A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
PENSAR "GRANDE":
[NÃO TEMOS A PRESUNÇÃO DE FAZER DESTE BLOGUE O TEU ''BLOGUE DE CABECEIRA'' MAS, O DE APENAS TE SUGERIR UM ''PENSAR GRANDE''].
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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''Os Economistas e os artistas não morrem..." (NHMedeiros).
"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
"Ranking'' dos políticos brasileiros: www.politicos.org.br
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sexta-feira, dezembro 04, 2009
BRASIL/BRASILEIROS: RELÓGIO CULTURAL-BIOLÓGICO...
Ideias
Somos muito atrasados (literalmente)
As estatísticas mostram que a ineficiência dos serviços públicos e privados no país rouba horas preciosas dos cidadãos. A origem dissoé também cultural: o Brasil tem um dos povos menos pontuais do mundo.
Kalleo Coura
Gaetan Bally/Landov![]() |
PRECISÃO ABSOLUTA Estação de trem do Aeroporto de Zurique, na Suíça: o país é o mais pontual do mundo, inclusive porque a proporção de relógios corretamente ajustados é também a maior |
VEJA TAMBÉM |
• Quadro: Aqui tudo demora mais |
Esperar é sofrer. Tanto pela ansiedade associada à expectativa de ver algo se realizar como pela sensação, na maioria das vezes correta, de que se está desperdiçando algo valioso: tempo. Estima-se que um americano médio gaste cinco anos de sua vida parado em filas e seis meses esperando semáforos se abrirem. Se o mesmo estudo fosse feito no Brasil, as conclusões seriam ainda mais desanimadoras. A burocracia, a ineficiência de alguns serviços e o trânsito sobrecarregado fazem com que os brasileiros percam uma parcela muito maior de sua vida em atividades improdutivas do que, por exemplo, os americanos (veja quadro). Como a jornada de trabalho no Brasil também é maior, o resultado é que sobra menos tempo para a diversão. A cena de aeroportos abarrotados por causa do atraso de voos retrata o confisco de tempo livre a que os brasileiros costumam ser submetidos. Na quinta-feira 19, as companhias aéreas registraram um pico de 23% de voos com mais de trinta minutos de atraso. A média de outubro, que já foi alta, chegou a 14%. A população lida com essa realidade das duas únicas maneiras possíveis: ou incorpora a lentidão ao seu ritmo de vida, ou se exalta e perde a paciência. "A primeira postura é a que predomina no Brasil", diz o psicólogo social americano Robert Levine, autor do livro Uma Geografia do Tempo, inspirado na sua experiência como professor visitante em Niterói.
No fim da década de 90, atormentado pelos chás de cadeira que enfrentou no Brasil, Levine resolveu fazer um levantamento em grandes cidades de 31 países para descobrir como diferentes culturas lidam com a questão do tempo. A conclusão foi que os brasileiros estão entre os povos mais atrasados - do ponto de vista temporal, bem entendido - do mundo. Foram analisadas a velocidade com que as pessoas percorrem determinada distância a pé no centro da cidade, o número de relógios corretamente ajustados e a eficiência dos correios. Os brasileiros pontuaram muito mal nos dois primeiros quesitos. No ranking geral, os suíços ocupam o primeiro lugar. O país dos relógios é, portanto, o que tem o povo mais pontual. Já as oito últimas posições no ranking são ocupadas por países pobres.
O estudo de Robert Levine associa a administração do tempo aos traços culturais de um país. "Nos Estados Unidos, por exemplo, a ideia de que tempo é dinheiro tem um alto valor cultural. Os brasileiros, em comparação, dão mais importância às relações sociais e são mais dispostos a perdoar atrasos", diz o psicólogo. Uma série de entrevistas com cariocas, por exemplo, revelou que a maioria considera aceitável que um convidado chegue mais de duas horas depois do combinado a uma festa de aniversário. Pode-se argumentar que os brasileiros são obrigados a ser mais flexíveis com os horários porque a infraestrutura não ajuda. Como ser pontual se o trânsito é um pesadelo e não se pode confiar no transporte público? Ou se, antes de ir a uma reunião, foi necessário gastar um tempo excessivo na fila de um posto de atendimento de uma operadora de celular para resolver um problema qualquer? Pôr a culpa apenas na burocracia e nos atrasos causados pelo subdesenvolvimento é compreensível só até certo ponto. Afinal de contas, as companhias aéreas, as empresas de telefonia e o sistema de tráfego são comandados e operados por indivíduos cuja melhor qualidade também não é a pontualidade - brasileiros, portanto. É impossível saber o que veio primeiro: a cultura do atraso ou a infraestrutura que provoca atrasos. Conclui-se daí que o Brasil está preso num círculo vicioso. A relação flexível com o relógio afeta a qualidade dos serviços do dia a dia, o que, por sua vez, rouba tempo da população e, assim, perpetua o desprezo generalizado pela pontualidade.
