A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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segunda-feira, outubro 26, 2009
ELEIÇÕES 2010 (ILHA DE VERA CRUZ): AS MENTIRAS VOSSAS DE CADA DIA...
J. R. Guzzo
Tempo de trapaça
"Nas demais sociedades civilizadas vale o princípio pelo qual
é permitido tudo o que não é expressamente proibido em lei.
No Brasil é proibido tudo o que não é expressamente permitido"
Todo cidadão que acompanha, mesmo de longe, o noticiário político seria capaz de jurar que há uma campanha eleitoral em andamento no Brasil e que diversas pessoas querem suceder ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2010. Há a ministra Dilma Rousseff e o deputado Ciro Gomes, do lado do governo, o governador José Serra, pela oposição, e outros mais. Ao mesmo tempo, o público é informado diariamente de que não há nenhuma campanha eleitoral e nenhum candidato à Presidência. Os comícios não são comícios. A propaganda não é propaganda. Os candidatos não são candidatos. O que é isso tudo, então? É exatamente o que parece, mas o governo e a oposição não podem dizer que é. Podem fazer tudo. Mas não podem falar; aí já seria contra a lei, que, na sua ambiciosa lista de regras destinadas a regular tudo, marca o dia 6 de julho do ano que vem para o começo das campanhas. Como se sabe, temos leis eleitorais rigorosíssimas neste país, possivelmente as mais severas do mundo. Enquanto nas demais sociedades civilizadas vale o princípio pelo qual é permitido tudo o que não é expressamente proibido em lei, no Brasil dos tribunais eleitorais a coisa funciona ao contrário: é proibido tudo o que não é expressamente permitido. É uma surpresa, no fundo, que alguém consiga ser eleito com tanta proibição assim – e a saída para os políticos, inevitavelmente, é trapacear. É o que está acontecendo no momento.
É ruim, porque a campanha eleitoral de 2010, como tantas que vieram antes dela, começa em cima de uma falsificação por atacado da verdade. O presidente Lula, por exemplo, viaja sem parar pelo Brasil fazendo comícios e pedindo votos para quem for o candidato do governo – e ameaçando o país com a ruína se o eleitorado cometer a estupidez de preferir um outro nome. Mas ele diz que está "inspecionando obras". (Já da inspeção que a lei manda fazer, a dos tribunais de contas, o presidente vive reclamando.) E os comícios, com ônibus fretado, despesa paga pelo Erário e sorteio de casas entre a plateia? "Qualquer reunião com mais de três pessoas já é comício", diz Lula. Ou seja: o que é que se vai fazer? Afinal, o presidente da República não pode ficar trancado em casa. Se acham que é comício quando ele discursa em lugares onde há gente reunida, paciência. Quanto aos votos que pede para a ministra Dilma, nenhum problema. O presidente diz que está apenas elogiando uma grande servidora do governo – e apenas dando a opinião de que ela seria um colosso como sua sucessora. Que mal haveria nisso?
A ministra Dilma, por sua vez, faz rigorosamente tudo o que os coordenadores de campanha prescrevem para um candidato. Há tempos deixou de comparecer com regularidade ao seu local de trabalho e passou a correr de um lado para outro atrás de votos, seja em shows de música popular com o cantor Dominguinhos, seja em "fiscalização de obras" nas margens do Rio São Francisco; há pouco foi vista inaugurando um estádio de futebol em Araraquara. O que isso tudo teria a ver com as funções que é paga para exercer na Casa Civil? Do lado da oposição, a peça de teatro é estrelada pelo governador José Serra, que quer a Presidência tanto quanto qualquer um dos seus adversários, mas diz que só vai tocar no assunto no ano que vem. Serra não pode fazer campanha aberta como Lula faz; tem de se contentar com os limites impostos pelo seu cargo. Carrega a mão, por exemplo, na propaganda oficial; a última, no gênero, é a decisão da Assembleia Legislativa que autoriza o governo a fazer publicidade de suas obras em outros estados, para "promover o turismo" em São Paulo.
