A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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quinta-feira, dezembro 01, 2011
XÔ! ESTRESSE [In:] BALAIO DE GATOS (Eu sou um negro gato de arrepiar...) *

PRÊMIO FCW/PAULO VANZOLINI [in:] ''VOLTA POR CIMA..."
Paulo Vanzolini é um dos vencedores da nona edição do Prêmio FCW
SÃO PAULO – Jorge Kalil (Ciência), Miguel Srougi (Medicina) e Paulo Vanzolini (Cultura) são os vencedores da nona edição do Prêmio FCW Ciência, Cultura e Medicina. Cada um receberá um prêmio de R$ 300 mil, e a cerimônia de entrega vai acontecer no dia 25 de junho de 2012 na Sala São Paulo.
O júri, composto por membros de dez instituições parceiras da premiação, como a Academia Brasileira de Letras (ABL) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), escolheu os vencedores nos últimos dias 24 e 25.
Jorge Kalil é diretor do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP e diretor do Instituto Butantan. Miguel Srougi é professor titular de Urologia da Faculdade de Medicina da USP. Especialista em câncer de próstata, Srougi foi chamado neste ano para uma reunião sobre a doença do presidente venezuelano Hugo Chávez, com diplomatas do país. Já Paulo Emilio Vanzolini, 87, é zoólogo e compositor de sucessos como “Ronda” e “Volta por Cima”.
A Fundação Conrado Wessel foi criada em 1994 na ocasião da morte do fotógrafo Ubaldo Augusto. Em seu testamento, Augusto pedia a criação de uma fundação voltada para a filantropia, fomento e apoio às atividades artísticas e científicas do Brasil.
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ECONOMIA/TEORIA ECONÔMICA [In:] O RETORNO (TRIUNFANTE) DE SCHUMPETER !
O ano do dragão
O ano de 2012 corresponde ao 4710 no calendário chinês e está associado à sua única criatura mítica, o dragão, considerado o rei dos animais e símbolo da sabedoria, força, saúde e da harmonia - é colocado em cima de portas para espantar demônios e atrair sorte. Algo oportuno para os períodos de transformações. Na China Antiga, dragões eram também usados como guardiões dos tesouros.
O ano que vem será de mudanças, menos pelos protestos em centenas de cidades no mundo, como o "ocupe Wall Street", a "Primavera Árabe" e as passeatas aqui, e mais pelo quadro econômico e político que exige adaptações. Quem não se adequar à nova realidade afundará. 2012 começará desalentador, com volatilidade, estresses e ritmo lento, mas ao longo do ano observar-se-á uma melhoria com uma retomada mais consistente da economia mundial.
A economia brasileira vai começar o período andando de lado, com o crescimento voltando no segundo trimestre
Coincidência ou não, o setor que mais exige ajustes e será o centro das atenções é o de guardiões do tesouro moderno: o financeiro. Antes da crise, os bancos eram considerados os propulsores da economia mundial; atualmente, são seu maior entrave. Há cinco desafios a serem superados: equacionar as dívidas soberanas, rolar os financiamentos do setor privado, começar a receber as dívidas contraídas, manterem-se solventes e, o mais importante, voltar a emprestar. Exigirá um esforço especial dos banqueiros e seus reguladores.
Na última década, na maioria dos países, com exceção da China, a política econômica esteve orientada pela demanda - com crédito bancário abundante e déficits fiscais generosos. Em 2012 tem que haver uma mudança de protótipo e a economia passará a ser conduzida pela oferta, com foco em mais eficiência e inovação. Keynes sai de cena e entra Schumpeter como ator principal. A capacidade de reinventar-se é que vai determinar o sucesso, ou fracasso, de cada país. Os casos mais dramáticos são os europeus e a Argentina.
No velho continente, o impasse entre os alemães que querem das nações mais endividadas um compromisso maior com o euro é complexo e tem dimensões econômicas, políticas, soberanas e culturais. Mas os problemas se resolvem, de uma forma - adequando-se que é o mais provável, ou de outra. É fato, a demora em superar a crise impõe um custo elevado, mas a união monetária sairá mais fortalecida e mais bem estruturada, com ou sem os gregos. Fazer com que políticos, economistas, banqueiros e eleitores cheguem a um único consenso é um trabalho hercúleo e demanda tempo, suor e imaginação.
