A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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segunda-feira, fevereiro 25, 2013
ROGER PINTO. E O POVO BRASILEIRO PAGA A CONTA !
Brasil paga custos da permanência do senador
ELEIÇÕES 2014: ... POR MARES NAVEGÁVEIS E CONHECIDOS
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Cúpula do PSB entra em rota de colisão com Walfrido
Por Caio Junqueira
| De Brasília
O PSB cogita intervir no diretório do partido em Minas Gerais, Estado crucial para o projeto nacional do governador de Pernambuco e presidente nacional da legenda, Eduardo Campos.
Antigos amigos, o presidente estadual da sigla, Walfrido dos Mares Guia, e o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), não se relacionam desde a reeleição deste, em 2012. O motivo é que Walfrido articulou até o último instante uma coligação do PSB com o PT, mas Lacerda acabou por se aliar ao PSDB.
Em razão disso, Walfrido sequer participou da campanha. Quando entrou, foi para patrocinar jantar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o adversário de Lacerda, Patrus Ananias (PT). Procurado pelo Valor, Mares Guia não retornou os telefonemas da reportagem.
Nos cálculos do PSB, se a coligação tivesse sido feita nos moldes de Walfrido, o PSB, além de perder a prefeitura, reduziria o número de vereadores de quatro para dois; e o PT aumentaria de cinco para 10. Sem a coligação, o PSB aumentou de quatro para seis e o PT manteve cinco.
O problema agora tem nuances nacionais. Walfrido é dos políticos mais próximos de Lula, de quem foi ministro do Turismo e das Relações Institucionaos. Sua ida ao PSB em 2009 teve a influência de Lula e o aval do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, de quem Márcio Lacerda é muito próximo. Ciro é adversário interno de Eduardo Campos no PSB e defensor do apoio da legenda à reeleição da presidente Dilma Rousseff.
A permanência de Walfrido no cargo tem sido contestada pela base mineira do PSB e por integrantes do PSB nacional. Por diversos fatores. O mais relevante: por ser mais lulista do que pessebista, Walfrido pode atuar internamente contra a candidatura de Campos em 2014. Outro ponto: ele foi coordenador da campanha de Eduardo Azeredo (PSDB) em 1998 e, por isso, é réu do mensalão mineiro. Isso entra em confronto com a agenda eleitoral pretendida por Campos, focada na gestão e na ética. Por fim, avalia-se que lhe falta legitimidade para continuar no cargo. Ele era vice de Márcio Lacerda, que alegou incompatibilidade da função partidária com a de prefeito.
O diretório de Minas do PSB é uma comissão provisória prorrogada "por tempo indeterminado", o que possibilita intervenção a qualquer instante.
Na próxima semana, Walfrido estará em Brasília para uma conversa com a direção do partido. Há a possibilidade de ele mesmo deixar o PSB de forma espontânea, o que configuraria a melhor saída, já que um brusco rompimento com Walfrido pode ser prejudicial a Campos por fragilizá-lo ainda mais no ambiente petista.
Isso porque Walfrido pode ser peça fundamental no xadrez eleitoral de 2014. Se Campos for candidato, é uma ponte direta com a campanha de Dilma, os tradicionais pactos de não-agressão no primeiro turno e os acordos acerca da "governabilidade" no segundo turno. Se Campos não for candidato, pode ser mais um a defender a vice na chapa de Dilma.
Mas essa conversa é para 2014. Para 2013, a saída de Walfrido agradaria a Márcio Lacerda e teria por efeito paralelo a tentativa de maior aproximação política com a cúpula partidária, tendo em vista que o prefeito de Belo Horizonte é considerado no meio político muito mais ligado ao presidenciável tucano Aécio Neves (MG) do que a Campos. Na eleição para a Câmara dos Vereadores, assegurou apoio a um tucano -embora o vencedor não tenha sido o seu preferido da bancada do PSDB.
Os tucanos garantem que Lacerda estará com Aécio em 2014. Em conversa recente com um pessebista, o prefeito de Belo Horizonte assegurou não ter ainda compromisso político com ninguém. Em um primeiro instante, soou bem. Mas depois, a dúvida: já não deveria ter compromisso com o presidente do seu partido?
Eduardo Campos, contudo, não pode fazer movimentos tão ousados com Lacerda. Trata-se do prefeito do quinto maior colégio eleitoral e capital do Estado comandado por Aécio desde 2003. Por isso, aceita qualquer indicação sua. Sua preferida é a secretária-geral do PSB da capital mineira, Maria Elvira Salles.
