A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
***************************************************
“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
----
''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
=========valor ...ria...nine
folha gmail df1lkrha
***
sexta-feira, abril 05, 2013
''COM AÇÚCAR E COM AFETO..." (Chico Buarque)
![]() | 05/04/2013 |
![]() |
Copersucar é líder global em açúcar
O Brasil é o maior supridor global de açúcar desde 1995, quando desbancou a União Europeia e a Austrália. Mas esse negócio sempre foi liderado por tradings multinacionais, tendo à frente a americana Cargill. Na safra atual, encerrada em 31 de março, a relação de forças mudou. A Copersucar, trading brasileira que já havia se tornado a primeira em etanol ao comprar a americana EcoEnergy no ano passado, assumiu a liderança mundial na comercialização de açúcar, com a venda de 8 milhões de toneladas. A Cargill, em segundo lugar, movimentou 7 milhões de toneladas.
Copersucar se torna líder global em açúcar
Por Fabiana Batista | De São Paulo
O Brasil é o maior fornecedor global de açúcar desde 1995, quando desbancou União Europeia e Austrália nas exportações da commodity. Esse negócio sempre foi liderado por tradings multinacionais, e há pelo menos dez anos a americana Cargill é quem dava as cartas. Na última safra (2012/13), encerrada em 31 de março, as forças mudaram. A brasileira Copersucar assumiu a dianteira desse mercado, em consequência de sua própria estratégia agressiva de expansão e também da decisão da Cargill de recuar nessa frente, ao menos temporariamente.
A Copersucar, que no fim do ano passado já havia se tornado a maior trading de etanol do mundo, ao comprar o controle da empresa americana EcoEnergy, comercializou 8 milhões de toneladas de açúcar na temporada encerrada em 31 de março, cerca de 1 milhão a mais que no ciclo anterior. Já a movimentação da Cargill, que chegou a 9 milhões de toneladas em 2011/12, caiu para cerca de 7 milhões de toneladas, segundo fontes de mercado. As mesmas fontes dizem que a decisão da múlti de recuar foi tomada após perdas registradas na operação.
"As equipes da empresa estão muito desfalcadas, tanto no Brasil como em Genebra [Suíça], onde fica o comando dessa área", disse um trader ao Valor. Em nota, a Cargill informou que sua estratégia está direcionada a negócios de maior rentabilidade, com foco em margem, e não apenas em volume comercializado. A companhia afirmou que segue líder em açúcar, mas não revelou os volumes movimentados.
Conforme fontes da área, a estratégia da Cargill mudou após a queda de 56% em seu lucro líquido no exercício 2012, que começou em junho de 2011 e terminou em maio do ano passado. Pesaram nesse resultado negativo perdas em açúcar e algodão. Essa teria sido a razão da saída do executivo líder da área de açúcar da múlti, Jonathan Drake, que estava há 26 anos na companhia.
Com Drake, saíram quase todos os "executivos-chave" da operação. "Quase todo o comando mudou. Na Suíça, tomaram a frente os traders de grãos. No Brasil, também houve uma debandada e o líder foi para uma concorrente", afirma uma fonte. No auge, a americana chegou a movimentar globalmente 12 milhões de toneladas. Apesar de ter operações com diversas commodities em todo o mundo, a Cargill origina no Brasil cerca de 70% do açúcar que movimenta. Estima-se que 30% do volume da empresa vem de entregas na bolsa - com a liquidação física de suas posições compradas.
Outra questão que pesou é a própria mudança do mercado brasileiro de produção e comercialização de açúcar: tradings viraram usinas e usinas se fortaleceram na venda direta ao destino. Estima-se que, só com a estratégia mais agressiva das concorrentes Louis Dreyfus Commodities e Bunge na compra de usinas de cana no Brasil - entre 2009 e 2010 - a Cargill tenha perdido "usinas-clientes" que lhe vendiam 1 milhão de toneladas de açúcar.
