A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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terça-feira, novembro 16, 2010
INDÚSTRIA BRASILEIRA [In:] OCIOSIDADE OU SUCATEAMENTO TECNOLÓGICO ?
DOCUMENTO OFICIAL ALERTA PARA DESINDUSTRIALIZAÇÃO
Desindustrialização preocupa o Ministério do Desenvolvimento |
Valor Econômico - 16/11/2010 |
O país vive um processo de desindustrialização? O Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comércio tomou partido nesse debate em documento no qual afirma que o processo existe, é preocupante e ameaça as contas externas. O trabalho, que circula reservadamente na equipe econômica e foi obtido pelo Valor, sugere que o governo deveria criar uma "diretriz" para elevar o saldo comercial, hoje em torno de 9% das exportações, para um nível mínimo de 14%. O país vive um preocupante processo de "desindustrialização negativa" que pode ameaçar as contas externas, alerta documento reservado do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) obtido pelo Valor. O documento, que circula na equipe econômica, diz ser um "fator de preocupação e sinal de alerta" a influência da balança comercial no aumento do saldo negativo nas contas externas, que torna o Brasil cada vez mais dependente de investimentos especulativos. Ele sugere ao governo criar uma "diretriz" para elevar o saldo comercial, em torno de 9% das exportações. O governo, segundo o MDIC, deveria fixar um "nível mínimo" considerado aceitável para a relação entre saldo comercial e exportações, e apoiar exportadores para garantir esse resultado. No primeiro semestre, essa relação superávit/exportações ficou em 8,8%, para um saldo de US$ 7,9 bilhões. Para eliminar a necessidade de cobrir as contas externas com investimentos em carteira (ações e títulos) do exterior, seria necessário que o superávit no período tivesse sido de US$ 19,5 bilhões, desempenho considerado "inexequível" pelo próprio ministério. O documento propõe que, após fixado o "nível mínimo aceitável" para o saldo comercial (segundo sugere, no primeiro semestre deveria ter sido 14,3%), o governo adotaria medidas para elevar as exportações de forma a reduzir pela metade a necessidade de financiamento para as contas externas. Numa clara oposição às intenções do Ministério da Fazenda, que tem proposto medidas de controle das importações no debate interno do governo, o MDIC argumenta, no texto, que a busca de um saldo comercial mais alto deve ser feita com iniciativas de estímulo às exportações, com "medidas estruturantes" - como redução de tributos sobre exportadores, simplificação de procedimentos burocráticos e políticas de incentivo à desvalorização do real. Baseados no desempenho das exportações no primeiro semestre, os técnicos do ministério previam que as exportações teriam de ter crescido US$ 5 bilhões acima do resultado obtido entre janeiro e junho, ou 35% além do desempenho do mesmo período em 2009. No segundo semestre, o surpreendente desempenho das exportações elevou a previsão de exportações, de US$ 180 bilhões para US$ 195 bilhões, o que reduziria o esforço para obter o superávit maior - o número exato teria de ser recalculado pela equipe econômica. O documento, concluído em julho, mesmo mês em que, coincidentemente, o Banco Central interrompeu a escalada de alta nas taxas de juros, toma partido no debate se há ou não desindustrialização no país argumentando que é evidente a "reprimarização" da pauta de exportações (predomínio de bens primários, como minério de ferro, soja e grãos). A desindustrialização não se caracteriza pela queda na produção física da indústria, que pode até aumentar, argumenta o estudo. "A característica fundamental do processo de desindustrialização é a perda relativa de dinamismo da indústria na geração de renda e emprego na economia", define o texto. Para o ministério, a "reprimarização" ameaça o país desde 2007 e ficou evidente no primeiro semestre, quando a participação dos produtos manufaturados (máquinas, veículos, eletrodomésticos) no total das exportações foi de 40,5%, abaixo dos 43,4% da participação de produtos básicos - "composição que retrocede ao patamar de 2008", diz o documento. Enquanto o Brasil exporta cada vez mais commodities (ferro, soja) do que importa, o comércio de produtos manufaturados segue tendência inversa, e passou, de um superávit em favor do país de US$ 4 bilhões em 1992, para um déficit