A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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segunda-feira, dezembro 03, 2007
CPMF/GOVERNO LULA: PLANALTO & PLANOS
O Planalto inicia a semana em “desvantagem”. A inferioridade deve ser grafada assim, entre aspas, porque nem a oposição, em aparente vantagem numérica, confia plenamente na fidelidade de todos os 34 votos de que, supostamente, dispõe. Certos senadores são vistos como prendedores de roupa. Hoje, pendem do varal da oposição. Amanhã, podem migrar para o fio em que o governo estendeu as verbas, os cargos e os favores que tem a oferecer. Nesta segunda-feira (3), José Agripino Maia (RN) e Arthur Virgílio (AM) –líderes do DEM e do PSDB— reúnem-se com Marco Maciel (DEM-PE), presidente da comissão de Justiça do Senado. A trinca vai esboçar o “Plano B” da oposição. Uma estratégia que será acionada caso o governo consiga virar a cabeça de parte da tropa anti-CPMF. A tática alternativa prevê a troca dos métodos de guerra legislativa convencional, na qual prevalece quem tem mais votos, pela guerrilha regimental. Se pressentirem que lhe fogem os votos, PSDB e DEM erguerão barricadas sobre o regimento. Tentarão empurrar a deliberação do Senado até as fronteiras do Ano Novo.Pela Constituição, o prazo de validade do imposto do cheque expira em 31 de dezembro de 2007. Se o governo não conseguir votar a renovação da CPMF até lá, o tributo deixa de existir. Nessa hipótese, a oposição derrotaria o governo por decurso de prazo, sem ter de ir à sorte das armas em plenário.A presença de Marco Maciel na reunião desta segunda não é casual. É na comissão de Justiça, comandada por ele, que PSDB e DEM enxergam as picadas que teriam de trilhar caso optem pela trilha da guerrilha regimental. A emenda da CPMF volta à comissão na quarta-feira (5), para a análise das emendas que será penduradas na proposta. Estima-se que, aferrando-se ao regimento, Maciel teria como protelar o confronto do plenário por pelo menos 15 dias, a contar de quarta. Se bem sucedido, o esconde-esconde regimental empurraria a votação do primeiro turno da CPMF para o dia 19 de dezembro. Ainda que consiga prevalecer no primeiro round, o consórcio governista teria de arrostar um interstício de cinco sessões, descontado o final de semana. E o segundo turno se daria entre o peru do Natal e o champanhe do Ano Novo. Agripino Maia e Virgílio vão ao encontro de Maciel em franca divergência. O líder do DEM ainda cultiva a expectativa de ganhar no voto. “Só tenho convicção plena do meu próprio voto. Mas tenho de confiar na palavra daqueles que dizem estar conosco”, diz Agripino, em privado. Por Virgílio, a opção pela guerrilha já deveria ter sido adotada. “Já fui ministro. Sei que não devo desprezar o poderio do governo”, afirma, entre quatro paredes. Para o líder tucano, o Planalto foi à guerra “disposto a tudo.” Acha que Lula deixou claro que levaria a queda-de-braço às raias do inadmissível ao entregar Furnas ao PMDB, ainda na fase em que a emenda da CPMF transitava pelos escaninhos da Câmara. No Senado, Virgílio argumenta, sempre sob reserva, os dissidentes do consórcio governista –hoje alinhados à oposição—, “passaram a valer ouro em pó.” E Lula, submetido ao risco de perder uma arrecadação de R$ 40 bilhões anuais, “fará o que for preciso” para cooptá-los. Alguns, na opinião do líder do PSDB, não resistirão. Num movimento iniciado na semana passada e intensificado no final de semana, o governo, de fato, mira em três dos sete dissidentes que engordam o cesto de votos da oposição: César Borges (PR-BA), Expedito Júnior (PR-RR), Romeu Tuma (PTB-SP). E acerca-se de outro governista que pende para a rejeição da CPMF: Geraldo Mesquita (PMDB-AC). De resto, tenta seduzir tucanos como Cícero Lucena (PB) e ‘demos’ como Jonas Pinheiro (MT). Em contatos telefônicos mantidos no final de semana, Virgílio informou à cúpula do DEM que, se o parceiro mantiver o entendimento de que a oposição pode ganhar no voto, vai entregar os pontos. Não sem antes repisar sua convicção quanto aos riscos. Agripino, por sua vez, não se mostra inteiramente avesso à mudança de estratégia. Mas acha que, antes, é preciso aferir, em contatos diários, a solidez dos votos duvidosos. Nesta terça-feira (4), por exemplo, ele terá um tête-à-tête com José Nery (PSOL-PA), outro oposicionista submetido ao cerco do Planalto.
Escrito por Josias de Souza. Folha Online, 0312.
BOLÍVIA: [TAMBÉM] FAZENDO A LIÇÃO DE CASA! (E NÓS???)
