A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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terça-feira, abril 27, 2010
CHANCELARIA [In:] AMORIM/AHMADINEJAD
'Audiência'' para Ahmadinejad
O Estado de S. Paulo - 27/04/2010 |
O chanceler Celso Amorim concluiu ontem em Teerã, onde foi recebido pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad, um breve giro por algumas das capitais onde se desenrola, com enfoques distintos, o contencioso sobre o programa nuclear iraniano, alegadamente para fins pacíficos, mas suspeito de se destinar à produção da bomba. O chefe da diplomacia brasileira esteve antes na Rússia, que gradativamente se aproximou da posição dos Estados Unidos pela adoção de uma nova rodada de sanções da ONU contra o Irã por suas recorrentes violações do Tratado de Não-Proliferação (TNP) de que é signatário.
A outra escala de Amorim foi Ancara, na Turquia, cujo governo compartilha com o do Brasil a oposição às sanções, preferindo que a comunidade internacional insista nos entendimentos diplomáticos com a República Islâmica. Ambos os países são membros transitórios do Conselho de Segurança da ONU, onde a questão terá de ser decidida. Argumentam que as sanções serão ou inúteis ? como foram as três séries anteriores ? ou contraproducentes: se ferirem a economia iraniana, com efeitos diretos para a vida da população, levarão Teerã a um endurecimento com amplo apoio interno. Em termos práticos, Brasil e Turquia propõem dar uma nova chance ao esquema pelo qual o Irã enviaria à Rússia e à França cerca de 3/4 do seu urânio enriquecido a 3% para recebê-lo de volta, mais tarde, a 20%, para a produção de isótopos radiativos, com fins medicinais. A ideia chegou a ser acolhida em outubro passado pelos negociadores iranianos na AIEA. Em janeiro, dando a entender que temia que o material seria simplesmente confiscado, Ahmadinejad disse que o Irã só faria negócio se a troca fosse simultânea ? um contrassenso para a intenção de reduzir os estoques iranianos de urânio passíveis de enriquecimento para fins militares. Em favor da posição brasileira, Amorim lembra que os turcos, "membros da OTAN e vizinhos do Irã, são provavelmente os últimos a querer uma bomba iraniana", como disse em entrevista publicada domingo no Estado. O argumento ignora os vínculos históricos entre os dois países. Já no caso do Brasil, nada remotamente parecido com isso existe. Outra diferença é de atitude. A Turquia defende o diálogo com Teerã, porém é aliada tradicional dos EUA. Mais importante ainda, o seu presidente, Abdullah Gül, não corteja nem confraterniza com Ahmadinejad, como faz o presidente Lula ? para perplexidade dos observadores internacionais. "Chamam-nos de ingênuos", protesta o chanceler. Seria interessante saber que adjetivo ele aplicaria a Lula ao ouvi-lo falar que, na sua visita ao Irã, perguntará a Ahmadinejad, "olho no olho", se pretende fazer a bomba. Amorim soa razoável ao dizer que "é possível fazer um acordo que dê conforto relativo ? pois absoluto não há ? de que o Irã não terá um arsenal nuclear mínimo a médio prazo, ao mesmo tempo respeitando o direito iraniano de ter energia nuclear para fins pacíficos". O único senão do seu raciocínio é que jamais o Irã buscou efetivamente esse acordo, nem mesmo depois da mão estendida do presidente Barack Obama. Não será Lula quem o conseguirá. A diplomacia brasileira desconcerta pelo simplismo: na contramão das ambições por uma vaga permanente no Conselho de Segurança, deixa de participar dos debates sobre a natureza das eventuais sanções enquanto prega o diálogo, como faz a China, por exemplo. Mas o pior mesmo é ser "a única democracia ocidental", como aponta a candidata Marina Silva, "que tem dado audiência para Ahmadinejad". ----------- |
CONGRESSO NACIONAL [In:] O PODER EMANA DO POVO... [''sic'']
Novos Estados têm apoio do Congresso
Câmara vota plebiscito para a criação de novos Estados |
Autor(es): Caio Junqueira, de Brasília |
Valor Econômico - 27/04/2010 |
O Congresso está prestes a aprovar proposta para que os paraenses realizem plebiscito sobre a criação de dois Estados em sua região sul: Carajás e Tapajós. O projeto já passou pelo Senado e tramita em regime de urgência na Câmara. Se for aprovado, em nome da isonomia, estarão criadas as condições para que seja ressuscitada mais de uma dezena de projetos propondo a criação de Estados. Dois estão mais avançados e prontos também para ser votados no plenário: o do Maranhão do Sul e o da Gurguéia, no sul do Piauí. O Congresso está prestes a aprovar a permissão para que os paraenses possam realizar um plebiscito no qual decidirão pela criação ou não de dois Estados em sua região sul: Carajás e Tapajós. O projeto já passou pelo Senado e tramita em regime de urgência na Câmara, onde a expectativa é de que seja apreciado até o fim do mês de maio, com grandes chances de aprovação.