Nos consultórios médicos, em especial, a permissividade com os horários é um espanto - e enseja situações desagradáveis. O infectologista Esper Georges Kallás, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, diz aceitar bem o atraso de seus pacientes, porque ele reconhece que às vezes não os atende no horário combinado. "Nem todos, porém, entendem isso. Certa vez, uma senhora se irritou porque eu me atrasei por mais de uma hora, brigou com a secretária e foi embora antes de ser atendida", diz Kallás. O descompasso entre a maioria que se conforma com - e causa - atrasos e a minoria que se esforça em planejar melhor o seu tempo é uma grande fonte de stress para os brasileiros. Uma pesquisa feita pela International Stress Management Association (Isma-Brasil) com 1 000 executivos mostra que 62% deles consideram a dificuldade em administrar seu tempo o principal fator de stress. "Como a síndrome de burnout, o grau extremo de stress, é mais comum entre os brasileiros do que entre os ingleses ou americanos, povos com uma relação mais rígida com o tempo, isso indica que nossa condescendência com a impontualidade não nos torna mais relaxados", diz a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Isma-Brasil. Perder tempo, assim, é um atraso de vida em todos os sentidos.
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http://veja.abril.com.br/021209/somos-muito-atrasados-literalmente-p-110.shtml
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DOAÇÕES: ''É DANDO QUE SE RECEBE...'
Planilha detalha doações para caixa 2 de Arruda
Arquivo indica US$ 1,37 mi para TCE |
Autor(es): Fausto Macedo |
O Estado de S. Paulo - 04/12/2009 |
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GOVERNO LULA/LULA: O QUERER E O PODER
O falso patrono da reforma
O Estado de S. Paulo - 04/12/2009 |
Um dos talentos menos decantados do presidente Lula é o da sua prontidão para cumprir a lei de Gérson, aquela cujos seguidores "gostam de tirar vantagem em tudo", conforme o comercial de uma marca de cigarro estrelado pelo craque da seleção de 1970. Tamanha a maestria do presidente nesse jogo que ele é capaz de tirar vantagem também de seus próprios lapsos ou erros. O mais recente, como se sabe, foi a sua característica reação de desdenhar do escândalo do mensalão, ou do panetone, para usar o termo pitoresco, no Distrito Federal. O fato de serem do DEM, a começar do governador José Roberto Arruda, os principais envolvidos na mais documentada lambança do gênero não freou o impulso pavloviano de Lula de apanhar uma vassoura tão logo ouça a palavra corrupção - não para limpar a sujeira, mas para escondê-la debaixo do tapete. Foi o que se deu na terça-feira, quando os jornalistas que o acompanhavam a Portugal, onde ele participava da Cúpula Ibero-americana, lhe perguntaram se as cenas mostrando boladas de reais manchados trocando de mãos não eram suficientemente eloquentes para merecer dele pelo menos um "palpite" sobre a bandalheira. Lula não se deu por achado. "Imagens não falam por si", decretou, lapidando mais uma contribuição para a sua já alentada antologia de declarações cúmplices com o que há de mais execrável na política brasileira. Caiu mal, como se diz. A repercussão previsivelmente negativa do abafa o apanhou no contrapé. No dia seguinte, já na Ucrânia, o presidente voador viu-se na contingência de negar que estava sendo condescendente com os maracuteiros do DEM, como havia sido com os mensaleiros do PT em 2005 - e, ao longo de seu mandato, com qualquer político apanhado com a boca na botija. Desta vez, considerou as imagens "deploráveis" e foi além, sacando da lei de Gérson para se aproveitar do momento e novamente driblar a verdade em benefício próprio. Ele deu a entender que moveu céus e terras para fazer aprovar os dois projetos de reforma política que enviara ao Congresso - e que seriam a panaceia para, nas suas palavras, "moralizar o funcionamento dos partidos" e o processo eleitoral. À parte a crendice nos poderes alvejantes da mudança das normas que regem o sistema, se desacompanhadas de provisões que efetivamente garantam a punição