A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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terça-feira, abril 23, 2013
XÔ! ESTRESSE [In:] A QUEM SERVE O ESTADO?
''MIS HERMANOS SON POCOS''
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Contrastes latinos
:: Carlos Alexandre
A vitória do colorado Horacio Cartes nas eleições presidenciais do Paraguai constitui um capítulo importante na conjuntura latino-americana.
Ainda é prematuro formar algum prognóstico sobre o novo mandatário, egresso do partido que governou Assunção durante décadas, sustentou o lastro político do ditador Stroessner e acumula um histórico de corrupção.
A volta do conservadorismo após a malfadada experiência esquerdista de Fernando Lugo e a transcorrência do pleito sem incidentes demonstram, entretanto, que o eleitor paraguaio parece convencido de que é preciso buscar novo caminho, tentar uma mudança.
Passado o período obscuro dos regimes ditatoriais com forte participação dos militares, o caudilhismo permanece uma sombra constante nas democracias do subcontinente. Mas parece sensato dar um crédito de confiança ao novo ocupante do Palácio de López.
O bem-sucedido processo eleitoral paraguaio contrasta com a conturbada ascensão de Nicolás Maduro.
De comportamento histriônico, o novo presidente venezuelano repete o estilo teatral do ex-presidente: não tolera manifestações da oposição, sataniza os Estados Unidos sem abrir mão dos petrodólares e acredita ser vítima de uma conspiração.
O resultado das urnas em Caracas indica que, se não existiu fraude, há uma concreta divergência da “revolução bolivariana” adotada como um mantra por Hugo Chávez e asseclas.
Do ponto de vista político, o Paraguai revela uma aproximação com o Chile, ao passo que a Venezuela caminha a passos seguros no populismo, assim como a Argentina.
A questão mais relevante nesse contexto, porém, não são as desgastadas classificações de conservadores e liberais, direita ou esquerda, reacionários ou revolucionários. Especialmente ao sul do Equador — e o Brasil não foge à regra —, está provado que o discurso político se adequa às circunstâncias, não havendo, portanto, muito escrúpulo em dispensar a coerência entre atos e palavras. Permanece útil, assim, identificar as necessidades econômicas e sociais dos países em novo mandato presidencial. Como costuma ser a tônica latino-americana, Paraguai e Venezuela precisam com urgência aplicar políticas para dirimir a pobreza, promover o ajuste fiscal, manter o funcionamento das instituições e assegurar a plena democracia. Quanto ao Brasil, como já mencionei neste espaço em outras ocasiões, o país perde excelente oportunidade de aprofundar a liderança regional. Exerce um papel protocolar, quando não equivocado, para o desenvolvimento do subcontinente. Lamentável. |
MARATONA DE BOSTON. ''MEU BEM, MEU ZEN, MEU MAL''
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Enfrentando a 'banalidade do mal'
Com um suspeito morto e o outro, até agora, incapaz de falar, é grande a perplexidade em torno do atentado de Boston - o que, infalivelmente, aciona teorias conspiratórias.
A perplexidade se explica: é parte do ser humano querer explicações racionais para fatos impactantes. Mas a ação do terrorista costuma andar ao arrepio de explicações racionais.
No caso de agora, estamos até pior do que no 11 de Setembro: naquele episódio, suplantado o espanto inicial, descobriu-se que havia uma lógica terrível por trás dos fatos; uma organização comandada por um fanático muçulmano que tinha nome, cara, identidade.
Desta vez, nada parece definido - a não ser alguns escassos indícios que se podem retirar das biografias dos suspeitos: o fato de serem chechenos, de terem simpatia pelo Islã, de não se considerarem adaptados (sobretudo o mais velho) à vida americana.
É muito pouco - o que logo dispara teorias descabeladas. Se é para enfrentar o terror, entretanto, é preciso usar a lógica, óbvio, mas também escapar das armadilhas da lógica.