Se passar, estarão criadas as condições para que seja ressuscitada mais de uma dezena de projetos que tramitaram na Casa nos últimos dez anos pedindo a criação de Estados. O argumento principal a ser utilizado é de que, se os sul-paraenses têm direito ao plebiscito, os outros reivindicantes, em nome do princípio constitucional da isonomia, também o têm. Além disso, a aprovação reforçará o movimento municipalista, que trabalha pela aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que pode devolver aos Estados a competência para legislar sobre a criação de municípios. A estimativa é de que nas Assembleias Legislativas há mais de 500 projetos pedindo a emancipação de vilarejos espalhados pelo país. No que se refere aos Estados, dois projetos, além dos que devem ser votados neste semestre, estão mais avançados e prontos também para ser votados no plenário: o do Maranhão do Sul e o da Gurgueia, no sul do Piauí. "Isso é uma jusrisprudência, uma janela oportuna. Estou já requerendo a urgência para acontecer conosco o que aconteceu com Carajás e Tapajós", afirma o deputado Julio Cesar (DEM-PI), autor da proposta do plebiscito da Gurgueia, nome do rio que batiza um vale no sul do Estado, parte mais pobre mas, segundo o deputado, com maior potencial econômico devido à mineração e à produção de grãos do cerrado. Pelo projeto, 60% do território do Piauí ficariam com o novo Estado, onde viveriam 20% da população piauiense com PIB estimado em 15% do total produzido pelo Piauí, hoje na casa dos R$ 15 bilhões. A economia local baseia-se na produção de soja e há projeções para a extração de níquel. O outro projeto que aguarda votação é o que cria o Maranhão do Sul. Seu autor na Câmara foi o ex-deputado Sebastião Madeira (PSDB-MA), ex-presidente do Instituto Teotônio Vilela, o órgão de formação do PSDB, e atual prefeito de Imperatriz, a principal cidade do sul-maranhense. Apesar de ser historicamente contra a separação, a família Sarney apresentou o mesmo projeto após a derrota da governadora Roseana Sarney (PMDB-MA) na reeleição em 2006, pelas mãos do atual ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, então senador. Teve a assinatura também de Roseana e de outro fiel sarneysista, Epitácio Cafeteira (PTB-MA). A proposta teve rápida tramitação e chegou à Câmara, com a insatisfação dos que apoiavam o movimento antes, pois viam nela uma manobra contra a maior derrota do clã em 40 anos no Estado. Com o avanço de Carajás e Tapajós, porém, o movimento ganhou força. No dia seguinte à aprovação do requerimento de urgência dos paraenses, subiu à tribuna do plenário o deputado Carlos Brandão (PSDB-MA), ligado a Madeira: "Vamos reforçar a pressão, porque agora abriu-se uma brecha, um espaço para colocar os requerimentos de urgência. Não queremos nada mais do que dar o direito aos maranhenses de dizerem se querem ou não a divisão. O Pará obteve resposta mais rápida. Não discriminem o Maranhão", disse. Aprovado, o novo Estado teria cerca de 25% dos cerca de R$ 31 bilhões que compõem o PIB do Maranhão, 1,1 milhão dos 6,3 milhões de maranhenses e pouco menos da metade do Estado. A região produz basicamente grãos. Para o caso paraense, o apoio estimado pelos que encabeçam o movimento Carajás/Tapajós é de mais de 80% do Congresso. A oposição vem principalmente dos paulistas e outros deputados do sudeste, como o secretário-geral do PSDB, Rodrigo de Castro (MG), o presidente do PSDB-SP, Mendes Thame, o ex-chefe da Casa Civil do governo paulista Arnaldo Madeira (PSDB). Alguns petistas também são contrários, como José Genoino (PT-SP) e Devanir Ribeiro (PT-SP). Dois são os principais argumentos contrários. O primeiro é o de um desequilíbrio federativo com o aumento do número de senadores. Na Câmara isso não aconteceria, mas calcula-se que 16 Estados teriam alteração, para mais ou para menos, na composição de sua bancada. Os separatistas rebatem esse argumento, dizendo que "São Paulo já tem a hegemonia econômica". Contudo, o principal argumento que os move é o do alto custo que novos Estados acarretam para a União e para as outras unidades federativas. Foi com essa preocupação que em 2008 a Câmara pediu ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) um estudo sobre o assunto a partir de projetos que tramitaram na Casa a partir de 1998. Eis a conclusão: "As simulações realizadas mostraram que muitas das proposições de novos Estados carecem de fundamentação econômica, uma vez que os gastos estimados para alguns dos Estados propostos superam o próprio PIB do Estado a ser criado. Sugere-se que os novos projetos incluam avaliações econômico-financeiras das conseqüências das