A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
***************************************************
“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
----
''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
=========valor ...ria...nine
folha gmail df1lkrha
***
terça-feira, fevereiro 02, 2010
BRASIL/EDUCAÇÃO [In:] QUANTO PIOR, MELHOR (Infelizmente, somos um País de BBB !!!).
omLya Luft
Educação de quarto mundo
"Por que nos contentarmos com o pior, o medíocre, se podemos
ter o melhor e não nos falta o recurso humano para isso?"
No meio da tragédia do Haiti, que comove até mesmo os calejados repórteres de guerra, levo um choque nacional. Não são horrores como os de lá, mas não deixa de ser um drama moral. O relatório "Educação para todos", da Unesco, pôs o Brasil na 88ª posição no ranking de desenvolvimento educacional. Estamos atrás dos países mais pobres da América Latina, como o Paraguai, o Equador e a Bolívia. Parece que em alfabetizar somos até bons, mas depois a coisa degringola: a repetência média na América Latina e no Caribe é de pouco mais de 4%. No Brasil, é de quase 19%.
![]() |
No clima de ufanismo que anda reinando por aqui, talvez seja bom acalmar-se e parar para refletir. Pois, se nossa economia não ficou arruinada, a verdade é que nossas crianças brincam na lama do esgoto, nossas famílias são soterradas em casas cuja segurança ninguém controla, nossos jovens são assassinados nas esquinas, em favelas ou condomínios de luxo somos reféns da bandidagem geral, e os velhos morrem no chão dos corredores dos hospitais públicos. Nossos políticos continuam numa queda de braço para ver quem é o mais impune dos corruptos, a linguagem e a postura das campanhas eleitorais se delineiam nada elegantes, e agora está provado o que a gente já imaginava: somos péssimos em educação.
Pergunta básica: quanto de nosso orçamento nacional vai para educação e cultura? Quanto interesse temos num povo educado, isto é, consciente e informado - não só de seus deveres e direitos, mas dos deveres dos homens públicos e do que poderia facilmente ser muito melhor neste país, que não é só de sabiás e palmeiras, mas de esforço, luta, sofrimento e desilusão?
Precisamos muito de crianças que saibam ler e escrever no fim da 1ª série elementar; jovens que consigam raciocinar e tenham o hábito de ler pelo menos jornal no 2º grau; universitários que possam se expressar falando e escrevendo, em lugar de, às vezes com beneplácito dos professores, copiar trabalhos da internet. Qualidade e liberdade de expressão também são pilares da democracia. Só com empenho dos governos, com exigência e rigor razoáveis das escolas - o que significa respeito ao estudante, à família e ao professor - teremos profissionais de primeira em todas as áreas, de técnicos, pesquisadores, jornalistas e médicos a operários. Por que nos contentarmos com o pior, o medíocre, se podemos ter o melhor e não nos falta o recurso humano para isso? Quando empregarmos em educação uma boa parte dos nossos recursos, com professores valorizados, os alunos vendo que suas ações têm consequências, como a reprovação - palavra que assusta alguns moderníssimos pedagogos, palavra que em algumas escolas nem deve ser usada, quando o que prejudica não é o termo, mas a negligência. Tantos são os jeitos e os recursos favorecendo o aluno preguiçoso que alguns casos chegam a ser bizarros: reprovação, só com muito esforço. Trabalho ou relaxamento têm o mesmo valor e recompensa.
Sou de uma família de professores universitários. Exerci o duro ofício durante dez anos, nos quais me apaixonei por lidar com alunos, mas já questionava o nível de exigência que podia lhes fazer. Isso faz algumas décadas: quando éramos ingênuos, e não antecipávamos ter nosso país entre os piores em educação. Quando os alunos ainda não usavam celular e iPhone na sala de aula, não conversavam como se estivessem no bar nem copiavam seus trabalhos da internet - o que hoje começa a ser considerado normal. Em suma, quando escola e universidade eram lugares de compostura, trabalho e aprendizado. O relaxamento não é geral, mas preocupa quem deseja o melhor para esta terra.
