A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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quarta-feira, junho 01, 2011
SARNEY [In:] QUE REI SOU EU ?
Exemplo de superação
José Sarney recuou da eliminação do impeachment de Fernando Collor da galeria de painéis sobre fatos importantes ocorridos na história do Senado porque não quis abrir espaço às críticas que, percebeu pelas primeiras reações, viriam fortes.
Dada a sua convicção externada no dia anterior sobre a inconveniência de expor tal "acidente" - como definiu o impedimento - continua valendo a crítica. Portanto, vamos a ela.
O mensalão não existiu e o impeachment de Collor não aconteceu. Se porventura há registro dessas ocorrências, senhoras e senhores, esse é um detalhe que não deve ser levado em conta porque não engrandece a História do Brasil.
Quando a gente pensa que o presidente do Senado já esgotou todas as possibilidades de dilapidação da própria biografia, eis que ele se apresenta na plenitude de sua capacidade de superação e desce mais um degrau.
Escritor, bom no ofício de manejar as palavras, resolveu se aventurar no terreno da censura. Uma contradição em termos, não fosse ele na política uma contrafação da persona lhana que construiu para se relacionar com o mundo das ideias.
O caso o leitor e a leitora já conhecem: o impeachment de Collor foi retirado da galeria de painéis, denominada "túnel de tempo", que retratam fatos importantes da história do Senado.
BANCO CENTRAL [In:] DINHEIRO NA MÃO É VENDAVAL ... *
Banco Central estima que 75 mil notas manchadas ainda circulam
DA AGÊNCIA BRASIL
DE SÃO PAULO
O Banco Central estima em cerca de 75 mil o número de cédulas manchadas por mecanismos antifurtos de caixas eletrônicos não retiradas de circulação, segundo informações do diretor de Administração do BC, Altamir Lopes. Nesta quarta-feira, o órgão anunciou que não irá mais ressarcir o cidadão que receber uma cédula danificada.
Enquete: Você já recebeu uma cédula manchada com tinta?
Cédula manchada não será trocada; envie seu relato
Cédula marcada em roubo a caixa será recolhida sem ressarcimento
26 suspeitos de roubar caixas eletrônicos são presos
26 PMs são investigados em SP por roubar caixas eletrônicos
Com o aumento de casos de explosão de caixas eletrônicos, principalmente em São Paulo, os bancos têm instalado dispositivos antifurto nessas máquinas. Esse mecanismo mancha com tinta rosa as cédulas do caixa eletrônico atacado.
Lopes alertou que a população deve ficar atenta às características das notas de real e recusar o recebimento de cédulas danificadas. Ele explicou que todas as notas manchadas perderão a validade, independentemente do tamanho da mancha de tinta.
As notas danificadas por dispositivos antifurto apresentam "marca densa e de cor rósea". Essa mancha pode cobrir um pedaço grande da cédula ou apenas a lateral.
Caso o cidadão receba uma nota suspeita de ter sido danificada pelo dispositivo antifurto, a orientação é entregar a cédula a uma agência bancária, que irá remeter o dinheiro ao BC para análise. Ao entregar a nota, o cidadão deverá informar o número do CPF, de um documento de identificação com foto e seu endereço.
"Essas medidas têm duas finalidades: a primeira é manter o cidadão informado sobre os trâmites de seu processo e a segunda tem caráter de proteção contra a atividade criminosa", disse Lopes.
Divulgação | ||
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Exemplos de cédulas marcadas em roubo a caixas eletrônicos, que serão recolhidas pelo Banco Central |
Após a comprovação, pelo BC, de que o dano foi provocado por dispositivo antifurto, a instituição financeira deverá comunicar esse fato ao portador. As informações dadas pelo cidadão que entregou a nota ao banco poderão ser repassadas à polícia.
Caso o BC comprove que o dano não foi causado por dispositivo antifurto, o banco providenciará a troca da cédula.
