A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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terça-feira, setembro 21, 2010
XÔ! ESTRESSE [In:] ''EU BATO O PORTÃO SEM FAZER ALARDE..." *
ELEIÇÕES 2O1O [In:] ''QUE PAÍS É ESSE?..." II
Presos por corrupção são recebidos com festa
Soltos no sábado, o governador do Amapá, Pedro Paulo (PP), e o candidato do PDT ao Senado, Waldez Góes, participam de comício e carreata em Macapá
ESPECIAL PARA O ESTADO MACAPÁ -
O Estado de S.Paulo
Milhares de pessoas recepcionaram ontem o governador Pedro Paulo Dias (PP) e seu antecessor, Waldez Góes (PDT), candidato ao Senado no Aeroporto de Macapá. Os dois chegaram às 18 horas a bordo de um jatinho particular.
Coordenadores da campanha calcularam que havia 50 mil pessoas, mas o comando da Polícia Militar estimou a multidão em 20 mil. Ambos haviam sido presos pela Operação Mãos Limpas, da Polícia Federal, que deteve mais 16 pessoas no último dia 10.
Todos são acusados de corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro, ocultação de bens, tráfico de influência, fraude em licitações públicas e formação de quadrilha. O esquema, segundo a PF, seria comandado pelo governador, candidato à reeleição, e por Waldez Góes.
Pedro Dias foi o primeiro a descer do avião. Waldez Góes, acompanhado da esposa Marília Góes, que também foi presa pela PF, saiu logo depois. Chorando, Góes subiu num trio elétrico, promovendo uma carreata até o centro da cidade.
Do aeroporto, Pedro Dias também seguiu em carreata para o comício na Praça Beira Rio, mas uma forte chuva desabou em Macapá. "É São Pedro me saudando e saudando o povo do Amapá", disse o governador. Dias - que passou oito dias presos na superintendência da Polícia Federal em Brasília - afirmou que o povo sabe da sua dignidade e do quanto ele quer o melhor para o Estado. "Não vou falar mais nada porque estou emocionado." Ele e Góes foram soltos no sábado
Não houve manifestações de protesto na recepção no aeroporto nem por onde a carreta passou nem durante o comício. Pedro Dias, que legalmente reassumiu o governo na hora em que desembarcou em Macapá, só vai hoje ao palácio do governo.
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http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100921/not_imp612907,0.php
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ERENICE GUERRA [In:] ''CAIXINHA, OBRIGADO!"
Erenice continua dependurada na folha das estatais
Sérgio Lima/FolhaAfastada da chefia da Casa Civil, Erenice Guerra ainda pende da folha de salários de empresas estatais.
A ex-protegida de Dilma Rousseff ainda integra os conselhos de administração da Eletrobras e do BNDES.
No primeiro, participa de uma reunião a cada três meses. No segundo, as reuniões são mensais.
Somadas, as duas sinecuras rendem a Erenice algo como R$ 108 mil por ano. O caso é original.
Apadrinhado de José Sarney, Silas Rondeau teve o cargo de ministro de Minas e Energia passado na lâmina da Operação Navalha, em 2007.
Como Erenice, Silas rodou em meio a denúncias de malfeitos. A despeito disso, permanece até hoje no conselho de administração da Petrobras.
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Escrito por Josias de Souza às 03h47
FOLHA.
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ELEIÇÕES 2O1O [In:] ''QUE PAÍS É ESSE?..." *
21/09/2010
PT mobiliza o aparato sindical e faz ato anti-imprensa
Angeli
Iniciada por José ‘Abuso do Direito de Informar’ Dirceu e ecoada por Lula ‘Mídia Partidária’ da Silva, a rusga do PT com a imprensa ganhou ares de guerra.
O partido de Dilma Rousseff levou à sua página na web a convocação de um ato de protesto contra o que chamou de “golpismo midiático”.
Será nesta quinta (23), às 19 horas, num palco inusitado: o auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, filiado à CUT.