A Argentina necessita reinventar-se urgentemente; seu "modelo" está esgotado. Lá se observa uma inflação crescente, investimento baixo, fuga de capitais e a capacidade fiscal do governo reduzida. Com bastante racionalidade econômica, alguma sorte e um pouco de financiamento externo ainda é possível fazer ajustes e evitar maiores problemas. Alguns passos foram dados. Um novo paradigma pode fazer o país hermano acontecer, caso contrário, a culpa cairá sobre a crise externa.
Os Estados Unidos já apresentam sinais indicando que o pior já passou. Os remédios aplicados estão começando a fazer efeito; números recentes de emprego, crédito, vendas e produção estão fracos mas positivos e apontando para uma recuperação. Observar-se-ão alguns estresses, mas é um quadro que dificulta a vida dos republicanos e melhora as chances de reeleição de Barack Obama.
A China continua como locomotiva do planeta e prepara-se para ser a maior economia do mundo em dois anos, mais precisamente em 2014, o ano do cavalo. Há décadas cresce com políticas de oferta, o aumento da demanda em outros países com crédito e gastos fiscais ajudou-a a expandir sua indústria e a acumular reservas. Atualmente, aparenta ter controlado as pressões inflacionárias e deve manter o ritmo de expansão no ano vindouro. Sua influência global deve aumentar e o yuan já começa ter um papel nas finanças internacionais, mais por conta da má gestão do euro e do dólar do que por méritos próprios.
O ritmo de atividade mundial começa mais devagar por conta da ressaca da crise e aos poucos aumenta, com um segundo semestre melhor que o primeiro. O cenário internacional anêmico não é totalmente desfavorável ao Brasil. No canal comercial, a demanda de commodities deve sustentar-se e o preço das suas importações deve arrefecer, as projeções mostram saldos comerciais melhores com a crise externa. No lado financeiro, as perspectivas de investimento externo são altas, e uma parte dos fluxos que entram estão canalizados para investimentos produtivos, contribuindo de forma favorável para o crescimento nacional.
A economia brasileira deve andar de lado no começo do ano, mais em razão do ciclo dos estoques do que por conta da crise. Com ou sem estímulos da demanda agregada, a retomada do crescimento acontece a partir do segundo trimestre. A oportunidade para o Brasil crescer a taxas mais altas estará presente com a janela demográfica, a demanda externa, o fluxo de investimentos estrangeiros e o pré-sal, que pode tornar o país o quinto maior produtor de petróleo do mundo em alguns anos.
Este é um exemplo emblemático, que mostra as duas opções de desenvolvimento para o Brasil com a descoberta de jazidas: o venezuelano e o norueguês. No vizinho, são privilegiadas as políticas para usufruir ao máximo as receitas do petróleo; no país do norte, a tônica são ações que sustentem o crescimento, investindo os recursos. Aqui há um amplo debate sobre a distribuição dos royalties, já seu uso é tratado como uma questão menor. Obviamente, a qualidade da condução política brasileira é melhor do que a do país ao lado, mas há espaço para aprimoramentos. O Brasil tem as condições para fazer acontecer. A questão é ajustar o modelo e evitar os erros que outros cometeram e não repetir a história nacional (leia-se ciclos da borracha, do ouro etc.).
No ano do dragão haverá mais crises políticas no Oriente Médio, em Cuba e na Venezuela, mas também uma consolidação do euro e Londres 2012. Haverá mais aquecimento global e Rio +20 para evitar que piore; observar-se-ão mais inovações e o começo de um novo ciclo de expansão. A economia mundial terá quatro pelotões com velocidades diferentes: os países na fase mais crítica de ajuste, como a Grécia, com números negativos; os desenvolvidos, como EUA e Japão, a taxas baixas; a América Latina num patamar mais elevado e a China e a Índia no pelotão de elite. A questão é fazer o Brasil subir ao pódio, sobram desejos. Feliz 2012 a todos!