de US$ 9,8 bilhões em 2007 - valor que subiu para US$ 30,5 bilhões só no primeiro semestre de 2010. O ministério prevê um "déficit histórico", até o fim do ano. A indústria de transformação, que chegou a um superávit recorde de US$ 31,9 bilhões em 2005, passou a ter mais importações que exportações a partir de 2008 e registrou um déficit de US$ 13,9 bilhões no primeiro semestre de 2010. Setores de "baixa-média" tecnologia como os de têxteis, confecções e móveis, que mantiveram superávits comerciais até o começo da década, já têm déficits ou, como no caso de móveis e indústrias diversas, deverão ter saldo negativo até o fim do ano, prevê o MDIC. No caso de couro e calçados, as vendas de couro têm compensado o déficit no subsetor de calçados. Outro exemplo da "deterioração" é o segmento de veículos automotores e equipamentos de transporte, considerado de média-alta e alta intensidade tecnológica e que passou de um superávit anual de, em média, US$ 9,1 bilhões entre 2004 e 2007 a um déficit de US$ 3,1 bilhões em 2009, que deve se elevar neste ano. O déficit no primeiro semestre já é maior que o alcançado em todo o ano 2000 por setores de intensidade alta e média-alta, que já eram deficitários, como o de máquinas de informática, elétricas e de comunicação, equipamentos médico-hospitalares, automáticos e de precisão e químicos e artigos de borracha. Há uma "tendência estrutural de geração de déficits em importantes segmentos da tecnologia de transformação", nota o documento, que classifica essa tendência de "um sinal de alerta para uma possível vulnerabilidade da atividade econômica nacional e para as contas externas do país". Nos últimos três anos, as exportações aumentam a um ritmo inferior ao do crescimento do país e, na falta de medidas compensatórias, o câmbio influencia diretamente a perda de competitividade das vendas da indústria ao exterior, mostra o estudo. Já as importações aumentam acima do ritmo de crescimento da economia, ameaçando o saldo comercial, e os investimentos diretos já não são suficientes para cobrir as necessidade de financiamento do déficit nas contas externas totais. É um cenário preocupante, "posto que reflete uma dependência de capitais de curto prazo, sujeitos a volatilidade e nervosismos dos agentes financeiros internacionais", alerta o ministério. |
ITÁLIA/PARLAMENTARISMO [In:] ''CAI O REI DE ESPADAS..." *
Berlusconi insiste em convocar eleições se não vencer voto de confiança no Parlamento
DA EFE, EM ROMA
O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, apostou nesta segunda-feira na convocação de eleições antecipadas como única opção plausível caso ele não consiga vencer o voto de confiança no Parlamento, informa a imprensa italiana.
Essa foi a conclusão a que chegaram o chefe do governo italiano e seu aliado Umberto Bossi, líder da Liga Norte, após três horas de reunião na residência do premiê perto de Milão, no mesmo dia em que quatro membros de seu governo apresentaram sua renúncia.
"Il Cavaliere" descartou, assim, a possibilidade de recorrer ao que chamou de "uma crise governada", opção defendida pela Liga Norte em busca de um "Berlusconi bis". Em vez disso, Berlusconi e Bossi apostaram em colocar em xeque o apoio do governo no Parlamento.
"O pacto de ferro entre Berlusconi e Bossi" excluiu a "eventualidade de um Berlusconi bis", disse ao sair da reunião o ministro da Defesa, Ignazio La Russa. Ele acrescentou que se o Executivo não contar com a confiança do Parlamento, "a hipótese é a de reiterar com força o pedido de convocar eleições antecipadas", já que, nesse caso, "os eleitores teriam que voltar a ter a palavra".
No sábado passado (13), Berlusconi anunciou sua intenção de apresentar uma moção de confiança sobre a atuação do Executivo que lidera, primeiro no Senado e, depois, na Câmara dos Deputados, onde sua maioria ficou estreita após a saída de Carlos Fini do partido do governo, o Povo da Liberdade (PDL).
A essa moção de confiança promovida por Berlusconi se soma a moção de censura apresentada contra o Executivo na sexta-feira pelo principal partido da oposição, o Partido Democrata (PD), junto com o também opositor Itália dos Valores (IDV).
Caso Berlusconi não conquiste a confiança em uma das casas, ou se a moção de censura for aprovada, a Constituição italiana prevê que o primeiro-ministro apresente sua demissão ao presidente da República, no caso Giorgio Napolitano.
