A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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terça-feira, dezembro 07, 2010
DILMA PRESIDENTE [In:] PROMESSAS DE CAMPANHA (O outro lado)
Paulistério de Dilma é coisa antiga
Política |
Autor(es): Raymundo Costa |
Valor Econômico - 07/12/2010 |
Muito se fala sobre o "paulistério" da presidente eleita, Dilma Rousseff. Entre os nomes já confirmados e cogitados para o ministério, o número de paulistas chega a 11. O mesmo número de ministros de São Paulo que tomou posse em janeiro de 2003, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até agora. A maior diferença talvez seja em relação à expressão e representatividade dos escolhidos. Apesar da vitória esmagadora de Lula sobre o tucano José Serra, no segundo turno das eleições de 2002, era nítida a desconfiança que havia em relação ao governo do PT, sobretudo no meio empresarial e financeiro. Prova disso é que o presidente teve dificuldades para escolher um nome para dirigir o Banco Central. Os que foram consultados antes de Henrique Meirelles temiam a ingerência política no BC. O próprio Meirelles só aceitou depois de arrancar do presidente a promessa de autonomia. E ainda assim Lula conseguiu montar um primeiro ministério expressivo, representativo e diversificado regionalmente. Para falar só dos paulistas: no Palácio do Planalto tinha José Dirceu com a força de seu mais de meio milhão de votos e de ter sido o presidente do PT que costurou e ampliou as alianças do partido - à direita - na campanha vitoriosa de 2002. Na Casa Civil de Dilma Rousseff ficará o atual deputado federal Antonio Palocci, eleito em 2006 com pouco mais de 150 mil votos, mas que deve ficar sem mandato a partir de 31 de janeiro de 2011. Ex-ministro da Fazenda, a presença de Palocci no Palácio do Planalto é muito bem vista em meios empresariais e financeiros. No meio empresarial paulista, Lula pescou Roberto Rodrigues, para o Ministério da Agricultura, e Luiz Fernando Furlan, para o Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Os dois, respectivamente, líderes em suas áreas de atuação e muito ligados à poderosa Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Na área da produção, entre os nomes de paulistas cogitados para o governo Dilma está o de Wagner Rossi (PMDB), atual ministro da Agricultura - um ex-quercista indicado na cota do vice-presidente eleito Michel Temer, aliás, também ele de São Paulo. Para a Indústria e Comércio, um ministério tipicamente paulista, está cotado um mineiro, Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte e amigo de juventude da presidente eleita. Para a área jurídica, Lula levou para o Ministério da Justiça Márcio Thomaz Bastos, prestigiado advogado de São Paulo. O titular de Dilma no mais antigo ministério da República será o deputado federal José Eduardo Cardozo, que fez carreira na burocracia interna do PT. A exemplo de Palocci, o deputado também desistiu de concorrer à reeleição em 2010, muito embora tenha sido eleito em 2006 com boa votação (104,4 mil votos) e estivesse entre os nomes favoritos do PT para voltar à Câmara. É um dos chamados "desiludidos" com a atividade parlamentar. O chamado "paulistério" de Dilma deve contar com dois outros nomes, um praticamente certo, o do senador Aloizio Mercadante, e o outro ainda em negociação, o do deputado Vicentinho, para a Secretaria de Igualdade Racial. Mercadante por ter virtualmente "cedido" a vaga no Senado para Marta Suplicy, ao disputar uma eleição desde o início considerada perdida ao governo de São Paulo, a pedido de Lula. O senador é cotado para o Ministério da Ciência e Tecnologia, cargo atualmente em poder do PSB. O sindicalista Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, por seu turno, iria para o governo a fim de abrir uma vaga para o deputado José Genoino, se ele voltar à condição de primeiro suplente da bancada de São Paulo, o que depende de decisões judiciais. Evidentemente, a