dos transgressores (o que inibe o crime, sabem os juristas, é, antes de tudo, a certeza do castigo), a alegação de Lula é falsa como os panetones de Arruda. O presidente que aprova praticamente o que quiser neste Congresso em que a base governista tem um peso sem precedentes desde a redemocratização do País não fez força alguma - descontadas as expressões corporais de praxe - para emplacar as suas propostas presumivelmente saneadoras. E não fez pela razão elementar de que as atuais regras do jogo que ele finge reprovar lhe convêm não menos do que aos políticos que bloqueiam o seu aperfeiçoamento e com os quais construiu parcerias reciprocamente vantajosas. É longa a lista dos aliados do presidente cujas carreiras vicejaram à sombra do que há de pior nos padrões reconhecidamente defeituosos que estruturam a política e as eleições no Brasil. O "inimigo oculto" que, segundo Lula, "não deixa os projetos serem votados" é ostensivo nos plenários do Congresso - e no espelho em que ele se contempla. Por exemplo, não fosse a infidelidade partidária que só a Justiça tentou coibir, o Planalto não teria conseguido manejar a composição das bancadas federais com a desenvoltura que se viu no primeiro mandato. A responsabilidade do presidente pela perpetuação do sistema do qual tira proveito não pode ser subestimada. Na verdade, nunca antes na história deste país houve um presidente que tivesse contribuído tanto quanto Luiz Inácio Lula da Silva para o avanço galopante da gangrena da corrupção em todas as instituições republicanas. Está aí, "falando por si", o tratamento privilegiado que dele mereceram alguns dos protagonistas mais expressivos de recentes episódios escabrosos da cena política nacional, a começar por Roberto Jefferson, passando por Jader Barbalho, Renan Calheiros, José Sarney e Fernando Collor, etc., etc. e tal. E isso quando, nunca antes na história desta República, houve um presidente com tantas condições, dado o seu poder no Congresso, de promover as reformas que diz ter tentado, mas que na verdade não fez porque não quis. --------------- |
ARRUDA: IMPEDIMENTO À VISTA (E A PRAZO)
OAB-DF aprova impeachment de Arruda e Paulo Octávio
Jornal de Brasília - 04/12/2009 | |||
A OAB-DF aprovou hoje por 31 votos a 1 o impeachment do governador, José Roberto Arruda, e do vice, Paulo Octávio. A reunião começou com uma hora de atraso. De acordo com o relator, João Pedro Ferraz dos Passos, uma lei orgânica permitiu também o pedido impeachment do vice-governador, Paulo Octávio. Com base no inquérito da PF, o relator apontou três aspectos que ele considera serem fundamentais para pedir o impeachment: a relação próxima do governador com Durval Barbosa, o conhecimento de Arruda da capacidade de articulação de Durval e a participação do governador no esquema de pagamento de propina. ----------------- STF aceita denúncia contra senador tucano no processo do mensalão mineiro
Da redação do clicabrasilia.com.br, com informações de Natasha Dal Molin ---------------------- |
COPENHAGUE/CONVENÇÃO DO CLIMA: ''ESQUENTANDO OS TAMBORINS''
Em Copenhague,na undécima hora
Autor(es): Washington Novaes |
O Estado de S. Paulo - 04/12/2009 |
Embora o tom do noticiário tenha ficado mais otimista ? ou menos pessimista ? nas últimas duas semanas, chega-se às vésperas da abertura da reunião da Convenção do Clima, em Copenhague, marcada para a próxima segunda-feira, em meio a incertezas ainda muito acentuadas. Não há nenhum acordo geral sobre metas de redução de emissões de gases poluentes da atmosfera; não há definição para um indispensável tratado entre as mais de 190 nações signatárias da convenção, que torne obrigatório o compromisso de redução em cada uma; não há acordo entre países industrializados, países emergentes e o G-77 sobre esses compromissos; não há definição sobre quanto os países ricos destinarão aos outros, para que se adaptem às mudanças climáticas já em curso, nem sobre que tecnologias transferirão para isso aos países mais pobres. E não há definição sobre os rumos do Protocolo de Kyoto e do mercado mundial de carbono, que dele depende. Ainda assim, nos