Além disso, a empresa perdeu espaço portuário. Ficou com metade da operação que tinha no Terminal de Açúcar do Guarujá (Teag) depois que a Dreyfus comprou a Santelisa Vale e levou junto a parte da trading Crystalsev no terminal. "Quando a sociedade no Teag era com a Crystalsev, quem operava era a Cargill. Com a entrada da Dreyfus, a americana ficou só com 2 milhões de toneladas de capacidade", diz outro trader.
O apetite menor da Cargill, cuja receita global total alcança US$ 133 bilhões, coincidiu com a maior agressividade da Copersucar, que deverá faturar R$ 16 bilhões na safra 2012/13. Nas últimas três safras, a brasileira expandiu sua originação de açúcar no Brasil de 5,2 milhões de toneladas (2009/10) para 8 milhões de toneladas (2012/11), com a produção garantida de suas sócias, que respondem por mais 85% do total.
A empresa ampliou a capacidade de seu terminal portuário de 5 milhões para 7,5 milhões de toneladas e criou uma companhia de afretamento marítimo com a maior refinaria do mundo, a Al Khaleej Sugar (AKS), que lhe trouxe a vantagem logística que faltava. Também abriu recentemente uma subsidiária na China para ganhar mercado na Ásia, em compras e vendas de açúcar. "Temos um modelo de negócio com foco em açúcar bruto e que integra toda a cadeia, desde a produção, a logística e o destino", diz o presidente da Copersucar Paulo Roberto de Souza.
Os concorrentes reclamam que a brasileira tem uma estratégia agressiva de descontos aos clientes, sobretudo do VVHP, um açúcar bruto de maior qualidade e que hoje responde por um terço do volume exportado pela empresa. Mas a Souza rebate dizendo que a Copersucar está crescendo sem destruir margem. "Por estarmos em toda a cadeia, temos vantagens operacionais que os concorrentes não têm", explica.
Do total de 8 milhões de toneladas originadas em 2012/13 pela Copersucar, 6 milhões de toneladas foram embarcados ao exterior e 2 milhões, foram vendidos no mercado interno. Em 2013/14, a empresa pretende elevar seu volume total de açúcar para 9 milhões de toneladas. A Copersucar vende para as 12 maiores refinarias de açúcar do mundo sendo que, em algumas, é responsável por 60% a 70% do suprimento da commodity.
-----------
|
INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA: O IPI COMO ''MÃO ÚNICA''
![]() | |
![]() | 05/04/2013 |
![]() |
Montadoras dependem do anabolizante tributário
A indústria automobilística mostrou resultados expressivos em março e espera um crescimento da produção de 4,5% em 2013, segundo o presidente da associação das montadoras (Anfavea), Cledorvino Belini. O que está em questão é se o quarto maior mercado do setor no mundo precisa de estímulos tributários para continuar produzindo, vendendo seus produtos e abarrotando o sistema viário.
Os números de março, distribuídos ontem pela Anfavea, são indicativos de uma distorção. A produção aumentou 39,2%, em relação a fevereiro, e 3,4%, em relação a março de 2012, mas os licenciamentos (ou seja, as vendas para os consumidores finais) evoluíram bem menos (respectivamente, +20,8% e -5,5%).
O resultado foi um aumento dos estoques nas montadoras e concessionárias, que passaram de 310,3 mil veículos, em fevereiro, para 330,5 mil, em março. Isso se explica por que, enquanto havia dúvida sobre a alíquota de IPI (que deveria aumentar), a indústria produziu mais. Mas no final do mês, quando já se prenunciava a prorrogação da redução do IPI (anunciada pelo ministro da Fazenda dia 30/3), consumidores adiaram a decisão de compra. A Anfavea admitiu que esperava um comportamento melhor das vendas de veículos em março. A entidade parecia prever que a regra do IPI fosse mantida.
Os argumentos do governo para manter os privilégios tributários são o peso do setor automobilístico na produção industrial e a geração de empregos. Entre fevereiro e março houve um pequeno recuo no número de empregados nas montadoras, de 152 mil para 151,9 mil, mas, em relação a março de 2012, esse número aumentou 4,8%. O benefício do IPI de fato fortalece o emprego nas montadoras. Os empregados do setor conquistaram situação de privilégio em relação aos das indústrias que não recebem incentivos fiscais.
