A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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quarta-feira, março 06, 2013
XÔ! ESTRESSE [In:] VENEZUELA EM LUTO; O BRASIL NÃO! (''Luto oficial'' é luto protocolar)
EDUCAÇÃO [In:] ''A GENTE NEM SABEMOS ESCOVAR OS DENTE'' (Ultraje a Rigor)
Desempenho dos alunos do ensino médio ficou abaixo do nível adequado, revela pesquisa
Só 10,3% dos jovens brasileiros têm aprendizado adequado à sua série em matemática
''ROYALTIES'': A LAVAR AS MÃOS
Dilma diz que decisão sobre royalties ‘agora está com o Congresso’
Votação do veto da presidente ao modelo de distribuição dos royalties do petróleo acontece hoje à noite
ELEIÇÕES 2014: ''... ESPERANDO, PARADA, PREGADA NA PEDRA DO PORTO'' (Chico Buarque)
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Dilma convoca Eduardo para reunião em Brasília
Por Murillo Camarotto | Do Recife
Em meio ao clima de antecipação da eleição presidencial do ano que vem, a presidente da República, Dilma Rousseff, convocou o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), para uma reunião prevista hoje em Brasília, mas que pode ser adiada em função da morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
Eduardo deve expor à presidente sua insatisfação com a Medida Provisória 595, que trata da nova regulamentação dos portos no país. O governador está preocupado com o impacto da MP sobre o funcionamento do Porto de Suape, no litoral Sul de Pernambuco.
Principal vitrine da expansão da economia pernambucana nos últimos anos, Suape estaria, segundo Eduardo, sob risco de perda de eficiência. Com a MP, o governo estadual perde a autonomia para definir e licitar a distribuição territorial do porto.
Como a insatisfação com a medida não é restrita a Pernambuco, Eduardo aproveita a chance de capitalizar politicamente com a questão. Na segunda-feira, por exemplo, ele recebeu apoio da Força Sindical para defender a revisão do texto da MP dos Portos.
Eduardo Campos trabalha para viabilizar sua candidatura ao Planalto no ano que vem, mas já percebe uma espécie de "contra-ataque" do governo federal sobre seus planos.
Ciente da necessidade de atrair outros partidos para sua seara, Eduardo chegou a flertar com PDT e PR. Atento às movimentações, o Palácio do Planalto deverá reforçar a participação dessas duas legendas na Esplanada dos Ministérios.
Aliados de Eduardo veem uma "reação desproporcional" por parte do governo e entendem que o contra-ataque só reforça a tese de que o pernambucano preocupa, e muito, o PT, que quer a reeleição de Dilma. Até mais do que o tucano Aécio Neves.
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FORÇA SINDICAL [In:] ''PIER'' 595
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Força Sindical reedita ameaças
Por Rafael Bitencourt e André Borges | De Brasília
O deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, disse ontem que os trabalhadores portuários contam com representatividade suficiente para derrubar o governo em votação dentro da Comissão Mista que trata da Medida Provisória 595/2012, a chamada MP dos Portos.
Embora a categoria não tenha o mesmo entusiasmo para enfrentar o governo em eventual votação nos plenários da Câmara e do Senado, Paulinho ressalta que as entidades sindicais não hesitarão em promover novas paralisações no âmbito nacional como forma de exercer pressão e garantir os diretos trabalhistas a partir do novo marco do setor portuário.
Paulinho da Força disse ontem, após a audiência pública da Comissão Mista, que os trabalhadores voltarão a fazer novas plenárias na próxima semana para decidir sobre a necessidade de novas paralisações nacionais. "Ainda estamos no início dos debates, mas se o governo não ceder, vamos partir para novas paralisações de 12 horas", afirmou o parlamentar, que preside a Força Sindical.
O deputado disse ainda que existem quatro pontos críticos que os trabalhadores não vão abrir mão: não será admitido acabar com o Órgão Gestor de Mão de Obra Avulsa (Ogmo), tanto nos portos privados como públicos; será exigida isonomia de custos praticados nas modalidades de portos públicos e privados; a autonomia dos Estados nos portos; e a preservação das atuais guardas portuárias.
A MP dos Portos levou parlamentares pró e contra o texto a elevarem o tom das discussões ontem, durante audiência pública realizada no Senado.
Defensora da MP, a senadora Kátia Abreu (PSD-TO), disse que o assunto tem sido tratado "de forma demagógica" pela ala trabalhista do setor.
"Querem transferir para os novos portos um sistema velho, que todos nós sabemos que não é competitivo", comentou Kátia após o fim da audiência.