A partir daí, a responsabilidade passaria ao presidente, que teria que começar consultas com os partidos políticos e decidir entre as opções oferecidas pela Constituição: convocar novas eleições, pedir que se forme um novo governo de transição, ou dissolver somente a Câmara em que Berlusconi perdeu a confiança.
A última opção não é adotada na Itália desde 1963, quando os mandatos da Câmara e do Senado não tinham a mesma duração e a dissolução de uma delas se aplicava como uma medida de ajuste.
RENÚNCIAS
Mais cedo, apresentaram suas cartas de renúncia o ministro para a Política Europeia, Andrea Ronchi, o vice-ministro do Desenvolvimento, Adolfo Urso, e os secretários de Estado para Agricultura, Antonio Buonfiglio, e Ambiente, Roberto Menia, todos integrantes do recém-criado partido Futuro e Liberdade para a Itália (FLI), do ex-aliado do chefe de Governo, Gianfranco Fini, titular da Câmara dos Deputados.
Fini criou a legenda há alguns dias, com o apoio de seus partidários, que deixaram o PDL no momento em que ele foi expulso do partido, em julho passado.
A decisão dos chamados "finianos" de deixar o gabinete ocorre uma semana após o ultimato lançado pelo parlamentar, que pediu a renúncia de Berlusconi para a formação de uma nova maioria governista.
+ Notícias sobre Berlusconi
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/831071-berlusconi-insiste-em-convocar-eleicoes-se-nao-vencer-voto-de-confianca-no-parlamento.shtml
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(*) CARTOMANTE (Ivan Lins).
''Nos dias de hoje é bom que se proteja
Ofereça a face pra quem quer que seja
Nos dias de hoje esteja tranqüilo
Haja o que houver pense nos seus filhos
Não ande nos bares, esqueça os amigos
Não pare nas praças, não corra perigo
Não fale do medo que temos da vida
Não ponha o dedo na nossa ferida
Nos dias de hoje não lhes dê motivo
Porque na verdade eu te quero vivo
Tenha paciência, Deus está contigo
Deus está conosco até o pescoço
Já está escrito, já está previsto
Por todas as videntes, pelas cartomantes
Tá tudo nas cartas, em todas as estrelas
No jogo dos búzios e nas profecias
Cai o rei de Espadas
Cai o rei de Ouros
Cai o rei de Paus".
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http://www.letras.com.br/ivan-lins/cartomante
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BANCO DO BRASIL [In:] BANCOS DO BRAZIL
Lucro do Banco do Brasil sobe 33% no terceiro tri, para R$ 2,6 bi
Folha
O Banco do Brasil, maior instituição financeira do país, apresentou lucro líquido de R$ 2,6 bilhões no terceiro trimestre, resultado 32,7% maior do que o apurado no mesmo período do ano passado. O balanço do BB foi comunicado ao mercado nesta terça-feira.
Nos nove primeiros meses deste ano a instituição lucrou R$ 7,7 bilhões, 28,5% acima do mesmo período de 2009.
O maior lucro reportado no trimestre foi o do Itaú Unibanco, maior banco privado brasileiro, que fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 3 bilhões, queda de 4,1% em relação ao trimestre anterior, quando registrou lucro de R$ 3,2 bilhões, de acordo com o balanço divulgado nesta quarta-feira.
Bradesco obteve R$ 2,52 bilhões no terceiro trimestre, enquanto o Santander registrou R$ 1,93 bilhão.
Com o resultado, o BB alcançou R$ 796,8 bilhões em ativos totais ao final de setembro, evolução de 16,2% em relação a setembro de 2009 e de 5,4% sobre o final do trimestre anterior, consolidando-se como o maior banco da América Latina em ativos totais.
CRÉDITO
A carteira de crédito ampliada (que inclui garantias prestadas e os títulos e valores mobiliários) do banco atingiu R$ 365,1 bilhões, subindo 21,1% em 12 meses e 4,4% no trimestre.
De acordo com o balanço da instituição a "expansão da carteira de crédito decorreu do crescimento das concessões à pessoa física. Destaque para operações de financiamento a veículos que registraram crescimento de 11,1% no trimestre".