referência que se faz é à origem política dos ministros e não à naturalidade propriamente dita. Dirceu, por exemplo, é natural de Passa Quatro, em Minas Gerais, enquanto Humberto Costa, primeiro ministro da Saúde de Lula, eleito em outubro passado senador pelo Estado de Pernambuco, é de Campinas, em São Paulo. O número de paulistas sempre foi grande nos governo, independentemente dos partidos, tucanos ou petistas. É natural que seja assim: São Paulo detém o poder econômico do país, e nos últimos 16 anos a Presidência esteve com um carioca e um pernambucano que fazem política no Estado. Na cota de São Paulo o ministério de Dilma tem ainda a já anunciada ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e pode vir a ter os atuais ministros Orlando Silva (Esportes), que é do PCdoB, e Fernando Haddad, da tendência petista Mensagem ao Partido, nome apadrinhado por Lula para permanecer no Ministério da Educação. O curioso é que o PT de São Paulo não se considera representado no governo Dilma. É natural. Pelo que foi mostrado até agora, o ministério Dilma Rousseff é generoso em relação ao PT. Dos seis nomes confirmados para o próximo governo, cinco são do PT e de São Paulo- Guido Mantega, Palocci, Gilberto Carvalho, José Eduardo Cardozo e Miriam Belchior. A exceção é Alexandre Tombini, gaúcho e funcionário de carreira do Banco Central. O que incomoda os outros partidos. Inquieta o PT, especialmente o PT paulista, a falta de renovação e de voto do ministério Dilma. Há toda uma nova geração de executivos petistas, sobretudo nas cidades ao redor da capital paulista, ansiosos por abrir o espaço ocupado pela primeira geração petista no governo federal. |
Versão Digital da Notícia: |
AGRICULTURA BRASILEIRA [In:] A ''FORÇA'' DO CAMPO...
Avança produtividade do trabalho no campo
Autor(es): Assis Moreira | De Genebra |
Valor Econômico - 07/12/2010 |
A produtividade do trabalho agrícola no Brasil foi a que mais cresceu entre os países em desenvolvimento no período 1988-2008, confirmando a pujança do país nesse setor globalmente. O crescimento foi de 123,7%, com o valor agregado por agricultor pulando de US$ 1.435 para US$ 2.311 em vinte anos. Em comparação, a produtividade do agricultor na Argentina subiu 60,9%. O valor agregado por trabalhador passou de US$ 6.690 para US$ 10.762. Os dados são do Fundo Internacional do Desenvolvimento Agrícola (Fida), das Nações Unidas, publicados em relatório sobre a pobreza rural em cerca de 120 países. No mesmo período, a China registrou aumento de produtividade agrícola de 81,6%. O valor agregado por agricultor passou de US$ 237 para US$ 430. Na Índia, a alta foi de 27,3%, indo de US$ 316 para US$ 402. No México, a produtividade cresceu 32,2%, passando de US$ 2.132 para US$ 2.821. Em 20 anos, a população rural declinou 22% no Brasil, pelas estimativas da Fida, ficando em 27,6 milhões de pessoas no fim de 2008. Na Argentina, a queda foi de 30%, para 3,2 milhões. Na China, o recuo foi de 12%, e a população rural ficou em 754 milhões de pessoas. O fundo estima que melhoras nos últimos dez anos tiraram mais de 350 milhões de pessoas da pobreza nas áreas rurais. Isso correu principalmente na Ásia, sobretudo na China. Conforme o Fida, no Brasil o percentual de população vivendo com US$ 1,25 por dia declinou dramaticamente, de 17,7% para 5,2% no período 1988-2008. Mas o baixo nível de vida persiste entre 70% da população rural de 1,4 bilhão de pessoas nos países em desenvolvimento. A pobreza é "alarmante" em partes da África. O fundo vinculado à ONU levanta recursos para promover projetos agrícolas nos países em desenvolvimento. Ao mesmo tempo, seu presidente, o nigeriano Kanayo Nwanze, acaba de ser acusado de usar dinheiro público. Um jornal italiano descobriu que ele morava num palacete com aluguel de US$ 17 mil por mês, comparado aos US$ 8 mil pagos pelo seu antecessor, o sueco Lennart Båge. |
INFLAÇÃO BRASILEIRA [In:] A TROTE DE DRAGÃO...