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Roberto Luis Troster, consultor e doutor em economia pela USP, foi economista chefe da Febraban e da ABBC e professor da USP, Mackenzie e PUC-SP. E-mail: robertotroster@uol.com.br
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DESENVOLVIMENTO vs. ''BRIC'' [In:] ''QUO VADIS"
Dez anos de novos Bric para o mundo
Autor(es): Jim O'Neill |
Valor Econômico - 01/12/2011 |
Há dez anos publiquei relatório intitulado "O Mundo Precisa de Melhores Brics Econômicos" (brics soa como "tijolos" em inglês), quando lancei pela primeira vez o acrônimo que usei para descrever o provável alto crescimento que Brasil, Rússia, Índia e China alcançariam. Está claro agora que a expansão desses quatro países foi ainda mais forte. Os Bric tornaram-se um nome familiar tanto na esfera cultural como de negócios, além de ter resultado na criação de um grupo político. O décimo aniversário coincide com preocupações terríveis quanto à economia mundial, especialmente para os países mais desenvolvidos. Continuo otimista de que à medida que os quatro gigantes emergentes, e mais alguns, continuarem se expandindo em tamanho e riqueza, sua prosperidade não apenas fortalecerá seu papel no mundo, mas também dará a chance de um futuro melhor às economias que atualmente se deparam com mais desafios pela frente. A ascensão em andamento dos Bric será boa para esses países e para o resto de nós. Além disso, seu crescimento ao longo dos últimos dez anos sugere que, enfim, poderemos ver algumas melhoras consideráveis que deem mais eficiência à formulação mundial de políticas e a suas instituições. Meu estudo de 2001 tinha três mensagens principais. Primeira, mostrei que se Brasil, Rússia, Índia e China continuassem com seus altos índices de crescimento, passariam a representar uma parte muito maior da economia mundial em 2010. No cenário mais otimista que contemplei, indiquei que sua participação combinada do Produto Interno Bruto (PIB) mundial subiria de aproximadamente 8% para, talvez, 14%. No fim deste ano, provavelmente a porcentagem girará em torno a 20%, com o PIB tendo aumentado de cerca de US$ 3 trilhões para provavelmente pouco mais de US$ 13 trilhões. Isso representa cerca de um terço do aumento total do PIB nominal mundial dos últimos dez anos. O crescimento real dos Bric, em torno a 8%, ajudou a levar a média mundial para 3,5%, apesar dos imensos problemas vistos em 2001-2002, 2008 e, é claro, desde então. Se não tivesse sido pelos Bric, o crescimento mundial teria ficado mais próximo à decepcionante média de 1,6% verificada no chamado mundo desenvolvido. Como muitas vezes comento, o aumento combinado, de US$ 10 trilhões, na prática, criou o equivalente a seis ou sete vezes o que era o Reino Unido em 2001 ou, de fato, o equivalente a toda uma economia dos Estados Unidos. Ao olharmos para o futuro, nos próximos dez anos, os quatro países provavelmente verão desaceleração em seus índices de crescimento, mas sua participação no PIB mundial quase certamente aumentará. A China parece encaminhada a crescer de 7% a 8%, já que terá de enfrentar vários desafios, mas a Índia pode ter aceleração e por fim atingir taxas de crescimento no estilo chinês, especialmente se persistir em seu recém-descoberto zelo por reformas, como a importante decisão de dar boas vindas ao controle majoritário estrangeiro em empresas do setor de varejo. Em poucos anos, o PIB nominal combinado dos quatro países superará tanto o dos Estados Unidos como o da Europa. Com base em seu provável crescimento, a segunda parte de meu relatório de 2001 argumentava que os Bric precisavam assumir papel mais central na formulação mundial de políticas econômicas. Eles continuaram excluídos por muitos anos, o que os levou a promover seus encontros políticos conjuntos anuais. Na verdade, foi necessária uma crise total como a de 2008, para os países avançados finalmente perceberem a importância central dos Bric para a economia mundial moderna, sendo que a decisão de colocar o G-20 no centro da formulação política global foi basicamente uma iniciativa para incluir os Bric. Em 2001, argumentei que cada um dos Bric deveria juntar-se aos EUA, Japão, região do euro e