Registre-se, enfim, a notável contribuição do deputado Ciro Gomes, que recentemente passou a ter seu domicílio eleitoral em São Paulo, para manter aberta a possibilidade de candidatar-se ao governo paulista. Mas o deputado não mora em São Paulo; só a Justiça Eleitoral acredita nisso. Tudo o que fez foi passar quatro horas na cidade, no começo de outubro, apresentar um endereço de fantasia e assinar um papel num cartório garantindo que reside ali. Um cidadão "comum", como diria o presidente Lula, não pode ter um domicílio falso; aliás, vive tendo de provar onde mora com contas de luz, correspondência de bancos ou carnês de crediário, e se der um endereço que não é realmente o seu vai, com certeza, arrumar complicação. Já para ser candidato a presidente da República ou governador do estado não há problema nenhum.
Não se sabe, é claro, quem vai ganhar as eleições de 2010. Mas a verdade, desde já, está levando uma surra.
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http://veja.abril.com.br/281009/tempo-trapaca-p-162.shtml
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ELEIÇÕES 2010 (ILHA DE VERA CRUZ): ACORDOS e ACORDES...
A ingratidão de Lula e a mãozinha tucana
Nas Entrelinhas | ||||
Autor(es): Por Daniel Pereira | ||||
Correio Braziliense - 26/10/2009 | ||||
Volta e meia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva critica a oposição. Acusa-a de agir contra os interesses do país e dos brasileiros apenas para prejudicar o andamento do governo. Foi assim, por exemplo, durante a tramitação da proposta destinada a prorrogar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), derrubada numa articulação comandada por senadores do PSDB e do DEM. “Estamos percebendo agora, lá no Senado, que algumas pessoas, dos partidos de oposição, não querem que este país dê certo. E muito menos admitem o sucesso de um torneiro mecânico na Presidência da República”, disparou Lula em dezembro de 2007. Injustiça. Ou ingratidão. Em oito anos de mandato, o então presidente Fernando Henrique Cardoso enfrentou petistas quase raivosos, que lutaram, inclusive, contra bandeiras abraçadas agora sem qualquer embaraço. Como a responsabilidade fiscal. Já Lula tem melhor sorte do que o antecessor. Lida com oposicionistas cordiais. Pouco combativos, carentes de ideias e — voluntariamente ou não — dispostos a servir de escada aos projetos políticos dos atuais mandatários da nação. Pegue-se o caso da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Uma das primeiras ações que tonificaram a pré-candidatura presidencial dela partiu do líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN). Foi em maio de 2008. Discutia-se eventual responsabilidade da “mãe do PAC” na elaboração de um dossiê com despesas pessoais realizadas em nome do ex-presidente FHC. Dilma negava a acusação. A fim de pressioná-la, Agripino lembrou que ela assumira ter mentido sob tortura durante a ditadura militar. Não poderia ter escolhido estratégia mais errada. A resposta da “mãe do PAC” é conhecida. Foi decisiva para enterrar o “dossiegate”. Rendeu-lhe solidariedade. Garantiu-lhe fartos espaços positivos na mídia. E, de quebra, serviu para dissipar as suspeitas, semeadas em partidos aliados, de que não era talhada suficientemente para a disputa pelo Palácio do Planalto. Não à toa, corria naqueles dias a versão gaiata de que “Agripino era o novo líder do governo”. Repetição A ajuda oposicionista pode ocorrer de novo. Agora, a menos de um ano do embate eleitoral. Como favorito ao papel de escada, desponta o governador de São Paulo, José Serra. Um dos pré-candidatos do PSDB e líder nas pesquisas de intenção de voto, Serra diz que só decidirá se concorre à Presidência em março de 2010. Faz o seguinte cálculo político: se o cenário for favorável à sua vitória, entrará no páreo. Caso contrário, abrirá mão da postulação em nome do governador de Minas, Aécio Neves. A estratégia embute um risco enorme aos tucanos. Risco claro, cristalino. A eventual desistência de Serra em março, a sete meses do pleito, será um atestado público de pessimismo com relação às chances da dobradinha PSDB-DEM nas urnas. Dará fôlego e musculatura a Dilma, que será embalada no próximo ano por crescimento econômico, viagens ao lado de Lula, tempo de sobra no horário eleitoral de televisão e um amplo arco de alianças partidárias. É por isso que Aécio pressiona os colegas de oposição a baterem o martelo até o fim do ano. Ou, no mais tardar, em janeiro. À frente do segundo maior colégio eleitoral do país, ele não aceita o papel de candidato escolhido para perder. Tampouco, numa versão mais otimista, o figurino de azarão. |
CUSTO BRASIL: GASTOS PÚBLICOS DESENFREADOS...
