A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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folha gmail df1lkrha
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quarta-feira, outubro 16, 2013
''QUEM DÁ MAIS???''
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''-- EU SOU POBRE/ POBRE/ POBRE/ DE MARRÉ/ MARRÉ/ MARRÉ ..." (cantiga de roda/festa juninas)
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''-- E O MENSALÃO? -- É COISA NOSSA!" (a parafrasear musiquinha de ''jingle'' televisivo)
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Condenados do mensalão entram com mais recursos
BRASÍLIA
Advogados de oito condenados por envolvimento no mensalão entraram ontem, no Supremo Tribunal Federal, com novos recursos - embargos de declaração - em que pedem redução das penas, perdão judicial e novo julgamento, mesmo sem os quatro votos divergentes considerados necessários pelo regimento do tribunal.
Ainda que fora da regra, o ex-dirigente do Banco Rural Vinicius Samorano pediu ao Supremo para ter direito a novo julgamento. Condenado por lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta, ele teve três votos por uma pena menor contra quatro por uma maior.
Além dele, recorreram ontem ao STF os deputados Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP), os ex-deputados Pedro Correa, José Borba, Jacinto Lamas, Bispo Rodrigues e Roberto Jefferson - que pediu novamente perdão judicial porter contribuído com as investigações. Outros réus com direito a novo julgamento têm até lide novembro para protocolar embargos infringentes.
![]() adicionada no sistema em: 16/10/2013 02:05 |
... A FAZER CORAR MAQUIAVEL
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PMDB do Rio prepara retaliação contra apoio do PT a Lindbergh
Partido ameaça não apoiar reeleição da presidente Dilma no estado
Cássio Bruno, Juliana Castro, Paulo Celso Pereira e Fernanda Krakovics
-Rio e Brasília-
O movimento da direção nacional do PT de tratar como prioridade absoluta a candidatura ao governo do senador Lindbergh Farias ampliou o clima de animosidade entre o partido e o PMDB, que prepara retaliação.
Os peemedebistas decidiram tornar pública uma ameaça: caso o PT insista em lançar um adversário à candidatura do vice-go-vernador Luiz Fernando Pezão (PMDB), o diretório fluminense não apoiará a aliança à reeleição da presidente Dilma Rousseff na convenção nacional do PMDB — na qual o Rio responde por 15% dos votos.
A gota d"água foi justamente a declaração do presidente do PT, Rui Falcão, na sexta-feira, no Rio, defendendo a candidatura de Lindbergh como prioritária. Especialmente porque, na véspera, Falcão se reunira com Dilma e o ex-presidente Lula, o que indicava que era uma decisão da cúpula do governo e do PT.
Na noite de domingo, os 12 principais caciques do partido no estado — entre eles o governador Sérgio Cabral, Pezão, o prefeito Eduardo Paes, o presidente estadual da legenda, Jorge Picciani, o presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Melo, e o líder do partido na Câmara, Eduardo Cunha — reuniram-se na residência oficial da Gávea Pequena para debater o futuro da relação. Na avaliação do grupo, o apoio de Falcão a Lindbergh surpreendeu.
O presidente do PT, Rui Falcão, e o governador Sérgio Cabral marcaram para amanhã uma reunião no Rio, mas a situação é delicada.
— O PT tem que decidir se quer o Planalto ou o estado. Não existe aliança só de um lado. Não haverá palanque duplo no Rio — disse Eduardo Cunha.
O embate mostra também o desgaste de Cabral depois da força dos protestos no Rio e da repercussão do desaparecimento do pedreiro Amarildo. Cabral já não tem o potencial eleitoral que o reelegeu com 66% dos votos. Soma-se a isso o fato de partidos aliados, como o PSB e o PCdoB, estarem de saída da atual gestão. Da aliança que elegeu Cabral, sobraram apenas PP, PDT, PTB e partidos nanicos.
Para pressionar o PT e o ex-presidente Lula, Cabral foi duro ao descartar palanque duplo em favor de Dilma.
— Cabral ficou extremamente aborrecido com as declarações de Falcão e reafirmou que não aceita palanque duplo. Se o PT insistir, ele não descarta apoiar outro candidato à Presidência ou mesmo nenhum — afirmou um dos principais aliados de Cabral.