INDEXAÇÃO PERDE FORÇA, MAS AINDA DÁ FÔLEGO À INFLAÇÃO
Indexação perde força na economia, mas ainda é alta |
Autor(es): Sergio Lamucci e e Samantha Maia | De São Paulo |
Valor Econômico - 07/12/2010 |
Decorridos 16 anos da entrada em vigor do Plano Real, o grau de indexação da economia brasileira ainda provoca estragos, mas diminuiu significativamente. As tarifas de energia elétrica e telefonia fixa, com peso expressivo na inflação, consideram a produtividade e custos específicos que amorteceram o repasse automático do passado - e se descolaram bastante dos Índices Gerais de Preços (IGPs). Mas a influência da inflação pretérita subsiste no aluguel e na educação, enquanto que a variação do salário mínimo alavanca os custos da mão de obra. Levantamento do Valor aponta que 32,7% dos itens relevantes do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) são indexados total ou parcialmente - energia, telefonia fixa, aluguel, condomínios, empregado doméstico, mão de obra, educação, planos de saúde, água e esgoto, produtos farmacêuticos, pedágios e transporte urbano. Dezesseis anos depois da entrada em vigor do Plano Real, o grau de indexação na economia brasileira ainda incomoda, mas diminuiu consideravelmente nos últimos anos. As tarifas de energia elétrica e telefonia fixa, dois serviços públicos com peso expressivo na inflação, descolaram-se fortemente dos Índices Gerais de Preços (IGPs), já que não seguem mais automaticamente a variação passada desses indicadores. Além desses, mais dois preços administrados já incorporam índices de produtividade nos reajustes de preços - água e esgoto e remédios. Desde 2004, as tarifas residenciais de energia subiram 14,8% na área da Eletropaulo, 5,1% na da Cemig, e 30,29%, na baiana Coelba, muito abaixo dos cerca de 50% acumulados pelo IGP-M no mesmo período. No Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o custo da energia elétrica residencial avançou 21% no período. Ainda há, contudo, uma parcela razoável dos índices de preços influenciados pela inflação passada, como aluguel e educação, ou pela variação do salário mínimo, como empregado doméstico. Levantamento feito pelo Valor aponta que 32,7% de itens relevantes do IPCA são indexados total ou parcialmente - energia, telefonia fixa, aluguel, condomínio, empregado doméstico, mão de obra, cursos, plano de saúde, água e esgoto, produtos farmacêuticos, pedágio e ônibus urbano. O economista Fábio Romão, da LCA Consultores, diz que, nos últimos anos, o IGP-M perdeu importância para explicar o aumento dos preços administrados no IPCA, indicador de referência para o regime de metas de inflação. De 2000 a 2005, os administrados subiram 96,1%, enquanto o IGP-M acumulou alta de 88%. Já de 2006 a outubro deste ano, a evolução foi diferente: os administrados avançaram 17,6% no IPCA, pouco mais da metade dos 31,6% registrados pelo IGP-M. Nesse cenário, acreditar que a inflação do ano seguinte será pressionada porque o IGP-M do ano anterior foi salgado deixou de ser uma aposta confiável, segundo Romão. Tarifas de telefonia fixa, que eram corrigidas automaticamente pelo IGP-DI, têm desde 2006 um indicador específico, o Índice de Serviços de Telecomunicações (IST). "O IGP-M perdeu espaço para o IPCA", afirma o economista Fábio Ramos, da Quest Investimentos. No IST, o peso direto IPCA é de 48% e o do IGP-M, de 6,82% (ver abaixo). Os analistas destacam que hoje a correção de tarifas é feita de modo mais saudável, considerando custos e ganhos de eficiência das empresas. A correção dos produtos farmacêuticos é outra que leva em conta a produtividade, além do IPCA, segundo Romão. O setor de saneamento começou recentemente a ter um índice específico de reajuste, depois que o serviço passou a ser regulado por agências, conforme exigência da lei do setor, de 2007. Em São Paulo, as tarifas da Sabesp são ajustadas pela agência reguladora Arsesp desde 2008, de acordo com as variações de custos da empresa. Como diz Ramos, o IGP-M é um indexador ruim, que tem 60% de seu peso concentrado na evolução dos preços no atacado. Há uma importância muito grande de