O comportamento do mercado automotivo sugere a existência de outras distorções. Por exemplo, na comparação entre os meses de março de 2013 e 2012, houve uma queda de 26,9% na produção de motocicletas, segundo a entidade dos fabricantes (Abraciclo). A retração foi de 25,1% entre os primeiros trimestres do ano passado e deste ano.
Mais do que flutuações mensais do mercado de veículos leves, o aumento das vendas internas no atacado de máquinas agrícolas e automotrizes - de 18% entre fevereiro e março e de 29,6% entre os primeiros trimestres de 2012 e 2013 - é um fato positivo, indicando a disposição de investir.
----------
|
VIDAS SECAS
![]() | 05/04/2013 |
![]() |
Seca denuncia incompetência desde a monarquia
Diante dos chamados fenômenos climáticos extremos, já ficou entendido que, se é impossível evitá-los, o melhor a fazer é tomar medidas de precaução. É óbvio, mas não se aplica às secas no Nordeste. Mesmo que o conhecimento humano na meteorologia tenha avançado bastante, e seja possível fazer previsões com grande antecedência, a cíclica falta de chuvas na região parece sempre apanhar governos de surpresa. Deve-se reconhecer que a atual seca, considerada a pior dos últimos 50 anos, demonstra grande poder de destruição de plantações e rebanhos. Mas ela já constava há tempos dos mapas de previsão dos especialistas. Não surpreende que o aparato burocrático criado para tratar de questões como esta se mostre lento, incapaz de formular e executar projetos no ritmo exigido pelos problemas. É uma característica do Estado. E quando formula, não executa. O exemplo gritante é o projeto de transposição de águas do Rio São Francisco para irrigar o agreste. Discutido já na monarquia, na corte de D. Pedro II, o empreendimento sempre foi centro de intenso conflito político regional, até que, no segundo governo Lula, com Ciro Gomes no Ministério da Integração Nacional, o que estava nas pranchetas começou a se tornar realidade. Não por muito tempo. Mesmo com a participação de destacamentos de engenharia do Exército, frentes de trabalho foram paralisadas por falta de pagamento. Canais já construídos se deterioraram. Perda de tempo e dinheiro. Em Brasília, gosta-se muito de falar em "obras estruturantes". Pois esta é uma, e não recebeu a prioridade merecida. Venceu a tradição de se gastar mais na atenuação dos efeitos da seca - carros-pipa, Bolsa Estiagem etc. - do que em projetos de largo alcance. (Também é assim na Serra Fluminense.) Levantamento da ONG Contas Abertas constatou que, no ano passado, o programa Oferta de Água, do qual constam a construção de barragens, adutoras e a transposição do São Francisco, aparecia no Orçamento com uma dotação de R$ 3,4 bilhões. Porém, foi empenhado apenas R$ 1,9 bilhão, e gastos, de fato, R$ 406,9 milhões. Quer dizer, obras para reter e transportar água no atacado ficam em segundo plano, enquanto o varejo dos carros-pipa deslocados para encher cisternas de quintal, entre outras ações fáceis de serem capitalizadas pelo coronelismo político, leva a parte do leão do dinheiro público. A esta altura, não resta mesmo muito mais a fazer além de assistir as pessoas. Mas esta seca deveria servir de marco zero no enfrentamento da questão. Já existe conhecimento suficiente para se formular um programa sério, com metas de curto, médio e longo prazos, para enfrentar a seca. Teria, porém, de ser um projeto de Estado, não só de governos.
-------------
|
QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
|
Equipe econômica negocia com empresas do setor um aumento menor em maio, em troca da redução de tributos de equipamentos hospitalares. Após subir 90%, tomate poderá ter alíquota de importação diminuída.
Depois de desonerar a cesta básica e prorrogar o IPI reduzido para carros, o governo mira agora os planos de saúde para tentar segurar a inflação. Como eles serão reajustados no mês que vem, a equipe econômica está preocupada com o impacto nos preços e negocia um aumento menor, em troca de desonerações. Entre as opções, está o corte de impostos de equipamentos hospitalares. Em 2012, o reajuste dos planos chegou a 7,93%. Outra preocupação é a disparada dos preços do tomate: 90% em 12 meses.