Em maio, em jantar com governadores do PMDB, Cabral citou sua íntima relação com o senador Aécio Neves, pré-candi-dato do PSDB contra Dilma, para tentar minar a pré-candidatura de Lindbergh. O governador lembrou que seu filho Marco Antônio é parente do tucano.
O secretário-geral do PMDB do Rio, Carlos Alberto Muniz, afirmou que o partido quer manter a aliança com o PT, mas não vai tolerar provocações dos petistas:
— O que está claro e é importante o PT saber é que temos a hegemonia política no estado, a esmagadora maioria das prefeituras, o governo do estado e nossa bancada federal. Não prevalecerá uma aventura (de : lançar Lindbergh) que destrua o que está dando certo.
Cabral decidiu na reunião que tentará retardar a saída do PT do seu governo, para que a candidatura do partido de Dilma, como oposição a seu governo, soe ; oportunista.
— O PT tem duas secretarias importantíssimas no governo. Não podemos admitir que o PT faça com a gente o que o governador Eduardo Campos fez com a Dilma: usufrua do governo e largue em cima da hora — afirmou Paulo Melo.
Lindbergh Farias aposta na data de 30 de novembro para o desembarque do governo fluminense. Mas, Rui Falcão diz que não há data acertada.
Para petistas, Cabral se esforça para adiar a saída do PT na expectativa de que a candidatura de Eduardo Campos cresça e o apoio do PMDB do Rio se,torne imprescindível para Dilma. Aí a direção nacional do PT rifaria a candidatura de Lindbergh. É para não correr riscos que o senador quer apressar a saída do governo Cabral. Em conversas ontem, ele minimizou a ameaça do PMDB do Rio de não apoiar Dilma Rousseff:
— E o Aécio vai querer?
![]() adicionada no sistema em: 16/10/2013 03:22 |
GOVERNO DILMA
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Visão do Correio ::
Dilma e as metas de inflação
Em campanha eleitoral ou fora dela, é importante que a autoridade de qualquer país que se pretende sério guarde estreita relação com a verdade e, se possível, se esmere em expor com clareza seus pontos de vista sobre os temas realmente importantes. Um deles é o bolso do cidadão e, particularmente, um de seus maiores inimigos, a inflação.
Nesse sentido, os brasileiros podem se orgulhar do sucesso que obtiveram a partir de 1994, ao derrotar uma inflação que, só no primeiro semestre daquele ano, tinha acumulado alta de 758,59%. Nenhum governo democrático conseguiria isso sozinho, sem o envolvimento da maioria da população. Por isso mesmo, a conquista é um patrimônio do brasileiro. Mas nenhum povo chegaria lá se não pudesse contar com um governo que, no caso, se tornou confiável por ter sido claro e convincente.
Em sua última visita a Minas, a presidente Dilma Rousseff, certamente preocupada em tranquilizar uma plateia de empresários que enfrentam diariamente a batalha de administrar custos financeiros e de produção, discursou: "Quero lembrar que, pelo 10º ano consecutivo, a inflação vai fechar o ano dentro da meta". Mas todos ali sabiam que a meta anual fixada pelo Conselho Monetário Nacional é de 4,5% desde junho 2006, ano em que o IPCA ficou em 3,14%, e que, desde então, essa meta só foi alcançada mais duas vezes — 4,46%, em 2007, e 4,31%, em 2009, penúltimo ano do governo Lula.
No governo da presidente, que claramente optou pela superada tese de que "um pouco de inflação não faz mal e favorece o crescimento", o dragão não esteve à solta, mas ameaçou o teto de sua prisão. Somou 5,91% em 2010, 6,50% em 2011, 5,84% em 2012 e, tudo indica, vai bater em 5,70% em 2013. Pior: sem a prometida contrapartida do crescimento.
A "solução" de marketing tem sido adotar o teto como meta. Está errado. É certo que, nos dois governos anteriores, as metas foram raramente cumpridas. Mas ninguém tentou confundi-las com o limite da faixa de tolerância. Também é certo que o país tem memória curta. Nem todos lembram que, pelo fato de o Brasil ter preferido manter o ano calendário para cumprir o objetivo fixado dois anos antes, foi necessário estabelecer bandas de dois pontos percentuais. Na maioria dos outros países que adotaram o sistema, a meta é permanente, medida em 12 meses (anualizada).