commodities, como soja e minério de ferro. Com isso, a indexação pura ao IGP-M pode colocar pressão nas cotações ao consumidor, porque um choque de oferta jogou nas alturas o preço de uma commodity agrícola, lembra Romão. O aluguel ainda usa o IGP-M como principal referência. O diretor de legislação do inquilinato do Secovi-SP, Jaques Dushatsky, acredita que mais de 90% dos contratos usam o IGP-M como indexador. Segundo ele, um dos motivos que levaram o mercado a usar o indicador da FGV é que ele é divulgado nos últimos dias do próprio mês de referência, o que facilita a correção dos contratos. A evolução do item aluguel residencial no IPCA, contudo, evidencia que as forças de mercado também influenciam a definição dos reajustes. De 2004 a outubro de 2010, o aluguel teve alta de 35%, consideravelmente inferior aos quase 50% do IGP-M. Em momentos de economia aquecida, os contratos costumam ser corrigidos pela íntegra da variação do IGP-M, segundo Dushatsky. Quando a economia está mais fraca, os locadores podem conceder descontos a bons pagadores. Outro indexador influente na economia brasileira é o salário mínimo. O item empregado doméstico, com peso de 3,5% no IPCA, segue de perto a variação do piso salarial no país. Nos 12 meses até outubro, ele acumula alta de 10% no IPCA, variação colada nos 9,7% registrados pelo salário mínimo neste ano. O item mão de obra, que faz parte do grupo habitação, é afetado pelo salário mínimo, mas também pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), segundo Romão. Nesses casos não há uma indexação formal, mas o mínimo é uma referência importante. Ela também atinge, ainda que em menor medida, itens como o condomínio, por causa da mão de obra, diz a coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina dos Santos. Custos de água e esgoto e energia elétrica também influenciam no condomínio, item do IPCA que, de 2004 a outubro de 2010, subiu 53,47%, próximo dos 49,9% registrados pelo IGP-M no período. Eulina afirma que os itens de educação costumam refletir a inflação passada, principalmente o IPCA. Os cursos do ensino infantil, fundamental e médio, porém, avançam a um ritmo em geral superior a esse indicador. Entre 2004 e outubro deste ano, o ensino médio aumentou 73,69%, bem acima dos 45% do ensino superior, onde há maior concorrência, segundo Ramos. Na média, o item cursos acumula alta de 59% no período, bem acima dos 41,28% do IPCA. Os planos de saúde também mostram alta superior à da inflação desde 2004 - 79,36%. A correção dos planos coletivos é referência importante para os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O professor Luiz Roberto Cunha, da PUC-Rio, diz que a indexação hoje é, de fato, menor do que no começo do Real, mas observa que ela continua expressiva, porque a inflação brasileira ainda é um pouco elevada. Uma alta entre 4,5% e 5,5% ao ano não é desprezível, o que leva à procura por proteção das variações de preços. Uma das medidas importantes do Plano Real foi impedir a correção de contratos no prazo inferior a um ano, como forma de combater a indexação em períodos muito curtos. Ao mesmo tempo, contribuiu para sacramentar o prazo de 12 meses para a repactuação de contratos. |
CONGRESSO NACIONAL [In:] ''GASPARZINHOs'' MILIONÁRIOS
ORÇAMENTO DE 2011 REPETE CONTRATOS COM ENTIDADES FANTASMAS
EMENDAS DO ORÇAMENTO DA UNIÃO DE 2011 REPETEM "FARRA DOS INSTITUTOS" |
Autor(es): Leandro Colon |
O Estado de S. Paulo - 07/12/2010 |
O projeto do Orçamento da União de 2011, relatado pelo senador Gim Argello (PTB-DF), prevê pelo menos R$ 16 milhões em emendas de parlamentares a entidades fantasmas criadas apenas para intermediar convênios com o governo. O Estado revelou anteontem que a prática já ocorreu neste ano, com a intermediação do próprio Argello. Esses contratos são firmados para realizar eventos culturais, cujos orçamentos e prestações de contas são superfaturados, fraudulentos e assinados por laranjas. Os campeões de emendas destinadas a essas entidades para o exercício de 2011 foram os deputados Laerte Bessa (PSC-DF), Luciana Costa (PR-SP) e Geraldo Magela (PT-DF).
