A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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quarta-feira, março 05, 2008
COLÔMBIA/URIBE: CACHIMBO DA PAZ
Amorim afirmou que a data do encontro com Uribe ainda não foi marcada e que a chancelaria brasileira terá um encontro com o ministro de Relações Exteriores venezuelano na República Dominicana, onde se reúnem os representantes internacionais do Grupo do Rio, para tratar da ação contra a Colômbia. A reunião do Grupo do Rio (integrado por países da América Latina e do Caribe) foi convocada para discutir acordos energéticos e propostas de prevenção nas mudanças climáticas e desastres naturais. Na avaliação de Amorim, as exigências do governo do Equador não são difíceis de serem cumpridas pelo governo da Colômbia, para por fim a esse desentendimento: pedido de desculpa inequívoca, compromisso de que outras invasões não ocorrerão no Equador e deixar de lado acusações de que o Equador estaria apoiando as Farc. Para Amorim, quanto mais confusão e conflitos internos existirem na América Latina, pior será para os próprios países sul-americanos, que ficam enfraquecidos nas negociações com os grandes blocos comerciais. Segundo o ministro, a paz sempre fortaleceu esses países nessas negociações.
Momentos antes da fala do chanceler brasileiro aproveitou para voltar a criticar o governo colombiano. "Não é porque somos um país pequeno que aceitaremos ser ultrajados", afirmou. "Não permitiremos o desrespeito a nossa soberania e vamos até as últimas conseqüências. Somos sensíveis, mas soberanos", acrescentou. Ele disse ainda que o governo colombiano de Álvaro Uribe "quer a guerra, não quer a paz". Ao invés de uma entrevista coletiva, como estava previsto inicialmente, Correa apenas se pronunciou para agradecer ao governo brasileiro e em especial "ao amigo" Lula pelo repúdio à invasão colombiana no Equador para atacar tropas da Farc. Ao lado do ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, Correa disse confiar e acreditar nas organizações internacionais e na comunidade latino-americana. "Não podemos aceitar a lógica de Uribe de que um país pode entrar em qualquer território. Ratificamos a inviolabilidade do território". Mantendo o discurso duro, o presidente do Equador, Rafael Correa, disse que o governo da Colômbia "perdeu até a vergonha". O tom de Correa frustrou a expectativa dos diplomatas brasileiros de que o presidente equatoriano abrandaria o discurso após a conversa com Lula. Correa cobrou uma posição dos organismos internacionais, em especial da Organização dos Estados Americanos (OEA), com relação ao episódio do fim de semana passada, quando tropas colombianas entraram em território equatoriano para perseguir membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). "É o momento das instâncias internacionais se posicionarem eficientemente, em função de princípios e não de pressão. Exigimos que a OEA se posicione de forma rápida e ratifique a inviolabilidade dos territórios internacionais", disse. Ao finalizar seu discurso, Correa agradeceu "profundamente" ao governo brasileiro e ao presidente e amigo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Sem meias palavras, (o Brasil) tem sabido condenar de forma frontal e direta a agressão à soberania de um país", disse. Leonencio Nossa, Leonardo Goy e João Domingos, de O Estado de S. Paulo. 0503.
FARC: "LANÇAMENTO" DO SEGUNDO Nº 2 ("INVERSÃO" DE VALORES...)
Gómez, que na verdade se chama Milton de Jesús Toncel, já integrava o secretariado das Farc e era o comandante do Bloco Sul do grupo, que atua nos departamentos colombianos na fronteira com Equador e Peru. Gómez é identificado pelos Estados Unidos como responsável pelas operações de narcotráfico das Farc, o grupo armado marxista mais antigo e numeroso da América Latina, com cerca de 17 mil integrantes --ou 8.000, segundo Bogotá. Washington oferece uma recompensa de US$ 2,5 milhões por ele. Gómez entrou para a guerrilha nos anos 1980, depois de lecionar por vários anos como professor na Universidade do Amazonas, no departamento de Caquetá. Após a morte de Reyes, o secretariado das Farc, fundada em 1964, passou a ter seis membros, incluindo Gómez: o líder do grupo Manuel Marulanda (conhecido como "Tirofijo"), o responsável pelo Movimento Bolivariano, Guillermo León Sáenz ("Alfonso Cano"); o quinto homem no comando, Rodrigo Londoño Echeverri ("Timoleón Jiminez"), o chefe militar das Farc, Jorge Briceño Suárez ("Mono Jojoy"), e o líder do bloco noroeste, Luciano Marín Arango ("Iván Márquez"). Folha de São Paulo. Com agências internacionais . 0503.