Só que esse acerto teria de passar pelo interior, que se sente alijado do processo. O deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG), com base eleitoral no sul de Minas, ainda não foi consultado. Tem metade dos 34 prefeitos mineiros eleitos em 2012 e seu grupo avalia que entre o "petista" Walfrido e o "tucano" Lacerda, o melhor é alguém ligado ao projeto de Campos em 2014 e que acerte o tom do partido no Estado.
A gestão de Walfrido é considerada positiva pela cúpula do PSB. O partido cresceu. Mas agora precisa se alinhar e atuar coeso. Um bom exemplo do descompasso é a posição de Waldo Silva, ex-presidente do diretório mineiro, quadro histórico do partido e amigo de Miguel Arraes, ex-governador de Pernambuco e avô de Campos. Em 2012, Silva liderou dissidência para apoiar Patrus, sem que isso eliminasse sua posição crítica a Walfrido.
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HIDRELÉTRICAS. ÍNDIO QUER APITO !
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Índios rejeitam hidrelétricas no rio Tapajós
O governo federal enfrenta resistências dos índios munduruku, que vivem na área onde pretende erguer as hidrelétricas do rio Tapajós. Um grupo de líderes de aldeias do Pará e do Mato Grosso esteve em Brasília para protestar contra os projetos durante reunião com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Para o cacique Arnaldo Koba Munduruku, que lidera 8 mil índios do Tapajós, o resultado do encontro foi negativo. "Nosso povo não quer indenização, nem quer o dinheiro da usina. Nosso povo quer o rio como ele é", disse Koba ao Valor. "Não vamos permitir que usinas ou até mesmo que estudos sejam feitos. Vamos unir nossa gente e vamos para o enfrentamento."
Indígenas ameaçam guerra para barrar hidrelétricas no rio Tapajós
Por André Borges
| De Brasília
Não houve acordo. O governo teve uma pequena amostra, na semana passada, da resistência que enfrentará para levar adiante seu projeto de construção de hidrelétricas ao longo do rio Tapajós, uma região isolada da Amazônia onde vivem hoje cerca de 8 mil índios da etnia munduruku. Um grupo de líderes de aldeias localizadas no Pará e no norte do Mato Grosso, Estados que são cortados pelo rio, esteve em Brasília para protestar contra ações de empresas na região, que realizam levantamento de informações para preparar o licenciamento ambiental das usinas.
Os índios tiveram uma reunião com o ministro de Minas e Energia (MME), Edison Lobão. Na mesa, os projetos da hidrelétricas de São Luiz do Tapajós e de Jatobá, dois dos maiores projetos de geração previstos pelo governo. Lobão foi firme. Disse aos índios que o governo não vai abrir mãos das duas usinas e que eles precisam entender isso. Valter Cardeal, diretor da Eletrobras que também participou da discussão, tentou convencer os índios de que o negócio é viável e de que eles serão devidamente compensados pelos impactos. Os índios deixaram a sala.
Para o cacique Arnaldo Koba Munduruku, que lidera todos os povos indígenas da região do Tapajós, o resultado do encontro foi negativo. "Nosso povo não quer indenização, nem quer o dinheiro de usina. Nosso povo quer o rio como ele é", disse Koba ao Valor. "Não vamos permitir que usinas ou até mesmo que estudos sejam feitos. Vamos unir nossa gente e vamos para o enfrentamento. O Tapajós não vai sofrer como sofre hoje o rio Xingu", afirmou o líder indígena, referindo-se às complicações indígenas que envolvem o licenciamento e a construção da hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira (PA).
Numa carta que foi entregue nas mãos do secretário-geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho, os índios pediram "que o governo brasileiro respeite a decisão do povo munduruku e desista de construir essas hidrelétricas". No mesmo documento, os índios cobram agilidade na investigação da morte de Adenilson Kirixi Munduruku, que foi assassinado com três tiros em novembro do ano passado, na região do Teles Pires, rio localizado no norte do Mato Grosso e que forma o Tapajós, em sua confluência com o rio Juruena.