Há gente que acha tudo ótimo como está: os que reclamam é que estão fora da moda ou da realidade. Preparar para as lidas da vida real seria incutir nos jovens uma resignação de usuários do SUS, ou deixar a meninada "aproveitar a vida": alguém pode me explicar o que seria isso?
------------
http://veja.abril.com.br/030210/educacao-quarto-mundo-p-022.shtml
---------
ELEIÇÕES 2010: SEM OPOSIÇÃO; ''FÁCIL, EXTREMAMENTE FÁCIL..."
PLANALTO DEFINE COMANDO DA CAMPANHA DE DILMA
COMANDO DA CAMPANHA DE DILMA À PRESIDÊNCIA COMEÇA A SE DEFINIR |
Autor(es): Cristiano Romero e Paulo de Tarso Lyra, de Brasília |
Valor Econômico - 02/02/2010 |
Está em ritmo acelerado a definição do comando da campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. O presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra, será o coordenador e terá como principais auxiliares o deputado Antonio Palocci (PT-SP) e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel.
O vice-presidente, que é filiado ao PRB, se engajou no plano do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter uma candidatura única dos governistas na sucessão presidencial. Em Minas, uma disputa interna no PT e outra entre o PT e o PMDB está colocando em risco a aliança que Lula tenta construir em torno de sua candidata. No PT, Pimentel e o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, disputam para ver quem sairá candidato ao governo estadual. Já o PMDB quer o apoio dos petistas para seu pré-candidato - o ministro das Comunicações, Hélio Costa, líder das pesquisas de opinião neste momento. Na semana passada, as executivas nacionais do PT e do PMDB decidiram contratar dois institutos de pesquisa para averiguar a viabilidade eleitoral dos pré-candidatos dos dois partidos. Os institutos vão medir os níveis de popularidade e de rejeição, além do potencial de crescimento. A ideia é que, com base no resultado das pesquisas, os dois partidos definam, conjuntamente, o candidato em Minas. Na cúpula do governo, há simpatizantes à candidatura de Hélio Costa, com o lançamento de Patrus ao Senado e de Pimental à Câmara. A avaliação é pragmática. O apoio a Costa ajudaria a consolidar o apoio do PMDB do Senado e renderia a Dilma votos num Estado em que o principal chefe político - o governador Aécio Neves, do PSDB - é quase uma unanimidade e vai tentar eleger seu sucessor - o vice-governador Antônio Anastasia. Nos debates internos do governo, o ex-prefeito Fernando Pimentel, que é muito ligado à ministra Dilma, cita, em seu favor, a sua elevada popularidade na capital e o potencial de crescimento no restante do Estado. Lembra, ainda, que Hélio Costa concorreu mais de uma vez ao governo mineira e nunca levou. "Antes, ele perdia porque era atacado pelo PSDB e pelo PT. Com o apoio do PT, ele pode vencer", pondera um ministro do núcleo decisório em Brasília. Para ajudar a resolver o impasse, o vice-presidente José Alencar estaria disposto, segundo esse ministro, a abrir mão de sua candidatura ao Senado. São duas as opções. Uma é ele se candidatar a uma vaga à Câmara dos Deputados. A outra é ele se lançar ao Senado como primeiro suplente de um dos três contendores. Tanto num caso quanto no outro, Alencar abriria espaço para acomodar a disputa entre Costa, Patrus e Pimentel. No caso da candidatura a suplente de senador, em caso de vitória da ministra Dilma Rousseff, o compromisso é para que um dos três vá para o ministério e o vice-presidente assuma a vaga no Senado. "Para Dilma, a disposição do Zé Alencar em se candidatar, seja à Câmara ou ao Senado, é muito boa. Mostra a união dos partidos aliados", observou um