proposições, de forma que os legisladores possam ter idéias mais claras sobre as propostas em tramitação." O levantamento estima ainda em R$ 832 milhões o custo fixo anual para a manutenção de um novo Estado. O mais ativo deputado pró-Carajás, Giovanni Queiroz (PDT-PA), contesta a conclusão do estudo. O levantamento estima ainda em R$ 832 milhões o custo fixo anual para a manutenção de um novo Estado. "Os gastos que o novo Estado demanda são os gastos que a população daquela área demanda e não é atendida", afirma ele, um médico e agropecuarista mineiro que chegou na região em 1972. Presidente estadual do PDT, foi eleito prefeito de Conceição do Araguaia (PA) em 1976 e em sua gestão desmembrou o município em quatro. Deputado estadual, apresentou propostas que acabaram por criar mais nove municípios. --------- |
GOVERNO LULA 'BY' LULA [In:] UM DIA DE ÍNDIO
Agência Brasil
Atualização: 26/04/2010 08:42
http://www.correiobraziliense.com.br/
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O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE [In:] UMA É POUCO
RECEITA DO MINISTRO: SEXO CINCO VEZES POR SEMANA
ELEIÇÕES 2010/CIRO GOMES [In:] PRETÉRITO IMPERFEITO
Uma jogada eleitoral muito difícil de entender
Valor Econômico - 27/04/2010 |
A candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) acabou antes mesmo de existir oficialmente, com um script que seguiu um padrão mantido na vida política do parlamentar: o de rompimento radical, que não poupa adversários ou aliados e deixa poucas pedras sobre as pedras antes existentes. Ciro, que foi um leal aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT, moveu toda a sua capacidade ofensiva - que não é pequena - nos últimos meses contra governo, o PT e seu próprio partido. O Partido Socialista Brasileiro, embora dependa fundamentalmente de coligações estaduais com o PT não apenas para eleger governadores, mas para fazer bancadas na Câmara dos Deputados e nas Assembleias Legislativas, abriu espaço para a postulação de Ciro. Se o PSB tem que pagar por algum pecado, talvez pague por este: deu expectativas demais ao deputado do Ceará de que seria candidato a presidente da República e uma autonomia de voo de quem desconhece a capacidade ilimitada do parlamentar de arrumar confusão. Quando os interesses do PSB e do seu quase candidato conflitaram - e naturalmente eles tendiam ao conflito -, o partido tornou-se o centro dos ataques de Ciro. Ao final, do momento em que decidiu ser candidato a presidente até o abortamento de sua candidatura pela direção do PSB, o deputado havia desferido acusações e ofensas, democraticamente, a todos que estavam à sua volta: ao presidente Lula; à candidata Dilma Rousseff (PT); ao PMDB, principal aliado do governo; ao presidente do PSB, Eduardo Campos, e ao vice-presidente Roberto Amaral. A ação camicase e errática do deputado Ciro Gomes é quase uma marca de sua carreira. Ele começou a fazer política no PDS, partido do governo militar, em 1982, e por essa foi deputado estadual; em 1983, foi para o PMDB; em 1988, para o PSDB, onde se elegeu prefeito de Fortaleza e depois governador do Ceará. Foi ministro de Itamar Franco em 1994. Em 1996, com discordâncias inconciliáveis com o PSDB paulista, migrou para o PPS. Em 2003, com divergências insanáveis com o PPS, foi para o PSB. Os decibéis acima mantidos em artigo contra a direção nacional de seu atual partido, no dia 15, podem indicar que o parlamentar caminha para um desacordo também insuperável com o PSB. No espectro da esquerda, por onde caminhou lentamente desde que saiu do partido de direita, o PDS, seu primeiro abrigo na política, escassearam as opções do líder cearense, depois de tantos desacordos - se, ao final dessa briga, Ciro decidir novamente sair do partido. O ex-governador aventa a possibilidade de deixar a política. Não será apenas por desencanto, se isso ocorrer, mas porque o cearense manteve, em 30 anos de política, o hábito de andar e destruir as pontes atrás de si. Sobram poucas possibilidades de volta. No último round de sua acidentada carreira política, Ciro, consciente ou inconscientemente, atingiu a todos. Os comuns mortais jamais conseguirão entender onde quis chegar. Noves fora o elogio recente ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra (SP) - que considerou mais capaz do que Dilma para enfrentar o que será, segundo ele, uma inevitável futura crise cambial -, fez do tucanato, especialmente o paulista, o alvo de pesadas críticas desde que saiu do partido, com especial atenção ao próprio Serra e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Nos últimos meses, ofendeu o PT e o PMDB. Nas últimas semanas, olhou