Os índios se negaram a assinar um documento apresentado pela Presidência, que previa compromissos a serem assumidos pelo governo, por entenderem que se tratava de uma consulta prévia já atrelada ao licenciamento das usinas do Tapajós. "Viemos até aqui para cobrar a punição pelo assassinato de nosso irmão, mas vimos que a intenção do governo era outra. Ele queria mesmo era tratar das usinas, mas não permitimos isso", disse o líder indígena Waldelirio Manhuary Munduruku. "Não vamos nos ajoelhar. Não haverá usinas, nem estudos de usinas. Iremos até o fim nessa guerra."
No balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) divulgado na semana passada, o cronograma de São Luiz do Tapajós e de Jatobá estabelece o mês de setembro para conclusão dos estudos ambientais das usinas. O levantamento de informações na região começou a ser feito pela Eletrobras há pelo menos um ano e meio. Analistas ambientais e técnicos da estatal têm enfrentado resistências na região para colher informações dos moradores.
O grupo de empresas que o governo reuniu em agosto do ano passado para participar da elaboração dos estudos dá uma ideia do interesse energético que a União tem no Tapajós. Com a Eletrobras estão Cemig Geração e Transmissão, Copel Geração e Transmissão, GDF Suez Energy Latin America Participações, Endesa do Brasil e Neoenergia Investimentos.
Com as usinas de São Luiz e Jatobá, o governo quer adicionar 8.471 megawatts de potência à sua matriz energética. O custo ambiental disso seria a inundação de 1.368 quilômetros quadrados de floresta virgem, duas vezes e meia a inundação que senerrá causada pela hidrelétrica de Belo Monte. O governo diz que é pouco e que, se forem implementadas todas as usinas previstas para a Amazônia, menos de 1% da floresta ficaria embaixo d"água.
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PETROBRAS. O QUE FOI FEITO DE VERA? DEVERAS! *
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É possível resgatar a Petrobrás?
:: Adriano Pires
A Petrobrás precisa, com urgência, passar por uma grande reestruturação. As causas da deterioração já são conhecidas e o problema é que muito se falou e muito pouco se fez. Enquanto isso os números da empresa vão piorando e o horizonte continua de cinza para negro. Quais decisões precisam ser tomadas com urgência?
Em primeiro lugar, o acionista majoritário precisa voltar a respeitar o minoritário. E a primeira atitude para mostrar esse respeito seria a nomeação de um novo presidente para o Conselho de Administração da companhia. Ter como presidente desse conselho o ministro da Fazenda, seja ele quem for, significa engessar a administração da empresa, já que os interesses e deveres do ministro são, na maior parte das vezes, conflituosos com os da empresa e, principalmente, do acionista minoritário. A atual política de preços da gasolina e do diesel, subordinada à preocupação com o controle da inflação, é o maior exemplo dessa incompatibilidade.
Ainda na questão da alta admnistração da empresa, seria desejável a nomeação de uma diretoria executiva pelo critério mais da meritocracia e menos pelo critério político, o que já se nota na atual gestão da presidente Graça Foster. Em vez de interferir nas decisões diárias da empresa, o acionista majoritário deveria dar liberdade de gestão e cobrar pelos resultados, o que não ocorre atualmente. Ao contrário, hoje quem dirige a empresa são a presidente da República, o Ministério da Fazenda, o PT e os partidos da base aliada. Seria fundamental o governo estabelecer algum tipo de contrato de gestão com a empresa e, a partir daí, cobrar metas e resultados, arrecadando impostos e dividendos como acionista majoritário. Com isso, o critério das decisões deixaria de ser o político e passaria a ser o da eficiência.
Outro campo a ser atacado é a política de desinvestimento. O desinvestimento deveria começar pela venda pura e simples de ativos que não têm nenhuma explicação de racionalidade econômica para fazer parte da Petrobrás ou que tenham rentabilidade incompatível com o porte da empresa. A venda de ativos vem sendo tentada pela empresa, porém de forma muita tímida. Além de vender ativos no exterior, como refinarias e mesmo blocos de petróleo, no mercado interno a empresa deveria se desfazer de ativos que não fazem parte de seu foco de negócio, como a sua participação em distribuidoras de gás natural, bem como em usinas térmicas ou qualquer tipo de empresa geradora de energia elétrica. O negócio da Petrobrás é explorar e produzir petróleo, gás natural e derivados, e não os mercados de distribuição de gás e de geração de energia elétrica.
