A proposta deste blogue é incentivar boas discussões sobre o mundo econômico em todos os seus aspectos: econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais (Acesse Comentários). Nele inserimos as colunas "XÔ ESTRESSE" ; "Editorial" e "A Hora do Ângelus"; um espaço ecumênico de reflexão. (... postagens aos sábados e domingos quando possíveis). As postagens aqui, são desprovidas de quaisquer ideologia, crença ou preconceito por parte do administrador deste blogue.
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“Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo; Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...” (Abraham Lincoln).=>> A MÁSCARA CAIU DIA 18/06/2012 COM A ALIANÇA POLÍTICA ENTRE O PT E O PP.
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"O Economista não pode saber tudo. Mas também não pode excluir nada" (J.K.Galbraith, 1987).
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quarta-feira, setembro 19, 2012
''CIRCUS''
Maia critica STF e nega existência de esquema
Autor(es): Cristiane Jungblut |
O Globo - 19/09/2012 |
Em BH, Patrus Ananias afirma que julgamento não envolve o PT
BRASÍLIA e BELO HORIZONTE
Um dia depois de a Executiva do PT, em nota, convocar a militância a defender o ex-presidente Lula, o partido e desfazer "mentiras", líderes petistas foram a público para negar a existência do mensalão. O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), chamou de "grande falácia" o esquema criminoso em julgamento no Supremo Tribunal Federal, enquanto o ex-ministro Patrus Ananias, candidato petista à prefeitura de Belo Horizonte, chegou a dizer que o julgamento não "envolve" o PT, que tem dois ex-presidentes (José Genoino e José Dirceu) e um ex-tesoureiro (Delúbio Soares) no banco dos réus.
Maia disse que nenhum deputado do PT recebeu recursos, na época, para votar com o governo, já que eles faziam parte do partido do presidente da República. Para ele, no julgamento do STF está ocorrendo a inversão dos fundamentos jurídicos, com réus sendo condenados, mesmo com a ausência de provas nos autos.
- Chamou-me muito a atenção o fato de voltar essa tese do mensalão. Acho isso tudo uma grande falácia. Não houve pagamentos mensais aos deputados do PT, que não tinham nenhuma necessidade de pagamento para votar com o governo - disse Maia.
Ele ainda classificou de "absurda" a informação da revista "Veja" de supostas declarações do publicitário Marcos Valério, de que o ex-presidente Lula participou do esquema:
- Essa tentativa de trazer o Lula para o debate é para criar clima de instabilidade. Não podemos deixar que isso aconteça, as eleições têm que transcorrer de forma normal.
Patrus disse que o julgamento no Supremo não prejudica as candidaturas do PT:
- Não prejudica porque está havendo um julgamento do STF, e esse julgamento não envolve o Partido dos Trabalhadores. Não envolve o presidente Lula (...) O fato de que algumas pessoas, eventualmente, tenham cometido equívocos não compromete uma instituição como o PT.
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O MELHOR DA DEFESA É O ATAQUE (regra no futebol de várzea)
Viana defende Lula, mas admite: houve mensalão
Autor(es): Maria Lima |
O Globo - 19/09/2012 |
Senador petista bate boca com tucano em plenário e acusa PSDB de ser pioneiro do esquema, em Minas Gerais
BRASÍLIA Na ausência de uma declaração do ex-presidente Lula sobre as acusações atribuídas a Marcos Valério na revista "Veja", de que ele seria o chefe do esquema do mensalão, o senador Jorge Viana (PT-AC) partiu ontem para a linha de frente de sua defesa no plenário do Senado, onde o clima esquentou. Ao contrário de outros líderes petistas, Viana admitiu que o esquema criminoso existiu e desafiou Valério a contar em público o que sabe sobre os mensalões mineiro, do PSDB, e petista.