O crédito às empresas cresceu a carteira evoluiu 20,1% em 12 meses e 3,6% sobre junho de 2010, totalizando R$ 140,5 bilhões em setembro. Destaque para o capital de giro que cresceu 25,4% em 12 meses e 1,3% no trimestre, registrando saldo de R$ 72,6 bilhões.
Já o crédito à pessoa física chegou a R$ 107,4 bilhões ao final do período, crescimento de 25,3% em um ano e de 6,2% no trimestre. Esse montante representa 31,6% da carteira total do BB, ante os 30,0% registrados no mesmo período do ano anterior. Destaque para o crescimento do crédito consignado que atingiu R$ 42,2 bilhões, expansão de 24,2% em 12 meses que garante ao Banco do Brasil 32,0% de participação de mercado.
O crédito imobiliário mantém sua trajetória de crescimento com R$ 2,5 bilhões em setembro, expansão de 90,2% em 12 meses. As operações de financiamento a veículos também registraram desempenho ascendente, totalizando R$ 25,3 bilhões ao final de setembro, crescimento de 31,4% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 11,1% na comparação com o segundo trimestre deste ano.
O BB registrou inadimplência de 2,7% da carteira de crédito nas operações vencidas com prazo superior a 90 dias. O banco diminui em 9,5% a provisão para créditos de liquidação duvidosa em relação ao mesmo período do ano passado.
+ balanços do setor bancário
BANCO PANAMERICANO [In:] O FANTASMINHA CAMARADA
Diretores "compram" empresa fantasma após entrada da Caixa
Ex-diretores do PanAmericano "compraram" empresas consideradas fantasmas entre um e oito dias após a conclusão da venda de 33,54% do banco para a Caixa Econômica Federal, em 1º de dezembro passado, informa a reportagem de José Ernesto Credendio, Andreza Matais e Claudia Rolli publicada na edição desta terça-feira da Folha e disponível na íntegra para assinantes do jornal e do UOL.
Um dia após a venda, o então diretor jurídico Luiz Augusto Teixeira de Carvalho Bruno, e uma sócia, Joyce de Paula, adquiriam a Antillas Empreendimentos, registrada na Junta Comercial de São Paulo com capital de R$ 100. Já Elinton Bobrik, diretor de novos negócios, assumiu o controle da Razak Empreendimentos em 9 de dezembro.
Tanto a Antillas quanto a Razak foram criadas para atuar como holding de instituições não financeiras, uma forma de controlar as operações de diversas empresas.
Por meio de uma série de participações cruzadas, fica quase impossível identificar os donos de uma holding.
Essas empresas também facilitam a lavagem de dinheiro por meio de empresas em paraísos fiscais.
OUTRO LADO
A Folha não localizou até o fechamento da edição os ex-diretores do PanAmericano --Bobrik e Carvalho Bruno-- para comentar o caso.
ENTENDA O CASO
O Grupo Silvio Santos, o acionista principal do PanAmericano, anunciou que colocará R$ 2,5 bilhões no banco para cobrir um prejuízo causado por uma fraude contábil. Em seu comunicado oficial, a diretoria do banco menciona "inconsistências contábeis". O dinheiro virá de empréstimo do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).
O BC descobriu que o PanAmericano vendeu carteiras de crédito para outras instituições financeiras, mas continuou contabilizando esses recursos como parte do seu patrimônio. O problema foi detectado há poucos meses e houve uma negociação para evitar a quebra da instituição, já que o rombo era bilionário.
A quebra só foi evitada após o Grupo Silvio Santos assumir integralmente a responsabilidade pelo problema e oferecer os seus bens para conseguir um empréstimo nesse valor junto ao FGC. Como o fundo é uma entidade privada, não houve utilização de recursos públicos. Além disso, a Caixa Econômica Federal, que também faz parte do bloco de controle, não terá de arcar com a perda.
A Polícia Federal informou que instaurou, nesta sexta-feira, inquérito policial para apurar a eventual prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O Ministério Público Federal informou que também vai investigar as transações do banco.
INVESTIGAÇÕES
O Banco Central caiu em cima de pelo menos seis bancos pequenos para averiguar como eles contabilizam as carteiras vendidas a outras instituições, após descobrir fraude no PanAmericano.
O objetivo é detectar uma eventual disseminação de prática contábil fraudulenta nesses bancos na hora de registrar carteiras cedidas.
