A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
***************************************************
“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
----
''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
=========valor ...ria...nine
folha gmail df1lkrha
***
quarta-feira, setembro 30, 2009
ESTADO, GOVERNOS E ESTADISTAS: O PRÍNCIPE, DE MAQUIAVEL
Claudio de Moura Castro
A arte de governar
"A história classifica como estadistas aqueles que perceberam
as reais necessidades do país, assumiram o risco da impopularidade
no curto prazo, mas souberam vender suas ideias com sucesso"
Nas democracias, o governo cumpre os desígnios dos cidadãos. O povo diz o que quer, o governante executa. Parece uma receita infalível. Mas será? Em cidade relativamente próspera de Minas Gerais, uma pesquisa de opinião mostrou que três quartos dos jovens reclamavam da falta de diversões. Apesar de os esgotos serem jogados in natura nos córregos, nem mesmo entre os adultos houve reclamações quanto à falta de tratamento de efluentes. Sabidamente, esse é o investimento que mais faz cair a mortalidade infantil. O que deve fazer o prefeito? Esgotos que salvam vidas ou espetáculos de música sertaneja que trazem votos?
Um livro recente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Understanding Quality of Life, mostra abundantes estatísticas sobre o que os latino-americanos mais valorizam. Nelas fica claro o conflito entre o que as pessoas querem e o que é necessário para garantir um futuro promissor para o país. Pesquemos alguns temas do livro. As pessoas querem medicina de alta tecnologia e atendimento hospitalar. Contudo, a saúde pública preventiva é mais barata e evita as doenças. Verificou-se também que o estado de saúde das pessoas pouco se associa com as suas percepções de saúde. No Brasil, pobres e ricos estão igualmente satisfeitos com os serviços de saúde. Mas sabemos serem piores para os pobres. Nos países mais ricos da América Latina, há mais contentamento com a situação da saúde. No entanto, quando o país cresce, baixa essa satisfação. Não dá para entender. No Brasil, 65% dos entrevistados estão satisfeitos com a educação. Somente os mais educados percebem como ela é ruim. De fato, sabemos ser péssima a sua qualidade: último lugar no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2001. Ainda pior, entre 1980 e 2000, em um grupo de 35 países, o Brasil foi o que mais recuou de posição.
Ilustração Atômica Studio![]() |
Na área econômica, as percepções também estão desalinhadas com a realidade. Mais renda se associa a mais satisfação. Até aqui, vamos bem. Mas o crescimento econômico traz desagrados. Entre outras coisas, requer mudança de políticas, reformas e outros sustos, mais temidos do que a pobreza. Apesar de o desenvolvimento econômico acabar beneficiando os pobres, são eles que mais resistem às mudanças. Ademais, têm uma opinião mais ingênua acerca da competência do governo. Nessa área, entra em cena um mecanismo maldito. As aspirações crescem mais rápido do que a renda.
Em suma, os governados indicam aos governantes algumas prioridades incompatíveis com o progresso. Pensam no curto prazo e são consumistas impenitentes. Dizem que querem sistemas de saúde mais caros (e mais ineficientes). Querem conforto nas escolas e desdenham mais aprendizado. Não querem as reformas econômicas imprescindíveis para crescer.
A reação mais imediata diante dessa miopia nas preferências é perguntar se não seria a melhor receita um governo autoritário, do tipo "déspota esclarecido". Contudo, como Churchill nos advertiu, a democracia é um péssimo sistema de governo, com a agravante de que não há outro melhor. A experiência com déspotas de todos os sabores não mostra um bom registro histórico. Quando acertam aqui, acolá cometem um erro mais estrondoso. Não é por aí. Temos de insistir nos acertos capengas que nos oferece um sistema democrático e na tentativa de esclarecer a opinião pública.
Os governantes se equilibram em um terreno resvaladiço. Se tentam oferecer o que trará mais progresso e desenvolvimento, sem ouvir o povo, arriscam-se a perder sua popularidade e, com ela, seu poder de implementar reformas. Podem acabar execrados e sem reformas (veja-se Jimmy Carter). Governos populistas fecham as portas para o futuro se jogam confete ao povaréu ou alimentam seus anseios imediatistas. Os exemplos latino-americanos estão nos jornais. Em contraste, governantes bem-sucedidos não perdem a ressonância com a sociedade, mas negociam também uma agenda de futuro.