ARTIFÍCIO FISCAL DÁ MAIS 55 BI PARA GOVERNO ELEVAR GASTOS
Artimanha fiscal soma R$ 55 bi |
Autor(es): Cristiane Jungblut e Martha Beck BRASÍLIA |
O Globo - 26/10/2009 |
Transferência de depósitos judiciais engorda caixa do Tesouro Num ano marcado por aumento de despesas e queda na arrecadação, o governo adotou várias medidas para ampliar sua margem de gastos.
Governo usa brechas, como direcionar depósitos judiciais ao Tesouro, para ampliar margem de gastos Num cenário de arrecadação em queda há 11 meses e despesas em alta, o governo tem feito uma série de artimanhas para raspar o tacho e conseguir fechar suas contas em 2009 e 2010. Juntas, essas medidas dão uma margem de manobra de R$ 55 bilhões para mais gastos. Isso sem contar ações orçamentárias e congelamento de emendas parlamentares, que somam R$ 42 bilhões, além da postergação na liberação de outros R$ 6 bilhões referentes às emendas individuais dos congressistas. (...) -------- |
ELEIÇÕES 2010 (ILHA DE VERA CRUZ): ANJOS CAÍDOS...
Brasil
Os "Judas" da caravana da ministra
Dilma Rousseff busca apoio político para sua candidatura
à Presidência da República em partidos envolvidos
em escândalos, como o PMDB, o PR e o PP
Otávio Cabral
Celso Junior/AE e Andre Dusek/AE![]() |
PÚBLICO, MAS ESCONDIDO Dilma, no alto do palanque em Belo Horizonte, quer a companhia de peemedebistas, como os senadores Renan Calheiros e José Sarney (acima), mas, por enquanto, sem fotos para não prejudicar sua imagem |
VEJA TAMBÉM |
• Do arquivo: Dilma, de coadjuvante a mãe do PAC (09/02/2009) |
• Do arquivo: O câncer da ministra no palanque (06/05/2009) |
No evangelho político do presidente Lula, se Judas Iscariotes, o apóstolo traidor, fosse brasileiro, Jesus Cristo teria de fazer com ele uma aliança tática para governar. A analogia é estranha, mas deriva de uma receita testada nos últimos anos pelo próprio presidente. Para garantir uma maioria folgada no Congresso, Lula lançou-se nos braços dos fariseus históricos da política brasileira. Dá-lhes cargos, verbas e visibilidade. Em troca, recebe apoio e proteção. Apesar dos escândalos que fraternidades assim estão fadadas a produzir – e já produziram aos borbotões –, os altíssimos índices de popularidade do governo sustentam a convicção oficial de que esse é o caminho certo, o modelo mais apropriado para viabilizar ambiciosos projetos de poder. A ministra Dilma Rousseff, a candidata do governo à sucessão de Lula, já assimilou os ensinamentos do mestre. Nas últimas semanas, ela selou pactos de fidelidade com alguns partidos, entre os quais o PMDB de José Sarney, Renan Calheiros e Jader Barbalho, o PR do mensaleiro Valdemar Costa Neto e do deputado Edmar Moreira, o homem do castelo, e o PP de Paulo Maluf.
A um ano da eleição, Dilma Rousseff já conta com a promessa de apoio de seis partidos à sua candidatura, além do PT. Esse arco de alianças, se confirmado, vai garantir um tempo maior na propaganda eleitoral na televisão, um ponto considerado de fundamental importância dentro da estratégia oficial de tentar transferir a popularidade do presidente Lula à ministra e, assim, tornar sua candidatura competitiva. A operação, porém, está sujeita a alguns riscos reais. Dilma quer ser conhecida como herdeira e âncora da continuidade do governo do presidente Lula, mas apenas na parte bem avaliada pela população, como a execução de obras, a estabilidade econômica, os programas sociais. Corrupção, desvios de dinheiro, escândalos monumentais no Congresso? Não, a candidata, assim como o presidente Lula, não participou nem sabia de nada. O problema é que a ministra não pode alegar, hoje, que desconhece que o ex-presidente do PR, o deputado Valdemar Costa Neto, é apontado em processo no Supremo Tribunal Federal como um dos preeminentes representantes dos mensaleiros, aquele grupo de parlamentares que recebiam propina para apoiar o governo no Congresso. Há duas semanas, Dilma esteve em um jantar oferecido a ela pelo PR. Ciceroneada por Costa Neto, ela discursou e disse que o PR e o PT continuarão juntos.
