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quinta-feira, abril 12, 2012
BRASIL/MERCADO DE TRABALHO [in:] ''HOMO-MACHINE''
Educação e trabalho
Autor(es): Marcio Pochmann |
Valor Econômico - 12/04/2012 |
A partir do último quartel do século XX, com alterações significativas no conteúdo e nas condições de produção e gestão em rede das empresas, novos requisitos à formação para o trabalho foram introduzidos, cada vez mais distantes do tradicional sistema de educação e formação profissional herdado da sociedade urbano-industrial. O avanço da economia de serviços, assentada na disseminação do trabalho imaterial, exige uma profunda transformação no atual sistema de formação para que o ensino superior seja universalizado e a educação se torne um ativo para a vida toda.
Ao contrário do problema do analfabetismo rudimentar reinante nos séculos XIX e XX, tem destaque atual o analfabetismo funcional, imposto pela mudança técnica e informacional. Nesse sentido, expandem-se as ocupações que utilizam maior informação e exigem o exercício de atividades multifuncionais, geralmente aquelas sustentadas pelas exigências de maior escolaridade e qualificação profissional ao longo da vida laboral.
O avanço da economia de serviços exige uma profunda transformação no atual sistema de formação
Isso, por si só, não corresponde, necessariamente, à garantia da elevação do nível geral de emprego, nem mesmo à melhor qualidade das condições de trabalho. A inserção nacional na Divisão Internacional do Trabalho determina cada vez mais a estrutura do sistema produtivo que exerce, por sua vez, pressão interna sobre o nível quantitativo e qualitativo das ocupações.
No caso da distribuição ocupacional nas economias capitalistas percebe-se a trajetória de longa duração iniciada com a transição das ocupações no setor primário (agropecuário) para os empregos na manufatura até atingir, mais recentemente, o trabalho generalizado no setor terciário. Com o movimento de redução relativa do emprego no setor industrial, ganha cada vez maior destaque as ocupações nos serviços.
Mesmo o intenso crescimento do setor terciário não tem sido suficiente para compensar a queda na participação relativa das ocupações nos setores industrial e agropecuário, o que faz presente o excedente da força de trabalho expresso pelo desemprego. Neste contexto, a reorganização em curso do trabalho material para o imaterial pressupõe uma profunda reflexão a respeito da formação profissional ao longo do século XXI. Com os avanços da nova economia da tecnologia, os sistemas de formação educacional e formativos para o exercício do trabalho heterônomo herdados da sociedade urbano-industrial tornam-se cada vez mais antiquados.
Por força do avanço do trabalho imaterial, a condição de trabalho pressupõe cada vez mais a alteração profunda do ciclo de vida e de estudo. Isso porque as condições tradicionais de coesão social encontram-se fraturadas, com padrão familiar fortemente superado por arranjos monoparentais e a extensão do individualismo sobrepondo a sociabilidade mecânica.
Na sociedade pós-industrial, o conhecimento torna-se estratégico na inserção e configuração das novas trajetórias ocupacionais portadoras de maior articulação da vida com o estudo e trabalho. Sobre o resgate da formação profissional não cabe partir da mera reprodução do passado, mas de sua reinvenção nos termos necessários à reorganização da vida e trabalho em plano superior ao atualmente existente.
Com isso, a educação deixa de ser algo centrado nas fases precoces da vida (crianças, adolescente, jovens e alguns poucos adultos), como no passado, para ser algo necessário ao longo da vida. Ao invés da separação do tempo de inatividade com o tempo de trabalho presente na sociedade urbano-industrial, chega-se cada vez mais à transição do tempo da inatividade com a atividade pelo trabalho imanente do conhecimento.
Para haver educação comprometida com o ciclo completo da vida (infância, adulto e velhice), cuja expectativa aproxima-se dos 100 anos de idade, os sistemas de formação profissional precisam incorporar cada vez mais os pressupostos do diálogo desenvolvidos pelo conjunto dos atores sociais. Novas formas de produção e de reorganização do trabalho não existem sustentavelmente sem uma base recorrente de educação e formação profissional.