Viana travou um duro embate com o líder do PSDB , Álvaro Dias (PR), ao acusar o PSDB de ser o mentor do esquema de corrupção e compra de votos, em 1998 em Minas Gerais, que, segundo o petista, deu origem ao mensalão do PT.
Depois, em discurso mais agressivo na tribuna, atribuiu a uma "elite intolerante e preconceituosa, aliada à mídia", a tentativa de golpe para destruir a imagem de Lula, às vésperas das eleições:
- Esse valerioduto não começou com o PT. Começou com o PSDB em Minas Gerais (...) Todo e qualquer governo tem deslizes. Só não estou de acordo com a satanização do PT e do presidente Lula. Entre a cópia mal feita que está sendo julgada hoje no Supremo, prefiro ficar com a original feita com mais competência pelo PSDB. Alunos mal aplicados do PT foram tentar repetir o modelo profissional do PSDB e do PFL.
Dias negou conhecimento do mensalão mineiro:
- Por que em 2005 o PT não denunciou isso que ocorreu em Minas? O PT tirou isso do armário em 2005 para confundir o povo brasileiro. Essa tese "nós somos sujos mas outros se sujaram antes" não honra quem a adota. Não há paralelo entre os dois episódios. Foram dois procuradores que disseram que o mensalão foi o mais atrevido e escandaloso esquema de corrupção da história brasileira - rebateu o tucano.
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MERCADO DE AÇÕES. ''STEADY STATE''
A mão 'visível' do governo
Autor(es): Por Flavia Lima, Alessandra Bellotto e Karla Spotorno | De São Paulo |
Valor Econômico - 19/09/2012 |
As ações da Cesp caíram 27,5% apenas no pregão do dia 12 de setembro - a maior queda em um único dia registrada no ano. Após um período de incertezas, os papéis da Usiminas têm a melhor performance em setembro, até o dia 17, em alta de 41%.
O desempenho dessas ações está diretamente ligado a medidas formuladas pelo governo. Nas últimas semanas, a equipe econômica anunciou aumento das tarifas de importações, ampliação do número de setores que ganham com a desoneração da folha de pagamento e um pacote que reduz tarifas de energia e impõe novas regras para renovação das concessões, dentre outras medidas.
A percepção é a de que este é um momento de presença mais forte do Estado, e que isso não vale somente para o Brasil, mas para o mundo. É o que a equipe do fundo CSHG Verde chamou de "Bull Market In Politics", em carta a seus clientes em abril deste ano. A ideia é que existem ciclos políticos assim como existem ciclos econômicos. E, segundo o que a equipe via naquele momento, mudanças estruturais na economia global somadas ao esgotamento do modelo de crescimento brasileiro (com perda de competitividade e endividamento do consumidor), traziam o país a um ponto em que uma resposta política aos desafios era inevitável.
Ao investidor, no entanto, a questão é: como agir em um mercado que não caminha escorado apenas nos fundamentos das empresas? À parte as considerações sobre a eficácia da mão cada vez mais visível do governo sobre agentes e setores econômicos, o que os especialistas afirmam é que ao investidor cabe compreender a dinâmica e, assim, alocar seus recursos de maneira eficiente. "Independentemente de juízo de valor, o objetivo do investidor é ganhar dinheiro. Para isso, é preciso entender a lógica do governo e tentar traduzi-la na escolha dos papéis", diz Jorge Simino, diretor de investimentos da Fundação Cesp.
"O investidor está num restaurante chamado Brasil e esse é o cardápio. Se ele não quer esse cardápio, não vá a esse restaurante", afirma outro gestor que preferiu não ser identificado. Para Lika Takahashi, estrategista da Fator Corretora, se o investidor escolher certo [e investir nos setores beneficiados pelas medidas do governo], pode se dar bem. "A questão é que muitos acabam escolhendo as ações meio que na sorte".