Numa entrevista ao "Estado de S. Paulo", o psicanalista e romancista Garcia-Roza fala de algumas dessas armadilhas. Acreditamos, por exemplo, numa entidade chamada "o mal", à qual se oporia "o bem". Comodamente, achamos que o mal é algo de externo, de localizável, de eliminável, já que, com Rousseau, aprendemos que "o homem é bom, a sociedade é que o corrompe".
Mas a verdade - diz Garcia-Roza - é que o bem e o mal estão dentro de nós mesmos, fazem parte do nosso DNA. A Bíblia começa com um assassinato perfeitamente fútil - o de Abel por Caim. O atirador norueguês que matou 77 pessoas numa colônia de férias de um país tranquilo, de belíssimos indicadores sociais, também não apresentou razão plausível para o que praticou; e recusou peremptoriamente diagnósticos de que seria louco. Ele estava possuído pelo desejo de matar.
E assim é a história do terrorismo nos tempos modernos. É algo de profundamente incerto, irregular. Do 11 de Setembro para cá, foi como se houvesse uma longa trégua, nos EUA, salvo aqueles ataques a escolas que confinam com a loucura. Na Europa, os terroristas dos anos 70 foram pendurando as armas à medida que envelheciam.
Nada disso é pretexto para omissão ou letargia. A sociedade moderna tem de conviver com esses desafios, enfrentando-os da melhor maneira possível, mas sem achar que há soluções fáceis - como, por exemplo, estancar as correntes migratórias. Medidas desse tipo correspondem a uma espécie de rendição ao terror. Sociedades cada vez mais fechadas em si mesmas acabam sucumbindo à paranoia que é o terreno onde se movem os terroristas de ontem e de hoje.
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MENSALÃO, PÃO, ABSOLVIÇÃO, FRUSTRAÇÃO, ...[Sessão da tarde]
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Condenados do mensalão podem ter novo julgamento
STF deve rever condenações com 4 votos contrários em 12 casos, entre eles os de Dirceu, Genoino e Valério
O ex-ministro José Dirceu e outros 11 condenados do mensalão podem ter novo julgamento no STF e se livrar de cumprir pena em regime fechado. Cinco ministros do Supremo ouvidos pelo Estado afirmam que há maioria para que sejam aceitos os embargos infringentes, recurso possível quando há quatro votos contrários à condenação. O prazo para apresentá-los é de 15 dias a partir de hoje, data seguinte à publicação do acórdão. Se os recursos forem aceitos, esses casos serão apreciados pela nova composição da Corte - Ayres Britto e Cezar Peluso, que votaram pela condenação, deixaram o STF. No novo julgamento, pode ser revista a condenação de Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares por formação de quadrilha e de João Paulo Cunha por lavagem de dinheiro. Marcos Valério e seus ex-sócios podem ter penas reduzidas. Valério prestará novo depoimento à Polícia Federal.
Recursos podem dar a 12 condenados do mensalão novo julgamento no STF
Mais um round. Ministros da Corte ouvidos pelo "Estado" admitem que há maioria para analisar os embargos infringentes nos quais culpados pelo esquema de corrupção no governo Lula pedem revisão de penas quando placar lhes deu pelo menos 4 votos favoráveis.
Felipe Recondo
Mariângela Gallucci
Eduardo Bresciani / Brasília
O ex-ministro José Dirceu e outros condenados do mensalão terão uma espécie de "novo julgamento" no Supremo Tribunal Federal Com isso Dirceu, o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) e outros petistas do chamado "núcleo político" do mensalão poderão se livrar de cumprir pena em regime fechado. Cinco ministros do Supremo ouvidos pelo Estado confirmaram a tese de novo julgamento por conta de recursos dos condenados.
Esses ministros adiantam que há maioria na Corte para que sejam admitidos os chama dos embargos infringentes - recurso previsto quando há pelo menos quatro votos contra a condenação do réu (veja ao lado quadro com os placares do julgamento e pedidos de recurso), No caso de Dirceu isso ocorreu na acusação de formação de quadrilha, enquanto com Cunha o placar que permite a revisão da pena foi registrado no crime de lavagem de dinheiro.