"Não vão me intimidar. Vou até as últimas consequências nesse assunto, de forma democrática, para defender o que acredito. Estão querendo nivelar o Brasil por baixo."
Na semana passada, Kátia Abreu, que é presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), lançou a campanha "Zarpa Brasil! + Competitividade", que reúne o setor produtivo empresarial para defender a aprovação da MP 595, que abre o sistema portuário ao capital privado.
Ontem, a senadora quase chegou a ter sua fala interrompida por representantes de trabalhadores portuários durante sua exposição no Senado.
O senador Eduardo Braga (PMDB-AM), relator da MP, minimizou os conflitos e disse que todas as opiniões precisam ser ouvidas.
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ELEIÇÕES 2014: O DIABO NA TERRA DO SOL (A CARAVANA 666)
VENEZUELA/ELEIÇÕES: A SORTE ESTÁ LANÇADA. FAÇAM SUAS APOSTAS!
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Morte de Chávez abre corrida política
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, morreu ontem em um hospital de Caracas após travar batalha de 20 meses contra um câncer. O anúncio foi feito pelo vice-presidente, Nicolás Maduro, em discurso na televisão. Após a notícia, os chefes das Forças Armadas também foram à TV para garantir lealdade a Maduro, apontado pelo próprio Chávez como seu sucessor. O presidente regressou de Havana, onde se submeteu à última de quatro cirurgias, há duas semanas, e não era visto em público desde 10 de dezembro
Morte abre disputa pelo poder na Venezuela
Por Fabio Murakawa | De São Paulo
A morte do presidente Hugo Chávez ontem em Caracas deu início à corrida pela sua sucessão na Venezuela.
Segundo analistas, a princípio essa disputa será travada apenas entre seus seguidores e a oposição venezuelana.
Mas, no médio prazo, o vice-presidente Nicolás Maduro - escolhido por Chávez para ser seu sucessor - pode ter problemas para manter a unidade em torno de sua figura.
Pela Constituição, com a morte do governante, o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, tem até 30 dias para marcar uma data para novas eleições.
A oposição, derrotada pelo chavismo tanto no pleito presidencial de outubro quanto nas eleições para governadores, em dezembro, vem sinalizando desde o início do ano que mais uma vez apresentará um candidato único para concorrer à Presidência.
Ainda não há consenso, mas o nome mais forte continua sendo o do governador de Miranda, Henrique Capriles.
Ele obteve cerca de 45% dos votos na eleição para presidente, contra 55% de Chávez, e foi um dos três governadores de oposição eleitos em janeiro, contra 23 governistas.
Ontem, Capriles pediu unidade à Venezuela e expressou sua "solidariedade a todos os familiares e seguidores do presidente".
Do lado chavista, a questão foi resolvida pelo próprio Chávez. Antes de embarcar para tratamento em Cuba em 10 de dezembro, ele anunciou que, se por qualquer motivo, se visse impedido de retornar à Presidência, seu sucessor seria Maduro. "No curto prazo, a comoção gerada pela morte de Chávez certamente vai gerar uma unidade", diz Luiz Pinto, pesquisador do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Columbia. "Uma vez ganhas as eleições, a situação fica mais complicada, e algumas divisões dentro do chavismo podem ser expostas."
Segundo ele, há uma disputa de poder entre lideranças chavistas que têm ascendência sobre algumas instituições, como as Forças Armadas e a estatal de petróleo PDVSA - responsável por 95% das exportações do país.
Além de Maduro e Cabello, vinham sendo apontados como possíveis sucessores de Chávez o presidente da PDVSA, Rafael Ramírez, o irmão do presidente morto e governador do Estado de Barinas, Adán, e o atual ministro das Relações Exteriores, Elías Jaua. Até o momento, no entanto, as maiores lideranças do chavismo têm se mostrado coesas.
Para Héctor Briceño, professor do Centro de Estudos de Desenvolvimento da Universidade Central da Venezuela, o discurso de Maduro - em que disparou contra o "imperialismo americano" e a "oposição burguesa" - momentos antes de ele próprio anunciar a morte de Chávez foi um chamado à união do chavismo em torno de sua figura. "O discurso foi moldado para preparar esses setores para uma notícia mais forte sobre a saúde do presidente", disse Briceño ao Valor cerca de dez minutos antes do anúncio da morte do líder bolivariano.
Segundo ele, até o momento não houve nenhum sinal importante de ruptura dentro do chavismo, apesar de rumores de que setores das Forças Armadas estavam insatisfeitos com o "vazio constitucional" que se havia criado com o afastamento do presidente.