De acordo com Lopes, caso algum cliente saque dinheiro manchado em caixa eletrônico, é importante retirar extrato bancário em seguida e comunicar o fato à instituição financeira. Se não for possível fazer essa comunicação de imediato, a orientação é registrar a ocorrência em uma delegacia. Segundo Lopes, em casos de falha da instituição financeira, o cliente poderá ser ressarcido pelo banco.
Os bancos poderão ser ressarcidos pelo BC quando as cédulas forem manchadas por acidente ou por situação de furto frustrado. Os custos de produção das novas notas e de análise serão definidos pelo BC e cobrados das instituições financeiras. Também serão estudados mecanismos que ajudem deficientes visuais a identificar cédulas manchadas.
ROUBOS
Há uma onda de ataques com explosivos a caixas eletrônicos em São Paulo. Houve 77 ataques em 2011, feitos segundo a polícia por quatro gangues. Dos cerca de 100 bandidos que as integram, afirma a investigação, 26 são policiais militares.
Ontem, a polícia prendeu sete suspeitos de integrar a quadrilha -- entre eles, quatro PMs e um ex-PM. Segundo a polícia, os dois chefes do grupo foram presos: o soldado João Paulo Vitorino de Oliveira e André Luiz Gejuiba Leite, o Andrezinho.
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GOVERNO DILMA/PALOCCI [In:] PALACIANOS E PALOCCIANOS *
'Somo tudo palaciano
Autor(es): agência o globo: Roberto DaMatta |
O Globo - 01/06/2011 |
Com o devido respeito, mas nessa era petista, quando misturamos o pior do mercado com o mais desonesto estatismo, o caso Palocci ultrapassa a trivial suspeita de enriquecimento indébito. Ele contempla aspectos típicos do lulopetismo, bem como o passado do suspeito, mas vai adiante. Mais uma vez ele nos põe diante de nós mesmos, já que todos somos palocianos ou palacianos e temos a certeza de que, uma vez na panelinha, a "ética da condescendência" que sustenta o nosso espírito ainda patronal-escravocrata salva qualquer um do inferno. Mesmo quando se fala errado e relativiza-se o moralismo da língua culta, vendendo (eis o que conta) milhares de livros ao Ministério da Educação. A questão, entretanto, é que esse aumento patrimonial comicamente extraordinário abre uma porta sequer ventilada pela teoria política nacional. Refiro-me ao fato de que, no Brasil, o Estado não é um instrumento da burguesia, como manda o velho Marx. É, isso sim, um veículo de enriquecimento e de aristocratização de seus funcionários, na razão direta de sua importância dentro das suas burocracias. Basta tabular o aumento patrimonial dos seus membros situando o quanto possuíam e quanto eles amealharam depois que cumpriram os tremendos sacrifícios de fazer parte do poder para verificar o triunfo da mendacidade com o povo, pelo povo, e para cada um de deles! Na relação até hoje mal estudada entre o Estado (com suas leis) e a sociedade (com seus costumes e tradições), esses casos revelam algo típico da tal América-Latina: o fato de que o Estado é hierarquicamente superior à sociedade. Ele traz à tona o mito segundo o qual, quando Deus nos inventou, Ele primeiro fez o Estado (com seus caudilhos, ministros, secretários, puxa-sacos e toda a malta que estamos fartos de conhecer), e depois fez uma desprezível sociedade com a sua miscigenação, os seus burgueses, sua abjeta classe média e a massa de miseráveis com escolas (mas sem professores respeitados e bem pagos); com hospitais (mas sem médicos); com delegacias (mas com policiais bandidos) e com essa esquerda autocomplacente que inventou a bolsa-ditadura, que anistia destruidores da floresta e que ama o atraso. Quando surge a suspeita de um enriquecimento ridiculamente excepcional, como esse de Antonio Palocci - imagine, leitor, você em quatro anos ter mais 19 apartamentos, mesmo pequenos como o seu! -, batemos de frente com um aspecto pouco visto. Refiro-me ao fato de tanto a direita quanto o centro e a esquerda serem todos viciados em Estado! A estadofilia, estadomania e estadolatria é o cerne do nosso republicanismo, é ele - supomos! - que vai corrigir a sociedade. Por isso é centralizador, autoritário e perdulário. Ele usa leis para não mudar costumes. Num país do tamanho do Brasil é impossível não desperdiçar recursos com a centralização. É