O encontro com as lideranças do PR ocorreu em uma casa de festas de Brasília chamada Oásis. Embora se tratasse de um evento político, previamente divulgado, não foram autorizadas imagens. Ao perceber que na lista de convidados havia, além de Costa Neto, o deputado Edmar Moreira, o dono do castelo, que recentemente foi investigado por quebra de decoro parlamentar, e o ex-governador do Rio Anthony Garotinho, não menos polêmico, a assessoria da ministra proibiu a entrada de jornalistas. A explicação de um de seus auxiliares: "Uma foto da Dilma com esse pessoal seria destruidora. No auge da campanha, todos terão aliados indesejáveis, mas agora o ônus seria todo nosso". O mesmo cuidado foi tomado na última terça-feira, dessa vez em um jantar no Palácio da Alvorada que reuniu Lula, Dilma e as cúpulas do PT e do PMDB. No encontro, ficou definido que os peemedebistas indicarão o vice de Dilma, terão um dos coordenadores do programa de governo e o direito de usar a imagem de Lula em seus palanques estaduais. Nem os fotógrafos oficiais da Presidência registraram imagens da ceia – a primeira – a que estavam presentes José Sarney, Renan Calheiros e Romero Jucá, que dividiram com Lula e Dilma garrafas de vinho tinto e pratos de costela de tambaqui e de filé ao molho de cogumelos.
Wilson Pedrosa/AE![]() |
DE INIMIGO A ALIADO |
"É como um casamento de conveniência. O PMDB tem um dote enorme, que é seu tempo de TV e sua força nos estados. Mas tem defeitos constrangedores que não podem ser mostrados para as famílias e para os amigos", explica um dirigente petista, com uma honestidade que só é possível obter sob compromisso de seu anonimato. Dilma ainda terá de evitar fotos com outros aliados publicamente indesejáveis. Nesta semana, a ministra jantará com a bancada do PP, que tem como um de seus ícones ninguém menos do que o ex-governador Paulo Maluf. Ela também espera obter o compromisso de ter em seu palanque o PDT de Paulinho da Força Sindical e o PRB da Igreja Universal e suas arcas de dinheiro. Foi essa composição político-policial-eleitoral precipitada (veja o quadro abaixo) que o presidente tentou explicar na semana passada em uma entrevista ao jornal Folha de S.Pau-lo: "Se Jesus Cristo viesse para cá e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão". O modelo brasileiro poderia até induzir Jesus Cristo a governar com Judas – e uma das razões é que o presidente Lula está há quase sete anos no poder e nada fez para mudá-lo. Ao contrário, aproveita-se e utiliza-o da maneira mais conveniente possível.
Sérgio Lima/Folha Imagem![]() |
MENSALEIRO |
Até parece campanha
Sérgio Castro/AE![]() |
LULA EM AÇÃO |
A agenda da ministra Dilma Rousseff está, a cada dia que passa, perdendo mais espaço para a agenda da candidata Dilma Rousseff. Na última segunda-feira, Dilma foi a Araraquara, em São Paulo, onde inaugurou um estádio de futebol. No dia seguinte, Lula e Dilma se reuniram no Palácio da Alvorada, em Brasília, com a cúpula do PT e do PMDB para fechar um acordo eleitoral. Na quarta, compareceram a dois eventos políticos em Minas. Havia também toda uma programação de visita a obras pelo interior do estado, cancelada na última hora devido à chuva. Na semana anterior, Lula e Dilma passaram três dias em uma caravana pelo Rio São Francisco. No roteiro não faltaram comícios, provocações a adversários, alusões à disputa presidencial de 2010, faixas, cartazes, fotos, promessas, beijinhos, alianças – enfim, todos os ingredientes naturais de uma campanha eleitoral. Mas, segundo se apressaram em explicar os assessores do governo, apesar de parecer, nada disso é campanha, até porque, se fosse, seria ilegal – e o presidente da República deve dar o exemplo. O que está acontecendo é mera rotina de governo. No máximo, uma pré-campanha.