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SAÚDE PÚBLICA: ENTRE ''JUJUBAS'' E ''TORRONES'' DE AÇÚCAR MASCAVO
Chávez, agora morto, foi vítima, isto sim, da própria farsa. E o que não teve tempo de aprender com Lula
“Eles (*) acham que um metalúrgico não pode ter hospital de rico. Mas eu quer dizer que, nestepaiz, um dia, todo mundo vai se tratar no Sírio-Libanês. E vai ser tudo pelo SUS. Eu acho de que (!) as elites brasileiras precisam aprender que o trabalhador tem direito também a essas máquinas caras…. “
Texto modificado às 19h41 desta terça. Tinha sido escrito minutos antes do anúncio oficial da morte do ditador. Só atualizei os tempos verbais. O texto já dava o ditador como morto.
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CUBA/SOCIALISMO: ''THE DAY AFTER'' (II)
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Cuba perde seu maior parceiro desde a URSS
Venezuela exporta por dia até 115 mil barris de petróleo subsidiado para a ilha, que teme uma crise como a do fim da Guerra Fria.
Guilherme Russo
A Venezuela é a maior parceira de Cuba, com laços socioeconômicos que incluem a venda facilitada para a ilha de até 115 mil barris de petróleo por dia em troca de colaboração nas áreas de saúde pública, pesquisa e esporte.
Desde 1999, quando Hugo Chávez assumiu a presidência, Caracas tem substituído a ajuda que uma vez a União Soviética proveu ao regime castrista, após o governo cubano alinhar-se ao Kremlin, em 1961.
Estima-se que o chavismo gaste uma média de US$ 3,5 bilhões anualmente em Cuba.
Em 2010, segundo dados oficiais de Havana, o comércio entre os países movimentou US$6 bilhões, com a balança comercial favorável a Caracas, que exportou US$ 4,3 bilhões para Cuba e comprou da ilha US$ 1,7 milhão.
Em 2012, os países anunciaram uma cooperação na ordem de US$ 1,6 bilhão, que incluiu 47 projetos em áreas como educação, agricultura, saúde e esporte - além de financiamento para empresas binacionais.
Analistas costumam dividir opiniões sobre o futuro de Cuba sem o chavismo para subsidiar o socialismo instaurado por Fidel Castro.
Para alguns, sem a ajuda da Venezuela, os cubanos passariam por um novo "período especial" - eufemismo usado para denominar a profunda recessão provocada pela ausência da ajuda soviética, que fez desaparecer 85% da receita externa cubana na década de-90 e piorou significativamente o padrão de vida da população da ilha. Sem o dinheiro de Moscou, o Produto Interno Bruto (PIB) de Cuba caiu 38% entre 1990 e 1993.
Entre 2005 e 2010, o chavismo gastou pelo menos US$ 34 bilhões com Havana. "A centralização do poder que Chávez exerceu em seu país faz com que sua morte represente um perigo muito grande para Cuba", diz o economista Oscar Espinosa Chepe, que integrou o Partido Comunista Cubano por quase 20 anos, antes de passar para a dissidência.
"A ausência da ajuda de Caracas levará a situação social de Cuba a um estado de caos."
Espinosa explica que "a ajuda da Venezuela é fundamental" para a manutenção do socialismo cubano.
"Até a década de 90, ainda tínhamos a indústria açucareira, mas até isso se perdeu. Agora, somos uma economia totalmente parasitária."
Em outubro de 2000, os governos de Caracas e Havana firmaram o chamado Convênio Integral de Cooperação, que, num primeiro momento, determinou a exportação de 53 mil barris de petróleo por dia da Venezuela para Cuba com o pagamento facilitado.
Em 2005, o número de barris importados por Cuba diariamente foi para 90 mil.
A contrapartida do regime castrista veio na forma do envio de 40 mil médicos para os programas de saúde pública chavistas.
Cuba ainda oferece agentes de segurança ao chavismo, que cuidam das autoridades mais importantes do governo de Caracas, além de colaborar com as Forças Armadas venezuelanas, principalmente no setor de inteligência do regime.
Em dezembro de 2004, Hugo Chávez e Fidel Castro assinaram uma declaração conjunta contra o neoliberalismo, que os líderes qualificaram como "um mecanismo para aumentar a dependência e a dominação estrangeira".
"A Venezuela constitui hoje para Cuba o que a União Soviética foi por muitos anos. Mas, se a ajuda (de Caracas) cessar neste momento, as consequências serão muito piores, pois a infraestrutura cubana esta em piores condições agora", diz Espinosa.