impossível controlar de Brasília o que se passa no cu de judas! Mais: nada melhor para a ladroagem, para o tráfico de influência e para o furto cínico dos dinheiros do povo do que essa concepção de um Estado autista, com razões que só ele conhece. Um órgão engessado em si mesmo e avesso ao mercado e a qualquer tipo de controle, competição ou competência. Tudo isso que o lulopetismo endossou por ignorância e/ou malandragem, mas que ainda goza de um inigualável prestígio junto da nossa opinião pública dita mais esclarecida que tem horror ao mercado. Por quê? Porque esse é o resultado da operação de um Estado feito de parentes e amigos que eram de sangue e hoje - eis a contribuição petista - são ideológicos. Um Estado autocomplacente e referido, como mostra esse vergonhoso governo de coalizão que serve primeiro e si próprio, depois a si mesmo e, em terceiro e último lugar, aos seus adoradores. Jamais lhe passa pela sua cachola, cheia de prêmios a serem distribuídos aos seus compadres, servir à sociedade que o sustenta. Numa estadolatria, há alergia a competição e a seguir o básico das repúblicas: atribuir responsabilidade. Daí o "eu não sabia", pois todos concordam com o descalabro, mas nada acontece. Como punir o ministro? Como sair de um viés aristocrático que foi justamente a matriz social dos republicanos que queriam ser presidentes, fiscais do consumo, embaixadores, ministros do Supremo e senadores? As mensagens não passam nessas redes administrativas em contradição cujos agentes sabem que enriquecer fácil significa criar dificuldade para vender facilidade. Algo simples de fazer nas sucessivas aristocracias que têm usado o liberalismo político como um disfarce para assaltar o Brasil. Em outras palavras: o governo dá para seus filhos; nós, os trabalhadores assalariados que não temos cláusulas secretas com quem nos paga, como é o caso do Palocci, pagamos a conta! Será que ninguém sacou a burrice de aplicar marxismo burguês a um Brasil tocado a escravidão? Um país com uma burguesia contra máquinas e toda ela apadrinhada por si mesma? Eu fico com vergonha ao ler como a nossa burguesia é reacionária quando sei que a modernização política do Brasil foi feita por um avô fujão, por um filho mau-caráter e por um neto que não sabia o que acontecia em sua volta. A partir das repúblicas de 89, contam-se nos dedos os administradores e políticos que não multiplicaram por 20, 200 ou 2.000 seus patrimônios graças ao controle de um pedaço do Estado! Palocci é juvenil perto dos outros que, se citados, tomariam todo o espaço de um jornal. Aguardo suas explicações que serão normas de ouro para o enriquecimento blitzkrieg. --- (*) INÚTIL (Ultraje a rigor). A gente não sabemos "Inúteu"! A gente faz carro "Inúteu"! A gente faz música "Inúteu"! ------ --- |
CELULAR CANCERÍGENO [In:] ''ALÔ, ALÔ MARCIANO ! " *
OMS suspeita de elo entre celular e câncer
OMS liga uso de celular a 'possível' risco de câncer |
Autor(es): Gustavo Chacra |
O Estado de S. Paulo - 01/06/2011 |
Análise feita por 31 cientistas de 14 países classifica exposição à radiação no grupo de risco dos pesticidas, mas é inconclusiva e pede mais estudos
Nova York. A radiação eletromagnética associada ao uso do celular foi classificada como "possivelmente carcinogênica" e deve ser alvo de mais estudos, segundo avaliação da agência da Organização Mundial da Saúde (OMS) responsável pelo estudo do câncer (Iarc, na sigla em inglês). A conclusão foi divulgada por 31 cientistas de 14 países reunidos em Lyon, na França, para revisar centenas de pesquisas sobre o risco de usar os aparelhos. Defesa Ao todo, 5 bilhões de pessoas usam celulares. Os aparelhos são difundidos até mesmo nas regiões mais pobres da África e da Ásia. Uma das dificuldades dos pesquisadores é conseguir um grupo de controle de não usuários para comparar com os de uso freqüente, como ocorre em outros produtos. No ano passado, uma pesquisa da própria OMS disse não ter havido “aumento nos casos de glioma ou meningioma” entre os usuários de celular. A conclusão foi de que usuários moderados de celular teriam até um risco menor de desenvolver tumores no cérebro que as pessoas que não os utilizam. |
(*) Rita Lee, Roberto de Carvalho (Elis Regina).
