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sexta-feira, julho 06, 2012
MERCOSUL.. INDO AOS QUINTO (5 integrantes)
O desmonte do Mercosul
O Estado de S. Paulo - 06/07/2012 |
Motivações políticas são mais fortes que regras legais no Mercosul, segundo deixou claro o presidente do Uruguai, José Mujica, no esforço canhestro de justificar seu voto a favor do ingresso da Venezuela no bloco.
Se para algo serviram suas palavras, foi para dar razão a quem considerou um golpe a decisão, tomada por apenas três presidentes, de admitir na união aduaneira um novo parceiro com plenos poderes, sem respeitar a posição do Paraguai. Levaram-se em conta, segundo Mujica, "novos elementos políticos que superavam amplamente o jurídico". O alcance dessa declaração talvez lhe tenha escapado. De fato, ele confirmou as palavras do vice-presidente Danilo Astori e do chanceler Luis Almagro, críticos severos da admissão oportunista de um quinto sócio. Com essa decisão, segundo Astori, abriu-se no Mercosul uma "grave ferida institucional". O vice-presidente está certo e o chefe de seu governo inadvertidamente lhe deu razão. Quanto às alegações políticas, são tão frágeis quanto grotescas: três governantes golpearam as instituições do bloco para favorecer o caudilho Hugo Chávez e disseram ter agido em defesa da democracia.
Ao falar publicamente sobre o assunto, numa entrevista ao jornal La República, de Montevidéu, o presidente Mujica assumiu a defesa do chanceler Luis Almagro. O ministro de Relações Exteriores foi criticado pela oposição depois de condenar como ilegal a admissão da Venezuela. "Estou de acordo com seu desempenho", disse o presidente.
Segundo Almagro, Mujica resistiu inicialmente à proposta de incorporação da Venezuela, por julgar o momento inadequado, mas acabou cedendo às pressões da presidente Dilma Rousseff. Sem desmentir o ministro, e até elogiando sua atuação, o presidente apresentou sua explicação dos fatos. Em outras palavras, ele reconheceu, mas preferiu pôr de lado os escrúpulos legalistas do chanceler.
Não há como deixar de lado as instituições e ao mesmo tempo alegar razões políticas para justificar o golpe contra o Mercosul. Nem o recurso a argumentos do mais grosseiro pragmatismo torna menos desastrada - e desastrosa - a manobra dos três presidentes. Não se pode apontar o fortalecimento do bloco, sob nenhum aspecto, com a admissão da Venezuela bolivariana. Não há nenhum compromisso de Hugo Chávez com a democracia, nem com o funcionamento minimamente livre dos mercados, nem com a convivência civilizada entre nações.
O governo paraguaio entregou ao secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, José Miguel Insulza, um vídeo sobre a movimentação do chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, em Assunção. O ministro de Chávez aparece encaminhando-se para uma reunião com a cúpula militar paraguaia pouco antes do afastamento do presidente Fernando Lugo. O novo governo do Paraguai chamou de volta o embaixador em Caracas e declarou persona non grata o representante venezuelano em Assunção. Três presidentes de países-membros do Mercosul decidiram, portanto, admitir como sócio um país em conflito com o quarto membro da união aduaneira.
Não há nada surpreendente, nem improvável, na hipótese de uma interferência do presidente Hugo Chávez nos assuntos internos do Paraguai. Seu absoluto desrespeito às mínimas normas da diplomacia civilizada é bem conhecido. O governo brasileiro deveria recordar a atuação do caudilho bolivariano como conselheiro do companheiro Evo Morales, quando o governo da Bolívia decidiu invadir militarmente instalações da Petrobrás. Todos deveriam lembrar, igualmente, as relações de Chávez com as Farc e seus conflitos com o governo colombiano.