Outro caminho para a Petrobrás retomar a sua eficiência e lucratividade seria a criação de uma política de parcerias com outras petroleiras, tanto no exterior quanto, principalmente, no mercado interno. Se o governo desse a tão sonhada autonomia de gestão, e com isso a empresa pudesse ter uma política de preços de derivados alinhada ao mercado internacional, fariam todo o sentido a venda de alguma refinaria e o estabelecimento de parcerias em outras, em particular as novas, não com a venezuelana PDVSA, e sim com investidores que realmente aportem capital e tragam experiência e conhecimento técnico.
Além de parcerias em refinarias, seria importante estabelecer parcerias no segmento de transporte, em dutos de escoamento da produção, de transporte de gás natural e de derivados e nas plantas de regazeificação. Tanto nas existentes quanto naquelas a serem construídas.
Uma outra mudança que ajudaria a Petrobrás a reencontrar o caminho da eficiência e da lucratividade seria o governo alterar o marco regulatório criado em 2010. As principais alterações seriam acabar com a obrigatoriedade da Petrobrás de ter um mínimo de 30% dos blocos do pré-sal que venham a ser leiloados, bem como com a exigência de monopólio na operação desses blocos. Esses dois pontos, colocados no marco regulatório de 2010, não representam um privilégio para a empresa, e, ao contrário, só penalizam a Petrobrás e retardam a produção do pré-sal. Sem falar nas regras retrógradas de conteúdo local, que também só prejudicam a estatal e impedem o desenvolvimento de uma indústria nacional forte e competitiva.
Com a reestruturação, com os desinvestimentos e com as mudanças no marco regulatório, estariam dadas as condições essenciais para que a Petrobrás voltasse a ser uma das maiores petroleiras do mundo. Pois, tendo uma das maiores e mais promissoras reservas de petróleo do mundo, tendo um quadro de funcionários de alta qualidade e sendo líder em pesquisa e tecnologias de exploração offshore, a empresa possui as condições estruturais para alcançar o total sucesso.
A Petrobrás está diante de duas alternativas distintas. Reencontrar a trajetória da eficiência perdida e retomar o ciclo virtuoso do lucro e do investimento ou se transformar num braço político-econômico do governo. Neste caso, a rentabilidade e a produção estarão comprometidas, a exemplo do que aconteceu com a venezuelana PDVSA.
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(*) Milton Nascimento.
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PETROBRAS. NEGOCIÃO "DA" CHINA
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Petrobras vai à China para evitar atrasos
Preocupada em acelerar a produção de petróleo e temendo atrasos na entrega de equipamentos, a Petrobras transferiu para o exterior parte das obras de plataformas para o pré-sal da Bacia de Santos. Contratados por mais de US$ 2 bilhões e com regras de conteúdo local de até 70% para estimular a indústria regional, os serviços foram iniciados na Indonésia e no estaleiro Cosco, em Dalian, na China. Uma parte trabalhosa do processo será transferida para a China, com possível redução de postos de trabalho no Brasil
Petrobrás vai à China para evitar atraso na produção. Fornecedor local reclama
Sabrina Valle / Rio
Preocupada em acelerar a produção de petróleo e temendo atrasos na entrega de equipamentos, a Petrobrás transferiu para o exterior parte das obras de, pelo menos, quatro plataformas para o pré-sal da Bacia de Santos. Contratados por mais de US$ 2 bilhões e regras de conteúdo local de até 70% para estimular a indústria local, os serviços foram iniciados na Indonésia e no estaleiro Cosco, em Dalian, na China.
No Brasil, o cronograma estava atrasado por deficiências nos estaleiros Inhaúma (RJ) e Rio Grande (RS). Uma parte trabalhosa do processo (troca de chapa), intensiva em mão de obra, será transferida para a China, com possível redução de postos de trabalho no Brasil.
Serão feitos no Cosco uma parcela da transformação (conversão) de três navios em plataformas (P-75, P-76 e P-77) para a área da cessão onerosa, que produzirá até 5 bilhões de barris no pré-sal. Também serão feitos no estaleiro chinês estruturas do casco de uma plataforma replicante (que repete exatamente o projeto de outro equipamento) para o pré-sal de Santos.
"Claramente este é um movimento da Petrobrás para poder acelerar o desenvolvimento dos campos", disse o presidente da Odebrecht Óleo e Gás, Roberto Ramos.
A Petrobrás também negocia no exterior para afretar (alugar), e não construir, as cinco plataformas (FPSOs) extras para a área da cessão onerosa. O afretamento facilita o cumprimento de meta de conteúdo local, pois a embarcação é computada dentro do cálculo para todo o sistema.