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PARANÁ/ESTRADAS PEDAGIADAS [In:] INQUISIÇÃO
Diretor do Dnit sugere queimar praça de pedágio se obra da BR-277 não sair
Reivindicação é para duplicação da rodovia entre Cascavel e Medianeira.
Declaração foi dada em reunião com políticos no Oeste do Paraná.
http://youtu.be/Qp_5vHpD0PE
“Qualquer coisa vamos queimar a praça de pedágio”. Esta foi a declaração do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), Luiz Antonio Pagot, em uma reunião com prefeitos, deputados federais e lideranças, em Cascavel, no Oeste do Paraná.
Veja a reportagem do ParanáTV 2ª edição, da RPC TV Curitiba
A BR-277 atravessa o Paraná e é uma das mais importantes do estado. O pedido pela duplicação do trecho entre Medianeira e Cascavel, na região Oeste, é antigo. São 70 km por onde passam turistas que vão a Foz do Iguaçu e caminhões que levam a safra até o Porto de Paranaguá, no litoral do estado.
Nos últimos dois anos, foram mais de dois mil acidentes no trecho com 84 mortes.
Em nota, a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) condenou a atitude do diretor-geral do Dnit e afirmou que a declaração dele é uma incitação a desobediência civil.
http://g1.globo.com/parana/noticia/2011/05/diretor-do-dnit-sugere-queimar-praca-de-pedagio-se-obra-da-br-277-nao-sair.html
BRASIL/INDUSTRIALIZAÇÃO [In:] UM RETORNO A INDÚSTRIA INFANTE ?
Desindustrialização no Brasil e suas causas
Autor(es): José Luis Oreiro, Cristiane Soares e Anderson Mutter |
Valor Econômico - 01/06/2011 |
Na literatura econômica o termo desindustrialização foi originalmente cunhado para denominar a perda relativa do emprego industrial nos países desenvolvidos verificada a partir da década de 1970. Mais recentemente, o conceito foi ampliado para indicar uma perda relativa tanto do emprego quanto do valor adicionado da indústria.Inicialmente, o processo de desindustrialização era visto como um fenômeno natural na dinâmica do desenvolvimento, pois à medida que os países aumentavam de forma consistente a sua renda per capita, a elasticidade renda da demanda por produtos industrializados se reduzia, o que levava a uma diminuição relativa da demanda por esses produtos. Além disso, o forte crescimento da produtividade no setor industrial, comparativamente aos demais setores, acarretaria uma queda nos preços relativos dos produtos manufaturados, levando assim a uma redução da participação do setor industrial no valor agregado e no emprego total. Atualmente, no entanto, sabe-se que a desindustrialização pode ser "precoce", ou seja, pode se iniciar num patamar de renda per capita inferior ao registrado nos países desenvolvidos quando os mesmos iniciaram o seu processo de desindustrialização; além do que pode ser causada por falhas de mercado como a "doença holandesa". A desindustrialização, especialmente quando precoce, tem efeitos negativos sobre o potencial de crescimento dos países. Isso porque a indústria é o motor de crescimento de longo prazo dessas economias haja vista que é o setor em que prevalecem as economias estáticas e dinâmicas de escala, em que os efeitos de encadeamento para frente e para trás na cadeia produtiva são mais fortes, em que ocorre a recepção e difusão do progresso tecnológico e a elasticidade renda das exportações é mais elevada. A análise da literatura brasileira recente sobre o tema da desindustrialização parece deixar pouca margem para a dúvida a respeito da ocorrência efetiva desse processo na economia Brasileira. Com efeito, uma vez aceita a definição ampliada de desindustrialização torna-se inquestionável que esse processo vem ocorrendo no Brasil, com maior ou menor intensidade, de forma linear ou não, desde o fim da década de 1980. O debate tem se concentrado mais sobre as causas desse