para mais perto e atacou a fundo o PSB. Hoje, Ciro Gomes tem uma posição controversa na política. De sã consciência, não há conforto em ser seu amigo, nem em ser seu inimigo. O deputado tem deixado, cada vez mais, de ser uma promessa política para ser um problema. O hábito de jogar no ataque de um jogo sempre pesado acaba abafando as qualidades do ex-quase-candidato. Eram claras e justas suas críticas à forma como se concretiza a aliança parlamentar com o PMDB. Se tivesse mostrado equilíbrio e controle, Ciro poderia ter desempenhado um papel importante de questionamento das políticas tradicionais de formação de alianças parlamentares, com grandes ganhos para o país. Ao iniciar o tiroteio contra qualquer alvo que se move, Ciro perdeu adeptos, razão e mais um partido. |
ELEIÇÕES 2010/DILMA ROUSSEFF [In:] ''SCARFACE''
A candidata Bengell
Jânio de Freitas - Jânio de Freitas | |
Folha de S. Paulo - 27/04/2010 | |
Atribuir a confusão fotográfica elaborada, como faz uma nota do site desmascarado, a "interpretação equivocada" de quem quis conhecer as mensagens da candidata, é mistura de desonestidade e desfaçatez. O propósito da baixeza está evidente no cuidado com que foram escolhidas as duas fotos. A de Norma, com o rosto pequeno, sem atrair atenção minuciosa, sob um pedaço de cartaz em passeata contra a ditadura; a de Dilma, o rosto inteiro, recente, não se sabe quanto. Mas, nas fotos utilizadas, as duas cabeças exatamente na mesma posição, enviesadas. Os cabelos acima da testa com disposição e corte iguais. O tempo explicaria a infidelidade dos traços da Dilma candidata aos da outrora Dilma manifestante. Ainda mais sabendo-se que a jovem Dilma foi participativa contra a ditadura. A nota do site não foi seguida de alguma forma de pronunciamento de Dilma Rousseff sobre o que foi feito em nome de sua candidatura. Caso não se conheçam providências respeitosas com o eleitor, o seu recém-nascido site não é dos que mereçam nem um mínimo de confiança para ser ainda visitado. Uma situação interessante para a candidata que ambiciona fazer da internet, a exemplo do feito por Barack Obama, um recurso eleitoral eficaz. ----------- |
ELEIÇÕES 2010/CIRO GOMES [In:] ''QUE´QUE ISSO CUMPANHÊRU"
CIRO AGORA CHAMA O PMDB DE QUADRILHA
'UM AJUNTAMENTO DE ASSALTANTES' |
Autor(es): Agencia O Globo/Leila Suwwan e Gerson Camarotti SÃO PAULO e BRASÍLIA |
O Globo - 27/04/2010 |
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ELEIÇÕES 2010 e PESQUISAS
Brasil
A gangorra dos números
A seis meses das eleições, o que valem as pesquisas de intenção de voto? Pouco. Coloque uma Copa do Mundo no meio e elas talvez valham ainda menos. Acrescente a famosa "margem de erro", que faz um candidato com hipotéticos 34 pontos valer apenas 32 ou já ter chegado a 36. Mas o que se briga por causa dos resultados é uma enormidade.
Otávio Cabral e Alexandre Oltramari
Fotos: Patricia Santos/Folha Imagem, Jose Paulo Lacerda/AE e Paulo Liebert/AE![]() |
LABORATÓRIO DE POLÍTICOS Celso Pitta (à esq.), candidato fabricado por pesquisas para suceder a Maluf; Collor, que se tornou atleta para agradar ao eleitorado; e Ciro, ejetado da campanha presidencial por causa dos números pífios. |
As pesquisas eleitorais surgiram no país há mais de meio século. Mais duradouras que a própria democracia, essas máquinas de captar e aferir tendências buscam reproduzir, com base em entrevistas e projeções matemáticas e estatísticas, cenários reais, seja para averiguar quantos ouvintes tem uma emissora de rádio, seja para verificar o nome mais adequado para uma nova marca de sabão em pó. Os institutos de pesquisa, porém, ganham notoriedade, importância e destaque quando o assunto é eleição. Nada mais compreensível, portanto, que, faltando menos de seis meses para o início do pleito que promete ser o mais interessante das últimas décadas, todas as atenções se voltem para os prognósticos produzidos a partir dos dados colhidos pelos quatro maiores e mais tradicionais institutos brasileiros – Datafolha, Ibope, Vox Populi e Sensus. Ao contrário do que se espera de um trabalho cartesiano, os resultados apresentados na primeira grande rodada de pesquisas são discrepantes, sugerem realidades distintas e permitem interpretações variadas e contraditórias. Os números indicam que o ex-governador José Serra está liderando a disputa. Dependendo da pesquisa e de como ela é analisada, a ex-ministra Dilma Rousseff também pode surgir na dianteira. Contemplando ainda um terceiro cenário, nem um empate é descartado. Como as três hipóteses não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo, a única certeza é que alguém errou – e errou feio.