COLÔMBIA & VENEZUELA: UM TIRO NO PÉ (de Chávez)
"Dessa vez os militares colombianos resolveram ir em frente, por razões legítimas de auto-defesa", diz o jornal."Duvidamos que os Estados Unidos teriam parado suas tropas na fronteira, se terroristas tivessem bombardeado alvos no Texas de algum ponto no México", diz o jornal. Mas o que realmente deve ter irritado Chávez foi a captura do laptop de Reyes", diz o jornal americano. O laptop "revela segredos de Chavez", chamado pelo jornal de "valentão venezuelano". Citando declarações do chefe de polícia da Colômbia, general Oscar Naranjo, o jornal diz que "o laptop mostrou que a Venezuela teria pago US$ 300 milhões às Farc em troca da recente libertação de seis reféns".
'Insulto'
Na Espanha, o El País afirma em editorial que “Chávez quer capitalizar a equivocada operação colombiana contra as Farc no Equador”. “Mais uma vez o exagero veio do líder venezuelano, que insultou de modo chulo seu homólogo colombiano e usou linguagem bélica inadmissível em quem não é parte prejudicada. O afeto de Chávez pelas Farc – para quem pede status de Exército combatente – arrasa a decência mínima que se exige de um chefe de Estado”, afirma o El País. Na França, o jornal Le Monde diz que “pela primeira vez na história, a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, de extrema esquerda) foi ferida no coração”. O Le Monde ainda pergunta se, com a morte de Reyes, as Farc vão adotar uma linha dura, militarista, ou aceitar a negociação política. “De imediato, ela (a morte de Reyes), não pode fazer nada, a não ser complicar a comunicação com as Farc. Será que Ingrid Betancourt (refém das Farc), que parece estar à beira da morte, e seus companheiros de infortúnio poderão suportar muito mais tempo nessa situação?”. BBC Brasil, 0503.
COLÔMBIA & OEA: SALVA PELO 'TIO SAM'?
“O principal aliado dos Estados Unidos na região conta com um escudo protetor de muitos países, em especial da América Central, fortemente influenciados em sua economia, política e até seu idioma pela principal potência do mundo.” Segundo o jornal, o resultado da reunião da OEA convocada para a terça-feira – de não condenar a Colômbia nem criar uma comissão investigadora, mas apenas convocar uma reunião dos chanceleres do continente - já era esperado. O Página 12 afirma que esta não é uma solução definitiva, “mas vale”. “A esta altura, não existe uma panacéia, nem é imaginável desativar tudo de um dia para o outro. Álvaro Uribe, sob a sombra da maior potência do mundo, põe em cheque a paz na região.” Na reportagem sobre o mesmo assunto, o jornal afirma que a “Colômbia conseguiu sair ilesa em sua primeira batalha contra o Equador na OEA”, graças ao apoio americano na organização. “Em um sinal de forte apoio, e em uma das poucas vezes em que se referiu à América Latina, o presidente norte-americano, George W. Bush, falou pessoalmente pela televisão e deixou claro que não ia abandonar seu ‘aliado democrático’.” O jornal ainda destaca o tom emotivo da ministra do Exterior equatoriana, Maria Isabel Salvador, que apresentou a queixa na reunião da OEA, em Washington e rebateu os argumentos colombianos para justificar a invasão territorial. O representante colombiano, segundo o jornal, adotou o mesmo tom de seu governo, de pedir desculpas brevemente e acusar os governos equatoriano e colombiano de ter ligação com as Farc.