A história classifica como estadistas aqueles que perceberam as reais necessidades do país, assumiram o risco da impopularidade no curto prazo, mas souberam vender suas ideias com sucesso. Na teoria, a receita é simples: visão, coragem e liderança. A pílula pode ser amarga. Churchill jogou pesado quando ofereceu aos ingleses apenas "sangue, suor e lágrimas". Mas ganhou. Pena que não adianta colocar um anúncio classificado do tipo "Precisa-se de um estadista".
Claudio de Moura Castro é economista
claudio&moura&castro@cmcastro.com.br
--------------
http://veja.abril.com.br/300909/arte-governar-p-26.shtml
--------------
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
30 de setembro de 2009
O Globo
Manchete: TCU pede bloqueio de obras do PAC por irregularidades
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou relatório em que recomenda a paralisação de 41 projetos federais do Orçamento de 2010, incluindo 13 obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), após constatar irregularidades graves. Outro levantamento identificou mais três obras com os mesmos problemas, sendo duas do PAC, que também devem ter verbas bloqueadas. A decisão final caberá ao Congresso. Só com as 13 obras do PAC que receberam o sinal vermelho do TCU, o governo prevê gastar R$ 7,38 bilhões este ano. No Rio, as obras são a Linha 3 do Metrô e a reforma da BR-101, no trecho entre Santa Cruz e Mangaratiba. A ministra Dilma Rousseff disse que a paralisação pode elevar os custos das obras. O ministro Paulo Bernardo acusou o TCU de extrapolar suas funções. (págs. 1 e 3)
Honduras discute saída negociada
O governo do presidente de Honduras, Roberto Micheletti, começou a dar sinais de enfraquecimento, após decretar a suspensão das liberdades individuais, com forte reação de setores que no primeiro momento apoiaram o golpe que depôs Manuel Zelaya. A truculência de Micheletti desagradou a empresários, Congresso, meios de comunicação e partidos. Desde o regresso de Zelaya, 2.200 pessoas foram detidas. Ontem, industriais pediram a restituição do presidente, sob condições, evidenciando uma divisão no setor. A Igreja, que defendeu o golpe, agora participa das tentativas de acordo. E o general Romeu Vásquez, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, eximiu militares de responsabilidade na deposição do presidente. O chanceler Celso Amorim disse que, sem abrigo na embaixada brasileira, Zelaya estaria morto ou promovendo a revolução. (págs. 1, 28 e 29, Merval Pereira e Elio Gaspari)
2016: Rio vence o duelo da divulgação
O Rio venceu em Copenhague a primeira etapa na disputa para sediar as Olimpíadas de 2016: a ofensiva de relações públicas das candidatas. O Rio fez uma apresentação mais profissional, enquanto Chicago improvisou; Madri cancelou a entrevista e Tóquio cometeu gafes técnicas. Para ir a Copenhague, Cabral e Paes pediram emprestado jatinho do empresário Eike Batista. (págs. 1, 12 e 13 e editorial "À espera de 2016")
Chicago e sua má fama
Se a violência do Rio preocupa a "New Yorker", uma pesquisa do jornal "Chicago Tribune" mostrou que menos da metade (48%) da população da cidade apoia sua candidatura para as Olimpíadas de 2016. O motivo é tão forte quanto o dos gastos considerados excessivos: o risco de os políticos embolsarem a verba dos Jogos. (págs. 1 e 13)
Cursar duas universidades públicas será proibido
Inflação do aluguel sobe após 6 meses
Despesas do governo têm alta de 12%
Lula libera debates na internet
Guiné: governo mata 157 em estádio
Minc anuncia meta climática obrigatória (págs. 1 e 32)
------------------------------------------------------------------------------------
Folha de S. Paulo
Manchete: Brasil recusou avião para Zelaya voltar, diz Amorim
Em audiência no Senado, o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) afirmou que Manuel Zelaya, o presidente deposto de Honduras, pediu a ele há cerca de três meses o empréstimo de um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para levá-lo de volta à Tegucigalpa.