O prazo para os advogados entrarem no STF com os embargos infringentes é de 15 dias e começa a contar hoje, dia seguinte à publicação do acórdão. O acórdão - a íntegra do julgamento, com os votos dos ministros - foi publicado ontem, com 8405 páginas.
Sendo admitidos os recursos o que é a tendência, segundo apurou o Estado os ministros terão de julgar novamente os casos em que houve quatro votos pela absolvição.
Com um novo julgamento, seriam abertos novos prazos. A composição do plenário do STF será diferente, já que os ministros Ayres Britto e Cezar Peluso - ambos votaram pela condenação dos réus - se aposentaram. No lugar de Peluso foi nomeado Teori Zavascki. E um novo ministro será indicado para a vaga aberta com a aposentadoria de Ayres Britto.
Valério e Cia.
No novo julgamento podem também ser revistas as penas do empresário Marcos Valério - o operador do mensalão seus ex-sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, a ex-diretora financeira da SMP&B Simone Vasconcellos, a ex-presidente do Banco Rural, Kátia Rabello, o ex-vice-presidente da instituição, José Roberto Salgado, o ex-assessor do PP João Cláudio Genu e o ex-sócio da corretora Bônus Banval, Breno Fischberg.
No acórdão publicado ontem, alguns ministros enfatizam, nos respectivos votos, que o Supremo é obrigado a analisar os embargos infringentes. É o que ocorre, por exemplo, no voto do ministro Celso de Mello. Ele cita o artigo do regimento interno do Supremo que permite o recurso "sempre que o juízo de condenação penal apresentar-se majoritário".
A ministra Cármen Lúcia já deu sua opinião em outro processo, em fevereiro de 2012, quando observou que o embargo infringente cabe para ações penais, caso do mensalão.
Outros ministros, que inicialmente se mostravam contrários aos embargos, agora adotam discurso distinto. Afirmam que mesmo tendo sido alterado o Código de Processo Civil, extinguindo a possibilidade de embargos infringentes, o Regimento Interno do STF mantém a possibilidade do recurso. Mudar agora o regimento, em meio ao julgamento do mensalão, poderia ser visto como casuísmo.
Contrários aos embargos infringentes, os ministros Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Marco Aurélio Mello deverão ser voto vencido.
Presidente do STF e relator do mensalão, Barbosa resistia a levar os recursos dos condenados para análise do plenário. Foi aconselhado pelos colegas a rever a postura. Com isso, o STF deu um prazo maior para apresentação de recursos após a publicação do acórdão.-------------------
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QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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Sem plantão devido ao ponto facultativo da prefeitura, Unidades de Pronto Atendimento e hospitais enfrentam filas gigantes e demora no atendimento de doentes por toda a cidade.
Em plena campanha nacional de vacinação contra a gripe, que começou no dia 15 e termina na próxima sexta-feira, e diante de uma epidemia de dengue que já fez 12 mortos no Estado do Rio, as clínicas da família e os centros municipais de saúde permaneceram fechados ontem. Devido ao feriado de São Jorge, comemorado hoje, o prefeito Eduardo Paes decretou ponto facultativo no serviço público. Sem plantão, as unidades de saúde não abriram, sobrecarregando hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), onde as filas se agigantaram e provocaram revolta nos doentes. (Págs. 1, 10 e 11)
O suspeito de ter cometido, com o irmão, o atentado na Maratona de Boston vai enfrentar um tribunal federal civil, acusado, entre outros crimes, de conspiração e uso de armas de destruição em massa. A pena de morte é prevista para estes delitos. Por ser cidadão americano, ele não será julgado como "combatente inimigo" o que o livrará de ir para Guantánamo. Segundo fontes policiais, Dzhokhar Tsamaev teria informado que ele e o irmão agiram sozinhos e por motivações religiosas. A polícia do Canadá prendeu dois suspeitos que teriam apoio da al-Qaeda para atacar um trem.
Enquanto isso, em Guantánamo...