O ingresso da Venezuela de Chávez nada acrescenta, economicamente, à cambaleante união aduaneira. Do ponto de vista diplomático, a presença do chefe bolivariano será mais um entrave a negociações com parceiros relevantes, como os Estados Unidos e a União Europeia. Será, igualmente, um complicador adicional em discussões de alcance global. Neste momento, já é um fator de desagregação.
Na aritmética do Mercosul, o acréscimo de um sócio como a Venezuela é uma diminuição.
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AVE CÉSAR! ...
Marfrig eleva produção de aves em SP
Autor(es): Luiz Henrique Mendes |
Valor Econômico - 06/07/2012 |
Estimulada pela concessão de um crédito de ICMS para a produção avícola no Estado de São Paulo, a Seara Foods, unidade de aves e processados da Marfrig, decidiu ampliar em 22,7% a produção de sua unidade de Amparo (SP), das atuais 220 mil aves diárias para 270 mil. Com a decisão, a planta deve operar em sua capacidade máxima.
Na última segunda-feira, o governo de São Paulo concedeu um crédito de ICMS equivalente a 5% sobre o valor das vendas de carne in natura e processadas produzidas no Estado, tanto as destinadas para as exportações quanto para outras regiões do país. De caráter temporário, o benefício vale até o fim deste ano.
"Com essa medida, o governo posicionou temporariamente a competitividade fiscal da avicultura paulista próxima aos outros grandes Estados produtores do país", afirma, em comunicado, o chefe executivo de operações (COO) da Seara Brasil, Ivo Dreher.
Localizada na região de Campinas, a planta da Seara em Amparo é voltada para a exportação, tendo como clientes os mercados da Ásia, notadamente o Japão e a Europa.
Em comunicado, a Marfrig informou que a unidade poderia processar até 320 cabeças de aves por dia caso realizasse investimentos adicionais, mas que não o fará justamente pelo prazo determinado do incentivo fiscal. "Consideramos que a elevação de 50 mil aves por dia é adequada para aproveitar a oportunidade sem causar impactos ou demanda de investimentos significativos", justificou o diretor de operações de aves da Seara Brasil, Roberto Mulbert.
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"Ave César! Os que vão morrer te saúdam" ("Ave, César, morituri te salutant”).
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ESPIRRO LETAL
Em seis meses, gripe suína já matou 4 vezes mais do que em todo o ano de 2011
Autor(es): Fernanda Bassette, Mariângela Gallucci, e Chico Siqueira |
O Estado de S. Paulo - 06/07/2012 |
Levantamento do "Estado" contabiliza pelo menos 120 mortes contra 85 que foram admitidas pelo Ministério da Saúde
O Brasil registrou desde o início do ano ao menos 120 mortes em decorrência da gripe suína, segundo levantamento feito pelo Estado em todo o País. O número é pelo menos quatro vezes maior do que o registrado em 2011 – quando o País teve 27 mortes –, mas ainda assim o quadro não é classificado como surto, de acordo com o Ministério da Saúde.
Os três Estados da Região Sul são os que mais concentram casos – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, juntos, somam 1.023 casos confirmados e 74 mortes pela doença. Só Santa Catarina reúne 543 casos confirmados e 45 mortes pela doença.
Oficialmente, o ministério contabilizou até 28 de junho 790 casos e 85 mortes – o governo atribui a defasagem à demora dos Estados em enviar os dados, que são atualizados semanalmente.
O governo reconhece que o problema está concentrado na região e já enviou técnicos para o local. Outra providência adotada foi autorizar o envio para os Estados da Região Sul e São Paulo de 51 mil caixas de medicamentos para tratamento da doença.
Conforme a pasta, a medida foi preventiva e teve o objetivo de evitar que ocorra o desabastecimento do medicamento oseltamivir, vendido comercialmente com o nome de Tamiflu. Também foi autorizado o encaminhamento para os Estados de mais de 1 milhão de doses extras da vacina, que serão direcionadas aos doentes crônicos.Esperado. Apesar de concentrar o maior número de mortes por gripe suína no País, Fábio Galdenzi, diretor da Vigilância Epidemiológica do Estado de Santa Catarina, diz que esses casos são esperados para essa época do ano, especialmente por causa da temperatura e umidade da região. No ano passado, o Estado não registrou nenhum óbito em decorrência da doença.