A convocatória informa que a pajelança foi organizada “em defesa da democracia” e contra “a baixaria nas eleições”. Anuncia-se a presença de:
1. Dirigentes de quatro centrais sindicais: além da CUT, Força Sindical, CTB e CGTB.
2. Representantes da União Nacional dos Estudantes.
3. Lideranças de quatro partidos políticos: PT, PCdoB, PSB e PDT.
4. Blogueiros progressistas.
O evento é apresentado como reação à “ofensiva dos setores da direita e da mídia conservadora”, marcada por "uma onda de baixarias, de denúncias sem provas [...].”
O texto não menciona as logomarcas “golpistas” nem esmiúça as notícias infundadas. Não há de ser o “Erenicegate”.
Qualificado de “factóide” no nascedouro, o caso já levou ao olho da rua quatro autoridades, incluindo a chefe da Casa Civil, ex-braço direito de Dilma Rousseff.
Diz o documento que a “velha mídia” tornou-se “autêntico partido político conservador” e desenvolve uma “ofensiva antidemocrática”.
Acrescenta: “A onda de baixarias, que visa forçar a ida de José Serra ao segundo turno, tende a crescer nos últimos dias da campanha”.
Como assim? “Os boatos que circulam nas redações e nos bastidores das campanhas são preocupantes. E indicam que o jogo sujo vai ganhar ainda mais peso”.
Daí o “ato em defesa da democracia”. Beleza. Decerto os organizadores do movimento farão discursos veementes em fovor do democrático direito à liberdade de imprensa.
Dilma haverá de brandir da tribuna provas irrefutáveis contra as aleivosias inventadas pela “velha mídia” pró-Serra. Restará provado que a Casa Civil foi varrida por um tsunami de probidade.
A coisa promete!
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Escrito por Josias de Souza às 07h40
FOLHA.
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ELEIÇÕES 2O1O [In:] PASMACEIRA
''Se um país não quer mudar, não é a internet que irá mudá-lo'', diz sociólogo espanhol
ALEC DUARTE
EDITOR-ADJUNTO DE PODER
Quem esperava que a internet fosse revolucionar o processo eleitoral brasileiro se decepcionou com o tímido papel que a rede exibe na campanha. O sociólogo espanhol Manuel Castells, porém, não se surpreendeu com isso.
Um dos mais relevantes pesquisadores da web, Castells esteve no Brasil a convite do recém-inaugurado Centro Ruth Cardoso e achou normal a ausência da esperada revolução nas eleições.
"Quando há estabilidade, não se pode esperar que a internet produza uma mudança que as pessoas não querem", disse à
Leia trechos da entrevista.
Por que a internet amedronta o poder político?
Manuel Castells - Porque o poder sempre esteve baseado no controle e, às vezes, na manipulação da informação. O grau de autonomia das pessoas para se comunicar, informar e organizar suas próprias redes de sociabilidade é muito mais potente com a internet. Ela é a construção da autonomia da sociedade civil. Os governos sempre tiveram horror a isso.
A internet é incontrolável, mas os governos sempre tentam exercer algum controle. Não é um trabalho em vão?
Por mais que queiram controlar, não podem controlar. Nem a China pode controlar. Isso mostra a desconfiança dos governos e dos políticos com respeito a seus próprios cidadãos. Não lhes agrada que se organizem e que sejam autônomos. Aos políticos só interessa o poder.
A única maneira de controlar a internet é desconectá-la totalmente. E isso hoje em dia é um preço que nenhum país pode pagar porque, além de livre expressão, a rede é educação, economia, negócios... é a eletricidade de nossa sociedade.
É impossível para um governo, hoje, não tentar recorrer a esse tipo de expediente?
Os governos tiveram que entrar nesse mesmo espaço de comunicação. Antes, não havia debate, havia monopólio. Isso acabou. O fato de que um governo ou grandes empresas tenham que fazer blogs como a gente nivelou relativamente o espaço da comunicação em que se enfrentam interesses distintos.