A petroleira diz que não há decisão sobre afretamento. Mas o Estado apurou que pelo menos duas unidades são negociadas com a SBM, de Mônaco, e com a Modec, japonesa.
Fontes do setor dão como certo que haverá descumprimento de conteúdo local nas obras subcontratadas ao estaleiro Cosco.
A Petrobrás, que precisará prestar contas à Agência Nacional do Petróleo (ANP), nega. "Não haverá descumprimento", afirma, em nota.
O grupo EEP, do estaleiro Inhaúma, reisponsável pela conversão das P-74, P-75, P-76 e P-77, também afirma que cumprirá o conteúdo local estabelecido no contrato com a Petrobrás, prevendo até 35% de realização no exterior.
Se extrapolar os limites de conteúdo local na conversão, a compensação terá de ser feita na fase de montagem da planta industrial na plataforma (integração). "O conteúdo local é muito mais influenciado pela construção dos módulos e equipamentos para o processamento do petróleo", diz a petroleira.
A decisão da Petrobrás de recorrer à China já mostra que a companhia não está disposta a correr o risco de retardar o aumento de sua produção por causa dos atrasos da indústria nacional. O governo usa os contratos da Petrobrás para reativar o setor naval. Mas, para acelerar o processo foi necessário fazer as encomendas antes de os canteiros para as obras (dos estaleiros) estarem prontos. Com o avançar dos projetos, os gargalos da indústria nacional ficam mais evidentes.
A Petrobrás reconhece que houve uma mudança de estratégia por causa da falta de disponibilidade dos dois estaleiros.
No caso da plataforma replicante, parte do casco será feita no Cosco por causa do atraso nas obras de construção dos cascos, a cargo da Engevix, no Estaleiro de Rio Grande. A Engevix não comentou. O contrato inclui oito cascos replicantes e soma US$ 3,1 bilhões.
O diretor de Engenharia da Petrobrás, José Figueiredo, esteve na China no fim de janeiro para vistoriar as obras e se certificar de que estão no prazo. Já foi iniciada no Cosco a troca de casco, limpeza e construção de módulos de acomodação, entre outros serviços, para as P-75 e P-77.
A P-76 passa por limpeza na Indonésia e depois segue ao Cosco. Os três navios nem sequer estiveram no Brasil, foram da Malásia direto para Indonésia e China. Apenas a P-74 segue o processo de conversão no estaleiro Inhaúma, no Rio.
As quatro plataformas da cessão onerosa, juntas, serão responsáveis por até 600 mil barris/dia, equivalente a 30% da atual produção da Petrobrás. Estão programadas para entrar em 2016 e 2017 nos Campos de Franco 1, 2 e 3 e de Nordeste Tupi.
Concorrência. Segundo colocado na disputa para a conversão dos quatro navios para a área da cessão onerosa, o presidente da Andrade Gutierrez Óleo e Gás, Paulo Dalmazzo, diz que um descumprimento das regras de conteúdo local seria ilegal. "Perdemos a concorrência por oferecer preço maior, pois iríamos fazer no Brasil. Para fazer no exterior teríamos conseguido preço melhor do que o do vencedor. A Petrobrás não pode rasgar uma concorrência."
O consórcio formado pela Odebrecht, UTC e OAS, reunido no EEP-Inhaúma, venceu o contrato das quatro conversões com US$ 1,753 bilhão. A Andrade Gutierrez ofertou US$ 580 milhões a mais.
A ANP disse que, pelas regras contratuais, iniciará a fiscalização somente ao final de cada módulo da etapa de desenvolvimento. Se ao final da fiscalização for apurado o não cumprimento da meta estabelecida no contrato a Petrobrás será multada, informa a agência.