De acordo com Galdenzi, isso ocorre porque a circulação do vírus varia de um ano para outro. "Em 2011, por exemplo, o vírus que mais circulou aqui foi o influenza H3N2. Por isso temos uma população enorme que ainda não foi exposta ao vírus H1N1 (da gripe suína)", afirmou.
O diretor da Vigilância diz ainda que o Estado de Santa Catarina teve uma altíssima adesão à campanha de vacinação contra gripe, atingindo 93% do público-alvo (crianças, grávidas, profissionais da saúde e idosos).
Para ele, parte dos casos pode ser atribuída ao "relaxamento" de profissionais de saúde e da própria população em relação à higiene, como lavar as mãos com frequência, evitar tocar em corrimãos e maçanetas e tomar cuidado ao espirrar para não espalhar o vírus (leia mais nesta página).
"Infelizmente as pessoas se esqueceram um pouco da conduta a ser tomada no caso influenza. E o H1N1 está voltando, apesar de o perfil de gravidade ser similar aos outros tipos de influenza", afirmou Galdenzi.
No Rio Grande do Sul, o Centro de Vigilância em Saúde já recebeu 99 notificações de casos da gripe suína, dos quais 15 evoluíram para óbito. Apesar de computado apenas meio ano, os números são semelhantes aos totais de 2011, quando foram confirmados 103 casos e 14 mortes. Em 2010 não houve ocorrência da doença no Estado. E em 2009, ano da pandemia, foram 3.544 casos e 297 óbitos.
As ocorrências provocaram aumento da demanda por vacinas tanto nas unidades básicas de saúde, públicas, quanto em clínicas privadas. Ontem, o secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, Ciro Simoni, informou que os municípios onde já foi detectada a circulação viral receberam 500 mil doses remanejadas de outras áreas e Estados.
Força-tarefa. No Estado de São Paulo foram espalhadas dez unidades de saúde, chamadas de sentinela, para fazer um monitoramento do H1N1 e estabelecer quais vírus serão usados para composição das vacinas nos próximos anos.
"Essas sentinelas fazem exames em pacientes de síndrome gripal para saber se há algum vírus novo para ser usado na vacina do ano seguinte", explica a diretora técnica da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Ana Freitas Ribeiro.
Em 2012, até agora, segundo ela, os vírus encontrados são os mesmos que compuseram as vacinas deste ano, ou seja, os vírus da H1N1, da H3N2 e da influenza.
O ministério recomendou aos profissionais de saúde que prescrevam rapidamente o medicamento a pacientes com síndrome gripal e integrantes de grupos vulneráveis, como portadores de doenças crônicas, antes mesmo do recebimento de resultados de exames laboratoriais ou do surgimento de sinais de agravamento da doença.
/ COLABORARAM LUIS CARRASCO, MARIANA LENHARO E OCIMARA BALMANT
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TEATRO MAMBEMBE
G1-São PauloDilma enfrenta protestos durante inauguração em São BernardoEstudantes de universidade federal em greve fizeram manifestação.
Presidente inaugurou posto médico junto com candidato à reeleição.05/07/2012 14h05 - Atualizado em 05/07/2012 16h33

Dilma afirmou durante seu discurso que pretende aumentar o número e a qualidade de médicos em serviços públicos. De acordo com ela, o Brasil tem menos médicos per capta do que a vizinha Argentina.
"Nós vamos aumentar, tanto no que se refere a cursos de medicina de qualidade, e temos de assegurar que em algumas regiões do país, onde não há recursos, nós tenhamos capacidade de assegurar e colocar médicos", afirmou.