O Datafolha coloca o candidato José Serra 10 pontos à frente de Dilma Rousseff. A Sensus, a novata dos grandes, informa que essa diferença é de irrisório 0,3 ponto porcentual. O Ibope, dono do levantamento mais recente, crava o tucano a 7 pontos da petista. No Vox Populi, a diferença entre os dois encolhe para apenas 3 pontos. Em comum, todos apontam a liderança do candidato do PSDB.
O que isso significa? Primeiro que, claramente, quando questionados, há mais eleitores dizendo agora que votariam em José Serra para presidente do que em Dilma Rousseff. Fora isso, todo o resto é menos certo, começando pelo verbo "dizer", que é bem diferente de "votar". Se os dois verbos se equivalessem, as eleições no Brasil poderiam ser decididas por aclamação – ou por pesquisas de intenção. Em nenhuma democracia avançada essa possibilidade seria sequer aventada. Os números são ainda menos definidores do quadro político por uma razão adicional: o que se "diz" agora pode não ser o que se "fará" em outubro. Por quê? Principalmente porque a maioria dos 133 milhões de eleitores brasileiros simplesmente não está pensando em eleições e candidatos agora e só vai fazer isso depois da Copa do Mundo, quando a campanha na televisão tiver começado. Mas, do ponto de vista metodológico, a verdadeira barriga de crocodilo das pesquisas de intenção de votos é a margem de erro. Ela é um desvio estatístico inerente à pesquisa – que não existe no voto, que é contado um a um. De modo geral, os institutos de pesquisa assumem que seus resultados são corretos apenas quando considerados dentro de uma faixa que varia 2 pontos para cima ou para baixo. Ou seja, o candidato que aparece com 30 pontos em uma pesquisa pode ter, na margem superior, 32 pontos ou, na margem inferior, 28 pontos. Quando se imagina que um concorrente mais próximo tem sua pontuação submetida ao mesmo sistema, quem aparece em primeiro pode estar em segundo – ou ambos podem estar empatados. Não se fala aqui de Serra e Dilma, mas de candidatos hipotéticos.
Portanto, a rigor, não deveria haver razão para tamanho acirramento de ânimos em torno das pesquisas de agora. Mas a coisa está fervendo. O PSDB interpelou o Sensus e reclamou do Vox. O PT fez acusações contra o Datafolha e o Ibope. É natural e compreensível que seja assim. Afinal, a eleição deste ano, a primeira sem Lula em duas décadas, promete ser a mais acirrada desde a redemocratização. A diferença desta vez é que os institutos acusaram o golpe e se engalfinharam, numa surpreendente e inédita troca de insinuações sobre métodos, procedimento e idoneidade. O embate chegou a tal ponto que, há duas semanas, representantes de cada um dos quatro institutos se encontraram para tentar contornar as diferenças. A reunião, porém, se transformou em uma troca de acusações pesadas. Mauro Paulino, diretor do Datafolha, e Márcia Cavallari, representante do Ibope, propuseram uma padronização dos questionários das pesquisas sobre eleição presidencial. A proposta continha uma crítica às técnicas do Vox Populi e da Sensus, que, antes de perguntar sobre intenção de voto, questionam a situação da economia, no caso do Vox, e a popularidade do governo Lula, no caso do Sensus. Segundo Datafolha e Ibope, esse modelo induz o entrevistado a apontar Dilma Rousseff, a candidata do governo.
Coube ao representante do Vox Populi, João Francisco Meira, o ataque mais pesado contra os concorrentes. Em tom de voz alterado, ele acusou o representante do Datafolha de usar o jornal Folha de S.Paulo, controlador do instituto, para "desqualificar" seus rivais e "roubar" seus clientes. A prova, segundo ele, eram notícias publicadas no jornal com críticas aos métodos utilizados pelo Vox. Segundo a Folha, na última pesquisa o Vox Populi teria repetido o roteiro de endereços de entrevistas usado em levantamentos anteriores, além de ter exibido um questionário em que o nome dos candidatos aparecia sempre acompanhado do cargo que já haviam exercido, à exceção de José Serra. Dilma era "ministra Dilma". Serra era apenas José Serra, ou melhor, "arreS ésoJ" (o nome dele aparecia invertido). Tudo isso teria favorecido a candidata do PT. "Não vou me manifestar sobre esse debate porque acho que não acrescentaria nada. Mas posso dizer que tudo o que foi dito na reunião ocorreu em clima de total sinceridade", explicou João Meira.