Melhor e mais seguro para a presidente é não dar ouvidos senão aos que preferem jogar duro com a inflação mais cedo e colher o resultado mais tarde, por mais tempo. Isso passa por severo controle do gasto público (fator de aumento de consumo e pressão sobre os preços) e, no tempo certo, por política monetária restritiva, que não eleva os juros para agradar aos rentistas, mas para evitar o pior: a perda do poder de compra do salário nos meses seguintes. Perda que, aliás, é risco político que não vale a pena correr.
![]() adicionada no sistema em: 16/10/2013 01:50 |
''EU JÁ DESCULPEI TANTAS VEZES...''
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Campanha na rua: Dilma e Marina concentram ataques
Sob ataque de Marina Silva, a presidente Dilma Rousseff negou ontem que seu governo tenha abandonado o controle fiscal e da inflação, além do câmbio flutuante. Já a ex-senadora reforçou as críticas, dizendo que Dilma convive com chantagem do Congresso.
Dilma rebate críticas e afirma não esquecer tripé da economia
Para presidente, inflação e contas públicas estão "absolutamente sob controle"
Biaggio Talento* e Luiz a Damé
-Salvador e Brasília- Depois das críticas da ex-senadora Marina Silva à política econômica do governo, a presidente Dilma Rousseff negou ontem, em entrevista durante cerimônia de anúncio de recursos para o metrô de Salvador, que sua administração tenha abandonado o tripé da política macroeconômica, sustentado pelo câmbio flexível, pelo controle da inflação e pelo controle dos gastos públicos.
A presidente se valeu dos principais elementos da economia brasileira para contrapor Marina, que firmou aliança com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), para a disputa presidencial de 2014. De acordo com Dilma, os pilares da economia brasileira "jamais foram abandonados":
— Meus queridos, jamais foi abandonado o tripé macroeconômico. Inflação sob controle, contas públicas absolutamente sob controle, inclusive com queda na participação no PIB dos três principais itens do Orçamento público federal. A saber: Previdência, pessoal e pagamento de juros. Quando o Brasil teve entre U$$ 376 bilhões e US$ 378 bilhões de reservas? Por isso, meus queridos, (o tripé macroeconômico) nunca foi abandonado.
MARINA DIZ QUE ADMINISTRAÇÃO É RETROCESSO
Marina havia declarado em Recife, anteontem, que a marca da administração de Dilma na área econômica seria um retrocesso, e que a condução da área vinha sendo feita com "alguma negligência em função da ansiedade política", achando que isso poria em risco as conquistas adquiridas desde o início da estabilização econômica.
Dilma deu a resposta sem citar Marina e deixou o local sem responder a mais perguntas. No discurso, durante a solenidade sobre a Mobilidade Urbana, não fez referências aos seus prováveis adversários diretos na campanha presidencial de 2014. Usando a questão do metrô, optou por repetir críticas aos governos passados, anteriores à era petista e que, na sua visão, não teriam se preocupado em investir em transporte de massa.
Ontem, depois de afirmar que os candidatos a presidente têm de estudar mais para conhecer os problemas do país, a presidente Dilma usou as redes sociais para alimentar a polêmica com os adversários, especialmente Marina Silva, que ironizou "o conselho de professora". Em sua conta oficial no Twitter, Dilma disse que as pessoas nunca param de aprender: "Acredito que a gente nunca para de aprender. Aprendemos sempre, aprendemos com as outras pessoas, aprendemos estudando. Não acredito naqueles soberbos que julgam que nascem sabendo ou que já aprenderam tudo. Serei sempre uma aluna do mundo".