Escolher acertadamente, dizem os analistas, passa pela tradução correta dos acontecimentos: há uma preocupação clara do governo com o ritmo de crescimento em 2013. O esforço é recuperar parte da competitividade da indústria brasileira afetada pelas importações, sem, contudo, mexer com o câmbio - o que está sendo feito via desonerações tributárias e corte nos custos de energia.
Assim, apesar de o tombo das ações das elétricas provocado pelo pacote de energia ter roubado todas as atenções na última semana, Andrew Campbell, estrategista-chefe da corretora do Credit Suisse, lembra que vários outros segmentos da economia foram, na verdade, beneficiados pelas medidas recentes. E é aí que o investidor deve se socorrer.
Na avaliação geral, o maior ganhador é o setor de bens de capital, com empresas como Randon, Iochpe-Maxion, Weg, Mahle Metal Leve e Autometal. Essas empresas se beneficiam do aumento da tarifa de importação, do pacote do setor elétrico e da desoneração da folha de pagamento - fora a retomada do crescimento local.
"Mas é preciso atenção porque alguns destes papéis já subiram bastante", diz Hamilton Moreira Alves, estrategista do BB Investimentos. Para ele, o investidor deve olhar também o que, mesmo tendo subido, ainda está atrasado, como siderurgia e mineração.
O setor de siderurgia se beneficia do aumento da tarifa de importação e do pacote do setor elétrico. Nesse segmento, um dos papéis que mais subiram nas últimas semanas foi Usiminas. No ano, contudo, a ação ainda sustenta o nono pior desempenho do Ibovespa, em queda superior a 23% (até dia 17).
Para Campbell, do Credit Suisse, Usiminas é destaque entre as empresas beneficiadas por operar com uma rentabilidade menor no setor (o que aumenta o impacto da medida), pelo tipo de aço que produz (plano) e por ter capacidade ociosa de produção. O papel, porém, é visto com desconfiança. A casa elevou a recomendação para Usiminas, mas não indica a compra. "A situação melhorou, mas não dá para dizer que os problemas ficaram para trás", diz. "Além disso, as ações já subiram muito".
Para Simino, da Fundação Cesp, os setores conectados ao crescimento doméstico voltam a ser óbvios, enquanto as ações com características mais defensivas - como os papéis do setor elétrico - vão precisar de muito "stock picking", ou seja, avaliação caso a caso, para voltar a fazer parte das carteiras. Já Flavio Sznajder, sócio-gestor da Bogari Capital, destaca Cosan e os setores de bancos e educação (ligados ao mercado interno e com gestão que pode trazer melhoras ao longo do tempo).
Para o Credit Suisse, Brasil Foods é uma aposta interessante em consumo, com múltiplos mais baixos que os das varejistas. Fora que o setor, que tem uso intensivo de mão de obra, foi incluído no pacote de desoneração de folha de pagamento. Papel e celulose é outro segmento que se beneficiou de mais de uma das medidas. Nesse universo, a recomendação do Credit Suisse é Klabin.
Aos que se perguntam se mais setores ainda podem ser afetados, Sznajder, da Bogari, diz que o investidor deve entender que a bolsa tem riscos e que não há fórmula mágica. "Estudar muito para não ser pego de surpresa e comprar barato pode ser o melhor caminho".
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GREVE DOS BANCÁRIOS - "Cheque'' mate
No primeiro dia de paralisação, 24% das agências bancárias fecharam, diz sindicato
Valor Econômico - 19/09/2012 |
A greve nacional dos bancários começou mais forte neste ano. No primeiro dia de paralisações, 23,6% das agências e centros administrativos dos bancos não funcionaram. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), não houve atendimento em 5.132 postos de trabalho, de um total de 21,7 mil no país.
O principal ponto de divergência entre trabalhadores e setor patronal está no índice de reajuste salarial. Enquanto os bancários pedem 5% de ganho real, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) oferece 0,58%. A data-base da categoria, que representa mais de 500 mil trabalhadores no país, é 1º de setembro.