O avanço tecnológico permitiu também que os cidadãos vigiem os governantes...
Os poderosos vigiavam os demais porque tinham os meios e a capacidade de fazê-lo. Mas agora as pessoas também podem vigiar os poderosos. Qualquer jovem com um celular, se vê uma personalidade política fazendo algo inconveniente, pode imediatamente difundir a cena. Hoje os poderosos têm que se esconder, sua vida é mais transparente, mas não há um controle, apenas vigilância.
A vida em rede mudou o comportamento dos governos?
Ainda não totalmente, mas o poder político sabe que não pode mentir nem manipular sem ter cuidado ao fazê-lo. Quando as pessoas descobrem, o choque é muito potente. Foi o que ocorreu na Espanha, em 2004, quando o governo de [José María] Aznar mentiu sobre a autoria do atentado terrorista em Madri. As pessoas ficaram indignadas porque Aznar disse que autoria era do [grupo separatista que atua na Espanha] ETA, quando se tratava da Al Qaeda.
Houve controle da informação e manipulação. A descoberta da verdade, na véspera da eleição, foi compartilhada por SMS e levou milhões de jovens às urnas. Isso mudou o resultado da eleição [o socialista José Luis Zapatero venceu Aznar].
Outro exemplo ocorreu no Irã, em 2009, quando houve manifestações contra a reeleição de [Mahmoud] Ahmadinejad. Mesmo num país com controle total da informação, a capacidade de mobilização, sobretudo pelo Twitter, foi fundamental.
Isso também aconteceu na deposição do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, quando a internet foi invadida por hashtags de apoio à volta do mandatário, assim como o Twitter ostentou avatares verdes no episódio iraniano. Mas Ahmadinejad segue no poder, e Zelaya jamais foi reconduzido ao cargo. Falando em realpolitik, como essas mobilizações virtuais chegam ao âmbito do real?
As mudanças fundamentais na sociedade são as que se produzem na mente das pessoas. É aí que surge a mudança: quando as pessoas mudam sua forma de pensar e, portanto, de atuar.
As ideias não passam necessariamente pela mudança política, mas sim pelas mudanças que os governos têm de implementar em função da pressão da sociedade.
Hoje quase não há discussão política na internet brasileira, apenas torcidas trocando provocações. E essas discussões não extrapolam a própria rede. O fato de a web não possuir no país uma penetração grande afeta diretamente a repercussão fora dela?
Para que se manifestem fenômenos de utilização da rede nas mudanças de consciência e de informação das pessoas, é preciso haver antes de mais nada rede em condições e que também exista interesse das pessoas num sistema político.
No caso específico do Brasil, qual a sua percepção?
O Brasil segue uma dinâmica assistencialista em que da política se esperam subsídios e favores, mais do que políticas. A situação econômica do país melhorou consideravelmente. O que mudou a política aqui é que os dois últimos presidentes, FHC e Lula, eram influentes e controlavam seus partidos muito mais do que eram controlados por ele. Duvido que o país continue a ter essa boa sorte, qualquer que seja o resultado das eleições.
A renovação do sistema político exige que as pessoas queiram uma mudança, e isso normalmente ocorre quando existem crises. A internet serve para amplificar e articular os movimentos autônomos da sociedade. Ora, se essa sociedade não quer mudar, a internet servirá para que não mude.
GOVERNO LULA [In:] ''O FIM ESTÁ PRÓXIMO'' (II)
Uso exclusivo
O Estado de S.Paulo
Há uma expressão (chula) na política que os veteranos usam para definir o novato afoito prestes tropeçar nas próprias pernas. Diz assim: "Para cachorro novo, fulano está com muita pressa de entrar no mato."
É o que a memória de imediato seleciona diante da resposta da candidata Dilma Rousseff ao convite do senador Álvaro Dias para falar no Congresso sobre as andanças da ex-ministra Erenice Guerra, a respeito de quem a cada dia se descobre uma nova malfeitoria.