O FERMENTO ''REAL''
PF prende ex-presidente da Valec
Polícia Federal prende ex-presidente da Valec |
Autor(es): Jailton de Carvalho |
O Globo - 06/07/2012 |
Patrimônio de José Francisco das Neves, o Juquinha, cresceu 830% nos 11 anos em que esteve à frente da estatal
A Polícia Federal prendeu ontem o ex-presidente da Valec Engenharia José Francisco das Neves, o Juquinha, e mais três pessoas acusadas de se beneficiarem de fraudes em licitações da ferrovia Norte-Sul.
Nos quatro primeiros inquéritos sobre o caso, a polícia já constatou superfaturamento de R$ 129 milhões só na construção de trechos da ferrovia em Goiás. Juquinha, que foi presidente da Valec entre 2003 e 2011, deixou o cargo ano passado em meio a denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes.
O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), anunciou que pedirá a convocação de Juquinha para depor na CPI do Cachoeira.
Durante a gestão de Juquinha, a Valec fez contratos de R$ 574 milhões com a Delta, alvo da comissão.
Mulher, filho e sócio também foram presos O ex-presidente da Valec tem ligações políticas com os deputados Valdemar Costa Neto (PLSP), Sandro Mabel ((PMDB-GO) e com o senador Vicentinho Alves (PR-TO). Na Operação Trem Pagador, a Polícia Federal em Goiás prendeu Marivone Ferreira das Neves e Jader Ferreira das Neves, mulher e filho de Juquinha.
Também foi preso Marcelo Araújo Cascão, sócio do executivo. O grupo é acusado de comprar mansões e fazendas, entre outros bens, para esconder o dinheiro supostamente desviado de obras da Norte-Sul.
As prisões foram decretadas pelo juiz da 11ª Vara Federal de Goiânia Alderico Rocha dos Santos, encarregado também do processo contra a organização do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
No mesmo despacho, o juiz determinou o sequestro dos bens do grupo de Juquinha. Nesta relação constam 15 imóveis, entre eles três fazendas em Goiás e três mansões no condomínio Alphaville, em Goiânia. Também foram bloqueadas 105 contas de empresas do grupo.
Juquinha, a mulher e o filho têm patrimônio declarado de aproximadamente R$ 18 milhões.
Mas, pelos cálculos dos investigadores, só os bens identificados até o momento chegam a R$ 60 milhões. Quando chegou à Valec, em 2003, Juquinha declarou patrimônio de R$ 1,5 milhão.
Nos 11 anos em que esteve na estatal, o executivo fez essa fortuna se multiplicar 830%, conforme cálculo de peritos que estão participando das investigações.
A investigação começou ano passado a partir de um levantamento que o procurador da República Hélio Telho estava fazendo sobre o patrimônio do ex-presidente da Valec. A ideia do procurador era identificar bens que pudessem ser apreendidos e leiloados numa ação civil já em curso contra Juquinha. Na apuração preliminar, Telho se deparou com uma surpreendente fortuna do ex-funcionário da estatal e acionou a Polícia Federal.
— Aquilo me assustou. Sabia que era muito, não sabia que era aquele patrimônio todo. E boa parte desse patrimônio estava em nome da mulher dele — disse Telho.
A partir dali, a Polícia Federal decidiu abrir uma investigação específica para identificar a movimentação do dinheiro e a compra de imóveis pelo grupo de Juquinha.
Segundo o superintendente da PF em Goiás, Joaquim Mesquita, trata-se de um inquérito específico sobre a suposta ocultação de riqueza de origem ilícita. As fraudes da Norte-Sul estão sendo apuradas de forma complementar em outras investigações.
A ideia dos investigadores é seguir o caminho do dinheiro supostamente desviado e levar o grupo à asfixia financeira.
— Esta é uma investigação diferente. Está focada no patrimônio e não nas fraudes nas obras. As fraudes estão sendo apuradas em outros inquéritos — explicou Mesquita.
A Polícia Federal também esteve na sede da Valec, em Brasília, verificando documentos relativos à época da gestão de Juquinha.