Ao contrário do que parece, a confusão nunca foi a marca dos institutos brasileiros. As suspeitas de manipulação de números, que sempre surgem contra um ou outro instituto em praticamente todas as eleições, nunca foram comprovadas. O índice de acerto das pesquisas, de 98%, só é comparável ao das democracias mais maduras, conforme um estudo do cientista político Marcus Figueiredo, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro. Diz ele: "No Brasil, as pesquisas eleitorais não ficam devendo a nenhum outro país do mundo". Segundo especialistas consultados por VEJA, a explicação para o salseiro que se apresentou no início desta campanha é a confluência de dois fatores presentes nas sondagens atuais. Um deles é a falta de interesse pelas eleições e a consequente indefinição do eleitorado. De acordo com as pesquisas já divulgadas, quando são convidados a declarar o voto sem ver uma lista de candidatos, técnica conhecida como pesquisa espontânea, sete em cada dez eleitores não sabem responder. Os mesmos entrevistados, porém, acabam declarando o voto quando confrontados com uma lista, técnica chamada de pesquisa estimulada. "Como a maioria ainda não escolheu candidato, as pesquisas estimuladas extraem as preferências de uma massa volátil. É muito natural que sondagens feitas em dias diferentes captem essas mudanças sem que nenhum evento extraordinário tenha ocorrido entre eles", explica a socióloga Fátima Pacheco Jordão, uma das maiores especialistas em pesquisas eleitorais do país.
A falta de interesse pelas eleições, que tem contribuído para a confusão sobre a disputa presidencial, também nunca foi tão grande como agora. Em 2006, seis meses antes da eleição, metade do eleitorado já sabia apontar seu candidato de maneira espontânea. O mesmo índice era verificado em 2002. A inédita apatia eleitoral, no entanto, não explica isoladamente a divergência dos institutos sobre os rumos da sucessão. A segunda – e talvez decisiva – razão para as divergências é que, embora utilizem o mesmo método para tomar o pulso dos eleitores, os quatro maiores institutos de pesquisa brasileiros adotam técnicas distintas. As principais diferenças são o local e a maneira como os entrevistados são abordados pelos institutos. Enquanto o Datafolha colhe as opiniões em pontos de fluxo, como rodoviárias e shoppings, os demais institutos fazem pesquisas domiciliares. Segundo os especialistas, opiniões colhidas na rua, pelo menos em teoria, são emitidas com maior liberdade que as expressadas na porta de casa. "As duas técnicas têm justificativas científicas. Mas os resultados, em geral, não podem ser tão divergentes", diz o cientista político Alberto Carlos Almeida.
Mais que o local das entrevistas, porém, talvez nenhum outro fator seja tão potencialmente capaz de produzir distorções quanto a maneira como os entrevistados são abordados. As estimativas mais polarizadas sobre a sucessão presidencial, dos institutos Datafolha e Sensus, estão separadas por 10 pontos porcentuais de diferença e por abordagens totalmente distintas. No instituto Datafolha, os pesquisadores são orientados a não fazer perguntas antes de questionar em quem o entrevistado votará na próxima eleição. "O questionário é o coração da pesquisa", explica o diretor do Datafolha, Mauro Paulino. "Não fazemos perguntas sobre a avaliação do governo nem a razão da escolha antes de questionar em quem o eleitor votará. Isso pode influenciar a resposta." A Sensus, por sua vez, não vê problema algum em utilizar uma técnica que vai na contramão da do Datafolha. Em todas as suas pesquisas, o instituto questiona a avaliação do entrevistado sobre o governo Lula, o mais popular presidente do país, antes de perguntar em quem ele vai votar nas próximas eleições. "Na literatura de pesquisa, é metodologicamente lícito constarem perguntas que repliquem a estrutura natural de decisão do eleitor", defende-se o diretor da Sensus, Ricardo Guedes. Na semana passada, o ministro Ricardo Lewandowski assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral. Uma de suas primeiras missões no cargo será decidir sobre uma investigação pedida pelo PSDB sobre a Sensus por supostas fraudes na pesquisa.
É difícil imaginar que possa haver uma convergência entre os quatro institutos num momento em que existem divergências até mesmo dentro das próprias empresas. Em agosto passado, o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, afirmou em entrevista a VEJA que Lula não conseguirá fazer seu sucessor. Montenegro disse que o PT estava em "processo de decomposição" e que Serra seria eleito presidente – isso a mais de um ano das eleições. A entrevista causou uma crise dentro do próprio Ibope. Os petistas reclamaram. A diretoria condenou a entrevista de Montenegro e foi unânime em afirmar que declarações como essa abalam a credibilidade da empresa e podem afugentar clientes. "Nosso negócio é diagnóstico, não prognóstico", explica Márcia Cavallari. Desde então, Montenegro deixou de dar entrevistas. Está afastado da área de relacionamento com os clientes e dedica-se apenas a assuntos internos do Ibope.