"Convite de Álvaro Dias, nem para cafezinho", disse ela.
Se, como pareceu, está preocupada com o efeito eleitoral desse tipo de solicitação, Dilma teria várias maneiras de recusá-lo. Poderia, inclusive, ignorar a declaração do senador, dizer que esperaria a solicitação formal do Legislativo para então se pronunciar.
Mas, não. Dilma preferiu dizer o que lhe veio à cabeça e da forma mais arrogante, esquecida de como foi duro aquele curto período do início da campanha quando, na ausência do presidente Luiz Inácio da Silva, que andava pelo exterior, ela cometia uma impropriedade (às vezes até duas) por dia.
Por menor que fosse, era registrada como erro, comentada com constrangimento pelos aliados e celebrada pelos adversários.
A candidata já deve ter percebido, mas pelo jeito não compreendeu: determinadas barbaridades, manifestações de desrespeito e infrações só podem ser feitas ou ditas por Lula.
É o único com salvo-conduto para cometer disparates impunemente. Ou Dilma acha que teria ido longe se o presidente não reaparecesse logo transformando, em maio, o programa do PT em horário eleitoral? Ou pensa que desperta os mesmos sentimentos de gratidão, culpa ou intimidação?
Erenice Guerra cometeu o mesmo erro de que poderia ser arrogante numa nota oficial e perdeu o lugar.
Se de fato for eleita, é bom Dilma se acostumar: não sendo a operária nordestina que chegou à Presidência nem tendo o poder de controlar a massa, não poderá contar com a prerrogativa de desrespeitar a tudo e a todos impunemente, que é de uso exclusivo de Lula presidente.
Isso vale também para a modelagem "não sei de nada" em relação a escândalos de corrupção.
Currículo escolar. Lula disse na Universidade Federal de Juiz de Fora (MG) no fim da semana passada que "adoraria" ter curso superior e gostaria de voltar a estudar.
O que poderia parecer um tardio, mas bem-vindo, reconhecimento do presidente do valor do estudo era só um jeito de poder dizer que se considera pronto a "dar aulas sobre como governar o País".
Em outras palavras: falar todos os dias para registro dos meios de comunicação; dizer o que cada público gosta de ouvir sem compromisso com a coerência ou realidade; não enfrentar contenciosos; agradar malfeitores que poderiam ameaçá-lo; distribuir benesses sem pensar nas consequências; passar por cima de tudo, inclusive da lei; aniquilar o que ou quem lhe possa fazer sombra, nunca valorizar atributos que não sejam os próprios e jamais firmar pacto eterno com a verdade.
Vivendo e aprendendo. Em 1989 Fernando Collor foi eleito presidente praticamente sem críticas. Da imprensa, inclusive, que em sua maioria deslumbrava-se deixando em segundo plano seus atos como prefeito de Maceió e governador de Alagoas.
Na época havia o receio geral de criticar Collor e receber do burríssimo maniqueísmo nacional o carimbo de "sarneysista". Praticamente um insulto, dada a impopularidade do então presidente José Sarney.
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ESTADÃO.
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GOVERNO LULA [In:] ''O FIM ESTÁ PRÓXIMO'' *
Lula é um fenômeno religioso
21 de setembro de 2010 | 0h 00
Lula não é um político - é um fenômeno religioso. De fé. Como as igrejas que caem, matam os fiéis e os que sobram continuam acreditando. Com um povo de analfabetos manipuláveis, Lula está criando uma igreja para o PT dirigir, emparedando instituições democráticas e poderes moderadores.
Os fatos são desmontados, os escândalos desidratados para caber nos interesses políticos da igreja lulista e seus coroinhas. Lula nos roubou o assunto. Vejam os jornais; todos os assuntos são dele, tudo converge para a verdade oficial do poder. Lula muda os fatos em ficção. Só nos resta a humilhante esperança de que a democracia prevaleça.