processo e suas possíveis consequências sobre o crescimento de longo prazo, do que sobre a ocorrência histórica desse fenômeno. Dessa forma, no debate brasileiro recente sobre o tema podemos identificar duas hipóteses em disputa. A primeira hipótese estabelece que o processo de desindustrialização no Brasil não é natural, mas resulta, em larga medida, da política macroeconômica adotada nos últimos 20 anos, a qual tem mantido uma taxa de câmbio sobrevalorizada, afetando negativamente as exportações de manufaturados e induzindo um processo de substituição de produção doméstica por importações. A segunda hipótese estabelece que o processo de desindustrialização brasileiro é similar ao ocorrido nos países desenvolvidos sendo, portanto, um processo natural e independente da gestão da política macroeconômica. Os autores deste artigo realizaram recentemente um estudo sobre as causas do processo de desindustrialização da economia brasileira por intermédio de uma análise empírica dos determinantes desse processo no período compreendido entre 1996 e 2008. Para tanto, utilizamos a metodologia empregada por Rowthorn e Ramaswamy (1999) com o intuito de verificar se a perda relativa do emprego e do valor agregado na indústria pode ser explicada por fatores internos, como nos países desenvolvidos, ou por fatores externos como a globalização e a nova divisão internacional do trabalho. Algumas modificações foram introduzidas na metodologia em consideração para levar em conta, de um lado, a disponibilidade de estatísticas e, de outro, a influência de fatores como a apreciação cambial ao afetar direta e indiretamente o produto e emprego. Com base na metodologia dos determinantes diretos e indiretos da desindustrialização, observamos algumas similaridades com os resultados obtidos por Rowthorn e Ramaswamy. Para eles, os fatores internos, representados pelo crescimento mais rápido da produtividade na indústria e, consequentemente, pela queda dos preços relativos, explicam em larga medida a redução do emprego no setor. No caso brasileiro, também se verificou uma relação positiva entre o crescimento do produto e o aumento da produtividade do trabalho na indústria. Além disso, verificamos que o crescimento da produtividade gerou uma queda expressiva dos preços relativos, contribuindo assim para a redução relativa do valor adicionado e do emprego da indústria. Com relação aos efeitos das variáveis investimento e saldo comercial no produto e emprego relativos verificamos que ambas têm efeito positivo sobre as variáveis em consideração. Dessa forma, podemos afirmar que a queda da taxa de investimento e a deterioração do saldo da balança comercial a partir de meados da década de 1990 são causas importantes do processo de desindustrialização no Brasil, ambas relacionadas com a condução da política macroeconômica no período em questão. Ao analisarmos os efeitos indiretos do câmbio sobre o saldo da balança comercial como proporção do PIB e a taxa de investimento, constatamos que, para a primeira variável, a relação é positiva e, para a segunda, negativa. Dessa forma, a tendência a sobrevalorização da taxa de câmbio observada no período 1996-2008 contribuiu para desestimular o investimento e, consequentemente, a participação relativa do emprego e do valor adicionado pelo setor industrial na economia brasileira. A partir dos valores encontrados das elasticidades do produto e de emprego relativos com respeito à taxa real de câmbio, podemos constatar, contudo, que a desvalorização cambial teria maior efeito sobre o produto do que sobre o emprego. José Luis Oreiro é professor do departamento de Economia da Universidade de Brasília. E-mail: joreiro@unb.br Cristiane Soares é pós-graduanda em Economia da Universidade de Brasília. E-mail: csoares_rj@hotmail.com. Anderson Mutter é professor do departamento de Economia da Universidade Federal de Goiás. E-mail: mutterteixeira@yahoo.com.br |