Funcionários da estatal que permaneceram na empresa foram interrogados. A Valec não se manifestou até agora sobre o caso.
Juquinha foi preso numa das três mansões que possui no condomínio Alphaville, em Goiânia, o mesmo onde Cachoeira foi detido em 29 de fevereiro.
Em depoimento à polícia, Juquinha disse que acumulou fortuna a partir da renda de bens e pequenos negócios que fez ao longo da vida. Mas a situação do ex-presidente da Valec se tornou mais complicada depois do interrogatório do motorista Mauro de Souza. O motorista, que prestava serviços à família de Juquinha, confirmou que recebia salário da Construmat, empresa com contrato de mais de R$ 4 milhões com a Valec.
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OS NOSSOS. OS DELES
ATOS DA CPI VIRAM DUELO ENTRE GOVERNO E OPOSIÇÃO
CPI DO CACHOEIRA TENTA "RESSUSCITAR" E CHAMA DONO DA DELTA E EX-CHEFE DO DNIT |
Autor(es): Eugênia Lopes |
O Estado de S. Paulo - 06/07/2012 |
Os integrantes da CPI do Cachoeira aprovaram ontem a convocação de Fernando Cavendish (Delta Construções), Luiz Antônio Pagot (ex-diretor do Dnit) e Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto (ex-diretor da Dersa). Os três só prestarão depoimento após 31 de julho, final do recesso parlamentar. E não serão obrigados a falar, já que se tornou prática os convocados pela CPI apresentarem habeas corpus para não responder às perguntas dos parlamentares. A convocação de Paulo Preto é um recurso que o PT pode lançar mão visando às eleições. Ele é acusado por Pagot de usar a Dersa - responsável pelas obras rodoviárias no Estado de São Paulo - para fazer caixa 2 para campanhas de tucanos. Antes do recesso, os parlamentares pretendem ouvir o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT)
Depoimentos devem ocorrer em agosto, em período eleitoral e simultaneamente ao julgamento do mensalão
A CPI do Cachoeira aprovou nesta quinta-feira, 5, a convocação do dono da Delta, Fernando Cavendish. A construtora, que toca obras do governo federal e de diversas gestões estaduais e municipais, é suspeita de integrar um esquema de fraudes por meio do grupo do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Em interceptação telefônica da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, o empresário sugere obter contratos públicos mediante pagamento de propina.
Além de Cavendish, os integrantes da comissão aprovaram a convocação de outras testemunhas que podem trazer problemas políticos tanto para governistas quanto para opositores. São eles o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antonio Pagot, e o ex-diretor da empresa responsável pelas obras rodoviárias paulistas (Dersa), Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto.
As convocações são uma tentativa de tentar "ressuscitar" a CPI, cujos integrantes passaram a ser alvo de duras críticas após terem barrado a presença de Cavendish e de Pagot duas semanas atrás. Os depoimentos dos dois, além do de Souza, devem ocorrer só em agosto, por causa do recesso do Congresso Nacional, que vai de 18 a 31 de julho.
Antes do recesso, no entanto, os parlamentares da comissão pretendem ouvir o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), flagrado em vídeo no qual promete benefícios a Cachoeira em troca de ajuda financeira para sua campanha ao cargo em 2004. A previsão é que o petista vá ao Congresso já na próxima terça-feira.
Blindagem. A aprovação das convocações de Cavendish, Pagot e Souza só ocorreu após acordo entre os integrantes da comissão. Eles decidiram que, se o depoente conseguir um habeas corpus que garanta seu silêncio – vários já obtiveram o benefício, inclusive Cachoeira –, será dispensado sem que sejam registradas perguntas. "Isso é uma piada. Fizeram um grande acordo colocando uma mordaça nos parlamentares para proteger todos os que foram convocados hoje (quinta) pela CPI", disse o deputado federal Silvio Costa (PTB-PE).
O advogado do dono da Delta, Técio Lins e Silva, disse nesta quinta esperar que a CPI desista da convocação. "Ele nada tem a dizer."