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''NÃO TÁ FÁCIL PRA' NINGUÉM ! '' *
G-20 avalia barrar entrada de corruptos nos países-membros, mas Brasil resiste
Documentos obtidos pelo ‘Estado’ relatam a falta de consenso no governo sobre o tema, considerado ‘sensível’ e ‘polêmico’
O ILUSIONISTA *
Mercado eleva projeção do PIB em 2013 e reduz a da inflação
Analistas consultados na Pesquisa Focus acreditam que a economia irá crescer 3,10% neste ano e IPCA subir 5,69%
O LEÃO NÃO É MANSO. ANTES, É FAMINTO
Arrecadação da Receita Federal bate recorde em janeiro
Receita arrecadou R$ 116 bilhões em janeiro, superando o recorde anterior de R$ 108,892 bilhões
EDUCAÇÃO E SAÚDE PÚBLICA: ENSINAR A PESCAR É A SOLUÇÃO
A qualidade contra a miséria
Autor(es): Renato Janine Ribeiro |
Valor Econômico - 25/02/2013 |
Há poucos dias, o governo lançou mais uma etapa da luta contra a miséria, ou extrema pobreza. Nos anos Lula e Dilma, dezenas de milhões de brasileiros deixaram esse nível, subindo para o - ainda indesejado, mas mesmo assim melhor - da pobreza. Na pobreza, o ser humano repõe as energias, enquanto na sua versão extrema (ou miséria) são sensivelmente abreviadas a quantidade e qualidade de sua vida. Para usar a expressão do filósofo inglês Thomas Hobbes quando fala no estado de guerra, o miserável "não vive o tempo que a natureza normalmente lhe daria". É claro que essa distinção não torna a pobreza uma condição invejável. Aliás, a própria pobreza também abrevia a duração possível da existência, pelo menor acesso a cuidados bons de saúde, pela alimentação não tão boa, pelo desgaste a que se submete a pessoa num país que, na frase de Fernando Henrique Cardoso, é mais injusto do que pobre. E que, por isso, tem tanta gente na pobreza simples ou extrema.
A redução da miséria e da pobreza ocorreu em muitos países. Na América do Sul, deu-se com governos de esquerda, mas alguns de direita também reduziram a dívida social. No Peru, uma diminuição no porcentual de miseráveis data de governos anteriores ao atual - que não eram de esquerda.
Parece que, assim como nos anos 1990 a inflação foi derrotada em quase todo o mundo, por governos de direita na maior parte, mas também de esquerda, desde o ano 2000 a injustiça social tem baixado em muitos lugares, pela ação da esquerda mas também de alguns governos liberais.
Isso basta? Preocupa-me que a maior parte dos comentários sobre a melhoria na vida das classes pobres, no Brasil, enfatize o aumento no poder de compra. O avanço na cultura e na educação, embora ocorra, não recebe a mesma atenção. Ora, aí está a diferença entre a necessidade e a liberdade, entre uma vida de carências e uma mais ativa.
Combate à miséria precisa ter educação e cultura
A miséria é mais fácil de se perceber sob dois aspectos principais: a fome e a doença. Digamos que os gastos básicos das pessoas se dividam entre a alimentação, a vestimenta, o transporte, a saúde e a moradia. Todos esses gastos podem ser comprimidos, a um custo humano elevado - mas não dá para deixar de comer, de se vestir, de ir e voltar do trabalho e de cuidar da saúde. Penso que a mais sacrificada dessas necessidades básicas é a moradia. Assim entendo a pesquisa que o Valor divulgou na semana passada, revelando que 65% dos moradores de favelas pertencem à classe média. Eram 37% em 2002. Certamente hoje comem e se vestem melhor, parte tem carro, mas continuam morando muito mal. Resolver a questão da residência é mais difícil, porque mais caro, do que solucionar as outras necessidades que chamei de básicas, e que são evidentes, flagrantes, visíveis.
Mas para estas necessidades, justamente por sua visibilidade, foram definidas políticas públicas que funcionam. Nelas, há uma linha de corte entre a carência e a sua satisfação. Por exemplo, a saúde seria a não-doença. Se você tem um resfriado, a cura lhe devolve a saúde. Se está com fome, comendo, ela passa. E isso todos sabem na hora. Estou simplificando, até porque podemos melhorar cada vez mais a qualidade da roupa, da comida, da moradia e do bem-estar físico e mental - mas, em linhas gerais, vale esse recorte.
O que se enquadra mal nele são a educação e a cultura. Pode haver uma satisfação completa das necessidades de proteínas e carboidratos, de vitaminas e minerais - mas não há um equivalente em termos culturais ou educacionais. Não faz sentido dizer que, vendo cem filmes, lendo cinquenta livros, conhecendo mil canções, aprendendo uma língua e resolvendo equações, eu chegue ao patamar da pessoa "culta" ou "educada". Aqui, o céu é o limite. Ou seja, não há limite.
Tudo isso para dizer que, enquanto as carências físicas são fáceis de detectar e por isso constituem prioridades dos governos, e, em consequência, contam com políticas públicas testadas e que vêm funcionando, as deficiências em cultura e educação se mostram bem diferentes: quase intangíveis, são mais difíceis de perceber, impossíveis de saciar.