assessor direto do presidente Lula. No Palácio do Planalto, Lula e seus auxiliares trabalham na montagem do núcleo que trabalhará na campanha da ministra Dilma. Enquanto Dutra, Palocci e Pimentel atuarão diretamente na coordenação, na retaguarda, como conselheiros, estarão integrantes do governo como os ministros Franklin Martins (Comunicação Social) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais), além de Gilberto Carvalho (chefe de gabinete do presidente). Palocci é visto como peça fundamental para a campanha. "As pessoas o veem como interlocutor do Lula. Ele tem trânsito no empresariado e no mercado financeiro", afiança um auxiliar do presidente. O ex-ministro da Fazenda desistiu de sair candidato ao governo paulista (ver também página A8). Vai disputar a reeleição a uma vaga na Câmara. Marco Aurélio Garcia, assessor internacional do presidente, cuidará da elaboração do programa da ministra Dilma e o jornalista João Santana, do marketing da campanha. Recentemente, Dilma teve uma conversa reservada com o publicitário Duda Mendonça. O encontro provocou mal-estar em Brasília, obrigando o presidente Lula a intervir em favor de Santana. "O João está firme na função. O presidente influencia muito a Dilma e ele é João Santana", definiu um ministro próximo do presidente. "O Duda pode vir a colaborar, mas de maneira eventual." ---------------- A questão que ainda atormenta Lula é a definição do vice na chapa de Dilma. O sonho de consumo do presidente é ver o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, na chapa presidencial. Na avaliação de Lula, além de ter interlocução "privilegiada" com os setores empresarial e financeiro, Meirelles será o principal defensor do legado de seu governo. Ministros e conselheiros do presidente julgam, no entanto, que politicamente o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), agrega mais valor à candidatura Dilma. "Temer é o pemedebista que mais traz o partido para a aliança. Ele é a representação institucional do PMDB, uma sigla que não tem nomes nacionais", explica um assessor graduado do Palácio do Planalto. |
SINDICATOS/SINDICALISMO: MARASMO OU MAROLAS EM GESTAÇÃO... ?
O marasmo sindical no governo Lula
Autor(es): Raymundo Costa |
Valor Econômico - 02/02/2010 |
Se restava alguma dúvida sobre a inércia do movimento sindical no governo Lula, elas caíram por terra com a apresentação ontem dos resultados da 100ª pesquisa CNT/Sensus. Num período de dez anos, sete dos quais governados pelo PT, o número de pessoas sindicalizadas no país diminuiu, em vez de aumentar, como seria de se esperar numa República forjada no chão das fábricas. Em novembro de 2000, os pesquisadores do Sensus identificaram 5,7% de sindicalizados entre as pessoas entrevistadas. Em janeiro de 2010, apenas 5,3%. Queda de centésimos, é fato, mas que contém significados num governo como o atual e é motivo de discussão na esquerda. A pesquisa mostra que o associativismo perdeu fôlego. A exceção foram as ONGs. Pergunta feita pelos pesquisadores, nas duas ocasiões: "O Sr(a), pessoalmente, é ligado a alguma associação: sindicato, associação de moradores, partido político, associação de pais, ou alguma outra?" As associações de moradores foram as que mais perderam associados: tinham 5,9% dos entrevistados e agora têm 3% - ou seja, uma perda de quase 50%. Surpreendem os índices de ontem e de hoje de filiados a partidos políticos, quando o Congresso, nos últimos 12 anos, apenas perdeu confiança dos entrevistados: 2,7%. A velha e boa associação de pais e mestres oscilou de 1,4% para 1%. O crescimento das ONGs foi de 0,7% para 1,3%. Pouco, se