Carlos Cordeiro, presidente da Contraf, afirma que os representantes dos bancos não se mostraram dispostos a negociar desde que apresentaram a proposta de reajuste salarial de 6%, índice bem inferior aos 10,25% nominais pedidos pelos trabalhadores. "Os bancos apresentam uma postura intransigente. O movimento dos bancários nos últimos anos tem surpreendido pela adesão também nos bancos privados. É dessa adesão que vem a força das greves agora", afirma.
Para o diretor de relações do trabalho da Fenaban, Magnus Apostólico, a proposta apresentada pelo setor patronal foi elaborada para ser aprovada pelos trabalhadores. Segundo ele, não há margem para negociar os índices "impraticáveis" pedidos pelos bancários. "Essa greve não faz sentido. Precisamos que os bancários apontem pontos na nossa proposta que precisam de ajuste, mas não há como dar grandes saltos na convenção coletiva que já é a melhor do país", afirma. Por enquanto, os bancários não mostraram interesse em reduzir a reivindicação por reajuste de 10,25%.
Além da correção salarial, a valorização da participação no lucro e resultados e o reajuste do piso da categoria para R$ 2,4 mil estão na pauta dos bancários. Segundo a proposta da Fenaban, o piso salarial dos caixas na jornada de seis horas chegaria, com o reajuste deste ano, a cerca de R$ 2 mil. "A proposta feita pelos bancos, o setor mais sólido e rentável da economia, é um índice bem menor do que o concedido pela grande maioria das empresas de outros segmentos nos acordos assinados no primeiro semestre", afirma Cordeiro.
No ano passado, a greve dos bancários durou 21 dias e contou com a maior adesão desde 1985, segundo a Contraf. No auge do movimento, cerca de 10 mil postos de trabalho de um total de 19 mil não funcionaram.
De acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, cuja base tem 138 mil trabalhadores, 20,8 mil trabalhadores cruzaram os braços no Estado ontem. As próximas assembleias pelo país serão realizadas amanhã.
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METALÚRGICOS DO ABCut
Metalúrgicos em greve negociam acordo salarial por empresa no ABC
Autor(es): Por Carlos Giffoni | De São Paulo |
Valor Econômico - 19/09/2012 |
Assembleia de metalúrgicos em Diadema: greve por tempo indeterminado
Os metalúrgicos no Estado de São Paulo ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) estão fechando acordos salariais por empresas e adotaram como estratégia a realização de greve nas indústrias que não concordam com aumento salarial de 8%. A base da CUT, que conta com cerca de 250 mil metalúrgicos, vem fazendo paralisações isoladas desde a semana passada. Ontem, os metalúrgicos do ABC entraram em greve por tempo indeterminado nas empresas que não concordaram com o reajuste de 8%.
De acordo com o presidente da Federação dos Metalúrgicos da CUT, Valmir Marques, várias empresas estão negociando diretamente com os 14 sindicatos da base da FEM. Até o início da noite de ontem, 76 empresas do base do sindicato do ABC já haviam fechado acordos. Restavam, segundo o sindicato, 63% dos trabalhadores da base em greve. O movimento não inclui as montadoras, que fecharam, em 2010, um acordo salarial válido por dois anos.
Marques amenizou o discurso de "greve por tempo indeterminado", considerando o movimento de acordos coletivos firmados entre empresas e sindicatos. "As paralisações nas bases estão acontecendo, mas são pontuais. Os sindicatos têm feito pressão nas empresas e as empresas, por sua vez, buscam o sindicato para fechar um acordo", afirma.
Em 2011, os metalúrgicos das montadoras do ABC assinaram um acordo por dois anos, que garantia ganho real de 5% no período. Os trabalhadores dos demais grupos - que não fecharam acordo válido pelo biênio -, entre eles os de autopeças, pedem reajuste nominal de 8% neste ano, o que representaria ganho real de 2,5%.