O economista afirma que "a indústria de Cuba está produzindo, em termos de volume, menos da metade do que produzia em 1989". "O transporte também está em colapso. A agricultura importa 80% dos alimentos."
Diante de uma eventual retirada da ajuda venezuelana, Espinosa alerta para uma possível repetição da crise energética ocorrida durante o período especial, quando, além da escassez de produtos básicos, os cubanos enfrentavam apagões de até 16 horas diariamente. "Como Cuba poderia pagar preços do mercado internacional pelos 100 mil barris de petróleos diários (que importa da Venezuela)?", questiona, explicando que o combustível serve às usinas termoelétricas e aos geradores menores que produzem energia para os cubanos.
Capitalismo.
Outros especialistas consideram que a ausência dos subsídios de Caracas estimularia o presidente Raúl Castro a aprofundar as reformas que ele tem aplicado em seu país desde 2010, com a intenção de "modernizar" a economia e a sociedade cubanas para aproximá-las do livre mercado.
"Várias outras nações pretendem investir ou ampliar seus investimentos em Cuba. O governo (de Havana) terá de acelerar as medidas de abertura se à Venezuela retirar a sua ajuda. Se o regime cubano der garantias aos investidores de que não voltará atrás nessas mudanças, o país poderá até obter um crescimento econômico real", diz o economista venezuelano Robert Bottome.
O analista afirma, porém, que no curto prazo nenhuma alteração radical na relação entre os países deverá ocorrer, pois, antes de partir para sua última cirurgia contra o câncer em Havana, Chávez indicou Nicolás Maduro para suceder-lhe.
"O presidente conclamou o povo a votar em seu sucessor", diz Bottome, afirmando que a popularidade do chavismo garantirá sua manutenção mesmo diante da ausência do líder bolivariano.
No entanto, segundo o especialista, mesmo que Maduro seja eleito presidente, no longo prazo, a Venezuela não deverá conseguir manter sua ajuda a Cuba, pois tende a enfrentar uma grave recessão.
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VENEZUELA/DEMOCRACIA. ''THE DAY AFTER''
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MENSALÃO. A RAIZ SE FEZ ÁRVORE FRONDOSA; DEU FRUTOS E SOMBRA
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A raiz do mensalão é malufista
:: Genival Tourinho
Não foi o PT nem o PSDB que criou o mensalão, foi o deputado Paulo Maluf.
Esta teoria está registrada no livro que recém publiquei "Baioneta calada e baioneta falada", onde relato as minhas memórias sobre o período em que exerci dois mandatos de deputado federal (1984-1992), tendo perdido meus direitos políticos no regime militar pela Lei de Segurança Nacional por ter denunciado a Operação Cristal (na qual militares realizavam atentados para acusar a esquerda). O STF aceitou, em julgamento secreto, denúncia contra mim feita a pedido do ministro do exército.
Essa história do mensalão nasceu há muitos anos, engendrada pelo então governador de São Paulo, Paulo Maluf, tendo sido praticada pela primeira vez contra a candidatura de Djalma Marinho, que, derrotado para o Senado em 1974, voltaria em 1978 como deputado federal. E tão marcante foi sua atuação na Câmara que ele foi candidato a presidente da Casa, com apoio de parte da Arena e praticamente de todo o MDB. Contra ele foi lançada a candidatura do gaúcho Nelson Marchezan, figura de menor expressão, mas em cujo nome Maluf era altamente interessado.
Tínhamos Djalma Marinho como candidato eleito da Câmara dos Deputados.
Era o nome que toda a oposição iria sufragar, e a parte boa da Arena. Era bem conceituado, muito ligado a Tancredo Neves, a Ulysses Guimarães, Franco Montoro. Então articulamos um esquema para ele, candidato da Arena, ser apoiado por nós, para forçar sua eleição.
Corria um boato de que quem se comprometesse a votar em Marchezan teria direito a um empréstimo de 10 milhões de cruzeiros (moeda na época) no Banco do Estado de São Paulo, onde o dinheiro permaneceria depositado à módica taxa de juros, para a época, de 2,5%. O próprio banco, por intermédio de sua financeira, pagaria a taxa de 5% aos tomadores do empréstimo. Com essa manobra, o deputado que votasse no gaúcho receberia uma diferença equivalente a, praticamente, um novo salário. Na ocasião, um deputado federal ganhava cerca de 30 milhões de cruzeiros e com este mensalão passaria a ganhar mais 25 milhões de cruzeiros.
Eu tinha um primo que era gerente de uma das agências daquele banco.