for considerado que esse período, em certa medida, pode ser considerado o auge das organizações não governamentais. No meio sindical há divergências sobre a causa do marasmo que tomou conta do sindicalismo, berço do presidente da República mais popular da história do país, pelo menos até agora. Marcos Verlaine, assessor parlamentar do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), cuja clientela são as centrais sindicais, diz que a crise do associativismo não é brasileira, é mundial, com a agravante de que no Brasil há um "bombardeio da imprensa neoliberal" ao Congresso que se reflete em instituições como os sindicatos e associações de moradores. Também do Diap, o diretor de pesquisa Antônio Augusto Queiróz diz que o sindicalismo crescia no Brasil já nos últimos anos do regime militar, "mas contraditoriamente houve uma desmobilização e agora não está formando quadros para o futuro". O que nem Toninho, como Antônio Augusto Queiróz é mais conhecido, nem Verlaine mencionam é o debate sobre a cooptação dos movimentos sociais pelo governo. Discussão essa que já há algum tempo prolonga a reuniões da esquerda. A perda da clientela, às vezes mais que as questões doutrinárias, é o que na verdade estaria na origem das divergências entre movimentos como o MST e as facções de sem-terra dissidentes e mais fundamentalistas. É o que leva o MST, por exemplo, vez por outra a radicalizar o discurso contra o governo, embora na prática esteja disposto a sair em sua defesa ao primeiro estalar de dedos de Lula. Um contrato cujos termos foram definitivamente estabelecidos no auge da crise do mensalão, em 2005. À época, quando até ilustres parlamentares petistas se escondiam de Lula, as centrais sindicais atenderam prontamente ao sinal de SOS emitido pelo presidente da República. Algo mais simbólico que a entronização no Ministério do Trabalho de Luiz Marinho, atual prefeito de São Bernardo do Campo e ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), na reforma ministerial em que Lula reforçou suas linhas de defesa contra o impeachment no Congresso? Do ponto de vista de Marcos Verlaine o que há é uma identificação de propósitos entre o governo e os setores de ponta do sindicalismo. No lugar de retrocesso, Verlaine vê avanço quando as seis centrais sindicais reconhecidas negociam com relativo êxito uma agenda com sete proposições ao Congresso. Agenda que tem desde as atuais regras de aumento do salário mínimo (ainda não transformadas em lei) até a redução da jornada de trabalho, passando pela extinção do "fator previdenciário", um nó que atualmente divide as centrais (três delas são favoráveis a concessões que permitam sua aprovação). No governo Lula as centrais sindicais também levaram sua fatia do imposto sindical, algo em torno de R$ 50 milhões, no ano passado. Só a CUT levou cerca de R$ 24 milhões. |
CÂMARA ''DOS'' DEPUTADOS [In:] GAZETA INSTITUCIONALIZADA...
Câmara bate recorde de faltas
Era o que faltava |
Autor(es): Agencia O Globo |
O Globo - 02/02/2010 |
Em 2009, ano de uma das maiores crises políticas do Legislativo, a ausência de deputados na sessões de votações em plenário foi alta: mais de 2 mil em relação ao número total de faltas registrado em 2008, segundo levantamento do site de notícias Congresso em Foco. Faltas chegam a até 1/3 das sessões Em 2009, 41 deputados faltaram a 33% (um terço) das votações em plenário, somando 1.980 ausências, a maior parte justificada. Foram 8.788 faltas justificadas, contra 1.066 ausências sem justificativa, que implicam no corte do subsídio parlamentar. --------------- |
VENEZUELA: ''FOI SEM QUERER, QUERENDO..."