Valdemar Cardoso, coordenador da comissão de negociação da empresas do Grupo 8, que envolve 36 mil trabalhadores da FEM-CUT nos ramos de trefilação, laminação e refrigeração, acredita que houve um esforço grande do setor patronal em oferecer aumento real de 2%. "Os trabalhadores pleiteiam o aumento da indústria automobilística, mas não entendem que há segmentos diferenciados, com queda de produtividade, cuja maior parte é formada por micro e pequenas empresas, como o nosso, em que 93% das empresas se enquadram nessa classificação."
Até ontem, o Grupo 8 tinha oferecido um reajuste de 7,5% nas empresas com mais de 50 trabalhadores e de 7% nas empresas com menos de 50 funcionários. "O custo da mão de obra chega a 40% em muitas das nossas empresas, não temos como acompanhar a indústria automotiva", diz. Na semana passada, os metalúrgicos definiram em assembleias pelo Estado que o reajuste reivindicado para todos os grupos seria de 8%. Caso contrário, haveria paralisações.
Apesar de ainda não terem sido marcadas, algumas rodadas de negociação devem ocorrer nesta semana com os demais grupos dos metalúrgicos, à medida que as paralisações nas empresas avançarem. Ontem, a FEM reuniu-se com representantes do Grupo 2, de máquinas e eletrônicos. A proposta patronal chegou a 6,5% de reajuste, o que, segundo Marques, não muda o estado de greve.
Entre os metalúrgicos em São Paulo, apenas o grupo de fundição já fechou acordo neste ano. Cerca de 4 mil trabalhadores que compõem a sua base no Estado garantiram 8% de reajuste salarial. De acordo com Marques, também em outras cidades as empresas estão negociando de forma direta.
"As empresas estão procurando os sindicatos também em Taubaté, Sorocaba, Itu e outras bases. As paralisações vão continuar onde a reivindicação não for atendida", diz Marques. Por isso, o movimento grevista está fragmentado, já que algumas empresas de setores que ainda não fecharam acordo estão atendendo às reivindicações.
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PEDRO PEDREIRO
Cresce número de empregados formais com alta qualificação
Autor(es): Por Murilo Rodrigues Alves e Lucas Marchesini | De Brasília |
Valor Econômico - 19/09/2012 |
Os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho, mostram que a mão de obra formal do país está ficando cada vez mais qualificada. Em 2011, foram criados 2,242 milhões de empregos formais no país, segundo a Rais. Desse total, 25% possuíam ensino superior completo e outro 1,1% é de trabalhadores com mestrado ou doutorado, somando 26,1% com alta qualificação. Essa participação é bastante superior ao estoque de trabalhadores com o mesmo nível educacional. No fim de 2011 estavam empregados 46,3 milhões de trabalhadores de maneira formal no país, dos quais a soma de curso superior, mestrado e doutorado equivalia a 17% do total.
Em 2011, o total de 2,242 milhões de novos trabalhadores formais elevou o estoque de vagas em 5,09%. O número total, contudo, representou uma queda de 21,63% em relação à quantidade de postos criados em 2010, que foi de 2,861 milhões. De acordo com o ministério, "tal comportamento deu continuidade à trajetória de crescimento de empregos no país, sinalizando, contudo, um arrefecimento no ritmo de expansão, quando comparado com o resultado do ano anterior".
A Rais unifica as informações sobre emprego e desemprego, abrangendo trabalhadores celetistas e estatutários. Traz, também, ajustes nas estatísticas, como a inserção de contratações e demissões registradas fora do período legal. O Caged, apresentado mensalmente pelo Ministério do Trabalho, reúne apenas os dados sobre os empregados na iniciativa privada.
Dos novos empregos criados em 2011, 2,116 milhões correspondem a empregos celetistas, um crescimento de 5,96% no estoque, alcançando 37,606 milhões. Em 2011, foram contratados 126,3 mil funcionários públicos, o que fez com que o estoque dessas vagas subisse 1,47% para 8,705 milhões.