talvez Canadá e Reino Unido para formar algum novo "G", talvez um G-9 ou um novo G-7, se Reino Unido e Canadá ficassem excluídos. A terceira ideia no relatório de 2001 indicava que, tendo em vista sua moeda comum, França, Itália e Alemanha deveriam abandonar sua representação nacional nos órgãos mundiais e no G-7, permitindo uma governança global muito mais eficiente. Que melhor forma de demonstrar seu verdadeiro compromisso com a União Monetária Europeia (UME) do que um passo tão firme de verdadeira liderança? Nos anos subsequentes, como percebemos recentemente, tal liderança firme da UME não marcou presença. Quem sabe, a escala da crise que se desdobra atualmente leve os líderes europeus a dar passos mais ousados. Enquanto isso, à medida que os países do Bric continuem a ver sua sorte melhorar, proporcionarão mais e mais oportunidades para que o resto de nós aprimore seus padrões de vida e prosperidade. De fato, para que o mundo continue crescendo frente aos desafios que se apresentam a muitas economias desenvolvidas, precisamos da argamassa econômica dos Bric, algo que, por sorte, eles têm de sobra. Jim O"Neill é presidente do Goldman Sachs Asset Management. |
POBREZA/UNICEF [In:] ''CADÊ'' O CRIANÇA COMO E$PERANÇA ?
Jovens e miseráveis
O país jovem dos meninos miseráveis |
Autor(es): Larissa Leite |
Correio Braziliense - 01/12/2011 |
Cresce no Brasil o número de crianças vivendo em famílias muito pobres. Segundo relatório da Unicef, 3,7 milhões de brasileiros com idade entre 12 e 17 anos vivem em situação de extrema pobrezaNotíciaGráfico
No Brasil, a pobreza e a miséria têm rosto de criança e adolescente. É o que constatou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em relatório divulgado ontem. A partir de dados oficiais, a entidade chegou à conclusão que houve uma piora no indicador entre brasileiros de 12 a 17 anos: de 2004 a 2009, o percentual de adolescentes vivendo em famílias extremamente pobres cresceu de 16,3% para 17,6%, o que representa 3,7 milhões de pessoas. Na população em geral, ao contrário, o percentual de extrema pobreza — renda per capita inferior a um quarto do salário mínimo (R$ 128,50) — diminuiu de 12,4% para 11,9% no mesmo período. "O problema não é o adolescente, e sim a violação constante dos seus direitos. (...) O principal desafio é quebrar o ciclo infernal da pobreza", avalia a representante da Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier. A situação fica ainda mais alarmante se levarmos em conta que o país vive o ápice da juventude. O Brasil nunca teve e não voltará a ter tão grande população de adolescentes na sua história, segundo o Unicef — são 21 milhões de pessoas, o equivalente a 11% da população brasileira. Gente como Tatiane Correa, 15 anos, que mora com os pais e três irmãos no Varjão (DF). A estudante e a família sobrevivem com uma renda de R$ 700 e limitações que vão além da questão financeira. "Até comprei uma bicicleta, mas eles só andam aqui perto e têm hora para voltar", diz Michele Correa, 33 anos. A mãe dos adolescentes tenta mantê-los por perto, longe da droga e da violência. De acordo com o relatório do Unicef, os jovens que moram nas comunidades populares dos grandes centros urbanos enfrentam mais um cotidiano marcado por dificuldades. São quase 6 milhões vivendo nas 10 maiores regiões metropolitanas do país, incluindo o DF. Entre eles, cerca de um terço é pobre ou muito pobre. "Eles acham que a juventude está perdida e nos deixam de lado", queixa-se Tatiane Correa. O irmão mais novo, Ricardo,13 anos, se apega a um sonho para mudar a realidade em que vive: ser jogador de futebol. Segundo o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Rômulo Paes, o aumento de adolescentes na extrema pobreza pode ser explicado pelo crescimento populacional. "O efeito demográfico fez com que uma faixa muito numerosa da população aumentasse o grupo de adolescentes. Mas essa massa populacional aumentou sem alteração da massa de rendimentos, que só vai mudar com a inserção no mercado de trabalho." A pasta tem o objetivo de retirar 16,2 milhões de brasileiros da extrema pobreza até 2014 por meio do Plano Brasil sem Miséria. |
GOVERNO DILMA/CARLOS LUPI [In:] DEMISSÃO OU DEMISSÃO !
