas e sessões esvaziadas, a Câmara criou 1.445 cargos na Justiça do Trabalho nos estados e no Ministério Público. Os projetos vão para o Senado. Se forem aprovadas, as medidas geram impacto anual de pelo menos R$ 129,3 milhões. O presidente da Câmara, Michel Temer, justificou: “Os tribunais estão aflitos." (págs. 1 e 3)
Enquanto isso, na Inglaterra...
Para acalmar a opinião pública, abalada com o escândalo de gastos no Parlamento, o premier britânico, Gordon Brown, suspendeu um colega da bancada trabalhista, acusado de pedir reembolso para a hipoteca de sua casa. (págs. 1 e 26)
PAC tem 84 obras que ainda nem começaram
MEC quer Enem obrigatório para a rede estadual
A 'revolução cultural' de Chávez
Racismo em Moscou deixa Zico revoltado
Ciência avança para explicar origem da vida
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Folha de S. Paulo
Manchete: Crescimento pode ser zero neste ano, admite governo
O governo admitiu ontem, pela primeira, vez que a economia brasileira pode ter crescimento nulo em 2009. "Acredito que fechamos o ano em tomo de 0 a 2% positivos", afirmou o ministro Guido Mantega (Fazenda). Para ele, porém, o país já saiu "do fundo do poço" e está melhor que seus pares.
A declaração contrasta tanto com o discurso de crescimento de integrantes do governo como com a expectativa oficial de avanço de 2% do PIB, apesar de a maioria dos analistas de mercado e organismos internacionais como o FMI e a Cepal preverem retração da economia do país neste ano.
Mantega disse ainda que não há pressa para reduzir o Imposto de Renda sobre fundos de investimentos e demais aplicações atreladas aos juros básicos. Apesar dessa avaliação, a percepção é que carteiras com taxas administrativas acima de 2% já têm sua rentabilidade afetada pela Selic menor.
O governo propusera taxar a poupança para evitar a evasão dos fundos, embora não tenha detectado fuga de recursos, apurou a Folha.
Fusão da Sadia com a Perdigão dará origem à Brasil Foods
A fusão dará origem à maior exportadora de produtos de carne processada do mundo. A empresa será também a terceira maior exportadora do Brasil, atrás apenas de Petrobras e Vale.
Os rumores sobre a união fizeram o valor de mercado das duas empresas subir até 13% neste mês. (págs. 1e B3)
Enem deve ser obrigatório para obtenção de diploma
Falta definir o meio para impor a obrigatoriedade já em 2010 e se caberá opção aos Estados. Os conselhos estaduais de educação decidirão sobre a exigência nas escolas particulares. (págs. 1 e C8)
Vinicius Torres Freire: Oposicionista faz picuinha com a poupança, mas se lixa para o público
Reclamam que o governo não "mexeu com os bancos". Ótimo: têm a chance de uma CPI das taxas bancárias. Esses partidos financiados pela banca (assim como os do governo) investigarão algo? Essa gente "se lixa". (págs. 1 e B4)
Corrupção policial faz crime crescer, afirma secretário
Dinheiro: Petrobras deixou fora de balanço alteração fiscal de R$ 1,4 bilhão (págs. 1 e B4)
Editoriais
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Governo adia mudança no IR dos fundos de investimento
A redução do Imposto de Renda sobre aplicações financeiras, por medida provisória, pode virar trunfo nas mãos da oposição para reprovar o projeto de lei que mudaria as regras de tributação da poupança. Ao externar esse temor oficial, governistas lembram que, se a taxação da poupança para a classe média não for modificada, a equipe econômica será obrigada a prorrogar a redução da tributação dos fundos e demais aplicações além do prazo previsto (31 de dezembro). A prorrogação agradaria à classe média, aos maiores investidores e aos bancos, mas geraria perda de receita. A Fazenda, preocupada com o xadrez que pode se estabelecer no Congresso, acha melhor adiar um pouco a decisão sobre o tema, pois os fundos de renda fixa atrelados à Selic ainda permanecem mais rentáveis que a poupança. (págs. 1 e B1)
Lucro do BB cai 29,1%
O Banco do Brasil teve lucro líquido de R$ 1,665 bilhão no primeiro trimestre, resultado que indica queda de 29,1% em relação a igual período de 2008. Para os próximos trimestres, há expectativa de lucro menor e inadimplência maior. (págs. 1 e B3)
Processados juízes que apoiaram De Sanctis
Foto legenda: Maranhão: Enchente permanente
Análise: Moeda chinesa aparece como desafio ao dólar
Professor e consultor de economia
Sarney está com a renúncia na cabeça
Dora Kramer
Enem será obrigatório para aluno do ensino público
Especialistas estudam PIB que considere o ambiente
Foto legenda: Lixo eletrônico - Projeto da USP recicla componentes de computadores velhos. (págs. 1 e H2)
Governo quer livro didático com temática homossexual
Argentina: Cristina dá reajuste ao funcionalismo
Notas & Informações: O remendo na poupança
Jornal do Brasil
Manchete: Informais e ilegais lucram com a crise
Foto legenda: É preciso seguir em frente...