O "pente fino" se iniciou no último dia 29, antes do feriado de Finados, quando o BC se preparava para falar sobre o assunto.
A fiscalização do BC enviou comunicado a instituições que também adquiriram carteiras de crédito, pedindo explicações detalhadas sobre as operações. O pedido exigiu trabalho dobrado das áreas técnicas para enviar as informações com urgência.
Segundo a Folha apurou, os questionamentos ocorreram quase dois meses após o BC ter detectado as irregularidades no PanAmericano.
Editoria de Arte/Folhapress | |
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+ sobre o PanAmericano
DILMA PRESIDENTE [In:] BOLSA-MÃE
Equipe de Dilma prepara reajuste do Bolsa-Família acima da inflação
Na avaliação do principal programa social do governo, prevalece a visão de que a simples reposição dos cerca de 9% da inflação acumulada desde o último reajuste é pouco
A equipe de transição da presidente eleita, Dilma Rousseff, avalia a concessão de um reajuste acima da inflação para os benefícios do Bolsa-Família. De acordo com análise feita no governo, a reposição de pouco mais de 9% da inflação acumulada pelo INPC desde o último reajuste não seria suficiente para começar a tirar do papel a promessa de erradicar a pobreza extrema no País, feita durante a campanha ao Planalto.

Em maio de 2009, quando ocorreu reajuste do Bolsa-Família, o benefício passou a variar de R$ 22 a R$ 200, dependendo do grau de pobreza e da quantidade de filhos da família. Neste ano, o valor ficou congelado, por causa da eleição. O projeto de lei do Orçamento da União enviado ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva tampouco prevê reajuste. A decisão ficará para a presidente eleita. Os gastos anuais do programa estão estimados em R$ 13,4 bilhões.
Hoje, o País tem 8,9 milhões de miseráveis, depois da queda de 12% para 4,8% do porcentual da pobreza extrema observada entre 2003 e 2008. Esses são dados usados pelo Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo Bolsa-Família. O número de pobres varia porque não existe uma linha de pobreza única no Brasil.
Nordeste. Grande parte dos extremamente pobres já integra o Bolsa-Família. Eles correspondem a 85% da clientela do programa. Mas o benefício pago não é suficiente para fazer com que todas essas famílias superem a condição de pobreza mais aguda, com renda mensal de até R$ 70 por pessoa da família.
Levantamento do Ministério do Desenvolvimento Social mostra que a renda per capita média dos beneficiários do programa atingiu R$ 65,29 no Nordeste, depois do pagamento. O Nordeste concentra mais da metade dos beneficiários do programa de transferência de renda do governo (50,5%), que hoje atende a 12,7 milhões de famílias no País.
No Norte, a renda média dos beneficiários do programa também não alcança R$ 70, valor que serve de fronteira para os extremamente pobres, segundo os critérios usados atualmente pelo Bolsa-Família.
De acordo com análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a pobreza extrema persiste no Brasil por dois motivos, combinados. Primeiro, o valor do benefício pago pelo Bolsa-Família é baixo para superação da pobreza, embora represente melhoria significativa na situação das famílias atendidas. Outro fator é que nem todos os pobres do País são atendidos pelo programa. "Basicamente, há duas coisas a serem feitas: acabar com os problemas de cobertura do programa e aumentar o valor do benefício", resumiu Sergei Soares, pesquisador do Ipea.
Cenário. "O que está em jogo não é apenas o impacto financeiro do reajuste, é preciso eliminar a pobreza extrema", disse ao Estado a ministra Márcia Lopes (Desenvolvimento Social), que trabalha "cenários" para a concessão do próximo reajuste.
Segundo a ministra, a nova etapa do Bolsa-Família vai depender também dos resultados do censo, esperados para dezembro. Neles, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fará um retrato mais fiel da pobreza do País.
Márcia Lopes disse que a presidente eleita já encomendou solução para famílias que estão fora do programa apesar da baixa renda. A ministra citou como exemplo 750 mil famílias com renda per capita entre R$ 70 e R$ 140 e que não recebem o benefício por não terem filhos em idade escolar.