“A saída fácil que a Colômbia obteve ontem (terça-feira) teria sido difícil de conseguir sem o valioso apoio dos Estados Unidos. Antes de realizada a sessão da OEA, foi o presidente Bush que o expressou com maior claridade. ‘A mensagem de nosso país para o presidente (Álvaro) Uribe e ao povo colombiano é que estamos ao lado de nosso aliado democrático’.” O Página 12 ainda afirma que o representante americano na OEA fez o possível para não regionalizar o conflito e afirmou que se tratava de uma questão entre a Colômbia e o Equador. BBC Brasil, 0503.
CÉLULAS-TRONCO II [In:] "E A VIDA?" *
CÉLULAS-TRONCO [In:] "E A VIDA? E A VIDA O QUE É, DIGA LÁ MEU IRMÃO?" *
Nada menos que 75% dos entrevistados disseram concordar “totalmente”. Outros 20% afirmaram que concordam “em parte”. Somando-se os dois percentuais, chega-se a um expressivo índice de concordância: 95%. Só agora, um mês e cinco dias depois de concluída, as informações foram trazidas a público. Encontram-se assentadas no sítio da entidade feminista “Católicas pelo Direito de Decidir”, parceira do Ibope na sondagem. Retardou-se a divulgação deliberadamente, para que coincidisse com o julgamento, no STF, de ação movida pelo Ministério Público em março de 2005. A ação é assinada pelo ex-procurador-geral da República Cláudio Fontelles. Católico fervoroso, ele questiona a constitucionalidade do artigo 5º da Lei de Bissegurança. Trata-se do trecho da lei que autoriza a utilização, em pesquisas científicas, de dois tipos de embriões humanos: os considerados “inviáveis” e aqueles que estiverem congelados há mais de três anos em clínicas de tratamento de infertilidade humana. Para Fontelles, a lei fere o princípio constitucional da “inviolabilidade” do direito à vida. A questão crucial a ser respondida pelos 11 ministros que integram o plenário do STF é a seguinte: “Um embrião congelado em laboratório tem direito à vida ou essa garantia constitucional só se aplica aos embriões já implantados no útero da mulher?” A sessão está marcada para as 14h desta quarta-feira. A decisão final, porém, pode ser adiada por um pedido de vista. Um dos ministros, Carlos Alberto Direito, deu indicações de que deve solicitar prazo para analisar mais detidamente os autos. Conheça os detalhes aqui e aqui. A pesquisa do Ibope revelou um dado curioso: é grande, enorme mesmo, o fosso que separa a posição da Igreja do pensamento dos seus fiéis. Ouviram-se 2.002 pessoas com idade entre 16 e 70 anos. Desse total, 139 (6%) mostraram-se indiferentes ao tema –nem concordam nem discordam— ou recusaram-se a opinar. Restaram 1.863 entrevistas. Nesse universo, 1.230 pessoas se disseram católicas. Outras 386, evangélicas. Pois bem, entre os católicos, o índice dos que concordam total ou parcialmente com o uso de células-tronco embrionárias para fins científicos é de 95%. Entre os evangélicos, o percentual é de 94%. Uma das pessoas que terão direito a voz na sessão do Supremo é o representante da CNBB. Falará contra o “sacrifício” dos embriões.
Escrito por Josias de Souza, Folha Online, 0503.
"QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"


EQUADOR/RAFAEL CORREA [In:] O 'TOM' DA DIPLOMACIA

A crise entre Colômbia, Equador e Venezuela começou depois que o Exército colombiano atacou guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionária da Colômbia (Farc), causando a morte do número dois das Farc, Raúl Reyes. Nesta terça, Correa deu início a uma viagem diplomática a cinco países para discutir a crise entre Equador, Colombia e Venezuela. Na quarta, ele terá uma reunião, às 10 horas, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Correa afirmou que o Equador "não quer a guerra", diferentemente do presidente colombiano. "Estamos aqui em busca de uma solução pacífica, mas não vemos muita chance por se tratar de um presidente farsante que tem as mãos manchadas de sangue. Uribe não quer a paz, quer a guerra. Foi uma ofensa por parte dele", afirmou Correa.