Dada a delicadeza da situação, evitando falar por telefone, escrevi pedindo-lhe que me fornecesse extraoficialmente a relação dos deputados mineiros que tinham feito essa operação. Comentava-se na Câmara, inclusive entre nós do MDB que cinco dos nossos a teriam feito. Do pessoal da Arena, quase 95%. Recebi desse meu parente, cujo nome prefiro não revelar, datilografada em papel sem timbre, a relação com os nomes da bancada mineira que tinham feito a operação. Fui ao Tancredo e mostrei a ele. Não cinco, mas quatro dos nossos haviam aderido.
Quando Tancredo viu os nomes, preocupado, disse: "Olha, você está na obrigação de procurar o Djalma Marinho e entregar essa relação a ele. Ele tem um carinho paternal por você, ninguém mais indicado para levar-lhe a noticia, que é a prova de que ele está derrotado, pois, se na bancada de Minas acontece isto, imagina o que não está ocorrendo nas bancadas de outros estados."
Há que se notar que naquela ocasião o comportamento da bancada mineira era apontado como exemplar. Procurei Djalma Marinho e expliquei-lhe a situação. Quando passei a relação, ele me falou, em amargurado desabafo: "Se for verdade isso que você me entrega, estou batido na minha disputa pela presidência da Câmara. Até cinco minutos atrás, achava estar com a eleição garantida."
Ao que refutei: "Se for verdade, não. Obtive esses dados de um parente em quem tenho confiança. Ele é funcionário do banco e me atendeu com todos os cuidados para se proteger. O senhor não tenha dúvida, seu concorrente será vencedor." Então ele, analisando um a um, ia comentando: "Fulano, que coisa, hein! Sicrano, que falta de caráter!"
Quarenta e oito horas depois, o resultado mostrou uma fragorosa derrota de Djalma Marinho, consequência do esquema montado por Maluf, ainda hoje influente na política, já que o vemos abraçado ao ex-presidente Lula, circulando por todo o Brasil, pois ele só não pode sair do País, que botam a mão nele como fizeram com o Salvatore Cacciola.
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ELEIÇÕES 2014. PROMESSAS DE CAMPANHA
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A agricultores, Dilma promete acelerar reforma agrária, 'com terras de qualidade'
"Nunca prometo o que não faço", diz presidente em evento da Contag
BRASÍLIA A presidente Dilma Rousseff prometeu ontem à noite, no congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), acelerar o processo de reforma agrária e distribuir terras de qualidade para que o assentados possam produzir. Sob aplausos, a presidente disse ainda que os assentados serão cadastrados para ter acesso aos programas sociais do governo como Bolsa Família, Água para Todos, Luz para Todos e Minha Casa Minha Vida.
- Nunca prometo o que não faço - afirmou a presidente. -Vou acelerar a reforma agrária, mas com terra de qualidade.
No último domingo, O GLOBO revelou que o Bolsa Família sustenta um em cada três assentados, que não conseguem viver da produção dos lotes distribuídos pelo governo. Segundo dados do governo, 339 mil famílias assentadas recebem o Bolsa Família e outras 126 mil recebem outros benefícios do governo.
R$ 18 bilhões para safra
A presidente disse que o governo, além de distribuir terras, vai oferecer programas de assistência técnica e de aquisição da produção da agricultura familiar para desenvolver o setor. Dilma afirmou que não quer mais ouvir da ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, presente no evento, que o nível de miséria no campo é alto. Repetiu que não faltará dinheiro para a agricultura familiar - o governo destinou R$ 18 bilhões para a safra 2012/2013.
- Esse é o dinheiro mais bem empregado - afirmou a presidente, argumentando que 70% dos alimentos na mesa dos brasileiros são produzidos pela agricultura familiar.
A presidente, que discursou por 62 minutos, prometeu ampliar o crédito para a agricultura familiar. Disse que será criada uma agência para esse fim, mas não deu prazo nem detalhes do órgão. Ela destacou dois programas de incentivo à agricultura familiar: o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Plano Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
- Onde houve apoio efetivo, a agricultura se superou - disse a presidente, acrescentando que os trabalhadores rurais precisam ter garantia de que sua produção terá mercado.
Dilma disse que o governo vai oferecer aos trabalhadores rurais educação e creche, além de apoiar o combate à violência no campo e a luta por melhores condições de vida.
No discurso, ela respondeu a críticas de que os programas sociais do governo são assistencialistas e distribuem esmola:
- Isso não é igual a bolsa esmola, isso é um direito do povo brasileiro.
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