O resgate da educação e da formação profissional deve compreender o saber como elemento central do rearranjo básico entre os atores sociais, como a postergação do ingresso no mercado de trabalho e a conexão alongada da qualificação educacional para os segmentos populacionais envelhecidos. Sem isso, o processo de metamorfose no trabalho tende a obstaculizar as possibilidades de universalização das oportunidades da sociedade fundadas no conhecimento.
Na atual transição do sistema de formação para o trabalho da sociedade urbano-industrial para pós-industrial, o entendimento entre os atores sociais relevantes torna-se a condição necessária para maior eficiência alocativa dos meios de produção regulados pelo Estado. Da mesma forma, reveste-se de extrema importância a possibilidade de compartilhar os novos ganhos de produtividade com patamar de civilidade superior ao do século XX.
Marcio Pochmann é presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), professor licenciado do Instituto de Economia e do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
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PT/DEM [In:] COM QUE CPI EU VOU, ... P´RÁ ''PIZZA'' QUE VOCÊ ME CONVIDOU ???
PT QUER ABAFAR MENSALÃO COM A CPI DO CACHOEIRA
OPERAÇÃO ABAFA MENSALÃO |
Autor(es): Maria Lima |
O Globo - 12/04/2012 |
Presidente do partido diz que investigação vai acabar com farsa
O presidente do PT, Rui Falcão, associou a CPI do Cachoeira, defendida pelo partido para investigar conexões criminosas do bicheiro Carlinhos Cachoeira, a uma operação para desviar o foco do mensalão – que será julgado este ano Supremo Tribunal Federal. Num vídeo postado no site do PT, Falcão convocou centrais sindicais e partidos a se mobilizarem contra o que chamou de "operação abafa" que tentaria impedir investigações sobre Cachoeira e parlamentares de várias siglas, como DEM, PPS e do próprio PT. "A bancada do PT na Câmara e no Senado defende uma CPI para apurar esse escândalo dos autores da farsa do mensalão", afirmou. No Congresso, governistas trabalham para assegurar o comando da CPI e impedir que a comissão fuja do controle, atingindo aliados. A oposição, com PSDB à frente, fala em investigação sem limites.
Para presidente do PT, CPI do Cachoeira é oportunidade para esclarecer "farsa"
A estratégia antes negada publicamente pela maioria dos petistas, - de usar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) de Carlinhos Cachoeira para desviar o foco e neutralizar o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) - foi admitida ontem pelo presidente nacional do PT, Rui Falcão. Em vídeo de quase dois minutos postado ontem à tarde no site oficial do partido, Falcão conclama centrais sindicais e partidos políticos que defendem o combate a corrupção, além de movimentos populares, a fazerem uma mobilização contra o que chamou de "operação abafa" que visaria a impedir a realização da investigação da CPMI, que já envolve parlamentares de seis partidos, inclusive do PT.
No vídeo, pela primeira vez, Falcão cita a intenção de desmascarar, na CPMI, aqueles que, segundo o presidente do PT, são os autores do que ele chama de "farsa do mensalão", PSDB e DEM. As declarações foram criticadas pela oposição e até por setores mais moderados do PT.
Falcão começa sua fala dizendo que está em operação "uma verdadeira operação abafa, uma tentativa de setores políticos e veículos de comunicação que tentam, a qualquer custo, impedir que se esclareça plenamente toda a organização criminosa montada por Carlinhos Cachoeira em conluio com o senador Demóstenes Torres, que já se afastou com DEM na tentativa de isolar o partido do escândalo".
Em seguida é específico sobre o mensalão:
- A bancada do PT na Câmara e no Senado defende uma CPI para apurar esse escândalo dos autores da farsa do mensalão. É preciso que a sociedade organizada, movimentos populares, partidos políticos comprometidos com a luta contra a corrupção, como é o PT, se mobilizem para impedir a operação abafa, e para desvendar todo o esquema montado por esses criminosos, falsos moralistas que se diziam defensores da moral e dos bons costumes - conclama Falcão.