Mas o lado bom dessa diferença é que a ação pública pela educação e da cultura pode ir cada vez mais longe. Ela não tem um roteiro claro. Na verdade até tem algum, no caso da educação. Hoje dispomos de indicadores de sua qualidade. O Indicador de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) tem subido dez por cento, no Brasil, a cada edição - isto é, a cada dois anos. Esse progresso é notável. Mede certas capacidades básicas. Não pode medir tudo o que há na educação. É duvidoso que consiga aferir competências sofisticadas. Mas estas, por natureza, fogem à métrica. E, se a saúde é a cura da doença, a boa educação não termina quando acaba a ignorância. Ela pode melhorar cada vez mais.
E não será este o caso da cultura? Não será ela o glacê do bolo, o que há de mais precioso nele e, portanto, o que não pode ser medido?
Porque, no fundo, a questão é: o Brasil está superando as carências que limitam a duração da vida. A luta contra a fome, o aumento do poder aquisitivo, a construção de habitações populares - tudo isso está neste projeto que permitirá, em alguns anos, zerar nossa dívida social. Mas esse é o reino da necessidade, como dizem os filósofos. Outra coisa é a república da liberdade. Para chegar a ela, só com educação e cultura. E aí temos menos fios condutores. É da natureza delas serem mais livres, terem menos roteiros, serem mais abertas para a criação humana. É bom ter isso em mente sempre que discutirmos a luta contra a pobreza. Porque ela somente será vitoriosa quando também a cultura entrar em cena.
Renato Janine Ribeiro é professor titular de ética e filosofia política na Universidade de São Paulo. Escreve às segundas-feiras
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NÃO SE ENGANEM. O LEÃO NÃO É MANSO!
Chegou a hora de enfrentar o Leão
A largada do IR |
Correio Braziliense - 25/02/2013 |
A partir de hoje, o Correio oferece um hotsite para que o contribuinte tire dúvidas sobre o IR. A Receita também libera o software de 2013. A entrega das declarações começa na sexta-feira e vai até 30 de abril
Softwares para a declaração do Imposto de Renda 2013 estão disponíveis a partir de hoje no site da Receita Federal. Entrega começa na sexta e vai até 30 de abril
A Receita Federal disponibiliza aos contribuintes, a partir de hoje, os softwares que serão usados para a declaração do Imposto de Renda 2013. Os brasileiros que se encaixam na faixa de rendimentos estipulada pelo Fisco para declarar o IR podem fazer o download do formulário para pessoa física por meio do portal da Receita (www.receita.fazenda.gov.br). O período para enviar o documento é entre 1º de março e 30 de abril. Quem perder esse prazo terá que pagar multa mínima de R$ 165,74 e adicional de 1% ao mês, limitado a 20% do total de imposto devido. Neste ano, 26 milhões de brasileiros —1 milhão a mais do que no ano passado — devem declarar o IR. São obrigados a entregar a declaração aqueles que tiverem rendimentos tributáveis acima de R$ 24.556,65 durante 2012, o equivalente a R$ 2.046,38 por mês. Também devem entregar parte dos ganhos ao Leão os contribuintes com rendimento acima de R$ 122.783,25 proveniente de atividade rural, quem teve bens declarados acima de R$ 300 mil e as pessoas com rendimentos isentos — aplicações na poupança, 13º salário e prêmio de loteria — acima de R$ 40 mil. O diretor executivo da Confirp Contabilidade, Richard Domingos, afirma que, apesar do prazo de mais de dois meses para enviar a declaração, é importante se adiantar. “O contribuinte que declarar primeiro terá prioridade na restituição. Deve receber ainda nos primeiros lotes”, afirma. Para aqueles que têm imposto a pagar, Domingos também recomenda que a entrega não seja deixada para a última hora. “A pessoa vai ter a comodidade de quitar as oito parcelas por débito em conta. Caso o formulário seja entregue em abril a primeira parcela terá que ser paga diretamente no banco”, completa. Amerson Magalhães, diretor do Easynvest, da Título Corretora, enfatiza que deixar o preenchimento para a última hora pode resultar em dores de cabeça. “Sempre podem existir dúvidas ou o contribuinte pode perceber que não tem as informações necessárias. Então, quanto antes a pessoa começar a preparar a declaração, mais tempo vai ter para resolver esses questionamentos e correr atrás de um eventual documento que não tenha em mãos”, diz. Com o aumento do número de contribuintes, a