últimos dias o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que "um acordo está ao alcance" (Reuters, 29/11). E Yvo de Boer, secretário-geral da convenção, afirmou que "virão resultados concretos", porque, a seu ver, agora "é tudo ou nada", ricos e pobres terão de reduzir as emissões. Mas com nuances entre uns e outros, já que a Índia, por exemplo, terá de aumentar suas emissões, para levar energia a 400 milhões de pessoas que dela não dispõem (Deutsche Welle, 30/11). Nem sempre é simples entender o que acontece. Ora se noticia que EUA e China chegaram a um acordo para reduzir emissões, ora se noticia que os emergentes (China, Índia, Brasil, África do Sul), reunidos em Pequim, criaram frente para "pressionar" os países industrializados ? a quem atribuem a responsabilidade histórica e numérica de reduzir emissões ? a também financiar adaptações às mudanças e transferência de tecnologias. Mas sem aceitarem, eles, emergentes, compromissos obrigatórios de redução de suas emissões próprias. No âmbito de alguns países, surgem contradições. O governo brasileiro mesmo afirma que superestimou os números sobre o desmatamento no Cerrado (que responde por parte importante de nossas emissões), que calculara em 21.260 km2 por ano e agora situa em 14.179 km2 (menos 33%). Ao longo do período 2000-2008 seriam 85.075 km2 desmatados, e não 127.564 km2, ou seja, 42.489 km2 menos ? uma área correspondente ao Estado do Rio de Janeiro ou dois Sergipes. E enquanto o governo federal assegura que o desmatamento na Amazônia continua caindo, o Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) diz que em outubro ele foi o dobro do que se verificou no mesmo mês de 2008. A própria China agora deixa claro que sua meta de reduzir de 40% a 45% a intensidade de energia por unidade de produto (que resultaria em menos emissões) só valerá se cada projeto que possa levar a essa diminuição for financiado por um país industrializado. Já a Índia, até agora categórica na decisão de não reduzir as emissões, afirma, por seu primeiro-ministro, que "é preciso ser flexível" (Reuters, 27/11). A União Europeia mantém sua proposta de reduzir em 20% até 2020 ou mais, se outros industrializados a acompanharem. O Japão e a Rússia chegam a uma proposta de redução de 25% sobre as emissões de 1990. Observadores brasileiros experientes acham, diante desse quadro, que não se chegará um tratado "vinculante" em Copenhague, que permita estabelecer metas obrigatórias e prazos definidos, pois isso exigiria que se negociasse antes um mandato e diretrizes para o acordo final ? e para tanto seria necessário, primeiro, um tempo de um a dois anos para negociações; ao final, o consenso entre todos os membros da convenção (como é praxe nas convenções da ONU). Em seguida, seria indispensável um tempo para as ratificações país por país, em número suficiente (como aconteceu com o Protocolo de Kyoto). Mesmo um novo protocolo, apenas, como o de Kyoto, exigiria, para entrar em vigor, sua ratificação pelas nações signatárias da convenção. E até para prorrogar Kyoto seria preciso que os países industrializados (Anexo 1) concordassem antes quanto aos novos números. Nessa hipótese, dizem esses observadores, parece provável que as negociações se estendam mesmo ao longo de 2010, como já chegou a admitir De Boer e se mencionou neste espaço em artigo anterior. É um panorama inquietante quando se retorna ao diagnóstico da Agência Internacional de Energia (AIE), de que sem acordo de redução as emissões de dióxido de carbono crescerão 40% até 2030 e só a China responderá por metade disso. Parece lógico se se lembrar que a previsão do aumento da demanda de energia até 2030 é de 76%, com o carvão crescendo 2% (44% do total hoje), o petróleo tendo seu consumo aumentado em 1% ao ano, para chegar a mais de 100 milhões de barris diários (85 milhões hoje). E com a AIE calculando em US$ 10,5 trilhões os investimentos necessários para reduzir acentuadamente o consumo de combustíveis fósseis. Ou em US$ 26 trilhões os investimentos necessários em energia, de modo geral. Números que devem ser comparados aos 10 