DILMA DEFENDE VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO
Ao celebrar o Dia do Professor, Dilma disse que é filha de professora e defendeu a valorização do magistério. E mais uma vez, como fizera em junho, fez uma referência aos que, segundo ela, são adeptos do "quanto pior, melhor" Falou disso ao homenagear seus professores do Colégio Estadual Central, de Belo Horizonte:
"Lá no Colégio Estadual Central fui apresentada ao Velho do Restelo, personagem de Camões, ícone do mau agouro. A vida me ensinou a enfrentar e superar os Velhos do Restelo, que sempre apostam no quanto pior, melhor"
Dilma também homenageou a economista Maria da Conceição Tavares. Segundo Dilma, Maria da Conceição foi a inspiração do lema de seu govemo "País rico é país sem pobreza" e uma das maiores críticas no Brasil ao "crescimento com concentração de renda dos anos 70. (*Agência A Tarde)
![]() adicionada no sistema em: 16/10/2013 04:06 |
''VOCÊ NÃO ARRANJA OUTRO IGUAL''
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Socialista é quem mais herda voto de ex-senadora
Grupo de Campos comemora correção de dados de pesquisa
Maria Lima
-Brasília-
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e dirigentes do PSB comemoraram ontem a correção, feita pelo jornal "Folha de S,Paulo" sobre o percentual de transferência de votos da ex-senadora Marina Silva a partir da pesquisa Datafolha do último fim de semana.
O GLOBO também publicou a informação errada.
De acordo com os números corrigidos, foi Eduardo Campos e não a presidente Dilma Rousseff o grande beneficiário com a possível migração de intenções de votos dados antes à ex-senadora. Pelo impacto político da nova aliança, os socialistas estão tão animados que não só falam em vitória em 2014, como já arriscam prever que chegarão ao segundo turno na frente de Dilma.
De acordo com a correção, Campos recebeu o apoio de 32% dos eleitores de Marina i quando ela não está entre os concorrentes. No domingo, o jornal paulista noticiou que Dilma era a maior beneficiária, com 42% dos votos de Marina, e Campos receberia apenas 15%. Com os dados corrigidos, Dilma receberia 22%, e o senador f Aécio Neves (PSDB-MG), 16%. j — Essa transferência vai aumentar muito, é só o começo. . : Nós vamos chegar na frente de Dílma no segundo turno — disse o líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS).
"Em nota, @folha_com corrige informação e afirma que a transferência maior de votos de @silva_marina irá mesmo para Eduardo Campos. Ótimo!" comemorou Eduardo Campos em sua página no Twitter.
Pelos novos cálculos do resultado da pesquisa, o segundo maior contingente dos eleitores da ex-ministra, 23%, votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos.
— Isso muda completamente o quadro! Esperávamos essa migração dos votos de Marina com o tempo, e isso aconteceu mais cedo. Mas consertar uma manchete de domingo na quarta-feira? Bom, menos mal que estava errada, e ainda bem que corrigiram — comentou o secretário geral do PSB, Carlos Siqueira.
O sociólogo Mauro Paulíno, diretor do Datafolha, diz que os homens eleitores de Marina migram com maior frequência para Campos do que as mulheres.
— As eleitoras apresentam uma certa resistência (ao nome de Campos).
É esse o segmento onde a ex-senadora tem maior concentração de preferência — ressaltou Paulino.
No cenário em que o ex-governador de São Paulo José Serra entra no lugar de Aécio, é ele -quem recebe a maior parte dos votos de Marina. O tucano herda 33%, e Campos, 28%.
![]() adicionada no sistema em: 16/10/2013 03:22 |
''MARINA VOCÊ FAÇA TUDO/ MAS FAÇA O FAVOR..."
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Para Marina, Congresso 'chantageia' Dilma
Por Fernando Taquari | De São Paulo
Depois de criticar a política econômica do governo Dilma Rousseff, a ex-senadora Marina Silva (PSB) mirou a artilharia para a base aliada da petista no Congresso Nacional. Ontem, a ex-ministra do Meio Ambiente disse que o atraso na política brasileira, marcada por práticas fisiológicas, fazem Dilma refém de chantagens por parte dos partidos governistas.
Esse pragmatismo, segundo ela, teria ficado evidente mais uma vez após o anúncio de sua aliança com o PSB, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, quando os aliados começaram a pressionar o Planalto por mais espaço na máquina governamental em troca de apoio na eleição presidencial de 2014.