Depois do derretimento do PSDB, o destino do País vai ser a maçaroca informe do PMDB agarrada aos soviéticos do PT, nossa direita contemporânea. Os comentaristas ficam desorientados diante do nada que os petistas criaram com o apoio do povo analfabeto. Os conceitos críticos, como "razão, democracia, respeito à lei, ética", ficaram ridículos, insuficientes raciocínios diante do cinismo impune.
Como analisar com a Razão essa insânia oficial? Como analisar o caso Erenice, por exemplo, com todas as provas na cara, com o Lula e seus áulicos dizendo que são mentiras inventadas pela mídia? Temos de criar novos instrumentos críticos para entender esta farsa. Novos termos. Estamos vendo o início de um "chavismo light", cordial, para que a "massa atrasada" seja comandada pela "massa adiantada" (Dilma et PT). Os termos têm de ser mudados. Não há mais "propina"; agora o nome é "taxa de sucesso". A roubalheira se autonomeia "revolucionária" - assalto à coisa pública em nome do povo. O que se chamava "vítima" agora se chama "réu". Os escândalos agora são de governos inteiros roubando em cascata, como em Brasília, Rondônia e Amapá - são "girândolas de crimes". Os criminosos são culpados, mas sabem tramar a inocência. O "não" agora quer dizer "sim".
Antigamente, se mentia com bons álibis; hoje, as tramoias e as patranhas são deslavadas; não há mais respeito nem pela mentira. Está em andamento uma "revolução dentro da corrupção", invadindo o Estado em nossa cara, com o fito de nos acostumar ao horror. Gramsci foi transformado em chefe de quadrilha.
Nunca antes nossos vícios ficaram tão explícitos, nunca aprendemos tanto de cabeça para baixo. Já sabemos que a corrupção no País não é um "desvio" da norma, não é um pecado ou crime; é a norma mesmo, entranhada nos códigos e nas almas. Nosso único consolo: estamos aprendemos muito sobre a dura verdade nacional neste rio sem foz, onde as fezes se acumulam sem escoamento. Por exemplo: ganhamos mais cultura política com a visão da figura da Erenice, a burocrata felliniana, a "mãe coragem" com seus filhos lobistas, com o corpinho barbudo do Tuminha (lembram?), com o "make-over" da clone Dilma (que ama a ex-Erenice, seu braço direito há 15 anos), com o silêncio eufórico dos Sarneys, do Renan, do Jucá... Que delícia, que doutorado sobre nós mesmos!
Ao menos, estamos mais alertas sobre a técnica do desgoverno corrupto que faz pontes para o nada, viadutos banguelas, estradas leprosas, hospitais cancerosos, esgotos à flor da pele, tudo proclamado como plano de aceleração do crescimento popular.
Nossa crise endêmica está em cima da mesa de dissecação, aberta ao meio como uma galinha. Meu Deus, que prodigiosa fartura de novidades imundas, mas fecundas como um adubo sagrado, belas como nossas matas, cachoeiras e flores.
Os canalhas são mais didáticos que os honestos. Temos assistido a um show de verdades mentirosas no chorrilho de negaças, de cínicos sorrisos e lágrimas de crocodilo. Como é educativo vermos as falsas ostentações de pureza para encobrir a impudicícia, as mãos grandes nas cumbucas e os sombrios desejos das almas de rapina. Que emocionante este sarapatel entre o público e o privado: os súbitos aumentos de patrimônio, filhinhos ladrões, ditadura dos suplentes, cheques podres, piscinas em forma de vaginas, despachos de galinhas mortas na encruzilhada, o uísque caindo mal no Piantela, as flatulências fétidas no Senado, as negaças diante da evidência de crime, os gemidos proclamando "honradez" e "patriotismo".
Talvez esta vergonha seja boa para nos despertar da letargia de 400 anos. Através deste escracho, pode ser que entendamos a beleza do que poderíamos ser!