Remédio aumenta até 6,31%
O governo autorizou reajustes de 2,7% a 6,31% nos remédios com preço controlado. Antes do aval do Ministério da Saúde, distribuidoras já haviam repassado a alta. (Págs. 1 e 23)
O governo sul-coreano confirmou ontem que a Coreia do Norte transportou para a costa leste um míssil de “alcance considerável”, mas sem capacidade de atingir a Ilha de Guam, território americano no Pacífico ameaçado por Pyongyang. O ministro de Defesa sul-coreano, Kim Kwan-jin, acredita que a arma será usada em testes ou treinamento militar. “É possível que eles lancem uma provocação localizada.” O míssil foi transportado após a Coreia do Norte declarar que seu Exército está autorizado a atacar forças americanas com armas nucleares “pequenas, leves e diversificadas”. O embaixador do Brasil em Pyongyang, Roberto Colin, disse que o regime não quer a guerra, mas as armas nucleares são garantia de sobrevivência. (Págs. 1 e Internacional A8 e A9)
Roberto Colin
Embaixador do Brasil em Pyongyang
“A Coreia do Norte não é imprevisível, muito menos suicida.”
Análise: Walter Pincus
Controle nuclear
Os EUA deveriam tentar dissuadir os norte-coreanos de produzir mais material físsil. (Págs. 1 e Internacional A9)
Há 3 anos, disse que a sigla não se tornaria um grupo político importante e minha opinião se mantém após a última reunião. (Págs. 1 e Visão Global A10)
Algo de sobrenatural ocorre quando o Planalto é palco de desagravo de um dos varridos na dita ‘faxina ética’. (Págs. 1 e Nacional A6)
São Paulo vai piorar, pois o governo endoidou e com medo da inflação está acabando com o IPI dos carros, e vai ser uma catástrofe. (Págs 1 e Caderno 2, D14)
Congressistas agem como se o orçamento público fosse fonte de recursos para seus objetivos. (Págs. 1 e A3)
No início de 2013, as três maiores instituições financeiras privadas anunciaram que esperavam crescer entre 11% — piso para o Itaú—e 17%, topo da expectativa do Bradesco. Embalados pelo desempenho de 2012, os bancos públicos fizeram projeções menos conservadoras. O Banco do Brasil prevê que o estoque de crédito avançará de 16% a 20% e a Caixa Econômica Federal, 37,5%. (Págs. 1 e C1)
A maior novidade foi a fixação de meta para a expansão da base monetária, que será duplicada nos próximos dois anos. O volume de títulos soberanos e os ativos de risco no balanço do BC também vão dobrar, para alcançar a meta de 2% de inflação. A base monetária passará de 28% para 55% do PIB, salto mais radical que o do Fed americano. (Págs. 1 e C16)
Apesar das baixas tarifas fixadas, 70% menores que as cobradas pela Cesp até hoje, não devem faltar interessados nas usinas da estatal paulista, Fontes consultadas pelo Valor afirmam que as mais fortes candidatas à disputa são CPFL e Tractebel. Nos bastidores, as listas de potenciais interessadas também incluem a chinesa State Grid, a alemã E.On, sócia de Eike Batista na MPX, e o grupo Desenvix, que opera pequenas centrais hidrelétricas e eólicas. Mesmo a estatal mineira Cemig, que não aceitou os termos para a renovação das suas concessões, pode-: ria ter interesse nos ativos da Cesp, diz uma fonte. (Págs. 1 e B7)
Com política fiscal expansionista e medidas macroprudenciais inócuas, restou a taxa de juros para combater a inflação. (Págs. 1 e A2)
Armando Castelar Pinheiro
O risco da antecipação da disputa eleitoral é tornar politicamente inviáveis mudanças necessárias na condução da economia. (Págs. 1 e A17)
561 mortos em 3 meses
Número maior que os 427 mortos nos voos da Tam e Air France;
Mais que o dobro das 241 vítimas do incêndio em Santa Maria (RS);
Cinco vezes mais que os 108 óbitos por dengue no país em 2013.(Págs. 1, 17 e 18)