A Rais apontou que o rendimento médio do trabalhador formal brasileiro fechou 2011 em R$ 1.902,13. O montante representa um aumento real de 2,93% em relação ao salário médio em 2010 (R$ 1.847,92). Segundo o Ministério do Trabalho, o rendimento é corrigido pelo INPC e reflete "continuidade da trajetória de crescimento da remuneração observada nos últimos anos".
A maior diferença entre as unidades da federação com relação à remuneração média em 2011 se deu entre o que um trabalhador formal ganhou em média no Distrito Federal (R$ 3.835,88) e o que recebeu, em média, um trabalhador do Ceará (R$ 1.367,79). De acordo com o ministério, a diferença de 180,44% entre os dois salários diminuiu quando comparada com a observada em 2010, quando a diferença entre o maior e o menor rendimento foi de 202,20%.
De acordo com os dados da Rais, os trabalhadores de quase todas as unidades da Federação obtiveram ganhos reais em 2011. Os maiores aumentos ocorreram em Tocantins (10,74%), Pernambuco (5,70%), Goiás (5,57%), Maranhão e Ceará (4,92%). Distrito Federal, Amapá e Roraima registraram perdas nos rendimentos no ano passado de 2,63%, 1,89% e 0,60%, respectivamente.
O setor de serviços foi o que teve maior criação absoluta de empregos formais em 2011. Foram abertos pouco mais de 1 milhão de postos no setor em 2011. Em segundo lugar está o comércio, com 460 mil novos trabalhadores. E em seguida, a construção civil, com 241 mil empregos.
A indústria de transformação criou 228 mil postos. Um pouco abaixo vem a administração pública, com 180 mil empregos. No fim da lista está a agricultura, que criou 74 mil postos formais.
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NANOTECNOLOGIA. CIÊNCIA E PROGRESSO
País é o nono em depósito de patentes de fertilizantes com uso de nanotecnologia
Autor(es): Por Carine Ferreira | De São Paulo |
Valor Econômico - 19/09/2012 |
O Brasil é o nono entre os dez países com maior número de depósitos de patentes em produtos desenvolvidos à base de nanotecnologia aplicada a fertilizantes. É o que mostra um estudo realizado por analistas e pesquisadores da Embrapa Instrumentação, em São Carlos (SP).
Foram encontrados 369 documentos de patentes relacionados ao tema. Na liderança está a China, com 139 documentos, seguida pelos EUA, com 118. O Brasil tem cinco documentos e empata com a Austrália na nona colocação. Os documentos depositados pelo Brasil podem ter sido obtidos também por empresas estrangeiras que atuam no país.
As tecnologias recuperadas do monitoramento realizado são diversificadas, mas envolvem sobretudo o encapsulamento nanoestruturado ou compostos contendo nanomateriais - que provocam a liberação lenta ou controlada de fertilizante.
A pesquisa levou em conta uma base de patente mundial ("Derwent Innovations Index") e uma base de artigos científicos, a "Web of Science". É a primeira vez que a Embrapa realiza um estudo como esse, segundo Sandra Protter Gouvêa, analista de propriedade intelectual da Embrapa Instrumentação e supervisora do setor de Gestão da Prospecção e Avaliação de Tecnologias. "É um monitoramento tecnológico para tomada de decisões estratégicas em pesquisa e desenvolvimento e transferência de tecnologia", afirma.
O uso da nanotecnologia na área de fertilizantes é uma das principais demandas do Laboratório Nacional de Nanotecnologia aplicada ao Agronegócio, que fica na Embrapa Instrumentação. "As plantas continuarão a usar os mesmos nutrientes", afirma Caue Ribeiro, pesquisador da Embrapa Instrumentação. Segundo ele, várias empresas procuram a instituição em busca de parcerias para a pesquisa, mas até agora nada foi fechado oficialmente. A Embrapa busca parceiros para a realização de testes industriais nas pesquisas que estão sendo finalizadas.