Dinheiro público. Parlamentares continuam a alimentar esquema fraudulento de distribuição de verbas para institutos fantasmas e laranjas que têm convênios com setores culturais e de turismo, conforme revelaram reportagens do "Estado" desde domingo
Esses contratos são assinados para a realização de eventos culturais, cujos orçamentos e prestações de contas são superfaturados, fraudulentos e assinados por laranjas. Os institutos costumam levar uma comissão de 5% pela intermediação, sem licitação. Entre o total de emendas previstas Orçamento de 2011, pelo menos R$ 10 milhões são destinados a dois institutos: Planalto Central e Conhecer Brasil. São entidades registradas em endereços falsos e que compraram estatutos de associações comunitárias para funcionar e intermediar convênios nos últimos dez meses, conforme esquema revelado por reportagens do Estado desde o último domingo. O dono do Conhecer Brasil, Carlos Henrique Pina, foi quem colocou o jardineiro Moisés da Silva Morais como "laranja" numa empresa de assessoria e marketing, também de fachada, subcontratada pela maioria desses institutos fantasmas sediados em Brasília. Agora, Pina quer ganhar dinheiro com o próprio instituto. "Estou na correria", contou ao Estado. Os campeões de emendas destinadas a essas entidades para o exercício de 2011, segundo análise feita pela reportagem, foram Laerte Bessa (PSC-DF), Luciana Costa (PR-SP) e Geraldo Magela (PT-DF). Também de fachada, o Instituto Brasil Sempre à Frente recebeu, por exemplo, R$ 2,2 milhões em emendas para 2011. O instituto é presidido por Vanildo Gomes Soares Júnior e recebeu R$ 1,1 milhão em 2010 para realizar shows em 20 cidades do interior paulista, embora seja de Brasília. Vanildo é filho de Izanete Gomes Soares, que dirige o Instituto Renova Brasil, cuja sede é registrada numa vidraçaria. Essa entidade recebeu R$ 532 mil de uma emenda de Gim Argello e repassou todo o dinheiro para a RC Assessoria e Marketing, numa prestação de contas assinada por laranjas. A vice-presidente desse instituto, Jordana de Assis, é irmã de Divino de Assis, presidente do Planalto Central, beneficiado em 2010 por emendas dos deputados Sandro Mabel (PR-GO), Carlos Alberto Lereia (PSDB-GO) e Bispo Rodovalho (PP-DF). Os parlamentares também destinaram pelo menos R$ 3 milhões em emendas de 2011 ao instituto Integração Brasileira de Educação e Turismo (Inbraest), outra entidade que vive do esquema de convênios da União. Também só existe no papel dentro desse esquema, que agora será investigado pelo Tribunal de Contas da União (veja matéria abaixo). O Inbraest funciona numa sala de fisioterapia. Seu presidente, Randerson de Oliveira, admitiu ao Estado, em conversa gravada, que suas despesas são pagas pelo que o instituto recebe, embora não se recorde dos últimos convênios assinados: "Agora eu "tô" vagabundo. Trabalho com negócio de moda. Aí "tô" na entidade aí". O Inbraest recebeu, em setembro, R$ 534 mil de uma emenda de Gim Argello para realizar um evento cultural em Brasília. Mas repassou os recursos para a RC Assessoria, em nome do jardineiro Moisés da Silva Morais e do mecânico José Samuel Bezerra. Os deputados citados na reportagem foram procurados, mas apenas Geraldo Magela (PT-DF) respondeu ao Estado. Ele disse que listou as entidades que podem ser beneficiadas, mas só decidirá em 2011 quem receberá recursos. "Eu listo todas as entidades que me pedem." |
DILMA PRESIDENTE [In:] PROMESSAS DE CAMPANHA
Mantega prevê cortes no PAC
Ajuste fiscal deve prejudicar o PAC | |
Autor(es): Luciano Pires | |
Correio Braziliense - 07/12/2010 | |
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que a política de contenção de gastos da União em 2011 deve atingir obras ainda não executadas do Programa de Aceleração do Crescimento.