bilhões anuais que a Grã-Bretanha está propondo que os países industrializados destinem aos demais. É diante desses enigmas que Copenhague chegará às manchetes nas próximas duas semanas. Mas também será preciso levar em conta que, mais do que nunca, nessa área, a sociedade está mobilizada em praticamente todo o mundo e fará sentir sua insatisfação. Quem recordar o quanto o próprio governo brasileiro recusou aceitar metas de redução de emissões e quanto vai mudando sua posição entenderá que o quadro ainda poderá mudar. Para melhor, certamente. Até porque os governantes estão se comprometendo a pelo menos aparecer em Copenhague. Esperemos. Já sabemos, todos, que cada país só coloca seus termos finais no último momento. |
04 de dezembro de 2009
O Globo
Manchete: Senador vira réu no STF por mensalão do PSDB de MG
Por cinco votos a três, o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu ontem ação penal para investigar denúncias de participação do senador Eduardo Azeredo (PSDB) no mensalão mineiro, um esquema de desvio de dinheiro público para políticos aliados na campanha de 1998, quando o tucano disputou a reeleição para o governo do estado. Azeredo, que agora é réu no STF como os quase 40 do mensalão do PT, responderá por peculato e lavagem de dinheiro. Um dos operadores do escândalo, também chamado de valerioduto mineiro, é o mesmo Marcos Valério que, em 2005, foi peça-chave na distribuição de dinheiro para aliados do governo Lula. Em nota, Azeredo disse que a ação será uma oportunidade para provar inocência e que não houve mensalão em Minas. (págs. 1, 3 e 4)
Processo contra Arruda para na Câmara do DF
Sem quórum, a Câmara Legislativa do DF não conseguiu abrir a sessão que discutiria os pedidos de impeachment do governador José Roberto Arruda (DEM), acusado de comandar um mensalão no governo. Os governistas, maioria na Casa, alegaram falta de segurança e não compareceram. A Câmara está ocupada por manifestantes que pedem o afastamento de Arruda. Também não foi criada a CPI para investigar o governo do DF. O relator do processo disciplinar contra Arruda no DEM, José Thomaz Nonô, disse que fará uma análise política e não jurídica do caso. (págs. 1 e 4 a 11)
Lula: EUA não têm moral para criticar Irã
Clima: Brasil levará 700 a Copenhague
Foto legenda: Um caminhão no meio do caminho
Giuliani, consultor do Rio
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Folha de S. Paulo
Manchete: STF abre ação contra senador tucano
O senador Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador de Minas, virou réu no STF e vai responder penalmente pela sua suposta participação no valerioduto mineiro.
Após 15 horas de julgamento, o Supremo entendeu, por 5 votos a 3, que há "indícios suficientes" na denúncia do Ministério Público Federal contra o tucano.
Azeredo é acusado dos crimes de peculato (uso de cargo público em benefício próprio) e de lavagem de dinheiro na campanha de reeleição ao governo, em 1998.
O ministro José Antonio Dias Toffoli, ex-advogado do PT e indicado pelo presidente Lula para o STF, foi um dos votos contrários a transformar Azeredo em réu.
Para ele, ocupar a chefia do Executivo não significa envolver-se com irregularidades de subordinados - argumento usado por petistas no mensalão do partido.
O senador tucano afirmou que é inocente, negou que tenha existido mensalão durante seu governo e voltou a dizer que as provas apresentadas são falsas. (págs. 1, A12 e A13)
PF apura se pacote com dinheiro era para Arruda
Segundo Barbosa, o pacote contém R$ 63 mil. A CTIS doou para as campanhas de Arruda e do presidente Lula.
O presidente da empresa, Avaldir Oliveira, negou envolvimento na caso e disse ter ficado "bastante surpreso": "Não sabemos quem e o que está por trás disso". O governador não comentou.
Os advogados de Arruda preparam um recurso para apresentar à Justiça e evitar que ele seja expulso do DEM na próxima quinta. (págs. 1 e Brasil)
Ruy Castro
É possível alguém ignorar que é filmado?
Arruda e assessores talvez não imaginassem estar sendo filmados. Mas será possível que ainda haja alguém tão inocente nesse quesito?