No vídeo, ele ataca o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), mas não faz nenhuma menção ao envolvimento do governador petista do Distrito Federal, Agnelo Queiroz - que teve seu nome citado na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, como interessado num suposto encontro com Cachoeira, o que Agnelo nega.
- Nós queremos que uma CPI possa apurar todos os vínculos desse senador (Demóstenes) e vários políticos de diferentes partidos com o jogo do bicho, com contrabando, com informações privilegiadas sobre operações da policiais. É um esquema que chega ao governador de Goiás, Marconi Perillo, que tenta colocar todo mundo na vala comum. Esta semana mesmo ele disse que em Goiás todo mundo tinha relações com Carlinhos Cachoeira - diz Falcão.
Vídeo não cita petistas envolvidos com bicheiro
O presidente do PT não citou também o suposto envolvimento do deputado Rubens Otoni (PT-GO) e do subchefe de assuntos federativos da Secretaria de Relações Institucionais, Olavo Noleto, outro petista histórico em Goiás, com o bicheiro goiano:
Falcão encerra o vídeo com um apelo final:
- CPI do Demóstenes para esclarecer seus vínculos com a corrupção e com os políticos corruptos!
O senador Jorge Viana (PT-AC) mostrou preocupação, temendo que a declaração de Falcão e a vinculação com o mensalão contaminem a credibilidade da CPMI
- Essa CPMI é suprapartidária e não tem essa característica de ser um partido contra outro. Ela não pode estar vinculada ao tema do mensalão. Esse é um problema que nós no PT temos uma versão, e o Brasil tem outra. A CPMI tem origem em pessoas que nos acusavam, mas eu defendo que a gente não dê à oposição o mesmo tratamento que recebemos dela no inicio. O presidente do PT tem outras missões a cumprir - disse Viana.
Na oposição, houve reação à fala de Falcão:
- É um esforço para evitar o óbvio: a condenação dos culpados, que já foram inocentados pelo PT. Se a sociedade se mobilizar, vai ser para exigir a condenação - disse o presidente do PSDB, Sérgio Guerra.
Para o ex-petista e líder do PSOL na Câmara, deputado Chico Alencar (RJ), negar o mensalão e usar a CPI para desviar o foco do julgamento é um exercício de ficção:
- É um delírio completamente artificial. Estou assustado com essa tentativa que é até infantil de tão precária, de tão frágil. Desde que surgiram as primeiras evidências do mensalão, setores do PT ficaram indignados e nunca negaram sua existência.
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IDELI SALVATTI/CONGRESSO [In:] ''DEU ÁGUA'' NESSAS RELAÇÕES
Câmara convoca Ideli para explicar lanchas da Pesca
Ideli terá de explicar lanchas da Pesca | |||||
Autor(es): EUGÊNIA LOPES | |||||
O Estado de S. Paulo - 12/04/2012 | |||||
Com a ajuda da base, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara aprovou ontem a convocação da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para explicar as denúncias de irregularidades, publicadas pelo Estado, na compra de lanchas pelo Ministério da Pesca
Deputados aliados votaram em comissão da Câmara pela convocação da ministra para falar sobre denúncias envolvendo sua antiga pasta
Com a ajuda da base aliada, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara aprovou ontem a convocação da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) para explicar as denúncias de irregularidades na compra de 28 lanchas pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, publicadas pelo Estado há duas semanas.
Insatisfeitos com a demora na liberação de verbas orçamentárias e no preenchimento de cargos de segundo escalão e com a decisão do Palácio do Planalto de apoiar a criação da CPI do Cachoeira, deputados aliados resolveram votar a favor da convocação da ministra, derrotando o governo por oito a sete na comissão. A data do depoimento da ministra - que é obrigada a comparecer - ainda não foi marcada.