A ida do ex-diretor da Dersa à comissão foi um contraponto obtido pelos governistas à convocação de Cavendish. A companhia paulista foi responsável pela ampliação da Marginal do Tietê, obra da qual a Delta fez parte. Souza é acusado por Pagot de fazer caixa 2 para campanhas do PSDB – a sigla nega a denúncia.
Trata-se de algo que petistas pretendem usar politicamente. Até porque os depoimentos ocorrerão em agosto. É o mês em que a campanha vai esquentar por causa da propaganda eleitoral de TV. Também é o mês em que o Supremo Tribunal Federal iniciará o julgamento do mensalão, cujo resultado poderá prejudicar o desempenho do partido.
Para retaliar o PT, os tucanos tentaram aprovar a convocação do deputado petista José de Filippi Júnior (SP), tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff em 2010. Ele também teve seu nome mencionado por Pagot. O PSDB, no entanto, foi derrotado.
"Ele (Filippi Júnior) arrecadou dinheiro para a campanha", afirmou o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG). "No caso de Paulo Preto há denúncia de que a verba foi para caixa 2 e no caso de Fillipi que houve pedido de arrecadação de campanha no caixa 1", afirmou o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG).
Outros convocados. Na última sessão administrativa antes do recesso, os integrantes da CPI aprovaram ainda a convocação de Andréa Aprígio, ex-mulher de Cachoeira, e do empresário Adir Assad, dono de empresas pelas quais teriam transitado recursos da Delta. Também foram aprovados os pedidos de quebras de sigilo bancário, fiscal, telefônico, de SMS e de rádio de pessoas ligadas ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Foi o caso de Jayme Rincon, presidente da Agência Goiânia de Transportes e Obras Públicas (Agetop) e ex-tesoureiro da campanha de Perillo, e de Eliane Gonçalves Pinheiro, ex-chefe de gabinete do tucano.
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''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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Numa ação coordenada semelhante à que ocorreu no auge da crise de 2008, após a quebra do banco Lehman Brothers, ontem, em menos de uma hora, três grandes bancos centrais no mundo anunciaram medidas de estímulo à economia, com corte de taxas de juros e injeção de recursos no sistema financeiro. O Banco da Inglaterra foi o primeiro a admitir que pode imprimir dinheiro e comprar 50 bilhões de libras em papéis nos mercados para evitar que o Reino Unido mergulhe numa recessão maior. Um pouco depois, o Banco Popular da China reduziu a taxa básica de empréstimo, de 6,31% para 6%. E o Banco Central Europeu (BCE) baixou os juros de 1% para 0,75%. Enquanto isso, para evitar uma entrada forte de euros na sua economia — em busca de juros melhores — o Banco Central da Dinamarca baixou as taxas de 0,05% para -0,2%, ficando, portanto, negativas. O objetivo é evitar uma valorização excessiva da coroa dinamarquesa, já que o país não faz parte da zona do euro. Uma moeda muito forte artificialmente provoca uma desaceleração das exportações do país e reduz competitividade. (Págs. 1 e 29)
O relatório final do Escritório de Investigações e Análises da França (BEA) que investigou a queda do voo 447 da Air France, em 2009, concluiu que o acidente que matou 228 pessoas foi provocado por uma combinação de falhas humanas (como reações inadequadas da tripulação em situação de estresse) e técnicas (nos instrumentos do Airbus). Outro relatório, o do acidente nuclear de Fukushima, também afirma que houve falhas humanas. (Págs. 1, 21 e 37)
Os bancos centrais da zona do euro e da China reduziram as taxas de juros para estimular o crescimento da economia. Em outra frente, com o mesmo objetivo, o Banco da Inglaterra (o BC do Reino Unido) elevou a oferta de moeda no mercado.