A greve de fome de presos suspeitos de terrorismo na base dos EUA em Cuba já atinge metade dos 166 detentos. Eles protestam contra condições de prisão. (Págs. 1, 25, 26 e editorial “Enfrentando a banalidade do mal")
O ex-ministro José Dirceu e outros 11 condenados do mensalão podem ter novo julgamento no STF e se livrar de cumprir pena em regime fechado. Cinco ministros do Supremo ouvidos pelo Estado afirmam que há maioria para que sejam aceitos os embargos infringentes, recurso possível quando há quatro votos contrários à condenação. O prazo para apresentá-los é de 15 dias a partir de hoje, data seguinte à publicação do acórdão. Se os recursos forem aceitos, esses casos serão apreciados pela nova composição da Corte - Ayres Britto e Cezar Peluso, que votaram pela condenação, deixaram o STF. No novo julgamento, pode ser revista a condenação de Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares por formação de quadrilha e de João Paulo Cunha por lavagem de dinheiro. Marcos Valério e seus ex-sócios podem ter penas reduzidas. Valério prestará novo depoimento à Polícia Federal. (Págs. 1 e Política A4)
Análise
Luísa Ferreira e Marta Machado
Uma nova rodada?
A real possibilidade das defesas está limitada a eventual voto de Zavascki acompanhando a minoria. (Págs. 1 e A4)
Horacio Cartes
Presidente eleito do Paraguai
‘Vamos sentar e trabalhar com o Brasil, e não contra o Brasil'
Análise
Oliver Bulloug
Beslan encontra Columbine. (Págs. 1 e Visão Global A10)
Há uma distância entre a taxa de juros de equilíbrio calculada pelo Banco Central e a considerada pelo mercado. (Págs. 1 e Economia B6)
Comenta-se que noite dessas o prefeito sonhou que era aclamado ao final de uma manifestação de motoboys no Viaduto do Chá. (Págs. 1 e Caderno 2, C6)
No governo Cartes, o contrabando do que se queira para o Brasil deve seguir firme e forte. (Págs. 1 e A3)
A escolha de Galindo como principal executivo agradou o mercado — as ações da Kroton subiram ontem 8,37% e as da Anhanguera, 7,75%, também em razão dos ganhos de sinergia previstos na operação. O perfil acionário do novo grupo, cujo nome ainda não está definido, será formado por busca de soluções 57,48% de acionistas atuais da Kroton e 42,52% de sócios da Anhanguera. (Págs. 1, B3 e B4)
A ideia é dar um forte estímulo à produção nacional de princípios ativos para medicamentos. Hoje, o país importa 70% de suas necessidades. O ministro explicou que o governo vai dar prioridade às Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDP) verticalizadas, que incluem a produção de medicamentos e também de princípios ativos. “Já chegamos a rejeitar propostas que não contemplavam a verticalização da produção”, disse. (Págs. 1 e B6)
Barnier disse a Ben Bemanke, presidente do Federal Reserve (Fed), que a maior exigência de capital poderá levar a uma retaliação contra bancos americanos e “acabar em uma fragmentação dos mercados bancários globais”. Uma autoridade americana graduada repudiou as afirmações e disse que às vezes Bruxelas parece mais preocupada em proteger a competitividade de seus bancos do que a segurança do sistema financeiro. O Fed não quis fazer comentários. (Págs. 1 e C12)
Dadas as condições atuais do mercado de trabalho, a redução da inflação parece exigir uma alta maior do desemprego. (Págs. 1 e A2)
Raymundo Costa
A prática do “tiro ao Serra” se tomou o esporte predileto dos tucanos, às vezes mais que do próprio PT. (Págs. 1 e A6)
O pagamento de horas extras em dinheiro é proibido por resolução da própria corte do TRE, que admite compensação apenas por banco de horas. Com os rendimentos a mais, servidores da cúpula do tribunal tiveram vencimentos acima do teto de R$ 28 mil dos ministros do Supremo. A diretora que autorizou o pagamento recebeu só de extras R$ 19,2 mil. Mas houve bonificação de até R$ 22,7 mil. (Págs. 1, 6 e o editorial “farra no tribunal” 8)
Até setembro, estará pronto.
Moreira Franco, sobre o equipamento que permite pousos e decolagens sob neblina no aeroporto Salgado Filho. (Pág. 1)