(*) Anderson Mutter é Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Economia da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
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MINISTÉRIO DA ''EDUCASSÃO'' [In:] QUEM PAGA PARA NOS ''DESEDUCAR'' ??? (Parafraseando Cazuza)
31/05/2011 17h01 - Por: UOL Notícias 
31/05/2011 - 12h50 Críticas ao material didático não podem ser partidarizadas, diz Haddad no Senado
Da RedaçãoEm São Paulo
O ministro Fernando Haddad (Educação) "clamou" aos senadores para que o debate sobre material didático não siga a "clivagem partidária". O titular do MEC (Ministério da Educação) se apresentou na manhã desta terça-feira (31) na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado.
Haddad bate boca com senador da oposição e manda recado
Para ele, o "contexto precisa ser analisado" ao se referir à polêmica criada ao redor do livro de EJA (educação de Jovens e Adultos) que considerava corretas frases que não respeitavam a concordância da norma culta. Ou seja, pode-se dizer "Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado" e outras sentenças do tipo.
"Eu tenho uma lista com mais de 20 artigos de especialistas dizendo que o que se fala sobre o livro não é verdade", disse o ministro que citou, em especial um texto de Sergio Fausto, diretor do IFHC (Instituto Fernando Henrique). "Ninguém menos que o diretor executivo do IFHC teve a dignidade de publicar um artigo lúcido colocando pingos nos is", disse.
Os senadores questionaram o fato de um livro distribuído pelo MEC -- e pago com dinheiro público -- ensinar a falar errado. Pediram que o livro fosse recolhido, ao que o ministro respondeu ser impossível uma vez que a escolha do titulo passou por todos os trâmites do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático). O rito inclui a avaliação por comissões independentes.
Ler para debater
"Não posso fazer avaliação de um livro com base numa frase pinçada", afirmou o ministro aos senadores. Segundo ele, "foi bom deixar o debate decantar" e esperar o apoio dos especialistas. "O caso ganhou um clamor tão grande que foi preciso dizer que o livro atende aos PCN [Parâmetros Curriculares Nacionais] que nem são do governo Lula, mas do governo Fernando Henrique", disse.
O ministro atendeu quase 15 dias depois ao convite dos senadores. O convite incial era para discutir uma outra polêmica sobre livros aprovados pelo governo federal que criticariam a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e elogiariam o governo Lula. Na ocasião, integrantes da Comissão de Educação do Senado se recusaram a debater o assunto com os três representantes do MEC enviados no lugar do ministro. Os senadores ficaram irritados porque ele teria confirmado a presença. O ministro diz ter avisado que não poderia comparecer.
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PALOCCI [In:] O REI ESTÁ NÚ ?
Procuradoria define futuro de Palocci
PT descola-se da defesa de Palocci e PMDB quer dividir coordenação |
Autor(es): Raymundo Costa e Raquel Ulhôa | De Brasília |
Valor Econômico - 01/06/2011 |
Na expectativa do parecer da Procuradoria-Geral da República sobre a evolução atípica de seu patrimônio, cuja divulgação é prevista para amanhã, o ministro Antonio Palocci tenta se rearticular com PT e PMDB, os dois principais partidos de sustentação do governo no Congresso, para se manter na Casa Civil da Presidência. A menos que o procurador Roberto Gurgel apresente denúncia contra o ministro, o PMDB acredita em sua manutenção, mas espera mudanças no modelo de coordenação política. O partido reivindica "compartilhar a formulação" das políticas de governo.