Internacional
Tarja vermelha
A máquina de maldades de Hugo Chávez fecha as últimas vozes
remanescentes de oposição; o caudilho só não consegue fazer
chover e venezuelanos ficam no escuro
Duda Teixeira
Leonardo Ramirez/AP![]() |
CALA A BOCA Estudante protesta pelo fechamento do canal RCTV, em Caracas: num país onde, cada vez mais, é proibido dissentir, a lógica autoritária exige que não reste nem fiapo de oposição |
VEJA TAMBÉM |
• Do arquivo: Quebrando a banca (16/12/2009) |
• Do arquivo: E Chávez criou uma recessão (25/11/2009) |
• Do arquivo: Nosso sócio é um desastre (4/11/2009) |
A destruição da Venezuela é um projeto que tem consumido todas as energias de Hugo Chávez e seu plano de poder nacional-populista. Reconheça-se que, infelizmente, ele tem sido bem-sucedido. A economia foi à lona com nacionalizações e congelamento de preços. O Judiciário foi completamente engolido. Persistentemente minados, todos os organismos de estado seguiram o mesmo rumo. A liberdade de imprensa já é item em extinção. Em 2007, Chávez retirou arbitrariamente do ar o canal mais popular do país, a RCTV, pelo crime de não adesão. A RCTV migrou para a televisão por assinatura para manter uma pequena fresta na couraça do autoritarismo. Mas sua morte estava anunciada e, na semana passada, Chávez calou, por fim, a voz incômoda. Outros cinco canais semelhantes tiveram o mesmo castigo (e três, depois, cederam), sob o patético pretexto de não transmitirem os discursos incansavelmente proferidos por ele, El Supremo. Para quem ignora os mecanismos da lógica totalitária, perseguir canais a cabo, de alcance limitado, soa como capricho tolo, que só serve para esgarçar os fiapos de democracia que ainda pairam em torno do chavismo e provocar inevitáveis protestos – desta vez, houve duas mortes de estudantes universitários, um antichavista e outro pró. Chávez, ao contrário, conhece muito bem como funcionam as coisas no universo dos caudilhos: tem de mostrar que manda em tudo, o tempo todo, que faz brilhar o sol e faz chover.Embora, ultimamente, o assunto chuva seja delicado.
Se a atual estiagem continuar, o setor elétrico da Venezuela caminhará para o colapso total. Os venezuelanos já sofrem com apagões constantes e podem literalmente mergulhar nas trevas. Preocupado em ajudar países camaradas como Bolívia, Cuba e Nicarágua, o governo Chávez não investiu em novas usinas hidrelétricas e termelétricas. Além disso, todas as companhias de eletricidade que caíram sob a praga da gestão chavista tiveram queda na produção por falta de manutenção, corrupção e aumento escandaloso do número de funcionários. As falhas internas do setor elétrico eclodiram com a repetição do fenômeno climático El Niño, que secou as represas. Se não chover até maio, a hidrelétrica de Guri, que responde por 60% da geração nacional, precisará desligar as turbinas. No pior cenário, o país poderá ter eletricidade dia sim, dia não. Tripudiando sobre as dificuldades da população, Chávez propôs o "banho socialista" de três minutos e prometeu contratar cientistas cubanos para bombardear as nuvens e fazer chover nos lagos das hidrelétricas. "Vou lá de avião e, se uma nuvem me atravessar o caminho, eu lanço um raio nela!", bradou com o habitual histrionismo. Até agora, não produziu nem garoa.
Outra nuvem no horizonte do chavismo é a eleição para a Assembleia Nacional, marcada para setembro. Desde 2005, quando a oposição se absteve das eleições legislativas em protesto pelos abusos, os representantes do povo se limitam a aplaudir as loucuras de Chávez. Agora, no entanto, pesquisas mostram que apenas um em cada três venezuelanos pretende votar em um candidato indicado pelo presidente. A máquina assistencialista vai ter de esquentar. Com a desvalorização da moeda nacional, no início do ano, ela ganhou fôlego. Mas a manobra também deve empurrar a inflação para perto dos 40% e diminuir o poder aquisitivo da população em 12% neste ano. "Antes disso, ainda tínhamos a esperança de que um aumento no preço do petróleo ou uma redução nos gastos do governo pudesse resolver a crise", disse a VEJA o economista Asdrubal Oliveros, diretor da consultoria econômica Ecoanalítica, em Caracas. "Agora, não vemos mais como a economia possa se recuperar."
----------
http://veja.abril.com.br/030210/tarja-vermelha-p-066.shtml
------------
TERRORISMO: ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA...
Omar Hammami: o garoto popular nos EUA que virou terrorista
O jornal americano The New York Times traz nesta sexta-feira (29) uma história surpreendente sobre um homem chamado Omar Hammami. Nascido em 1984 nos Estados Unidos, filho de um sírio e uma americana, Omar teve uma vida comum a muitos garotos americanos até o último ano do colégio: era popular na escola, tirava boas notas, gostava de jogar vídeo-games e namorava uma das garotas mais populares da escola.