O Bolsa-Família concede um benefício básico de R$ 68 para famílias com renda per capita até R$ 70 e um extra de R$ 22 por filho entre 6 e 15 anos, até um limite de três filhos, e mais R$ 33 por jovem entre 15 e 17 anos, até o limite de dois.
BRASIL [In:] MÍDIA, MÉDIA, MEDÉIAs
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O progresso da decadência
"O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Não há princípio que não seja desmentido nem instituição que não seja escarnecida. Já não se crê na honestidade dos homens públicos. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta a cada dia. A agiotagem explora o juro. A ignorância pesa sobre o povo como um nevoeiro. O número das escolas é dramático. A intriga política alastra-se por sobre a sonolência enfastiada do País. Não é uma existência; é uma expiação. Diz-se por toda a parte: "O País está perdido!" (...) Por isso, aqui começamos a apontar o que podemos chamar de "o progresso da decadência"."
Não fui eu quem escreveu isso. Foi José Maria de Eça de Queirós, em 1871. Esta era a introdução de As Farpas que lançou com Ramalho Ortigão, ainda em Coimbra. Tinha pouco mais de 20 anos quando começou a esculachar em panfletos a mediocridade portuguesa no século 19, que nos legou essa herança lamentável. Nada mais parecido conosco.
Esses textos de Eça, reunidos sob o título de Uma Campanha Alegre, foram justamente os primeiros que me caíram na mão. Fiquei deslumbrado com a crítica social e de costumes. Não sabia que isso existia - eu era um menino. Creio que minha vida de jornalista de TV, rádio e jornal foi remotamente influenciada por ele. E revendo sua vida na internet, lembrei que Eça de Queirós nasceu em 25 de novembro de 1845 - daqui a uma semana. Assim, resolvi escrever de novo sobre ele.
Esse homem foi a maior paixão de minha vida. Com ele aprendi tudo: minha pobre escritura, o ritmo de seu texto, a importância do humor, do sarcasmo, e muito sobre a nossa ridícula loucura ibérica. Depois, descobri um livro roído de traças na casa de meu avô: O Primo Basílio, que minha avó tentou proibir ("Isso não é para criança!..."). Li-o, claro, e minha vida mudou. Era como se toda a névoa confusa da infância, minha família difícil de entender, vagas tias, vultos, rezas, tristes salas de jantar, secos padres jesuítas, tivesse subitamente se dissipado. O mundo ficou claro, através das personagens de Eça. Ali estavam explicados os arrepios de horror diante do teatrinho pequeno-burguês do Rio. O primo Basílio chegava com sua vaidade brutal e encarnava os cafajestes brasileiros, o padre Amaro me decifrava a tristeza sexual das clausuras do Colégio Jesuíta, o Conselheiro Acácio era a burrice solene de professores e políticos, Damaso Salcêde espelhava centenas de mediocridades gorduchas, Gonçalo Ramirez era o frágil caráter de hesitantes como eu. E vinha Thomaz de Alencar com sua literatice melancólica, vinha o banqueiro Cohen, esperto e corno, flutuava no ar o cheiro enjoado da Titi Patrocínio da Relíquia e, claro, as coxas de Adélia, sem falar no supremo frisson do famoso "minette" do primo Basílio na "Bovary" Luiza (razão básica da proibição alarmada de minha avó). E não só o desfile dos medíocres, mas as fileiras dos heróis ecianos: Carlos da Maia, João da Ega, Jacintho de Tormes, Fradique Mendes - cultos, elegantes, ricos, irônicos e corrosivos. Eça me dava a alma viva do século 19, atacando a estupidez endêmica, os sebastianistas de secretaria, os burocratas pulhas, os melancólicos de charutaria, os políticos demagogos, a burrice épica de um Pacheco ou do Conde de Abranhos - que fartura! Era uma sociologia ficcional de nosso destino de fracassados.
Eu o amava tanto que - acreditem - me postava na porta do colégio na hora da saída, para ver passar um homenzinho da vizinhança ali de Botafogo que era um sósia de Eça. Quem seria? Um bancário, um contador, quem? Tinha o rosto enfezado por um fígado ruim (como o Eça) que lhe franzia a boca num escárnio risonho. Tinha a mesma pastinha de cabelo sobre a testa curta, o olho rútilo, o mesmo bigode, o gogozinho de pássaro, os braços de cegonha, a palidez biliosa. Só lhe faltava o monóculo cravado no olho irônico. Vê-lo passar me encantava como diante de um ressuscitado. Em vez de correr atrás de meninas, eu fazia isso. Pode?