Combate à gripe até, na internet
Sai o plano nacional da cidadania gay
Feirão de imóveis fica longe da crise
Sociedade Aberta
Economista da FGV
País precisa de reformas para frear economia subterrânea. (págs. 1 e A3)
Sociedade Aberta
Economistas avaliam poupança. (págs. 1 e A20)
Sociedade Aberta
Teóloga e professora da PUC-RJ
A histórica ida do papa ao Oriente Médio. (págs. 1 e A23)
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Correio Braziliense
Manchete: Estrangeiros dominam tráfico no aeroporto JK
MP pede prisão do coronel
Educação: Todo mundo vai ter que fazer o Enem
Assassino da inglesa: 21 anos de cadeia para Mohammed
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Valor Econômico
Manchete: Cade avaliará a fusão de Sadia e Perdigão
Nos últimos anos, o Cade tem determinado a suspensão de fusões e aquisições com características semelhantes. O objetivo é evitar o fato consumado, preservando as estruturas das empresas em separado para que, caso conclua que deva vetar o negócio, a decisão possa ser implementada. Isso ocorreu com a compra da Garoto pela Nestlé, com a aquisição da Varig pela Gol e com o segmento de provedores de internet na compra da Brasil Telecom pela Oi. (págs. 1, A4 e A5)
Lula vê disputa 'técnica' com a Petrobras
Na cúpula do governo, avalia-se que a exploração política do caso, pela oposição, pretende dificultar as discussões do projeto para exploração de petróleo na camada pré-sal, a ser enviado ao Congresso até o fim do mês. A avaliação de que esse debate seria contaminado por uma CPI levou o governo a se empenhar ontem para adiar a leitura do requerimento que permitiria sua instalação. (págs. 1 e A11)
Inadimplência começa a cair
A partir de abril, os bancos notaram maior demanda por crédito e redução da inadimplência. O índice de demanda de crédito apurado pela Serasa Experian subiu 10,8% em comparação a março. Entre as empresas, o movimento é semelhante: a demanda aumentou 5,2% em abril sobre março. "A direção mudou. Estávamos descendo a ladeira. Agora começamos a subir", diz Luiz Rabi, gerente de indicadores da Serasa Experian. (págs. 1, C1 e C2)
Balanços acendem a luz amarela
Foto legenda: Devagar e longe
Geração 'homo zappiens' se prepara para reinar
Agora queimar lixo é melhor que enterrar
Sócios do Pactual ainda sem acordo
Fundo garantidor pode impulsionar créditos de até RS 50 bilhões (págs. 1 e C3)
Ecorodovias Investe em logística com terminais de carga ao longo de suas estradas, diz Seras (págs. 1 e B7)
Pacote habitacional
Emprego Industrial
Vendas em alta
Barreiras argentinas
Aposta nos defensivos
Queda nas embalagens
Mudança na caderneta
Destaque aos prefixados
Ideias
Ideias
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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