Receita tem investido na melhora e simplificação dos softwares. Neste ano, por exemplo, será possível importar, mediante a apresentação do código referente à prestação de contas preenchida em 2012, informações de pagamentos e deduções das declarações passadas. Também houve mudanças nas deduções por dependentes e nos gastos com a educação. O abatimento para filhos, enteados e cônjuge, no IR 2013 poderá ser de até R$ 1.974,72. Já as despesas escolares poderão abater do imposto devido até R$ 3.091,35 por dependente ou pelo contribuinte declarante. No caso das despesas médicas, não há valor máximo para abatimento. A proximidade do período de declaração do imposto de renda já deixa os contribuintes em alerta. É época de reunir toda a documentação referente às despesas e receitas de 2012 e ter atenção redobrada no preenchimento do formulário, sob o risco de cair na malha fina. Apesar do prazo de mais de dois meses para a entrega da declaração, no entanto, muitos dos contribuintes deixam para a última hora e acabam sem tempo e cheios de dúvidas. É o caso da secretária Nádia Figueiredo, 31 anos, e da auditora Morgana Franco, 25. “A gente fica adiando, enrolando, e quando vê já está no limite do prazo de entrega”, afirma Morgana. Segundo Nádia, parte da culpa pelo adiamento vem da dificuldade em preencher o questionário, que ela considera confuso. “As questões não são claras, principalmente na parte de imóveis. Eu sempre coloco o que eu acho que é”, diz. Amerson Magalhães, diretor do Easynvest, da Título Corretora, enfatiza que deixar o preenchimento para a última hora pode resultar em dores de cabeça. “Sempre podem existir dúvidas ou o contribuinte pode perceber que não tem todas as informações. Então, quanto antes a pessoa começar a preparar a declaração, mais tempo vai ter para resolver esses questionamentos e correr atrás de um eventual documento que não tenha em mãos”, diz. O assistente financeiro Mutahi Matos, 34, já aprendeu que não pode deixar para declarar os bens em cima da hora. “Sempre surge uma dúvida e a gente tem que correr atrás da resposta”, afirma. Para ele, a principal dificuldade está nos documentos necessários e na interpretação dos informes de rendimentos enviados por empresas. “Nunca sei quais são exatamente os bens que tenho que declarar”, reclama. "O contribuinte que declarar primeiro terá prioridade na restituição. Deve receber ainda nos primeiros lotes" Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Contabilidade 26 milhões Brasileiros que devem apresentar à Receita informações sobre seus rendimentos Contribuinte pode tirar dúvidas Na próxima sexta-feira, 1º de março, estreia no Correio uma coluna diária com explicações a todas as dúvidas dos contribuintes sobre o Imposto de Renda (IR), graças a uma parceria entre o jornal e o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional). Os leitores interessados em solucionar suas dúvidas devem enviá-las para o endereço eletrônico economia.df@dabr.com.br. E, a partir de hoje à tarde, entrará no ar um hotsite especialmente dedicado a informações sobre o IR (http://correiobraziliense/especiaisimposto-de-renda-2013/). Além da coluna com as respostas, a página terá notícias sobre o tema e chat com especialistas. Mesmo para quem já está acostumado a fazer a declaração, é importante estar bem informado sobre as novidades e dedicar muita atenção ao processo. No preenchimento do formulário, os especialistas recomendam cuidado redobrado, sobretudo na seção dos rendimentos tributáveis, que são conferidos com extremo rigor pela Receita. “Qualquer tipo de erro, um dígito trocado, por exemplo, pode fazer com que o contribuinte caia na malha fina”, afirma o diretor executivo da Confirp Contabilidade, Richard Domingos. É necessária atenção também no momento de declarar os dependentes: além das despesas para o abatimento no imposto, é preciso informar as receitas de cada um, o que obriga o declarante a reunir toda a documentação de cada um dos dependentes. Apesar de o sistema do IR ser autoexplicativo e indicar ao contribuinte qual é o melhor formulário (simplificado ou completo) a ser utilizado, o especialista enfatiza que toda cautela é pouca. “É importante ficar atento ao que o programa vai recomendar e, no fim, quando tiver com tudo preenchido, mostrar a alguém que já tenha declarado o imposto anteriormente para garantir que está tudo certo”, conclui. |