O presidente Lula não esconde que Dilma Rousseff é a candidata oficial à sua sucessão e se aproveita de uma omissão legal para torná-la conhecida entre os eleitores. De acordo com a lei, a campanha começa apenas seis meses antes do pleito. Como não existem candidatos registrados e ninguém está pedindo voto, ao menos diretamente, a conclusão é óbvia: não há como caracterizar campanha e, portanto, não se pode falar em irregularidade. "A legislação tem uma brecha, uma zona cinzenta, que beneficia naturalmente quem está no poder. A pré-campanha deveria ter uma regulamentação efetiva", diz o advogado Eduardo Nobre, especialista em direito eleitoral. Graças a essas brechas, Lula já escapou de três representações protocoladas no Tribunal Superior Eleitoral e usa as decisões como um salvo-conduto para legitimar o que se convencionou chamar de "pré-campanha". As andanças de Lula e Dilma Rousseff Brasil afora são movimentos políticos que miram as eleições presidenciais do ano que vem. "Estão testando a Justiça Eleitoral. Não se tinha visto até então a ministra Dilma fiscalizar obras", disse o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. "O conjunto indica o benefício eleitoral dos atos do governo. Há motivos de sobra para apurar um eventual abuso de poder político", afirma Eduardo Nobre.
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http://veja.abril.com.br/281009/judas-caravana-ministra-p-078.shtml
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"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
26 de outubro de 2009
O Globo
Manchete: Artifício fiscal dá mais 55 bi para governo elevar gastos
Num ano marcado por aumento de despesas queda na arrecadação, o governo adotou várias medidas para ampliar sua margem de gastos. Ao todo, elas somam R$ 55 bilhões. Um dos artifícios foi direcionar depósitos judiciais da Caixa Econômica para o Tesouro, garantindo mais de R$ 11 bilhões nas contas e de 2009 e 2010. O governo também aumentou a parcela de gastos com investimentos a ser abatida do superávit primário. O PAC e o programa Minha Casa, Minha Vida estão nesse pacote. Especialistas criticam as manobras e a qualidade dos gastos. (págs. 1 e 14)
Estados pobres gastam mais com servidores
Boca de urna dá 2º turno no Uruguai
Atentados matam 132 em Bagdá
Dois ataques quase simultâneos com carros-bomba no centro de Bagdá deixaram pelo menos 132 mortos e mais de 500 feridos nos arredores da Zona Verde, a área mais policiada da capital iraquiana. Foi o pior ataque deste ano no país. Os alvos eram edifícios do governo, entre eles a sede do Ministério da Justiça. O primeiro-ministro Nuri al-Maliki disse que os atentados não afetarão os planos para as eleições parlamentares de janeiro. (págs. 1 e 18)
Foto legenda: O prédio do Ministério da Justiça, iraquiano destroçado: carro-bomba
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Folha de S. Paulo
Manchete: Plano amplia controle sobre mineração
O governo vai enviar ao Congresso dois projetos de lei que mudam as regras na concessão de terras para a mineração e modificam os royalties pagos pelas empresas, possivelmente alterando a tributação da atividade.
A Folha teve acesso ao documento que será apresentado a empresários. Os principais objetivos do governo são fortalecer a presença do Estado, com a criação de uma agência reguladora e do Conselho Nacional de Política Mineral, e acabar com a "mineração de papel" -empresas que ficam até dez anos sem desenvolver produção. (págs. 1 e B1)
Mônica Bergamo: Após denúncias, Sarney fecha sua fundação
Ataque terrorista mata 147 e fere 700 em Bagdá
O ápice da violência no país foi em 2006, quando morreram 27 mil. Em 2008, foram 9.000 mortos. Segundo líderes iraquianos, os ataques visam desestabilizar o cenário, nos meses que antecedem as eleições parlamentares de janeiro. (págs. 1 e A10)
Foto legenda: Iraquiano é erguido após os ataques suicidas que ocorreram ontem de manhã no centro de Bagdá, ao lado do Ministério da Justiça
Boca de urna aponta 2º turno no Uruguai
O próprio Mujica, favorito no pleito e que atingiu 49% na boca de urna, contra 31% de Lacalle, reconheceu não ter sido eleito ontem.