A seis meses das eleições, com um cenário político ainda indefinido, é de perguntar o porquê de tanto barulho. As pesquisas eleitorais têm efeitos e consequências peculiares conforme o estágio da disputa. Agora, por exemplo, elas são decisivas para a definição de candidatos e suas coligações. Foi graças às sondagens eleitorais que o ex-governador de São Paulo José Serra garantiu a vaga de candidato do PSDB à Presidência, adiando o sonho presidencial do ex-governador mineiro Aécio Neves. "Muitos diziam que a candidatura de Aécio era mais promissora. Mas como poderíamos ignorar o fato de que o Serra há mais de dois anos aparece nas pesquisas com quase 40% das intenções de voto?", questiona o presidente do PSDB, Sérgio Guerra. Numa etapa posterior, pesquisas eleitorais qualitativas, que buscam sondar os anseios do eleitorado, são decisivas para moldar o comportamento e o perfil dos candidatos. O caso mais conhecido envolve o presidente do Vox Populi, Marcos Coimbra, e o ex-presidente Fernando Collor. Primo de Collor, Coimbra detectou que o candidato ideal deveria ter uma imagem de esportista. Collor passou a se exibir ao volante de carros esportivos e fazia corridas diárias em Brasília. Após seis meses de suor, foi eleito com 53% dos votos. Desconhecido, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta também foi um caso de sucesso de candidatura construída em laboratórios de pesquisa. Ciro Gomes, que até a semana passada era candidato à Presidência pelo PSB, foi ejetado da posição diante do pífio desempenho captado pelas pesquisas.
Divergências entre institutos também não devem, em princípio, causar grandes preocupações. Uma das razões é que o porcentual do eleitorado que acaba utilizando as pesquisas para orientar seu voto é muito baixo, inferior a 10%. Além disso, as divergências estatísticas diminuem, quase sempre flutuando dentro da margem de erro, com a proximidade da eleição – quando as pesquisas ficam mais frequentes e a volatilidade do eleitorado diminui. Por fim, já surgiu até um modelo para dar mais racionalidade à selva de números conflitantes. Nos Estados Unidos, em vez de tentar padronizar técnicas diferenciadas, criou-se um meio particular de leitura de pesquisas. A ONG Real Clear Politics adotou um índice que reflete a média de dezesseis institutos que fazem pesquisas com os mesmos métodos e técnicas diferentes. Na campanha de Barack Obama, a média apurada no final foi muito semelhante ao resultado das urnas. Esse modelo já começa a ser usado no Brasil. "A média dilui eventuais falhas e diferenças entre os institutos", afirma Figueiredo. Em muitos lugares, porém, essa solução nem seria possível. Em países como Rússia, Paquistão, Irã e China, há apenas um ou dois institutos de pesquisa, em geral ligados ao governo. Fraudes e manipulações eleitorais são constantes. Apesar de preocupantes, as divergências podem ser usadas como uma tremenda aliada da democracia – supondo, é claro, que todos os institutos ajam com correção.
Ailton de Freitas/Ag. O Globo![]() |
LEWANDOWSKI mal assumiu o TSE e já tem pela frente processo sobre pesquisas. |
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
27 de abril de 2010
O Globo
Manchete: PM começará pelo Borel ocupações na Zona Norte
Ao inaugurar ontem a sétima Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), no Morro da Providência, no Centro, o governador Sérgio Cabral anunciou que o Morro do Borel, na Tijuca, será a próxima região a receber o novo modelo de policiamento comunitário. A ocupação do Borel será amanhã. O bairro será o primeiro da Zona Norte a receber uma UPP. Com 6.831 moradores, segundo o Instituto Pereira Passos (IPP), a comunidade do Morro do Borel é considerada estratégica para a pacificação da Tijuca, bairro que tem registrado assaltos e arrastões no asfalto. O desafio para a Polícia Militar será formar um grande cinturão de segurança na Grande Tijuca, uma região cercada de 12 favelas dominadas por traficantes rivais. Segundo Cabral, a ocupação do Borel vai dar início a um processo de recuperação da qualidade de vida dos moradores da área, especialmente os dos morros da Casa Branca e do Cruz. (págs. 1 e 12)
Ciro agora chama o PMDB de quadrilha
Hiperte(n)são
Diante da taxa de 28% de hipertensão entre os cariocas, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, recomendou mudança de hábitos alimentares e físicos, além de mais sexo - com proteção: "Iria propor sexo cinco vezes por dia", brincou, alarmando que sexo é tão benéfico quanto esporte. O Rio tem a maior proporção de hipertensos do país. (págs. 1 e 11)
Crescimento, inflação e juros em alta
Banda larga é 10 vezes mais cara no Brasil
Paraguai caça guerrilha na fronteira com Brasil
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Folha de S. Paulo
Manchete: Violência no Guarujá faz EUA alertarem turistas
O governo dos EUA distribuiu comunicado em que orienta cidadãos do país a evitar viajar para quatro das maiores cidades do litoral paulista - Santos, São Vicente, Guarujá e Praia Grande - até o fim da onda de violência que atinge a região.
Responsável pela segurança de americanos em outros países, o Osac, ligado ao Departamento da Defesa, baseou a orientação a partir de informes do consulado em São Paulo. Não havia alertas similares para cidades do Estado desde 2006.