Ministro da Fazenda afirma que obras em andamento continuarão recebendo recursos. Outros projetos correm o risco de ser adiados Antes intocáveis, os recursos destinados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) entraram na linha de tiro do governo. Em 2011, o corte de gastos programado pela União não vai poupar obras que até há pouco tempo eram consideradas prioritárias. A equipe econômica nomeada pela presidente eleita, Dilma Rousseff, quer apertar o cinto como forma de criar condições para que os juros básicos (Selic) recue. Prevista para janeiro, a elevação da taxa está nos planos do Banco Central (BC) para fazer frente à inflação acumulada e acalmar as expectativas do mercado. Nos últimos meses de 2010, o repique de preços dá sinais claros de que escapou do controle. |
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?''
07 de dezembro de 2010
O Globo
Manchete: Cortes que Dilma negava atingirão até obras do PACTodos os ministérios terão redução no orçamento e só Bolsa Família vai escapar
Um mês após o fim da campanha eleitoral - em que a presidente eleita, Dilma Rousseff, afirmou insistentemente que não faria ajuste fiscal -, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que haverá um corte de gastos generalizado a partir de 2011, que vai atingir toda a Esplanada dos Ministérios. Mantega admitiu que nem o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), tão divulgado pelo marketing da campanha petista, será poupado. Upenas projetos prioritários, como o Bolsa Família, ficarão livres do ajuste. O ministro não informou o tamanho do corte, mas avisou que tentará adiar, no Congresso, a tramitação de projetos como o reajuste do Judiciário e o de policiais e bombeiros. Além dos cortes, o governo vai reduzir o repasse de recursos do BNDES, de modo a abrir espaço para que bancos privados assumam a dianteira na oferta de crédito. (Págs. 1 e 3)
Economia perdeu o fôlego no 3º trimestre
As primeiras diferenças
Rio sem enchentes: 2013
Praça da Bandeira não tem solução de curto prazo
No dia seguinte ao temporal que deixou o Rio submerso em vários pontos, o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, anunciou ontem que a prefeitura já tem verba, mas só em 2013 haverá solução definitiva dos alagamentos na Praça da Bandeira, a área mais crítica da cidade. Até lá, o secretário reconhece que apenas medidas paliativas vão ser tomadas. E os cariocas terão que continuar convivendo com ruas alagadas e suas consequências. Dos 245 pontos listados como críticos, a prefeitura informa ter solucionado 25. A CET-Rio retirou das ruas 162 veículos enguiçados, mas os alagamentos prejudicaram o trabalho dos reboques. (Págs. 1 e 14 a 16)
WiKiLeaks: EUA comparam guerras de Rio e Afeganistão
Mais varredura no Alemão
Brasil é o que mais combate C02
Dengue: 178 cidades têm risco de surto ou estão em alerta (Págs. 1 e 12)
Folha de S. Paulo
Manchete: Governo propõe agência para controlar conteúdoO governo federal estuda a criação de um órgão, a ANC (Agência Nacional de Comunicação), para regular o conteúdo de rádios e TVs, relata Andreza Matais. Ele substituiria a Ancine (Agência Nacional do Cinema).