É a primeira vez que o governo fala da proposta. Linera acredita, porém, que nem isso destravará a tramitação da Constituição, cujo prazo para ficar pronta expira em 14 dezembro. Para ele, a oposição do país recusa-se à aprovação da Constituição --que, sustenta, estará pronta, sim ou sim, no dia 15-- para não constitucionalizar a lei de nacionalização dos hidrocarbonetos e terras. Sociólogo marxista e matemático de 45 anos, ele usa imagens do sociólogo marxista italiano Antonio Gramsci para explicar a Bolívia atual. Segundo García Linera, o país resolveu "o empate catastrófico" entre conservadores e progressistas na disputa sobre o projeto do Estado boliviano com a vitória de Evo Morales em 2005. Resta, porém, resolver o embate de forças políticas e essa é a explicação para o confronto entre o governo Evo Morales e seis dos nove departamentos (Estados) bolivianos, que paralisaram as principais cidades do país na semana que passou e ameaçam declarar autonomia unilateral em relação a La Paz. García Linera vê como cenário possível, ainda que não o mais provável, um confronto entre movimentos sociais e a elite do leste do país, caso a última resolva desconhecer o governo nacional: "Eles estão abrindo uma caixa de Pandora que pode ser muito perigosa." Leia a íntegra da entrevista concedida à Folha em seu apartamento em La Paz, na noite de sábado, onde o vice-presidente fala sobre a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente chilena Michelle Bachelet na próxima semana à Bolívia e a crise de abastecimento de diesel, que preocupa produtores do departamento de Santa Cruz --inclusive brasileiros, responsáveis por 35% da produção de soja local.
Depois da entrevista, García Linera disse ainda à Folha que o governo pretende mudar no texto da Carta as regras para a eleição da Assembléia Legislatura Plurinacional, com 157 cadeiras, que pela proposta substituirá Câmara e Senado.
O texto atual diz que a eleição garantirá "a participação proporcional dos povos originários e nações indígenas camponesas", e participação igual de homens e mulheres. Segundo o vice-presidente não haverá cotas para povos originários. "Eles não precisam de cotas, não são minorias --isso faria sentido no Brasil, talvez". No futuro, diz, com a consolidação da participação política dos indígenas, o país precisará de cotas para brancos. Na Bolívia, 62% da população se declara indígena.
FOLHA - O sr. mencionou, numa entrevista logo após a vitória nas eleições, que a Bolívia caminhava para resolver "o empate catastrófico" entre duas forças --as conservadoras e as progressistas-- em que o país estava preso. Com a crise com seis dos nove departamentos (Estados), o empate não está posto de novo?
ÁLVARO GARCÍA LINERA - Em 2003, lidamos com essa hipótese gramsciana do empate catastrófico, na medida que resumia a coexistência confrontada de duas visões, dois projetos de país. Um em ascensão e outro em descenso, e os dois disputando os rumos da sociedade, em que não se consolida um projeto estatal. Dissemos que a eleição de 2005 resolvia o empate catastrófico porque consolidava um projeto de país. Isso não significa que havia acabado a confrontação, mas naquele momento estava claro que a política que viria depois teria eixos definidos, com posições mais conservadoras ou mais radicais, mas já com consenso na sociedade. Quais são esses eixos que se impuseram? O papel do Estado na economia: não há um projeto, ao menos na Bolívia, que diga "voltemos à privatização, ao investimento privado em setores estratégicos". Até a direita tem de dizer: "Não nacionalizaram bem, eu faria de outra forma."
GOVERNO LULA/IDH: BOLSA NÃO É RENDA!
'QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"

HUGO CHÁVEZ/VENEZUELANOS [In:] ... FAZENDO A "LIÇÃO DE CASA"!
O CNE assinalou que 50,7% dos venezuelanos votaram contra o primeiro bloco de artigos submetidos à consulta, enquanto 49,29% optaram pelo "sim" no referendo realizado neste domingo (2). Além disso, 51,05% rejeitaram o segundo bloco de artigos, enquanto 48,94% o aprovaram. A abstenção no referendo foi de 44,9%. Cerca de 16 milhões de venezuelanos tiveram a oportunidade de aprovar ou rejeitar com seu voto a reforma constitucional promovida pelo presidente Hugo Chávez, que entre outras coisas possibilita aos presidentes a opção pela reeleição sem limite de mandatos consecutivos e reconhece a propriedade comunal, além da privada. Os bispos católicos, a oposição política, além de grupos dissidentes do Governo como o Podemos, os estudantes e os empresários pediram o voto no "não".
Boca-de-urna
Resultados anteriores de boca-de-urna mostravam uma vitória apertada do "sim". Três empresas de pesquisa venezuelanas mostraram projeções favoráveis à reforma constitucional proposta pelo presidente Hugo Chávez. Estas enquetes --divulgadas apesar de a lei proibir a publicação de pesquisas na Venezuela antes dos resultados oficiais-- foram realizadas pela PLM Consultores, Datanálisis e Ivad (Instituto Venezuelano de Análise de Dados).
Com Efe e France Presse, Folha Online, 0312.