A rede de nanotecnologia da Embrapa foi criada em 2006, mas as pesquisas relacionadas aos adubos começaram há cerca de cinco anos. Porém, nenhum produto teve a transferência de tecnologia, independentemente das patentes. Por isso, o pesquisador "desconfia" de alguns produtos que dizem ter esta tecnologia. "Há muitas empresas colocando no mercado micronutriente supostamente com nanopartículas, mas não temos certeza do que são, não estudamos esses produtos".
Depois de concluída a pesquisa, é preciso que a tecnologia seja colocada em parâmetros comerciais. Um exemplo é um nanocomposto que tem a parceria do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) nos testes de estrutura. O objetivo é verificar se vai acontecer com o nanocomposto a evaporação de óxido nitroso (comum em fertilizantes nitrogenados) com efeito significativo para a formação dos gases de efeito estufa.
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QUEM LÊ TANTA NOTÍCIA?
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
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Despesa para conquistar votos equivale ao orçamento para este ano do Plano Brasil Sem Miséria; soma é criticada por cientistas políticos. O Estado do Rio tem cinco campanhas entre as 22 mais caras do país
Em busca de votos, candidatos a prefeito e vereador gastaram até 6 de setembro R$ 975 milhões, segundo o TSE. A cifra, que equivale ao orçamento do Plano Brasil Sem Miséria, é criticada por analistas. Em dois meses, foram desembolsados, por exemplo, R$ 76 milhões com gasolina e lubrificante, o suficiente para rodar 82 vezes a malha rodoviária federal. No Rio, cinco campanhas estão entre as 22 mais caras. Fernando Haddad (PT), que disputa a prefeitura de São Paulo, foi o que mais gastou. Entre os partidos, o maior dispêndio é do PMDB. As despesas devem atingir R$ 3 bilhões, alta de 33% em relação a 2008. (Págs. 1, 3 e 4)
Leis que evocam temas religiosos passam pela linha tênue do respeito a liberdades individuais. Helena Celestino. (Págs. 1 e 34)
Ao tentar proibir na Justiça Eleitoral um comercial de José Serra (PSDB), a campanha de Fernando Haddad (PT) afirma ser “degradante” a associação de sua imagem à de José Dirceu e de Delúbio Soares, seus colegas de partido, e à de Paulo Maluf, que integra a sua coligação, informa Daniela Lima.
Dirceu e Delúbio são réus do mensalão, em julgamento no Supremo, e Maluf responde a ações por desvios.
O filme exibido pela campanha tucana diz que a eleição de Haddad trará de volta os três personagens.
O petista alega que não é réu do mensalão e que, por isso, é indevido associá-lo a envolvidos em processos.