A vitória da oposição só foi possível porque cinco deputados da base governista - dois do PP, dois do PR e um do PMDB - votaram pela convocação de Ideli.
"Foi uma derrota apertada e equivocada. Tivemos parlamentares da base do governo que votaram a favor da convocação, o que identifica um problema político. Foi também um problema de quórum porque deputados do PMDB foram embora da sessão", lamentou o vice-líder do governo, Odair Cunha (PT-MG).
"Eu diria que foi uma mistura de vacilo, cochilo do governo com a insatisfação da base aliada", resumiu o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), autor do requerimento de convocação.
Em nota divulgada ontem pelo Ministério das Relações Institucionais, Ideli negou qualquer envolvimento com irregularidades na compra das lanchas. Ao garantir não ter relações com a Intech Boating, a ministra argumentou que nos cinco meses em que esteve à frente da Pesca "não assinou e não firmou nenhum novo contrato ou convênio".
"Devido aos deveres intrínsecos ao cargo, executou os contratos e convênios sobre os quais não recaíam quaisquer vetos dos órgãos fiscalizadores", diz a nota. A ministra afirmou ainda que sua campanha ao governo de Santa Catarina não foi beneficiada com doações da Intech Boating.
Troca. A convocação de Ideli foi aprovada depois que a Comissão de Fiscalização e Controle desistiu de votar requerimento de convocação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Por interferência do líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), que foi pessoalmente à comissão, o pedido para arguir Padilha não foi votado.
Em troca, o líder garantiu que o ministro da Saúde irá comparecer na semana que vem à comissão para explicar as denúncias envolvendo um ex-assessor do ministério e hospitais federais do Rio. A posição de Alves irritou, no entanto, os peemedebistas, que preferiram se retirar da comissão e não votaram a convocação de Ideli, permitindo a vitória da oposição.
Há 13 dias, o Estado revelou que em 2009 o Ministério da Pesca comprou 28 lanchas-patrulha. O valor do contrato chegou a R$ 31 milhões. Parte da conta, cerca de R$ 5,2 milhões, foi paga já na gestão de Ideli, no início do ano passado. A pedido do ministério, o dono da fabricante das lanchas, a Intech Boating, doou R$ 150 mil ao comitê financeiro do PT de Santa Catarina, que bancou 81% dos custos da campanha de Ideli ao governo do Estado.
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Ideli é convocada a se explicar sobre lanchas
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SENADO/DEMÓSTENES [In:] TUDO SE TORNARÁ N´UMA ''MAROLINHA''
ALIADOS TEMEM QUE CPI DO CACHOEIRA VIRE TSUNAMI
A RESSACA DA CPI |
Autor(es): » JÚNIA GAMA » ERICH DECAT » GABRIEL MASCARENHAS » PAULO DE TARSO LYRA |
Correio Braziliense - 12/04/2012 |
As apurações sobre o envolvimento de parlamentares com o esquema criminoso do bicheiro Carlinhos Cachoeira correm o risco de se resumir ao processo no Conselho de Ética para cassar Demóstenes Torres (GO). Isso porque senadores e deputados governistas se deram conta, menos de 24 horas após anunciarem com estardalhaço a criação de uma CPI mista, de que uma investigação desse porte pode causar estragos imprevisíveis dentro e fora do Congresso. Uma saída, defendida pelo PT, seria limitar os trabalhos às denúncias baseadas na Operação Monte Carlo. Mas a oposição não aceita. Quer ampliar o foco e destrinchar também as relações de empresas do bicheiro com o governo federal.
Escutas apontam supostas ligações com o governador do DF.