O BCE (Banco Central Europeu) cortou os juros de 1% para 0,75%, o menor índice desde a criação do euro. Na segunda redução em um mês, o BC chinês surpreendeu ao baixar a taxa em 0,25 ponto percentual, para 6%. (Págs. 1 e Mundo A9)
Segundo o relatório, com intervenção adequada da tripulação, as falhas não derrubariam avião. (Págs. 1 e Cotidiano C4)
Análise
Elevada automação dos aviões pode ter pervertido forma de treinar pilotos, diz Igor Gielow. (Págs. 1 e C4)
Foram chamados a depor Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, Luiz Antonio Pagot, ex-diretor do Dnit, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, e o prefeito de Palmas (TO) Raul Filho. (Págs. 1 e Poder A5)
A operação teve como foco identificar o patrimônio considerado suspeito de Neves, que chega a R$ 60 milhões.
O advogado de Neves disse que a ação é uma “espetacularização” da PF. (Págs. 1 e Poder A4)
Há imagens do jornalista Vladimir Herzog anexadas a papéis do IML datados de 25 de outubro de 1975, dia da sua morte. Milton Nascimento e a atriz Renata Sorrah, entre outros, foram registrados em ato pela anistia em 1979. (Págs. 1 e Poder A8)
Quando a greve em 95% das universidades quase não é percebida, é porque o “foco” do país não está na formação dos jovens. (Págs. 1 e Opinião A2)
Os integrantes da CPI do Cachoeira aprovaram ontem a convocação de Fernando Cavendish (Delta Construções), Luiz Antônio Pagot (ex-diretor do Dnit) e Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto (ex-diretor da Dersa). Os três só prestarão depoimento após 31 de julho, final do recesso parlamentar. E não serão obrigados a falar, já que se tornou prática os convocados pela CPI apresentarem habeas corpus para não responder às perguntas dos parlamentares. A convocação de Paulo Preto é um recurso que o PT pode lançar mão visando às eleições. Ele é acusado por Pagot de usar a Dersa - responsável pelas obras rodoviárias no Estado de São Paulo - para fazer caixa 2 para campanhas de tucanos. Antes do recesso, os parlamentares pretendem ouvir o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT). (Págs. 1 e Nacional A4)
A decadência política e o aparente esgotamento na economia não passam despercebidos. É uma ilusão esperar que sejam fatos naturais. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)
A surpresa não está no fato de os mexicanos votarem retrospectivamente, e sim no fato de acreditarem que o PRI pode levá-los para frente. (Págs. 1 e Visão Global A14)
Na aritmética do bloco, o acréscimo de um sócio como a Venezuela é uma diminuição. (Págs. 1 e A3)
Porém, quando se observam as taxas cobradas após os cortes e a intensidade das reduções principalmente nos bancos privados fica claro que o país ainda está longe de ter custo de crédito em níveis civilizados, especialmente nas linhas de curtíssimo prazo. (Págs. 1 e C14)
O estudo deverá demorar ao menos um ano para ser concluído. O projeto de engenharia custará cerca de R$ 540 milhões, segundo estimativa preliminar. (Págs. 1 e A5)
Será uma batalha entre os ministros que querem fazer um debate de puro direito penal e os que também consideram legítimo ao Tribunal se posicionar no espírito da lei, mas segundo interpretação mais ampla, sobre princípios de moralidade e conduta na administração pública. Antigamente, os políticos costumavam recitar a máxima segundo a qual "voto de juiz, barriga de mulher e urna, só depois do resultado". Hoje, talvez só cabeça de juiz seja um mistério. Embora seja possível tentar inferir o voto de um ministro do Supremo por fatores como a corrente jurídica à qual é associado, o caso do mensalão traz uma série de variáveis. (Págs. 1 e Eu & Fim de Semana)
Expansão do investimento público, do crédito e do consumo será base do crescimento econômico em 2013. (Págs. 1 e A2)
Samuel Brittan
O que todas as formas de clientelismo têm em comum é a paixão pelo sigilo e o ódio pelas discussões abertas. (Págs. 1 e A13)