A Justiça negou o pedido alegando que eles são políticos do mesmo partido ou coligação. Procurado, o advogado que redigiu a petição diz que degradante é o comercial de Serra. (Págs. 1 e Poder A4)
“Kassab assumiu porque era meu vice. Completou meu mandato. A partir daí, desenvolveu o seu mandato”, disse o tucano, que frisou ainda em debate querer ser para São Paulo o “prefeito da mudança”. (Págs. 1 e Poder A8)
Ontem, a greve dos bancários atingiu 24% das agências do país, segundo sindicalistas. Na região de São Paulo e Osasco, cerca de 15% dos funcionários cruzaram os braços. (Págs. 1 e Mercado B7)
A apreensão média de maconha e cocaína, segundo os grevistas, caiu para menos da metade. (Págs. 1 e Cotidiano C7)
Outro trecho já havia mostrado o candidato afirmando que 47% do eleitorado depende do governo e não paga imposto. Em meio a críticas, Romney manteve suas declarações. (Págs. 1 e Mundo A15)
Após quase quatro anos sem ofertar novos blocos de exploração de petróleo, o governo surpreendeu o mercado ontem ao anunciar que fará o primeiro leilão do pré-sal, sob o regime de partilha, em novembro de 2013. Haverá também, em maio, licitação em 174 blocos em áreas que não são pré-sal. A decisão veio após críticas de empresários na maior feira do setor na América Latina, a Rio Oil & Gas. A abertura do evento, anteontem, não recebeu nenhum representante graduado do governo e foi marcada pela cobrança por novos leilões. O setor avaliou que a indefinição afastava investimentos e ameaçava a produção de petróleo no País. Há também descontentamento com a política de conteúdo local e o congelamento de preços dos combustíveis, que resultou em prejuízo para a Petrobrás. (Págs. 1 e Economia B1)
Elétricas podem demitir mais
Para integrantes do governo, empresas terão de se adaptar à realidade. Furnas já anunciou planos de cortar 35% da folha de pessoal. (Págs. 1 e B4)
Mitt Romney, que critica o presidente Barack Obama por dividir a nação, dividiu a nação em dois grupos: os que fazem e os que “pedem”. (Págs. 1 e Internacional A14)
A presidente Dilma Rousseff pôs em xeque mais uma parte da “herança bendita” ao autorizar o corte de 35% do pessoal de Furnas. (Págs. 1 e Economia B4)
Reação do cardeal de São Paulo contribuiu para ampliar “manipulação” que Igreja Católica condena. (Págs. 1 e A3)
A decisão da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o esquema do bicheiro foi tomada depois de o Correio revelar, em reportagem de João Valadares, que José Olímpio de Queiroga Neto — braço direito de Carlinhos Cachoeira — estava se desfazendo às pressas de terrenos, vendidos pela metade do preço, com o intuito de fugir para os EUA. No ofício que envia hoje ao Ministério Público Federal, a cúpula da CPI pedirá o depósito em juízo do passaporte dos 81 denunciados na Operação Monte Carlo, que desmantelou a organização criminosa e levou à prisão o contraventor Carlinhos Cachoeira. Avaliados em R$ 141,6 milhões, o avião e os bens imóveis que devem ser bloqueados pela Justiça estão registrados no nome de 29 pessoas e três empresas da quadrilha. (Págs. 1 e 5)
Ministério da Fazenda e entidades do mercado negociam as mudanças desde o início do ano, ao mesmo tempo em que o governo prepara a regulamentação de novos produtos para o mercado de capitais que será enviada ao Congresso até o fim do ano. (Págs. 1 e C1)
Ele já estava sob fogo cerrado por causa de outro trecho, divulgado anteontem, em que diz não se preocupar em ganhar os votos dos 47% de americanos que apoiam Obama, porque não pagam imposto de renda, "são dependentes do governo" e "se acham vítimas". (Págs. 1 e A15)
Até agora visto somente como um provedor de terras e um "braço operacional" de movimentos sociais, o Incra vai se dedicar à melhoria da qualidade de vida dos assentados. "Nós vamos continuar assentando, mas nossa prioridade será assentar com qualidade e não apenas bater recordes em número de assentamentos", disse Guedes. (Págs. 1 e B16)
Nesse interregno hegemônico, novos atores ganham autonomia e poder global. Com a mudança do polo dinâmico de crescimento para dentro do país, abre-se para o Brasil a oportunidade de completar o projeto de desenvolvimento econômico e social interrompido na crise dos anos 1980. Com mais meio século de crescimento, ainda que moderado, o país pode completar o projeto, iniciado no fim do século XIX, de ter uma sociedade moderna, democrática e rica. (Págs. 1 e A18)
Governo brasileiro pode estar subestimando impacto inflacionário da nova rodada de expansão monetária adotada pelo Fed. (Págs. 1 e A2)
Pedro Ferreira e Renato Fragelli
Barreira aos importados beneficia temporariamente alguns setores, mas afeta os consumidores e a economia como um todo. (Págs. 1 e A11)