A vida de Omar começou a mudar após a terceira visita que ele fez à Síria, terra natal do pai. De volta para casa, vivendo em uma comunidade cristã no sul dos EUA, ele decidiu se tornar muçulmano e passou a tentar converter os colegas. Na faculdade, Omar seguiu o mesmo caminho, e se tornou um personagem polêmico por defender o terrorista saudita Osama bin Laden e agir de forma hostil com uma professora judia.
Omar, então, passou a ouvir os sermões de um pregador americano muçulmano que condenava os atos de terrorismo, mas logo mudou de opinião e passou a simpatizar com o terrorismo. O garoto então abandonou a faculdade, se mudou para o Egito e, de lá, para a Somália. Hoje, Omar é um dos principais líderes do Al-Shabab (a juventude, na tradução literal), um grupo terrorista ligado à Al-Qaeda que luta contra o fraco governo local para estabelecer um Estado islâmico no país.
Confira a reportagem (em inglês) na íntegra:
Foto: The New York Times
José Antonio Lima
----------
''QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?"
02 de fevereiro de 2010
O Globo
Manchete: BC quer limitar salários de executivos de bancos
O Banco Central vai adotar regras para limitar a remuneração variável (bônus) de executivos de bancos e corretoras. O objetivo é evitar que os dirigentes dessas instituições estimulem lucros artificiais apenas para repartir ganhos entre si, o que aumenta os seus salários, podendo provocar crises como a que assolou o mundo em 2008. O movimento do BC está de acordo com o compromisso assumido pelo Brasil na cúpula do G-20. Os EUA, por exemplo, criaram regras para bancos que receberam recursos públicos. Uma das principais propostas do BC brasileiro é exigir que pelo menos 50% dos bônus sejam pagos com ações dos próprios bancos e boa parte do dinheiro seja desembolsada ao longo de três anos. As novas regras ficarão em consulta pública por 90 dias. (págs. 1 e 17)
Câmara bate recorde de faltas
O ano de uma das maiores crises do Legislativo - marcada pela farra das passagens aéreas e pelos atos secretos – foi também o de recorde de faltas na Câmara: 9.820 em 2009, duas mil a mais que em 2008. A média de ausências no ano passado ficou em 16,7%, recorde na atual legislatura, iniciada em 2007. Do total se faltas, 1.066 foram justificadas - por licença médica ou missão oficial autorizada. Só as faltas não justificadas são descontadas do salário. Em 2009, 41 deputados faltaram a 33% das votações. (págs. 1 e 3)
Ex-aliados pedem a renúncia de Chávez
Obama cobrará impostos mais altos dos ricos
Cosan e Shell criam gigante de postos
------------------------------------------------------------------------------------
Folha de S. Paulo
Manchete: BC vai regular salário do setor financeiro
O Banco Central aumentará o controle sobre o pagamento de bônus e salários para executivos de bancos brasileiros, para evitar que eles assumam altos riscos.