Já se nos entranhou na cabeça, confusamente ainda, que enquanto houver 20 mil cargos de confiança no País, haverá canalhas, enquanto houver estatais com caixa-preta, haverá canalhas, enquanto houver subsídios a fundo perdido, haverá canalhas. Com esse código penal, nunca haverá progresso.
Já sabemos que mais de R$ 5 bilhões por ano são pilhados das escolas, hospitais, estradas, sem saneamento, com o Lula brilhando na TV, xingando a mídia e com todos os mensaleiros, sanguessugas e aloprados felizes em seus empregos e dentro do ex-partido dos trabalhadores. E é espantoso que este óbvio fenômeno político, caudilhista, subperonista, patrimonialista, aí, na cara da gente, seja ignorado por quase toda a intelligentsia do País, que antes vivia escrevendo manifestos abstratos e agora se cala diante deste perigo concreto que nos ronda. No Brasil, a palavra "esquerda" ainda é o ópio dos intelectuais.
A única oposição que teremos é o da imprensa livre, que será o inimigo principal dos soviéticos ascendentes. O Brasil está evoluindo em marcha à ré! Só nos resta a praga: malditos sejais, ó mentirosos e embusteiros! Que a peste negra vos cubra de feridas, que vossas línguas mentirosas se transformem em cobras peçonhentas que se enrosquem em vossos pescoços, e vos devorem a alma.
Os soviéticos que sobem já avisaram que revistas e jornais são o inimigo deles.
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ESTADÃO.
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ELEIÇÕES 2O1O [In:] MAIS MORDAÇA À VISTA e a PRAZO
Governo
OAB, ANJ e Abert reagem aos ataques de Lula contra a liberdade de imprensa
Em um comício de sua candidata à Presidência, Dilma Rousseff, na cidade de Campinas, Lula bradou: “a opinião pública somos nós”
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) reagiram aos ataques à imprensa feitos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último sábado. O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, classificou as declarações de Lula como “lamentáveis”.
Temendo que a ligação de sua candidata à Presidência, Dilma Rousseff, com a ex-ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra possa refletir negativamente na campanha, Lula decidiu atacar os veículos de comunicação que produziram reportagens a respeito do escândalo de lobby e tráfico de influência na Casa Civil. Para o presidente, as declarações críticas recentes dos adversários e as matérias sobre o caso são intolerância, ódio e mentira.
"É lamentável que o presidente tenha esse tipo de reação", disse Cavalcante. "Se houver algum excesso, que o governo ingresse na Justiça. Agora, não podemos abrir mão da liberdade de imprensa", completou. Para ele, as denúncias de corrupção no governo são "gravíssimas". "O que se quer é que se puna os culpados", afirmou o presidente da OAB.
Em nota, a ANJ classifica como “preocupante” a reação de Lula contra a liberdade de imprensa no país. “É lamentável e preocupante que o Presidente da República se aproxime do final de seu segundo mandato manifestando desconhecimento em relação ao papel da imprensa nas sociedades democráticas [...]. O papel da imprensa, convém recordar, é o de levar à sociedade toda informação, opinião e crítica que contribua para as opções informadas dos cidadãos, mesmo aquelas que desagradem os governantes. Convém lembrar também, que ele jamais criticou o trabalho jornalístico quando as informações tinham implicações negativas para seus opositores”, diz o texto.
O diretor de assuntos legais da Abert falou sobre o caso ao jornal O Estado de S. Paulo. “O presidente Lula já demonstrou, por diversas vezes, um apreço pela imprensa, e a gente acredita que essas declarações não reflitam efetivamente o pensamento dele, mas que repercutem o momento conturbado que vive a política e a proximidade do processo eleitoral", afirmou.