Solução
O presidente equatoriano deu três condições para uma solução diplomática que evite a guerra: condenação expressa da comunidade internacional, sobretudo de organismos multilaterais como a ONU e a OEA; um pedido de desculpas do governo colombiano e um compromisso explícito de que não voltará a praticar esse tipo de agressão. Segundo ele, a Colômbia premeditou os ataques ao país para prejudicar a libertação de reféns das Farc, inclusive a da franco-colombiana Ingrid Bettancourt. "A Colômbia premeditou o ataque para atrapalhar a libertação de Ingrid. (O presidente colombiano, Álvaro) Uribe sabia que tentávamos libertar reféns", afirmou o chefe de Estado equatoriano. Ele negou que seu governo tenha dado apoio às Farc e disse que nos últimos anos foram desmantelados 42 acampamentos da guerrilha colombiana ao longo da fronteira do seu país. Correa declarou, ao Jornal da Globo, que a fronteira entre os países da América do Sul "é porosa" e, por isso, não é difícil que haja bases das Farc em países como Venezuela, Equador e, até, no Brasil. O presidente equatoriano agradeceu a postura que o governo brasileiro tomou em relação aos ataques. "Tenho que agradecer a postura firme e ética do governo brasileiro e do presidente Lula". Segundo Correa, apesar de pequeno, o Equador é "íntegro, igual ao Brasil".
Correa será cobrado por Lula
Na reunião desta quarta-feira, 5, Correa ouvirá de Lula que tem razão no embate com a Colômbia. Ao mesmo tempo, Lula vai fazer uma cobrança a Correa: lembrará que o Equador é de paz e que, por isso mesmo, precisa ficar longe das Farc. Caso contrário, pode perder a razão que hoje o assiste. Esse será o tom da conversa, que ocorrerá às 10 horas, no Palácio do Planalto, de acordo com informação de um auxiliar do presidente Lula. Para o Brasil, o direito internacional tem de ser preservado a qualquer custo, o que significa condenar a incursão das forças colombianas no território equatoriano. Para o auxiliar do presidente, a invasão das Forças Armadas colombianas foi um "caso pensado". Por um motivo: porque aconteceu duas vezes; primeiro, no combate com as Farc; em seguida, para a busca de corpos e apreensão de equipamentos, entre eles muitos computadores. A conversa de Correa com o presidente Lula é a segunda etapa de um périplo do presidente do Equador em busca de apoio na sua disputa com a Colômbia. A primeira parada do chefe de Estado equatoriano ocorreu no Peru. Teve um significado forte em política internacional. Há uma década, Equador e Peru ainda viviam uma guerra por conflitos de fronteiras. A paz foi patrocinada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Por isso, depois da parada no Peru, Correa decidiu vir ao Brasil. A expectativa das autoridades brasileiras é que tanto o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, quanto o seu colega do Equador, Rafael Correa, vão continuar a se estranhar por alguns dias. Depois, vão baixar o tom das declarações e acabarão por se recompor, porque esse é o caminho natural dos países da América do Sul. A torcida do Brasil é para que Uribe faça um segundo pedido de desculpas ao Equador, agora sem as justificações para a ação de combate aos guerrilheiros das Farc. Se isso ocorrer, raciocinam as autoridades brasileiras, será mais fácil fazer cobranças ao presidente equatoriano daqui para a frente. Será possível fazer a Rafael Correa a pergunta: afinal, o que faziam tropas das Farc dentro do território do Equador? Isso, na opinião dos brasileiros, no mínimo constrangerá Correa, que poderá evitar novos acampamentos do grupo dentro do território equatoriano.
Estadão, 0503. Texto alterado às 0h25 para acréscimo de informações. (Colaborou Vannildo Mendes, de O Estado de S. Paulo). Foto Ed Ferreira/AE.