As novas regras, que entram hoje em audiência pública para receber sugestões, seguem recomendações feitas pelos países do G20 após a crise financeira mundial. (págs. 1 e B1)
Dutra ficará interditada pelo menos até o Carnaval
A concessionária Nova-Dutra pretende liberar para o feriado quatro faixas de tráfego - duas no sentido São Paulo e duas para o Rio, sem acostamentos. Ontem, com apenas três faixas, houve congestionamento de até quatro quilômetros. (págs. 1 e C1)
Foto-legenda: Sem trégua
Passageiros pedem socorro em ônibus atingidos pelo transbordamento de córrego em São Bernardo; desde 23 de dezembro, chove todos os dias em São Paulo. (págs. 1 e C4)
Metrô irá subir, mas será mais barato que ônibus (págs. 1 e C6)
Ciro ajuda Dilma a colar em Serra, mostra pesquisa
Eliane Cantanhêde: Temperatura e clima estão mais para a ministra. (págs. 1 e A2)
Ibama libera a construção da hidrelétrica de Belo Monte
Com a Shell, Cosan amplia rede de venda para o exterior
Com a transação, estimada em US$ 12 bilhões, a Shell entrará na produção de álcool combustível, e a Cosan passará a dispor de uma das maiores redes de distribuição no exterior. (págs. 1 e B3)
Falha em site do Enem faz MEC mudar critério de desempate
O Sisu seleciona estudantes para instituições públicas com base nas notas do Enem. Desde sexta, primeiro dia de funcionamento, o site do sistema travou e impediu que milhares de alunos se inscrevessem. (págs. 1 e C8)
Editoriais
------------------------------------------------------------------------------------
O Estado de S. Paulo
Manchete: Licença para usina no Rio Xingo sai com 40 exigências
Após mais de um ano de análises e pressões, o governo conseguiu que o Ibama liberasse a licença ambiental prévia para o projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). Foram estabelecidas 40 condicionantes que terão de ser atendidas pelos futuros empreendedores para que a obra seja autorizada. As exigências previstas deverão custar R$ 1,5 bilhão, estimou o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente). Entre elas estão a construção de escolas e postos de saúde na região da usina, a realização de obras de saneamento básico em municípios próximos, a manutenção da navegabilidade do rio e a conservação dos ecossistemas locais. Minc afirmou que nenhum índio que vive em reserva indígena será deslocado. (págs. 1 e B1)
Etanol terá grupo de US$ 12 bi
A Shell do Brasil e a Cosan, maior empresa de açúcar e álcool do País, anunciaram uma joint venture com faturamento inicial de US$ 21 bilhões e valor de US$ 12 bilhões. (págs. 1 e B11)
Orçamento de Obama prevê déficit de US$ 1,6 tri
BC pretende limitar ganho de executivos de bancos
Fato relevante: Clayton Netz
Bônus pagos no Brasil disparam
Os bônus médios dos executivos brasileiros subiram até 50% em 2009. Profissional de nível médio em banco de primeira linha levou R$ 1,5 milhão. (págs. 1 e B14)
Com Ciro na disputa, cai diferença entre Serra e Dilma
Análise: João Bosco Rabello
Campanha de uma candidata só
As pesquisas refletem o que a lógica indicava: a única candidata em campanha ostensiva, ao lado de um presidente com a popularidade na casa dos 80%, cresceu. (págs. 1 e A4)
Menores de 2 anos terão vacina contra meningite
Pista da Dutra ficará fechada por tempo indeterminado
Notas e informações: O reinventor do mundo
------------------------------------------------------------------------------------
Jornal do Brasil
Manchete: Ipanema tem a pior areia da Zona Sul
China, de vilã a protetora da natureza
Dilma empata com Serra
Israel pune por ataque a ONU
Coisas da política
Informe JB
Sociedade aberta:
------------------------------------------------------------------------------------
Correio Braziliense
Manchete: Inflação sobe. Para o brasiliense, peso é maior
Foto-legenda: Ajuda recusada
BC controla salário dos executivos
Transporte
ENEM: Candidatos empatados terão vaga
------------------------------------------------------------------------------------
Valor Econômico
Manchete: Cosan busca expansão no exterior junto com a Shell
A aliança entre as duas companhias, avaliada em US$ 12 bilhões; representa o começo de uma nova fase, segundo o presidente do conselho e principal acionista individual da Cosan, Rubens Ometto Silveira Mello, que pensa em dar passos ainda mais largos. "Temos planos dentro e fora do Brasil", disse o empresário ao Valor, lembrando que a Cosan se torna uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país (4.470 postos) e a Shell, uma das maiores em etanol e açúcar do mundo. (págs. 1 e B6)
Justiça devolve ações da Celesc para Previ
Antigelo da Embraer preocupa
Foto-legenda: Nova bula
Planalto define comando da campanha de Dilma
O vice-presidente José Alencar (PRB-MG) vai participar do esforço para unir as forças políticas em torno de Dilma: se for preciso, abrirá mão de uma candidatura natural ao Senado para que PT e PMDB fechem uma aliança em Minas. (págs. 1 e A7)
-----------
http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
-------