"Insisto que é preciso um projeto de país. Essa disruptura será boa para todo o mundo. Não consigo imaginar que a presidente Dilma possa se sentir tranquila com mais quatro anos sendo chantageada dentro do Congresso. O meu movimento com o Eduardo já criou um núcleo [de partidos governistas], que estão pressionando a presidente, que se não tiverem mais acenos, vão sair da base. Acho isso um horror. Isso tem que acabar", afirmou Marina durante entrevista para o "Programa do Jô," da Rede Globo.
A ex-senadora observou que a sociedade brasileira deve eleger parlamentares comprometidos com temas como educação, saúde e saneamento básico. Com o discurso, Marina procura aproveitar os holofotes para manter-se em linha com os jovens que foram às ruas em junho protestar contra os Poderes e por melhores serviços públicos.
"Você não vai eleger um sapo e transformá-lo num príncipe depois que ele chega ao Congresso", acrescentou a ex-senadora, considerada uma política influente entre estes jovens. Aplaudida por três vezes pela plateia que acompanhava a gravação, ela usou e abusou da retórica ao pregar a necessidade de renovar os métodos políticos. Enfatizou ainda que é possível governar com base em ideias, sem distribuir pedaços do poder. A união do Rede Sustentabilidade com o PSB, argumentou, visa quebrar com a lógica do pragmatismo na política e a polarização entre PT e PSDB.
Depois de trocar farpas com a presidente, Marina afirmou que não tem o objetivo de destruir Dilma ou o senador Aécio Neves (PSDB-MG). As duas divergiram publicamente por dois momentos nesta semana. Primeiro, a petista rebateu críticas da ex-senadora sobre a política econômica do governo federal. Além disso, Marina ironizou declaração de Dilma de que os candidatos à Presidência deveriam "estudar antes de pleitear o cargo".
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''TODO DIA É DIA DO PROFESSOR" (Rodrigo Craveiro)
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Todo dia é do professor
:: Rodrigo Craveiro
Começo a escrever pensando em dona Maria José de Souza Brandão, diretora do Educandário Goiás, em Goiânia, e na minha avó paterna, Nírcia Bastos Costa Campos. Foram meus primeiros referenciais de educadoras. Assim como elas, milhões de professores abnegados doam suas vidas para formar profissionais e, sobretudo, pessoas de bem.
Aqueles que são funcionários públicos, muitas vezes sacrificam vida e família em troca de um salário vergonhoso, nada compatível com a nobre missão. Além de ganharem pouco, precisam enfrentar as condições sucateadas das escolas, sem material e, não raro, com mobiliário caindo aos pedaços.
São esses mesmos professores que saíram às ruas para protestar, recentemente, no Rio de Janeiro, e foram tratados como criminosos e vagabundos.
Em vez de terem seus direitos respeitados, foram repreendidos com cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo por aparato mal-educado do Estado. Fosse em um país civilizado, o direito de expressão — talhado nas páginas da Constituição — seria seguido à risca. Nossos políticos talvez considerem os professores subempregados. Talvez não saibam que uma nação se faz de cabeças pensantes. Talvez até tenham medo, pois entendem que cabeças pensantes articulam, se mobilizam, denunciam as mazelas, gritam contra a corrupção e exigem seus direitos.
O piso salarial nacional do professor chega a R$ 1.567. Em Natal, não passa de R$ 900. No Rio de Janeiro, atinge R$ 2.933,72, enquanto o prefeito da capital fluminense ganha quase cinco vezes mais. Sem políticas de respeito à classe docente, o que inclui valorização salarial, a população corre o risco de tornar-se massa de manobra. Vergonhoso um país que se intitula "gigante pela própria natureza" e se apequena, ao fechar os olhos e virar o rosto para os professores.
Escrevo este artigo em 15 de outubro, Dia do Professor, enquanto penso em dona Nírcia e dona Maria, com orgulho e gratidão. A elas dedico a esperança de um Brasil mais consciente e comprometido com o cidadão e o saber, menos atrelado à ganância cega de políticos nada devotados ao bem-estar comum. A milhões de mestres, obrigado por terem seguido profissão tão nobre. Todos os dias são dos senhores e das senhoras.
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