Até hoje, quando vejo a TV Câmara ou TV Senado, aquelas ricas jazidas de imbecilidades, vendo as caras, frases e gravatas, eu ainda penso: "Será que esses caras aí nunca leram Eça de Queirós?" Não. Nada. Eles navegam intocados em sua vaidade estúpida, em sua impávida ratonice.
Entre Machado de Assis e Eça de Queiroz sempre preferi o português ao nosso grande mulato. "Ah... porque o Machado é bem mais sutil!..." - diz-se, comparando-se, por exemplo, Capitu à Luiza do Primo Basílio (que o próprio Machado, ciumento, acusou de plágio da Eugenie Grandet). "Ahhh!... porque o Machado tem mais níveis de significação, mais complexidade psicológica, etc. e tal..." É verdade. Também acho. O grande Machado atingiu subtons que Eça nem tentou, por escolha. Machado é mais inglês; Eça é saído das costelas de Flaubert, Balzac e Zola e funda uma literatura caricatural contra as perdidas ilusões ibéricas, com um riso deslavado, com uma proposital "falta de sutileza" que resulta depois finíssima. Eça cria um realismo quase carnavalizado, sem anseios de transcendência. Machado é mais "nauseado". Deixa-se envolver por um pessimismo que o claro riso de Eça recusa. É verdade que as personagens de Eça não são tão "livres" quanto em Machado. O "tipo" eciano não tem grande "complexidade"; mas isso talvez seja o que nossa mediocridade social merece. Ele não cria personagens com uma psicologia sofisticada. Para ele, somos mesmo "tipos". Como em seu neto Nelson Rodrigues, há nele uma superficialidade "profunda", muito atual neste tempo em que os valores idealizados caíram no chão. Eça é um escritor político. Ele nos exibe o ridículo das figuras que se consideram nossos "timoneiros" do alto de sua gravidade falsa, com seus interesses mesquinhos no bolso dos jaquetões.
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
16 de novembro de 2010
O Globo
Manchete: Falta de CTI mata 8 pessoas por dia em hospitais do Rio
Bancos baixam juros para evitar calote
Dilma enfrenta desafios para investir mais
Militares são acusados de homofobia
Telescópio da Nasa flagra o nascimento de um buraco negro (Págs. 1 e 28)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Parecer do Ibama veta obra da usina de Belo Monte
Foto legenda: Já é natal
Ex-executivo de banco investiu em 'fantasmas'
Silvio Santos vai demitir parentes de empresas
Ex-diretor dos Correios acusa ministério de sucatear estatal
Justiça manda soltar acusados de três ataques na av. Paulista
Boa noticia: Governo de SP faz mutirão para promover teste gratuito de HIV (Págs. 1 e C5)
Editoriais
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Dilma prepara reajuste do Bolsa-Família acima do INPC
UE pressiona Irlanda e Portugal a aceitar resgate
Foto legenda: Agressores liberados
Até março, Kassab no PMDB
EUA preveem retirada do Afeganistão em 2014
Foto legenda: Revolta contra o Enem
Pais proíbem transfusão e podem ir a júri por morte
Itália apreende 1t de cocaína vinda do Brasil (Págs. 1 e Cidades C3)
Panamericano negocia juro de 27% em CDB (Págs. 1 e Economia B5)
Arnaldo Jabor: O progresso da decadência
Visão global: A importância do Novo Start
Notas & Informações
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Valor Econômico
Manchete: Documento oficial alerta para desindustrialização
Caixa prepara PanAmericano para a venda
Venezuela troca os EUA pela China no petróleo
Redes de varejo voltam a abrir suas lojas na rua
Foto legenda: Contra a maré
Ásia é a nova fronteira da Syngenta
Exclusividade da Petrobras como operadora do pré-sal não afasta estrangeiros, diz Gould (Págs. 1 e B11)
Teste de governabilidade
Consumo pragmático
Votorantim no Peru
MAN e Scania discutem fusão
'Defensivo' biológico para a cana
Bancos mudam perfil de captação
JBS na bolsa americana
Fator acidentário
Ideias
Ideias
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