A proposta, que será levada à presidente eleita Dilma Rousseff como sugestão, vem de grupo de trabalho comandado pelo ministro Franklin Martins, criado há seis meses para discutir o marco regulatório do setor.
A nova agência teria poderes para aplicar multas por programação considerada ofensiva, preconceituosa ou inadequada ao horário. O texto também proíbe que políticos com mandato tenham rádios e TVs.
Para o governo, não haverá censura: o conteúdo será analisado após veiculação. O setor, porém, vê brechas para cerceamento. (Págs. 1 e A4)
Opinião
Hoje, ameaças à liberdade de expressão vêm do Judiciário, escreve Roberto Muylaert. (Págs. 1 e A3)
Foto legenda: Empilhado
Site divulga possíveis alvos globais do terror
O documento cita cabos de comunicação submarinos com conexões em Fortaleza e Rio e minas em Goiás e Minas Gerais. Os EUA criticaram a divulgação da lista e disseram que ela oferece uma "lista de alvos" a terroristas da Al Qaeda. (Págs. 1 e A12)
Foto legenda: Atalho aquático
Rio previa ação traumática no Alemão, diz documento (Págs. 1 e C1)
Dilma pediu tempo para estudar a questão, já que há divergências no próprio governo. O ministro Nelson Jobim (Defesa) prefere o caça francês Rafale; a FAB, porém, indicou em primeiro o sueco Gripen NG. (Págs. 1 e A6)
Brasil e EUA fecham acordo de 'céus abertos' a partir de 2015
O acordo prevê aumento gradual das operações nos próximos anos. Hoje, o teto é de 154 voos semanais feitos por companhias brasileiras e 154 operados por empresas dos EUA. (Págs. 1 e B3)
Alunos ainda não sabem se poderão refazer o Enem
Benjamin Steinbruch
Editoriais
Defensores criam mais de 500 cópias do site para driblar cerco. (Págs. 1 e Mundo,A13)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Orçamento de 2011 repete contratos com entidades fantasmasO projeto do Orçamento da União de 2011, relatado pelo senador Gim Argello (PTB-DF), prevê pelo menos R$ 16 milhões em emendas de parlamentares a entidades fantasmas criadas apenas para intermediar convênios com o governo. O Estado revelou anteontem que a prática já ocorreu neste ano, com a intermediação do próprio Argello. Esses contratos são firmados para realizar eventos culturais, cujos orçamentos e prestações de contas são superfaturados, fraudulentos e assinados por laranjas. Os campeões de emendas destinadas a essas entidades para o exercício de 2011 foram os deputados Laerte Bessa (PSC-DF), Luciana Costa (PR-SP) e Geraldo Magela (PT-DF). (Págs. 1 e Nacional A4)
Senador dá sua versão
O relator do Orçamento, senador Gim Argello (PTB-DF), afirmou, em nota, que procura "sempre escolher os pedidos que tenham cunho social e promovam a cultura e o turismo". (Págs. 1 e Nacional A4)
Crítica de Dilma ao Irã é aplaudida por europeus
Lista de locais ‘vitais’ para EUA inclui minas do Brasil
Malcolm Rifkind
Ex-chanceler britânico
"Esse é o tipo de informação que os terroristas têm interesse em conhecer” (Pág. 1)
Foto legenda: Violência no Rio
Pacote do BC quase dobra juro para carro
Mantega admite que cortes podem atrasar obras do PAC
24 cidades já correm risco de surto de dengue (Págs. 1 e Vida A 17)
Déficit em SP é de 130 mil moradias
Arnaldo Jabor: A volta do patriotismo
Thomas Shannon: Os EUA e o clima
Notas & Informações
Enquanto Lula defende a gastança, os ministros econômicos mostram algum realismo. (Págs. 1 e A3)
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--------------------------------------------------------------Valor Econômico