Governo: Descoberta de que evolução patrimonial se deu durante a campanha afasta petistas de ministro Na expectativa do parecer da Procuradoria Geral da República sobre a evolução atípica de seu patrimônio, cuja divulgação é prevista para esta quinta-feira, o ministro Antonio Palocci tenta se rearticular com PT e PMDB, os dois principais partidos de sustentação política do governo no Congresso, para se manter no cargo de chefe da Casa Civil da Presidência da República. A menos que o procurador Roberto Gurgel apresente denúncia contra o ministro, o PMDB acredita na manutenção de Palocci, mas espera mudanças no modelo da coordenação política. O partido reivindica "compartilhar a formulação" das políticas de governo. A presidente Dilma Rousseff já conversou com a cúpula pemedebista e concordou que o atual modelo (coordenação dupla, da Casa Civil e do Ministério das Relações Institucionais) é de difícil administração. O PT era mais condescendente com o ministro da Casa Civil, quando a denúncia era de que Palocci aumentara seu patrimônio em 20 vezes, em quatro anos. Depois que se descobriu que metade disso ele ganhou quando já integrava a cúpula do comitê de campanha de Dilma Rousseff, o clima mudou: o que os líderes petista querem é que Palocci assuma publicamente a própria defesa e explique a origem de seu rápido enriquecimento. O governador da Bahia, Jaques Wagner, um aliado de Dilma, disse que os rendimentos de Antonio Palocci chamavam a atenção. A questão ética preocupa o PT, sobretudo no que se refere ao impacto da denúncia contra Palocci nas eleições, no próximo ano, para as prefeituras das capitais e grandes cidades. Em 2006, a questão ética afetou particularmente a eleição e a reeleição de deputados do partido, que até hoje consideram que foram punidos pelo eleitorado em virtude dos escândalos do mensalão (o suposto esquema de compra de votos no Congresso) e dos "aloprados", que ocorreu às vésperas da eleição (a compra, por petistas, de um suposto dossiê contra o candidato tucano a presidente José Serra). Além disso, Palocci enfrenta no PT o chamado "fogo amigo". Na cúpula do partido relaciona-se o vazamento das informações sobre a evolução patrimonial de Palocci com a denúncia de que Marina Mantega, filha do ministro da Fazenda, Guido Mantega, fazia lobby para empresas árabes junto ao governo. A mais de um amigo do PT Mantega responsabilizou Palocci pela notícia. Em sua passagem por Brasília, semana passada, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também fez críticas à articulação política do governo. O ex-presidente considerou inexplicável o afastamento do Palácio do Planalto de líderes petistas no Congresso, entre os quais alguns que sempre estão na linha de frente da defesa do governo. Citou especificamente a senadora Gleise Hoffmann (PR) e o senador Lindbergh Farias (RJ). Mas há outros descontentes, caso do senador e ex-governador do Piauí, Wellington Dias. No PMDB, o senador Eduardo Braga (AM) chegou a ser convidado para o Ministério da Previdência, cargo que recusou mesmo em detrimento da esposa, que é sua suplente. Mas hoje não consegue um interlocutor no governo nem para discutir assuntos relacionados com a Zona Franca de Manaus. No governo de Lula, a própria Dilma, na Casa Civil, e Palocci, na Fazenda, cuidavam de discussões dessa natureza. A bancada do PMDB fez um jantar segunda-feira para discutir a relação com o governo - falando em nome de Dilma, Palocci ameaçou o vice-presidente da República, Michel Temer, de demitir os ministros pemedebistas, caso o partido votasse contra a posição do governo no Código Florestal. Temer, o líder do governo Romero Jucá (RR), o líder da bancada no Senado, Renan Calheiros e o presidente da Casa, José Sarney, fizeram apelo para que os dissidentes do partido não assinem o requerimento