Campanha - Em um comício de sua candidata à Presidência, Dilma Rousseff, na cidade de Campinas, Lula bradou: “a opinião pública somos nós”. Para o presidente, uma eventual vitória de Dilma na eleição significará também a derrota da imprensa. “Nós não vamos derrotar apenas os nosso adversários tucanos, nós vamos derrotar alguns jornais e revistas que se comportam como se fossem um partido político e não têm coragem de dizer que são um partido político, que têm candidato e não têm coragem de dizer que têm candidato, que não são democratas e pensam que são democratas”, afirmou.
“Tem dia que determinados setores da imprensa brasileira chegam a ser uma vergonha. Se o dono do jornal ler o seu jornal ou o dono da revista ler a sua revista, eles ficariam com vergonha do que eles estão escrevendo exatamente neste momento”, disse o presidente.
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
21 de setembro de 2010
------------------------------------------------------------------Folha de S. Paulo
Decisão de Conselho Universitário provoca a revisão de projetos pedagógicos e carga horária de toda a graduação
A USP, principal universidade do país, decidiu revisar toda a sua graduação. Serão avaliadas mudanças nos curriculos das faculdades e não está descartado o fechamento de cursos de baixa demanda no vestibular, informam Fábio Takahashi e Araripe Castilho.
A medida foi aprovada pelo Conselho Universitário, entidade máxima da instituição. "Não é possível que alguns cursos continuem hoje como eram na época de dom Pedro 1º", afirmou o reitor da USP, João Grandino Rodas, sem citar nenhuma carreira.
Além de analisar cursos com pouca procura, as unidades vão avaliar projetos pedagógicos, que devem ser mais "modernos e multidisciplinares". A carga horária vai ser revista, levando em conta flexibilidade para os alunos. Não há prazo para o fim da revisão. (Págs. 1, C1 e C3)
Presidente 40 Eleições 2010: Em evento, Dilma acusa Folha de parcialidade
"Todas as minhas contas foram aprovadas [no TCE]. Essa informação não está na matéria", disse Dilma. A informação estava no texto principal, em infográfico e no "outro lado". (Págs. 1 e Esp. 4)
Presidente 40 Eleições 2010: Aécio exibe Serra em programa só após 1 mês
Aécio relutava em exibir Serra. O tucano também foi usado por Hélio Costa, candidato do PMDB a governador, mas de forma negativa, para tirar votos do rival Antonio Anastasia. (Págs. 1 e Esp. 1)
Foto legenda: Retorno das águas?
Promotoria de SP faz denúncia contra Tiririca (Págs. 1 e Esp. 6)
Carlos Heitor Cony
Brigitte Bardot deve ter tido motivos para enojar-se da política. Muita gente também sente asco. No meu caso, não posso falar em nojo, mas em desencanto. (Págs. 1 e A2)
Recessão dos EUA foi a mais longa desde a década de 30
Esses 18 meses foram o maior período de retração desde a Grande Depressão, na década de 1930. (Págs.1 e B4)
Editoriais
"Complicação eleitoral", acerca da necessidade de levar dois documentos para votar. (Págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Lula chama Paulo Bernardo para conter crise nos CorreiosA 13 dias da eleição, o presidente Lula interrompeu as férias do ministro Paulo Bernardo (Planejamento) e cobrou dele providências para estancar a crise na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Lula quer que Bernardo seja uma espécie de interventor para fazer uma operação pente-fino na estatal e apagar o foco de tensão política que pode respingar na campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência. Foi Bernardo que, ao lado da então chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, recomendou a Lula a troca de comando nos Correios. As mudanças ocorreram em julho, sob a alegação de que era preciso conter o fisiologismo e a falta de eficiência na empresa. Desde então a crise aumentou, e Lula quer evitar novos escândalos antes de 3 de outubro. (Págs. 1 e Nacional A4)
Diretor de Operações da empresa se demite