Com receio de uma investigação muito ampla, deputados e senadores tentam definir o foco da comissão parlamentar mista de inquérito para apurar os negócios do bicheiro Carlinhos Cachoeira
Menos de 24 horas depois de anunciar, com estardalhaço, a criação de uma CPI mista para investigar os negócios do bicheiro Carlinhos Cachoeira, deputados e senadores começaram a procurar caminhos para diminuir o estrago que uma investigação desse tipo pode causar no Congresso. A estratégia passa por dois caminhos. O primeiro é garantir, com base em um precedente legislativo, que o Conselho de Ética do Senado tenha acesso ao inquérito que corre em segredo de justiça no Supremo Tribunal Federal, o que tornaria desnecessária a criação da CPI.
A outra alternativa seria restringir o foco dos trabalhos, para evitar destrinchar as relações de empresas privadas com o governo federal. No início da noite de ontem, uma reunião de emergência foi convocada na Câmara para afinar o texto do requerimento de criação da Comissão. O PT bateu o pé e só aceitava investigar as denúncias baseadas na Operação Monte Carlo, de 2009, porque os fatos já seriam conhecidos. Já a oposição quer uma investigação mais ampla das atividades de Carlinhos Cachoeira, o que poderia envolver diretamente empresas contratadas para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Próximo das 22h, um texto provisório foi divulgado. O documento afirmava que a CPI investigaria, em um prazo de 180 dias, "práticas criminosas desvendadas pela Operação Monte Carlo da Polícia Federal, mas sem prejuízo de aditamentos de fatos novos que se liguem, intimamente, ao objeto central, particularmente a existência de um esquema de interceptações e monitoramento de conversas telefônicas". Valeu a tese mais ampla, por enquanto.
No Senado, mais cedo, um grupo de petistas deu início à operação "abafa" para justificar um recuo. A alegação é de que, em 2001, o Conselho de Ética teve acesso a escutas da Polícia Federal que estavam sob segredo de Justiça no processo contra o então senador Luiz Otávio (PPB-PA), indiciado por crime contra o sistema financeiro. "Se o conselho tiver acesso a essas conversas, isso será um fato novo. Com a questão de ordem atendida, dá para recuar", aponta um petista do grupo que trabalha para abafar o caso.
"Imaturidade"
Alguns integrantes do partido acusam o líder do PT na Casa, Walter Pinheiro (BA), de ter levado a questão para o lado pessoal ao insistir na criação da CPI. Ele se defende. "Os deputados do PT caíram em cima de mim quando o Senado manteve a cautela em relação a Demóstenes. Ameaçaram recorrer à Executiva nacional para nos pressionar. Fui bombardeado até pelo Twitter, acusado de não ter pulso firme", justificou Pinheiro.
Apesar do impasse, o sentimento é de que a instalação da CPI mista é irreversível uma vez que tanto o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), quanto da Câmara, Marco Maia (PT-RS), assumiram publicamente o compromisso de criação do colegiado. "A maioria do nosso grupo achava que era blefe. O governo achou que não toparíamos e nós achamos que o governo não iria topar. É uma imaturidade enorme, ninguém queria ficar com o ônus de se recusar a fazer uma CPI", aponta o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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O presidente do PT, Rui Falcão, associou a CPI do Cachoeira, defendida pelo partido para investigar conexões criminosas do bicheiro Carlinhos Cachoeira, a uma operação para desviar o foco do mensalão – que será julgado este ano Supremo Tribunal Federal. Num vídeo postado no site do PT, Falcão convocou centrais sindicais e partidos a se mobilizarem contra o que chamou de “operação abafa” que tentaria impedir investigações sobre Cachoeira e parlamentares de várias siglas, como DEM, PPS e do próprio PT. “A bancada do PT na Câmara e no Senado defende uma CPI para apurar esse escândalo dos autores da farsa do mensalão”, afirmou. No Congresso, governistas trabalham para assegurar o comando da CPI e impedir que a comissão fuja do controle, atingindo aliados. A oposição, com PSDB à frente, fala em investigação sem limites. (Págs. 1, 3 a 10, Merval Pereira e editorial “todos correm riscos na CPI de Cachoeira”)