Um grande entusiasmo popular marcou o primeiro turno: o índice de votação chegou a 90%. (págs. 1 e A12)
Entrevista da 2ª: Consultor diz que líderes da China são mais inteligentes
Para Rittenberg, que foi intérprete de Mao Tsé-tung, os estudantes chineses "não querem saber de política, só de fazer dinheiro". (págs. 1 e A16)
Soros prega reconstrução do sistema monetário já
"O sistema está quebrado e precisa ser reconstruído. Não temos condições de seguir com esses desequilíbrios", disse Soros. (págs. 1 e B4)
Emissão dos gases-estufa no país cresceu 1/4 de 1990 a 2005
As emissões do desmatamento, o principal emissor, cresceram 8,1% de 1994 a 2005; as de energia, agropecuária, indústria e lixo subiram em média 44%. (págs. 1 e A14)
Editoriais
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Varejo vê crise superada e investe pesado em 2010
Abrir mais pontos de vendas e centros de distribuição, além de reforçar os estoques, é o que está nos planos das empresas varejistas para 2010. Pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, obtida com exclusividade pelo Estado, mostra que 97% das empresas da região metropolitana, o principal mercado consumidor do País, vão ampliar investimentos no ano que vem. A maioria destas (75%) pretendem elevar em até 10% o volume de investimentos, em comparação com 2009, e 15% das empresas planejam investir até 20% mais. Outras 7% esperam investir mais de 20% no ano que vem. Há otimismo também em outros Estados. Embalados pela Copa do Mundo de Futebol, varejistas reforçam os estoques de televisores e uma distribuidora de tênis vai investir R$ 150 milhões em 42 lojas em capitais do Norte e Nordeste. No geral, os varejistas consideram ter superado a crise econômica com o registro de mais 5% no volume de vendas deste ano, após crescer 9,1% em 2008. Para 2010, o comércio espera crescer entre 5% e 8,5%. (págs. 1 e B1)
Atentado mata 147 no Iraque
Dois carros-bomba explodiram quase ao mesmo tempo ontem de manha, no centro de Bagdá, deixando 147 mortos e cerca de 700 feridos. Foram atingidos o prédio do Ministério da Justiça e a sede do governo de Bagdá, que ficam perto da Zona Verde, a região mais segura da cidade, onde estão embaixadas e ministérios. Autoridades do país atribuíram o atentado ao grupo radical Al-Qaeda. "O objetivo é atingir o governo", afirmou o presidente iraquiano, Jalal Talabani. Entre as vítimas estão muitos pedestres, além de funcionários públicos e hóspedes de um hotel próximo. (págs. 1 e A9)
Número
700 pessoas ficaram feridas nos ataques
Foto legenda: Caos em Bagdá - Prédio do Ministério da Justiça, em uma das zonas consideradas mais seguras da capital iraquiana, foi arrasado
Uruguaios votam em massa para presidente
'Lucros ficarão no Brasil', diz presidente da GM
Investigação: Mulher morre após passar mal em voo
Notas e Informações: O fracasso do biodiesel
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Jornal do Brasil
Manchete: Adriano dá um nó no Botafogo
Com gol de craque de Adriano, que driblou três adversários antes de marcar aos 31 minutos do primeiro tempo, o Flamengo venceu o Botafogo por 1 a 0, ontem, no Engenhão, e confirmou a fase ascendente. O time do técnico Andrade segue em quinto, agora a três pontos do líder Palmeiras. O alvinegro, em 18°, mantêm-se na zona de rebaixamento do Brasileiro. (págs. 1 e Esportes D4 a D6)
Crack, o pivô de um crime chocante
Bombas no Iraque matam 132 pessoas
Foto legenda: Festa da Penha
E-book amplia gosto por livros
Hildegard Angel
Coisas da política
Editorial
Sociedade Aberta
Arquivista
Criação do Centro de Referência das Lutas Políticas ganha significativo avanço no processo de democratização do país. (págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense
Manchete: Prostituição: Máfia já matou 10 brasileiras este ano
Servidores com feriado antecipado
Aviação: Passageira morre pouco depois de desembarcar
Terrorismo: Bagdá queima após a explosão de carros-bombas
Etiquetas para agilizar a vida do consumidor
Mais casos de enfartes entre as mulheres
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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