O coronel Eduardo Artur Rodrigues Silva pediu demissão do cargo de diretor de Operações dos Correios, um dia depois que o Estado revelou que ele era testa de ferro de dono de empresa aérea contratada pela ECT - e que foi citada no escândalo da Casa Civil. Em carta, Silva disse que está sendo “alvo de ataque pela imprensa" e negou as denúncias. (Págs. 1 e Nacional A6)
Contra alta do real, governo usa Fundo Soberano
Foto Legenda: Depois da prisão, a festa
Jornal pede trégua a máfias mexicanas
Metas do milênio da ONU avançam, mas lentamente
Entrevista: 'Parece que estamos de volta à ditadura'
Prazo para tirar título de eleitor termina na 5ª feira (Págs. 1 e Nacional A15)
Rombo da Previdência aumenta em R$ 1,5 bilhão (Págs. 1 e Economia B5)
Arnaldo Jabor: Fenômeno religioso
Notas & Informações
O paladino dos desvalidos nutre ojeriza por uma categoria especial de elite: a intelectual e, por extensão, a imprensa. Com todas as demais elites Sua Excelência já resolveu os seus problemas. (Págs. 1 e A3)
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Valor Econômico
Manchete: Governo quer usar ITR para regular mercado de terrasA Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência costura um amplo acordo interno com os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e do Meio Ambiente para alterar os critérios de "extensão" e "ocupação" da terra, hoje usados na legislação do imposto. O governo quer substituir a ocupação por índices de produtividade como principal critério do ITR, o que mudaria toda a política agrária e fundiária. (Págs. 1 e B14)
Câmbio torna ineficaz taxa contra China
A professora Vera Thorstensen, que foi assessora econômica da missão diplomática do Brasil na Organização Mundial do Comércio por 18 anos, mostra que entre 1980 e 2010, os países abriram 820 investigações contra a China. Os EUA lideram com 157, a Índia tem 133, e a UE, 130. O Brasil, com 47, fica atrás da Turquia (76), Argentina (69) e México (51). (Págs. 1 e A3)
Polêmicos, projetos de banda larga se disseminam
Segundo estudo do Banco Mundial, um aumento de 10% na penetração da banda larga pode contribuir com 1,21 ponto percentual de crescimento no Produto Interno Bruto (PIB) de países desenvolvidos. Já nos países emergentes esse incremento pode chegar a 1,38 ponto percentual. Mas enquanto alguns consideram esses planos governamentais como estimuladores do mercado, outros os veem como uma forma de intervenção do Estado na atividade privada. (Págs. 1, B1 e B3)
Foto legenda: Tudo novo
Salmão deve abrir a série dos animais transgênicos
Uma comissão da agência de fiscalização de remédios e alimentos dos EUA, a FDA, discutia ontem se era seguro liberar o peixe para a alimentação ou se ele representa uma ameaça ao ambiente. Mas a FDA parece já ter chegado a algumas conclusões sobre o assunto: antes da reunião, a agência divulgou na internet uma análise que conclui que a versão transgênica é tão segura quanto o salmão do Atlântico e oferece riscos ambientais mínimos. (Págs. 1 e B11)
Banco Santos eleva caixa e quitará dívidas
Hoje ela tem R$ 639,23 milhões e se prepara para fazer o segundo rateio entre os credores desde que a instituição de Edemar Cid Ferreira teve a falência decretada, há exatos cinco anos. Somado ao rateio anterior, feito no primeiro semestre, será possível quitar 30% da dívida com os credores quirografários. (Págs. 1 e C8)
Desemprego nos EUA deve continuar alto pelo menos até 2013, prevê a OCDE (Págs. 1 e A13)
Fundo Soberano comprará dólares
Mercado pede juros
Fundos têm 'mortalidade' alta
STJ impõe prazo à Receita
Ideias
Decisão do Copom, criticada por alguns 'cientistas', traz a possibilidade de enorme avanço de qualidade no futuro. (Págs. 1 e A2)
Ideias
Vitória de Dilma sobre Serra em São Paulo é a grande novidade da eleição e mostra o tamanho do desafio à oposição no futuro. (Págs. 1 e A6)
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