Qualquer cidadão honesto, hoje, sente-se suspeito ao entrar num elevador. (págs. 1 e A2)
RUY CASTRO passa a escrever em Opinião também às sextas.
Temporal mata; previsão para hoje é de mais chuvas em SP
O volume de água na tarde de ontem em São Paulo correspondeu a 20% da precipitação prevista para dezembro. Segundo a meteorologia, chove hoje. (págs. 1 e Pág. Esp. C1)
Foto legenda: Mulher enfrenta a forte chuva às 15h40 de ontem na esquina da Brigadeiro Faria Lima com a Rebouças; congestionamento às 19h30 passou de 200 quilômetros
Vereador quer dar '14º salário' para servidores
Editoriais
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O Estado de S. Paulo
Manchete: STF abre ação contra 'mensalão tucano'
O Supremo Tribunal Federal abriu ontem um processo criminal contra Eduardo Azeredo (PSDB-MG). A partir de agora, o senador será julgado por sua suposta ligação com o caso que ficou conhecido como
"mensalão tucano". Azeredo é acusado de participar de um esquema de desvio de recursos públicos e de caixa 2 na campanha de 1998, quando tentou se reeleger governador de Minas, mas perdeu a disputa para Itamar Franco. “Não há a menor dúvida de que ocorreram desvios das estatais. Não há a menor dúvida de que houve aparentemente uma lavagem de dinheiro", disse o ministro-relator, Joaquim Barbosa.
O ministro José Antonio Dias Toffoli, ex-advogado do PT em campanhas eleitorais, votou contra a abertura do processo. Segundo ele, não há na denúncia indícios da participação de Azeredo. (págs. 1 e A8)
Frase
Marco Aurélio Mello, Ministro do STF
"O Supremo não é cemitério de inquéritos e ações penais contra quem quer que seja"
Planilha detalha doações para caixa 2 de Arruda
Uma planilha manuscrita, preparada por Márcio Machado, presidente do PSDB do Distrito Federal, revela que na campanha de 2006, o então candidato ao governo do DF, José Roberto Arruda (DEM), abordou pelo menos 41 empresas para arrecadar doações e engordar o caixa 2 em R$ 11 milhões. Das 20 construtoras citadas na planilha, pelo menos nove fecharam contrato com o governo que tomou posse em 2007. Apenas duas empresas aparecem na prestação de contas de Arruda à Justiça Eleitoral, mas com valores diferentes. (págs. 1 e A4)
Lula e Merkel divergem em público sobre o Irã
O programa nuclear do Irã motivou divergência pública, em Berlim, entre o presidente Lula e a chanceler alemã, Angela Merkel. Em entrevista coletiva, Merkel disse que a tolerância com o Irã estava acabando e falou em novas sanções; a seu lado, em seguida, Lula pediu "muita paciência" com o país. No mesmo dia, o chanceler Celso Amorim se reuniu com o presidente Mahmoud Ahmadinejad em Teerã. (págs. 1, A12 e A13)
Foto legenda: Temporal: enchentes e morte em SP
Técnico vê 'açodamento' para liberar hidrelétrica
Petrobras cria barreira contra equipamentos importados
Casa própria: Caixa tem recorde de empréstimos
Notas e Informações: O falso patrono da reforma
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Jornal do Brasil
Manchete: Rio com risco de 'apagão' médico
PMDB vai à Justiça para se defender
Por nova estratégia no Afeganistão
The New York Times
A educação tem sido a única força capaz de estabilizar as sociedades. Não é uma fórmula mágica, mas reduz taxas de natalidade, aumenta padrões de vida e diminui conflitos. Se Obama quisesse ser bem-sucedido no Afeganistão, teria mais chances com 30 mil escolas do que com 30 mil tropas. (págs. 1 e Internacional A21)
Foto legenda: Trânsito assassino
Conferência debate inclusão
Coisas da política
Informe JB
Anna Ramalho
Editorial
Sociedade Aberta
Sociedade Aberta
Professora e pesquisadora
Os múltiplos saberes da arte circense. (págs. 1 e A3)
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http://clipping.radiobras.gov.br/clipping/novo/Construtor.php?Opcao=Sinopses&Tarefa=Exibir
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