de CPI para investigar Palocci até que o Ministério Público se manifeste sobre as explicações dadas por ele para sua evolução patrimonial. Luiz Henrique (SC) e Roberto Requião (PR) decidiram aguardar, mas Jarbas Vasconcellos (PE) - que não foi ao jantar - decidiu que assinaria logo. Ninguém pediu que ele esperasse. A cúpula do PMDB tem boa interlocução com o chefe da Casa Civil e trabalha para segurá-lo no cargo. O argumento é que é melhor um Palocci enfraquecido, do que ser substituído por alguém com quem a relação pode ser pior. O nome mais falado no PT é o do atual secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Antonio Palocci, depois de ameaçar o PMDB com a demissão dos ministros do partido, procurou o vice-presidente Michel Temer e pediu desculpas formais. Dilma hesita em afastar um aliado que se tornou incômodo. Na opinião da presidente, segundo interlocutores do PT, se demitir Palocci agora, com menos de seis meses de governo, ela ficaria na situação que Lula ficou quando teve de demitir José Dirceu da Casa Civil, em 2005. Dirceu sobreviveu ao escândalo Valdomiro Diniz - assessor acusado de pedir propinas a banqueiros do jogo do bicho - mas não resistiu ao escândalo do mensalão - e, na sequência, Lula teve de demitir outros auxiliares próximos. Na avaliação de PT e PMDB, o destino do Palocci está nas mãos do Gurgel. Se o procurador abrir a investigação, não haverá como segurar o ministro. Se ele considerar suficientes as explicações, os pemedebistas terão discurso para não assinar a CPI e levar adiante a reformulação na coordenação política sugerida por Dilma em conversas com os partidos. Há consenso de que não há como ter um coordenador político no Ministério das Relações Institucionais com um ministro da Casa Civil forte, como era o caso de Palocci. |
CÂMARA ''DOS'' DEPUTADOS [In:] BONDE DO ''PADINHO''... (Só os preparados...) *
BONDE DA ALEGRIA PARA ATENDER A DEPUTADOS
MANOBRA MULTIPLICA A LISTA DE APADRINHADOS |
Autor(es): » Izabelle Torres |
Correio Braziliense - 01/06/2011 |
Câmara federal cria mais 57 cargos comissionados a serem distribuídos entre os partidos. Os novos empregos, destinados a afilhados políticos dos parlamentares, vão custar R$ 3,6 milhões por ano aos cofres públicos.
Resolução da Mesa Diretora da Câmara prevê criação de 57 cargos de confiança para distribuir entre as legendas
A Câmara achou a saída para resolver a guerra dos partidos por uma fatia maior de vagas de livre preenchimento para abrigarem afilhados políticos. Um projeto de resolução aprovado na semana passada pela Mesa Diretora inventa 57 postos para distribuir entre as legendas e consegue a façanha de não reduzir os Cargos de Natureza Especial (CNEs) nem das lideranças que encolheram na última eleição. Para isso, vai extinguir a norma interna que estabeleceu relação direta entre os tamanhos das bancadas e a quantidade de servidores de confiança. Na justificativa da proposta, o comando da Câmara afirma que, após as eleições de 2010 e o início da nova legislatura se constatou “deficiência no número de assessores políticos à disposição da Casa e de seus titulares”. Hoje, as excelências têm disponíveis 1.168 cargos de confiança, que geram despesa anual de R$ 95 milhões aos cofres públicos. A proposta vai representar um “incremento financeiro” de R$ 3,6 milhões, para o qual não há orçamento previsto este ano. A saída para fechar a conta foi propor a extinção — pelo menos por ora — de vagas disponíveis aos setores técnicos da administração e cortar funções comissionadas que eram concedidas a funcionários de carreira. Nos bastidores, a ideia é que no próximo ano as novas vagas sejam incorporadas ao orçamento e as funções extintas voltem a existir. |
(*) SÓ AS CACHORRAS. Bonde do Tigrão.
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