Manchete: Indexação perde força, mas ainda dá fôlego à inflaçãoAcreditar que a inflação do ano seguinte será pressionada porque o IGP-M do ano anterior foi alto, como em 2009, deixou de ser uma aposta confiável, diz o economista Fábio Romão, da LCA Consultores. De 2000 a 2005, os preços administrados aumentaram 96,1%, enquanto o IGP-M acumulou em alta de 88%. Já de 2006 a outubro deste ano, a evolução foi bastante diferente: os preços administrados no IPCA avançaram 17,6%, pouco mais da metade dos 31,6% do IGP-M no período. (Págs. 1 e A3)
Em 2011, soja pode superar US$ 20 bilhões
Clonagem ajuda China a se tornar um gigante militar
Nos 15 anos seguintes, a Rússia se tornou o maior fornecedor de armas para o vizinho asiático, vendendo entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões em caças, destróieres, submarinos, tanques e mísseis. O país vendeu a Pequim até a licença para fabricar o caça Su-27 - com peças importadas da Rússia, é claro.(págs. 1 e A14)
Sobras de ações criam oferta de R$ 2,16 bi
Nos leilões que ainda irão ocorrer, os preços mínimos de venda das ações da Rede (R$ 6,02) e da Inepar (R$ 4,69) estão abaixo da cotação de sexta-feira na bolsa - R$ 6,20 e R$ 5,11, respectivamente. Situação diversa é a da mineradora MMX, que tem a maior parte dos papéis em oferta, R$ 1,9 bilhão. Eles serão oferecidos por, no mínimo R$ 13,963 a unidade, enquanto o preço no mercado é inferior a R$ 13. "Acho que essas sobras são um sinal de que o mercado está aquecido. De que as empresas estão captando mais", diz Felipe Claret, superintendente de registros mobiliários da CVM. (Págs. 1 e D1)
Neoenergia vai investir R$ 2,7 bilhões
A empresa tem em caixa R$ 4 bilhões, sob o título de reserva de lucro, que planeja usar em aquisições. Mas antes disso terá de esperar por um arranjo entre seus acionistas, Previ e Iberdrola. Para o presidente da Neoenergia, Marcelo Corrêa, o caixa que a empresa possui hoje é considerável para fazer frente a qualquer aquisição. “E ainda podemos fazer uma emissão de ações se comprarmos um grande ativo", destaca. A abertura de capital da Neoenergia na bolsa de valores é esperada há bastante tempo. (Págs. 1 e B8)
Potências disputam contratos nas áreas de infraestrutura e defesa na Índia (Págs. 1 e A14)
Lobby do etanol de milho tenta prorrogar subsídios nos EUA (Págs. 1 e B11)
Estratégia da NEC é voltar a ser empresa global, diz Endo (Págs. 1 e B3)
Indianos compram a Usix
EUA veem alvos do terror no Brasil
Nafta tem maior preço pós-crise
Positivo na Argentina
Futebol no vermelho
'Céus abertos' com os EUA
Especial: Embalagens
Novelis fecha fundição na BA
Debêntures batem recorde
Recursos para o BNDES
Gargalo judiciário
Ideias
BC comprou fôlego para esperar mais um pouco o comportamento da inflação sem sacrificar sua credibilidade. (Págs. 1 e A2)
Luiz Gonzaga Belluzzo
A marca registrada das finanças contemporâneas é a gestão público-privada da moeda e do crédito. (Págs. 1 e A17)
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Estado de Minas
Manchete: Por que Araxá é vital para os EUA
Depois de pôr a política externa americana de cabeça para baixo, o WikiLeaks acaba de entrar em um território sensível não apenas aos EUA, mas a todo o mundo. O site revelou nada menos do que a relação de pontos situados mundo afora considerados estratégicos para o governo americano, o que poderia transformá-los em alvos de ataques terroristas. No Brasil, além das jazidas de Araxá, em Minas, estão cabos submarinos e reservas de minério de ferro e manganês. (Págs. 1 e 18)
Os esquecidos do Enem
Financiamento: BC não impede venda de carro sem entrada
Tornado assusta interior
Ortotanásia: Justiça libera interrupção de tratamento
Novo governo: Até PAC será atingido por corte de gastos
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