Em agosto daquele ano, houve ataques da organização criminosa PCC. Na semana passada, seis pessoas foram mortas somente em três dias no Guarujá. No ano passado inteiro, a cidade teve 53 vítimas de homicídio - menos de cinco por mês.
Segundo o presidente do Guarujá Visitors Convention Bureau, Ricardo Roman Junior, o alerta foi dado "sem informação. Os crimes foram na periferia, longe da zona turística". A Polícia Civil investiga se há ligação com o PCC. (págs. 1, C1 e C3)
Presidente do BC defende 'paulada' na taxa de juros
O governo espera, para amanhã, alta de até 0,75 ponto percentual na Selic, hoje em 8,75% ao ano. Temendo um desgaste eleitoral, Lula preferia uma elevação gradual. (págs. 1 e B4)
Ministro recomenda sexo contra hipertensão
A proporção de brasileiros com pressão alta subiu de 21,5%, em 2006, para 24,4% em 2009, indica pesquisa. Médicos afirmam que o conselho dado pelo ministro não é descabido. (págs. 1 e C4)
Brasil considera possível acordo nuclear com Irã
O chanceler se reúne hoje com o presidente Mahmoud Ahmadinejad. Lula deve visitar o país em meados do próximo mês. (págs. 1 e A12)
Plano oficial para internet sem fio ignora oposicionistas
Comandado pelo PMDB, o ministério prevê gastar R$ 100 milhões, sem prazo para implantação, e nega critério político. (págs. 1 e A11)
Janio de Freitas: Confusão de fotos une desfaçatez à desonestidade
Mônica Bergamo: Governo chama operadoras para discutir pré-pagos
Editoriais
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Incra poderia assentar 50 mil famílias, e ainda desapropria
Enquanto o Movimento dos Sem-Terra (MST) promove onda de invasões de propriedades rurais, representantes dos proprietários acusam o governo de estocar terras já desapropriadas. Segundo ruralistas, os assentamentos só podem ser feitos com investimentos em dinheiro, e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) não possuiria recursos para cumprir as metas. O Incra admite ter 690 imóveis, com 1,5 milhão de hectares, suficientes para abrigar cerca de 50 mil famílias, mas afirma que a maior parte da área (1,2 milhão de hectares) depende de decisões do Judiciário, de órgãos ambientais estaduais e de outras instâncias para ser liberada, "Não se pode chamar isso de estoque", disse o presidente do Incra, Rolf Hackbart. (págs. 1 e Nacional A4)
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Bastidores, por Rui Nogueira
O jogo duplo do Planalto
Em Brasília existem duas orientações para,pautar a relação do governo com os sem-terra, Em público, há o discurso de que "nunca se fez tanto", Pelas costas, a ordem é ir enrolando. (págs. 1 e Nacional A4)
Capitalização da Petrobras pode ter Fundo Soberano
Meirelles faz mercado elevar previsão de juro
Sky desafia Oi em oferta de banda larga
Ministro receita sexo contra a hipertensão (págs. 1 e Vida A16)
Enem ainda provoca confusão no Rio (págs. 1 e Vida A14)
Celso Ming: A farsa
Notas & Informações: 'Audiência' para Ahmadinejad
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Correio Braziliense
Manchete: Receita do ministro: sexo cinco vezes por semana
Rio não viu a cor da grana
MP exige dinheiro de volta
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Valor Econômico
Manchete: STJ conclui texto do novo código de processo civil
O novo instrumento traduz uma prática que poderá reduzir consideravelmente o número de processos em tramitação no país ou evitar a proliferação de ações sobre um mesmo tema. Ao determinar a existência do incidente de coletivização, os tribunais de segunda instância decidem que todas as ações que tratam de assunto semelhante tenham os julgamentos suspensos até que o STJ avalie a questão. Esse julgamento servirá de orientação para o juiz de primeira instância, que deverá aplicá-lo para os casos que estejam sob sua jurisdição. Com a medida, evita-se a subida dessas ações para instâncias superiores. (págs. 1 e E1)
Novos Estados têm apoio do Congresso
O principal argumento contra a criação de Estados são os custos. Um estudo do Ipea estima em R$ 832 milhões o custo fixo anual para a manutenção de um novo Estado. (págs. 1 e A8)
BB Mapfre, seguradora de R$ 11 bi
Paraná tenta atrair estaleiros
Para incentivar as empresas, em fevereiro o ICMS cobrado à cadeia do setor foi reduzido de 12% para 3%. Moreira Filho argumenta que outros Estados também fornecem incentivos semelhantes. Consultada, a direção da Techint confirmou que esteve com o ministro para falar de seus planos para Pontal, onde possui um terreno. (págs. 1 e B1)
Fiscalização por atacado
Dilema dos juros
China mira o Centro-oeste
Ideias
Ideias
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RADIOBRAS.