Foto-legenda: O fantasma do Senado
O painel registra presença de Demóstenes: ele entrou por uma porta lateral e saiu sem ser visto. A Sarney, avisou que não renuncia. (Págs. 1 e 4)
Escutas telefônicas dentro da Operação Monte Carlo sugerem que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), pediu reunião com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Queiroz negava ter tido qualquer encontro com Cachoeira, acusado de chefiar máfia que tinha negócios com o governo do DF. Nas gravações da Polícia Federal, um aliado de Cachoeira o avisa que foi procurado por funcionário do governo do DF, que disse que o '01' queria falar com ele. De acordo com a PF, '01' era a forma como os aliados de Cachoeira se referiam a Agnelo - o que o governador nega. (Págs. 1 e Nacional A4, A6 e A7)
Alcance da CPI assusta
Integrantes do PT e do PMDB demonstraram arrependimento pelo apoio à CPI que investigará as ligações políticas de Carlinhos Cachoeira. (Págs. 1 e Nacional A4)
Marco Aurélio Mello
Relator do processo no Supremo
"Aborto é crime contra a vida. Tutela-se a vida em potencial. No caso do anencéfalo não existe vida possível"
Não está claro se o empenho na realização da CPI para investigar as armações ilimitadas das organizações Cachoeira é para explicar ou para confundir. (Págs. 1 e Nacional A6)
Se editar súmula, o Supremo poderá contribuir para o fim dessa prática desastrosa. (Págs. 1 e A3)
Escutas apontam supostas ligações com o governador do DF (Págs. 1, 2 a 4 e 31)
O Valor teve acesso à minuta do projeto de lei complementar que altera a LRF. A grande novidade é o interesse do governo em mudar o artigo 14, que não tem qualquer relação com os três temas que estarão na mesa de negociação com governadores e parlamentares - a 'guerra dos portos', nova partilha do ICMS do comércio eletrônico e a redução do custo financeiro das dívidas estaduais. (Págs. 1 e A2)
As exigências contrariam decisão tomada pelo governo, em outubro, de agilizar a análise socioambiental de grandes projetos de infraestrutura. "Há etapas e procedimentos novos. Isso pode acentuar a morosidade do processo de licenciamento, que já é lento", reclama o coordenador do Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico (Fmase), Marcelo Moraes. (Págs. 1 e A3)
O Copom indicou em março que reduziria a Selic para no máximo 9%, um pouco acima da mínima histórica de 8,75% ao ano. De lá para cá, porém, a desinflação da economia foi mais acentuada e surpreendeu tanto o mercado quanto o Banco Central. Isso pode ajudar a inflação a convergir mais rapidamente do que esperava o próprio Copom para a meta de 4,5% neste ano. (Págs. 1 e C3)
Foram envolvidos na investigação da Polícia Federal os principais partidos de oposição, como DEM e PSDB, e integrantes do governo como assessores da ministra Ideli Salvatti e do governador Agnelo Queiroz (PT-DF). Enquanto a oposição tentar levar a crise ao centro do Executivo, o objetivo petista é usar a CPI para dividir atenções com o julgamento do mensalão. (Págs. 1 e A6)
A indefinição sobre os planos econômicos espelha um problema recorrente no Supremo nos últimos anos: processos de grande repercussão política, econômica e social estão parados nos gabinetes dos ministros ou entram e saem da pauta sem perspectiva de análise. "Há um problema de excesso de processos e de muita discricionariedade na escolha dos temas", afirma o advogado Luís Roberto Barroso. Há dois anos, quando assumiu a presidência da Corte, o ministro Cezar Peluso quis zerar a pauta do STF. Mas a ideia não foi para frente e hoje ainda se veem pautas com centenas de processos. (Págs. 1 e A16)
Dificuldade da presidente Dilma Rousseff com a base governista teria relação com a crise de carreiras políticas no PT. (Págs. 1 e A6)
Retomada do setor naval é incontestável, mas equívocos precisam ser corrigidos para não se repetir a debacle dos anos 80. (Págs. 1 e A10)