Amorim disse ter recusado o pedido: “A FAB não foi nem consultada". O chanceler negou, mais uma vez, que o governo tenha recebido alguma indicação do retorno de Zelaya a Honduras na semana passada, quando o presidente deposto se abrigou na embaixada brasileira. (págs. 1 e Mundo)
Após terremoto, tsunami mata ao menos 39 no sul do Pacífico
Autoridades locais, porém, estimam que o número de vitimas seja bem maior. Ontem, problemas nas comunicações depois do tremor dificultavam esforços de resgate na área. (págs. 1 e A16)
Foto legenda: Inundação em Fagatogo (Samoa Americana) provocada pelo terremoto na região sul do Pacífico, que atingiu 8,3 na escala Richter
TCU sugere que 15 obras do PAC sejam paralisadas
O Dnit e outros órgãos públicos dizem já ter mandado esclarecimentos ao tribunal. Para os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Paulo Bernardo (planejamento), o TCU atrasa obras públicas e as torna mais caras. (págs. 1 e A8)
MEC afirma que locais de prova do Enem podem ser alterados
Serão analisados ainda casos de candidatos que farão a prova em bairros distantes de suas casas. (págs. 1 e C3)
Ex-ministro acusado fala que Toffoli o ajudou a achar defensor
Pela lei, cabe ao advogado-geral processar o agente público acusado. Toffoli diz não se lembrar de conversa com Rondeau. (págs. 1, A4 e A6)
Debate é sobre o futuro de Toffoli, não seu passado
Especial para a Folha
A disputa em torno de Toffoli não diz respeito a seu passado, e sim a seu futuro. Como ele votará como ministro? Sempre com o PT? Com suas teses? (págs. 1 e A7)
Joaquim Falcão é professor de direito constitucional na FGV-Rio.
Lula sanciona minirreforma eleitoral e veta limite à internet
Lula manteve a possibilidade de o eleitor votar para presidente fora do domicílio eleitoral. A minirreforma institucionaliza a hipótese de doação "oculta". (págs. 1 e A11)
Dinheiro: Chineses negociam exploração de 1/6 do petróleo nigeriano (págs. 1 e B1)
Editoriais
------------------------------------------------------------------------------------
O Estado de S. Paulo
Manchete: TCU manda parar 41 obras federais e irrita Planalto
O Tribunal de Contas da União recomendou a paralisação de 41 obras federais, em atitude que causou irritação no Planalto. A recomendação atinge 13 obras do Programa de Aceleração do Crescimento - pilar da campanha da ministra Dilma Rousseff à Presidência. Embora representem só 0,5% do PAC, essas obras envolvem recursos de R$ 7,38 bilhões. O TCU indicou superfaturamento e pagamento por serviços não prestados. Além disso, o tribunal decidiu fiscalizar aspectos ambientais e constatou precariedade do acompanhamento do Ibama no processo de licenciamento. O relatório aponta outros 22 empreendimentos com indícios de irregularidades graves, com a sugestão de retenção parcial de valores, mas sem recomendar suspensão. Nesse caso, aparecem 16 projetos do PAC. (págs. 1 e A4)
Ministro critica 'anomalia'
O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) disse que o TCU incorre em
“anomalia” no exercício de suas funções, ao "dizer ao Executivo o que deve ser feito". Já a ministra Dilma Rousseff pediu cautela na análise dos indícios de irregularidades. (págs. 1 e A4)
Superávit sobe em agosto, mas queda no ano chega a 68%
Vereadores influenciam subprefeitos, mostra mapa
Amorim diz que Brasil negou avião a Zelaya
Governo de facto recua sobre sítio
Sob pressão, o governo de facto de Honduras avisou a Organização dos Estados Americanos que suspenderá o decreto que estabeleceu estado de sítio no país. Enquanto a exceção vigora, porém, somente os governistas podem se manifestar. (págs. 1, A12 e A14)
Foto legenda: Câmara: chega projeto contra fichas-sujas
Petróleo: 'Estado' debate modelo do pré-sal
Candidatos no Enem terão três minutos por questão
No lobby pelo Rio, Brasil escala Pelé e Paulo Coelho
Foto legenda: Reforço - Pelé posa para fotos em Copenhague: 'O Rio não tem nenhum problema'
Notas e Informações: A única saída para o Brasil
--------------------
http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
-------------