COMISSÃO DA PRESIDÊNCIA PEDE A DEMISSÃO DE LUPI
COMISSÃO DE ÉTICA PEDE CABEÇA DE LUPI |
Autor(es): » GUILHERME AMADO » DENISE ROTHENBURG |
Correio Braziliense - 01/12/2011 |
Integrantes do Conselho de Ética Pública recomendam à presidente Dilma Rousseff que exonere o ministro do Trabalho. Por unanimidade, eles consideraram insatisfatórias as explicações do pedetista sobre as denúncias de corrupção.
Em decisão unânime, conselheiros avaliam que o ministro não respondeu satisfatoriamente às denúncias NotíciaGráfico
A Comissão de Ética Pública recomendou ontem à presidente Dilma Rousseff que exonere o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. A orientação foi unânime, depois de cinco horas de reunião dos seis conselheiros, no Palácio do Planalto. À tarde, ainda durante o encontro, o colegiado informou à assessoria de Dilma sobre a recomendação. No início da noite, o grupo enviou ao gabinete presidencial ofício com a indicação. Antes de deixar o Palácio, por volta das 21h, a presidente, entretanto, disse que não comentaria o assunto porque não tinha recebido o documento. Mas Dilma enviou emissários ao ministro para dizer que espera a carta de demissão dele ainda hoje. O substituto será definido quando a presidente voltar da viagem à Venezuela. No início da noite, Lupi ainda tentava se segurar. A amigos, disse que era mais uma contra ele e que iria conversar com a presidente, mas o encontro não tinha ocorrido até as 22h. No governo, há quem diga que Dilma só falará com Lupi através do Diário Oficial. Segundo o presidente da comissão, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Sepúlveda Pertence, Lupi também foi advertido formalmente. A comissão avaliou que o ministro não respondeu satisfatoriamente às denúncias publicadas pela imprensa, especialmente as que se referem a irregularidades em convênios firmados pela pasta. Três denúncias foram citadas pela comissão como determinantes para a recomendação de exoneração: a acusação de que um assessor de Lupi, Anderson Alexandre dos Santos, cobraria propina para firmar convênios, o suposto envolvimento de duas ONGs na emissão de notas frias para o Ministério do Trabalho e a existência de 20 inquéritos da Polícia Federal para apurar desvios protagonizados por ONGs. "São fatos de um mês para cá e explicações não satisfatórias a juízo da comissão. (...) Ele se defendeu e a comissão entendeu que ele não tinha explicado sobre toda a base das acusações, que era a série de convênios irregulares firmadas com pessoas de seu partido", explicou Pertence. Sem se referir explicitamente a nenhum episódio, Pertence afirmou ainda que a Comissão também reprovou as declarações dadas por Lupi durante a crise "A própria resposta (dada por Lupi) no Congresso Nacional e para a imprensa, é inconveniente a um ministro de Estado", defendeu. Em entrevista na sede do PDT, Carlos Lupi afirmou que só deixaria o cargo "abatido à bala". Dias depois, em depoimento no Senado, negou ter viajado em um jatinho alugado pela ONG Pró-Cerrado. Dias depois, após a publicação de imagens em que o ministro aparece próximo ao presidente da ONG e ao avião, Lupi voltou atrás e disse ter se enganado. Segundo a relatora do caso na Comissão, professora Marília Muricy, a punição foi a mais grave que o colegiado poderia tomar contra Carlos Lupi. Embora tenha sido a primeira recomendação para exoneração de um ministro, não foi a primeira decisão da comissão contra Lupi. Em dezembro de 2007, os conselheiros afirmaram que era incompatível o acúmulo do cargo de ministro com a presidência do PDT. Diante do impasse, Lupi optou por deixar a presidência do partido. Sepúlveda Pertence informou ainda que a comissão não abriu nenhum processo em relação ao ministro das Cidades, Mário Negromonte. As denúncias feitas contra o ex-ministro do Esporte Orlando Silva ainda estão à espera de resposta do acusado. |